A AGSE informa que foram publicadas as listas da 19.ª Reserva de Recrutamento, estando disponíveis as listas aqui.
A próxima Reserva de Recrutamento será publicada na segunda-feira, dia 12 de outubro.
Out 09 2026
A AGSE informa que foram publicadas as listas da 19.ª Reserva de Recrutamento, estando disponíveis as listas aqui.
A próxima Reserva de Recrutamento será publicada na segunda-feira, dia 12 de outubro.
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Out 09 2026
O Projeto de Lei n.º 285/XVII/1.ª (Cidadãos) que faz um repºosicionamento justo na carreira docente e garantia de princípios constirucionais e Europeus de Igualdade Profissional.

O projeto pretende corrigir situações de ultrapassagem na carreira docente, isto é, situações em que um professor com mais tempo de serviço acaba por ficar num escalão remuneratório inferior ao de outro professor com menos tempo de serviço.
A ideia central é esta:
Nenhum docente com mais tempo de serviço e igual avaliação de desempenho poderá auferir uma remuneração inferior à de outro docente com menos tempo de serviço.
O regime aplica-se aos:
Abrange também docentes do ECD que estejam a exercer funções noutros serviços ou organismos da Administração Pública. Projeto Lei 285
O Governo terá de reconstituir a carreira dos docentes abrangidos, considerando a totalidade do tempo de serviço efetivamente prestado e legalmente relevante para progressão.
Isto inclui o tempo prestado antes, durante e depois dos períodos de suspensão da contagem, tendo em conta os regimes anteriores de recuperação de tempo de serviço.
Importante: não se pode contar duas vezes o mesmo período de serviço.
Não necessariamente.
A lei pretende corrigir as situações de ultrapassagem. Além disso, continuam a ser exigidos os restantes requisitos legais para progressão, nomeadamente:
A própria proposta diz expressamente que a reconstituição da carreira não dispensa estes requisitos. Projeto Lei 285
Também não são contabilizados períodos de serviço que legalmente não possam contar para progressão, por exemplo quando não tenha sido obtida a classificação mínima exigida. Projeto Lei 285
Imagine:
Professor A
Professor B
Se a diferença resultar dos problemas de reposicionamento que a lei pretende corrigir, a carreira do Professor A deverá ser reconstituída e poderá haver lugar ao seu reposicionamento no escalão correspondente ao tempo de serviço legalmente relevante.
É precisamente este tipo de situação que o diploma pretende eliminar.
O Governo terá 90 dias após a entrada em vigor da lei para proceder à reavaliação e correção do posicionamento dos docentes abrangidos.
O docente também poderá requerer individualmente a revisão da sua situação junto da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P., tendo direito a uma resposta fundamentada.
Aqui está uma questão importante.
A lei determina que o Estado assegure as verbas necessárias para executar as correções. As diferenças remuneratórias poderão, contudo, ser pagas de forma faseada, através de regulamentação posterior.
O posicionamento corrigido terá efeitos remuneratórios a partir de 1 de janeiro de 2027, mas serão também apuradas as diferenças relativas a períodos anteriores e respetivo pagamento.
Ou seja:
1 de janeiro de 2027 → nova posição remuneratória produz efeitos.
Períodos anteriores → serão calculadas as diferenças remuneratórias devidas, podendo o pagamento ser faseado.
Sim.
Até 30 de setembro de 2027, o Governo terá de apresentar à Assembleia da República um relatório com:
A partir de 2028 haverá relatórios anuais até à conclusão da execução.
Na prática, esta lei não é simplesmente uma nova recuperação de tempo de serviço.
É sobretudo um mecanismo para reconstituir carreiras e eliminar ultrapassagens que tenham resultado da forma como o tempo de serviço foi recuperado e dos diferentes momentos de ingresso/reposicionamento.
E há uma consequência administrativa importante para as escolas: o reposicionamento será uma operação individual de reconstituição da carreira, que deverá ser feita pela entidade competente, e não uma decisão discricionária do diretor.
A lei pretende garantir que, entre docentes em situações comparáveis, quem tem mais tempo de serviço não fique remuneratoriamente atrás de quem tem menos tempo, através da reconstituição das carreiras e da correção das situações de ultrapassagem.
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Out 09 2026
Texto aprovado na especialidade da Iniciativa Legislativa de Cidadão – Reposicionamento Justo na Carreira Docente e Garantia de Princípios Constitucionais e Europeus de Igualdade Profissional. foi aprovado em plenário por Unanimidade.
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Out 09 2026
Hugo Soares, Porfíorio Silva e Paulo Núncio já anunciaram a sua votação favorável desta iniciativa dos cidadãos.
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Out 09 2026
Para já ficam aqui todos os documentos desta votação para análise de quem tiver interesse no assunto.

Prorrogação do prazo de apreciação na especialidade (90 dias)
Contributo do Conselho Nacional de Educação (CNE)
Contributo Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC)
Contributo Associação Nacional de Professores (ANP)
Contributo SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores
Contributo FENPROF – Federação Nacional dos Professores
Contributo Federação Portuguesa de Professores
Contributo FNE – Federação Nacional de Educação
Contributo Ministério da Educação Ciência e Inovação
Proposta de alteração PS (de 25-09-2026)
Proposta de alteração CH (de 21-09-2026)
Quadro comparativo
Proposta de alteração CH (reunião de 29-09-2026)
Proposta de alteração PCP (reunião de 29-09-2026)
Gravação da discussão e votação na especialidade (a partir do minuto 13 | reunião de 29-09-2026)
Proposta de alteração PCP (reunião de 06-10-2026)
Gravação da discussão e votação na especialidade (a partir do minuto 6.25) | reunião de 06-10-2026)
Relatório de votação
Texto Final
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Out 09 2026
Há textos que atravessam séculos porque continuam a explicar o presente com uma precisão incómoda. A página que tenho diante de mim enumera sete erros de liderança. Não fala de ministérios, de escolas, de SIGRHE, de concursos, de horários, de plataformas ou de burocracias administrativas. Fala de guerra. Mas, curiosamente, parece ter sido escrita ontem, numa qualquer sala do MECI, por alguém que decidiu observar como se governa um sistema educativo sem nunca ter de entrar numa escola.
O primeiro princípio é simples: executar cegamente as ordens tomadas na Corte, segundo o arbítrio do príncipe, sem atender às circunstâncias. É difícil encontrar melhor descrição para uma administração que produz decisões de gabinete e depois espera que as escolas descubram como torná-las possíveis. A realidade pode ser complexa, os recursos podem não existir, as pessoas podem estar em falta, os procedimentos podem ser incompatíveis com a decisão. Nada disso parece suficientemente importante. A ordem foi dada. Logo, deve ser cumprida. É uma forma particularmente confortável de liderar. Quem decide não precisa de conhecer as consequências da decisão. Quem está no terreno que resolva.
O segundo princípio manda tornar os oficiais confusos, despachando emissários que ignoram os assuntos militares. Também aqui a atualidade é desconcertante. Num sistema educativo cada vez mais dependente de plataformas, orientações, circulares, notas informativas, esclarecimentos, despachos e esclarecimentos aos esclarecimentos, a confusão deixou de ser um acidente administrativo. Em determinados momentos, parece ser parte do modelo. O problema não é apenas existirem demasiadas instruções. É existirem instruções que parecem desconhecer a realidade sobre a qual pretendem atuar. Quem está numa escola sabe que uma turma não é uma célula numa folha Excel, que um professor não é uma linha de uma base de dados e que um diretor não é um simples operador encarregado de executar aquilo que outros decidiram.
Depois vem o terceiro princípio: misturar regras próprias à ordem civil e à ordem militar. No MECI, talvez a tradução contemporânea seja misturar aquilo que exige liderança política com aquilo que exige gestão administrativa e aquilo que exige autonomia profissional. Quando tudo é tratado como procedimento, desaparece o espaço para o discernimento. Quando tudo é tratado como comando, desaparece a responsabilidade de quem comanda.
E chegamos ao quarto princípio, talvez o mais interessante: confundir o rigor necessário ao governo do Estado com a flexibilidade que o comando das tropas requer.
É aqui que muitas lideranças administrativas falham. Confundem rigor com rigidez. Confundem controlo com liderança. Confundem cumprimento de uma instrução com resolução de um problema. Uma escola não pode ser gerida como uma repartição onde todos os dias são iguais. Há alunos que chegam, professores que faltam, funcionários que se aposentam, concursos que atrasam, turmas que mudam, famílias que aparecem, plataformas que bloqueiam e decisões que têm de ser tomadas naquele momento. O diretor que aguarda eternamente pela resposta superior pode até estar administrativamente protegido. Mas, entretanto, a escola continua a funcionar. Ou deveria.
O quinto princípio é devastador na sua simplicidade: dividir a responsabilidade.
Talvez seja uma das maiores especialidades da administração educativa contemporânea. Quando alguma coisa corre bem, há muitos autores. Quando corre mal, aparece uma cadeia de competências tão longa que ninguém consegue descobrir onde começa ou termina a responsabilidade. O Ministério responsabiliza os serviços. Os serviços responsabilizam as plataformas. As plataformas responsabilizam os procedimentos. Os procedimentos responsabilizam a legislação. A legislação responsabiliza quem a interpretou. E, no fim da cadeia, aparece o diretor. É uma arquitetura perfeita para que todos tenham competência e ninguém tenha responsabilidade.
O sexto princípio recomenda disseminar a suspeita, que engendra a desordem: um exército confuso conduz à vitória do inimigo.
Aqui a coisa torna-se particularmente perigosa. Uma organização não funciona quando as pessoas passam mais tempo a tentar perceber se estão a fazer alguma coisa errada do que a tentar fazer bem aquilo que lhes compete. Um sistema que comunica através da desconfiança, da ameaça implícita, da fiscalização permanente e da suspeita generalizada acaba por produzir aquilo que mais teme: profissionais que deixam de decidir. E um diretor que tem medo de decidir começa a perguntar. Pergunta ao município. Pergunta à DGEstE. Pergunta à IGEC. Pergunta à AGSE. Pergunta ao Ministério. Pergunta à plataforma. Pergunta ao colega. Pergunta outra vez. Até que o problema desapareça. Ou até que desapareça a escola.
E chegamos ao sétimo princípio, talvez o mais atual de todos: aguardar ordens em todas as circunstâncias.
É a burocracia elevada a doutrina de comando. Esperar pela autorização. Esperar pela orientação. Esperar pelo esclarecimento. Esperar pela circular. Esperar pela plataforma. Esperar pelo despacho. Esperar pela validação. Esperar pela resposta ao pedido de esclarecimento sobre a resposta ao pedido anterior. O texto dá uma comparação extraordinária: é como esperar autorização de um superior para apagar um fogo. Quando a ordem chegar, as cinzas já estarão frias.
Nas escolas, muitas vezes, o fogo é real. Só que não há sirenes, há campainhas. Há alunos sem apoio, professores sem horário, funcionários em falta, famílias à espera, concursos por resolver, plataformas que não funcionam e diretores obrigados a tomar decisões com a informação disponível naquele momento. É por isso que a liderança não pode consistir em dizer às pessoas aquilo que devem fazer. Liderar é criar condições para que aqueles que estão no terreno possam decidir bem. E talvez seja aqui que resida a maior fragilidade do modelo atual.
O MECI parece querer escolas autónomas, desde que façam exatamente aquilo que o Ministério determinou. Quer diretores responsáveis, desde que não decidam demasiado. Quer liderança, desde que não incomode. Quer autonomia, desde que não produza soluções diferentes das previstas centralmente.
É a velha contradição de todos os sistemas excessivamente centralizados: exigem responsabilidade a quem não concedem verdadeira autoridade e exigem resultados a quem não controlam os meios para os alcançar.
Sun Tzu, que escreveu estas palavras que atravessaram os séculos, perceberia rapidamente o problema. Um general não pode comandar um exército sentado a centenas de quilómetros do campo de batalha, ignorando o terreno e exigindo que cada movimento seja previamente autorizado.
Nas escolas portuguesas, felizmente, ainda há generais. São os diretores. E há professores, técnicos e assistentes operacionais que todos os dias fazem aquilo que nenhum despacho consegue fazer: resolver problemas. O problema é que o poder central parece continuar convencido de que liderar é emitir ordens.
Talvez fosse tempo de perceber uma coisa elementar: uma organização não se torna forte porque obedece mais. Torna-se forte porque sabe decidir melhor.
E para isso é preciso confiança. Porque um Ministério que não confia nos seus diretores acaba inevitavelmente por criar diretores que não confiam no Ministério. E quando ninguém confia em ninguém, a burocracia ocupa o lugar da liderança. Depois escrevem-se mais circulares para resolver o problema. E aguardam-se instruções.
Enquanto o fogo arde.
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Out 09 2026
Encontra-se aberto o procedimento concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (C.A.F.E.), em 2027.
A aplicação para a formalização da candidatura está disponível das 10:00h do dia 9 de outubro de 2026, até às 23:59h do dia 22 de outubro de 2026 (hora de Portugal Continental), no SIGRHE.
Consulte o Aviso de Abertura e respetivos anexos, bem como outra documentação disponibilizada.
Documentos
Outros
Legislação e documentação de enquadramento:
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Out 08 2026
Depois da aprovação na generalidade e da conclusão da discussão e votação na especialidade, será amanhã submetido a votação final o Projeto de Lei n.º 285/XVII/1.ª, uma iniciativa que nasceu da persistência de quem, durante demasiado tempo, se recusou a aceitar como inevitável uma injustiça na carreira docente.
No Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização, acreditamos que amanhã será dado mais um passo decisivo para corrigir uma situação que remonta a 2007/de 09, com a reestruturação da carreira docente, e que foi agravada com a entrada em vigor da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio.
Não foi um caminho fácil.
O Movimento PEV nasceu e cresceu de forma independente de qualquer sindicato e apartidária, movido apenas pela convicção de que era possível lutar por uma solução justa para milhares de docentes. Sem estruturas sindicais, sem aparelhos partidários e sem recursos, fomos avançando com aquilo que tínhamos: determinação, trabalho, persistência e, acima de tudo, a convicção de que uma injustiça não deixa de ser injustiça apenas porque se tornou antiga.
Foram muitos meses de trabalho, reuniões, contactos, documentos, abaixo-assinados, deslocações, concentrações, audições e muitas horas retiradas à nossa vida pessoal. Houve momentos em que fomos confrontados com o desânimo e com a ideia de que aquilo que defendíamos podia ser impossível,
mas continuámos.
Talvez esta seja uma das maiores lições de todo este processo. Quando se luta por aquilo em que se acredita, com seriedade, persistência e resiliência, aquilo que parece impossível pode tornar-se possível.
Não sabemos ainda qual será o resultado final da votação de amanhã, mas sabemos o caminho que percorremos para chegar até aqui. Sabemos também queo o Nosso PL ao ser aprovado, não será apenas uma vitória de um movimento. Será, acima de tudo, uma vitória daqueles professores que nunca aceitaram que a injustiça fosse transformada em normalidade.
É por isso que este momento deve servir também para uma reflexão mais profunda sobre a própria classe docente.
Durante demasiado tempo, muitos professores ficaram confinados à sala dos professores e às conversas entre colegas, onde se repetem diariamente as mesmas queixas sobre a carreira, os salários, as condições de trabalho, a indisciplina, a burocracia ou a desvalorização da profissão…
Queixarmo-nos é compreensível,
mas a queixa, por si só, não muda nada.
É preciso transformar a indignação em participação. As ideias em propostas. As propostas em ação. E a ação em resultados.
O percurso do PEV demonstra precisamente isso.
Não basta dizer que alguma coisa está mal. É necessário estudar, apresentar soluções, mobilizar pessoas, dialogar com quem decide, insistir quando nos dizem que não é possível e continuar quando muitos já desistiram.
Foi isso que fizemos.
Amanhã será mais um passo nessa caminhada e espero sinceramente que seja apenas um dos muitos passos que o Movimento PEV ainda irá dar na defesa da equidade, da valorização e da dignidade dos professores.
Esta luta nunca foi apenas sobre um escalão, foi, e continua a ser, sobre uma ideia simples, mas fundamental:
quando existe uma injustiça, não nos devemos acomodar a ela. Devemos organizar-nos, lutar e procurar corrigi-la.
Amanhã estaremos atentos, com esperança, mas também com a consciência de que nada nos foi oferecido, mas sim conquistado, porque houve professores que decidiram deixar de se limitar a dizer que era impossível e escolheram tentar.
José Pereira da Silva
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Out 08 2026
Governo acomoda última tranche de recuperação do tempo de serviço, aposta na formação inicial de docentes para estancar falta de professores. Despesa com pessoal sobe para 10,6% do PIB.
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Out 08 2026
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Out 08 2026
A AGSE informa que foram publicadas as listas da 18.ª Reserva de Recrutamento, estando disponíveis as listas aqui.
A próxima Reserva de Recrutamento será publicada na sexta-feira, dia 9 de outubro.
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Out 08 2026
Desde que o ano letivo se iniciou, em setembro, o número de aposentações disparou e já saíram das escolas 1542 professores, pouco menos do que os 1721 que tinham saído nos primeiros oito meses de 2026. Depois de em setembro se terem reformado 558 docentes e em outubro 544, em novembro vão sair mais 440, segundo a lista da Caixa Geral de Aposentações.

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Out 07 2026
A aceitação da colocação deverá ser efetuada através da aplicação SIGRHE nos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista de colocação.
A apresentação na escola deve ocorrer até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Out 07 2026
Se este fosse um erro apenas meu eu até daria o braço a torcer, mas até hoje não conheço nenhuma escola que tenha feito uma exportação limpinha.
Até basta que um aluno com Passaporte que o tenha mudado por estar caducado que a plataforma deixa de conhecer outro número de passaporte que não o primeiro.
Será que quem faz estas plataformas desconhece as regras e as lei do país?

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Out 07 2026
Via Assitente Técnico
**EXMO. SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO DIRETIVO DA CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, I.P.**
Av. João XXI, n.º 63
1000-300 Lisboa
________, ___ de outubro de 2026
**Assunto: Pronúncia em sede de audiência prévia — Processo n.º [identificação do processo] — Projeto de revisão do montante da pensão de aposentação**
**[NOME COMPLETO DO SUBSCRITOR]**, subscritor(a) da Caixa Geral de Aposentações, I.P. (doravante, CGA), notificado(a) da intenção de alteração do montante da pensão de aposentação que lhe foi anteriormente reconhecida, vem, ao abrigo dos artigos 121.º e seguintes do Código do Procedimento Administrativo (CPA), apresentar a sua pronúncia sobre o projeto de decisão comunicado, requerendo a reapreciação dos respetivos fundamentos, com base nos factos e razões jurídicas que passa a expor.
### I. ENQUADRAMENTO DA SITUAÇÃO CONCRETA
**1.º**
Por despacho de [data do despacho], proferido no ano de 2026, foi reconhecido ao(à) Requerente o direito à aposentação, tendo sido determinado o valor mensal da pensão em € [montante inicialmente fixado].
**2.º**
Aquela decisão foi antecedida de comunicação emitida pela CGA em [data], através da qual foi transmitido ao(à) interessado(a) o resultado da análise do respetivo processo e o montante da pensão a que teria direito, no valor mensal líquido de € [montante comunicado], de acordo com os elementos então considerados pela própria entidade competente.
**3.º**
Na sequência das comunicações recebidas e da decisão proferida, o(a) Requerente passou à situação de aposentação em [data], começando a receber a prestação mensal correspondente ao valor que lhe havia sido atribuído.
**4.º**
O montante assim estabelecido foi pago regularmente desde o início da aposentação, sem que, até à comunicação ora contestada, tivesse sido transmitida ao(à) Requerente qualquer indicação concreta de que o cálculo realizado padecia de erro ou de que o valor reconhecido carecia de revisão.
**5.º**
Sucede que, por comunicação datada de [data da notificação], a CGA veio anunciar a intenção de reduzir a pensão para € [novo montante], justificando essa alteração com a existência de um alegado lapso na determinação da taxa de formação da pensão.
**6.º**
O(A) Requerente não se conforma com tal proposta, porquanto os elementos que lhe foram anteriormente comunicados não permitem compreender a origem da incorreção agora invocada, nem demonstram, de forma suficientemente clara, a necessidade ou a legalidade da redução projetada.
### II. DA INSUFICIÊNCIA DA FUNDAMENTAÇÃO APRESENTADA
**7.º**
A referência genérica a um lapso no apuramento da taxa de formação da pensão não constitui, por si só, uma explicação bastante para justificar a alteração de uma prestação anteriormente calculada e fixada pela entidade responsável pelo procedimento.
**8.º**
Com efeito, a comunicação recebida não identifica, de forma discriminada, os elementos concretos do cálculo que terão sido considerados incorretamente, não esclarece qual o critério anteriormente aplicado e não explicita a metodologia que conduziu ao novo valor proposto.
**9.º**
Não é igualmente apresentada uma demonstração aritmética que permita confrontar o cálculo originário com o cálculo agora defendido pela CGA, de modo a identificar as operações efetuadas, os períodos de serviço considerados e a taxa de formação utilizada em cada uma das situações.
**10.º**
A redução anunciada, correspondente a uma diferença mensal de € [valor da diferença], assume necessariamente relevância na esfera patrimonial do(a) Requerente. Por esse motivo, a sua fundamentação deverá permitir conhecer, com suficiente rigor, os pressupostos de facto e de direito em que assenta a alteração pretendida.
**11.º**
Importa, em particular, esclarecer se a divergência identificada respeita ao tempo de serviço contabilizado, à aplicação das regras de cálculo das parcelas da pensão, à taxa de formação utilizada ou a qualquer outro elemento determinante do respetivo montante.
**12.º**
Deverá ainda ser explicitado de que modo foram considerados os períodos de serviço relevantes para o cálculo, designadamente os períodos posteriores a 31 de dezembro de 2005, bem como a respetiva repercussão no apuramento das parcelas P1 e P2, na medida em que sejam aplicáveis ao caso.
**13.º**
Na ausência destes esclarecimentos, o(a) Requerente não dispõe dos elementos necessários para verificar a correção da posição agora assumida pela CGA, nem para exercer plenamente o seu direito de contraditório quanto aos pressupostos técnicos e jurídicos da proposta de decisão.
### III. DA ESTABILIDADE DA DECISÃO ANTERIOR E DOS LIMITES À SUA ALTERAÇÃO
**14.º**
A pensão em causa não se encontra numa fase meramente preliminar de apreciação. Pelo contrário, o respetivo montante foi objeto de decisão expressa da CGA, identificada como decisão definitiva de aposentação, na qual foi reconhecido o direito à prestação e determinado o seu valor.
**15.º**
Este circunstancialismo exige que a intenção de modificar a decisão anterior seja apreciada à luz do regime jurídico aplicável à revisão dos atos administrativos, não podendo a alteração ser fundamentada exclusivamente na afirmação de que ocorreu um lapso, sem identificação da respetiva natureza e dos efeitos jurídicos que dele possam decorrer.
**16.º**
O artigo 97.º do Estatuto da Aposentação deverá ser ponderado na apreciação do caso, enquanto disposição relativa à resolução final do procedimento de aposentação e à determinação do direito à pensão e do respetivo montante, sem prejuízo das normas que regem a eventual correção de atos administrativos.
**17.º**
Por sua vez, os artigos 165.º e seguintes do CPA distinguem a revogação administrativa da anulação administrativa e estabelecem os respetivos pressupostos e condicionalismos. A qualificação jurídica da atuação pretendida pela CGA é, por isso, essencial para determinar o regime aplicável e aferir se a alteração projetada pode legalmente produzir os efeitos anunciados.
**18.º**
Assim, caso a CGA entenda que a decisão anterior enferma de ilegalidade, deverá identificar o vício concretamente imputado ao ato e esclarecer o fundamento legal que permite a sua anulação, bem como o cumprimento dos prazos e demais requisitos legalmente previstos.
**19.º**
Se, diversamente, estiver em causa uma mera retificação ou correção de um elemento de cálculo, deverá ser explicitado o respetivo enquadramento jurídico e demonstrado que a operação pretendida se mantém dentro dos limites legalmente admissíveis, tendo em consideração a natureza da decisão já proferida e os direitos por ela reconhecidos.
**20.º**
Em qualquer das hipóteses, a atuação administrativa deverá respeitar os princípios da legalidade, da proporcionalidade, da segurança jurídica e da proteção dos direitos e interesses legalmente protegidos dos particulares, não sendo suficiente invocar abstratamente a existência de um erro para dispensar a demonstração dos pressupostos da alteração.
### IV. DA BOA-FÉ E DA CONFIANÇA GERADA PELA ATUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
**21.º**
A conduta do(a) Requerente pautou-se pela boa-fé. O valor da pensão que passou a receber resultou das comunicações e da decisão emitidas pela própria CGA, entidade legalmente competente para instruir o procedimento e determinar o montante da prestação.
**22.º**
Não tendo sido indicado qualquer comportamento imputável ao(à) Requerente que tenha contribuído para a situação agora identificada, não se vislumbra fundamento para lhe atribuir responsabilidade pela eventual incorreção dos cálculos efetuados pelos serviços competentes.
**23.º**
O artigo 10.º do CPA consagra o princípio da boa-fé na atuação administrativa, impondo que sejam considerados os valores fundamentais do Direito e, em particular, a confiança que a atuação da Administração tenha suscitado nos destinatários.
**24.º**
No caso vertente, a fixação expressa de um montante de pensão, seguida do início do seu pagamento regular, constituiu um elemento objetivo suscetível de gerar no(a) Requerente a convicção de que a sua situação de aposentação se encontrava definida nos termos comunicados, sem prejuízo dos mecanismos de revisão que a lei eventualmente permita.
**25.º**
É igualmente relevante que o(a) Requerente passou a organizar a sua vida pessoal, familiar e financeira em função do rendimento de aposentação que lhe foi atribuído, sendo a redução projetada suscetível de afetar os compromissos e encargos assumidos com base nesse rendimento.
**26.º**
Esta realidade deverá ser ponderada na decisão final, tanto mais que a situação descrita decorre de uma decisão administrativa expressa e de pagamentos efetuados ao seu abrigo, e não de uma atuação do(a) interessado(a) destinada a obter indevidamente uma prestação.
**27.º**
A tutela dos direitos adquiridos e em formação, prevista no artigo 66.º da Lei n.º 4/2007, de 16 de janeiro, constitui igualmente uma referência a considerar na medida em que seja aplicável ao regime jurídico da pensão em apreço, devendo a sua invocação ser articulada com as normas específicas que regem a aposentação dos subscritores da CGA.
**28.º**
Deste modo, a proteção da confiança não é aqui invocada como impedimento absoluto à correção de uma decisão eventualmente ilegal, mas como elemento juridicamente relevante para a apreciação da admissibilidade, dos limites e dos efeitos da alteração que se pretende introduzir.
### V. DAS GARANTIAS PROCEDIMENTAIS DO(A) REQUERENTE
**29.º**
Nos termos dos artigos 121.º e 122.º do CPA, o exercício do direito de audiência prévia pressupõe que o interessado tenha possibilidade efetiva de se pronunciar sobre o sentido provável da decisão e sobre os elementos relevantes para a sua formação.
**30.º**
Para que essa participação seja efetiva, não basta a indicação do resultado pretendido pela Administração. É necessário que sejam disponibilizados os fundamentos factuais, técnicos e jurídicos que permitam ao(à) interessado(a) compreender a proposta e contrariar, de forma esclarecida, os pressupostos em que assenta.
**31.º**
No presente caso, a falta de discriminação do cálculo inicial e do cálculo revisto impede a verificação da divergência anunciada, pelo que se justifica a disponibilização da respetiva memória de cálculo e dos elementos constantes do processo administrativo que sejam relevantes para a apreciação da questão.
**32.º**
Deverá, por conseguinte, ser facultado o acesso aos documentos e elementos instrutórios pertinentes, incluindo os registos relativos aos períodos de serviço considerados, às taxas aplicadas, às parcelas apuradas e às normas utilizadas, permitindo ao(à) Requerente apresentar, se necessário, pronúncia complementar devidamente fundamentada.
**33.º**
A decisão final deverá ainda apreciar expressamente os argumentos apresentados nesta pronúncia e identificar as razões pelas quais os mesmos são acolhidos ou afastados, com indicação dos fundamentos de facto e de direito que sustentem a solução adotada.
### VI. CONCLUSÃO E PEDIDOS
Nestes termos, e nos demais de Direito que V. Ex.ª doutamente suprirá, requer-se:
**a)** Que a presente pronúncia seja admitida e integralmente considerada na instrução do procedimento, para efeitos do exercício do direito de audiência prévia;
**b)** Que não seja aprovada a redução proposta, mantendo-se o montante mensal de € [valor inicialmente fixado], até à apreciação devidamente fundamentada dos elementos que sustentam a intenção de alteração;
**c)** Que sejam apreciados os elementos constantes da decisão originária relativos ao tempo de serviço contabilizado, designadamente quanto aos períodos posteriores a 31 de dezembro de 2005 e ao seu reflexo no cálculo das parcelas P1 e P2, conforme aplicável;
**d)** Que, caso a CGA mantenha o entendimento de que o cálculo inicial contém uma incorreção, seja disponibilizada a memória integral e discriminada do cálculo originário e do cálculo proposto, com identificação dos períodos considerados, das taxas de formação aplicadas, das fórmulas utilizadas e dos valores intermédios que conduzem ao montante final;
**e)** Que seja indicado o fundamento legal concreto que, no entendimento da CGA, permite alterar a decisão anterior, com identificação da natureza jurídica da operação pretendida e demonstração do cumprimento dos pressupostos, limites e prazos legalmente aplicáveis;
**f)** Que seja facultada consulta do processo administrativo e reprodução dos documentos relevantes para a apreciação da proposta, incluindo os elementos técnicos e instrutórios que sustentam o alegado lapso;
**g)** Que, antes da adoção de qualquer decisão desfavorável, sejam devidamente ponderados os princípios da boa-fé, da proteção da confiança, da segurança jurídica e da proporcionalidade, tendo em conta a decisão anteriormente proferida e os efeitos que a redução projetada poderá produzir na situação do(a) Requerente;
**h)** Que a decisão final a proferir se pronuncie expressamente sobre os fundamentos apresentados, com exposição clara e suficiente das razões de facto e de direito que determinem a solução adotada.
Pede deferimento.
Maia, ___ de outubro de 2026
O(A) Requerente,
____________________________________
**[Nome completo do subscritor]**
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Out 07 2026
No Aviso n.º 24462/2026/2, de 6 de outubro, encontram-se mais 440 docentes aposentados da rede pública do MECI do continente, com descontos para a CGA.
Nota-se claramente uma subida de aposentações a partir de setembro de 2026 e essa tendência não irá baixar devido à anulação do suplemento de 750€.

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Out 06 2026
A AGSE informa que foram publicadas as listas da 16.ª Reserva de Recrutamento, estando disponíveis as listas aqui.
A próxima Reserva de Recrutamento será publicada na quarta-feira, dia 7 de outubro.
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Out 05 2026
A profissão mais nobre. A mãe de todas as profissões. E uma das mais desvalorizadas.
Antes de existir um médico, um engenheiro, um advogado, um cientista ou qualquer outro profissional, existiu um professor.
Foi um professor que ensinou a ler, a escrever, a pensar, a questionar, a descobrir e a acreditar. Foi um professor que abriu portas e ajudou a construir futuros.
Não há sociedade que possa prosperar sem professores.
E, no entanto, aquilo que deveria ser uma das profissões mais respeitadas tornou-se, para muitos, uma carreira marcada pela desvalorização, pela perda de direitos, pelo aumento constante das responsabilidades e pela degradação das condições de trabalho.
Mais deveres. Mais responsabilidades. Mais burocracia. Mais pressão.
E cada vez menos direitos, reconhecimento e respeito.
Décadas de serviço que nem sempre são devidamente valorizadas. Progressões condicionadas. Carreiras injustas. Excesso de burocracia. Falta de recursos. Indisciplina crescente. Ameaças e agressões. E, demasiadas vezes, professores obrigados a trabalhar em ambientes onde o medo, o silêncio e a dependência se sobrepõem à participação, ao diálogo e à democracia.
Não podemos normalizar isto.
Não podemos aceitar que ser professor passe a significar suportar tudo e reclamar de nada.
Uma Escola democrática não pode ser construída sobre o medo.
Uma escola de qualidade não pode depender de professores silenciosos, submissos ou resignados.
E a autoridade de um diretor não pode transformar-se em autoritarismo. Liderar uma escola é exercer uma responsabilidade, não um poder absoluto.
Os professores precisam de respeito e de autoridade profissional. Precisam de condições dignas para ensinar. Precisam de uma carreira justa, de direitos efetivamente respeitados e de uma gestão escolar democrática, transparente e responsável.
Valorizar o professor não é fazer discursos no Dia Mundial do Professor.
É reconhecer o seu trabalho.
É devolver-lhe direitos.
É corrigir injustiças.
É respeitar o tempo de serviço.
É garantir uma carreira digna.
É combater a indisciplina e a violência.
É proteger quem ensina.
É ouvir quem está diariamente nas escolas.
É garantir participação e democracia na gestão escolar.
É responsabilizar quem exerce cargos de liderança.
Porque um professor desrespeitado é uma Escola enfraquecida.
E uma Escola enfraquecida é uma sociedade hipotecada no seu futuro.
Neste Dia Mundial do Professor, o Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização não quer apenas deixar uma palavra de reconhecimento.
Quer deixar uma palavra de exigência.
Os professores não pedem privilégios. Exigem justiça.
Não querem favores. Querem direitos.
Não querem homenagens vazias. Querem respeito.
Não querem promessas. Querem valorização efetiva.
E não querem continuar a assistir passivamente à degradação da sua profissão.
É tempo de recuperar a dignidade da carreira docente.
É tempo de devolver aos professores o respeito que merecem.
É tempo de valorizar quem ensina, quem educa e quem constrói o futuro.
Porque defender os professores não é defender uma classe.
É defender a Escola.
É defender a Educação.
É defender a democracia.
É defender o futuro.
5 de outubro — Dia Mundial do Professor.
Hoje, mais do que nunca:
RESPEITAR. VALORIZAR. DIGNIFICAR.
Movimento PEV💪💪💪
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Out 05 2026
No Dia Mundial dos Professores, dirijo uma saudação especial às professoras e aos professores que ensinam nas nossas escolas e aos que ensinam a língua portuguesa nos quatro cantos do mundo.
Celebramos hoje a nossa República, o nosso país, Portugal. República é sinónimo de igualdade, sinónimo de que todos contam por igual. A escola é onde essa promessa de igualdade de tratamento ganha rosto. No rosto de uma professora, de um professor.
A escola é feita do esforço de muitos, mas sem o professor, não há como ver potencial onde outros veem dificuldades.
São as professoras e os professores que nos incentivam quando a dúvida se instala. São eles que sabem abrir horizontes a quem nasceu com menos oportunidades.
Ensinar é muito mais do que transmitir conhecimento. É dar confiança, dar instrumentos, despertar liberdade e imaginar futuros.
Por isso, valorizar os nossos professores é valorizar a nossa própria República.
Cada vez que um professor muda o destino de um de nós, a igualdade deixa de ser uma promessa e torna-se realidade.
Aqueles que em 5 de outubro de 1910 nos deram futuro também sabiam que a liberdade e a igualdade só poderiam vingar em Portugal por meio da vontade comum de transformar o país através da escola.
Hoje Portugal reafirma que o seu futuro passa pela escola e pelos seus professores. Sabemos que há sempre adversidades a ultrapassar na escola e no ensino, mas sabemos também que muito devemos aos professores.
Sem os professores, não haveria o país que hoje conhecemos, nem aquele que queremos construir.
Não há República sem escolas. Não há escola sem professores valorizados.
Valorizar os professores é cuidar do futuro da nossa República.
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Out 04 2026
Detesto ver o melhor jogador do Mundo e arredores a revelar uma ostensiva imaturidade, apesar dos seus 41 anos, e a não saber assumir e aceitar que já deveria ter renunciado à Selecção Nacional de Futebol, quanto mais não fosse para evitar que o vissem a arrastar-se penosamente pelo campo, deixando toda uma equipa refém da sua presença…
E detesto, igualmente, ver um seleccionador nacional que vai para uma conferência de imprensa armado em gabarolas, a apregoar o seu “infinito poder e sapiência”, para justificar as suas opções tácticas enquanto líder de uma equipa de futebol… Para se ser reconhecido como um líder, não é preciso apregoar as pretensas virtudes, bastará simplesmente demonstrá-las em termos práticos…
Mas como Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus desempenham muito bem o papel de egocêntricos patológicos, vamos assistindo a um espectáculo deplorável, que não abona a favor de ninguém…
Enquanto se desenrola esse duelo de egos, o Povo vai-se entretendo a esgrimir argumentos, ora a favor de um, ora a favor do outro; ora crucificando um, ora endeusando o outro…
Subitamente deixou de se falar, todos os dias e a toda a hora, sobre o Estreito de Ormuz, a Ucrânia, a Rússia, o Irão, os Estados Unidos ou Trump; os preços do “gasóil” e das casas também deixaram de ser um assunto com particular relevância…
O que realmente importa no presente é a medição dos egos de Cristiano Ronaldo e de Jorge Jesus… O tamanho do ego (para não dizer outra coisa) de cada um deles transformou-se num assunto de âmbito nacional, deixando a opinião pública num grande alvoroço, com o excelso contributo de muitos que se dizem Jornalistas…
Os problemas que assolam o país podem esperar, que a urgência nacional, neste momento, é outra e gira em torno de duas pessoas que, além de terem escolhido desempenhar o papel de figuras tristes, também muito dificilmente poderão servir de exemplo a alguém…
O país está enredado numa “guerra de egos”, que nada tem a ver com futebol, desporto que, por sinal, muito aprecio…
Este folhetim, absolutamente ridículo, mostra bem a degradação e o “trogloditismo” a que se chegou ao nível dos “usos e costumes” nacionais…
Igualmente ridículo, pelo menos em termos de comunicação, também foi o uso repetido da denominação “Cris”, referente a Cristiano Ronaldo, usada por Jorge Jesus publicamente numa conferência de imprensa; e, por outro, a indisfarçável inclinação de alguns ditos Jornalistas, no sentido de defenderem o patrão Cristiano Ronaldo, escamoteando as respectivas “birras”, os “amuos” e um comportamento execrável face aos colegas de Selecção…
E o que é que o comportamento de Cristiano Ronaldo e de Jorge Jesus tem a ver com Educação?
Tem muito a ver com Educação, desde logo porque ambos se mostram como péssimos exemplos, particularmente junto dos muitos jovens “seguidores”:
Incute-se a ideia de que vale tudo, para atingir certos fins; não é preciso ter integridade nem responsabilidade, basta ter dinheiro; o Poder pode ser exercido quase sem limites e de forma iminentemente discricionária; a irresponsabilidade e a deslealdade face a um grupo de pares são aceitáveis; um “líder” pode desrespeitar os compromissos assumidos com terceiros; a falta de discernimento, imaturidade e o desrespeito pelo outro são desculpáveis e aceitáveis face ao “estatuto” que alguém possa ter atingido, em algum momento da sua vida…
Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus são co-responsáveis por uma rábula grotesca, que já atingiu proporções incontroláveis…
A discussão e a contenda já deixaram de ser sobre futebol e passaram a ser sobre quem ganhará e quem perderá esta guerra… Ou, por outras palavras, qual dos dois protagonistas terá um ego maior?
O mais provável é que este conflito entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus resulte em perdas claras para ambos… Mesmo que os próprios ainda não o tenham percebido, muito dificilmente existirão vencedores neste género de conflito…
Mas também perdem todos os que ainda acreditam no poder agregador do futebol…
Na realidade, os dois protagonistas deste folhetim acabam por ser “duas faces da mesma moeda”, estão muito bem um para outro e merecem-se reciprocamente…
Os estragos estão feitos por um e por outro, ambos padecentes de um desconcertante “egocentrismo infantil”, nada condicente com o facto de serem dois adultos com responsabilidades do domínio público…
Os pretensos “mediadores” deste conflito, agora postos em acção, alegadamente, com o objectivo de reverterem o problema, prestam-se, também eles, a um papel ridículo, sobretudo quando se percebe que, afinal, o dinheiro (leia-se receitas da Federação Portuguesa de Futebol) é o principal motor de qualquer tentativa de reconciliação entre as partes envolvidas na contenda… O dinheiro, sempre o dinheiro…
Paula Dias
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Out 04 2026
Por Florbela Ribeiro
A introdução da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento representou uma das mudanças mais significativas do currículo português nas últimas décadas. Inspirada por recomendações internacionais da UNESCO, da ONU e pelo Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, esta área curricular pretende promover o desenvolvimento de cidadãos críticos, participativos, conscientes dos seus direitos e responsabilidades e capazes de intervir na sociedade democrática.
Todavia, existe uma contradição estrutural que tem sido pouco debatida: embora a cidadania seja apresentada como uma dimensão central da educação contemporânea, a sua lecionação atribuída a professores de qualquer grupo disciplinar. Esta opção levanta importantes questões pedagógicas, científicas e curriculares.
A importância atribuída à cidadania no currículo português é inteiramente justificada e encontra-se alinhada com as orientações da UNESCO, da ONU e do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Contudo, existe uma incoerência entre a relevância política e pedagógica atribuída à disciplina e a ausência de exigências específicas quanto à qualificação dos docentes que a lecionam.
Se a cidadania é considerada fundamental para formar os cidadãos do século XXI e se, de acordo com a nova ENEC (2025), se dispõem, tal como nas outras áreas disciplinares, de Aprendizagens Essenciais, então dificilmente poderá continuar a ser vista como uma área que qualquer professor pode ensinar sem preparação específica. Pelo contrário, a sua credibilidade e eficácia exigem um sólido suporte científico.
O próprio desenho da disciplina sugere uma natureza multidisciplinar, mas multidisciplinar não significa indiferenciada.
A solução poderá passar por reconhecer que as diferentes dimensões da Cidadania correspondem a áreas científicas distintas e, por isso, deveriam ser coordenados ou lecionados por docentes com formação adequada.
Em praticamente todas as áreas do currículo existe uma relação entre o conhecimento científico da disciplina e a formação do docente que a leciona.
Ninguém questiona que:
Contudo, quando se trata de Cidadania e Desenvolvimento, a lógica altera-se significativamente.
Frequentemente, a disciplina é atribuída em função dos horários disponíveis, aos Diretores de Turma ou, mesmo, em função da distribuição do serviço docente, independentemente da formação profissional do docente que a leciona.
Esta situação transmite implicitamente uma mensagem preocupante: a de que a cidadania não constitui um campo de conhecimento especializado e que pode ser ensinada por qualquer docente sem preparação específica.
A cidadania contemporânea assenta em dimensões extremamente complexas que só fazem sentido quando os docentes possuem conhecimento nessas áreas/”dimensões” (segundo a terminologia da atual ENEC de 2025).
Quando a disciplina é atribuída a docentes sem formação específica nas diversas áreas, existe o risco de os temas serem abordados de forma excessivamente superficial.
Em muitas situações, as atividades desenvolvidas centram-se em campanhas de sensibilização, celebração de datas comemorativas ou discussões de opinião. Embora essas atividades tenham valor educativo, não substituem uma abordagem cientificamente fundamentada.
O perigo é que a cidadania se transforme numa área de boas intenções, mas com reduzida profundidade conceptual.
Os alunos podem aprender que a discriminação é errada, mas não compreender os mecanismos sociais que produzem desigualdades. Podem discutir alterações climáticas sem entender as interações entre economia, política e ambiente. Podem defender a democracia sem conhecer os processos históricos e atuais que permitiram e permitem a sua consolidação.
Em suma, poderemos estar perante uma Cidadania “de boas intenções”, mas sem conhecimento.
Em vez de um professor de qualquer área lecionar todas as dimensões, poderíamos ter, cada dimensão, desenvolvida pelos docentes com maior proximidade científica à dimensão.
Tal modelo aproximaria a disciplina das recomendações da UNESCO sobre educação para a cidadania global, garantiria maior rigor conceptual e contribuiria para uma formação mais ajustada do aluno em função dos desafios do século XXI, preconizados no Perfil do Aluno.
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Out 04 2026
Na escola, a ética é uma manta curta. Puxa-se para a cabeça e ficam os pés de fora; puxa-se para os pés e destapa-se a cabeça. E há sempre alguém, muito convicto, a garantir que a manta chega perfeitamente para todos. Basta, naturalmente, que sejam os outros a deixar de puxar. Falamos muito de ética, valores, cidadania, respeito, inclusão, justiça, responsabilidade e tolerância. Temos códigos de conduta, regulamentos, projetos e reuniões sobre tudo isto. O problema começa quando os valores deixam de estar escritos num documento e passam a ter de ser aplicados a pessoas concretas. Aí descobrimos que a ética também pode ter horários, destinatários e exceções.
Todos achamos que temos razão. O problema é que apenas temos a nossa razão, não a razão dos outros. O professor acha que tem razão porque conhece a turma; o coordenador porque conhece o regulamento; o diretor porque conhece o conjunto dos problemas; o aluno porque sabe aquilo que aconteceu do seu lado; o encarregado de educação porque conhece o filho; o assistente operacional porque conhece aquilo que acontece quando os outros já foram embora. E, de repente, temos uma escola cheia de pessoas absolutamente certas, cada uma com a sua versão dos acontecimentos, os seus argumentos e, sobretudo, uma extraordinária capacidade para explicar por que razão o problema está sempre do outro lado. É curioso como, quando somos nós, se chama contexto; quando são os outros, chama-se desculpa.
O aluno que chega atrasado tem uma justificação. O professor que chega atrasado também. O funcionário que não cumpriu uma tarefa tem uma justificação. O diretor que tomou uma decisão contestada tem uma justificação. O encarregado de educação que não respondeu aos contactos da escola também tem uma justificação. Exigimos aos alunos respeito pelas regras, mas discutimos as regras quando elas nos incomodam. Pedimos que saibam ouvir, mas interrompemos o colega quando ele diz aquilo de que não gostamos. Falamos de tolerância, desde que não seja necessário tolerar uma opinião diferente da nossa. Defendemos o diálogo, desde que o diálogo termine exatamente onde já tínhamos decidido chegar. E há ainda aquela extraordinária entidade chamada “bom senso”. Quando uma decisão nos favorece, foi uma decisão sensata; quando nos prejudica, faltou bom senso. Quando um aluno beneficia de uma exceção, é porque “é preciso conhecer o contexto”; quando a exceção beneficia outro, já estamos perante um perigoso precedente. Quando o colega recebe uma oportunidade, foi porque “merecia”; quando ficamos de fora, houve “critérios pouco claros”. A ética, aparentemente, também sabe distinguir pessoas.
E nem sempre isto resulta de má-fé. Muitas vezes resulta simplesmente de uma coisa muito humana: confundirmos a nossa perspetiva com a realidade. O professor vê a sala de aula a partir da sua posição; o aluno vê-a sentado na carteira; o diretor vê a escola inteira; o encarregado de educação vê o filho; o funcionário vê aquilo que acontece nos corredores. Cada um vê uma parte e, frequentemente, comporta-se como se tivesse visto o todo. É por isso que ouvir é talvez uma das tarefas mais difíceis numa escola. Ouvir verdadeiramente significa admitir a possibilidade incómoda de não termos toda a razão. Talvez o outro tenha razão em alguma coisa. Talvez aquilo que interpretámos como desinteresse tenha sido cansaço. Talvez aquilo que classificámos como arrogância tenha sido defesa. Talvez aquilo que considerámos incompetência tenha sido falta de condições. Talvez aquilo que chamámos injustiça tenha sido apenas uma decisão que não nos favoreceu.
Uma escola ética não é uma escola onde todos concordam. É uma escola onde as pessoas conseguem discordar sem transformar imediatamente o outro num inimigo. Um diretor deve poder ouvir uma crítica sem a confundir automaticamente com insubordinação. Um professor deve poder ouvir um aluno sem transformar imediatamente a discordância em falta de respeito. Um encarregado de educação deve poder ouvir uma preocupação da escola sem concluir que existe uma perseguição ao filho. Um funcionário deve poder dizer que alguma coisa não está a funcionar sem ser imediatamente catalogado como “difícil”. E todos devemos ser capazes de dizer: “Percebo a tua posição, mas não concordo.” Parece pouco. Não é. Porque a ética começa precisamente quando percebemos que a nossa razão não ocupa o universo inteiro.
Talvez devêssemos ensinar isto mais vezes aos alunos. E, já agora, aos adultos. Há escolas cheias de projetos de cidadania e, por vezes, vazias de cidadania quando chega o momento de aceitar uma opinião diferente. Há reuniões onde se fala durante horas sobre participação e onde ninguém ouve ninguém. Há discursos sobre inclusão feitos por pessoas que têm enorme dificuldade em incluir uma perspetiva diferente da sua. Há regulamentos cuidadosamente escritos para promover a convivência e comunidades onde basta uma divergência para começarem as trincheiras. E há uma quantidade impressionante de pessoas que defendem a ética com enorme convicção, desde que a ética não lhes peça nenhum sacrifício.
No fundo, a manta continuará curta. Talvez o problema não esteja sequer no tamanho da manta. Talvez esteja na nossa tendência para a puxarmos sempre para o nosso lado. Porque todos achamos que temos razão, mas apenas temos a nossa razão, não a razão dos outros. A verdadeira maturidade não está em conseguir provar permanentemente que temos razão. Está em conseguir perceber por que razão o outro acha que também tem. E talvez seja aí que começa a ética: não quando conseguimos ficar completamente cobertos, mas quando percebemos que estamos todos debaixo da mesma manta.
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Out 03 2026
Podem voltar ao serviço, se quiserem, e reforma-se para o ano…

Screenshot
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Out 03 2026
Uma cadeira: quatro pernas, um assento, um encosto e um casaco esquecido. Mas quando se repetem dez, vinte, trinta ou mais cadeiras, contar não basta diante não de números, mas de uma estatística.
E a estatística diz ter Londres cada vez menos crianças e eu, imbuído desta missão de quem ensina para o futuro, talvez tenha de perguntar se haverá lugar para mim nesse futuro.
E não, não é impressão minha se a taxa de nascimentos em Londres atingiu um pico por volta de 2012 para, em 2023, ser cerca de 20% inferior.
Culpem o Brexit em 2016.
E desde 2016, o número de alunos nas escolas Primárias da capital não pára de diminuir numa perda total de mais de 99000 crianças até aos nove anos de idade.
E isto apesar do aumento da população total em mais meio milhão de pessoas. Londres não deixou de crescer. Cresceu de outro modo, com menos carrinhos de bebé e mais adultos, como se a cidade soubesse apenas receber trabalhadores sem conseguir reter as famílias.
Pergunto-me porquê. A resposta não cabe numa palavra. Há menos nascimentos, adultos a adiar a maternidade e a paternidade, famílias a braços num apartamento onde uma criança tem apenas espaço para dormir dentro do armário, um mercado imobiliário onde em média uma casa custa perto de 700000 libras inacessíveis, creches cujo preço ronda o salário mensal de um dos elementos do casal e o aumento do custo de vida associado à incerteza económica mais as taxas de juro galopantes num ror sem fim de barreiras intransponíveis para quem quer criar filhos na capital.
Sair de Londres, para não dizer fugir de Londres, é premente, é inevitável. E quando uma família deixa Lambeth ou Hackney para procurar uma casa maior leva consigo não apenas uma criança, mas um futuro aluno, um irmão por nascer e uma parte da futura população escolar.
E os números estão à vista: entre 2025/26 e 2029/30, a procura de lugares nas escolas do 1° Ciclo do Ensino Básico deverá cair 6,4%, enquanto no Secundário o número de alunos inscritos aponta para uma queda de 7,6%.
E não nos enganemos diante da ilusão das turmas menores onde há mais atenção individual e corredores tranquilos porque a matemática está à porta diante de uma receita proporcional à quantidade cada vez mais diminuta de inscrições.
As escolas inglesas são financiadas de acordo com o número de alunos e a redução prevista da população escolar corresponde a menos 45 milhões de libras para as escolas londrinas nos próximos quatro anos: aproximadamente 15 milhões no 1° Ciclo e 30 milhões nas escolas Secundárias.
Menos alunos, menos receita, menos receita, menos professores, menos professores, menos disciplinas e actividades, menos actividades, menos escola, menos trabalho, menos contracto, menos futuro.
E então conto os meses ao ritmo das turmas em falta enquanto espero pela tal carta, talvez ainda distante, bem sei, mas certa e à espera deste dia.
Isto porque até lá a escola ainda tem algum poder de encaixe não substituindo quem se reforma, não renovando contractos temporários, juntando turmas, cortando as gorduras a mais das disciplinas opcionais, reduzindo o número de alunos inscritos, alugando espaços para gerar receita, disponibilizando outros espaços para menores refugiados até à malfadada reestruturação departamental a sentar-se connosco lado a lado na sala dos professores.
Os números não mentem: o Department for Education estima uma necessidade de pouco mais de 207000 professores do Ensino Básico em Inglaterra, menos 8500, ou 4%, quando comparado com 2024/25, numa resposta directa a uma redução de 4,9% de alunos no mesmo período.
É uma questão de tempo num emprego dependente de crianças ainda por chegar à escola.
Por outro lado, e desconcertante quanto baste, menos alunos não significa necessariamente menos trabalho, ou não houvesse uma procura crescente de apoio para crianças com necessidades educativas especiais.
É querer esvaziar um hospital e descobrir como os pacientes restantes precisam de mais cuidados ainda.
E depois? Depois temos o encerramento ou a fusão de 90 escolas em Londres e a incerteza vivida por alunos, famílias, professores e funcionários mais este olhar constante nos anúncios de emprego enquanto ainda tento ensinar.
Tento, não consigo diante de uma turma inteira ainda mais ansiosa face à incerteza do Setembro seguinte.
A projecção nacional de 2026 prevê menos 726.000 alunos nas escolas estatais entre 2026 e 2031, uma queda de 9,3%.
Em Londres, a cidade não perde apenas crianças, perde esta capacidade inata de imaginar o futuro.
E eu, nesta vida de quem ensina o futuro aos outros, não consigo deixar de pensar onde estarei amanhã.
João André Costa
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Out 02 2026
A AGSE informa que já está disponível no SIGRHE o pedido de acréscimo remuneratório destinado aos docentes que reúnam condições para a aposentação e se mantenham no exercício de funções letivas em zonas carenciadas.
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Out 02 2026
A AGSE informa que já está disponível no SIGRHE o pedido de apoio extraordinário à deslocação. Para facilitar o processo, os dados pessoais e as informações sobre colocações estão pré-preenchidos.
|
Distância entre domicílio fiscal e AE/EnA |
QZP não carenciado |
QZP carenciado |
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Igual ou superior a 70 km e igual ou inferior a 200 km |
150 € |
165 € |
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Superior a 200 km e igual ou inferior a 300 km |
300 € |
335 € |
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Superior a 300 km |
450 € |
500 € |
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Out 02 2026
A aceitação da colocação deverá ser efetuada através da aplicação SIGRHE nos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista de colocação.
A apresentação na escola deve ocorrer até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Out 02 2026
Estão disponíveis os Avisos de Abertura dos Procedimentos Concursais Simplificados Locais para exercício de funções no âmbito do Ensino Português no Estrangeiro em:
🇦🇴 Angola | 🇧🇬 Bulgária | 🇧🇼 Botsuana | 🇨🇱 Chile | 🇺🇸 EUA | 🇹🇳 Tunísia | 🇻🇪 Venezuela
Os interessados podem consultar toda a informação, incluindo os respetivos avisos, critérios e prazos de candidatura, na página dedicada aos procedimentos concursais:
🔗 https://www.instituto-camoes.pt/activity/o-que-fazemos/ensinar-portugues/processos-de-recrutamento/procedimentos-concursais-epe-2
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Out 01 2026
Há palavras que parecem pertencer ao passado, mas que continuam estranhamente atuais e o caciquismo é uma delas.
Não é preciso haver um cacique de cartola, um gabinete escuro ou uma aldeia dominada por um senhor todo-poderoso. O caciquismo pode instalar-se silenciosamente numa escola, num conselho, numa direção ou numa estrutura qualquer onde o poder deixa de ser exercido em nome de todos e passa a funcionar em benefício de alguns.
O problema começa quando a autoridade se confunde com poder absoluto.
Quando a proximidade com quem manda vale mais do que a competência.
Quando a concordância é mais segura do que a verdade.
Quando questionar uma decisão passa a ser visto como afronta.
Quando o silêncio é premiado e a independência incomoda.
Há uma questão ainda mais incómoda.
Pode existir caciquismo sem quem o alimente?
Dificilmente, porque nenhum poder excessivo se sustenta apenas pela força de quem o exerce. Sustenta-se também pelo silêncio de quem vê, pela conveniência de quem se aproxima, pelo medo de quem se cala e, algumas vezes, pelo entusiasmo de quem transforma a lealdade pessoal numa espécie de virtude profissional.
Há colegas que criticam o poder em privado e o aplaudem em público. Também há quem se indigne quando é prejudicado, mas aceite tranquilamente a injustiça quando dela beneficia.
Há quem defenda princípios enquanto eles não colidem com os seus interesses.
Infelizmente, em número crescente, há quem prefira estar do lado de quem manda, não porque concorde, mas porque considera mais confortável não estar do lado de quem questiona.
É assim que o caciquismo encontra terreno fértil.
Não basta existir alguém disposto a concentrar poder. É preciso que exista uma cultura de submissão, dependência e cumplicidade que torne essa concentração possível. Talvez esta seja a parte mais difícil de admitir, o problema não está apenas em quem exerce o poder de forma excessiva. Está também numa comunidade que, por ação ou omissão, permite que isso aconteça.
Uma escola deveria ser um espaço de educação para a cidadania, para o pensamento crítico, para a liberdade e para o respeito pela diferença.
Por isso, é particularmente preocupante quando dentro dela se instala uma cultura em que discordar tem custos, questionar incomoda e permanecer calado parece ser a estratégia mais inteligente.
Uma escola democrática não pode depender da simpatia pessoal de quem dirige, muito menos pode funcionar à base de favores. Não pode criar cidadãos livres enquanto recompensa a obediência cega.
Os professores não podem incrementar o pensamento crítico aos alunos enquanto ensinam aos adultos que é mais prudente não levantar a voz.
Também não se trata de transformar toda a discordância numa guerra contra as direções. Uma liderança forte não é necessariamente caciquista. Um diretor deve ter autoridade, responsabilidades e competências que devem ser respeitadas.
Onde termina a autoridade legítima e começa o poder sem contraditório?
O que fazem os restantes quando percebem que essa fronteira está a ser ultrapassada?
O verdadeiro teste à democracia de uma escola não acontece quando todos concordam, mas acontece quando alguém discorda. É aí que percebemos se existe respeito pela liberdade de opinião ou apenas tolerância enquanto ninguém incomoda o poder.
O caciquismo não desaparece apenas porque muda o cacique, mas quando deixa de existir uma cultura que o torna possível. E isso também depende de nós. Dos que falam, se calam, concordam, discordam e, sobretudo, dos que sabem que alguma coisa está errada, mas preferem não se envolver.
Porque há uma verdade incómoda que talvez devêssemos repetir mais vezes. Quem alimenta o poder absoluto, mesmo em silêncio, acaba por fazer parte dele.
Uma escola verdadeiramente democrática não precisa de súbditos, precisa de professores livres e sem medos!
José Pereira da Silva
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Out 01 2026
No Facebook do MECI encontra-se disponível um “reel” sobre integridade, sendo que um dos protagonistas dessa publicação é o Ministro da Educação, Ciência e Inovação…
Pelas palavras do Ministro Fernando Alexandre, trata-se de uma iniciativa de âmbito nacional, que decorrerá entre os dias 30 de Setembro e 2 de Outubro, dedicada à integridade e à prevenção da corrupção, que será levada às escolas, tendo como lema: “A integridade constrói-se todos os dias”…
Em termos teóricos é praticamente impossível não se concordar com esta iniciativa, que também tem a colaboração do Ministério da Justiça e do Mecanismo Nacional Anticorrupção…
O problema é encontrar coerência, correspondência, entre aquilo que é defendido pelo Ministro da Educação em termos teóricos e a prática observada…
Um Ministro que, na prática, se tem mostrado incapaz de assumir as suas próprias responsabilidades, em particular quando as coisas correm mal, vem agora perorar sobre integridade, com que reconhecíveis coerência e validade?
Chega a ser caricato que alguém que se tem mostrado tão obstinado na demanda por culpar tudo e todos pelos seus próprios erros, pretenda agora veicular a ideia de que é um paladino da integridade…
Em resumo: Que bem prega Frei Tomás!
Ainda há poucos dias, o mesmo Ministro, que agora aparece na referida publicação a defender a integridade, veio acusar a Fenprof de “ter feito tudo para que o processo de classificação digital dos exames nacionais corresse mal” (Agência Lusa, em 27 de Setembro de 2026), como se fosse aceitável ou razoável imputar a essa estrutura sindical um ónus que, no caso dos Exames Nacionais, é apenas do Ministro e da sua equipa ministerial…
A classificação digital dos Exames Nacionais 2026 correu mal, revelou-se como uma monumental trapalhada impossível de ocultar, com prejuízos claros para muitos alunos e respectivas famílias…
Pretender atribuir a responsabilidade por esse insucesso a uma estrutura sindical, seja à Fenprof ou a outra qualquer, revela desonestidade intelectual e nenhuma integridade, sobretudo depois do país inteiro ter assistido “ em directo” a sucessivos fiascos ocorridos durante todo esse processo, praticamente todos imputáveis a certos serviços do próprio Ministério da Educação…
Aliás, se não tivesse sido assim, que justificação poderia existir para a contratação da empresa Deloitte pelo Ministério da Educação?
E até eu que, no passado recente, nomeadamente durante os oito anos de governação do país pelo PS de António Costa, tantas vezes censurei a acção da Fenprof, fico incrédula e perplexa perante a referida acusação do actual Ministro…
Em prol da mais elementar justiça e honestidade intelectual não é possível aceitar como razoável tal acusação do Ministro dirigida à Fenprof…
E não é razoável porque as estruturas sindicais estejam acima de qualquer acusação ou suspeita que, obviamente, não estão…
Não é razoável porque, no caso em apreço, essa acusação é absolutamente estapafúrdia, nada convincente e bem ilustrativa de uma justificação esfarrapada, dado tudo o que se observou durante o processo de classificação digital dos Exames Nacionais, apenas atribuível à própria Tutela…
Por outro lado, a rapidez e a frequência com que Fernando Alexandre manda investigar escolas é deveras assinalável… Aliás, sempre que possa existir a oportunidade de imputar alguma culpa a terceiros, de forma a justificar os erros da própria Tutela, lá aparece mais uma investigação mandada instaurar pelo Ministro, sempre acompanhada de algum tipo de suspeita, lançada sobre alguma entidade exterior aos serviços do próprio Ministério…
Não há integridade sem honestidade intelectual. A integridade pressupõe coerência entre a teoria e a prática. Não há compatibilidade possível entre obstinação e integridade.
O Ministro Fernando Alexandre fica, mais uma vez, muito mal numa “fotografia”, onde a incoerência fala demasiado alto…
Mais uma declaração infeliz do Ministro, a juntar a tantas outras que se têm observado desde a recuperação do tempo de serviço dos Professores…
Se as muitas “declarações infelizes” do Ministro, que alguns pretendem justificar como erros inócuos de comunicação, espelharem o pensamento de Fernando Alexandre, o que parece ser a hipótese mais plausível, haverá, com certeza, motivos para muita preocupação para todos os profissionais de Educação…
A integridade não depende apenas do cumprimento da Lei e também não há nenhuma Lei que obrigue alguém a ser íntegro…
A integridade vai muito além do cumprimento da Lei, desde logo porque implica a adesão e a prática de certos princípios éticos e de coerência pessoal…
Cada um que avalie se o actual Ministro da Educação evidencia ou não tais princípios e tal coerência…
Paula Dias
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Out 01 2026
A aceitação da colocação deverá ser efetuada através da aplicação SIGRHE nos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista de colocação.
A apresentação na escola deve ocorrer até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Out 01 2026
Um jovem de 17 anos foi esfaqueado no interior da Escola Academia de Software, em Lisboa.
A vítima foi atingida na barriga e foi transportada ao Hospital de Santa Maria onde permanece internada.
Segundo fonte do estabelecimento de ensino, o incidente ocorreu durante a tarde desta quarta-feira, na sequência de uma desavença antiga entre dois alunos, ambos com 17 anos.
O suspeito terá recorrido a uma faca e atingido o colega, provocando-lhe ferimentos graves.
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Out 01 2026
A verificação automática do registo criminal dos professores detetou 62 docentes com certificado inválido, que foram provisoriamente afastados de funções, divulgou hoje o Ministério da Educação, que determinou uma “análise urgente e imediata de todas as situações”.
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Set 30 2026
Um aluno agrediu, ao início desta tarde, uma auxiliar e uma professora no Centro Escolar Solum Sul, em Coimbra.
Ao DIÁRIO AS BEIRAS, fonte da Polícia de Segurança Pública revelou que os operacionais “foram acionados, via 112, às 14H07” para o centro escolar com Jardim de Infância e 1.º ciclo.
A mesma fonte esclareceu que uma equipa da Escola Segura foi ao local e tomou conta da ocorrência, “apurando que um aluno terá agredido uma auxiliar e uma professora”.
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Set 30 2026
A AGSE informa que foram publicadas as listas da 13.ª Reserva de Recrutamento, estando disponíveis as listas aqui.
A próxima Reserva de Recrutamento será publicada na quinta-feira, dia 1 de outubro.
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Set 30 2026
… mas no meu ponto de vista foi também a falta de preparação desta provas.
Se em tempos o IAVE e o JNE faziam reuniões com as escolas para prepararem esta provas, em 2026 essas reuniões preparatórias não aconteceram e as respostas às imensas dúvidas tardaram em surgir e muitas vezes nem existiram.
Perante as limitações na leitura dos códigos QR pela Plataforma de Classificação e Supervisão, os casos em que o código não era reconhecido pelo sistema eram corrigidos manualmente, diz a Deloitte.
O sistema de identificação automática dos exames nacionais falhou a dobrar na 1.ª fase porque o mecanismo de recurso em caso de falhas na leitura dos códigos QR também gerou erros e propagou-os ao longo de todo o processo.
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Set 29 2026

Há gráficos que valem mais do que mil discursos.
Este, publicado pela OCDE no Education at a Glance 2026, é um deles. E tem uma particularidade curiosa: quanto mais olhamos para ele, mais percebemos que talvez os professores portugueses estejam a praticar uma forma particularmente avançada de satisfação profissional.
Uma satisfação quase espiritual.
Porque, segundo os dados de 2024, apenas cerca de 13% dos professores portugueses do ensino secundário inferior dizem estar satisfeitos com os salários.
Treze por cento.
É reconfortante saber que existem. Não sabemos exatamente quem são, mas existem.
Talvez sejam pessoas muito desprendidas dos bens materiais. Ou talvez tenham descoberto uma técnica revolucionária de pagar a prestação da casa com realização profissional.
Mas há mais.
Quando a pergunta passa dos salários para os termos de emprego, Portugal também aparece muito abaixo da média da OCDE: cerca de 39% dos professores manifestam satisfação.
Ou seja, conseguimos a proeza de ter professores pouco satisfeitos com o salário e, simultaneamente, pouco satisfeitos com as condições em que exercem a profissão.
Uma espécie de pacote completo.
Aqui começa a parte verdadeiramente interessante.
Do outro lado da fronteira, os números são bastante diferentes.
Em Espanha, aproximadamente 54% dos professores manifestam satisfação com os salários e cerca de 72% com os termos de emprego.
Portugal apresenta aproximadamente 13% e 39%, respetivamente.
É difícil não olhar para o gráfico e pensar que, em algum momento, alguém terá colocado a seta do mapa no sítio errado.
Talvez os professores portugueses estejam a ensinar numa versão experimental da profissão docente.
Uma versão em que trabalha-se muito, ganha-se pouco e ainda se pode acrescentar um módulo opcional de burocracia.
Há uma boa notícia.
O texto da OCDE diz que, em média, 85% dos professores da OCDE afirmam estar satisfeitos com o seu trabalho.
Excelente.
Podemos, portanto, respirar de alívio.
O professor pode não estar satisfeito com o salário.
Pode não estar satisfeito com os termos de emprego.
Mas gosta do seu trabalho.
É quase como perguntar a alguém:
— Está satisfeito com o carro?
— Não.
— E com o preço que pagou?
— Não.
— E com as prestações?
— Também não.
— Mas gosta de conduzir?
— Muito.
Problema resolvido.
O professor português aparentemente desenvolveu uma extraordinária capacidade de separar o amor pela profissão das condições em que é obrigado a exercê-la.
Gosta de ensinar.
Gosta dos alunos.
Gosta da escola.
Gosta de ver um aluno aprender alguma coisa que antes não sabia.
Gosta de acompanhar um jovem durante anos e perceber que, de alguma maneira, contribuiu para aquilo que ele se tornou.
E depois recebe o vencimento.
E volta à realidade.
É precisamente por isso que o gráfico merece atenção.
Porque ele mostra que gostar de ser professor e estar satisfeito com as condições para ser professor são duas coisas diferentes.
E talvez estejamos há demasiado tempo a confundir as duas.
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