AFJ apresenta proposta legislativa na AR

A AFJ vai apresentar um proposta legislativa na Assembleia da República, amanhã, numa ronda de reuniões com os grupos parlamentares sobre o ECD.

Screenshot

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/afj-apresenta-proposta-legislativa-na-ar/

E De Tarde Lá Enviaram as Credenciais da Prova 92

… mas ainda não estão disponíveis os items digitalizados para classificação e por isso alguns agrupamentos de exames não as terão enviado.

E o prazo limite da classificação foi adiado para dia 20 de maio.

Começo a desconfiar que a data para afixação das pautas da 1.ª fase previstas para o dia 14 de julho de 2026 podem ficar em causa com estas experiências do EduQA.

O que vale é que a AGSE faz um convite público à manifestação de interesse para o desempenho de funções no Conselho Diretivo do EduQA, IP.

Pode ser que lá fique alguém competente.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/e-de-tarde-la-enviaram-as-credenciais-da-prova-92/

O Conselho das Escolas ficou sem casa e ninguém chamou o dono (outra proposta de organização)

Uma proposta de representação proporcional assente nas Comunidades Intermunicipais, porque o território importa e os números também

 

O mandato do atual Conselho das Escolas terminou. Terminou e ficou por aí. A entidade agora responsável por desencadear um novo processo eleitoral, a Agência de Gestão e Serviços Educativos, AGSE, I.P., não deu ainda qualquer sinal público de que a questão existe ou de que alguma vez entrou na sua lista de prioridades. O silêncio é institucional, mas o problema é político: sem Conselho das Escolas com mandato válido, os diretores do país ficam formalmente sem voz nos processos de consulta que a lei prevê.

O modelo anterior assentava numa lógica territorial que já não corresponde ao que existe. O mapa foi refeito. Os antigos dez Quadros de Zona Pedagógica deram lugar a 63 novas zonas de provimento, criadas em função de uma arquitetura de gestão de recursos humanos docentes completamente diferente. Mas há uma alternativa territorial ainda mais sólida, mais estável e com competências formais na área da educação: as Comunidades Intermunicipais. São 23 entidades no continente — 21 CIM e as duas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto — e correspondem às NUTS III, o nível intermédio do território onde já se tomam decisões sobre redes educativas, transportes escolares e oferta formativa.

A proposta que aqui se apresenta é simples na sua lógica e exigente nos seus fundamentos: representação proporcional ao número de unidades orgânicas de cada entidade intermunicipal. Cada CIM elegeria um ou mais representantes para o Conselho das Escolas em função do peso relativo da sua rede escolar pública. A fórmula aplicada é o quociente de Hare com garantia de mandato mínimo de um representante por entidade, assegurando que mesmo as CIM com menor dimensão escolar têm voz no órgão nacional. O eleitorado de cada entidade seria exclusivamente composto pelos diretores das unidades orgânicas dessa mesma CIM. As candidaturas seriam unipessoais. O processo decorria em plataforma digital com autenticação restrita por entidade intermunicipal.

Com base nos dados da rede escolar pública do continente para o ano letivo de 2024-2025 (Portaria n.º 116/2025/1, de 17 de março), o universo de referência é de aproximadamente 775 unidades orgânicas distribuídas pelas 23 entidades intermunicipais. Aplicada a fórmula proporcional, o Conselho das Escolas assim constituído teria 27 membros, com a seguinte distribuição:

 

Entidade Intermunicipal NUTS II UO % Mandatos
AM do Porto Norte 113 14.6% 3
CIM do Cávado Norte 41 5.3% 1
CIM do Ave Norte 39 5.0% 1
CIM do Tâmega e Sousa Norte 52 6.7% 1
CIM do Alto Minho Norte 30 3.9% 1
CIM do Alto Tâmega Norte 10 1.3% 1
CIM do Douro Norte 19 2.5% 1
CIM de Terras de Trás-os-Montes Norte 14 1.8% 1
CIM Região de Aveiro Centro 39 5.0% 1
CIM Região de Coimbra Centro 46 5.9% 1
CIM Região de Leiria Centro 26 3.4% 1
CIM Viseu Dão Lafões Centro 35 4.5% 1
CIM Beiras e Serra da Estrela Centro 24 3.1% 1
CIM Beira Baixa Centro 11 1.4% 1
CIM do Médio Tejo Centro 21 2.7% 1
CIM do Oeste Centro 28 3.6% 1
AM de Lisboa AML 126 16.3% 3
CIM da Lezíria do Tejo AML/Alentejo 19 2.5% 1
CIM do Alentejo Central Alentejo 18 2.3% 1
CIM do Alto Alentejo Alentejo 14 1.8% 1
CIM do Baixo Alentejo Alentejo 12 1.5% 1
CIM do Alentejo Litoral Alentejo 8 1.0% 1
CIM do Algarve Algarve 30 3.9% 1
TOTAL CONTINENTE 775 100% 27

Fontes: Portaria n.º 116/2025/1, de 17 de março (rede escolar 2024-2025); IGeFE — cartografia da rede educativa; Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro (entidades intermunicipais). UO = unidades orgânicas (agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas). Fórmula: quociente de Hare com garantia de mínimo 1 mandato por entidade.

 

Este modelo apresenta vantagens estruturais que o modelo anterior não tinha. As CIM são entidades com existência legal estável, com competências expressas em matéria educativa, e com legitimidade democrática indireta decorrente dos municípios que as compõem. A ancoragem do Conselho das Escolas na malha das entidades intermunicipais daria ao órgão consultivo uma relação territorial mais rica, mais próxima da realidade de quem gere escolas, e menos dependente de divisões administrativas criadas para efeitos de colocação docente. Haveria também uma vantagem prática: as CIM já têm estruturas de comunicação, bases de dados de escolas e interlocução regular com os municípios, o que facilitaria a organização do próprio processo eleitoral.

Naturalmente, qualquer modelo proporcional produz assimetrias. A Área Metropolitana de Lisboa, com cerca de 126 unidades orgânicas, teria direito a três representantes, o mesmo número que o Tâmega e Sousa, com 52. Essa diferença é intencional: um sistema que delegasse toda a influência nas maiores CIM deixaria as regiões do interior sem peso efetivo no órgão consultivo. O mandato mínimo garantido por entidade é, precisamente, o mecanismo de correção dessa tendência centralizadora que qualquer proporcional pura tende a produzir.

O processo eleitoral seria conduzido através de uma plataforma digital criada para o efeito, com acesso autenticado por entidade intermunicipal, candidaturas unipessoais submetidas em período definido, votação restrita aos diretores de cada CIM, e apuramento transparente e público. Nada que exceda a capacidade técnica da administração educativa portuguesa, desde que essa capacidade seja efetivamente mobilizada.

Resta uma nota final, inevitável. Organizar um processo eleitoral com 23 entidades intermunicipais, uma plataforma digital dedicada, cadernos eleitorais por CIM, validação de candidaturas e apuramento descentralizado é, como todos reconheceremos, uma tarefa que exige uma capacidade organizacional verdadeiramente excecional. O tipo de capacidade que tem sido, como sabemos, a marca distintiva da administração central da educação em Portugal. Por isso aguardamos, com a serenidade costumeira de quem já viu muita coisa, que a AGSE, I.P. nos surpreenda — e que o faça antes de o próximo mandato também terminar sem que ninguém se tenha apercebido.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/o-conselho-das-escolas-ficou-sem-casa-e-ninguem-chamou-o-dono-outra-proposta-de-organizacao/

A Digitalizadora do EduQA Não Funciona?

É que o período de classificação das provas ensaio de matemática já vai a meio e até hoje ainda não vieram as credenciais dos classificadores para a classificação das provas.

Lembro que este ano as escolas tiveram de enviar para “Lisboa” as provas em papel em envelope inviolável.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/a-digitalizadora-do-eduqa-nao-funciona/

Motoristas e juristas nas escolas, sem que nunca tenham trabalhado numa…

Lista provisória de recolocação dos profissionais que estão nas direções de serviço regionais da DGEstE foi conhecida a 23 de abril, apanhando de surpresa os próprios e os diretores das escolas que os vão receber

Fim das direções regionais da DGEstE coloca motoristas e juristas nas escolas, sem que nunca tenham trabalhado numa. “Não fomos tidos nem achados”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/motoristas-e-juristas-nas-escolas-sem-que-nunca-tenham-trabalhado-numa/

BATOTAS NO CONCURSO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL… – Luis Sottomaior Braga

 

(Os políticos é que são todos aldrabões e adeptos de esquemas, os outros portugueses são todos uns puros e incorruptos, a não ser que consigam ser outra coisa). Nota: texto longo, que batotas com milhares, exigem esforço para as desmontar.

IDEIA 1. FACTO.

Somos OPOSITORES ao concurso docente porque este é “todos CONTRA todos” para as vagas que existirem.

Estar no concurso é estar numa posição jurídica contra a dos outros concorrentes….

Se alguém for ao concurso com batota, para ter vantagem, está sempre a prejudicar alguém. Essa vantagem não é inocente e pura, há sempre alguém prejudicado, porque alguém é ultrapassado.

Se forem muitos com batota, prejudicam muitos e inquinam tudo.

E isso não pode passar em claro.

IDEIA 2. MEMÓRIA.

Há muitos anos, estive envolvido numa luta para que o desempate da graduação do concurso docente fosse feito à milésima (o que resultava em não haver quase empates).

Até aí, eram muito frequentes, o que resultava em que o concurso não fosse já, na prática, por graduação, mas só por tempo de serviço.

Ordenados só à décima, os concorrentes empatavam muito e o critério para desempatar era ter mais tempo de serviço.

Isso resultava em que os que tivessem melhor nota fossem sempre os últimos nos grupos de empatados.

Porque lembro isso? Porque, então, numa coisa que não suscita hoje dúvidas a ninguém, e de que já quase ninguém se lembra, me tentavam calar com o argumento de que estava a “por professores contra professores”.

Ora isso é a definição do que é um concurso. TODOS CONTRA TODOS para chegar às vagas disponíveis.

Todos contra todos, com regras.

Na busca da justiça comparativa e não na lei da selva e da imposição pela “força de sermos muitos”.

A minha solução (desempate à milésima) não me “punha em primeiro”, mas era justa.

A outra, além da batota de violar regras legais, com um despacho feito então à medida, era injusta porque beneficiava um dos termos da equação da graduação contra outro: aumentava o peso do tempo de serviço, quando a fórmula dizia que era 1 valor de nota por cada valor de nota e 1 valor por cada ano e não mais.

Só que os batoteiros eram muitos e diziam que justa, justa era a sua batota…

O problema, agora, é o mesmo nos grupos 910, 920 e 930: os batoteiros são muitos e o desleixo das escolas, que validam de tudo, agrava o caso.

IDEIA 3. O QUE É SER ESPECIALISTA?

A lei e a lógica dizem que para se ser especializado em alguma profissão se tem de ter experiência dela, antes de obter a especialização certificada.

Um médico especialista tem de ter alguma experiência de médico. O mesmo para os enfermeiros. Um jornalista especializado fez jornalismo generalista antes de se especializar. Etc, etc.

Um professor especialista convém que, antes de lhe darem o título de especializado em alguma coisa, tenha tido alguma prática de professor.

Por exemplo, eu sou especializado em Administração Escolar. Para tirar o curso sujeitei-me, em 2003, a uma avaliação à entrada em que se exigia 5 anos de experiência docente e, na Lei, diz-se para se ser dirigente, é preciso 5 anos de experiência.

Se os diretores são, em média, fracos (até validam batotas….) imaginem se tivessem zero dias de escola a trabalhar….

IDEIA 4. BATOTAS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL.

O que vale para a Administração Escolar vale também para a Educação Especial.

A lei exige que, para se tirar (para se frequentar) o curso de Educação Especial, se tenha uma experiência mínima de escola (5 anos) e profissionalização noutro grupo.

Como se vai ser especialista de uma área especial com zero dias de trabalho na profissão?

O Ministério ignora, torpedeia a lei e anda a aceitar isso. Mal. E todos os que concorrem contra os batoteiros deviam tomar medidas para proteger os seus direitos. Queixar-se. Estão a defender o concurso e seus princípios.

Aqueles que cumpriram os 5 anos antes do curso (às vezes, reunidos em contratos parciais para depois poderem entrar) veem agora gente que, com zero dias de esforço, atinge o mesmo resultado e até pode contender com os seus direitos.

E os outros, que estão nos seus grupos de origem, sem ir “dar perninhas” à EE, podem ver gente, que não tem realmente condições para se especializar, acabar por ficar à sua frente e em vagas de escolas “a que são opositores”, mesmo que noutro grupo.

Um dia mais tarde, ainda vos ultrapassam mais ainda. Mas como toleraram a batota no princípio, com receio de que queixarem-se “podia parecer mal….”

Muita gente berra muito por isto e para defender a batota, quando alguém se queixa. Porque a batota vale muito e dá fruto.

Mas a barragem de argumentos só mostra a falta de razão.

IDEIA 5. CORRUPÇÃO? “SÓ OS OUTROS…”

Ouço muitos discursos sobre a corrupção e luta contra ela.

A luta começa em não procurarmos vantagens ilegítimas com violações de regras claras.

Não fazer batotas. Os batoteiros acham sempre que não o são e ainda se ofendem quando se diz.

Para se poder concorrer aos grupos 910, 920 e 930 é preciso ter, pelo menos, 5 anos de tempo de serviço noutro grupo (porque só assim se tem o requisito de tempo de serviço para tirar o curso de especialização).

Como explicam então que na lista desses grupos verifique o seguinte:

– no 910, no concurso interno, temos 3374 candidatos, destes, 1030 têm menos que 1825 dias antes do curso (os tais 5 anos) e, destes, 76 candidatos têm 0 dias (nunca deram aulas, mas são validados como especialistas);

– no grupo 920, no externo, temos 1969 candidatos, dos quais, 1120 têm menos de 1825 dias antes do curso e 187 têm 0 dias antes do curso;

– no grupo 930, no concurso interno temos 43 candidatos e destes 17 têm menos que 1825 dias antes. No externo temos 59 candidatos dos quais 9 têm menos de 1825 dias antes.

Temos, assim, mais de 2000 candidatos cuja candidatura aos grupos 910, 920 e 930 nunca deveria ter sido validada, porque não preenchem os requisitos para tirar o curso e para concorrer num grupo especializado.

Uns 250 nunca deram um dia de aulas….

A esta irregularidade, respondem os beneficiados disto, apontando outras, alegadas, de quem se queixa. Isso não interessa nada.

Demonstração pelo absurdo: um homicídio não tem de ser perdoado por ter havido outros homicídios na mesma rua….

Se são muitos os homicidas devem ser ainda mais punidos, para não haver tantos….

A mim não tem nada que apontar: não sou deste grupo e não tenho parentes ou sequer amigos afetados por isto.

Só falo porque é injusto que, violando regras, se possa chegar a ficar melhor colocado, ou até entrar no quadro, contra a justiça e os direitos de outros que as cumprem.

O ministro, homem de bem, que não duvido que tenha preocupação ética, mesmo se discordo dele politicamente, devia ver isto e tomar medidas drásticas. Para exemplo.

Como nos influencers, na associação dos “cursos à força para extorquir dinheiro a pais”, a causa do problema, é a falta de tino de alguns diretores (a quem o MECI se prepara para criar carreira para asneirarem mais um pouco….)

Afinal a IGEC já esclareceu bem o assunto e concorda com a posição que expliquei.

Esperam porquê para tirar consequências? (Para quem tem dúvidas é ver a notícia de há meses)

Quem não tem os 5 anos nos grupos novecentos, não devia ter possibilidade de fazer valer este atropelo, contra a lisura do concurso e ganhar vantagem com essa batota.

E ganhar vantagem injusta CONTRA os seus colegas a quem isso prejudica GRAVEMENTE fora da lei.

Luis Sottomaior Braga

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/batotas-no-concurso-na-educacao-especial-luis-sottomaior-braga/

Mas é Mesmo Uma Recomendação Para Toda a Europa?

Mesmo naqueles países onde nem catina as escolas têm?

É que pelo que já verifiquei Portugal anda muito à frente nas refeições escolares do que a grande maioria dos países europeus.

 

Direção-Geral da Saúde vai rever regras das cantinas escolares: gratuitidade das refeições é uma das prioridades

 

As regras das cantinas escolares vão mudar e a Direção-Geral da Saúde (DGS) defende refeições gratuitas para todos os alunos. No ano letivo 2024/2025, o Estado garantia 2,99 euros por cada refeição escolar.

 

Nas escolas portuguesas, como na maioria dos países da Europa, só os alunos carenciados têm direito a refeições gratuitas, mas de acordo com um relatório da União Europeia (UE), a que o jornal Público teve acesso, a gratuitidade para todos os alunos do ensino obrigatório pode trazer vários benefícios.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/mas-e-mesmo-uma-recomendacao-para-toda-a-europa/

Concurso Pessoal Docente 2026/2027 -Lista Colocação – RAA

Concurso interno de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação

Lista ordenada de graduação

Colocações NOVO

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/concurso-pessoal-docente-2026-2027-lista-colocacao-raa/

Concurso Pessoal Docente 2026/2027 Madeira

Concursos de pessoal docente para o ano escolar 2026/2027

 

 

Informação relativamente aos concursos interno, de afetação aos quadros de zona pedagógica, mobilidade interna, contratação inicial e de reserva de recrutamento30-04-2026 Direção Regional de Administração Escolar

 

INFORMAÇÃO

Os concursos de pessoal docente para o ano escolar 2026/2027 têm início no dia 4 de maio de 2026.

Mais se informa que os respetivos formulários de inscrição apenas estarão disponíveis a partir dessa data, não sendo possível a sua submissão em momento anterior.

 

Manual de utilização – Agir;

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/concurso-pessoal-docente-2026-2027-madeira/

A cultura de escola é o mais importante

Há uma certa obsessão nacional por rankings, tabelas, médias e comparações entre ensino público e privado, como se a educação fosse um campeonato de futebol onde no fim se levanta um troféu e se declara um vencedor. E depois aparece um estudo destes, quase com ar de quem pede desculpa pelo incómodo, a lembrar o óbvio: o fator mais determinante no sucesso escolar não é o nome da escola no portão. São os pais.

Mais concretamente: a escolaridade dos pais.

De repente, aquela narrativa confortável, “se o meu filho estiver naquele colégio vai ter mais sucesso”, começa a perder força. Não desaparece, claro. Mas encolhe. Porque, quando se compara o comparável, quando se colocam lado a lado alunos com contextos familiares semelhantes, a vantagem do privado evapora-se com uma elegância quase cruel.

E agora? A culpa é de quem?

A resposta fácil seria dizer: “então está tudo explicado, fechem o debate”. Mas não está. Porque há aqui uma nuance que interessa, e muito.

Os pais contam. Contam muito. Contam no vocabulário que usam à mesa, na forma como encaram a escola, na exigência (ou ausência dela), no valor que atribuem ao esforço. Tudo isso molda uma criança muito antes da primeira ficha de avaliação.

Mas se ficarmos por aqui, estamos a fazer batota.

Porque a escola não é um espaço neutro onde entram crianças “já feitas” e saem com uma nota final. A escola também é uma cultura. E essa cultura pesa, às vezes mais do que queremos admitir..

É aqui que o debate devia estar.

A cultura de escola das famílias.

Uma cultura de escola consegue, até certo ponto, contrariar desvantagens de partida. Não faz milagres, convém não cair nesse romantismo, mas cria condições para que mais alunos tenham hipótese de chegar mais longe.

Uma má cultura de escola faz o contrário, nivela por baixo, desresponsabiliza, transforma potencial em mediocridade instalada.

E depois há o elefante na sala.

Se sabemos que a escolaridade dos pais é determinante, o que estamos a fazer enquanto sociedade para quebrar esse ciclo? Muito pouco, aparentemente. Continuamos a discutir onde se aprende melhor, em vez de discutir como garantir que todos chegam à escola com condições minimamente semelhantes.

Porque enquanto isso não acontecer, o sistema continuará a reproduzir desigualdades com uma eficiência quase exemplar.

O estudo não vem dizer que as escolas são irrelevantes. Vem dizer que não são omnipotentes.

E talvez isso incomode. Porque obriga a repartir responsabilidades, algo que nunca é particularmente popular.

Os pais contam. Muito.

Mas a cultura de escola, essa coisa invisível que não entra nos rankings, pode ser a diferença entre confirmar destinos ou começar a mudá-los.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/a-cultura-de-escola-e-o-mais-importante/

Criança invisual de 6 anos agredida por sete colegas…

Há episódios que nos deviam envergonhar enquanto sociedade. Este é um deles. Não pela excecionalidade, que seria reconfortante, mas precisamente pelo incómodo de suspeitarmos que não é assim tão raro quanto gostaríamos de acreditar.

Sete crianças. Sete. Entre os cinco e os sete anos. Contra uma criança invisual, caída no chão, a pedir ajuda. E o mais perturbador nem é a violência em si, é a normalidade com que ela parece surgir. Como se fosse apenas mais um recreio, mais um intervalo, mais um dia.

E é aqui que começam as perguntas fáceis. As que se atiram à escola como se fosse um saco de pancada conveniente.

A escola é responsável pela educação dos agressores?

Não. E sim. E não outra vez.

A escola não substitui os pais. Nunca substituiu. Nunca substituirá. A ideia de que um estabelecimento de ensino deve ensinar matemática de manhã e valores humanos à tarde é confortável, mas profundamente preguiçosa. A base, aquilo que distingue uma criança que agride de uma que ajuda, começa muito antes de atravessar o portão da escola.

Mas também é verdade que a escola não pode lavar as mãos. Não é apenas um espaço de transmissão de conteúdos, é um espaço de convivência. E quando essa convivência falha de forma tão gritante, não estamos perante um azar, estamos perante uma falha sistémica. Supervisão insuficiente, desatenção, rotinas que não funcionam. Não há como dourar isto.

E a falta de valores, é da escola?

Outra vez: não. Mas também não é totalmente alheia.

Os valores não se ensinam com cartazes coloridos no corredor ou com uma aula ocasional sobre “cidadania”. Ensinam-se pelo exemplo. Pela consistência. Pela repetição diária de limites claros. E isso começa em casa.

Portanto, sim, a educação é dada pelos pais.

E convém dizê-lo sem rodeios, porque há uma certa relutância moderna em responsabilizar quem de facto tem responsabilidade. Crianças de cinco ou seis anos não “inventam” este tipo de comportamento do nada. Não organizam violência coletiva espontaneamente como se fosse um jogo inocente. Absorvem. Reproduzem. Testam limites que, muitas vezes, nunca lhes foram verdadeiramente impostos.

Os pais devem ser responsabilizados?

Devem. Não juridicamente, talvez, isso é outra discussão, mas moral e socialmente, sem dúvida. A ideia de que os pais são meros espectadores do crescimento dos filhos é uma das ficções mais perigosas do nosso tempo.

E sim, esta é a geração que está a ser criada. Não no sentido fatalista de “está tudo perdido”, mas no sentido muito concreto de que aquilo que vemos nas escolas é um reflexo direto do que se passa fora delas.

Depois há a questão incómoda do tempo.

Pais exaustos, horários impossíveis, vidas em modo sobrevivência. Tudo isso é real. Tudo isso pesa. Mas também é verdade que a ausência, física ou emocional, cria vazios. E os vazios são preenchidos. Pela internet, pelos pares, pelo acaso. Nem sempre da melhor forma.

A falta de tempo não explica tudo. Mas ajuda a explicar muita coisa.

E depois chegamos ao sistema.

O Estatuto do Aluno deve ser revisto? Provavelmente sim. Não porque devamos cair numa lógica punitiva cega, mas porque o atual modelo muitas vezes transmite uma mensagem perigosa, a de que as consequências são lentas, diluídas, quase simbólicas.

Os procedimentos devem ser mais rápidos e eficazes? Sem dúvida. Quando a resposta a um episódio destes se arrasta em burocracia, o que se ensina, implicitamente, é que a gravidade dos atos não corresponde à rapidez das consequências.

E isso também educa. Mal, mas educa.

No meio disto tudo, há um detalhe que devia ser central e acaba por ser quase nota de rodapé: duas crianças tentaram ajudar.

Duas.

Num cenário de sete agressores e vários adultos ausentes por minutos que pareceram eternos, houve quem, com seis anos, tenha percebido o que estava certo.

Talvez seja por aí que ainda se segura alguma esperança. Não na ilusão de que a escola resolve tudo. Nem na fantasia de que os pais são sempre irrepreensíveis. Mas na evidência de que, mesmo num contexto falhado, ainda há quem saiba distinguir o essencial.

O problema é que, para cada uma dessas crianças, parece haver várias que ainda não aprenderam. E isso, goste-se ou não, começa muito antes da campainha tocar para a aula.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/crianca-invisual-de-6-anos-agredida-por-sete-colegas/

Há uma tensão a crescer nas escolas – Alfredo Leite

Há uma tensão a crescer nas escolas: professores a gerir comportamento todos os dias, pais a lidar com culpa todos os dias, e ambos com a sensação persistente de que estão a falhar.

O desalinhamento entre três sistemas que deveriam funcionar como um só: o cérebro da criança, a casa e a escola, é a causa desta tensão.

O cérebro da criança atual está a ser moldado por estímulos rápidos, recompensas imediatas e baixa exigência de espera.

Quando esse aluno entra numa sala que exige atenção sustentada, linguagem estruturada e tolerância à frustração, o choque é inevitável. O comportamento é o sintoma de uma adaptação anterior.

Os professores estão a tentar ensinar num ambiente que já não corresponde ao treino prévio dos alunos. E fazem-no com uma pressão crescente para manter a aula funcional, garantir resultados e ainda responder emocionalmente a cada aluno.

Haverá  excesso de exigência num sistema que não foi redesenhado?

Os pais, por outro lado, estão presos entre dois modelos contraditórios. Um modelo antigo, baseado em controlo e obediência, e um modelo recente, muitas vezes mal interpretado, baseado numa ideia vaga de liberdade e validação emocional.

No meio disto, aparece a culpa. Culpa por não estar mais presente. Culpa por usar ecrãs. Culpa por não saber exatamente o que fazer.

O resultado é previsível: a escola pede estrutura, a casa tenta compensar com flexibilidade, e a criança aprende a viver entre dois códigos que não comunicam.

O desenvolvimento da criança depende da coerência entre os contextos em que vive. Quando esses contextos entram em conflito, o impacto é imediato no comportamento e na aprendizagem.

Continuamos a falar como se a escola pudesse resolver isto sozinha. Não pode. Não porque não queira, mas porque não controla as variáveis essenciais fora do seu espaço.

Imagine um aluno não espera pela sua vez, interrompe constantemente e abandona tarefas ao primeiro erro. O professor intervém, estrutura, orienta. Mas se fora da escola esse aluno vive num ambiente onde tudo é imediato, onde não há treino de espera nem de frustração, a intervenção escolar é sempre parcial.

Ao mesmo tempo, há pais que tentam, genuinamente, fazer diferente. Querem dialogar, querem compreender, querem evitar os erros do passado. Mas sem referências claras, acabam muitas vezes por evitar o confronto necessário. E isso não reduz o problema. Adia-o.

Á auto-regulação é um recurso que se treina e se esgota. Uma criança que não é treinada para esperar, insistir e lidar com desconforto não desenvolve essa capacidade espontaneamente.

O que isto exige não é mais pressão sobre professores nem mais culpa sobre pais. Exige alinhamento.

Alinhamento em três níveis práticos

Primeiro, linguagem comum
A criança não pode ouvir uma coisa na escola e outra completamente diferente em casa. Regras básicas, como esperar, ouvir e terminar tarefas, têm de ter o mesmo significado nos dois contextos.

Segundo, expectativas realistas
Nem tudo é negociável. Nem tudo é emocionalmente confortável. Aprender implica esforço e algum nível de frustração. Quando isto é assumido por ambos os lados, a criança deixa de viver em conflito constante.

Terceiro, relação com intenção
A relação não substitui a exigência. Sustenta-a. Um professor que estabelece uma ligação clara com o aluno aumenta a probabilidade de adesão. Um pai que combina afeto com limites claros reduz a ansiedade da criança.

Alfredo Leite

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/ha-uma-tensao-a-crescer-nas-escolas-alfredo-leite/

A parentalidade do “copy-paste” IA

Há uma nova modalidade de parentalidade em Portugal, a parentalidade “copy-paste”. Os mesmos pais que durante anos transformaram os trabalhos de casa numa extensão do seu ego académico descobriram agora a inteligência artificial e, de repente, a educação tornou-se uma competição de produtividade artificial.

O problema nunca foram os TPC. O problema foram sempre os adultos.

Há décadas que muitos pais confundem acompanhar com controlar, ajudar com substituir, orientar com fabricar sucesso escolar à força. O filho tinha um cartaz para fazer? Lá aparecia a mãe designer gráfica às duas da manhã com uma cartolina digna de uma campanha eleitoral. O miúdo tinha uma composição? Entrava em cena o pai frustrado com vocação literária para escrever “pela criança”. O objetivo nunca foi aprender. Foi impressionar a professora, alimentar a ilusão da excelência e garantir a medalha invisível do “bom encarregado de educação”.

Agora, com a inteligência artificial, a fraude ganhou velocidade de fibra ótica.

Há pais que se indignam com os miúdos “colados ao telemóvel”, mas são os primeiros a pedir à inteligência artificial que faça resumos, fichas de leitura e reflexões “com linguagem de 8.º ano”. Tudo em nome da eficiência. Tudo para poupar tempo. Tudo porque, no fundo, já ninguém suporta o processo de aprender, só interessa o resultado embalado, limpo e pronto a entregar.

E depois admiramo-nos de termos adolescentes incapazes de escrever três parágrafos sem recorrer a um prompt.

O mais irónico é ver adultos que cresceram a dizer “na minha altura é que era difícil” transformarem-se nos principais sabotadores da autonomia dos filhos. Querem crianças resilientes, mas removem qualquer obstáculo. Querem jovens criativos, mas entregam-lhes respostas pré-fabricadas. Querem espírito crítico, mas treinam-nos para delegar pensamento numa máquina.

Há um medo quase patológico do erro. O erro tornou-se uma vergonha familiar. Uma nota menos boa já não é vista como parte do crescimento, é encarada como falha de gestão parental. Então corrige-se tudo, optimiza-se tudo, automatiza-se tudo. E o aluno? O aluno desaparece no meio da ansiedade performativa dos adultos.

A inteligência artificial não é o vilão desta história. É apenas o espelho. Expõe uma geração de pais obcecada com desempenho, aparência e validação escolar. Uma geração que fala muito de saúde mental, mas coloca crianças de 11 anos a viver sob lógica de currículo de LinkedIn.

A escola tem, evidentemente, responsabilidade. Continua presa a modelos de avaliação repetitivos, burocráticos e fáceis de manipular. Mas a verdade inconveniente é esta, muitos pais não querem filhos que aprendam. Querem filhos que pareçam aprender. É diferente.

E talvez seja esse o maior desastre educativo contemporâneo, estamos a criar alunos treinados para entregar, mas não para pensar.

Depois um dia chegam à universidade, ao mercado de trabalho ou simplesmente à vida real, esse lugar cruel onde não há prompts para coragem, autonomia ou carácter, e percebe-se o vazio.

Mas nessa altura já será tarde para perguntar à inteligência artificial como se educa um ser humano.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/a-parentalidade-do-copy-paste-ia/

“Diz-me o teu body count e eu direi a todos que és uma galdéria”… – Paula Dias

A expressão “body count” costuma ser usada para designar o número de parceiros sexuais que alguém teve até um certo momento e é frequentemente utilizada por jovens nas denominadas redes sociais…

Neste momento, entre os jovens que se encontram a frequentar o Ensino Secundário, parece que existe um comportamento muito em voga, que não poderá ser ignorado, sobretudo pelos seus contornos iminentemente sexistas, machistas e misóginos:

– Os rapazes perguntam frequentemente às raparigas qual é o seu “body count” e, em função da resposta obtida, avaliam o grau de “galderice” destas últimas Esse julgamento é quase sempre feito de modo explícito e público, sendo, muitas vezes,disseminado na própria comunidade escolar e partilhado nas redes sociais, junto de diferentes grupos virtuais Obviamenteque tudo isto se passa sem o consentimento das visadas…

Por outras palavras, a partir da resposta dada a tal pergunta, muitas vezes, os rapazes aproveitam para tecer, de forma leviana, juízos discricionários e para qualificar de formadepreciativa o carácter dessas raparigas, na maior parte dos casos, fazendo uso de uma linguagem obscena, ofensiva e lesiva…

– Não raras vezes, as raparigas que caem na armadilha de responder a tal pergunta acabam julgadas e humilhadas na “praça pública”, leia-se na própria escola e nas redes sociais, sem nada poderem fazer para contrariar as calúnias, a devassada sua vida privada e até os eventuais boatos, entretanto,propalados contra si

Rapazes com um “body count” considerado como elevado costumam ser vistos como pretensos “garanhões” e são frequentemente enaltecidos e elogiados na comunidade masculina; já as raparigas em situação semelhante costumam ser vistas como “galdérias”, iminentes “prostitutas”, no seio da mesma comunidade…

Por esta visão, eivada de preconceito e de discriminação quando se compara o estatuto masculino com o feminino, um homem pode e deve ter o maior número possível de parceiras sexuais, mas as mulheres devem permanecer castas, inocentes e puras Ou, pelo menos, algumas mulheres, já que outras, obviamente, nunca o poderão ser, por fazerem parte do rol de parceiras sexuais de certos homens Absurdo, não é?

Obviamente que as raparigas visadas por estas avaliaçõesabjectas raramente as denunciam junto de adultos, porventura receosas de o problema poder assumir proporções ainda maiores e de, por essa via, ser dado conhecimento do mesmo aos respectivos progenitores

Lamentavelmente, em muitos contextos familiares não há espaço para qualquer diálogo construtivo, muito menos para a abordagem de eventuais aspectos relacionados com a sexualidade dos jovens, sejam eles rapazes ou raparigas

Esse é, aliás, um tema, frequentemente, encarado como “assunto tabu”, tal é a relutância em se falar acerca dele no seio de muitas famílias… Sim, em pleno Século XXI ainda acontece isso e com uma frequência verdadeiramente assustadora, mesmo nas famílias mais “insuspeitas”

O principal efeito dessa omissão traduz-se, amiúde, por um acentuado grau de desinformação sobre sexualidade apresentado por muitos jovens, ainda que isso não impeça muitos deles de ter uma vida sexual activa, frequentemente “às escondidas” dos respectivos progenitores… Como se adivinha, as consequências do anterior fazem-se sentir, por vezes, de forma dramática…

Para as raparigas visadas por estas avaliações, o resultado mais óbvio acaba por ser verem-se sozinhas no confronto com julgamentos alheios, proferidos por agressores com uma notóriaimaturidade emocional, incapazes de mostrar empatia e de prever as consequências dos seus actos…

A crueldade destes julgamentos denuncia também a ausência do sentimento de culpa, ao mesmo tempo que evidencia desrespeito pelos direitos do outro…

Resumindo, as raparigas são vistas como meros objectos sexuais, como “troféus” exibidos perante terceiros, mas, em simultâneo, julgadas como “galdérias”… Absurdo, não é?

Numa altura em que crescem os crimes de natureza sexual ocorridos em contexto escolar, conforme atestado peloRelatório Anual de Segurança Interna, referente ao ano de 2025, o comportamento anteriormente descrito não poderá deixar de suscitar a todos os agentes educativos preocupação e inquietude:

– “Os crimes sexuais entre jovens têm aumentado em Portugal, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). Em 2025, o crime de violação atingiu o valor mais alto dos últimos dez anos, sendo que um quinto dos arguidos tem entre 16 e 20 anos. As situações ocorrem, sobretudo, em contexto escolar e estão associadas ao impacto das redes sociais.” (SIC Notícias, em 13 de Abril de 2026).

Previsivelmente, a prática do “body count” eleva o risco de se desenvolverem percepções distorcidas e tóxicas da sexualidade;fomenta as dificuldades ao nível do estabelecimento de vínculos afectivos saudáveis, de que é exemplo a violência no namoro; eincrementa a ocorrência de crimes de natureza sexual, entre eles, o assédio sexual a raparigas

E isso pode ter consequências imprevisíveis para todos os envolvidos nestes actos, em particular para as raparigas visadas por estas hediondas e, quase sempre, traumáticas avaliações

Não estamos perante uma inofensiva brincadeira entre jovens…

Estamos perante agressões de cariz sexual. Estamos perante agressores. E estamos perante vítimas…

E as vítimas, sejam quem forem, não podem ser silenciadas, nem tidas como culpadas.

Pelo menos, em termos de mentalidade, ainda estamos a “anos-luz” do cumprimento da Convenção da ONU sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres”, de resto, ratificada por Portugal em 1980…

Sarcasticamente: quarenta e seis anos talvez sejam pouco tempo… Deve ser isso…  

Paula Dias

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/diz-me-o-teu-body-count-e-eu-direi-a-todos-que-es-uma-galderia-paula-dias/

Escolas com 50 ou Mais Docentes Contratados Que Concorreram

A próxima lista apresenta as escolas onde 50 ou mais docentes contratados (com contrato à data do concurso) concorreram ao concurso externo.

Metade de metade dos docentes não tinham colocação à data do concurso por isso não estão aqui contabilizados.

Os Agrupamentos com mais docentes contratados a concorrer são o Agrupamento de Escolas D. Pedro IV em Vila do Conde e a Casa Pia de Lisboa.

Não imaginava que ambos tivessem 73 contratados em abril de 2026. Parece-me um número muito exagerado em especial na D. Pedro IV.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/escolas-com-50-ou-mais-docentes-contratados-que-concorreram/

Escolas com 50 ou Mais Docentes do QA/QE Que Concorreram para Sair

Algumas escolas têm mais docentes a concorrer para sair da escola do que alguns QZP inteiros.

Por curiosidade o Agrupamento com mais docentes do quadro a concorrer para sair é o Agrupamento de Escolas Aqua Alba, em Sintra, com 70 docentes do quadro.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/escolas-com-50-ou-mais-docentes-do-qa-qe-que-concorreram-para-sair/

Números Finais dos Admitidos ao Concurso Externo

Ficam aqui os números dos docentes admitidos ao Concurso Externo.

A Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo são sem sombra de dúvidas os grupos de recrutamento com mais candidatos, seguindo-se os dois grupos de Educação Física.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/numeros-finais-dos-admitidos-ao-concurso-externo/

Números Finais dos Admitidos ao Concurso Interno

Lembro que quem concorre no concurso interno em 2.ª prioridade são os docentes que pretendem a mudança de grupo de recrutamento, existem 3511 candidaturas de docentes que pretendem a mudança de grupo de recrutamento.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/numeros-finais-dos-admitidos-ao-concurso-interno/

Quem tem a culpa? – Luis Sottomaior Braga

O Colégio Moderno é caro e não duvido que têm currículos carregados de cidadania e direitos humanos.

Mas os seus meninos deram uma coça a um refugiado na noite lisboeta.

A tradição de as classes possidentes andarem na rua, à noite, a bater em pobres e gente sem poder é velha em Lisboa.

Houve pelo menos um rei que o fazia com os seus amigalhaços (D.Afonso VI). Andava nas ruas a bater e insultar os passantes.

De que serve ser uma aristocracia sem afirmarem o seu poder impune?

Mas, nas aulas, nos seus exames e testes e trabalhos de pesquisa, devem papaguear a declaração dos direitos humanos, de trás para a frente, e até devem saber detalhes ínfimos da História da ONU ou sobre tratados sobre refugiados.

É como muitos beatos, que sabem a catequese de pernas para o ar, mas não praticam porque uma coisa é marrar outra é realmente praticar.

E este é um problema clássico da educação para os direitos humanos: se for só teórica, lançada à terra no meio social do privilégio ou racismo ou discriminação endémica é perder tempo.

O Colégio Moderno tem direito a beneficiar da tolerância, face aos maus alunos que produziu, como qualquer outra escola: as lições podem ter sido dadas, mas foram recebidas?

O ambiente social e familiar de elitismo e privilégio não se combate só com escola….

E os pais que pagam (como os que não pagam) não gostam muito quando os professores percebem o mau resultado da suas opções sociais e familiares que geram meliantes e agressores.

Tem pai que é cego, já dizia o cómico.

E a cegueira passa por nem perceberem como fabricam estes comportamentos.

Andou tudo excitado com a série da Netflix, mas a mensagem passou mal.

Mas o Colégio e qualquer outra escola pode sempre perguntar em metáfora: se um médico receitar um xarope eficaz, mas o doente de tosse o diluir em água e não funcionar, quem tem culpa?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/quem-tem-a-culpa-luis-sottomaior-braga/

Ditadura das crianças – Pedocracia dos tempos de hoje

Vivemos tempos estranhos. Nunca se falou tanto sobre infância, saúde emocional, acolhimento e respeito pelas crianças. Ainda assim, nunca vimos tantos pais emocionalmente exaustos, professores à beira do esgotamento e escolas transformadas em autênticos campos de batalha silenciosos. O artigo sobre a chamada “pedocracia”, esta inversão de papéis em que os filhos acabam por comandar a dinâmica familiar,  levanta uma reflexão necessária sobre limites, autoridade e o verdadeiro papel educativo dos adultos.

O problema é que esta realidade não fica fechada dentro de casa. Entra diariamente pelos portões da escola.

A criança que cresce a acreditar que o mundo gira à sua volta tem enormes dificuldades em lidar com regras, frustrações, avaliações negativas e figuras de autoridade. Não porque seja “má”, mas porque foi habituada, muitas vezes sem intenção, a acreditar que qualquer desconforto deve ser imediatamente eliminado. E a escola, por natureza, é precisamente o espaço onde a criança aprende a esperar, a ouvir um “não”, a conviver, a negociar, a perder, a respeitar regras e a perceber que não é o centro absoluto do universo.

Quando os pais se tornam reféns emocionais dos filhos, a escola sofre inevitavelmente as consequências. Professores são constantemente desautorizados à frente das crianças. Qualquer chamada de atenção transforma-se em “perseguição”. Qualquer regra é vista como “trauma”. Qualquer exigência académica passa a ser encarada como violência emocional. E assim se constrói uma geração com pouca tolerância à contrariedade, mas uma necessidade permanente de validação.

Há algo profundamente inquietante quando um professor sente receio de corrigir um aluno. Quando as direcções escolares passam mais tempo a gerir indignações parentais do que a educar crianças. Quando tantas famílias confundem acolhimento com ausência de limites. Educar não é satisfazer todos os desejos de uma criança, é prepará-la para viver num mundo onde nem tudo acontecerá à sua vontade, no seu tempo ou da forma que deseja.

Talvez uma das grandes feridas da parentalidade contemporânea seja precisamente esta, muitos adultos, consumidos pela culpa, pelo cansaço ou pela necessidade de aprovação afectiva dos filhos, desistiram da difícil missão de sustentar limites.

Mas as crianças precisam de adultos emocionalmente firmes. Precisam de referências. Precisam de fronteiras claras. O limite não é falta de amor, é uma das suas formas mais maduras. A escola não pode substituir aquilo que deveria começar em casa: o ensino do respeito, da responsabilidade e da convivência social.

Sem isso, vemos crescer nas salas de aula crianças incapazes de lidar com a espera, adolescentes sem ferramentas emocionais para enfrentar a frustração e pais que interpretam qualquer conflito escolar como um ataque pessoal. O resultado é um ambiente emocionalmente desgastado para todos: alunos inseguros, professores desautorizados e famílias cada vez mais frágeis.

Talvez o maior acto de amor hoje seja recuperar aquilo que a cultura contemporânea começou erradamente a tratar como opressão, a autoridade saudável. Não uma autoridade violenta, humilhante ou autoritária, mas aquela que orienta, sustenta, corrige e prepara.

Porque uma criança que nunca aprende limites dentro de casa acabará inevitavelmente por aprendê-los da forma mais dura fora dela. E a vida, infelizmente, costuma ser muito menos paciente do que os pais.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/ditadura-das-criancas-pedocracia-dos-tempos-de-hoje/

Números das Listas Provisórias Entre os Grupos 300 e 620

Ficam agora disponíveis os dados dos grupos de recrutamento entre o 300 e o 620.

Apenas ficam a faltar os 3 grupos da Educação Especial para ter todas as listas disponíveis em formato Excel.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/numeros-das-listas-provisorias-entre-os-grupos-300-e-620/

E Agora a Lista do Externo da Vinculação Dinâmica Sem os 1095 Dias

Existem duas formas dos docentes concorrerem em 1.ª Prioridade no concurso Externo.

A primeira através da Norma Travão (todos conhecem bem estas regras) e a segunda através da Vinculação Dinâmica.

O que diz a  Legislação sobre a vinculação dinâmica?

Artigo 43.º

Vinculação dinâmica

1 — Sem prejuízo do disposto no n.º 12 do artigo anterior, há lugar à abertura de vaga, no grupo de recrutamento em que o docente possui qualificação profissional e no QZP em que se situa o AE/EnA onde aquele se encontra a lecionar a 31 de dezembro do ano anterior ao da abertura do concurso, desde que preencha cumulativamente as seguintes condições:

a) Possua, pelo menos, 1095 dias de tempo de serviço para efeitos de concurso;

b) Tenha celebrado contratos de trabalho em funções públicas a termo resolutivo com o Ministério da Educação nos dois anos escolares anteriores, com qualificação profissional, dos quais resulte uma das seguintes situações:

i) Tenha prestado, pelo menos, 180 dias de tempo de serviço em cada um desses anos;

ii) Tenha prestado, pelo menos, 365 dias de tempo de serviço no cômputo desses dois anos e em cada um deles tenha prestado, pelo menos, 120 dias de tempo de serviço.

2 — Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior é considerado o tempo de serviço prestado em: a) Estabelecimentos integrados na rede pública do Ministério da Educação;

b) Estabelecimentos integrados na rede pública das Regiões Autónomas;

c) Estabelecimentos do ensino superior público;

d) Estabelecimentos ou instituições de ensino dependentes ou sob a tutela de outros ministérios que tenham protocolo com o Ministério da Educação;

e) Estabelecimentos do ensino português no estrangeiro, incluindo ainda o exercício de funções docentes como agentes da cooperação portuguesa nos termos do correspondente estatuto jurídico;

f) Estabelecimentos de ensino particular ou cooperativo com contrato de associação.

3 — Para o preenchimento das vagas a que se refere o n.º 1, é aplicável o disposto no artigo 7.º sendo os docentes ordenados na prioridade prevista na alínea a) do n.º 3 do artigo 10.º, sem prejuízo do artigo 54.º .

 

Agora vejamos estes candidatos admitidos ao concurso externo através da 1.ª prioridade.

Nas listas provisórias apenas consigo avaliar o cumprimento da alínea a) do n.º 1, não consigo avaliar se o tempo foi prestado de acordo o o n.º 2 do mesmo artigo, por isso limitei-me a apresentar o número de docentes que não tem os 1095 dias de serviço.

As escolas que validaram as candidaturas constam deste extrato.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/e-agora-a-lista-do-externo-da-vinculacao-dinamica-sem-os-1095-dias/

Ainda Há Quem Aos 70 Anos Procure Mudar de Escola

… ou ainda entrar no quadro de uma escola.

 

Por curiosidade andei à procura do docente que no concurso interno mais idade tinha e deparei-me com um@ docente que em junho completa os 70 anos, é QA/QE. e pretende ainda nesta altura da carreira, mudar de quadro de escola.

No concurso externo existe uma candidata admitida que já completou os 70 anos em março deste ano e procura ingressar na carreira através da 1.ª prioridade do concurso externo.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/ainda-ha-quem-aos-70-anos-procure-mudar-de-escola/

Todas as Candidaturas Do Externo em 2 Prioridade com Menos de 365 Dias

Alguns deste docentes à data do concurso estavam em contrato e por isso aparece a escola que lhes validou a candidatura…

Mais do que isto não posso ajudar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/todas-as-candidaturas-do-externo-em-2-prioridade-com-menos-de-365-dias/

Aviso de Abertura do Concurso Interno e Externo para o ano escolar 2026-2027 – RAM

 

Aviso de Abertura do concurso para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como do pessoal docente especializado em educação especial, na Região Autónoma da Madeira, para o ano escolar 2026/2027.

Ver Aviso de Abertura : https://joram.madeira.gov.pt/joram/2serie/Ano%20de%202026/IISerie-077-2026-04-30Supl4.pdf

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/aviso-de-abertura-do-concurso-interno-e-externo-para-o-ano-escolar-2026-2027-ram/

Segunda Prioridade Do Externo???

São 18 candidaturas entre os grupos de recrutamento 100 e 290 que concorrem em 2.ª prioridade no concurso externo com menos de 365 dias de serviço.

Como se sabe, obtêm a 2.ª prioridade do concurso externo os indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam e que tenham prestado funções docentes em pelo menos 365 dias nos últimos seis anos escolares nos estabelecimentos referidos no número seguinte:

a) Estabelecimentos integrados na rede pública do Ministério da Educação;

b) Estabelecimentos integrados na rede pública das Regiões Autónomas;

c) Estabelecimentos do ensino superior público;

d) Estabelecimentos ou instituições de ensino dependentes ou sob a tutela de outros ministérios que tenham protocolo com o Ministério da Educação;

e) Estabelecimentos do ensino português no estrangeiro, incluindo ainda o exercício de funções docentes como agentes da cooperação portuguesa nos termos do correspondente estatuto jurídico.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/segunda-prioridade-do-externo/

Números das Listas Provisórias Até ao Grupo 290

Deixo os primeiros dados que consegui apurar das listas provisórias.

Neste caso são os números dos candidatos ao concurso Interno e Externo dos grupos de recrutamento 100 a 290.

Pela primeira vez os docentes que apresentam declaração em como terminam este ano a sua profissionalização constam das listas de ordenação sem qualquer outro dado que não seja a sua data de nascimento e o Mestrado, por isso aperece uma nova coluna neste quadro do concurso externo.

Apresento também o número de candidaturas excluídas em cada um dos concursos e se as exclusões no concurso interno apresentam números normais, já no concurso externo o número é exageradamente alto.

Devido à forma como as listas são publicadas em pdf, desta vez em cada lista de um grupo de recrutamento aparecem todos os candidatos (Interno, excluídos do interno, externo e excluídos do externo) torna-se mais difícil a extração das listas em massa e a sua conversão para Excel.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/05/numeros-das-listas-provisorias-ate-ao-grupo-290/

Reserva de Recrutamento 54 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 16 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 4 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 5 de maio de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listass – Reserva de Recrutamento n.º 54

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/reserva-de-recrutamento-54-reserva-de-recrutamento-concurso-externo-extraordinario-16-2025-2026/

Só Pode Ser Erro

Existem inúmeros candidatos ao concurso Externo que concorrem em 2.ª Prioirdade com menos de 365 dias de serviço (antes e/ou após da profissionalização).

Como isto passa na validação pelas escolas, não sei.

Mas se não houver uma triagem fina por parte da AGSE em situações deste género, as listas provisórias transforma-se em definitivas…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/so-pode-ser-erro/

Reclamação da Candidatura aos Concursos Interno e Externo 2026/2027

Reclamação da Candidatura aos Concursos Interno e Externo 2026/2027

 

Aplicação eletrónica disponível até às 23:59 horas do dia 7 de maio de 2026 (hora de Portugal continental), para efetuar a Reclamação das candidaturas aos Concursos Interno e Externo 2026/2027.

SIGRHE – Reclamação da candidatura

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/reclamacao-da-candidatura-aos-concursos-interno-e-externo-2026-2027/

Afinal É Possível

… publicar a lista provisória após 5 dias seguidos do termino da fase da validação do aperfeiçoamento (mesmo havendo dois dias não úteis no caminho).

Mesmo que a notificação por e-mail aos candidatos tenha chegado apenas às 23:28 a AGSE foi Capaz de cumprir o calendário apresentado no aviso de abertura.

Assim, retrato-me do que referi ontem sobra a possível incpacidade da AGSE em cumprir o prometido.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/afinal-e-possivel/

Listas Provisórias do Concurso Interno e Externo 2026/2027

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias do Concurso de Educadores de Infância e de Professores dos Ensinos Básico e Secundário: ano escolar de 2026-2027

Listas Provisórias do Concurso Nacional 2026/2027

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/listas-provisorias-do-concurso-interno-e-externo-2026-2027/

Amanhã Confirmo a Capa(z)cidade da AGSE em Prever Calendários

Isto porque amanhã é o último dia da quinzena de abril e para que este calendário se cumpra as listas provisórias deveriam ser publicadas ainda hoje.

Mas como já disse que este calendário será impossível de ser cumprido acredito mais na InCapa(z)idade de previsão de quem o elaborou.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/amanha-confirmo-a-capazcidade-da-agse-em-prever-calendarios/

Basta uma reportagem e…

Reage-se, embora que tardiamente.

  • A AGSE não tem qualquer conhecimento da entidade denominada Associação Internacional Lusófona para a Educação (AILE), nem das atividades por esta desenvolvidas em contexto escolar nos termos que têm vindo a ser reportados.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/basta-uma-reportagem-e/

A Versão 1 da Proposta: Recrutamento e Colocação

Assim, à partida o que me parece é que o MECI quer mudar conceitos/termos, mas manter as coisas mais ou menos iguais, agillizando apenas os processos de colocação no tal concurso dinâmico.

O que ainda acho é que os colocados na tal nova Mobilidade Interna (PCeC) deveriam manter-se em concurso por sua opção até ao início do arranque do ano letivo, pois muitas vezes surgem horários melhores nas antigas RR1 e RR2.

Quanto ao resto é apenas uma mudança de visual nas terminologias.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/a-versao-1-da-proposta-recrutamento-e-colocacao/

Governar com uma mão, desestabilizar com a outra

Nas últimas horas voltaram a circular, pelas redes sociais, mensagens sobre o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, o ReCAP e o acordo celebrado na Administração Pública. Mensagens alarmistas, tecnicamente vagas, emocionalmente carregadas. O género de comunicado que não explica,  intimida. Que não informa, inocula desconfiança. E que, por isso mesmo, merece ser lido com a mesma frieza com que se lê qualquer outro instrumento político disfarçado de defesa laboral.

Portugal viveu, durante o período revolucionário dos anos 70, uma das manobras mais sofisticadas e mais cinicamente eficazes, da história sindical europeia. Forças políticas com representação directa no governo provisório utilizavam simultaneamente as suas correntes sindicais para mobilizar a rua contra esse mesmo governo. Não era contradição ideológica. Era estratégia de pinça, estar dentro para condicionar, estar fora para desestabilizar, e fazê-lo em simultâneo, com a mesma mão que assinava despachos e a outra que convocava greves. O objectivo nunca foi resolver os problemas dos trabalhadores. Foi controlar o ritmo da mudança, vetar soluções que não passassem pelo seu crivo organizativo, e manter a conflitualidade como instrumento de pressão permanente.

Quando o argumento principal não é o texto do acordo mas o medo de o ler, convém perguntar a quem serve o pânico.

Não é preciso recuar décadas para reconhecer o padrão. O comunicado que hoje circula sobre os professores exibe uma estrutura retórica que qualquer analista político identifica de imediato, não pelo que diz, mas pela forma como o diz. Primeiro, cria-se urgência emocional antes de se apresentar qualquer facto verificável, o medo precede a evidência e, frequentemente, substitui-a. Depois, inverte-se a responsabilidade, acusa-se o processo negocial de gerar instabilidade, quando é precisamente a desinformação organizada que a produz. Quem ateia o fogo queixa-se do fumo. Por fim, estabelece-se o monopólio da interpretação, a mensagem implícita é sempre a mesma, só nós dizemos a verdade, os outros mentem. O acordo não é para ser lido. É para ser temido. E quem o teme não o questiona, aceita a mediação de quem o apresentou como ameaça.

A estratégia de dupla pressão que marcou o período revolucionário acabou por ser contraproducente a médio prazo. Desgastou a credibilidade das próprias estruturas sindicais junto de uma base que, gradualmente, percebeu estar a ser instrumentalizada para fins que não eram os seus. Os trabalhadores, mais cedo ou mais tarde, distinguem quem os representa de quem os usa. E essa distinção é tanto mais nítida quanto mais evidente se torna a distância entre o alarme proclamado e a realidade dos documentos que ninguém incentiva a ler.

O professor de hoje tem acesso directo aos textos. Tem capacidade de comparação. Tem memória institucional. E tem, acima de tudo, o direito,  e o dever, de fazer a pergunta mais simples e mais incómoda de todas, se o acordo é tão mau, por que razão o argumento principal não é o texto do acordo, mas o medo de o ler? O sindicalismo genuíno ilumina. O sindicalismo instrumentalizado encadeia. E a diferença entre os dois nunca foi tão fácil de medir como quando alguém nos pede para ter medo antes de lermos uma única linha do que nos pretendem vender como ameaça.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/governar-com-uma-mao-desestabilizar-com-a-outra/

O Balcão Digital EduQA… falta o da AGSE

 

O Balcão Digital é o canal oficial de contacto do EduQA, I.P.
Aqui pode consultar respostas às perguntas mais frequentes ou submeter pedidos e esclarecimentos através do formulário disponível.

https://eduqa.pt/balcao-digital/

Foram integradas no EduQA as atribuições anteriormente asseguradas pelo IAVE, pela DGE, pela ANQEP (no âmbito da dupla certificação de jovens e da qualificação de adultos), pela Estrutura de Missão do Plano Nacional de Leitura e pelo Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/o-balcao-digital-eduqa-falta-o-da-agse/

Ultrapassagens na Comissão de Educação

COMUNICADO

PEV ouvido na Assembleia da República: consenso reforçado para corrigir ultrapassagens na carreira docente
O movimento PEV — Professores pela Equidade e Valorização — foi hoje ouvido na Comissão de Educação, Ciência e Inovação da Assembleia da República, no âmbito do projeto de lei apresentado por iniciativa legislativa de cidadãos que visa corrigir as ultrapassagens na carreira docente.
Esta audição representa mais um passo relevante num percurso marcado pela persistência e pela mobilização de milhares de professores. Tal como já havia acontecido anteriormente, voltou a verificar-se um consenso alargado entre os diferentes grupos parlamentares quanto à existência do problema e à necessidade da sua resolução.
Durante a audição, o PEV reafirmou a urgência de corrigir uma injustiça que afeta docentes com percursos profissionais semelhantes, mas que se encontram em posições remuneratórias desiguais, em clara violação do princípio da equidade.
Foi ainda sublinhado que esta situação tem sido sucessivamente reconhecida, quer através de petições, quer por via da aprovação unânime de recomendações parlamentares, faltando agora dar o passo decisivo: a sua concretização legislativa.
O PEV considera que estão reunidas todas as condições políticas para avançar com a aprovação desta medida, sendo este o momento de transformar o consenso existente em ação concreta.
Os professores cumpriram o seu papel, mobilizaram-se e trouxeram esta iniciativa à Assembleia da República. Agora, cabe aos decisores políticos dar resposta a esta justa reivindicação.
PEV — Professores pela Equidade e Valorização

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/ultrapassagens-na-comissao-de-educacao-2/

É Só Gente (In)Capaz Pelo MECI

Em pleno período de classificação das provas ensaio a plataforma de classificação do IAVE fica a ENTRAR, a ENTRAR, a ENTRAR e nunca mais ENTRA.

Vou tentar descobrir quem é esta BlatStudio que parece ser tão INCAPAZ como tantas outras plataformas vendidas ao estado.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/e-so-gente-incapaz-pelo-meci/

Lista da DGEstE dos Aprovados para as CCDR/AGSE e dos Retornados às Escolas

Deixo aqui a Lista Nominativa integral dos trabalhadores da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) em exercício de funções que mantiveram-se na AGSE ou nas CCDR e daqueles que foram enviados às escolas.

Ainda procurei pelo nome do anterior Diretor-Geral da DGEstE, João Gonçalves, mas não o encontrei nesta listagem.

Se estavam habituados a ter o suporte/apoio de alguns destes nomes já sabem que não poderão contar com eles a partir de agora.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/lista-da-dgeste-dos-aprovados-para-as-ccdr-agse-e-dos-retornados-as-escolas/

Load more

Blog DeAr Lindo

Stay informed with curated content and the latest headlines, all delivered straight to your inbox. Subscribe now to stay ahead and never miss a beat!

Skip to content ↓