Maio 2022 archive

Ofensas sexuais aumentaram nas escolas

 

No ano lectivo passado, foram registados 113 casos de ofensas sexuais, mais 29 comparativamente ao ano anterior, quando foram contabilizadas 84.

No ano lectivo passado, foram registados 113 casos de ofensas sexuais, mais 29 comparativamente ao ano anterior, quando foram contabilizadas 84.

Ofensas à integridade física (978), injúrias e ameaças (666) e furtos (273) representam novamente a maioria das ocorrências registadas dentro e fora das escolas, havendo ainda casos de vandalismo (140), roubo (73), posse ou consumo de estupefacientes (58), posse ou uso de arma (55) e ameaças de bomba (três).

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Por que faltam professores

 

Há pelo menos dez anos existe evidência de que, se nada fosse feito, os professores haviam de faltar. A inércia venceu a evidência de uma década.

Por que faltam professores

“Ao longo da última década, o CNE tem vindo a alertar, em relatórios e recomendações, para o envelhecimento do corpo docente […]. Estudos recentes apresentam projeções das necessidades de recrutamento de novos docentes para os próximos anos […].” Começava assim o programa do seminário “Faltam professores! E agora?…”, organizado pelo Conselho Nacional da Educação (CNE). Os qualificados estudos ali apresentados pelo professor Luís Catela Nunes (NovaSBE) e professora Luísa Loura (Pordata) poderiam ter sido encomendados/desenvolvidos antes? Sim, poderiam. Não foram desenvolvidos, porquê? Não havia forte evidência sobre a possível falta de professores? Sim, havia.

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Acesso aos 5.º e 7.º escalões de novo na Assembleia da República

Bloco de Esquerda baseia-se nos pressupostos da petição n.º 216/XIV/2 elaborada pelo Arlindo Ferreira e assinada por 14781 docentes para lançar um Projeto de Resolução pela remoção dos obstáculos à progressão de docentes para 5º e 7º escalões.

Mais uma vez. Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia deixa lá a asa.

 

Projeto de Resolução 56/XV/1 [BE]

Pela remoção dos obstáculos à progressão de docentes para 5º e 7º escalões

 

 

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Sobre as Juntas Médicas para Pedido de Certificado Multiusos

… existe um atraso de 29 meses.

 

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Carta aberta ao Ministro da Educação – Carlos Santos

Excelência, Sr. Ministro da Educação, João Costa

Em entrevista ao «Expresso» V. Ex.ª referiu que “Os professores foram formados para dar aulas só a bons alunos. Era como formar médicos para verem só pessoas saudáveis.”

Estas palavras vêm na índole dos seus antecessores que denotaram uma aversão visceral aos professores, com a novidade de esta conter um certo requinte calculista por se imiscuir entre outros dizeres lisonjeiros da sua pessoa para com a classe (da qual, orgulhosamente, faço parte), permitindo-lhe considerandos destes altamente perniciosos e que envergonhariam qualquer profissional, que faço questão de refutar. Uma frase que encerra em si mesma um atestado de incompetência à classe docente, conotando-a de impreparada e, sobretudo, de não estar à altura do que dela se espera.
Sem acrimónia, cabe-me esclarecer V. Ex.ª que, para quem tinha obrigação de saber muito sobre aquilo que se passa nas escolas, parece demonstrar estar muito longe do conhecimento de causa acerca da realidade vigente. Para sua informação, na escola pública, os professores não têm só “bons alunos” como, pelo contrário, recebem igualmente todo o género de estudantes, com diversificada ordem de problemas que a sociedade cria e não resolve. Uma escola com profissionais que se veem obrigados a lidar e a dar resposta a tudo e a todos. Contrariamente ao que afirma, as turmas são de dimensão exagerada, heterogéneas e, grande parte delas, problemáticas, obrigando os professores a trabalhar em sala de aula com diversas realidades em simultâneo e, frequentemente, sem adequadas condições materiais. Alunos de educação inclusiva, com problemas de saúde, de aprendizagem, de comportamento, de integração, de acompanhamento do currículo ou que não se reveem no currículo que é disponibilizado pelo sistema de ensino. Alunos com diferentes ritmos de aprendizagem, com motivações dispares, muitos deles vindos de famílias desestruturadas onde grassa o abandono familiar; crianças órfãs de pais vivos, sem acompanhamento, espancadas ou a presenciarem a violência doméstica, retiradas aos pais para serem afastadas de maus-tratos ou da prostituição (sei do que falo, pois cá em casa houve professora que teve de depor em tribunal para as “salvar”); crianças violadas, outras que percorrem quilómetros a pé entre casa e escola, outras, ainda, a quem temos, além de matar a fome do conhecimento, matar a fome do estômago. Os tais professores que, ao que se subentende, são incompetentes e impreparados, têm de ser professores, pais, companheiros, psicólogos, orientadores, terapeutas, animadores culturais e motivacionais, assistentes sociais e muito mais que não se deveria impor a um professor, mas que a escola de hoje exige e os docentes correspondem o melhor que sabem e podem. Mas, sobretudo, são obrigados a lidar com alunos cada vez mais difíceis devido à enorme falta de regras e de educação que deveria vir de casa, mas que falta por manifesto incumprimento de pais que se têm demitido das suas obrigações por falta de tempo ou por défice de responsabilidade.
Como se não bastasse o supracitado, os docentes ainda são obrigados a lidar com constantes alterações legislativas, algumas das quais contraditórias e de difícil implementação por excessiva burocracia de um sistema educativo que, desde há alguns anos, adotou o «compliquês».
Fica V. Ex.ª ciente de que, no meio de tantas dificuldades com alunos difíceis, encarregados de educação que se demitiram das suas obrigações parentais e de acompanhamento aos seus educandos e que, não raras vezes, empreendem um comportamento agressivo para com o corpo docente, os professores têm feito um trabalho extraordinário para colmatar as falhas que vêm de fora da escola, pelo que, devo dizer-lhe, Sr. ministro, essas suas palavras, além de as considerar um infeliz impropério, vieram aromatizadas de injustiça e ingratidão.

E os professores são obrigados a lidar com crescente indisciplina, ameaças e violência verbal e física por parte de pais e alunos graças a mensagens infelizes como estas e as dos seus antecessores que colocam os professores com uma imagem fragilizada perante a opinião pública e à mercê de pessoas malformadas.

Confesso que gostaria de me ficar por aqui, mas não me é possível embargar a voz perante uma outra sua frase ao «Expresso» onde verbalizou que “Metade dos professores sentem-se irritados”, a qual me parece conter em si uma adjetivação, no mínimo, afrontosa.

A um(a) professor(a) que tem de abandonar a sua casa, marido/esposa e os filhos lavados em lágrimas, sem ter forma de lhes explicar o motivo de ir embora e os deixar ficar para trás e só longe deles possa desaguar em lágrimas a sua tristeza numa longa viagem onde afoga o seu desgosto, vá lá dizer-lhe que aquilo que ele(a) sente é irritação.
Quando um professor tem de despender uma parte substancial do seu vencimento numa segunda renda ou em combustível (ambos cada vez mais caros), sofrendo o degaste de décadas amarrado ao volante para ir para a escola e a assistir ao crescimento dos filhos sem a sua presença, penalizado pela ausência de atualizações salariais, vá dizer-lhe que tudo isso só lhe causa irritação.
Quando um professor, perante o clima de extrema dificuldade e adversidade da profissão, faz um enorme esforço para cumprir com brio as suas obrigações profissionais, trabalhando uma média de 46 horas semanais (segundo estudo efetuado recentemente) e, administrativamente, os governos lhe roubam mais de seis anos e meio de serviço para efeitos de progressão numa carreira já de si com imensos entraves, considera que sentirá uma mera irritação?
Quando, segundo estudos de 2016, 2018 e 2019, mais 60% do corpo docente estava em burnout ou à beira da exaustão (valor que se deverá ter agravado consideravelmente com a exigência das aulas à distância e a quase ausência de períodos de interrupção letiva e de férias nos dois anos anteriores devido à pandemia), ter de escutar um ministro reduzir toda essa fadiga e desgaste, esforço acrescido e desilusão dos professores à adjetivação “irritação”, será aceitável?
Uma classe com média de idade superior a 50 anos devido a má gestão ministerial e prolongamento exagerado da carreira de uma profissão de desgaste rápido, que implicou a acentuada degradação da saúde de um corpo docente envelhecido que se vai arrastando e sacrificando mais do que pode, não estará um pouco mais do que irritado?
E o que poderá dizer a classe acerca do clima de suspeição que V. Ex.ª levantou publicamente sobre a honestidade dos professores em geral e dos que estão portadores de doenças incapacitantes ou que têm a seu cargo familiares diretos doentes e que se virão obrigados a fazerem-se à estrada, quando relatórios clínicos atestam a sua incapacidade para tal? Sabendo que a sua saúde irá piorar, estarão eles simplesmente irritados?

À esmagadora maioria dos professores entregues a um estado de desânimo e insatisfação, extenuados e doentes, devido à crescente exigência que o ensino impõe a um professor e à parca retribuição verbal e financeira que recebem, diga-lhes que isso não é nada de especial, que apenas estão irritados.
Não foi graças aos professores que temos a mais escolarizada geração de sempre?
Professores que, embora com todas estas dificuldades, não abandonaram os seus alunos e as suas obrigações e têm aguentado os reiterados ataques dos sucessivos Ministros da Educação, deveriam merecer outra consideração e, certamente, melhores ministros; ministros conhecedores da real situação das escolas e aquilo que é efetivamente importante para todos os agentes envolvidos no sistema de ensino, incluindo os mais ignorados, mas fundamentais, os professores.
Na realidade, se o Sr. ministro indicia ter dificuldade em respeitar os profissionais que tutela, como poderão esses profissionais esperar o devido respeito por parte da restante sociedade?
Se nos tempos que correm V. Ex.ª tiver a coragem de, durante um mês, calçar os sapatos de um dos muitos professores que passam por tantas dificuldades, talvez consiga entender o que realmente significa para os professores essa tal “irritação” de que fala, mas, certamente, desconhece.

Atentamente,
um de tantos outros professores supostamente «irritados», Carlos Santos
(enviada a quem de direito)

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Negociação Suplementar dia 30 de Maio

Para o próximo dia 30 de maio, segunda-feira, o Ministério da Educação convocou as organizações sindicais para a obrigatória negociação suplementar solicitada pelos sindicatos.

Esta será a última reunião de negociação do documento sobre a Mobilidade Por Doença e a Renovação de Contratos.

Não se esperam grandes alterações à proposta de 18 de maio, contudo a uma pergunta que o Diário de Notícias me fez sobre que medidas a meu ver não deveriam avançar, eu respondi “Não devem avançar medidas que impeçam um docente em Mobilidade por Doença comprovada, não continuar numa escola da sua proximidade, quando, porventura, for possível renovar o contrato nessa escola de um professor com horário anual e incompleto.

Aguardo com alguma expectativa esta reunião final.

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E o burro sou eu?

O governo pretende que em 2026 o salário mínimo atinja, pelo menos, 900 euros. Nada de mais justo para as pessoas poderem viver com o mínimo de dignidade… desde que houvesse o bom senso de atribuir iguais incentivos/atualizações salariais a todas as outras profissões com salários acima do mínimo, como acontece com os professores que não conhecem aumentos visíveis há quase década e meia. De lá para cá, com promessas a evaporarem-se no ar, o salário dos professores manteve-se inalterável, enquanto o salário mínimo duplicou e, com este aumento anunciado, em breve a diferença entre eles será apenas residual.
Creio que este género de políticas seletivas só contribuirá para afastar os jovens do interesse em prosseguir os seus estudos e investir nas suas qualificações para sua realização pessoal, mas também, convenhamos, para aspirarem a um emprego com melhor salário. Olhando para o custo-benefício, facilmente compreenderão que os jovens irão reconhecer que, financeiramente, será inútil investir na sua qualificação.
Veio-me à memória um ex-aluno aluno preguiçoso (como tantos outros que passaram pelas nossas aulas), que se baldava às aulas, moía o juízo e se estava nas tintas para os estudos, que pelo salário mínimo de 900€ poderá ficar a trabalhar perto de casa num emprego sem exigência de qualificações; o seu professor, que queimou as pestanas a formar-se, a tentar passar conhecimentos e a ajudar os alunos a se instruírem, com elevado grau de qualificações, formação contínua e grande responsabilidade em mãos, ganha os mesmos 900€, mas vai trabalhar para longe de casa e ainda se vê obrigado a gastar uma boa parte do salário em deslocações e/ou alojamento. Mesmo um professor que, ao fim de muitos anos de serviço, finalmente consiga entrar para o quadro, recebe pouco mais de 1.100€, mas descontando as tais despesas de contexto, ainda ficará umas centenas de euros abaixo do salário mínimo. E mesmo docentes a trabalhar há 30 ou mais anos, a deixar uma parte do salário nas estradas/hospedagem, dificilmente tirarão um rendimento superior ao salário mínimo.
A esta miséria salarial, ainda acresce o tempo despendido em deslocações, o enorme desgaste físico ao volante e psicológico provocado pelo afastamento da família e formação paga pelo próprio, fatores que o tal ex-aluno não tem de suportar.
Fazendo as contas à qualidade de vida e aos rendimentos, afinal quem é o esperto, o professor ou o ex-aluno que não quis estudar?
Será que, neste contexto, valerá assim tanto a pena um cidadão formar-se?
É este o incentivo que o governo encontrou para ter uma população mais qualificada que permita competir com outros países?
É esta a melhor maneira de atrair jovens para a profissão e colmatar a falta de professores?
Quando temos um país que não valoriza as habilitações e acha normal que os poucos jovens que tem qualificados vão trabalhar para as caixas de supermercado e call centers, nada há a acrescentar quanto à oratória hipócrita e populista dos nossos politiqueiros.
Quanto a esse tal ex-aluno preguiçoso a quem os professores insistiam para estudar para poder vir a ter um futuro melhor (não há pai ou professor que não o aconselhe) ao ver os desgraçados dos professores com vidas tão miseráveis e instáveis quanto os seus salários, suponho que pense “… e o burro sou eu?”

Carlos Santos

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Aceitem e aprendam a ser infelizes!

 O Estudo “Saúde psicológica e Bem-estar”, recentemente publicado, relativo a Alunos e Professores, mais não fez do que comprovar, estatisticamente, a existência de uma realidade gritante, empiricamente conhecida de todos há muito tempo…

 Entre outras conclusões, o referido Estudo atestou que: “o ambiente da escola e a qualidade da gestão dos agrupamentos escolares aparecem associados ao sofrimento psicológico dos docentes”…

 Face a tal conclusão, os respectivos autores, recomendam designadamente que, e com carácter de urgência, se proceda a uma “ação concertada com as direções dos agrupamentos de escolas, de modo a promover a sua sensibilização para a importância da sua ação no clima do agrupamento e no bem-estar e saúde psicológica dos alunos, do corpo docente e, em geral, do ecossistema escolar”…

A anterior recomendação, aparentemente bem intencionada, não deixa, contudo, de afigurar-se como incompatível e inconciliável com o disposto no Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril…

E aí é que estará o cerne do problema e, plausivelmente, a origem da maior parte do mal-estar identificado residirá também aí:

Quando se fala sobre a “qualidade da gestão dos agrupamentos” não poderá deixar de se considerar que esse atributo estará indubitável e irremediavelmente correlacionado com a vigência do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril e dependente do mesmo…

Sabendo que esse normativo legal instituiu a Ditadura nas escolas, que perdura desde 2008, abolindo o pensamento crítico e independente e impondo uma Democracia “postiça” e “travestida”, sem credibilidade e pervertida pela manipulação, como se pode melhorar o clima de um Agrupamento sem que tal Decreto seja revogado?

Como se pode “sensibilizar” uma Democracia impostora para a importância de valores que ela própria ignora e não pratica?

Se a postura corrente e habitual de uma determinada Direcção de Agrupamento passar por ser tirânica e ditatorial, como se pode sensibilizá-la para a importância das consequências dessa sua acção “no clima do agrupamento e no bem-estar e saúde psicológica dos alunos, do corpo docente e, em geral, do ecossistema escolar”?

Nessas circunstâncias, quem assumirá o papel de “sensibilizador”?

De forma alegórica, nas condições do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril, a “sensibilização” sugerida pelos autores do Estudo corresponderá ao mesmo que acreditar na possibilidade de um Tubarão-Branco deixar de ser um animal carnívoro ou um exímio predador…

Perante as principais conclusões deste Estudo, a primeira decisão daí decorrente, da competência do Ministro da Educação, deveria consumar-se pela revogação imediata do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril, uma vez que parece comprovado que o efeito tóxico e perverso do actual modelo de administração e gestão estará na génese de um ambiente escolar patogénico e lesivo…

Mas, e pela obstinação que tem vindo a ser observada, certamente que isso não irá acontecer… Assim sendo, não fará qualquer sentido continuar a encomendar Estudos, dilapidando dinheiro do erário público, para posteriormente ignorar ou escamotear as respectivas conclusões…

Em função das recentes conclusões, virá, agora, por certo, o Ministro, através de todos os meios de Comunicação Social, mostrar a sua sentida e profunda preocupação com o sofrimento psicológico dos Alunos e dos Professores…

As soluções indicadas por si para o problema, passarão, expectavelmente, por continuar a entupir e a atulhar as escolas com mais projectos, e projectos, e projectos, perfeitamente ilusórios, irrelevantes e inconsequentes do ponto de vista da resolução do problema e que, em vez disso, significarão mais uma carga de trabalhos para os que já trabalham insanamente nas escolas…

Sem a revogação do referido Decreto, bem pode o Ministro da Educação perorar com todas as “ladainhas esotéricas” e ininteligíveis, camufladas de “inovação”, que nenhuma delas resolverá o problema de fundo… Aliás, duvida-se mesmo que exista um interesse genuíno em resolvê-lo…

As efectivas boas práticas em Saúde Psicológica não podem ignorar a origem ou as causas de um problema. Identificada a origem ou as causas, há que, em primeiro lugar, agir sobre as mesmas e, só posteriormente, sobre as suas consequências… Até porque dificilmente alguma consequência será eliminada se nada for feito na origem do problema, continuando-se num círculo vicioso, do qual não será possível sair…

No caso presente, prevê-se a manutenção de todas as consequências do problema, em particular a continuidade do sofrimento psicológico identificado em Alunos e Professores, em vez de se agir sobre a principal causa do problema que, dêem-se as voltas que derem, não deixará de ser esta:

– A acção perniciosa de muitas Direcções e o respectivo contributo negativo no clima sentido em grande parte dos Agrupamentos…

Em vez de se encontrarem estratégias ou medidas para eliminar o sofrimento psicológico, o Ministro parece mais apostado na implementação de estratégias que parecem ter como principal objectivo aprender a aceitar e a lidar com esse mal-estar…  

Tudo menos eliminar a principal causa do mal-estar…

“Aceitem e aprendam a ser infelizes!”, parece ser o lema…

Hipocrisia e utopia. Apenas isso…

 (Matilde)

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“Uma tristeza tão grande que parece que não aguentas”

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Portugal está entre os “Rolls-Royce” da educação mundial

A especialista em currículos escolares Amapola Alama, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), comparou esta quarta-feira Portugal a um Rolls-Royce pela qualidade do seu sistema educativo, incluindo-o entre os 40 melhores do mundo.

Portugal está entre os “Rolls-Royce” da educação mundial

As declarações da directora da Unidade de Assistência Técnica aos Estados-membros da UNESCO no Bureau Internacional da Educação foram proferidas no 2.º Encontro Nacional de Autonomia e Flexibilidade Curricular, que a Direcção-Geral de Educação tem a decorrer desde terça-feira no centro de congressos Europarque, em Santa Maria da Feira, e que esta manhã reuniu cerca de 800 participantes nesse auditório do distrito de Aveiro.

Acumulando mais de 30 anos de experiência no apoio a países em processos de reforma educativa, sempre com o objectivo de melhorar a qualidade e relevância dos respectivos currículos, Amapola Alama fez a comparação entre o sistema português e o automóvel de luxo ainda antes de ouvir a síntese do ministro português da Educação sobre a transformação curricular em curso desde 2015 nas escolas nacionais e os modelos de monitorização implementados para avaliar as respectivas mudanças.

“Vocês são o Rolls-Royce dos sistemas de educação. Estão entre os 40 países de topo no mundo da educação”, disse a especialista à plateia, constituída sobretudo por directores de agrupamentos escolares e centros de formação, representantes dos organismos da tutela e outros profissionais e agentes do sector.

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Fidalguia sem comedoria é gaita que não assobia

O mínimo que se deveria fazer seria atualizar para valores mais coincidentes com a realidade atual, mesmo que ainda não considerando a inflação imposta pela guerra no Leste europeu.

Fidalguia sem comedoria é gaita que não assobia

A Comissão Europeia, no “Relatório do Pacote de Primavera do Semestre Europeu”, alertou: a pequena diferença entre o valor do salário médio e o valor do salário mínimo poderá desencorajar os portugueses a investirem na educação. E sublinhou, ainda, que “embora os recentes aumentos do salário mínimo possam reduzir a pobreza daqueles que trabalham, também podem desencorajar os indivíduos a investirem na sua educação, devido à pequena diferença relativa entre os salários dos pouco e dos altamente qualificados”.

 

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A Escola Resolve – Carlos Santos

Na nossa sociedade a responsabilidade está defunta. Todos acham que os problemas sociais podem e devem ser resolvidos pelas escolas. Menino bate no pai, a escola resolve com acompanhamento psicológico; meninos batem insistentemente nos colegas, a culpa não é dos pais que moram debaixo do mesmo teto e são um mau exemplo ou nem repararam estar a criar uma pestinha mesmo ali ao lado, fechado no quarto, horas intermináveis atrás de um televisor, de um telemóvel ou de uma consola de jogos violentos, porque a responsabilidade nunca é deles, é do Diretor de Turma que não viu o que estava a acontecer mesmo debaixo do seu nariz, ali ao lado no recreio ou fora dos portões da escola; pais não prestam atenção aos filhos nem os educam, mais Cidadania nas escolas; o PIB desce porque o país está cheio de corruptos que enchem os noticiários com processos judiciais que no fim não dão em nada porque, no fim do dia ficam todos em liberdade ou fogem com o saque, mete-se mais educação financeira e a escola resolve; os acidentes nas estradas aumentam e os carros dos ministros ultrapassam largamente os limites de velocidade e matam pessoas, mais educação rodoviária; pai bate na mãe e nos filhos, maridos matam as suas mulheres, mais educação de igualdade de género; as florestas ardem devido a interesses dos madeireiros e às lixeiras a céu aberto de um povo incivilizado, mais educação ambiental; não chove, mais pressão sobre Religião e Moral para se fazerem rezas da chuva; jovem viola colega, padre viola criança, homem viola idosa, pastor viola ovelha, mais educação sexual; cai uma ponte, há uma inundação na baixa, um tremor de terra nas ilhas, tráfico de droga no algarve, fuga aos impostos ou há falta de água, não há problema, a escola resolve. Para todos os males sociais, a escola tem sempre de ter uma resposta.
Os professores vão onde ninguém quer ir, estão com quem ninguém quer estar, ouvem o que ninguém se deu ao trabalho de escutar e têm de resolver o que ninguém na sociedade conseguiu ou quis solucionar.
Muitos pais são negligentes na educação dos filhos, os políticos incompetentes na legislação impraticável que criam e a população irresponsável por falta de cumprimento cívico, moral e ético, mas culpam os professores pelos males que criam e não sabem resolver.
No meio de todo este laxismo e irresponsabilidade coletiva, os miúdos não rendem nas escolas e os resultados são fracos. Então, culpam-se os professores que não sabem ensinar. A solução é baixarem o grau de exigência e lá se vai nivelando por baixo ano após ano, os alunos passam todos, as escolas respiram de alívio, o ministério vangloria-se que os resultados escolares são bons, os pais ficam satisfeitos e a população vai ficando mais ignorante e, qualquer dia, para ter um diploma só é preciso preencher os exigentes requisitos de terem conseguido sentar o traseiro numa cadeira e levado uma caneta numa mão e um telemóvel na outra. Para quê complicar?! Nos últimos anos tem sido assim e tem dado excelentes resultados! Os chatos dos professores é que complicam! Se os professores não sabem como passar os alunos, então que tirem mais formação e se sujeitem ainda a mais avaliações. Que se lhes dê mais mais burocracia para terem como justificar a petulância de, sequer, pensarem em reprovar um aluno e que lhes caia a inspeção em cima caso não tenham preenchido um dos 33 documentos que fariam com que o rebento conseguisse passar de ano. Estes professores são uma praga que exigem demais dos miúdos. Passando-os (independentemente do que aprendam), eles ficam contentes e toda a gente fica feliz. Porque, quem é dono disto tudo e manda em tudo isto, no fundo do seu enorme coração, só quer uma população educada, bem informada e capaz de ter uma atitude crítica e de pensar pela própria cabeça, nada mais.
E quanto aos professores, quando se tornam incómodos, faz-se uma legislação apropriada e eles, supostamente letrados e dificilmente manipuláveis, facilmente se viram uns contra os outros e ficam por mais uns tempos entretidos a tentar salvar a própria pele. O truque é precisamente esse – mantê-los ocupados, distraídos com inutilidades e encherem-nos de preocupações para não importunarem. Absorvidos num trabalho cada vez mais reduzido ao inútil preenchimento de papeladas, mais burocracia, constantes mudanças no sistema, mais responsabilidades, mais reuniões inúteis, menos estabilidade, ordenados progressivamente mais baixos (relativamente à subida do custo de vida), mais horas de trabalho, menos benefícios, uma aposentação mais longínqua e uma reforma cada vez mais miserável, acaba por não sobrar tempo para pensarem e olharem em redor para se aperceberem como têm sido prejudicados (ia dizer “lixados”, mas não fica bem a um professor, só aos pais à porta das escolas que partilham com todos, incluindo as crianças, o mais belo do vernáculo da língua de Camões… isto quando não estão a cuspir e a deitar papeis para o chão ou a estacionar em cima dos passeios).
A informação artificial, que é distribuída gratuitamente por todos em toda a parte como se fosse fast-food, é absorvida avidamente por toda a sociedade dando-lhes a satisfação pelo facilitismo, porque é um descanso haver alguém que pensa por nós. Assim se mantém toda a gente feliz e sem problemas, pois a escola resolve!

Carlos Santos

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A uma só voz… – Carlos Santos

Perante o estado de desânimo total em que se encontram os profissionais de educação, o que faz o ministério que os tutela?
Nada que para o ministério não fosse considerado natural.
Tempos houve em que a palavra “natural” tinha um significado cómodo para uns e doloroso para outros. A escravatura era tão natural para os esclavagistas, como um tormento para os escravos, mas não foi pela injustiça sentida pelos segundos que os primeiros a deixaram de impor. Numa época em que sempre que surgia um escravo a protestar, ou achassem que um trabalhador agrilhoado não rendia o pretendido, amarravam-no a um poste e chicoteavam-no obrigando todos os outros a assistirem para dissuadir mais rebeliões, torná-los ainda mais submissos propiciando o aumento da produtividade. Fizeram-no até ao dia em que os escravos tomaram pelas suas próprias mãos e a uma só voz a sua liberdade.
Ora, de uma forma diferente, mas de metodologia semelhante, sem que o admita abertamente, este executivo pretende maltratar professores que estão doentes, pondo-os a trabalhar em sofrimento longe da sua residência indo contra as recomendações médicas, lançando suspeitas de carácter e honestidade sobre todos, desmoralizando de forma exemplar toda uma classe que já foi tão humilhada. Um ato que serve de aviso a todos os outros.
Não satisfeito com tanto de mal que tem dito e feito em tão pouco tempo, o ministro João Costa, hábil nas palavras expeliu a observação cínica “Os professores foram formados para dar aulas só a bons alunos”, passando mais um atestado de incompetência à classe docente, conotando-a de impreparada e, sobretudo, de preguiçosa.
Esta continua a ser a política preferida, a nauseante política do medo, tão arraigada que está num país com uma longa história de autoritarismo.
Em vez de motivarem os professores para melhorarem o desempenho, continuam com uma certa afeição por denegrir publicamente a sua imagem, a desvalorizar o imenso trabalho que efetuam e a passar a mensagem exemplar de que são uns incapazes e de confiança duvidosa, para os tentar quebrar através do ataque vil à sua já baixa autoestima, para silenciá-los e torná-los mais submissos e resignados.
Longe do vergonhoso período da escravatura, os atos e as palavras na boca do MEC têm funcionado como um chicote no ânimo e na vida dos professores.
Mas só o irão fazer até onde e quando os docentes deixarem; até ao dia em que os professores compreenderem ser absolutamente necessário tomarem pelas suas próprias mãos a liberdade dos seus próprios destinos, lutando a uma só voz pela sua dignidade.
Carlos Santos

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Morreu um colega do 1° ciclo da Abelheira (Viana do Castelo), escola do Calvário – Luis Caçador

Hoje foi a enterrar um professor do meu agrupamento. 

Muitas flores e a tristeza profunda de uma comunidade. Eu coloco aqui esta, que arranquei de uma trepadeira na rua.
A flor da paixão, do maracujá.
Num destes dias iremos fazer uma homenagem ao nosso colega, Filipe Caçador, com os alunos e família na escola do Calvário onde exerceu a paixão de ensinar.
Pouco mais novo que eu, a vida falhou-lhe e vai faltar-nos a nós. Não era próximo. Trabalhava no 1º ciclo e era mais novo, mas estivemos há anos juntos nesse projeto bonito que é o TEIP de Darque. Muito elogiado pelo seu trabalho por alunos, pais e colegas.
O funeral teve o conforto de alma que tem para os professores os enterros de professores. Alunos e alunas a lembrar o seu professor, que vai viver um pouco enquanto houver um aluno que se lembre. Podemos ser uma profissão cheia de problemas mas os miúdos de 6 anos que começaram a ler com alguém vão ter memória disso, se viverem ainda no século XXII.
Os políticos medíocres vão ser esquecidos, mas a memória do prazo longo da vida é nossa. E creio que vai ser do Filipe em muitas vidas dos seus alunos.

texto de Luis Sottomaior Braga

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O pensamento deplorável do ministro da Educação – Santana Castilho

A entrevista que João Costa deu ao Expresso da passada semana é um desfile de imprecisões, manipulações e falsidades. É um apontar de dedo a outrem, como se ele não fosse corresponsável pelos danos que a Educação sofreu nos últimos seis anos.
Perguntado sobre se o ministério não teria acordado tarde para o problema da falta de professores, João Costa respondeu que “esta equipa chegou e começou a tomar medidas, como permitir completar horários…”. Ora “esta equipa” é ele e outro, que promoveram as iniciativas trapalhonas, transbordantes de ilegalidades, que abordei no meu último artigo, para ultrapassar as maldades perpetradas pelas duas equipas anteriores … de que ele foi parte integrante. Querem maior cinismo e manipulação? E logo a seguir gabou-se de ter feito “um recenseamento do problema”. Como assim? Se há coisa que não falta são recenseamentos sucessivos, feitos por muitos, há anos e em areópagos diversos.
Mais à frente, confrontaram-no com a ideia de que a docência é pouco valorizada e perguntaram-lhe como se recupera o prestígio perdido. Não respondeu e optou, hipocritamente, por contribuir ainda mais para a degradação em análise, dizendo que “a formação [dos professores] tem de ser reconfigurada” porque “foram formados para serem professores de bons alunos”. E para que ficasse bem explícita a enormidade da acusação que acabava de fazer, complementou-a assim: “Era como formar médicos para verem só pessoas saudáveis”.
Naturalmente que a remuneração dos professores foi abordada. E o que é que está implícito na resposta e na metáfora (“… a carreira esteve parada muitos anos e só descongelou em 2018…”) que o ministro usou para referir o roubo do tempo de serviço com que foi conivente? Que um salário de 1000 euros no início da carreira ou de 1400 a meio não são maus, quiçá mais do que merecem professores impreparados para lidar com os problemas sociais das escolas e dos alunos, impreparação que levianamente lhes atribuiu no decurso da entrevista.
Surpreenderam-me estes nacos de pensamento do ministro? Não, porque já recentemente, na Sala do Senado, na sessão nacional do Ensino Básico do Parlamento Jovem, se havia referido a uma escola como espaço de silêncio e a um ensino que visa formar “enciclopédias com pernas”. Como se tais clichés pudessem caracterizar a escola e o trabalho dos professores que, em má hora, passou a tutelar. Como se a sua missão fosse vilipendiar professores diante de uma assembleia de alunos. Simplesmente sórdida tal intervenção!
E não ainda porque, numa abordagem meramente administrativa, igualmente recente, relativa à revisão do regime de mobilidade dos professores doentes, o Ministério da Educação propôs um sistema por quotas e quis que a graduação profissional fosse critério de desempate. Na prática, queria isto dizer que as doenças passariam a ter a gravidade indexada ao tempo de serviço. Eu sei que foram apenas propostas e que já foram abandonadas. Mas foram feitas e por isso ficaram sujeitas à crítica pública. Sobretudo porque indiciaram uma pulsão por comportamentos humanamente inaceitáveis e eticamente relevantes, de quem quer chegar a fins sem olhar a meios.

Em resumo, umas vezes em modo explícito, outras em registo cínico, este homem não se tem poupado a esforços para cavar um fosso entre os interesses dos alunos e os interesses dos professores. Mas é em defesa dos primeiros, apenas divergentes dos interesses dos professores na escola anticonhecimento científico, beata e patética que criou, que se prepara para desregular, ainda mais, a vida dos segundos.
Com despudor, difundiu a “verdade” que melhor desculpa as suas responsabilidades anteriores e melhor serve os seus interesses futuros. Com arrogância, escolheu começar funções ofendendo os professores.
Quantas voltas já terá Baden-Powell dado no túmulo, ante um seguidor deste calibre?

In “Público” de 25.5.22

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Consolidação da Mobilidade

Fica para análise o artigo 50.º-A do Decreto-Lei n.º 28/2017, que regula o regime de selecção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente para os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação, lembrado em comentário no artigo anterior.

Este artigo reforça a minha simples proposta para o documento em negociação, que excepcionalmente poderia ser alargada a todos os colocados em MPD deste ano.

 

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Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar

Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar

 

O Ministério da Educação, através da DGEEC, apresenta o relatório do estudo “Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar”, que teve como principal objetivo proceder à recolha e monitorização de indicadores de saúde psicológica e bem-estar nas escolas portuguesas, tendo em vista o desenho de propostas de intervenção diferenciadas, em função das necessidades identificadas, por grupos etários e por região geográfica.

Recorde-se que no âmbito do Plano de Recuperação das Aprendizagens 21|23 Escola +, e tendo em conta o “domínio inclusão e bem-estar” do eixo “Ensinar e  Aprender”, com vista ao reforço das competências socio-emocionais no cumprimento do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, considerou-se importante monitorizar a saúde psicológica e bem-estar nas escolas, numa iniciativa inédita.

Este estudo resulta de um trabalho de parceria entre a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, Direção-Geral da Educação, Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, Equipa Aventura Social/ ISAMB, Universidade de Lisboa, Ordem dos Psicólogos Portugueses e Fundação Calouste Gulbenkian, e conta com a coordenação científica da Professora Doutora Margarida Gaspar de Matos (Equipa Aventura Social/ ISAMB, Universidade de Lisboa).

Ver documento

 

 

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Desta Vez Não Houve Loiça Partida

FENPROF exige regime que proteja docentes com doenças incapacitantes e requer, ao ME, negociação suplementar

 

 

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Quem irá à luta por melhores salários para os professores?

 

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Abertas as candidaturas para 185 novos projetos de Clubes Ciência Viva

 

Estão abertas as candidaturas para 185 novos projetos de Clubes Ciência Viva

Está aberto a partir de hoje, e até ao próximo dia 25 de julho, uma nova fase para o alargamento da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola. Do primeiro aviso resultou a aprovação de 465 projetos, distribuídos por todo o território nacional e abrangendo todos os níveis de ensino. Com este segundo aviso pretende-se a aprovação de 185 Clubes, de forma a alcançar um total de 650 novos Clubes Ciência Viva na Escola até ao ano de 2025, meta inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O Programa Impulso Jovens STEAM, que integra o PRR, prevê o reforço da promoção do ensino experimental das ciências e técnicas e da cultura científica através do reforço da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola.

Este concurso é dirigido aos estabelecimentos de ensino público de todas as regiões de Portugal Continental,
desde a educação pré-escolar ao ensino secundário e ao ensino profissional.

Atualmente a Rede é composta por 708 Clubes, que integram 3077 entidades parceiras.

A Rede de Clubes Ciência Viva na Escola é uma iniciativa conjunta da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e da Direção-Geral da Educação.

A Coordenação Nacional da REDE de CCVnE

Saiba mais em: https://clubes.cienciaviva.pt/

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Um terço dos alunos e metade dos professores apresentam sinais de sofrimento psicológico

O Ministério da Educação fez a primeira análise ao estado da saúde mental de alunos e docentes das escolas portuguesas. Resultados mostram que mais de metade dos professores se sentem irritados. Portugal já cumpre o rácio de psicólogos em contexto escolar.

Um terço dos alunos e metade dos professores apresentam sinais de sofrimento psicológico

 

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Quem quer ser professor? – Carlos Santos

Contrariamente ao que diz uma residual minoria ressabiada de docentes conspiradores e potencialmente subversores, a verdade é que os professores portugueses são muito bem pagos.
Se alguém quiser ficar rico depressa e sem esforço, sem dúvida que a melhor opção é ir para o ensino. Em todo o caso, se alguém estiver à procura de “trabalho”, nesse caso está a perder o seu tempo, pois no ensino só se oferecem empregos.
O pedagogo moderno labora apenas 35 horas por semana de serviço simples e só leva trabalho para casa se pretender ganhar mais uns milharzitos de euros, pois o trabalho é pouco, os alunos são uma doçura, cada vez mais autónomos, responsáveis, educados, respeitadores e fáceis de lidar e quase não há documentos para elaborar e preencher, testes para corrigir, nem aulas para preparar. Reuniões, não as há e as que surgem são muito bem pagas, mais ainda quando se realizam em horário pós-laboral, sendo curtas, repletas de um prazer evidente no rosto em delírio de todos, que não se importam nada de ali estar enquanto a família, muito compreensiva, os espera em casa até à sua alegre chegada ao anoitecer.

Os pais são extremamente respeitadores e nunca importunam o tempo de descanso dos professores, nem os seus telefones pessoais sendo que, quando são atendidos fora de horas, pagam bem por esse serviço e ainda agradecem a amabilidade por lhes ter sido disponibilizado um tempo na sua agenda. É um regalo vê-los à porta da escola a receberem os seus rebentos (esses seres encantadores) com as palavras carinhosas “Meu tesouro, meu queridinho, meu mais que tudo!”. Encarregados de educação que, assim que põem a vista em cima de um professor, não é a única coisa que lhes põem em cima do corpo, pois não hesitam em vir determinados na sua direção de braços no ar para lhes darem um abraço apertado agradecendo-lhes calorosa e encarecidamente pela educação e formação que dão aos seus queridos filhos e pelo tempo que lhes dedicam. Um mimo que, embora seja recorrente, os professores nunca se habituam e lhes enche a alma!
É das poucas profissões onde as horas extraordinárias são pagas, pelo que as centenas de horas extra desnecessárias para tão pouco trabalho escolar (mas que os professores fazem voluntariamente para ganharem mais ordenado), são assalariadas por uma torrente de numerário.
Para os professores mais ambiciosos, que saem de casa manhã cedo e só regressam à noite sem qualquer problema em deixar os filhos sozinhos ou com terceiros, há dinheiro a rodos para ser distribuído caso não se importem de levar mais trabalho para o seu lar para faturarem até altas horas da noite a corrigir testes e preencherem papeladas extremamente úteis e funcionais, contudo, facílimas de preencher.
São tão bem pagos que só mesmo os professores têm posses para andarem diariamente a passear pelo país. Isto é vê-los eufóricos constantemente a atestar os carros nas gasolineiras e a vadiar nas estradas por todo o lado de manhazinha até à noite. Vê-los encher o carro ao domingo à noite, partirem rumo ao desconhecido e só regressarem à sexta-feira à noite, já é um clássico destes doidivanas neo-hippies pós-modernos abertos à aventura.
As ajudas de custo são tantas e o gosto em se juntarem, maior ainda, que ao fim da tarde ou aos fins de semana é vê-los em ajuntamentos de convívio em milhentas ações de formação, todas elas gratuitas e desnecessárias.
E para quem aprecia particularmente viajar, existem imensas e longas visitas turísticas de estudo muito bem remuneradas, na simpática companhia de crianças altamente disciplinadas.

Graças a tantos subsídios de alojamento, têm a oportunidade de todos os anos mudarem de casa para perto da escola para não terem de se deslocar. Isto para não falar daqueles que preferem alugar um quarto para, juntando o útil ao agradável, amealharem mais dinheiro e terem um serviço de quartos ao estilo hotelaria de sete estrelas.
Quando acordam num dia menos sorridente, nada como ligar um qualquer boletim noticiário para escutar os rasgados elogios do nosso líder supremo para que o sol volte a raiar no nosso exclusivo céu perpetuamente azul e o ânimo fique novamente tão elevado como as suas contas bancárias.
As direções das escolas espalham uma luz interior pejada de benevolência e compreensão, partilhando um ombro amigo e um empático sorriso conciliador que se irradia em cada rosto.

Os colegas de profissão, no seu júbilo e altruísta amor pelo próximo, não hesitam em dar a camisa do corpo no acolhimento de braços abertos aos novos colegas, num sentimento exultante de solidariedade e partilha fazendo com que se sintam em casa.
A carreira é aliciante e ao fim de poucos anos, muito naturalmente, já estão no topo a ganhar 5.000€ líquidos por mês, acrescidos de prémios de produtividade e por objetivos, subsídios de deslocação e de alojamento, carro à disposição para deslocações entre escolas e em serviço oficial (mas que podem levar para casa), telemóvel do estado para todas as chamadas de trabalho, ajudas de custo para material didático e para a frequência de formação contínua.
Armários e outros equipamentos obsoletos estão em falta, mas são desnecessários em escolas altamente tecnológicas, repletas de computadores atualizados que dão para todos, rápidos e com internet de alta velocidade que são um primor. “Assim até dá gosto vir para escola” é a frase mais ouvida diariamente num local onde ninguém sente que trabalha, tal o bem-estar geral e a alegria contagiante que reina em cada canto.

O ambiente é tão maravilhoso que a maioria não come em casa e se recusa a almoçar na cantina levando a sua marmita para a escola porque, bem entendido, nem lhes passa pela cabeça perderem essa oportunidade encantadora de conviverem com os seus pares, rejubilando com a possibilidade de absorverem e acumularem energias positivas.
Todas as pessoas ali ostentam um ar de felicidade e nada mais pedem por terem mais do que alguma vez desejaram e aquilo com que nunca sonharam. As reuniões sindicais transformaram-se em autênticas tertúlias e chás das cinco onde se podem marcar viagens turísticas, reencontros com os colegas jubilados e no “Dia do professor”, excursões anuais de confraternização até à sede do chefe máximo para demonstrar gratidão pelo tratamento extremoso que derrama sobre eles espalhando paz e harmonia pelas escolas.

Os professores gostam tanto deste emprego que lhes traz infindáveis regalias e tantas vantagens, que fazem questão de ir para o trabalho mesmo quando estão doentes. A única contrariedade é terem compulsivamente de se aposentar quando caducam os prazos de validade das suas licenças de frequência destes paraísos na Terra. Com supina modéstia, suponho até que o céu acima deles se encontra deserto por não poder oferecer mais do que as escolas oferecem. Prova viva são os rostos dos professores lavados em lágrimas quando se veem obrigados a abandonar o ensino, também contra a nossa vontade arrastados para fora dos portões da escola e metidos nos seus Bentley e Rolls-Royce, de volta pelas vias exclusivas das boulevards para as suas mansões nos luxuosos condomínios fechados nos olimpos situados no cimo de inalcançáveis montes dourados. Só posso sentir imensa pena daquela gente e pensar no que irão fazer depois com tanta juventude e tanto tempo livre nos imensos anos que têm pela frente. Um verdadeiro crime, de facto! Mas esse é o elevado preço a pagar por termos sido abençoados pelo abraço de tão admirável profissão. Só comprova estarmos certos de que, com tanta exultação e jovialidade, ao fim de uma vida de trabalho docente, ninguém será capaz de ter sentido ter trabalhado sequer um dia na vida. Haverá, a qualquer título, algo comparável?
És aventureiro e gostas de viajar, queres um trabalho pouco exigente e prazenteiro sem responsabilidades onde possas rapidamente enriquecer sem esforço? Então, candidata-te a professor!

Carlos Santos | Gestor de fortunas | Avenida do Engano, nº5º, 7º andar | contacto: 9 4 2 6 6 23 67

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As percentagens…

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Fenprof – Mobilidade por doença e renovação de contratos: ME inflexível nas suas propostas

Mobilidade por doença e renovação de contratos: ME inflexível nas suas propostas

 

No final da reunião com o Ministério da Educação, naquela que foi a segunda e última ronda negocial de um processo que, para além de alterações ao regime de renovação de contratos, também pretende alterar as regras da designada Mobilidade por Doença (MPD), o Secretário-geral da FENPROF disse aos jornalistas que o ME não foi sensível nem acolheu nenhuma das propostas apresentadas por esta federação. Por isso, a FENPROF prevê requerer a negociação suplementar.

 

 

 

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Lista de colocações – concurso externo de provimento 2022/2023

Encontra-se publicitada, no portal da Direção Regional da Educação e Administração Educativa da R.A. Açores, a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗹𝗼𝗰𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝗻𝗱𝗶𝗱𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗮𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗲𝘅𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 para o ano escolar de 2022/2023.
Os candidatos colocados devem proceder à 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 da colocação obtida 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝟮𝟰 𝗲 𝟯𝟬 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟮, unicamente através do preenchimento do respetivo formulário eletrónico, disponível em https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt

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Nada de novo na negociação da MPD

 

Como era esperado a montanha pariu um rato e nada de novo foi acrescentado à proposta (final) da última sexta-feira.

Venha a negociação suplementar para parir uma rata e formar um casal daquela espécie.

 

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É falso que 30% dos professores se encontrem no topo da carreira

 

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POSIÇÕES QUE A Pró-Ordem VAI ASSUMIR HOJE NA REUNIÃO COM O ME

Na sequência da reunião realizada dia 16 do corrente entre a Pró-Ordem, Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem, com a presença do Sr. Ministro da Educação e do Sr. Secretário de Estado da Educação, após auscultação aos nossos associados, voltamos hoje ao Ministério para expormos as nossas posições, nesta fase do procedimento negocial:
MOBILIDADE POR DOENÇA:
– O ora existente instituto da mobilidade por doença, em sede de revisão regulamentar, pode ser visto e ponderado, mas desde que á luz do Direito Fundamental à Saúde, previsto no art. 64.o da Constituição da República Portuguesa, plasmado na Lei de Bases da Saúde, Lei n.o 95/2019, de 4 de setembro e titulado no regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde do Trabalho, Lei n.o 102/2009, v. g. nos seus artigos 5.o e 15.o.
– Se, como por vezes se alega, há abuso deste direito, fiscalizem-se os eventuais prevaricadores e não se faça pagar “o justo pelo pecador”.
– Importa assegurar a proteção aos docentes que, em razão de doença própria ou de seu familiar direto devam ser colocados em escola diferente da respetiva escola de provimento.
– A colocação na escola da preferência do docente não deve depender de uma estrita previsão de existência de componente letiva num determinado grupo de docência, sob pena de se precludir o direito constitucional supra indicado que se visa proteger.
– No caso dos docentes dos quadros de agrupamento e de escolas não agrupadas, na mobilidade por doença, não deve fixar-se um número mínimo de Kms, mas sim vedar a mudança dentro da mesma localidade.
Como aspetos positivos da proposta do Ministério, destacamos:
– O facto de a MPD poder passar a ser requerida em qualquer altura do ano, pois a sua necessidade pode surgir quando menos se espera;

– A ordenação dos requerentes da MPD por critérios de ordem clínica é preferível ao critério da graduação profissional;
– A submissão posterior a Junta Médica para comprovação das declarações prestadas, quando aplicável;
– A verificação local pela IGEC das situações de facto, quando aplicável.
RENOVAÇÃO DE CONTRATOS
– Conforme a Pró-Ordem, a Federação Portuguesa de Professores e o movimento sindical docente têm vindo a insistir ao longo dos anos, esta matéria seria melhor resolvida com a criação de lugares de quadro em número adequado às necessidades das escolas, agrupamentos e sistema nacional de educação e de ensino. Até porque, não raro, os docentes (em virtude das suas especificas qualificações académicas e profissionais) são solicitados a colaborarem em atividades de extensão técnico-educativa nos departamentos da administração central, regional, municipal, bem como em associações pedagógicas e científicas. Tal como no número crescente de escolas portuguesas tuteladas pelo Estado Português nos Países de Língua Oficial Portuguesa. Também na secção portuguesa das escolas instituídas pela União Europeia e ainda em escolas portuguesas ou locais junto da Diáspora.
– O respeito pelo Estado de Direito, pelo Estado Pessoa de Bem, milita contra o nosso aval à alteração de procedimentos relativamente ao quadro legal em que decorreram os concursos, sob pena de estarmos a defraudar as expectativas dos candidatos que fizeram as suas opções em face de um determinado quadro normativo e naquelas circunstâncias concretas.
– Salvo melhor opinião, a renovação de contratos a pedido não assegura a necessária transparência que deve ser apanágio da Administração Pública e pode colocar em crise o princípio constitucional da Igualdade, previsto no art.o 13.o da CRP. Razão pela qual, em nossa apreciação, seria preferível equacionar esta hipótese apenas para o ano letivo de 2022/2023.
NEGOCIAÇÃO SUPLEMENTAR
A Pró-Ordem e a Federação Portuguesa de Professores esperam que nesta segunda ronda negocial o Governo faça um esforço de maior aproximação, nestas matérias, das posições das associações sindicais docentes. Caso tal não se verifique seremos levados a requerer negociações suplementares.
Lisboa, 23 de maio de 2022 Pela Direção Nacional
O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

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Um Ano sem Testes. Que professor se atreveria a faze-lo?

Remover avaliações sumativas da prática instrutiva pode tornar as aulas mais interessantes, envolventes e sem stress para os alunos.

Um Ano sem Testes

Durante a primeira semana de aulas deste ano, pedi aos meus filhos que escrevessem num cartaz e terminassem a frase, “Espero que nós…” Alguém escreveu “não haver testes”. Nunca gostei de testes. Enquanto estudante, senti que não mostravam o que eu sabia, porque estava nervoso com perguntas com truques ou que interpretaria mal o que me estava a ser pedido. Então decidi, por que não, vamos tentar – um ano sem testes.

Pensei que depois de um ano de quarentena e aprendizagem híbrida, seria uma boa altura para misturar as coisas um pouco mais do que o normal. Quando disse nas minhas aulas que não lhes ia fazer testes este ano, eles legitimamente não acreditaram em mim: “Qual é o problema, Sra. Deinhammer?” Disse-lhes que as minhas expectativas eram que eles tentassem o seu melhor e se concentrassem em aprender em vez de memorizar, embalar ou fazer batota. Eu disse-lhes que queria que eles aprendessem a aprender, como ser curioso, e como questionar.

Tenho muitas formas de analisar a compreensão e o crescimento nos meus alunos — faço avaliações formativas quase todos os dias. Às vezes revejo os dados da avaliação, e às vezes não. Dependendo do que a aula necessita, uso os dados para guiar onde vamos a seguir, ou os alunos apenas usá-los-ão para ver onde estão com o conteúdo. Alguns dias usamos jogos divertidos como Gimkit, Blooket, ou Quizlet, outros dias fazemos várias atividades de despejo cerebral ou fazemos práticas de laboratório falsos, mas nunca por uma nota. Um dos métodos mais fáceis que usei, é apenas um simples questionário do Google Form com quatro a cinco perguntas relacionadas com o verdadeiro objetivo de aprendizagem.

Eles vêem instantaneamente os resultados e “pontuação”, mas eu não o registo. Temos uma discussão imediata como turma e esclarecemos quaisquer equívocos que possam ter. Podem explicar a sua linha de pensamento e como chegaram à resposta a uma pergunta específica. Ter os alunos a explicar o seu raciocínio uns aos outros é uma grande oportunidade para eles ouvirem perspetivas únicas. O que tenho observado até agora é que as crianças realmente experimentam coisas que não são classificadas se não são longas e se recebem feedback imediato. Querem saber qual é a sua posição.

A cada duas semanas, fazemos uma verificação rápida de entendimento (CFU), em qualquer lugar de 10 a 12 perguntas. Isto conta como uma “nota diária”. O CFU é criado na LMS, Schoology da nossa escola, e os alunos têm duas tentativas. A primeira tentativa é estritamente de memória, como um teste de falso. Eles vêem instantaneamente a pontuação quando completam o CFU. Se não estiverem satisfeitos com a nota, podem retomar o CFU imediatamente e usar os seus apontamentos das aulas.

Quando revejo os resultados, tenho os dados que preciso de saber quem precisa de ajuda adicional, mas isso não prejudica a nota geral. Algumas crianças estudam para os CFUs e outras não. A maioria das crianças usa ambas as tentativas, mesmo que a primeira tentativa lhes tenha marcado um 94 ou 95. Analisam criticamente cada pergunta para ver se conseguem descobrir qual delas falharam. Fazem perguntas esclarecedoras e querem discuti-la depois. Os estudantes estão a tirar muito mais disto do que eu esperava inicialmente. No passado, quando um teste era dado, eles faziam-no uma vez e seguiram em frente com as suas vidas, normalmente não pensando mais nele.

Para avaliar os laboratórios de ciências, atribuo um teste pós-laboratório a um grupo. Os alunos submetem as suas próprias respostas à Escola, mas discutem as perguntas em conjunto. Isto levou a algumas das discussões de turma mais enriquecedoras que já vivi como professora. Ouvir crianças defendendo por que sentem que uma resposta é certa ou errada é muito valioso para mim. Adoro ouvi-los tentar convencer o grupo deles, porque estão certos e apoiar o seu pensamento com provas. Também sou capaz de identificar equívocos enquanto ouço a sua opinião.

Peço regularmente feedback aos meus alunos e recebo algumas das minhas melhores ideias do processo. Faço levantamentos reflexivos no final de um período de marcação e depois de grandes projetos, fazendo perguntas como “Do que mais gostou?” “O que aprendeu?” “Como posso melhorar esta aula para os alunos do próximo ano?” No final do primeiro semestre, os meus alunos partilharam os seus pensamentos gerais sobre a aula. Eis alguns dos comentários que recebi:

“Adoro que não tenhamos testes aqui. Adoro não me sentir nervoso e preocupado por estar a perder um detalhe crítico que será pedido num teste mais tarde.”

“Quem me dera que todas as minhas aulas tivessem a política de não teste. Aprendi mais nesta disciplina este ano do que em qualquer disciplina que tive no ano passado. Acho que a liberdade de aprender ao meu ritmo é tão grande.”

“É muito divertido aprender quando não tenho de me preocupar com as boas notas e as más notas. Você é tão paciente, e eu aprecio a atmosfera descontraída desta disciplina.

É muito gratificante saber que os meus alunos não se sentem nervosos na minha aula e que simplesmente remover o fardo dos testes tornou a aprendizagem mais interessante e agradável para eles.

 

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O caminho para o desastre – Carlos Santos

Sem rodeios nem romances, vamos a factos.
Parece-me perverso o atual Ministro da Educação, João Costa, estar a encapotar as suas responsabilidades políticas relativamente à falta de professores escudando-se atrás do pressuposto de só recentemente estar a ocupar o cargo de ministro. Longe de estar inocente, o que esteve a fazer durante 7 anos como Secretário de Estado da Educação?
Quando há 4 anos, no programa Prós e Contras, de 17 de setembro de 2018, comparando com a realidade de outros países, João Costa assumia que “Nós temos um problema sério de envelhecimento do corpo docente” e nada fez para o resolver, como poderemos acreditar que o irá resolver de forma eficaz e justa nos próximos 4 anos?
A única maneira de resolver o problema passa pela valorização da profissão valorizando os seus profissionais. E isso só se faz melhorando carreiras e salários.
Mas o que é que este ministro optou por fazer? Precisamente o oposto. Como ficou logo claro, é tal a sede de a curto prazo tapar o “buraco” da falta de professores que optou por um rude ataque aos docentes. À imagem de outros antecessores de má memória, optou por atormentar os docentes, começando por lançar no ar a suspeita sobre a postura ética e moral da classe, criando mecanismos para mandar para longe das suas residências e locais de tratamento professores em mobilidade por doença. Alterou regras dos concursos nas reservas de recrutamento prejudicando imensos professores. Prepara-se para alterar regulamentos conscursais para fazer dos professores “pau para toda a colher” com o intuito de fazer face à falta de professores da qual são eles os responsáveis por inépcia. Mas quanto aos reais problemas que afastam os professores da profissão e os prejudicam na sua vida pessoal e profissional, nada é feito, optando por se manter no caminho para o desastre.
Morta à nascença, perante este quadro intimidador, cai por terra qualquer esperança de uma gestão da pasta da educação diferente do que temos vindo a assistir.

Como é que um jovem poderá sentir-se aliciado a optar por uma profissão que lhe irá trazer tanta instabilidade, trabalho excessivo, insegurança e baixos salários? Por mais criativo que o ministério seja, haverá algum aliciamento que seja eficaz quando um jovem olha para aqueles que estão na profissão e vê o desânimo e revolta pela forma como são tratados?
Será, porventura, estúpido ou cego que não veja constantemente nas notícias o enorme descontentamento dos professores que se queixam, manifestam e fazem greves? Sendo alunos, não serão eles conhecedores daquilo que os professores passam? São eles próprios que nos dizem “ser professor? Nem pensar!”.
A tratar os professores com tamanha desumanidade, este executivo nunca irá conseguir resolver o problema da falta de professores; bem pelo contrário, o arrastar dos maus-tratos àqueles que estão no ensino, só irá afastar ainda mais os possíveis candidatos e daqui por 4/5 anos, em vez de estar a sair para o mercado de trabalho um reforço de novos professores, o problema terá sido muito mais agravado, pois não entrou sangue novo enquanto muitos dos mais velhos já se terão aposentado e outros, não suportando tanta exigência e péssimas condições de trabalho, terão abandonado a profissão. Isto para não falar do aumento dos níveis de absentismo por baixa médica. Este governo é responsável por, durante 7 anos nada ter feito para resolver o problema e, olhando a nível estatístico para o que fez (ou não fez e deveria ter feito), a previsibilidade será termos mais do mesmo.

Então, o que fazer?
É muito simples e todos os professores o sabem, assim como o ministério, só que não o quer fazer. Em essência, a única maneira de evitar o abandono da profissão, reformas antecipadas e a enorme dificuldade de atrair jovens para a formação de novos professores, passa pela dignificação da profissão. E temos de começar a “chamar os bois pelos nomes”. Desde 2005 com o governo PS de Maria de Lurdes Rodrigues, passando pelo governo passista social-democrata, com Nuno Crato, terminando com os socialistas, com Tiago Brandão Rodrigues e João Costa, o caminho foi o do desprezo pela escola pública e destruição da carreira docente.
Gente pouco responsável que julgava ser possível construir uma educação sem professores ou sem professores motivados, decentemente remunerados. Quem não se lembra da ministra da má memória que, na sua insensatez, veio a público dizer “Perdi os professores, mas ganhei a população”?
A solução de valorização da profissão, não pode passar por outro caminho que não seja o da dignificação da carreira docente. E isso passa por:
-(não há que ter medo de o dizer) Aumento notório e dignificante dos salários (de todos os profissionais de educação, incluindo técnicos, assistentes operacionais e administrativos). Nos últimos 15/17 anos o salário mínimo duplicou (e bem), mas o vencimento dos professores manteve-se inalterado. Pior, as rendas e os combustíveis, onde os professores deixam grande parte do vencimento, conheceram aumentos na ordem dos 100% e os salários ficaram na mesma. O custo médio de vida (fruto da inflação) sofreu um aumento próximo dos 30% e os professores, sem aumentos desde 2009, viram ser-lhes agora dada uma migalha de 0,9%, quando se prevê uma inflação de 4,4%, somando-se assim ainda mais 3,5% de perda do poder de compra.
Olhando ao exemplo de um professor em início de carreira que tenha de alugar um mero quartinho na ordem dos 400/500€, acrescentando despesas de água, eletricidade, gás e deslocações à terra para visitar a sua família (oficina, seguros, revisões, inspeções e avarias), sobram-lhe meros 300€ para se governar. Então, se for um professor contratado e com horário incompleto com um rendimento mensal de 500 a 800€, fica condenado a passar fome. E quando se trata de um casal de professores a ficarem em cidades diferentes e a pagar casa ao banco, ficam a pagar três residências (sim, somos uns excelentes clientes do mercado de arrendamento, das gasolineiras e oficinas!). Sem desprimor para com a profissão que aleatoriamente escolho para comparação, mas uma pessoa que esteja a passar códigos de barras na caixa de um supermercado recebe um salário mínimo acima dos 700€ + desconto nas compras e não tem o trabalho acrescido que um professor leva para casa nem a mesma responsabilidade, além das despesas de deslocação/estadia longe da sua residência. Não admira que os professores, altamente qualificados e em contínua formação profissional, considerem serem muito mal pagos.

-Estabilização do corpo docente perto da sua residência (e família) e não o contrário, como se propõe o governo, pretendendo que os professores fixem a sua residência perto do seu local de trabalho, nem que seja em lugar ermo onde Judas perdeu as botas.

-Diminuir o número de alunos por turma, a burocracia e excesso de trabalho exigido aos professores, incluindo trabalho levado para casa num total superior a 46 horas semanais (agravado nos finais de período/semestre).

-Eliminar cotas e entraves à progressão na carreira e devolver o tempo de serviço prestado pelos professores e injustamente roubado pelo poder político.

-Investimento na melhoria das condições de trabalho nas escolas, com mais meios materiais e humanos deixando de ser o parente pobre do país com um enorme desinvestimento do PIB. Hoje em dia, um professor é obrigado a ter viatura própria para ir trabalhar (mesmo entre escolas do mesmo agrupamento), é obrigado a ter computador, impressora e internet e, muitas vezes, materiais didáticos para suprir a falta destes nas escolas (isto quando não acontece de terem de levar até papel higiénico de suas casas).

E a levada fatura que os professores pagam ao terem de assistir à distância ao crescimento dos filhos em famílias completamente desmembradas?
E porque será que a menor taxa de natalidade reside na classe docente? Quantos casais vão adiando constituir família até que tenham uma estabilidade profissional que acabou por nunca chegar?
E como é possível que a taxa de divórcios e separações na profissão não seja a mais alta quando as famílias vivem separadas durante décadas?
E o elevado nível de acidentes em serviço de uma classe que passa décadas diariamente a percorrer estradas debaixo de grande stress numa profissão em que bastam uns minutos de atraso para se ter falta ao trabalho?
E o desgaste psicológico que leva a que metade dos pacientes em consultórios de psicologia e psiquiatria sejam professores, representando uma descomunal incidência 300 vezes superior à média da restante população! Isto sem contar com o número esmagador de milhares de docentes medicados com antidepressivos e ansiolíticos numa classe com números alarmantes de burnout.
E o que dizer de sermos a classe profissional com maiores problemas de garganta/voz e audição, ferramentas de trabalho essenciais para trabalharmos?
Será que há dinheiro que pague tudo isto?

Se a isto somarmos a enorme perda de estatuto da profissão, devido aos constantes ataques de que foram alvo da tutela e da comunicação social que contaminaram a opinião pública, bem visível nas agressões feitas aos professores e na falta de respeito como são tratados por pais, alunos e poder político, só me espanta como não houve mais professores a abandonar a profissão.

Sabemos perfeitamente que este género de informação não faz notícia em nenhum órgão de comunicação social e muito menos capa de jornal, num país onde só vende a má-língua e a inveja. Basta atentarmos para o número de professores que são agredidos e ameaçados diariamente e a comunicação social que, quase sempre, só noticia (alegadas) agressões de professores.

Sem estabilidade, salários e carreiras condignas e condições laborais decentes que permitam aos professores terem uma vida decente, condições de trabalho adequadas, rendimentos justos que permitam poderem pagar as suas contas e poderem ter um projeto de vida e constituírem família, torna-se claro que nunca teremos uma população bem qualificada, nem este país se irá desenvolver e acompanhar os restantes países europeus, nem haverá professores suficientes para o fazer.
Este cenário miserável e terrível para a vida dos professores, é razão mais do que suficiente para convencer qualquer jovem a fugir da carreira de professor.
O ME quer realmente resolver o problema?
Nada mais fácil – comecem por tratar condignamente os professores.
Carlos Santos

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UM MORTO PROFESSOR!

 

~Se lá chegar, brevemente farei 62 anos de idade e 42 a lecionar ininterruptamente, tendo desempenhado em cerca de uma dezena de escolas todas as funções possíveis, desde a faxina da limpeza, passando pelo alombamento do mobiliário/equipamento para lecionar, até à presidência de todos os órgãos escolares, chegando a permanecer nelas dias seguidos das 7.30 horas até depois das 24 horas (com ensino noturno), comendo pagando e tomando conta dos alunos nos refeitórios. E agora, frequentemente dias com manhãs, tardes e noites de trabalho seguidas. Família sempre em segundo ou terceiro plano. Até a formação esteve sempre depois das aulas e primeiro que a família. Em todo este tempo estive um dia de atestado médico.

~Descontei mais de 30 daqueles anos para a aposentação, com base em 100% do ordenado, na proporção de me aposentar sem penalização com 55 anos de idade e 36 anos de serviço (era assim considerado pelo desgaste da profissão e outros motivos). Assim foi durante muitos anos e ainda continua a ser para alguns  agora privilegiados. Se me aposentar um dia será com base em menos de 60% (simulação da CGA). Neste país, durante algum tempo a seguir ao 25 de abril de 74, havia carne e osso para todos, agora para os protetores do sistema vai a carne e para os trabalhadores vai o osso já rapado.Repetidamente o aumento dos ordenados nunca acompanhou de perto a inflação. Recebo menos vencimento líquido hoje do que há mais de 20 anos e dois escalões atrás.

~Nos últimos anos despediram milhares de professores, alguns com dezenas de anos de carreira, como por exemplo na disciplina prática que leciono em que reduziram para menos de metade os professores ao cortarem 50% da carga horária e ao atribuírem o dobro dos alunos a cada professor, colocando em risco permanente a segurança de alunos/professores e sem qualquer investimento em equipamentos/condições de trabalho que são completamente obsoletas. À balela da falta de professores crucificam-se os que já trabalharam uma vida.Para os iluminados que andam a propor bonificações aos professores que depois de aposentados queiram continuar a trabalhar devido à falta deles, pela minha parte nuncanem condecorado.

~Sem qualquer justificação, porque há dinheiro do Estado para estádios de futebol megalómanos sem qualquer utilidade, bancos falidos por ladrões, subsídios perdidos a empresas de empresários oportunistas, chorudas reformas sem para elas descontarem proporcionalmente para administradores e afins, favorecimentos por fora em tudo o que é administração pública, lei da autonomia para roubar/desviar verbas, etc., quase no fim da carreira foi-me imposto trabalhar e descontar pelo menos mais 12 anos para cobrir os desfalques facilitados/abafados por políticosou gestores corruptos. Nunca vi alguém estar perto de atingir um objetivo e imporem-lhe humanamente um outro incompreensível.

~Atualmente leciono a mais alunos do que no início da carreira, com a incomparável diferença entre respeito/reconhecimento àquela data e a agressividade/espezinhamento atual, por alunosencarregados de educação e administração educativa.

~Por considerar ser, pelo Estado e minha entidade patronal, enganado, aldrabado, vigarizado, manipulado, vilipendiado, explorado, roubado, abusado, violado, torturado, trucidado, agredido, enxovalhado, discriminado, desrespeitado, desprezado, humilhado, inferiorizado, achincalhado, despromovido, desvalorizado, etc..

~Obviamente, estou pessoal e profissionalmente exausto, saturado, desgastado, fragilizado, estoirado, deprimido, descontrolado, stressado, indignado, revoltado, sem qualquer motivação, assumidamente à beira do abismosujeito a arrastar comigo alguém próximo, etc..

~Fiquei no ensino, a troco de tudo de muito melhor, porque adorava lecionar e o trabalho complementar, mas atualmente detesto esta profissão que mata os que não querem guerra.

~Por isso, considero-me um professor morto a trabalhar/lecionar como nunca, fora do prazo de validadepara alunos com idade de serem meus bisnetos, em adiantado estado de decomposição sem que alguém note o cheiro nauseabundo que emano e com ar de parolo retrógrado por ter sido professor de informática dos primeiros engenheiros informáticos estando atualmente no grau zero das qualificações digitais, até porque recusei todas as vacinas e todos os testes covid-19 até hoje, devido ao primeiro-ministro atribuir exclusivamente aos professores uma marca de vacina que ele veio a considerar berbicacho e que eles cobardemente aceitaram. Até agoranão beneficiei de qualquer bónus para ter covid19.

~E como, com o horizonte de anos que ainda tenho para trabalhar e poder receber a aposentação sem penalização, só vejo a possibilidade de sair na HORIZONTAL pela porta das traseiras da Escola onde trabalho, talvez em resultado dum pressuposto enforcamento. Olho para o lado e vejo os colegas mais velhos ou da minha idade no meuestado e os próximos da minha idade quase como eu, a dizerem que já não aguentam mais. Transformaram-nos numa cambada de velhos transtornados prematuros. Os vacinados a terem todos covid19.

~Assim, os alunos vão ter um futuro risonho, com um ministro da educação competentíssimo, há mais de seis anos a governar os professores deste país e por pelo menos mais quatro anos e meio, para quem interessa é que tenham aulas (segundo ele, mas eu sinto precisamente o contrário), por professores no meu estado cadavérico-degenerativo. Com professores neste estado que ensino estão a/vão ter os alunos? Apenas aulas! Um morto professor dá aulas, mas não ensina. Ainda bem que os meus filhos não querem ter filhos para terem este futuro.

~Que fique bem claro. Estou morto, mas não morri. Fui simplesmente assassinado e muito lentamente com inqualificável sofrimento. Pena que neste país cavaquistasoarês os incógnitos bandidos doutorandos, seus discípulos e afins que me assassinaram continuem à solta e a viverem à minha custa, nomeados ou eleitos até com maiorias absolutas conquistadas sem o meu voto que deixei de o dar desde que me começaram a matar.

PARABÉNS SENHOR MINISTRO (ex-secretário)!Medalhável brevemente pelo presidente selfimarcelista digno descendente do pai que por mero acaso também foi ex-secretário de estado da educação do fachismarcelista ainda do meu tempo de lutador.

 

Carlos Tiago

(o assassinado professor)

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Os professores estão a caminho de serem pedintes

A crise da falta de professores vai continuar a agravar-se. A razão não será a falta de vocações, mas a falta de atractividade. Quando uma classe é obrigada a reinventar-se constantemente, lhe é acrescentado trabalho e mais trabalho, e não é valorizada com um salário digno do seu esforço e condições de trabalho, poucos são os loucos que nela ingressam.
Tudo aumenta, menos os salários da função pública…


É a guerra na Europa, é o aumento dos casos de infeção por covid-19, é agora a varíola dos macacos… parece que a bonança está a tardar a chegar.

O preço incerto

É que, mesmo que uma pessoa queira tirar a cabeça destas preocupações e acompanhar o Gonçalo Quinaz e o Nuno Homem de Sá, que não se entendem na casa do “Big Brother famosos”, não tem dinheiro para o pacote de pipocas, porque grande parte do milho que consumimos vem da Ucrânia.

Mas temos de ver o lado positivo. A guerra faz com que os cereais aumentem de preço, o que faz com que comecemos a fritar a solha em óleo de motores a dois tempos. O “Guia Michelin” vai ficar doido com esta nouvelle cuisine portugaise. O corte de relações com a Rússia compromete o gás, o que faz com que para nos aquecermos tenhamos de adoptar 17 gatos abandonados para se deitarem em cima de nós. O preço da energia é elevado, o que faz com que reacendamos literalmente a chama das nossas relações com mais jantares à luz das velas. O combustível está tão caro, que vamos começar a andar mais a pé. Férias de verão? Vou fazer uma peregrinação à costa amalfitana, chefe. Volto em novembro.

O preço dos alimentos continua a subir e o valor do cabaz de produtos básicos para uma família custa agora 193€ por mês. Faz-me lembrar aquele jogo do alpinista do “Preço certo”: sobe, sobe, sobe ao som do tirolês e no final catrapumba! Vamos ao charco. O próprio programa da RTP, que tanto anima aqueles autocarros de gentes trazida de várias parte do país, é cada vez mais perverso. Não porque o Fernando Mendes esteja com um bikini body melhor que o meu, mas porque hoje em dia perguntam “qual é o preço deste pacote de arroz Saludães? Ah, ninguém acertou. O preço certo era 87€” e toda a gente começa a chorar.

De repente, damos por nós no supermercado a pensar: levo meia dúzia de chicharros ou compro 23 pacotes de delícias do mar? Não sei que raio de goma é aquela e nos documentários do Discovery Chanel nunca vi um peixe cor-de-rosa daqueles sem barbatanas, mas como no rótulo diz que é do mar, está a valer. É que o atum em lata, aquele artigo que temos em casa para desenrascar uma refeição, também começa a ser considerado um artigo de luxo, por causa do aumento de 59% do óleo vegetal. Eu já comecei a investir em Bom Petisco. É que, comprar casa é cada vez mais um sonho e assim como assim deixo de herança aos meus filhos uma prateleira cheia de latinhas de peixe. Vão ser pouco mimados, vão. Lembram-se daquele anúncio dos relógios Patek Philipe cujo slogan era “Nunca somos verdadeiramente donos de um Patek Philippe. Apenas cuidamos dele para a próxima geração”? Hoje em dia, é mais “Nunca somos verdadeiramente donos de um Bom Petisco.”

Para termos uma ideia, o preço dos alimentos essenciais subiu três vezes mais depressa num mês do que os salários nacionais durante um ano. Eu não sei se Academia Sueca me está a ler, mas se estiver, queria aproveitar para sugerir que o Prémio Nobel da Economia deste ano fosse dado aos portugueses. Gostava que, em outubro, no anúncio dos vencedores, fosse dita a frase “e depois de, em 2021, ter ganho o economista David Card pelas suas contribuições empíricas para a economia do trabalho, este ano o Nobel da Economia vai para a dona Arlete, de Carrazeda de Ansiães, pela sua inovadora estratégia económica de conseguir aproveitar todas as promoções semanais de hipermercados e ainda utilizar todos os cupões e cartões de desconto para conseguir cuidar do seu agregado familiar com 600€ por mês”.

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Palavras de apreço não pagam hipotecas. -Jorge S. Braga

 

Os professores estão, neste momento, numa posição que nunca tiveram ao longo da sua história. Não os há e cada vez vai haver menos.

A carreira é miseravelmente mal paga.

O trabalho é muito complexo e burocrático.

As possibilidades de progressão salarial no interior da carreira estão severamente limitadas.

O professor é o recurso onde todos os problemas da sociedade caem.

A Escola é a entidade que tudo deve resolver, na opinião errada de muitos, especialmente dos que não estão na educação.

A sociedade precisa efetivamente de uma população altamente qualificada ou Portugal, nos próximos anos, não vai a lado nenhum.

Portugal precisa urgentemente de corrigir os enormes erros do passado. Este é o momento de investir seriamente em educação.

Investir em educação passa por investir nos profissionais de educação. Todos.

Investir em melhores salários.

Investir numa melhor carreira, desde o primeiro dia.

Investir em melhores condições de trabalho.

Chegou a altura de os professores lutarem. Se agora paralisarem, os professores perderão o comboio em detrimento de um avião, de uma estrada ou de uma qualquer entidade financeira em dificuldades.

O Ministério da Educação, como dizia um colega, transformou-se numa empresa de trabalho temporário. Não geriu com cuidado os seus parcos e altamente especializados recursos humanos.

Qualquer gestor de recursos humanos sabe que o bem-estar dos seus trabalhadores é o ponto fulcral para uma organização bem-sucedida neste século. O bem-estar começa (mas não acaba) numa remuneração justa.

Parafraseando o CEO da Microsoft Satya Nadella: “palavras de apreço não pagam hipotecas.”

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A Minha Simples Proposta para o Documento em Negociação

Independentemente do resultado da negociação do documento sobre a mobilidade por doença e a renovação de contratos deixo aqui a minha sugestão para integrar este documento e que fiz seguir para o Presidente do SPZN que hoje tomou posse:

 

Disposições Transitórias

 

Até à realização do próximo concurso interno aplicam-se as seguintes regras:

 

1 – O docente colocado em Mobilidade Por Doença no ano letivo 2021/2022, pode manter a sua Mobilidade por Doença para 2022/2023, desde que os pressupostos que justificaram o seu pedido se mantenham, efetuem o seu pedido na plataforma, com o envio dos respetivos documentos identificados na presente lei e exista um mínimo de 8 horas letivas para atribuir ao docente para o ano letivo 2022/2023.

2 – Os docentes candidatos à Mobilidade Interna podem obter colocação em horário anual, igual ou superior a 8 horas letivas.

3 – À dotação prevista na presente lei não são considerados os docentes colocados de acordo com o número 1 deste artigo.

 

 

Tendo em conta que muitos docentes deixarão de poder concorrer à Mobilidade por Doença, se a redação da lei final for no mesmo sentido, será importante salvaguardar a sua colocação através da Mobilidade Interna em horários incompletos, visto que as colocações na Mobilidade Interna têm sido apenas para horários completos, sabendo-se que com a ausência de um concurso interno poucos horários completos vão sobrar em concurso.

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João Costa Desmontado – Parte 4

O Grande Líder Apresenta-se – 4 – O Meu Quintal

 

As Partes 1 , 2 e 3 encontram-se disponíveis aqui:

O Grande Líder Apresenta-se – 1 – O Meu Quintal

O Grande Líder Apresenta-se – 2 – O Meu Quintal

O Grande Líder Apresenta-se – 3 – O Meu Quintal

 

 

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João Costa Desmontado – Parte 3

O Grande Líder Apresenta-se – 3 – O Meu Quintal

 

PS:

As Partes 1 e 2 encontram-se disponíveis aqui:

O Grande Líder Apresenta-se – 1 – O Meu Quintal

O Grande Líder Apresenta-se – 2 – O Meu Quintal

 

 

 

 

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Pelo Jornal de Letras N.º 1347 – 18 a 31 de maio de 2022

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Salário. Salário. Salário. – Luís S. Braga

 

Essa devia ser a reivindicaçâo central dos professores e do setor da educação em geral. Não morder os iscos das outras questões segmentadas, que são importantes, fazem gastar energia, mas não tocam a todos.
Querem unidade? Falem de salários.

De recuperação do valor da carreira, de compensação das perdas da inflação e de reposição proporcional face ao salário mínimo.

Todos trabalhamos para receber salário e temos salário porque trabalhamos. É óbvio, mas temos de tirar a conclusão nas discussões sobre o trabalho.

Os horários incompletos são mais suportáveis se forem melhor pagos. As vagas do 5º e 7º escalão são problema porque prejudicam melhor salário. As horas a mais de trabalho são discussão porque não são voluntárias e não são pagas. A colocação longínqua podia ser aceitável, se paga.

O discurso missionário sobre educação tem de ser combatido com a ideia simples: querem trabalho educacional, façam o que fazem noutras áreas e paguem o valor justo.

Em termos agregados, Portugal gasta menos que a média da UE em educação. Porque os políticos que representam o patrão (o povo português) acham que a educação não deve ser despesa prioritária, embora batam com a mão no peito a falar da sua importância.

Tudo pode ser discutido mas, primeiro, tem de ser discutido o preço justo do trabalho.
Por isso, a discussão do tempo de progressão perdido não deve ser esquecida.

Do PIB português quanto se vai reservar para financiar o futuro, através do justo pagamento a quem escolheu ensinar e ser educador?

Educação são pessoas a trabalhar. São “recursos humanos”. E se acham que recursos gastos em educação são caros, experimentem a ignorância.

E isso é dito simplesmente: quanto vale o nosso trabalho? Quanto nos pagam para dedicar a vida a educar?
Quanto vão gastar os portugueses a financiar uma educação de qualidade? Isso será o nosso salário.

 

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“As escolas já estão a arder?”

 O Ministro da Educação começou a mostrar ao que efectivamente veio e tem explicitado, de forma inequívoca, a sua indisposição para melhorar as condições existentes na Carreira Docente e torná-la mais atractiva, parecendo, antes, mover-se por um certo prazer sádico, ao enveredar obstinadamente pelas “soluções” mais tortuosas, desleais, injustas e perversas…

O Ministro parece até evidenciar um certo esgar de regozijo, divertimento e gáudio, ao apresentar propostas que, pelo seu teor, causarão um expectável sofrimento físico e psicológico a terceiros, como ele próprio certamente saberá…

E não pode deixar de se considerar tal cenário com perplexidade, mas também como algo iminentemente perturbador…

As recentes propostas apresentadas pelo Ministro, relativas à mobilidade por doença e à renovação de contratos dos Professores, constituem-se como o mais flagrante exemplo de “soluções” tortuosas, desleais, injustas e perversas…

Sem se pretender esmiuçar cada uma dessas propostas, refere-se apenas isto: se, pelo silêncio e pela inacção dos Sindicatos e dos Professores, tais planos se concretizarem, nada mais restará à Classe Docente a não ser “calar-se para sempre” e resignar-se perante toda e qualquer agressão ou desrespeito perpetrados contra si, tal a magnitude das presentes bizarrias…

Se existem suspeitas de que a mobilidade por doença esteja a ser utilizada de forma abusiva e fraudulenta por alguns, são esses alguns que devem ser chamados a comprovar cabalmente a condição que lhes permitiu usufruir dessa prerrogativa… E o mesmo procedimento deverá observar-se com todos os futuros candidatos a essa forma de mobilidade…

Mas isso, obviamente, significaria também implicar os Médicos que atestaram determinados quadros clínicos e aí é que o problema “pia mais fino” porque com os Médicos “não se brinca”… Não se pode afrontar alguns Médicos, mas pode hostilizar-se milhares de Profissionais de Educação, muitos deles com situações devidamente fundamentadas…

Claro está que o “pacto de não agressão”, apenas respeitante aos Médicos, também decorre da capacidade de união de classe, de reivindicação e da conquista do respeito por essa via, que umas corporações profissionais têm e outras não, diferença essa bem realçada ao longo dos últimos anos…

Impor quotas e raios de quilómetros para eliminar os supostos abusos, ou ignorar as mais elementares regras de graduação dos Concursos, permitindo e fomentando ultrapassagens injustas e injustificáveis, só poderá fazer sentido em algumas mentes insanas e insensatas…

Perante tanto despautério fica-se na dúvida se se trata de incompetência, sadismo ou algo muito pior…

Sem qualquer pejo em utilizar os Alunos como arma de arremesso para justificar propostas absurdas e perversas, ilustrado pela declaração no Parlamento em 6 de Maio passado: “não nos preocupa que as regras sejam diferentes. O que interessa é que os alunos tenham aulas”, o Ministro da Educação tem vindo a demonstrar que estará disposto a tudo para fazer prevalecer os seus intentos, inclusive enveredar pela “política de terra queimada”, tão típica dos déspotas da História…

O objectivo mais recôndito e perverso talvez seja mesmo “incendiar” as escolas públicas com medidas tirânicas e discricionárias, tendo como derradeira intenção colocar todos contra todos e acelerar por essa via a destruição da Escola Pública…

Uns beneficiados, outros prejudicados; uns doentes, outros saudáveis; uns novos, outros velhos, a todos serão dados motivos para esgrimir argumentos contra alguém…

Se a derradeira intenção for essa, lamentavelmente, parece já estar a surtir o efeito desejado… E, nesse contexto, torna-se, ainda mais fácil, impor barbaridades, desrespeitar e insultar…

O insulto à inteligência de cada um parece, aliás, ter assumido proporções nunca antes vistas, aliado a um certo “cinismo pretensamente afectuoso”, que é o pior dos cinismos…

O que mais aí virá, será para “ter medo, muito medo”… Sobre isso já não restará qualquer dúvida…

O “medo”, nesse caso, advirá do facto de, quando se pensa que pior será impossível, eis que nada parece impeditivo para a actual Tutela…

As escolas já estão a arder?”, talvez alguém esteja ansioso por perguntar…

Paris, ditosamente, não ardeu… Espera-se o mesmo das escolas…

Mas para isso, forçosamente, os Professores terão que se fazer ver e ouvir… Ou então aceitar, de vez, serem enxovalhados e tratados como imbecis, por aqueles que, com notável hipocrisia e cinismo, governam a Educação…

Que outra classe profissional aceitaria fazer parte de um “folhetim” rocambolesco, deprimente e humilhante, como o que se tem vindo a assistir nos últimos dias e, ao que tudo indica, ainda prolongável por mais alguns “episódios”?

Ficar satisfeito (e agradecido!) por o raio de quilómetros ter diminuído para metade, face à anterior proposta, é aceitar e validar explicitamente esse critério que, pelo seu carácter absurdo e grotesco, deveria ter sido rejeitado de forma categórica e incisiva, logo quando se conheceu a proposta inicial…

Em vez de uma oposição contundente, alimentam-se discussões supérfluas e inúteis sobre o tamanho do raio de quilómetros e aceitam-se todas as “migalhas” que, perversamente vão sendo atiradas pelo Ministério, deixando-se enredar num “jogo viciado” desde o início…

(Matilde)

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Pareceres da Fenprof Sobre a Mobilidade Por Doença e a Renovação de Contratos

Ao final da tarde desta sexta-feira, a FENPROF enviou para o Ministério da Educação os dois pareceres sobre as propostas apresentadas pelo ME a 18 de maio, relativos a mobilidade por doença e a renovação de contratos, as duas matérias em cima da mesa da reunião de negociação que se vai realizar pelas 10 horas de segunda-feira, 23 de maio.

 

Parecer sobre a MPD

Parecer sobre a Renovação de Contratos

 

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