Afinal Não É Tão Grave Assim

Esta notícia do JN que transcrevi para este artigo.

Fui contactado por docentes do referido Agrupamento dando conta que por força da realização das Provas Ensaio, conjugado com a Greve da Função Pública e porque dois avisos de greve estavam em simultâneo foi encontrada esta solução para os vigilantes das provas poderem ou não ser substituídos.

Caso o vigilante da prova ensaio declarasse estar a faltar por qualquer motivo (que não a greve) seria substituído, mas se não comunicasse nada considerava-se que estaria em greve e não entraria o suplente da prova ensaio como determinam as regras do pré-aviso de greve so STOP..

Considerei até um bom procedimento para clarificar a existência de destas duas greves em simultâneo, mas que de nada serviu para que as provas de ontem nesse agrupamento se realizaram.

Fica aqui o esclarecimento da situação passada neste Agrupamento.

 

 

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Crónica de uma formação contínua – João André Costa

 

Há em Portugal, como há tantas coisas em Portugal, e, aliás, há tudo em Portugal incluindo não só a árvore dos Patafúrdios, mas também uma engrenagem invisível a exigir aos docentes, na delicadeza burocrática de um carimbo, uma formação contínua e incessante, eterna, e o saber, ou a falta dele, é uma dívida para sempre por saldar.

Dizem-lhes: é um direito e um dever. E a frase, tão redonda, tão perfeita, é uma armadilha.

É uma patranha. Das grandes.

Porque se o direito vem com o reconhecimento, já o dever é esta hera a crescer pelas paredes da vida, a nossa vida tantas vezes espoliada e vilipendiada noite dentro e depois das horas de trabalho, quando o corpo, e com o corpo a cabeça, grita por silêncio e repouso.

Qual repouso? Não há repouso.

A lei, discreta como um burocrata a evitar olhar-nos de frente, sublinha ser a formação contínua essencial para a qualidade do ensino, para a melhoria dos resultados, para o aperfeiçoamento permanente do docente.

E ninguém discorda.

E todos anuem.

Atire a pedra o primeiro professor contra o aperfeiçoamento!

E o problema não está na ideia, mas na geografia da mesma: cursos espalhados pelo país, inscrições pagas do próprio bolso, deslocações a somar quilómetros como contas de um rosário, horas roubadas ao jantar, aos filhos, ao sono.

Professores a conduzir a noite, faróis como pequenas confissões na estrada a caminho de uma outra escola ou um qualquer centro de formação no meio de um baldio no meio de nenhures, Bem-Vindo a Nenhures, para ouvir falar de metodologias activas enquanto o sono cabeceia contra a parede mais o meu reino por uma cama, o meu reino por uma cama e o meu reino por uma cama agora.

Uma formação independente das necessidades da escola e dos alunos, ao invés liberalizada e transformada num verdadeiro mercado pago por quem ensina para poder progredir na carreira. E há nisto há qualquer coisa de ironicamente cruel: para ensinar melhor é preciso primeiro sobreviver ao sistema concebido para ensinar melhor.

Depois atravessamos o mar, esse intervalo salgado a separar não só territórios, mas maneiras de pensar, e encontramos o Reino Unido, onde a palavra formação não vem carregada de culpa, mas de calendário.

Ali, cinco dias por ano, cinco dias inteiros, são retirados às aulas como quem abre as janelas de uma casa fechada. Chamam-lhes “INSET days”, dias sem alunos, dias nos quais os professores continuam a trabalhar mas trabalham para si próprios, para a escola, para o colectivo. Não são horas clandestinas roubadas à noite, são horas reconhecidas, inscritas no tempo de serviço e no horário de trabalho.

Nesses dias, a escola pára para pensar. A Direção observa, escuta, decide quanto faz falta aprender, não por capricho mas por necessidade real, alinhando a formação com os alunos, com as dificuldades concretas, com o futuro possível daquela comunidade. Não é o professor quem anda à procura da formação como quem procura água no deserto, é a formação ao encontro da escola numa resposta organizada.

E talvez o mais estranho para nós seja isto: não pagam por isso. Não pagam para aprender aquilo exigido pelo sistema. Não atravessam o país em peregrinação pedagógica. Estão no seu horário, no seu espaço, no seu lugar.

E no meio disto tudo fica uma pergunta por enunciar em voz alta, talvez por pudor, talvez por hábito: desde quando o tempo dos professores não tem valor? Desde quando alguém confundiu vocação com disponibilidade infinita?

E assim, os professores neste Portugal dos Pequenitos, continuam a ensinar, com uma coragem silenciosa, quase teimosa.

O contrário é esta ideia a preto e branco e em papel à espera da sua hora lusitana: cinco dias por ano, cinco dias apenas, um gesto de respeito, uma pausa para reconhecer como ensinar também é aprender, e aprender não é um castigo.

João André Costa

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Saber Que Isto Não Se Pode Fazer É Básico

Agrupamento de Alcanena pede a professores que comuniquem adesão à greve

 

A diretora do Agrupamento de Escolas de Alcanena, Ana Cláudia Cohen, enviou um email aos professores da Escola Básica Dr. Anastácio Gonçalves a pedir que estes comunicassem, até à primeira hora letiva da manhã desta sexta-feira, se iriam aderir à greve. A denúncia foi feita ao JN por um docente do estabelecimento de ensino do distrito de Santarém. A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avisa que “nenhum professor está obrigado a comunicar que vai fazer greve”.

 

“O email que nos foi enviado ontem [quinta-feira] à tarde indicava que hoje [sexta-feira] eram as provas-ensaio, as Provas de Monitorização da Aprendizagem [ModA], para o 4.º ano, e que quem fosse faltar devia avisar até ao fim do primeiro tempo da manhã de hoje, para não comprometer a realização das provas”, explicou ao JN o professor, que preferiu manter o anonimato.

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Reserva de Recrutamento 51 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 13 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 20 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 51

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Diretores temem cometer erros nos concursos de professores

Também sugiro eu que o período de validação possa ter mais uns dias evitando-se assim asneiras neste processo.

 

Diretores temem cometer erros nos concursos de professores

 

 

Queixam-se de falta de formação para novas funções de validação do tempo de serviço prestado pelos docentes no ensino privado.

 

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) transferiu para os diretores de escolas a competência de certificar o tempo de serviço prestado pelos professores no ensino particular e cooperativo para efeitos de concurso, mas os responsáveis escolares queixam-se de falta de formação e temem cometer erros que deem azo a ultrapassagens ilegítimas.

“Os serviços do MECI levavam meses a validar os documentos das escolas, enquanto nós tivemos cerca de cinco dias para o fazer no concurso que decorre até segunda-feira. Não tivemos formação, o apoio da tutela é feito só por email, e temos receio de cometer erros com consequências nas colocações e na entrada nos quadros”, disse ao CM Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Viso, em Viseu. “Como é que eu verifico se uma declaração digitalizada é verdadeira? Telefono às escolas para saber se o professor trabalhou lá? Tenho quase 90 candidaturas”.

Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, também se queixa de “falta de formação”. “Podemos incorrer em alguma desconformidade e temos a Inspeção de Educação sobre nós ou, quiçá, o Ministério Público”, afirmou, lamentando que os diretores tenham “mais responsabilidade mas sem a correspondente compensação”. O novo estatuto do diretor, com aumento do valor do suplemento, tinha sido prometido pelo ministro para janeiro, mas foi adiado para o segundo semestre. O CM questionou o MECI mas não obteve resposta.

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Listas provisórias-Concurso Pessoal Docente 2026/2027 – Açores

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Nova ronda negocial entre FNE e MECI

 

 

Nova ronda negocial entre FNE e MECI sobre a revisão do modelo de recrutamento e colocação de docentes – Tema 2 (ECD)

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Amanhã

Há Greve da Função Pública e Prova Ensaio do 4.º  ano de Matemática.

Até é muito possível que a Prova Ensaio seja um motivo para que haja uma maior adesão à greve nas escolas do 1.º Ciclo.

Amanhã veremos.

 

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Antecipadamente, Prevejo o Maior Número de Invalidações de Candidaturas Desde Sempre

Pelo que me vou apercebendo este ano deve bater qualquer record no número de candidaturas invalidadas numa primeira fase num concurso nacional de professores.

São razões muitos objetivas para que isto vá acontecer:

  • Ausência de um manual de candidatura para o concurso Interno/externo;
  • Passagem para as escolas das validações dos tempos de serviço prestado no Ensino Particular e Cooperativo;
  • Ausência de um canal de comunicação eficaz entre docentes e MECI.

 

O próprio MECI que avalie esta fase de candidatura e corrija no futuro o erro que está a cometer.

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Guia de Matrículas 2026/2027, para Encarregados de Educação

 

 

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A Audição da Associação Jurídica Pelos Direitos Fundamentais (AJDF)

Pode ser vista aqui.

Mais uma boa iniciativa desta Associação.

 

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A FAQ 3 do Procedimento Concursal Comum

Tem uma pequena alteração .

Se a FAQ 2 dizia que que a Avaliação Psicológica seria realizada pela DGAEP, sendo os custos suportados pela AGSE agora passa a dizer isto na FAQ 3.

Devem estar ainda a definir quem faz o que em cada agência.

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Audição na AR da AJDF

AJDF – Contribuição para o Estatuto da Carreira Docente na Audição da Comissão de Educação e Ciência da AR.

Audição

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Concurso de psicólogos nas escolas e o rácio que não se cumpre

Segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, 2026 promete ser um ano marcante: nada menos do que 1406 técnicos vão reforçar as escolas, entre os quais 758 psicólogos. Grandes números ficam sempre bem em títulos. Soam a solução, a prioridade e a compromisso. Já a realidade… essa tem menos talento para marketing.

No terreno, a matemática é outra: menos mediática, mas bastante mais reveladora. O famoso rácio de um psicólogo para 500 alunos (Lei n.º 54/2025) – apresentado como referência, como objetivo, como sinal mínimo de dignidade no acompanhamento – não está a ser cumprido e apresenta-se mais como sugestão decorativa do que como objetivo concreto. O que existe, de facto, é um rácio de cerca de 1 para 796 alunos. Não é uma pequena diferença, é uma falha gritante. São quase mais 300 alunos por psicólogo. São centenas de crianças e jovens que simplesmente deixam de caber no tempo, na atenção e na capacidade de resposta de um profissional.

Onde se esperava 1 para 500, entrega-se 1 para 796 e apresenta-se o resultado como progresso. Isto porque as escolas com 1200, 1300 e 1400 alunos teriam direito a ver reforçado o número de psicólogos, mas não é isso que está a acontecer na maior parte dos casos. Muitas não têm direito a um só reforço. Ficam iguais no que toca ao número de psicólogos atribuídos.

E, perante isto, causa perplexidade o estado quase mudo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Tendo conhecimento desta realidade, seria expectável uma posição pública mais clara, firme e visível. No entanto, essa intervenção não tem acontecido de forma proporcional à gravidade da situação, deixando sem voz, no espaço público, um problema que afeta diretamente profissionais e milhares de alunos.

Mas talvez estejamos a ver mal a coisa. Talvez o plano nunca tenha sido garantir um acompanhamento digno e consistente, mas sim garantir que há sempre um número suficientemente impressionante para anunciar. Afinal, entre cumprir rácios e cumprir títulos de notícias, estes últimos são claramente mais fáceis de alcançar.

Entretanto, nas escolas, continua-se a gerir o difícil com profissionalismo: intervenções adiadas, prevenção comprometida, alunos sem acompanhamento atempado. Mas, pelo menos, há sempre a consolação de saber que, algures, o número 758 continua a soar muito bem.

Talvez o verdadeiro objetivo nunca tenha sido cumprir o rácio de 1/500, mas sim cumprir o rácio de “boas” notícias por ano. E, nesse campo, é justo reconhecer: os resultados são excelentes.

 

 

Os técnicos do Ministério da Educação

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Isto Parece da Série “Gozar Com Quem Trabalha!”

Se até aqui a DGAE demorava um ou mais meses a certificar o tempo de serviço prestado no Ensino Particular e Cooperativo, vem agora a AGSE dizer que as escolas devem fazer isso durante a validação da candidatura (que tem um pazo de 5 dias úteis)?

Algumas escolas receberam mais de 100 candidaturas para validar e muitas delas têm associados documentos para validar o Tempo de Serviço.

O mais engraçado é que a AGSE se diz disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais mas não dão respostas por telefone.

Isto devria entrar num sketch qualquer do RAP.

 

Na sequência da comunicação enviada a 18/03/2026 relativa ao novo procedimento de prova do tempo de serviço prestado no ensino particular e cooperativo (EPC), a AGSE, I.P. informa que foram desenvolvidos instrumentos de apoio com vista a facilitar a sua correta aplicação.

 

Neste âmbito, encontra-se disponível em  https://agse.pt/concurso-nacional-interno-e-externo-2026-2027-1-a-validacao/ um documento orientador, que sistematiza os procedimentos a adotar na validação do tempo de serviço, bem como um conjunto de FAQ revistas e atualizadas, que visam esclarecer as principais dúvidas sobre a matéria, bem como a lista atualizada das entidades de ensino particular e cooperativo autorizadas para efeitos de validação das declarações emitidas.

 

Estes elementos devem ser utilizados de forma articulada, constituindo um suporte complementar ao novo modelo de comprovação do tempo de serviço.

 

A AGSE, I.P. permanece disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais que considere necessários.

 

 

Aqui seguem os documentos para servirem de apoio a esta validação do Tempo de Serviço

SIGRHE – 1.ª Validação 2026/2027

Nota de Anexos

Legislação/Circulares

Outros

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A *AJDF*, hoje, pelas 14 horas, será ouvida *na Assembleia da República, na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência*

A *AJDF*, *hoje, pelas 14 horas*, será ouvida *na Assembleia da República, na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência* (CEC), no âmbito do Grupo de Trabalho constituído para o *processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).*

*A delegação da AJDF faz-se acompanhar pelo Doutor Ricardo Nascimento*, da *Pragma Advogados*, responsável pela elaboração do *documento que contém as propostas da AJDF*.

*Acompanhe em:* https://canal.parlamento.pt/

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Reserva de Recrutamento 50 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 12 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quarta-feira, dia 15 de abril, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 16 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 50

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Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 – 1.ª Validação

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 20 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica para efetuar a 1.ª Validação para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

SIGRHE – 1.ª Validação 2026/2027

Nota de Anexos

Legislação

Outros

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Alterações nas Matriculas

Procede à quinta alteração ao Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, com a redação dada pelo Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março.

Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril

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Novidades nas FAQ do Concurso para Técnicos Superiores

A versão 2 das FAQ encontra-se aqui.

 

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Se fosse só uma questão financeira estaria a coisa resolvida

O problema vai muito para lá disso…reuniões para aprovar candidaturas, prazos, burocracia, candidaturas, concursos para elaborar projetos, burocracia, projetos, concursos de adjudicação, burocracia, mão de obra… e podíamos continuar por mais 3000 caracteres e não acabava o processo.

 

Fernando Alexandre elogiou descentralização educativa, mas admitiu falhas na relação entre municípios e escolas e alertou que as 500 escolas a precisar de obras não se resolvem de uma vez.

“Não há recursos para 500 escolas de uma vez”: ministro defende descentralização mas reconhece aspetos a melhorar

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O Problema São As Aulas ou As Noitadas ao Telemóvel?

Cérebro “desligado” de manhã? Aulas às 08h00 podem estar a afetar o desempenho dos alunos

 

Os alunos queixam-se das aulas da manhã e a verdade é que estudos comprovam que o horário das 08h00 pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e o bem-estar dos jovens.

As queixas dos alunos com as aulas matinais não são de agora. Alguns têm de acordar muito cedo para chegar às aulas das oito da manhã; outros dormem pouco e tentam resistir à tentação de acabar o sono durante a aula. No entanto, foi mesmo confirmado que as aulas cedo de manhã podem estar a comprometer o desenvolvimento cognitivo e o bem-estar dos adolescentes.

Os estudos são citados pelo Diário de Notícias, que referem a Finlândia e os Estados Unidos da América como exemplos. Estudos recentes indicam que o horário entre as 08h00 e as 08h30 podem ser prejudiciais ao funcionamento do cérebro nesta fase de desenvolvimento das crianças.

O problema com as aulas a partir das 08h00 é que o cérebro dos jovens tende a não estar plenamente funcional, parecendo quase uma aula de “desperdício”, que não contribui para a produtividade escolar.

Os estudos concluem ainda que cerca de metade dos adolescentes apresenta défice de sono: e que a tendência não é melhorar. Apesar de os dados não serem portugueses, em território nacional o cenário não é muito diferente, com cada vez mais jovens a dormirem menos de oito horas por noite, o mínimo recomendado.

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Lembro que o Concurso 2026/2027 Termina Hoje

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Candidatura para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

 

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Apuramento de Vagas – Ensino Artístico

Encontra-se disponível, até às 23:59 horas do dia 16 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Apuramento de Vagas, destinada à recolha das necessidades permanentes dos estabelecimentos de ensino artístico especializado.

SIGRHE – Concurso Ensino Artístico 2026/2027 – Apuramento de vagas

 

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Tentem consultar o vosso RITS… ou pesquisar as listas do ano passado da DGAE

 

 

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O “erro moderno” repete-se com fatos novos – Alfredo Leite

Confesso uma coisa que me inquieta cada vez mais quando entro em escolas e falo com professores. Há um cansaço novo no ar.

Não é só o cansaço das reuniões, dos relatórios, dos conflitos, das turmas difíceis ou das famílias em sofrimento. É outro.

É o cansaço de ouvir, mais uma vez, que a solução vem aí embrulhada em tecnologia, com promessa de futuro, brilho de palco e linguagem de revolução…

E, no meio disso tudo, muitos professores olham para a inteligência artificial e pensam uma coisa muito simples e muito séria: outra vez a mesma história, mas agora com máquinas a fingir que nos compreendem.

Eu percebo esse medo. E seria intelectualmente desonesto não o dizer. Porque há perguntas que já estão a crescer dentro das escolas,…

Se um aluno usa IA para pensar, escrever e organizar ideias, o que é que ele está realmente a aprender?

Se a escola proíbe ou condena esse uso nos alunos, mas celebra esse mesmo uso nos adultos, que mensagem moral está a passar?

Se começamos a delegar na máquina aquilo que antes exigia esforço cognitivo, hesitação, tentativa, erro e reformulação, não estaremos a treinar uma geração para parecer competente sem ter construído competência verdadeira?

E a mais incómoda de todas: quando a inovação começa a substituir o juízo do professor, ainda estamos a modernizar a escola ou estamos a desautorizar, devagarinho, quem a sustenta ?

O meu receio não é a tecnologia em si.

O meu receio é a velha tentação humana de chamar progresso àquilo que apenas reduz esforço imediato e aumenta dependência futura.

Já vi isto antes com outras modas educativas. Chegam com palavras grandes, prometem libertar tempo, democratizar aprendizagem, personalizar ensino, revolucionar tudo.

Depois, no terreno, sobra muitas vezes mais confusão, mais desigualdade e mais pressão sobre os mesmos de sempre.

E por isso compreendo perfeitamente o professor céptico que pensa: lá vem mais uma vaga tecnossalvacionista, cheia de entusiasmo, mas sem uma resposta robusta para a pergunta decisiva. Isto melhora mesmo o pensamento das crianças e dos jovens ou apenas melhora a aparência de modernidade dos adultos?

Talvez o ponto mais perigoso seja este: podemos começar a confundir fluidez com inteligência.

Um texto rápido não é necessariamente um pensamento profundo.

Uma resposta correta não é o mesmo que uma mente formada.

Uma ferramenta poderosa não substitui carácter, discernimento, leitura lenta, escrita sofrida, silêncio intelectual e confronto honesto com a dificuldade.

E quando uma escola perde respeito por esse processo, perde muito mais do que método.

Por isso, antes de celebrarmos a IA como salvação pedagógica, talvez devêssemos ter coragem para fazer perguntas menos confortáveis e mais adultas.

Quem fica mais forte com isto?  O professor ou o sistema?

O aluno ou a sua preguiça cognitiva?

A aprendizagem ou apenas a produção?

A ética ou a conveniência?

A liberdade interior ou a dependência elegante?

Há alturas em que a tecnologia não entra na escola como ferramenta. Entra como atmosfera. E quando uma atmosfera se instala sem pensamento sério, o perigo maior não é substituir professores. É substituir lentamente a ideia de que pensar custa, demora e forma a alma.

E, por vezes, estas tecnologias chegam-nos embrulhadas em excesso de marketing, interesses pouco transparentes e uma coreografia de palco demasiado previsível.

São apresentadas como inevitáveis, quase redentoras, muitas vezes por alguém mais treinado para impressionar do que para compreender verdadeiramente o que se passa numa sala de aula real.

E é precisamente aí que o professor desconfia, e bem: quando há demasiado brilho no discurso e pouca seriedade nas consequências, o mais prudente não é a rendição. É a lucidez.

Uma escola que troca relação humana por fascínio tecnológico arrisca cair numa deriva tecnocrática, esquecendo que educar não é acelerar produção, é formar pessoas.

Eu diria que a verdadeira inovação não vem do brilho da ferramenta, mas do interior da prática pedagógica, e que o digital só tem valor quando reforça a educação como bem público em vez de enfraquecer o lugar do professor.

Porque uma cultura que confunde fluidez com inteligência está a correr um risco sério, porque carácter, discernimento e confronto com a complexidade não se descarregam de uma máquina.

Se a escola continuar a substituir experiência vivida por soluções fáceis e ecrãs sedutores, teremos crianças cada vez mais adaptadas à passividade e cada vez menos preparadas para explorar, frustrar-se, pensar e crescer a sério.

O “erro moderno” repete-se com fatos novos. Sempre que uma ferramenta começa a seduzir mais do que a verdade difícil do crescimento, o adulto sensato abranda e faz perguntas.

 

Alfredo Leite

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Os objetivos de Fernando Alexandre

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136 Docentes Aposentados em Maio de 2026

Na lista mensal de aposentados de Maio foram aposentados 136 docentes da Rede Pública do MECI.

Este é o menor número de 2026 e um dos menores números mensais dos últimos anos.

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A escola é, cada vez mais, como um ex-amor… – Paula Dias

 

A escola é, muitas vezes, como aqueles parceiros de uma relação que abusam, agridem, manipulam e controlam os seus pares… 

Gritar, humilhar publicamente, culpar e acusar de forma despropositada e excessiva, ignorar o diálogo, desferir críticas destrutivas ou agir de forma discricionária e autoritária são exemplos de alguns comportamentos manifestados pela escola, dentro de cada escola…

 

A escola tem uma interacção perturbada e conturbada com os seus parceiros de relacionamento… Não existe nessa relação a serenidade e o apaziguamento necessários para o estabelecimento de compromissos leais e justos, entre as partes envolvidas…

Na escola, muitas vezes, a paz é falsa e simulada, a tranquilidade é aparente e decorre apenas da inacção, do evitamento ou da indiferença…

A relação tóxica e abusiva, muitas vezes estabelecida entre a escola e os respectivos parceiros, ilustra bem a perturbação relacional existente…

A rejeição ou o divórcio entre a escola e os seus parceiros parece inevitável: 

– Os que ainda permanecem na relação anseiam por poder sair dela o mais rapidamente possível e libertar-se da asfixia constante a que são sujeitos;

– Grande parte dos possíveis novos parceiros desiste da relação, mesmo antes de a ter experimentado… 

Lidar com o desapego e o desencanto dos primeiros e com a rejeição explícita dos segundos talvez não seja fácil para a escola, mas também não a faz mudar a atitude prepotente e doentia, frequentemente observada…

A escola trai, engana e ludibria os seus parceiros de relação. Também não os reconhece nem os valoriza…

A infidelidade é prática comum e corrente, existem muitos parceiros que são despudoradamente “encornados” pela escola… No fundo, a escola adora “saltitar de nenúfar em nenúfar”…

A escola gosta de “flirtar”, mas não tem coragem para assumir compromissos sérios e consumar algumas relações. Para a escola, não há ninguém insubstituível, nem amores incondicionais…

Todos, num certo momento, podem ser descartados, rejeitados, preteridos ou trocados. E sobre isso que não haja qualquer ilusão ou engano…

A escola não sabe namorar porque não consegue manter com os seus parceiros uma relação afectiva baseada no comprometimento, na cumplicidade e na confiança…

Não há reciprocidade de sentimentos entre a escola e os seus parceiros… A escola perdeu a capacidade de seduzir e de atrair. A escola tolera-se, mas não se deseja…

A escola não quer saber de relações saudáveis, nem de Ideais ou de Princípios…

Esses ficam apenas muito bem descritos e defendidos em compêndios teóricos, elaborados por “sábios” que nunca pisaram numa escola, a não ser, talvez, em ilustres cerimónias de inauguração ou em visitas previamente agendadas, sempre muito bem encenadas, dominadas pela artificialidade e preparadas com todo o brilho e devoção…

A escola é como um amante manhoso, interesseiro e desleal: as juras de amor e a sedução só duram o tempo necessário para se encontrar um substituto…

A escola rege-se por aquela desculpa esfarrapada, frequentemente utilizada para justificar o fim de um relacionamento e para esconder ou mascarar a rejeição: “o problema não és tu, sou eu”…

Dessa forma, a escola procura o indulto, ao mesmo tempo que assume uma postura profundamente egocêntrica, hipócrita e cobarde… Trata-se de uma estratégia ardilosa que, à primeira vista, pretende suavizar a culpa dos parceiros e retirar-lhes o ónus da responsabilidade da separação, mas, também, e intencionalmente, esvaziar de pertinência qualquer argumento apresentado com o objectivo de reverter a ruptura e o afastamento…

Nessas condições, não há reatamento possível porque não há nada que os parceiros possam fazer para evitar a separação, a causa da mesma não é controlável por eles, está fora do seu alcance…

Mas a submissão que a Escola exige aos seus parceiros é tão intolerável quanto o é a inércia e a resignação destes últimos face a tal exigência…

Na escola não se vive, funciona-se e nem sempre se sobrevive…

A escola, como muitos agressores, regozija-se e “esfrega as mãos de contente” pelo silêncio tácito dos que permanecem neutrais e conta com a sua irrevogável cumplicidade e conivência…

A escola não é um parceiro de Bem e por isso não é recomendável… Como se fosse um parceiro clandestino, a escola, cada vez mais, se confronta com dificuldades para ser vista como alguém que se apresenta à família ou que se assume perante os amigos…

A escola espera ser amada, mas não consegue amar ninguém… A escola só ama a si própria…

Mas essa condição também não impede que se estabeleça com ela uma espécie de relação amor-ódio, repleta de ambivalência emocional e de sentimentos contraditórios, que naturalmente tendem a entrar em conflito… 

Não adianta romantizar a relação com a escola:

– No momento actual, a escola é um agente potencialmente patogénico, para aqueles que com ela se cruzam…

E espanta a forma como, muitas vezes, se reage à intimidação ou à agressão, perpetradas pela escola: 

– Idolatria, cumplicidade e dependência face aos agressores, plausivelmente pelo medo de eventuais retaliações… 

Raios partam a tolerância à manipulação e a atração por relacionamentos abusivos e tóxicos, evidenciadas por tantas pessoas…

Raios partam a hipocrisia, a cobardia e a ausência de solidariedade, tantas vezes observadas, quando algum parceiro tenta libertar-se do agressor, recusando “vender a alma ao diabo”… 

Sendo este texto um assumido devaneio, saturado de metáforas, pergunta-se:

– Quem nunca fingiu prazer, tendo a escola como parceiro?

Cada vez mais, o “casamento” com a escola se parece com isto:

– “Casaste por amor ou por interesse?”

– “Deve ter sido por amor, que interesse não lhe vejo nenhum…”

A escola perfeita não consome álcool, não fuma, não ingere açúcar nem gorduras saturadas, não engana, não mente e, principalmente, não existe…

A escola é, cada vez mais, como um ex-amor:

“Gostaria que tu soubesses

O quanto que eu sofri

Ao ter que me afastar de ti”

Nos desgastamos

Transformando tudo em dor

(Martinho da Vila, Ex-Amor).

Escrevi este texto há alguns anos, em circunstâncias muito particulares. O Blog DeAr Arlindo publicou-o, pela primeira vez, em Agosto de 2023. Relendo-o hoje continua a fazer sentido para mim, ainda que as circunstâncias que me levaram a escrevê-lo se tenham alterado…

Fará sentido para mais alguém?

Paula Dias

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A Música do Blog

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Pais em “modo avião” (Parte II)

Há uma tendência curiosa, para não dizer trágico-cómica, nas sociedades modernas: quanto mais complexos se tornam os problemas das crianças, mais rapidamente os adultos olham para a escola como se fosse uma espécie de centro de reparação universal. A criança não respeita regras? A escola que resolva. Está viciada no telemóvel? A escola que proíba. Não sabe lidar com frustração? A escola que ensine. Em breve, se o miúdo não comer a sopa, ainda se pede ao diretor de turma que intervenha com um plano estratégico.

A frase de Kristina Kallas cai como uma pedra neste lago de ilusões: “a responsabilidade parental é menos discutida do que a responsabilidade dos professores.” E é difícil não concordar, ainda que isso doa um bocadinho, sobretudo a quem já delegou metade da educação dos filhos no Google Classroom e a outra metade no TikTok.

Vivemos na era do “pai em modo avião”. Está presente, mas não responde. A criança cresce com autonomia — não aquela autonomia saudável, mas uma versão premium de “faz o que quiseres enquanto eu trato da minha vida”. Depois, quando inevitavelmente algo corre mal, entra em cena o clássico: “A escola devia ter feito mais.”

Devia? Talvez. Mas fazer o quê exatamente? Ensinar matemática, português, ciências… e, já agora, valores, limites, empatia, gestão emocional, nutrição, cidadania digital e, se sobrar tempo, como dizer “não” sem fazer birra. Tudo isto com turmas de vinte e tal alunos, cada um com a sua história, e com uma burocracia que faria um funcionário das finanças pedir baixa por stress.

Entretanto, o professor tornou-se uma figura quase mitológica: uma mistura de psicólogo, assistente social, mediador de conflitos e, ocasionalmente, docente. Falta-lhe apenas capa, embora, sejamos justos, muitos já andem em modo sobrevivência, o que é uma espécie de superpoder moderno.

O problema não está apenas na exigência. Está na transferência silenciosa, e confortável, de responsabilidades. Educar dá trabalho. Dá conflitos. Dá cansaço. E, sobretudo, dá aquela coisa pouco popular chamada coerência. É muito mais simples esperar que a escola faça o “trabalho difícil” e depois aparecer nas reuniões para perguntar por que razão o filho não respeita regras… regras essas que nunca existiram em casa.

Claro que isto não significa absolver a escola de tudo. Nem cair na tentação fácil de culpar os pais por todos os males do mundo. Há desigualdades, contextos difíceis, realidades complexas. Mas uma coisa é certa: nenhuma política educativa, nenhum decreto, nenhum projeto inovador substitui aquilo que acontece, ou não acontece, dentro de casa.

E aqui entra o paradoxo delicioso: exige-se cada vez mais da escola, enquanto se esvazia progressivamente o papel educativo da família. Resultado? Professores exaustos, pais indignados e crianças… confusas. Muito confusas.

Talvez esteja na altura de um pequeno ajuste civilizacional. Nada de revolucionário, apenas recuperar uma ideia antiga, quase vintage: os pais educam, a escola ensina. Simples, não é? Quase suspeito de tão simples.

Mas enquanto isso não acontece, continuaremos neste espetáculo peculiar: pais em “modo avião”, professores em “modo super-herói” e alunos a assistir, entre um scroll e outro, a ver quem ganha esta batalha de expectativas.

Ninguém ganha. Mas dá um excelente material para crónica.

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Reserva de Recrutamento 49 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 11 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 10 de abril, até às 23:59 horas de segunda-feira, dia 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 49

 

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“Mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para vir para Lisboa”

Fernando Alexandre aponta desigualdades entre Norte e Sul do País que colocam em causa missão da escola pública.

“Mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para vir para Lisboa”, garante ministro da Educação

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Da Minuta da Ata Para Recrutamento de Técnicos Superiores

Aparece um ponto que quase nenhuma escola está preparada para o fazer, pelo que se vai solicitar à DGAEP que faça essa Avaliação Psicológica?

Ou o MECI vai financiar as escolas para contratar essa entidade especializada?

 

  1. Avaliação Psicológica (AP), visa avaliar as aptidões, características de personalidade e competências comportamentais dos candidatos, estabelecendo um prognóstico de adaptação às exigências dos postos de trabalho a ocupar, tendo como referência o perfil de competências previamente definido, podendo comportar uma ou mais fases e é avaliada através das menções classificativas de Apto e Não Apto.
    • Atenta a especificidade deste método de seleção e a competência técnica necessária para a sua aplicação, será efetuada por uma entidade especializada, nos termos dos n.ºs 2 e 3 do artigo 17.º da Portaria, sendo garantida e observada a privacidade dos elementos e resultados perante terceiros que não o próprio candidato, sob pena de quebra de sigilo.
    • Atendendo ao disposto na subalínea ii) da alínea b) do n.º 2 do artigo 20.º da Portaria, o resultado da avaliação psicológica tem uma validade de 24 meses contados da data de homologação da lista de ordenação final, podendo, durante esse período, o resultado ser aproveitado para outros procedimentos de recrutamento para postos de trabalho idênticos realizados pela mesma entidade avaliadora ou pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.

 

O que diz o n.º 2 e 3 do artigo 17.º da Portaria 233/2022?

 

2 – A avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.

3 – A avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.

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Andaep culpa sucessivos Governos pelo “desprezo” à carreira docente

“Nós sabemos que a escassez de professores é um problema estrutural de Portugal, da Europa e do Mundo. E porque chegamos a esta situação? Chegamos porque os sucessivos Governos desprezaram a carreira docente, quer o Governo de esquerda, quer o Governo de direita”, disse Filinto Lima.

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FAQ’s do Concurso de Docentes 2026/2027

…publicadas no dia 6 de abril pela AGSE.

Demoraram 5 dias úteis após a abertura do concurso para publicarem estas simples FAQ.

Em pdf aqui.

 

 

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Alberto Veronesi – RASI 2025: O silêncio que a escola não aguenta

RASI 2025: O silêncio que a escola não aguenta

 

O RASI de 2025 não é só um relatório de estatísticas, é um documento de exame de consciência e o país recusou-se a abri-lo à luz do dia. Nas escolas portuguesas registaram-se 8.133 ocorrências no ano letivo 2024/2025, mais 14,1 por cento do que no anterior, 5.694 delas com caráter criminal. O que se esconde atrás destes números é um quotidiano de agressões, ameaças, furto, vandalismo, ofensas sexuais e armas que já não cabem nas lógicas de “incidente pontual” com que a opinião pública prefere tranquilizar-se.

As ofensas à integridade física somam 2.198 casos, 1.394 dizem respeito a injúrias e ameaças, 931 são furtos, 322 são atos de vandalismo e 182 casos de ofensas sexuais, um número que cresce ano após ano. Em paralelo, o número de situações de uso ou posse de arma nas escolas aumentou 50 por cento, de 76 para 114, em apenas um ano letivo. Se se somar tudo, o que o país tem é uma média de 35 crimes por dia nas escolas durante 164 dias de aulas, o que se traduz em cerca de 50 incidentes diários quando se incluem também os ilícitos não criminais.

O RASI não conta o que acontece antes de ser registado, depois de ser apagado, ou fora dos muros da escola, mas o que ele confirma é inescapável. A violência escolar não é uma exceção, é um padrão que se acentua, sobretudo, em Lisboa, Porto e nos grandes centros urbanos, embora o problema se estenda a todo o país. O PISA já mostrava um país onde quase um terço dos alunos reclama barulho constante e perda de tempo, 19,6 por cento diz que os professores demoram a acalmar a turma, e o nível de bullying é muito superior, por exemplo, ao dos países nórdicos, enquanto a violência psicológica e a intimidação digital se alastram em silêncio.

É fácil descrever isto como “indisciplina”. Mais difícil é admitir que se trata de perda de ordem e de domínio do espaço escolar, que não se resolve com slogans de educação cívica, mas com um rearranjo profundo de regras, de poder e de responsabilidade partilhada entre famílias, escola e Estado. O PISA não mente. Os alunos submetidos a barulho constante perdem 17 pontos em leitura, e quem se queixa sempre de indisciplina pontua 40 pontos abaixo em matemática, dados que não se apagam com retórica, só se mitigam com mudança de contexto.

O que mais incomoda não é apenas o crescimento da violência, mas o modo manso como este relatório foi enterrado na semana em que se fala de renascimento, paz e reconciliação. O RASI 2025 devia ter sido uma bomba mediática, um ponto de viragem, uma ocasião para assumir, em vez de disfarçar, que o problema das escolas portuguesas já não é de gestão de aulas, mas de segurança de um território público essencial onde aprendizagem e intimidação coexistem no mesmo recreio.

Há o risco de reduzir isto a um debate de direita vs. esquerda, de rigor vs. compreensão, quando o que está em jogo é a reivindicação de ordem como condição de justiça. Enquanto o país insiste em discutir quem é mais culpado, a realidade continua a ser esta, 35 crimes por dia, 114 casos de armas, 182 ofensas sexuais, 2.198 agressões, 1.394 ameaças, 322 atos de vandalismo, 931 furtos, tudo isto dentro de escolas que se querem “de inclusão”, “de cidadania”, mas que não suportam a falta de limites como se fosse um detalhe de gestão.

O que ninguém diz em voz alta, mas o relatório diz em silêncio, é que a escola já não é só um espaço de ensino, é também um espaço de conflito, de dominação, de intimidação entre pares, de masculinidades violentas, de influência de redes sociais onde a violência se torna “tendência” e onde o respeito começa a parecer ridículo. O que também não se diz é que a falta de recursos, as turmas sobredimensionadas, a degradação de alguns edifícios e a perda de autoridade docente combinam-se numa equação que favorece a impunidade e a repetição de comportamentos abusivos.

A sociedade portuguesa prefere o discursivo à ação. Prefere saber que a criminalidade geral baixou do que olhar para a escalada da violência nas escolas, prefere a nostalgia de uma escola imaginada ao confronto com uma escola real, que exige a revisão urgente do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, leis mais claras, sanções mais rápidas, autonomia real das direções, apoio psicológico estruturado e não como “pequena atenção” e um reconhecimento social da profissão docente que não se limita a aplausos simbólicos. O RASI 2025 não é um relatório sobre a violência das escolas, é um relatório sobre a violência de um país que se recusa a ver o que se passa dentro das salas de aula, sobretudo quando prefere falar de paz, justamente na altura da Páscoa, em que o silêncio se torna cúmplice.

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Calendário de matrículas

a) Entre 22 de abril e 1 de junho, para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do ensino básico;

b) Entre 16 de junho e 29 de junho, para os 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade;

c) Entre 1 de julho e 13 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico;

d) Entre 15 de julho e 22 de julho, para os 10.º e 12.º anos do ensino secundário.

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FNE exige clarificação e transparência nos concursos para Trabalhadores de Apoio Educativo

A Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu esta 2ª feira, dia 6 de abril de 2026, no Ministério das Finanças, com a Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, num encontro que contou igualmente com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.

FNE exige clarificação e transparência nos concursos para Trabalhadores de Apoio Educativo

A reunião teve como objetivo central a análise das principais preocupações relativas aos Trabalhadores de Apoio Educativo (TAE), num contexto marcado pela recente publicação do Despacho n.º 4240-C/2026.
A FNE regista como positivo o anúncio da abertura de um concurso para a vinculação de 1.406 técnicos especializados, incluindo 758 psicólogos, considerando tratar-se de um passo relevante, ainda que tardio, no reconhecimento da necessidade de estabilidade profissional destes trabalhadores da educação. Este processo permitirá regularizar a situação de muitos técnicos que, há vários anos, desempenham funções essenciais nas escolas em regime de precariedade.
Contudo, a FNE sublinha que o número de vagas anunciado é insuficiente para responder às necessidades reais do sistema educativo. Na perspectiva da Federação, esta medida não resolve de forma estrutural o problema da precariedade, nem assegura a estabilidade indispensável ao bom funcionamento das escolas.
No caso específico dos psicólogos, embora seja positivo garantir a existência de pelo menos um profissional por agrupamento, a FNE alerta que esta solução não cumpre o rácio previsto na Lei n.º 54/2025, que estabelece a necessidade de um psicólogo por cada 500 alunos. Torna-se, por isso, essencial monitorizar as necessidades das escolas, de modo a assegurar a sua adequada dotação em recursos humanos.
Relativamente ao modelo de concurso adotado, a FNE manifesta preocupação com a fragmentação de procedimentos conduzidos a nível local, alertando para riscos acrescidos em termos de transparência, equidade e uniformidade de critérios. Esta dispersão pode comprometer princípios fundamentais da Administração Pública, designadamente a igualdade de oportunidades e a imparcialidade.
Face a este cenário, a FNE defende:

– a reavaliação permanente do número de vagas agora anunciado;
– a adoção de um modelo concursal uniforme, transparente e centralizado;
– a garantia de condições e recursos humanos e materiais adequados para a execução dos procedimentos concursais;
– a não sobrecarga das escolas com tarefas para as quais, em muitos casos, não dispõem de meios nem de preparação;
– a implementação de medidas que assegurem a integração destes profissionais em carreiras estáveis e dignificadas.

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Reserva de Recrutamento 48

Reserva de Recrutamento 48 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 10 – 2025/2026

 

 

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