Como se avaliam 500 alunos?

Professores com centenas de alunos. “Como se avaliam 500 jovens?”

Docentes falam em “ensino em linha de montagem”, onde os estudantes são os mais prejudicados. Muitas turmas e poucas horas de aulas fazem com que haja professores que nem sabem o nome de todos os alunos.
Mais de oito níveis, duas disciplinas (TIC e Cidadania), 24 turmas, cerca de 500 alunos. Foi esta a realidade vivida no ano letivo passado pela professora Isabel Moura. A situação repete-se um pouco por todo o país, principalmente com os docentes que lecionam Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). “A maior dificuldade foi não ter conseguido conhecer os meus alunos. As relações interpessoais estabelecidas não foram as desejáveis num processo de ensino aprendizagem, que se pretende focado no aluno. Apenas nos víamos uma vez por semana durante 45 minutos, para termos uma aula prática que, além de em termos de trabalho realizado pouco rendia, quando chegávamos à aula seguinte já ninguém se lembrava daquilo que tinha sido realizado na semana anterior”, explica ao DN. Isabel Moura diz tratar-se de uma situação “desumana”.

“Por muito que se dedique e goste da sua profissão nunca vê as suas tarefas chegadas ao fim. Por outro lado, os alunos merecem aprender com qualidade e ter um professor disponível, atento e que os conheça. Educar sem afetos e sem tempo não é educar, é passar informação”, sublinha. Segundo a professora, as alturas de avaliações (correção de testes e reuniões de conselhos de turma de final de período) são “as mais difíceis”. “É uma loucura. Como se avaliam cerca de 500 miúdos, com cinco ou seis aulas dadas e quase sem elementos de avaliação? As dúvidas são imensas e a sensação de poder estar a ser injusta é muito má. O número de horas gastas para avaliar tantos alunos e em tantas disciplinas é desgastante. Estar presente em tantos conselhos de turma de avaliação é extenuante. São os dias todos destinados às reuniões (entre 3 a 5 dias), de manhã à noite sempre a trabalhar e sem sequer conseguir preparar cada reunião como cada turma merece”, relembra. A solução, conta, passa primeiro pela “vontade de resolver o problema” e uma “mudança da legislação”.

“Os professores deviam ter no máximo seis ou sete turmas e não mais do que quatro níveis (disciplinas/anos) diferentes para lecionar, deviam acabar com a divisão entre tempos letivos e não letivos. Os tempos (agora chamados de não letivos) para preparar aulas, realizar avaliações, realizar reuniões, fazer trabalho colaborativo, realizar todo o trabalho burocrático, devia ser proporcional ao número de turmas e ao número de níveis, pois um professor com mais turmas precisa de mais tempo para fazer todas as outras tarefas”, refere.

Isabel Moura acredita ainda que seria possível “reduzir o número de turmas “se se concentrassem dois tempos no 5.º ano ou no 6.º em vez de um tempo em cada ano”. “No 3º ciclo dois tempos no 7º ano e dois tempos no 9º, pois justifica-se mais carga horária a TIC tendo em conta a iliteracia digital ainda existente”, conclui.

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Oficinas de recuperação

Neste agrupamento da Amadora, vai haver oficinas de Português, Matemática e Inglês

Neste agrupamento da Amadora, vai haver oficinas de Português, Matemática e Inglês
Na apresentação do plano de recuperação das aprendizagens, o ministro referiu-se a instrumentos de apoio para que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessas disciplinas, do ano anterior.
O Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, na Amadora, vai recorrer ao crédito horário para pôr em prática, no próximo ano lectivo, um projecto de oficinas dedicadas ao Português, à Matemática, ao Inglês e às Ciências. Os alunos de um ano de escolaridade, que o conselho de turma entenda que estão com dificuldades, poderão frequentá-las. Serão práticas, com exercícios, e os conteúdos serão do ano anterior. Quando as aprendizagens estiverem consolidadas, o aluno pode deixar de ir.
A dúvida é se serão concretizadas numa lógica de ano – todos os alunos de um ano com dificuldade frequentam as oficinas – ou se será posta em prática em âmbito de turma. Tudo dependerá das normas da Direcção-Geral de Saúde, no que se refere à possibilidade de se poder, ou não, juntar alunos de diferentes turmas.
Neste agrupamento já havia apoio para alunos, mas era relativo ao ano de inscrição e não ao anterior. A solução que o director Bruno Santos quer pôr em marcha enquadra-se na ideia proposta pelo ministro da Educação, quando apresentou o plano de recuperação das aprendizagens. Tiago Brandão Rodrigues referiu-se a instrumentos de apoio à medida que permite que um aluno que reprove numa ou mais disciplinas, mas transite de ano, possa frequentar aulas dessas disciplinas, do ano anterior. Bruno Santos interpretou o desafio, num quadro de autonomia das escolas, não considerando que se estivesse a propor que um aluno fosse frequentar aulas ao horário do ano anterior, o que seria difícil de concretizar, admite.
Já o presidente do Conselho de Escolas, José Eduardo Lemos, considera que esta medida “é uma das muitas” que “precisam de ser detalhadas para serem compreendidas e avaliadas”: “Do modo como está formulada fico com a impressão de será uma medida sem qualquer interesse (e de difícil exequibilidade) para os alunos do ensino básico. Para os alunos do ensino secundário, não é novidade nenhuma e há muitos anos que está prevista na lei a possibilidade de se matricularem em disciplinas ‘em atraso’, desde que haja vaga nas turmas e horários compatíveis (o que é bastante difícil). Todavia, neste caso, a experiência mostra que a esmagadora maioria dos alunos opta por realizar a disciplina por exame e não por frequência, recorrendo a apoios disponibilizados pelas escolas ou a explicações particulares”, nota.
O também director da Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, entende que “há várias medidas que apenas poderão ser avaliadas quando o Ministério detalhar a forma como poderão ser concretizadas”: “Feita esta ressalva, parece-me que as mais relevantes para a recuperação das aprendizagens serão o reforço do pessoal docente, o reforço do crédito horário; o alargamento dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, a abertura de 50 novas salas da educação pré-escolar, as medidas direccionadas ao ensino profissional, o fomento da leitura e da escrita e o reforço do digital nas escolas.”
Na apresentação do plano, o ministro referiu-se a um “reforço docente” – está prevista a contratação de cerca de 3500 docentes, de forma a manter, durante os dois anos de vigência do plano, sensivelmente o mesmo número dos que já tinham sido contratados excepcionalmente neste ano lectivo.

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Os “milagres” do Oeste

Algumas instituições conseguem produzir autênticos milagres!

Nas páginas de alguns estabelecimentos de ensino ao abrigo do contrato de associação da região Oeste lemos que integram a rede pública de estabelecimentos de ensino. Como provam as seguintes imagens.

Perante tal afirmação, quando questionada a DGAE refere que estes não fazem parte da rede pública.

Só que a questão não fica por aqui. Os docentes destas instituições encontram-se a concorrer na 2.ª prioridade sem cumprir a regra dos 365 dias de serviço nos últimos seis anos em estabelecimentos da rede pública.

Como é que os docentes destes estabelecimentos de ensino estão a concorrer na 2.ª prioridade? Que dados apresentaram aos agrupamentos de validação? Essa documentação foi analisada com rigor?

É que a DGAE afirma o seguinte:

Quem tem conhecimento desta situação e não atua?

DGAE – diz para denunciar os candidatos. Como pode alguém denunciar centenas de docentes dos mais variados grupos de recrutamento? Tendo conhecimento da situação não devia atuar junto das instituições?

Agrupamentos de escolas – como validam estas candidaturas em 2.ª prioridade? É ignorância do decreto-lei que regula os concursos? Falta de rigor? Desleixo?

Sindicatos – dizem que não se pode fazer nada a não ser denunciar os candidatos.

Pergunta que se impõe: quantos colegas usufruirão da 2.ª prioridade indevidamente neste concurso? Sabendo que há algo que subverte as regras do concurso, a DGAE não tinha obrigação de atuar?

Prejudicados serão apenas os contratados que serão ultrapassados de forma questionável e não sabemos se alguns não se depararão com o desemprego à conta desta situação.

Resta-nos sermos “polícias” uns dos outros e acartar com os respetivos aborrecimentos.

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O Diretor Plágio

O Diretor Plágio

 

Recebemos mais um exemplo para reforçar a convicção da necessidade de repensar o modelo de eleição do Diretor.

O atual diretor copiou a maior parte do Projeto de Intervenção, confessou e, mesmo assim, foi eleito.

O caso é ainda mais insólito se tivermos em consideração que o Aviso com o regulamento deste procedimento concursal em concreto, tem inscrito num dos seus pontos, sob pena de exclusão, que os projetos de intervenção a apresentar são obrigados a ter “conteúdo original”.

Como podemos ver neste caso e temos visto noutros, há muitos Conselhos Gerais que para elegerem o candidato que querem são capazes das maiores atrocidades, ultrapassando leis e regulamentos, numa verdadeira roda livre em que a justiça e a legalidade têm muito pouco valor.

O caso deste Agrupamento de Escolas é paradigmático.

Ao que parece o Conselho Geral desse Agrupamento, que conduziu o processo de eleição do Diretor, concluído na passada sexta-feira, de forma bastante original, em que a falta de originalidade do projeto de intervenção do atual Diretor é só a questão mais grave.

O próprio Diretor terá admitido em reunião do Conselho Geral que copiou a maior parte do seu Projeto de Intervenção, tendo-se justificado com “falta de tempo” para não ter feito um projeto original. Sabe-se, no entanto, que o Projeto de Intervenção desse Diretor tem trinta e tal páginas e também se sabe que o Aviso que regulamenta o concurso não estipula número mínimo de páginas para os projetos. Com estes dois dados em cima da mesa, quem é que acredita que demora menos tempo a copiar da internet, a colar e a encaixar trinta e tal páginas do que a escrever três ou quatro páginas originais? Se a sua vida familiar o impede de fazer um projeto original, não impedirá de dirigir um Agrupamento de Escolas? A justificação não pode ser a falta de tempo. Tem de ser outra… mas a verdade deve ser inconfessável, caso contrário já teria sido usada.

No Agrupamento o que se diz é que o Diretor “só copiou uma ou outra ideia”, mas, pelos vistos, o outro candidato, derrotado na sexta-feira, terá entregue documentação ao Conselho Geral que prova a falta de originalidade do projeto de intervenção do Diretor, que, ao que parece, começa no próprio título do projeto, percorre todas as páginas e só termina na conclusão.

Neste como noutros casos, para além das questões legais, há as questões éticas e morais. Então o Diretor de um Agrupamento, onde crianças de 10, 12 ou 14 anos têm testes e trabalhos anulados por copiarem ou, às vezes, só pela tentativa de copiarem, pode, com a bênção do Conselho Geral copiar à vontade, contra o regulamento, e ainda recebe o prémio de ser eleito? Será que todos os alunos deste  Agrupamento de Escolas vão poder copiar à vontade nos trabalhos e nos testes, a partir de agora, uma vez que o seu Diretor foi apanhado a copiar, confessou e no final teve direito a prémio? Será que os senhores professores que estão no Conselho Geral e que premiaram o Diretor com a reeleição vão também premiar com as melhores notas os alunos que apanharem a copiar? O que estão este Conselho Geral e este Diretor de Agrupamento a ensinar aos seus alunos: que as normas não são para cumprir, que os regulamentos são só para aplicar aos outros ou quando nos são favoráveis, que se pode infringir a lei se tivermos uma desculpa, boa ou má?

Aqui fica, assim, o registo de mais um caso que nos impõe a todos uma reflexão muito séria sobre o atual modelo de gestão, que vai asfixiando a democracia nas nossas escolas, e sobre o atual modelo de eleição dos Diretores que, como mais uma vez se prova, é facilmente manipulável por uma ou duas mãos cheias de conselheiros.

João Carlos Fonseca

Nota: o título deste artigo é uma liberdade artística do autor.

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Ninguém lhe Oferece um Par de Patins?

Pura e simplesmente vergonhoso…

SIC Notícias | Câmara de Lisboa pode vir a pagar multa milionária pelo envio de dados à embaixada russa

Site da CML compromete Medina

E se fossem enganar o cagado?

PS culpa leis desactualizadas pelo caso dos activistas russos e diz que vai mudar a lei | PS | PÚBLICO

PS:

A boa leitura de sempre do melhor Cronista do Reino:

Agoram Imaginem… | O Meu Quintal

 

A mentira tem perna curta:

Câmara de Lisboa enviou dados de manifestantes pró-Palestina à Embaixada de Israel em 2019? – Polígrafo

Expresso | Medina disse que envio de dados só quando protestos se realizam junto às embaixadas. Mas foram enviados dados em manifs longe das embaixadas

 

Se dúvidas existissem…:

(…)

O que aconteceu no caso dos ativistas russos que se manifestaram em Lisboa é uma quebra grave da lei da proteção de dados?
Três ativistas russos decidiram organizar uma manifestação em prol da libertação do ativista russo Alexey Navalny em clara oposição ao regime de Vladimir Putin. O decreto-lei 406/74, de 29 de agosto que define e regulamenta o direito de reunião exige um aviso por escrito com a antecedência mínima de dois dias úteis ao governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal (atualmente e desde 2011, apenas ao Presidente da Câmara), conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital do distrito. Este aviso deve ser assinado por três dos promotores devidamente identificados pelo nome, profissão e morada ou, tratando-se de associações, pelas respectivas direções. A Câmara de Lisboa, no seguimento desta comunicação, ao enviar uma comunicação eletrónica ao Ministério da Administração Interna e à Polícia de Segurança Pública deu conhecimento à Embaixada Russa que é território Russo. A Câmara Municipal, por ocasião desta lei, além de comunicar a existência de uma manifestação às portas da Embaixada ou outros organismos, partilhou os respetivos dados pessoais identificativos dos organizadores, quando da lei não resulta expressamente o envio desses mesmos dados em concreto.

Não há então justificação possível.
Nada justifica a quebra do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, uma vez que este exige, para que se possa efetuar um tratamento de dados pessoais, uma base legal e o respeito pelo princípio da finalidade. No caso, poderíamos estar perante o cumprimento de uma obrigação legal, ou interesse público, mas a mesma se verifica dado que o decreto-lei de 1974 não prevê a transferência de dados em concreto dos organizadores da manifestação, nem tão pouco a divulgação comporta qualquer proporcionalidade face aos objetivos em causa nos termos do interesse público, previstos como excepção nos termos do artº 9º nº2 alínea g).
O regulamento de aplicação direta e imediata no ordenamento jurídico nacional e o seu incumprimento leva à aplicação de coimas pesadas, cada uma até € 20.000.000 (vinte milhões de euros) bem como, a aplicação de penas de prisão até 2 anos sobre pessoas singulares. (…)

Fonte: ″Nada justifica a quebra da Proteção de Dados″ e pode haver ″responsabilidade criminal″

 

Claro que já enviaram – enganam quem?

Embaixada da Rússia diz que não enviou dados de manifestantes a Moscovo | Diplomacia | PÚBLICO

Mas Portugal protege alguém?

“Não vai ser fácil Portugal proteger-nos”, diz ativista russo

Pensamento dos marmanjos – “E que tal ficarmos caladinhos e quietinhos? Ninguém dá por nada…”:

Expresso | Governo já sabe desde março que a Câmara de Lisboa partilhou dados pessoais de ativistas com a Rússia

Governo sabia das queixas dos ativistas anti-Putin há três meses – Observador

 

E já faltava cá este a fazer dos outros parvos:

Marcelo e a partilha de dados com a Rússia: “Se é preciso alterar uma lei do passado, altere-se” – ECO

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Deixemo-nos de “palmadas” ….. Luís S. Braga

 

Anda por aí um discurso, que gerou polémica, e que tenta dizer que Salazar foi eficaz a gerir a educação.

A discussão está centrada no ensino básico. Tem as suas nuances, mas não há “palmada” que me convença que escolaridade de 3 anos e turmas em salas “só” com 70 alunos é escolarizar bem. E sem sequer ir comparar com outros países…..

O Senhor Professor Doutor Palma devia aproveitar, que ainda há gente viva, e falar com uns professores primários dos anos 40 e 50, para moderar a sua visão limitada do “Salazar grande educador”. Eu tive a sorte de ser criado por alguns e ter falado com dezenas.
E, mesmo só no ângulo da escolaridade básica, numa visão de ler e escrever e contar, no fim, ficar com uns 25% de analfabetos, numa Europa quase sem eles, não é resultado que se apresente como valoroso ou venturoso ao fim de 40 anos.

Por exemplo, tinha graça, até numa comparação, com interesse para analisar o presente, o Doutor Palma comparar o analfabetismo da Polónia ou República Checa com o português dos anos 70…..
Quem gaba o resultado educativo do Salazarismo devia ter vergonha da lata.

Por exemplo, comparemos a frequência do secundário e nem precisa de ser com o estrangeiro: Portugal, em 1961 e depois….

E não falemos dos alunos que só faziam exame para admissão ao Liceu ou da 4a classe, porque os professores pediam aos pais ou ao cacique local ou ofereciam os sapatos. Ou do conteúdo dos programas. Ou do recuo da escolaridade obrigatória legal de 4 para 3 anos.

Salazar fez muitas escolas primárias. Sim, e? Já sabíamos e ele fez muita propaganda disso.

Saberá o Doutor Palma como os professores trabalhavam? E como era a escolarização? Saberá o Doutor Palma o que foi uma regente escolar ou o que foi a entronização do crucifixo nas escolas?
A História sem pessoas dentro, não é História, é manipulação.

E sim, sou mero licenciado em História, mas os estudos, antes e depois, não me queimaram os neurónios da sensatez. E, pelo meio, fiz uns estudos sobre educação e muito trabalho nela que me fazem perceber que uma escola não são só as paredes.

Compreende-se que as aparentes opções políticas do Doutor Palma o façam gostar de argumentos de autoridade, mas a realidade não se conforma aos títulos académicos. É ou foi…. E pouco se rala com doutorices.

Por isso: em síntese, Salazar prejudicou o progresso de Portugal, porque geriu mal e atrasou o progresso educativo seja qual for o padrão, comparando com o estrangeiro ou com Portugal depois.
Só em Democracia se recuperou o atraso e foi complexo por causa de outros problemas que o Salazarismo deixou.

Na educação, no tempo de Salazar não foi nada bom. Lamento, Doutor Palma, não tem razão.

 

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Lista Colorida – RR33

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR33.

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Colocados 95 contratados na RR33

Foram colocados 95 contratados na Reserva de Recrutamento 33, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de recrutamento n.º 33

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 33.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 14 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 15 de junho de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 33

Listas – Reserva de recrutamento n.º 33

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Professores para quê? – Maria Helena Damião

Professores para quê?

Face à manifesta desvalorização da escola, que redunda numa séria tentativa de a dissolver com tudo o que lhe dá forma e sentido, justifica-se plenamente a pergunta que o filósofo Georges Gusdorf usou como título do seu livro de 1963.

Não é que nós queremos nos livrar dos professores, de maneira alguma. É criar uma relação diferente entre alunos e professores, uma espécie de parceria.” D. Albury, 2015.[1]

Aos professores-pessoas caberá um trabalho de bastidores como ajustar os equipamentos, gerir problemas de disciplina e dar apoio pontual a alunos.” A. Seldon, 2018.[2]

Um corpo docente reduzido, singular e bem treinado continua a projetar atividades de aprendizagem que podem ser implementadas e monitorizadas por robôs educacionais e outros funcionários (…) ou diretamente por software educacional.” OCDE, 2021.[3]

Nestas declarações – respetivamente, do diretor de uma empresa social que tem atividades educativas, de um académico das áreas da história e da educação, e de uma organização supranacional com enorme protagonismo na educação – percebe-se uma convergência em vários aspetos: para fazer funcionar os sistemas de ensino, que se querem em rápida mudança, continuam a ser precisos professores, mas em menor número; diversas funções destes profissionais são atribuídas a outros não credenciados e a aparelhos tecnológicos; aos professores cabem sobretudo tarefas de gestão das condições de aprendizagem, sendo  a sua relação com os alunos transformada.

Como compreender, então, as seguintes declarações, que se afiguram de interpretação contrária?

Os professores desempenham um papel central no acesso universal a uma educação de alta qualidade e equitativa para todos (…) são o fator que mais influencia o desempenho e a aprendizagem dos alunos.” UNESCO, 2020[4].

“Os professores são o fator mais importante na escola quando se trata de aprendizagem.” OCDE/UNESCO, 2021.[5]

As dúvidas adensam-se ao olhar para o “inevitável” projeto global de transição digital:

As máquinas ‘inteligentes’, escrupulosamente programadas, serão inspiradoras, não terão quaisquer falhas nos conteúdos a ensinar, usarão as abordagens pedagógicas eficazes, desafiarão os alunos, serão pacientes com eles e administrar-lhes-ão o reforço no momento certo. Também se adaptarão às suas particularidades e proporcionar-lhes-ão um progresso individualizado, seguindo o seu ritmo de aprendizagem. Serão elas que abrirão as portas do conhecimento às novas gerações”. A. Seldon, 2017 [6].

Todas estas citações são posteriores a 2015, ano em que a ONU publicou a “Agenda 2030”, documento que a OCDE diz ter tomado como base para construir o “Modelo Bússola de Aprendizagem”, que apresenta como “humanista” e a que tem dado redobrado impulso desde 2020.

Esta organização alega urgência em transformar a educação para se alcançar o há muito almejado “bem-estar” pessoal e social. Tendo declarado a pandemia da Covid-19 como a “grande oportunidade” para tanto, entendeu ser a “disrupção” o caminho a seguir e a “ubiquidade” a abordagem a privilegiar. Reafirma que, com as tecnologias digitais, a informação está ao alcance de todos, em todo o lado, a todo o momento, pelo que a aprendizagem de tipo escolar, antes confinada à escola, dispensa-a em numerosas situações, ficando, assim, dispensada a interação direta professor-alunos. Em concreto, colocando a tónica na aprendizagem, alia à vertente formal as vertentes informal e não formal, podendo o contexto ser escolar ou não escolar. Os alunos solicitarão apoio de qualquer agente – professor ou não – que se lhe afigure ser uma ajuda para alcançar as “competências” inscritas na sua “bússola” personalizada. Quais navegantes, terão nesta “metáfora” a ferramenta ideal para encontrar o seu caminho próprio num mundo cada vez mais complexo, incerto e volátil.

Face à manifesta desvalorização da escola, que redunda numa séria tentativa de a dissolver com tudo o que lhe dá forma e sentido, justifica-se plenamente a pergunta que o filósofo francês Georges Gusdorf (1912-2000) usou como título do seu livro de 1963: “professores para quê?”[7]. O essencial da sua resposta, tão extensa quão profunda, encontra-se no Capítulo 1: O ensino, o saber e o reconhecimento (páginas 13 a 46).

Contestando os desígnios de uma “pedagogia de trazer por casa”, cujo centro é a tecnocracia da eficácia, marca dos nossos tempos, relembra que toda a educação “prepara para a existência”. Este princípio tem de estar na escola, “lugar privilegiado de civilização”, que poderá levar cada aluno a “alargar e desenvolver o espaço mental”.

Por isso, “o ensino é sempre mais do que o ensino (…) em cada situação particular, ultrapassa em muito os limites dessa situação, para pôr em causa a existência pessoal no seu conjunto”. Longe de estar cientificamente explicado e de ser operacionalizado fora do humano, há tanto nele de conhecido como de desconhecido, de possibilidade como de impossibilidade: “o mistério pedagógico nimba o nascimento de um espírito, a vinda de um espírito ao mundo e a si próprio”; “se cada vida a si mesma se pertence, como transmitir algo de uma existência para outra?”.

Neste reconhecimento, o filósofo francês recusa a redução do professor a “uma espécie de figurante. Na melhor das hipóteses, um medianeiro”. Ele “sabe-se e quer-se diferente de todos os outros que perseguem interesses financeiros e vantagens pessoais”, pois cabe-lhe dar “forma humana” ao conhecimento, procurando “libertar em cada um o pleno exercício da inteligência. Na “odisseia de cada consciência”, o professor potencia o “diálogo aventuroso”: ensina alguma coisa para os alunos aprenderem alguma coisa. A “graça do encontro” escolar não acontece em mais lado nenhum nem em nenhuma outra relação, mas não é esta consciência que a torna segura:

“Pode substituir-se o professor por um livro, um posto radiofónico, um megafone, e não faltam tentativas nesse sentido. No limite, todas as crianças (…) podiam receber, em casa, o ensino de um só e único professor (…). Pode ver-se a enorme vantagem que este sistema ofereceria do ponto de vista financeiro: acabavam-se as escolas, as turmas, os milhares de funcionários [bastaria] uma pequena equipe de instrutores”.

Gusdorf discute nos restantes capítulos esta afirmação que, apesar das suas quase seis décadas, é próxima daquelas com que abri o texto. Então, responde à pergunta que formulou: precisamos de professores porque eles são “os guardiões da esperança humana”.

Face à sistemática e sofisticada sedução discursiva que faz desviar esta consciência, insistir nela é voltar à essência da profissão

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Pouca transparência nos concursos para diretores dos agrupamentos de escola

Pouca transparência nos concursos para diretores dos agrupamentos de escola

Numa altura em que estão a decorrer os concursos para diretores dos dois agrupamentos de escolas de Tomar: Templários e Nuno de Santa Maria, fomos ver como estamos de transparência nestes processos.

O que se verifica é que o processo eleitoral, em ambos os agrupamentos, é marcado pela falta de transparência. Documentos que deveriam ser públicos, não são divulgados, ficando no segredo dos deuses do Conselho Geral, órgão a quem compete organizar o processo e eleger os diretores. Basta comparar os processos eleitorais em Tomar com outro, por exemplo, na Sertã.

No site do agrupamento de escolas da Sertãsão publicadas as convocatórias e os resultados das assembleias eleitorais dos representes do pessoal docente e não docente e as respetivas atas. O mesmo acontece com a eleição do Diretor, em que são publicadas as convocatórias e as atas.

Em Tomar, a informação que é disponibilizada fica-se pelos mínimos. Não são publicadas as convocatórias nem as atas que se referem aos concursos para diretor. No caso do agrupamento Nuno de Santa Maria nem sequer há informação sobre a composição do Conselho Geral, o órgão mais importante. Aliás, não há informação sobre qualquer dos órgãos do agrupamento: Direção, Conselho Geral, Conselho Administrativo e Conselho Pedagógico.

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O flagelo do bullying regressou às escolas em força

Menina agredida no recreio da escola em Cascais por colegas que filmam

A PSP foi chamada ao Agrupamento de Escolas de Alapraia, no Estoril, em Cascais, devido a um caso de bullying que ocorreu no recreio – uma menina, de 12 anos, foi agredida a pontapé por uma colega mais velha. O caso, que aconteceu na terça-feira, foi filmado por vários jovens que depois colocaram os vídeos nas redes sociais. Neles ouvem-se gritos de incitamento à violência. A jovem ficou com ferimentos ligeiros, mas a mãe não a deixou regressar .

Mãe da aluna apresentou queixa na PSP e quer a agressora expulsa da escola. A vítima já vinha a ser ameaçada há uma semana pela colega.

  

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189 Docentes Aposentados em Julho de 2021

Na lista de aposentados da CGA com efeitos ao mês de Julho de 2021 encontram-se aposentados 189 docentes da rede pública do ME de Portugal continental.

Em 2021 estão assim aposentados 981 docentes, número muito abaixo das 2067 aposentações previstas para este ano.

 

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Campanha #EuReivindico

 

 

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