O Conselho das Escolas ficou sem casa e ninguém chamou o dono

O mandato terminou, as eleições não foram convocadas e a administração central parece não ter dado por isso.

 

O Conselho das Escolas é um órgão consultivo do sistema educativo português, criado para dar voz às escolas junto dos órgãos centrais da administração, e o seu mandato terminou. Terminou e ficou por aí. Não houve aviso, não houve urgência, não houve sequer a cortesia institucional de anunciar quando se pretende convocar novas eleições. A entidade responsável por desencadear esse processo, a recém-criada Agência de Gestão e Serviços Educativos, mais conhecida pelo acrónimo AGSE, I.P., que veio substituir a extinta DGAE no que diz respeito à gestão do pessoal docente e não docente, ainda não deu qualquer sinal público de que a questão existe ou que alguma vez existiu na sua lista de prioridades.

Dito assim parece um pormenor de gestão administrativa. Não é. O Conselho das Escolas é o mecanismo formal através do qual os diretores das escolas e agrupamentos do país são chamados a pronunciar-se sobre políticas educativas com impacto direto no trabalho que realizam quotidianamente. A sua ausência não é neutra, e o silêncio da tutela sobre a data das próximas eleições é, em si mesmo, uma mensagem sobre o lugar que reserva à participação das escolas no processo de decisão.

Mas há um segundo problema, e este é de natureza estrutural, que tornaria problemático repetir o modelo eleitoral anterior mesmo que a AGSE amanhã acordasse com vontade de agir. O mapa de Zonas de Provimento de Quadros sofreu uma transformação de fundo. Os antigos dez QZP deram lugar a sessenta e três novas zonas, redesenhadas em função de uma lógica territorial e de gestão de recursos humanos docentes que rompe com a arquitetura que vigorou durante décadas. Passámos de dez para sessenta e três. É uma mudança de escala, não é uma revisão técnica. E ela impõe que se pense de raiz como se organiza a representação dos diretores.

A proposta que aqui se deixa é simples na sua lógica e coerente com a nova realidade territorial, eleger um diretor representante por cada QZP, escolhido pelos pares que pertencem a essa mesma zona. Cada diretor votaria exclusivamente dentro do seu QZP, elegendo o representante da sua zona, sem interferência nem influência dos diretores das restantes sessenta e duas. As candidaturas seriam unipessoais, sem listas, sem coligações, sem a geometria variável dos apoios cruzados que por vezes transforma eleições deste tipo em exercícios de política interna pouco recomendáveis. Um diretor, uma candidatura, uma zona.

O processo eleitoral decorreria através de uma plataforma digital criada para o efeito, com autenticação segura por zona de provimento, acesso restrito aos eleitores de cada QZP e registo transparente da participação. Não seria a primeira vez que a administração educativa portuguesa implementa uma plataforma de suporte a processos desta natureza, e os recursos técnicos existem ou podem ser contratados. O que falta, como sempre, é a decisão política de avançar.

Este modelo teria a vantagem de garantir representatividade territorial equilibrada, de evitar que os grandes centros urbanos concentrem desproporcionalmente a influência no órgão consultivo, e de aproximar o Conselho das Escolas da diversidade real do sistema educativo português, que é geograficamente disperso, socialmente heterogéneo e muito pouco redutível às lógicas de visibilidade que tendem a prevalecer quando as fronteiras eleitorais são demasiado amplas.

Uma nota final, inevitável. Organizar um processo eleitoral com sessenta e três zonas, uma plataforma dedicada, cadernos eleitorais por QZP, validação de candidaturas e apuramento descentralizado é, convenhamos, uma tarefa que exige uma capacidade de organização institucional verdadeiramente fora do comum. O tipo de capacidade que, como todos sabemos, tem sido precisamente a marca distintiva da administração central da educação em Portugal. Por isso aguardamos, com a serenidade habitual de quem já viu muita coisa, que a AGSE, I.P. nos surpreenda.

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Se não lhe querem chamar Mobilidade Interna…

está tudo bem. Dêem-lhe o nome de Concurso Permanente..
Não se ponham a inventar, porque meter tudo no mesmo saco só vos vai trazer mais problemas.

Comecem a ouvir quem sabe, não quem nunca pôs os pés numa escola a não ser de visita. Saltar de gabinete em gabinete não é experiência, é incacidade para o mundo real.

Começo a ficar preocupado porque, a incapacidade dos satélites, pode levara melhor das intenções ao pior dos resultados.

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São 250€ na Estrada Para Dar Aulas…

Oito mil professores percorrem mais de 100 km por dia sem apoio à deslocação

 

“São professores que gastam cerca de 250 euros na estrada ou mais. Tendo em conta que o ministério fala deste grupo como um universo tão reduzido, era importante que encontrassem formas de os apoiar”, defendeu Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE

 

A Federação Nacional de Educação (FNE) alertou esta segunda-feira para a situação precária de cerca de oito mil professores que percorrem diariamente mais de 100 quilómetros (ida e volta) para dar aulas e muitos deles não têm direito ao subsídio de deslocação, o que resulta numa fatura “que pode chegar a 250 euros mensais em combustível”.

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Será Possível Uma Simples Escola Concluir um Procedimento Concursal Para TS?

Se em 2 dias úteis aparecem quase 100 candidaturas (ainda faltam 8 dias úteis para o fim do concurso) e cada candidatura tem média uns 10 documentos para analisar, isto poderá dar um total de 500 candidatos com 5 mil documentos para analisar.

O pior disto tudo é que estes 5 mil documentos para analisar vão ser analisados também pelas escolas próximas daqui.

Faz sentido um concurso desta dimensão para uma escola que tem de preocupar-se agora com as Provas ModA, Provas Finais, exames e PEF’S, matrículas, mandar ainda não sei bem o quê para a CLOUD e outras questões maiores como controlar a indisciplina que chegando à primavera parece que floresce?

Tudo isto é insâno,

 

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Este Senhor É Muito Capaz de Andar a Confundir-se

Porque o Ministro da Educação disse nas reuniões com os Diretores que seria o EduQA a elaborar a prova de conhecimentos para o concurso de Técnicos Superiores e hoje a AGSE envia este cronograma com esta informação, dizendo que faz parte da ata n.º 1 a elaboração da Prova de Conhecimentos.

Algo não vai nada bem neste MECI.

E pior, fica o Ministro desautorizado pelo Presdiente da AGSE, Raúl Capaz Coelho.

 

 

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TS, AT e AO colocados nas escolas via DGESTE

Via blog AT

 

Última hora – em atualização

Será engano nos concursos ?

Os funcionários (17) da DGEsTE Norte não conseguiram obter colocação na CCDR Norte, receberam a notícia para ser apresentarem em diversas escolas.

As escolas do Norte vão receber 72 dos 89 técnicos (TS, AT e AO).

Na região do Algarve, Alentejo e Coimbra alguns os trabalhadores afetos às DGEStE’s conseguiram ficar na CCDR correspondente desde que trabalhassem com a Rede Escolar e tenham idade inferior a 65 anos.

Esta situação está a causar diversas reações internamente, além de revolta entre quem deu a vida de trabalho à DGesTE.

Os trabalhadores não foram ouvidos sobre as colocações, nem os diretores das escolas!
Estes não têm conhecimento dos elementos atribuídos, nem sabem em que data se vão apresentar, nem que funções vão ocupar.
A diversidade é grande, desde técnicos informáticos, juristas e outras funções.

Em breve mais novidades sobre este assunto.

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Reserva de Recrutamento 53 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 15 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 28 de abril, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 29 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 53

 

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Concurso Pessoal Docente 2026/2027 – Lista ordenada de graduação – Açores

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Liderar uma escola sem humanidade, é ruído – Alfredo Leite

Na minha opinião, os Diretores que tentam humanizar a escola vivem num paradoxo desconfortável: quase todos concordam em teoria, poucos se comprometem na prática.

Muitos pensam “era isto que a escola devia ser”, mas ficam parados. Porque apoiar mudança implica mudar rotinas, linguagem, postura. E isso exige esforço real, não opinião de corredor.

Depois há o argumento clássico, mais emocional do que técnico: “humanizar é facilitar”. Não é. É medo de perder controlo disfarçado de rigor.

A evidência científica aponta no sentido oposto. Relações de qualidade não diminuem exigência, tornam-na possível. Os Alunos aprendem melhor quando há segurança relacional, previsibilidade e clareza. Não é ideologia, é funcionamento básico do cérebro e da motivação.

Diretores que lideram com humanidade não estão a “baixar o nível”. Estão a aumentar a complexidade da liderança. Estão a exigir mais dos adultos: mais consistência, mais autorregulação, mais intencionalidade na comunicação.

E pagam o preço por isso.

São frequentemente mal interpretados antes de serem compreendidos.
Têm de explicar mais vezes do que seria confortável.
E precisam de uma consistência que expõe qualquer incoerência da equipa.

No fundo, não lhes dão crédito antecipado. Têm de o conquistar todos os dias.

Mas quando funciona, acontece algo previsível à luz da ciência: melhores relações geram melhor desempenho. Não por magia, mas porque reduzem ruído emocional e aumentam foco cognitivo.

Liderar uma escola hoje não é escolher entre exigência e humanidade. É ter maturidade suficiente para perceber que, sem humanidade, a exigência é só ruído.

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FNE Não Aceita o Fim da Mobilidade Interna

Foi esta a sua posição na reunião de hoje com o MECI.

 

https://www.facebook.com/reel/1445923163475494

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Sobre os discursos de ódio nas escolas, muitas vezes…

Há um equívoco crescente na relação entre família e escola. A ideia de que educar é uma tarefa delegável. Observa-se com inquietação a desresponsabilização de muitos pais perante comportamentos disruptivos, incumprimento de regras e até discursos de ódio. A escola atua, sinaliza, acompanha, mas encontra, demasiadas vezes, um muro de negação.

Quando convocados, alguns encarregados de educação não vêm para compreender, mas para contestar. Não escutam, defendem. Não refletem, relativizam. A frase “eu já não sei o que lhe fazer” tornou-se um álibi, quando deveria ser o ponto de partida para uma ação conjunta. Educar exige coerência entre casa e escola; quando essa ponte falha, o aluno aprende que não há consequências reais.

“O meu filho disse-me outra coisa…” Desautorizar professores fragiliza a autoridade educativa e legitima o desvio. A liberdade sem responsabilidade degenera em indisciplina; a proteção acrítica dos filhos impede o seu crescimento moral. Urge recuperar a corresponsabilidade, educar não é proteger de tudo, é preparar para o mundo, com limites, exigência e exemplo.

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Instaurados mais de 800 processos disciplinares a professores e diretores de escola

Desde janeiro de 2021, a Inspeção-Geral da Educação instaurou 824 processos disciplinares a professores e diretores. Destes, 140 (16,7%) resultaram em sanções, incluindo a demissão de 11 (1,3%) docentes e a cessação da comissão de serviço de um diretor, revelou ao JN o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). As escolas também podem instruir processos para responderem, sobretudo, a queixas dos pais.

Instaurados mais de 800 processos disciplinares a professores e diretores de escola

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O DL 54/2018 não se aplica aos exames, foi preciso um estudo…

Dois investigadores açorianos participaram no estudo que analisou uma década de exames nacionais do 12.º ano e revelou que estudantes neurodivergentes, com Perturbação de Aprendizagem Específica ou PHDA, partem em desvantagem, por não serem permitidas as adaptações que existem na avaliação interna

Neurodivergentes com acesso dificultado ao Ensino Superior devido a exames padronizados

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Mais Uma Reportagem Sobre a Violências nas Escolas

Violência aumenta nas escolas portuguesas e professores não escondem a preocupação

 

O discurso de ódio, os insultos racistas, as rixas nas salas de aula estão a aumentar.

Professores e diretores de agrupamentos admitem que não conseguem combater a narrativa que muitos influenciadores digitais propagam nas redes sociais.

 

Com vídeo no link.

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Professores alarmados com o discurso de ódio: “O ar que se respira está mais pesado”

Diretores, professores e associações alertam que o discurso de ódio, sobretudo misógino, está a aumentar nas escolas, à boleia das redes sociais, influenciadores e do Chega. Cresce a preocupação com casos de misoginia contra raparigas, que proliferam de norte a sul do país.

Professores alarmados com o discurso de ódio: “O ar que se respira está mais pesado”

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Quem nunca se sentiu como um “idiota útil”? – Paula Dias

Os profissionais de Educação são aquelas pessoas que, no exercício das suas funções docentes ou não docentes, se vêm obrigadas a pôr em prática as medidas da política educativaque vão sendo emanadas por sucessivos Ministérios da Educação…

Metaforicamente, e por outras palavras, ao longo dos anos, os Governos vão passando em cortejos engalanados e os profissionais de Educação vão assistindo a esses desfiles, cientes de que, depois de os séquitos passarem, alguém terá que varrer o chão, limpar os despojos deixados por tais passagens e arrumar todos os apetrechos usados nasglamorosas festividades…

No âmbito anterior:

Quem nunca se sentiu como um “idiota útil”, no exercício das suas funções profissionais em contexto escolar?

No geral, existem dois tipos de “idiotas úteis”:

– Há os que desempenham esse papel, sem consciência da manipulação a que estão ser sujeitos;

– E há os que desempenham esse papel, conscientes de que estão a ser usados para finalidades que, muitas vezes, lhes levantam muitas dúvidas e reservas e que suscitam, até, a sua discordância…

No universo de profissionais de Educação, quantos já se sentiram na pele de “idiotas úteis”, com consciência de que estão a ser usados para finalidades de eficácia duvidosa ou até mesmo contrárias àquilo que consideram ser o melhor para a Escola Pública?

Quantas vezes, no exercício de funções docentes ou não docentes, se ajuda a credibilizar e a legitimar más medidas educativas, concebidas por terceiros?

Quantas vezes, no exercício de funções docentes ou não docentes, se ajuda a encobrir os problemas existentes em tantas realidades inconvenientes do contexto escolar?

Os profissionais de Educação andam, há anos, a “puxar mantas pequenas”, que deixam sempre alguém com os “pés de fora”; a tentar remediar os erros concebidos pela Tutela ou a “tapar os buracos” abertos pela mesma…

Muitas vezes, chega a parecer que a própria Tutela olha para os Profissionais de Educação como se os mesmos fossem “idiotas úteis”, postos ao seu serviço e sempre ao seu dispor

E quando é que deixaremos de ser vistos pela Tutela como “idiotas úteis”?

– Quando conseguirmos demonstrar que não somos manipuláveis, nem fantoches ao serviço de vontades políticasque vão mudando, conforme os Governos e ao sabor de muitas vaidades e de outros tantos egos inflados

Problema: Os profissionais de Educação, docentes e não docentes, estão “a milhas” de conseguirem alcançar a união de classe, necessária e imprescindível para conseguirem demonstrar que não são submissos, silenciosos, nemmanobráveis…

E, para mal dos nossos pecados, a Tutela sabe isso muito bem…

Portanto…

Passados cinquenta e dois anos desde o 25 de Abril de 1974, uma parte significativa dos profissionais de Educação continua presa e amordaçada, não em Caxias ou no Tarrafal, mas sob o jugo do conformismo, da apatia, do alheamento e da obediência acrítica…

Muitos desses profissionais de Educação parecem ter optado pelo conforto e pela segurança proporcionados pelo hábito, pelo ritual e pela acomodação, preferindo não se comprometer com qualquer ruptura, mudança ou progresso, adaptados que estão à previsibilidade das suas (agonizantes) rotinas…

 

O primado da sobrevivência sobrepõe-se, muitas vezes, ao da dignidade e é dessa forma que nas escolas se vai aceitando praticamente tudo o que vem da Tutela

 

Muitas vezes, sem acções conscientes e intencionais e sem pensamento crítico, os automatismos comportamentais sucedem-se e repetem-se, num círculo vicioso de trabalho insano que aprisiona e se mostra praticamente impossível de quebrar…

Passados cinquenta e dois anos desde o 25 de Abril de 1974, ainda nos deixamos anular e silenciar, aceitando, consciente ou inconscientemente, o papel de “idiotas úteis”…

(Ao longo de mais de vinte e nove anos no exercício da função de Psicóloga em contexto escolar, já me senti, algumasvezes, como uma “idiota útil” e confesso que também me sinto cansada de lutar contra isso, quase sempre pouco acompanhada).

Paula Dias

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A indisciplina nas escolas públicas – ou o sentimento de impunidade dos alunos – Carmo Machado

 

“Os procedimentos de sanção disciplinar apresentados no Estatuto do Aluno são tão complexos e burocráticos que impedem a aplicação correta e atempada das medidas disciplinares. Sem a simplificação de todo este processo, sem a responsabilização dos pais e encarregados de educação, sem a criação de equipas especificas nas escolas que direcionem a sua atividade não letiva exclusivamente para esta agilização, a aplicação das medidas disciplinares continuará a ser impraticável e sem quaisquer resultados palpáveis na diminuição dos comportamentos disruptivos.”

A indisciplina nas escolas públicas – ou o sentimento de impunidade dos alunos

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Perde-se a memória do 25 de abril

Há um silêncio estranho a instalar-se nas margens da nossa memória coletiva. Um silêncio que não é feito de ausência de palavras, mas de excesso de versões, de repetições gastas, de narrativas embaladas para consumo rápido. Falo do 25 de Abril de 1974, não o da efeméride, não o dos cravos estilizados nas lapelas institucionais, mas o outro, o vivido, o imperfeito, o humano.

A memória viva está a desaparecer. Não de forma abrupta, mas como quem se retira devagar de uma sala, fechando a porta sem ruído. São os homens e as mulheres que souberam o que era medir as palavras, desconfiar das paredes, sentir o peso da censura antes mesmo de ela se materializar. São aqueles que sabiam o que significava viver numa ditadura sem precisar de o explicar, porque o corpo já o sabia.

Hoje, até aqueles que rondam os cinquenta anos vivem numa espécie de fronteira nebulosa. Nasceram demasiado tarde para recordar, demasiado cedo para não ouvir. Cresceram com fragmentos: histórias contadas à mesa, relatos emocionados ou ressentidos, versões que se contradizem e que, no fundo, revelam mais sobre quem as conta do que sobre o que realmente aconteceu.

E depois há a narrativa oficial. Aquela que se repete, ano após ano, com a solenidade de um ritual. Uma história limpa, organizada, quase confortável. Uma história onde os papéis parecem definidos com clareza: heróis de um lado, sombras do outro. Mas a História, a verdadeira , raramente é assim tão linear. E, ainda assim, insistimos em ouvi-la como se fosse.

Há interesses, claro que há. Há sempre. Partidos, ideologias, agendas que se apropriam do passado para legitimar o presente. E, nesse processo, a memória transforma-se em instrumento. Molda-se, seleciona-se, simplifica-se. Porque uma história complexa incomoda; uma história simples mobiliza.

É aqui que a velha máxima ganha corpo: da História consta, muitas vezes, a versão dos vencedores. Não porque seja necessariamente falsa, mas porque é incompleta. Porque deixa de fora as zonas cinzentas, os dilemas, as contradições humanas que não cabem em discursos comemorativos.

O problema não é apenas esquecer. É lembrar mal. Ou lembrar de forma condicionada. Quando a memória viva desaparece, ficamos dependentes do que foi registado, e do que foi escolhido para ser registado. E isso exige de nós um esforço maior, quase arqueológico: escavar, comparar, duvidar.

Talvez o maior desafio do 25 de Abril, hoje, não seja celebrá-lo, mas compreendê-lo. Não como um símbolo imóvel, mas como um acontecimento vivo, feito de múltiplas experiências. Um dia que não pertence apenas aos livros, mas às pessoas, às que ainda podem falar e às que já só sobrevivem nas palavras dos outros.

Porque, no fim, a liberdade que tanto evocamos também passa por isto: pela liberdade de questionar a própria memória.

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 IA: são os professores dispensáveis? – Paulo Prudêncio

Dificilmente as democracias ocidentais e as suas escolas públicas regressarão à primazia da busca desinteressada do saber. Este modelo inscrevia a matriz greco-romana na “Ideia de Europa”, tornava a profissão de professor indispensável e entusiasmante e influenciava a maioria das escolhas dos estudantes na segunda metade do século XX.

 IA: são os professores dispensáveis?

Mas tudo mudou com a crise petrolífera de 1973 e com as políticas de Thatcher e Reagan para cortar o financiamento das políticas públicas e desregular os mercados e os impostos dos mais ricos. Iniciou-se aí a crise do exercício de professor e da generalidade das profissões da administração pública. Portugal chegou com 20 anos de atraso a este fenómeno.
Estes factos empurraram, poucas décadas depois, os países ocidentais para algumas encruzilhadas:
1. A consolidação da perda de atractividade da profissão de professor;
2. A entrega de crianças e jovens à selva digital;
3. A crise de 2008, com a solução perversa, e politicamente devastadora nas escolhas dos eleitores, de entregar os volumosos financiamentos salvíficos aos causadores da catástrofe — a banca;
4. E os avultados investimentos na inteligência artificial (IA) que não estão a gerar a necessária comercialização em massa que a torne rentável e lucrativa.
Chegados aqui, há sinais preocupantes que requerem toda a atenção também dos sistemas educativos e de quem contrata professores e organiza a sua carreira.
Por exemplo, Daron Acemoglu, que considera excessiva a euforia sobre a relação entre o crescimento económico e a IA, defende que não se deve centrar o uso desta tecnologia na automação e substituição de trabalhadores, mas sim no aumento da sua produtividade. Sami Mahroum acrescenta que a IA potencia três formas distintas e incompatíveis de organizar a vida económica — tempo de máquina, tempo pessoal e tempo de relógio — que terão efeitos na organização do ensino.
Além disso, perante os crepúsculos da democracia liberal e do capitalismo de mercado, surgem novos e poderosos conceitos interessados na “uberização” dos professores: a supremacia do capital-nuvem, dos cloudistas e das rendas (onde o dólar e o yuan já dividem o domínio mundial); a monarquia tecnológica; e o tecnofeudalismo.
Por outro lado, recorde-se que um líder da China, Deng Xiaoping, declarou em 1978 o célebre “ser rico é glorioso”, que transformou uma economia agrícola fechada num colosso industrial capaz de ultrapassar, poucas décadas depois, as democracias ocidentais em domínios como a IA, a robótica, a computação avançada e as novas gerações de redes digitais. O desenvolvimento tecnológico na Ásia é, efectivamente, incomparável.
Em termos educacionais, a China anuncia uma remodelação do triângulo escolar composto por professor, alunos e conhecimento. Este último, historicamente apoiado em ferramentas tecnológicas, é substituído pela proclamação da máquina e da IA como o novo vértice essencial na relação do professor com os alunos.
Ou seja, a China, os EUA e alguns governantes das democracias ocidentais advogam, como em 1980 e através da proletarização dos professores, cortes significativos nos orçamentos da Educação. Talvez isso dê sentido à afirmação do ministro da Educação de Portugal no Parlamento: “a educação tem um número de profissionais cinco vezes superior ao do maior empregador privado, o Pingo Doce”. Aliás, o mesmo gabinete governativo anunciou a desistência, para esperar pela IA, no apuramento do número de alunos sem professor e sustenta uma profecia de que a IA permitirá “aprender três vezes mais rápido”.
Em regra, este novo extremismo liberal cita muito o pai da corrente, Adam Smith, mas parece não ter lido dois avisos na página 80 da “Riqueza das Nações” (ed. Gulbenkian de 2010). Primeiro, que os gestores profissionais tendem a concentrar-se nos seus interesses e a desvalorizar os dos proprietários das empresas (transpondo para a educação: o interesse de professores, alunos e sociedade). Segundo, como afirmou Smith, “as pessoas não são alfinetes” (ou seja, as escolas não são empresas).
Em suma, afastamos gravemente o humano do centro do organismo social. Acentua-se a desvalorização do ensino, especialmente nas humanidades, nas ciências sociais e nas artes, que se poderá agravar à medida que as consequências da IA no futuro das profissões se tornem mais nítidas.
Aliás, a Ministra da Educação da Estónia, o país mais digital da Europa, sublinhou recentemente a prudência elementar, como fariam os seus colegas da Finlândia ou de Singapura (três países dos primeiros lugares nos resultados PISA): confiança nos professores, turmas de 15 alunos e políticos “longe da sala de aula”. É que, e ainda segundo estudos da OCDE, os três países estão nos lugares cimeiros, e, nisso acompanhados por Portugal, na lista de países com mais professores jovens que pensam desistir da profissão.
Contudo, não acompanham Portugal, bem pelo contrário, na lista de países onde há mais indisciplina nas salas de aula por perda de autoridade pedagógica dos professores. No fundo, Portugal chegou tarde a estas políticas mas acelerou a descredibilização dos serviços públicos perante um mundo que teima em ditar, obsessivamente: “diz-me quanto vales em dólares ou em yuans e dir-te-ei quem és”.

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Incongruências

Diz o Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março

1 – Delego nos diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, bem como nos presidentes das comissões administrativas provisórias, da rede pública do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a competência para a prática dos seguintes atos:

b) Autorizar a antecipação ou o adiamento da matrícula no 1.º ciclo do ensino básico, em situações excecionais devidamente fundamentadas, nos termos legalmente previstos;

 

Diz o Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril

8 – Em situações excecionais previstas na lei, o membro do Governo responsável pela área da educação, ciência e inovação pode autorizar, a requerimento do encarregado de educação, a antecipação ou o adiamento da matrícula no 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico.

 

Passaram os Diretores a serem membros do governo?

Deixei sublinhadas as data do Despacho de Delegação de Competências nos Diretores e o Despacho Normativo das matrículas para se perceber bem quanto o MECI anda meio desnorteado.

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Não falta competência. Há coragem para sair do automático… e haja paciência para aturar quem nunca construiu nada mas acha sempre que sabe como devia ser feito – Alfredo Leite

Criticam projetos porque “não se aprende”, mas os alunos estão verdadeiramente envolvidos. E o cérebro, quando está envolvido, aprender e deeenvolve competências.

Semana da cultura. Projetos. Atividades. Pensar, decidir, falhar, negociar, apresentar…

E há sempre os mesmos a dizer: “isso não é escola, é perda de tempo, só a matéria é que importa.”

A aprendizagem significativa acontece quando o cérebro liga emoção, ação e contexto. O conhecimento fixa-se quando é usado, não quando é decorado. Transferência de aprendizagem exige contexto real, não folhas repetidas até à exaustão…

O problema é que isto dá trabalho.

Planear, coordenar, gerir comportamento, ajustar no momento. É mais fácil mandar abrir o manual e depois criticar quem faz diferente.

E os adultos que ficam de fora? E os egos?

Os céticos são previsíveis: não organizam nada, mas têm sempre opinião sobre quem organiza.

E sim, estes projetos têm riscos.

Alunos pouco treinados para participar vão gerar conflitos, dispersão, momentos de caos. Claro que sim.

É precisamente aí que está a aprendizagem que nunca cabe numa ficha: autorregulação, comunicação, responsabilidade em tempo real.

Quem acha que isto é perda de tempo está, no fundo, a pedir uma escola silenciosa… e cognitivamente vazia, não é?

Há dias estive nA EBI Manuel da Maia e vi uma coisa que ainda parece incomodar algumas pessoas: alunos a trabalhar a sério… sem estarem sentados calados a copiar do quadro.

Vi adultos, docentes, diretores e parceiros a darem exemplo de dinamismo e até de vulnerabilidade. Que coragem!

Alguns vão pensar: “isso é giro, mas no exame ninguém avalia projetos”, “os miúdos precisam é de matéria”, “isso é brincar às escolinhas modernas”… a esses nem vale a pena responder, porque não estão interessados em crescer l, estão interessados em ter razão.

Agora, para quem está vivo: aprendizagem profunda exige envolvimento ativo, prática deliberada e contexto significativo.

Saber repetir não é saber usar.

E a escola que só treina repetição está a formar memória de curto prazo com prazo de validade ridículo.

Projetos bem feitos não substituem conteúdos, integram-nos. Obrigar um aluno a aplicar conhecimento em situações reais ativa funções executivas, consolida memória de longo prazo e desenvolve competências que nenhum teste isolado consegue medir: tomada de decisão, autorregulação, comunicação sob pressão.

E sim, dá mais trabalho. Exige professores preparados, atentos, com capacidade de ajustar em tempo real. Ou seja, exige profissionalismo a sério. Não o mínimo olímpico.

Se quer alunos calados, previsíveis e esquecidos em duas semanas, continue só com fichas.

Se quer alunos envolvidos, capazes de pensar e agir, aguente o desconforto dos projetos e aprenda a liderá-los bem.

E uma coisa que irrita muita gente admitir: a escola portuguesa tem professores com capacidade para isto. Não falta competência. Há coragem para sair do automático… e haja paciência para aturar quem nunca construiu nada mas acha sempre que sabe como devia ser feito.

 

Alfredo Leite

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2.ª Validação (23 e 24 de abril)

Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 – 2.ª Validação

Encontra-se disponível até às 23h59 de 24 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica para efetuar a 2.ª Validação para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

SIGRHE – 2.ª Validação 2026/2027

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PEV será ouvido na Assembleia da República

O movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização será ouvido no próximo dia 28 de abril, pelas 15h00, na Comissão de Educação, Ciência e Inovação da Assembleia da República, no âmbito do seu Projeto de Lei que visa corrigir as ultrapassagens na carreira docente.
A audição surge numa fase particularmente relevante do processo legislativo, após a admissão da iniciativa legislativa, subscrita por mais de 24 mil cidadãos, e a conclusão da respetiva nota técnica.
De acordo com esse documento oficial, a iniciativa não suscita quaisquer objeções constitucionais ou regimentais, tendo sido admitida sem reservas. Este dado assume especial importância, uma vez que valida, do ponto de vista jurídico-formal, a proposta apresentada pelo movimento.
O enquadramento técnico reconhece igualmente que a aplicação das regras de reposicionamento, nomeadamente no contexto da legislação em vigor desde 2018, originou situações de ultrapassagem na carreira docente, com impacto significativo em milhares de profissionais. Este cenário deu origem a múltiplas ações judiciais, intervenções do Provedor de Justiça e sucessivas orientações administrativas, evidenciando a persistência do problema.
A nota técnica destaca ainda a existência de jurisprudência consolidada em torno do princípio da igualdade remuneratória, sublinhando que situações em que trabalhadores com maior antiguidade auferem remuneração inferior, sem justificação material, podem configurar violação desse princípio constitucional.
Para o movimento PEV, estes elementos confirmam que estamos perante um problema estrutural, amplamente reconhecido, tanto do ponto de vista jurídico como institucional.
Enquanto porta-voz do movimento, José Pereira da Silva considera que:
“O que está hoje em causa já não é o reconhecimento da injustiça, esse está feito. O que se exige agora é uma decisão política que corrija uma situação que afeta milhares de professores e compromete a equidade na carreira docente.”
A audição parlamentar permitirá ao movimento apresentar diretamente aos deputados os fundamentos da proposta legislativa, num momento que poderá revelar-se determinante para o futuro do diploma.
O PEV considera que este é um passo decisivo num percurso marcado pela mobilização de professores de todo o país, reiterando que a correção das ultrapassagens é essencial para garantir justiça, respeito pelo tempo de serviço e valorização da profissão docente.

José Pereira da Silva
Porta-voz do PEV

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Alguém se lembrou do aluno invisível nos exames e provas MODA?

Há um novo “aluno invisível” nas escolas portuguesas. Não se senta na cadeira, não levanta o braço, não pede para ir à casa de banho. Mas responde, e responde bem. Demasiado bem. É silencioso, eficiente e, ironicamente, pode estar a quilómetros de distância. Bem-vindos à era da prova feita por controlo remoto.

Imaginemos então o cenário: prova de avaliação em curso. Ambiente supostamente controlado. Um aluno pousa o seu computador da chamada Escola Digital sobre a mesa, esse mesmo computador que o Ministério distribuiu com pompa tecnológica e fé pedagógica. Tudo normal. Ou quase.

O que ninguém vê (nem o professor, nem o vigilante, nem o sistema) é que, do outro lado, alguém já entrou. Através de um software de acesso remoto, previamente instalado e discretamente ativo, uma terceira pessoa assume o controlo. O rato move-se sem mãos visíveis. As respostas aparecem com uma fluidez suspeita. O aluno limita-se a assistir — talvez nervoso, talvez aliviado. A prova deixa de ser dele.

E agora? Que meios tem a escola, ou o IAVE, para impedir isto?

A resposta curta é desconfortável, poucos. Ou, sendo mais rigoroso, pouco eficazes sem uma mudança estrutural na forma como se encara a avaliação digital.

Os computadores da Escola Digital, salvo exceções pontuais, não estão configurados como dispositivos de exame seguro. Não há um “modo de prova” universal, inviolável e auditável. Não há garantias de que softwares de acesso remoto, como AnyDesk, TeamViewer ou semelhantes, estejam bloqueados ou sequer monitorizados. E mesmo que estivessem, bastaria um mínimo de engenho técnico para contornar muitas dessas barreiras.

“Ah, mas há vigilância!”,  dir-se-á. Sim, há olhos na sala. Mas os olhos humanos não veem processos em segundo plano, nem detectam ligações remotas cifradas. O professor pode suspeitar de comportamentos, rapidez anormal, ausência de interação com o teclado, respostas demasiado “perfeitas”, mas suspeitar não é provar.

E o IAVE? Poderia impor plataformas de exame fechadas, com bloqueio de aplicações, registo de atividade, e até monitorização em tempo real. Poderia, mas isso implicaria investimento.

Passemos então às consequências.

Para o aluno, se apanhado, o cenário é claro, anulação da prova, eventual processo disciplinar, e um registo que dificilmente se apaga da memória institucional. Para a escola, o dano é mais difuso, mas não menos grave: perda de credibilidade, fragilização do processo avaliativo e uma sensação crescente de que o sistema é permeável, para não dizer ingénuo.

Mas há uma consequência mais profunda, quase invisível: a erosão do valor da avaliação. Quando uma prova deixa de garantir que mede aquilo que pretende medir, o conhecimento do aluno, torna-se um ritual vazio. Um teatro onde todos fingem que a nota corresponde a mérito.

E as implicações? São incómodas.

Primeiro, a desigualdade: quem tem acesso a apoio externo (e conhecimento técnico) parte em vantagem. Segundo, a desresponsabilização: o aluno aprende que o sistema pode ser contornado. Terceiro, a desvalorização do esforço honesto: quem estuda vê-se equiparado a quem “subcontrata” a inteligência.

Como evitar, então, que tal aconteça?

Não há solução única, mas há caminhos e exigem coragem.

1. Ambientes de exame seguros: dispositivos configurados exclusivamente para provas, com bloqueio total de software externo e acesso à internet controlado ou inexistente.

2. Plataformas dedicadas: sistemas de avaliação que registam atividade, impedem multitarefa e sinalizam comportamentos suspeitos.

3. Provas híbridas ou presenciais com papel: sim, o velho papel continua a ter uma virtude inegável — não aceita ligações remotas.

4. Avaliação contínua diversificada: reduzir o peso de momentos únicos e apostar em múltiplas evidências de aprendizagem, mais difíceis de “terceirizar”.

5. Literacia digital crítica: não apenas ensinar a usar tecnologia, mas também a compreender os seus riscos e as suas tentações.

6. Responsabilização clara: regras explícitas, consequências aplicadas, e uma mensagem inequívoca de que fraude tecnológica é fraude, ponto.

No fim, a questão não é tecnológica. É cultural.

Enquanto persistir a ideia de que a avaliação é um obstáculo a ultrapassar e não um processo de aprendizagem, haverá sempre quem procure atalhos. A tecnologia apenas sofisticou esses atalhos.

E talvez o mais mordaz disto tudo seja o seguinte: distribuímos computadores em nome da igualdade de oportunidades, mas esquecemo-nos de garantir igualdade nas condições de avaliação. Criámos um sistema moderno na aparência, mas vulnerável na essência.

O aluno invisível não veio do futuro. Foi o sistema que o convidou.

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Calendário Atualizado do Concurso

Termina às 23:59 de hoje a fase do Aperfeiçoamento da Candidatura pelos candidatos ao concurso Interno/Externo.

Amanhã e sexta -feira (23 e 24 de abril) decorre a fase da Validação do Aperfeiçoamento pelas escolas.

Para quem vê este calendário pela primeira vez não de pode espantar que eu tenha colocado interrogado a publicação das listas provisórias para o dia 29 de abril e o início da fase da reclamação para o dia 30 de abril. Estes dias que coloquei interrogados são feitos com base no calendário do concurso que aponta estas duas fases para a segunda quinzena de abril.

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Alguém no IAVE previu isto???

E amanhã falamos mais sobre o assunto…

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Reserva de Recrutamento 52 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 14 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 23 de abril, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 24 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 52

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Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos

mas são dos mais mal pagos…

Segundo um estudo da OCDE, os portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, seguindo-se depois os professores da Polónia, Croácia, EUA, Chile, África do Sul, Marrocos e Arábia Saudita.

Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos

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Inícia o Período de Matrículas para Educação pré-escolar e 1.º ano do Ensino Básico

A partir do dia 22 de abril, o Portal das Matrículas abre para o ano letivo 2026/2027, dando-se início ao período de matrículas para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do Ensino Básico.

processo de matrícula é realizado exclusivamente por via eletrónica, através do Portal das Matrículas.

As matrículas para o ano letivo 2026/2027 decorrem de acordo com quatro períodos distintos, conforme disposto no Despacho n.º 4472 A/2026.

Calendário das matrículas 2026/2027

  • Pré-escolar e 1.º ano do Ensino Básico | 22 de abril a 1 de junho
  • 6.º ao 9.º ano e 11.º ano | 16 de junho a 29 de junho
  • 2.º ao 5.º ano do Ensino Básico | 1 de julho a 13 de julho
  • 10.º e 12.º anos do Ensino Secundário | 15 de julho a 22 de julho

cumprimento rigoroso dos prazos estabelecidos é essencial para assegurar a adequada organização do próximo ano letivo. Recomenda-se, por isso, que os encarregados de educação procedam à submissão dos pedidos dentro dos períodos definidos.

Toda a informação necessária para o correto preenchimento do processo de matrícula ou de renovação de matrícula encontra-se disponível no Portal das Matrículas.

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Vai ser o Caos. Quando quem lidera não se reúne de gente “experimentada”

Há lideranças que nascem de um impulso genuíno de melhorar o mundo, uma vontade quase moral de ordenar o caos com ideias claras, modelos elegantes e planos bem desenhados. No entanto, entre a intenção e a concretização abre-se um espaço silencioso onde tudo pode falhar. Não por malícia, mas por insuficiência.

Quando quem executa conhece apenas o mapa e nunca percorreu o território, tende a confundir coerência teórica com viabilidade real. As decisões parecem sólidas no papel, mas esbarram na fricção invisível do quotidiano, desconhecimento da atividade no terreno e da realidade , imprevistos, resistências humanas, limitações materiais. A prática não invalida a teoria; expõe-lhe as omissões.

Cria-se então um paradoxo discreto, quanto mais refinado o plano, mais dependente se torna de uma execução que exige julgamento, adaptação e experiência (coisa de teóricos), precisamente aquilo que não se aprende em abstração. E assim, o sistema começa a girar sobre si mesmo, produzindo relatórios em vez de resultados.

Talvez o problema não esteja nas ideias, nem sequer nas nas lideranças, mas em quem as lideranças têm à sua volta e a distância entre os dois. Porque liderar não é apenas imaginar o possível, é garantir que alguém, à sua volta, sabe, de facto, torná-lo real e exequível, não enviando para as ruas o Caos.

Tentem lá adivinhar do que é que estou a falar e para quem…

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Houve milhares que quiseram ser professores

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, esteve reunido com os sindicatos de professores para discutir uma proposta da tutela que prevê a criação de um novo concurso nacional que está sempre aberto para ir dando resposta às necessidades diárias das escolas.

Existem “em Portugal, milhares de pessoas que querem ser professores, mas nós não tratamos bem essas pessoas”, afirmou Fernando Alexandre, dando como exemplo os jovens que, após terminarem o mestrado de ensino, têm de esperar quase um ano para começarem a dar aulas.

“Há muitos candidatos a professores que desistem de ser professores, precisamente porque demoram demasiado tempo a ser colocados numa escola”, disse o ministro em declarações aos jornalistas no final das reuniões sindicais no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente.

A proposta tenta resolver o problema dos alunos sem aulas e de atrair quem está pronto a dar aulas, já que “alguém que acaba o curso de mestrado de ensino pode, no dia a seguir, ir ao Ministério da Educação ver que oportunidades têm para dar aulas. E isto muda completamente”, disse.

Além destes jovens com mestrados em ensino, há “muitos milhares” com habilitação própria, a quem a tutela oferece a profissionalização: “Nós temos muitas pessoas que reúnem as condições para dar aulas de Português, para dar aulas de Inglês, Matemática, Física, mesmo não estando profissionalizados”, lembrou Fernando Alexandre.

A ideia é que este concurso nacional contínuo responda aos pedidos de necessidades temporárias, que “são milhares” e surgem durante o ano em escolas de todo o país, reconheceu o ministro, admitindo que se continua a “demorar demasiado tempo a colocar os professores” deixando os alunos “sem aulas durante muito tempo”.

O que convém que se diga também é isto.

Desde 2005 que consistente se destruiu a profissão docente. Sucessivos governos fizeram-no.

Se demorámos vinte anos a degradar a profissão, não será em dois ou três diplomas, ainda que bem-intencionados, que a vamos recuperar. Serão necessários, no mínimo, outros vinte anos de políticas consistentes, de valorização real e de respeito efetivo pela carreira para que o ensino volte a ser visto como uma escolha desejável e estável.

Até lá, convém abandonar a ilusão confortável de que existem “milhares” à espera de entrar.

Houve  milhares que quiseram ser professores. Houve gerações inteiras que escolheram a profissão por vocação, por compromisso cívico, por acreditar que ensinar era construir futuro. Mas esses milhares não são os mesmos que hoje o ministério invoca com aparente tranquilidade. Esses milhares foram, ao longo de duas décadas, submetidos a um processo sistemático de desgaste, desvalorização e, em muitos casos, humilhação profissional.

Foram empurrados para uma precariedade crónica, saltando de contrato em contrato, de escola em escola, de distrito em distrito, adiando vidas pessoais, adiando estabilidade, adiando tudo. Foram alvo de reformas sucessivas que lhes retiraram tempo de serviço, progressões, dignidade. Foram transformados em números,  curiosamente, antes de serem descartados como irrelevantes.

Existiram. Foram maltratados. Saíram. E não voltarão apenas porque agora o sistema decidiu, finalmente, funcionar um pouco melhor.

Porque a verdade,  essa que não cabe nos comunicados nem nos modelos de concurso, tem memória. E, sobretudo, tem consequências.

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Outro problema que a escola vai ter que resolver

Screenshot

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Só isto não chega para valorizar e atrair milhares…

Amanhã eu explico porquê.

 

Noutro plano, quando questionado sobre como pretende tornar a carreira de docente mais atrativa, o ministro da Educação reafirma que “os primeiros escalões serão claramente valorizados e que vamos acabar com as quotas de acesso ao quinto e ao sétimo escalão”.

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Não é o Conselho das Escolas um Órgão Moribundo?

Deixo aqui este ralhete ao Conselho das Escolas que não passa de um órgão moribundo em 2026 e que já devia ter pedido ao membro do governo que os despachasse de funções. Poderia ter feito isso na reunião que teve hoje com o MECI.

O Decreto Regulamentar n.º 5/2013, de 29 de agosto, define a composição e o modo de funcionamento do Conselho das Escolas (CE) em Portugal. Este órgão consultivo, ligado ao Ministério da Educação, representa os estabelecimentos de ensino público (pré-escolar, básico e secundário).

Diz o Artigo 7.º que o  mandato dos conselheiros do CE tem a duração de três anos, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.

2 – Os conselheiros do CE são substituídos no exercício do cargo sempre que percam a qualidade que determinou a respetiva eleição ou por outro motivo que implique a cessação do mandato.

3 – Em caso de vacatura, o conselheiro cessante é substituído pelo primeiro candidato efetivo ou suplente não eleito, na respetiva ordem de precedência da mesma lista, se tal possibilidade não se encontrar esgotada.

4 – Os conselheiros substitutos apenas completam o período do mandato dos conselheiros por eles substituídos.

Ora, a última eleição ocorreu em 2021, tendo sido os resultados homologados no dia 08/11/2021.

A grande maioria dos membros eleitos em 2021 nem se encontra em funções e/ou outros já mudaram de Escola e até de QZP para poderem continuar nas mesmas funções, mas noutra escola, devido à limitação de mandatos na sua escola de 2021.

É que já estamos em 2026 e mais valia extinguir-se de vez este Órgão Consultivo que já não tem qualquer representação.

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A AGSE Mandou um Questionário Para Todas as Escolas Sobre o Mediador Linguístico e Cultural

O presente questionário tem como objetivo recolher informação sobre a implementação desta medida nas Unidades Orgânicas (UO), incluindo as atividades desenvolvidas, as necessidades identificadas e os desafios associados. Procura-se ainda compreender o contributo destes profissionais para a integração dos alunos de nacionalidade estrangeira e para a aprendizagem da língua portuguesa.

O questionário deverá ser preenchido pelo(a) Diretor(a) da Unidade Orgânica (do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada), aconselhando-se a consulta às pessoas dos Mediadores Linguísticos e Culturais ou de outros elementos da comunidade escolar sempre que necessário, por forma a que as suas respostas reflitam com rigor as práticas em curso.

Caso necessite de alterar uma resposta já submetida, poderá fazê-lo através do ícone de edição que acompanha cada pergunta, permitindo corrigir ou atualizar a informação introduzida.

O tempo estimado para o preenchimento do inquérito é de 20 minutos.

Agradecemos, desde já, a sua participação e colaboração, fundamentais para garantir a qualidade dos dados recolhidos e apoiar o desenvolvimento de políticas mais adequadas às necessidades das escolas e dos alunos.

 

 

As minhas respostas foram muito rápidas e não devo ter demorado metade do tempo na resposta.

Isto porque tendo 230 alunos estrangeiros na escola que representam 20% do total de alunos não fui contemplado com qualquer mediador linguístico e cultural.

Sabendo eu que escolas em condilçoes idênticas ou inferiores tiveram 1 ou 2  mediadores destes. Também chegaram-me relatos de que uma ou outra escola teve direito a 3 mediadores linguísticos e culturais.

Acontece o mesmo com a abertura de vagas para Técnicos Superiores em que não fui bafejado pela sorte e o campo outros ficou  a zero.

Seria interessante conhecer a lista de escolas com os Mediadores Linguísticos e Culturais assim como o número de Técnicos Superiores dados a cada um dos agrupamentos.

E depois de questionada a AGSE a resposta é ZERO.

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Aperfeiçoamento Até ao Dia 22 de Abril (23:59)

Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 – Aperfeiçoamento

 

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 22 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica do Aperfeiçoamento para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

SIGRHE – Aperfeiçoamento 2026/2027

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Os Coordenadores de Unidade da AGSE

… dão quase um alfabeto inteiro.

Deliberação (extrato) n.º 480/2026, de 21 de abril

 

1 – São designados, em regime de substituição, para exercer os cargos de direção intermédia de 2.º grau a seguir indicados, respetivamente, as seguintes personalidades cujas notas curriculares, em anexo ao presente despacho e que dele fazem parte integrante, evidenciam a competência técnica, a aptidão, a experiência profissional e a formação adequadas ao exercício daqueles cargos:

a) O licenciado Luís Manuel Marques Alves, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Apoio ao Conselho Diretivo;

b) O mestre Rui Miguel Cerqueira Menezes Machado, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Desporto Escolar;

c) A mestre Maria Inês Santos de Oliveira Rego Serrano, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Planeamento Organizacional;

d) A licenciada Paula Alexandra Faneca Malveiro de Oliveira Dionísio, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade do Sistema Integrado de Gestão;

e) O licenciado Gonçalo Marques Justino, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Apoio aos Órgãos de Administração e Gestão;

f) A mestre Sandra Filipa Lisboa Caiado, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Prestação de Informação ao Sistema Educativo;

g) A doutorada Maria Emília Pereira da Silva Lopes, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade das Escolas Portuguesas no Estrangeiro;

h) A licenciada Maria de Lurdes Fradique Valente Francela, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Gestão de Pessoas;

i) O licenciado Joaquim da Conceição Jerónimo, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Rede de Centros de Formação;

j) A licenciada Ana Paula Morganho Velez, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Recrutamento e Mobilidade de Docentes;

k) A licenciada Sara Alexandra Vasco da Costa Pereira, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Gestão Financeira;

l) O licenciado Carlos Alberto Marques Dias, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Planeamento Orçamental;

m) A licenciada Susana Rita Caria Gerald Queiroz da Fonseca e Costa, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Aquisições;

n) A licenciada Sónia Cristina Soares Nascimento Pinto, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Contratos no âmbito do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo;

o) A licenciada Ana Maria Lourenço Pereira Marques, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Apoio Jurídico;

p) A licenciada Bertolina Rosa dos Santos Tareco, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Contencioso;

q) A licenciada Olinda Maria da Silva Ramos, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Regimes;

r) A licenciada Vânia Valente Gonçalves Vilela no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Vicissitudes Contratuais e Avaliação de Desempenho;

s) A licenciada Ana Filipa de Cândido Miranda, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Gestão Financeira;

t) A licenciada Ana Sofia da Silva Borges Duarte, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Tesouraria e Património;

u) O licenciado João Ricardo de Brás Sereno no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Gestão de Projetos.

v) A licenciada Maria Margarida Gameiro no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Contratação e mobilidade de Técnicos.

2 – Os dirigentes referidos nos números anteriores ficam autorizados a optar pelo vencimento ou retribuição base da sua função, cargo ou categoria de origem, reunidos os respetivos requisitos legais.

3 – A presente deliberação foi aprovada na reunião do Conselho Diretivo da AGSE, I. P., no dia vinte e quatro de setembro de 2025, e produz efeitos:

No dia 1 de dezembro de 2025 relativamente aos cargos identificados nas alíneas a), c), d), e), f), h), i), o), q), r) e s) do n.º 1;

No dia 1 de fevereiro de 2026 relativamente aos cargos identificados nas alíneas j), k), l), m), e n) do n.º 1;

No dia 1 de março de 2026 relativamente aos cargos identificados na alínea b), p), t), u) e v) do n.º 1;

Do dia 1 de fevereiro de 2026 ao dia 31 de março relativamente ao cargo identificado na alínea g).

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Abriu o Aperfeiçoamento da Candidatura

E quem encontrar uma situação semelhante à da imagem seguinte não precisa de fazer mais nada.

Se gostarem de ter o concurso em papel poderão imprimir o recibo, mas ele ficará sempre no SIGRHE.

 

 

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Tanto Poderia Ser Melhorado nos Concursos

…que já tenho dado conta ao longo dos anos e que são medidas aceitáveis sem que passe à colocação de hora a hora, podendo manter-se uma colocação de 3 em 3 dias como já acontece agora.

  • Concursos dinâmicos onde a qualquer momento poderiam entrar novas candidaturas e cada docente poderia proceder a mudanças de preferências ou até cessar a sua candidatura.
  • Isto implicaria que caso um docente fosse colocado e não aceitasse a sua colocação (o que é pratica normal a partir de janeiro) seria penalizado nesse ano e no concurso seguinte.

 

Já não me acredito que existam estes milhares de pessoas que querem ser professores, conforme acredita Fernando Alexandre. O meu filho que se encontra no 12.º ano contou-me que na turma dele abordaram hoje o tema do prosseguimento de estudos para o ensino superior e que todos na turma se espantaram quando uma única aluna disse que queria ser professora.

 

Ministro da Educação diz existirem “milhares de pessoas que querem ser professores”

 

Ministro da Educação quer dois concursos nacionais de professores — um permanente e um contínuo — para reduzir semanas de espera e travar desistências de candidatos.

 

O ministro da Educação disse esta segunda-feira existirem “milhares de pessoas que querem ser professores” e acabam por desistir por não encontrarem trabalho imediato nas escolas, acreditando que a situação poderá ser corrigida com os novos concursos de colocação.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, esteve esta segunda-feira reunido com os sindicatos de professores para discutir uma proposta da tutela que prevê a criação de um novo concurso nacional que está sempre aberto para ir dando resposta às necessidades diárias das escolas.

Existem “em Portugal, milhares de pessoas que querem ser professores, mas nós não tratamos bem essas pessoas”, afirmou Fernando Alexandre, dando como exemplo os jovens que, após terminarem o mestrado de ensino, têm de esperar quase um ano para começarem a dar aulas.

“Há muitos candidatos a professores que desistem de ser professores, precisamente porque demoram demasiado tempo a ser colocados numa escola”, disse o ministro em declarações aos jornalistas no final das reuniões sindicais no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente.

No mês passado, o MECI apresentou uma ideia aos sindicatos: um concurso nacional que está sempre a decorrer para dar resposta às escolas que subitamente precisam de substituir um docente que adoeceu ou aposentou-se.

A proposta tenta resolver o problema dos alunos sem aulas e de atrair quem está pronto a dar aulas, já que “alguém que acaba o curso de mestrado de ensino pode, no dia a seguir, ir ao Ministério da Educação ver que oportunidades têm para dar aulas. E isto muda completamente”, disse.

Além destes jovens com mestrados em ensino, há “muitos milhares” com habilitação própria, a quem a tutela oferece a profissionalização: “Nós temos muitas pessoas que reúnem as condições para dar aulas de Português, para dar aulas de Inglês, Matemática, Física, mesmo não estando profissionalizados”, lembrou Fernando Alexandre.

A ideia é que este concurso nacional contínuo responda aos pedidos de necessidades temporárias, que “são milhares”e surgem durante o ano em escolas de todo o país, reconheceu o ministro, admitindo que se continua a “demorar demasiado tempo a colocar os professores” deixando os alunos “sem aulas durante muito tempo”.

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Estando a Terminar a Fase da Validação do Concurso

… segue-se agora a fase do aperfeiçoamento da candidatura que terá a duração de dois dias úteis e que deverá ocorrer nos dias 21 e 22 de abril.

Até ao momento não houve qualquer prolongamento do prazo da validação da candidatura que termina às 23:59 de hoje.

Mas como já previ em artigo anterior devem existir muitas candidaturas invalidadas nesta fase, por isso fiquem atentos a partir de amanhã (possivelmente apenas a partir das 10:00) ao vosso estado de candidatura.

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