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Jul 17 2026
O processo de classificação digital das provas de avaliação externa constitui uma operação de elevada complexidade técnica e organizacional, envolvendo milhares de classificadores, centenas de milhares de respostas de alunos e um conjunto de procedimentos exigentes destinados a assegurar a equidade entre os alunos e a validade dos resultados.
O processo que o JNE/EduQA desenvolveu no presente ano letivo, pela primeira vez no sistema educativo português, enfrentou dificuldades que são já do conhecimento público. Ainda assim, foram mobilizados professores, técnicos e colaboradores da INCM, cujo trabalho, a par do esforço dos professores classificadores, tornou possível a classificação digital das provas de avaliação externa.
A transição digital na classificação dos exames nacionais e das provas finais do ensino básico envolve a digitalização das folhas de resposta, o respetivo tratamento digital e a disponibilização das provas para classificação. Pela natureza desta operação, podem ocorrer dificuldades técnicas ou organizativas, como falhas de digitalização, imagens incompletas ou ilegíveis, ausência de páginas ou itens e associação incorreta de ficheiros.
No presente ano letivo, foram realizadas 290.351 provas, correspondentes a 2.059.974 itens digitalizados. Em situações excecionais, pode verificar-se o extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno. Embora estas ocorrências sejam residuais, exigem procedimentos específicos, uniformes, verificáveis e transparentes.
O princípio orientador deve ser o de assegurar que nenhum aluno seja prejudicado por uma ocorrência administrativa, técnica ou logística alheia à sua vontade, preservando simultaneamente a integridade da avaliação, a comparabilidade dos resultados e a transparência do procedimento adotado.
Face ao exposto, o JNE/EduQA considera adequado assegurar a publicação das classificações dos exames nacionais do ensino secundário, ainda hoje, dia 17 de julho de 2026, até às 19h30, e posteriormente definir o procedimento a aplicar às provas com itens em falta, nomeadamente em sede de consulta, reapreciação ou reclamação. Nesse sentido, serão dadas, oportunamente, mais orientações às escolas sobre esta matéria. Estes casos, estarão sinalizados nas pautas com “suspenso”.
No âmbito das Provas Nacionais 2026, e a fim de facilitar o acesso às provas pelos alunos e encarregados de educação, o JNE/EduQA disponibiliza a Plataforma de Envio de Exames, através da qual cada Agrupamento Escolar poderá aceder aos exames das escolas que o integram.
Por outro lado, tendo em conta a necessidade de priorizar a divulgação dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, que são determinantes para o acesso ao ensino superior e cuja 1.ª fase de candidatura decorre online a partir do dia 20 de julho, o JNE/EduQA decidiu adiar a afixação das pautas de resultados das provas finais de ciclo para o início da próxima semana.
Agradecemos, desde já, a vossa constante colaboração, essencial para garantir um acesso seguro e atempado aos exames e aos resultados da avaliação externa.
O Presidente do Júri Nacional de Exames
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Jul 17 2026
Nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 17. º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, a avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). Todavia, conforme disposto no n.º 3 da mesma norma legal, a avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.
Tendo a DGAEP manifestado impossibilidade para proceder à aplicação do referido método de avaliação a um tão elevado número de candidatos num prazo relativamente curto, nos termos do n.º 3 do artigo 17. º da Portaria n.º 233/2022 cada um dos AE/EñA pode realizar a avaliação psicológica no âmbito dos procedimentos em curso.
Nessa medida, foi consultada a SHLportugal.pt, entidade que foi contratada pela DGAEP aquando do último procedimento de recrutamento centralizado desenvolvido por aquele serviço.
Subsequentemente, suscitámos o parecer da DGAEP sobre a mencionada proposta, a qual se pronunciou conforme informação que se anexa.
Tendo presente os elementos que agora se partilham, podem os AE/EñA dar início à aquisição das provas de avaliação psicológica às entidades especializadas existentes no mercado.
A AGSE irá, no imediato, proceder à transferência do montante necessário para o efeito.
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente do Conselho Diretivo
Raúl Capaz Coelho
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Jul 17 2026
… para o que se está a passar na tarde de hoje.
A 2.ª fase tem início na próxima segunda-feira e os alunos necessitam de se inscrever no PIEPE para esta fase e com 24 horas de antecedência devem ser publicadas as listas de alunos inscritos.
Agora façam contas para tentarem perceber como é isto possível.
Façamos apostas.
Daqui até segunda-feira quem é que cai no MECI?
O Ministro, um dos Secretários de Estado, o Presidente do EduQA (por arrasto também pode ser o da AGSE), o presidente do JNE ou o Coordenador do secretariado de exames da vossa escola?
Eu aposto mais neste último, que é o que se adequa mais à figura de Porteiro.
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Jul 17 2026
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que todas as provas dos exames nacionais estão já classificadas, no dia em que estava prevista a saída e publicação das pautas dos alunos nos respetivos estabelecimentos escolares. “O júri nacional de exame tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas por isso eu não antecipo razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames nacionais”, referiu Fernando Alexandre antes da entrada para o debate de urgência convocado pelo PCP.
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Jul 17 2026
Perante uma hecatombe sem precedentes, relativa à classificação digital dos Exames Nacionais, motivada por sucessivas trapalhadas tecnológicas, concebidas e promovidas pelo próprio MECI, o 1º Ministro brindou-nos com esta pérola de desonestidade intelectual:
– “O primeiro-ministro, Luís Montenegro, acusou alguns professores de “resistência” à digitalização dos exames nacionais e de, com isso, perturbarem o processo.” (Jornal de Notícias, em 15 de Julho de 2026).
Luís Montenegro parece confundir, propositadamente, “resistência à digitalização dos Exames” com resistência aos sucessivos disparates propalados pelo actual Governo nos últimos dias, entre outros, várias acusações falsas dirigidas às escolas e aos Professores, com a intenção clara de atribuir a essas entidades a responsabilidade pelo muito que tem corrido mal no processo de classificação dos Exames…
Chega mesmo a parecer que Luís Montenegro e Fernando Alexandre recusam percepcionar e admitir o óbvio, talvez apostados em “oficializar” um pensamento institucional dominado pela mentira e por estratégias ardilosas…
– Para que não restem dúvidas, no caso presente, “resistência” significa, sobretudo, reagir e opor-se aos dislates proferidos por Luís Montenegro e por Fernando Alexandre nos últimos dias, que foram dando mostras de não serem capazes de admitir os próprios erros…
Eu resisto, tu resistes, ele resiste…
Não sendo Professora, estou com os Professores. Partilho a sua resistência.
E afirmo com toda a convicção:
– Resistimos, sem vacilar, não à digitalização dos Exames Nacionais propriamente dita, mas antes aos disparates deste Governo, começando e acabando na desonestidade intelectual demonstrada nos últimos dias, tanto pelo Ministro da Educação Fernando Alexandre como pelo próprio 1º Ministro Luís Montenegro…
Quando se juntam consecutivos erros clamorosos com um certo cinismo e desfaçatez obtêm-se indesculpáveis disparates, com consequentes estragos impossíveis de reparar…
Depois de tudo o que se passou na última semana com a classificação digital dos Exames Nacionais é mais do que óbvio que o Ministro da Educação falhou em toda a linha, permitindo que esse processo se tornasse caótico, destituindo-o dos exigíveis rigor e credibilidade…
Acredito que no dia 17 de Julho não haverá pautas de Exames afixadas nas escolas. Posso estar enganada, mas é esta a minha convicção…
Seja quando for, tudo o que virá a seguir à afixação das pautas nas escolas não será, com certeza, bonito de se ver…
Face ao anterior, obrigatoriamente, o Ministro da Educação deve demitir-se ou ser demitido. É assim em Democracia e também é assim que se assumem determinadas responsabilidades políticas…
A acção governativa de quem substituir Fernando Alexandre poderá ser pior ou melhor do que a do actual Ministro… Neste momento, isso não será muito relevante, tendo em conta o quão descredibilizada e fragilizada está a imagem de Fernando Alexandre…
Cá estaremos para escrutinar a acção governativa do próximo Ministro da Educação…
Por agora, resistimos, convictamente, aos disparates do 1º Ministro e do (ainda) Ministro da Educação…
E se isso fizer de nós alegados “perturbadores”, paciência, acho que conseguimos conviver com esse epíteto que, no caso presente, até é elogioso…
Paula Dias
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Jul 17 2026
Todos os anos, quando chegam os exames nacionais, regressa também um velho hábito nacional: desconfiar. Desconfia-se dos critérios, das classificações, das plataformas, do Ministério e, inevitavelmente, dos professores classificadores. Como se milhares de profissionais deixassem, de um dia para o outro, de saber desempenhar a função para a qual foram selecionados e preparados.
A realidade é menos espetacular e muito mais interessante.
Classificar exames nacionais nunca foi uma tarefa simples. É um exercício de enorme responsabilidade, realizado sob prazos apertados e com a consciência de que cada decisão pode ter impacto no percurso académico de um aluno. Essa responsabilidade sempre existiu, muito antes da digitalização do processo.
Durante décadas, o modelo assentou na circulação física de provas, no transporte de centenas de folhas entre escolas e casas particulares, na gestão de documentação dispersa, em procedimentos administrativos morosos e numa carga burocrática que pouco contribuía para melhorar a qualidade da classificação. Era um sistema aceite por tradição, não por excelência.
A transição para uma plataforma digital veio resolver muitos desses problemas.
A classificação passou a decorrer num ambiente organizado, com acesso imediato aos critérios, sem transporte de provas em papel, sem riscos associados à sua guarda e com ferramentas que facilitam a leitura de respostas difíceis, como a possibilidade de ampliar a imagem. A especialização por item, frequentemente criticada, tem também uma vantagem difícil de ignorar: promove maior consistência na aplicação dos critérios, porque o classificador aprofunda o conhecimento de uma única questão ao longo de dezenas ou centenas de respostas.
Não é um sistema perfeito.
Mas, em muitos aspetos, representa uma evolução evidente.
O problema surgiu quando a modernização tecnológica não foi acompanhada pelo mesmo nível de preparação organizativa.
A distribuição faseada dos itens dificultou a gestão do trabalho e impediu que muitos classificadores organizassem antecipadamente o seu tempo. Erros de digitalização levantaram dúvidas legítimas sobre a integridade de algumas respostas. Pequenas alterações na plataforma foram introduzidas já durante o processo de classificação, quando deveriam ter sido testadas e estabilizadas previamente. As interrupções no funcionamento do sistema alimentaram insegurança num momento em que a estabilidade era indispensável.
E, como quase sempre acontece em Portugal, o ruído acabou por ganhar mais protagonismo do que os factos.
As redes sociais transformaram dificuldades pontuais em sinais de colapso. Comentários precipitados alimentaram a ideia de que todo o processo estaria comprometido. No meio dessa sucessão de críticas, quase passou despercebido o essencial: os classificadores continuaram a fazer o seu trabalho com o rigor e a responsabilidade habituais.
Convém não esquecer esse detalhe.
Uma plataforma informática pode falhar.
Uma digitalização pode conter erros.
Um procedimento pode revelar-se mal planeado.
Isso não significa que a classificação tenha deixado de assentar no profissionalismo de quem a realiza.
É precisamente por isso que a discussão deveria centrar-se onde realmente importa.
Não faz sentido lançar um modelo desta dimensão com a sensação de que ainda está a ser afinado durante a utilização. Sistemas que sustentam os exames nacionais exigem preparação, testes robustos, formação adequada e capacidade de resposta antes de envolverem milhares de professores e centenas de milhares de alunos.
Os encarregados de educação e os alunos têm todo o direito de acompanhar criticamente este processo e de exigir transparência.
Mas também faria bem ao debate público reconhecer um facto simples: os classificadores não são o problema.
São, aliás, a principal garantia de que o sistema continua a funcionar apesar das suas imperfeições.
A digitalização não deve ser abandonada. Pelo contrário.
É provavelmente o caminho certo.
Só não pode continuar a ser percorrido ao ritmo do improviso. Porque modernizar não é apenas trocar papel por ecrãs. É planear, testar e implementar com a mesma exigência que se pede, todos os anos, a quem tem a responsabilidade de classificar os exames nacionais.
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Jul 17 2026
Julho. O calor dobra as árvores e derrete o alcatrão enquanto milhares de jovens esperam por uma nota capaz de resumir dezoito anos de existência mais a cidade onde irão viver, a profissão escolhida e a vida.
Coisa pouca, portanto.
Não obstante (tambores a rufar), os exames nacionais descobriram uma nova forma de ansiedade: já não basta responder às perguntas, agora é preciso esperar, e já agora rezar, pela entrega dos exames na sua integridade a quem os corrige.
Chamaram-lhe modernização. Os exames passaram para uma plataforma digital e, de repente, os classificadores encontraram respostas incompletas, páginas com destino incerto, acessos interrompidos, prazos prolongados como roupa esquecida no estendal.
Não foi a tecnologia a falhar. Foi aquela velha convicção portuguesa de bastar inaugurar uma ponte para acreditar como a estrada já existe.
Porque as máquinas não respeitam decretos e os sistemas informáticos não se convencem em função de conferências de imprensa. A tecnologia tem uma qualidade profundamente incómoda: funciona apenas quando foi preparada para funcionar.
Em contracorrente, do outro lado do Canal da Mancha, as provas continuam a ser escritas em papel. Depois viajam para centros onde são digitalizadas página a página. Cada resposta transforma-se numa imagem e o corrector já não recebe um molho de exames de um único aluno, mas uma pergunta apenas. E centenas de vezes a mesma pergunta. Torna-se especialista naquele pedaço minúsculo do programa.
Se a classificação foge do padrão esperado, o sistema avisa. Se há discrepâncias, outro corrector revê. As somas fazem-se sozinhas. E os exames não desaparecem entre duas secretárias.
Não aconteceu de um ano para o outro. Começou discretamente no início deste século, quando ainda havia quem visse na leitura de respostas num ecrã uma heresia pedagógica. Vieram testes-piloto, anos de experimentação, falhas corrigidas sem alarmismo, investimento constante, formação de classificadores, aperfeiçoamento dos programas. Mais de vinte anos depois, ninguém discute a existência do sistema. Discutem-se apenas as notas.
Talvez seja essa a diferença menos tecnológica de todas.
Nós apaixonamo-nos pelo momento da inauguração. Gostamos da fotografia, da fita cortada, do ministro a sorrir diante de um ecrã onde tudo parece funcionar porque ninguém carregou ainda no botão errado. Os ingleses, na sua falta de romantismo, apaixonam-se antes pelo manual de instruções. Experimentam. Repetem. Corrigem. Voltam atrás. Há qualquer coisa de profundamente enfadonha nesta perseverança. E no enfado o sucesso.
Viva o enfado!
Antes o enfado!
Há uma espécie de lirismo nacional na improvisação, herdada sabe-se lá de onde. Talvez das caravelas, talvez das vindimas, talvez da convicção de como, no último instante, aparecerá sempre alguém suficientemente engenhoso para resolver as faltas dos outros. Se durante muito tempo essa habilidade salvou-nos, hoje tornou-se um método. Um método baseado em excepções a produzir excepções em série.
É propositado. Porque enquanto produzimos excepções, desacreditamos sistemas públicos em favor do privado num país a caminhar a passos largos para um futuro onde quem tem posses vai para as universidades privadas, quem tem ainda mais posses detém as universidades privadas e quem nada tem oferece a rendição, subjugado e sujeito às condições impostas. Isto no caso de haver condições…
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Jul 16 2026
O ministro da Educação fez questão de falar aos jornalistas depois do debate do Estado da Nação. Numa intervenção curta, Fernando Alexandre sublinhou apenas que as notas dos exames vão ser divulgadas esta sexta-feira à tarde.
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Jul 16 2026
Eu acho que sei.
Porque mandaram embora quem fazia a triagem dos e-mails e agora é tudo a eito.

E a convocatória para a mesma causa também seguiu para todos os agrupamentos. com ou sem secundário.

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Jul 16 2026
Ao que parece as escolas vão ter de inserir os e-mail dos Encarregados de Educação, quando os alunos são menores de 18 anos, para acederem à prova digital.
Como se tal fosse possível.
Considero mesmo que o EduQA vive num planeta que não é o nosso.

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Jul 16 2026
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,
Os cidadãos abaixo-assinados vêm pedir justiça para uma profissão tantas vezes esquecida, mas absolutamente essencial: os Auxiliares de Ação Educativa.
Todos os dias, estes profissionais cuidam, protegem e acompanham as nossas crianças com dedicação, paciência e carinho. São braços que acolhem, mãos que ajudam a crescer e olhos sempre atentos à segurança dos mais pequenos.
Mas por trás deste cuidado constante, existe uma realidade exigente e muitas vezes invisível.
Ser auxiliar não é apenas “estar com crianças”:
É levantar, correr, agachar, vigiar sem descanso
É lidar com o cansaço físico acumulado ao longo dos anos
É suportar uma carga emocional intensa, diariamente
Com o passar do tempo, o corpo já não responde da mesma forma. As dores aumentam, o desgaste acumula-se e o trabalho torna-se cada vez mais difícil — mas a responsabilidade mantém-se igual.
Como pode alguém, aos 65 ou mais anos, continuar a exercer uma função tão exigente, que requer agilidade, atenção constante e energia física?
Não se trata de privilégio. Trata-se de justiça.
Pedimos:
O reconhecimento dos Auxiliares de Ação Educativa como profissionais de desgaste rápido
A possibilidade de reforma aos 60 anos
Sem qualquer penalização na pensão
Conclusão
Cuidar de quem cuida das nossas crianças é um dever da sociedade.
Dar condições dignas de reforma a estes profissionais é reconhecer o seu valor, o seu esforço e a sua dedicação ao longo de uma vida inteira.
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Jul 15 2026
A Federação Nacional da Educação (FNE) considera profundamente injusta e desadequada qualquer afirmação que procure associar os professores a uma alegada resistência ou perturbação do processo de digitalização dos exames nacionais.
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Jul 15 2026
Desde as 19:44, pelo menos, que as Mobilidades Estatutárias estão a ser notificadas. aos candidatos.
Exmos(as). Srs(as).,
Nos termos e para os efeitos a que se refere o artigo 114.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, ficam V. Ex.ªs notificadas que, por meu despacho de 15/07/2026, foi deferido o pedido de Mobilidade Estatutária, destacamento, do/a docente ………., para o exercício de funções no/a …………, ao abrigo do Artigo 68º do ECD, em conjugação com o disposto no n.º 3, do artigo 92.º da LTFP, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20/06.
Mais se informa que a mobilidade é autorizada a 100%.
A Mobilidade Estatutária é autorizada por ano escolar, cessando em 31 de agosto de 2027, sem prejuízo do previsto no n.º 3 do artigo 69.º do ECD.
Com os melhores cumprimentos,
A Vogal da Agência para a Gestão do Sistema Educativo
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Jul 15 2026
É vital retirar de vez a Educação da equação neoliberal e levar a sério o conselho da ministra da Educação da Estónia: confiar nos professores e manter os políticos longe da sala de aula.
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Jul 15 2026
Depois da realização das Provas de Conhecimentos dos concursos para Técnicos Superiores promovidos pelos Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas, muitos candidatos interrogam-se sobre a possibilidade de todo o procedimento concursal ficar concluído ainda durante o mês de julho.
À luz da informação atualmente conhecida e da legislação em vigor, essa hipótese revela-se extremamente improvável.
O ponto de situação.
Os candidatos à categoria de Psicólogo realizaram a Prova de Conhecimentos no dia 14 de julho de 2026, enquanto os candidatos às restantes categorias de Técnico Superior — como Assistentes Sociais, Terapeutas da Fala e Técnicos de Informática — realizam a prova no dia 15 de julho.
Entretanto, foi comunicado aos candidatos que os júris apenas terão acesso às classificações das provas cerca de cinco dias úteis após a sua realização, o que significa que os resultados apenas deverão começar a ser conhecidos nos dias 22 ou 23 de julho.
Acresce que continua sem ser conhecida a data da realização da Avaliação Psicológica, método de seleção previsto para estes concursos.
Só estes dois elementos permitem perceber que o procedimento ainda se encontra longe da sua fase final.
O que prevê a legislação?
Os concursos são regulados pela:
O facto de a entidade promotora ser um Agrupamento de Escolas ou uma Escola Não Agrupada não altera estas regras, que são comuns à generalidade da Administração Pública.
O primeiro momento decisivo.
Se os resultados da Prova de Conhecimentos forem divulgados nos dias 22 ou 23 de julho, o júri poderá, desde logo, convocar os candidatos aprovados para o método de seleção seguinte.
A Portaria n.º 233/2022 determina que essa convocatória deve respeitar uma antecedência mínima de cinco dias úteis.
Assim, admitindo que a convocatória seja enviada logo após a divulgação das classificações, as primeiras Entrevistas de Avaliação de Competências apenas poderão realizar-se, previsivelmente, no final de julho ou nos primeiros dias de agosto.
É possível acelerar o procedimento?
Existe uma solução que permitiria ganhar algum tempo.
Os júris podem convocar imediatamente os candidatos aprovados na Prova de Conhecimentos para a Entrevista de Avaliação de Competências, sem aguardarem pelo encerramento de todas as formalidades relacionadas com esse método de seleção.
Se essa opção for adotada, as entrevistas poderão decorrer logo no final de julho e os respetivos resultados ficarão disponíveis praticamente em simultâneo com os restantes métodos.
Contudo, esta aceleração resolve apenas uma parte do procedimento.
Continua a faltar a Avaliação Psicológica.
Até ao momento, não foi divulgada qualquer data para a realização da Avaliação Psicológica.
Embora este método possa decorrer em paralelo com outras fases do concurso, continua a ser um passo indispensável antes da elaboração da classificação final dos candidatos.
Enquanto não estiver concluído, o júri não poderá elaborar a lista unitária de ordenação final.
A fase final continua a ser obrigatória.
Depois de concluídos todos os métodos de seleção, o procedimento ainda não termina.
O júri terá de:
Só após estes atos o procedimento concursal se considera legalmente concluído.
Então, é possível terminar até 31 de julho?
Considerando que:
A resposta é clara.
Mesmo admitindo que os Agrupamentos de Escolas atuem com a máxima celeridade e pratiquem todos os atos logo que legalmente possível, não existem condições objetivas para que os procedimentos concursais estejam concluídos até ao dia 31 de julho de 2026.
O cenário mais plausível é que o mês de agosto seja dedicado à conclusão dos métodos de seleção, à elaboração da lista de ordenação final, ao cumprimento das garantias procedimentais previstas na lei e à respetiva homologação.
Mais do que uma questão de rapidez administrativa, está em causa o respeito pelos princípios da legalidade, da igualdade de oportunidades e das garantias de participação dos candidatos, pilares essenciais de qualquer procedimento concursal na Administração Pública.
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Jul 14 2026
COMUNICADO
Termina hoje, dia 14, o período previsto para os professores classificadores concluírem as suas classificações. Trata-se de um processo em que participaram mais de 11.500 professores classificadores, aos quais o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) agradece o trabalho, a dedicação e o compromisso com a classificação rigorosa das provas dos alunos, sobretudo num contexto de perturbação e elevada exigência.
Os dados registados na plataforma de classificação mostram que às 18h30 de hoje estavam classificadas 98% das respostas. Esta percentagem terá ainda evolução ao longo das próximas horas.
De acordo com o EduQA, e de forma a garantir todas as condições de rigor exigidas no processo de avaliação externa, na quarta-feira prosseguirá a classificação dos exames que não estejam classificados até ao final do dia de hoje.
Esta decisão, segundo o EduQA, não põe em causa a afixação das pautas na sexta-feira, existindo margem temporal suficiente para executar as etapas necessárias entre o fecho do processo de classificação e a afixação dos resultados nas escolas na sexta-feira, dia 17.
O MECI tem um compromisso irredutível com o rigor e a qualidade da classificação das Provas Finais e dos Exames Nacionais dos alunos. Por isso, este período de classificação tem sido acompanhado, na Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM), por um processo de verificação e validação do sistema de classificação eletrónica das Provas Finais do Ensino Básico (Matemática) e dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário. O objetivo desse processo foi garantir que os itens entregues aos professores para classificação estavam completos, correspondendo às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel.
Conforme foi comunicado ontem, identificaram-se situações de folhas mal digitalizadas ou não digitalizadas, assim como de provas não entregues pelas escolas às forças de segurança, para transporte para a INCM. Todas essas situações obrigaram a um rigoroso processo de verificação e validação.
Os 2% de respostas ainda por classificar resultam, em parte, desse processo de verificação e validação, indispensável para assegurar o rigor e a qualidade do processo de classificação eletrónica, estando nomeadamente em causa situações de:
• Novas digitalizações de folhas ou de provas de alunos, por deteção de falhas de digitalização;
• Reclassificações de itens já antes avaliados pelos professores classificadores, por correção de uma folha de enunciado ou de continuação na prova do aluno;
Entregas tardias, pelas escolas, de provas de alunos que deveriam ter sido devidamente entregues às forças de segurança para transporte para a INCM.
A confiança no rigor da avaliação externa é indispensável para a credibilidade no sistema educativo. Essa confiança constrói-se com transparência, razão pela qual o MECI tornará simples e rápido o acesso dos alunos às suas provas digitalizadas, permitindo-lhes verificar a integridade das suas provas e conhecer as suas classificações. Esse acesso será concedido através das escolas, uma vez que o anonimato dos exames apenas pode ser quebrado nas escolas, não havendo forma de, centralmente, fazer corresponder os números convencionais das provas e a identidade dos alunos.
Nas reuniões que o MECI realizou ontem com o Conselho das Escolas e com as associações de diretores ANDAEP e ANDE, sobre Autonomia e Gestão Escolar, foram partilhadas informações sobre como será concedido o acesso às provas dos alunos, com recurso a uma plataforma digital. As escolas receberão um documento com todas as orientações para esse processo.
O MECI assegura todo o rigor e transparência do processo de classificação das Provas Finais e dos Exames Finais Nacionais. O MECI reafirma o seu agradecimento pelo empenho, dedicação, disponibilidade e sentido de responsabilidade de todos os professores e técnicos envolvidos neste processo.
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Jul 14 2026
Sobre este assunto não me vou alargar muito, porque foi o concurso mais surreal que até agora vi aberto pelo Ministério da Educação.
Para além da prova ter sido adiada por duas ou três vezes (já perdi a conta), a mesma acabou por realizar-se hoje às 14:30 (ou quando os candidatos conseguissem entrar na prova).
Pela AGSE, foi marcada às 13:04 uma sessão de esclarecimento para as 13:30, que acabou por estar em funcionamento ao longo de toda a tarde. Na própria sessão foram dadas novas informações sobre a aplicação da prova que já estava a decorrer, e em alguns casos foi pedido que fossem informados os candidatos enquanto estavam a realizar a prova.
A entrada na prova fazia-se com o n.º de contribuinte do candidato e pelo que foi dito na sessão da AGSE, para a semana todas as escolas iriam recebem as classificações de todos os candidatos onde a identificação do candidato seria o seu número de contribuinte. Ainda se fosse o n.º SIGRHE até compreendia, mas como as escolas vão receber uma lista de alguns milhares de nomes ordenados pelo n.º de contribuinte não sei onde os júris vão saber quem é o candidato por esta ordem. É que este número não é facilmente extraível das listagens dos candidatos e consta apenas (sem qualquer garantia que esteja correto) do interior do formulário de candidatura.
Se todos falam no atraso da correção dos exames, este assunto merecia um maior destaque porque é asneira em cima de asneira que o MECI está a fazer.
Mas cada um que relate a sua experiência nesta absurda Prova de Conhecimentos.
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Jul 14 2026
É o tudo por tudo para cumprir a entrega das notas dos exames. Classificadores terão afinal até ao meio-dia desta quarta-feira para entregar as notas. Há itens ainda a ser distribuidos a professores: pelo menos num caso terão sido entregues cerca de 400 hoje.
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Jul 14 2026
Segundo notícia vinculada pela RTP Noticias, o Vice Presidente da AGSE, demitiu-se.
Aguardemos pelo próximo, depois do que se passou hoje com a Prova de Conhecimento dos Psicólogos…
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Jul 14 2026
A prova dos Técnicos Superiores para Psicólogos começou às 14:30.
À mesma hora a AGSE ainda está reunida com os Júris para dar informações sobre a Prova que já teve início.
As informações transmitidas durante a manhã aos diversos júris estavam erradas, com link errados.
É preciso muita paciência para aturar gente (IN)Capaz de organizar um concurso desta dimensão.
Ao que parece foi agora dito que a Prova podia ter início quando fosse possível o candidato entrar na prova.
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Jul 14 2026
Às 13:10, marcam uma reunião para as 13:30. No âmbito da realização das provas de conhecimentos, e com o objetivo de garantir o acompanhamento e apoio contínuo às escolas durante todo o processo.
Deram conta que fizeram disparate…
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Jul 14 2026
As inscrições para o 10.º e 12.º anos irão decorrer entre os dias 15 e 24 de julho, segundo o novo calendário das matrículas e renovações hoje publicado em Diário da República e assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
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Jul 13 2026
O separador da Mobilidade Interna tem sido o 4 Separador deste Menu.
A candidata do quadro que é QZP está desesperada porque não lhe aparece o menu da Mobilidade Interna para poder concorrer.
Mas parece que não é caso único.
Disse-lhe que o menu dela deve estar junto das provas em falta e que o EduQa vai trabalhar esta noite toda para o encontrar.

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Jul 13 2026
… mas se for apenas isto não estou para aturar por muito tempo este lugar.
Ainda arrisco que o valor das remunerações sejam atrativos, porque se não forem… Não devem faltar CAP por aí, sedentas de algum poder.
Esqueçam qualquer abertura do modelo a maior democraticidade interna. Acho que nem sobre os suplementos deram informações, apesar de garantirem que o documento está feito. aceitam contributos, mas para arquivar. Este é um resumo da curta informação recebida de alguns “representantes”.

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Jul 13 2026
Comecei por deixar de confiar na AGSE com os sucessivos erros e atrasos no concurso de Técnicos Superiores, do qual fui alertando aqui e por diversas vezes disse que o Raul Capaz Coelho não estava capaz de dar conta do recado da AGSE e que deveria apresentar a sua demissão do cargo.
Depois foi a vez do EduQA, começar com os erros de preparação e planificação das provas nacionais. Parece que já ninguém se lembra, mas o Conselho Científico do EduQA sobre o item do Exame Final Nacional de Português emitiu um parecer (dizem que não foi consensual, mas disso pouco se falou ainda) tentou ilibar o EduQA de qualquer responsabilidade neste erro.
Esta noite foi a madrugada em que 40 “trabalhadores” do EduQA (pena não terem sido mais por terem sido dispensados das várias equipas) a passar o serão a descobrir as folhas das provas em falta.
Já sugeri que o seu Presidente, Dr. Luísa Santos, seguisse a minha recomdação dada ao Presidente da AGSE e também apresentasse a sua demissão.
Se o Ministro da Educação não percebe que está num lugar que deve demitir quem não se configura com a pessoa ideal para o cargo, então compete ao Primeiro Ministro tomar a decisão de fazer mudanças no Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
Com pena minha, pois tinha neste Ministro da Educação como uma pessoa capaz e competente para tomar as melhores decisões nas alturas certas.
Só se a altura certa for após a Prova de Conhecimentos dos Técnicos Superiores de dia 14 e 15 de julho e após serem conhecidos os resultados dos exames no dia 17 de julho.
NOTA FINAL: Espero que a AGSE saiba quem são os candidatos à prova de cada uma das escolas porque se apresentar ao meu Júri uma lista de nomes com resultados das provas para se pesquisar quem é quem e se no dia 17 se verificar que os resultados vão ser adiados para o dia 20, ou que não correspondem às provas resliazdas pelos alunos, então Fernando Alexandre deve sair pelo seu próprio pé.
Continuo a dizer que gostava de confiar no Ministro…
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Jul 13 2026
Alguns deles já com quase 3 meses.
E também mandamos abraços aos candidatos?
E o link para a prova está perdido no mesmo sítio das folhas de continuidade de resposta?
Caro/a Diretor/a,
Boa tarde!
No âmbito dos procedimentos concursais para recrutamento de Técnicos Superiores, informa-se que, durante a realização da prova de conhecimentos, é permitida a consulta, em suporte papel, de toda a bibliografia indicada para a prova, incluindo quer a bibliografia relativa à legislação, quer a bibliografia referente aos conhecimentos específicos.Recorda-se ainda que não é permitida a utilização de telemóveis, computadores, tablets ou quaisquer outros equipamentos eletrónicos durante a realização da prova.Solicita-se a melhor divulgação desta informação junto dos candidatos e dos intervenientes no procedimento, de forma a assegurar a uniformidade de procedimentos entre todos osestabelecimentos de ensino.
Muito obrigado.Um abraço,
O Presidente do Conselho Diretivo
Raúl Capaz Coelho
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Jul 13 2026
“Peço desculpa aos professores. Houve professores que tiveram de corrigir duas e três vezes a mesma prova. É lamentável mas é a confirmação que temos mecanismos de controlo de qualidade”, disse Fernando Alexandre, à porta da Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa.
“Obviamente os professores não podem corrigir provas com erros”, admitiu.
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Jul 13 2026
Cerca de 40 técnicos trabalham em contrarrelógio à procura das respostas em papel que desapareceram. O reforço de última hora acontece nas vésperas do prazo para a correção dos exames chegar ao fim.
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Jul 13 2026
Há quem pense que julho é mês de férias. No Ministério da Educação, Ciência e Inovação, parece ser mês de reuniões.
Ao longo do dia, Fernando Alexandre reúne-se com o Conselho das Escolas, com a Associação Nacional de Dirigentes Escolares e com a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. A agenda não deixa grandes dúvidas, há um tema que está prestes a sair da gaveta e que promete marcar os próximos meses.
já foi anunciada uma reunião plenária para hoje, com a presença do ministro, destinada à apresentação da proposta do novo modelo de autonomia e gestão das escolas e do futuro estatuto do diretor.
É inevitável perguntar: estaremos perante uma verdadeira reforma ou apenas mais uma revisão do modelo em vigor? A autonomia das escolas tem sido, ao longo das últimas décadas, uma palavra repetida até à exaustão. O problema é que, muitas vezes, a autonomia anunciada acaba por chegar acompanhada de novos regulamentos, novas obrigações e uma margem de decisão que continua condicionada por uma forte centralização.
Também o estatuto do diretor volta ao centro da discussão. Não é um tema novo, mas continua longe de gerar consensos. Há quem defenda um reforço dos poderes de liderança e da estabilidade do cargo, outros receiam uma concentração excessiva de competências e uma diminuição dos mecanismos de participação democrática na vida das escolas.
Por enquanto, conhece-se apenas a intenção. O conteúdo ainda não foi revelado e será prudente aguardar pelo documento antes de formar juízos definitivos. Ainda assim, o simples facto de o ministro convocar as principais estruturas representativas da direção das escolas mostra que este poderá ser um dos dossiers mais relevantes deste mandato.
Resta saber se estaremos perante mudanças de fundo ou apenas mais um capítulo de uma história que, em matéria de autonomia e gestão escolar, parece nunca conhecer um ponto final.
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Jul 12 2026
A primeira reação foi contar as páginas do caderno a entregar ao aluno, quando vigiei o primeiro exame. E fiquei espantado, 8 páginas!
Esta é a realidade. No ano passado, os professores vigilantes entregavam a cada aluno uma folha para resolver cada exame (4 páginas), o qual poderia solicitar mais para continuação. Mas este ano, o mínimo de cada caderno eram 8 páginas.
Depois, porque tive de corrigir provas-moda de 9.⁰ Ano, percebi que não era nada favorável para os professores corretores. Como não se pode sublinhar, nem a lápis, dei por mim a registar os erros como se marca o ponto no jogo da sueca, obviamente para contabilizar no final… Já que no ecrã é impossível.
Só imaginava como seria corrigir os exames de português do secundário…
Ou seja, se é para fazer exames em formato digital jamais se pode usar mais papel do que antes.
Depois, se alguém tem de corrigir, precisa de ser um programa que permita riscar e sublinhar, mesmo que seja virtualmente e para apagar após a correção.
Neste momento importa pouco quem é o responsável, mas será necessário resolver o problema. Não está errado em experimentar e correr mal, mas é muito mau quando não se reconhece o erro, não se pede desculpa e até se atiram responsabilidades para os outros…
Como resolver?
Um passo atrás:
– Reunir os envelopes e ativar novamente a correção no papel.
No próximo ano, perceber que só pode ser digital se existirem computadores nas escolas para todos os alunos envolvidos… para que os exames possam ser mesmo digitais e não apenas digitalizados.
Quanto às responsabilidades políticas, nem quero saber, entendam-se… Aliás, ganham muito para se entreterem com isso!
Mas interessa-me saber que os alunos não serão prejudicados, o que requer sensatez e humildade no assumir responsabilidades!
Por Pedro Miguel Sousa
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Jul 12 2026
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Jul 12 2026
Mas importa colocar uma questão elementar: o pagamento de horas extraordinárias é um reconhecimento excecional ou é, simplesmente, o cumprimento de uma obrigação decorrente da prestação de trabalho para além do horário normal?
Leia aqui o comunicado FNE completo
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Jul 11 2026
O atraso na correção e na divulgação dos resultados dos exames nacionais do 9.º, 11.º e 12.º anos não é apenas um contratempo administrativo. É um problema que se está a repercutir em toda a organização do sistema educativo, precisamente porque o calendário escolar funciona como uma cadeia em que cada etapa depende da anterior.
Se os resultados dos exames são adiados, é inevitável que as restantes fases do processo tenham de acompanhar esse adiamento. No entanto, os prazos das matrículas, em particular para os alunos que transitam do 9.º para o 10.º ano, continuam sem uma adaptação clara à nova realidade.
A situação é especialmente delicada no final do ensino básico. Os alunos que venham a reprovar no 9.º ano só poderão definir o seu percurso depois de conhecerem os resultados finais. Mas também os que transitam para o ensino secundário vivem um período de incerteza, porque as escolas necessitam das matrículas concluídas para saberem quantos alunos terão em cada curso e em cada estabelecimento. Sem essa informação, é impossível planear com rigor.
O problema não termina aí. As escolas estão já a preparar o próximo ano letivo: constituem turmas, distribuem serviço docente, organizam horários, identificam necessidades de professores e dimensionam recursos. Cada dia de atraso nos resultados dos exames traduz-se em mais um dia de atraso nestas decisões. A rede escolar perde capacidade de planeamento e aumenta o risco de o próximo ano letivo arrancar com constrangimentos que poderiam ter sido evitados.
A coerência exige que o Ministério da Educação trate o calendário escolar como um todo. Se foi necessário adiar a divulgação dos resultados dos exames, então também é necessário ajustar os prazos das matrículas e das restantes operações administrativas. Não faz sentido exigir às escolas que cumpram um calendário que deixou de corresponder à realidade.
As escolas têm demonstrado uma enorme capacidade de adaptação. O que não podem é ser obrigadas a organizar um novo ano letivo sem conhecerem o número real de alunos que terão, quantos repetem, quantos transitam e quantos concluem o ensino secundário. Essa informação é a base de toda a organização interna e da própria gestão da rede escolar.
A educação precisa de previsibilidade. Quando uma peça do calendário se altera, todas as outras têm de ser ajustadas. Caso contrário, o atraso na correção dos exames deixa de ser um problema pontual e transforma-se num bloqueio sistémico, cujos efeitos recaem sobre alunos, famílias, escolas e professores.
Mais do que um atraso na publicação de classificações, estamos perante uma falha de coordenação. E essa é uma responsabilidade que não pode ser transferida para as escolas. Quem define o calendário tem também o dever de garantir que todas as suas peças encaixam entre si. Quando isso não acontece, o sistema deixa de funcionar com a previsibilidade e a estabilidade que alunos, famílias e profissionais da educação legitimamente esperam.
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Jul 11 2026
Em reconhecimento do esforço e do trabalho suplementar necessário para cumprir os prazos estabelecidos no âmbito do calendário da avaliação externa, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação informa que os professores classificadores serão compensados com o pagamento de horas extraordinárias pelo trabalho realizado durante o fim de semana.
Esta decisão foi comunicada hoje de manhã aos Agrupamentos de Exames do Júri Nacional de Exames (JNE).
Aos elementos do EduQA/JNE que estão a trabalhar nas instalações da Imprensa Nacional – Casa da Moeda também serão pagas horas extraordinárias, tal como já anunciado.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação agradece o empenho, a dedicação, a disponibilidade e o sentido de responsabilidade de todos os professores e técnicos envolvidos neste processo.
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Jul 11 2026
Anúncio feito na manhã deste sábado pelo vice-presidente do PSD Sebastião Bugalho
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Jul 11 2026
Um dos problemas mais reportados pelos Professores Classificadores tem sido a ausência de folhas de continuação em muitos Exames, afectando praticamente todas as Disciplinas…
Acresce-se, também, a existência, muitas vezes relatada, de folhas de resposta com caligrafias diferentes, o que indicia que esses manuscritos não pertencerão ao mesmo aluno, em certos Exames…
O problema da falta de folhas de continuação foi, aliás, assinalado logo no início do processo de classificação dos Exames, mas, por inacreditável que pareça, ainda não foi resolvido, nem sequer apresentada qualquer explicação oficial para esta ocorrência…
Entretanto, fazendo fé em alguns testemunhos, o EduQA e o JNE terão comunicado que se prevêem duas actualizaçõesque, alegadamente, resolverão o constrangimento da falta de folhas de continuação, sem, contudo, adiantarem qualquer explicação para esse “desaparecimento”…
Por outro lado, fazendo também fé noutros testemunhos, terá havido a indicação para classificar com os dados disponíveis, mesmo que o Professor Classificador não tenha recebido as folhas em falta…
Batemos no fundo e já vale tudo?
Se se confirmar a classificação de Exames, mesmo que o Professor Classificador não tenha recebido as folhas em falta, será, de facto, impossível proceder à reapreciação dos Exames Nacionais, uma vez que o processo estará inquinado pelos mais variados vícios e adulterado na sua essência…
Se se confirmar o anterior, estaremos, sem qualquer dúvida, perante o maior embuste que alguma vez aconteceu na História da Educação em Portugal…
Pergunta-se:
– Afinal, onde estão as folhas de continuação de muitos Exames?
– Se o paradeiro das folhas de continuação for conhecidodesde o início deste processo pelos respectivos responsáveisporque motivo não foram as mesmas agregadas aoscorrespondentes Exames?
– Se o paradeiro das folhas de continuação for conhecido desde o início deste processo pelos respectivos responsáveis porque motivo existem caligrafias diferentes em folhas atribuídas ao mesmo Exame?
– Que explicação poderá existir para o “mistério” da falta e da troca de folhas de continuação?
Neste imbróglio da ausência das folhas de continuação, só poderão existir dois cenários:
– Ou essas folhas são juntas ao respectivo Exame em tempo útil;
– Ou essas folhas não são juntas ao respectivo Exame em tempo útil…
Se não forem juntas ao respectivo Exame em tempo útil, a actual classificação dos Exames Nacionais morre definitivamente ali, sem qualquer hipótese de reanimação… Qualquer tentativa de lhe conferir credibilidade será completamente infrutífera…
Sem qualquer dúvida ou reserva, a classificação dos Exames Nacionais já atingiu a categoria de filme surrealista, repleto de cenas nonsense, onde o absurdo, o inconcebível, a bizarria, a confusão e o descrédito se tornaram partes integrantes…
E o anterior ainda se acentua mais, tornando-se ainda maisinaceitável, se lembrarmos todo o rigor e seriedade colocados no trabalho dos Secretariados de Exames dos Agrupamentos de Escolas, de Norte a Sul do país…
Se algum Secretariado de Exames, de algum Agrupamento de Escolas, agisse de forma semelhante ao EduQA/JNE no presente processo de classificação dos Exames Nacionais, que consequências recairiam sobre os Professores que compõem esse órgão, localmente responsável pela coordenação da avaliação externa?
De certeza, que não existiria qualquer complacência face aos Secretariados de Exames…
A acção governativa do Ministro da Educação não pode deixar de ser devidamente “monitorizada” pelos seus concidadãos, a quem continua a dever muitas explicações que, de resto, não conseguiu dar nos últimos dias, em périplo pelos canais televisivos…
Por tudo o que já se conhece acerca da acção governativa de Fernando Alexandre, dirigente máximo do MECI e principal responsável político dessa entidade, o mínimo que se poderá concluir é que o seu desempenho relativo à classificação dos Exames Nacionais tem sido pautado por uma manifesta“imprudência”…
Não restará ao Ministro outra alternativa que não seja a demissão e assumir, dessa forma, a respectiva responsabilidade política, enquanto dirigente máximo do MECI…
Nos países efectivamente desenvolvidos, por muito menos, é isso que costuma acontecer quando algo corre mal em certos mandatos, levando os titulares de cargos governativos a assumir a responsabilidade política pelo sucedido…
É assim que deve ser numa Democracia que escrutina os seusGovernantes…
É assim que deve ser numa Democracia em que os Governantes prestam contas aos seus concidadãos e assumem, sem subterfúgios e sem manigâncias, as suas próprias responsabilidades e obrigações éticas…
Batemos no fundo e já vale tudo? Sim, parece que sim…
Estaremos perante o maior embuste que alguma vez aconteceu na História da Educação em Portugal? Sim, parece que sim…
Lamentavelmente… Lamentavelmente, com um sentimento de tristeza e de vergonha alheia…
Paula Dias
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