Sou contra isto….e acho asneira – Luis Sottomaior Braga

 

Àqueles que me chamam nomes, entre eles burro (que é, aliás, dos mais suaves… tenho trolls empenhados)…vou dar mais um argumento.

Há quem meça a sabedoria pela defesa da vantagem própria. A ganância passa por ideia inteligente.

O ÂNGULO PESSOAL….

Como comecei com habilitação própria, em 1995, e só fiquei profissionalizado em 2004, esta proposta, metida à socapa, fazia-me hoje subir mais de 4 valores na graduação atual.

Isso destruía os equilíbrios relativos entre mim e todos aqueles com quem concorri no passado para os mesmos lugares.

E, mesmo sendo de Quadro de Agrupamento sempre poderei concorrer outra vez um dia. E a graduação é como o dinheiro: os gananciosos querem sempre mais.

Mas a ganância não é inteligente em sistemas complexos que precisam de manter equilíbrios.

NÃO DESEQUILIBREM O ECOSSISTEMA DOS CONCURSOS….

Anda na moda usarem por tudo e nada a palavra “ecossistema”….. os concursos são um. E com uma forte vertente predatória…

Não desequilibrem o ecossistema.

A proposta não é justa. Principalmente se tiver efeitos retroativos. Isto é se vigorar para quem já tenha concorrido….

Destroi uma regra que, durante décadas, sustentou colocações e construiu carreiras.

Imaginem que, a meio dos 4ºs de final do Mundial, se trocava a largura das balizas. 2 jogos feitos com uma largura e outros 2 com outra….era justo?

E, mesmo sendo-me muito vantajoso, (estou no quadro e subiria para os 20 primeiros do meu grupo instantaneamente) chamo a atenção para a injustiça, diria mesmo para os efeitos batoteiros.

A MEDIDA DESINCENTIVA A PROFISSIONALIZAÇÃO….

Não me profissionalizei em 1993 porque não quis. Escolhi o meu caminho, com regras claras.

Reverti a opção porque quis mudar de ideias. Se, agora, o tempo que fiz não profissionalizado não for contado da mesma maneira e dobrar, é injusto para quem fez a escolha desde sempre.

Além de o efeito ter retroatividade na prática. E a retroatividade a criar prejuízo para alguém é sempre injusta.

E, por isso, é que, também do meu lado, posso dizer que a medida não é muito inteligente: até para os novos tem efeitos negativos porque desincentiva a escolha precoce da docência, tirando a vantagem da profissionalização aos que escolhem mais cedo.

E, para haver mais professores, é preciso que a profissionalização seja abraçada como escolha inicial o mais cedo possível.

Queremos profissionais ou tarefeiros?

Não me choca que se facilite o acesso à profissionalização em serviço (não demorar 10 anos como foi comigo, uns 3, mas também não menos e posso explicar).

Os alunos que escolhem cursos de ensino, com esta medida na graduação, perderiam um dos seus incentivos.

TEMOS DE ESTAR MAIS ATENTOS À NEGOCIAÇÃO….

O desespero é mau conselheiro e a falta de professores está a desesperar e esta ideia mostra isso.

Ao ver esta ideia peregrina, talvez motivada pelo preconceito contra a ideia de profissionalização dos professores, até mais que com a boataria que tem havido sobre a negociação, começo a achar que é preciso estar mais atento à negociação dos concursos.

Se sai um disparate destes contra equilíbrios estabilizados e justificados, que mais não poderá surgir….?

Luís Sottomaior Braga

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Quando ensinar se transforma numa prova de resistência – Alfredo Leite

 

Há salas de aula onde, nos dias de maior calor, ensinar deixa de ser apenas uma tarefa pedagógica e passa a ser uma prova de resistência física. A atenção diminui, a irritabilidade aumenta e professores e alunos gastam energia a suportar o ambiente antes de a poderem investir na aprendizagem.

Não se trata de conforto ou luxo. Trata-se de condições mínimas para ensinar, aprender e regular comportamentos. Apesar disso, em 2026, a Assembleia da República ainda recomendava um levantamento nacional sobre o conforto térmico, a qualidade do ar e o estado de conservação das escolas!

Quando as condições falham, pede-se às pessoas que compensem o sistema. Pede-se ao professor criatividade, paciência e resiliência (conceito tão mal tratado!), como se a vocação baixasse a temperatura ou substituísse recursos.

A mesma lógica aparece na saúde mental escolar. Penso que a lei estabelece como referência um psicólogo por cada 500 alunos. Contudo, considerando apenas os psicólogos vinculados aos quadros do Ministério da Educação, o rácio era de um por cada 1 656 alunos (deverá melhorar para um por cada 796 após os concursos anunciados).

É uma melhoria importante, mas continua longe do necessário. Um psicólogo não trabalha apenas quando surge uma crise.

Previne, orienta, avalia, apoia famílias, aconselha professores e acompanha comunidades inteiras.

Quando responde por centenas de alunos, a prevenção cede inevitavelmente lugar à urgência.

É neste ponto que a comparação com o poder se torna legítima.

À data da consulta oficial, o gabinete do primeiro-ministro integrava 10 assessores, nove adjuntos e sete técnicos especialistas: 26 profissionais apenas nestas três categorias. O gabinete do ministro da Educação tinha cinco adjuntos e cinco técnicos especialistas, além da chefe de gabinete e de vários profissionais de apoio.

Não considero que estes profissionais estejam a mais. Governar é complexo e exige equipas competentes.

Precisamente por isso, devemos perguntar: se a complexidade do poder justifica especialistas, estruturas e recursos, por que razão a complexidade da escola continua tantas vezes entregue ao sacrifício individual?

Isto não é demagogia. Demagogia seria afirmar que despedir assessores resolveria os problemas da Educação. Não resolveria.

O argumento é outro: quando a complexidade chega aos centros de decisão, o Estado cria equipas. Quando chega às escolas, continua demasiadas vezes a pedir…resiliência…

Alfredo Leite

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É mau, mau demais…

A primeira fase dos exames nacionais do Ensino Secundário terminou, esta sexta-feira, em sobressalto para os professores classificadores convocados para fazer a correção das provas. Segundo a porta-voz da Missão Escola Pública, “algumas convocatórias estão a surgir com erro”, dando como exemplo o caso de docentes “reformados há mais de um ano” que foram convocados para corrigir exames e outros chamados a avaliar disciplinas que não são as suas.

Professores reformados estão a ser convocados para corrigir exames nacionais

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Resumo da negociação do Tema 2 – Revisão do ECD – FNE

 

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A grande encruzilhada – Paulo Prudêncio

A civilização nunca avançou reduzindo o espaço do bem comum. Nenhuma nação enriqueceu com um Estado mínimo. A bem dizer, a grande encruzilhada agravou-se.

“Durante as décadas de 1960 e 1970, um indivíduo empregado a tempo inteiro que recebesse o salário mínimo ganhava o suficiente para manter uma família de três pessoas acima do limiar da pobreza. Hoje, uma família de três a viver com o salário mínimo federal fica significativamente abaixo desse limiar.” Estes factos dos EUA, descritos por Steven Levitsky e Daniel Ziblatt (2024:200) em A Tirania da Minoria, sintetizam a grande encruzilhada de círculos viciosos de pobreza em que caíram as democracias ocidentais a partir da década de 1980 e após o período menos desigual na história dos rendimentos que marcou o início dos Estados sociais. Portugal só criou o seu Estado social depois disso. Como o país vivia em ditadura, o regime acentuou as desigualdades na década de 1960 e até 1974 e entrou naquela grande encruzilhada com cerca de 20 anos de atraso.

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Revisão do Modelo de Recrutamento e Colocação de Docentes

 

 

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A escola de “atividadistas” – Luis Sottomaior Braga

A escola de “atividadistas” ou como a ADD das “atividades que os alunos gostam” afetou aos professores…

(Ou como promoveu um desvio de função na profissão e esse foi o maior crime da Lurditas e do PS)

Texto longo, para curar desilusão concreta, mas em que, no fim, revelo o que os alunos gostam….

1. Imaginem que um médico cirurgião não era avaliado pelas operações que faz, mas pela quantidade de posters que afixa nos corredores do Hospital.

2. Ou, para um polícia, deixava de ser importante o número de detenções ou de autos, mas sim os videos que fizer na internet a explicar como é dinâmico.

3. Ou que, para um jardineiro, realmente importante, não era que as flores que plantou estivessem coloridas e viçosas, mas a cordialidade com que trata os seus colegas enquanto cavam canteiros.

4. Ou que uma enfermeira, que recolhe sangue para análise, era avaliada pelo número de utentes sorridentes com as anedotas que conta, sem se ligar aos erros de etiquetagem

No caso do cirurgião, o item de cordialidade, medido na avaliação de desempenho, daria mal resultado.

O meu cirurgião ortopedista, que todos dizem ser um génio da colocação de material de osteossíntese, era intratāvel….

Mas esse item existe nos formulários de ADD nas escolas. Ser cordial é obviamente interpretado como “não fazer ondas e que alinha com todas as baboseiras que o consenso escolha”.

Nalgumas escolas a palavra cordialidade é substituída por colaboração (o que já é fruto da ignorância histórica que grassa….não sabem o que foi colaboracionismo).

A ADD que, diziam os seus promotores, em 2010-11, ía levar a excelência aos píncaros, promoveu a difusão de práticas medíocres, meramente lúdicas, sem fio condutor, ou alicerces, que confundem ensinar e aprender com divertimento.

Já é admissível dizer-se que.o fundamento para uma visita de estudo a um parque de diversões é “os alunos gostarem” e a coisa fazer-se porque se escrevem num formulário umas balelas, que adequam a festa a uns supostos objetivos pedagógicos, mal medidos e descontextualizados.

E quem contesta o excesso de lúdico leva logo com a ameaça de que vão chamar os pais (sic)… “porque os alunos gostam da atividade”.

Há uns anos num projeto sobre direitos humanos tive de explicar numa escola porque é que encenar com alunos a entrada de prisioneiros numa câmara de gás era mā ideia pedagógica.

Responderam-me: mas eles divertiram-se tanto.

E não perceberam que a minha objeção era precisamente por isso.

Transformar o genocídio num carnaval é uma coisa limite de “atividadistas” mas os exageros do “atividadismo” são comuns e crescentes.

Dizer que deslizar num tubo de parque aquático não justifica suspender um dia inteiro de aulas é verberado como atitude de reacionarismo primário contra “o que os alunos gostam….”

Por isso, os influencers meio strippers andaram em escolas sem limites e bem acolhidos.

Dizer isto choca, mas a questão é a atitude instalada da “escola que diverte” ou do “atividadismo” sem conteúdo pedagógico ou cultural.

As escolas estão cheias de posters (às vezes, com erros ortográficos, que ninguém corrigiu).

Desenhar um cravo tosco não ensina grande coisa sobre o 25 de Abril se só se fizer o desenho, sem mais.

A Arte nem é só lúdica. É dar-lhe pouca dignidade, fazer da Arte uma mera atividade desregrada. Um artista não faz bonecos…. pensa, cria, reflete e não o pode fazer no vazio sem cultura e sem ideias.

Eu faço poucas “atividades”: colaboro em palestras e projetos com conteúdo, pouco afixo do que os alunos fazem (tem de ser bem feito), ajudo em visitas de estudo culturais e educativas e não apenas lúdicas e todos os anos levo grupos de alunos e pais ao sábado (todas as turmas de 6º ano) a visitar a cidade onde vivem e os seus monumentos.

Ao almoço fazemos um piquenique e uma futebolada (eu não jogo, porque só ando graças ao cirurgião intratável).

Na prisão onde lecciono pus os reclusos a ler e a encenar essa obra literária irrelevante do escritor nada lúdico Aquilino Ribeiro. E gostaram.

A minha falta de atividade (mesmo assim, este ano preparei e lecionei umas quase mil horas de aulas….) faz-me ouvir bocas de que faço pouco, dos que não perceberam a ironia do RAP com o “falam falam mas não fazem….”

Ainda estes dias ouvi uma gabarolice sobre uns programas de “rádio” numa escola. Como sou “pouco cordial” e tinha ouvido os programas critiquei a obra.

E lá veio o leitmotiv dos “atividadistas”: os alunos gostaram…

E não adianta dizer, gostaram mas não estava bem feito….

E nem me dá liberdade para o dizer o facto de ter sido profssional da coisa uns 4 anos e tal.

O atividadista típico faz uma formação online e em 20 e tal horas é o juiz final do que é um programa de Rádio bem feito.

E nem ousem sorrir da presunção ignara: levam logo com um sermão com Piaget e a vossa falta de cordialidade ao barulho….

Os ativididadistas são assim….

O problema é que nunca ouviram o que um sábio ensina…..sobre o que os alunos gostam.

No fim de contas o que os alunos gostam é de que os ensinem….

(e daqui a 20 anos vão gostar ainda mais)

PS: O “sábio” é o meu irmão, professor de escola que eleva, que há décadas ensina coisas complicadas de robótica e técnicas que não sei o nome a muitos alunos, que antes de estarem com ele, gostavam era de tiktok e fazer cavalinhos e que ele recebe, muitas vezes, sem a matemática básica e saem de lá com oportunidades, mesmo se, às vezes, bulir cansa…

 

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Professores Bibliotecários 2026/2027

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica “Professores Bibliotecários”.

Os procedimentos decorrem nos seguintes prazos:

1.ª fase

  • Indicação do número de docentes a recrutar por procedimento concursal externo – 25 a 29 de junho de 2026
  • Publicitação do procedimento concursal externo – 25 de junho a 1 de julho de 2026
  • Procedimento concursal externo – 2 a 15 de julho de 2026

2.ª fase

  • Indicação do nome de todos os docentes na aplicação – 16 e 17 de julho de 2026

SIGRHE – Professores Bibliotecários

Nota de Anexos

Legislação
Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho
Despacho n.º 6477/2017, de 26 de julho

Outros
Perguntas Frequentes

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Organização do Ano Letivo 2026/2027 – Guia de Perguntas Frequentes

Tinha ouvido dizer que iríamos ter um novo Despacho de Organização do Ano Letivo… mas…

Organização do Ano Letivo 2026/2027 – Guia de Perguntas Frequentes

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Concurso Externo 2026/2027 – 𝗟𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗻𝗶𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗹𝗼𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼

Encontra-se publicada Lista definitiva de colocação relativa ao Concurso Externo da R. A. Madeira – ano escolar 2026/2027.

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaColocacoesExterno_20260624.pdf?ver=2025-06-11-145248-487

 

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A Inclusão tal como É…

Há palavras que ficam tão bonitas nos discursos que quase ninguém se atreve a questioná-las. “Inclusão” é uma delas.

Políticos adoram dizê-la. Especialistas repetem-na em conferências. Fica bem nas redes sociais, nas campanhas institucionais e nos discursos do Dia da Educação.

O problema é que entre a palavra e a realidade existe um abismo.

Hoje, em demasiadas escolas, a inclusão transformou-se numa encenação coletiva onde todos fingem que funciona, enquanto professores, alunos e famílias assistem ao desastre em direto.

Chamam-lhe inclusão quando uma professora passa metade da aula a gerir crises, conflitos e explosões emocionais. Chamam-lhe inclusão quando vinte alunos ficam à espera porque toda a atenção está concentrada num único caso. Chamam-lhe inclusão quando o direito de aprender de uma turma inteira é sacrificado no altar da correção política.

Mas isto não é inclusão.

É abandono com um nome bonito.

A escola descobriu uma fórmula extraordinária, não cria recursos, não contrata técnicos suficientes, não reforça equipas multidisciplinares, não dá condições aos professores e depois declara, triunfalmente, que está a incluir.

É como atirar alguém para uma piscina sem saber nadar e chamar àquilo um programa de desporto aquático.

No papel, tudo funciona. Nos relatórios, tudo é um sucesso. Nas estatísticas, todos estão integrados.

Na sala de aula real, a conversa é outra.

A inclusão tornou-se, muitas vezes, uma forma sofisticada de transferir responsabilidades para quem já não tem mãos a medir. O professor faz de docente, psicólogo, mediador de conflitos, assistente social, técnico de educação especial e gestor de crises. Tudo ao mesmo tempo. Tudo com os mesmos recursos de há vinte anos.

E depois admiram-se que as aprendizagens desapareçam.

O mais curioso é que quem se atreve a apontar este problema é imediatamente acusado de ser contra a inclusão. É o truque clássico: em vez de discutir a falta de meios, discute-se a coragem de quem denunciou a situação.

Como se criticar um telhado que mete água significasse ser contra casas.

Não. O problema não é a inclusão.

É vender como inclusão aquilo que não passa de improvisação permanente.

É exigir resultados sem criar condições.

É fingir que basta colocar todos no mesmo espaço para que exista.

Não existe.

Uma escola verdadeiramente inclusiva protege quem precisa de mais apoio sem prejudicar quem também tem direito a aprender. Garante recursos, equipas, técnicos e respostas diferenciadas. Não escolhe uns ou outros.

Porque o direito de um aluno nunca deveria significar a perda de direitos de vinte.

Enquanto continuarmos a confundir inclusão com remendo, continuaremos a assistir à mesma peça de teatro com discursos emocionados, fotografias bonitas, relatórios impecáveis e salas de aula onde a realidade desmente tudo.

A inclusão, tal como está a ser feita em muitos casos, não passa de uma operação de cosmética educativa.

E a verdade, por muito incómoda que seja, é esta:

Há demasiada inclusão para inglês ver e demasiado pouco apoio para funcionar a sério.

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Diretores querem mudar calendário. Aulas devem acabar para todos até meados de junho

A Associação Nacional de Diretores dos Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) defende uma uniformização do calendário escolar.

Diretores querem mudar calendário. Aulas devem acabar para todos até meados de junho

Fim das aulas varia consoante os anos de escolaridade. Anos com exames de avaliação (9º, 11º e 12º) terminam mais cedo, depois terminada para todos os restantes anos, exceto os mais novos.

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E Quem Vai Despachar os Alunos Sem Escola?

Com este despacho do Ministro da Educação passaram a ser as escolas a determinar o número de turmas que podem aceitar, não havendo limite (a não ser o físico) à abertura de novas turmas.

Aplaude esta medida quem é adepto da liberdade de escolha, mas mais cedo ou mais tarde algumas escolas vão sofrer com esta decisão porque nem todas as condições físicas das escolas são iguais. Há escolas que o tempo já comeu a tinta das paredes e a cera do chão, enquanto outras ao lado reluzem, como se a sorte tivesse escolhido morada antes de os alunos escolherem a escola

 

Resta saber quem terá a competência para colocar administrativamente um aluno dentro da escolaridade obrigatória que não consiga vaga numa das suas 5 preferências.

No caso dos alunos acima do 5.º ano isso não deve ser problema, mas no caso do Primeiro Ciclo e por falta de salas de aula em muitos centros de cidade, não é possível fazer crescer mais turmas por não haver salas de aula disponíveis.

 

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O IAVE Vive na Idade da Pedra

E ainda não percebeu que de nada vale ocultar os itens das provas ModA ou Finais, para o que costuma dizer, “permitir comparabilidades”.

Só vai afundar os alunos/famílias com menores recursos aos meios digitais em comparação com aqueles que até têm explicações com os Reys da Matemática e outros afins.

Era para ser secreta, mas a prova de Matemática do 9.º ano “está a circular” na Internet

 

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Mais um Despacho de Delegação de Competências…

Determino que, para efeitos de constituição de turmas no ano letivo de 2026/2027:
1 – Não será elaborada a rede previsional;
2 – Compete aos diretores dos Agrupamentos de Escolas e das Escolas não Agrupadas proceder à identificação do número e constituição das turmas de cada estabelecimento de ensino, no seguimento direto das preferências das matrículas e suas renovações efetivamente registadas pelos pais ou encarregados de educação.
3 – Os diretores deverão constituir as turmas respeitando os limites e critérios previstos no Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, e demais legislação aplicável, até ao limite da capacidade de acolhimento do respetivo estabelecimento de ensino.
4 – A verificação do cumprimento do disposto no presente despacho compete à Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P., que o deve assegurar até ao início do ano letivo de 2026/2027.

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Exames de 12.º Ano e Critérios de Classificação

Exames Nacionais 2026: divulgação de enunciados e critérios – 1.ª fase

 

 

Consulte aqui os enunciados e critérios de classificação das provas realizadas no âmbito da 1.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário 2026.

 

Enunciados:

Português – Prova 639 (Versão 1)
Português – Prova 639 (Versão 2)
Português – Prova 639 (Prova adaptada)

Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839

Português Língua Segunda – Prova 138

Economia A – Prova 712 (Versão 1)
Economia A – Prova 712 (Versão 2)

Geometria Descritiva A – Prova 708

Alemão – Prova 501

Espanhol – Prova 547

Espanhol – Prova 847

Francês – Prova 517

Italiano – Prova 849

Latim A – Prova 732

Mandarim – Prova 848

Biologia e Geologia – Prova 702 (Versão 1)
Biologia e Geologia – Prova 702 (Versão 2)
Biologia e Geologia – Prova 702 (Prova adaptada)

Geografia A – Prova 719 (Versão 1)
Geografia A – Prova 719 (Versão 2)
Geografia A – Prova 719 (Prova adaptada)

História A – Prova 623 (Versão 1)
História A – Prova 623 (Versão 2)
História A – Prova 623 (Prova adaptada)
História A – Prova 623 (Prova Braille)

História B – Prova 723 (Versão 1)
História B – Prova 723 (Versão 2)

História da Cultura e das Artes – Prova 724

Literatura Portuguesa – Prova 734

Matemática A – Prova 635
Matemática A – Prova 635 (Prova adaptada)

Matemática B – Prova 735

Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835
Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835 (Prova adaptada)

 

Critérios de Classificação:

Português – Prova 639 (Comum às Versões 1 e 2)
Português – Prova 639 (Prova adaptada)

Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839

Português Língua Segunda – Prova 138

Economia A – Prova 712 (Comum às Versões 1 e 2)

Geometria Descritiva A – Prova 708

Alemão – Prova 501

Espanhol – Prova 547

Espanhol – Prova 847

Francês – Prova 517

Italiano – Prova 849

Latim A – Prova 732

Mandarim – Prova 848

Biologia e Geologia – Prova 702 (Comum às Versões 1, 2 e Prova adaptada)

Geografia A – Prova 719 (Comum às Versões 1, 2 e Prova adaptada)

História A – Prova 623 (Comum às Versões 1 e 2)
História A – Prova 623 (Comum às Versões Adaptada e Braille)

História B – Prova 723 (Comum às Versões 1 e 2)

História da Cultura e das Artes – Prova 724

Literatura Portuguesa – Prova 734

Matemática A – Prova 635
Matemática A – Prova 635 (Prova adaptada)

Matemática B – Prova 735

Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835
Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835 (Prova adaptada)

 

Áudios:

Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839

Alemão – Prova 501

Espanhol – Prova 547

Espanhol – Prova 847

Francês – Prova 517

Italiano – Prova 849

Mandarim – Prova 848

Artigo em atualização constante.

 

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O concurso de professores: um modelo que falha às escolas, aos docentes e aos alunos

A legislação do concurso de professores não serve às escolas, não serve aos professores e não serve aos alunos. A razão principal é clara: o modelo não promove a estabilidade das colocações.

O concurso de professores: um modelo que falha às escolas, aos docentes e aos alunos

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Querem apostar que isto vai correr mal?

Passaria pela cabeça de alguém transformar a correcção dos Exames Nacionais numa parafernália logística, num conjunto emaranhado de procedimentos complexos, potencialmente passíveis de falhas, sem razão e sem justificação?

 

À partida, não passaria… Não passaria, mas passou, com certeza, pela cabeça de alguém com responsabilidades governativas na Área da Educação e a prova é esta:

 

Os alunos continuam a escrever em papel, mas as suas respostas seguirão para um centro de digitalização, nas instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em Mem Martins, onde serão processadas e disponibilizadas numa plataforma digital para correção.

 

Conforme avançado, a operação prolongar-se-á por cerca de 35 dias e envolverá mais de 300.000 provas166.000 alunosmilhares de professores classificadores e mais de 5000 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR). O objetivo desta operação histórica é garantir o transporte e a segurança de todo o processo.” (SAPO Notícias, em 15 de Junho de 2026).

 

Com toda a frontalidade, apetece afirmar que se tratará de uma operação historicamente disparatada, tantas são as variáveis de difícil controlo, agora introduzidas no processo de correcção dos Exames Nacionais…

 

Convirá referir que em cada uma das fases deste processo, várias coisas poderão correr mal… Restará saber a gravidade do que poderá sair gorado…

 

Não há como contornar este facto: a probabilidade deste processo correr mal é elevada, só alguém insensato ou algum optimista panglossiano não o antecipará ou não o receará…

 

Pode ser que me engane, mas a julgar pela incapacidade de coordenação organizativa e operacional que o MECI (AGSE) tem vindo a evidenciar num processo teoricamente muitíssimo mais simples como o Concurso de Técnicos Superiores, é impossível augurar bons resultados, no que se refere à correcção dos Exames Nacionais…

A pretensão do MECI, alegadamente assente num “novo paradigma” administrativo, em modernizar, simplificar e incrementar a eficiência e agilidade administrativas, neste momento mais parece uma miragem, uma absoluta quimera…

Nada disto bate certo, a teoria e a prática não são congruentes e tudo isto poderá correr muito mal, plausivelmente inquinado por expectáveis trapalhadas práticas…

A não ser que, propositadamente, se confunda caos com “está tudo a correr muito bem”, o que, e pelo que já se viu, também não seria de espantar… De resto, a propaganda e a manipulação da opinião pública já estiveram mais longe de se tornarem no “pensamento oficial”…

O fantasma de Murphy paira no ar: “Se alguma coisa pode correr mal, correrá mal”

Se Murphy tiver razão, daqui a algum tempo, poderemos estar perante um disparate histórico que, em concomitância, terá sido ridiculamente dispendioso para o erário público…

Em vez da implementação de medidas simples e pragmáticas, sem floreados, adornos ou aparatos, tem-se optado por prioridades dominadas por um certo “show off” que, ainda por cima, em primeiro lugar, se poderão virar contra quem as concebeu, dada a entropia introduzida pelos próprios…

Sem rodeios, a decisão relativa à correcção dos Exames Nacionais, que começou agora a ser implementada, carece de inteligência e de sensatez…

Paula Dias

 

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Uma Sande Entre o Intervalo de Exames

… a vantagem é que estes alunos podem ver o Portugal às 18:00.

Divulgo como me chegou.

Hoje partilho o Calendário dos Exames, por uma razão, quem o elaborou não tem conhecimento de todos os procedimentos relativos às provas e respetivas durações e das condições especiais de realização de provas e exames que são autorizadas pelo Senhor Presidente do Júri Nacional de Exames, para alguns alunos que necessitam de adaptações.
E vou dar um exemplo muito prático, na próxima terça-feira, dia 23 de junho de 2026, muitos alunos irão realizar o Exame Nacional de MACS (código 835) para aprovação na disciplina e de Inglês (código 550) como prova de ingresso. O exame de MACS tem o seu início às 9.30 h, com a duração de 150min. , mais 30 min. de tolerância, pelo que, a maioria dos alunos irá terminar o exame às 12.30h, mas os alunos para o qual foi autorizado tempo suplementar de 30 min. (alunos de Educação Especial) terminam o exame às 13.00h.Seguem-se procedimentos de verificação e recolha dos respetivos exames pelos professores vigilantes.
Estes alunos terão de estar à porta da sala para realização do Exame Nacional de Inglês às 13.30h (30 min. antes como diz a Norma 02), uma vez que este terá início às 14.00h.
Estes alunos terão à volta de 20 min. entre os dois exames para almoçar e tentar descansar um pouco…enfim, será que alguém pensou nestas situações? Será que o IAVE e o JNE não têm consideração e respeito pelos nossos alunos?

 

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Crónica de quem quis entrar (outra vez) para a Universidade – João André Costa

 

No segundo ano depois da licenciatura não tive emprego. Dito assim parece uma frase pequena, uma frase capaz de caber entre a sopa e o prato de peixe, uma frase escutada e esquecida pela família entre duas colheradas, “a sopa está óptima”, diz o teu pai.
Mas não era uma frase, era uma sentença. Não ter emprego aos vinte e quatro anos é uma doença sem febre, uma espécie de vergonha connosco à mesa, connosco na cama e ainda ao nosso lado de manhã.
Os outros, os supostos amigos, perguntavam jocosamente:

“E então, já estás a dar aulas?”

E por detrás da pergunta outra pergunta, nem por isso proferida mas audível à mesma, e as verdadeiras perguntas não precisam de palavras:

“E então, serves para quê?”

Não é preciso responder.

Os meus colegas espalhavam-se pelo país. Uns tinham oito horas, outros dez, outros andavam de escola em escola, substituições aqui, horários incompletos acolá, e eu em casa, a ouvir o relógio da sala.
Um relógio antigo, herdado de uma tia a fazer tique-taque com a solenidade de um juiz.
A tia a fazer tique-taque, e não o relógio, entenda-se.

Cada segundo era um carimbo na minha inutilidade.

Não tinha dinheiro.

Não tinha trabalho.

Não tinha coragem para sair à rua.

A rua está cheia de pessoas a fazer qualquer coisa da vida. Pessoas com pastas, pessoas em carros, pessoas em autocarros, pessoas a falar de horários, de chefes, de ordenados, e eu sentado na cozinha, a olhar para as migalhas da mesa, como se as migalhas pudessem dar uma resposta.

As migalhas são surdas e mudas.

A ideia de sair do país aparecia cada vez mais vezes. França. Inglaterra. Luxemburgo. Os nomes dos países surgiam nas conversas como quem fala de ilhas diante de um náufrago. Mas partir sabia a derrota.

Amarga.

Ácida.

Exílio.

Expatriado.

Porque sim, porque és assim.

Então decidi candidatar-me a Enfermagem.

Não por vocação.

Queria um emprego, um salário ao fim do mês, uma razão para acordar, uma maneira de sair da cama sem esta sensação de estar a falhar em tudo.

Dois exames nacionais: Biologia e Psicologia.

E se sempre fui bom aluno, nada como estudar.

Para ter emprego não. Nunca fui suficientemente bom. A vida clarificou este ponto desde tenra idade.

Há pessoas capazes de entrar numa sala já com um fito em mente. Eu entrava numa sala e procurava uma secretária, um caderno, um livro. Sempre soube estudar. Sempre soube decorar, sublinhar, repetir, insistir. O resto parecia pertencer aos outros.

Comecei a estudar seis meses antes.

O método era sempre o mesmo: andar às voltas de uma mesa com a resma de papéis e apontamentos nas mãos enquanto decorava, pausadamente, uma página a seguir à outra.

Lia tudo uma vez, duas vezes, três vezes.

À quarta leitura começava a decorar passagens inteiras.

À quinta já visualizava as frases nas respectivas páginas.

À sexta identificava as palavras de acordo com as linhas.

À sétima, à oitava, à nona, os livros deixavam de ser livros e passavam a ser uma casa onde conhecia todos os corredores, todos os quartos, todos os esconderijos.

Biologia.

Psicologia.

Exercícios atrás de exercícios.

Manuais de testes.

Folhas sublinhadas.

Canetas sem tinta.

Cafés frios.

A luz da sala acesa até de madrugada.

E o meu pai a levantar-se para beber água e a encontrar-me ali, curvado sobre os apontamentos.

“Ainda estás acordado?”

Ainda.

Sempre ainda.

Porque só tinha uma oportunidade.

Se não entrasse em Enfermagem não tinha nada.

Nada.

Não uma hipótese.

Não um plano.

Não uma alternativa.

Nada.

A ansiedade começou a morar comigo. Se entrou devagarinho, pé-ante-pé, rapidamente ocupou a casa toda.
Acordava às cinco da manhã, à hora dos pássaros, e não conseguia voltar a dormir. Ouvia os melros, o primeiro autocarro, os passos de alguém no prédio, e sentia um aperto no peito.

Via as médias de entrada.

Dezasseis.

Dezassete.

Às vezes mais.

Quem não entrava em Medicina ia parar a Enfermagem.

E eu, sem sequer ousar sonhar com Medicina, sentia-me a disputar um lugar numa embarcação já cheia.

Voltei à minha antiga escola para inscrever-me nos exames.

As paredes eram as mesmas.

As vitrinas com as taças continuavam no corredor.

O cheiro a cera no chão permanecia intacto.

Mas eu já não pertencia ali.

Os professores mal me reconheceram.

Ou fizeram de conta não reconhecer, não dizer um olá, um aceno, um sorriso sequer.

Tinham aulas para dar.

Reuniões marcadas.

Testes para corrigir.

Alunos à espera.

E eu ninguém, um antigo aluno, demasiado magro para as calças, retornado anos depois com a vida em cacos.

Por onde andaste? E como chegaste a isto?

Despacharam-me depressa.

Corriam de um lado para o outro e eu seguia-os pelos corredores como quem pede esmola.

Fiquei sozinho.

Lembro-me dessa solidão.

Lembro-me de olhar para o pátio e pensar como a escola apenas nos quer enquanto estamos lá dentro.

E se dentro de uma escola temos um nome, fora dela somos uma estatística.

Minto: uma auxiliar voltou-se para mim e gritou: “Olha o Cientista!”

Chegou o dia do exame de Biologia.

Tomei seis Valdispert.

Nem assim consegui dormir.

Passei a noite acordado, de olhos abertos, a olhar para o tecto.

De manhã, no pátio, os miúdos olhavam para mim.

Um matulão de vinte e quatro anos, embora nem matulão fosse.

Franzino.

Imberbe.

Com a mesma cara de adolescente de quando tinha dezoito.

Sentia-me um intruso.

Um homem a fingir ainda ser aluno.

Nem por isso um homem. Os homens fazem-se na tropa, e eu nem o serviço militar cumpri.

Quando abriram os envelopes e distribuíram as provas tive a sensação de não saber nada.

As perguntas baralhadas.

As palavras a fugirem-me como pássaros com a gaiola aberta.

A cabeça esvaziou-se.

Saí convencido de ter falhado.

Completamente.

Redondamente.

Dias depois veio Psicologia.

Lembro-me de estar sentado diante do exame e de, a certa altura, começar a divagar sobre ópera.

Ópera.

Como se Verdi e Puccini tivessem alguma coisa a ver com Psicologia.

Mas têm tudo a ver com Psicologia.

E talvez a ansiedade seja isto: um maestro enlouquecido numa paródia de instrumentos e cacofonias enquanto agita muito os braços a pontos de voar.

E voar, voar.

Olha, foi-se…

Sai do exame igualmente derrotado.

Biologia 2.0.

Via-me já sem curso.

Sem emprego.

Sem futuro.

A caminhar pelas ruas da minha terra enquanto toda a gente diz:

“Ali vai ele.”

“O rapaz que falhou.”

“O rapaz que nem para dar aulas serve.”

O rapaz incapaz de ser enfermeiro.

E acima de tudo a opinião dos outros. Até quando?

Depois chegaram as notas.

Lembro-me de ver as pautas afixadas nas janelas. Do lado de lá os laboratórios de Biologia. Do lado de cá a minha vida, a sala do tribunal, o juiz, o júri, a sentença.

Dezanove vírgula sete a Biologia.

Dezanove vírgula quatro a Psicologia.

Olhei para aqueles números uma e outra vez só para ter a certeza não serem de outro aluno.

Não podiam ser meus.

Eu, saído dos exames convencido do desastre, tinha conseguido quase vinte valores.

Entrei em Enfermagem!

Uma porta fechou-se.

Uma janela abriu-se.

E compreendi, com um espanto quase infantil, como estudar nunca é um desperdício. O conhecimento é uma corda lançada para dentro do poço. Podemos não sair de imediato, mas decerto não vamos ao fundo.

Naquele ano deixei de ser professor.

Já não era, não podia, não merecia.

Tornei-me noutra coisa, “Olha, lá vai ele, o aluno de enfermagem”, pelo menos por uns anos, até finalmente arranjar coragem para ir embora.

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Daqui a Pouco Até Vão Faltar os Diretor@s

Agrupamento de Escolas do Fundão será gerido por comissão administrativa durante um ano

 

Agência para a Gestão do Sistema Educativo não homologou o ato eleitoral, porque as candidaturas não cumpriam requisitos.

O Agrupamento de Escolas do Fundão vai funcionar no próximo ano sob gestão de uma Comissão Administrativa Provisória, uma vez que o recente ato eleitoral, do qual saiu vencedor Nuno Ferreira, não foi homologado pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), que encontrou irregularidades no processo, de acordo com um despacho ao qual o JF teve acesso, datado de 17 de junho.

Agora, será o diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares a nomear a referida comissão, que entrará em funções preferencialmente antes do início do próximo ano letivo. Ao que tudo indica, o novo ato eleitoral apenas se realizará dentro de um ano.

Recorde-se que no dia 27 de maio, nas eleições para a liderança do agrupamento, apresentaram-se a sufrágio Nuno Ferreira e Sérgio Mendes, na sequência de um procedimento concursal, mas a AGSE veio a apurar que nenhum dos candidatos cumpria vários requisitos obrigatórios indicados pelo artigo 21.º do Decreto-Lei n.. 75/2008 de 22 de abril, nomeadamente “habilitação especifica para o exercício de funções de administração e gestão escolar”; “experiência em funções de administração e gestão de estabelecimentos escolares”; e “currículo relevante nas áreas da administração e gestão escolar”.

A AGSE ainda solicitou comprovativos sobre esta matéria ao presidente do Conselho Geral do Agrupamento, Ricardo Miguel Duarte Gaspar, mas perante a resposta insatisfatória a decisão foi não homologar as eleições.

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Reserva de Recrutamento 65 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 27 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 22 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 23 de junho de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 65

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Parecer do Conselho Científico do EduQA

Parecer do Conselho Científico do EduQA sobre item da prova de Português (639), da 1.ª fase de 2026

 

 

Consulte aqui o parecer do Conselho Científico do EduQA sobre item do Exame Final Nacional de Português de 2026, 1.ª fase.

 

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Quando a Amália Chegar Isto Nunca Vai Acontecer…

Porque quase acredito que as provas vão ser realizadas pela IA Portuguesa.

 

Auditoria aos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Secundário de Português realizado no dia 16 de junho

 

 

 

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI) determinou à Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC) a realização de uma auditoria aos procedimentos internos do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) no âmbito da elaboração dos enunciados dos Exames Nacionais do Ensino Secundário, designadamente ao nível da verificação de itens previamente publicados.

 

Após a conclusão do relatório da IGEC, do qual deverão constar eventuais propostas de medidas corretivas, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação tirará as devidas consequências.

No Exame Nacional do Ensino Secundário de Português (Prova 639), realizado esta terça-feira, foi utilizada uma imagem previamente publicada num caderno de exercícios de uma editora, existindo assim uma falha objetiva da equipa responsável pela elaboração do exame na verificação de questões/itens já disponibilizados por editoras.

O Ministro solicitou ainda ao EduQA a emissão de um parecer técnico sobre os eventuais efeitos desta situação na equidade entre os alunos que realizaram a prova.

A utilização da imagem em questão deveria ter sido evitada pelo EduQA, tendo em conta a prática habitual de verificação exaustiva – no âmbito da elaboração de enunciados – de cadernos de preparação disponibilizados pelas editoras, o que evitaria situações semelhantes à ocorrida este ano.

Ao contrário da informação reportada inicialmente pelo EduQA ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, aquele caderno de exercícios foi disponibilizado em agosto de 2025, tendo a prova sido elaborada no início de 2026.

Nos últimos anos, o Grupo III do Exame Nacional do Ensino Secundário de Português é constituído por um item idêntico, variando apenas o objeto das questões (uma imagem, uma frase ou um texto), como é possível verificar nos seguintes links:

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No Quintal do Paulo Surge Esta Queixa Sobre o Concurso de TS

É vergonhoso o que a AGSE está a fazer neste concurso de ingresso no quadro de 1406 Técnicos Superiores, mas a AGSE tem um Presidente que é o principal responsável por este vergonhoso processo.

Pergunta quem escreve esta denúncia porque os Diretores se mantém em silêncio?. Pois não sei. Eu por aqui já fiz queixas suficientes ao ponto de pedir a demissão do Presidente da AGSE que é incapaz de gerir este processo concursal e que nunca deviam ter sido as escolas a abrir este tipo de concurso.

Quanto ao ponto de contacto prometido, continuo à espera como todas restantes escolas, mas também tenho uma certeza: se me atribuírem algum ponto de contacto ele deve saber bem menos que eu sobre este absurdo processo concursal.

Quanto aos e-mails que enviei para o [email protected] até hoje nem uma resposta obtive.

 

Ainda Sobre O Concurso Para Técnicos Superiores

 

 

Deixo-te duas notas, muitíssimo esclarecedoras da incompetência da AGSE, no que se refere ao Concurso para Técnicos Superiores – Área de Psicologia:

– O endereço de email disponibilizado pela AGSE ([email protected]) pura e simplesmente não funciona. Nenhuma das dúvidas colocadas por essa via foi respondida. NENHUMA. Tanto faz enviar dúvidas como não mandar. A resposta é sempre ZERO. Falei com outros Agrupamentos, os resultados são os mesmos: ZERO respostas!

– Em 3 de junho passado, os Agrupamentos receberam esta comunicação da AGSE:

“Para apoiar este trabalho, a AGSE reforçará o acompanhamento dos procedimentos em curso, através da constituição de uma equipa dedicada a este processo, sendo atribuído a cada escola um ponto de contacto de referência, que prestará apoio operacional, esclarecerá dúvidas e acompanhará a evolução dos procedimentos, com o objetivo de assegurar a sua tramitação com a maior celeridade possível.

Ainda hoje serão disponibilizados a cada escola os contactos do respetivo ponto de contacto de referência, sendo que, nos próximos dias, os técnicos de acompanhamento iniciarão contactos diretos com as escolas, dando prioridade às situações em que ainda existam avisos por publicar, para prestar o apoio que se revele necessário.”

Até hoje, NINGUÉM conhece qualquer “ponto de contacto de referência”, apesar das muitas solicitações nesse sentido. Confirmei isto junto de outros Agrupamentos.

Os Júris dos Concursos estão à beira de um ataque de nervos, sem conseguirem quaisquer esclarecimentos às muitas dúvidas colocadas. Estão sem rede, entregues a si próprios e sem respostas de quem as deveria dar: a AGSE. Em resumo, a AGSE não responde a NENHUMA solicitação endereçada pelos Júris dos Concursos.

Os Diretores têm obviamente conhecimento de tudo o anterior. Porque se mantêm em silêncio? Porque não denunciam este comportamento da AGSE, a todos os níveis incompreensível e vergonhoso?

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A AGSE ao Dia de Hoje (18-06) Ainda Não Sabe em Que Dia Vai Realizar a Prova de Conhecimentos!!!!!

As escolas já receberam 3 datas para a realização da Prova de Conhecimentos dos Técnicos Superiores.

A última data enviada às escolas era o dia 6 de julho de 2026, mas ao dia de hoje a própria AGSE envia um email aos candidatos a dizer que a prova será reagendada para data a comunicar muito em breve.

ABSURDO!!!!!

Nenhuma escola pode andar ao sabor da vontade do INCAPAZ que já devia ter posto o seu lugar à disposição, por incapacidade na gestão deste concurso.

 

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O Movimento PEV já tem página de Facebook

 

https://www.facebook.com/movimentopev

A página oficial de Facebook do Movimento PEV é um espaço que pretende ser um ponto de encontro e de partilha, dedicado à divulgação de informações, iniciativas, reflexões e atualizações relacionadas com os objetivos do movimento. Procuramos promover o diálogo, a colaboração e a participação ativa de todos os docentes que se identificam com a defesa da equidade e da valorização da profissão docente.
Convidamos todos os colegas a seguir a página, acompanhar as publicações e partilhar os conteúdos que considerem relevantes, contribuindo para uma maior divulgação das nossas ações e para o fortalecimento desta rede de professores.
Pedimos ainda a colaboração de todos na divulgação da página junto de colegas, amigos e demais interessados nas questões da educação. Quanto maior for o número de seguidores, maior será o alcance das nossas mensagens, iniciativas e reivindicações, reforçando a visibilidade e a influência do movimento.
A vossa participação é fundamental para o crescimento e a afirmação deste projeto.

Gratos,
Movimento PEV

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Para um currículo dos primeiros seis anos de escolaridade

Recomendação n.º 7/2026, de 18 de junho

 

SUMÁRIO

 

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O IAVE Deve Ter-se Esquecido de Contactar as “Forças de Segurança” para Levantar as Provas

… porque de manhã ninguém ainda sabia quem ia levantar as provas finais a nível de escola.

Parece que alguns locais resolveram esse problema, enquanto noutros locais as provas de Português vão ser apenas levantadas no dia da prova de Matemática.

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As condições que temos nas escolas – Alfredo Leite

Há um tipo de cansaço que nasce simplesmente de uma coisa muito concreta e muito física: estar horas dentro de uma sala quente, com ar parado, corpos inquietos, janelas abertas que pouco resolvem, ruído a crescer, atenção a cair, paciência a encurtar e a obrigação moral de continuar a ser adulto, calmo, lúcido e disponível quando o próprio corpo já está a pedir pausa.

A ciência não trata isto como mimo, trata isto como carga fisiológica: a Organização Mundial da Saúde refere que o stress térmico no trabalho pode provocar fadiga, desidratação, tonturas, disfunção neurológica e perda de produtividade, e estima que o rendimento dos trabalhadores diminui cerca de 2 a 3% por cada grau acima dos 20°C em Wet-Bulb Globe Temperature, uma medida que combina temperatura, humidade, vento e radiação, o que significa que uma sala demasiado quente não é apenas desconfortável, é um ambiente que retira capacidade real de atenção, decisão, autorregulação e trabalho.

E isto devia fazer-nos pensar: como é que se pede a um docente  que lide com isto?

E as crianças estão  concentradas quando o cérebro está ocupado a regular desconforto?

Como é que se fala de resultados, exames, inclusão, diferenciação pedagógica e saúde mental, se às vezes a sala onde tudo isso devia acontecer parece mais preparada para testar resistência do que para ensinar?

É preciso um estudo que  acompanhe estudantes durante uma vaga de calor, para verificar que os que estavam em edifícios sem ar condicionado tiveram tempos de reação cerca de 13% mais lentos e pior desempenho em tarefas de atenção, processamento e memória de trabalho?

Ou a sua experiência já confirma que quando o calor sobe, a cabeça abranda, a irritabilidade aumenta e a aula deixa de ser apenas uma aula para passar a ser uma negociação permanente entre ensinar, regular, esperar, repetir e sobreviver ao ambiente?

Eu, que entro muitas vezes em escolas, em salas cheias, em auditórios improvisados, em espaços onde se sente imediatamente que o corpo chegou antes da palavra, já vi isto demasiadas vezes: professores a tentar manter elegância quando estão exaustos, educadores de infância a continuar disponíveis enquanto limpam suor da testa, auxiliares a segurar recreios escaldantes com uma paciência que ninguém contabiliza, alunos a mexerem-se mais, a ouvirem menos, a reagirem pior, porque o ambiente lhes retirou margem.

Os professores merecem ensinar sem ter de transformar cada aula numa prova de resistência.

Há dias, na minha rede social, um comentário que apaguei…”os professores são uns meninos, não aguentam o calor”. Apaguei e bloqueei a pessoa…

Uma sociedade que fala tanto de saúde mental, produtividade e qualidade educativa devia ter a coragem simples de reconhecer isto: melhorar a educação começa por baixar a temperatura da sala.

Ou isto é um “não assunto”?

Acredito que é um tema fundamental. Se condicionado não é luxo. Comentários como o que apaguei… são lixo.

Alfredo Leite

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A Última Reserva É no Dia 19 de Junho

A próxima Reserva de Recrutamento, última do ano escolar, considera apenas os Grupos de Recrutamento 100, 110, 910, 920 e 930, será publicada na sexta-feira, dia 19 de junho.

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Reserva de Recrutamento 64 / Reserva de Recrutamento Concurso Externo Extraordinário 26 – 2025/2026

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quarta-feira, dia 17 de junho, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 18 de junho de 2026 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 64

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Audição Escrita

Encontra-se disponível a aplicação destinada à realização da audição escrita pelos docentes colocados nos Concursos Interno e Externo para o ano escolar de 2026/2027, em conformidade com o disposto no artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na sua redação atual.

A aplicação estará disponível até às 23h59 do dia 17 de junho de 2026.

SIGRHE – Concurso Nacional 2026/2027 – Audição escrita – art.º 18.º DL 32-A/2023, na redação atual

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Parecer e Recomendações do CNE

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Deixa Ver Se Eu Entendo

O Despacho n.º 7467/2026, de hoje procede à alteração do Despacho n.º 3423-B/2026, de 16 de março de 2026.

Os mesmos são iguais, por isso o despacho de hoje não muda qualquer competência delegada nos diretores em 16 de março, que são:

 

a) Autorizar a acumulação de funções e atividades públicas ou privadas por parte do pessoal docente e não docente em exercício de funções no respetivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nos termos da legislação aplicável, sendo as respetivas decisões tramitadas através da aplicação informática disponibilizada pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE);

b) Autorizar a realização de visitas de estudo, intercâmbios escolares, atividades de geminação ou outras atividades pedagógicas externas, no território nacional ou no estrangeiro, incluindo a deslocação dos discentes participantes e dos docentes acompanhantes, independentemente da respetiva duração, nos termos legalmente previstos;

c) Autorizar permutas entre docentes colocados em Agrupamentos de Escolas ou Escolas não Agrupadas, desde que salvaguardadas as necessidades permanentes do serviço educativo e observados os requisitos legais aplicáveis;

d) Autorizar a concessão de equiparação a bolseiro ao pessoal docente e não docente em exercício de funções no respetivo Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada, nos termos da legislação aplicável, quando tal não implique encargos adicionais para o serviço, sem prejuízo das competências legalmente atribuídas ao município.

 

 

O que demonstra a incapacidade de quem fez o despacho de 16 de março não saber que não o podia ter feito porque não tinha ainda poderes para delegar competências, porque só em 28 de maio lhe foi dado esse poder.

Por isso o despacho de hoje retroage todos os efeitos ao dia 17 de março de 2026.

E é isto que temos.

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LISTAS PROVISÓRIAS CONCURSO EXTERNO/CONTRATAÇÃO INICIAL – RAM

 

Foram publicadas as listas provisórias de candidatos admitidos e excluídos ao concurso externo e de contratação inicial para o ano escolar 2026/2027, as quais enviamos em anexo.

Os candidatos dispõem do prazo de cinco dias úteis, a contar do dia imediato ao da publicitação das listas para verificarem todos os elementos delas constantes e, caso assim o entendam, reclamarem das mesmas.

Poderá consultar toda a informação em:

https://www.madeira.gov.pt/draescolar/Estrutura/DRAE/Areas/Docente/Concursos

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Balanço Anual da Educação 2026 – Alfredo Leite

Os resultados saem hoje…

E a primeira frase que muitos professores vão sentir é simples:

“Já sabíamos. Obrigado pelos dados. Agora deem-nos condições.”

Já sabíamos que há alunos mais diferentes entre si.

Já sabíamos que há mais necessidades emocionais, mais dificuldades linguísticas, mais pressão sobre resultados, mais turmas difíceis, mais instabilidade familiar, mais problemas de atenção, mais conflitos, mais ansiedade e mais desgaste.

Já sabíamos que se pede à escola que ensine, inclua, compense, acolha, registe, prove, avalie, comunique, resolva, previna, substitua e aguente.

O que falta não é mais um diagnóstico elegante sobre aquilo que os docentes vivem todos os dias.O que falta é tempo,  estabilidade e equipas completas.

O que falta é uma máquina administrativa que perceba que uma grelha não substitui uma relação, uma reunião não substitui uma intervenção e um relatório não substitui condições reais de trabalho.

Os docentes não precisam que lhes expliquem que a escola mudou.

Eles sabem.

Sabem-no na sala de aula, no recreio, nos corredores, nas reuniões, nos emails, nos telefonemas, nas turmas onde há alunos que chegam sem língua comum, sem sono, sem apoio, sem rotina, sem estabilidade ou sem esperança.

O erro político e social é transformar este cansaço em incompetência.

Não é. É sobrecarga.

É a tentativa diária de manter uma escola humana a funcionar dentro de um sistema que muitas vezes trata pessoas como indicadores, crianças como estatísticas e professores como executores infinitamente disponíveis.

Por isso, quando saírem os dados, convém não fingir surpresa. A escola portuguesa não precisa apenas de mais diagnósticos.

Eu arrisco e insisto em  dizer o óbvio: não se melhora a educação exigindo cada vez mais aos mesmos adultos, com cada vez menos tempo, menos margem e menos condições.

Alfredo Leite

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Não fazer Greve é concordar com as injustiças aos Monodocentes

É concordar que não pode existir uma carreira igual para todos, pois talvez não façamos todos a mesmas tarefas, ainda que adaptadas aos diferentes níveis de ensino. Pior: será que as crianças mais pequenas fazem mais asneiras para serem castigadas com mais 16 dias de escola?

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Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) – FNE

FNE divulga resultados da Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro

A Federação Nacional da Educação (FNE) divulga os resultados da Consulta Nacional aos Docentes do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), realizada entre 3 e 10 de junho de 2026, que recolheu 168 respostas de profissionais que exercem funções em diversos países e contextos educativos.

Os resultados revelam uma forte preocupação dos docentes relativamente às condições de exercício da profissão, à valorização da carreira e à necessidade de revisão do atual Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE).

Entre os aspetos mais destacados pelos participantes surge a valorização remuneratória, apontada por 89,3% dos respondentes como a principal prioridade para a revisão do regime jurídico. A esmagadora maioria considera que a remuneração atualmente praticada não acompanha o custo de vida dos países onde exerce funções, defendendo igualmente a criação de mecanismos de compensação que atendam às especificidades da mobilidade internacional, designadamente através da atribuição de subsídios de instalação e de regresso.

A consulta evidencia também preocupações significativas relativamente às deslocações exigidas pela atividade docente. Muitos professores percorrem semanalmente centenas de quilómetros entre locais de ensino, considerando insuficientes as compensações e os reembolsos atualmente previstos. O tempo gasto em viagens, os custos associados à mobilidade e as distâncias excessivas constituem os principais constrangimentos identificados.

No domínio das condições de trabalho, mais de sete em cada dez docentes consideram não dispor das condições necessárias para garantir um ensino de qualidade. As exigências administrativas e burocráticas surgem como uma das principais dificuldades apontadas sendo amplamente reconhecido o seu impacto negativo na atividade pedagógica.

Relativamente ao regime de avaliação do desempenho, a maioria dos participantes considera que o modelo atual é pouco adequado ou inadequado às especificidades do EPE e entende que não contribui para a melhoria do desempenho profissional. A eliminação das quotas para atribuição das classificações mais elevadas constitui a alteração mais consensual entre os docentes, acompanhada da exigência de critérios mais transparentes, da simplificação dos procedimentos e do reconhecimento efetivo do trabalho desenvolvido em contextos internacionais.

A consulta permite ainda identificar as principais áreas de formação consideradas prioritárias pelos docentes, com destaque para o Português Língua Estrangeira, as. ferramentas digitais e a Inteligência Artificial, bem como a gestão multicultural da sala de aula.

Para a FNE, os resultados desta consulta constituem um contributo fundamental para a definição das propostas que apresentará no âmbito da revisão do Regime Jurídico do Ensino

Português no Estrangeiro. Os docentes defendem um modelo mais justo, mais valorizador da experiência profissional e mais ajustado às especificidades do ensino da língua e cultura portuguesas junto das comunidades portuguesas e lusodescendentes espalhadas pelo mundo.

No âmbito da reunião negocial do dia 15 de junho de 2026 com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a FNE aproveita a oportunidade para entregar em mão o relatório desta consulta às Secretárias de Estado da Administração Pública e dos Negócios Estrangeiros e

Cooperação, sublinhando a importância de que as preocupações e propostas dos docentes do EPE sejam consideradas no processo de revisão legislativa em curso.

A FNE fará igualmente chegar este relatório ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, reforçando a necessidade de uma abordagem articulada entre as diferentes áreas governativas com responsabilidades na definição das políticas relativas ao Ensino Português no Estrangeiro.

A FNE reafirma o seu compromisso de continuar a defender soluções que reforcem a atratividade do EPE, valorizem os seus profissionais e garantam melhores condições para o desenvolvimento de uma missão educativa essencial para a afirmação da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

Lisboa, 15 de junho de 2026

A Comissão Executiva

Federação Nacional da Educação – FNE

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Amanhã é dia de Greve de Monodocentes


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