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Palavras de apreço não pagam hipotecas. -Jorge S. Braga

 

Os professores estão, neste momento, numa posição que nunca tiveram ao longo da sua história. Não os há e cada vez vai haver menos.

A carreira é miseravelmente mal paga.

O trabalho é muito complexo e burocrático.

As possibilidades de progressão salarial no interior da carreira estão severamente limitadas.

O professor é o recurso onde todos os problemas da sociedade caem.

A Escola é a entidade que tudo deve resolver, na opinião errada de muitos, especialmente dos que não estão na educação.

A sociedade precisa efetivamente de uma população altamente qualificada ou Portugal, nos próximos anos, não vai a lado nenhum.

Portugal precisa urgentemente de corrigir os enormes erros do passado. Este é o momento de investir seriamente em educação.

Investir em educação passa por investir nos profissionais de educação. Todos.

Investir em melhores salários.

Investir numa melhor carreira, desde o primeiro dia.

Investir em melhores condições de trabalho.

Chegou a altura de os professores lutarem. Se agora paralisarem, os professores perderão o comboio em detrimento de um avião, de uma estrada ou de uma qualquer entidade financeira em dificuldades.

O Ministério da Educação, como dizia um colega, transformou-se numa empresa de trabalho temporário. Não geriu com cuidado os seus parcos e altamente especializados recursos humanos.

Qualquer gestor de recursos humanos sabe que o bem-estar dos seus trabalhadores é o ponto fulcral para uma organização bem-sucedida neste século. O bem-estar começa (mas não acaba) numa remuneração justa.

Parafraseando o CEO da Microsoft Satya Nadella: “palavras de apreço não pagam hipotecas.”

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