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Nov 10 2021
Tutela convida a escola a recuperar novos planos de recuperação de aprendizagens e sublinha que esta é uma decisão, a título excecional. Em causa está a situação de dois alunos que, por indicação dos pais, não frequentam a disciplina de Cidadania.
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Nov 10 2021
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Nov 10 2021
Governo não se demitiu e pode, se conseguir encontrar espaço orçamental dentro do regime de duodécimos, avançar para os aumentos salariais da Função Pública já em Janeiro. Em 2020, contudo, tinha optado por esperar por um novo OE.
Ultrapassando as limitações impostas pelo regime de duodécimos, o Governo prepara-se para proceder, logo a partir de Janeiro, a uma actualização dos salários da Função Pública, confirmou esta segunda-feira o primeiro-ministro. Uma opção que a maioria dos especialistas contactados pelo PÚBLICO confirmam ser juridicamente possível, mas que é diferente da assumida em circunstâncias semelhantes pelo Executivo em 2020.
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Nov 10 2021
Publicitação dos resultados da eleição dos membros do Conselho das Escolas para um mandato de três anos, homologado por despacho do Senhor Ministro da Educação, datado de 08-11-2021.
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Nov 10 2021
Enquanto a ambição for uma solução para todos mas feita à medida do meu filho, teremos Cidadania para todos e amanhã teremos sabe-se lá o quê. Cada pai reclama por um Ministério da Educação só para si – uma ditadurazinha à sua medida – em vez de exigir autonomia das escolas e a famosa e velha liberdade de escolha que lhe resolveria todos os problemas. Porque isto das escolas é como os casamentos – não há relações iguais.
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Nov 09 2021
Pais e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas Manuel Laranjeira, em Espinho, denunciaram hoje um “ato eleitoral viciado” para eleição do conselho-geral dessa estrutura, atribuindo aos procedimentos irregularidades como as “da época do Estado Novo”
Em causa estão acusações de que a eleição dos representantes para esse organismo educativo do distrito de Aveiro — apontado como órgão responsável por definir as linhas orientadoras das respetivas escolas — decorreu sem a convocatória devida, apresentando a sufrágio uma lista única e omitindo da respetiva ata aspetos pertinentes ocorridos durante a assembleia.
Branca Célia Dias é a porta-voz do grupo de nove educadores que assinaram a declaração de voto opondo-se à forma como o processo decorreu e, reconhecendo-se como ex-candidata à direção do agrupamento, declara: “Este ato eleitoral foi viciado e, por conseguinte, inconstitucional, pois foi apresentada uma lista única, como na época do Estado Novo. Não houve convocatória [em espaço público ou por contactos pessoais] e o horário [da eleição] coincidiu com a saída do trabalho da maioria dos pais”.
A representante do referido grupo de educadores acrescenta que “apenas foram convidados 20 encarregados de educação” para a sessão eleitoral e que esse foi precisamente “o total de votos apurados”, entre os quais oito favoráveis à lista única, outros oito em branco e quatro abstenções “que nem sequer foram referidas pela mesa da assembleia”.
Sustentando a sua argumentação nos termos da Lei de Bases do Sistema Educativo e dos Decretos-Lei 75/2018 de 22 de abril, 372/90 de 27 de novembro e 4/2015 de 07 de janeiro, os nove educadores que se opuseram aos procedimentos já apresentaram a devida queixa às entidades competentes, remetendo um pedido de impugnação das eleições “para a Direção-Geral das Atividades Educativas, a Inspeção-Geral de Educação, a Provedoria de Justiça e a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos”.
Branca Célia Dias realça que esta situação “demonstra o péssimo ambiente que se vive atualmente no Agrupamento de Escolas Manuel Laranjeira”, até porque, na sequência de eleições anteriores também “muito mal conduzidas”, essa estrutura está atualmente a ser sujeita a “um inquérito da Inspeção-Geral da Educação para averiguar não só irregularidades no conselho-geral, mas também a falta de democracia — já que os membros da mesa foram designados e não eleitos”.
A mesma porta-voz nota ainda que na mesma estrutura “também estão a decorrer eleições para os representantes dos alunos e funcionários”, mas afirma que “a presidente da CAP [Comissão Administrativa Provisória] está a pressioná-los, chamando-os à direção e atribuindo-lhes uma avaliação pouco satisfatória para os fazer desistir” de concorrerem. A mesma “perseguição” se aplica aos funcionários do agrupamento que têm filhos a estudar nas respetivas escolas e “estão a ser pressionados para não participarem nas eleições”.
Branca Célia Dias espera agora que uma intervenção hierárquica superior venha “acabar com a falta de transparência” na direção do agrupamento, já que o que se está a passar nessa estrutura é “uma vergonha para a democracia e mais grave ainda por ser numa escola, na qual se formam cidadãos com os princípios da igualdade”
Contactada pela Agência Lusa, a direção do Agrupamento de Escolas Manuel Laranjeira não quis comentar o assunto, declarando que esse respeita apenas ao conselho-geral. A responsável por esse órgão, por sua vez, não esteve disponível.
Fonte: NoticiasaoMinuto
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Nov 09 2021
DUA?!? E o que é isto?!? – perguntei eu a mim próprio quando, na mensagem de uma colega DT, vi (mais uma) grelha com uma coluna destinada à colocação das “barreiras” e outra para as “soluções para eliminar as barreiras”!Mais abaixo no mesmo documento, mais uma tabela com quatro colunas: a primeira com uma lista bastante exaustiva de barreiras frequentes (dificuldades de leitura, de compreensão escrita, de cálculo, de empenho e participação nas atividades letivas, de métodos e hábitos de estudo,…) e as outras três colunas com “soluções para eliminar as barreiras identificadas“, devidamente categorizadas (Representação, Ação/Expressão, Envolvimento). Tudo soluções que os professores normalmente utilizam nas mais diversas situações, sempre que confrontados com a existência de alunos em cada uma das referidas barreiras!Então porquê isto?As reuniões não estavam já suficientemente carregadas com os assuntos que descrevi acima?!?Só para concluir, após uma breve pesquisa, encontrei este site em português do brasil, onde está um resumo sobre a origem deste instrumento, que explica o assunto desta minha mensagem e esta página do site da Dge.
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Nov 09 2021
Mais de metade dos trabalhadores entre 35 e 64 anos tem apenas o ensino básico. A formação contínua tem pouca procura, apenas 10%. Falta tempo e dinheiro, dizem inquiridos.
Portugal é o país da União Europeia (UE) onde o hiato educativo entre gerações é maior, uma realidade com implicações no desempenho económico do país e que mostra que muitos trabalhadores das gerações mais velhas ficaram para trás neste capítulo.
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Nov 09 2021
Senhor/a Diretor/a,
A culpa é sua!
Quando os estudantes estão felizes na Escola, quando, na sua maioria, sorriem, quando o ambiente no recreio é leve e solto, a culpa é sua!
É sua porque soube regar a autoestima dos seus professores. Soube dar atenção aos mais motivados. Integrar o professor que fez 90 longos quilómetros para chegar à Escola. Soube dizer as palavras certas ao professor que ficou triste com o horário.
Um manto negro de tecnologia em excesso, jogado num colchão de pais atarefados. Pais que lutam em dois empregos. Pais desempregados. Exaustos. Pais que precisam de uma Escola cada vez mais como a sua Escola, caro/a Diretor/a.
É a Escola do século XXI. Dinâmica, aberta a iniciativas de fora. Aberta à inovação, e com capacidade para se sentir provocada.
Sabemos do que estamos a falar. Andamos a receber elogios pelas nossas provocações, em Escolas de todo o país, quando levamos as nossas (trans) Formações.
Perigo real de depressão, suicídio, e outras temáticas tão difíceis até de verbalizar. Temas preocupantes para todos os Pais. E para os Professores.
A culpa é sua quando estes estudantes se sentem apoiados. Porque exigiu a presença de um Psicólogo, porque exige desse Psicólogo o melhor. É sua porque, ás vezes, também é Psicólogo do Psicólogo.
Com o Mundo Brilhante viajo pelo país a dinamizar (trans) Formações para Professores. E, imagine, de quem é a culpa?
A culpa é sua quando não confunde Formação Acreditada com (trans) Formação útil.
A culpa é sua quando procura dar as ferramentas de controlo do stress ao seu exército de professores. Quando os capacita com técnicas poderosas para educarem de acordo com a Psicologia Positiva.
E como os professores precisam! É lindo ver o mais cético, sair das sessões com mais capacidade para realizar uma aula poderosa.
Quando abre a porta do gabinete. A culpa do espírito de equipa, é sua, quando está próximo.
A culpa é sua quando os nossos filhos chegam a casa e nos falam do seu discurso. Motivar os alunos, também é isto.
A culpa é sua quando o país avança. O brilho nos seus olhos, ao falar da sua Escola…
A luz que sai de si, ao falar dos seus professores…
Ainda hoje recebemos mais um pedido para irmos a uma Escola, dinamizar uma (trans) Formação para professores. Ficámos emocionados. E foi aí que decidimos escrever esta carta.
Como nos falou dos “seus professores”, a subtileza com que abordou os problemas. A forma positiva (e inteligente!) como falou das dificuldades em lidar “com os alunos de hoje”.
A forma tão linda de pedir ajuda. De pedir o melhor para os seus professores.
“Se os professores tiverem o melhor, os alunos só têm a ganhar!”.
Ensinar pode ser uma maratona. Mais do que “banha da cobra”, precisamos de uma Direção atenta a soluções com base científica.
Portanto, a culpa também é sua quando pondera (trans) Formações para professores que abordem técnicas capazes de estimular o córtex prefrontal esquerdo, a área associada às sensações de bem-estar.
A culpa também é sua quando pondera (trans) Formações para professores que abordem técnicas capazes de inibir a amígdala cerebral. Ai a marota da amígdala, tão útil e tão prejudicial quando descontrolada…
Quando tem atenção, tem professores ainda mais espetaculares! Um professor só deixa marca na vida do aluno, quando articula com sucesso os três elementos desta tríade.
A Direção da Escola é culpada de um mundo melhor, quando ajuda o professor a dar pistas aos alunos para melhor entenderem as suas emoções. E as pistas vêm, também, do exemplo dos melhores professores.
A culpa é sua quando inova.
Rasgue um papel.
Rasgue outro.
Suba na mesa.
Marque uma reunião num local diferente.
Escute os professores também com o seu corpo.
Escute também com o seu coração.
Passe no recreio para os alunos o verem. Almoce no refeitório algumas vezes.
Mas as águas estão revoltas. Muito revoltas.
Há colocações, quadros de zona, abraços, conversa, deslocações, carreiras, indisciplinas,…
Precisamos de uma Direção de Escola que assuma a culpa!
Com calma. Com inteligência emocional. Que assuma a culpa.
E, felizmente, são cada vez mais as Direções que o fazem!
Estou a imaginar o/a Diretor/a em cima da mesa a ter uma visão de futuro! Capaz de ajudar os professores a melhorar o seu Estado Emocional!
Uma visão brilhante. Perante, um conflito, uma negociação assertiva. Perante um desmotivado, uma palavra. Um estagnado, um contagiar com o vírus da mudança.
Não aprendo com as conferências TED. Ou aprendo pouco. Aprendo muito com as Direções que nos convidam e nos apresentam aos professores.
Conte com a nossa ajuda para espalharmos o vírus da mudança.
A culpa é sua, também, por crescermos como Projeto. Não poderíamos estar mais gratos. Obrigado.
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Nov 08 2021
O PAN apresenta amanha um Projeto de Resolução ( Projeto de Resolução n.º 1492/XIV/3.ª (PAN) ) na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto com uma recomendação para que o governo assegure que as vagas de acesso ao 5.º e ao 7.º escalão em 2021 sejam idênticas ao número de docentes que integram as listas de acesso nestes dois escalões e que assegure uma solução que garanta a recuperação de todo o tempo de serviço dos docentes que estiveram em suspenso nas listas de vagas.
Já o PCP e o BE apresentaram propostas semelhantes.
Se até final de Novembro for possível agendar o debate na Assembleia da República dos dois projetos de resolução e do projeto lei do PCP ainda existirá alguma esperança para a abolição das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões.
E caso existe ainda esse timming e alguém se opuser a estes documentos farei daqui uma batalha contra todos aqueles que votarão contra, seja quem for.
Lembro que ambos os projetos vieram no seguimento desta petição que em pouco mais de 24 horas atingiu mais de 10 mil subscrições.
E farei daqui um cavalo de batalha para o futuro.
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Nov 08 2021
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Nov 08 2021
A resposta do governo francês foi a que vimos em cima, o governo português está amorfo e à espera de um milagre…
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Nov 08 2021
Um cogumelo atómico em plena selva amazónica mesmo à nossa frente e todo ele vida e os átomos não de urânio mas hidrogénio, dois, e oxigénio, um, aos milhares de milhões e o cogumelo não explode mas chove por inteiro numa questão de minutos até finalmente desaparecer como se nunca tivesse existido. Até vir o próximo. É uma questão de segundos. A selva amazónica produz o seu próprio clima de tão densa, assim como densa é a humidade, sente-se, empurra-se com as mãos e com a pele, bebe-se com a boca, basta abrir a boca e a chuva, repentina, errática, tão inevitável como o dia e a noite, a vida e a morte, o sol e a lua, tu e eu. Está à nossa volta, omnipresente, omnisciente. Na Amazónia os rios correm nos céus e trazem consigo todos os dias mais água do que o Amazonas inteiro, cerca de 20 mil milhões de metros cúbicos em comparação com os 17 mil milhões de metros cúbicos a desaguar no Oceano Atlântico. Tal só é possível porque cada árvore capta água até 60 metros de profundidade, libertando 1 metro cúbico de água por dia para a atmosfera. Agora multipliquem isto por 600 mil milhões de árvores e o resultado é um cenário de nuvens em constante formação, quais gigantescos dirigíveis a pairar para sempre num conto infantil. O rio Cauaburi serpenteia entre meandros e braços de rio em pleno território Yanomami, não, um rio não, uma artéria a caminho do Pico da Neblina lá ao fundo e tudo o resto é a Amazónia verde perdida muito para lá do horizonte, muito, muito para lá destes olhos e de tudo quanto a vista alcança. Uma vista tão imensa como todos estes braços abertos à procura de abraçar aquele que seria o 3° ou 4° maior país do mundo, isto se a Amazónia fosse um país, mais ou menos toda a União Europeia e portanto não um país mas um continente espraiado por 9 países entre Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A Amazónia de Sebastião Salgado, em exposição no Science Museum de Londres não é só imperdível, é vasta, é infinita, é um Deus vivo e o Amazonas o seu embaixador cujos mais de 1100 afluentes trazem consigo 20% da água doce da Terra. Nestes termos, nem sequer é preciso ter a floresta diante de nós, bastam os números para apreender a sua importância, inversamente proporcional à nossa insignificância. A insignificância do homem branco perante as mais de 400 tribos de pares em comunhão com a floresta há milhões de anos nesta Pandora, uma Pandora ainda hoje por descobrir e dentro da qual tribos há tão ignorantes da nossa presença como feliz é a sua existência. Long may it last. Xingu, Awá-Guajá, Zo’é, Suruwahá, Ashaninka, Korubo, Yanomami, Macuxi, Yawanawá, Marubo. Sim, são tribos da Amazónia. Dir-se-ia estarmos a falar de espécies alienígenas ou então da flora e fauna locais quando os nomes são tão estranhos como estranha é a floresta amazónica. Mas não estamos. A título de exemplo, os Ashaninka não são os Ashaninka ou não tivessem na sua origem a mesma origem dos Incas e portanto são Incas e estão aqui à nossa frente. Ainda. 10 tribos, apenas 10 tribos retratadas a negativo mas todas as tribos e a mensagem uníssona: a destruição das suas terras, não, da sua floresta, não, do seu mundo, o único mundo que alguma vez conheceram, é fruto do bicho-homem à procura de ouro e ferro mas também terras de pasto e madeira, cortando árvores e abrindo caminho a estradas, camiões, milhares de bichos-homens mais as suas doenças e vícios, em tudo ignorantes da natureza que os susteve e sustém. E, no entanto, incapazes de parar com este haraquiri formidável, como se para nos salvarmos de uma doença estranha decidíssemos extirpar todas as veias do corpo. Para as tribos indígenas, cortar uma árvore ou matar um animal sem outro propósito que não a ganância faz tanto sentido como jogar à roleta russa: é uma questão de tempo. Assim como é uma questão de tempo até que um milhão de índios se vejam expropriados, exilados, expulsos das suas terras ao qual acrescentamos o assassinato de representantes tribais e o genocídio de populações inteiras à queima-roupa, os incêndios sem princípio nem fim nem porquê, as epidemias, as temperaturas extremas no Verão, a falta cada vez maior de água na estação das chuvas. Tudo depende da vontade do governo brasileiro e Bolsonaro à sua cabeça. Por isso a sua luta, mensagem e voz, a mesma de cada um dos líderes tribais, mensagem essa reproduzida em cada árvore da floresta amazónica: A Terra é, até hoje, o único mundo capaz de conter, e criar, vida, e olhando em redor não há qualquer outro lar, qualquer outra terra, para onde a nossa espécie possa olhar, estender os braços e migrar à procura de outra vida que não esta. A sua destruição não é senão o condenar da nossa espécie à extinção certa. Se assim for o nosso desejo, a estrada já está aberta por entre as árvores: basta percorrê-la. Mas se porventura nos perdermos e se porventura nos ocorrer este medo súbito e este desejo súbito de querer voltar para trás, tal não será possível sem a ajuda de quem conhece a floresta, e com a floresta a Mãe Gaia, como a palma da mão: Xingu, Awá-Guajá, Zo’é, Suruwahá, Ashaninka, Korubo, Yanomami, Macuxi, Yawanawá, Marubo. Amazónia, exposição fotográfica de Sebastião Salgado, está patente no Science Museum de Londres até Março de 2022. Perdê-la é perder a Amazónia.
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Nov 08 2021
Se há algo que todos temos como certo é que a educação tem de ser redesenhada. Temos a consciência profunda dessa necessidade e, também, do enorme esforço que essa mudança vai requerer. A transformação do mundo é tal, aconteceu de um modo tão acelerado, que quase sem notarmos todos os sistemas educativos vigentes se tornaram obsolescentes. E não é só uma transformação dos currículos que é precisa, é também a forma como a informação é transmitida, os métodos e ferramentas utilizados. É um desafio hercúleo, que requer enorme pragmatismo e visão. Requer uma capacidade de redesign por parte dos vários actores e uma acção rápida e consistente. Se não o fizermos estaremos a penalizar de forma brutal aqueles que educamos agora, e isso é ir contra o principal motivo da educação: formar seres humanos melhores, mais capazes e mais competentes.
Mas há formas de irmos ajudando. Portugal faz parte de um projecto-piloto educativo, uma candidatura ganha no programa europeu Erasmus +, o que prova que a Europa está já à procura de novas formas de educar que complementem os currículos actuais, o que é uma forma inteligente de responder no imediato aos défices que já se detectaram. O MUSA, assim se chama o projecto, está focado na formação de jovens músicos que integram quartetos de cordas, foi desenvolvido por três países: Itália, Portugal e França. O objectivo global do programa consiste em expandir a base de conhecimento proporcionada pelos currículos gerais de formação musical na área clássica — reconhecendo pois que estes são demasiadamente específicos e incompletos — adicionando-lhes novas ferramentas que são fundamentais para a construção de carreiras profissionais de sucesso num mercado altamente competitivo.
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Nov 07 2021
Não propriamente “quem somos nós?” pois, para essa gente, nós não somos gente, não somos pessoas, não temos família, não temos vida própria, não temos vida, não somos nada.
Somos uma coisa ao serviço público, que abraçou o espírito de missão porque assim o quis. Amigos, família, cônjuges e filhos, na mente dessa gente não passam de danos colaterais que têm de pagar pelas nossas escolhas e pelo modo como ousaram nos tratar. Acreditam que, quando um dia aceitámos assinar um contrato para exercer esta profissão, sabíamos ao que íamos e a vida difícil que nos esperava. Evidentemente, uma abjeta dose de mentira! Mudaram as regras a meio do jogo, aumentaram escandalosamente a idade da reforma, congelaram carreiras prolongando-as para ser impossível chegar, sequer, perto do topo, sobrecarregaram-nos de trabalho e burocracia, invadiram as nossas vidas privadas tendo-nos ao serviço a qualquer dia e a qualquer hora, dificultaram o nosso regresso às nossas casas, arruinaram os nossos projetos de vida, de carreira e os nossos sonhos, atropelaram os nossos direitos e, depois de nos usarem, ignoraram-nos. Meditativamente lembrei-me de que, ainda há pouco, o fizeram durante os confinamentos, momentos nos quais nos superámos, demos o melhor, disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, para que o país não parasse, para que a economia não colapsasse, para não deixarmos nenhum dos nossos alunos para trás, e agradeceram-nos com a desconsideração pública, financeira e profissional do silêncio absoluto e do desprezo.
Um dia meteram-nos num carro e mandaram-nos para longe das nossas famílias e nunca mais voltámos. Tiraram-nos a estabilidade, atiraram-nos para a estrada, puseram-nos a trabalhar onde, quando e como quiseram… depois de toda essa violência física, psicológica e emocional que nos roubou a saúde e anos de vida, ainda tiveram a petulância de nos dizer na cara que não trabalhámos, não percorremos as estradas do país a ensinar, não nos sacrifícios a nós e a quem nos é próximo, não abdicámos de tanto e, descaradamente, roubaram-nos esse tempo de serviço como se tudo isso não tivesse contado para nada.
Recentemente, empurraram-nos para formações dia e noite e fins de semana, relatórios e papelórios, aulas observadas e cotas e, depois, ofensivamente esqueceram-se de nos reposicionar nas carreiras e, tampouco, pagar o que nos devem.
Acossados de tanta ingratidão e roubo a somar a 12 anos sem atualizações salariais, mais pobres, com vidas e trabalho mais difíceis, governados há décadas por imbecis e incompetentes que só abrem a boca para nos dirigir uma torrente de palavras menos lisonjeiras ou mexerem na legislação para nos complicar a vida, deixaram-nos num estado de desânimo total sem perspetivas de que um dia possamos vir a ser substituídos por falta de candidatos que se queiram sujeitar a esta vida árdua e instável.
Amanhã, após mais uma semana inundada de reuniões abusivas fora de horário e de trabalho excessivo que ultrapassa 46 horas semanais, enganados e roubados, lá iremos regressar à estrada ou a algum quarto solitário longe da vista de todos para onde nos atiraram há décadas, atormentando-nos e extorquindo-nos mais um e outro dia como se nenhum mal nos estivessem a acometer. O maior sucesso de toda a propaganda e da subjugação da razão é conseguido sempre que a verdade se enche de silêncio e deixa o mal acontecer. E nós, professores, carregados de razão, tão revoltados quanto silenciados e submissos, vamos continuando a ser abusados enquanto ninguém diz nada, enquanto ninguém faz nada. Desde que apareçam resultados que deem votos ou enquanto a escola estiver de portas abertas para receber os filhos dos outros, enquanto os nossos ficam algures deixados para trás, tudo vai bem na terra da hipocrisia e ninguém se queixa, ninguém nos olha, ninguém nos vê, ninguém diz nada.
Pura insensatez pensar que teriam interesse ou tempo para nós, para nos ouvir, para se reunirem com os nossos representantes, para melhorar as nossas vidas (ou, pelo menos, não as infernizarem ainda mais), quando encontraram todo o tempo do mundo para o seu único propósito – poder brincar às politiquices e eleições que nada interessam às nossas vidas, num febril frenesim de distribuição de tachos e panelas – voltando, em breve, ao manancial de promessas para logo se esquecerem por completo da nossa existência.
Enquanto, em público, enchem a boca de mentiras sobre o mar de facilidades que têm vindo a derramar sobre as nossas vidas, laboriosamente tratam de as fazer num contínuo inferno.
Nós não queremos o seu fingido reconhecimento; não precisamos das suas promessas vãs; dispensamos o seu abraço de Judas; não acreditamos nas suas dissimuladas boas intenções. O que deles queremos é tudo aquilo que nos devem e que cabe naquela palavra que há muito desconhecem: RESPEITO; respeito em não nos roubar tudo aquilo que é nosso por direito; respeito, valor e consideração por tudo aquilo que nós representamos enquanto pilar essencial da sociedade e por tudo aquilo que fizemos, nos prometeram e nos roubaram.
“Respeito”, aquilo que gente desta, que durante décadas nos tem diminuído e desrespeitado, não merece.
Os anos e as décadas foram passando como paisagens pela janela de um carro em movimento e, hoje, ao anoitecer da vida, olhamos para trás e torna-se impossível não comparar aquilo que fomos com aquilo em que nos tornámos aos olhos de tantos parasitas que se serviram da coisa pública para nos usarem, deixando-nos perpetuamente abandonados na beira desta estrada.
Depois desta dança de cadeiras, na certeza de que, para nós, nada mudará para melhor, fica um único pensamento claro e cristalino: se não fizermos nada por nós, ninguém o fará… e só irão até onde nós deixarmos.
Amanhã, invariavelmente, desalentados lá regressaremos a essa mesma estrada…
Carlos Santos
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Nov 07 2021
Depois admiram-se que não haja pretendentes a professor?
Se se concretizar o aumento do SM para 850€ por mês, os trabalhadores indiferenciados terão ordenados mais elevados do que alguns constantes, neste momento, como ofertas de emprego no site do IEFP para engenheiros de várias áreas.
Os professores contratados com um horário de 18 horas levarão para casa um Salário Mínimo com todas as despesas inerentes à profissão de professor contratado. A falta de professores em algumas zonas do país pode ser justificada com este facto. Um professor para ganhar o Salário Mínimo arranja um emprego perto de casa onde as despesas são menores e está perto da família, não vai para Lisboa ou para o Algarve (ou para fora da sua zona de conforto) ser professor por amor à camisola.
Acho piada quando ouço os membros do ME dizer que querem valorizar a profissão docente e captar os melhores. O ME ou qualquer membro de outro ministério. A administração pública está a cometer o mais “profundo erro desta política de remunerações, com consequências dramáticas para inovação e modernização do país, e para o crescimento económico e desenvolvimento de Portugal. E isto porque sem trabalhadores altamente qualificados essa modernização e inovação, esse crescimento económico e desenvolvimento será impossível. Para além disso, o país despende uma parte importante dos seus recursos em formar nas universidades jovens altamente qualificados que depois o abandonam e vão contribuir para o desenvolvimento de outros países, porque não encontram no seu país remunerações e condições de trabalho dignas. O que está a suceder no SNS devia abrir os olhos aos políticos para esta realidade: os profissionais mais qualificados – médicos e enfermeiros – estão a trocar o SNS pelos grandes grupos privados de saúde, que os atraem oferecendo melhores remunerações e condições de trabalho, com o objetivo de degradar o SNS, o que estão a conseguir devido à inercia do governo e dos partidos políticos, para dominarem o setor de saúde.
Mas tudo isto passou à margem do debate do OE-2022, ou recebeu muito menos atenção e preocupação
que foi dada ao aumento do salário mínimo nacional, quando esta questão é, a meu ver, tanto ou ainda
mais importante que a subida do salário mínimo nacional em 40€ ou mesmo em 185€. E até porque uma
subida muito elevada do salário mínimo nacional, sem que aumentem os outros salários, agrava ainda
mais as distorções salariais.” (Eugénio Rosa)

A falta de professores agudizar-se-á nos próximos anos e as soluções serão as de contratação de qualquer outro profissional “à rasca” ou podemos, mesmo, voltar à contratação à saída do secundário… para esses já não será necessário justificar, apenas, o Salário Mínimo.
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Nov 07 2021
No ano de 2021 aposentaram-se 1944 docentes da rede pública do Ministério da Educação do continente, através da Caixa Geral de Aposentações.
As previsões apontavam para 2067 aposentações, sendo que a diferença de 123 docentes poderá ser a diferença que existe no número de aposentados pela Segurança Social que cada vez começam a ser mais docentes a ter a aposentação por este sistema.
Pelas previsões o próximo ano terá um acréscimo de aposentações, sendo que em 2023 serão quase o dobro dos aposentados em 2021.
E com a falta de professores que já temos um pouco por todo o país se não existir uma valorização remuneratória da carreira e melhores condições da própria carreira docente, muito em breve entraremos num colapso, com ausência de professores e com imensas dificuldades em recuperar para termos um bom sistema de ensino. 
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Nov 07 2021
Ao longo dos últimos anos, a Classe Docente não tem conseguido opor-se, de forma consequente e eficaz, à maior parte dos “atentados” que têm sido perpetrados contra si, por parte de sucessivos Governos, e quanto a isso não parecem existir grandes dúvidas, celeumas ou controvérsias…
A discórdia e a polémica costumam começar quando, a propósito da análise e da crítica a determinadas acções governativas no âmbito da Educação, se envereda pelo maniqueísmo ideológico, assente na concepção dualista de “Direita”/”Esquerda”…
Mas antes de haver “Direita” ou “Esquerda”, há políticas e medidas educativas que podem ser boas ou más, independentemente das ideologias. Fazer depender a avaliação dessa qualidade exclusivamente das convicções ideológicas de cada um, é propiciar o enviesamento e a deturpação desse juízo…
Quando alguém critica determinada política educativa conotada com a “Esquerda” ou com a “Direita”, isso significa que, forçosamente, o primeiro será de “Direita” e que o segundo será de “Esquerda”?
É legítimo e verossímil atribuir a essa crítica uma conotação obrigatoriamente partidária?
Não pode haver críticas ou elogios dirigidos à “Direita” ou à “Esquerda” sem intuitos partidários?
Ao enveredar por tal bipolarização, abrem-se “trincheiras”, extremam-se opiniões, e o foco deixa de estar nas políticas e medidas educativas em si mesmas e passa a centrar-se em argumentos falaciosos, cujo resultado mais comum acaba por ser não as analisar nem as discutir efectivamente…
Ou seja, a questão ideológica aparece, quase sempre, como uma espécie de “encosto”, como uma “falsa questão” ou como uma questão artificial, servindo sobretudo como subterfúgio para evitar a análise e a discussão de determinada política ou medida educativa e, em particular, para não reconhecer e assumir as suas eventuais desvirtudes…
Enquanto a Classe Docente não conseguir abstrair-se de concepções dualistas, de dicotomias artificiais e de categorizações falíveis, não conseguirá ver para além disso e ver-se-á impedida de alcançar consensos que conduzam à tão almejada união e de lutar pelo bem comum…
Enquanto a Classe Docente estiver refém dessa dicotomização e entretida a discuti-la, sem hipótese de chegar a qualquer conclusão unânime, não haverá a menor possibilidade de serem atendidas as suas principais reivindicações porque a divisão e o conflito “auto-fágico” enfraquecem qualquer forma de luta…
De certa forma, “demonizar” ou “santificar” a “Direita” ou a “Esquerda” até pode ajudar a simplificar e a organizar a realidade, mas também acarreta o risco de estereotipar ideologias e seguramente não ajudará a resolver qualquer problema afecto à Escola Pública, muito menos as iniquidades com que se debate a função Docente… Apesar de alguns “crentes fanáticos” das duas ideologias não dispensarem as acusações e os preconceitos recíprocos…
E o mais absurdo das querelas ideológicas parece ser isto: recusar assumir os erros cometidos pela acção governativa da “Direita” ou da “Esquerda” num certo momento, com a justificação de que determinados Governantes, anteriores ou posteriores, de “Direita” ou de “Esquerda”, fizeram pior…
Por essa ordem de ideias, torna-se impossível, num determinado momento, criticar e/ou apontar erros a uma determinada política educativa porque haverá sempre quem possa ter feito pior…
A conclusão, também absurda, a retirar será esta: afinal não há motivos para quaisquer contestações ou reivindicações porque os erros de uns serão sempre desculpáveis, branqueáveis ou anuláveis pelos erros de outros… No limite do paradoxo e do ilógico, e pela premissa anterior, contesta-se o quê, se afinal não existem erros nas políticas educativas?
No momento actual parece que analisar e criticar a política educativa do Governo chefiado por António Costa pode ser considerado como um “sacrilégio” por alguns, que põem em causa a credibilidade dessa crítica, acusando-a de fazer a apologia partidária de “Direita”…
E também parece que não se pode criticar a política educativa do Governo de José Sócrates, sem fazer qualquer referência à de Nuno Crato, enquanto Ministro da Educação do Governo chefiado por Passos Coelho…
Apelando a algum sentido de humor que ainda possa subsistir, sobre o anterior afirmo apenas isto: penitencio-me por não reconhecer o enorme mérito e o inquestionável contributo dado por de Maria de Lurdes Rodrigues e por Tiago Brandão Rodrigues, respectivamente Ministros da Educação de José Sócrates e de António Costa, no sentido do respeito, da valorização e da dignificação da Classe Docente e do prestígio e da excelência da Escola Pública…
A ter sido assim, não haverá, por certo, quaisquer motivos para criticar as políticas educativas do Governo de José Sócrates e de António Costa, comummente conotados com a “Esquerda”…
O mais certo é ter andado muito absorta e distraída, mea culpa, mea culpa, mea culpa…
Quanto a Nuno Crato, confesso que foi penoso e excruciante suportar o seu mandato enquanto Ministro da Educação do Governo chefiado por Passos Coelho…
Agora novamente mais a sério, pelo Histórico de Governos da República Portuguesa, disponível no site oficial do Governo, verifica-se que, desde o 25 de Abril de 1974 até ao momento actual, o país foi gerido por um período de cerca de 22 anos por Partidos Políticos conotados com a “Esquerda” e cerca de 19 anos pelos conotados com a “Direita”, se excluirmos os Governos Constitucionais que estiveram em exercício de funções menos de um ano e cujo 1º Ministro não viu renovado esse mandato e os Governos Provisórios …
Dado que a diferença anterior, cerca de 3 anos, não parece significativa, não pode deixar de se imputar à “Esquerda” e à “Direita” a co-responsabilidade pelo estado caótico e calamitoso em que se encontra a Educação no momento actual…
Por onde tem andado a vontade política, quer da “Esquerda” quer da “Direita”, no sentido da resolução dos muitos problemas que afectam a Escola Pública, há já vários anos?
E, contudo, “gritar” a importância da Educação fica sempre tão bem em qualquer Programa Eleitoral…
Nota final:
As políticas educativas surgem porque existem Partidos Políticos que as originam e que são responsáveis por elas, em cada Legislatura. Não assumir isso e considerar que quando se fala e discute sobre Educação não se pode falar nem discutir sobre Política é um acto de profunda hipocrisia e de negação da realidade…
A isenção não é fazer de conta que não existe qualquer interdependência entre Educação e Política. A isenção é conseguir analisar e discutir as políticas educativas, assumindo e reconhecendo as suas des(virtudes), sem o apego redutor a ideologias, ainda que as convicções políticas de cada um sejam um direito inalienável…
(Matilde)
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Nov 07 2021
mais velho tem 15 anos e frequenta o 10º ano, o mais novo tem 13 e iniciou o 8º no Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. Mas as matrículas destes dois irmãos são provisórias. Estiveram até agora seguras por arames legais, providências cautelares que suspenderam o chumbo de ambos desde o ano letivo de 2018/2019 por faltas não justificadas à disciplina obrigatória de Cidadania e Desenvolvimento, que não frequentaram por decisão dos pais, que alegaram objeção de consciência. Falhado o último pedido apresentado no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga, ontem a retenção dos adolescentes ditada pelo Conselho de Turma voltou a estar ativa, implicando o regresso do mais velho ao 9º ano e do mais novo ao 7º.
Na segunda-feira, em teoria, serão esses os anos que os dois irmãos irão frequentar. “Eu diria que sim, que vão recuar mesmo”, confirma ao Expresso João Pacheco Amorim, o advogado da família, atestando que a posição do seu constituinte não mudou. Ainda vai apresentar um recurso à recusa da última providência cautelar, mas este não tem efeito suspensivo (a não ser que a juíza o determine, por razões imperiosas), não travando a decisão. “Abre-se assim a possibilidade de a escola executar o seu próprio ato. A partir de segunda-feira a direção da escola pode fazer o que quiser.”
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Nov 06 2021
As Escolas Ubuntu inserem-se no âmbito do plano de recuperação da aprendizagem do Ministério da Educação e no presente ano letivo, pela primeira vez, todas as escolas se podem candidatar a esta ferramenta de trabalho.
Para já, estão envolvidas cerca de 350 escolas, o que representam 50% do sistema, em 150 concelhos do país.
“Esta é uma iniciativa que o Ministério da Educação apoia para as escolas públicas que, voluntariamente, decidam aderir. E acreditamos que muitas mais vão aderir”, disse Rui Marques.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, afirmou que o Ubuntu “tem muitas provas dadas de eficácia na promoção do bem-estar e do envolvimento dos próprios alunos”.
“Por isso, estamos a fazer esta parceria, permitindo que todos os agrupamentos que desejem adiram a este programa tão transformador”, referiu.
E acrescentou: “Sabemos que, para muitos alunos, as dificuldades de aprendizagem se devem a obstáculos em gerirem as suas emoções, em se relacionarem consigo e com os outros, com consequências na autoestima, na confiança e no controlo das atitudes”.
“Quisemos, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, dar um impulso grande ao trabalho sobre competências sociais e emocionais, apoiando os professores tutores das escolas, tanto mais que uma das grandes faturas da pandemia está ao nível da perturbação das emoções”, prosseguiu.
O método Ubuntu passa pelo aprofundamento do conhecimento de si e das suas capacidades e forças — os três primeiros passos — seguindo em direção ao outro — os dois últimos passos, numa dinâmica perpétua e circular, onde se volta sempre ao centro de cada um, para poder ir ao encontro do outro de forma renovada e melhorada.
Segundo Rui Marques, esta é uma ferramenta com resultados positivos comprovados na promoção do sucesso escolar, no combate ao bullying, entre outras áreas.
Os resultados expectáveis passam por “uma comunidade educativa, quer do lado dos educadores Ubuntu, quer dos jovens participantes nas academias, que seja capaz de cuidar melhor — de si próprio, dos outros e do planeta — tanto na dimensão da liderança servidora, como na dimensão da construção de pontes. Uma comunidade mais inclusiva, que promova o pleno desenvolvimento de todos e qualquer um dos seus elementos, uma comunidade mais solidária, mais humana e capaz de avançar para os desafios que sempre estarão no seu caminho”.
A primeira fase, em curso, está a formar 1.700 formadores, seguindo-se as semanas Ubuntu, com grupos de vários alunos, que realizam todo o trajeto, que começa pela liderança com Nelson Mandela, e por último a criação dos clubes Ubuntu nas escolas, aos quais cabe pôr em prática estes princípios, através dos planos de atividades da escola.
O método Ubuntu aposta no desenvolvimento de cinco competências centrais: Autoconhecimento, autoconfiança e resiliência, a empatia e serviço.
A Academia de Líderes Ubuntu é um espaço onde se privilegia a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos participantes, promovendo outras competências, como o trabalho de equipa, o pensamento crítico e autorreflexivo, a comunicação, a resolução de problemas, entre outras.
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Nov 06 2021
Os docentes que progridem após 31.08.2021, que, por força da RTS, cumprem a permanência no escalão num intervalo de tempo impeditivo do cumprimento dos restantes requisitos, podem, a requerimento dos próprios e dirigido ao Diretor ou ao Conselho Geral, no caso do Diretor:
1 – Mobilizar uma Avaliação do Desempenho Docente (ADD), nos termos do n.º 7 do artigo 40.º do ECD,
desde que a mesma corresponda à avaliação de 2007/2009, 2009/2011 ou à contemplada no DR n.º
26/2012, de 21 de fevereiro, ou outra legislação aplicável.
Esclarece-se que:
a) A mobilização da ADD pode ser efetuada mais do que uma vez, caso as duas progressões se
verifiquem com um intervalo temporal que não permita a realização efetiva deste requisito;
b) O suprimento da avaliação atribuído pela Lei do Orçamento de Estado para 2018 não pode ser
considerado para efeitos de mobilização;
c) A mobilização de uma ADD é entendida igualmente como um suprimento, pelo que não isenta de
vaga para os 5.º/7.º escalões nem bonifica no escalão seguinte;
d) A isenção de vaga para acesso aos 5.º e 7.º escalões tem de corresponder a uma ADD efetivamente
realizada de Muito Bom/Excelente nos 4.º/6.º escalões;
e) As menções de Muito Bom/Excelente, resultantes de uma efetiva ADD pelos modelos
imediatamente anteriores ao DR n.º 26/2012, de 21 de fevereiro, bonificam uma única vez no
escalão seguinte, desde que o docente já tenha sido avaliado nos termos do referido Decreto
Regulamentar;
f) A mobilização da ADD não obriga a aplicação dos percentis, nos termos do Despacho n.º
12567/2012, de 26 de setembro, nem é objeto de análise pela SADD;
g) Caso o docente mobilize a ADD realizada em escalões anteriores e se encontre posicionado em
escalão em que é obrigatória a observação de aulas, deverá requerê-la, ao diretor, até dia 30 de
setembro*. Esta observação de aulas é unicamente para cumprimento de requisito e a respetiva
avaliação não tem qualquer efeito para isenção de vaga para os 5.º/7.º escalões. Após a realização
das aulas observadas, este requisito considera-se cumprido à data do requerimento.
*No ano letivo 2021/2022, e a título excecional, os docentes que se encontrem na situação prevista na
alínea anterior, podem requerer a observação de aulas até 31 de dezembro de 2021.
2 – Mobilizar horas de formação não utilizadas na penúltima e/ou última progressão, desde que os
docentes as detenham, e na proporção prevista nos artigos 8.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11
de fevereiro.
Esclarece-se que:
a) A mobilização das horas de formação referidas em 2 pode ser efetuada devido a duas progressões
com um intervalo temporal que não permita a realização efetiva deste requisito;
b) Ainda que os docentes, devido à RTS, não permaneçam efetivamente no escalão 4 ou 2 anos, a
formação exigida para a progressão corresponde a 50 horas e, no 5.º escalão, a 25 horas.
Finalmente, informa-se que:
a) O intervalo de tempo considerado como impeditivo do cumprimento dos restantes requisitos, não pode
ser superior a 9 meses, mesmo que aplicável a situações de duas progressões sequenciais;
b) No caso dos docentes que obtêm vaga de acesso ao 5.º/7.º escalão a 01 de janeiro, e que optem por
mobilizar a ADD/formação, nos termos definidos nos n.os 1 e 2 da presente Nota Informativa (NI), o
intervalo de tempo referido na alínea anterior é contabilizado a partir da data de publicação das
respetivas listas de graduação;
c) Aos docentes reposicionados definitivamente não são permitidas as mobilizações previstas nos n.os 1 e
2 da presente Nota Informativa, na primeira progressão após o reposicionamento
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Nov 06 2021
Encontra-se publicada a 3.ª Nota Informativa da Recuperação do Tempo de Serviço.
Consulte a nota informativa.
3.ª Nota Informativa da Recuperação do Tempo de Serviço – 05.11.2021
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Nov 06 2021
Dos 3669 horários disponibilizados até hoje (6/11/2021), 547 são completos e anuais.
A tabela abaixo apresenta a distribuição dos horários COMPLETOS E ANUAIS por distrito e grupo de recrutamento. Os distritos do sul concentram 95% dos horários, com claro destaque para Lisboa, Setúbal e Algarve.
Se nem neste tipo de horários há professores interessados, como haverá para horários incompletos ou temporários, onde o prejuízo ao nível da remuneração e segurança social é ainda maior?
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Nov 06 2021
Mais de 550 são no QZP 7. 100 são completos.

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Nov 06 2021
Duas cozinheiras da Escola Nuno Álvares testaram positivo ao coronavírus. Estabelecimento está encerrado preventivamente até quarta-feira
Os dois casos de infeção por Covid-19 detetados na Escola Básica Nuno Álvares, em Carregal do Sal, pertencem a duas cozinheiras que testaram positivo ao novo coronavírus.
A situação levou ao encerramento da escola que é frequentada por mais de 300 crianças do jardim de infância ao quarto ano de escolaridade.
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Nov 05 2021
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Nov 05 2021
A tabela de vencimentos do AO é bastante clara. Neste momento, só a partir do 4.º escalão é que se aufere algo mais que o RMMG. Se as previsões e intenções do atual governo forem em frente sem uma renegociação desta carreira, daqui a 2 anos, “ela”, extingue-se, ficando todos, independente do tempo de serviço ou avaliação de desempenho a receber o RMMG.

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Nov 05 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 10.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 8 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 9 de novembro de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 10
Listas – Reserva de recrutamento n.º 10
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Nov 05 2021
As notas subiram, mas as desigualdades aumentaram e a falta de professores agudizou-se.
O distanciamento histórico ajudará a perceber o impacto da covid-19 no modelo de escola. Por agora, regista-se a aceleração das aprendizagens digitais de professores e alunos e um conjunto imutável de variáveis estruturais que nos permite concluir que a escola não aprendeu com a pandemia. E não se trata de exigir o inatingível. Requer-se a inscrição de objectivos possíveis, mas numa lógica diferenciada num momento de injecção de milhões de euros.
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Nov 05 2021
O Governo dos Açores vai criar incentivos à fixação de estudantes da Madeira e do continente português, na área da docência, para que se desloquem para estagiar na região se se comprometerem a dar aulas no arquipélago.
“Estamos a apresentar uma norma que visa incentivar alunos de outros territórios do país, para que possam vir estagiar, em via Ensino, nas escolas da região, comprometendo-se depois a concorrer e a manterem-se na região a dar aulas”, explicou aos jornalistas a secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro, à margem de uma audição parlamentar, realizada na Horta, sobre as propostas de Plano e Orçamento para 2022.
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Nov 05 2021
Projeto de Resolução 1501/XIV/3.ª
Recomenda que sejam garantidas condições justas no acesso dos docentes à carreira especial de inspeção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC)
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do PAN propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Assegure que todos os inspetores de educação, que no âmbito do Aviso n.º 15692/2018, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 210, de 31 de outubro, com vista à ocupação de novos postos de trabalho da carreira especial de inspeção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), se encontram em período
experimental e venham a concluí-lo com sucesso, sejam reposicionados em posição remuneratória calculada nos termos do n.º 3 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 170/2009, de 3 de agosto, nos mesmos moldes consagrados aos docentes em regime de comissão de serviço.
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Nov 04 2021
163.730.895,87€ em contratos para fornecimento de computadores portáteis e demais equipamentos para disponibilização aos alunos, docentes e outros agentes educativos dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos de ensino públicos e aos alunos abrangidos por contratos de associação e de patrocínio celebrados entre o estado e estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos.
O único problema é que os contratos têm um prazo de execução de 730 dias, espero bem que as empresas não deixem chegar o prazo ao limite. As adjudicações variam entre 31/08/2021 e 22/09/2021. Pelo que li, tenho sérias dúvidas que os computadores cheguem às escolas antes do Natal. Podemos apontar para, na melhor das hipóteses, termos todos os computadores na mão de alunos e professores lá para o fim do ano letivo.
Adjudicações:
Multimac- Máquinas e Equipamentos de Escritório S.A – 10.744.650,00 €
CTT SOLUÇÕES EMPRESARIAIS, S.A. – 16.282.500,00 €
Inforlândia, S.A. – 53.865.712,95 €
CLARANET II SOLUTIONS, S.A. – 28.797.300,00 €
MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. – 20.674.391,40 €
CTT SOLUÇÕES EMPRESARIAIS, S.A. – 10.445.000,00 €
Informantem S.A. – 22.921.341,52 €
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Nov 04 2021
Rixa obrigou a intervenção policial. Empregada da EB 2/3 Nicolau Nasoni, em Contumil, teve de receber tratamento hospitalar.
O incidente foi verificado por volta das 15.30 horas desta quinta-feira e só foi sanado com a chegada de uma patrulha policial da Escola Segura. Os encarregados de educação da aluna também foram chamados à escola.
“Não foi a primeira vez que a aluna tratou mal as funcionárias. Agora, foi ainda mais agressiva e bateu na empregada. Puxou-lhe os cabelos, deu-lhe estalos e pontapés. E ainda se virou a outras duas funcionárias que foram em socorro da colega”, conta ao JN uma testemunha ocular, aluno da escola, que pediu anonimato.
A funcionária agredida foi assistida por uma equipa de emergência médica no local e teve de receber tratamento no hospital. “Tinha muitas escoriações nas pernas”, disse a mesma fonte.
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