Há Greve da Função Pública e Prova Ensaio do 4.º ano de Matemática.
Até é muito possível que a Prova Ensaio seja um motivo para que haja uma maior adesão à greve nas escolas do 1.º Ciclo.
Amanhã veremos.
Abr 16 2026
Há Greve da Função Pública e Prova Ensaio do 4.º ano de Matemática.
Até é muito possível que a Prova Ensaio seja um motivo para que haja uma maior adesão à greve nas escolas do 1.º Ciclo.
Amanhã veremos.
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Abr 16 2026
Pelo que me vou apercebendo este ano deve bater qualquer record no número de candidaturas invalidadas numa primeira fase num concurso nacional de professores.
São razões muitos objetivas para que isto vá acontecer:
O próprio MECI que avalie esta fase de candidatura e corrija no futuro o erro que está a cometer.
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Abr 15 2026
Tem uma pequena alteração .
Se a FAQ 2 dizia que que a Avaliação Psicológica seria realizada pela DGAEP, sendo os custos suportados pela AGSE agora passa a dizer isto na FAQ 3.
Devem estar ainda a definir quem faz o que em cada agência.

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Abr 15 2026
AJDF – Contribuição para o Estatuto da Carreira Docente na Audição da Comissão de Educação e Ciência da AR.
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Abr 15 2026
Segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, 2026 promete ser um ano marcante: nada menos do que 1406 técnicos vão reforçar as escolas, entre os quais 758 psicólogos. Grandes números ficam sempre bem em títulos. Soam a solução, a prioridade e a compromisso. Já a realidade… essa tem menos talento para marketing.
No terreno, a matemática é outra: menos mediática, mas bastante mais reveladora. O famoso rácio de um psicólogo para 500 alunos (Lei n.º 54/2025) – apresentado como referência, como objetivo, como sinal mínimo de dignidade no acompanhamento – não está a ser cumprido e apresenta-se mais como sugestão decorativa do que como objetivo concreto. O que existe, de facto, é um rácio de cerca de 1 para 796 alunos. Não é uma pequena diferença, é uma falha gritante. São quase mais 300 alunos por psicólogo. São centenas de crianças e jovens que simplesmente deixam de caber no tempo, na atenção e na capacidade de resposta de um profissional.
Onde se esperava 1 para 500, entrega-se 1 para 796 e apresenta-se o resultado como progresso. Isto porque as escolas com 1200, 1300 e 1400 alunos teriam direito a ver reforçado o número de psicólogos, mas não é isso que está a acontecer na maior parte dos casos. Muitas não têm direito a um só reforço. Ficam iguais no que toca ao número de psicólogos atribuídos.
E, perante isto, causa perplexidade o estado quase mudo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Tendo conhecimento desta realidade, seria expectável uma posição pública mais clara, firme e visível. No entanto, essa intervenção não tem acontecido de forma proporcional à gravidade da situação, deixando sem voz, no espaço público, um problema que afeta diretamente profissionais e milhares de alunos.
Mas talvez estejamos a ver mal a coisa. Talvez o plano nunca tenha sido garantir um acompanhamento digno e consistente, mas sim garantir que há sempre um número suficientemente impressionante para anunciar. Afinal, entre cumprir rácios e cumprir títulos de notícias, estes últimos são claramente mais fáceis de alcançar.
Entretanto, nas escolas, continua-se a gerir o difícil com profissionalismo: intervenções adiadas, prevenção comprometida, alunos sem acompanhamento atempado. Mas, pelo menos, há sempre a consolação de saber que, algures, o número 758 continua a soar muito bem.
Talvez o verdadeiro objetivo nunca tenha sido cumprir o rácio de 1/500, mas sim cumprir o rácio de “boas” notícias por ano. E, nesse campo, é justo reconhecer: os resultados são excelentes.
Os técnicos do Ministério da Educação
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Abr 15 2026
Se até aqui a DGAE demorava um ou mais meses a certificar o tempo de serviço prestado no Ensino Particular e Cooperativo, vem agora a AGSE dizer que as escolas devem fazer isso durante a validação da candidatura (que tem um pazo de 5 dias úteis)?
Algumas escolas receberam mais de 100 candidaturas para validar e muitas delas têm associados documentos para validar o Tempo de Serviço.
O mais engraçado é que a AGSE se diz disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais mas não dão respostas por telefone.
Isto devria entrar num sketch qualquer do RAP.
Na sequência da comunicação enviada a 18/03/2026 relativa ao novo procedimento de prova do tempo de serviço prestado no ensino particular e cooperativo (EPC), a AGSE, I.P. informa que foram desenvolvidos instrumentos de apoio com vista a facilitar a sua correta aplicação.
Neste âmbito, encontra-se disponível em https://agse.pt/concurso-
nacional-interno-e-externo- 2026-2027-1-a-validacao/ um documento orientador, que sistematiza os procedimentos a adotar na validação do tempo de serviço, bem como um conjunto de FAQ revistas e atualizadas, que visam esclarecer as principais dúvidas sobre a matéria, bem como a lista atualizada das entidades de ensino particular e cooperativo autorizadas para efeitos de validação das declarações emitidas.
Estes elementos devem ser utilizados de forma articulada, constituindo um suporte complementar ao novo modelo de comprovação do tempo de serviço.
A AGSE, I.P. permanece disponível para quaisquer esclarecimentos adicionais que considere necessários.
Aqui seguem os documentos para servirem de apoio a esta validação do Tempo de Serviço
SIGRHE – 1.ª Validação 2026/2027
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Abr 15 2026
A *AJDF*, *hoje, pelas 14 horas*, será ouvida *na Assembleia da República, na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência* (CEC), no âmbito do Grupo de Trabalho constituído para o *processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).*
*A delegação da AJDF faz-se acompanhar pelo Doutor Ricardo Nascimento*, da *Pragma Advogados*, responsável pela elaboração do *documento que contém as propostas da AJDF*.
*Acompanhe em:* https://canal.parlamento.pt/
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Abr 14 2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quarta-feira, dia 15 de abril, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 16 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Abr 14 2026
Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 20 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica para efetuar a 1.ª Validação para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
SIGRHE – 1.ª Validação 2026/2027
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Abr 14 2026
Procede à quinta alteração ao Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, com a redação dada pelo Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março.
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Abr 14 2026
O problema vai muito para lá disso…reuniões para aprovar candidaturas, prazos, burocracia, candidaturas, concursos para elaborar projetos, burocracia, projetos, concursos de adjudicação, burocracia, mão de obra… e podíamos continuar por mais 3000 caracteres e não acabava o processo.
Fernando Alexandre elogiou descentralização educativa, mas admitiu falhas na relação entre municípios e escolas e alertou que as 500 escolas a precisar de obras não se resolvem de uma vez.
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Abr 13 2026
Os alunos queixam-se das aulas da manhã e a verdade é que estudos comprovam que o horário das 08h00 pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e o bem-estar dos jovens.

As queixas dos alunos com as aulas matinais não são de agora. Alguns têm de acordar muito cedo para chegar às aulas das oito da manhã; outros dormem pouco e tentam resistir à tentação de acabar o sono durante a aula. No entanto, foi mesmo confirmado que as aulas cedo de manhã podem estar a comprometer o desenvolvimento cognitivo e o bem-estar dos adolescentes.
Os estudos são citados pelo Diário de Notícias, que referem a Finlândia e os Estados Unidos da América como exemplos. Estudos recentes indicam que o horário entre as 08h00 e as 08h30 podem ser prejudiciais ao funcionamento do cérebro nesta fase de desenvolvimento das crianças.
O problema com as aulas a partir das 08h00 é que o cérebro dos jovens tende a não estar plenamente funcional, parecendo quase uma aula de “desperdício”, que não contribui para a produtividade escolar.
Os estudos concluem ainda que cerca de metade dos adolescentes apresenta défice de sono: e que a tendência não é melhorar. Apesar de os dados não serem portugueses, em território nacional o cenário não é muito diferente, com cada vez mais jovens a dormirem menos de oito horas por noite, o mínimo recomendado.
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Abr 13 2026
Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Candidatura para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
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Abr 13 2026
Encontra-se disponível, até às 23:59 horas do dia 16 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Apuramento de Vagas, destinada à recolha das necessidades permanentes dos estabelecimentos de ensino artístico especializado.
SIGRHE – Concurso Ensino Artístico 2026/2027 – Apuramento de vagas
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Abr 12 2026
Confesso uma coisa que me inquieta cada vez mais quando entro em escolas e falo com professores. Há um cansaço novo no ar.
Não é só o cansaço das reuniões, dos relatórios, dos conflitos, das turmas difíceis ou das famílias em sofrimento. É outro.
É o cansaço de ouvir, mais uma vez, que a solução vem aí embrulhada em tecnologia, com promessa de futuro, brilho de palco e linguagem de revolução…
E, no meio disso tudo, muitos professores olham para a inteligência artificial e pensam uma coisa muito simples e muito séria: outra vez a mesma história, mas agora com máquinas a fingir que nos compreendem.
Eu percebo esse medo. E seria intelectualmente desonesto não o dizer. Porque há perguntas que já estão a crescer dentro das escolas,…
Se um aluno usa IA para pensar, escrever e organizar ideias, o que é que ele está realmente a aprender?
Se a escola proíbe ou condena esse uso nos alunos, mas celebra esse mesmo uso nos adultos, que mensagem moral está a passar?
Se começamos a delegar na máquina aquilo que antes exigia esforço cognitivo, hesitação, tentativa, erro e reformulação, não estaremos a treinar uma geração para parecer competente sem ter construído competência verdadeira?
E a mais incómoda de todas: quando a inovação começa a substituir o juízo do professor, ainda estamos a modernizar a escola ou estamos a desautorizar, devagarinho, quem a sustenta ?
O meu receio não é a tecnologia em si.
O meu receio é a velha tentação humana de chamar progresso àquilo que apenas reduz esforço imediato e aumenta dependência futura.
Já vi isto antes com outras modas educativas. Chegam com palavras grandes, prometem libertar tempo, democratizar aprendizagem, personalizar ensino, revolucionar tudo.
Depois, no terreno, sobra muitas vezes mais confusão, mais desigualdade e mais pressão sobre os mesmos de sempre.
E por isso compreendo perfeitamente o professor céptico que pensa: lá vem mais uma vaga tecnossalvacionista, cheia de entusiasmo, mas sem uma resposta robusta para a pergunta decisiva. Isto melhora mesmo o pensamento das crianças e dos jovens ou apenas melhora a aparência de modernidade dos adultos?
Talvez o ponto mais perigoso seja este: podemos começar a confundir fluidez com inteligência.
Um texto rápido não é necessariamente um pensamento profundo.
Uma resposta correta não é o mesmo que uma mente formada.
Uma ferramenta poderosa não substitui carácter, discernimento, leitura lenta, escrita sofrida, silêncio intelectual e confronto honesto com a dificuldade.
E quando uma escola perde respeito por esse processo, perde muito mais do que método.
Por isso, antes de celebrarmos a IA como salvação pedagógica, talvez devêssemos ter coragem para fazer perguntas menos confortáveis e mais adultas.
Quem fica mais forte com isto? O professor ou o sistema?
O aluno ou a sua preguiça cognitiva?
A aprendizagem ou apenas a produção?
A ética ou a conveniência?
A liberdade interior ou a dependência elegante?
Há alturas em que a tecnologia não entra na escola como ferramenta. Entra como atmosfera. E quando uma atmosfera se instala sem pensamento sério, o perigo maior não é substituir professores. É substituir lentamente a ideia de que pensar custa, demora e forma a alma.
E, por vezes, estas tecnologias chegam-nos embrulhadas em excesso de marketing, interesses pouco transparentes e uma coreografia de palco demasiado previsível.
São apresentadas como inevitáveis, quase redentoras, muitas vezes por alguém mais treinado para impressionar do que para compreender verdadeiramente o que se passa numa sala de aula real.
E é precisamente aí que o professor desconfia, e bem: quando há demasiado brilho no discurso e pouca seriedade nas consequências, o mais prudente não é a rendição. É a lucidez.
Uma escola que troca relação humana por fascínio tecnológico arrisca cair numa deriva tecnocrática, esquecendo que educar não é acelerar produção, é formar pessoas.
Eu diria que a verdadeira inovação não vem do brilho da ferramenta, mas do interior da prática pedagógica, e que o digital só tem valor quando reforça a educação como bem público em vez de enfraquecer o lugar do professor.
Porque uma cultura que confunde fluidez com inteligência está a correr um risco sério, porque carácter, discernimento e confronto com a complexidade não se descarregam de uma máquina.
Se a escola continuar a substituir experiência vivida por soluções fáceis e ecrãs sedutores, teremos crianças cada vez mais adaptadas à passividade e cada vez menos preparadas para explorar, frustrar-se, pensar e crescer a sério.
O “erro moderno” repete-se com fatos novos. Sempre que uma ferramenta começa a seduzir mais do que a verdade difícil do crescimento, o adulto sensato abranda e faz perguntas.
Alfredo Leite
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Abr 12 2026
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, abordou, esta sexta-feira, os desafios do sistema educativo em Portugal, perante centenas de professores, em Guimarães.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação admitiu, esta sexta-feira, no Education Summit 2026, em Guimarães, que é necessário garantir a igualdade de oportunidades no acesso a uma educação de qualidade em todo o território nacional.
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Abr 11 2026
Na lista mensal de aposentados de Maio foram aposentados 136 docentes da Rede Pública do MECI.
Este é o menor número de 2026 e um dos menores números mensais dos últimos anos.

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Abr 11 2026
A escola é, muitas vezes, como aqueles parceiros de uma relação que abusam, agridem, manipulam e controlam os seus pares…
Gritar, humilhar publicamente, culpar e acusar de forma despropositada e excessiva, ignorar o diálogo, desferir críticas destrutivas ou agir de forma discricionária e autoritária são exemplos de alguns comportamentos manifestados pela escola, dentro de cada escola…
A escola tem uma interacção perturbada e conturbada com os seus parceiros de relacionamento… Não existe nessa relação a serenidade e o apaziguamento necessários para o estabelecimento de compromissos leais e justos, entre as partes envolvidas…
Na escola, muitas vezes, a paz é falsa e simulada, a tranquilidade é aparente e decorre apenas da inacção, do evitamento ou da indiferença…
A relação tóxica e abusiva, muitas vezes estabelecida entre a escola e os respectivos parceiros, ilustra bem a perturbação relacional existente…
A rejeição ou o divórcio entre a escola e os seus parceiros parece inevitável:
– Os que ainda permanecem na relação anseiam por poder sair dela o mais rapidamente possível e libertar-se da asfixia constante a que são sujeitos;
– Grande parte dos possíveis novos parceiros desiste da relação, mesmo antes de a ter experimentado…
Lidar com o desapego e o desencanto dos primeiros e com a rejeição explícita dos segundos talvez não seja fácil para a escola, mas também não a faz mudar a atitude prepotente e doentia, frequentemente observada…
A escola trai, engana e ludibria os seus parceiros de relação. Também não os reconhece nem os valoriza…
A infidelidade é prática comum e corrente, existem muitos parceiros que são despudoradamente “encornados” pela escola… No fundo, a escola adora “saltitar de nenúfar em nenúfar”…
A escola gosta de “flirtar”, mas não tem coragem para assumir compromissos sérios e consumar algumas relações. Para a escola, não há ninguém insubstituível, nem amores incondicionais…
Todos, num certo momento, podem ser descartados, rejeitados, preteridos ou trocados. E sobre isso que não haja qualquer ilusão ou engano…
A escola não sabe namorar porque não consegue manter com os seus parceiros uma relação afectiva baseada no comprometimento, na cumplicidade e na confiança…
Não há reciprocidade de sentimentos entre a escola e os seus parceiros… A escola perdeu a capacidade de seduzir e de atrair. A escola tolera-se, mas não se deseja…
A escola não quer saber de relações saudáveis, nem de Ideais ou de Princípios…
Esses ficam apenas muito bem descritos e defendidos em compêndios teóricos, elaborados por “sábios” que nunca pisaram numa escola, a não ser, talvez, em ilustres cerimónias de inauguração ou em visitas previamente agendadas, sempre muito bem encenadas, dominadas pela artificialidade e preparadas com todo o brilho e devoção…
A escola é como um amante manhoso, interesseiro e desleal: as juras de amor e a sedução só duram o tempo necessário para se encontrar um substituto…
A escola rege-se por aquela desculpa esfarrapada, frequentemente utilizada para justificar o fim de um relacionamento e para esconder ou mascarar a rejeição: “o problema não és tu, sou eu”…
Dessa forma, a escola procura o indulto, ao mesmo tempo que assume uma postura profundamente egocêntrica, hipócrita e cobarde… Trata-se de uma estratégia ardilosa que, à primeira vista, pretende suavizar a culpa dos parceiros e retirar-lhes o ónus da responsabilidade da separação, mas, também, e intencionalmente, esvaziar de pertinência qualquer argumento apresentado com o objectivo de reverter a ruptura e o afastamento…
Nessas condições, não há reatamento possível porque não há nada que os parceiros possam fazer para evitar a separação, a causa da mesma não é controlável por eles, está fora do seu alcance…
Mas a submissão que a Escola exige aos seus parceiros é tão intolerável quanto o é a inércia e a resignação destes últimos face a tal exigência…
Na escola não se vive, funciona-se e nem sempre se sobrevive…
A escola, como muitos agressores, regozija-se e “esfrega as mãos de contente” pelo silêncio tácito dos que permanecem neutrais e conta com a sua irrevogável cumplicidade e conivência…
A escola não é um parceiro de Bem e por isso não é recomendável… Como se fosse um parceiro clandestino, a escola, cada vez mais, se confronta com dificuldades para ser vista como alguém que se apresenta à família ou que se assume perante os amigos…
A escola espera ser amada, mas não consegue amar ninguém… A escola só ama a si própria…
Mas essa condição também não impede que se estabeleça com ela uma espécie de relação amor-ódio, repleta de ambivalência emocional e de sentimentos contraditórios, que naturalmente tendem a entrar em conflito…
Não adianta romantizar a relação com a escola:
– No momento actual, a escola é um agente potencialmente patogénico, para aqueles que com ela se cruzam…
E espanta a forma como, muitas vezes, se reage à intimidação ou à agressão, perpetradas pela escola:
– Idolatria, cumplicidade e dependência face aos agressores, plausivelmente pelo medo de eventuais retaliações…
Raios partam a tolerância à manipulação e a atração por relacionamentos abusivos e tóxicos, evidenciadas por tantas pessoas…
Raios partam a hipocrisia, a cobardia e a ausência de solidariedade, tantas vezes observadas, quando algum parceiro tenta libertar-se do agressor, recusando “vender a alma ao diabo”…
Sendo este texto um assumido devaneio, saturado de metáforas, pergunta-se:
– Quem nunca fingiu prazer, tendo a escola como parceiro?
Cada vez mais, o “casamento” com a escola se parece com isto:
– “Casaste por amor ou por interesse?”
– “Deve ter sido por amor, que interesse não lhe vejo nenhum…”
A escola perfeita não consome álcool, não fuma, não ingere açúcar nem gorduras saturadas, não engana, não mente e, principalmente, não existe…
A escola é, cada vez mais, como um ex-amor:
“Gostaria que tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti”
“Nos desgastamos
Transformando tudo em dor”
(Martinho da Vila, Ex-Amor).
Escrevi este texto há alguns anos, em circunstâncias muito particulares. O Blog DeAr Arlindo publicou-o, pela primeira vez, em Agosto de 2023. Relendo-o hoje continua a fazer sentido para mim, ainda que as circunstâncias que me levaram a escrevê-lo se tenham alterado…
Fará sentido para mais alguém?
Paula Dias
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Abr 10 2026
Há uma tendência curiosa, para não dizer trágico-cómica, nas sociedades modernas: quanto mais complexos se tornam os problemas das crianças, mais rapidamente os adultos olham para a escola como se fosse uma espécie de centro de reparação universal. A criança não respeita regras? A escola que resolva. Está viciada no telemóvel? A escola que proíba. Não sabe lidar com frustração? A escola que ensine. Em breve, se o miúdo não comer a sopa, ainda se pede ao diretor de turma que intervenha com um plano estratégico.
A frase de Kristina Kallas cai como uma pedra neste lago de ilusões: “a responsabilidade parental é menos discutida do que a responsabilidade dos professores.” E é difícil não concordar, ainda que isso doa um bocadinho, sobretudo a quem já delegou metade da educação dos filhos no Google Classroom e a outra metade no TikTok.
Vivemos na era do “pai em modo avião”. Está presente, mas não responde. A criança cresce com autonomia — não aquela autonomia saudável, mas uma versão premium de “faz o que quiseres enquanto eu trato da minha vida”. Depois, quando inevitavelmente algo corre mal, entra em cena o clássico: “A escola devia ter feito mais.”
Devia? Talvez. Mas fazer o quê exatamente? Ensinar matemática, português, ciências… e, já agora, valores, limites, empatia, gestão emocional, nutrição, cidadania digital e, se sobrar tempo, como dizer “não” sem fazer birra. Tudo isto com turmas de vinte e tal alunos, cada um com a sua história, e com uma burocracia que faria um funcionário das finanças pedir baixa por stress.
Entretanto, o professor tornou-se uma figura quase mitológica: uma mistura de psicólogo, assistente social, mediador de conflitos e, ocasionalmente, docente. Falta-lhe apenas capa, embora, sejamos justos, muitos já andem em modo sobrevivência, o que é uma espécie de superpoder moderno.
O problema não está apenas na exigência. Está na transferência silenciosa, e confortável, de responsabilidades. Educar dá trabalho. Dá conflitos. Dá cansaço. E, sobretudo, dá aquela coisa pouco popular chamada coerência. É muito mais simples esperar que a escola faça o “trabalho difícil” e depois aparecer nas reuniões para perguntar por que razão o filho não respeita regras… regras essas que nunca existiram em casa.
Claro que isto não significa absolver a escola de tudo. Nem cair na tentação fácil de culpar os pais por todos os males do mundo. Há desigualdades, contextos difíceis, realidades complexas. Mas uma coisa é certa: nenhuma política educativa, nenhum decreto, nenhum projeto inovador substitui aquilo que acontece, ou não acontece, dentro de casa.
E aqui entra o paradoxo delicioso: exige-se cada vez mais da escola, enquanto se esvazia progressivamente o papel educativo da família. Resultado? Professores exaustos, pais indignados e crianças… confusas. Muito confusas.
Talvez esteja na altura de um pequeno ajuste civilizacional. Nada de revolucionário, apenas recuperar uma ideia antiga, quase vintage: os pais educam, a escola ensina. Simples, não é? Quase suspeito de tão simples.
Mas enquanto isso não acontece, continuaremos neste espetáculo peculiar: pais em “modo avião”, professores em “modo super-herói” e alunos a assistir, entre um scroll e outro, a ver quem ganha esta batalha de expectativas.
Ninguém ganha. Mas dá um excelente material para crónica.
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Abr 09 2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 10 de abril, até às 23:59 horas de segunda-feira, dia 13 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Abr 09 2026
Fernando Alexandre aponta desigualdades entre Norte e Sul do País que colocam em causa missão da escola pública.
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Abr 08 2026
Aparece um ponto que quase nenhuma escola está preparada para o fazer, pelo que se vai solicitar à DGAEP que faça essa Avaliação Psicológica?
Ou o MECI vai financiar as escolas para contratar essa entidade especializada?
O que diz o n.º 2 e 3 do artigo 17.º da Portaria 233/2022?
2 – A avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.
3 – A avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.
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Abr 08 2026
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Abr 07 2026
…publicadas no dia 6 de abril pela AGSE.
Demoraram 5 dias úteis após a abertura do concurso para publicarem estas simples FAQ.
Em pdf aqui.

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Abr 07 2026
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Abr 07 2026
a) Entre 22 de abril e 1 de junho, para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do ensino básico;
b) Entre 16 de junho e 29 de junho, para os 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade;
c) Entre 1 de julho e 13 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos do ensino básico;
d) Entre 15 de julho e 22 de julho, para os 10.º e 12.º anos do ensino secundário.

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Abr 06 2026
A Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu esta 2ª feira, dia 6 de abril de 2026, no Ministério das Finanças, com a Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, num encontro que contou igualmente com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
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Abr 06 2026
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Abr 06 2026
São 17 AE/ENA que têm 5 ou mais vagas para o concurso Interno/Externo num determinado grupo de recrutamento.
Com exceção de Coimbra todas as restantes situam-se a sul.
Os números mais estranhos surgem com as 8 vagas do grupo 300 na Tomás Cabreira, em Faro e as 7 vagas para Geografia na Aqua Alba, em Sintra.
Porque se multiplicarmos cada horário por 22 teremos 176 horas de quadro em Português na Tomás Cabreira e 154 em geografia em Aqua Alba. Isto seriam horários para aproximadamente para 44 e 51 turmas respetivamente.

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Abr 05 2026
Mãe. Pai.
Parem de dizer que as férias são para eu “descansar” se me deixam perdido…
Eu não preciso de liberdade total. Preciso de direção.
Vocês chamam liberdade a deixar-me fazer o que quiser. Eu chamo-lhe abandono.
Deixam-me acordar quando calha, adormecer com um ecrã na cara, comer sem horário, passar horas em jogos e vídeos que nem me lembro depois… e acham que isso me faz feliz?
Não faz.
Excita-me. Distrai-me. Mas não me organiza.
Eu não sei regular isto sozinho. O meu cérebro ainda está a aprender. Se vocês saem do comando, alguém ou alguma coisa entra. E normalmente são os ecrãs.
E os ecrãs não educam. Programam.
Sabem o que é que eu preciso mesmo?
Que me parem.
Que me digam “não”.
Que decidam por mim quando eu ainda não consigo decidir bem.
Preciso de horas. De limites. De rotina suficiente para o meu corpo perceber o que vem a seguir.
Não para me controlarem. Para me darem chão.
E preciso de brincar. A sério.
Preciso de correr até me cansar, de cair, de me sujar, de inventar coisas, de estar aborrecido sem um ecrã a salvar-me a cada minuto.
O aborrecimento não é um problema. É o início do pensamento.
Quando me tiram isso e me dão estímulo constante, estão a roubar-me a capacidade de me organizar por dentro.
Depois chegam as aulas… e eu sou o “agitado”, o “distraído”, o “que não para quieto”.
Mas ninguém vê o que veio antes.
Não é só comportamento. É desregulação.
E agora vocês, professores…
Quando eu voltar… não entrem logo em modo “dar matéria”.
Eu não sou um computador que reinicia em setembro.
Eu venho de semanas sem estrutura, com o cérebro acelerado, com pouca tolerância ao esforço, com o corpo desorganizado.
Se me pedem foco imediato, vão perder-me.
Primeiro ajudem-me a voltar.
Criem rotina clara. Digam-me o que vai acontecer. Repetidamente.
Deem-me pequenas vitórias. Coisas que eu consiga acabar.
Mostrem-me que consigo antes de me mostrarem tudo o que ainda não sei.
Falem comigo como alguém que está a reaprender a estar ali… não como alguém que já devia estar pronto.
E sim, usem aquilo que sabem e usam bem quando não estão cansados.
Não é elogiar tudo. É reconhecer esforço real.
Não é ignorar o erro. É orientar sem humilhar.
Não é motivação vazia. É criar condições para eu sentir competência outra vez.
Se fizerem isso… eu volto mais depressa.
Se não fizerem… vão passar semanas a lutar contra um sistema que eu nem sei explicar.
No fundo, é simples.
Eu não preciso que me facilitem a vida.
Preciso que me organizem o mundo até eu conseguir fazê-lo sozinho.
E isso… começa muito antes de eu entrar na sala de aula.
Por favor, cuide de si. Também ouço as notícias do burnout dos professores. Sei que é muito difícil, mas digo de coração.
PS: Curioso como alguns adultos passam a vida a pedir autonomia… enquanto lhes retiram exatamente aquilo que a constrói: limites claros, estrutura estável e tempo real para serem crianças.
Alfredo Leite
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Abr 04 2026
Quantos às vagas para os outros técnicos especializados, competirá às escolas decidir, em função das necessidades do estabelecimento de ensino em causa, quais os profissionais a recrutar.
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Abr 04 2026
A AGSE apresenta este ano, no aviso de abertura do concurso, um calendário do concurso em quinzenas.
Mas como faço habitualmente em ano anteriores vou deixar o meu calendário com as várias fases do concurso e logo à partida acho estranho que a publicação da listas provisórias sejam ainda na segunda quinzena de abril. E como o período de reclamações também ainda são nesta quinzena obriga-me a colocar a data de 29 de abril como a data provável de publicação das listas provisórias, para que se cumpra o calendário apresentado pela AGSE.

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