Rui Cardoso

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Eram ambos professores agregados, o que significa que só recebiam o ordenado durante o tempo de aulas, nas férias não recebiam

 

Naquele tempo eram professores agregados sem ordenado nas férias

Sempre sonhou ser professora primária e orgulha-se do “dever cumprido” quando ensinava os fonemas cantando e brincando

 

Terminou a escola e nas Furnas não havia forma de se prosseguir os estudos, mas a professora disse à mãe de Conceição “que gostava que eu continuasse os estudos” mas as posses eram poucas. “A minha mãe casou de segundas núpcias com o meu pai, que tinha perdido a primeira mulher muito novo e tinha três filhos pequenos”, conta ao desfiar a história daquele amor “à primeira vista”. É que a mãe de Conceição “tinha o seu namorado, mas o meu pai apareceu e foi amor à primeira vista” e fruto desse amor nasceu Conceição que passou a ser a irmã mais nova de dois rapazes e uma rapariga.
Terminada a instrução primária e com a indicação da professora que Conceição teria possibilidade de ir mais além nos estudos, a família tomou a decisão de enviar a mais nova da família para a Ribeira das Tainhas, para casa dos padrinhos e dos avós, para que estudasse. “Fiz o curso dos liceus no Externato de Vila Franca do Campo” e logo após chegar à Ribeira das Tainhas “encontrei o Gabriel que se apaixonou por mim e andámos sempre juntos” e até a ia levar a casa à Ribeira das Tainhas depois da escola.
Conheceram-se no Externato? “Não, o meu padrinho era colega de trabalho do pai dele, nas matanças de porco antigamente era uma festa, havia danças, música” e o pequeno Gabriel tinha o dom de tocar acordeão e viola juntamente com o pai. “Ele tocava acordeão e o meu sogro viola e vice-versa. E eu muito espantada a olhar para ele a vê-lo tocar aquele instrumento”, conta.
Lá encetaram namoro e decidiram ambos fazer o Magistério Primário, primeiro Gabriel e depois Conceição, e aos 18 anos ela já era professora. Como morava nas Furnas, os primeiros anos onde deu aulas foi na Ribeira Quente e depois foi para a escola das Furnas. Mas o namoro continuava sempre e os planos eram feitos a longo prazo entre os namorados.
Os “nossos dinheirinhos” eram guardados já a pensar nesse futuro e foram comprando o dote. “Seis lençóis de baixo, seis lençóis de cima, e pouco mais”, ao que Gabriel complementa “e o bacio. Cada um tinha o seu”, diz divertido. Se bem que o pai de Conceição era pedreiro e a família tinha casa de banho, apesar de ser no quintal, “toda completa com bidé e banheira em betão armado”.
Conceição chegou a fazer algumas rendas para o dote e a bordar alguns lençóis, mas conta que teve a ajuda da mãe que também ajudou a bordar alguns lençóis e outros “pus numa senhora de fora. Mas muito pouco porque o dinheiro era pouco”.
Naquele tempo eram ambos professores agregados, o que significa que só recebiam o ordenado durante o tempo de aulas, nas férias não recebiam. Essa regalia era só quando ficassem efectivos. Essa era portanto uma pretensão e Conceição concorreu para ficar efectiva e foi colocada na Povoação. Por isso tomaram uma decisão: “com o dote mais ou menos alinhavado”, compraram “a mobília de dormir” e decidiram casar pelo civil.
Conceição explica que na altura havia a chamada Lei dos Cônjuges que, basicamente, definia que havendo dois professores casados não poderiam ficar efectivos muito longe um do outro. Já casados, Conceição e Gabriel usaram essa legislação para ela pedir efectivação em Vila Franca do Campo. Foi colocada em Água D’Alto e o casal foi viver para casa dos pais dele. “Foi um amor e uma cabana, mas como viemos para casa dos pais dele não precisávamos de muito mais”, conta.

Conceição tinha 22 anos quando casaram e recorda que sempre gostou dos seus alunos quase como sendo seus filhos. Aliás quando começou com 18 anos a exercer a profissão “eles gostavam muito de mim e eu deles, eram os meus meninos. Mas não foi só na Ribeira Quente. Eu só estive em quatro escolas mas pergunto sempre às mães pelos nossos meninos”, conta. Em Vila Franca esteve na escola de Água D’Alto cerca de 15 anos e depois foi para a escola de São Pedro. Na primeira escola era onde leccionava também Gabriel Cravinho e o casal desdobrava-se nas tarefas escolares. Ela ficava com os meninos mais novos e mais infantis que chegavam para a 1ª classe e ficava com eles até á 2ª. Depois era Gabriel que ficava com eles na 3ª e 4ª classes. “hoje em dia isso era impossível”, nota.
Mas o que é certo, e faz ponto de honra nisso, é que os seus alunos ainda a conhecem na rua. “Eles conhecem-me na rua e de que maneira. A professora primária marca muito”, refere.
Conceição também foi catequista durante muitos anos e foi também, juntamente com o marido, responsáveis por leccionar os cursos de preparação para o matrimónio. E consequentemente os seus dois filhos – “sou mãe de três mas o primeiro filho faleceu no parto” – também estiveram sentados na sua sala de aula e na catequese. “Não havia favorecimentos, até exigia mais deles”, recorda.
Agora reconhece que não seria possível que isso acontecesse. E até mesmo as crianças são diferentes daquele tempo. O tempo em que ainda se recorda de sempre ter sonhado em ser professora “desde a instrução primária nas redacções eu dizia que queria ser professora”. Porque o professor era “o nosso ídolo quando somos pequenos. Agora querem ser cantores e youtubers”.

“Fui uma professora
que ensinava brincando”

 

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Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior Público de 2021 de 6 a 20 de agosto

 

Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior Público de 2021

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior através da Direção-Geral do Ensino Superior, disponibiliza os dados relativos ao Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior Público de 2021/2022.
No âmbito do regime geral de acesso 2021 serão disponibilizadas um número total de 52 242 vagas, e 721 vagas destinadas aos concursos locais, num número total de 52963 vagas, o que representa um aumento de 2% face ao número de vagas disponibilizadas no ano anterior.
O prazo de candidatura à 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público decorre entre 6 a 20 de agosto.
Tal como nos anos anteriores, a candidatura é apresentada através do sistema online, no sítio da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) na Internet (http://www.dges.gov.pt).
Para acesso ao sistema de candidatura, os candidatos podem utilizar a autenticação com o cartão de cidadão ou chave móvel digital.
Toda a informação sobre o concurso nacional de acesso, incluindo os cursos, respetivas vagas e condições de acesso, estará disponível no sítio na Internet da DGES.

Documentos para consulta:

 

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Se os “abutres” voassem não veríamos mais o Sol…

 

Portugal está cheio de “abutres”, há-os por todo o lado e em todos os quadrantes…

 E, na verdade, não se sabe bem como ainda é possível ver-se o Sol… Talvez seja mesmo porque ainda não voam… Ou melhor, voam, mas “muito baixinho”,  frequentemente em carros de alta cilindrada, quase sempre com motorista; habitam em mansões ou em condomínios muito exclusivos; têm inúmeras contas bancárias sediadas em muitos “paraísos fiscais”, onde não se questiona a origem do dinheiro; enriquecem ilicitamente, roubando o mais que podem; corrompem e deixam-se corromper; traficam influências, no sentido de obterem vantagens indevidas; refugiam-se noutros países, onde continuam a fazer vidas luxuosas, mas deixam milhões de euros em dívida e, sobretudo, não pagam os devidos impostos…

 Essas “aves rapaces” parecem troçar despudoradamente dos contribuintes portugueses, convencidas que estão da sua própria impunidade, alicerçada na inabalável confiança depositada no Sistema Jurídico Português…

 Por via de todos os recursos que podem ser interpostos e de todos os expedientes legais possíveis, e desde que haja dinheiro para o fazer (nestes casos, normalmente nunca falta), o Sistema Jurídico Português permite que decorram décadas até que um processo seja dado como transitado em julgado…

 Em termos concretos, isso pode significar que um arguido que hoje esteja acusado da prática de corrupção, de enriquecimento ilícito ou de branqueamento de capitais possa vir a ser condenado pela prática desses crimes apenas daqui a 20 ou mais anos… E, com “sorte”, talvez as acusações prescrevam…

 Até lá, e se os crimes que hoje lhe são imputados envolverem o ganho ilícito de milhões de euros, poderá continuar a viver faustosamente, alegremente, sem qualquer receio ou pudor de delapidar, como muito bem entender, aquilo que porventura tenha subtraído a terceiros ou ao erário público…

 Terá também muito tempo para se desfazer de qualquer bem material, transferindo para terceiros a respectiva titularidade e daqui a 20 anos, se vier a ser condenado, já não terá em sua posse qualquer bem que possa ser-lhe subtraído como ressarcimento dos danos causados… O confisco e o arresto de todos os bens, até que seja proferida a sentença final, é algo impensável neste país…

 Por comparação, e de forma resumida, veja-se o que se passou nos Estados Unidos da América aquando do “Caso Madoff”, que se constituiu “só” como a maior fraude financeira de todos os tempos: em Dezembro de 2008, Bernard Madoff foi detido, acusado de fraude, e todos os seus bens foram confiscados nesse momento; em Junho de 2009 foi julgado e condenado à pena de 150 anos de prisão… Apesar da complexidade de tal processo, o caso foi resolvido em apenas meio ano, coisa perfeitamente quimérica e irrealizável por cá…

 Aqui, até à sentença final dos muitos Processos similares actualmente em curso, o cidadão comum vai assistindo ao folclore e ao fogo-fátuo, quase sempre de forma muito serena, mas certo de que não terá a mesma sorte se porventura não liquidar atempadamente o pagamento dos impostos reclamados pela Autoridade Tributária e Aduaneira… Ou se algum desses cidadãos “cair na tentação” de roubar um chocolate num supermercado…

Nessas situações, os Julgamentos costumam ser Sumários ou Sumaríssimos e as penas daí resultantes efectiva e rapidamente aplicadas…

 Com advogados competentes, geralmente muito bem pagos, também é possível procurar e encontrar na Lei todos os subterfúgios que permitam adiar, o mais possível, a aplicação de eventuais penas pela Justiça… Mas isso, geralmente, só é válido para os “Grandes Ladrões” ou para “Grandes Vigaristas”…

 Sem querer fazer a apologia do delito ou do crime menor, os “Pequenos Ladrões” ou os “Pequenos Vigaristas” têm que ser muito cuidadosos para não se deixar apanhar porque, se assim não for, não terão outra saída que não seja pagar efectivamente pelos crimes que possam ter cometido…

  O Sistema Jurídico Português permite apanhar nas “teias da Lei” os “pequenos criminosos”, mas não os “Grandes Ladrões” ou os “Grandes Vigaristas” que, com toda a desfaçatez e petulância, conseguem, quase sempre, romper essa “teia” e escapar à mesma…

 Não existe Estado de Direito sem os Princípios da Presunção de Inocência e do Contraditório, mas, no momento actual, começa a ser verdadeiramente vergonhoso e nauseante assistir, recorrentemente, à narrativa da proclamação dessas duas normas, tendo como principal objectivo o indulto ou o “branqueamento” das acções criminosas cometidas pelos “abutres” criados pelo próprio Regime…

 O ar está irrespirável, fede, e a abjecção, sob a forma de baixeza ética e moral, comanda… Os poderes e os “poderzinhos” instalados um pouco (ou muito) por todo o lado minam qualquer tentativa de instituir a transparência ou a justiça…

 E as escolas não são disso uma excepção…

 À imagem do país, em muitas escolas as suspeitas também proliferam, apesar de aí serem quase sempre expressas em surdina e de não terem a visibilidade dos Processos mais mediáticos: suspeita de favorecimento por “amiguismo”; suspeita da existência de algumas formas de “clientelismo”; suspeita de perseguições pessoais; suspeita de pressões ilegítimas, com diversas finalidades; suspeita das mais variadas estratégias que, em alguns casos, permitem contornar a Lei; suspeita da existência de delatores e de “prémios” para delatores, sem qualquer pudor em denunciar aqueles que discordam do “status quo”; suspeita da existência de “caça às bruxas”, com sanções, mais ou menos perceptíveis, aplicadas àqueles que são considerados como adversários; ou suspeita de caciquismo e de autoritarismo…

 Assente na sabujice e na obediência acrítica, o servilismo floresce, sempre pronto a legitimar todas as decisões…

Quando dá jeito a alguns, alega-se com a importância de cumprir a legislação e adopta-se a perspectiva “legalista” ou “ultra-legalista”, mas quando tal não é conveniente até se pode ignorar a sua aplicação, elegendo-se, em vez disso, uma postura mais provinciana patente neste tipo de afirmação: “Eu é que mando”…  

“Tudo bons rapazes” (ou raparigas), que sabem muito bem como capitalizar em seu favor o silêncio, o comodismo e a indiferença manifestados por grande parte dos que os rodeiam… E, no limite, estes últimos tornam-se cúmplices…

O sentimento de impunidade desses “rapazes” ou dessas “raparigas” advém disso, convirá não esquecer…

 Cometendo a “ousadia” e o “sacrilégio” de contrariar (só um bocadinho) J.P. Sartre, direi isto: O inferno também somos nós, o inferno não são só os outros…

 A esse propósito, estas palavras de Martin Luther King parecem elucidativas: “O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons”.

 E isso apesar de “os bons” parecerem estar, cada vez mais, em risco de extinção…

 (O título deste texto foi inspirado numa conhecida afirmação de Pi de la Serra, Cantor Catalão…).

 

(Matilde)

 

 

 

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Um País Amador quer Medalhas Profissionais

Um país que está a anos luz das infraestruturas desportivas de outros países, quer medalhas olímpicas…
Um país que só pensa em futebol, quer medalhas olímpicas…
Um país que tirou horas à disciplina de educação física, quer medalhas olímpicas…
Um país que despreza a educação física no 1º ciclo, quer medalhas olímpicas…
Um país em que os principais eventos do desporto escolar encaixotam professores e alunos em salas de aula para dormir, quer medalhas olímpicas…
Um país onde os alunos têm cargas letivas brutais e para conciliarem a prática desportiva são obrigados a chegar a casa às 20, 21, 22 horas e ainda têm que ir estudar para o teste que aí vem, quer medalhas olímpicas…
Um país onde a maioria dos professores e pais não tem cultura desportiva, onde se marca aulas e testes em cima dos treinos do Desporto Escolar, quer medalhas olímpicas…
Um país que não gosta de desporto, gosta do “palco”, da festa, do sucesso, e prefere passar horas a discutir se foi ou não penalti, quer medalhas olímpicas…
Um país em que são os pais a suportar as despesas do sonho olímpico desde tenra idade, quer medalhas olímpicas…
Um país em que os seus atletas viajam em “low cost”, dormem nos aeroportos, são completos amadores, quer medalhas olímpicas…
Olhem para a Espanha, olhem para os Estados Unidos, olhem para Inglaterra, olhem para tantos outros e depois questionem-se se realmente queremos medalhas olímpicas…
Olímpicos, ignorem a ignorância e o ruído, sois o verdadeiro exemplo de amor à pátria e cada lágrima, cada gota de suor é cristalina, pura e honesta. Sois uns heróis e quem tem dois dedos de testa tem noção do que abdicaram para chegar onde chegaram. O meu/nosso muito obrigado!
por Alexandre Henriques, em www.ComRegras.com

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Precisa-se de Professor(a) de Português

 

Professor(a) de Português

1º, 2º, 3º ano Ensino Profissional – Ensino Secundário

Escola Profissional Magestil

Avenida Almirante Gago Coutinho, nº 95, 1700-028 Lisboa

Envio de cv para  rh@magestil.pt ou gabinetecomunicacao@magestil.pt

 

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Menos alunos, mais professores e menos chumbos

 

No ano letivo 2019/2020 registou-se uma continuidade da redução do número de alunos em todos os subsistemas de ensino, com uma quebra de cerca de 15 mil alunos no último ano, de acordo com os dados do relatório ‘Educação em Números’, da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência, divulgados pelo Governo.

Sublinhando tratar-se de uma redução “reflexo da demografia”, a tutela realça, contudo, “uma ligeira subida do número de crianças que frequentam a Educação Pré-Escolar (mais cerca de 7.300)”.

Este aumento, lê-se na nota do ministério da Educação enviada ao Notícias ao Minuto, “é acompanhado de uma subida da taxa de escolarização, consequência do esforço de valorização da importância da Educação Pré-Escolar, reconhecida cada vez mais pelas famílias e da abertura de salas na rede pública”.

Por outro lado, o Executivo destaca o “aumento progressivo do número de docentes” que não acompanha a redução do número de alunos. Segundo os dados do relatório, nos últimos cinco anos, registou-se um aumento de cerca de 7.000 professores, “fruto do investimento em medidas de apoio aos alunos, como as tutorias, a redução do número de alunos por turma ou o investimento em programas específicos”.

Este investimento em recursos humanos, frisa a tutela, leva a que se registe também uma “diminuição progressiva do rácio alunos/professor (13 no 1.º ciclo; 9,2 no 2.º ciclo; e 8,2 no 3.º ciclo e secundário).

Outro dos dados assinalados é a “melhoria global dos resultados na diminuição das taxas de retenção e desistência, com principal destaque para a queda de 4,5% no ensino secundário. “Esta melhoria tem sido consistente ao longo dos anos, sendo de destacar que, em apenas 15 anos, a taxa de retenção baixou de 30,6% para 8,4%”, destaca a nota.

Ainda de acordo com o relatório, “acompanha esta melhoria dos resultados a diversificação da oferta formativa, tendo triplicado – no mesmo período – o número de alunos que frequenta o ensino profissional”.

Por fim, no que toca aos recursos tecnológicos, o ano 2019/2020 registou uma diminuição do número de alunos por computador com internet, “uma tendência que acelerará por via da chegada às escolas, durante o último ano, de mais de cerca de meio milhão de equipamentos”.

 

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Concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P

 

Informa-se que se encontra aberto, a partir de 5.ª feira (inclusive), 29 de julho de 2021, pelo prazo de 5 dias úteis, concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2021/2022.

 

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Assinem – PELO CUMPRIMENTO INEQUÍVOCO DA LEI N.º47/2021 de 23 de junho

 

Para: Exmo. Senhor Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues; Exma. Senhora Diretora Geral da DGAE, Susana Castanheira Lopes

No âmbito do encontro de 30 de junho com as confederações sindicais, o Ministério da Educação, representado por Inês Ramires, Secretária de Estado, fez saber que mantém a intenção, anunciada em Agosto de 2020, de levar ao próximo concurso de Mobilidade Interna apenas uma tipologia de horário.

A 27 de julho, a DGAE anunciou (mais cedo do que o expectável) a abertura da aplicação para que as escolas procedam ao pedido de horários (até 30 de julho de 2021) informando os Diretores que:
“Os horários incompletos não serão considerados para o concurso das necessidades temporárias, em particular ponto 9, subcapítulo B, II capítulo [9 — Aos docentes opositores ao concurso de Mobilidade Interna apenas serão disponibilizados horários completos, devendo os docentes manifestar as suas preferências por ordem decrescente de prioridade] e ponto 1, subcapítulo A, III capítulo [1 — Aos candidatos opositores ao concurso de Contratação Inicial apenas serão disponibilizados horários completos, devendo os docentes manifestar as suas preferências por ordem decrescente de prioridade] ambos da Parte IV do Aviso de Abertura do concurso.”

Pelo exposto, nem sequer fica totalmente claro se haverá ou não lugar a horários incompletos a opositores à Mobilidade Interna que transitem para as Reservas de Recrutamento.

E note-se que a intenção anunciada:
– não decorre de nenhuma alteração ao normativo aos Concursos (que continua a ser o Decreto Lei n.º132, de 2012);
– não decorre de nenhuma imposição Jurídica, já que o Acordão do TCA do Sul dá poder discricionário ao Governo para “adotar a solução que melhor sirva o sistema educativo, assente numa adequada gestão de recursos humanos docentes e na utilização de dinheiros públicos”;
– e nem decorre de qualquer facto ou dado objetivo apresentado pelo Governo ou Ministério da Educação.

Ora, no único ano em que esta intenção foi colocada em prática – 2017 – o caos criado nas Escolas foi evidente, com manifestações de rua, petições, ações de massa em Tribunal e colocações de professores ao longo de todo o ano letivo, que culminaram com uma ação inédita na Assembleia da República com a aprovação da Lei n.º17/2018 pelo BE, PCP, PEV, PSD e CDS-PP, que determinou a distribuição de todas as tipologias de horários no concurso de mobilidade interna de 2018, que agora finda.
Nos três anos letivos subsequentes – 2018/19, 2019/2020 e 2020/21 – não houve qualquer nota de contestação ao concurso de Mobilidade Interna.
E os dados comparativos mostram que o Governo recorreu e gastou muito mais em contratação em 2017 relativamente a 2018.

Esta insistência é portanto, para nós, totalmente incompreensível.
E não apenas para nós, muito dos quais lesados num 2017 de má memória, como:
– para as entidades sindicais e os representantes dos Diretores de Escolas, que o afirmaram publicamente ainda em Agosto de 2020;
– para os 8742 cidadãos que assinaram e foram escutados ao abrigo do direito da Petição Nº 199/XIV/2ª;
– para os Senhores Deputados do BE, PCP, PEV, PAN e PSD presentes na Comissão de Educação e Ciência, que apresentaram Projetos de Resolução com recomendações ao Governo nesta matéria;
– e para as Senhoras Deputadas Joacine K. Moreira e Cristina Rodrigues e para os Senhores e Senhoras Deputados do BE, PCP, PEV, PAN, PSD, CDS-PP e CH que, a 20 de maio de 2021, aquando da votação da Lei nº47, que determina a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário, consideraram que, entre outros critérios, tal revisão se deve orientar “pela inclusão dos horários incompletos para efeitos de Mobilidade Interna”.

Publicada esta Lei, os Professores vêm apelar ao seu cumprimento célere, em respeito pela vontade e soberania da Assembleia da República, solicitando a Vossa Excelência que convoque e escute as Entidades e Confederações Sindicais com urgência, em particular ao STOP, SIPE, FENPROF, FNE e FNEI a quem confiamos as nossas razões.

Assim, os Professores aqui abaixo assinados – a esmagadora maioria dos quais conscientes de que serão, mais cedo ou mais tarde, todos lesados – vêm por este meio, demonstrar o seu claro e inequívoco apoio aos sindicatos e confederações sindicais chamados às negociações no cumprimento da Lei n.º47/2021 em particular pela inclusão de todos os horários na mobilidade interna, fator determinante na salvaguarda e respeito pela graduação profissional.

 

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As vagas para o Ensino Superior voltam a aumentar

Vagas voltam a aumentar: Porto e Lisboa são as que mais ganham

As vagas para o Ensino Superior voltam a aumentar: este ano serão 52 242, o maior número desde 2015 e mais 834 do que no ano passado. As instituições do Porto e de Lisboa são as que mais lugares ganham, graças ao reforço da oferta na área digital e dos cursos com índice de excelência (que conjuga a procura com uma média de ingresso superior a 17 valores). As candidaturas arrancam dia 6.

Só as universidades do Porto e Nova de Lisboa terão mais 233 e 146 vagas do que em 2020, respetivamente. São as instituições que mais ganham, especialmente graças ao indicador de excelência. A Universidade de Lisboa abre mais 56 vagas, que corresponde ao reforço nos cursos de excelência, nomeadamente Engenharia Aeroespacial e Engenharia Física e Tecnológica, que registaram das médias de ingresso mais elevadas.

No total, as instituições em Lisboa e Porto ganham 455 vagas (totalizando 21 463 lugares) enquanto nas regiões de menor pressão demográfica o acréscimo é de 311 lugares (sendo disponibilizados 16 087 lugares). O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Pedro Dominguinhos, admite que os números não o surpreendem. No parecer sobre a fixação de vagas, alertava para a possibilidade de o índice de excelência provocar um aumento significativo de vagas no Porto e Lisboa. As instituições do Interior, no entanto, reforçam as vagas na área do digital, sublinha.

Veja aqui as vagas de acesso ao Ensino Superior – 1ª fase

 

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Ensino básico e secundário perdem 15 mil alunos num só ano

Ensino básico e secundário perdem 15 mil alunos num só ano

 

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Medidas excecionais de acesso ao ensino superior para alunos oriundos do estrangeiro

Foi aprovado o decreto-lei que aprova medidas excecionais para garantir o acesso ao ensino superior, no ano letivo de 2021-2022, por estudantes oriundos dos sistemas de ensino secundário estrangeiros.
A emergência de saúde pública de âmbito internacional suscitada pela doença COVID-19 determinou a adoção de medidas robustas visando a contenção e mitigação da crise pandémica. Na sequência dessas decisões, em diversos sistemas de ensino estrangeiros e internacionais, foram aprovadas alterações excecionais às condições de conclusão do ensino secundário, incluindo a dispensa de realização das provas de avaliação de âmbito nacional conducentes à conclusão desse nível de ensino.
À semelhança do ano anterior, e considerando que a inexistência dos exames terminais de avaliação nos sistemas de ensino secundário estrangeiros e internacionais impede a candidatura de todos os estudantes deles oriundos, o Governo aprovou as medidas excecionais adequadas a não prejudicar o prosseguimento de estudos desses candidatos, onde têm especial relevância os candidatos emigrantes e familiares que com eles residam.

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Inquérito da FNE: maioria dos professores ouvidos regista excesso de trabalho no último ano lectivo

 

Inquérito da FNE: maioria dos professores ouvidos regista excesso de trabalho no último ano lectivo

Entre os 1295 inquiridos, 60,3% revelaram que o excesso de trabalho foi um dos aspectos que mais os preocuparam, seguido da sua saúde mental e bem-estar.

A maioria dos professores consultados num inquérito da Federação Nacional da Educação (FNE) referiu o excesso de trabalho como uma das maiores preocupações ao longo do último ano lectivo, em que a saúde mental também foi afectada.

O  ano lectivo passado, que terminou no início de Julho, voltou a ser marcado pela pandemia da covid-19. Depois de, em Março de 2020, famílias e professores terem sido apanhados de surpresa pelo encerramento das escolas, em Setembro todos antecipavam outro ano lectivo atípico.

Quase 11 meses depois, a FNE quis ouvir os profissionais das escolas sobre o decorrer desse ano, com novos desafios impostos pela pandemia, e os resultados que foram nesta quinta-feira divulgados apontam para professores cansados e que se sentiram pouco apoiados.

Entre os 1295 inquiridos, 60,3% revelaram que o excesso de trabalho foi um dos aspectos que mais os preocuparam, seguido da sua saúde mental e bem-estar.

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Aprendizagens essenciais- Raquel Varela

Não creio que as pessoas devam fazer confissões públicas individuais da sua vida pessoal, mas era importante termos um estudo, anónimo, sobre onde estudam os filhos das elites económicas, intelectuais e políticas do país? Esta é uma questão pública. Compreender se também estas crianças e jovens são cobaias e vítimas da degradação da qualidade da escola pública ou se há nichos onde se reproduzem elites com acesso ao conhecimento.
Uma escola inclusiva não é a que cria currículos aligeirados mas justamente o seu contrário, quanto mais as classes trabalhadoras e médias tiverem dificuldades mais aos seus filhos deve ser dado um currículo exigente.
O currículo é a sistematização do belo, justo e do bom, da ciência, da filosofia e da arte, do melhor que a humanidade ao longo da sua história produziu e realizou. As aprendizagens essenciais aligeiram o currículo para adaptarem uma força de trabalho a um mercado pobre, sem exigência ele mesmo.
Todo o país é turbinado nesta pobreza – a alunos poucos exigentes adaptam-se cursos de formação pouco exigentes, professores pouco qualificados, que cada vez sabem e podem ensinar menos, para uma força de trabalho barata que por sua vez arrasta para baixo todos os salários de manutenção dessa mesma força de trabalho – porquê pagar bem a um médico e a um enfermeiro que cuida e trata pessoas que ganham 600 euros e cujos a qualificação é saber carregar nuns botões de máquinas compradas ao estrangeiro? É mais barato não tratar bem essa pessoa e substitui-la. É um exemplo, podia dar mais – os salários em Portugal e no mundo são definidos pelo preço da forca de trabalho industrial, fundamentalmente. Uma escola pública degradada, para um mercado dependente e automatizado arrasta para baixo quase todo o país.
A rigor aprendizagens essenciais deveria ser o máximo, o máximo é essencial, o que Ministério propõe é o mínimo.

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Pedido de horários para contratação de escola – Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite o recrutamento de docentes para lecionação do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.

Consulte a nota informativa.

Nota informativa – Contratação de Escola: Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

SIGRHE

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