Nova ronda negocial entre FNE e MECI

 

 

Nova ronda negocial entre FNE e MECI sobre a revisão do modelo de recrutamento e colocação de docentes – Tema 2 (ECD)

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Amanhã

Há Greve da Função Pública e Prova Ensaio do 4.º  ano de Matemática.

Até é muito possível que a Prova Ensaio seja um motivo para que haja uma maior adesão à greve nas escolas do 1.º Ciclo.

Amanhã veremos.

 

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Antecipadamente, Prevejo o Maior Número de Invalidações de Candidaturas Desde Sempre

Pelo que me vou apercebendo este ano deve bater qualquer record no número de candidaturas invalidadas numa primeira fase num concurso nacional de professores.

São razões muitos objetivas para que isto vá acontecer:

  • Ausência de um manual de candidatura para o concurso Interno/externo;
  • Passagem para as escolas das validações dos tempos de serviço prestado no Ensino Particular e Cooperativo;
  • Ausência de um canal de comunicação eficaz entre docentes e MECI.

 

O próprio MECI que avalie esta fase de candidatura e corrija no futuro o erro que está a cometer.

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Guia de Matrículas 2026/2027, para Encarregados de Educação

 

 

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A Audição da Associação Jurídica Pelos Direitos Fundamentais (AJDF)

Pode ser vista aqui.

Mais uma boa iniciativa desta Associação.

 

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A FAQ 3 do Procedimento Concursal Comum

Tem uma pequena alteração .

Se a FAQ 2 dizia que que a Avaliação Psicológica seria realizada pela DGAEP, sendo os custos suportados pela AGSE agora passa a dizer isto na FAQ 3.

Devem estar ainda a definir quem faz o que em cada agência.

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Audição na AR da AJDF

AJDF – Contribuição para o Estatuto da Carreira Docente na Audição da Comissão de Educação e Ciência da AR.

Audição

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Concurso de psicólogos nas escolas e o rácio que não se cumpre

Segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, 2026 promete ser um ano marcante: nada menos do que 1406 técnicos vão reforçar as escolas, entre os quais 758 psicólogos. Grandes números ficam sempre bem em títulos. Soam a solução, a prioridade e a compromisso. Já a realidade… essa tem menos talento para marketing.

No terreno, a matemática é outra: menos mediática, mas bastante mais reveladora. O famoso rácio de um psicólogo para 500 alunos (Lei n.º 54/2025) – apresentado como referência, como objetivo, como sinal mínimo de dignidade no acompanhamento – não está a ser cumprido e apresenta-se mais como sugestão decorativa do que como objetivo concreto. O que existe, de facto, é um rácio de cerca de 1 para 796 alunos. Não é uma pequena diferença, é uma falha gritante. São quase mais 300 alunos por psicólogo. São centenas de crianças e jovens que simplesmente deixam de caber no tempo, na atenção e na capacidade de resposta de um profissional.

Onde se esperava 1 para 500, entrega-se 1 para 796 e apresenta-se o resultado como progresso. Isto porque as escolas com 1200, 1300 e 1400 alunos teriam direito a ver reforçado o número de psicólogos, mas não é isso que está a acontecer na maior parte dos casos. Muitas não têm direito a um só reforço. Ficam iguais no que toca ao número de psicólogos atribuídos.

E, perante isto, causa perplexidade o estado quase mudo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Tendo conhecimento desta realidade, seria expectável uma posição pública mais clara, firme e visível. No entanto, essa intervenção não tem acontecido de forma proporcional à gravidade da situação, deixando sem voz, no espaço público, um problema que afeta diretamente profissionais e milhares de alunos.

Mas talvez estejamos a ver mal a coisa. Talvez o plano nunca tenha sido garantir um acompanhamento digno e consistente, mas sim garantir que há sempre um número suficientemente impressionante para anunciar. Afinal, entre cumprir rácios e cumprir títulos de notícias, estes últimos são claramente mais fáceis de alcançar.

Entretanto, nas escolas, continua-se a gerir o difícil com profissionalismo: intervenções adiadas, prevenção comprometida, alunos sem acompanhamento atempado. Mas, pelo menos, há sempre a consolação de saber que, algures, o número 758 continua a soar muito bem.

Talvez o verdadeiro objetivo nunca tenha sido cumprir o rácio de 1/500, mas sim cumprir o rácio de “boas” notícias por ano. E, nesse campo, é justo reconhecer: os resultados são excelentes.

 

 

Os técnicos do Ministério da Educação

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Isto Parece da Série “Gozar Com Quem Trabalha!”

Se até aqui a DGAE demorava um ou mais meses a certificar o tempo de serviço prestado no Ensino Particular e Cooperativo, vem agora a AGSE dizer que as escolas devem fazer isso durante a validação da candidatura (que tem um pazo de 5 dias úteis)?

Algumas escolas receberam mais de 100 candidaturas para validar e muitas delas têm associados documentos para validar o Tempo de Serviço.

O mais engraçado é que a AGSE se diz disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais mas não dão respostas por telefone.

Isto devria entrar num sketch qualquer do RAP.

 

Na sequência da comunicação enviada a 18/03/2026 relativa ao novo procedimento de prova do tempo de serviço prestado no ensino particular e cooperativo (EPC), a AGSE, I.P. informa que foram desenvolvidos instrumentos de apoio com vista a facilitar a sua correta aplicação.

 

Neste âmbito, encontra-se disponível em  https://agse.pt/concurso-nacional-interno-e-externo-2026-2027-1-a-validacao/ um documento orientador, que sistematiza os procedimentos a adotar na validação do tempo de serviço, bem como um conjunto de FAQ revistas e atualizadas, que visam esclarecer as principais dúvidas sobre a matéria, bem como a lista atualizada das entidades de ensino particular e cooperativo autorizadas para efeitos de validação das declarações emitidas.

 

Estes elementos devem ser utilizados de forma articulada, constituindo um suporte complementar ao novo modelo de comprovação do tempo de serviço.

 

A AGSE, I.P. permanece disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais que considere necessários.

 

 

Aqui seguem os documentos para servirem de apoio a esta validação do Tempo de Serviço

SIGRHE – 1.ª Validação 2026/2027

Nota de Anexos

Legislação/Circulares

Outros

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A *AJDF*, hoje, pelas 14 horas, será ouvida *na Assembleia da República, na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência*

A *AJDF*, *hoje, pelas 14 horas*, será ouvida *na Assembleia da República, na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência* (CEC), no âmbito do Grupo de Trabalho constituído para o *processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).*

*A delegação da AJDF faz-se acompanhar pelo Doutor Ricardo Nascimento*, da *Pragma Advogados*, responsável pela elaboração do *documento que contém as propostas da AJDF*.

*Acompanhe em:* https://canal.parlamento.pt/

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Reserva de Recrutamento 50 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 12 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quarta-feira, dia 15 de abril, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 16 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 50

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Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 – 1.ª Validação

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 20 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica para efetuar a 1.ª Validação para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

SIGRHE – 1.ª Validação 2026/2027

Nota de Anexos

Legislação

Outros

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Alterações nas Matriculas

Procede à quinta alteração ao Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, com a redação dada pelo Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março.

Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril

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Novidades nas FAQ do Concurso para Técnicos Superiores

A versão 2 das FAQ encontra-se aqui.

 

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Se fosse só uma questão financeira estaria a coisa resolvida

O problema vai muito para lá disso…reuniões para aprovar candidaturas, prazos, burocracia, candidaturas, concursos para elaborar projetos, burocracia, projetos, concursos de adjudicação, burocracia, mão de obra… e podíamos continuar por mais 3000 caracteres e não acabava o processo.

 

Fernando Alexandre elogiou descentralização educativa, mas admitiu falhas na relação entre municípios e escolas e alertou que as 500 escolas a precisar de obras não se resolvem de uma vez.

“Não há recursos para 500 escolas de uma vez”: ministro defende descentralização mas reconhece aspetos a melhorar

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O Problema São As Aulas ou As Noitadas ao Telemóvel?

Cérebro “desligado” de manhã? Aulas às 08h00 podem estar a afetar o desempenho dos alunos

 

Os alunos queixam-se das aulas da manhã e a verdade é que estudos comprovam que o horário das 08h00 pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e o bem-estar dos jovens.

As queixas dos alunos com as aulas matinais não são de agora. Alguns têm de acordar muito cedo para chegar às aulas das oito da manhã; outros dormem pouco e tentam resistir à tentação de acabar o sono durante a aula. No entanto, foi mesmo confirmado que as aulas cedo de manhã podem estar a comprometer o desenvolvimento cognitivo e o bem-estar dos adolescentes.

Os estudos são citados pelo Diário de Notícias, que referem a Finlândia e os Estados Unidos da América como exemplos. Estudos recentes indicam que o horário entre as 08h00 e as 08h30 podem ser prejudiciais ao funcionamento do cérebro nesta fase de desenvolvimento das crianças.

O problema com as aulas a partir das 08h00 é que o cérebro dos jovens tende a não estar plenamente funcional, parecendo quase uma aula de “desperdício”, que não contribui para a produtividade escolar.

Os estudos concluem ainda que cerca de metade dos adolescentes apresenta défice de sono: e que a tendência não é melhorar. Apesar de os dados não serem portugueses, em território nacional o cenário não é muito diferente, com cada vez mais jovens a dormirem menos de oito horas por noite, o mínimo recomendado.

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Lembro que o Concurso 2026/2027 Termina Hoje

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Candidatura para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

 

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Apuramento de Vagas – Ensino Artístico

Encontra-se disponível, até às 23:59 horas do dia 16 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Apuramento de Vagas, destinada à recolha das necessidades permanentes dos estabelecimentos de ensino artístico especializado.

SIGRHE – Concurso Ensino Artístico 2026/2027 – Apuramento de vagas

 

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Tentem consultar o vosso RITS… ou pesquisar as listas do ano passado da DGAE

 

 

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O “erro moderno” repete-se com fatos novos – Alfredo Leite

Confesso uma coisa que me inquieta cada vez mais quando entro em escolas e falo com professores. Há um cansaço novo no ar.

Não é só o cansaço das reuniões, dos relatórios, dos conflitos, das turmas difíceis ou das famílias em sofrimento. É outro.

É o cansaço de ouvir, mais uma vez, que a solução vem aí embrulhada em tecnologia, com promessa de futuro, brilho de palco e linguagem de revolução…

E, no meio disso tudo, muitos professores olham para a inteligência artificial e pensam uma coisa muito simples e muito séria: outra vez a mesma história, mas agora com máquinas a fingir que nos compreendem.

Eu percebo esse medo. E seria intelectualmente desonesto não o dizer. Porque há perguntas que já estão a crescer dentro das escolas,…

Se um aluno usa IA para pensar, escrever e organizar ideias, o que é que ele está realmente a aprender?

Se a escola proíbe ou condena esse uso nos alunos, mas celebra esse mesmo uso nos adultos, que mensagem moral está a passar?

Se começamos a delegar na máquina aquilo que antes exigia esforço cognitivo, hesitação, tentativa, erro e reformulação, não estaremos a treinar uma geração para parecer competente sem ter construído competência verdadeira?

E a mais incómoda de todas: quando a inovação começa a substituir o juízo do professor, ainda estamos a modernizar a escola ou estamos a desautorizar, devagarinho, quem a sustenta ?

O meu receio não é a tecnologia em si.

O meu receio é a velha tentação humana de chamar progresso àquilo que apenas reduz esforço imediato e aumenta dependência futura.

Já vi isto antes com outras modas educativas. Chegam com palavras grandes, prometem libertar tempo, democratizar aprendizagem, personalizar ensino, revolucionar tudo.

Depois, no terreno, sobra muitas vezes mais confusão, mais desigualdade e mais pressão sobre os mesmos de sempre.

E por isso compreendo perfeitamente o professor céptico que pensa: lá vem mais uma vaga tecnossalvacionista, cheia de entusiasmo, mas sem uma resposta robusta para a pergunta decisiva. Isto melhora mesmo o pensamento das crianças e dos jovens ou apenas melhora a aparência de modernidade dos adultos?

Talvez o ponto mais perigoso seja este: podemos começar a confundir fluidez com inteligência.

Um texto rápido não é necessariamente um pensamento profundo.

Uma resposta correta não é o mesmo que uma mente formada.

Uma ferramenta poderosa não substitui carácter, discernimento, leitura lenta, escrita sofrida, silêncio intelectual e confronto honesto com a dificuldade.

E quando uma escola perde respeito por esse processo, perde muito mais do que método.

Por isso, antes de celebrarmos a IA como salvação pedagógica, talvez devêssemos ter coragem para fazer perguntas menos confortáveis e mais adultas.

Quem fica mais forte com isto?  O professor ou o sistema?

O aluno ou a sua preguiça cognitiva?

A aprendizagem ou apenas a produção?

A ética ou a conveniência?

A liberdade interior ou a dependência elegante?

Há alturas em que a tecnologia não entra na escola como ferramenta. Entra como atmosfera. E quando uma atmosfera se instala sem pensamento sério, o perigo maior não é substituir professores. É substituir lentamente a ideia de que pensar custa, demora e forma a alma.

E, por vezes, estas tecnologias chegam-nos embrulhadas em excesso de marketing, interesses pouco transparentes e uma coreografia de palco demasiado previsível.

São apresentadas como inevitáveis, quase redentoras, muitas vezes por alguém mais treinado para impressionar do que para compreender verdadeiramente o que se passa numa sala de aula real.

E é precisamente aí que o professor desconfia, e bem: quando há demasiado brilho no discurso e pouca seriedade nas consequências, o mais prudente não é a rendição. É a lucidez.

Uma escola que troca relação humana por fascínio tecnológico arrisca cair numa deriva tecnocrática, esquecendo que educar não é acelerar produção, é formar pessoas.

Eu diria que a verdadeira inovação não vem do brilho da ferramenta, mas do interior da prática pedagógica, e que o digital só tem valor quando reforça a educação como bem público em vez de enfraquecer o lugar do professor.

Porque uma cultura que confunde fluidez com inteligência está a correr um risco sério, porque carácter, discernimento e confronto com a complexidade não se descarregam de uma máquina.

Se a escola continuar a substituir experiência vivida por soluções fáceis e ecrãs sedutores, teremos crianças cada vez mais adaptadas à passividade e cada vez menos preparadas para explorar, frustrar-se, pensar e crescer a sério.

O “erro moderno” repete-se com fatos novos. Sempre que uma ferramenta começa a seduzir mais do que a verdade difícil do crescimento, o adulto sensato abranda e faz perguntas.

 

Alfredo Leite

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Os objetivos de Fernando Alexandre

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136 Docentes Aposentados em Maio de 2026

Na lista mensal de aposentados de Maio foram aposentados 136 docentes da Rede Pública do MECI.

Este é o menor número de 2026 e um dos menores números mensais dos últimos anos.

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A escola é, cada vez mais, como um ex-amor… – Paula Dias

 

A escola é, muitas vezes, como aqueles parceiros de uma relação que abusam, agridem, manipulam e controlam os seus pares… 

Gritar, humilhar publicamente, culpar e acusar de forma despropositada e excessiva, ignorar o diálogo, desferir críticas destrutivas ou agir de forma discricionária e autoritária são exemplos de alguns comportamentos manifestados pela escola, dentro de cada escola…

 

A escola tem uma interacção perturbada e conturbada com os seus parceiros de relacionamento… Não existe nessa relação a serenidade e o apaziguamento necessários para o estabelecimento de compromissos leais e justos, entre as partes envolvidas…

Na escola, muitas vezes, a paz é falsa e simulada, a tranquilidade é aparente e decorre apenas da inacção, do evitamento ou da indiferença…

A relação tóxica e abusiva, muitas vezes estabelecida entre a escola e os respectivos parceiros, ilustra bem a perturbação relacional existente…

A rejeição ou o divórcio entre a escola e os seus parceiros parece inevitável: 

– Os que ainda permanecem na relação anseiam por poder sair dela o mais rapidamente possível e libertar-se da asfixia constante a que são sujeitos;

– Grande parte dos possíveis novos parceiros desiste da relação, mesmo antes de a ter experimentado… 

Lidar com o desapego e o desencanto dos primeiros e com a rejeição explícita dos segundos talvez não seja fácil para a escola, mas também não a faz mudar a atitude prepotente e doentia, frequentemente observada…

A escola trai, engana e ludibria os seus parceiros de relação. Também não os reconhece nem os valoriza…

A infidelidade é prática comum e corrente, existem muitos parceiros que são despudoradamente “encornados” pela escola… No fundo, a escola adora “saltitar de nenúfar em nenúfar”…

A escola gosta de “flirtar”, mas não tem coragem para assumir compromissos sérios e consumar algumas relações. Para a escola, não há ninguém insubstituível, nem amores incondicionais…

Todos, num certo momento, podem ser descartados, rejeitados, preteridos ou trocados. E sobre isso que não haja qualquer ilusão ou engano…

A escola não sabe namorar porque não consegue manter com os seus parceiros uma relação afectiva baseada no comprometimento, na cumplicidade e na confiança…

Não há reciprocidade de sentimentos entre a escola e os seus parceiros… A escola perdeu a capacidade de seduzir e de atrair. A escola tolera-se, mas não se deseja…

A escola não quer saber de relações saudáveis, nem de Ideais ou de Princípios…

Esses ficam apenas muito bem descritos e defendidos em compêndios teóricos, elaborados por “sábios” que nunca pisaram numa escola, a não ser, talvez, em ilustres cerimónias de inauguração ou em visitas previamente agendadas, sempre muito bem encenadas, dominadas pela artificialidade e preparadas com todo o brilho e devoção…

A escola é como um amante manhoso, interesseiro e desleal: as juras de amor e a sedução só duram o tempo necessário para se encontrar um substituto…

A escola rege-se por aquela desculpa esfarrapada, frequentemente utilizada para justificar o fim de um relacionamento e para esconder ou mascarar a rejeição: “o problema não és tu, sou eu”…

Dessa forma, a escola procura o indulto, ao mesmo tempo que assume uma postura profundamente egocêntrica, hipócrita e cobarde… Trata-se de uma estratégia ardilosa que, à primeira vista, pretende suavizar a culpa dos parceiros e retirar-lhes o ónus da responsabilidade da separação, mas, também, e intencionalmente, esvaziar de pertinência qualquer argumento apresentado com o objectivo de reverter a ruptura e o afastamento…

Nessas condições, não há reatamento possível porque não há nada que os parceiros possam fazer para evitar a separação, a causa da mesma não é controlável por eles, está fora do seu alcance…

Mas a submissão que a Escola exige aos seus parceiros é tão intolerável quanto o é a inércia e a resignação destes últimos face a tal exigência…

Na escola não se vive, funciona-se e nem sempre se sobrevive…

A escola, como muitos agressores, regozija-se e “esfrega as mãos de contente” pelo silêncio tácito dos que permanecem neutrais e conta com a sua irrevogável cumplicidade e conivência…

A escola não é um parceiro de Bem e por isso não é recomendável… Como se fosse um parceiro clandestino, a escola, cada vez mais, se confronta com dificuldades para ser vista como alguém que se apresenta à família ou que se assume perante os amigos…

A escola espera ser amada, mas não consegue amar ninguém… A escola só ama a si própria…

Mas essa condição também não impede que se estabeleça com ela uma espécie de relação amor-ódio, repleta de ambivalência emocional e de sentimentos contraditórios, que naturalmente tendem a entrar em conflito… 

Não adianta romantizar a relação com a escola:

– No momento actual, a escola é um agente potencialmente patogénico, para aqueles que com ela se cruzam…

E espanta a forma como, muitas vezes, se reage à intimidação ou à agressão, perpetradas pela escola: 

– Idolatria, cumplicidade e dependência face aos agressores, plausivelmente pelo medo de eventuais retaliações… 

Raios partam a tolerância à manipulação e a atração por relacionamentos abusivos e tóxicos, evidenciadas por tantas pessoas…

Raios partam a hipocrisia, a cobardia e a ausência de solidariedade, tantas vezes observadas, quando algum parceiro tenta libertar-se do agressor, recusando “vender a alma ao diabo”… 

Sendo este texto um assumido devaneio, saturado de metáforas, pergunta-se:

– Quem nunca fingiu prazer, tendo a escola como parceiro?

Cada vez mais, o “casamento” com a escola se parece com isto:

– “Casaste por amor ou por interesse?”

– “Deve ter sido por amor, que interesse não lhe vejo nenhum…”

A escola perfeita não consome álcool, não fuma, não ingere açúcar nem gorduras saturadas, não engana, não mente e, principalmente, não existe…

A escola é, cada vez mais, como um ex-amor:

“Gostaria que tu soubesses

O quanto que eu sofri

Ao ter que me afastar de ti”

Nos desgastamos

Transformando tudo em dor

(Martinho da Vila, Ex-Amor).

Escrevi este texto há alguns anos, em circunstâncias muito particulares. O Blog DeAr Arlindo publicou-o, pela primeira vez, em Agosto de 2023. Relendo-o hoje continua a fazer sentido para mim, ainda que as circunstâncias que me levaram a escrevê-lo se tenham alterado…

Fará sentido para mais alguém?

Paula Dias

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A Música do Blog

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Pais em “modo avião” (Parte II)

Há uma tendência curiosa, para não dizer trágico-cómica, nas sociedades modernas: quanto mais complexos se tornam os problemas das crianças, mais rapidamente os adultos olham para a escola como se fosse uma espécie de centro de reparação universal. A criança não respeita regras? A escola que resolva. Está viciada no telemóvel? A escola que proíba. Não sabe lidar com frustração? A escola que ensine. Em breve, se o miúdo não comer a sopa, ainda se pede ao diretor de turma que intervenha com um plano estratégico.

A frase de Kristina Kallas cai como uma pedra neste lago de ilusões: “a responsabilidade parental é menos discutida do que a responsabilidade dos professores.” E é difícil não concordar, ainda que isso doa um bocadinho, sobretudo a quem já delegou metade da educação dos filhos no Google Classroom e a outra metade no TikTok.

Vivemos na era do “pai em modo avião”. Está presente, mas não responde. A criança cresce com autonomia — não aquela autonomia saudável, mas uma versão premium de “faz o que quiseres enquanto eu trato da minha vida”. Depois, quando inevitavelmente algo corre mal, entra em cena o clássico: “A escola devia ter feito mais.”

Devia? Talvez. Mas fazer o quê exatamente? Ensinar matemática, português, ciências… e, já agora, valores, limites, empatia, gestão emocional, nutrição, cidadania digital e, se sobrar tempo, como dizer “não” sem fazer birra. Tudo isto com turmas de vinte e tal alunos, cada um com a sua história, e com uma burocracia que faria um funcionário das finanças pedir baixa por stress.

Entretanto, o professor tornou-se uma figura quase mitológica: uma mistura de psicólogo, assistente social, mediador de conflitos e, ocasionalmente, docente. Falta-lhe apenas capa, embora, sejamos justos, muitos já andem em modo sobrevivência, o que é uma espécie de superpoder moderno.

O problema não está apenas na exigência. Está na transferência silenciosa, e confortável, de responsabilidades. Educar dá trabalho. Dá conflitos. Dá cansaço. E, sobretudo, dá aquela coisa pouco popular chamada coerência. É muito mais simples esperar que a escola faça o “trabalho difícil” e depois aparecer nas reuniões para perguntar por que razão o filho não respeita regras… regras essas que nunca existiram em casa.

Claro que isto não significa absolver a escola de tudo. Nem cair na tentação fácil de culpar os pais por todos os males do mundo. Há desigualdades, contextos difíceis, realidades complexas. Mas uma coisa é certa: nenhuma política educativa, nenhum decreto, nenhum projeto inovador substitui aquilo que acontece, ou não acontece, dentro de casa.

E aqui entra o paradoxo delicioso: exige-se cada vez mais da escola, enquanto se esvazia progressivamente o papel educativo da família. Resultado? Professores exaustos, pais indignados e crianças… confusas. Muito confusas.

Talvez esteja na altura de um pequeno ajuste civilizacional. Nada de revolucionário, apenas recuperar uma ideia antiga, quase vintage: os pais educam, a escola ensina. Simples, não é? Quase suspeito de tão simples.

Mas enquanto isso não acontece, continuaremos neste espetáculo peculiar: pais em “modo avião”, professores em “modo super-herói” e alunos a assistir, entre um scroll e outro, a ver quem ganha esta batalha de expectativas.

Ninguém ganha. Mas dá um excelente material para crónica.

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Reserva de Recrutamento 49 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 11 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 10 de abril, até às 23:59 horas de segunda-feira, dia 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 49

 

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“Mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para vir para Lisboa”

Fernando Alexandre aponta desigualdades entre Norte e Sul do País que colocam em causa missão da escola pública.

“Mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para vir para Lisboa”, garante ministro da Educação

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Da Minuta da Ata Para Recrutamento de Técnicos Superiores

Aparece um ponto que quase nenhuma escola está preparada para o fazer, pelo que se vai solicitar à DGAEP que faça essa Avaliação Psicológica?

Ou o MECI vai financiar as escolas para contratar essa entidade especializada?

 

  1. Avaliação Psicológica (AP), visa avaliar as aptidões, características de personalidade e competências comportamentais dos candidatos, estabelecendo um prognóstico de adaptação às exigências dos postos de trabalho a ocupar, tendo como referência o perfil de competências previamente definido, podendo comportar uma ou mais fases e é avaliada através das menções classificativas de Apto e Não Apto.
    • Atenta a especificidade deste método de seleção e a competência técnica necessária para a sua aplicação, será efetuada por uma entidade especializada, nos termos dos n.ºs 2 e 3 do artigo 17.º da Portaria, sendo garantida e observada a privacidade dos elementos e resultados perante terceiros que não o próprio candidato, sob pena de quebra de sigilo.
    • Atendendo ao disposto na subalínea ii) da alínea b) do n.º 2 do artigo 20.º da Portaria, o resultado da avaliação psicológica tem uma validade de 24 meses contados da data de homologação da lista de ordenação final, podendo, durante esse período, o resultado ser aproveitado para outros procedimentos de recrutamento para postos de trabalho idênticos realizados pela mesma entidade avaliadora ou pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.

 

O que diz o n.º 2 e 3 do artigo 17.º da Portaria 233/2022?

 

2 – A avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.

3 – A avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.

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Andaep culpa sucessivos Governos pelo “desprezo” à carreira docente

“Nós sabemos que a escassez de professores é um problema estrutural de Portugal, da Europa e do Mundo. E porque chegamos a esta situação? Chegamos porque os sucessivos Governos desprezaram a carreira docente, quer o Governo de esquerda, quer o Governo de direita”, disse Filinto Lima.

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FAQ’s do Concurso de Docentes 2026/2027

…publicadas no dia 6 de abril pela AGSE.

Demoraram 5 dias úteis após a abertura do concurso para publicarem estas simples FAQ.

Em pdf aqui.

 

 

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Alberto Veronesi – RASI 2025: O silêncio que a escola não aguenta

RASI 2025: O silêncio que a escola não aguenta

 

O RASI de 2025 não é só um relatório de estatísticas, é um documento de exame de consciência e o país recusou-se a abri-lo à luz do dia. Nas escolas portuguesas registaram-se 8.133 ocorrências no ano letivo 2024/2025, mais 14,1 por cento do que no anterior, 5.694 delas com caráter criminal. O que se esconde atrás destes números é um quotidiano de agressões, ameaças, furto, vandalismo, ofensas sexuais e armas que já não cabem nas lógicas de “incidente pontual” com que a opinião pública prefere tranquilizar-se.

As ofensas à integridade física somam 2.198 casos, 1.394 dizem respeito a injúrias e ameaças, 931 são furtos, 322 são atos de vandalismo e 182 casos de ofensas sexuais, um número que cresce ano após ano. Em paralelo, o número de situações de uso ou posse de arma nas escolas aumentou 50 por cento, de 76 para 114, em apenas um ano letivo. Se se somar tudo, o que o país tem é uma média de 35 crimes por dia nas escolas durante 164 dias de aulas, o que se traduz em cerca de 50 incidentes diários quando se incluem também os ilícitos não criminais.

O RASI não conta o que acontece antes de ser registado, depois de ser apagado, ou fora dos muros da escola, mas o que ele confirma é inescapável. A violência escolar não é uma exceção, é um padrão que se acentua, sobretudo, em Lisboa, Porto e nos grandes centros urbanos, embora o problema se estenda a todo o país. O PISA já mostrava um país onde quase um terço dos alunos reclama barulho constante e perda de tempo, 19,6 por cento diz que os professores demoram a acalmar a turma, e o nível de bullying é muito superior, por exemplo, ao dos países nórdicos, enquanto a violência psicológica e a intimidação digital se alastram em silêncio.

É fácil descrever isto como “indisciplina”. Mais difícil é admitir que se trata de perda de ordem e de domínio do espaço escolar, que não se resolve com slogans de educação cívica, mas com um rearranjo profundo de regras, de poder e de responsabilidade partilhada entre famílias, escola e Estado. O PISA não mente. Os alunos submetidos a barulho constante perdem 17 pontos em leitura, e quem se queixa sempre de indisciplina pontua 40 pontos abaixo em matemática, dados que não se apagam com retórica, só se mitigam com mudança de contexto.

O que mais incomoda não é apenas o crescimento da violência, mas o modo manso como este relatório foi enterrado na semana em que se fala de renascimento, paz e reconciliação. O RASI 2025 devia ter sido uma bomba mediática, um ponto de viragem, uma ocasião para assumir, em vez de disfarçar, que o problema das escolas portuguesas já não é de gestão de aulas, mas de segurança de um território público essencial onde aprendizagem e intimidação coexistem no mesmo recreio.

Há o risco de reduzir isto a um debate de direita vs. esquerda, de rigor vs. compreensão, quando o que está em jogo é a reivindicação de ordem como condição de justiça. Enquanto o país insiste em discutir quem é mais culpado, a realidade continua a ser esta, 35 crimes por dia, 114 casos de armas, 182 ofensas sexuais, 2.198 agressões, 1.394 ameaças, 322 atos de vandalismo, 931 furtos, tudo isto dentro de escolas que se querem “de inclusão”, “de cidadania”, mas que não suportam a falta de limites como se fosse um detalhe de gestão.

O que ninguém diz em voz alta, mas o relatório diz em silêncio, é que a escola já não é só um espaço de ensino, é também um espaço de conflito, de dominação, de intimidação entre pares, de masculinidades violentas, de influência de redes sociais onde a violência se torna “tendência” e onde o respeito começa a parecer ridículo. O que também não se diz é que a falta de recursos, as turmas sobredimensionadas, a degradação de alguns edifícios e a perda de autoridade docente combinam-se numa equação que favorece a impunidade e a repetição de comportamentos abusivos.

A sociedade portuguesa prefere o discursivo à ação. Prefere saber que a criminalidade geral baixou do que olhar para a escalada da violência nas escolas, prefere a nostalgia de uma escola imaginada ao confronto com uma escola real, que exige a revisão urgente do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, leis mais claras, sanções mais rápidas, autonomia real das direções, apoio psicológico estruturado e não como “pequena atenção” e um reconhecimento social da profissão docente que não se limita a aplausos simbólicos. O RASI 2025 não é um relatório sobre a violência das escolas, é um relatório sobre a violência de um país que se recusa a ver o que se passa dentro das salas de aula, sobretudo quando prefere falar de paz, justamente na altura da Páscoa, em que o silêncio se torna cúmplice.

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Calendário de matrículas

a) Entre 22 de abril e 1 de junho, para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do ensino básico;

b) Entre 16 de junho e 29 de junho, para os 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade;

c) Entre 1 de julho e 13 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico;

d) Entre 15 de julho e 22 de julho, para os 10.º e 12.º anos do ensino secundário.

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FNE exige clarificação e transparência nos concursos para Trabalhadores de Apoio Educativo

A Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu esta 2ª feira, dia 6 de abril de 2026, no Ministério das Finanças, com a Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, num encontro que contou igualmente com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.

FNE exige clarificação e transparência nos concursos para Trabalhadores de Apoio Educativo

A reunião teve como objetivo central a análise das principais preocupações relativas aos Trabalhadores de Apoio Educativo (TAE), num contexto marcado pela recente publicação do Despacho n.º 4240-C/2026.
A FNE regista como positivo o anúncio da abertura de um concurso para a vinculação de 1.406 técnicos especializados, incluindo 758 psicólogos, considerando tratar-se de um passo relevante, ainda que tardio, no reconhecimento da necessidade de estabilidade profissional destes trabalhadores da educação. Este processo permitirá regularizar a situação de muitos técnicos que, há vários anos, desempenham funções essenciais nas escolas em regime de precariedade.
Contudo, a FNE sublinha que o número de vagas anunciado é insuficiente para responder às necessidades reais do sistema educativo. Na perspectiva da Federação, esta medida não resolve de forma estrutural o problema da precariedade, nem assegura a estabilidade indispensável ao bom funcionamento das escolas.
No caso específico dos psicólogos, embora seja positivo garantir a existência de pelo menos um profissional por agrupamento, a FNE alerta que esta solução não cumpre o rácio previsto na Lei n.º 54/2025, que estabelece a necessidade de um psicólogo por cada 500 alunos. Torna-se, por isso, essencial monitorizar as necessidades das escolas, de modo a assegurar a sua adequada dotação em recursos humanos.
Relativamente ao modelo de concurso adotado, a FNE manifesta preocupação com a fragmentação de procedimentos conduzidos a nível local, alertando para riscos acrescidos em termos de transparência, equidade e uniformidade de critérios. Esta dispersão pode comprometer princípios fundamentais da Administração Pública, designadamente a igualdade de oportunidades e a imparcialidade.
Face a este cenário, a FNE defende:

– a reavaliação permanente do número de vagas agora anunciado;
– a adoção de um modelo concursal uniforme, transparente e centralizado;
– a garantia de condições e recursos humanos e materiais adequados para a execução dos procedimentos concursais;
– a não sobrecarga das escolas com tarefas para as quais, em muitos casos, não dispõem de meios nem de preparação;
– a implementação de medidas que assegurem a integração destes profissionais em carreiras estáveis e dignificadas.

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Reserva de Recrutamento 48

Reserva de Recrutamento 48 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 10 – 2025/2026

 

 

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Alberto Veronesi – Fusão de ciclos. Fé cega ou debate a sério?

Fusão de ciclos. Fé cega ou debate a sério?

 

Há reformas que nascem tortas porque começam pelo fim. E depois há estas, que ainda nem começaram e já parecem condenadas ao velho pecado nacional de confundir decisão com pressa, estudo com propaganda e debate com encenação. A ideia de aproximar o 1.º e o 2.º ciclo pode até fazer sentido. Mas só faz sentido se for tratada como aquilo que é, uma mudança estrutural que mexe com a infância, com a organização da escola, com a formação de professores e com a vida concreta das famílias. O que não faz sentido é fingir que basta alinhar algumas teses importadas, citar meia dúzia de experiências estrangeiras e, de repente, imaginar que a realidade portuguesa se dobra por decreto.
É por isso que o estudo agora conhecido do Conselho Nacional de Educação merece ser lido com atenção e sem as habituais birras ideológicas. Não porque apresente uma verdade revelada, mas porque confirma o que muitos já sabiam há anos, o atual 2.º ciclo perdeu identidade, vive entre duas lógicas que nunca casaram bem e tem funcionado, demasiadas vezes, como um corpo estranho na arquitetura do ensino básico. Ora, se isto é verdade, então a pergunta séria não é se a fusão agrada ou desagrada a este ou àquele quadrante partidário. A pergunta séria é outra. O que estamos mesmo a tentar resolver.
O estudo é útil porque não se limita a repetir lugares comuns. Vai à história, olha para a evolução do sistema, cruza recomendações anteriores, escuta professores, diretores, académicos e peritos, e mostra que a discussão não começou ontem. Há mais de quinze anos que se sabe que o salto do 4.º para o 5.º ano é uma espécie de travessia brusca, quase sempre mal-acompanhada, quase sempre mal pensada, quase sempre suportada por uma organização escolar que obriga a criança a mudar de ambiente, de regra, de relação pedagógica e de registo emocional sem qualquer preparação digna desse nome. Quem tem andado no terreno sabe-o bem. Quem vive de relatórios costuma descobrir isso tarde, quando descobre.
E é precisamente aqui que começa o problema político. Porque a reforma pode ser certa e ainda assim ser mal feita. Pode ser desejável e ainda assim ser prematura. Pode ter fundamento e ainda assim carecer de legitimidade se for imposta sem um debate público decente. E o debate que falta não é o debate das conferências onde se repetem fórmulas gastas sobre modernização, flexibilidade, competências e alinhamento internacional. Falta o debate a sério, aquele em que se pergunta o óbvio e se responde sem medo de parecer antiquado. Que infância queremos proteger. Que escola podemos sustentar. Que papel deve ter o Estado quando prolonga a permanência das crianças no espaço escolar até julho e, ao mesmo tempo, parece incapaz de lhes oferecer condições de verdadeiro bem-estar educativo.
Porque é disso que estamos a falar. Não apenas de ciclos curriculares. Não apenas de uma engenharia administrativa sobre o ensino básico. Estamos a falar do modo como o Estado organiza a infância e a família. E aqui a questão é incómoda, mas inevitável. Queremos mesmo manter, todos os anos, milhares de crianças do pré-escolar, do 1.º ciclo e do 2.º ciclo dentro da escola até julho, como se isso fosse uma evidência natural e não uma escolha política pesada, com custos sociais, humanos e pedagógicos? Ou estamos apenas a empurrar para dentro da escola aquilo que o país não resolve fora dela, transformando a instituição escolar numa resposta total para problemas que pertencem também ao trabalho, ao apoio social, à habitação e à conciliação entre vida familiar e profissional ?
Há quem prefira não fazer esta pergunta porque a pergunta estraga o conforto do discurso. Mas é precisamente a pergunta que importa. Se o calendário escolar se alonga, se a escola se torna cada vez mais o lugar onde a infância fica retida, então é preciso dizer claramente o que isso significa. Não basta chamar-lhe organização. Às vezes chama-se organização ao que é apenas incapacidade coletiva de pensar outra coisa. E o risco é este. Que a escola deixe de ser um lugar de aprendizagem equilibrada para passar a ser o último amortecedor de um Estado social cansado, fragmentado e sem imaginação.
A fusão do 1.º e do 2.º ciclo, se avançar, não pode servir para maquilhar esse impasse. Tem de ser discutida, antes de mais, como uma resposta pedagógica e organizativa a um problema real. E esse problema está identificado. Há descontinuidade, há excesso de fragmentação, há uma transição mal resolvida, há uma organização do trabalho docente que, em muitos casos, favorece a dispersão em vez da continuidade. O estudo do CNE volta a sublinhar isso com serenidade e sem dramatismo. E ainda bem. Porque neste país, quando se fala de educação, há sempre quem prefira berrar em vez de pensar.
Mas pensar exige mais do que repetir estudos estrangeiros. Exige saber ler o país onde se quer aplicar a reforma. E isso é precisamente o que tantos decisores fingem não perceber. Não se importam modelos como quem importa eletrodomésticos. Não se adapta um sistema educativo como se muda a decoração de uma sala. Há cultura escolar, há hábitos institucionais, há formação docente, há condições materiais, há desigualdades territoriais, há diferenças entre escolas e agrupamentos, há realidades urbanas e rurais, há estabelecimentos com equipas estáveis e outros onde a rotação é crónica. Tudo isso conta. Tudo isso muda a forma como uma reforma vive ou morre.
Por isso, antes de celebrar a fusão ou de a condenar, o país devia fazer o que raramente faz, ouvir quem está no terreno. Ouvir professores do 1.º e do 2.º ciclo, ouvir diretores, ouvir coordenadores, ouvir quem sabe o que acontece quando uma criança deixa de ter uma referência única e entra numa estrutura mais dispersa, ouvir quem sabe como se constrói continuidade pedagógica sem slogans nem milagres. Porque a escola não se governa de gabinete. Governa-se com conhecimento situado, com experiência acumulada e com alguma humildade intelectual. Sem isso, o debate degrada-se em pose.
O que torna esta discussão ainda mais séria é a sua dimensão simbólica. Ao fim de tantos anos de hesitações, Portugal precisa de decidir se quer manter uma estrutura de ensino básico que vive há demasiado tempo numa espécie de meio caminho, ou se quer finalmente assumir uma organização mais coerente dos primeiros seis anos de escolaridade. Mas assumir isso não é o mesmo que correr para a fusão. Assumir isso é reconhecer que o atual modelo tem falhas e que qualquer mudança exige respostas para perguntas muito concretas. Como se articula o trabalho dos docentes. Como se garantem tempos de estabilidade. Como se evitam novas ruturas. Como se protege a ligação entre etapas. Como se regula a avaliação. Como se reorganiza a formação de professores. Como se assegura que a criança não é apenas um número numa arquitetura curricular mais bonita no papel do que na vida real.
E a avaliação é um dos nós mais apertados. O estudo do CNE e as propostas que circulam apontam para um sistema sem notas quantitativas até ao 6.º ano, substituídas por descrições qualitativas, feedback contínuo e foco no progresso individual. Pode ser o caminho certo, alinhado com práticas internacionais que priorizam o desenvolvimento sobre a classificação mecânica. Mas é uma mudança de paradigma fraturante, que passa de um registo objetivo e familiar para um mais subjetivo e interpretativo. Por isso, deve ser bem pensada, com formação intensiva de professores, critérios unificados, pilotos testados e monitorização rigorosa para evitar que o bem-intencionado vire laxismo ou confusão. Sem preparação sólida, arriscamos uma reforma que soa progressista, mas falha no essencial, na clareza e na exigência quotidiana.
Há, além disso, um ponto que não convém varrer para debaixo do tapete. O país tem uma relação muito ambígua com o prolongamento do tempo escolar. Gosta de proclamar modernidade, mas continua preso a uma espécie de moral de calendário em que o tempo ocupado é sempre mais valorizado do que o tempo bem vivido. E isto vale tanto para o currículo como para o verão, para a ocupação da escola como para a pretensa necessidade de manter todos os alunos dentro de portas o máximo possível. O problema é que mais tempo não significa melhor tempo. E a escola, se quiser continuar a ser escola, não pode aceitar a lógica de que tudo se resolve com mais dias, mais horas e mais permanência.
É por isso que esta discussão merece um nível de seriedade que, até agora, não teve. O estudo do CNE dá matéria para isso. Mas falta transformar matéria em conversa pública. E conversa pública não é um comentário apressado em roda de especialistas. É uma discussão onde se admite que há dúvidas legítimas, onde se reconhece que uma reforma desta dimensão não se impõe pela força da narrativa, onde se percebe que a escola não precisa de mais dogmas e muito menos de mais missionários do improviso.
Em bom rigor, a questão central talvez seja esta. Não sendo contra a fusão à partida, que garantias concretas temos de que ela vai melhorar a aprendizagem, reforçar a continuidade e reduzir as ruturas? E, se não as temos, por que razão deveríamos avançar sem um debate largo, honesto e tecnicamente sólido? A política educativa portuguesa tem demasiadas reformas anunciadas como evidências e demasiado poucas decisões preparadas como devia ser. Talvez tenha chegado a hora de inverter esse vício.
Porque uma reforma séria não se faz contra os professores, nem à margem dos diretores, nem de costas voltadas para as escolas. Faz-se com eles. E faz-se também com coragem para dizer o que tantos evitam. Se queremos mesmo mexer no desenho dos primeiros anos de escolaridade, então que se diga claramente o que se quer do sistema. Se queremos uma escola mais contínua, que se explique como. Se queremos prolongar a presença das crianças até julho, que se assuma o modelo social que isso implica. Se queremos copiar experiências de fora, que se prove que sabemos adaptá-las ao país real. Se queremos decidir bem, então primeiro temos de ouvir quem sabe e não apenas quem interpreta, de longe, estudos alheios como se isso bastasse para governar a escola.
Sem esse debate, ficamos no mesmo de sempre. Reformas que prometem o céu e entregam nuvens. Desta vez, exijam melhor. Ouçam o terreno. Pensem a sério. As crianças não merecem menos.

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Escolas com 5 ou Mais Vagas Num Determinado Grupo de Recrutamento

São 17 AE/ENA que têm 5 ou mais vagas para o concurso Interno/Externo num determinado grupo de recrutamento.

Com exceção de Coimbra todas as restantes situam-se a sul.

Os números mais estranhos surgem com as 8 vagas do grupo 300 na Tomás Cabreira, em Faro e as 7 vagas para Geografia na Aqua Alba, em Sintra.

Porque se multiplicarmos cada horário por 22 teremos 176 horas de quadro em Português na Tomás Cabreira e 154 em geografia em Aqua Alba. Isto seriam horários para aproximadamente para 44 e 51 turmas respetivamente.

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A Música do Blog

Fontaines D.C. – Romance

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Carta de um aluno aos Pais e Professores – Alfredo Leite

Mãe. Pai.

Parem de dizer que as férias são para eu “descansar” se me deixam perdido…

Eu não preciso de liberdade total. Preciso de direção.

Vocês chamam liberdade a deixar-me fazer o que quiser. Eu chamo-lhe abandono.

Deixam-me acordar quando calha, adormecer com um ecrã na cara, comer sem horário, passar horas em jogos e vídeos que nem me lembro depois… e acham que isso me faz feliz?

Não faz.

Excita-me. Distrai-me. Mas não me organiza.

Eu não sei regular isto sozinho. O meu cérebro ainda está a aprender. Se vocês saem do comando, alguém ou alguma coisa entra. E normalmente são os ecrãs.

E os ecrãs não educam. Programam.

Sabem o que é que eu preciso mesmo?

Que me parem.

Que me digam “não”.

Que decidam por mim quando eu ainda não consigo decidir bem.

Preciso de horas. De limites. De rotina suficiente para o meu corpo perceber o que vem a seguir.

Não para me controlarem. Para me darem chão.

E preciso de brincar. A sério.

Preciso de correr até me cansar, de cair, de me sujar, de inventar coisas, de estar aborrecido sem um ecrã a salvar-me a cada minuto.

O aborrecimento não é um problema. É o início do pensamento.

Quando me tiram isso e me dão estímulo constante, estão a roubar-me a capacidade de me organizar por dentro.

Depois chegam as aulas… e eu sou o “agitado”, o “distraído”, o “que não para quieto”.

Mas ninguém vê o que veio antes.

Não é só comportamento. É desregulação.

E agora vocês, professores…

Quando eu voltar… não entrem logo em modo “dar matéria”.

Eu não sou um computador que reinicia em setembro.

Eu venho de semanas sem estrutura, com o cérebro acelerado, com pouca tolerância ao esforço, com o corpo desorganizado.

Se me pedem foco imediato, vão perder-me.

Primeiro ajudem-me a voltar.

Criem rotina clara. Digam-me o que vai acontecer. Repetidamente.

Deem-me pequenas vitórias. Coisas que eu consiga acabar.

Mostrem-me que consigo antes de me mostrarem tudo o que ainda não sei.

Falem comigo como alguém que está a reaprender a estar ali… não como alguém que já devia estar pronto.

E sim, usem aquilo que sabem e usam bem quando não estão cansados.

Não é elogiar tudo. É reconhecer esforço real.

Não é ignorar o erro. É orientar sem humilhar.

Não é motivação vazia. É criar condições para eu sentir competência outra vez.

Se fizerem isso… eu volto mais depressa.

Se não fizerem… vão passar semanas a lutar contra um sistema que eu nem sei explicar.

No fundo, é simples.

Eu não preciso que me facilitem a vida.

Preciso que me organizem o mundo até eu conseguir fazê-lo sozinho.

E isso… começa muito antes de eu entrar na sala de aula.

Por favor, cuide de si. Também ouço as notícias do burnout dos professores. Sei que é muito difícil, mas digo de coração.

PS: Curioso como alguns adultos passam a vida a pedir autonomia… enquanto lhes retiram exatamente aquilo que a constrói: limites claros, estrutura estável e tempo real para serem crianças.

Alfredo Leite 

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A Música do Blog

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O OE refere num dos seus artigos 1 por cada 500…

O ministério indica que o “rácio atual de um psicólogo nos quadros do MECI por cada 1.656 alunos passará para um psicólogo nos quadros do MECI por cada 796 alunos”

Quantos às vagas para os outros técnicos especializados, competirá às escolas decidir, em função das necessidades do estabelecimento de ensino em causa, quais os profissionais a recrutar.

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