Abr 24 2026
IA: são os professores dispensáveis? – Paulo Prudêncio
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Abr 23 2026
Incongruências
Diz o Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março
1 – Delego nos diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, bem como nos presidentes das comissões administrativas provisórias, da rede pública do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a competência para a prática dos seguintes atos:
…
b) Autorizar a antecipação ou o adiamento da matrícula no 1.º ciclo do ensino básico, em situações excecionais devidamente fundamentadas, nos termos legalmente previstos;
Diz o Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril
8 – Em situações excecionais previstas na lei, o membro do Governo responsável pela área da educação, ciência e inovação pode autorizar, a requerimento do encarregado de educação, a antecipação ou o adiamento da matrícula no 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico.
Passaram os Diretores a serem membros do governo?
Deixei sublinhadas as data do Despacho de Delegação de Competências nos Diretores e o Despacho Normativo das matrículas para se perceber bem quanto o MECI anda meio desnorteado.
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Abr 23 2026
Não falta competência. Há coragem para sair do automático… e haja paciência para aturar quem nunca construiu nada mas acha sempre que sabe como devia ser feito – Alfredo Leite
Criticam projetos porque “não se aprende”, mas os alunos estão verdadeiramente envolvidos. E o cérebro, quando está envolvido, aprender e deeenvolve competências.
Semana da cultura. Projetos. Atividades. Pensar, decidir, falhar, negociar, apresentar…
E há sempre os mesmos a dizer: “isso não é escola, é perda de tempo, só a matéria é que importa.”
A aprendizagem significativa acontece quando o cérebro liga emoção, ação e contexto. O conhecimento fixa-se quando é usado, não quando é decorado. Transferência de aprendizagem exige contexto real, não folhas repetidas até à exaustão…
O problema é que isto dá trabalho.
Planear, coordenar, gerir comportamento, ajustar no momento. É mais fácil mandar abrir o manual e depois criticar quem faz diferente.
E os adultos que ficam de fora? E os egos?
Os céticos são previsíveis: não organizam nada, mas têm sempre opinião sobre quem organiza.
E sim, estes projetos têm riscos.
Alunos pouco treinados para participar vão gerar conflitos, dispersão, momentos de caos. Claro que sim.
É precisamente aí que está a aprendizagem que nunca cabe numa ficha: autorregulação, comunicação, responsabilidade em tempo real.
Quem acha que isto é perda de tempo está, no fundo, a pedir uma escola silenciosa… e cognitivamente vazia, não é?
Há dias estive nA EBI Manuel da Maia e vi uma coisa que ainda parece incomodar algumas pessoas: alunos a trabalhar a sério… sem estarem sentados calados a copiar do quadro.
Vi adultos, docentes, diretores e parceiros a darem exemplo de dinamismo e até de vulnerabilidade. Que coragem!
Alguns vão pensar: “isso é giro, mas no exame ninguém avalia projetos”, “os miúdos precisam é de matéria”, “isso é brincar às escolinhas modernas”… a esses nem vale a pena responder, porque não estão interessados em crescer l, estão interessados em ter razão.
Agora, para quem está vivo: aprendizagem profunda exige envolvimento ativo, prática deliberada e contexto significativo.
Saber repetir não é saber usar.
E a escola que só treina repetição está a formar memória de curto prazo com prazo de validade ridículo.
Projetos bem feitos não substituem conteúdos, integram-nos. Obrigar um aluno a aplicar conhecimento em situações reais ativa funções executivas, consolida memória de longo prazo e desenvolve competências que nenhum teste isolado consegue medir: tomada de decisão, autorregulação, comunicação sob pressão.
E sim, dá mais trabalho. Exige professores preparados, atentos, com capacidade de ajustar em tempo real. Ou seja, exige profissionalismo a sério. Não o mínimo olímpico.
Se quer alunos calados, previsíveis e esquecidos em duas semanas, continue só com fichas.
Se quer alunos envolvidos, capazes de pensar e agir, aguente o desconforto dos projetos e aprenda a liderá-los bem.
E uma coisa que irrita muita gente admitir: a escola portuguesa tem professores com capacidade para isto. Não falta competência. Há coragem para sair do automático… e haja paciência para aturar quem nunca construiu nada mas acha sempre que sabe como devia ser feito.
Alfredo Leite
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Abr 23 2026
2.ª Validação (23 e 24 de abril)
Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 – 2.ª ValidaçãoEncontra-se disponível até às 23h59 de 24 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica para efetuar a 2.ª Validação para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
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Abr 23 2026
PEV será ouvido na Assembleia da República
O movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização será ouvido no próximo dia 28 de abril, pelas 15h00, na Comissão de Educação, Ciência e Inovação da Assembleia da República, no âmbito do seu Projeto de Lei que visa corrigir as ultrapassagens na carreira docente.
A audição surge numa fase particularmente relevante do processo legislativo, após a admissão da iniciativa legislativa, subscrita por mais de 24 mil cidadãos, e a conclusão da respetiva nota técnica.
De acordo com esse documento oficial, a iniciativa não suscita quaisquer objeções constitucionais ou regimentais, tendo sido admitida sem reservas. Este dado assume especial importância, uma vez que valida, do ponto de vista jurídico-formal, a proposta apresentada pelo movimento.
O enquadramento técnico reconhece igualmente que a aplicação das regras de reposicionamento, nomeadamente no contexto da legislação em vigor desde 2018, originou situações de ultrapassagem na carreira docente, com impacto significativo em milhares de profissionais. Este cenário deu origem a múltiplas ações judiciais, intervenções do Provedor de Justiça e sucessivas orientações administrativas, evidenciando a persistência do problema.
A nota técnica destaca ainda a existência de jurisprudência consolidada em torno do princípio da igualdade remuneratória, sublinhando que situações em que trabalhadores com maior antiguidade auferem remuneração inferior, sem justificação material, podem configurar violação desse princípio constitucional.
Para o movimento PEV, estes elementos confirmam que estamos perante um problema estrutural, amplamente reconhecido, tanto do ponto de vista jurídico como institucional.
Enquanto porta-voz do movimento, José Pereira da Silva considera que:
“O que está hoje em causa já não é o reconhecimento da injustiça, esse está feito. O que se exige agora é uma decisão política que corrija uma situação que afeta milhares de professores e compromete a equidade na carreira docente.”
A audição parlamentar permitirá ao movimento apresentar diretamente aos deputados os fundamentos da proposta legislativa, num momento que poderá revelar-se determinante para o futuro do diploma.
O PEV considera que este é um passo decisivo num percurso marcado pela mobilização de professores de todo o país, reiterando que a correção das ultrapassagens é essencial para garantir justiça, respeito pelo tempo de serviço e valorização da profissão docente.
José Pereira da Silva
Porta-voz do PEV
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Abr 23 2026
Alguém se lembrou do aluno invisível nos exames e provas MODA?
Há um novo “aluno invisível” nas escolas portuguesas. Não se senta na cadeira, não levanta o braço, não pede para ir à casa de banho. Mas responde, e responde bem. Demasiado bem. É silencioso, eficiente e, ironicamente, pode estar a quilómetros de distância. Bem-vindos à era da prova feita por controlo remoto.
Imaginemos então o cenário: prova de avaliação em curso. Ambiente supostamente controlado. Um aluno pousa o seu computador da chamada Escola Digital sobre a mesa, esse mesmo computador que o Ministério distribuiu com pompa tecnológica e fé pedagógica. Tudo normal. Ou quase.
O que ninguém vê (nem o professor, nem o vigilante, nem o sistema) é que, do outro lado, alguém já entrou. Através de um software de acesso remoto, previamente instalado e discretamente ativo, uma terceira pessoa assume o controlo. O rato move-se sem mãos visíveis. As respostas aparecem com uma fluidez suspeita. O aluno limita-se a assistir — talvez nervoso, talvez aliviado. A prova deixa de ser dele.
E agora? Que meios tem a escola, ou o IAVE, para impedir isto?
A resposta curta é desconfortável, poucos. Ou, sendo mais rigoroso, pouco eficazes sem uma mudança estrutural na forma como se encara a avaliação digital.
Os computadores da Escola Digital, salvo exceções pontuais, não estão configurados como dispositivos de exame seguro. Não há um “modo de prova” universal, inviolável e auditável. Não há garantias de que softwares de acesso remoto, como AnyDesk, TeamViewer ou semelhantes, estejam bloqueados ou sequer monitorizados. E mesmo que estivessem, bastaria um mínimo de engenho técnico para contornar muitas dessas barreiras.
“Ah, mas há vigilância!”, dir-se-á. Sim, há olhos na sala. Mas os olhos humanos não veem processos em segundo plano, nem detectam ligações remotas cifradas. O professor pode suspeitar de comportamentos, rapidez anormal, ausência de interação com o teclado, respostas demasiado “perfeitas”, mas suspeitar não é provar.
E o IAVE? Poderia impor plataformas de exame fechadas, com bloqueio de aplicações, registo de atividade, e até monitorização em tempo real. Poderia, mas isso implicaria investimento.
Passemos então às consequências.
Para o aluno, se apanhado, o cenário é claro, anulação da prova, eventual processo disciplinar, e um registo que dificilmente se apaga da memória institucional. Para a escola, o dano é mais difuso, mas não menos grave: perda de credibilidade, fragilização do processo avaliativo e uma sensação crescente de que o sistema é permeável, para não dizer ingénuo.
Mas há uma consequência mais profunda, quase invisível: a erosão do valor da avaliação. Quando uma prova deixa de garantir que mede aquilo que pretende medir, o conhecimento do aluno, torna-se um ritual vazio. Um teatro onde todos fingem que a nota corresponde a mérito.
E as implicações? São incómodas.
Primeiro, a desigualdade: quem tem acesso a apoio externo (e conhecimento técnico) parte em vantagem. Segundo, a desresponsabilização: o aluno aprende que o sistema pode ser contornado. Terceiro, a desvalorização do esforço honesto: quem estuda vê-se equiparado a quem “subcontrata” a inteligência.
Como evitar, então, que tal aconteça?
Não há solução única, mas há caminhos e exigem coragem.
1. Ambientes de exame seguros: dispositivos configurados exclusivamente para provas, com bloqueio total de software externo e acesso à internet controlado ou inexistente.
2. Plataformas dedicadas: sistemas de avaliação que registam atividade, impedem multitarefa e sinalizam comportamentos suspeitos.
3. Provas híbridas ou presenciais com papel: sim, o velho papel continua a ter uma virtude inegável — não aceita ligações remotas.
4. Avaliação contínua diversificada: reduzir o peso de momentos únicos e apostar em múltiplas evidências de aprendizagem, mais difíceis de “terceirizar”.
5. Literacia digital crítica: não apenas ensinar a usar tecnologia, mas também a compreender os seus riscos e as suas tentações.
6. Responsabilização clara: regras explícitas, consequências aplicadas, e uma mensagem inequívoca de que fraude tecnológica é fraude, ponto.
No fim, a questão não é tecnológica. É cultural.
Enquanto persistir a ideia de que a avaliação é um obstáculo a ultrapassar e não um processo de aprendizagem, haverá sempre quem procure atalhos. A tecnologia apenas sofisticou esses atalhos.
E talvez o mais mordaz disto tudo seja o seguinte: distribuímos computadores em nome da igualdade de oportunidades, mas esquecemo-nos de garantir igualdade nas condições de avaliação. Criámos um sistema moderno na aparência, mas vulnerável na essência.
O aluno invisível não veio do futuro. Foi o sistema que o convidou.
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Abr 22 2026
Calendário Atualizado do Concurso
Termina às 23:59 de hoje a fase do Aperfeiçoamento da Candidatura pelos candidatos ao concurso Interno/Externo.
Amanhã e sexta -feira (23 e 24 de abril) decorre a fase da Validação do Aperfeiçoamento pelas escolas.
Para quem vê este calendário pela primeira vez não de pode espantar que eu tenha colocado interrogado a publicação das listas provisórias para o dia 29 de abril e o início da fase da reclamação para o dia 30 de abril. Estes dias que coloquei interrogados são feitos com base no calendário do concurso que aponta estas duas fases para a segunda quinzena de abril.

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Abr 22 2026
Reserva de Recrutamento 52 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 14 – 2025/2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 23 de abril, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 24 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Listas – Reserva de Recrutamento n.º 52
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Abr 22 2026
Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos
mas são dos mais mal pagos…
Segundo um estudo da OCDE, os portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, seguindo-se depois os professores da Polónia, Croácia, EUA, Chile, África do Sul, Marrocos e Arábia Saudita.
Professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos
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Abr 22 2026
Inícia o Período de Matrículas para Educação pré-escolar e 1.º ano do Ensino Básico
A partir do dia 22 de abril, o Portal das Matrículas abre para o ano letivo 2026/2027, dando-se início ao período de matrículas para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do Ensino Básico.
O processo de matrícula é realizado exclusivamente por via eletrónica, através do Portal das Matrículas.
As matrículas para o ano letivo 2026/2027 decorrem de acordo com quatro períodos distintos, conforme disposto no Despacho n.º 4472 A/2026.
Calendário das matrículas 2026/2027
- Pré-escolar e 1.º ano do Ensino Básico | 22 de abril a 1 de junho
- 6.º ao 9.º ano e 11.º ano | 16 de junho a 29 de junho
- 2.º ao 5.º ano do Ensino Básico | 1 de julho a 13 de julho
- 10.º e 12.º anos do Ensino Secundário | 15 de julho a 22 de julho
O cumprimento rigoroso dos prazos estabelecidos é essencial para assegurar a adequada organização do próximo ano letivo. Recomenda-se, por isso, que os encarregados de educação procedam à submissão dos pedidos dentro dos períodos definidos.
Toda a informação necessária para o correto preenchimento do processo de matrícula ou de renovação de matrícula encontra-se disponível no Portal das Matrículas.
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Abr 22 2026
Vai ser o Caos. Quando quem lidera não se reúne de gente “experimentada”
Há lideranças que nascem de um impulso genuíno de melhorar o mundo, uma vontade quase moral de ordenar o caos com ideias claras, modelos elegantes e planos bem desenhados. No entanto, entre a intenção e a concretização abre-se um espaço silencioso onde tudo pode falhar. Não por malícia, mas por insuficiência.
Quando quem executa conhece apenas o mapa e nunca percorreu o território, tende a confundir coerência teórica com viabilidade real. As decisões parecem sólidas no papel, mas esbarram na fricção invisível do quotidiano, desconhecimento da atividade no terreno e da realidade , imprevistos, resistências humanas, limitações materiais. A prática não invalida a teoria; expõe-lhe as omissões.
Cria-se então um paradoxo discreto, quanto mais refinado o plano, mais dependente se torna de uma execução que exige julgamento, adaptação e experiência (coisa de teóricos), precisamente aquilo que não se aprende em abstração. E assim, o sistema começa a girar sobre si mesmo, produzindo relatórios em vez de resultados.
Talvez o problema não esteja nas ideias, nem sequer nas nas lideranças, mas em quem as lideranças têm à sua volta e a distância entre os dois. Porque liderar não é apenas imaginar o possível, é garantir que alguém, à sua volta, sabe, de facto, torná-lo real e exequível, não enviando para as ruas o Caos.
Tentem lá adivinhar do que é que estou a falar e para quem…
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Abr 22 2026
Houve milhares que quiseram ser professores
O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, esteve reunido com os sindicatos de professores para discutir uma proposta da tutela que prevê a criação de um novo concurso nacional que está sempre aberto para ir dando resposta às necessidades diárias das escolas.
Existem “em Portugal, milhares de pessoas que querem ser professores, mas nós não tratamos bem essas pessoas”, afirmou Fernando Alexandre, dando como exemplo os jovens que, após terminarem o mestrado de ensino, têm de esperar quase um ano para começarem a dar aulas.
“Há muitos candidatos a professores que desistem de ser professores, precisamente porque demoram demasiado tempo a ser colocados numa escola”, disse o ministro em declarações aos jornalistas no final das reuniões sindicais no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente.
A proposta tenta resolver o problema dos alunos sem aulas e de atrair quem está pronto a dar aulas, já que “alguém que acaba o curso de mestrado de ensino pode, no dia a seguir, ir ao Ministério da Educação ver que oportunidades têm para dar aulas. E isto muda completamente”, disse.
Além destes jovens com mestrados em ensino, há “muitos milhares” com habilitação própria, a quem a tutela oferece a profissionalização: “Nós temos muitas pessoas que reúnem as condições para dar aulas de Português, para dar aulas de Inglês, Matemática, Física, mesmo não estando profissionalizados”, lembrou Fernando Alexandre.
A ideia é que este concurso nacional contínuo responda aos pedidos de necessidades temporárias, que “são milhares” e surgem durante o ano em escolas de todo o país, reconheceu o ministro, admitindo que se continua a “demorar demasiado tempo a colocar os professores” deixando os alunos “sem aulas durante muito tempo”.
O que convém que se diga também é isto.
Desde 2005 que consistente se destruiu a profissão docente. Sucessivos governos fizeram-no.
Se demorámos vinte anos a degradar a profissão, não será em dois ou três diplomas, ainda que bem-intencionados, que a vamos recuperar. Serão necessários, no mínimo, outros vinte anos de políticas consistentes, de valorização real e de respeito efetivo pela carreira para que o ensino volte a ser visto como uma escolha desejável e estável.
Até lá, convém abandonar a ilusão confortável de que existem “milhares” à espera de entrar.
Houve milhares que quiseram ser professores. Houve gerações inteiras que escolheram a profissão por vocação, por compromisso cívico, por acreditar que ensinar era construir futuro. Mas esses milhares não são os mesmos que hoje o ministério invoca com aparente tranquilidade. Esses milhares foram, ao longo de duas décadas, submetidos a um processo sistemático de desgaste, desvalorização e, em muitos casos, humilhação profissional.
Foram empurrados para uma precariedade crónica, saltando de contrato em contrato, de escola em escola, de distrito em distrito, adiando vidas pessoais, adiando estabilidade, adiando tudo. Foram alvo de reformas sucessivas que lhes retiraram tempo de serviço, progressões, dignidade. Foram transformados em números, curiosamente, antes de serem descartados como irrelevantes.
Existiram. Foram maltratados. Saíram. E não voltarão apenas porque agora o sistema decidiu, finalmente, funcionar um pouco melhor.
Porque a verdade, essa que não cabe nos comunicados nem nos modelos de concurso, tem memória. E, sobretudo, tem consequências.
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Abr 21 2026
Não é o Conselho das Escolas um Órgão Moribundo?
Deixo aqui este ralhete ao Conselho das Escolas que não passa de um órgão moribundo em 2026 e que já devia ter pedido ao membro do governo que os despachasse de funções. Poderia ter feito isso na reunião que teve hoje com o MECI.
O Decreto Regulamentar n.º 5/2013, de 29 de agosto, define a composição e o modo de funcionamento do Conselho das Escolas (CE) em Portugal. Este órgão consultivo, ligado ao Ministério da Educação, representa os estabelecimentos de ensino público (pré-escolar, básico e secundário).
Diz o Artigo 7.º que o mandato dos conselheiros do CE tem a duração de três anos, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 – Os conselheiros do CE são substituídos no exercício do cargo sempre que percam a qualidade que determinou a respetiva eleição ou por outro motivo que implique a cessação do mandato.
3 – Em caso de vacatura, o conselheiro cessante é substituído pelo primeiro candidato efetivo ou suplente não eleito, na respetiva ordem de precedência da mesma lista, se tal possibilidade não se encontrar esgotada.
4 – Os conselheiros substitutos apenas completam o período do mandato dos conselheiros por eles substituídos.
Ora, a última eleição ocorreu em 2021, tendo sido os resultados homologados no dia 08/11/2021.
A grande maioria dos membros eleitos em 2021 nem se encontra em funções e/ou outros já mudaram de Escola e até de QZP para poderem continuar nas mesmas funções, mas noutra escola, devido à limitação de mandatos na sua escola de 2021.
É que já estamos em 2026 e mais valia extinguir-se de vez este Órgão Consultivo que já não tem qualquer representação.
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Abr 21 2026
A AGSE Mandou um Questionário Para Todas as Escolas Sobre o Mediador Linguístico e Cultural
O presente questionário tem como objetivo recolher informação sobre a implementação desta medida nas Unidades Orgânicas (UO), incluindo as atividades desenvolvidas, as necessidades identificadas e os desafios associados. Procura-se ainda compreender o contributo destes profissionais para a integração dos alunos de nacionalidade estrangeira e para a aprendizagem da língua portuguesa.
O questionário deverá ser preenchido pelo(a) Diretor(a) da Unidade Orgânica (do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada), aconselhando-se a consulta às pessoas dos Mediadores Linguísticos e Culturais ou de outros elementos da comunidade escolar sempre que necessário, por forma a que as suas respostas reflitam com rigor as práticas em curso.
Caso necessite de alterar uma resposta já submetida, poderá fazê-lo através do ícone de edição que acompanha cada pergunta, permitindo corrigir ou atualizar a informação introduzida.
O tempo estimado para o preenchimento do inquérito é de 20 minutos.
Agradecemos, desde já, a sua participação e colaboração, fundamentais para garantir a qualidade dos dados recolhidos e apoiar o desenvolvimento de políticas mais adequadas às necessidades das escolas e dos alunos.
As minhas respostas foram muito rápidas e não devo ter demorado metade do tempo na resposta.
Isto porque tendo 230 alunos estrangeiros na escola que representam 20% do total de alunos não fui contemplado com qualquer mediador linguístico e cultural.
Sabendo eu que escolas em condilçoes idênticas ou inferiores tiveram 1 ou 2 mediadores destes. Também chegaram-me relatos de que uma ou outra escola teve direito a 3 mediadores linguísticos e culturais.
Acontece o mesmo com a abertura de vagas para Técnicos Superiores em que não fui bafejado pela sorte e o campo outros ficou a zero.
Seria interessante conhecer a lista de escolas com os Mediadores Linguísticos e Culturais assim como o número de Técnicos Superiores dados a cada um dos agrupamentos.
E depois de questionada a AGSE a resposta é ZERO.
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Abr 21 2026
Aperfeiçoamento Até ao Dia 22 de Abril (23:59)
Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 – Aperfeiçoamento
Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 22 de abril de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica do Aperfeiçoamento para o Concurso Nacional Interno e Externo, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
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Abr 21 2026
Os Coordenadores de Unidade da AGSE
… dão quase um alfabeto inteiro.
Deliberação (extrato) n.º 480/2026, de 21 de abril
1 – São designados, em regime de substituição, para exercer os cargos de direção intermédia de 2.º grau a seguir indicados, respetivamente, as seguintes personalidades cujas notas curriculares, em anexo ao presente despacho e que dele fazem parte integrante, evidenciam a competência técnica, a aptidão, a experiência profissional e a formação adequadas ao exercício daqueles cargos:
a) O licenciado Luís Manuel Marques Alves, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Apoio ao Conselho Diretivo;
b) O mestre Rui Miguel Cerqueira Menezes Machado, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Desporto Escolar;
c) A mestre Maria Inês Santos de Oliveira Rego Serrano, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Planeamento Organizacional;
d) A licenciada Paula Alexandra Faneca Malveiro de Oliveira Dionísio, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade do Sistema Integrado de Gestão;
e) O licenciado Gonçalo Marques Justino, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Apoio aos Órgãos de Administração e Gestão;
f) A mestre Sandra Filipa Lisboa Caiado, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Prestação de Informação ao Sistema Educativo;
g) A doutorada Maria Emília Pereira da Silva Lopes, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade das Escolas Portuguesas no Estrangeiro;
h) A licenciada Maria de Lurdes Fradique Valente Francela, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Gestão de Pessoas;
i) O licenciado Joaquim da Conceição Jerónimo, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Rede de Centros de Formação;
j) A licenciada Ana Paula Morganho Velez, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Recrutamento e Mobilidade de Docentes;
k) A licenciada Sara Alexandra Vasco da Costa Pereira, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Gestão Financeira;
l) O licenciado Carlos Alberto Marques Dias, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Planeamento Orçamental;
m) A licenciada Susana Rita Caria Gerald Queiroz da Fonseca e Costa, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Aquisições;
n) A licenciada Sónia Cristina Soares Nascimento Pinto, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Contratos no âmbito do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo;
o) A licenciada Ana Maria Lourenço Pereira Marques, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Apoio Jurídico;
p) A licenciada Bertolina Rosa dos Santos Tareco, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Contencioso;
q) A licenciada Olinda Maria da Silva Ramos, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Regimes;
r) A licenciada Vânia Valente Gonçalves Vilela no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Vicissitudes Contratuais e Avaliação de Desempenho;
s) A licenciada Ana Filipa de Cândido Miranda, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Gestão Financeira;
t) A licenciada Ana Sofia da Silva Borges Duarte, no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Tesouraria e Património;
u) O licenciado João Ricardo de Brás Sereno no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenador da Unidade de Gestão de Projetos.
v) A licenciada Maria Margarida Gameiro no cargo de direção intermédia de 2.º grau, como coordenadora da Unidade de Contratação e mobilidade de Técnicos.
2 – Os dirigentes referidos nos números anteriores ficam autorizados a optar pelo vencimento ou retribuição base da sua função, cargo ou categoria de origem, reunidos os respetivos requisitos legais.
3 – A presente deliberação foi aprovada na reunião do Conselho Diretivo da AGSE, I. P., no dia vinte e quatro de setembro de 2025, e produz efeitos:
No dia 1 de dezembro de 2025 relativamente aos cargos identificados nas alíneas a), c), d), e), f), h), i), o), q), r) e s) do n.º 1;
No dia 1 de fevereiro de 2026 relativamente aos cargos identificados nas alíneas j), k), l), m), e n) do n.º 1;
No dia 1 de março de 2026 relativamente aos cargos identificados na alínea b), p), t), u) e v) do n.º 1;
Do dia 1 de fevereiro de 2026 ao dia 31 de março relativamente ao cargo identificado na alínea g).
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Abr 21 2026
Abriu o Aperfeiçoamento da Candidatura
E quem encontrar uma situação semelhante à da imagem seguinte não precisa de fazer mais nada.
Se gostarem de ter o concurso em papel poderão imprimir o recibo, mas ele ficará sempre no SIGRHE.

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Abr 20 2026
Tanto Poderia Ser Melhorado nos Concursos
…que já tenho dado conta ao longo dos anos e que são medidas aceitáveis sem que passe à colocação de hora a hora, podendo manter-se uma colocação de 3 em 3 dias como já acontece agora.
- Concursos dinâmicos onde a qualquer momento poderiam entrar novas candidaturas e cada docente poderia proceder a mudanças de preferências ou até cessar a sua candidatura.
- Isto implicaria que caso um docente fosse colocado e não aceitasse a sua colocação (o que é pratica normal a partir de janeiro) seria penalizado nesse ano e no concurso seguinte.
Já não me acredito que existam estes milhares de pessoas que querem ser professores, conforme acredita Fernando Alexandre. O meu filho que se encontra no 12.º ano contou-me que na turma dele abordaram hoje o tema do prosseguimento de estudos para o ensino superior e que todos na turma se espantaram quando uma única aluna disse que queria ser professora.
Ministro da Educação diz existirem “milhares de pessoas que querem ser professores”
Ministro da Educação quer dois concursos nacionais de professores — um permanente e um contínuo — para reduzir semanas de espera e travar desistências de candidatos.
O ministro da Educação disse esta segunda-feira existirem “milhares de pessoas que querem ser professores” e acabam por desistir por não encontrarem trabalho imediato nas escolas, acreditando que a situação poderá ser corrigida com os novos concursos de colocação.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, esteve esta segunda-feira reunido com os sindicatos de professores para discutir uma proposta da tutela que prevê a criação de um novo concurso nacional que está sempre aberto para ir dando resposta às necessidades diárias das escolas.
Existem “em Portugal, milhares de pessoas que querem ser professores, mas nós não tratamos bem essas pessoas”, afirmou Fernando Alexandre, dando como exemplo os jovens que, após terminarem o mestrado de ensino, têm de esperar quase um ano para começarem a dar aulas.
“Há muitos candidatos a professores que desistem de ser professores, precisamente porque demoram demasiado tempo a ser colocados numa escola”, disse o ministro em declarações aos jornalistas no final das reuniões sindicais no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente.
No mês passado, o MECI apresentou uma ideia aos sindicatos: um concurso nacional que está sempre a decorrer para dar resposta às escolas que subitamente precisam de substituir um docente que adoeceu ou aposentou-se.
A proposta tenta resolver o problema dos alunos sem aulas e de atrair quem está pronto a dar aulas, já que “alguém que acaba o curso de mestrado de ensino pode, no dia a seguir, ir ao Ministério da Educação ver que oportunidades têm para dar aulas. E isto muda completamente”, disse.
Além destes jovens com mestrados em ensino, há “muitos milhares” com habilitação própria, a quem a tutela oferece a profissionalização: “Nós temos muitas pessoas que reúnem as condições para dar aulas de Português, para dar aulas de Inglês, Matemática, Física, mesmo não estando profissionalizados”, lembrou Fernando Alexandre.
A ideia é que este concurso nacional contínuo responda aos pedidos de necessidades temporárias, que “são milhares”e surgem durante o ano em escolas de todo o país, reconheceu o ministro, admitindo que se continua a “demorar demasiado tempo a colocar os professores” deixando os alunos “sem aulas durante muito tempo”.
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Abr 20 2026
Estando a Terminar a Fase da Validação do Concurso
… segue-se agora a fase do aperfeiçoamento da candidatura que terá a duração de dois dias úteis e que deverá ocorrer nos dias 21 e 22 de abril.
Até ao momento não houve qualquer prolongamento do prazo da validação da candidatura que termina às 23:59 de hoje.
Mas como já previ em artigo anterior devem existir muitas candidaturas invalidadas nesta fase, por isso fiquem atentos a partir de amanhã (possivelmente apenas a partir das 10:00) ao vosso estado de candidatura.

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Abr 20 2026
Começou o 3.º Período e o Alarmismo para a Intensificação da Luta da Fenprof
Conforme tinha já sido anunciado durante o mês de março.
Afinal, para o MECI, os quadros de pessoal docente são mesmo para extinguir!
Os mapas de pessoal das escolas são mesmo uma intenção que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) pretende tornar realidade. A ser assim, serão extintos os quadros de pessoal docente.
Nas reuniões que o MECI tem realizado, em todo o país, com Diretores, ficaram dissipadas as dúvidas relativamente à introdução dos mapas de pessoal de escola e o desaparecimento dos quadros de pessoal docente. Na apresentação feita pela AGSE, num slide identificado como “02 – Pilares da Transformação”, no âmbito do redesenhar, otimizar e documentar processos, é o mapa de pessoal da escola, e não o quadro de pessoal docente, a variável considerada.
A este propósito, importa lembrar que os mapas de pessoal decorrem do previsto na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, concretamente nos seus art.ºs 29.º e 30.º. Trata-se de um instrumento de gestão, existente nos serviços desconcentrados, à razão de um por cada unidade orgânica, com a duração de um ano e mediante a proposta de orçamento, onde o recrutamento é garantido por procedimento concursal da responsabilidade da respetiva unidade orgânica e a cessação do posto de trabalho pode ocorrer por reorganização do serviço.
Por sua vez, os quadros de pessoal docente decorrem do Estatuto da Carreira Docente (ECD) em vigor no art.º 25.º e seguintes. Podem assumir a forma de quadro de agrupamento, quadro de escola não agrupada ou quadro de zona pedagógica para preencher as necessidades permanentes e são ocupados através de um concurso, não havendo lugar à cessação do posto de trabalho, pois quando é determinado o encerramento de um lugar de quadro, este só extingue quando vagar.
No processo de revisão do ECD em curso, as propostas apresentadas pelo MECI, relativas ao tema 2, “Habilitação para a docência: recrutamento e admissão”, são omissas relativamente a esta matéria, ou seja, ficam à mercê do que a legislação geral (LTFP) definir. A FENPROF não deixará de confrontar, já hoje, na reunião negocial, o MECI sobre esta situação.
Valorizar o ECD em vigor é necessário e urgente, não torná-lo ainda pior!
Lisboa, 20 de abril de 2026
O Secretariado Nacional
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Abr 20 2026
FAQ’s da Acumulação de Funções e da Equiparação a Bolseiro
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Abr 19 2026
Reforma aos 60 anos para professores e educadores – dignidade, respeito e justiça
Uma petição pública que defende a reforma aos 60 anos para professores e educadores de infância, sem penalizações, reuniu já 19.045 assinaturas e será dirigida ao Presidente da Assembleia da República, com o objetivo de impulsionar mudanças no regime de aposentação destes profissionais.
No documento, os subscritores apelam à criação urgente de um regime específico que reconheça a docência como uma profissão de desgaste rápido. Argumentam que os professores enfrentam níveis elevados de stress, carga burocrática crescente e exigências cada vez maiores no contexto escolar, fatores que, ao longo de décadas, afetam significativamente a sua saúde física e mental.
A petição sublinha que muitos docentes acumulam mais de 35 ou 40 anos de serviço e considera “inaceitável” que sejam obrigados a permanecer em funções até aos 66 ou 67 anos, como atualmente previsto no regime geral. Segundo os proponentes, esta realidade compromete não apenas o bem-estar dos profissionais, mas também a qualidade do ensino e o acompanhamento dos alunos.
Entre as principais reivindicações estão o reconhecimento formal da profissão como de desgaste rápido, a possibilidade de aposentação aos 60 anos sem cortes e a valorização dos longos anos de carreira já cumpridos.
O texto termina com um apelo direto à ação política, defendendo que está em causa “a dignidade de uma classe essencial à sociedade” e alertando para a necessidade de garantir melhores condições para o futuro da educação em Portugal.
Assina Aqui
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Abr 19 2026
Esqueçam as comemorações do 25 de Abril! – Paula Dias
Afinal, a liberdade, alegadamente conquistada pelo 25 de Abril de 1974, parece que não será bem igual para todos!
Na passada semana, ficou a conhecer-se um parecer da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), enviado à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), sobre o financiamento dos Partidos Políticos, em concreto a identidade dos respectivos doadores:
– “A CADA considerou que a divulgação da identidade de doadores de partidos políticos e campanhas eleitorais deve ser restringida, mesmo quando solicitada por jornalistas ou investigadores, por envolver dados pessoais sensíveis que podem revelar convicções políticas, segundo o parecer enviado à ECFP.” (Jornal ECO, em 16 de Abril de 2026).
– “No centro da análise está a natureza da informação em causa. A CADA conclui que a identificação de doadores – associada aos montantes entregues – não é um dado neutro. Pelo contrário, “a associação de um donativo a determinado partido político ou candidatura é, em regra, suscetível de revelar, direta ou indiretamente, as opiniões ou convicções políticas do doador”, integrando assim uma categoria de dados “particularmente sensíveis”. Na sequência desta posição, a ECFP reviu uma prática com cerca de duas décadas e passou a restringir o acesso às listas de financiamento privado.” (Jornal ECO, em 16 de Abril de 2026).
– “A decisão impede, assim, o escrutínio público sobre quem financia os partidos, dificultando a identificação de eventuais conflitos de interesses entre doadores e beneficiários políticos.” (Jornal ECO, em 16 de Abril de 2026).
Em resumo, não pode deixar de causar muita apreensão, a todos os cidadãos, a possibilidade de não se conhecerem os financiadores dos Partidos Políticos e de poderem existirconflitos de interesses entre doadores e beneficiários partidários, sem qualquer escrutínio público.
Num país onde frequentemente falta “maturidade democrática” e onde o lobbying raramente é assumido de forma transparente e lícita, o mais comum é criarem-se teias de interesses, de influências e de pressões, quase sempre exercidas na tentativa de interferir na tomada de determinadas decisões, com o intuito previsível de conseguir obter vantagens ou benefícios, individuais ou de grupo, muitas vezes ilegais e clandestinos.
Num país de “comadres e de compadres”, costuma ser muito fácil resvalar para o estabelecimento de relações duvidosas, obscuras e “perigosas”, frequentemente dominadas por interesses do clientelismo partidário.
Nos termos anteriores, será possível, à partida, confiar na idoneidade, nos princípios éticos e morais, na credibilidade e na boa-fé dos Partidos Políticos e dos respectivos doadores/financiadores?
Com toda a franqueza, confiaria mais numa hiena do que no anterior…
Paradoxalmente, se um cidadão comum receber algum donativo, por transferência bancária, dinheiro ou cheque, superior a 500 euros é obrigado a declará-lo às Finanças, ficando o mesmo sujeito a Imposto de Selo. (Polígrafo, em 29 de Março de 2023).
Apenas ficam isentos casos em que a doação é feita entre o casal, entre pais e filhos e avós e netos. Se a doação for entre irmãos, a mesma não fica isenta: se alguém quiser dar uma prenda superior a 500 euros a um irmão, por exemplo a propósito de uma celebração de casamento ou baptizado, a quantia fica sujeita ao imposto de 10% e deve ser declarada.(Polígrafo, em 29 de Março de 2023).
Portanto, parece que as obrigações do cidadão comum, relativas a donativos, serão bem diferentes das dos Partidos Políticos, se o referido parecer da CADA passar a vigorar.
A identificação de doadores, no caso do cidadão comum, não levanta qualquer renitência, ao invés dos Partidos Políticos. Em relação a essa discrepância, pergunta-se: o cidadão comum não terá o direito de saber quem financia os Partidos Políticos? Num regime democrático é aceitável que não se conheçam os financiadores dos Partidos Políticos? Esse eventual encobrimento servirá a quem?
Numa altura em que estamos quase a entrar na “época oficial” das cerimónias públicas e dos incontáveis discursos de circunstância, laudatórios ao 25 de Abril de 1974, sempre quero ver que Partidos Políticos se mostrarão disponíveis para aprovarem na Assembleia da República alterações legislativas que permitam compatibilizar o princípio da transparência do financiamento político com a protecção dos titulares dos dados pessoais.
A Liberdade implica responsabilidade e transparência.
Nenhum cidadão está desobrigado do dever de responsabilidade e de transparência, sem o qual muito dificilmente se poderá usufruir do direito de liberdade.
Os Partidos Políticos, enquanto representantes dos cidadãos, não podem deixar de dar o exemplo na defesa da transparência, do rigor e da honestidade, se pretenderem o respeito dos seus concidadãos.
Aguardemos para ver quantos Partidos Políticos o farão…
Se o referido parecer da CADA passar a vigorar isso significará que não houve da parte dos Partidos Políticos qualquer vontade ou interesse de proceder a alterações legislativas que permitissem aos cidadãos o escrutínio do financiamento partidário.
Se o referido parecer da CADA passar a vigorar isso significará que caminhamos a passos largos para a abolição da transparência em termos de financiamento partidário e que estaremos cada vez mais afastados daquilo que é um regime democrático.
Se o referido parecer da CADA passar a vigorar, então esqueçam as comemorações do 25 de Abril! Ou será que essas comemorações também servirão para disfarçar a falta de Princípios éticos dos Partidos Políticos?
Se o referido parecer da CADA passar a vigorar, estaremos a abrir caminho à “oficialização” da aceitação de eventuaisrelações duvidosas, obscuras e “perigosas”, frequentemente dominadas por certos interesses do clientelismo partidário.
Estaremos, obviamente, também, mais próximos de uma Ditadura, onde o Poder costuma ser exercido de forma discricionária, autocrática e arbitrária e onde as ilegalidades ou ilicitudes pura e simplesmente não existem… Não existemporque a “lei” é feita com esse propósito… Ainda que só para alguns, claro está…
Se o referido parecer da CADA passar a vigorar, então esqueçam as comemorações do 25 de Abril!
Comemorar exactamente o quê?
Que houve um Homem chamado Salgueiro Maia, corajoso e íntegro, que acabou traído, em 2026, pelos Partidos Políticos que representam os seus concidadãos?
E, por favor, não perguntem por quem é que os sinos dobram… Eles dobram por todos os cidadãos que (ainda) acreditam numa Democracia pautada pela Ética, desde logo ados Partidos Políticos… O assunto é efectivamente grave e merece a atenção de todos os que (ainda) se preocupam com o estado da nossa pretensa Democracia.
E, por favor, não perguntem o que é que este assunto tem a ver com Educação ou com Escola Pública…
Será possível exigir transparência, rigor, ética, honestidade à Escola Pública e não o fazer, também, em relação aos Partidos Políticos?
Ainda para mais sabendo que as medidas educativas dependem, sobretudo, de Partidos Políticos?
Paula Dias
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Abr 18 2026
Afinal Não É Tão Grave Assim
Esta notícia do JN que transcrevi para este artigo.
Fui contactado por docentes do referido Agrupamento dando conta que por força da realização das Provas Ensaio, conjugado com a Greve da Função Pública e porque dois avisos de greve estavam em simultâneo foi encontrada esta solução para os vigilantes das provas poderem ou não ser substituídos.
Caso o vigilante da prova ensaio declarasse estar a faltar por qualquer motivo (que não a greve) seria substituído, mas se não comunicasse nada considerava-se que estaria em greve e não entraria o suplente da prova ensaio como determinam as regras do pré-aviso de greve so STOP..
Considerei até um bom procedimento para clarificar a existência de destas duas greves em simultâneo, mas que de nada serviu para que as provas de ontem nesse agrupamento se realizassem.
Fica aqui o esclarecimento da situação passada neste Agrupamento.
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Abr 18 2026
Crónica de uma formação contínua – João André Costa
Há em Portugal, como há tantas coisas em Portugal, e, aliás, há tudo em Portugal incluindo não só a árvore dos Patafúrdios, mas também uma engrenagem invisível a exigir aos docentes, na delicadeza burocrática de um carimbo, uma formação contínua e incessante, eterna, e o saber, ou a falta dele, é uma dívida para sempre por saldar.
Dizem-lhes: é um direito e um dever. E a frase, tão redonda, tão perfeita, é uma armadilha.
É uma patranha. Das grandes.
Porque se o direito vem com o reconhecimento, já o dever é esta hera a crescer pelas paredes da vida, a nossa vida tantas vezes espoliada e vilipendiada noite dentro e depois das horas de trabalho, quando o corpo, e com o corpo a cabeça, grita por silêncio e repouso.
Qual repouso? Não há repouso.
A lei, discreta como um burocrata a evitar olhar-nos de frente, sublinha ser a formação contínua essencial para a qualidade do ensino, para a melhoria dos resultados, para o aperfeiçoamento permanente do docente.
E ninguém discorda.
E todos anuem.
Atire a pedra o primeiro professor contra o aperfeiçoamento!
E o problema não está na ideia, mas na geografia da mesma: cursos espalhados pelo país, inscrições pagas do próprio bolso, deslocações a somar quilómetros como contas de um rosário, horas roubadas ao jantar, aos filhos, ao sono.
Professores a conduzir a noite, faróis como pequenas confissões na estrada a caminho de uma outra escola ou um qualquer centro de formação no meio de um baldio no meio de nenhures, Bem-Vindo a Nenhures, para ouvir falar de metodologias activas enquanto o sono cabeceia contra a parede mais o meu reino por uma cama, o meu reino por uma cama e o meu reino por uma cama agora.
Uma formação independente das necessidades da escola e dos alunos, ao invés liberalizada e transformada num verdadeiro mercado pago por quem ensina para poder progredir na carreira. E há nisto há qualquer coisa de ironicamente cruel: para ensinar melhor é preciso primeiro sobreviver ao sistema concebido para ensinar melhor.
Depois atravessamos o mar, esse intervalo salgado a separar não só territórios, mas maneiras de pensar, e encontramos o Reino Unido, onde a palavra formação não vem carregada de culpa, mas de calendário.
Ali, cinco dias por ano, cinco dias inteiros, são retirados às aulas como quem abre as janelas de uma casa fechada. Chamam-lhes “INSET days”, dias sem alunos, dias nos quais os professores continuam a trabalhar mas trabalham para si próprios, para a escola, para o colectivo. Não são horas clandestinas roubadas à noite, são horas reconhecidas, inscritas no tempo de serviço e no horário de trabalho.
Nesses dias, a escola pára para pensar. A Direção observa, escuta, decide quanto faz falta aprender, não por capricho mas por necessidade real, alinhando a formação com os alunos, com as dificuldades concretas, com o futuro possível daquela comunidade. Não é o professor quem anda à procura da formação como quem procura água no deserto, é a formação ao encontro da escola numa resposta organizada.
E talvez o mais estranho para nós seja isto: não pagam por isso. Não pagam para aprender aquilo exigido pelo sistema. Não atravessam o país em peregrinação pedagógica. Estão no seu horário, no seu espaço, no seu lugar.
E no meio disto tudo fica uma pergunta por enunciar em voz alta, talvez por pudor, talvez por hábito: desde quando o tempo dos professores não tem valor? Desde quando alguém confundiu vocação com disponibilidade infinita?
E assim, os professores neste Portugal dos Pequenitos, continuam a ensinar, com uma coragem silenciosa, quase teimosa.
O contrário é esta ideia a preto e branco e em papel à espera da sua hora lusitana: cinco dias por ano, cinco dias apenas, um gesto de respeito, uma pausa para reconhecer como ensinar também é aprender, e aprender não é um castigo.
João André Costa
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Abr 17 2026
Saber Que Isto Não Se Pode Fazer É Básico
Agrupamento de Alcanena pede a professores que comuniquem adesão à greve
A diretora do Agrupamento de Escolas de Alcanena, Ana Cláudia Cohen, enviou um email aos professores da Escola Básica Dr. Anastácio Gonçalves a pedir que estes comunicassem, até à primeira hora letiva da manhã desta sexta-feira, se iriam aderir à greve. A denúncia foi feita ao JN por um docente do estabelecimento de ensino do distrito de Santarém. A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avisa que “nenhum professor está obrigado a comunicar que vai fazer greve”.
“O email que nos foi enviado ontem [quinta-feira] à tarde indicava que hoje [sexta-feira] eram as provas-ensaio, as Provas de Monitorização da Aprendizagem [ModA], para o 4.º ano, e que quem fosse faltar devia avisar até ao fim do primeiro tempo da manhã de hoje, para não comprometer a realização das provas”, explicou ao JN o professor, que preferiu manter o anonimato.
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Abr 17 2026
Reserva de Recrutamento 51 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 13 – 2025/2026
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 20 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de abril de 2026 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Listas – Reserva de Recrutamento n.º 51
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Abr 17 2026
Diretores temem cometer erros nos concursos de professores
Também sugiro eu que o período de validação possa ter mais uns dias evitando-se assim asneiras neste processo.
Diretores temem cometer erros nos concursos de professores
Queixam-se de falta de formação para novas funções de validação do tempo de serviço prestado pelos docentes no ensino privado.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) transferiu para os diretores de escolas a competência de certificar o tempo de serviço prestado pelos professores no ensino particular e cooperativo para efeitos de concurso, mas os responsáveis escolares queixam-se de falta de formação e temem cometer erros que deem azo a ultrapassagens ilegítimas.
“Os serviços do MECI levavam meses a validar os documentos das escolas, enquanto nós tivemos cerca de cinco dias para o fazer no concurso que decorre até segunda-feira. Não tivemos formação, o apoio da tutela é feito só por email, e temos receio de cometer erros com consequências nas colocações e na entrada nos quadros”, disse ao CM Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Viso, em Viseu. “Como é que eu verifico se uma declaração digitalizada é verdadeira? Telefono às escolas para saber se o professor trabalhou lá? Tenho quase 90 candidaturas”.
Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, também se queixa de “falta de formação”. “Podemos incorrer em alguma desconformidade e temos a Inspeção de Educação sobre nós ou, quiçá, o Ministério Público”, afirmou, lamentando que os diretores tenham “mais responsabilidade mas sem a correspondente compensação”. O novo estatuto do diretor, com aumento do valor do suplemento, tinha sido prometido pelo ministro para janeiro, mas foi adiado para o segundo semestre. O CM questionou o MECI mas não obteve resposta.
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Abr 16 2026
Amanhã
Há Greve da Função Pública e Prova Ensaio do 4.º ano de Matemática.
Até é muito possível que a Prova Ensaio seja um motivo para que haja uma maior adesão à greve nas escolas do 1.º Ciclo.
Amanhã veremos.
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Abr 16 2026
Antecipadamente, Prevejo o Maior Número de Invalidações de Candidaturas Desde Sempre
Pelo que me vou apercebendo este ano deve bater qualquer record no número de candidaturas invalidadas numa primeira fase num concurso nacional de professores.
São razões muitos objetivas para que isto vá acontecer:
- Ausência de um manual de candidatura para o concurso Interno/externo;
- Passagem para as escolas das validações dos tempos de serviço prestado no Ensino Particular e Cooperativo;
- Ausência de um canal de comunicação eficaz entre docentes e MECI.
O próprio MECI que avalie esta fase de candidatura e corrija no futuro o erro que está a cometer.
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Abr 15 2026
A FAQ 3 do Procedimento Concursal Comum
Tem uma pequena alteração .
Se a FAQ 2 dizia que que a Avaliação Psicológica seria realizada pela DGAEP, sendo os custos suportados pela AGSE agora passa a dizer isto na FAQ 3.
Devem estar ainda a definir quem faz o que em cada agência.

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Abr 15 2026
Audição na AR da AJDF
AJDF – Contribuição para o Estatuto da Carreira Docente na Audição da Comissão de Educação e Ciência da AR.
Audição
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