Tag: Notícias

Informação da FNE Sobre a Reunião com o MECI

Desconheço se a vontade do MECI em substituir o período probatório pelo ano de indução já se está a aplicar este ano, visto que em final de fevereiro ainda não existe qualquer lista publicada dos docentes que dispensam ou não do período probatório.

O ano passado a lista foi publicada em 5 de fevereiro.

Será que como já me disseram a AGSE não tem as palavras passe da DGAE?

 

 

INFORMAÇÃO – Reunião FNE com MECI de 18 de fevereiro (ECD – Tema 2)

 

A Federação Nacional da Educação reuniu com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), no âmbito da negociação relativa à habilitação para a docência, recrutamento e admissão à carreira.

Na abertura da reunião, o Secretário de Estado apresentou a proposta de articulado enviada à FNE no dia anterior, salientando:

  • O reforço da “carreira especial de docente”, consagrado logo no artigo relativo aos princípios do recrutamento;
  • Que a referência à avaliação como “positiva” ou “negativa” pretende apenas evitar condicionar futuras designações das menções a definir no âmbito da avaliação do desempenho;
  • A intenção de simplificar o articulado, solicitando o envio de contributos concretos para aperfeiçoamento da redação.

A FNE apresentou as suas posições e colocou diversas questões, tendo sido obtidas as seguintes clarificações e garantias:

1. Contratação mantém-se nacional, centralizada e por graduação

O MECI garantiu que:

 

  • O concurso continuará a ser nacional e centralizado;
  • Será mantido o respeito pela lista de graduação profissional;
  • O vínculo permanece no âmbito da Administração Pública.
Esta é uma garantia essencial para assegurar estabilidade, transparência, equidade e objetividade no acesso à profissão docente.

2. Período probatório substituído por período experimental

O Ministério propõe substituir o atual período probatório por um período experimental, que corresponderá a um ano de indução à profissão, integrando:

  • Acompanhamento por um docente com perfil ainda a definir;
  • Avaliação no primeiro ano de vinculação.

O MECI manifestou abertura para analisar condições de isenção do período experimental, em linha com o regime atualmente aplicável ao período probatório.

A FNE considera que esta matéria exige especial cuidado, nomeadamente quanto:

  • À definição do perfil e condições do docente acompanhante;
  • À clarificação do modelo de avaliação;
  • À garantia de condições de trabalho adequadas no ano de indução.

O objetivo deve ser assegurar rigor, credibilidade e justiça, evitando transformar este mecanismo num fator de instabilidade.

 

3. Formação pedagógica mantém-se obrigatóriaFica expresso que o exercício de funções docentes exige formação pedagógica na área da docência e que não haverá redução das exigências de habilitação, mesmo face à escassez de professores.

Foi igualmente reconhecida a necessidade de:

  • Garantir igualdade de oportunidades aos docentes que necessitem de profissionalização;
  • Criar soluções que permitam responder às necessidades do sistema sem comprometer a qualidade do ensino.
 A FNE reafirma que a valorização da carreira docente começa pela exigência e qualidade da formação.

4. Situação dos docentes que concluem profissionalização este ano

Foi identificada uma situação potencial de injustiça relativamente aos docentes que terminam a sua formação inicial ou profissionalização até julho.

O MECI reconheceu a necessidade de:

  • Analisar a possibilidade de enquadrar estes candidatos no concurso nacional do próprio ano;
  • Procurar uma solução que evite penalizações decorrentes de desajustes de calendário.

A FNE acompanhará esta matéria com particular atenção.

5. Articulação com legislação subsidiária e ECD

Foi ainda esclarecido que:

  • A negociação da legislação subsidiária relacionada com esta matéria decorrerá em paralelo com a negociação do ECD;
  • Tal ocorrerá a partir do momento em que se transite para o Tema 3 do processo negocial.
A FNE sublinha a importância de assegurar coerência entre o regime de recrutamento, o Estatuto da Carreira Docente e a restante legislação aplicável.

6. Entrada em vigor

As alterações dificilmente entrarão em vigor no ano letivo 2026-2027, sendo mais provável a sua aplicação a partir de 2027-2028.

Perguntas e Respostas: ECD – Tema 2
1 – O recrutamento vai deixar de ser nacional?
Não. O MECI garantiu que continuará a ser nacional, centralizado e por lista de graduação.
2 – Vai acabar o vínculo à Administração Pública?
Não. Mantém-se o vínculo à Administração Pública.
3 – Vão baixar as exigências para ser professor?
Não. Mantém-se a obrigatoriedade de formação pedagógica na área da docência.
4 – O que muda no período probatório?
Passará a designar-se “período experimental”, correspondendo a um ano de indução com docente acompanhante e avaliação no primeiro ano. As condições concretas ainda serão negociadas, incluindo eventuais regimes de isenção.
5 – Quem termina a profissionalização este ano pode concorrer ao concurso nacional?
Existe risco de impedimento por razões de calendário. O MECI reconhece o problema e admite procurar solução.
6 – A legislação complementar será negociada?
Sim. A legislação subsidiária será negociada em paralelo com o ECD, quando se avançar para o Tema 3.

A FNE continuará a intervir com propostas concretas, reafirmando que a mesa negocial é o espaço próprio para garantir estabilidade, justiça e valorização da profissão docente.

Consulte aqui o documento elaborado pela FNE

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/informacao-da-fne-sobre-a-reuniao-com-o-meci/

Aluno de seis anos levou revólver para a escola em Peniche

Não mexam no Estatuto do Aluno que não vale a pena…

Um aluno, com seis anos, levou um revólver para a escola na manhã desta terça-feira. A arma seria encontrada por um professor do Centro Escolar de Atouguia da Baleia, em Peniche, e apreendida pela GNR. Os pais da criança foram identificados.

 

Aluno de seis anos levou revólver para a escola em Peniche

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/aluno-de-seis-anos-levou-revolver-para-a-escola-em-peniche/

E Agora Quem Faz o Deferimento dos Pedidos de Acumulação?

Até agora os pedidos de autorização de acumulações de funções eram deferidos pela DGAE, após parecer prévio do diretor do agrupamento. E só a partir desse deferimento é que os docentes podiam acumular funções.

Em diversos casos, é condição essencial para a acumulação de funções esse deferimento da DGAE, que agora tarda em ser dado na plataforma SIGHRE.

Existem formadores para os diversos Centros de Formação que não podem começar as suas ações de formação enquanto esse deferimento não for dado.

Será que alguém na AGSE ficou encarregado de dar esse deferimento?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/e-agora-quem-faz-o-deferimento-dos-pedidos-de-acumulacao/

Criação de unidades orgânicas do EduQA e suas competências

 

Na sequência da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 105/2025, de 12 de setembro, que cria o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I. P. (EduQA, I. P.) e aprova, em anexo, a sua orgânica, a Portaria n.º 31-A/2026/1, de 23 de janeiro, aprova os respetivos Estatutos, com vista a executar em pleno a missão e as atribuições cometidas ao EduQA, I. P.

Os n.os 4 e 5 do artigo 1.º dos referidos Estatutos preveem que, por deliberação do conselho diretivo do EduQA, I. P., e dentro da dotação previamente estabelecida, podem ser criadas, extintas ou modificadas unidades orgânicas flexíveis, designadas por unidades, dependentes diretamente do conselho diretivo ou integradas em departamentos, sendo as suas competências definidas na mesma deliberação.

Assim, ao abrigo do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 1.º dos Estatutos do EduQA, I. P., aprovados em anexo à Portaria n.º 31-A/2026/1, de 23 de janeiro, torna-se público o teor da deliberação do conselho diretivo de 03 de fevereiro de 2026, que procede à criação das seguintes unidades orgânicas flexíveis e definição das respetivas competências.

Despacho n.º 2354/2026, de 24 de fevereiro

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/criacao-de-unidades-organicas-do-eduqa-e-suas-competencias/

Uma Espécie de Nota Informativa Sobre a MI do CEE

Porque deixaram de ser publicadas para o público em geral.

 

Caro/a Diretor/a,

 

A AGSE informa que foi publicada a Mobilidade Interna do Concurso Externo Extraordinário (CEE).

 

Colocações por mobilidade interna CEE (MICEE):

  • As colocações agora publicadas caducam no final do ano escolar 2025/2026;
  • A aceitação da colocação decorre no SIGRHE, no prazo de 2 dias úteis, após a publicitação da lista de colocação;
  • A apresentação decorre no SIGRHE, no prazo de 5 dias úteis, após a publicitação das listas definitivas de colocação. O não cumprimento do dever de apresentação determina a anulação da colocação obtida;
  • Os candidatos colocados na MICEE, que à data da colocação se encontrem em exercício de funções em AE/EnA da rede MECI, devem manter-se em funções até à efetivação da sua substituição;
  • Os candidatos não colocados na MICEE, que à data da colocação se encontrem em exercício de funções em AE/EnA da rede MECI, devem manter-se no AE/EnA até à colocação nas reservas de recrutamento do CEE e respetiva substituição;
  • Os candidatos não colocados na MICEE, que não se encontrem em exercício de funções em AE/EnA, devem apresentar-se no AE/EnA que efetuou a validação da candidatura. Deverá aceder ao separador do SIGRHE “Gestão de colocação/Contratos 2025/2026 > Vinculações CEE” para indicar a data de apresentação do/a candidato/a.

 

A AGSE permanece disponível para quaisquer esclarecimentos que considere necessários.

 

 

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente da Agência para a Gestão do Sistema Educativo

Raúl Capaz Coelho

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/uma-especie-de-nota-informativa-sobre-a-mi-do-cee/

Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário

Aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário para os anos letivos de 2025-2026 a 2027-2028 e revoga o Despacho Normativo n.º 2-A/2025, de 3 de março.

 

Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/regulamento-das-provas-de-avaliacao-externa-e-das-provas-de-equivalencia-a-frequencia-dos-ensinos-basico-e-secundario-3/

32,6% dos professores em Portugal são contratados

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/326-dos-professores-em-portugal-sao-contratados/

Reposicionamento Justo na Carreira Docente Em Consulta Publica

Há mais de 50 mil docentes que poderão ver ser feita justiça e recuperar 3, 4 ou 5 anos de carreira. Para dar o seu contributo nem precisavam de sair do sofá…


Projeto de Lei 285/XVII/1

Reposicionamento Justo na Carreira Docente e Garantia de Princípios Constitucionais e Europeus de Igualdade Profissional [formato DOCX] [formato PDF]
Em apreciação pública de 2026.02.18 a 2026.03.20    Envie o seu contributo

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/reposicionamento-justo-na-carreira-docente-em-consulta-publica/

“Paguem mais aos Professores”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/paguem-mais-aos-professores/

A ética da sala de aula – Carlos Vinhal Silva

O professor deve ser digno da sua missão, mas o aluno deve ser digno de estar à sua frente. A dignidade educativa não é unilateral: é construída a dois.

A ética da sala de aula

Explicamos: a aula não é um espetáculo onde o docente atua e o aluno assiste. A aula é a construção simultânea de duas vontades. Sem reciprocidade, não há aprendizagem: há monólogo. A questão raramente é enunciada, mas muitos alunos chegam à escola num estado de disponibilidade intelectual próximo de zero. Não porque lhes falte capacidade, mas porque lhes falta disposição. A indisciplina, hoje, não é apenas ruído: é uma forma de recusar o mundo. Quando o aluno rejeita a autoridade, não rejeita apenas a pessoa do professor: rejeita a própria ideia de aprendizagem. A cultura que fomenta esta atitude não nasceu na escola: entrou nela pela porta da sociedade, onde a infância passou a ser tratada como território intocável e a adolescência como época de imunidade moral. O professor, nesse ambiente, aparece sempre como culpado enquanto o aluno nunca surge como agente. E, no entanto, nenhuma conceção séria de educação pode excluir a responsabilidade discente. O aluno não é uma tábua rasa, não é um espectador passivo, não é uma criatura neutra sobre a qual a escola imprime conhecimento. É uma pessoa situada, com deveres tão vincados quanto os do professor. Recusar-se a aprender, ou dificultar que outros aprendam, é uma violação desse dever.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/a-etica-da-sala-de-aula-carlos-vinhal-silva/

As Notas Informativas Foram à Vida?

E neste momento vai ser preciso andar aos “papéis” com as notas informativas anteriores.

Foram ontem publicadas as colocações e não colocações da Mobilidade Interna do Concurso Externo Extraordinário e os docentes não colocados não sabem onde se vão apresentar na próxima semana.

Fica aqui a nota informativa da Mobilidade Interna do CEE do ano passado que se deve aplicar novamente este ano.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/as-notas-informativas-foram-a-vida/

Reserva de recrutamento 38

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados – 38.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

 

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 23 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 24 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 38

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/reserva-de-recrutamento-38/

Uma técnica especialista para o “meu gabinete”

Um curriculo e experiência de causar inveja…

Despacho n.º 3514/2025

1 – Ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 3.º, nos n.os 1, 2 e 3 do artigo 11.º e no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 11/2012, de 20 de janeiro, designo como técnica especialista do meu Gabinete a mestre Rebeca Gouveia Coutinho Sá Couto.

Nome: Rebeca Gouveia Coutinho Sá Couto.

Habilitações académicas:

Mestrado integrado em Engenharia Física Tecnológica, pelo IST;

Masters in Business Administration, pelo INSEAD;

Pós-graduação em Educação em Creche, pela ESELx;

Experiência profissional:

Desde 2021 até à data – diretora de Parcerias Públicas, Teach For Portugal;

Entre 2021 e 2022 – fundadora e gestora do Projeto Escola «Equitativa», Associação Passa Sabi;

Entre 2020 e 2021 – gestora do Projeto GAP – Gulbenkian Aprendizagem, Teach For Portugal;

Entre 2012 e 2020 – associada, consultora e gestora de projeto, Boston Consulting Group.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/uma-tecnica-especialista-para-o-meu-gabinete/

Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – Listas Definitivas Mobilidade Interna

Publicitação das listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e retirados da Mobilidade Interna, do Concurso Externo Extraordinário 2025/2026

Os candidatos agora colocados devem aceitar a colocação na aplicação informática do SIGRHE, das 0:00 horas de segunda-feira, dia 23 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira,  dia 24 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Gestão de Colocações / Colocações MI CEE

Listas de ordenação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de não colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de exclusão

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Lista de retirados

Retirados

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/concurso-externo-extraordinario-2025-2026-listas-definitivas-mobilidade-interna/

Deixem os Miúdos Zangar-se

Há um quadro que qualquer professor reconhece sem esforço. Um aluno chega à sala com o trabalho por fazer, o olhar de quem dormiu bem e a explicação já preparada, não por ele, mas pela voz que se ouve ao fundo, no telemóvel, enquanto a mãe negoceia em tempo real com o filho o que ele há de dizer ao professor. A conversa é curta. A solução, instantânea. O desconforto, zero.

E o miúdo aprende alguma coisa. Aprende que os problemas se resolvem com um telefonema.

Temos vindo, com a melhor das intenções e a pior das estratégias, a criar uma geração de crianças perfeitamente protegidas da vida real. Protegidas do erro, da espera, do fracasso, da birra que não resulta, da nota que não sobe, do amigo que não cede. Protegidas, em suma, das únicas situações que verdadeiramente ensinam alguma coisa.

A frustração não é uma avaria no processo educativo. É o processo.

É na zanga que uma criança descobre que tem limites, que o mundo não gira em torno dos seus desejos. É no erro que aprende a recalcular. É no choro seco do recreio, quando a brincadeira correu mal, que percebe que é capaz de se levantar sozinha. Nenhum adulto que se antecipe a essa queda lhe ensina a cair bem. Ensina-lhe apenas que haverá sempre alguém para a apanhar, e essa é uma das mentiras mais prejudiciais que se pode transmitir a uma criança.

Nas escolas, os professores já sabem. Sabem quando um trabalho foi feito pelos pais, quando a justificação de falta foi demasiado bem redigida, quando o email indignado chega demasiado depressa a seguir a uma má nota. Sabem porque viram o mesmo quadro muitas vezes. E sabem também o que acontece a seguir, esses alunos chegam ao 9.º, ao 12.º, à faculdade, ao mercado de trabalho, sem terem aprendido a tolerar a adversidade, sem saberem o que fazer quando ninguém resolve o problema por eles.

Não é culpa das crianças. Nunca foi.

É culpa de uma ideia torta de amor que confunde proteção com substituição. Que acha que um bom pai é aquele que remove os obstáculos do caminho do filho, quando um bom pai é aquele que fica ao lado enquanto o filho os enfrenta. A diferença parece pequena. As consequências não são.

A escola pode fazer muito, e faz. Mas há uma aprendizagem que não cabe em nenhum currículo, que não tem código de disciplina nem grelha de avaliação, a capacidade de aguentar o que é difícil sem entrar em colapso. Essa constrói-se em casa, no dia a dia, nas mil situações banais em que um adulto resiste ao impulso de intervir e diz, em vez disso, qualquer coisa como já sei que é difícil, o que é que achas que podes fazer?

Cinco palavras. Uma vida de diferença.

Educar não é afastar o sofrimento. É acompanhar alguém enquanto aprende a atravessá-lo. É tolerar o choro sem o calar depressa demais, é deixar a birra chegar ao fim sem ceder, é assistir ao fracasso com serenidade suficiente para que a criança entenda que o fracasso não é o fim de nada, é o começo de uma segunda tentativa.

Portugal não tem falta de pais que amam os filhos. Tem, isso sim, uma quantidade crescente de pais que confundem amar com poupar. E as escolas, sozinhas, não conseguem desfazer em seis horas diárias o que se constrói nas restantes dezoito.

Deixem os miúdos zangar-se. Deixem-nos falhar. Deixem-nos resolver. Não porque sejam capazes, são, mas porque só assim vão acreditar que o são.

O resto é logística.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/deixem-os-miudos-zangar-se/

Análise prévia da FNE sobre este tema da negociação. – FNE

O regime de habilitação para a docência, de recrutamento e de admissão à carreira docente constitui
um dos pilares estruturantes do Estatuto da Carreira Docente, uma vez que dele dependem não apenas
a qualidade do ensino, mas também a estabilidade, a dignidade profissional e a atratividade da
profissão docente.
Ao longo dos anos, a Federação Nacional da Educação (FNE) tem defendido de forma consistente que o
acesso à docência deve assentar em critérios de elevada exigência académica, rigor pedagógico e justiça
profissional, sublinhando que a necessidade conjuntural de responder a problemas urgentes não pode,
em circunstância alguma, implicar a diminuição dos níveis de exigência consagrados no Estatuto da
Carreira Docente. Uma coisa são as estratégias excecionais e temporárias que podem ser adotadas para
fazer face a carências imediatas; outra, bem distinta, é a consagração definitiva de critérios que
desvalorizam a função docente, fragilizam a carreira e comprometem a qualidade do sistema educativo.

 

Análise prévia da FNE sobre este tema da negociação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/analise-previa-da-fne-sobre-este-tema-da-negociacao-fne/

Rever o Decreto-Lei que estabelece os grupos de recrutamento do pessoal docente

Está previsto no documento que o MECI vai apresentar aos sindicatos. Será que vai ser com esta revisão que é criado o GR 160?

Esta é a “cenoura” que o Ministério está a dar aos profissionais de Educação Física, mas traz um desafio logístico gigante para os Diretores. Criar um novo grupo de recrutamento no 1.º ciclo significa que os Agrupamentos vão ter de gerir mais horários, mais professores a circular entre escolas primárias e, acima de tudo, garantir que há instalações (pavilhões e balneários) para este novo figurino.

Se o OE2025 diz que é para avançar, a revisão do DL 27/2006 é o martelo que vai bater o prego. A dúvida agora é saber se haverá professores profissionalizados suficientes para preencher estas novas vagas de quadro que vão surgir, ou se vamos cair no Artigo X.º que analisámos antes: contratar pessoas apenas com a formação científica para “safar” as aulas de ginástica.

Mas já que vão mexer na coisa podia ser assim:

Código Provável Grupo de Recrutamento Público-Alvo / Nível Observações
100 Educadores de Infância Pré-Escolar Sem alteração prevista.
110 Professores do 1.º Ciclo 1.º Ciclo (Geral) Mantém a titularidade das turmas.
120 Inglês 1.º Ciclo Já consolidado na última revisão.
160 (Novo?) Educação Física 1.º Ciclo O novo grupo “estrela” da revisão de 2025/2026.
150 (Novo?) Educação Artística / Música 1.º Ciclo Uma possibilidade para fechar o ciclo das AEC.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/rever-o-decreto-lei-que-estabelece-os-grupos-de-recrutamento-do-pessoal-docente/

O que se entende como “características de personalidade” para um docente (ou candidato a)?

Aqui o MECI entra num terreno perigoso. Se por um lado todos queremos proteger os alunos de perfis instáveis, por outro, quem define o que é uma “característica de personalidade” impeditiva?

O texto é tão lato que pode servir para tudo: desde afastar alguém com uma patologia grave, até penalizar alguém que está simplesmente exausto (o tal “agravamento pelo desempenho”). Na prática, isto transforma os médicos em “juízes de carreira”. Se o Ministério quer rigor psíquico, tem de dar condições de trabalho; caso contrário, a profissão em si passa a ser o fator que gera a própria “incapacidade” que o artigo quer prevenir. É o chamado “pescadoiro de rabo na boca”.

” Constitui requisito psíquico necessário ao exercício da função docente a inexistência de
características de personalidade ou de situações de natureza neuropsiquiátrica que ponham
em risco a relação com os alunos, impeçam ou dificultem o exercício da docência ou sejam
suscetíveis de ser agravadas pelo seu desempenho”

Aqui estão as situações tipicamente avaliadas em carreiras de ensino, mas que em Portugal não são:

Situações Críticas na Avaliação Psíquica

Categoria Exemplos de Situações Avaliadas Impacto na Função Docente
Transtornos de Personalidade Personalidade antissocial, narcisista ou borderline (com instabilidade grave). Risco de conflitos agressivos e rutura na relação pedagógica.
Psicoses e Esquizofrenia Episódios psicóticos ativos ou delírios não controlados. Perda do sentido de realidade, impossibilitando a gestão de uma turma.
Dependências Ativas Alcoolismo ou toxicodependência. Comprometimento do discernimento e da segurança dos menores.
Transtornos de Humor Graves Depressão major recorrente ou Perturbação Bipolar (fases maníacas). Incapacidade de manter a regência de turma e a previsibilidade necessária.
Doenças Neurodegenerativas Início de processos demenciais ou declínio cognitivo acentuado. Dificuldade extrema na transmissão de conteúdos e na memória operacional.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/o-que-se-entende-como-caracteristicas-de-personalidade-para-um-docente-ou-candidato-a/

A Regra do Ingresso, ECD atual e a Proposta do MECI

Estamos perante a “Via Verde” para a docência. O MECI percebeu que, se esperar que os jovens se profissionalizem primeiro para depois lhes oferecer um lugar, as escolas continuam vazias. Então, a estratégia mudou: “Entra primeiro, assina por tempo indeterminado (ou quase) e tiras o curso de pedagogia enquanto dás aulas”.

No papel, parece uma solução mágica para a falta de professores. Na prática, é um cheque em branco à qualidade pedagógica no imediato, em troca de segurança jurídica para quem hoje está nas escolas apenas com a licenciatura. O Ministério está a trocar o rigor da entrada pela “fidelização” do trabalhador. A grande dúvida para quem já está na carreira é, como é que estes “novos” docentes se vão posicionar na lista de graduação face a quem investiu tempo e dinheiro a profissionalizar-se antes de entrar? É o regresso da “profissionalização em serviço”, mas com uma roupagem de contrato de trabalho moderno.

  • No ECD Atual: A regra de ouro é que só entra na carreira (e, por conseguinte, só acede ao contrato por tempo indeterminado) quem possui habilitação profissional (formação científica + pedagógica). Quem não a tem, vive no mundo dos contratos a termo, fora da carreira especial, como “técnico” ou docente com habilitação própria.

  • Na Proposta MECI: O contrato por tempo indeterminado passa a ser a “regra para acesso à carreira”, mas abre-se uma porta inédita: o acesso condicionado. A carreira deixa de ser um clube exclusivo de quem já é profissionalizado para passar a incluir quem “promete” vir a sê-lo.

  • No ECD Atual: Os contratos a termo para docentes sem profissionalização são anuais, precários e dependentes de haver horários vazios que nenhum profissionalizado quis. Não há uma garantia de conversão automática.

  • Na Proposta MECI: Cria-se um regime de “transitoriedade com data de validade”. O docente tem 3 anos para obter a formação pedagógica.

    • Cenário A: Obtém a formação? O vínculo “converte-se” (presumivelmente em contrato por tempo indeterminado).

    • Cenário B: Não obtém? O contrato caduca.

    • Isto transforma o período de 3 anos num autêntico “período experimental alargado” focado na componente académica.

  • No ECD Atual: Para passar de contrato a termo para o quadro, o docente tem de concorrer e “vencer” uma vaga de quadro, tipicamente após anos de serviço e já com profissionalização.

  • Na Proposta MECI: A proposta sugere uma progressão automática. A obtenção da formação pedagógica é o gatilho que muda a natureza do contrato. Isto retira o docente do limbo dos concursos anuais e coloca-o numa passadeira rolante para a estabilidade, desde que cumpra a parte académica.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/a-regra-do-ingresso-ecd-atual-e-a-proposta-do-meci/

Recrutamento Docente, comparação entre a Proposta e o atual ECD

O MECI está a tentar vender “segurança” num momento em que ninguém quer vir para a carreira. Ao dizer que o recrutamento é por tempo indeterminado e centralizado, o Ministério tenta matar dois coelhos de uma cajadada: acalmar quem teme a “escolha de amigos” pelos Diretores e seduzir novos licenciados com a promessa de um vínculo para a vida logo à entrada.

A grande dúvida é: como é que um concurso “nacional centralizado” vai resolver a falta de professores em zonas específicas? No ECD atual, a rigidez do concurso nacional é o que deixa Lisboa e o Algarve sem gente. Se a proposta volta a centralizar tudo para garantir “igualdade”, corremos o risco de ter um sistema muito justo no papel, mas com turmas sem professores na prática, porque a centralização raramente convive bem com a urgência do terreno.

  • No ECD Atual: O recrutamento é híbrido. Embora a carreira preveja o quadro (tempo indeterminado), a realidade do sistema vive do contrato a termo resolutivo (anual e renovável), regulado por diplomas de concursos sucessivos que nem sempre garantem a entrada imediata na carreira especial.

  • Na Proposta MECI: Existe uma afirmação ideológica e jurídica de que o recrutamento ocorre “mediante a celebração de contrato por tempo indeterminado”. Isto sinaliza uma intenção de reduzir a contratação a termo ao estritamente residual, tentando colar o ingresso na carreira à entrada direta para o quadro (vinculação definitiva).

  • No ECD Atual: O recrutamento é regido pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023 (e anteriores), que já é um concurso nacional, mas que sofreu tentativas recentes de “localização” através da gestão direta pelos Agrupamentos (via Conselhos de Diretores/QZP).

  • Na Proposta MECI: Reforça-se o conceito de “procedimento concursal nacional centralizado”. Isto parece ser um recuo (ou uma clarificação) face a modelos de descentralização total, devolvendo ao Ministério a chave da “transparência e igualdade” através de uma métrica única nacional, sob os princípios gerais da Administração Pública.

  • No ECD Atual: A verificação de idoneidade (registo criminal para contacto com menores) já é uma imposição legal externa (Lei n.º 113/2009). No entanto, no ECD, esta aparece de forma mais diluída nos requisitos de admissão.

  • Na Proposta MECI: O MECI decide elevar o estatuto da idoneidade ao nível dos princípios fundamentais de recrutamento no próprio articulado da carreira. Isto não muda a prática (que já era obrigatória), mas reforça a blindagem política e ética do acesso à profissão no novo texto.

  • No ECD Atual: O Artigo 22.º do ECD refere habilitação profissional, sanidade física e perfil psíquico. Contudo, na prática, a verificação de “condições psíquicas” é muitas vezes uma mera declaração de honra ou um atestado médico genérico.

  • Na Proposta MECI: A proposta fala em “sistematizar” estes requisitos. Isto sugere que poderá haver uma regulamentação mais apertada ou critérios mais definidos para o que constitui “condição psíquica adequada”, algo que tem sido tema de debate devido ao elevado desgaste e baixas médicas no setor.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/recrutamento-docente-comparacao-entre-a-proposta-e-o-atual-ecd/

Definição do Conceito de “Docente” na Proposta em relação ao atual ECD

Se olharmos para isto com o “olho clínico” de quem anda nas escolas, o MECI está a tentar legalizar o remendo. O ECD atual foi desenhado para um mundo onde havia professores profissionalizados a mais; a nova proposta é desenhada para um mundo onde o Ministério precisa de qualquer pessoa com uma licenciatura científica para fechar turmas. Ao definir “Docente” desta forma, o Ministério ganha uma base legal para manter pessoas sem formação pedagógica nas escolas sem ter de andar a aprovar “decretos de emergência” todos os meses de setembro. A dúvida que fica para os sindicatos e diretores é: esta transitoriedade vai durar quanto tempo? Pois sabemos que em Portugal, o “transitório” tem o hábito de se tornar eterno.

  • No Atual ECD: O Estatuto não começa por uma definição “fechada” de conceito. O Artigo 2.º refere que o estatuto se aplica aos docentes em regime de carreira e aos que exercem funções em regime de contrato. Assume-se que docente é quem possui qualificação profissional (científica + pedagógica).

  • Na Proposta MECI: Cria-se uma base conceptual clara e uniforme. A novidade é a tentativa de “fechar” juridicamente o que é ser docente, separando a regra (formação completa) da exceção.

  • No Atual ECD: O sistema atual já permite que pessoas sem formação pedagógica (apenas com habilitação própria/formação científica) deem aulas através da Contratação de Escola, mas estas são tecnicamente consideradas “técnicos” ou docentes com habilitação própria, não estando integrados na carreira.

  • Na Proposta MECI: A proposta integra a exceção na definição. Ao clarificar que, “excecionalmente e com natureza transitória”, se pode exercer a função apenas com formação científica, o MECI está a dar cobertura legal direta à realidade atual de carência de professores (o recurso a licenciados sem agregação pedagógica), conferindo-lhes uma “segurança jurídica” que o ECD atual trata de forma mais dispersa e precária.

  • No Atual ECD: Existe uma zona cinzenta jurídica. Quem tem apenas habilitação própria (formação científica) vive num regime de “habilitação não profissionalizada”, muitas vezes dependente de diplomas anuais ou transitórios (como os recentes decretos-lei para acelerar a colocação de professores).

  • Na Proposta MECI: A proposta pretende que o estatuto seja auto-suficiente. Em vez de depender de legislação avulsa para contratar pessoas sem pedagogia, o próprio conceito de “Docente” no estatuto já prevê essa elasticidade.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/definicao-do-conceito-de-docente-na-proposta-em-relacao-ao-atual-ecd/

Desaparece o Período Probatório e aparece o Experimental…

As Escolas Superiores de Educação, as Universidades com cursos de Educação e os Estágios não servem para nada?

Artigo X.º — Período experimental: O período experimental passa a corresponder a um ano letivo, com acompanhamento por docente designado. A sua conclusão articula-se com a avaliação de desempenho, determinando a manutenção ou cessação do vínculo. Prevê-se dispensa do período experimental para docentes
que, já o tendo realizado, regressem à escola após interrupção do exercício das funções docentes por período inferior a cinco anos, assegurando exigência, previsibilidade e coerência no ingresso definitivo na carreira.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/desaparece-o-periodo-probatorio-e-aparece-o-experimental/

Proposta do MECI para o 2.ºTema – Habilitação para a docência, Recrutamento e Admissão

 

Revisão do Estatuto
da Carreira Docente
2.º Tema | Habilitação para a docência,
Recrutamento e Admissão

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/proposta-do-meci-para-o-2-otema-habilitacao-para-a-docencia-recrutamento-e-admissao/

Os pais que são como os filhos…

Há uma crença moderna, muito vendável em redes sociais, de que amar um filho é poupá-lo a toda a frustração, uma espécie de Carnaval permanente onde a palavra de ordem é disfarçar a realidade até ela ficar irreconhecível. Se o menino se zanga, entra em cena a equipa de emergência com serpentinas e confetes para abafar o incêndio. Se a menina falha, troca-se a máscara e reescreve-se a história, porque neste desfile ninguém pode sair feio na fotografia. Se há um conflito, os pais desfilam como advogados de defesa, juízes e júri, em carro alegórico próprio, distribuindo absolvições gratuitas. O resultado é uma infância esterilizada, plastificada e cheia de purpurinas, onde o erro é tratado como uma anomalia carnavalesca e a frustração como uma falha grave na organização do cortejo.

A isto soma-se um fenómeno ainda mais pitoresco, a imaturidade crescente de muitos adultos, autênticos foliões emocionais a educar filhos enquanto tentam prolongar a própria adolescência. Nunca houve tantos pais mascarados de adultos responsáveis. Confunde-se proximidade com cumplicidade, autoridade com autoritarismo, e no meio da música alta instala-se uma parentalidade errática. As crianças são largadas à sua sorte no quotidiano, entregues a ecrãs, agendas caóticas e ausência de limites, como figurantes esquecidos depois do desfile. Até que a frustração aparece e interrompe a festa. Nesse instante dá-se o milagre carnavalesco, os pais regressam em modo super-herói, capa ao vento e pose dramática, para salvar o dia e restaurar a ordem no universo, como se a vida fosse um palco onde o enredo pode sempre ser corrigido à última hora.

Esse resgate vem quase sempre acompanhado de um espetáculo previsível, um autêntico corso de culpas atiradas em todas as direções. A responsabilidade nunca é da criança, seria um escândalo estragar a festa com factos. É o professor que implica, a escola que falha, os colegas que provocam, o sistema que não compreende. Tudo serve para explicar os erros dos filhos, exceto a hipótese indecorosa de que a criança tenha feito más escolhas. Ao varrer sistematicamente a responsabilidade para fora, os pais desresponsabilizam os filhos e oferecem-lhes a lição mais conveniente do Carnaval moderno, errar é aceitável, assumir o erro é opcional e, com um bom disfarce, quase invisível.

Só que a frustração não é um defeito do desenvolvimento, é a parte do espetáculo que ninguém quer ver mas que sustenta o palco. É no atrito com os limites, dos outros e dos próprios, que as crianças constroem tolerância, paciência e criatividade, sem música de fundo nem efeitos especiais. Quando os pais resolvem sistematicamente os problemas dos filhos, enviam uma mensagem subtil mas devastadora, tu não és capaz. A curto prazo a criança sorri e continua a dançar, a longo prazo fica dependente e aprende que a solução para qualquer incómodo é chamar um adulto em serviço permanente, de preferência com fantasia completa.

As consequências futuras não exigem grande imaginação. Crianças criadas em redomas emocionais tornam-se adultos com alergia ao desconforto, foliões perdidos quando a festa acaba. Perante um chefe exigente, uma relação complicada ou um simples não, o mundo parece-lhes uma conspiração pessoal contra a sua alegria. Sem treino em responsabilidade, tornam-se peritos em culpar tudo e todos pelas próprias falhas. A ansiedade cresce, a autoconfiança mingua e qualquer contratempo assume proporções épicas, como se o desfile tivesse sido cancelado para sempre.

E os pais também não escapam ilesos. Ao assumirem o cargo vitalício de solucionadores oficiais, condenam-se a uma parentalidade sem reforma, uma festa que nunca termina. Criam jovens adultos que telefonam para casa à primeira dificuldade séria e pais que continuam a atender como se fosse dever cívico. O resultado é uma dependência mútua pouco edificante, filhos inseguros, pais exaustos, todos presos numa dança interminável de resgates, justificações e frustrações mal digeridas, à espera de um Carnaval que já devia ter acabado.

Educar para a vida exige uma maturidade que não cabe em fantasias nem em publicações inspiracionais. Exige a coragem de assistir ao desconforto dos filhos sem correr a cobri-lo de confetes e a honestidade de lhes devolver a responsabilidade pelos próprios atos. Significa deixá-los discutir, falhar, zangar-se e tentar de novo, sem transformar cada tropeção num número de circo para distrair a plateia.

No fundo, amar um filho é prepará-lo para um mundo que não gira à sua volta, com ou sem desfile. É ensiná-lo que a frustração não é uma tragédia, é treino. Que os problemas não são monstros a evitar, são exercícios a resolver. E que a maior prova de confiança que um pai pode dar a um filho é acreditar que ele é capaz de encontrar o seu caminho e assumir as consequências dele, mesmo que isso implique tropeçar repetidamente pelo percurso, sem máscara e sem rede de segurança.
Deixem os vossos filhos cair. Eles vão arranjar forma de se levantar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/os-pais-que-sao-como-os-filhos/

Reserva de Recrutamento 37 – 2025/2026

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados – 37.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 17 de fevereiro, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 18 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 37

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/reserva-de-recrutamento-37-2025-2026/

O que a ADD tem a ver com sinais de trânsito – Luis Sottomaior Braga

Os 2 maiores problemas da Avaliação de desempenho docente…e o que isso tem a ver com sinais de trânsito….

Na minha opinião, a ADD é um dos mais urgentes problemas do sistema de ensino.

Um tumor de compadrio e favoritismo, anti-ético e corruptivo.

É um monstro corrosivo, que fabricou excelentes falsos e difundiu práticas de sentido dissolvente pelo tecido eticamente frágil da educação nacional.

Muitas vezes, nos casos da avaliação de desempenho docente, o maior problema, de quem reclama e recorre das injustiças, é o acesso à informação que fundamenta o seu prejuízo e permite reclamar (os dados e documentos dos que concorrem com outros nas quotas e ficam nelas).

Isto, apesar da Comissão Nacional de Proteção de dados e a Comissão de Acesso aos documentos administrativos terem feito inúmeros pareceres, juridicamente muito fundamentados, a indicar que nada contende com a privacidade de ninguém, aliás é obrigatório, se esses documentos forem entregues aos docentes que reclamam, para terem acesso aos dados do seu prejuízo.

O parecer fundamental da CNPD é do tempo em que era presidida pela atual presidente do Tribunal de Contas e a CADA fez dezenas de pareceres e é constituída por juristas e presidida por uma Juíza Conselheira do Supremo Tribunal Administrativo.

Mas para SADD, diretores, avaliadores e Presidentes de Conselho Geral esta gente, que queimou as pestanas a ler códigos e acórdãos, não sabe nada.

Eles é que sabem e agarram-se à foleira teoria da proteção da privacidade.

Que não tem pés nem cabeça….

“Os documentos da ADD são privados e não se entregam mesmo aos que, pelo seu conteúdo, foram prejudicados.”

Esta é a teoria dos doutos membros de SADD e avaliadores.

Quais D.Joões II do feudalismo escolar vão pelo segredo….

Nas escolas, professores, sem formação jurídica que se veja e, na generalidade, sem experiência administrativa nenhuma, escrevem textos a dizer, porque lhes dá jeito, e que se lixe a lei:

“Os documentos da ADD dos que concorrem nas quotas não podem ser fornecidos aos que reclamam disso porque isso violaria a privacidade e o RGPD.”

Argumentos nenhuns. É um “achamos”….

Agora, vendo a densidade dos argumentos da CADA e da CNPD, que dizem para cumprir a lei e entregar os documentos, dão um passo em frente e começam a dizer: não interessa o que a CADA diz porque só dá pareceres e não ordens…

(Como os professores não têm dinheiro para tribunais onde ganhariam só pela força dos pareceres, sem “achismos” inventados, e a tutela liga pouco a tratar destas coisas, as SADD às vezes ganham a sua e protegem assim as tropelias de ADD, que sobrevivem no segredo).

Quer dizer, a lei não vale por si mesma no seio da administração?

É preciso ordens expressas para cumprir a lei?

O regime regra de acesso a documentos em Portugal é a transparência. A defesa da privacidade é uma exceção.

Mas tem de realmente estar bem caracterizada como privacidade e exceção à regra da transparência: saber a nota de quem me ultrapassa e exclui de quotas nada tem de privado….

E o facto de que quem me diz qual é a lei, não me poder mandar cumprir, não significa que eu não o deva fazer por ser lei. Simplesmente.

Se passar um sinal de STOP posso defender-me e dizer: não cumpri, porque, além do sinal, que até vi, estava à espera de ordem do peão que circulava do passeio?

E ele até gritou para me chamar a atenção, “olha o Stop”, mas como só dava “pareceres”, eu fiz de conta que não vi…..e avancei sem parar.

Não cumprir a lei, cujos argumentos são claros e explicados dezenas de vezes, gerando prejuízo de terceiros, é própria definição de infração.

É assim tão difícil de entender?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/o-que-a-add-tem-a-ver-com-sinais-de-transito-luis-sottomaior-braga/

Não se é, aos 10 anos de idade, um génio da informática – Paulo Prudêncio

Antes do mais, não é por as crianças e adolescentes passarem horas nas redes sociais, ou em jogos digitais, que desenvolvem competências informáticas que não sejam da óptica do utilizador (que também têm alguma importância no âmbito da vida moderna, obviamente) e do consumidor que interessa às gigantes tecnológicas. E neste debate não se pode esquecer os efeitos negativos para a saúde, nem a exposição ao ciberbullying, aos conteúdos de ódio, racismo e misoginia e à pornografia online.
As crianças e adolescentes podem até teclar, ou fazer scroll, a uma velocidade impressionante num smartphone ou num tablet, mas as competências informáticas de análise e programação exigem anos de estudo, conhecimentos sólidos das áreas a que se destinam e maturidade.
Foi, portanto, com estupefacção que se percebeu que há uma deputada da IL que quer um Big Brother a nomear os professores grevistas (deve ser em tempo real, porque a falta por greve é, desde sempre e como todas as outras, registada pelos serviços) e que acha inglório restringir o acesso das crianças e dos adolescentes às redes sociais. Considera-os, nomeadamente os “filhos e sobrinhos dos deputados”, uns génios da informática logo aos 10 anos – “e de olhos fechados”, diz a senhora deputada. Diz que contornarão com toda a facilidade as restrições ou optarão pela dark web.
Ou seja, fez a pergunta que pode ler na seguinte passagem do meu último texto no Público:
E fez as seguintes declarações, na sessão parlamentar sobre as restrições no acesso às redes sociais por menores de 16 anos – em que a IL e o Chega foram, naturalmente, os únicos que votaram contra, o PSD, PS, PAN e JPP votaram a favor e o PCP, Bloco, Livre e CDS abstiveram-se (é uma peça do DN):

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/nao-se-e-aos-10-anos-de-idade-um-genio-da-informatica-paulo-prudencio/

Mais uma mão cheia de vagas para cursos de Educação

Destacadas são também as vagas em licenciaturas em Educação Básica no Concurso Nacional de Acesso, que voltam a aumentar, desta vez 12%, para um total de 1.344 lugares, o que significa mais 147.

O aumento resulta dos “contratos-programa assinados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação com 10 IES para o reforço da formação inicial de professores, através da majoração do financiamento”.

O MECI adianta que, para atenuar a falta de professores existente no país, oferece 2.500 bolsas anuais no valor da propina a “novos estudantes matriculados nas licenciaturas e mestrados conducentes à habilitação profissional para a docência”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/mais-uma-mao-cheia-de-vagas-para-cursos-de-educacao/

Enquanto as escolas permanecerem abertas, está tudo bem…

Na sequência dos efeitos das tempestades que fustigaram o país, surgiram, nos últimos dias, várias denúncias e protestosrelativos a escolas que, à vista de todos, ficaram sem as condições mínimas de funcionamento

Mas não se pense que muitos dos problemas agora reportados de forma pública, não existiriam antes dos últimos temporaisE também não se pense que as restantes escolasapresentarão boas condições físicas e materiais, apenas porque agora não sinalizaram publicamente qualquer problema

É certo que as intempéries agravaram muitas das deficiênciasao nível dos edifícios escolares, mas sobretudo porque a maior parte dessas falhas já existia previamente…

– Paupérrimas condições físicas e degradação de edifícios escolares não são problemas recentes ou que tenham sido, exclusivamente, provocados pelas mais recentes intempéries;

– Paupérrimas condições físicas e degradação de edifícios escolares são realidades que já existem há muitos anos, mas que os sucessivos titulares da Pasta da Educação têm feito por ignorar, esconder ou “atirar para baixo do tapete”

Como já escrevi, noutras ocasiões, o conforto proporcionado pelos gabinetes ministeriais tem sido um péssimo conselheiroe um sério entrave à resolução dos problemas anteriores:

Há muitos anos que se mendiga por edifícios escolares devidamente apetrechados e com condições dignas de trabalho e de aprendizagem, mas o que existe, maioritariamente, são construções decrépitas, visivelmente degradadas, sem as exigíveis condições físicas e materiais de funcionamento;

Do quimérico apetrechamento tecnológico será melhor nem sequer falar, que esse continua, afinal, na “era da pedra lascada”…

Nos últimos anos, em termos materiais, uma parte assinalável das Escolas Públicas tem sobrevivido, sobretudo, à custa do inefável “elevado espírito de missão”, muitas vezes traduzido pelo típico “desenrascanço à portuguesa”…

O “elevado espírito de missão” e o “desenrascanço à portuguesa” são, aliás, o que tem permitido manter abertas muitas escolas de Norte a Sul do país, muitas vezes com condições miseráveis de funcionamento

E enquanto as escolas permanecerem abertas, dando para o exterior a indicação de que, afinal, tudo decorrerá dentro da normalidade esperada, nada farão os Governantes para resolver problemas gritantes que afectam, diariamente, todos os que permanecem horas e horas numa escola, sejam profissionais de Educação, sejam Alunos

Enquanto as escolas permanecerem abertas, muito dificilmente se olhará para a degradação dos edifícios escolares; pouco importará se quem lá está dentro é obrigado a suportar mais de 35ºC no Verão e/ou -2ºC no Inverno; sechove dentro das salas de aula; se as casas de banho têm condições sanitárias adequadas; se as janelas e os estores funcionam; ou se os quadros eléctricos apresentam condições de segurança

Enquanto as escolas permanecerem abertas, nada dissointeressa

Nada disso interessa, pelo menos até à próxima tragédia…

Por cá, só se costuma discutir e escalpelizar um problema quando se está na iminência de uma tragédia ou quando já se está perante uma tragédia consumada… Evitar ou prevenir tragédias, não parece ser coisa relevante, para sucessivos Governos…

Quando as tragédias acontecem, é ver um corrupio de Governantes a visitarem os principais locais de calamidade, quase sempre envergando um colete da Protecção Civil…

Chega a ser ridícula a imagem dos Governantes fazendo uso dessa indumentária, parecendo até que a mesma exerce sobre eles um certo fascínio, como se isso bastasse para resolver os problemas que previamente não souberam antecipar…

O mais básico e elementar, mas imprescindível para o bem-estar de todos os que pisam numa escola diariamente, tem ficado sempre por fazer…

No que à Educação respeita, gastam-se milhões de euros, por exemplo, em Plataformas Digitais inoperacionais; ou na realização de Provas de muito duvidosa pertinência; ou numa pretensa reforma administrativa do MECI, cuja eficácia se apresenta como muitíssimo questionável, mas não há dinheiro para o mais básico e elementar…

No que à Educação respeita, “a casa é sempre começada pelo telhado” e esquecem-se os alicerces porque, afinal, o mais importante é a ostentação de “folclores e de floreados”, sem benefícios visíveis para a melhoria do funcionamento das Escolas Públicas…

A implementação de medidas simples e pragmáticas, livre de floreados, adornos ou aparatos, como a requalificação de todos os edifícios escolares degradados, fica sempre “na gaveta”, preferindo-se a opção por prioridades dominadas por umshow off”, meramente exibicionista e ilusório…

Gastam-se milhões de euros em “folclores” que não resolvem qualquer problema das Escolas Públicas…

Gastam-se milhões de euros em “folclores” que, muitas vezes, até agravam os problemas já existentes…

Enquanto as escolas permanecerem abertas, pode chover dentro das salas de aula…

Enquanto as escolas continuarem a cumprir a função de “guardar” crianças e jovens, pode chover dentro das salas de aula…

A “opinião pública” e os Governantes só se interessarão, realmente, pelos problemas dos estabelecimentos de ensino, em particular, pela degradação dos edifícios escolares, quando as famílias se virem privadas de levar as crianças e os jovens à escola…

Enquanto as escolas permanecerem abertas, está tudo bem…

Enquanto as escolas permanecerem abertas, pode-se continuar a esconder os podres, os bolores e a insegurança…

Pode-se continuar a esconder a realidade e a fazer de conta que ela não existe…

A pobreza de pensamento dos Governantes portugueses dos últimos anos, incluindo os actuais, é assaz notória e confrangedora…

Sobretudo em alturas de calamidade, dispensam-se osdiscursos “para a fotografia”, pseudo-motivacionais,pateticamente delicodoces, alicerçados na positividade tóxicaque, além de não resolverem qualquer problema, soam sempre a falsidade e a hipocrisia

E soam a falsidade e a hipocrisia porque não são consonantes com a prática efectivamente observada nos restantes dias do ano

Em vez de serem recebidos nas escolas, em visitas oficiais com toda a pompa e circunstância, o 1º Ministro e o Ministro da Educação deveriam passar algumas semanas em várias escolas do país, sobretudo naquelas que não são alvo de qualquer melhoramento há muitos anos…

Mas sem “batota”… Ou seja, sem qualquer “cosmética” prévia à sua chegada e sem condições especiais, postas ao seu serviço, durante o tempo em que permanecessem numa escola… As condições da sua estadia seriam semelhantes às dos que trabalham nessa escola, todos os dias, ao longo do ano…

Sempre queria ver quanto tempo aguentariam…

 Paula Dias

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/enquanto-as-escolas-permanecerem-abertas-esta-tudo-bem/

Prof5estrelas ou a escola numa aplicação

 

O professor chamava-se Álvaro, nome curto para uma longa vida a saltitar de escola em escola e de quarto em quarto, de Norte a Sul, das ilhas até Timor, à procura da redenção de um lugar no quadro, e de preferência ao pé de casa, qualquer casa, e para o professor Álvaro de pouco lhe importa.

O professor Álvaro gostaria de parar.

E aos 53 anos de idade não é pedir muito.

Graças a Deus, a esperança, e a esperança não é a tal luz ao fundo, mas uma aplicação.

Sim, uma aplicação.

Sim, no telemóvel: Prof5estrelas, nome alegre, quase infantil, a prometer prémios ao melhor estilo de uma quermesse, e quando a esmola é grande…

Assim, basta ao professor Álvaro enviar um e-mail aos pais para os mesmos receberem de imediato uma notificação a requerer a avaliação da interação do professor de 1 a 5 estrelas.

O mesmo se telefonar para casa de um aluno para explicar a distração crónica do petiz, telefonema esse seguido daquela voz metálica antes de desligar: “Esta chamada foi útil? Classifique o professor de 1 a 5 estrelas”.

E de 1 a 5 estrelas, na palma da mão e na ponta dos dedos, se faz a avaliação do desempenho de um professor.

O professor Álvaro a falar mais pausadamente enquanto escolhe palavras como quem pisa gelo fino, e debaixo do gelo todas as estatísticas mais a média, a média, a média.

Uma escola feita de gráficos onde antes havia corredores, uma escola de medianas, modas e desvios padrão onde antes existia um pátio e corriam crianças.

As crianças? Ainda lá estão, sim, agora, e a correr!

Mas o professor Álvaro já não as vê.

Porque no fim de cada aula, os alunos, ainda aturdidos depois de uma hora a ouvir o professor, levantam os telemóveis como quem reza e de imediato o questionário, colorido, animado, cheio de estrelas a saltitar no ecrã:

“O professor contou uma história divertida hoje?

Riste pelo menos três vezes durante a aula?
A aula pareceu-te curta ou interminável?
O professor usou memes adequados à tua faixa etária?
Classifica o nível de entretenimento: aborrecido, médio, épico.”

Álvaro ensinava Camões, mas Camões não rendia estrelas. Camões não dançava, não piscava o olho, não fazia “quizzes” com música eletrónica nem tão pouco se servia do quadro interactivo ou da inteligência artificial.

Aliás, a existir uma inteligência, era a sua, única e tantas vezes só na sala de aula.

Álvaro tentou adaptar-se: uma piada aqui, uma analogia ali, um vídeo projetado entre anúncios mais a gargalhada geral e, mesmo assim, os comentários: “Poco ritemu, Paressia canssadu”, ou mais commumente, “🎈🐸😴🤮”.

Os pais, caso entrassem em contacto pela aplicação, avaliavam-no com igual zelo:

“O professor respondeu em menos de duas horas?

Sentiu-se valorizado pela instituição?

O tom da mensagem foi cordial?”

Por telemóvel:

“A voz do professor transmitiu empatia?
O professor resolveu rapidamente o problema?”

Sem esquecer questões cujo enuncio é uma autêntica sentença:

“O professor demonstra entusiasmo e alegria ao explicar a matéria?

Explique por que razão o professor não merece 5 estrelas.

Recomendaria este professor a outros pais?”

E o mesmo em relação às autoavaliações, as quais o professor Álvaro era obrigado a preencher todos os dias na palma da mão, com a ponta dos dedos:

“Hoje fui inspirador?
Hoje fui inovador?
Se fosses pai, quantas estrelas darias ao teu desempenho como professor?”.

Álvaro marcava 2, às vezes 1, não por honestidade, mas por cansaço. Mas a aplicação é impiedosa e não nutre empatia.

As avaliações acumulavam-se como cartas por abrir com contas por pagar: 4,3. 4,1. 3,9.

Cada décima era um prego. A Direção notificava-o pelo telemóvel para a necessidade de melhoria, sublinhando o contrato mais um objectivo mínimo de 5 estrelas em todas as avaliações de desempenho, constantes, contínuas, sorridentes, felizes, ou então ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️, 👍 e 😎.

Em nome da instituição. Em nome da imagem. Por se querer representar uma escola. Numa aplicação. Com rankings.

Quando, finalmente, foi despedido, despediram-no pelo telemóvel, sim, através da aplicação, a qual, não contente, apresentou a seguinte, e última, questão:

“Avalie a sua experiência global como professor nesta escola.”

Álvaro, já não o professor, mas apenas Álvaro, não respondeu. Guardou os livros, fechou a pasta e saiu da escola, deixando para trás o telemóvel em cima da mesa a vibrar ininterruptamente.

P.S.: Álvaro voltou atrás, pegou no telemóvel ainda a vibrar e apagou a aplicação apenas para olhar em redor e constatar estar a escola ainda de pé. Encheu o peito de ar como se já há muito não soubesse ser possível encher o peito de ar, colocou o telemóvel no bolso, e foi-se embora.

 

João André Costa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/prof5estrelas-ou-a-escola-numa-aplicacao/

Aprovado o plano “Aprender Mais Agora”

Comunicado do Conselho de Ministros de 12 de fevereiro de 2026

2. Aprovou uma Resolução do Conselho de Ministros que atualiza o plano “Aprender Mais Agora”, de modo a dar enquadramento ao financiamento europeu destas medidas no ano letivo 2025/2026, permitindo a sua continuidade. Estas medidas foram introduzidas no ano letivo 2024/2025, e versam sobre a área da leitura, considerada essencial para prevenir o insucesso escolar, e a área da inclusão e integração de alunos estrangeiros no sistema educativo português, com a aceleração da aquisição de competências em língua portuguesa pelos alunos e suas famílias;

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/aprovado-o-plano-aprender-mais-agora/

Aprovada a limitação de acesso de crianças e jovens a redes e plataformas online

O projeto lei do PSD que limita o acesso de crianças e jovens a plataformas online e redes sociais foi esta quinta-feira aprovado, com os votos favoráveis das bancadas do PSD, PS, PAN e JPP.

Parlamento aprova limitação de acesso de crianças e jovens a redes e plataformas online

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/aprovada-a-limitacao-de-acesso-de-criancas-e-jovens-a-redes-e-plataformas-online/

A escola que só interessa ao domingo, quando há fotografia. – Palavra de Alho

A escola transformada em cenário político, usada mais para fotografia do que para escuta real. O caos digital do “responder a todos”, símbolo de uma literacia tecnológica em modo desespero. E a pressa como nova religião moderna, onde o urgente manda e o essencial fica para depois. Um episódio satírico, crítico e desconfortável, para ouvir sem multitasking.

O inferno do “responder a todos” que ninguém parece saber desligar.
E a pressa como virtude nacional, mesmo quando não sabemos para onde vamos.

No 6.º episódio do Palavra d’Alho, não há slogans nem paninhos quentes. Há ironia, crítica e palavras curtas para tempos que pensam pouco. Para ouvir com atenção. E sem clicar em “responder a todos”.

🔊 Disponível em: https://linktr.ee/jose.alho

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/a-escola-que-so-interessa-ao-domingo-quando-ha-fotografia-palavra-de-alho/

Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – Validação da Candidatura à Mobilidade Interna

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos AE/EnA efetuarem a validação da candidatura à Mobilidade Interna do Concurso Externo Extraordinário, entre o dia 12 e as 23:59 horas do dia 16 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE –– Mobilidade Interna do CEE, 2025/2026 – Validação

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/concurso-externo-extraordinario-2025-2026-validacao-da-candidatura-a-mobilidade-interna/

Tolerância de ponto a 17 de fevereiro

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/tolerancia-de-ponto-a-17-de-fevereiro/

AR deve aprovar diploma para regular acesso a redes a menores de 16 anos

A solução proposta pelo PSD é a seguinte: “A idade mínima digital para acesso autónomo a plataformas de redes sociais, serviços de partilha de vídeos e serviços de comunicação aberta é fixada em 16 anos; crianças com idade igual ou superior a 13 anos apenas podem aceder mediante (…) consentimento parental expresso e verificado”.

AR deve aprovar diploma para regular acesso a redes a menores de 16 anos

“Há estudos internacionais, já bastante sólidos, que mostram que as redes sociais e as plataformas de vídeos, de jogos, de apostas online têm um efeito negativo nas crianças quando são usadas de forma precoce e excessiva. Trata-se não de proibir, mas de regular as redes sociais para que o uso seja mais prudente, seja mais livre por parte das crianças”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/ar-deve-aprovar-diploma-para-regular-acesso-a-redes-a-menores-de-16-anos/

Reserva de Recrutamento 36

Reserva de Recrutamento 36 – 2025/2026

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados – 36.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

 

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 12 de fevereiro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 13 de fevereiro de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 36

Docentes de Carreira

Listas de colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – (Inglês 1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de não colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Candidatos à Contratação

Listas de colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Listas de não colocação

Grupo 100 – Educação Pré-Escolar
Grupo 110 – 1º Ciclo do Ensino Básico
Grupo 120 – Inglês (1º Ciclo do Ensino Básico)
Grupo 200 – Português e Estudos Sociais-História
Grupo 210 – Português e Francês
Grupo 220 – Português e Inglês
Grupo 230 – Matemática e Ciências da Natureza
Grupo 240 – Educação Visual Tecnológica
Grupo 250 – Educação Musical
Grupo 260 – Educação Física
Grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica
Grupo 300 – Português
Grupo 310 – Latim e Grego
Grupo 320 – Francês
Grupo 330 – Inglês
Grupo 340 – Alemão
Grupo 350 – Espanhol
Grupo 360 – Língua Gestual Portuguesa
Grupo 400 – História
Grupo 410 – Filosofia
Grupo 420 – Geografia
Grupo 430 – Economia e Contabilidade
Grupo 500 – Matemática
Grupo 510 – Física e Química
Grupo 520 – Biologia e Geologia
Grupo 530 – Educação Tecnológica
Grupo 540 – Eletrotecnia
Grupo 550 – Informática
Grupo 560 – Ciências Agropecuárias
Grupo 600 – Artes Visuais
Grupo 610 – Música
Grupo 620 – Educação Física
Grupo 910 – Educação Especial 1
Grupo 920 – Educação Especial 2
Grupo 930 – Educação Especial 3

Retirados

Lista de retirados

Retirados

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/reserva-de-recrutamento-36/

A Reforma do MECI: dirigir e não remar?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/a-reforma-do-meci-dirigir-e-nao-remar/

“A evolução de um país mede-se pela qualidade da educação”

Odiava as professoras que teve, mas Dulce de Souza Gonçalves veio a ganhar o Global Teacher Award e um prémio literário revelação por “O Processo”. “Faz falta o marketing de boas práticas educativas”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/a-evolucao-de-um-pais-mede-se-pela-qualidade-da-educacao/

Mais Números Sobre os Alunos Sem Aulas

Fenprof diz que alunos sem professores aumentaram para mais de 158 mil em Janeiro

 

Fenprof vai atravessar o país entre 19 de Fevereiro e 4 de Março para dar visibilidade à falta de professores, ao envelhecimento da profissão docente e a outros problemas que afectam a profissão.

A Federação Nacional dos Professores alertou esta terça-feira para um aumento do número de alunos sem aulas face ao ano passado, estimando que a falta de professores tenha afectado mais de 158 mil estudantes em Janeiro.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/02/mais-numeros-sobre-os-alunos-sem-aulas/

Load more