Com as datas da Mobilidade Interna e das Dispensas Sindicais que ainda decorrem.
Assinaldo a amarelo as fases que estão a decorrer.

Jul 10 2026
Com as datas da Mobilidade Interna e das Dispensas Sindicais que ainda decorrem.
Assinaldo a amarelo as fases que estão a decorrer.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/calendario-do-concurso-atualizado-6/
Jul 10 2026
Caro/a Diretor/a, boa tarde,
Na sequência da comunicação relativa à realização das Provas de Conhecimentos, importa prestar um esclarecimento adicional sobre os candidatos que tenham apresentado candidatura a mais do que um procedimento concursal.
Quando o candidato tenha sido convocado por diferentes escolas para realizar a mesma prova de conhecimentos, relativa ao mesmo perfil, deverá realizar apenas uma prova, podendo optar pelo local que lhe seja mais conveniente.
Para esse efeito, seria de, sempre que contactados pelos candidatos, confirmar se a prova a aplicar corresponde à prova comum disponibilizada para o respetivo perfil. Caso o júri tenha deliberado aplicar uma prova distinta da prova comum, essa informação deve ser transmitida ao candidato, competindo ao respetivo júri apreciar eventual pedido de aceitação de prova realizada noutro procedimento.
Mais se esclarece que, caso o candidato tenha apresentado candidatura a perfis distintos, deverá realizar a prova correspondente a cada perfil. Se as provas relativas a diferentes perfis coincidirem na mesma data e hora, o candidato deverá optar por realizar apenas uma delas.
Assim, a ausência de um candidato convocado para realizar a prova nessa escola não significa, necessariamente, que tenha faltado, podendo tê-la realizado noutro Agrupamentos de Escolas (AE) ou Escolas não Agrupadas (EñA). Após a realização das provas, será disponibilizada informação sobre os candidatos que realizaram a prova de conhecimentos, independentemente do local onde esta tenha ocorrido, permitindo aos respetivos júris confirmar essa situação.
Considerando as informações anteriormente enviadas, a escola deverá preparar a organização da prova considerando a totalidade dos candidatos convocados.
Por outro lado, verificando-se sobreposição de datas e horários na marcação das Entrevistas de Avaliação de Competências (EAC) dos diversos concursos para recrutamento de técnicos superiores, promovidos por distintos AE/ EñA, cumpre esclarecer que sempre será competência do respetivo júri, enquanto órgão técnico e independente que dirige e decide o procedimento, o ajustamento/alteração de dia e/ou hora de agendamento das EAC.
Em qualquer caso, sempre se refere que essa possibilidade deverá ser acautelada, em cumprimento dos princípios que norteiam o procedimento concursal de recrutamento, plasmados no art.º 2.ª da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, designadamente, os princípios da liberdade de acesso ou candidatura e o da igualdade de tratamento e oportunidades.
Com efeito, sendo embora verdade que muitos candidatos apresentaram candidaturas a vários procedimentos concursais (alguns mesmo a várias dezenas), causando necessariamente alguma dificuldade acrescida no reagendamento das Entrevistas, também há que considerar que a particularidade deste processo de recrutamento deverá ser considerada como uma situação de exceção, que implicará uma maior flexibilidade nos processos de apreciação dos júris perante estas situações.
Acredita-se que, na avaliação das situações referidas, o júri deve privilegiar o garante dos princípios anteriormente já enunciados, num quadro de equilíbrio, boa-fé e bom senso.
Por outro lado, importa ter presente que poderão existir situações em que a EAC, enquanto método de seleção facultativo para os candidatos, pode não ser aplicada, conforme dispõe o art.º 36.º n.º 4 da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada em anexo à Lei n.º 35/2015, de 20 de junho, bem como o art.º 18.º n.º 2 da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro.
Relativamente à situação de exigência de os candidatos terem de gozar dias de férias para se apresentarem às provas de seleção dos procedimentos concursais aos quais se candidataram, convirá ter em consideração o disposto na LTFP, no seu art.º 134.º, n.º 2, alínea l), no qual se prevê que as faltas motivadas pela necessidade de submissão a métodos de seleção em procedimento concursal, são justificadas, não se afigurando por isso essa exigência compatível com o legalmente previsto.
Por último, anexo proposta de ata a ser elaborada pelos júris dos procedimentos concursais, adaptando o texto a cada realidade.
De salientar que, quaisquer ocorrências verificadas nos dias de realização da prova devem ser reportadas, descritas e constar em ata desse mesmo dia; o mesmo para as situações em que tudo corre sem qualquer situação problemática, para salvaguardar que, em momento posterior, algum candidato venha a alegar que houve um problema e o mesmo não tenha sido identificado pelo júri.
Muito obrigado.
Um abraço,
O Presidente do Conselho Diretivo
Raúl Capaz Coelho
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/esclarecimento-sobre-o-concurso-de-tecnicos-superiores/
Jul 08 2026
Parece que nestes dias tem havido uma corrida à parvoíce em quase todos os setores.
Este é mais um chatbot que tenta imitar as ideias parvas do original Amália.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/se-o-amalia-e-mau-o-analia-nem-se-fala/
Jul 08 2026
Deixo aqui um pequeno trabalho, mas com um enorme impacto para quem habitualmente preenche muitas dezenas ou até umas centenas de preferências no concurso de professores.
Quem se limita a preencher poucas dezenas de escolas não necessita de ter este trabalho em aprender o funcionamente deste SCRIPT, mas quem está numa condição de querer escolher umas 200 escolas pode valer a pena ter alguma paciência e aprender como se faz isto.
Escrevo-lhe porque desenvolvi um pequeno script gratuito (open-source) que resolve uma das maiores dores de cabeça da Manifestação de Preferências da Graduação: o preenchimento manual das 20 preferências na plataforma SIGRHE.
O problema: Preencher manualmente os campos (Grupo, Tipo, Código, Horário, Duração) 20 vezes, lidando com os dropdowns e as validações da plataforma, é moroso e propenso a erros.
A solução: Um script para Tampermonkey que permite ao professor:
Preparar as suas preferências numa simples folha de Excel.
Copiar as linhas e colar num modal que o script cria na página da DGAE.
Ver os 20 blocos de preferências preenchidos automaticamente em segundos, respeitando todas as validações da plataforma.
Como funciona:
O utilizador instala o Tampermonkey (extensão gratuita e segura do Chrome/Edge/Firefox).
Instala o script através de um link do GreasyFork (repositório público e confiável de scripts).
Um pequeno tutorial de como os seus leitores o podem usar.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/ferramenta-gratuita-para-automatizar-o-preenchimento-das-preferencias-na-dgae-sigrhe/
Jul 08 2026

E ainda dizem que é para apoiar o professor no planeamento de aulas e redação de sumários…

Começo a achar que mandaram a Amália tratar do planeamento da correção dos exames deste ano.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/se-eu-fosse-a-amalia-nao-gostava-nada-da-brincadeira/
Jul 07 2026
Deixo neste artigo a ferramenta de apoio à Manifestação de Preferências criado pelo Blog há quase uma dezena de anos e que continua a servir de apoio à manifestação de preferências dos professores, calculando a distância ou o tempo de viagem entre uma escola e as restantes escolas do País.
Para aceder à ferramenta clicar aqui ou na imagem.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/aplicacao-de-apoio-a-manifestacao-de-preferencias-3/
Jul 07 2026
Coloco o calendário do concurso atualizado com a data do concurso assinalada a amarelo com a manifestação de preferências para a Contratação e a fase da ICL1, onde se indica apenas os docentes a quem não é possível atribuír o mínimo de 8 horas letivas de componente letiva para 2026/2027. A fase do pedido de horários deve ocorrer apenas durante a ICL2.
A vermelho assinalei a data prevista da candidatura à Mobilidade Interna, que presumo ocorra apenas depois de terminada a ICL1.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/calendario-do-concurso-atualizado-5/
Jul 07 2026
No aviso n.º 16869/2026/2, de 7 de julho, constam 275 docentes que se aposentam com efeitos ao mês de agosto.
Contudo, em Setembro e Outubro estes números vão subir mais porque muitos docentes ficaram a aguardar o final do ano letivo para pedirem a aposentação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/275-docentes-aposentados-em-agosto-de-2026/
Jul 07 2026
Falemos de coisas sérias e verdadeiramente importantes para o futuro de Portugal.
Que raio de armazém de testes é este?
Que procedimentos são usados aqui?
Repare-se na forma como estão identificadas as regiões nas prateleiras … diz tudo.
Ferramentas Lean …
5S …..
Numa empresa normal o responsável da qualidade já se teria atirado ao teto e denunciado o estado miserável deste armazém.
(Aquelas paletes no chão daquela maneira é razão de procedimento disciplinar em muitas empresas. Aquela senhora enfiada dentro da prateleira é um risco enorme. ).
Não há marcações…
Não se vê um extintor…
Não se vê saídas de emergência …
De certeza que é das fotos. Maldade minha.
Por outro lado como é que raio digitalizar 1.000.000 de folhas A4 é, nos dias de hoje, um problema? Contas redondas a 300 Dpi será algo como 24TB sem compactação…. o que não é nada para uma NAS decente. mas cerca de 5 TB com compactação. muito menos em escala de cinza ou resoluções não tão elevadas.
1000000 de documentos PDF não é algo que entupa sequer um ambiente de Sharepoint decente ( que começa a ter degradação de performance dos 300.000 para cima, é verdade, mas suporta até 30M de ficheiros (ficheiros e não páginas!).
O ME conseguiu ser, no seu campo de ação, pior que o Martínez.
Mas a malta é mais futebol…. mas pelos vistos nem sequer isso.
Jorge Sottomaior Braga

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/por-falar-em-incompetencia-no-futebol-perdao-na-educacao-jorge-sottomaior-braga/
Jul 06 2026
Pelo que percebi do e-mail enviado hoje pela AGSE as escolas têm de restringir o acesso do PC a apenas um site.
Espero que todos os candidatos tragam o seu portátil para a realização da prova, porque na escola não tenho nenhum portátil dado pelo MECI para estas situações, nem mesmo para os professores da escola e os computadores que existem na escola estão distribuídos um por cada sala para ser feito o sumário e não serve para mais nada.
Amanhã mesmo irei enviar o mail solicitado aos candidatos dizendo-lhes que é condição necessária para a realização da prova na escola que tragam portátil configurado com o acesso restrito a apenas um site, conforme solicitado pela AGSE.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/mas-a-agse-acha-que-as-escolas-tem-pc-para-os-ts-realizarem-as-provas/
Jul 06 2026
Surge hoje uma quarta e quinta data para a realização da Prova de Conhecimentos dos Técnicos Superiores, O dia 14 de julho será destinado às provas dos Psicólogos e o dia 15 às provas dos restantes Técnicos Superiores.
Falta no entanto orientações para quem concorre a mais do que uma escola. O Técnico escolhe por sua iniciativa o local onde vai fazer a prova?
Como as outras escolas vão ter acesso aos resultados da prova de um determinado candidato?
Alguém na AGSE tem capacidade para responder a estas simples perguntas?
E porque não é a AGSE a informar os candidatos das datas das provas? A AGSE não sabe que muitos Júris podem estar de férias autorizadas?
A AGSE não tinha ficado de enviar aos júris dos concursos o modelo de prova para que os júris pudessem optar pela prova da AGSE ou por fazer uma prova interna?
Cara(o) Diretor(a), boa tarde,
Como é do Vosso conhecimento, os Avisos de abertura dos procedimentos concursais para recrutamento de técnicos superiores têm vindo a ser publicados ao longo dos últimos três meses. A AGSE, por forma a que fosse abrangido o maior número de procedimentos e candidatos, e tendo presente a sugestão de muitos de Vós, adiou a realização das provas.
Porém, para que os técnicos superiores possam estar contratados no início do ano letivo há que prosseguir.
Deste modo, a prova de conhecimentos para psicólogos será realizada no dia 14 de julho de 2026, pelas 14,30h, e as restantes provas no dia 15 de julho de 2026, pela mesma hora – procedeu-se ao desdobramento das provas em dois dias consecutivos para que todos os AE/EñA tenham condições para as realizar, atento o elevado número de candidatos.
Como tem sido salientado, há sempre a possibilidade de os Júris dos procedimentos concursais formularem outras provas de conhecimentos e de as aplicarem em momentos distintos.
Mais informo de que a empresa encarregue de realizar as provas enviará aos presidentes dos diversos júris os links para as mesmas na véspera da respetiva realização.
Em anexo segue um conjunto de instruções para os Vigilantes das provas de conhecimentos.
Segue, ainda, em anexo, um tutorial sobre o modo como restringir o acesso a apenas um website, por forma a que os candidatos não possam, através do computador no qual estão a realizar a prova, aceder a qualquer informação.
Por último, salientar que os candidatos devem ser informados, amanhã, preferencialmente de manhã, pelos Júris, das datas de realização das provas.
Creio estarem reunidas as condições para que, com o envolvimento de todos, estas provas possam ser realizadas com sucesso e, assim, alcançado o objetivo pretendido – dotar os AE/EñA de 1406 técnicos superiores.
Muito obrigado.
Um abraço,
O Presidente do Conselho Diretivo
Raúl Capaz Coelho
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/procedimentos-concursais-para-recrutamento-de-tecnicos-superiores/
Jul 05 2026
A confiança nas instituições públicas constrói-se com competência, transparência e responsabilidade. Quando estas falham de forma reiterada, os responsáveis máximos devem assumir as consequências políticas e administrativas dos seus atos. É neste contexto que se torna legítimo questionar se os presidentes da AGSE e do EduQA reúnem ainda as condições necessárias para permanecerem nos cargos que ocupam.
No caso da AGSE, o concurso para Técnicos Superiores tem sido marcado por sucessivas críticas de candidatos, escolas e especialistas do setor. Alterações de calendário, dúvidas sobre os procedimentos, esclarecimentos divulgados apenas depois de surgirem problemas e uma aparente falta de planeamento criaram um clima de insegurança num processo que deveria pautar-se pela previsibilidade e igualdade de oportunidades. A necessidade de publicar sucessivas FAQ para responder a dúvidas essenciais demonstra que o modelo foi lançado sem a maturidade necessária. Embora a AGSE tenha procurado esclarecer muitas questões posteriormente, a perceção instalada é a de que o organismo foi reagindo aos problemas em vez de os antecipar. Essa realidade enfraquece a confiança dos candidatos e das escolas na capacidade da instituição para gerir um procedimento desta dimensão.
Ainda mais preocupante é o impacto que estas falhas têm na imagem da Administração Pública. Um concurso nacional exige regras claras, comunicação eficaz e estabilidade. Quando predominam a incerteza e a improvisação, quem perde são os profissionais que procuram uma oportunidade de ingresso na carreira e as escolas que aguardam a colocação dos técnicos necessários ao seu funcionamento.
Também o EduQA enfrenta uma das maiores crises desde a sua criação. O processo de classificação dos exames nacionais foi alvo de inúmeras denúncias relacionadas com dificuldades tecnológicas, atrasos, distribuição inadequada de classificadores e problemas organizacionais. Enquanto o Ministério procurava transmitir uma imagem de normalidade, associações de diretores e professores relataram constrangimentos significativos que colocaram em causa a confiança no processo. Independentemente de todas as classificações acabarem por ser concluídas, a sucessão de incidentes revelou fragilidades que dificilmente podem ser consideradas meramente pontuais.
Quem lidera organismos desta importância não pode limitar-se a afirmar que os problemas serão resolvidos. Liderar implica prevenir riscos, garantir que os sistemas funcionam e assumir responsabilidades quando falham. A responsabilidade política existe precisamente para proteger a credibilidade das instituições. Quando essa credibilidade é seriamente afetada, a permanência dos dirigentes deixa de ser apenas uma questão pessoal e passa a ser uma questão institucional.
Numa democracia madura, a demissão de um dirigente não deve ser encarada como um castigo, mas como um ato de responsabilidade. Se os presidentes da AGSE e do EduQA entendem que mantêm condições para continuar, devem demonstrá-lo através de resultados concretos e de uma recuperação rápida da confiança pública. Caso contrário, cabe ao Governo retirar as devidas consequências.
As instituições da educação portuguesa merecem lideranças que inspirem confiança, antecipem problemas e assumam plenamente a responsabilidade pelas decisões tomadas. Quando essa confiança se perde, a renovação da liderança deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade.
NOTA: ao dia de hoje, 5 de julho, tenho como última informação oficial da AGSE que a prova de conhecimentos será realizada amanhã, dia 6 de julho.
Continuo a aguardar que me chegue por via oficial que já não será realizada a prova amanhã.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/presidentes-da-agse-e-do-eduqa-devem-demitir-se-ou-ser-demitidos/
Jul 01 2026
Neste documento que está em consulta pública até ao dia 17 de julho.
Segundo a Claude.ai que analisou todas as versões. O quarto documento é uma proposta de novo decreto-lei (ainda em versão preliminar para discussão pública) que substitui integralmente o regime atual — DL 54/2018 + Lei 116/2019 + DL 62/2023 — por um texto novo e já republicado em anexo. Eis o que traz de efetivamente novo:
O próprio preâmbulo assume isto como motivação central: a aplicação do DL 54/2018 levou a que o CAA se tornasse um espaço físico segregado, contrariando a intenção original. A proposta revoga integralmente o artigo 13.º e substitui-o pelo conceito de “estrutura integrada de apoio à aprendizagem e à inclusão” (novo art. 5.º), de natureza transversal e não circunscrita a um espaço — reforçando explicitamente a centralidade da sala de aula.
São criadas/renomeadas várias estruturas que não existiam assim no regime atual:
Isto formaliza uma lógica intersectorial que antes era mais difusa (referências pontuais à equipa de saúde escolar, CPCJ, etc.).
Novo mecanismo: se os pais discordarem das medidas seletivas/adicionais e se esgotarem os mecanismos de mediação, podem requerer reapreciação junto das SCR (art. 4.º, n.º 5) — via de recurso que não existia.
Mantém e alarga o que o DL 62/2023 já tinha introduzido (dislexia e perturbação específica da linguagem) e acrescenta novas modalidades: provas digitais com/sem figuras, provas ampliadas, prestação à distância de provas de aptidão profissional.
O diploma invoca diretamente um estudo de avaliação externa (“Avaliação da Educação Inclusiva”, PESSOAS 2030, relatório final de dezembro de 2025) que, decorridos oito anos, concluiu que os problemas não são conceptuais mas de operacionalização — daí a opção por reformar em vez de manter o regime atual.
Revoga expressamente os arts. 10.º/4/c), 11.º/2/b) e /3/f), 12.º/9/f), 13.º, 24.º, 27.º/4, 31.º, 35.º e 36.º/1-2 do DL 54/2018; entra em vigor no dia seguinte à publicação mas só produz efeitos a partir do ano escolar 2026/2027, com regime transitório (PDI só obrigatório para novas sinalizações nesse ano; RTP/PEI/PIT antigos mantêm-se até final desse ano letivo).
Em suma: não é uma alteração pontual como as de 2019 e 2023 (que mexeram em números/alíneas isolados) — é uma reformulação estrutural, com nova terminologia, nova arquitetura de governança intersectorial (SNAI/ELAI) e simplificação documental (PDI), justificada por uma avaliação de implementação de oito anos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/07/que-alteracoes-sao-propostas-na-educacao-inclusiva/
Jun 23 2026
Com este despacho do Ministro da Educação passaram a ser as escolas a determinar o número de turmas que podem aceitar, não havendo limite (a não ser o físico) à abertura de novas turmas.
Aplaude esta medida quem é adepto da liberdade de escolha, mas mais cedo ou mais tarde algumas escolas vão sofrer com esta decisão porque nem todas as condições físicas das escolas são iguais. Há escolas que o tempo já comeu a tinta das paredes e a cera do chão, enquanto outras ao lado reluzem, como se a sorte tivesse escolhido morada antes de os alunos escolherem a escola

Resta saber quem terá a competência para colocar administrativamente um aluno dentro da escolaridade obrigatória que não consiga vaga numa das suas 5 preferências.
No caso dos alunos acima do 5.º ano isso não deve ser problema, mas no caso do Primeiro Ciclo e por falta de salas de aula em muitos centros de cidade, não é possível fazer crescer mais turmas por não haver salas de aula disponíveis.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/e-quem-vai-despachar-os-alunos-sem-escola/
Jun 23 2026
E ainda não percebeu que de nada vale ocultar os itens das provas ModA ou Finais, para o que costuma dizer, “permitir comparabilidades”.
Só vai afundar os alunos/famílias com menores recursos aos meios digitais em comparação com aqueles que até têm explicações com os Reys da Matemática e outros afins.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/o-iave-vive-na-idade-da-pedra/
Jun 22 2026
Enunciados:
Português – Prova 639 (Versão 1)
Português – Prova 639 (Versão 2)
Português – Prova 639 (Prova adaptada)
Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839
Português Língua Segunda – Prova 138
Economia A – Prova 712 (Versão 1)
Economia A – Prova 712 (Versão 2)
Geometria Descritiva A – Prova 708
Biologia e Geologia – Prova 702 (Versão 1)
Biologia e Geologia – Prova 702 (Versão 2)
Biologia e Geologia – Prova 702 (Prova adaptada)
Geografia A – Prova 719 (Versão 1)
Geografia A – Prova 719 (Versão 2)
Geografia A – Prova 719 (Prova adaptada)
História A – Prova 623 (Versão 1)
História A – Prova 623 (Versão 2)
História A – Prova 623 (Prova adaptada)
História A – Prova 623 (Prova Braille)
História B – Prova 723 (Versão 1)
História B – Prova 723 (Versão 2)
História da Cultura e das Artes – Prova 724
Literatura Portuguesa – Prova 734
Matemática A – Prova 635
Matemática A – Prova 635 (Prova adaptada)
Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835
Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835 (Prova adaptada)
Critérios de Classificação:
Português – Prova 639 (Comum às Versões 1 e 2)
Português – Prova 639 (Prova adaptada)
Português Língua Não Materna (B1) – Prova 839
Português Língua Segunda – Prova 138
Economia A – Prova 712 (Comum às Versões 1 e 2)
Geometria Descritiva A – Prova 708
Biologia e Geologia – Prova 702 (Comum às Versões 1, 2 e Prova adaptada)
Geografia A – Prova 719 (Comum às Versões 1, 2 e Prova adaptada)
História A – Prova 623 (Comum às Versões 1 e 2)
História A – Prova 623 (Comum às Versões Adaptada e Braille)
História B – Prova 723 (Comum às Versões 1 e 2)
História da Cultura e das Artes – Prova 724
Literatura Portuguesa – Prova 734
Matemática A – Prova 635
Matemática A – Prova 635 (Prova adaptada)
Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835
Matemática Aplicada às Ciências Sociais – Prova 835 (Prova adaptada)
Áudios:
Artigo em atualização constante.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/exames-de-12-o-ano-e-criterios-de-classificacao/
Jun 21 2026
Passaria pela cabeça de alguém transformar a correcção dos Exames Nacionais numa parafernália logística, num conjunto emaranhado de procedimentos complexos, potencialmente passíveis de falhas, sem razão e sem justificação?
À partida, não passaria… Não passaria, mas passou, com certeza, pela cabeça de alguém com responsabilidades governativas na Área da Educação e a prova é esta:
“Os alunos continuam a escrever em papel, mas as suas respostas seguirão para um centro de digitalização, nas instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em Mem Martins, onde serão processadas e disponibilizadas numa plataforma digital para correção.
Conforme avançado, a operação prolongar-se-á por cerca de 35 dias e envolverá mais de 300.000 provas, 166.000 alunos, milhares de professores classificadores e mais de 5000 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR). O objetivo desta operação histórica é garantir o transporte e a segurança de todo o processo.” (SAPO Notícias, em 15 de Junho de 2026).
Com toda a frontalidade, apetece afirmar que se tratará de uma operação historicamente disparatada, tantas são as variáveis de difícil controlo, agora introduzidas no processo de correcção dos Exames Nacionais…
Convirá referir que em cada uma das fases deste processo, várias coisas poderão correr mal… Restará saber a gravidade do que poderá sair gorado…
Não há como contornar este facto: a probabilidade deste processo correr mal é elevada, só alguém insensato ou algum optimista panglossiano não o antecipará ou não o receará…
Pode ser que me engane, mas a julgar pela incapacidade de coordenação organizativa e operacional que o MECI (AGSE) tem vindo a evidenciar num processo teoricamente muitíssimo mais simples como o Concurso de Técnicos Superiores, é impossível augurar bons resultados, no que se refere à correcção dos Exames Nacionais…
A pretensão do MECI, alegadamente assente num “novo paradigma” administrativo, em modernizar, simplificar e incrementar a eficiência e agilidade administrativas, neste momento mais parece uma miragem, uma absoluta quimera…
Nada disto bate certo, a teoria e a prática não são congruentes e tudo isto poderá correr muito mal, plausivelmente inquinado por expectáveis trapalhadas práticas…
A não ser que, propositadamente, se confunda caos com “está tudo a correr muito bem”, o que, e pelo que já se viu, também não seria de espantar… De resto, a propaganda e a manipulação da opinião pública já estiveram mais longe de se tornarem no “pensamento oficial”…
O fantasma de Murphy paira no ar: “Se alguma coisa pode correr mal, correrá mal”…
Se Murphy tiver razão, daqui a algum tempo, poderemos estar perante um disparate histórico que, em concomitância, terá sido ridiculamente dispendioso para o erário público…
Em vez da implementação de medidas simples e pragmáticas, sem floreados, adornos ou aparatos, tem-se optado por prioridades dominadas por um certo “show off” que, ainda por cima, em primeiro lugar, se poderão virar contra quem as concebeu, dada a entropia introduzida pelos próprios…
Sem rodeios, a decisão relativa à correcção dos Exames Nacionais, que começou agora a ser implementada, carece de inteligência e de sensatez…
Paula Dias
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/querem-apostar-que-isto-vai-correr-mal/
Jun 21 2026
… a vantagem é que estes alunos podem ver o Portugal às 18:00.
Divulgo como me chegou.
Hoje partilho o Calendário dos Exames, por uma razão, quem o elaborou não tem conhecimento de todos os procedimentos relativos às provas e respetivas durações e das condições especiais de realização de provas e exames que são autorizadas pelo Senhor Presidente do Júri Nacional de Exames, para alguns alunos que necessitam de adaptações.
E vou dar um exemplo muito prático, na próxima terça-feira, dia 23 de junho de 2026, muitos alunos irão realizar o Exame Nacional de MACS (código 835) para aprovação na disciplina e de Inglês (código 550) como prova de ingresso. O exame de MACS tem o seu início às 9.30 h, com a duração de 150min. , mais 30 min. de tolerância, pelo que, a maioria dos alunos irá terminar o exame às 12.30h, mas os alunos para o qual foi autorizado tempo suplementar de 30 min. (alunos de Educação Especial) terminam o exame às 13.00h.Seguem-se procedimentos de verificação e recolha dos respetivos exames pelos professores vigilantes.
Estes alunos terão de estar à porta da sala para realização do Exame Nacional de Inglês às 13.30h (30 min. antes como diz a Norma 02), uma vez que este terá início às 14.00h.
Estes alunos terão à volta de 20 min. entre os dois exames para almoçar e tentar descansar um pouco…enfim, será que alguém pensou nestas situações? Será que o IAVE e o JNE não têm consideração e respeito pelos nossos alunos?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/uma-sande-entre-o-intervalo-de-exames/
Jun 19 2026
O Agrupamento de Escolas do Fundão vai funcionar no próximo ano sob gestão de uma Comissão Administrativa Provisória, uma vez que o recente ato eleitoral, do qual saiu vencedor Nuno Ferreira, não foi homologado pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), que encontrou irregularidades no processo, de acordo com um despacho ao qual o JF teve acesso, datado de 17 de junho.
Agora, será o diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares a nomear a referida comissão, que entrará em funções preferencialmente antes do início do próximo ano letivo. Ao que tudo indica, o novo ato eleitoral apenas se realizará dentro de um ano.
Recorde-se que no dia 27 de maio, nas eleições para a liderança do agrupamento, apresentaram-se a sufrágio Nuno Ferreira e Sérgio Mendes, na sequência de um procedimento concursal, mas a AGSE veio a apurar que nenhum dos candidatos cumpria vários requisitos obrigatórios indicados pelo artigo 21.º do Decreto-Lei n.. 75/2008 de 22 de abril, nomeadamente “habilitação especifica para o exercício de funções de administração e gestão escolar”; “experiência em funções de administração e gestão de estabelecimentos escolares”; e “currículo relevante nas áreas da administração e gestão escolar”.
A AGSE ainda solicitou comprovativos sobre esta matéria ao presidente do Conselho Geral do Agrupamento, Ricardo Miguel Duarte Gaspar, mas perante a resposta insatisfatória a decisão foi não homologar as eleições.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/daqui-a-pouco-ate-vao-faltar-os-diretors/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/parecer-do-conselho-cientifico-do-eduqa/
Jun 18 2026
Porque quase acredito que as provas vão ser realizadas pela IA Portuguesa.
Após a conclusão do relatório da IGEC, do qual deverão constar eventuais propostas de medidas corretivas, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação tirará as devidas consequências.
No Exame Nacional do Ensino Secundário de Português (Prova 639), realizado esta terça-feira, foi utilizada uma imagem previamente publicada num caderno de exercícios de uma editora, existindo assim uma falha objetiva da equipa responsável pela elaboração do exame na verificação de questões/itens já disponibilizados por editoras.
O Ministro solicitou ainda ao EduQA a emissão de um parecer técnico sobre os eventuais efeitos desta situação na equidade entre os alunos que realizaram a prova.
A utilização da imagem em questão deveria ter sido evitada pelo EduQA, tendo em conta a prática habitual de verificação exaustiva – no âmbito da elaboração de enunciados – de cadernos de preparação disponibilizados pelas editoras, o que evitaria situações semelhantes à ocorrida este ano.
Ao contrário da informação reportada inicialmente pelo EduQA ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, aquele caderno de exercícios foi disponibilizado em agosto de 2025, tendo a prova sido elaborada no início de 2026.
Nos últimos anos, o Grupo III do Exame Nacional do Ensino Secundário de Português é constituído por um item idêntico, variando apenas o objeto das questões (uma imagem, uma frase ou um texto), como é possível verificar nos seguintes links:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/quando-a-amalia-chegar-isto-nunca-vai-acontecer/
Jun 18 2026
É vergonhoso o que a AGSE está a fazer neste concurso de ingresso no quadro de 1406 Técnicos Superiores, mas a AGSE tem um Presidente que é o principal responsável por este vergonhoso processo.
Pergunta quem escreve esta denúncia porque os Diretores se mantém em silêncio?. Pois não sei. Eu por aqui já fiz queixas suficientes ao ponto de pedir a demissão do Presidente da AGSE que é incapaz de gerir este processo concursal e que nunca deviam ter sido as escolas a abrir este tipo de concurso.
Quanto ao ponto de contacto prometido, continuo à espera como todas restantes escolas, mas também tenho uma certeza: se me atribuírem algum ponto de contacto ele deve saber bem menos que eu sobre este absurdo processo concursal.
Quanto aos e-mails que enviei para o [email protected] até hoje nem uma resposta obtive.
Deixo-te duas notas, muitíssimo esclarecedoras da incompetência da AGSE, no que se refere ao Concurso para Técnicos Superiores – Área de Psicologia:
– O endereço de email disponibilizado pela AGSE ([email protected]) pura e simplesmente não funciona. Nenhuma das dúvidas colocadas por essa via foi respondida. NENHUMA. Tanto faz enviar dúvidas como não mandar. A resposta é sempre ZERO. Falei com outros Agrupamentos, os resultados são os mesmos: ZERO respostas!
– Em 3 de junho passado, os Agrupamentos receberam esta comunicação da AGSE:
“Para apoiar este trabalho, a AGSE reforçará o acompanhamento dos procedimentos em curso, através da constituição de uma equipa dedicada a este processo, sendo atribuído a cada escola um ponto de contacto de referência, que prestará apoio operacional, esclarecerá dúvidas e acompanhará a evolução dos procedimentos, com o objetivo de assegurar a sua tramitação com a maior celeridade possível.
Ainda hoje serão disponibilizados a cada escola os contactos do respetivo ponto de contacto de referência, sendo que, nos próximos dias, os técnicos de acompanhamento iniciarão contactos diretos com as escolas, dando prioridade às situações em que ainda existam avisos por publicar, para prestar o apoio que se revele necessário.”
Até hoje, NINGUÉM conhece qualquer “ponto de contacto de referência”, apesar das muitas solicitações nesse sentido. Confirmei isto junto de outros Agrupamentos.
Os Júris dos Concursos estão à beira de um ataque de nervos, sem conseguirem quaisquer esclarecimentos às muitas dúvidas colocadas. Estão sem rede, entregues a si próprios e sem respostas de quem as deveria dar: a AGSE. Em resumo, a AGSE não responde a NENHUMA solicitação endereçada pelos Júris dos Concursos.
Os Diretores têm obviamente conhecimento de tudo o anterior. Porque se mantêm em silêncio? Porque não denunciam este comportamento da AGSE, a todos os níveis incompreensível e vergonhoso?
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/no-quintal-do-paulo-surge-esta-queixa-sobre-o-concurso-de-ts/
Jun 18 2026
As escolas já receberam 3 datas para a realização da Prova de Conhecimentos dos Técnicos Superiores.
A última data enviada às escolas era o dia 6 de julho de 2026, mas ao dia de hoje a própria AGSE envia um email aos candidatos a dizer que a prova será reagendada para data a comunicar muito em breve.
ABSURDO!!!!!
Nenhuma escola pode andar ao sabor da vontade do INCAPAZ que já devia ter posto o seu lugar à disposição, por incapacidade na gestão deste concurso.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/a-agse-ao-dia-de-hoje-18-06-ainda-nao-sabe-em-que-dia-vai-realizar-a-prova-de-conhecimentos/
Jun 18 2026
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/para-um-curriculo-dos-primeiros-seis-anos-de-escolaridade/
Jun 17 2026
… porque de manhã ninguém ainda sabia quem ia levantar as provas finais a nível de escola.
Parece que alguns locais resolveram esse problema, enquanto noutros locais as provas de Português vão ser apenas levantadas no dia da prova de Matemática.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/o-iave-deve-ter-se-esquecido-de-contactar-as-forcas-de-seguranca-para-levantar-as-provas/
Jun 17 2026
A próxima Reserva de Recrutamento, última do ano escolar, considera apenas os Grupos de Recrutamento 100, 110, 910, 920 e 930, será publicada na sexta-feira, dia 19 de junho.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/a-ultima-reserva-e-no-dia-19-de-junho/
Jun 16 2026
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/parecer-e-recomendacoes-do-cne/
Jun 15 2026
O Despacho n.º 7467/2026, de hoje procede à alteração do Despacho n.º 3423-B/2026, de 16 de março de 2026.
Os mesmos são iguais, por isso o despacho de hoje não muda qualquer competência delegada nos diretores em 16 de março, que são:
a) Autorizar a acumulação de funções e atividades públicas ou privadas por parte do pessoal docente e não docente em exercício de funções no respetivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nos termos da legislação aplicável, sendo as respetivas decisões tramitadas através da aplicação informática disponibilizada pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE);
b) Autorizar a realização de visitas de estudo, intercâmbios escolares, atividades de geminação ou outras atividades pedagógicas externas, no território nacional ou no estrangeiro, incluindo a deslocação dos discentes participantes e dos docentes acompanhantes, independentemente da respetiva duração, nos termos legalmente previstos;
c) Autorizar permutas entre docentes colocados em Agrupamentos de Escolas ou Escolas não Agrupadas, desde que salvaguardadas as necessidades permanentes do serviço educativo e observados os requisitos legais aplicáveis;
d) Autorizar a concessão de equiparação a bolseiro ao pessoal docente e não docente em exercício de funções no respetivo Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada, nos termos da legislação aplicável, quando tal não implique encargos adicionais para o serviço, sem prejuízo das competências legalmente atribuídas ao município.
O que demonstra a incapacidade de quem fez o despacho de 16 de março não saber que não o podia ter feito porque não tinha ainda poderes para delegar competências, porque só em 28 de maio lhe foi dado esse poder.
Por isso o despacho de hoje retroage todos os efeitos ao dia 17 de março de 2026.
E é isto que temos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/deixa-ver-se-eu-entendo/
Jun 13 2026
Este calendário já tem as datas da Mobilidade por Doença e da Mobilidade Estatutária.
Lembro todos os docentes colocados no Concurso Interno que devem aceitar a colocação obtida nesse concurso até às 23:59 do dia 15 de junho, na plataforma SIGRHE.
Para o concurso da Mobilidade Interna ter lufar no dia 6 de julho não deve demorar muito a ICL 1, apesar de o prazo das matrículas ainda nem terem começado para a generalidade dos anos de escolaridade.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/calendario-do-concurso-atualizado-4/
Jun 13 2026
Dezasseis Dias que Dizem Tudo: Por uma Escola Justa e por Docentes com Dignidade
Há injustiças que se medem em dias. Esta mede-se em dezasseis.
Enquanto os docentes do 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário encerram a sua atividade letiva a 12 de junho, os professores do 1.º ciclo e os educadores de infância são obrigados a permanecer em funções até 30 de junho. dezasseis dias de diferença no papel. Dezasseis dias a mais do que qualquer fundamento pedagógico justificaria, se contarmos o período anterior em que o currículo já foi dado por concluído. Dezasseis dias que, na sua aparente banalidade administrativa, revelam uma conceção profundamente regressiva do que é a escola, do que é a docência e do que é o Estado enquanto garante de direitos.
A greve convocada pela FENPROF para 15 de junho de 2026 não é um gesto impulsivo. É uma resposta fundamentada, madura e necessária a uma política de calendário escolar que instrumentaliza os profissionais da educação e as crianças mais novas como solução de recurso para um problema que o Estado não quis resolver de outro modo: a ausência de respostas públicas de qualidade para a ocupação e o desenvolvimento das crianças fora do tempo letivo formal.
Quando se prolonga o calendário letivo do 1.º ciclo e da educação pré-escolar além do ponto em que qualquer objetivo de aprendizagem pode ser cumprido com dignidade, o que se está a fazer, na prática, é transformar a escola numa estrutura de acolhimento. Uma guarda. Um depósito organizado de crianças enquanto os pais trabalham e enquanto o Estado não oferece alternativas.
Esta transformação não é inocente. Ela tem um nome técnico na teoria das políticas públicas: é uma externalidade socializada, ou seja, um custo — neste caso, a ausência de políticas de conciliação família-trabalho e de estruturas extraescolares de qualidade — que é transferido para outros. Para quem? Para as professoras do 1.º ciclo. Para os educadores de infância. Para os profissionais que, já exaustos de um ano letivo de enorme intensidade emocional e pedagógica, são mantidos em funções não porque as crianças estejam a aprender mais, mas porque alguém tem de ficar com elas.
Importa dizer isto com clareza, sem eufemismos: usar o calendário escolar como política de conciliação familiar é uma forma de exploração laboral disfarçada de interesse público. E é, simultaneamente, uma forma de infantilização profissional: a mensagem implícita é que os professores do 1.º ciclo não fazem um trabalho suficientemente sério para merecer as mesmas condições que os seus colegas dos outros ciclos.
A investigação sobre desenvolvimento infantil é, neste ponto, inequívoca: as crianças nos primeiros anos de vida — e em particular na faixa etária do pré-escolar e do 1.º ciclo — necessitam de ritmos, de previsibilidade e de períodos de descompressão. A fadiga de fim de ano letivo não é uma metáfora: é um fenómeno documentado, que afeta tanto os alunos como os docentes, e que compromete a eficácia de qualquer intervenção pedagógica que se pretenda realizar após o núcleo essencial do programa ter sido trabalhado.
Prolongar a presença das crianças na escola para além desse ponto não as enriquece. Não as desenvolve. Cria, isso sim, as condições para experiências de aprendizagem forçadas, para uma relação ansiosa com o espaço escolar, e para o desgaste dos vínculos afetivos que constituem a base de toda a aprendizagem significativa. Um professor ou educador que permanece em funções por obrigação burocrática — e não por convicção pedagógica — não consegue, nem deve tentar, fingir que existe um projeto educativo genuíno a sustentar aquela presença.
A pedagogia progressista — de Freire a Dewey, de Vigotsky à tradição do movimento da escola moderna portuguesa — parte de um princípio fundamental: a educação só é transformadora quando é intencional, contextualizada e emocionalmente investida. Um calendário que ignore estas condições não é apenas injusto para os docentes. É pedagogicamente irresponsável para com as crianças.
É necessário falar do que não se vê nas estatísticas, mas que qualquer professor do 1.º ciclo ou educador de infância reconhece no seu corpo e na sua mente ao chegar ao fim do ano letivo.
Estes profissionais trabalham, na maioria dos casos, em regime de monodocência ou quase-monodocência. Isto significa que são, durante horas consecutivas, a única figura adulta de referência para grupos de vinte a vinte e cinco crianças entre os três e os dez anos. São professores e são educadores. São mediadores de conflitos e são enfermeiros improvisados. São conselheiros de famílias em crise e são os primeiros a detectar sinais de negligência, de abuso ou de perturbação do desenvolvimento. A intensidade emocional e relacional desta função não tem equivalente em nenhum outro nível de ensino — o que não significa que outros ciclos sejam menos exigentes, mas que a exigência aqui tem uma natureza específica, cumulativa e que raramente é reconhecida nas políticas de saúde ocupacional ou nas carreiras docentes.
Chegar a junho com este perfil de desgaste e ser obrigado a permanecer em funções por razões que nada têm a ver com objetivos educativos é uma violação dos direitos laborais. É também uma mensagem institucional profundamente desmobilizadora: o Estado diz, pelos seus atos, que o bem-estar destes profissionais é secundário em relação à sua utilidade como recurso logístico.
A FENPROF não reivindica privilégios. Reivindica equidade. Reivindica que os docentes do 1.º ciclo sejam tratados com a mesma consideração que os seus colegas. Reivindica que o Estado pare de fingir que a extensão do calendário serve as crianças quando serve, antes de tudo, os constrangimentos de uma política laboral que nunca teve coragem de se reformar a si própria.
Esta greve não é contra as famílias. É, em sentido profundo, ao lado delas.
Há uma narrativa conveniente — e frequentemente promovida por quem quer esvaziar a legitimidade dos docentes — que apresenta cada greve de professores como um ataque às famílias trabalhadoras, que ficam sem saber onde deixar os filhos. Esta narrativa é desonesta porque identifica o sintoma — a dificuldade de conciliação — sem nunca questionar a causa: a ausência crónica de políticas públicas que permitam às famílias gerir o tempo com os seus filhos sem dependerem exclusivamente da escola como infraestrutura de acolhimento.
O direito das famílias ao tempo em família não é uma concessão. É um direito fundamental, reconhecido em instrumentos internacionais de direitos humanos e em toda a tradição do pensamento social-democrata e de esquerda. Uma sociedade que só consegue garantir que os pais trabalhem porque as crianças estão retidas na escola é uma sociedade que falhou nas suas responsabilidades mais básicas de organização coletiva.
As famílias que dependem da escola para gerir o seu dia não são cúmplices da injustiça — são vítimas da mesma falha estrutural que vitimiza os docentes. A resposta a essa falha não pode ser manter os professores em funções contra a sua dignidade profissional. Tem de ser a construção urgente de alternativas: centros de atividades de tempos livres com financiamento público robusto, programas municipais de verão com qualidade pedagógica e cultural, políticas de flexibilidade laboral que permitam aos pais acompanhar os filhos nas transições do ano escolar.
Apoiar esta greve é também exigir essas alternativas. É recusar que a escola carregue, sozinha e em silêncio, o peso de uma sociedade que não investiu nos seus próprios alicerces de coesão.
Há uma pergunta que esta greve obriga a fazer, e que raramente é feita com a seriedade que merece: o que fazemos, como sociedade, com as crianças fora do tempo escolar?
A resposta honesta é: muito pouco, e com graves desigualdades.
As crianças de famílias com recursos têm acesso a atividades extracurriculares, a campos de férias, a experiências culturais e desportivas, a tempo livre estruturado e enriquecedor. As crianças de famílias sem recursos ficam, muitas vezes, entregues a si próprias ou a ecrãs, em contextos domésticos marcados pela precaridade e pela exaustão dos adultos que as rodeiam. Esta desigualdade não começa na escola — mas a escola, quando é usada como substituto de tudo o resto, torna-se cúmplice da sua perpetuação.
Uma política pública séria de desenvolvimento infantil não se esgota no calendário escolar. Exige investimento em bibliotecas públicas com programação para crianças, em centros comunitários com animação sociocultural, em parcerias entre autarquias e coletividades para criar oferta diversificada e acessível durante os meses de verão. Exige, acima de tudo, a coragem política de reconhecer que o desenvolvimento das crianças é uma responsabilidade coletiva — e não um problema que se resolve mantendo as escolas abertas até meados de junho.
Enquanto esse investimento não acontece, são os professores e educadores que pagam o preço. E são as crianças — especialmente as mais vulneráveis — que continuam a crescer num sistema que as trata como variáveis de ajustamento e não como sujeitos de direitos.
A exigência da FENPROF é clara e justa: calendários letivos equitativos entre todos os ciclos de ensino. Não é uma exigência radical. É uma exigência de coerência e de respeito.
Não existe nenhuma razão pedagógica para que o ano letivo do 1.º ciclo e Pré Escolar termine 16 dias depois do que os outros. Não existe nenhuma fundamentação curricular para essa diferença. Existe apenas uma lógica de gestão administrativa que sacrifica os profissionais de dois ciclos — precisamente aqueles que trabalham com as crianças mais pequenas e mais vulneráveis — em nome de uma conveniência que o Estado nunca quis corrigir.
Um sistema educativo que se diz comprometido com a equidade não pode tratar os seus profissionais de forma desigual sem justificação. Um governo que afirma valorizar os professores não pode ignorar, ano após ano, esta assimetria flagrante. E uma sociedade que se diz progressista não pode continuar a aceitar que os direitos laborais dos docentes sejam sistematicamente postergados em nome de uma urgência que é, na sua raiz, uma falha de planeamento e de vontade política.
No dia 15 de junho de 2026, os professores do 1.º ciclo e os educadores de infância que aderirem à greve não estarão apenas a defender o seu direito a terminar o ano nas mesmas condições que os seus colegas. Estarão a fazer uma afirmação política mais ampla e mais necessária: a de que a educação não pode ser tratada como logística, que os docentes não são recursos infinitamente disponíveis, e que as crianças merecem políticas públicas à altura da sua importância.
Esta é uma greve por dignidade profissional. Mas é também uma greve por um modelo diferente de pensar a escola, a infância e a responsabilidade coletiva. É uma greve que convida as famílias a perguntar o que os impede de ter tempo com os seus filhos. Que convida a sociedade a questionar o que oferece às crianças para além das paredes da sala de aula. Que desafia o Estado a fazer o que sempre adiou: investir, de forma séria e sustentada, em políticas que sirvam as crianças e respeitem quem as educa.
Dezasseis dias podem parecer pouco. Mas dezasseis dias são, neste caso, a medida exata de uma injustiça que dura há demasiado tempo.
É hora de a corrigir!
Em solidariedade com todas as professoras e professores do 1.º ciclo e educadoras e educadores de infância. Pela escola pública, justa e com dignidade para quem nela trabalha e quem nela aprende.
Subscritores:
Gonçalo Gonçalves
Marla Matias
Sandra Baraças
Patricia Marques
Ana Catarina Breda
Bruno Ribeiro
Ana Paula Moreira
Lília Barros
Sofia Batista
Cristina Correia
Maria Manuela Conde
Ana Cristina Oliveira
Carla Oliveira
Susana Matos
Daniela Marques
Marina Nunes
Ana Catarina Coelho
Liliana Albuquerque
Ana Luísa Pereira
Inês Fernandes Sa
Susana Santiago
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/opiniao-grupo-de-professores-do-110-1-o-ciclo/
Jun 13 2026
O que acho mesmo é que esta decisão serve para dar resposta à proteção de dados dos docentes.
Mobilidade por doença 2026/2027 – Validação
Caro/a Diretor/a,
A AGSE informa que, atenta a fase particularmente exigente do ano escolar em curso e com o objetivo de contribuir para a redução da carga administrativa associada aos procedimentos de Mobilidade por Doença, a validação dos pedidos submetidos para o ano escolar de 2026/2027 será assegurada pelos serviços da AGSE, tendo por base a informação constante dos sistemas de informação do MECI.
Esta medida visa simplificar o procedimento e minimizar os encargos burocráticos das escolas neste período de elevada exigência organizacional.
A AGSE publicou um conjunto de FAQ’s para apoio aos docentes, que podem ser consultadas aqui.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente do Conselho Diretivo
Raúl Capaz Coelho
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/que-simpatia/
Jun 11 2026
Quem trabalha na Escola Pública conhece muito bem as enfermidades de que a mesma padece, uma vez que se confronta com elas praticamente todos os dias…
Quem aí trabalha, também sente, frequentemente, na medida das suas atribuições e competências, que dá a cara pela Escola Pública, de certa forma, respondendo por ela, às vezes, até, podendo pôr em causa a sua própria reputação…
Na realidade, empenha-se em defendê-la e em dar o seu melhor contributo para a manutenção de uma Escola Pública de qualidade que, em simultâneo, consiga responder às muitas solicitações que lhe são endereçadas…
Os profissionais de Educação também são aquelas pessoas que, no exercício das suas funções docentes ou não docentes, se vêm obrigadas a pôr em prática as medidas da política educativa que vão sendo emanadas por sucessivos Ministérios da Educação, mesmo que não concordem com as mesmas…
Os Governos vão passando, os Ministros da Educação sucedem-se, mas quem vai ficando, quase sempre, são os profissionais de Educação…
Mas os profissionais de Educação têm estado, na verdade, sozinhos nas suas demandas, ninguém ou muito poucos os ouvem ou os levam em consideração…
Em particular, não são ouvidos por aqueles que deveriam ser os primeiros a ouvi-los e que, já agora, por “coincidência”, são exactamente os que tutelam o seu exercício profissional… Na verdade, ninguém ou muito poucos com responsabilidades ao nível da Tutela os ouve ou leva em consideração…
E a maior prova do anterior é que, ao longo dos últimos anos, nada mudou para melhor na Escola Pública… Não se resolveram problemas de fundo, mas paradoxalmente criaram-se outros problemas… A Escola Pública esmorece cada vez mais, ora lesada por políticas educativas profundamente erradas, ora tomada por interesses iminentemente sombrios, quase sempre, com o conhecimento da própria Tutela…
Todos os problemas que afectam os próprios alunos e os profissionais de Educação no seu dia-a-dia continuam por resolver, desde a indisciplina até à burocracia, passando pela falta de professores e de condições físicas de muitas escolas ou pelo sucesso escolar ilusório e fabricado…
Confesso que estou cansada de elencar problemas e que também já não acredito em soluções… Soluções que nunca chegam da parte de quem tem responsabilidades tutelares ao nível da Escola Pública… Sob esse ponto de vista, o actual Governo tem vindo a revelar-se como uma monumental decepção…
Os sucessivos Governos e Ministros da Educação não têm dado tréguas aos profissionais de Educação, nem à própria Escola Pública…
Chegámos a um ponto em que a Escola Pública definha notoriamente e em que os profissionais de Educação expressam desilusão, desencanto, desesperança e, sobretudo, um “supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo cansaço”… (Alusão a Álvaro de Campos)…
A apenas quinze dias do final de mais um Ano Lectivo, alguma coisa mudou para melhor, no quotidiano das escolas? Não creio que tenha havido alguma alteração com resultados positivos, ao longo deste ano quase a concluir-se… Se houve, alguém, por favor, que o indique…
Até agora, houve alguma revogação dos principais normativos legais, que praticamente todos os profissionais de Educação desejariam ver anulados? Que se saiba, nenhuma…
Portanto, continuamos como estivemos ao longo dos últimos anos: enredados em insanidades várias, participantes em círculos viciosos, quase sempre dominados pela máxima “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, mas no pior dos sentidos…
A verdade é esta:
– Falamos, falamos, falamos, mas ninguém nos ouve…
O actual Ministro da Educação, muito prolixo no envio de cartas aos profissionais que tutela, já demonstrou pela sua acção governativa que não existe correspondência entre essa aparente cordialidade e a capacidade de ouvir e de tomar em consideração quem dá a cara pela Escola Pública todos os dias…
Estaremos, muito provavelmente, perante uma estratégica de “marketing político”, que de nada tem servido à resolução dos muitos problemas existentes na Escola Pública… Escrever frequentemente aos profissionais de Educação até pode ser visto como uma forma de cortesia, mas, por si mesmo, não resolve qualquer problema de fundo…
Por outro lado, a presença assídua do Ministro em conferências, seminários, colóquios, palestras ou outros eventos semelhantes sobre Educação, em que alguns só afirmam aquilo que sabem que os outros querem ouvir, não conta como ouvir e tomar em consideração quem efectivamente está no terreno…
Porventura, as vozes dos que estão no terreno serão demasiado incómodas e inconvenientes para serem ouvidas e levadas em consideração…
Quantas palavras já foram escritas e faladas, por tantas pessoas, ao longo dos últimos anos, sobre os males que afectam a Escola Pública? Quantos alertas já foram emitidos, por muitas pessoas genuinamente preocupadas com a sobrevivência da Escola Pública e com a defesa dos seus Princípios?
Muitíssimas, muitíssimos… Muitíssimas, muitíssimos, mas sem qualquer efeito prático…
Tudo cai em “saco roto”, os destinatários dessas mensagens parecem não lhes dar qualquer importância, talvez mais interessados em acreditar em certos “séquitos de aduladores”, que não têm a coragem, nem a frontalidade, de afirmar que “o rei vai nu”, muito menos de denunciar ou de censurar a sua “nudez”…
Em troca de um “prato de lentilhas”, haverá sempre quem esteja disposto a abdicar da própria dignidade e do pensamento crítico, se necessário for, mostrando todo o esplendor da sua indecorosa conivência…
Mas enquanto não forem ouvidos e levados em consideração os contributos dos que efectivamente estão no terreno e que trabalham todos os dias directamente com alunos, continuaremos a ter uma Escola Pública de “faz de conta”, que omite e dissimula a realidade e que, justamente por isso, estará, muito provavelmente, a caminho do precipício…
Algumas palavras para o número de alunos sem aulas durante o presente Ano Lectivo, quase a terminar:
– Quando o Ministro que tutela a Escola Pública desconhece, ou se conhece não divulga, o número de alunos sem aulas durante um Ano Lectivo, algo de muito estranho se passará…
– Que justificação poderá existir para tal facto, deveras inusitado?
Há silêncios que ultrapassam todos os limites do razoável e do aceitável, tornando-se, por isso, insustentáveis… Este é um deles…
O que é posto verdadeiramente em causa por esta omissão, independentemente do que venha a ser apresentado para a justificar, acaba por ser a credibilidade do próprio MECI, minando-se, por aí, qualquer confiança que pudesse estar consignada à Tutela da Escola Pública…
Em resumo, muita efabulação em torno da Escola Pública, como nos Contos de Fadas, mas sem um final feliz… Ao longo dos últimos anos, quantas vezes já vimos “este filme”? Muitas vezes, demasiadas vezes…
Os profissionais de Educação continuarão dispostos a contentar-se, mais uma vez, com as “migalhas” que o Governo lhes queira dar?
Os profissionais de Educação continuarão dispostos a aceitar todos os malabarismos patentes nas ilusões de mudança, de que é exemplo paradigmático a alegada reforma administrativa do MECI, muitas vezes, ilustradas pela expressão “algo deve mudar para que tudo fique na mesma”?
Vá lá saber-se porquê, lembrei-me disto: “O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias”…
As palavras anteriores que, de resto, subscrevo, são da autoria de José Saramago, aquele escritor português agraciado com o Prémio Nobel da Literatura, mas que o actual Ministério da Educação pretenderá ignorar, ao que tudo indica, tencionando que o respectivo estudo deixe de ser obrigatório nas escolas portuguesas…
Se tal pretensão for consumada, estaremos perante um vil atentado à Literatura Portuguesa, absolutamente incompreensível e inaceitável, a contribuir, ainda mais, para a ignorância que já grassa na Escola Pública…
Mais uma vez, nada muda para melhor, mas medidas absurdas, típicas de quem manifesta um confrangedor preconceito ideológico, parece que estarão sempre prontas a poderem ser impostas… Vindo de um Ministro da Educação torna-se, ainda, mais grave e mais despropositado…
Claro está que este será mais um texto, a juntar a tantos outros, que não passará de uma evidência de que falamos, falamos, falamos, mas ninguém nos ouve ou leva em consideração…
Paula Dias
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/falamos-falamos-falamos-mas-ninguem-nos-ouve/
Jun 10 2026
As entidades proponentes receberam por e-mail a sua dotação de vagas, assim como o e-mail a orientar os prazos e as condições desta Mobilidade Estatutária.
Caro/a Presidente / Diretor/a / Responsável,
A AGSE informa que o processo de Mobilidade Estatutária para o ano escolar 2026/2027, nos termos dos artigos 67.º e 68.º do ECD, está disponível, no SIGRHE, para as entidades proponentes.
O contingente aprovado para a entidade que dirige é: Art.º 68.º, al. b) – (VAGAS)
Qual o prazo?
O período de submissão das propostas decorrerá até dia 11 de junho de 2026 (23H59, de Portugal continental).
Após submissão, deverão os docentes proceder à aceitação das propostas na aplicação SIGRHE, até dia 15 de junho (23H59, de Portugal continental).
De realçar que a mobilidade tem natureza excecional e transitória e só será autorizada mediante: · Existência de contingente aprovado;
· Apresentação clara e objetiva das funções a desempenhar;
· Correspondência entre o perfil do docente e as funções propostas;
· Garantia que a ausência do docente não compromete a atividade letiva regular, especialmente em grupos de recrutamento ou áreas territoriais com carência identificada.
A AGSE permanece disponível para quaisquer esclarecimentos que considere necessários.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente do Conselho Diretivo da AGSE Raúl Capaz Coelho
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/confirmado-o-pedido-de-mobilidade-estatutaria-ate-ao-dia-11-de-junho/
Jun 10 2026
O Ministro da Educação não faz comentários sobre a notícia.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/noticias-de-macau/
Jun 10 2026
Apenas para dar nota que a mobilidade estatutária também abriu, aquando da mobilidade por doença e termina… amanhã!Dito de outra forma: os diretores das instituições que querem a mobilidade de alguém têm, até amanhã, para indicar o docente que pretendem.Após amanhã e até dia 15, o docente aceita/rejeita o pedido e o processo transita para o Diretor do Agrupamento/Escola a que esse docente está vinculado.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/dizem-me-que-a-mobilidade-estatutaria-ja-abriu-e-termina-amanha/
Jun 09 2026
Assim, nos termos do n.º 6 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 200/2006, de 25 de outubro, e do n.º 1 do artigo 6.º e do n.º 2 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 99/2025, de 28 de agosto, determina-se:
1 – Declarar a extinção da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), com efeitos a 1 de julho de 2026.
2 – Determinar que o presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
5 de junho de 2026. – O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/extincao-oficial-da-dgeste/
Jun 09 2026
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/a-confirmacao-das-suspeitas-sobre-o-vencimento-dos-ts/
Jun 08 2026
Diz o ponto 10 das FAQ da Mobilidade Por Doença o seguinte:
10. A renovação também está sujeita a validação? Sim. Considerando que a renovação do pedido de MPD apenas pode ocorrer desde que se mantenham os requisitos e as condições legalmente previstas, os pedidos de renovação também estão sujeitos a validação.
As escolas nunca tiveram qualquer acesso aos “motivos” ou “requisitos” que os docentes indicaram nos pedidos de MPD por serem dados sensíveis e até mesmo na DGAE não eram do conhecimento de qualquer técnico que validava estes pedidos, mas sim de uma equipa muito restrita.
Mas para validar os requisitos está a AGSE a dizer às escolas que devem solicitar aos docentes os relatórios médicos que sustentem o pedido de MPD?
Parece-me muito estranho que as escolas tenham de validar os requisitos da MPD, mas já não considero estranho que se valide as condições legalmente previstas (da distância).
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/tenho-muitas-duvidas-no-ponto-10-das-faq-da-mpd/
Jun 08 2026
… é de leitura obrigatória, pois contém informações importantes a quem vai pedir a renovação ou concorrer de novo a esta mobilidade.
Ler aqui a FAQ.
Resumindo:
Quem mantém as mesmas condições do ano passado (atestado e colocação idêntica) pode pedir a renovação e escusa de fazer novo pedido.
Quem perdeu uma das condições do ano passado deixa de poder pedir a renovação. Para isso basta que já não exista a justificação médica do pedido (por exemplo, se foi por ascendente e houve falecimento, ou se um QZP ficou em QA a menos de 15 KM da escola em MPD).
Quem pede renovação escusa de fazer novo pedido, porque desta forma anula o pedido de renovação se o fizer.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/a-faq-da-mobilidade-por-doenca/
Jun 08 2026
A polémica venda de cursos em escolas públicas estalou nas últimas semanas, mas o assunto já era do conhecimento da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), pelo menos desde maio de 2024, quando recebeu a denúncia de um pai que se insurgiu contra a atividade comercial da Skills Gym numa escola pública do concelho de Vila Franca de Xira.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/06/igec-ja-sabia-da-venda-de-cursos/