As 15 alterações mais importantes ao Diploma de Concursos

Versão IA.

Não é que me agrade muito este tratamento, mas pode simplificar muito a análise ao documento. Julgo que a IA não deve ter lido o artigo 28.º, pois para 1 de setembro de 2026 já fica prevista a colocação diária através do PCeC.

Aqui fica a análise feita pela minha conta IA.

Li o projeto de decreto-lei e comparei-o com o Decreto-Lei n.º 32-A/2023, atualmente em vigor. A conclusão é que este diploma não altera apenas alguns artigos: propõe uma reestruturação profunda do modelo de concursos, simplificando-o e eliminando vários procedimentos que hoje existem.

 

As 15 alterações mais importantes

1. Desaparecem quase todos os concursos atuais

O regime atual assenta em diversos procedimentos:

  • Concurso Interno;
  • Concurso Externo;
  • Mobilidade Interna;
  • Contratação Inicial;
  • Reserva de Recrutamento;
  • Contratação de Escola.

O novo diploma reduz tudo isto a apenas dois procedimentos nacionais:

  • PCIE (Procedimento Concursal Interno e Externo) – anual, para necessidades permanentes;
  • PCeC (Procedimento Concursal em Contínuo) – permanente, para necessidades temporárias.

É provavelmente a maior mudança de todo o diploma.


2. Acaba a Mobilidade Interna como concurso autónomo

A atual Mobilidade Interna deixa de existir.

Passa a estar integrada no novo PCeC.

Na prática:

  • QZP;
  • docentes sem componente letiva;
  • docentes com menos de 8 horas

passam todos a ser colocados através da primeira fase do PCeC.


3. Surge um concurso permanente durante todo o ano

Hoje existe:

  • Reserva de Recrutamento semanal;
  • Contratação de Escola.

O projeto substitui ambos por um único procedimento:

Procedimento Concursal em Contínuo (PCeC).

Este concurso nunca encerra durante o ano letivo.

Sempre que aparece um horário:

  • entra automaticamente no sistema;
  • é colocado o candidato melhor graduado.

Isto elimina praticamente toda a contratação de escola tradicional.


4. Introdução da recuperação automática das vagas

Sempre que alguém obtém uma colocação melhor:

  • a vaga libertada regressa automaticamente ao concurso;
  • volta imediatamente a ser atribuída.

É um sistema semelhante ao utilizado noutros concursos da Administração Pública.

Hoje isso apenas acontece parcialmente.

Passa a ser uma regra geral.


5. Todos os QZP passam a concorrer obrigatoriamente

Continua a existir obrigação de candidatura.

Mas agora:

  • permanecem obrigatoriamente candidatos até serem colocados.

Não basta concorrer na primeira fase.


6. Preferências automáticas

Esta é uma novidade importante.

Se um docente obrigado a concorrer:

  • não indicar todas as escolas do seu QZP,

o sistema completa automaticamente as preferências em falta.

E se nem sequer apresentar candidatura:

o sistema assume automaticamente todas as escolas do QZP.

Isto reduz bastante a possibilidade de candidatos “escaparem” ao concurso.


7. Nova hierarquia de prioridades

O diploma reorganiza profundamente as prioridades.

No PCIE passam a existir seis prioridades:

  1. Quadros;
  2. Mudança de grupo;
  3. Vinculação após limite de contratos;
  4. Profissionalizados com 365 dias nos últimos 6 anos;
  5. Restantes profissionalizados;
  6. Apenas habilitação científica.

Esta organização é diferente da atual.


8. Vínculo automático após três anos

Mantém-se a limitação da sucessão de contratos.

Mas agora:

  • a vaga permanente abre automaticamente;
  • entra obrigatoriamente no concurso seguinte.

É uma regra muito mais objetiva do que a atual.


9. Valorização dos docentes apenas com habilitação científica

Esta é uma alteração politicamente muito relevante.

Passam a poder:

  • concorrer ao PCIE;
  • vincular provisoriamente.

Terão depois três anos para concluir a profissionalização.

Se não a concluírem:

  • perdem o vínculo.

10. A candidatura passa a ser permanente

Hoje:

faz-se candidatura em determinados períodos.

Agora:

a candidatura fica permanentemente registada.

Pode ser alterada sempre que necessário.

Isto simplifica bastante os procedimentos.


11. Muito maior automatização informática

O diploma aposta fortemente na interoperabilidade.

Exemplos:

  • registo biográfico digital;
  • contagem automática do tempo de serviço;
  • consulta automática do registo criminal;
  • eliminação de muitos documentos em papel.

É uma das apostas centrais do projeto.


12. Auditoria obrigatória ao algoritmo

Pela primeira vez surge uma obrigação legal de:

  • auditoria ao algoritmo;
  • publicação do relatório;
  • audição das organizações sindicais.

É uma inovação importante em matéria de transparência.


13. Penalizações mais duras

Quem:

  • não aceitar;
  • ou não se apresentar

em duas colocações consecutivas:

fica no fim da respetiva prioridade.

Para docentes vinculados pode ainda existir:

  • processo disciplinar;
  • colocação administrativa obrigatória.

14. Renovações mais limitadas

As renovações continuam possíveis.

Mas dependem, cumulativamente:

  • da manutenção da necessidade;
  • inexistência de quadro disponível;
  • avaliação mínima de Bom;
  • profissionalização.

15. Entrada em vigor apenas em 2027/2028

Apesar de ser publicado antes:

o diploma só produzirá efeitos nos concursos destinados ao ano letivo 2027/2028.

O regime atual mantém-se para 2026/2027.

 

 

O que considero serem as verdadeiras mudanças estruturais

As alterações que terão maior impacto prático são:

Alteração Impacto
Dois concursos apenas (PCIE + PCeC) Muito elevado
Fim da Mobilidade Interna autónoma Muito elevado
Fim da Reserva de Recrutamento Muito elevado
Fim da Contratação de Escola como regra geral Muito elevado
Concurso permanente durante todo o ano Muito elevado
Recuperação automática das vagas Elevado
Preferências automáticas Elevado
Auditoria ao algoritmo Médio
Profissionais apenas com habilitação científica podem vincular provisoriamente Elevado
Automatização do registo biográfico Médio

 

Primeira avaliação técnica

Na minha leitura, este projeto procura sobretudo simplificar a arquitetura dos concursos, substituindo um sistema com vários procedimentos sucessivos por dois mecanismos centrais: um concurso anual para necessidades permanentes e um concurso contínuo para necessidades temporárias. A lógica é tornar a colocação mais rápida e reduzir a fragmentação administrativa.

Ao mesmo tempo, identifico alguns pontos que poderão suscitar debate durante a negociação com os sindicatos, nomeadamente:

  • a eliminação da Mobilidade Interna como procedimento autónomo;
  • a obrigatoriedade de manifestação (ou atribuição automática) de preferências para todos os AE/EnA do QZP;
  • a integração de candidatos apenas com habilitação científica no regime de vinculação provisória;
  • o aumento da dependência de um algoritmo central para praticamente todas as colocações.

 

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Um Ministro da Educação que vive noutro Planeta…

Um Ministro da Educação que vive noutro Planeta…

 

Desde o dia 17 de Julho passado, a propósito da divulgação dos resultados dos Exames Nacionais, o Ministro da Educação tem-se desdobrado em entrevistas, difundidas em vários meios de Comunicação Social…

 

Detenho-me em três declarações suas, sobejamente divulgadas:

 

– “Não tenho percepção de qualquer intranquilidade.”

 

– “Nenhum aluno será prejudicado.”

 

– “O Estado falhou nos exames.”

 

Pelas três afirmações anteriores, o mínimo que se poderá concluir é que o Ministro da Educação viverá noutro Planeta, que não a Terra…

 

O seu alheamento face à realidade é de tal ordem evidente que chega a parecer que existe uma certa desfaçatez, traduzida pela pretensão de impor as suas próprias “verdades”, tentando substituir os factos materiais por determinados “factos alternativos”

 

Quando a realidade, desde o passado dia 17 de Julho, desmente cabalmente, todos os dias, a ficção que tem sido sucessivamente apresentada pelo Ministro, a conclusão inevitável será naturalmente esta:

 

– Ou o Ministro não tem consciência da realidade ou a sua percepção se encontra de tal forma perturbada e alterada que isso o leva a fazer interpretações completamente erradas e enviesadas da realidade existente…

 

Em qualquer dos casos, estaremos sempre perante uma visão anómala e grave, plena de ilusão, de certa forma também desconcertante, veiculada pelo próprio Ministro, sobretudo se tivermos em consideração, entre outros, estes factos indesmentíveis:

 

– Existem Alunos cujos Exames ainda não foram encontrados; muitos outros que se confrontaram com Exames em suporte de papel que, total ou parcialmente, não eram os seus; reclassificação de mais de 6.000 provas nas Disciplinas de Física e Química A, Geografia, História A e Português Língua Não Materna, por erros identificados nos parâmetros de classificação; cerca de 60.000 alunos que ainda não conseguiram aceder aos respectivos Exames físicos…

 

Neste imbróglio relativo à classificação digital dos Exames, tem-se encontrado um pouco de tudo…

 

E a verdade, neste momento, é que já não há ponta por onde pegar neste novelo de fios emaranhados, que tem como principal consequência a irrefutável descredibilização dos resultados obtidos nos Exames Nacionais…

 

A sucessão de erros impossíveis de emendar é de tal forma acentuada que já não se consegue distinguir entre o que poderá corresponder à verdade ou à mentira nesta classificação digital dos Exames…

 

Olhando para todas as falhas já detectadas, alguém conseguirá assegurar que existe correspondência fidedigna entre o desempenho dos alunos nos exames e a classificação que lhes foi atribuída?

 

Neste momento, poderão existir alunos que terão sido beneficiados pelo caos da classificação, mas, de facto, existirão muitos outros comprovadamente prejudicados por este processo de digitalização dos Exames, o que desmente cabalmente a afirmação do Ministro, segundo a qual nenhum aluno seria lesado…

 

A falha não foi do “Estado”, como pretenderia o Ministro…

 

A falha foi inequivocamente do próprio Fernando Alexandre e da sua equipa ministerial que, do alto da sua obstinação, se mostraram incapazes de antecipar as possíveis consequências de um processo digital gizado à pressa e em “cima do joelho”…

 

A falta de credibilidade, de fiabilidade e de transparência inquinam todo o actual processo de classificação de Exames, inviabilizando a efectiva observação do princípio da igualdade entre todos os Alunos…

 

A validade, incluindo a jurídica, destes Exames Nacionais fica, assim, irremediavelmente posta em causa…

 

Fernando Alexandre, que tudo tem feito para não assumir esta realidade, a todos os níveis inadmissível, paradoxalmente, criada pelo próprio e pela sua equipa ministerial, tem que “descer à Terra”, sob pena de a sua imagem ficar reduzida à de um Ministro da Educação “especialista em balelas”…

 

Muito dificilmente se poderá reabilitar a imagem de alguém que criou um caos impossível de ignorar ou escamotear, desde logo porque afecta milhares de pessoas, mas que em simultâneo se mostra incapaz de o assumir…

 

Neste momento, em que já não é possível consertar as inúmeras iniquidades encontradas ao longo do processo de classificação das provas, não se vislumbra outra alternativa que não seja a da anulação destes Exames, acompanhada da demissão do Ministro que, para todos os efeitos, é o principal responsável político por todo o caos instalado…

 

Neste momento, essa será, talvez, a única forma ao dispor de Fernando Alexandre no sentido de salvaguardar a sua própria dignidade e de evitar a difusão de uma imagem cada vez mais penosa e descredibilizada…

 

Paula Dias

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Opinião de Cátia Arnaut, O Estado Chumbou no Exame da Confiança

O Estado Chumbou no Exame da Confiança

 

 

A poeira ainda não assentou completamente sobre o processo dos exames nacionais de 2026. Persistem classificações por regularizar, decorre a segunda fase e foi anunciada uma auditoria externa. Importa contudo fazer uma reflexão sobre todo o processo em torno dos exames de acesso à faculdade em Portugal, que o país assistiu em perplexidade e viveu em ansiedade, impactando uma porção muito significativa da população.

Tendo sido a responsável pela implementação do sistema de videovigilância e alarmística em todas as escolas do país, que ainda hoje existe, posso com segurança afirmar que conheço as complexidades de um projecto desta dimensão e complexidade. Por outro lado, tendo trabalhado por mais de 20 anos na área das telecomunicações e IT, maioritariamente no estrangeiro, em empresas de multinacionais de dimensão, responsável por projectos críticos, posso também afirmar que um có-co da dimensão épica como assistimos em Portugal, no mundo privado e corporativo seria sinónimo de despedimentos, processos em tribunal, e indemnizações pelos impactos criados.

Sem qualquer análise politico-partidária, urge dizer o óbvio: neste processo os erros de gestão foram muitos e consecutivos.

A modernização do sistema de avaliação é necessária. A tecnologia pode aumentar a eficiência, melhorar a rastreabilidade das provas e apoiar uma classificação mais uniforme. A questão não é, portanto, saber se devemos digitalizar. A questão é saber como se prepara, testa e governa uma transformação desta dimensão.

Todos sabemos que este processo é apenas temporário e que os exames deverão ser integralmente digitais. Fez-se um piloto que correu mal e em vez de corrigirmos os problemas (falta de largura de banda nas escolas, insuficiência de equipamentos e de RH capacitados, sistema sem a capacidade necessária) introduzimos um novo processo hibrido. É economicamente racional? Tenho duvidas. Neste processo hibrido também houve um piloto. Houve um relatório. O relatório não chegou. Porquê? Ninguem pergunta como correu? Quem geriu? Quem fez? O que é preciso acautelar? Testámos? O que aprendemos? Corrigimos? Como se faz um roll-out desta dimensão sem testar devidamente a plataforma, e, mais importante que isso, o processo?

Podia continuar a fazer perguntas incómodas mas acho que o leitor já percebeu onde queremos chegar com isto.

Mas, no meio da discussão técnica, política e mediática, corremos o risco de esquecer o mais importante: as pessoas.

Os professores esgotados trabalharam sob pressão adicional e prazos comprimidos, o pessoal administrativo das escolas estoirado respondeu às dúvidas das famílias sem disporem, muitas vezes, de informação completa ou estável, enquanto trabalhou demasiadas horas extraordinárias para cumprirem os prazos determinados, os alunos ansiosos e inseguros, os pais stressados e angustiados, e todas estas pessoas a viverem a incerteza de como gerir a semana seguinte, num sistema obscuro que não confiam e que não assegura a equidade no acesso ao ensino superior.

Para um decisor, pode tratar-se de uma percentagem residual de provas com problemas. Para o aluno cuja classificação está suspensa, não existe nada de residual. Existe o seu exame, a sua candidatura e o seu futuro.

É este o verdadeiro custo da má gestão pública. Não se mede apenas em atrasos, horas extraordinárias, correções informáticas ou despesas adicionais. Mede-se em ansiedade, exaustão, sensação de injustiça e perda de confiança nas instituições.

Gerimos mal. Tratámos mal as pessoas. Fragilizámos a confiança no sistema educativo e na capacidade do Estado para executar uma operação essencial. Demos um golpe significativo no bem-estar coletivo.

Sobre o leite derramado nem adianta chorar. Todo este processo servirá um propósito se conseguirmos aprender e não voltarmos a repetir os mesmos erros. Fortalecer a confiança nas instituições e em quem nos governa (na totalidade da classe politica, independentemente da cor politica), garantir uma verdadeira equidade no acesso, priorizando as pessoas em termos de decisões de políticas publicas e sociais.

Não se trata de encontrar rapidamente uma cabeça para exibir, nem de transformar um problema sistémico numa disputa entre actuais e antigos responsáveis. Trata-se de construir uma cultura de responsabilização em que cada entidade sabe o que deve fazer, presta contas pelo que decidiu e aprende com aquilo que correu mal.

Modernizar o Estado exige tecnologia. Mas exige também competência de gestão, governação, transparência, capacidade de antecipação e respeito pelas pessoas.

No exame da transformação digital, ainda podemos recuperar.

No exame da confiança, o Estado chumbou.

Mudar o paradigma é fundamental.

Por um mundo com maior bem-estar.

 

 

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E soubemos pela imprensa…

 

Que vai ser realizada uma terceira fase dos exames do 9.º ano, em setembro…

Nada mais tenho a dizer sobre a falta de comunicação interna do MECI.

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Mais vale tarde do que nunca! – José Pereira da Silva

 

Quando foi criado o incentivo para que professores em condições de se aposentarem permanecessem em funções, o objetivo parecia claro, minimizar a falta de docentes e garantir a continuidade das aprendizagens dos alunos.

O princípio era legítimo. Se faltam professores, faz sentido criar mecanismos que incentivem quem já pode aposentar-se a continuar a lecionar. O problema nunca esteve na existência do incentivo. O problema esteve na forma como foi aplicado.

Na prática, o suplemento acabou por ser atribuído a muitos docentes que não estavam, de facto, a responder às necessidades que justificavam a medida. Houve casos de professores com apenas uma turma atribuída, complementando o horário com coadjuvações, desdobramentos de reduzida dimensão, coordenações ou outras funções que, sendo importantes, não correspondiam ao objetivo de manter mais professores nas salas de aula onde efetivamente faziam falta.

Não se trata de colocar em causa o mérito desses colegas nem o trabalho que desenvolveram. A questão é outra: o Estado gastou milhões de euros sem definir critérios suficientemente rigorosos, sem orientações claras para as escolas e sem mecanismos de fiscalização que garantissem que o dinheiro público estava a ser utilizado exatamente para a finalidade que justificou a sua criação.

Quando se implementam medidas excecionais, também é exigível uma gestão excecionalmente rigorosa. Caso contrário, corre-se o risco de transformar uma boa ideia numa medida injusta e ineficiente.

Se, a partir do próximo ano letivo, o incentivo vier a ficar limitado aos docentes que permaneçam em funções em escolas ou grupos de recrutamento onde existe efetiva carência de professores, essa alteração parece ir ao encontro do espírito que deveria ter existido desde o primeiro dia.

Os recursos públicos são limitados e devem ser canalizados para onde produzem maior benefício. Num sistema educativo com tantas necessidades por satisfazer, não faz sentido desperdiçar verbas em situações que pouco ou nada contribuem para resolver o problema da falta de professores.

Como tantas vezes acontece, não será uma solução perfeita. Mas será, certamente, uma solução mais justa, mais transparente e mais coerente com o objetivo que justificou a criação deste incentivo.

E, nestes casos, aplica-se um velho ditado que continua atual: Mais vale tarde do que nunca!

José Pereira da Silva

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Parece que os 750€ Podem Desaparecer

Ouvi dizer que o pagamento dos 750 €, atualmente atribuído a todos os docentes com funções letivas que já reúnem as condições para a aposentação, poderá deixar de ser concedido, a partir de 1 de setembro, aos docentes que não exerçam funções em escolas localizadas em zonas carenciadas.

 

 

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Revisão do Modelo de Recrutamento e Colocação de Docentes

Foi hoje apresentada aos sindicatos a versão do Modelo de Recrutamento e Colocação de Docentes.

É um documento que muda muitas regras e que merece uma leitura mais atenta, mas lá tem o artigo 28.º que remete já para o dia 1 de setembro de 2026 a nova forma de colocação diária de professores, acabando-se as famosas Reserva de Recrutamento.

 

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Balanço da reunião negocial desta manhã entre FNE e MECI

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Novidades sobre a eleição do Diretor

A eleição do Diretor vai passar a ser realizada por sufrágio universal.

Boas notícias para a democracia

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Informações – Época Extraordinária dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026

– Calendário das provas desta Época Extraordinária;
– Inscrições para a Época Extraordinária;
– Alargamento da 2.ª fase de candidaturas ao Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior;
– Afixação dos resultados do CNA ao Ensino Superior.

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Era o Mínimo…

Renovação dos contratos de técnicos especializados

 

Caro Diretor(a)/ Presidente de CAP

 

Tendo em vista garantir o arranque do ano letivo 2026/2027 com os recursos humanos necessários ao funcionamento dos estabelecimentos de ensino e, sempre que possível, salvaguardar a continuidade pedagógica, deve privilegiar-se a manutenção das colocações existentes no ano letivo 2025/2026, desde que a necessidade subsista, seja mantida a mesma carga horária, exista anterior autorização das entidades competentes e haja concordância expressa de ambas as partes.

 

Assim, para o ano letivo 2026/2027, poderá ser autorizada a continuidade dos contratos dos técnicos especializados que reúnam cumulativamente os seguintes requisitos:

a) Tenham desempenhado funções no ano letivo 2025/2026 em horário anual e completo, considerando-se como tal o horário cujo pedido tenha sido efetuado até 16 de setembro de 2025 (inclusive), com o motivo «Necessidade autorizada» e com a duração «Termo a 31 de agosto de 2026»;

b) A necessidade se mantenha para o ano letivo 2026/2027 com o mesmo número de horas, devidamente autorizada pelas entidades competentes;

c) Exista concordância expressa de ambas as partes.

 

À semelhança do que ocorreu em anos letivos anteriores, poderá igualmente ser autorizada a continuidade dos contratos anuais de 18 horas de técnicos especializados que exerçam funções não docentes, desde que se encontrem reunidos os requisitos previstos na alínea a).

 

Considerando que se encontram a decorrer procedimentos concursais para recrutamento de técnicos superiores por tempo indeterminado, apenas poderão ser renovados os contratos dos técnicos especializados que cumpram os requisitos anteriormente definidos e relativamente aos quais não tenha sido aberta vaga para o respetivo posto de trabalho no âmbito daqueles procedimentos concursais.

 

Oportunamente, será disponibilizada no SIGRHE a aplicação «Horários/Contratação», contendo a lista dos técnicos especializados elegíveis para continuidade dos respetivos contratos, nos termos do artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na sua redação atual.

 

Caso sejam identificadas necessidades adicionais, as mesmas deverão ser comunicadas, acompanhadas da respetiva fundamentação, para análise e decisão.

 

Um abraço.

 

O Presidente do Conselho Diretivo

Raúl Capaz Coelho

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Os 25 euros da vergonha…

Os Alunos que, pelos mais variados motivos, tenham dúvidas quanto à classificação do(s) respectivo(s) Exame(s) não poderão deixar de pedir a reapreciação dessas provas, mas, e independentemente, do seu estatuto socioeconómico, terão que desembolsar, logo à partida, 25 euros por cada requerimento apresentado…

 

É uma vergonha exigir a um Aluno o pagamento de 25 euros pela reapreciação de cada Exame, tendo em consideração a panóplia de anomalias ocorridas durante e após a classificação dos Exames Nacionais…

 

É uma vergonha exigir a um Aluno 25 euros por cada pedido de reapreciação, sabendo que muitas famílias não terão condições económicas para fazer face a essa exigência, ainda para mais quando, na maior parte dos casos, o pedido de reapreciação será, expectavelmente, suscitado por motivos alheios ao desempenho dos próprios Alunos nos Exames…

 

“Os 25 euros têm de se manter. É uma taxa moderadora”, defendeu o ministro. (Jornal Diário de Notícias, em 20 de Julho de 2026)…

 

Esta teimosia e insensibilidade do Ministro Fernando Alexandre são mais um reflexo da sua manifesta incapacidade de reconhecer erros próprios, nomeadamente toda a trapalhada tecnológica concebida e promovida pelo Ministério tutelado por si…

 

Temos um Ministro que não percepciona a intranquilidade existente nas escolas do país; que já alterou por diversas vezes a calendarização de vários procedimentos inerentes aos Exames Nacionais e ao Concurso de Acesso ao Ensino Superior, claramente quando isso lhe deu jeito; mas que, em simultâneo, alega que o pagamento dos 25 euros não pode ser abolido porque se trata de uma “taxa moderadora”…

 

Fantástico raciocínio esse!

 

Mesmo sabendo que o dinheiro despendido nos pedidos de reapreciação dos Exames será devolvido se a classificação final for igual ou superior à inicialmente atribuída, não deixa de ser injusto, talvez até desumano, que não possa existir uma isenção temporária dessa alegada “taxa moderadora”, tendo em consideração o caos que impregnou a classificação das provas e cuja responsabilidade nunca poderá ser imputada aos Alunos…

 

O Ministro da Educação saberá, com certeza, que existem situações que justificam a abolição temporária do pagamento de qualquer taxa moderadora, seja na Educação, na Saúde ou noutra qualquer área…

 

O maior entrave a essa isenção temporária parece ser a ausência de vontade política por parte do Governo, nomeadamente de Fernando Alexandre, para a concretizar…

 

Esbanja-se tanto dinheiro sem justificação atendível, mas não se autoriza, numa situação extraordinária, a isenção de uma “taxa moderadora” aos Alunos?

 

Lamentavelmente, e à falta de melhor justificação do Ministro, parece que temos uma Tutela notoriamente interessada em dissuadir a apresentação de reapreciações, pela via do pagamento obrigatório de 25 euros por cada pedido de reavaliação…

 

Não se assumem erros nem falhas; imputa-se sistematicamente a terceiros a responsabilidade do muito que correu mal e, pior do que isso, tenta-se, agora, dissuadir os Alunos a apresentar pedidos de reapreciação de Exames, obrigando-os ao pagamento de uma “taxa moderadora”…

 

Fernando Alexandre deveria ter a coragem de visitar, aleatoriamente e sem aviso prévio, várias escolas do país, onde seja ministrado o Ensino Secundário e ver, com os próprios olhos, as filas infindáveis de Alunos/Pais para as respectivas Secretarias e ouvir tudo o que vai sendo dito por uns e por outros…

 

Talvez assim a sua consciência não ficasse tão tranquila… Talvez assim voltasse a ser acometido por insónias…

 

Só lhe fazia bem…

 

Paula Dias

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Mobilidade de docentes por motivo de doença 2026/2027 – Reclamação

Aplicação disponível até ao dia 27 de julho de 2026 (23H59 de Portugal continental), para os docentes não admitidos ao procedimento, efetuarem a reclamação do resultado da MPD. Os docentes devem expor a situação a retificar e anexar os documentos que considerarem pertinentes para a reanálise da situação procedimental.

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O CONCURSO DOS TÉCNICOS NÃO PREJUDICA APENAS OS TÉCNICOS. PREJUDICA OS PROFESSORES, OS ALUNOS E AS ESCOLAS.

 

Há um erro grave na forma como estamos a olhar para o concurso dos técnicos superiores das escolas.

Parece tratar-se apenas de psicólogos, terapeutas da fala, assistentes sociais, educadores sociais e outros profissionais especializados. Não se trata. Quando uma escola perde estabilidade nestas equipas, o problema entra diretamente na sala de aula e acaba, inevitavelmente, nas mãos dos professores.

O Governo decidiu vincular 1 406 técnicos, incluindo 758 psicólogos e 648 profissionais de outras áreas. A intenção é positiva: reduzir a precariedade, reforçar as respostas especializadas e garantir maior estabilidade às escolas. O problema está na forma como o processo foi concretizado através de procedimentos conduzidos localmente pelos agrupamentos, com diferentes júris, calendários e métodos de seleção. (Governo de Portugal)

Quando o sistema especializado falha, o professor transforma-se no último adulto disponível.

É o professor que recebe o aluno em crise.

É o diretor de turma que ouve a família.

É o professor de Educação Especial que tenta articular respostas.

É o coordenador que procura resolver conflitos.

É a direção que gere reclamações, faltas de acompanhamento e situações para as quais a escola não dispõe de profissionais suficientes.

Depois, perguntamos por que razão os professores estão exaustos.

Um professor pode escutar, acolher, sinalizar e encaminhar. Não pode substituir um psicólogo, um terapeuta da fala, um assistente social ou um técnico especializado. Obrigar implicitamente os professores a preencher essas lacunas é como pedir ao comandante de um avião que, durante o voo, abandone a cabine para reparar os motores. Pode ser uma pessoa competente, dedicada e responsável. Continua a não ser essa a sua função.

Há ainda outro problema: a possível perda de profissionais que já conhecem profundamente as escolas.

Uma técnica que trabalha há vários anos num agrupamento conhece os alunos, as famílias, os professores, os parceiros locais e os casos mais delicados. Conhece também aquilo que não aparece num relatório: quem precisa de ser abordado com cuidado, que família deixou de responder, que aluno está a aproximar-se de uma rutura e que professor necessita de apoio para conseguir manter uma turma funcional.

Quando esse profissional sai, não se perde apenas uma pessoa. Perde-se memória institucional.

O currículo pode ser consultado. A confiança não.

Os processos podem ser transferidos. As relações não.

Um novo técnico pode ser excelente, mas necessitará de tempo para compreender a cultura da escola, reconstruir ligações e conquistar a confiança de alunos e famílias. Durante esse período, os problemas não ficam suspensos. Recaem sobre os professores e sobre as direções.

O próprio Sindicato Nacional dos Psicólogos denunciou situações que, segundo a organização, colocam em causa a igualdade entre candidatos, incluindo diferenças nos procedimentos adotados pelas escolas. A Federação Nacional da Educação também alertou que a descentralização dos concursos, sem regras suficientemente uniformes e mecanismos robustos de supervisão, pode comprometer a transparência e a equidade. (SNP)

Esta instabilidade prejudica ainda o planeamento do próximo ano letivo.

Uma escola não consegue organizar seriamente respostas de inclusão, saúde psicológica, orientação vocacional, prevenção do abandono, intervenção social ou apoio às famílias sem saber exatamente com que profissionais contará.

Não se constrói uma equipa multidisciplinar em setembro através de uma lista de nomes.

Uma equipa constrói-se com tempo, confiança, linguagem comum e conhecimento mútuo. Quando se altera uma peça decisiva sem preparar a transição, toda a estrutura perde capacidade de resposta.

Isto prejudica também a autoridade dos professores.

Um professor que sinaliza repetidamente um aluno e não obtém resposta começa a sentir que o sistema não funciona. Uma família que procura ajuda e encontra atrasos passa a responsabilizar a escola. Um aluno que conta um problema e não recebe acompanhamento aprende que pedir ajuda é inútil.

A confiança desaparece muito antes de aparecer uma reclamação formal.

Portugal precisa de mais técnicos permanentes nas escolas. Os próprios dados recolhidos pela Fenprof junto de diretores indicaram carências significativas de pessoal, incluindo técnicos especializados e professores. (Fenprof)

Por isso, vincular profissionais é necessário. Mas vincular não pode significar desorganizar.

Combater a precariedade não pode criar uma nova vaga de instabilidade.

Garantir igualdade no acesso à função pública não pode significar ignorar a experiência relevante, a continuidade dos projetos e o conhecimento acumulado nas comunidades escolares.

Dar autonomia às escolas não pode significar entregar-lhes um problema administrativo complexo e depois deixá-las sozinhas a responder pelas consequências.

O Ministério tem a obrigação de garantir critérios uniformes, transparência, acompanhamento central, proteção da continuidade dos serviços e transições responsáveis. As escolas não podem ser transformadas em laboratórios burocráticos onde cada agrupamento interpreta, organiza e resolve como consegue.

Este concurso pode representar um avanço histórico na valorização dos técnicos das escolas.

Mas, se for mal conduzido, produzirá exatamente o contrário daquilo que promete: mais incerteza, mais trabalho para os professores, mais pressão sobre as direções e menos continuidade no apoio aos alunos.

Uma escola não é apenas um edifício onde trabalham profissionais diferentes.

É uma rede de confiança.

Quando o Estado mexe nessa rede sem compreender as ligações, não está apenas a mudar contratos. Está a fragilizar o trabalho diário de todos os que permanecem.

Alfredo Leite

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Reclamação/Desistência – Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a reclamação/desistência da candidatura aos Concursos Interno e Externo do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança 2026/2027. 

Nota de Anexos

Legislação

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A Falta de Comunicação É O Principal Erro Para Tudo Falhar

Não quero centrar a falta de comunicação do JNE com as escolas neste processo de mudanças no Ministério da Educação para que tudo vá falhando e sejam criadas estas situações em que todo o país fale nos erros dos exames.

Não é só nos exames que esta falta de comunicação existe, mas sim em muitas outras áreas do Ministério da Educação.

No que respeita ao concurso dos Técnicos Superiores é ainda mais evidente esta falha de comunicação e de preparação das novas estruturas criadas pelo MECI.

Estamos agora a falar da AGSE e do EduQA, e não apenas do IAVE.

As reuniões de preparação para as mudanças desapareceram e o que passou a existir foram webinars sem possibilidade de colocação de questões ou de feedback de quem está nas escolas para indicar aquilo que estava a ser mal preparado.

Se alguma vez tivesse sido ouvido para estes novos exames ou para o concurso de técnicos superiores tinha dado a minha opinião sobre os erros que estavam a ser cometidos por experiência própria e no meio de tantas opiniões válidas o MECI nunca teria este caminho. ACho mesmo que ter aqui o Blog é a única forma de comunicar com o MECI, porque de todos os mail ou SMS que envio nenhum tem resposta.

Mas ninguém quis saber da opinião dos diretores, das escolas ou de quem anda nisto há imensos anos.

E agora recuperar qualquer credibilidade no sistema de avaliação ou nos concursos públicos deste MECI vai levar muitos anos a recuperar.

E para o ano vêm aí uma reforma curricular, de fusão de ciclos e mais alguma coisa que nem imagino por enquan

 

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Se Fossem Só os Exames…

… mas são ainda mais outras coisas a assoberbar o trabalho das escolas nesta altura.

E o Concurso de Técnicos Superiores parece ter ficado no esquecimento no meio desta azáfama toda.

 

Escolas assoberbadas de trabalho devido aos constrangimentos nos exames nacionais

 

 

Diretores, professores e funcionários trabalharam no fim de semana e, inclusive, durante a noite. Todos temem que a 2.ª fase dos exames nacionais seja igual ou parecida com a primeira.

 

 

Nas escolas, multiplicam-se os casos de angústia e desconfiança devido aos constrangimentos no processo de classificação dos exames nacionais. Há situações em que as notas foram mais baixas, o que vai fazer disparar o número de pedidos de reapreciação do exame.

É digital o ato de apontar o dedo à pauta e humano o sentimento de dúvida.

Francisco Silveira quer entrar num curso de ciências alimentares. Pelo sim, pelo não, o aluno vai recorrer a uma segunda opinião.

Na Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, foram 2.300 exames do secundário. A escola ligou a cada aluno que tinha a nota “suspensa”.

Nas secretarias, funcionários administrativos e professores aceitam pedidos e afixam pautas, não conseguindo entregar a Ficha Enes, de acesso ao Ensino Superior, por ser cedo demais.

Diretores, professores e funcionários trabalharam no fim de semana e, inclusive, durante a noite. Todos temem que a 2.ª fase dos exames nacionais seja igual ou parecida com a primeira.

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Classificadores vão passar a ser pagos

O ministro da Educação anunciou que os classificadores vão ser pagos por classificação de exames, no próximo ano letivo.

 

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Resultados da Prova de conhecimentos dos Psicólogos

Agora descubram quem é quem no meio das 20 páginas ordenadas pelo número de contribuinte.

 

Screenshot

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Concurso Nacional 2026/2027 – Validação da Mobilidade Interna

Concurso Nacional 2026/2027 – Validação da Mobilidade Interna

Encontra-se disponível até às 23h59 horas de 24 de julho de 2026 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica da Validação da Mobilidade Interna.

Nota de Anexos

Legislação

 

 Outros

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Mas Ainda Alguém Confia em Alguma Prova?

Tendo sido verificado um problema de parametrização relativo à leitura automática do item 7.1 da versão 2 da prova de exame nacional de Física e Química A (715), nomeadamente, a definição incorreta da chave de resposta do item referido, vem o JNE/EduQA esclarecer as escolas, professores e alunos que, a fim de garantir a equidade e a justiça entre todos os alunos, bem como o rigor do processo de avaliação, determinou o reprocessamento da classificação automática do item referido, agora com a chave de classificação correta.
Assim, na manhã deste dia 20 de julho, as estruturas regionais do JNE/EduQA procederão ao envio às escolas de novas pautas para a prova de Física e Química A (715).
O JNE/EduQA agradece toda a colaboração das direções e dos secretariados de exames das escolas, apresentando as devidas desculpas aos alunos afetados por este lapso.
Com os melhores cumprimentos.
O Presidente do JNE

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Isto é gozar com quem estuda! – AAC

Há quem diga que a Educação deve preparar os jovens para o futuro, no entanto o Governo não parece ter presente este conceito.

O caos que testemunhámos ao longo da última semana provou ao país que a Educação se encontra condenada a um autêntico labirinto sem saídas, no qual o Estudante, infelizmente, fica para trás.

O processo de revisão do RJIES expôs a dura verdade – não convém integrar verdadeiramente os Estudantes nos órgãos de governação. Perto de 20 anos passados, com inúmeros apelos, reivindicações e manifestações pelo caminho e, ainda assim, prevaleceu o mesmo percentual atribuído aos Estudantes nos Conselhos Gerais, 25%.

O caos nos exames nacionais conseguiu alertar a sociedade de portuguesa para as debilidades infraestruturais da tutela. Promessas e reformas milagrosas que chegam para prejudicar aquilo que já funcionava minimamente bem. Agora, multiplicam-se milhares de alunos do ensino secundário que veem o futuro que lhes foi garantido pelo Estado preso por um fio, num clima de incerteza, fragilidade e ansiedade – tudo aquilo com que este governo se comprometeu não promover.

Por fim, os milhares de estudantes bolseiros do Ensino Superior veem agora em risco o acesso à sua bolsa de estudos. A profunda reestruturação da Ação Social a que o Governo se propôs exige uma interoperabilidade e coordenação nacional que neste momento não se verifica. Um processo historicamente moroso que, agora, poderá agravar-se ainda mais. Falamos de milhares de estudantes a terem acesso à atribuição da bolsa nos meses finais do ano letivo – isto não é simplesmente tolerável.

O Ensino Superior atravessa um período decisivo. Mas aparentemente, para o Governo, a prioridade não é o Estudante, muito menos o Futuro dele. Não há como negar, ISTO É GOZAR COM QUEM ESTUDA!

Associação Académica de Coimbra

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Exmo Presidente do IAVE. Defina Final do Dia de Hoje

Porque a tarde do dia 17 do Sr. Ministro foi às 19:30 e necessitamos de perceber as vossa noções de tempo.

Intervalo da final do campeonato do mundo? Final do jogo? Ou lá para as 23:50, depois do rescaldo do jogo?


Exmo(a). Sr(a). Diretor(a),

Relativamente às provas finais do ensino básico, do 9.º ano de escolaridade, vem o JNE/EduQA informar que as remessas de dados do ENEB com as pautas de resultados das provas referidas serão remetidas às escolas ao fim do dia de hoje, 19 de julho, de forma que as escolas possam afixar as pautas de classificação logo no início da manhã do dia 20 de julho, se possível até às 9h30.

Assim, os alunos que necessitam de se inscrever para a 2.ª fase destas provas deverão fazê-lo durante o dia de segunda-feira, 20 de julho, devendo as escolas dar a colaboração que for necessária para a consecução das inscrições por todos os alunos referidos. No entanto, as escolas deverão dar prioridade à realização das provas pelos alunos nos casos em que não tenha sido possível efetuar a inscrição previamente, em particular da prova de Português (91), que se realiza no dia 21 de julho, bem como das restantes provas desse dia.

O JNE/EduQA agradece toda a colaboração das direções das escolas e dos secretariados de exame neste processo, pedindo desculpa a todos, incluindo alunos e famílias, pelo atraso na disponibilização dos resultados. Este atraso, como é conhecido, e sem pôr em causa a importância das provas finais do ensino básico, na transição dos alunos para o ensino secundário, deveu-se à necessidade de priorizar a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, tendo em consideração a sua fulcral importância para o concurso de acesso ao ensino superior.

Muito obrigado

O Presidente do Júri Nacional de Exames

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Prognósticos No Final do Jogo

… porque se lá estivesse era capaz de ser tudo igual.

 

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Não percebo Porque o Ministro Solicita Ajuda…

… ao Conselho de escolas, à ANDE e à ANDAEP, quando os 3 elementos convocados para a reunião de Braga só se representam a si próprios.

Existem mais 809 diretor@s de escolas para serem ouvidos, OK?

O Incapaz ainda não foi capaz de organizar a abertura de um concurso para o novo Conselho de Diretores que está defunto há mais de 3 anos?

A ANDE é representada por quem?

A ANDAEP representa o Filinto e mais quem?

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Exmo Presidente do EduQA

… as provas de equivalência a frequência do 9 ano começam dia 20 de julho e não 21 de julho.

Não percebo a pressa dos resultados estarem afixados às 9:30 de amanhã. Quando eles deviam estar afixados às 9:30 de sexta-feira passada para que os alunos se possam inscrever nas provas de segunda feira às 9:30, calendário este definido por muitas escolas para a realização de alguma PEF de 9 ano.

Ou para vos só conta a PEF de português do 9 ano?

 

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Só os Professores a Sério Percebem Isto

… porque quem está nos gabinetes nem sequer se terá lebrado disto.

Eu vou de féria entretanto, e por muito que venha o ministro dizer que os Diretores não têm horário, eu dou-lhe a resposta adequada de uma maneira ou de outra.

Porque para fazer de conta que está tudo bem ele comigo não pode contar.

 

O Caos Está Agora A Chegar

 

Chegam-me os relatos de colegas classificador@s (e mesmo quem o não foi) que estão desde ontem a receber pedidos de ajuda dos alunos para reverem as provas e darem a sua opinião. As provas completas, não um par de itens. E há um pouco de tudo em relação ao modo como as provas têm sido disponibilizadas. Mas o mais complicado é que, quase por certo, se vão seguir dezenas xde milhar de pedidos de reapreciação. E terão que existir “reapreciadores”. Enquanto decorre a 2.ª fase com secretariados, vigilâncias e tudo o mais. E nesta 2.ª fase existirão muito mais alunos doque em outros anos. E existirá uma nova fase de digitalização e classsificação.

Acham que o pior já terminou com a ilusória afixação de pautas na noite de dia 17?

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O Ministério das Plataformas Sem Alma e o Desafio da Liderança: Entre a Inovação e o “Espalhanço” Assistido – AT

 

As recentes peripécias em torno da digitalização dos exames nacionais, a crónica odisseia para encontrar corretores e o habitual ruído político que acompanha a publicação das notas trouxeram à superfície, mais uma vez, as fragilidades estruturais do nosso sistema educativo.

No centro deste furacão encontra-se um Ministro da Educação que, justiça lhe seja feita, tem demonstrado um empenho inegável em romper com o imobilismo. Contudo, a vontade política esbarra frequentemente numa trindade burocrática — EduQA, Júri Nacional de Exames (JNE) e o próprio MECI — que parece sofrer de uma gritante falta de articulação com quem realmente percebe do terreno: as Escolas.

Se empresas como a Blat, a Deloitte ou a Axians são chamadas a desenhar a modernização tecnológica, essa transição nunca será eficaz se ignorar a realidade de quem digita, confere e valida os dados diariamente nas secretarias escolares.

Compreendem-se, por isso, as recentes palavras de pressão da tutela dirigidas aos Diretores que vacilam na apresentação de soluções.

O Ministro traz uma postura inovadora, que a muitos recorda a energia de um diretor recém-chegado a uma nova escola: cheio de mundividência, mas rodeado por uma equipa excessivamente “virgem” e sem a indispensável experiência de caserna.

Do outro lado da barricada, assistimos ao habitual fenómeno sociológico das organizações. Perante o novo líder, uma fatia da máquina remete-se a um silêncio calculista, “esquecendo” competências antigas e aguardando, de braços cruzados, que a nova tutela se “espalhe” para poder clamar o clássico “eu bem avisei”.
Raras são as vozes dispostas a partilhar a sabedoria da experiência acumulada para construir pontes em vez de muros.

Esta gritante falta de coordenação de dados no MECI é o dragão que este Ministério tenta, corajosamente, combater. Causa perplexidade que, em pleno 2026, ainda se discuta a incapacidade de cruzar dados e que a liderança escolar pareça, por vezes, infoexcluída das soluções aplicacionais modernas.

Numa era de centralização digital, por que razão as classificações não foram disponibilizadas diretamente no PIEPE ou integradas nos sistemas que as escolas já dominam, como o Inovar ou o GIAE Online?

A resposta é tão simples quão desoladora: o Ministério da Educação padece de um atraso crónico porque teima em viver na pré-história do “ficheiro Excel”, quando o futuro exige ecossistemas partilhados e integrados.

Para dar o salto qualitativo que o Ministro deseja, o primeiro passo terá de ser a renovação dos seus conselheiros de gabinete, substituindo teóricos por quem tem calos nas mãos de gerir o sistema.

Nós, que por aqui andamos há mais de vinte anos a partilhar as dores e as ironias deste funcionalismo técnico, continuaremos a lançar as nossas notas de rodapé — com o humor fino que os nossos leitores habituais tão bem decifram.

Se a tutela quiser, verdadeiramente, fechar a porta aos palpiteiros de turno e ouvir quem conhece cada engrenagem deste Ministério, a nossa porta para uma reunião privada continua aberta.

Até lá, resta-nos gerir o caos com a resiliência de sempre.

Blog AT

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Informação sobre a afixação das pautas com os resultados dos exames nacionais

Tendo em consideração a necessidade de implementar processos rigorosos de validação da qualidade dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, a bem da transparência e da equidade entre todos os alunos, o JNE/EduQA procedeu a processos de validação complementares num conjunto limitado de provas, cerca de 1400 provas a nível nacional, de entre o total de 290.351 provas, a fim de se assegurar que os resultados a apresentar em pauta tinham a consistência necessária.

Assim, a fim de não atrasar em demasia a afixação das pautas dos resultados dos exames nacionais, e para não defraudar as espectativas da grande maioria dos alunos e suas famílias, o JNE/EduQA decidiu, ontem, às 19h30, dar luz verde ao processo, tendo os agrupamentos regionais do Júri Nacional de Exames enviado os resultados às escolas durante o final de tarde e noite de ontem. As provas, cujos resultados ainda estavam em falta, foram assinaladas com o código (-3) do programa ENES, o que significa que se encontram suspensas. Entretanto, após o termo da validação dos resultados das provas em falta, que aconteceu durante o dia de hoje, as pautas completas encontram-se prontas para envio às escolas, o que deverá ocorrer nas próximas horas, pelo que as escolas poderão oportunamente proceder à sua afixação a partir de amanhã.

O JNE/EduQA lamenta este compasso de espera para um conjunto de alunos e suas famílias, mas fê-lo por estar totalmente comprometido com os alunos e com a qualidade da avaliação externa, processo fundamental para o progresso dos alunos para o ensino superior ou para a vida ativa.

Acresce também informar que o processo de inscrições para a segunda fase se encontra a decorrer desde ontem, na plataforma PIEPE (https://jnepiepe.dge.mec.pt/), e decorrerá até à próxima segunda- feira, dia 20 de julho.

Recorda-se também que os alunos terão acesso às suas provas em suporte digital, a fornecer pelas escolas, o que facilitará a consulta das provas, passo importante para a transparência do processo.

Num ano de especial exigência, em que finalmente se concretizou a transição digital na avaliação externa em todos os ciclos de ensino, e no qual o sistema se deparou com desafios e dificuldades que exigiram o melhor de todos nós, resta-nos manifestar um profundo agradecimento por todo o trabalho desenvolvido, comprometimento com a missão e com os alunos por parte dos professores classificadores, professores das estruturas centrais e regionais do JNE, professores do centro de digitalização do JNE, técnicos e dirigentes da INCM, técnicos e professores do EduQA, diretores das escolas e demais colaboradores.

Muito obrigado. O Presidente do EduQA – Luís Pereira dos Santos

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Caiu a máscara ao Ministro da Educação…

Lembram-se daquele Ministro da Educação que, no inicio da sua acção governativa, aparentava ser uma personagem simpática e afável que, alegadamente, conseguiu cativar a maior parte daqueles que tutelava?

 

Esqueçam essa imagem, isso desapareceu!

 

– Em seu lugar, temos agora um Ministro incapaz de assumir erros e de gerir frustrações;

 

– Que se desonera sistematicamente de qualquer responsabilidade pelo caos criado pelas suas próprias decisões, remetendo a terceiros um ónus que é apenas seu;

 

– E que, pior do que o anterior, reage de forma prepotente, desproporcionada e agressiva, em particular quando se sente acossado ou posto em causa…

 

– O que temos agora é um Ministro da Educação com uma imagem altamente descredibilizada e fragilizada, mas que, em simultâneo, “dispara em todas as direcções”, evidenciando a arrogância de quem se sente encurralado no labirinto que o próprio criou, sem contudo ser capaz de o assumir…

 

A minha avaliação inicial de Fernando Alexandre foi bastante positiva… Tão positiva que, em 15 de Setembro de 2024, escrevi um texto publicado pelo Blog DeAr Lindo, onde, entre outros, constava esta afirmação:

 

– Em jeito de balanço, em pouco mais de cinco meses,  Fernando Alexandre tem mostrado uma acção governativa norteada pela honestidade intelectual, pela transparência e por uma perspectiva humanista da Educação…

 

Passados quase dois anos, lendo o que escrevi naquela época, sinto-me completamente defraudada pela figura do Ministro da Educação… No momento actual, diria, até, que a minha avaliação de Fernando Alexandre se encontra nas antípodas do que já foi…

 

Quem leu e/ou ouviu as declarações do Ministro da Educação na última semana, e em particular na noite de 17 de Julho passado, percebe imediatamente que caiu a máscara a Fernando Alexandre…

 

Desde responsabilidades imputadas de forma ilegítima a terceiros, até ameaças explícitas dirigidas a Directores e/ou a Secretariados de Exames dos Agrupamentos de Escolas, passando pelo desprezo e desconsideração das competências dos Conselhos Gerais, houve um pouco de tudo…

 

Estamos efectivamente perante uma hecatombe sem precedentes, relativa à classificação digital dos Exames Nacionais, motivada por sucessivas trapalhadas tecnológicas, concebidas e promovidas pelo próprio MECI, cujo principal responsável político é, como não poderá deixar de ser, o próprio Ministro da Educação Fernando Alexandre…

 

Milhares de Alunos e respectivas famílias estão, neste momento, imersos na incerteza, na angústia e na ansiedade de não saberem como gerir todo o caos gerado pela incompetência alheia, que mais não fez do que descredibilizar todo o processo de classificação dos Exames Nacionais…

 

Por muito que o Ministro da Educação o pretendesse, a realidade não é mascarável por “truques” e estratégias ardilosas, nem anulável por ameaças que, depreende-se, teriam como objectivo impor a ideia de que nas escolas reinam a tranquilidade e a normalidade…

 

Mas a normalidade nunca poderá ser o que estamos a viver…

 

O que estamos a viver é um verdadeiro pesadelo, tendo como principais vítimas da incúria alheia os próprios Alunos, que acabaram arrastados para um intrincado de confusões e de problemas, muito difícil de solucionar…

 

Alunos que já não conseguirão livrar-se do enredo caótico em que os submergiram…

 

Afinal, quem será responsabilizado por esta inenarrável saga, em particular por eventuais danos infligidos aos Alunos? Com que consequências?

 

Definitivamente, caiu a máscara ao Ministro da Educação…

 

Paula Dias

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COMUNICADO – Relativamente às classificações dos Exames Finais

Relativamente às classificações dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) esclarece o seguinte:

• Foram ontem à noite e esta manhã afixadas nas escolas ou disponibilizadas online as classificações dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário. O MECI agradece aos Diretores o notável esforço adicional para que aquelas fossem do conhecimento dos alunos e das famílias;

• Começaram na sexta-feira à noite a ser enviadas às escolas classificações de provas que estavam em falta e que, por esse motivo, no momento de extração dos resultados apareceram nas pautas com a menção “suspenso” ou com números negativos, quando existe uma classificação atribuída. As escolas estão a proceder à atualização das pautas e das plataformas de disponibilização dos resultados a alunos e encarregados de educação;

• Ao longo do processo de classificação surgiram situações que requereram uma análise complementar para garantir o rigor da avaliação, tais como provas enviadas tardiamente pelas escolas, folhas de versão em falta (se o aluno realizou a versão 1 ou 2 da prova), folhas de continuação em falta e folhas de continuação em branco sem correspondência a um número convencional de aluno;

• Todas as situações que possam corresponder a desconformidades serão averiguadas;

• As situações exemplificadas em cima foram sendo resolvidas continuamente durante o período de classificação. Na sexta-feira, à hora de envio dos resultados para as escolas, o EduQA/JNE decidiu que, nos casos ainda em resolução, as classificações seriam publicadas com a menção “suspenso”, de modo a prevenir erros que prejudicassem os alunos;

• O EduQA informará ainda hoje as escolas sobre as classificações que permanecem com a menção “suspenso” e cuja resolução carece de informação adicional por parte dos estabelecimentos de ensino, tendo em vista a sua resolução definitiva;

• O Ministério da Educação, Ciência e Inovação assegura que nenhum aluno será prejudicado no acesso ao Ensino Superior por motivos não imputáveis ao próprio;

• Os alunos que pedirem a reapreciação da sua prova poderão usá-la na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, tal como previsto no Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público para a Matrícula e Inscrição no Ano Letivo de 2026-2027:

“Sempre que o resultado da reapreciação ou da reclamação de uma classificação de um exame final nacional do ensino secundário ou de outro elemento considerado no cálculo da nota de candidatura só seja conhecido após o fim do prazo da candidatura, e dele resulte uma alteração de classificação, é facultada, até três dias seguidos após a respetiva divulgação:

a) A apresentação da candidatura, aos candidatos que só então reúnam condições para o fazer;

b) A alteração da candidatura, aos candidatos que a tenham já apresentado.”

• A inscrição para a 2.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário é realizada, como habitualmente, de forma online através da Plataforma de Inscrição Eletrónica em Provas e Exames (https://jnepiepe.dge.mec.pt/site/login ), terminando o prazo de inscrição na segunda-feira, dia 20 de julho.

• Encontra-se ativa desde a manhã de hoje a versão final da plataforma que permite a disponibilização das provas em formato PDF, com a respetiva classificação item a item, tendo as escolas recebido instruções tendo em vista o seu envio aos alunos ou encarregados de educação;

• Este acesso, disponibilizado pela primeira vez nos Exames Nacionais, de forma gratuita, assegura que os alunos podem verificar todos os seus exames, confirmar se as suas respostas foram classificadas e conhecer a avaliação por item. Esta medida visa garantir total transparência no processo de avaliação externa das aprendizagens;

• Como já anunciado publicamente, será realizada uma auditoria externa ao processo de classificação digital, visando a identificação detalhada das falhas e dos erros que originaram problemas.

• O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, reuniram-se hoje à tarde com o Conselho das Escolas, com a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), com a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), com a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) e com a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) para um ponto de situação.

• O Ministério da Educação, Ciência e Inovação lamenta os atrasos e os constrangimentos verificados e expressa desculpas aos alunos, às famílias, aos

Gabinete de Imprensa do Ministério da Educação, Ciência e Inovação

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Calendário do Concurso Quase Fechado

Deixo a atualização do calendário de concurso 2026/2027 quase fechado, onde surgem apenas duas datas a vermelho que presumo venham a acontecer: a validação da candidatura à MI e o Pedido de Horários/ICL2 que deverão ocorrem nos primeiros 3 dias úteis da próxima semana, apesar do processo de matrículas estar ainda a decorrer. Até é possível que o pedido de horários/ICL 2 atrase mais uns dias devido a esta situação de atraso na públicação das notas dos alunos do 9.º ano.

O dia 31 de julho parece-me a data mais provável para publicação das listas definitivas de colocações da Mobilidade Interna e da Contratação Inicial se o limite para o pedido de horários for mesmo no dia 22 de julho. Caso atrase deve também ser atrasado para o mês de agosto a publicação das listas definitivas.

 

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Escolas estão a receber novos ficheiros de alunos com nota em suspenso

As escolas estão a receber hoje novos ficheiros com a nota dos exames de alunos que na sexta-feira tinham a sua classificação em suspenso, disse o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Escolas estão a receber novos ficheiros de alunos com nota em suspenso

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Divulgação – Concentração de Professores em Defesa da Gestão Democrática das Escolas – 11 de setembro

 

A apresentação do novo modelo de Autonomia, Administração e Gestão das Escolas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação levantou legítimas preocupações junto de muitos professores.

Embora ainda aguardemos pela divulgação do articulado, os princípios apresentados apontam para um reforço significativo da liderança e das competências do diretor, bem como para alterações na composição e funcionamento dos órgãos de gestão, designadamente do Conselho Geral.

A gestão das escolas já hoje se encontra muito distante do modelo de gestão democrática que durante anos caracterizou a Escola Pública. A concretizarem-se as orientações agora anunciadas, receio que estejamos perante um modelo ainda mais centralizado e autocrático, com uma excessiva concentração de poderes, em prejuízo da transparência, do escrutínio e da participação da comunidade educativa.
Uma escola pública de qualidade exige equilíbrio de poderes, prestação de contas e uma participação efetiva de professores, alunos, pais e restante comunidade educativa. A autonomia das escolas não pode servir de fundamento para diminuir a gestão democrática.
É neste contexto que convoco uma concentração de professores para manifestar preocupação com a reforma anunciada e defender uma gestão verdadeiramente democrática das escolas.

📅 Data
11 de setembro (sexta-feira)

🕝 Hora
14h30

📍 Local
Ministério da Educação, Ciência e Inovação
Avenida Infante Santo, n.º 2 – Lisboa

Convido todos os colegas que partilhem estas preocupações a juntarem-se a esta iniciativa. Independentemente das posições de cada um sobre o articulado, que ainda será conhecido, considero importante afirmar que qualquer reforma da gestão das escolas deve reforçar a democracia, a transparência, a participação e a responsabilização, e não caminhar no sentido contrário.

A Escola Pública merece uma gestão democrática. A voz dos professores deve ser ouvida.

José Pereira da Silva

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Resultados da Mobilidade Por Doença

Os candidatos à Mobilidade Por Doença acabaram de ser notificados dos resultados deste pedido.

basta consultarem o SIGRHE  na área da Mobilidade Por Doença.

 

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Já São 19:36 e Nada de Provas Ainda

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Informação sobre o processo de classificação dos exames nacionais e provas finais do ensino básico

O processo de classificação digital das provas de avaliação externa constitui uma operação de elevada complexidade técnica e organizacional, envolvendo milhares de classificadores, centenas de milhares de respostas de alunos e um conjunto de procedimentos exigentes destinados a assegurar a equidade entre os alunos e a validade dos resultados.

O processo que o JNE/EduQA desenvolveu no presente ano letivo, pela primeira vez no sistema educativo português, enfrentou dificuldades que são já do conhecimento público. Ainda assim, foram mobilizados professores, técnicos e colaboradores da INCM, cujo trabalho, a par do esforço dos professores classificadores, tornou possível a classificação digital das provas de avaliação externa.

A transição digital na classificação dos exames nacionais e das provas finais do ensino básico envolve a digitalização das folhas de resposta, o respetivo tratamento digital e a disponibilização das provas para classificação. Pela natureza desta operação, podem ocorrer dificuldades técnicas ou organizativas, como falhas de digitalização, imagens incompletas ou ilegíveis, ausência de páginas ou itens e associação incorreta de ficheiros.

No presente ano letivo, foram realizadas 290.351 provas, correspondentes a 2.059.974 itens digitalizados. Em situações excecionais, pode verificar-se o extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno. Embora estas ocorrências sejam residuais, exigem procedimentos específicos, uniformes, verificáveis e transparentes.

O princípio orientador deve ser o de assegurar que nenhum aluno seja prejudicado por uma ocorrência administrativa, técnica ou logística alheia à sua vontade, preservando simultaneamente a integridade da avaliação, a comparabilidade dos resultados e a transparência do procedimento adotado.

Face ao exposto, o JNE/EduQA considera adequado assegurar a publicação das classificações dos exames nacionais do ensino secundário, ainda hoje, dia 17 de julho de 2026, até às 19h30, e posteriormente definir o procedimento a aplicar às provas com itens em falta, nomeadamente em sede de consulta, reapreciação ou reclamação. Nesse sentido, serão dadas, oportunamente, mais orientações às escolas sobre esta matéria. Estes casos, estarão sinalizados nas pautas com “suspenso”.

No âmbito das Provas Nacionais 2026, e a fim de facilitar o acesso às provas pelos alunos e encarregados de educação, o JNE/EduQA disponibiliza a Plataforma de Envio de Exames, através da qual cada Agrupamento Escolar poderá aceder aos exames das escolas que o integram.

Por outro lado, tendo em conta a necessidade de priorizar a divulgação dos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, que são determinantes para o acesso ao ensino superior e cuja 1.ª fase de candidatura decorre online a partir do dia 20 de julho, o JNE/EduQA decidiu adiar a afixação das pautas de resultados das provas finais de ciclo para o início da próxima semana.

Agradecemos, desde já, a vossa constante colaboração, essencial para garantir um acesso seguro e atempado aos exames e aos resultados da avaliação externa.

O Presidente do Júri Nacional de Exames

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Avaliação Psicológica, Mais Uma Parvoíce da AGSE

A AGSE percebeu agora da sua (IN)CAPAZcidade em aplicar a Avaliação Psicológica a tantos candidatos e remete para as escolas a compra das provas de avaliação psicológica.
E quem as vai aplicar, Sr. Capaz?
Está praticamente tudo de férias a partir do dia 23 de Julho.
Cara(o) Diretor(a),

 

Nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 17. º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, a avaliação psicológica é realizada, preferencialmente, pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). Todavia, conforme disposto no n.º 3 da mesma norma legal, a avaliação psicológica pode ser realizada pela entidade empregadora pública responsável pelo recrutamento, com recurso aos seus próprios técnicos que detenham habilitação académica e formação adequadas ou através de entidade especializada, quando, fundamentadamente, se revele inviável a aplicação do método pela entidade referida no número anterior.

Tendo a DGAEP manifestado impossibilidade para proceder à aplicação do referido método de avaliação a um tão elevado número de candidatos num prazo relativamente curto, nos termos do n.º 3 do artigo 17. º da Portaria n.º 233/2022 cada um dos AE/EñA pode realizar a avaliação psicológica no âmbito dos procedimentos em curso.

Nessa medida,  foi consultada a SHLportugal.pt, entidade que foi contratada pela DGAEP aquando do último procedimento de recrutamento centralizado desenvolvido por aquele serviço.

Subsequentemente, suscitámos o parecer da DGAEP sobre a mencionada proposta, a qual se pronunciou conforme informação que se anexa.

Tendo presente os elementos que agora se partilham, podem os AE/EñA dar início à aquisição das provas de avaliação psicológica às entidades especializadas existentes no mercado.

A AGSE irá, no imediato, proceder à transferência do montante necessário para o efeito.

Muito obrigado.

Com os melhores cumprimentos,

 

O Presidente do Conselho Diretivo

Raúl Capaz Coelho

 

INF 29 – DGAEP_DEOR_signed

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Aproveito Para Lembrar…

… que hoje é o último dia de candidatura à Mobilidade Interna.

 

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Já Não Tenho Mais Palavras

… para o que se está a passar na tarde de hoje.

A 2.ª fase tem início na próxima segunda-feira e os alunos necessitam de se inscrever no PIEPE para esta fase e com 24 horas de antecedência devem ser publicadas as listas de alunos inscritos.

Agora façam contas para tentarem perceber como é isto possível.

Façamos apostas.

Daqui até segunda-feira quem é que cai no MECI?

O Ministro, um dos Secretários de Estado, o Presidente do EduQA (por arrasto também pode ser o da AGSE), o presidente do JNE ou o Coordenador do secretariado de exames da vossa escola?

Eu aposto mais neste último, que é o que se adequa mais à figura de Porteiro.

 

 

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