A legislação do concurso de professores não serve às escolas, não serve aos professores e não serve aos alunos. A razão principal é clara: o modelo não promove a estabilidade das colocações.
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Jun 21 2026
Querem apostar que isto vai correr mal?
Passaria pela cabeça de alguém transformar a correcção dos Exames Nacionais numa parafernália logística, num conjunto emaranhado de procedimentos complexos, potencialmente passíveis de falhas, sem razão e sem justificação?
À partida, não passaria… Não passaria, mas passou, com certeza, pela cabeça de alguém com responsabilidades governativas na Área da Educação e a prova é esta:
“Os alunos continuam a escrever em papel, mas as suas respostas seguirão para um centro de digitalização, nas instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em Mem Martins, onde serão processadas e disponibilizadas numa plataforma digital para correção.
Conforme avançado, a operação prolongar-se-á por cerca de 35 dias e envolverá mais de 300.000 provas, 166.000 alunos, milhares de professores classificadores e mais de 5000 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR). O objetivo desta operação histórica é garantir o transporte e a segurança de todo o processo.” (SAPO Notícias, em 15 de Junho de 2026).
Com toda a frontalidade, apetece afirmar que se tratará de uma operação historicamente disparatada, tantas são as variáveis de difícil controlo, agora introduzidas no processo de correcção dos Exames Nacionais…
Convirá referir que em cada uma das fases deste processo, várias coisas poderão correr mal… Restará saber a gravidade do que poderá sair gorado…
Não há como contornar este facto: a probabilidade deste processo correr mal é elevada, só alguém insensato ou algum optimista panglossiano não o antecipará ou não o receará…
Pode ser que me engane, mas a julgar pela incapacidade de coordenação organizativa e operacional que o MECI (AGSE) tem vindo a evidenciar num processo teoricamente muitíssimo mais simples como o Concurso de Técnicos Superiores, é impossível augurar bons resultados, no que se refere à correcção dos Exames Nacionais…
A pretensão do MECI, alegadamente assente num “novo paradigma” administrativo, em modernizar, simplificar e incrementar a eficiência e agilidade administrativas, neste momento mais parece uma miragem, uma absoluta quimera…
Nada disto bate certo, a teoria e a prática não são congruentes e tudo isto poderá correr muito mal, plausivelmente inquinado por expectáveis trapalhadas práticas…
A não ser que, propositadamente, se confunda caos com “está tudo a correr muito bem”, o que, e pelo que já se viu, também não seria de espantar… De resto, a propaganda e a manipulação da opinião pública já estiveram mais longe de se tornarem no “pensamento oficial”…
O fantasma de Murphy paira no ar: “Se alguma coisa pode correr mal, correrá mal”…
Se Murphy tiver razão, daqui a algum tempo, poderemos estar perante um disparate histórico que, em concomitância, terá sido ridiculamente dispendioso para o erário público…
Em vez da implementação de medidas simples e pragmáticas, sem floreados, adornos ou aparatos, tem-se optado por prioridades dominadas por um certo “show off” que, ainda por cima, em primeiro lugar, se poderão virar contra quem as concebeu, dada a entropia introduzida pelos próprios…
Sem rodeios, a decisão relativa à correcção dos Exames Nacionais, que começou agora a ser implementada, carece de inteligência e de sensatez…
Paula Dias
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Jun 21 2026
Uma Sande Entre o Intervalo de Exames
… a vantagem é que estes alunos podem ver o Portugal às 18:00.
Divulgo como me chegou.
Hoje partilho o Calendário dos Exames, por uma razão, quem o elaborou não tem conhecimento de todos os procedimentos relativos às provas e respetivas durações e das condições especiais de realização de provas e exames que são autorizadas pelo Senhor Presidente do Júri Nacional de Exames, para alguns alunos que necessitam de adaptações.
E vou dar um exemplo muito prático, na próxima terça-feira, dia 23 de junho de 2026, muitos alunos irão realizar o Exame Nacional de MACS (código 835) para aprovação na disciplina e de Inglês (código 550) como prova de ingresso. O exame de MACS tem o seu início às 9.30 h, com a duração de 150min. , mais 30 min. de tolerância, pelo que, a maioria dos alunos irá terminar o exame às 12.30h, mas os alunos para o qual foi autorizado tempo suplementar de 30 min. (alunos de Educação Especial) terminam o exame às 13.00h.Seguem-se procedimentos de verificação e recolha dos respetivos exames pelos professores vigilantes.
Estes alunos terão de estar à porta da sala para realização do Exame Nacional de Inglês às 13.30h (30 min. antes como diz a Norma 02), uma vez que este terá início às 14.00h.
Estes alunos terão à volta de 20 min. entre os dois exames para almoçar e tentar descansar um pouco…enfim, será que alguém pensou nestas situações? Será que o IAVE e o JNE não têm consideração e respeito pelos nossos alunos?

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Jun 20 2026
Crónica de quem quis entrar (outra vez) para a Universidade – João André Costa
No segundo ano depois da licenciatura não tive emprego. Dito assim parece uma frase pequena, uma frase capaz de caber entre a sopa e o prato de peixe, uma frase escutada e esquecida pela família entre duas colheradas, “a sopa está óptima”, diz o teu pai.
Mas não era uma frase, era uma sentença. Não ter emprego aos vinte e quatro anos é uma doença sem febre, uma espécie de vergonha connosco à mesa, connosco na cama e ainda ao nosso lado de manhã.
Os outros, os supostos amigos, perguntavam jocosamente:
“E então, já estás a dar aulas?”
E por detrás da pergunta outra pergunta, nem por isso proferida mas audível à mesma, e as verdadeiras perguntas não precisam de palavras:
“E então, serves para quê?”
Não é preciso responder.
Os meus colegas espalhavam-se pelo país. Uns tinham oito horas, outros dez, outros andavam de escola em escola, substituições aqui, horários incompletos acolá, e eu em casa, a ouvir o relógio da sala.
Um relógio antigo, herdado de uma tia a fazer tique-taque com a solenidade de um juiz.
A tia a fazer tique-taque, e não o relógio, entenda-se.
Cada segundo era um carimbo na minha inutilidade.
Não tinha dinheiro.
Não tinha trabalho.
Não tinha coragem para sair à rua.
A rua está cheia de pessoas a fazer qualquer coisa da vida. Pessoas com pastas, pessoas em carros, pessoas em autocarros, pessoas a falar de horários, de chefes, de ordenados, e eu sentado na cozinha, a olhar para as migalhas da mesa, como se as migalhas pudessem dar uma resposta.
As migalhas são surdas e mudas.
A ideia de sair do país aparecia cada vez mais vezes. França. Inglaterra. Luxemburgo. Os nomes dos países surgiam nas conversas como quem fala de ilhas diante de um náufrago. Mas partir sabia a derrota.
Amarga.
Ácida.
Exílio.
Expatriado.
Porque sim, porque és assim.
Então decidi candidatar-me a Enfermagem.
Não por vocação.
Queria um emprego, um salário ao fim do mês, uma razão para acordar, uma maneira de sair da cama sem esta sensação de estar a falhar em tudo.
Dois exames nacionais: Biologia e Psicologia.
E se sempre fui bom aluno, nada como estudar.
Para ter emprego não. Nunca fui suficientemente bom. A vida clarificou este ponto desde tenra idade.
Há pessoas capazes de entrar numa sala já com um fito em mente. Eu entrava numa sala e procurava uma secretária, um caderno, um livro. Sempre soube estudar. Sempre soube decorar, sublinhar, repetir, insistir. O resto parecia pertencer aos outros.
Comecei a estudar seis meses antes.
O método era sempre o mesmo: andar às voltas de uma mesa com a resma de papéis e apontamentos nas mãos enquanto decorava, pausadamente, uma página a seguir à outra.
Lia tudo uma vez, duas vezes, três vezes.
À quarta leitura começava a decorar passagens inteiras.
À quinta já visualizava as frases nas respectivas páginas.
À sexta identificava as palavras de acordo com as linhas.
À sétima, à oitava, à nona, os livros deixavam de ser livros e passavam a ser uma casa onde conhecia todos os corredores, todos os quartos, todos os esconderijos.
Biologia.
Psicologia.
Exercícios atrás de exercícios.
Manuais de testes.
Folhas sublinhadas.
Canetas sem tinta.
Cafés frios.
A luz da sala acesa até de madrugada.
E o meu pai a levantar-se para beber água e a encontrar-me ali, curvado sobre os apontamentos.
“Ainda estás acordado?”
Ainda.
Sempre ainda.
Porque só tinha uma oportunidade.
Se não entrasse em Enfermagem não tinha nada.
Nada.
Não uma hipótese.
Não um plano.
Não uma alternativa.
Nada.
A ansiedade começou a morar comigo. Se entrou devagarinho, pé-ante-pé, rapidamente ocupou a casa toda.
Acordava às cinco da manhã, à hora dos pássaros, e não conseguia voltar a dormir. Ouvia os melros, o primeiro autocarro, os passos de alguém no prédio, e sentia um aperto no peito.
Via as médias de entrada.
Dezasseis.
Dezassete.
Às vezes mais.
Quem não entrava em Medicina ia parar a Enfermagem.
E eu, sem sequer ousar sonhar com Medicina, sentia-me a disputar um lugar numa embarcação já cheia.
Voltei à minha antiga escola para inscrever-me nos exames.
As paredes eram as mesmas.
As vitrinas com as taças continuavam no corredor.
O cheiro a cera no chão permanecia intacto.
Mas eu já não pertencia ali.
Os professores mal me reconheceram.
Ou fizeram de conta não reconhecer, não dizer um olá, um aceno, um sorriso sequer.
Tinham aulas para dar.
Reuniões marcadas.
Testes para corrigir.
Alunos à espera.
E eu ninguém, um antigo aluno, demasiado magro para as calças, retornado anos depois com a vida em cacos.
Por onde andaste? E como chegaste a isto?
Despacharam-me depressa.
Corriam de um lado para o outro e eu seguia-os pelos corredores como quem pede esmola.
Fiquei sozinho.
Lembro-me dessa solidão.
Lembro-me de olhar para o pátio e pensar como a escola apenas nos quer enquanto estamos lá dentro.
E se dentro de uma escola temos um nome, fora dela somos uma estatística.
Minto: uma auxiliar voltou-se para mim e gritou: “Olha o Cientista!”
Chegou o dia do exame de Biologia.
Tomei seis Valdispert.
Nem assim consegui dormir.
Passei a noite acordado, de olhos abertos, a olhar para o tecto.
De manhã, no pátio, os miúdos olhavam para mim.
Um matulão de vinte e quatro anos, embora nem matulão fosse.
Franzino.
Imberbe.
Com a mesma cara de adolescente de quando tinha dezoito.
Sentia-me um intruso.
Um homem a fingir ainda ser aluno.
Nem por isso um homem. Os homens fazem-se na tropa, e eu nem o serviço militar cumpri.
Quando abriram os envelopes e distribuíram as provas tive a sensação de não saber nada.
As perguntas baralhadas.
As palavras a fugirem-me como pássaros com a gaiola aberta.
A cabeça esvaziou-se.
Saí convencido de ter falhado.
Completamente.
Redondamente.
Dias depois veio Psicologia.
Lembro-me de estar sentado diante do exame e de, a certa altura, começar a divagar sobre ópera.
Ópera.
Como se Verdi e Puccini tivessem alguma coisa a ver com Psicologia.
Mas têm tudo a ver com Psicologia.
E talvez a ansiedade seja isto: um maestro enlouquecido numa paródia de instrumentos e cacofonias enquanto agita muito os braços a pontos de voar.
E voar, voar.
Olha, foi-se…
Sai do exame igualmente derrotado.
Biologia 2.0.
Via-me já sem curso.
Sem emprego.
Sem futuro.
A caminhar pelas ruas da minha terra enquanto toda a gente diz:
“Ali vai ele.”
“O rapaz que falhou.”
“O rapaz que nem para dar aulas serve.”
O rapaz incapaz de ser enfermeiro.
E acima de tudo a opinião dos outros. Até quando?
Depois chegaram as notas.
Lembro-me de ver as pautas afixadas nas janelas. Do lado de lá os laboratórios de Biologia. Do lado de cá a minha vida, a sala do tribunal, o juiz, o júri, a sentença.
Dezanove vírgula sete a Biologia.
Dezanove vírgula quatro a Psicologia.
Olhei para aqueles números uma e outra vez só para ter a certeza não serem de outro aluno.
Não podiam ser meus.
Eu, saído dos exames convencido do desastre, tinha conseguido quase vinte valores.
Entrei em Enfermagem!
Uma porta fechou-se.
Uma janela abriu-se.
E compreendi, com um espanto quase infantil, como estudar nunca é um desperdício. O conhecimento é uma corda lançada para dentro do poço. Podemos não sair de imediato, mas decerto não vamos ao fundo.
Naquele ano deixei de ser professor.
Já não era, não podia, não merecia.
Tornei-me noutra coisa, “Olha, lá vai ele, o aluno de enfermagem”, pelo menos por uns anos, até finalmente arranjar coragem para ir embora.
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Jun 19 2026
Daqui a Pouco Até Vão Faltar os Diretor@s
Agrupamento de Escolas do Fundão será gerido por comissão administrativa durante um ano
Agência para a Gestão do Sistema Educativo não homologou o ato eleitoral, porque as candidaturas não cumpriam requisitos.
O Agrupamento de Escolas do Fundão vai funcionar no próximo ano sob gestão de uma Comissão Administrativa Provisória, uma vez que o recente ato eleitoral, do qual saiu vencedor Nuno Ferreira, não foi homologado pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), que encontrou irregularidades no processo, de acordo com um despacho ao qual o JF teve acesso, datado de 17 de junho.
Agora, será o diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares a nomear a referida comissão, que entrará em funções preferencialmente antes do início do próximo ano letivo. Ao que tudo indica, o novo ato eleitoral apenas se realizará dentro de um ano.
Recorde-se que no dia 27 de maio, nas eleições para a liderança do agrupamento, apresentaram-se a sufrágio Nuno Ferreira e Sérgio Mendes, na sequência de um procedimento concursal, mas a AGSE veio a apurar que nenhum dos candidatos cumpria vários requisitos obrigatórios indicados pelo artigo 21.º do Decreto-Lei n.. 75/2008 de 22 de abril, nomeadamente “habilitação especifica para o exercício de funções de administração e gestão escolar”; “experiência em funções de administração e gestão de estabelecimentos escolares”; e “currículo relevante nas áreas da administração e gestão escolar”.
A AGSE ainda solicitou comprovativos sobre esta matéria ao presidente do Conselho Geral do Agrupamento, Ricardo Miguel Duarte Gaspar, mas perante a resposta insatisfatória a decisão foi não homologar as eleições.
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Jun 19 2026
Reserva de Recrutamento 65 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 27 – 2025/2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 22 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 23 de junho de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Listas – Reserva de Recrutamento n.º 65
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Jun 18 2026
Quando a Amália Chegar Isto Nunca Vai Acontecer…
Porque quase acredito que as provas vão ser realizadas pela IA Portuguesa.
Auditoria aos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Secundário de Português realizado no dia 16 de junho
O Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI) determinou à Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC) a realização de uma auditoria aos procedimentos internos do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no âmbito da elaboração dos enunciados dos Exames Nacionais do Ensino Secundário, designadamente ao nível da verificação de itens previamente publicados.
Após a conclusão do relatório da IGEC, do qual deverão constar eventuais propostas de medidas corretivas, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação tirará as devidas consequências.
No Exame Nacional do Ensino Secundário de Português (Prova 639), realizado esta terça-feira, foi utilizada uma imagem previamente publicada num caderno de exercícios de uma editora, existindo assim uma falha objetiva da equipa responsável pela elaboração do exame na verificação de questões/itens já disponibilizados por editoras.
O Ministro solicitou ainda ao EduQA a emissão de um parecer técnico sobre os eventuais efeitos desta situação na equidade entre os alunos que realizaram a prova.
A utilização da imagem em questão deveria ter sido evitada pelo EduQA, tendo em conta a prática habitual de verificação exaustiva – no âmbito da elaboração de enunciados – de cadernos de preparação disponibilizados pelas editoras, o que evitaria situações semelhantes à ocorrida este ano.
Ao contrário da informação reportada inicialmente pelo EduQA ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, aquele caderno de exercícios foi disponibilizado em agosto de 2025, tendo a prova sido elaborada no início de 2026.
Nos últimos anos, o Grupo III do Exame Nacional do Ensino Secundário de Português é constituído por um item idêntico, variando apenas o objeto das questões (uma imagem, uma frase ou um texto), como é possível verificar nos seguintes links:
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Jun 18 2026
No Quintal do Paulo Surge Esta Queixa Sobre o Concurso de TS
É vergonhoso o que a AGSE está a fazer neste concurso de ingresso no quadro de 1406 Técnicos Superiores, mas a AGSE tem um Presidente que é o principal responsável por este vergonhoso processo.
Pergunta quem escreve esta denúncia porque os Diretores se mantém em silêncio?. Pois não sei. Eu por aqui já fiz queixas suficientes ao ponto de pedir a demissão do Presidente da AGSE que é incapaz de gerir este processo concursal e que nunca deviam ter sido as escolas a abrir este tipo de concurso.
Quanto ao ponto de contacto prometido, continuo à espera como todas restantes escolas, mas também tenho uma certeza: se me atribuírem algum ponto de contacto ele deve saber bem menos que eu sobre este absurdo processo concursal.
Quanto aos e-mails que enviei para o [email protected] até hoje nem uma resposta obtive.
Ainda Sobre O Concurso Para Técnicos Superiores
Deixo-te duas notas, muitíssimo esclarecedoras da incompetência da AGSE, no que se refere ao Concurso para Técnicos Superiores – Área de Psicologia:
– O endereço de email disponibilizado pela AGSE ([email protected]) pura e simplesmente não funciona. Nenhuma das dúvidas colocadas por essa via foi respondida. NENHUMA. Tanto faz enviar dúvidas como não mandar. A resposta é sempre ZERO. Falei com outros Agrupamentos, os resultados são os mesmos: ZERO respostas!
– Em 3 de junho passado, os Agrupamentos receberam esta comunicação da AGSE:
“Para apoiar este trabalho, a AGSE reforçará o acompanhamento dos procedimentos em curso, através da constituição de uma equipa dedicada a este processo, sendo atribuído a cada escola um ponto de contacto de referência, que prestará apoio operacional, esclarecerá dúvidas e acompanhará a evolução dos procedimentos, com o objetivo de assegurar a sua tramitação com a maior celeridade possível.
Ainda hoje serão disponibilizados a cada escola os contactos do respetivo ponto de contacto de referência, sendo que, nos próximos dias, os técnicos de acompanhamento iniciarão contactos diretos com as escolas, dando prioridade às situações em que ainda existam avisos por publicar, para prestar o apoio que se revele necessário.”
Até hoje, NINGUÉM conhece qualquer “ponto de contacto de referência”, apesar das muitas solicitações nesse sentido. Confirmei isto junto de outros Agrupamentos.
Os Júris dos Concursos estão à beira de um ataque de nervos, sem conseguirem quaisquer esclarecimentos às muitas dúvidas colocadas. Estão sem rede, entregues a si próprios e sem respostas de quem as deveria dar: a AGSE. Em resumo, a AGSE não responde a NENHUMA solicitação endereçada pelos Júris dos Concursos.
Os Diretores têm obviamente conhecimento de tudo o anterior. Porque se mantêm em silêncio? Porque não denunciam este comportamento da AGSE, a todos os níveis incompreensível e vergonhoso?
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Jun 18 2026
A AGSE ao Dia de Hoje (18-06) Ainda Não Sabe em Que Dia Vai Realizar a Prova de Conhecimentos!!!!!
As escolas já receberam 3 datas para a realização da Prova de Conhecimentos dos Técnicos Superiores.
A última data enviada às escolas era o dia 6 de julho de 2026, mas ao dia de hoje a própria AGSE envia um email aos candidatos a dizer que a prova será reagendada para data a comunicar muito em breve.
ABSURDO!!!!!
Nenhuma escola pode andar ao sabor da vontade do INCAPAZ que já devia ter posto o seu lugar à disposição, por incapacidade na gestão deste concurso.

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Jun 18 2026
O Movimento PEV já tem página de Facebook
https://www.facebook.com/movimentopev
A página oficial de Facebook do Movimento PEV é um espaço que pretende ser um ponto de encontro e de partilha, dedicado à divulgação de informações, iniciativas, reflexões e atualizações relacionadas com os objetivos do movimento. Procuramos promover o diálogo, a colaboração e a participação ativa de todos os docentes que se identificam com a defesa da equidade e da valorização da profissão docente.
Convidamos todos os colegas a seguir a página, acompanhar as publicações e partilhar os conteúdos que considerem relevantes, contribuindo para uma maior divulgação das nossas ações e para o fortalecimento desta rede de professores.
Pedimos ainda a colaboração de todos na divulgação da página junto de colegas, amigos e demais interessados nas questões da educação. Quanto maior for o número de seguidores, maior será o alcance das nossas mensagens, iniciativas e reivindicações, reforçando a visibilidade e a influência do movimento.
A vossa participação é fundamental para o crescimento e a afirmação deste projeto.
Gratos,
Movimento PEV
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Jun 18 2026
Para um currículo dos primeiros seis anos de escolaridade
Recomendação n.º 7/2026, de 18 de junho
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Jun 17 2026
O IAVE Deve Ter-se Esquecido de Contactar as “Forças de Segurança” para Levantar as Provas
… porque de manhã ninguém ainda sabia quem ia levantar as provas finais a nível de escola.
Parece que alguns locais resolveram esse problema, enquanto noutros locais as provas de Português vão ser apenas levantadas no dia da prova de Matemática.
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Jun 17 2026
Exames de 12.º Ano e Critérios de Classificação
Exames Nacionais 2026: divulgação de enunciados e critérios – 1.ª fase
Consulte aqui os enunciados e critérios de classificação das provas realizadas no âmbito da 1.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário 2026.
Enunciados:
Português – Prova 639 (Versão 1)
Português – Prova 639 (Versão 2)
Português – Prova 639 (Prova adaptada)
Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839
Português Língua Segunda – Prova 138
Economia A – Prova 712 (Versão 1)
Economia A – Prova 712 (Versão 2)
Geometria Descritiva A – Prova 708
Critérios de Classificação:
Português – Prova 639 (Comum às Versões 1 e 2)
Português – Prova 639 (Prova adaptada)
Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839
Português Língua Segunda – Prova 138
Economia A – Prova 712 (Comum às Versões 1 e 2)
Geometria Descritiva A – Prova 708
Artigo em atualização constante.
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Jun 17 2026
As condições que temos nas escolas – Alfredo Leite
Há um tipo de cansaço que nasce simplesmente de uma coisa muito concreta e muito física: estar horas dentro de uma sala quente, com ar parado, corpos inquietos, janelas abertas que pouco resolvem, ruído a crescer, atenção a cair, paciência a encurtar e a obrigação moral de continuar a ser adulto, calmo, lúcido e disponível quando o próprio corpo já está a pedir pausa.
A ciência não trata isto como mimo, trata isto como carga fisiológica: a Organização Mundial da Saúde refere que o stress térmico no trabalho pode provocar fadiga, desidratação, tonturas, disfunção neurológica e perda de produtividade, e estima que o rendimento dos trabalhadores diminui cerca de 2 a 3% por cada grau acima dos 20°C em Wet-Bulb Globe Temperature, uma medida que combina temperatura, humidade, vento e radiação, o que significa que uma sala demasiado quente não é apenas desconfortável, é um ambiente que retira capacidade real de atenção, decisão, autorregulação e trabalho.
E isto devia fazer-nos pensar: como é que se pede a um docente que lide com isto?
E as crianças estão concentradas quando o cérebro está ocupado a regular desconforto?
Como é que se fala de resultados, exames, inclusão, diferenciação pedagógica e saúde mental, se às vezes a sala onde tudo isso devia acontecer parece mais preparada para testar resistência do que para ensinar?
É preciso um estudo que acompanhe estudantes durante uma vaga de calor, para verificar que os que estavam em edifícios sem ar condicionado tiveram tempos de reação cerca de 13% mais lentos e pior desempenho em tarefas de atenção, processamento e memória de trabalho?
Ou a sua experiência já confirma que quando o calor sobe, a cabeça abranda, a irritabilidade aumenta e a aula deixa de ser apenas uma aula para passar a ser uma negociação permanente entre ensinar, regular, esperar, repetir e sobreviver ao ambiente?
Eu, que entro muitas vezes em escolas, em salas cheias, em auditórios improvisados, em espaços onde se sente imediatamente que o corpo chegou antes da palavra, já vi isto demasiadas vezes: professores a tentar manter elegância quando estão exaustos, educadores de infância a continuar disponíveis enquanto limpam suor da testa, auxiliares a segurar recreios escaldantes com uma paciência que ninguém contabiliza, alunos a mexerem-se mais, a ouvirem menos, a reagirem pior, porque o ambiente lhes retirou margem.
Os professores merecem ensinar sem ter de transformar cada aula numa prova de resistência.
Há dias, na minha rede social, um comentário que apaguei…”os professores são uns meninos, não aguentam o calor”. Apaguei e bloqueei a pessoa…
Uma sociedade que fala tanto de saúde mental, produtividade e qualidade educativa devia ter a coragem simples de reconhecer isto: melhorar a educação começa por baixar a temperatura da sala.
Ou isto é um “não assunto”?
Acredito que é um tema fundamental. Se condicionado não é luxo. Comentários como o que apaguei… são lixo.
Alfredo Leite
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Jun 17 2026
A Última Reserva É no Dia 19 de Junho
A próxima Reserva de Recrutamento, última do ano escolar, considera apenas os Grupos de Recrutamento 100, 110, 910, 920 e 930, será publicada na sexta-feira, dia 19 de junho.
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Jun 16 2026
Reserva de Recrutamento 64 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 26 – 2025/2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quarta-feira, dia 17 de junho, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 18 de junho de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Listas – Reserva de Recrutamento n.º 64
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Jun 16 2026
Audição Escrita
Encontra-se disponível a aplicação destinada à realização da audição escrita pelos docentes colocados nos Concursos Interno e Externo para o ano escolar de 2026/2027, em conformidade com o disposto no artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na sua redação atual.
A aplicação estará disponível até às 23h59 do dia 17 de junho de 2026.
SIGRHE – Concurso Nacional 2026/2027 – Audição escrita – art.º 18.º DL 32-A/2023, na redação atual
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Jun 16 2026
Parecer e Recomendações do CNE
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Jun 15 2026
Deixa Ver Se Eu Entendo
O Despacho n.º 7467/2026, de hoje procede à alteração do Despacho n.º 3423-B/2026, de 16 de março de 2026.
Os mesmos são iguais, por isso o despacho de hoje não muda qualquer competência delegada nos diretores em 16 de março, que são:
a) Autorizar a acumulação de funções e atividades públicas ou privadas por parte do pessoal docente e não docente em exercício de funções no respetivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nos termos da legislação aplicável, sendo as respetivas decisões tramitadas através da aplicação informática disponibilizada pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE);
b) Autorizar a realização de visitas de estudo, intercâmbios escolares, atividades de geminação ou outras atividades pedagógicas externas, no território nacional ou no estrangeiro, incluindo a deslocação dos discentes participantes e dos docentes acompanhantes, independentemente da respetiva duração, nos termos legalmente previstos;
c) Autorizar permutas entre docentes colocados em Agrupamentos de Escolas ou Escolas não Agrupadas, desde que salvaguardadas as necessidades permanentes do serviço educativo e observados os requisitos legais aplicáveis;
d) Autorizar a concessão de equiparação a bolseiro ao pessoal docente e não docente em exercício de funções no respetivo Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada, nos termos da legislação aplicável, quando tal não implique encargos adicionais para o serviço, sem prejuízo das competências legalmente atribuídas ao município.
O que demonstra a incapacidade de quem fez o despacho de 16 de março não saber que não o podia ter feito porque não tinha ainda poderes para delegar competências, porque só em 28 de maio lhe foi dado esse poder.
Por isso o despacho de hoje retroage todos os efeitos ao dia 17 de março de 2026.
E é isto que temos.
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Jun 15 2026
LISTAS PROVISÓRIAS CONCURSO EXTERNO/CONTRATAÇÃO INICIAL – RAM
Foram publicadas as listas provisórias de candidatos admitidos e excluídos ao concurso externo e de contratação inicial para o ano escolar 2026/2027, as quais enviamos em anexo.
Os candidatos dispõem do prazo de cinco dias úteis, a contar do dia imediato ao da publicitação das listas para verificarem todos os elementos delas constantes e, caso assim o entendam, reclamarem das mesmas.
Poderá consultar toda a informação em:
https://www.madeira.gov.pt/draescolar/Estrutura/DRAE/Areas/Docente/Concursos
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Jun 15 2026
Balanço Anual da Educação 2026 – Alfredo Leite
Os resultados saem hoje…
E a primeira frase que muitos professores vão sentir é simples:
“Já sabíamos. Obrigado pelos dados. Agora deem-nos condições.”
Já sabíamos que há alunos mais diferentes entre si.
Já sabíamos que há mais necessidades emocionais, mais dificuldades linguísticas, mais pressão sobre resultados, mais turmas difíceis, mais instabilidade familiar, mais problemas de atenção, mais conflitos, mais ansiedade e mais desgaste.
Já sabíamos que se pede à escola que ensine, inclua, compense, acolha, registe, prove, avalie, comunique, resolva, previna, substitua e aguente.
O que falta não é mais um diagnóstico elegante sobre aquilo que os docentes vivem todos os dias.O que falta é tempo, estabilidade e equipas completas.
O que falta é uma máquina administrativa que perceba que uma grelha não substitui uma relação, uma reunião não substitui uma intervenção e um relatório não substitui condições reais de trabalho.
Os docentes não precisam que lhes expliquem que a escola mudou.
Eles sabem.
Sabem-no na sala de aula, no recreio, nos corredores, nas reuniões, nos emails, nos telefonemas, nas turmas onde há alunos que chegam sem língua comum, sem sono, sem apoio, sem rotina, sem estabilidade ou sem esperança.
O erro político e social é transformar este cansaço em incompetência.
Não é. É sobrecarga.
É a tentativa diária de manter uma escola humana a funcionar dentro de um sistema que muitas vezes trata pessoas como indicadores, crianças como estatísticas e professores como executores infinitamente disponíveis.
Por isso, quando saírem os dados, convém não fingir surpresa. A escola portuguesa não precisa apenas de mais diagnósticos.
Eu arrisco e insisto em dizer o óbvio: não se melhora a educação exigindo cada vez mais aos mesmos adultos, com cada vez menos tempo, menos margem e menos condições.
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Jun 15 2026
Não fazer Greve é concordar com as injustiças aos Monodocentes
É concordar que não pode existir uma carreira igual para todos, pois talvez não façamos todos a mesmas tarefas, ainda que adaptadas aos diferentes níveis de ensino. Pior: será que as crianças mais pequenas fazem mais asneiras para serem castigadas com mais 16 dias de escola?

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Jun 15 2026
Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) – FNE
FNE divulga resultados da Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro
A Federação Nacional da Educação (FNE) divulga os resultados da Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), realizada entre 3 e 10 de junho de 2026, que recolheu 168 respostas de profissionais que exercem funções em diversos países e contextos educativos.
Os resultados revelam uma forte preocupação dos docentes relativamente às condições de exercício da profissão, à valorização da carreira e à necessidade de revisão do atual Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE).
Entre os aspetos mais destacados pelos participantes surge a valorização remuneratória, apontada por 89,3% dos respondentes como a principal prioridade para a revisão do regime jurídico. A esmagadora maioria considera que a remuneração atualmente praticada não acompanha o custo de vida dos países onde exerce funções, defendendo igualmente a criação de mecanismos de compensação que atendam às especificidades da mobilidade internacional, designadamente através da atribuição de subsídios de instalação e de regresso.
A consulta evidencia também preocupações significativas relativamente às deslocações exigidas pela atividade docente. Muitos professores percorrem semanalmente centenas de quilómetros entre locais de ensino, considerando insuficientes as compensações e os reembolsos atualmente previstos. O tempo gasto em viagens, os custos associados à mobilidade e as distâncias excessivas constituem os principais constrangimentos identificados.
No domínio das condições de trabalho, mais de sete em cada dez docentes consideram não dispor das condições necessárias para garantir um ensino de qualidade. As exigências administrativas e burocráticas surgem como uma das principais dificuldades apontadas sendo amplamente reconhecido o seu impacto negativo na atividade pedagógica.
Relativamente ao regime de avaliação do desempenho, a maioria dos participantes considera que o modelo atual é pouco adequado ou inadequado às especificidades do EPE e entende que não contribui para a melhoria do desempenho profissional. A eliminação das quotas para atribuição das classificações mais elevadas constitui a alteração mais consensual entre os docentes, acompanhada da exigência de critérios mais transparentes, da simplificação dos procedimentos e do reconhecimento efetivo do trabalho desenvolvido em contextos internacionais.
A consulta permite ainda identificar as principais áreas de formação consideradas prioritárias pelos docentes, com destaque para o Português Língua Estrangeira, as. ferramentas digitais e a Inteligência Artificial, bem como a gestão multicultural da sala de aula.
Para a FNE, os resultados desta consulta constituem um contributo fundamental para a definição das propostas que apresentará no âmbito da revisão do Regime Jurídico do Ensino
Português no Estrangeiro. Os docentes defendem um modelo mais justo, mais valorizador da experiência profissional e mais ajustado às especificidades do ensino da língua e cultura portuguesas junto das comunidades portuguesas e lusodescendentes espalhadas pelo mundo.
No âmbito da reunião negocial do dia 15 de junho de 2026 com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a FNE aproveita a oportunidade para entregar em mão o relatório desta consulta às Secretárias de Estado da Administração Pública e dos Negócios Estrangeiros e
Cooperação, sublinhando a importância de que as preocupações e propostas dos docentes do EPE sejam consideradas no processo de revisão legislativa em curso.
A FNE fará igualmente chegar este relatório ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, reforçando a necessidade de uma abordagem articulada entre as diferentes áreas governativas com responsabilidades na definição das políticas relativas ao Ensino Português no Estrangeiro.
A FNE reafirma o seu compromisso de continuar a defender soluções que reforcem a atratividade do EPE, valorizem os seus profissionais e garantam melhores condições para o desenvolvimento de uma missão educativa essencial para a afirmação da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
Lisboa, 15 de junho de 2026
A Comissão Executiva
Federação Nacional da Educação – FNE
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Jun 14 2026
A arte de copiar nos exames que os professores desconhecem
Nanoauriculares invisíveis escondidos no canal auditivo, óculos inteligentes capazes de receber respostas geradas por Inteligência Artificial em tempo real e outros dispositivos tecnológicos estão a entrar nas salas de aula sem que existam contramedidas específicas para os detetar.
A poucos dias do arranque dos exames nacionais de acesso ao Ensino Superior e época de provas nas universidades e politécnicos, os próprios responsáveis do ensino admitem conhecer o fenómeno. “Não existe formação específica centrada na deteção destes dispositivos”, diz Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas.
Técnicas de espiões usadas para copiar nos exames
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Jun 14 2026
No Luxemburgo os professores ganham mais que os deputados
Há publicações nas redes sociais que parecem exageradas à primeira vista. Esta é uma delas: no Luxemburgo, um professor do ensino primário pode ganhar mais do que um deputado nacional. Quando um amigo partilhou esta informação no Facebook, a publicação rapidamente acumulou milhares de gostos e comentários. A reação foi previsível: surpresa, incredulidade e, para muitos professores portugueses, uma certa inveja. Mas será verdade?
A resposta curta é sim. E mais do que uma curiosidade estatística, trata-se de um reflexo da forma como o Luxemburgo encara a educação e o papel dos professores na sociedade. Há vários anos que o país lidera os rankings internacionais de remuneração docente. Segundo os mais recentes relatórios da OCDE e da rede europeia Eurydice, os professores luxemburgueses estão entre os mais bem pagos do mundo. Os dados mostram que um docente do ensino primário pode iniciar a carreira com salários muito acima da média europeia e atingir, no topo da progressão, remunerações superiores a 150 mil euros brutos anuais. Traduzido para valores mensais, isso significa que muitos professores experientes recebem entre 8 mil e 13 mil euros brutos por mês.
Perante estes números, a comparação com os deputados deixa de parecer absurda. Os membros da Câmara dos Deputados do Luxemburgo recebem uma indemnização parlamentar mensal acrescida de alguns complementos relacionados com o exercício do mandato. Embora os valores possam variar consoante as funções desempenhadas, as estimativas publicamente disponíveis apontam para remunerações globais que rondam os 7 mil a 9 mil euros mensais. Assim, um professor no topo da carreira pode efetivamente ganhar mais do que um deputado nacional.
O mais interessante nesta história não é a comparação em si, mas aquilo que ela revela sobre as prioridades do país. O Luxemburgo não chegou a esta situação por acaso. Ao longo de décadas, foi construindo uma política de valorização da carreira docente, encarando a educação como um investimento estratégico e não como uma despesa. A lógica é simples: se a qualidade do ensino é fundamental para o futuro do país, então os profissionais responsáveis por essa missão devem ser recrutados entre os melhores e remunerados de forma compatível com a importância das suas funções.
Num país pequeno, mas com uma das economias mais fortes da Europa, a educação é vista como um dos pilares do desenvolvimento. Por isso, pagar bem aos professores não é considerado um luxo nem um privilégio, mas uma escolha racional. O resultado está à vista: uma profissão prestigiada, elevada capacidade de atração de talento e uma escola pública que continua a ser uma prioridade nacional.
É inevitável fazer a comparação com Portugal. Enquanto no Luxemburgo os professores estão entre os profissionais mais valorizados do setor público, em Portugal a profissão enfrenta dificuldades crescentes de recrutamento, falta de candidatos em várias disciplinas, envelhecimento da classe docente e uma perda gradual de atratividade. Muitos dos que entram na profissão fazem-no com a consciência de que terão de esperar anos para alcançar uma remuneração condizente com as exigências da carreira.
Quando um professor português descobre que um colega luxemburguês pode ganhar mais do que um deputado do seu país, talvez a questão não seja perceber porque é que os professores do Luxemburgo ganham tanto. Talvez a verdadeira pergunta seja porque continuamos a considerar normal que os nossos ganhem tão pouco. E depois ainda nos admiramos que tantos professores portugueses façam as malas e procurem no estrangeiro o reconhecimento profissional e financeiro que não encontram em casa.
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Jun 13 2026
Calendário do Concurso Atualizado
Este calendário já tem as datas da Mobilidade por Doença e da Mobilidade Estatutária.
Lembro todos os docentes colocados no Concurso Interno que devem aceitar a colocação obtida nesse concurso até às 23:59 do dia 15 de junho, na plataforma SIGRHE.
Para o concurso da Mobilidade Interna ter lufar no dia 6 de julho não deve demorar muito a ICL 1, apesar de o prazo das matrículas ainda nem terem começado para a generalidade dos anos de escolaridade.

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Jun 13 2026
Opinião – Grupo de Professores do 110 (1.º ciclo)
Dezasseis Dias que Dizem Tudo: Por uma Escola Justa e por Docentes com Dignidade
Sobre a greve nacional de 15 de junho de 2026
Há injustiças que se medem em dias. Esta mede-se em dezasseis.
Enquanto os docentes do 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário encerram a sua atividade letiva a 12 de junho, os professores do 1.º ciclo e os educadores de infância são obrigados a permanecer em funções até 30 de junho. dezasseis dias de diferença no papel. Dezasseis dias a mais do que qualquer fundamento pedagógico justificaria, se contarmos o período anterior em que o currículo já foi dado por concluído. Dezasseis dias que, na sua aparente banalidade administrativa, revelam uma conceção profundamente regressiva do que é a escola, do que é a docência e do que é o Estado enquanto garante de direitos.
A greve convocada pela FENPROF para 15 de junho de 2026 não é um gesto impulsivo. É uma resposta fundamentada, madura e necessária a uma política de calendário escolar que instrumentaliza os profissionais da educação e as crianças mais novas como solução de recurso para um problema que o Estado não quis resolver de outro modo: a ausência de respostas públicas de qualidade para a ocupação e o desenvolvimento das crianças fora do tempo letivo formal.
I. A Escola como Serviço de Guarda: Uma Violência Silenciosa
Quando se prolonga o calendário letivo do 1.º ciclo e da educação pré-escolar além do ponto em que qualquer objetivo de aprendizagem pode ser cumprido com dignidade, o que se está a fazer, na prática, é transformar a escola numa estrutura de acolhimento. Uma guarda. Um depósito organizado de crianças enquanto os pais trabalham e enquanto o Estado não oferece alternativas.
Esta transformação não é inocente. Ela tem um nome técnico na teoria das políticas públicas: é uma externalidade socializada, ou seja, um custo — neste caso, a ausência de políticas de conciliação família-trabalho e de estruturas extraescolares de qualidade — que é transferido para outros. Para quem? Para as professoras do 1.º ciclo. Para os educadores de infância. Para os profissionais que, já exaustos de um ano letivo de enorme intensidade emocional e pedagógica, são mantidos em funções não porque as crianças estejam a aprender mais, mas porque alguém tem de ficar com elas.
Importa dizer isto com clareza, sem eufemismos: usar o calendário escolar como política de conciliação familiar é uma forma de exploração laboral disfarçada de interesse público. E é, simultaneamente, uma forma de infantilização profissional: a mensagem implícita é que os professores do 1.º ciclo não fazem um trabalho suficientemente sério para merecer as mesmas condições que os seus colegas dos outros ciclos.
II. O Que Dizem a Pedagogia e a Ciência do Desenvolvimento
A investigação sobre desenvolvimento infantil é, neste ponto, inequívoca: as crianças nos primeiros anos de vida — e em particular na faixa etária do pré-escolar e do 1.º ciclo — necessitam de ritmos, de previsibilidade e de períodos de descompressão. A fadiga de fim de ano letivo não é uma metáfora: é um fenómeno documentado, que afeta tanto os alunos como os docentes, e que compromete a eficácia de qualquer intervenção pedagógica que se pretenda realizar após o núcleo essencial do programa ter sido trabalhado.
Prolongar a presença das crianças na escola para além desse ponto não as enriquece. Não as desenvolve. Cria, isso sim, as condições para experiências de aprendizagem forçadas, para uma relação ansiosa com o espaço escolar, e para o desgaste dos vínculos afetivos que constituem a base de toda a aprendizagem significativa. Um professor ou educador que permanece em funções por obrigação burocrática — e não por convicção pedagógica — não consegue, nem deve tentar, fingir que existe um projeto educativo genuíno a sustentar aquela presença.
A pedagogia progressista — de Freire a Dewey, de Vigotsky à tradição do movimento da escola moderna portuguesa — parte de um princípio fundamental: a educação só é transformadora quando é intencional, contextualizada e emocionalmente investida. Um calendário que ignore estas condições não é apenas injusto para os docentes. É pedagogicamente irresponsável para com as crianças.
III. Os Docentes do 1.º Ciclo: Um Perfil de Desgaste Sistemático
É necessário falar do que não se vê nas estatísticas, mas que qualquer professor do 1.º ciclo ou educador de infância reconhece no seu corpo e na sua mente ao chegar ao fim do ano letivo.
Estes profissionais trabalham, na maioria dos casos, em regime de monodocência ou quase-monodocência. Isto significa que são, durante horas consecutivas, a única figura adulta de referência para grupos de vinte a vinte e cinco crianças entre os três e os dez anos. São professores e são educadores. São mediadores de conflitos e são enfermeiros improvisados. São conselheiros de famílias em crise e são os primeiros a detectar sinais de negligência, de abuso ou de perturbação do desenvolvimento. A intensidade emocional e relacional desta função não tem equivalente em nenhum outro nível de ensino — o que não significa que outros ciclos sejam menos exigentes, mas que a exigência aqui tem uma natureza específica, cumulativa e que raramente é reconhecida nas políticas de saúde ocupacional ou nas carreiras docentes.
Chegar a junho com este perfil de desgaste e ser obrigado a permanecer em funções por razões que nada têm a ver com objetivos educativos é uma violação dos direitos laborais. É também uma mensagem institucional profundamente desmobilizadora: o Estado diz, pelos seus atos, que o bem-estar destes profissionais é secundário em relação à sua utilidade como recurso logístico.
A FENPROF não reivindica privilégios. Reivindica equidade. Reivindica que os docentes do 1.º ciclo sejam tratados com a mesma consideração que os seus colegas. Reivindica que o Estado pare de fingir que a extensão do calendário serve as crianças quando serve, antes de tudo, os constrangimentos de uma política laboral que nunca teve coragem de se reformar a si própria.
IV. O Direito das Famílias: Uma Aliança Necessária
Esta greve não é contra as famílias. É, em sentido profundo, ao lado delas.
Há uma narrativa conveniente — e frequentemente promovida por quem quer esvaziar a legitimidade dos docentes — que apresenta cada greve de professores como um ataque às famílias trabalhadoras, que ficam sem saber onde deixar os filhos. Esta narrativa é desonesta porque identifica o sintoma — a dificuldade de conciliação — sem nunca questionar a causa: a ausência crónica de políticas públicas que permitam às famílias gerir o tempo com os seus filhos sem dependerem exclusivamente da escola como infraestrutura de acolhimento.
O direito das famílias ao tempo em família não é uma concessão. É um direito fundamental, reconhecido em instrumentos internacionais de direitos humanos e em toda a tradição do pensamento social-democrata e de esquerda. Uma sociedade que só consegue garantir que os pais trabalhem porque as crianças estão retidas na escola é uma sociedade que falhou nas suas responsabilidades mais básicas de organização coletiva.
As famílias que dependem da escola para gerir o seu dia não são cúmplices da injustiça — são vítimas da mesma falha estrutural que vitimiza os docentes. A resposta a essa falha não pode ser manter os professores em funções contra a sua dignidade profissional. Tem de ser a construção urgente de alternativas: centros de atividades de tempos livres com financiamento público robusto, programas municipais de verão com qualidade pedagógica e cultural, políticas de flexibilidade laboral que permitam aos pais acompanhar os filhos nas transições do ano escolar.
Apoiar esta greve é também exigir essas alternativas. É recusar que a escola carregue, sozinha e em silêncio, o peso de uma sociedade que não investiu nos seus próprios alicerces de coesão.
V. O Vazio das Políticas Públicas Extraescolares
Há uma pergunta que esta greve obriga a fazer, e que raramente é feita com a seriedade que merece: o que fazemos, como sociedade, com as crianças fora do tempo escolar?
A resposta honesta é: muito pouco, e com graves desigualdades.
As crianças de famílias com recursos têm acesso a atividades extracurriculares, a campos de férias, a experiências culturais e desportivas, a tempo livre estruturado e enriquecedor. As crianças de famílias sem recursos ficam, muitas vezes, entregues a si próprias ou a ecrãs, em contextos domésticos marcados pela precaridade e pela exaustão dos adultos que as rodeiam. Esta desigualdade não começa na escola — mas a escola, quando é usada como substituto de tudo o resto, torna-se cúmplice da sua perpetuação.
Uma política pública séria de desenvolvimento infantil não se esgota no calendário escolar. Exige investimento em bibliotecas públicas com programação para crianças, em centros comunitários com animação sociocultural, em parcerias entre autarquias e coletividades para criar oferta diversificada e acessível durante os meses de verão. Exige, acima de tudo, a coragem política de reconhecer que o desenvolvimento das crianças é uma responsabilidade coletiva — e não um problema que se resolve mantendo as escolas abertas até meados de junho.
Enquanto esse investimento não acontece, são os professores e educadores que pagam o preço. E são as crianças — especialmente as mais vulneráveis — que continuam a crescer num sistema que as trata como variáveis de ajustamento e não como sujeitos de direitos.
VI. Por um Calendário Equitativo: A Reivindicação Concreta
A exigência da FENPROF é clara e justa: calendários letivos equitativos entre todos os ciclos de ensino. Não é uma exigência radical. É uma exigência de coerência e de respeito.
Não existe nenhuma razão pedagógica para que o ano letivo do 1.º ciclo e Pré Escolar termine 16 dias depois do que os outros. Não existe nenhuma fundamentação curricular para essa diferença. Existe apenas uma lógica de gestão administrativa que sacrifica os profissionais de dois ciclos — precisamente aqueles que trabalham com as crianças mais pequenas e mais vulneráveis — em nome de uma conveniência que o Estado nunca quis corrigir.
Um sistema educativo que se diz comprometido com a equidade não pode tratar os seus profissionais de forma desigual sem justificação. Um governo que afirma valorizar os professores não pode ignorar, ano após ano, esta assimetria flagrante. E uma sociedade que se diz progressista não pode continuar a aceitar que os direitos laborais dos docentes sejam sistematicamente postergados em nome de uma urgência que é, na sua raiz, uma falha de planeamento e de vontade política.
Conclusão: Uma Greve por um Projeto de Escola
No dia 15 de junho de 2026, os professores do 1.º ciclo e os educadores de infância que aderirem à greve não estarão apenas a defender o seu direito a terminar o ano nas mesmas condições que os seus colegas. Estarão a fazer uma afirmação política mais ampla e mais necessária: a de que a educação não pode ser tratada como logística, que os docentes não são recursos infinitamente disponíveis, e que as crianças merecem políticas públicas à altura da sua importância.
Esta é uma greve por dignidade profissional. Mas é também uma greve por um modelo diferente de pensar a escola, a infância e a responsabilidade coletiva. É uma greve que convida as famílias a perguntar o que os impede de ter tempo com os seus filhos. Que convida a sociedade a questionar o que oferece às crianças para além das paredes da sala de aula. Que desafia o Estado a fazer o que sempre adiou: investir, de forma séria e sustentada, em políticas que sirvam as crianças e respeitem quem as educa.
Dezasseis dias podem parecer pouco. Mas dezasseis dias são, neste caso, a medida exata de uma injustiça que dura há demasiado tempo.
É hora de a corrigir!
Em solidariedade com todas as professoras e professores do 1.º ciclo e educadoras e educadores de infância. Pela escola pública, justa e com dignidade para quem nela trabalha e quem nela aprende.
Subscritores:
Gonçalo Gonçalves
Marla Matias
Sandra Baraças
Patricia Marques
Ana Catarina Breda
Bruno Ribeiro
Ana Paula Moreira
Lília Barros
Sofia Batista
Cristina Correia
Maria Manuela Conde
Ana Cristina Oliveira
Carla Oliveira
Susana Matos
Daniela Marques
Marina Nunes
Ana Catarina Coelho
Liliana Albuquerque
Ana Luísa Pereira
Inês Fernandes Sa
Susana Santiago
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Jun 13 2026
Que Simpatia…
O que acho mesmo é que esta decisão serve para dar resposta à proteção de dados dos docentes.
Mobilidade por doença 2026/2027 – Validação
Caro/a Diretor/a,
A AGSE informa que, atenta a fase particularmente exigente do ano escolar em curso e com o objetivo de contribuir para a redução da carga administrativa associada aos procedimentos de Mobilidade por Doença, a validação dos pedidos submetidos para o ano escolar de 2026/2027 será assegurada pelos serviços da AGSE, tendo por base a informação constante dos sistemas de informação do MECI.
Esta medida visa simplificar o procedimento e minimizar os encargos burocráticos das escolas neste período de elevada exigência organizacional.
A AGSE publicou um conjunto de FAQ’s para apoio aos docentes, que podem ser consultadas aqui.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente do Conselho Diretivo
Raúl Capaz Coelho
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Jun 13 2026
Crónica de uma professora com outro emprego à espera – João André Costa
Às cinco e meia da tarde olho para o relógio da sala de professores como quem consulta o pulso de um doente grave.
Ainda bate.
Eu também.
Mal. E não sei por quanto tempo.
Os miúdos já se foram embora, os corredores da escola esvaziaram-se daquele barulho de enxame, mas eu continuo aqui, a corrigir fichas, a responder a e-mails de pais indignados porque o filho teve dezasseis em vez de dezassete, a preencher grelhas para ninguém, sem esquecer os mil e um relatórios destinados a armários onde os papéis morrem empilhados uns sobre os outros.
Se não sair agora não chego ao infantário antes de fecharem. O mais velho já vai sozinho para a escola. Foi uma conquista. Uma liberdade de quinze minutos por dia, talvez vinte se o trânsito colaborar.
Crescem os filhos e nós celebramos estas pequenas independências como náufragos diante de uma tábua a boiar no mar.
Corro para o carro. A cidade inteira parece ter decidido sair à mesma hora.
Os semáforos sucedem-se como funcionários públicos da eternidade.
Vermelho.
Vermelho.
Vermelho outra vez.
Chego ao infantário quase a pedir desculpa por existir. O mais novo espera-me sentado numa cadeira minúscula, a olhar para mim com esta expressão de órfão abandonado numa ilha deserta durante quinze anos ou mais.
Mais.
Ui, quinze anos…
Muito mais!
“Mãe, foste a última.” Claro que fui… sou sempre a última. A última a sair da escola. A última a chegar. A última a sentar-me. A última a dormir. A primeira a acordar.
Depois começam as compras. Cinco supermercados. Cinco. A carne é mais barata num. Os cereais noutro. A fruta no terceiro. Os legumes no quarto. E quando entro no quinto supermercado já não sei quem sou.
Empurro o carrinho pelos corredores alumiados como uma sonâmbula. Tenho uma lista no telemóvel, outra na cabeça e uma terceira escrita numa folha amarrotada dentro da carteira.
Cruzo-me com pessoas a passear entre as prateleiras como se estivessem num jardim botânico.
Eu não passeio.
Eu desempenho operações militares. Calculo trajectórias. Optimizo percursos. Comparo preços por quilo. Estudo promoções. Avalio datas de validade. Napoleão vergou a Europa sem se dar a tanto trabalho.
Tinha quem fizesse as compras por ele!
Entretanto, perdi o mais novo.
Não perdi nada, está no corredor dos brinquedos!
Quando finalmente chego à caixa recebo a mensagem do meu marido. “A espuma de barbear.” Fico imóvel. A espuma de barbear. Claro! A espuma de barbear. A peça em falta no puzzle da civilização ocidental.
Volto para trás. Corredor sete. Prateleira três. Espuma de barbear. Missão cumprida.
Regresso a casa às sete e qualquer coisa. Despejo sacos. Despejo o mais novo. Despejo a mim própria. Os dois filhos entram no quarto e, poucos minutos depois, o silêncio instala-se, aquele silêncio moderno dos ecrãs acesos.
Sentados lado a lado, telemóvel na mão, parecem dois astronautas ligados a um outro planeta, a um outro sistema solar, muito, muito longe, numa galáxia muito, muito distante.
Enquanto isso a sopa ao lume. Os bifes ao lume. O arroz ao lume. As compras por arrumar. A máquina por encher de roupa. O aspirador por aspirar.
Passo pela sala, pela cozinha, pelos quartos. Levanto sofás. Arrasto camas. Desvio armários. Não sei de onde vem a força. Talvez da mesma reserva secreta onde as mães guardam os dias. Aspiro migalhas, pó, cabelos, fragmentos invisíveis da existência doméstica.
Entretanto, corro para a casa de banho. Lavatório. Espelho. Sanita. Tudo a brilhar. A roupa do meu marido espera-me na tábua de engomar como um desafio pessoal. Camisas. Mais camisas. Sempre camisas. Passo-as a ferro enquanto vigio o arroz. O vapor sobe. O relógio avança. A máquina termina. Penduro roupa. Ponho a mesa. Verifico a sopa. Volto ao arroz. Regresso à roupa. Uma espécie de dança macabra entre divisões da casa.
Às oito menos cinco tudo parece finalmente pronto. A comida quente. A mesa posta. Os pratos alinhados. As crianças convocadas. Escuto então a chave no trinco. O som. Aquele som. Como o disparo de uma corrida. O meu marido entra.
Nem um beijo.
Nem um afago.
Nem uma palavra.
Magnânimo.
Imperial.
Napoleão!
Senta-se. Os meus filhos sentam-se. Eu sento-me por fim. Talvez pela primeira vez desde manhã. Olho para a sopa. Olho para os bifes. Olho para o arroz. Olho para as minhas mãos. As mesmas mãos depois de horas a carregar, limpar, escrever, cozinhar, conduzir, arrumar, ensinar, comprar e engomar. Estas mãos já nem parecem minhas.
O meu marido prova o arroz. Franze ligeiramente a testa. E diz: “Esqueceste-te de pôr manteiga.” Ninguém responde. Nem os miúdos. Nem a televisão. Nem os talheres. Eu também não. Porque naquele instante percebo como não é a manteiga em falta no arroz.
Quem está em falta sou eu.
Há muito tempo.
Desde sempre?
Já não sei quando.
Nem porquê.
Talvez por amor.
De certeza por amor.
Porque, de resto, não vejo outra razão.
Amanhã é outro dia. Tenho de ir preparar aulas.
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Jun 12 2026
Novas FAQ para a Modalidade por Doença
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Jun 12 2026
COMUNICADO do Movimento PEV
O Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização saúda a aprovação, pela Assembleia da República, do Projeto de Lei n.º 285/XVII/1.ª, um projeto de lei concebido e promovido pelos próprios professores para corrigir as ultrapassagens na carreira docente.
O diploma foi aprovado em Plenário, com votos contra do PSD e abstenções do CDS-PP e da Iniciativa Liberal.
Esta aprovação representa um momento histórico para milhares de docentes e demonstra que a perseverança, a união e a determinação podem transformar uma injustiça antiga numa solução concreta.
Durante anos, a existência deste problema foi reconhecida por professores, partidos políticos e pela própria Assembleia da República, sem que tivesse sido encontrada uma solução efetiva. Perante essa realidade, os professores decidiram organizar-se, mobilizar-se e construir eles próprios uma proposta legislativa capaz de repor a justiça na carreira docente.
Hoje ficou provado que vale a pena lutar. Vale a pena acreditar, mesmo quando muitos dizem que não é possível. Vale a pena persistir, mesmo quando o caminho parece longo e difícil.
Esta conquista pertence a todos os professores que acreditaram nesta causa, que divulgaram, mobilizaram colegas, recolheram contributos e recusaram aceitar a injustiça como inevitável.
Mais do que uma vitória legislativa, este é um exemplo de cidadania ativa, participação democrática e persistência coletiva. Um exemplo de que nenhuma causa justa está perdida enquanto existirem pessoas dispostas a defendê-la.
Porque dos fracos não reza a História.
José Pereira da Silva
Porta-voz do Movimento PEV
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Jun 12 2026
Reposicionamento Justo na Carreira Docente APROVADO
A Iniciativa Legislativa de Cidadãos que estabelece o “Reposicionamento Justo na Carreira Docente e Garantia de Princípios Constitucionais e Europeus de Igualdade Profissional” foi aprovada na Assembleia da República, com os votos contra do PSD, a abstenção do CDS e da IL e o voto favorável dos restantes partidos. Seguirá agora para discussão na especialidade na respectiva comissão parlamentar.
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Jun 12 2026
Greve de 15 de Junho: uma luta por justiça para os monodocentes
No próximo dia 15 de junho, educadores de infância e professores do 1.º Ciclo voltam a estar no centro da contestação. A greve convocada por organizações sindicais não surge de forma isolada nem resulta de reivindicações recentes. Pelo contrário, recupera problemas que há mais de uma década são denunciados por docentes, movimentos de monodocência, sindicatos e por diversos autores que têm acompanhado a realidade educativa portuguesa.
Uma das principais reivindicações prende-se com a carga letiva dos educadores de infância e dos professores do 1.º Ciclo.
Enquanto os docentes dos restantes ciclos beneficiam de horários letivos inferiores e de reduções ao longo da carreira, os profissionais da monodocência mantêm, regra geral, 25 horas letivas semanais, correspondentes a cinco horas diárias de contacto direto com os alunos.
Quando comparados com os docentes dos restantes níveis de ensino, cuja componente letiva corresponde aproximadamente a 1100 minutos semanais (cerca de 18 horas e 20 minutos), verifica-se uma diferença superior a seis horas e meia de trabalho letivo por semana.
Esta realidade traduz-se numa situação de desigualdade que se prolonga durante décadas e que se agrava com o envelhecimento da classe docente.
A monodocência possui características muito específicas.
O educador ou professor acompanha o mesmo grupo de crianças durante praticamente todo o dia, assumindo simultaneamente funções pedagógicas, de supervisão, de gestão de conflitos, de apoio emocional e de articulação com as famílias.
Ao contrário do que acontece noutros níveis de ensino, não existe uma alternância frequente de turmas ou disciplinas que permita momentos de recuperação física e psicológica.
A exigência permanente de atenção, acompanhamento e responsabilidade torna esta modalidade de trabalho particularmente desgastante.
Não é por acaso que, há vários anos, os sindicatos defendem a criação de mecanismos específicos de compensação pelo desgaste profissional associado à monodocência.
A atividade destes profissionais não termina quando termina a aula.
À carga letiva acrescem reuniões, avaliação, elaboração de relatórios, contactos com encarregados de educação, articulação com equipas multidisciplinares, educação especial, serviços de apoio, atividades de enriquecimento curricular e uma crescente carga burocrática.
Ao longo dos anos, muitas das tarefas administrativas foram sendo transferidas para as escolas sem que isso tivesse correspondência na redução do trabalho docente.
O resultado é conhecido: jornadas de trabalho que frequentemente ultrapassam o horário formalmente estabelecido.
Outra reivindicação histórica prende-se com a aplicação efetiva das reduções da componente letiva previstas no Estatuto da Carreira Docente.
Os docentes dos restantes ciclos beneficiam dessas reduções ao longo da carreira. Já os educadores de infância e os professores do 1.º Ciclo continuam a enfrentar obstáculos que, na prática, limitam ou inviabilizam o acesso a condições equivalentes.
A consequência é simples: muitos profissionais chegam aos 50 e 60 anos mantendo uma carga letiva praticamente idêntica à que tinham no início da carreira.
A greve de 15 de junho não representa apenas uma contestação às condições atuais de trabalho. Representa também a continuidade de uma luta antiga por equidade profissional.
As reivindicações mantêm-se praticamente inalteradas:
- redução da componente letiva;
- aplicação plena das reduções previstas no Estatuto da Carreira Docente;
- reconhecimento do desgaste específico da monodocência;
- diminuição da sobrecarga burocrática;
- valorização profissional dos educadores e professores do 1.º Ciclo;
- harmonização de condições de trabalho com os restantes níveis de ensino.
Mais de uma década depois de estas questões terem sido amplamente debatidas, continua por resolver um problema que afeta milhares de profissionais e que tem impacto direto na qualidade da escola pública.
A greve de 15 de junho é, por isso, mais do que uma paralisação. É um sinal de que a reivindicação por justiça, equidade e reconhecimento permanece tão atual hoje como era há dez anos.
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Jun 11 2026
Falamos, falamos, falamos, mas ninguém nos ouve…
Quem trabalha na Escola Pública conhece muito bem as enfermidades de que a mesma padece, uma vez que se confronta com elas praticamente todos os dias…
Quem aí trabalha, também sente, frequentemente, na medida das suas atribuições e competências, que dá a cara pela Escola Pública, de certa forma, respondendo por ela, às vezes, até, podendo pôr em causa a sua própria reputação…
Na realidade, empenha-se em defendê-la e em dar o seu melhor contributo para a manutenção de uma Escola Pública de qualidade que, em simultâneo, consiga responder às muitas solicitações que lhe são endereçadas…
Os profissionais de Educação também são aquelas pessoas que, no exercício das suas funções docentes ou não docentes, se vêm obrigadas a pôr em prática as medidas da política educativa que vão sendo emanadas por sucessivos Ministérios da Educação, mesmo que não concordem com as mesmas…
Os Governos vão passando, os Ministros da Educação sucedem-se, mas quem vai ficando, quase sempre, são os profissionais de Educação…
Mas os profissionais de Educação têm estado, na verdade, sozinhos nas suas demandas, ninguém ou muito poucos os ouvem ou os levam em consideração…
Em particular, não são ouvidos por aqueles que deveriam ser os primeiros a ouvi-los e que, já agora, por “coincidência”, são exactamente os que tutelam o seu exercício profissional… Na verdade, ninguém ou muito poucos com responsabilidades ao nível da Tutela os ouve ou leva em consideração…
E a maior prova do anterior é que, ao longo dos últimos anos, nada mudou para melhor na Escola Pública… Não se resolveram problemas de fundo, mas paradoxalmente criaram-se outros problemas… A Escola Pública esmorece cada vez mais, ora lesada por políticas educativas profundamente erradas, ora tomada por interesses iminentemente sombrios, quase sempre, com o conhecimento da própria Tutela…
Todos os problemas que afectam os próprios alunos e os profissionais de Educação no seu dia-a-dia continuam por resolver, desde a indisciplina até à burocracia, passando pela falta de professores e de condições físicas de muitas escolas ou pelo sucesso escolar ilusório e fabricado…
Confesso que estou cansada de elencar problemas e que também já não acredito em soluções… Soluções que nunca chegam da parte de quem tem responsabilidades tutelares ao nível da Escola Pública… Sob esse ponto de vista, o actual Governo tem vindo a revelar-se como uma monumental decepção…
Os sucessivos Governos e Ministros da Educação não têm dado tréguas aos profissionais de Educação, nem à própria Escola Pública…
Chegámos a um ponto em que a Escola Pública definha notoriamente e em que os profissionais de Educação expressam desilusão, desencanto, desesperança e, sobretudo, um “supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo cansaço”… (Alusão a Álvaro de Campos)…
A apenas quinze dias do final de mais um Ano Lectivo, alguma coisa mudou para melhor, no quotidiano das escolas? Não creio que tenha havido alguma alteração com resultados positivos, ao longo deste ano quase a concluir-se… Se houve, alguém, por favor, que o indique…
Até agora, houve alguma revogação dos principais normativos legais, que praticamente todos os profissionais de Educação desejariam ver anulados? Que se saiba, nenhuma…
Portanto, continuamos como estivemos ao longo dos últimos anos: enredados em insanidades várias, participantes em círculos viciosos, quase sempre dominados pela máxima “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, mas no pior dos sentidos…
A verdade é esta:
– Falamos, falamos, falamos, mas ninguém nos ouve…
O actual Ministro da Educação, muito prolixo no envio de cartas aos profissionais que tutela, já demonstrou pela sua acção governativa que não existe correspondência entre essa aparente cordialidade e a capacidade de ouvir e de tomar em consideração quem dá a cara pela Escola Pública todos os dias…
Estaremos, muito provavelmente, perante uma estratégica de “marketing político”, que de nada tem servido à resolução dos muitos problemas existentes na Escola Pública… Escrever frequentemente aos profissionais de Educação até pode ser visto como uma forma de cortesia, mas, por si mesmo, não resolve qualquer problema de fundo…
Por outro lado, a presença assídua do Ministro em conferências, seminários, colóquios, palestras ou outros eventos semelhantes sobre Educação, em que alguns só afirmam aquilo que sabem que os outros querem ouvir, não conta como ouvir e tomar em consideração quem efectivamente está no terreno…
Porventura, as vozes dos que estão no terreno serão demasiado incómodas e inconvenientes para serem ouvidas e levadas em consideração…
Quantas palavras já foram escritas e faladas, por tantas pessoas, ao longo dos últimos anos, sobre os males que afectam a Escola Pública? Quantos alertas já foram emitidos, por muitas pessoas genuinamente preocupadas com a sobrevivência da Escola Pública e com a defesa dos seus Princípios?
Muitíssimas, muitíssimos… Muitíssimas, muitíssimos, mas sem qualquer efeito prático…
Tudo cai em “saco roto”, os destinatários dessas mensagens parecem não lhes dar qualquer importância, talvez mais interessados em acreditar em certos “séquitos de aduladores”, que não têm a coragem, nem a frontalidade, de afirmar que “o rei vai nu”, muito menos de denunciar ou de censurar a sua “nudez”…
Em troca de um “prato de lentilhas”, haverá sempre quem esteja disposto a abdicar da própria dignidade e do pensamento crítico, se necessário for, mostrando todo o esplendor da sua indecorosa conivência…
Mas enquanto não forem ouvidos e levados em consideração os contributos dos que efectivamente estão no terreno e que trabalham todos os dias directamente com alunos, continuaremos a ter uma Escola Pública de “faz de conta”, que omite e dissimula a realidade e que, justamente por isso, estará, muito provavelmente, a caminho do precipício…
Algumas palavras para o número de alunos sem aulas durante o presente Ano Lectivo, quase a terminar:
– Quando o Ministro que tutela a Escola Pública desconhece, ou se conhece não divulga, o número de alunos sem aulas durante um Ano Lectivo, algo de muito estranho se passará…
– Que justificação poderá existir para tal facto, deveras inusitado?
Há silêncios que ultrapassam todos os limites do razoável e do aceitável, tornando-se, por isso, insustentáveis… Este é um deles…
O que é posto verdadeiramente em causa por esta omissão, independentemente do que venha a ser apresentado para a justificar, acaba por ser a credibilidade do próprio MECI, minando-se, por aí, qualquer confiança que pudesse estar consignada à Tutela da Escola Pública…
Em resumo, muita efabulação em torno da Escola Pública, como nos Contos de Fadas, mas sem um final feliz… Ao longo dos últimos anos, quantas vezes já vimos “este filme”? Muitas vezes, demasiadas vezes…
Os profissionais de Educação continuarão dispostos a contentar-se, mais uma vez, com as “migalhas” que o Governo lhes queira dar?
Os profissionais de Educação continuarão dispostos a aceitar todos os malabarismos patentes nas ilusões de mudança, de que é exemplo paradigmático a alegada reforma administrativa do MECI, muitas vezes, ilustradas pela expressão “algo deve mudar para que tudo fique na mesma”?
Vá lá saber-se porquê, lembrei-me disto: “O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias”…
As palavras anteriores que, de resto, subscrevo, são da autoria de José Saramago, aquele escritor português agraciado com o Prémio Nobel da Literatura, mas que o actual Ministério da Educação pretenderá ignorar, ao que tudo indica, tencionando que o respectivo estudo deixe de ser obrigatório nas escolas portuguesas…
Se tal pretensão for consumada, estaremos perante um vil atentado à Literatura Portuguesa, absolutamente incompreensível e inaceitável, a contribuir, ainda mais, para a ignorância que já grassa na Escola Pública…
Mais uma vez, nada muda para melhor, mas medidas absurdas, típicas de quem manifesta um confrangedor preconceito ideológico, parece que estarão sempre prontas a poderem ser impostas… Vindo de um Ministro da Educação torna-se, ainda, mais grave e mais despropositado…
Claro está que este será mais um texto, a juntar a tantos outros, que não passará de uma evidência de que falamos, falamos, falamos, mas ninguém nos ouve ou leva em consideração…
Paula Dias
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Jun 11 2026
AMANHÃ A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA VOTA PROJETO DE LEI DA ILC DOS PROFESSORES SOBRE AS ULTRAPASSAGENS NA CARREIRA DOCENTE
Amanhã, a Assembleia da República irá discutir e votar o Projeto de Lei n.º 285/XVII/1.ª, resultante da Iniciativa Legislativa de Cidadãos promovida por professores e subscrita por mais de 24.000 cidadãos, com o objetivo de corrigir as situações de ultrapassagem na carreira docente.
Esta iniciativa surge após vários anos de reivindicações por parte dos docentes, incluindo petições, debates parlamentares e recomendações aprovadas na Assembleia da República, que reconheceram a existência do problema e a necessidade da sua resolução.
A proposta agora em votação representa o culminar de um processo de participação cívica direta dos professores, que decidiram organizar-se e avançar com uma solução legislativa para uma situação que afeta milhares de docentes em todo o país.
Para acompanhar este momento, professores de diferentes regiões deslocar-se-ão a Lisboa durante a madrugada, de forma a estarem presentes na Assembleia da República no dia da votação, demonstrando a importância que este processo assume para a classe docente.
Do Norte, está previsto um grupo de docentes partir do Terminal Intermodal de Campanhã, no Porto, às 05h00 da manhã, rumo a Lisboa.
A votação deste projeto de lei é aguardada com grande expectativa pelos professores subscritores da iniciativa, que esperam ver finalmente resolvida uma situação que se prolonga há cerca de oito anos.
José Pereira da Silva
Porta-voz do Movimento PEV
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Jun 11 2026
Sindicato quer discutir aplicação do direito de redução da componente letiva para professores
O SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores anunciou hoje ter pedido ao Ministro da Educação negociações para discutir a aplicação do direito de redução da componente letiva, considerando que há “deturpação das regras”.
Sindicato quer discutir aplicação do direito de redução da componente letiva para professores
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Jun 11 2026
Reserva de Recrutamento 63 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 25 – 2025/2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 12 de junho, até às 23:59 horas de segunda-feira, dia 15 de junho de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Listas – Reserva de Recrutamento n.º 63
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Jun 10 2026
Confirmado o Pedido de Mobilidade Estatutária Até ao dia 11 de Junho
As entidades proponentes receberam por e-mail a sua dotação de vagas, assim como o e-mail a orientar os prazos e as condições desta Mobilidade Estatutária.
Caro/a Presidente / Diretor/a / Responsável,
A AGSE informa que o processo de Mobilidade Estatutária para o ano escolar 2026/2027, nos termos dos artigos 67.º e 68.º do ECD, está disponível, no SIGRHE, para as entidades proponentes.
O contingente aprovado para a entidade que dirige é: Art.º 68.º, al. b) – (VAGAS)
Qual o prazo?
O período de submissão das propostas decorrerá até dia 11 de junho de 2026 (23H59, de Portugal continental).
Após submissão, deverão os docentes proceder à aceitação das propostas na aplicação SIGRHE, até dia 15 de junho (23H59, de Portugal continental).
De realçar que a mobilidade tem natureza excecional e transitória e só será autorizada mediante: · Existência de contingente aprovado;
· Apresentação clara e objetiva das funções a desempenhar;
· Correspondência entre o perfil do docente e as funções propostas;
· Garantia que a ausência do docente não compromete a atividade letiva regular, especialmente em grupos de recrutamento ou áreas territoriais com carência identificada.
A AGSE permanece disponível para quaisquer esclarecimentos que considere necessários.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente do Conselho Diretivo da AGSE Raúl Capaz Coelho
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