E se for impossível proceder à reapreciação dos Exames?

Numa altura em que se prevê um número inaudito de pedidos de reapreciação de Exames, tantas são as anomalias já detectadas no processo de classificação, coloca-se, contudo, um problema que pode invalidar essa pretensão dos alunos/encarregados de educação:

 

– O requerente só poderá fundamentar a sua eventual discórdia,face à classificação que lhe foi atribuída num determinado Exame, mediante o pedido prévio de uma cópia (integral) da prova em causa e da respectiva cotação

 

No pior dos cenários, pode ser impossível a entrega de tal cópia ao requerente, dado o caos instalado na classificação de mais de 300.000 provas

 

Por outras palavras, o EduQA estará em condições de poder garantir que todos os Exames realizados se encontram devidamente identificados?

 

E que as folhas que compõem cada Exame estarão todas devidamente salvaguardadas?

 

E que cada Exame estará completo e disponível para ser fotocopiado, se existir algum pedido de reapreciação de uma determinada prova?

 

E que cada eventual requerente receberá a cópia do Exame que lhe diz respeito e não qualquer outra?

 

Apenas o EduQA estará habilitado a responder, de forma cabal,às questões anteriores e disso também dependerá a sobrevivência do actual processo de classificação dos Exames Nacionais…

 

Se as respostas às questões colocadas anteriormente forem no sentido de que o EduQA não estará em condições de fornecer as imprescindíveis garantias, então, e por motivos óbvios, também ficará em causa a possibilidade de, no presente ano, os Exames Nacionais ainda poderem ser classificados em suporte de papel

 

Face à eventual concretização de tais cenários, restará ao MECI encontrar uma solução que seja o menos prejudicial possível para os alunos…

 

Com toda a franqueza, neste momento, já não creio que seja possível resolver em tempo útil as inúmeras falhas que inquinam este processo, pelo que o mesmo me parece condenado à anulação… Não há adiamentos que valham perante este caos…

 

 

Nota:

O presente texto foi escrito poucas horas antes do Ministro Fernando Alexandre ter anunciado quetodos os alunos que fizeram exames nacionais vão ter acesso às suas provas digitalizadas.” (Rádio renascença, em 6 de Julho de 2026)…

 

Com o anterior anúncio, presume-se que o Ministro pretenderá, em primeiro lugar, evitar a ocorrência de um número astronómico de pedidos de reapreciação

 

Contudo, pelas anomalias que continuam a ser reportadas por muitos Professores Classificadores e pelo teor das imagens do “armazém” onde se encontram guardados os Exames Nacionais, alegadamente, divulgadas pela Agência Lusa com autorização do MECI, mantenho o conteúdo do presente texto, em particular a principal pergunta que nele consta:

 

E se for impossível proceder à reapreciação dos Exames?

 

Paula Dias

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Calendário do Concurso (Atualizado)

Coloco o calendário do concurso atualizado com a data do concurso assinalada a amarelo com a manifestação de preferências para a Contratação e a fase da ICL1, onde se indica apenas os docentes a quem não é possível atribuír o mínimo de 8 horas letivas de componente letiva para 2026/2027. A fase do pedido de horários deve ocorrer apenas durante a ICL2.

A vermelho assinalei a data prevista da candidatura à Mobilidade Interna, que presumo ocorra apenas depois de terminada a ICL1.

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Concurso Nacional 2026/2027 – Indicação da Componente Letiva – 1.ª Fase

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 9 de julho de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Indicação da Componente Letiva – 1.ª Fase.

Nota de Anexos

Legislação

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275 Docentes Aposentados em Agosto de 2026

No aviso n.º 16869/2026/2, de 7 de julho, constam 275 docentes que se aposentam com efeitos ao mês de agosto.

Contudo, em Setembro e Outubro estes números vão subir mais porque muitos docentes ficaram a aguardar o final do ano letivo para pedirem a aposentação.

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Por falar em incompetência no futebol…. perdão na educação. – Jorge Sottomaior Braga

 

Falemos de coisas sérias e verdadeiramente importantes para o futuro de Portugal.

Que raio de armazém de testes é este?
Que procedimentos são usados aqui?
Repare-se na forma como estão identificadas as regiões nas prateleiras … diz tudo.
Ferramentas Lean …
5S …..

Numa empresa normal o responsável da qualidade já se teria atirado ao teto e denunciado o estado miserável deste armazém.
(Aquelas paletes no chão daquela maneira é razão de procedimento disciplinar em muitas empresas. Aquela senhora enfiada dentro da prateleira é um risco enorme. ).

Não há marcações…
Não se vê um extintor…
Não se vê saídas de emergência …

De certeza que é das fotos. Maldade minha.

Por outro lado como é que raio digitalizar 1.000.000 de folhas A4 é, nos dias de hoje, um problema? Contas redondas a 300 Dpi será algo como 24TB sem compactação…. o que não é nada para uma NAS decente. mas cerca de 5 TB com compactação. muito menos em escala de cinza ou resoluções não tão elevadas.
1000000 de documentos PDF não é algo que entupa sequer um ambiente de Sharepoint decente ( que começa a ter degradação de performance dos 300.000 para cima, é verdade, mas suporta até 30M de ficheiros (ficheiros e não páginas!).

O ME conseguiu ser, no seu campo de ação, pior que o Martínez.

Mas a malta é mais futebol…. mas pelos vistos nem sequer isso.

Jorge Sottomaior Braga

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Concurso Ensino Artístico 2026/2027 – Avisos de abertura

Encontram-se disponíveis para consulta os avisos de abertura dos Concursos Interno e Externo do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.

Agrupamento de Escolas de Bemposta, Portimão
Agrupamento de Escolas de Constância
Agrupamento de Escolas de Vialonga, Vila Franca de Xira
Agrupamento de Escolas Luís António Verney, Lisboa
Agrupamento de Escolas Nº 2 de Abrantes
Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, Faro
Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado
Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional, Lisboa
Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, Lisboa
Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Aveiro
Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Braga
Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra
Escola Artística do Conservatório de Música do Porto
Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa

 

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𝑪𝒐𝒏𝒄𝒖𝒓𝒔𝒐 𝑬𝑷𝑬𝑹𝑷 2026/2027 – 𝑨𝒗𝒊𝒔𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒂𝒃𝒆𝒓𝒕𝒖𝒓𝒂

 

Encontram-se disponíveis para consulta os avisos de abertura dos Concursos Interno e Externo das EPERP.

Escola Portuguesa de Cabo Verde
Escola Portuguesa de Luanda
Escola Portuguesa de Moçambique
Escola Portuguesa de Díli
Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe

Consulte avisos

https://agse.pt/concurso-eperp-2026-2027-avisos-de-abertura/

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Mas a AGSE Acha Que as Escolas Têm PC para os TS Realizarem as Provas?

Pelo que percebi do e-mail enviado hoje pela AGSE as escolas têm de restringir o acesso do PC a apenas um site.

Espero que todos os candidatos tragam o seu portátil para a realização da prova, porque na escola não tenho nenhum portátil dado pelo MECI para estas situações, nem mesmo para os professores da escola e os computadores que existem na escola estão distribuídos um por cada sala para ser feito o sumário e não serve para mais nada.

Amanhã mesmo irei enviar o mail solicitado aos candidatos dizendo-lhes que é condição necessária para a realização da prova na escola que tragam portátil configurado com o acesso restrito a apenas um site, conforme solicitado pela AGSE.

 

 

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Procedimentos concursais para recrutamento de técnicos superiores

Surge hoje uma quarta e quinta data para a realização da Prova de Conhecimentos dos Técnicos Superiores, O dia 14 de julho será destinado às provas dos Psicólogos e o dia 15 às provas dos restantes Técnicos Superiores.

Falta no entanto orientações para quem concorre a mais do que uma escola. O Técnico escolhe por sua iniciativa o local onde vai fazer a prova?

Como as outras escolas vão ter acesso aos resultados da prova de um determinado candidato?

Alguém na AGSE tem capacidade para responder a estas simples perguntas?

E porque não é a AGSE a informar os candidatos das datas das provas?  A AGSE não sabe que muitos Júris podem estar de férias autorizadas?

A AGSE não tinha ficado de enviar aos júris dos concursos o modelo de prova para que os júris pudessem optar pela prova da AGSE ou por fazer uma prova interna?

 

 

Procedimentos concursais para recrutamento de técnicos superiores

 

 

Cara(o) Diretor(a), boa tarde,

Como é do Vosso conhecimento, os Avisos de abertura dos procedimentos concursais para recrutamento de técnicos superiores têm vindo a ser publicados ao longo dos últimos três meses. A AGSE, por forma a que fosse abrangido o maior número de procedimentos e candidatos, e tendo presente a sugestão de muitos de Vós, adiou a realização das provas.

Porém, para que os técnicos superiores possam estar contratados no início do ano letivo há que prosseguir.

Deste modo, a prova de conhecimentos para psicólogos será realizada no dia 14 de julho de 2026, pelas 14,30h, e as restantes provas no dia 15 de julho de 2026pela mesma hora – procedeu-se ao desdobramento das provas em dois dias consecutivos para que todos os AE/EñA tenham condições para as realizar, atento o elevado número de candidatos.

Como tem sido salientado, há sempre a possibilidade de os Júris dos procedimentos concursais formularem outras provas de conhecimentos e de as aplicarem em momentos distintos.

Mais informo de que a empresa encarregue de realizar as provas enviará aos presidentes dos diversos júris os links para as mesmas na véspera da respetiva realização.

Em anexo segue um conjunto de instruções para os Vigilantes das provas de conhecimentos.

Segue, ainda, em anexo, um tutorial sobre o modo como restringir o acesso a apenas um website, por forma a que os candidatos não possam, através do computador no qual estão a realizar a prova, aceder a qualquer informação.

Por último, salientar que os candidatos devem ser informados, amanhã, preferencialmente de manhã, pelos Júris, das datas de realização das provas.

Creio estarem reunidas as condições para que, com o envolvimento de todos, estas provas possam ser realizadas com sucesso e, assim, alcançado o objetivo pretendido – dotar os AE/EñA de 1406 técnicos superiores.

Muito obrigado.

Um abraço,

O Presidente do Conselho Diretivo

Raúl Capaz Coelho

 

Instruções para Vigilantes de Provas de Conhecimento

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Plataforma de classificação dos exames nacionais está “em manutenção” até às 15h

E mais uma vez, os professores sabem pela comunicação social, pelas redes sociais e pelo passa a palavra… haja respeito por quem quer trabalhar.

Plataforma de classificação dos exames nacionais está “em manutenção” até às 15h

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Concurso Nacional 2026/2027 – Manifestação de Preferências – Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 10 de julho de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Manifestação de Preferências – Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento.

SIGRHE – Manifestação de Preferências CI/RR

Nota de Anexos

Legislação

Outros

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O Decreto-Lei n.º 54/2018 vai mudar.

E, na minha opinião, ainda bem que se fala disso com seriedade.

Mas é importante começar pelo essencial: até haver uma nova versão publicada, o que existe é uma proposta de revisão em consulta pública. Ou seja, ainda não estamos perante uma mudança fechada, definitiva e em vigor…

A meu ver, este detalhe é importante porque a escola portuguesa já vive com ruído suficiente. Não precisa de mais ansiedade, nem de frases atiradas ao ar como se tudo fosse mudar amanhã.

O que se sabe, até agora, é que a proposta pretende manter o princípio da educação inclusiva, mas tentar resolver problemas que muitas escolas conhecem bem:

. excesso de burocracia;
. conceitos pouco claros;
práticas muito diferentes entre escolas;
. dificuldades na mobilização de recursos especializados e pouca articulação entre educação, saúde, segurança social, autarquias e comunidade.

Pela minha experiência, este é o ponto central. A inclusão não falha por falta de “palavras bonitas”. Falha quando há boas intenções sem tempo, sem clareza, sem recursos, sem articulação e sem responsabilidade bem distribuída!

A proposta fala na criação de um Sistema Nacional de Apoio à Inclusão, de Equipas Locais de Apoio à Inclusão, de um Plano de Desenvolvimento Integral e de um Gestor de Apoio à Inclusão.

Traduzindo: pretende-se que os casos mais complexos não fiquem apenas às costas da escola, da EMAEI, do professor titular, do diretor de turma ou daquele professor que, por humanidade, acaba sempre por segurar tudo.

Na minha opinião, isso faz sentido.

A escola não pode ser transformada no único balcão de atendimento emocional, social, clínico, familiar e pedagógico do país. A escola é essencial, mas não é omnipotente!

Tenho dúvidas em relação a uma coisa: se esta revisão vier acompanhada apenas de novos nomes, novos documentos e novas estruturas no papel, podemos acabar por chamar simplificação a mais uma camada de complexidade…

E isso seria grave.

Porque os professores não precisam de mais linguagem administrativa para parecer que tudo está resolvido, mas de condições reais para ensinar, acompanhar, diferenciar, comunicar com as famílias e responder aos alunos sem viverem permanentemente em sobressalto.

Posso estar enganado, mas sinto que o verdadeiro teste desta revisão será muito simples:

Vai libertar tempo ou vai criar mais trabalho?

Vai clarificar responsabilidades ou vai espalhá-las por mais entidades?

Vai ajudar os alunos ou apenas reorganizar processos?

Vai apoiar os professores ou pedir-lhes mais uma prova de resistência?

A inclusão só é séria quando protege três coisas ao mesmo tempo: o direito do aluno a aprender, o direito do professor a ensinar com condições e o direito da escola a não ser deixada sozinha perante problemas que são muito maiores do que a sala de aula.

E na sua opinião?

Qual é a sua sensação?

Estamos perante uma revisão necessária ou perante mais uma mudança que pode ficar bonita no papel e pesada no terreno?

PS: A consulta pública está aberta até 17 de julho de 2026 e a página oficial indica que a proposta pretende melhorar a operacionalização do regime, mantendo os princípios do modelo de educação inclusiva.

Alfredo Leite

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Presidentes da AGSE e do EduQA Devem Demitir-se ou Ser Demitidos

A confiança nas instituições públicas constrói-se com competência, transparência e responsabilidade. Quando estas falham de forma reiterada, os responsáveis máximos devem assumir as consequências políticas e administrativas dos seus atos. É neste contexto que se torna legítimo questionar se os presidentes da AGSE e do EduQA reúnem ainda as condições necessárias para permanecerem nos cargos que ocupam.

No caso da AGSE, o concurso para Técnicos Superiores tem sido marcado por sucessivas críticas de candidatos, escolas e especialistas do setor. Alterações de calendário, dúvidas sobre os procedimentos, esclarecimentos divulgados apenas depois de surgirem problemas e uma aparente falta de planeamento criaram um clima de insegurança num processo que deveria pautar-se pela previsibilidade e igualdade de oportunidades. A necessidade de publicar sucessivas FAQ para responder a dúvidas essenciais demonstra que o modelo foi lançado sem a maturidade necessária. Embora a AGSE tenha procurado esclarecer muitas questões posteriormente, a perceção instalada é a de que o organismo foi reagindo aos problemas em vez de os antecipar. Essa realidade enfraquece a confiança dos candidatos e das escolas na capacidade da instituição para gerir um procedimento desta dimensão.

Ainda mais preocupante é o impacto que estas falhas têm na imagem da Administração Pública. Um concurso nacional exige regras claras, comunicação eficaz e estabilidade. Quando predominam a incerteza e a improvisação, quem perde são os profissionais que procuram uma oportunidade de ingresso na carreira e as escolas que aguardam a colocação dos técnicos necessários ao seu funcionamento.

Também o EduQA enfrenta uma das maiores crises desde a sua criação. O processo de classificação dos exames nacionais foi alvo de inúmeras denúncias relacionadas com dificuldades tecnológicas, atrasos, distribuição inadequada de classificadores e problemas organizacionais. Enquanto o Ministério procurava transmitir uma imagem de normalidade, associações de diretores e professores relataram constrangimentos significativos que colocaram em causa a confiança no processo. Independentemente de todas as classificações acabarem por ser concluídas, a sucessão de incidentes revelou fragilidades que dificilmente podem ser consideradas meramente pontuais.

Quem lidera organismos desta importância não pode limitar-se a afirmar que os problemas serão resolvidos. Liderar implica prevenir riscos, garantir que os sistemas funcionam e assumir responsabilidades quando falham. A responsabilidade política existe precisamente para proteger a credibilidade das instituições. Quando essa credibilidade é seriamente afetada, a permanência dos dirigentes deixa de ser apenas uma questão pessoal e passa a ser uma questão institucional.

Numa democracia madura, a demissão de um dirigente não deve ser encarada como um castigo, mas como um ato de responsabilidade. Se os presidentes da AGSE e do EduQA entendem que mantêm condições para continuar, devem demonstrá-lo através de resultados concretos e de uma recuperação rápida da confiança pública. Caso contrário, cabe ao Governo retirar as devidas consequências.

As instituições da educação portuguesa merecem lideranças que inspirem confiança, antecipem problemas e assumam plenamente a responsabilidade pelas decisões tomadas. Quando essa confiança se perde, a renovação da liderança deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade.

 

NOTA: ao dia de hoje, 5 de julho, tenho como última informação oficial da AGSE que a prova de conhecimentos será realizada amanhã, dia 6 de julho.

Continuo a aguardar que me chegue por via oficial que já não será realizada a prova amanhã.

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Obrigada, Professores Classificadores!

 

Neste momento, e à luz de todos os factos já conhecidos, é incontornável que a classificação digital dos Exames Nacionais, imposta pelo MECI no presente ano lectivo, resultou num desastre de assinaláveis proporções, que só não será admitido.por quem enverede pela negação ostensiva da realidade e/ou pela apologia do pensamento mágico

 

O Ministro da Educação, principal responsável político por este monumental fiasco, e que, no passado dia 3 de Julho, se viu forçado a anunciar vários adiamentos face ao calendário inicialmente previsto, esqueceu-se de dirigir algumas palavras de reconhecimento aos Professores Classificadores…

 

Há esquecimentos dificilmente perdoáveis

 

Professores Classificadores que têm estado sujeitos a um trabalho insano, inquinado de incidentes e repleto das mais rocambolescas peripécias…

 

Professores Classificadores que têm sido as principais vítimas da incompetência da própria Tutela…

 

Professores Classificadores que, pela sua resiliência e abnegação, têm sido os principais heróis de uma saga sem fim à vista, incansáveis na tentativa de resolver inúmeros problemas, paradoxalmente criados por quem os deveria orientar e apoiar

 

Professores Classificadores que merecem o respeito e a consideração de todos os seus concidadãos

 

Neste momento, já existem tantas variáveis que estão a correr mal que se torna praticamente impossível acreditar que o atual procedimento relativo à classificação digital dos Exames Nacionais consiga sobreviver

 

Acredito que os adiamentos decretados pelo MECI no passado dia 3 de Julho muito dificilmente conseguirão resolver as inúmeras falhas que inquinam este processo e, nesse sentido, parece-me que tais prorrogações não passarão de meros paliativos…

 

Dada a monumental barafunda em que se transformou a classificação digital dos Exames Nacionais é impossível que alguém consiga, com rigor e honestidade, garantir a fiabilidade deste processo…

 

Assim sendo, o mais avisado seria anular rapidamente o presente procedimento e começar de novo, depois de estarem resolvidos os problemas técnicos agora detectados… Ou então voltar atrás na classificação digital e enveredar pelos moldes “antigos”, ou seja, em suporte de papel…

 

Dessa forma, não se comprometiam os resultados dos Exames no presente ano e ter-se-ia mais tempo para implementar todos os procedimentos técnicos/tecnológicos imprescindíveis a uma futura classificação digital sem sobressaltos, fiável e credível

 

Não é difícil perceber e reconhecer o vigente suplício dos Professores Classificadores, simultaneamente vítimas e heróis desta lamentável saga…

 

Diria, até, que é da mais elementar justiça o reconhecimento de um trabalho que tem vindo a ser realizado sob condições muito difíceis, sem orientações claras e sem supervisão adequadaAcresce-se que esse trabalho tem sido frequentemente boicotado por inultrapassáveis anomalias técnicas…

 

Independentemente do desenlace desta saga, não é possível deixar de endereçar aos Professores Classificadores apreço e solidariedade…

 

Obrigada, a todos!

 

Paula Dias

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Uns levam ordem de regresso para contratarem outros

Manifestação de interesse para colaborar com o EduQA em regime de afetação de horas

Informa-se que o Instituto de Educação, Qualidade e avaliação, I.P. (EduQA. I.P.) pretende a colaboração de 15 (quinze) docentes em regime de afetação de horas, na dinamização e monitorização de projetos e programas educativos.

Consulte as informações sobre o perfil, os requisitos e as funções.

Submeta a sua manifestação de interesse, até 10 de julho de 2026.

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Diretores avisados pela comunicação social

Só depois de enviado o comunicado para a comunicação social, é que os diretores das escolas receberam a informação do Ministério da Educação com o adiamento da 2.ª fase dos exames nacional do Secundário. A afixação das pautas também foi adiada três dias, para 17 de julho.

Diretores escolares desiludidos com processo de classificação de exames

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Informação – Alteração ao calendário das provas de avaliação externa

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𝗩𝗮𝗴𝗮𝘀 – Ensino Artístico

 

Portaria n.º 285-A/2026/1, de 02/07:
Fixa as vagas destinadas aos concursos interno e externo para seleção e recrutamento de pessoal docente do ensino artístico especializado da música e da dança dos estabelecimentos públicos de ensino, para o ano letivo 2026-2027.

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Uns pedidos de desculpas seriam de bom tom

As dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto. Esse atraso gerou uma indesejável imprevisibilidade num processo inovador e complexo, mas essencial para a qualidade e modernização do sistema educativo português.”

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Comunicado – Exames nacionais: calendário é ajustado para garantir rigor na classificação

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação ajustou o calendário da entrega das classificações dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário e afixação das pautas, garantindo mais tempo aos docentes para as correções das provas, preservando o rigor e a qualidade do processo.

Com esta alteração, que decorre de dificuldades informáticas, a classificação das provas decorre até 14 de julho, a afixação das pautas passa para 17 de julho e a 2.ª fase dos exames realiza-se entre 20 e 24 de julho.

Mantém-se inalterado o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, cujas candidaturas começam a 20 de julho.

Mais informações sobre as alterações ao calendário podem ser consultadas no comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

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Alterações ao calendário da avaliação externa dos alunos do ensino secundário

 

O EduQA publicará o novo calendário da 2ª fase dos Exames.
O calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, cujas candidaturas têm início a 20 de julho, não sofre alterações.

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A reestruturação do MECI: quando a reforma destrói mais do que constrói

 

Há uma velha máxima que diz que nada acontece por acaso. O que estamos a assistir, nas últimas semanas, com os exames nacionais, plataformas informáticas que falham, atrasos sucessivos, dificuldades de resposta dos serviços e um crescente sentimento de desorganização, não surgiu de um dia para o outro. É apenas a face mais visível de um processo iniciado há um ano e que muitos, na altura, procuraram desvalorizar.

Costuma dizer-se que “quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro”. E quem conhecia o funcionamento interno do Ministério da Educação avisou. Trabalhadores, dirigentes, sindicatos e especialistas alertaram para os riscos de uma reforma administrativa que, sob o argumento da modernização e da eficiência, poderia significar exatamente o contrário: a perda de conhecimento acumulado, a destruição de equipas especializadas e a fragilização da capacidade de resposta do Estado.

Na altura, esses avisos foram facilmente catalogados como resistência à mudança ou defesa da burocracia. Hoje, perante as dificuldades evidentes do sistema, talvez seja tempo de reconhecer que havia razões para a preocupação.

O Decreto-Lei n.º 99/2025 foi apresentado como uma das maiores reformas orgânicas da Educação das últimas décadas. A mensagem era apelativa: menos organismos, menos dirigentes, menos custos, mais eficiência. Passar de dezoito para sete entidades e anunciar uma poupança de cinquenta milhões de euros parecia corresponder ao ideal de uma Administração Pública mais leve e mais eficaz.

À primeira vista, o discurso era difícil de contestar.

O problema começa quando se confunde simplificação administrativa com eliminação de estruturas que, durante décadas, construíram conhecimento especializado. Um ministério não se resume ao número de direções-gerais ou às placas existentes nas portas dos edifícios. Vive da experiência dos seus profissionais, da memória institucional, dos procedimentos consolidados e da especialização técnica que permite resolver problemas complexos.

Essa realidade não cabe num comunicado de imprensa nem numa apresentação em PowerPoint.

A reforma extinguiu organismos centrais como a Direção-Geral da Administração Escolar, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e o Instituto de Gestão Financeira da Educação, concentrando praticamente todas essas competências na recém-criada Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE).

À AGSE passaram a competir áreas tão diversas como a gestão dos recursos humanos, os concursos de professores e de pessoal não docente, as carreiras, a mobilidade, a gestão financeira, o património, os contratos públicos, os sistemas de informação e as infraestruturas digitais. Aquilo que antes estava distribuído por serviços especializados passou a depender de uma única entidade, dotada de autonomia administrativa e financeira e com poderes bastante mais amplos do que aqueles que anteriormente existiam.

Também a avaliação externa sofreu profundas alterações. O IAVE deixou de existir enquanto entidade autónoma e foi integrado no EduQA, juntamente com estruturas como a Direção-Geral da Educação, o Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares.

Mais uma vez, falou-se em simplificação.

Mas simplificar será concentrar competências tão distintas numa única organização? Ou estaremos apenas perante uma centralização administrativa apresentada sob um discurso de modernização?

As perguntas continuam sem resposta.

Mais preocupante ainda foi a forma como esta reorganização foi implementada. As boas intenções, mesmo quando existem, não produzem resultados apenas porque são publicadas em Diário da República. As mudanças exigem preparação, planeamento, recursos humanos e tempo para garantir continuidade.

Nada disso aconteceu.

No terreno, escolas, diretores e professores começaram rapidamente a sentir dificuldades em identificar interlocutores, esclarecer responsabilidades e perceber quem decide o quê. A indefinição tornou-se parte do quotidiano.

Ao mesmo tempo, muitos trabalhadores dos antigos serviços do Ministério, detentores de décadas de experiência e conhecimento especializado, viram o seu futuro profissional mergulhado na incerteza. Muitos acreditavam que integrariam as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que passaram a assumir novas responsabilidades em matéria de educação. A realidade acabou por ser bastante diferente.

Assistiu-se à dispersão de profissionais por diferentes serviços e, nalguns casos, à sua colocação em agrupamentos de escolas para desempenhar funções indiferenciadas, desperdiçando um património humano que dificilmente poderá ser reconstruído.

A questão deixa então de ser meramente organizacional.

Passa a ser profundamente política.

Que Estado queremos? Um Estado assente em serviços especializados, com memória institucional e equipas experientes? Ou um Estado que privilegia grandes estruturas centralizadas, onde a eficiência é frequentemente medida pelo número de organismos extintos e não pela qualidade do serviço prestado aos cidadãos?

A própria AGSE recebeu poderes que vão muito além da simples gestão administrativa. Passou a controlar a governação dos sistemas de informação, beneficiou de regimes excecionais para contratação tecnológica e ficou, inclusivamente, habilitada a participar no capital social de sociedades anónimas, abrindo novas possibilidades de gestão que aproximam algumas funções públicas de uma lógica empresarial.

Nada disto significa, evidentemente, que a escola pública tenha sido privatizada.

Mas significa que o modelo de administração pública está a mudar profundamente.

Talvez por isso seja demasiado simplista atribuir todos os problemas atuais apenas ao ministro ou às falhas das plataformas digitais. Esses problemas existem, mas são apenas sintomas de algo muito mais profundo: uma reforma estrutural cuja implementação parece não ter acautelado aquilo que nunca deveria ter sido perdido — o conhecimento, a experiência e a continuidade dos serviços.

Legislar é importante.

Reformar também.

Mas nenhuma reforma se faz destruindo aquilo que funciona antes de garantir que o novo modelo é capaz de responder melhor.

Hoje, quando os exames nacionais evidenciam fragilidades que se acumulam em diferentes áreas da administração educativa, talvez seja tempo de abandonar os slogans sobre modernização e enfrentar a questão essencial: esta reestruturação tornou realmente o sistema educativo mais eficiente ou apenas mais centralizado, mais vulnerável e mais distante de quem trabalha diariamente nas escolas?

Porque, no fim de contas, a verdadeira medida de uma reforma nunca está nas poupanças anunciadas nem nas novas siglas criadas.

Está na capacidade do Estado servir melhor os cidadãos.

E essa, infelizmente, continua por demonstrar.

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Pais desaparecidos em parte incerta…

 

Perante um problema grave e absolutamente inédito, como o que neste momento afecta a classificação dos Exames Nacionais, parece que os pais desapareceram, desconhecendo-se o seu paradeiro…

 

Reina um silêncio confrangedor e incompreensível dos pais desaparecidos em parte incerta

 

Silêncio confrangedor e incompreensível, tendo sobretudo em consideração que os principais prejudicados serão sempre os seus próprios filhos, se o problema em causa, entretanto, não se resolver… E tudo leva a crer que será praticamente impossível que seja resolvido em tempo útil, desrespeitando-se, assim, pelo menos, todos ao prazos previamente definidos

 

Em resumo, e apesar do expectável impacto negativo que a classificação digital dos exames nacionais terá nos alunos no presente ano lectivo, parece que as Associações de Pais que compõem a CONFAP não manifestaram preocupação relevante sobre tal assunto, conforme declarou Mariana Carvalho no passado dia 30 de Junho à TSF… Alegadamente, até essa data a referida Confederação não tinha recebido “qualquer queixa efectiva”…

 

Estranha-se sobremaneira o anterior, desde logo porque a presente despreocupação, face a algo efectivamente grave para os alunos, não é nada condicente com a intolerância manifestada noutros tempos, não muito distantes, por exemplo em relação a greves na Educação:

 

– Em 5 de Setembro de 2023, a mesma Presidente da CONFAP garantiu à Rádio Renascença, de forma peremptória, até iminentemente arrogante, que “não vai aceitar greves nas escolas como as que marcaram o ano letivo anterior”…

 

Estamos assim perante duas atitudes da Presidente da CONFAP que não poderão deixar de serem vistas como contrastantes entre si, sem coerência e sem critérios claros…  

 

A não ser que o eventual prejuízo dos alunos só seja alegado, e visto como relevante, quando se trata da existência de greves nas escolas…

 

De resto, o habitual na situação de fecho de escolas passa por, estridentemente, apontar as “aprendizagens perdidas” por motivo de greves, de preferência usando todos os meios de Comunicação Social ao dispor para divulgar tamanhas inquietações

 

Ao contrário do anterior, neste momento parece que as Associações de Pais convivem muito bem com todo o caos e incerteza gerados pela classificação digital dos exames nacionais e que, pelo menos até agora, esse não é um assunto que as preocupe…

 

No fim de tudo isto, fica-se com a sensação de que a credibilidade da CONFAP já terá tido melhores dias, à semelhança do que também se passa com o próprio Ministro da Educação…

 

Paula Dias

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Baralharam e deram cartas outra vez…

Um texto de Fátima Inácio Gomes com alguns testemunhos de docentes classificadores deixa pouco ângulo de manobra ao Presidente do EDuQA e ao próprio ministro. Alguém vai cair…

A BOMBA lançada na classificação de exames… é de fragmentação.

O Sr. Ministro diz que está TUDO BEM, e dá GARANTIAS. Logo joga a SELEÇÃO. Está tudo tranquilo e esperançoso na frente oeste, portanto.
Enquanto isso, aquilo que se antecipava (era por demais óbvio que, no exame de Português, o primeiro realizado, não tinham sido encaminhados todos as respostas para classificação) ACONTECEU. A bomba é de fragmentação e vai fazendo vítimas ao longo do processo. No espaço de uma hora o caos aumentou, como vou dar conta com o relato de colegas no grupo de Português.
Lembro, a quem não é professor, que a classificação de exames (e falo dos de Português, que conheço bem) não é algo mecânico. Implica leituras e releituras, comparativas, já que as respostas são extensas, para se aferir bem o critério de classificação e evitar ao máximo injustiças:

“Agora recebi 118, mas com provas já classificadas mas não por mim!!”

“As provas que estava a classificar desapareceram e agora aparecem provas novas, algumas já classificadas.”

“Isto é… não tenho classificação possível Já tinha classificado 28 respostas do item 7 e deixado 7 gravadas a aguardar esclarecimentos. Agora, essas desapareceram todas e tenho 117, das quais 19 gravadas, do item 7 e 21 (1 gravada) do grupo III.”

“Tenho 7 gravadas do item 1 que nunca vi/classifiquei”

“Passei de 35 para 125 itens, com 35 classificados (mas eu não classifiquei nenhum, pois preferi anotar em papel para carregar no final). Recebi também 20 itens do grupo III.”

“Aconteceu o mesmo comigo. Desapareceram as minhas respostas já classificadas, recebi respostas que são de outro classificador, incluindo respostas que seriam vistas mais tarde pela pessoa em causa. O caos!!!”

“Tinha 36 itens 7 do grupo I. Desapareceram 14. Agora tenho mais 146 ( item 7 e grupo III). Vergonha, vergonha, vergonha!”

Bom , aqui vai a minha situação: Item 7-tinha 36 provas vistas ( só lá ficaram 24 classificadas e 4 gravadas, que não tinha gravado); tenho mais 116 para classificar; Item GIII-21 provas para classificar. Para onde teriam ido parar 7 provas que desapareceram do Item 7?”

“Os 36 itens iniciais desapareceram da minha plataforma. Tinha-os gravado e a maioria estavam por classificar. Apareceram outros itens gravados e classificados que não são meus. Estou em choque. Eu recuso qualquer responsabilidade por este circo.”

“Entraram 114 itens novos, mas os que classifiquei desapareceram e apareceram itens classificados e gravados por outra pessoa.”

“É indescritível o que nos estão a fazer! Quem vai pagar os danos causados por tanta ansiedade? Basta ver os fóruns dos diferentes itens para ver que, este ano, não se discutem os critérios nem se esclarecem dúvidas ligadas à classificação. Já enviei e-mail para o gabinete do Sr. Ministro a pedir a suspensão do processo até estar tudo regularizado. Devíamos fazer todos o mesmo para alguém lá no topo perceber a gravidade da situação.”

“Isto é absolutamente inadmissível. Eu não vou validar/ finalizar classificações que não foram atribuídas por mim.”

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Movimento PEV ouvido na Comissão de Educação e Ciência: mais um passo na defesa da justiça para os docentes

Movimento PEV ouvido na Comissão de Educação e Ciência: mais um passo na defesa da justiça para os docentes

O Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização foi hoje ouvido na Comissão de Educação e Ciência, no âmbito da discussão na especialidade da Iniciativa Legislativa de Cidadãos sobre o reposicionamento justo na carreira docente.

A audição decorreu de forma muito positiva, tendo permitido ao Movimento PEV reafirmar junto dos grupos parlamentares a necessidade de corrigir as injustiças e ultrapassagens que continuam a afetar milhares de professores.

Ao longo da audição, foram apresentados os fundamentos da iniciativa e reforçada a importância de encontrar uma solução que respeite os princípios da equidade, da igualdade de tratamento e da valorização da carreira docente, reconhecendo o tempo de serviço efetivamente prestado pelos docentes.

O Movimento PEV sai desta audição com a convicção de que a sua mensagem foi escutada e de que esta causa continua a reunir uma crescente sensibilização política e social.

Este é mais um passo num percurso iniciado por milhares de professores que se recusaram a aceitar injustiças e que, unidos, transformaram uma reivindicação legítima numa Iniciativa Legislativa de Cidadãos discutida na Assembleia da República.

O Movimento PEV agradece a todos os docentes e cidadãos que têm apoiado esta causa e reafirma o seu compromisso de continuar a acompanhar os trabalhos parlamentares, mantendo todos os professores informados sobre os próximos desenvolvimentos.

A luta pela equidade e pela valorização dos professores continua.

Movimento PEV

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Audição do Ministro sobre as Provas e Exames

Intervenção do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na audição regimental da comissão parlamentar de Educação e Ciência.

Pode assistir à sessão aqui: https://canal.parlamento.pt/cid/9788/audicao-do-ministro-

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Está na altura de alguém vir a terreiro…

… e esclarecer, verdadeiramente, o que todos querem ver esclarecido.

“Nós não interferimos nas decisões do Eduqa [organismo que coordena o processo da avaliação externa]. Quando vimos que os prazos se estavam a tornar mais difíceis de cumprir, insistimos. O presidente do Eduqa comunicou ontem que conseguia cumprir prazos”, prossegue o ministro. “Eles são responsáveis pelo processo. O que posso garantir é que prestarei contas sobre o rigor da avaliação das provas. Da parte técnica, não percebo de programação.”

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Deu barraca. Há que assumir, desmontar e resolver

 

Há momentos em que um sistema não falha apenas nos resultados, falha na confiança que inspira. A polémica em torno da correção dos exames nacionais é um desses momentos.

Não se trata apenas de classificações, recursos ou critérios de avaliação. Trata-se da perceção, cada vez mais instalada, de que aquilo que deveria ser o momento de maior rigor e equidade da escola portuguesa acabou envolvido em dúvidas, contradições e comunicação deficiente. E quando a confiança vacila, todos perdem.

É importante separar duas ideias. Uma coisa é admitir que um processo complexo pode ter erros. Outra, bem diferente, é gerir esses erros de forma hesitante, alimentando a sensação de improviso. Foi aqui que “deu barraca”.

Num sistema que mobiliza milhares de alunos, centenas de escolas e milhares de professores classificadores, é inevitável que existam situações excecionais. O que já não deveria ser inevitável é a ausência de mecanismos suficientemente transparentes para explicar, corrigir e prevenir essas situações.

Também não faz sentido transformar os professores e as escolas em bodes expiatórios.

Por outro lado, também não ajuda fingir que tudo funciona bem.. Assumir não é sinal de fraqueza, é sinal de maturidade institucional. O país precisa de um debate menos emocional e mais técnico. Há perguntas que merecem respostas objetivas.

Reconhecer falhas, explicar o que aconteceu, corrigir o que correu mal e implementar melhorias concretas é muito mais eficaz do que insistir numa narrativa de infalibilidade em que já ninguém acredita.

No fundo, esta polémica pode transformar-se numa oportunidade. Não para alimentar guerrilhas entre professores, ministério, mas para reforçar um sistema que deve ser, acima de tudo, justo, transparente e credível.

Porque o verdadeiro problema nunca é um erro isolado.

O verdadeiro problema é quando um erro deixa de ser uma exceção e passa a gerar desconfiança.

Se desta polémica resultar um processo de revisão séria dos mecanismos, então alguma coisa de positivo poderá nascer desta “barraca”.

Caso contrário, estaremos apenas a adiar a próxima.

E isso, para um sistema educativo que vive da confiança de toda a sociedade, seria a pior classificação possível.

 

Ministro da Educação chumbou em matéria de digitalização e “tem de assumir responsabilidades”

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Procedimento de recrutamento externo

 

Está disponível para consulta a lista de procedimentos de recrutamento externos dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas.

Lista dos AE/EnA com procedimento de recrutamento externo

 

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Novo ano lectivo com um novo decreto-lei de autonomia e gestão das escola e um novo estatuto do director

O próximo ano lectivo deverá iniciar-se com um novo modelo de autonomia e gestão das escolas e com um novo estatuto dos directores escolares. É essa a expectativa de Fernando Alexandre, que vai reunir a 13 de Julho com as entidades que representam os directores: Conselho das Escolas, ANDAEP e ANDE. “Queremos que as escolas tenham mais autonomia e tenham mais capacitação para ter essa autonomia. Temos agendada uma reunião para anunciarmos esta mudança. O objectivo é iniciar o novo ano lectivo com um novo decreto-lei e um novo estatuto do director.”

Escolas terão um novo modelo de gestão e automonia e directores terão um estatuto

 

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Novas normas de funcionamento do Desporto Escolar

Estabelece as normas de funcionamento do Desporto Escolar para o ciclo de implementação 2026-2028, no âmbito da Estratégia Nacional para o Desporto Escolar 2026-2036.

Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho

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Que Alterações São Propostas na Educação Inclusiva?

Neste documento que está em consulta pública até ao dia 17 de julho.

 

Segundo a Claude.ai que analisou todas as versões. O quarto documento é uma proposta de novo decreto-lei (ainda em versão preliminar para discussão pública) que substitui integralmente o regime atual — DL 54/2018 + Lei 116/2019 + DL 62/2023 — por um texto novo e já republicado em anexo. Eis o que traz de efetivamente novo:

1. Acaba com o “Centro de Apoio à Aprendizagem” como espaço físico

O próprio preâmbulo assume isto como motivação central: a aplicação do DL 54/2018 levou a que o CAA se tornasse um espaço físico segregado, contrariando a intenção original. A proposta revoga integralmente o artigo 13.º e substitui-o pelo conceito de “estrutura integrada de apoio à aprendizagem e à inclusão” (novo art. 5.º), de natureza transversal e não circunscrita a um espaço — reforçando explicitamente a centralidade da sala de aula.

2. Um instrumento único substitui três documentos

Talvez a mudança mais prática: o Relatório Técnico-Pedagógico + Programa Educativo Individual + Plano Individual de Transição são fundidos num único instrumento, o PDI (Plano de Desenvolvimento Integral) — dinâmico, único, acompanhando a criança desde a sinalização até à transição pós-escolar. O art. 24.º (PEI) é revogado; o RTP desaparece enquanto documento autónomo.

3. Nova arquitetura institucional (intersectorial)

São criadas/renomeadas várias estruturas que não existiam assim no regime atual:

  • EMAEI — sucede à “equipa multidisciplinar”, agora com “Gestor de Apoio à Inclusão” próprio
  • ELAI (Equipas Locais de Apoio à Inclusão) — estrutura totalmente nova, articulando educação/saúde/segurança social a nível local
  • SNAI (Sistema Nacional de Apoio à Inclusão) — novo sistema de coordenação multinível (Coordenador Nacional, Comissão de Coordenação Nacional, Subcomissões Regionais/SCR, Núcleos de Supervisão Técnica/NST)
  • CCAI — substitui os CRTIC
  • Escolas de suporte ao SNAI — substituem as “escolas de referência para a intervenção precoce”

Isto formaliza uma lógica intersectorial que antes era mais difusa (referências pontuais à equipa de saúde escolar, CPCJ, etc.).

4. Reforço dos direitos e vias de recurso dos pais

Novo mecanismo: se os pais discordarem das medidas seletivas/adicionais e se esgotarem os mecanismos de mediação, podem requerer reapreciação junto das SCR (art. 4.º, n.º 5) — via de recurso que não existia.

5. Conceitos novos/reforçados nas definições

  • DUA (Desenho Universal para a Aprendizagem) passa a ter definição formal própria
  • “Bem-estar” entra como novo princípio orientador (art. 3.º)
  • “Barreiras à aprendizagem” passa a incluir explicitamente a dimensão linguística
  • Adaptações curriculares significativas passam a ser qualificadas como de “carácter excecional”

6. Alargamento das adaptações de avaliação

Mantém e alarga o que o DL 62/2023 já tinha introduzido (dislexia e perturbação específica da linguagem) e acrescenta novas modalidades: provas digitais com/sem figuras, provas ampliadas, prestação à distância de provas de aptidão profissional.

7. Fundamentação explícita no preâmbulo

O diploma invoca diretamente um estudo de avaliação externa (“Avaliação da Educação Inclusiva”, PESSOAS 2030, relatório final de dezembro de 2025) que, decorridos oito anos, concluiu que os problemas não são conceptuais mas de operacionalização — daí a opção por reformar em vez de manter o regime atual.

8. Revogações e produção de efeitos

Revoga expressamente os arts. 10.º/4/c), 11.º/2/b) e /3/f), 12.º/9/f), 13.º, 24.º, 27.º/4, 31.º, 35.º e 36.º/1-2 do DL 54/2018; entra em vigor no dia seguinte à publicação mas só produz efeitos a partir do ano escolar 2026/2027, com regime transitório (PDI só obrigatório para novas sinalizações nesse ano; RTP/PEI/PIT antigos mantêm-se até final desse ano letivo).


Em suma: não é uma alteração pontual como as de 2019 e 2023 (que mexeram em números/alíneas isolados) — é uma reformulação estrutural, com nova terminologia, nova arquitetura de governança intersectorial (SNAI/ELAI) e simplificação documental (PDI), justificada por uma avaliação de implementação de oito anos.

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Consulta Pública – 𝗔𝗹𝘁𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝗼 𝗥𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗝𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗮 𝗘𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗜𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗮

Até 17 julho 2026

Encontra-se em consulta pública – até 17 de julho de 2026 – o projeto de diploma que procede à segunda alteração do regime jurídico da educação inclusiva, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho.

A presente consulta pública tem como objetivo recolher contributos de cidadãos, profissionais, entidades e demais interessados, com vista ao aperfeiçoamento da proposta de diploma.

 

https://www.consultalex.gov.pt/Portal_Consultas_Publicas_UI/ConsultaPublica_Detail.aspx?Consulta_Id=395

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Mobilidade Interna RAM

 Lista ordenada provisória de candidatos admitidos e de candidatos excluídos – Ano Letivo 2026/2027

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Amanhã é dia de receber a terceira tranche da recuperação do tempo de serviço

Amanhã, 1 de julho de 2026, concretiza-se mais uma etapa da recuperação do tempo de serviço dos docentes, com a contabilização da terceira tranche da RITS (Recuperação Integral do Tempo de Serviço).

De acordo com o Decreto-Lei n.º 48-B/2024, na redação introduzida pelo Decreto-Lei n.º 15/2025, a recuperação do tempo de serviço cuja contagem esteve suspensa é efetuada de forma faseada, nos seguintes momentos:

  • 1 de setembro de 2024 – 599 dias;
  • 1 de julho de 2025 – 598 dias;
  • 1 de julho de 2026 – 598 dias;
  • 1 de julho de 2027 – 598 dias.

Assim, a partir de amanhã, será contabilizada mais uma parcela de 598 dias, que deverá produzir efeitos na carreira dos docentes abrangidos, nomeadamente para efeitos de posicionamento e progressão, nos termos legalmente previstos.

Esta é a terceira de quatro fases do processo de recuperação do tempo de serviço congelado, ficando a última tranche agendada para 1 de julho de 2027, data em que ficará concluída a recuperação prevista no diploma.

Os docentes que, em consequência desta nova contabilização, reúnam os requisitos para mudança de escalão deverão acompanhar a atualização da sua situação junto dos respetivos serviços administrativos, verificando se existem procedimentos adicionais a desencadear, quando aplicáveis.

Amanhã assinala-se, assim, mais um marco num processo há muito reivindicado pela classe docente e que continua a produzir efeitos na evolução das carreiras.

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Alegria por ir de férias? – Alfredo Leite

 

Os docentes são mais que isso …

… há alívio, descarga emocional, saudade dos alunos, irritabilidade residual e uma espécie de silêncio interior depois de meses a funcionar em modo de resposta permanente …

A pesquisa aponta para isto: em Portugal, segundo a nota nacional do TALIS 2024 da OCDE, 26% dos professores dizem sentir muito stress no trabalho, 16% dizem que o trabalho afeta muito a sua saúde mental e 13% dizem que afeta muito a saúde física.

Ao mesmo tempo, 94% declaram satisfação global com a profissão, o que mostra uma tensão muito importante: muitos professores gostam profundamente de ensinar, mas estão desgastados pela forma como têm de ensinar!

Muitos professores demoram dias a desligar porque o sistema nervoso não muda de velocidade por decreto. O fim das aulas não apaga automaticamente meses de vigilância, planificações, reuniões, conflitos, adaptações, avaliações, mensagens de encarregados de educação e decisões sucessivas.

E atenção … “Devia estar feliz, mas sinto que ainda ficou tanta coisa por fazer.”

Professores cuidadores tendem a associar descanso a falha moral, como se parar fosse abandonar os alunos. Mas descanso não é desistência. É manutenção do instrumento de trabalho.

No caso do professor, o instrumento de trabalho não é o quadro, o computador ou o manual… é o próprio sistema nervoso…

 

Alfredo Leite

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Amanhã fecha a porta. E depois?

Amanhã será um dia simbólico para a administração da Educação em Portugal. As portas das Direções de Serviços Regionais da DGEstE encerram definitivamente. A partir daí, deixa de existir aquele apoio de proximidade que, durante anos, serviu de ponte entre o Ministério e as escolas. A máquina administrativa concentra-se agora em Lisboa.

A centralização pode fazer sentido nos organogramas. No terreno, porém, o sentimento dominante é outro: um certo vazio.

As escolas habituaram-se a ter interlocutores regionais. Nem sempre resolviam tudo, é certo, mas conheciam os territórios, as pessoas e os problemas. Hoje, essa proximidade desaparece sem que exista ainda um modelo plenamente operacional que a substitua.

Entretanto, as competências continuam a ser transferidas para os diretores escolares, num processo faseado e, por vezes, pouco claro.

A mais recente transferência chegou através de um despacho assinado pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, em 22 de junho, que atribui aos diretores a responsabilidade pela identificação do número e constituição das turmas de cada estabelecimento de ensino, de acordo com as preferências manifestadas nas matrículas e respetivas renovações pelos pais e encarregados de educação.

Na prática, compete agora aos diretores proceder à constituição das turmas, respeitando os limites definidos no Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, e restante legislação aplicável, até ao limite da capacidade de acolhimento de cada escola. A fiscalização do cumprimento destas regras passa para a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), que deverá concluí-la antes do início do ano letivo de 2026/2027.

Mas esta nem sequer foi a primeira vaga de delegação de competências.

Já em 16 de março, através dos Despachos n.os 3423-A/2026 e 3423-B/2026, assinados pelo Presidente da AGSE, várias competências tinham sido delegadas nos diretores. O curioso é que só mais de dois meses depois, em 28 de maio, através da Deliberação n.º 618/2026, o Conselho Diretivo da própria AGSE formalizou a delegação dessas competências no seu presidente. Uma sequência administrativa que dificilmente será apontada como exemplo de simplicidade ou rigor jurídico.

Enquanto isso, a autonomia das escolas cresce… e as responsabilidades também.

O problema é que a capacidade de resposta da administração central não parece acompanhar esse crescimento. A AGSE tarda em responder aos emails enviados pelas escolas e, por telefone, o contacto resume-se frequentemente à indicação de que todas as dúvidas devem ser colocadas… por email.

Também continua por aparecer a tão anunciada plataforma de apoio baseada em inteligência artificial, apresentada pela tutela como um instrumento capaz de responder rapidamente às questões colocadas pelos diretores. Por enquanto, permanece uma promessa.

Assim, as escolas vão exercendo a autonomia possível, muitas vezes recorrendo ao bom senso, à experiência acumulada e à entreajuda entre colegas. Não é propriamente o modelo de governação anunciado, mas é aquele que vai permitindo que o sistema continue a funcionar.

Talvez o segundo semestre de 2026 venha finalmente trazer a clarificação prometida. Está anunciado um novo Estatuto do Diretor, bem como um novo diploma sobre autonomia e gestão das escolas. Ambos poderão definir melhor o equilíbrio entre autonomia, responsabilidade e apoio da administração educativa.

Até lá, os diretores continuarão a fazer o que sempre fizeram: encontrar soluções para problemas que chegam primeiro às escolas e só depois aos gabinetes.

A diferença é que, a partir de amanhã, quando precisarem de bater à porta da antiga DGEstE regional, já não estará lá ninguém para abrir.

E talvez seja precisamente isso que melhor simboliza esta reforma: mais autonomia, sim, mas uma autonomia que continua à procura da rede de apoio que lhe foi retirada antes de estar verdadeiramente substituída.

Perante este cenário, também se compreende que muitas escolas já não recebam de peito aberto comunicados como o divulgado pelo EduQA durante o fim de semana. Quando o quotidiano é marcado pela acumulação de responsabilidades, pela ausência de respostas e pela incerteza administrativa, sobra pouco espaço para discursos otimistas. O que as escolas reclamam hoje não é mais retórica sobre autonomia; é capacidade de decisão acompanhada por uma administração que esteja efetivamente disponível para apoiar quem, todos os dias, assegura o funcionamento do sistema educativo.

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Ministro afirma que correções dos exames decorrem dentro do prazo

Fernando Alexandre assegura que nenhum aluno será prejudicado apesar das falhas registadas na correção digital dos exames nacionais

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𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗳𝗲𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗢𝗳𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗘𝗺𝗽𝗿𝗲𝗴𝗼 – R. A. Açores

Encontram-se disponíveis para consulta, no portal da Direção Regional da Educação e Administração Educativa da R. A. Açores:
– lista ordenada de graduação do Concurso interno de afetação 👉https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/…/afectaca…
– lista ordenada de graduação à Oferta emprego para Contratação a Termo Resolutivo 👉https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/…/contrata…

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Comunicado dos Diretores dos AE/ENA

Os Diretores de Lisboa manifestam a sua estranheza e profundo descontentamento relativamente ao comunicado divulgado pelo Júri Nacional de Exames/EduQA sobre o processo de classificação das provas dos exames nacionais.
Importa recordar que os problemas agora verificados não surgem sem antecedentes. Já nas provas-piloto de ensaio à classificação digital, e de forma ainda mais evidente no exame nacional de Filosofia do ano anterior, foram identificadas fragilidades graves na plataforma, provas que simplesmente não apareciam disponíveis para os professores classificadores, atrasos na sincronização de dados e falhas no acesso ao sistema. Esses episódios constituíram avisos claros de que a infraestrutura tecnológica não estava preparada para uma implementação em larga escala.
Depois de o próprio JNE/EduQA ter reconhecido os constrangimentos técnicos que marcaram o arranque do processo de classificação digital das provas e que determinaram atrasos na disponibilização das respostas aos professores classificadores, causa-nos perplexidade que uma parte significativa do comunicado hoje divulgado seja dedicada a enfatizar as responsabilidades das escolas na atualização da informação relativa aos docentes.
O problema central é inequívoco. A plataforma de classificação digital falhou. As provas não aparecem. Os professores classificadores ficam à espera, sem conseguir aceder ao trabalho que lhes compete realizar. Esta é a questão que deve estar no centro de qualquer comunicação institucional, não o trabalho administrativo das escolas, que foi, como sempre, cumprido.
As direções dos agrupamentos de escolas cumprem, todos os anos, com rigor e elevado sentido de responsabilidade os procedimentos que lhes são solicitados no âmbito do programa ENES, ENEB e MODEB, assegurando a atualização da informação relativa aos docentes, a comunicação das situações de impedimento e a permanente articulação com os agrupamentos do Júri Nacional de Exames.
Por esse motivo, consideramos desadequado que, num momento em que os constrangimentos reconhecidos resultam de dificuldades técnicas e operacionais do novo modelo de classificação digital, o comunicado possa ser interpretado como estabelecendo uma relação entre esses problemas e o trabalho desenvolvido pelas escolas.
As escolas não estiveram na origem dos atrasos verificados. Pelo contrário, têm demonstrado, uma vez mais, uma enorme capacidade de adaptação, reorganizando procedimentos, apoiando os professores classificadores e assegurando, em simultâneo, o encerramento do ano letivo e a preparação do próximo, apesar das sucessivas alterações introduzidas neste processo.
Os Diretores dos Agrupamentos de Escolas de Lisboa defendem que cada instituição deve assumir, com transparência e sentido de responsabilidade, as competências que lhe cabem, preservando uma relação de confiança e de respeito institucional entre todos os intervenientes.
Reiteramos a total disponibilidade das escolas para continuar a colaborar com o Júri Nacional de Exames e com o EduQA, mas entendemos que essa colaboração deve assentar no reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas direções escolares e pelos seus profissionais, evitando comunicações que possam suscitar interpretações injustas quanto ao papel das escolas neste processo.
Num momento particularmente exigente para toda a comunidade educativa, apelamos a que a comunicação institucional seja clara, equilibrada e contribua para reforçar a confiança no sistema de avaliação externa, valorizando o empenho e o profissionalismo de todos aqueles que, diariamente, asseguram o seu funcionamento. Esse reforço de confiança passa, necessariamente, por assumir com clareza onde residem as responsabilidades e, neste caso, residem na plataforma que falhou, não nas escolas que a tentaram utilizar.
Os subscritores,
Adriana Guerreiro, Alberto Veronesi, Amílcar Albuquerque, Ana Lisa Vaz, Ana Noronha, Ana Noronha, Anelia Gurova, Artur Ferreira, Belandina Vaz, Carla Baptista, Carla Monereo, Cristina Maurício, Cristina Sério, Dina Paulino, Fátima Cardoso, João Lourenço, João Paulo Leonardo, José Robalo, José Sendão, Lília Aguiar, Luís Mocho, Maria Caldeira, Nuno Baião, Ricardo Frias, Rosária Alves, Susana Santos, Vasco Gonçalves.

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