Novembro 2021 archive

Viseu tem 17 estabelecimentos com turmas ou salas em confinamento

 

Segundo a médica, as autoridades de saúde estão preocupadas sobretudo com a situação que se vive nas escolas. “Neste momento, estamos a intervir em 17 estabelecimentos de educação que vão desde escolas até ATL e jardins de infância e que correspondem a um total de 27 turmas ou salas”, revela.

Grande parte das turmas em causa estão em isolamento, sendo que os alunos do ensino secundário não precisam de estarem confinados em casa desde que estejam vacinados.

No entanto, a maior preocupação está nos jardins de infância e nas escolas primárias, onde há uma maior incidência de casos nesta altura, tendo em conta o facto de as crianças ainda não estarem vacinadas.

Apesar de todos estes receios, Sara Dias realça a “atitude exemplar” dada pelos pais de uma escola “que, não sabendo de casos suspeitos, tomaram a iniciativa de fazer testes, ligar para a linha Saúde 24 e isolar as crianças”, permitindo assim conter a situação. Isto, diz a médica, demonstra que “as pessoas estão cada vez mais conscientes, atentas e capazes de tomar atitudes corretas”.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/viseu-tem-17-estabelecimentos-com-turmas-ou-salas-em-confinamento/

Alunos de Famalicão passam à condição

Tutela convida a escola a recuperar novos planos de recuperação de aprendizagens e sublinha que esta é uma decisão, a título excecional. Em causa está a situação de dois alunos que, por indicação dos pais, não frequentam a disciplina de Cidadania.

Alunos de Famalicão. Ministério decide que passam, mas à condição

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/alunos-de-famalicao-passam-a-condicao/

A saúde mental das crianças e dos jovens – Santana Castilho

 

Boa parte da sociedade parece ter hoje dificuldade em manter contacto com a realidade. O medo, quanta vezes irracional, foi transformado em virtude e a obediência a regras tornou-se, socialmente, mais importante que o questionamento racional sobre a legitimidade e a validade científica dessas regras. Poderemos falar de uma certa psicose de massas, provocada pelo fomento do medo que a pandemia da covid-19 originou? Pelo menos, muitos especialistas em saúde mental assim o sugerem.
Um relatório da Unicef sobre impacto da covid-19 na saúde mental de crianças e jovens, citado por Sara Johnson (The Guardian, 5.10.21) revela que um em cada cinco jovens de 15 a 24 anos, em todo o mundo, sofre de depressão, com receios extremos sobre o futuro e a família.
Segundo o Royal College of Psychiatrists (https://www.rcpsych.ac.uk/), no Reino Unido, 16% das crianças com idades entre 5 e 16 anos foram diagnosticadas com transtorno mental em 2020. Por outro lado, aumentaram 29%, entre Abril de 2019 e Abril de 2021, os primeiros diagnósticos de psicose, assumindo-se que a pandemia tem graves reflexos na saúde mental da população (Helen Pidd,The Guardian, 20.10.21).
Mark McDonald, psiquiatra especialista em crianças e adolescentes, afirmou que os americanos estão afectados por “uma psicose delirante”, provocada pelo medo induzido pela pandemia da covid-19. Isto apesar de as mortes verificadas representarem 0,002% na faixa etária dos 10 anos e 0,01% na de 25 anos (S.G. Cheah, Evie Magazine, 22.12.20).
Nicola Davis (The Guardian, 8.10.21), citando estudos de vários cientistas, escreve que os episódios de ansiedade e depressão em todo o mundo aumentaram dramaticamente em 2020, com uma estimativa de acréscimo de 76 milhões de casos de ansiedade e 53 milhões de casos de transtorno depressivo, sendo que as mulheres e os jovens têm maior probabilidade de ser afectados do que os homens e os idosos.
Num oportuno trabalho de reportagem (Público, 6.11.21) aborda-se o tema da saúde mental dos nossos alunos e o que lá se lê não nos deixa tranquilos. Numa reflexão sobre os impactos da covid-19 na saúde mental das crianças e dos jovens (DN, 1.11.21), o psicólogo Alfredo Leite afirma que “o suicídio é a principal causa de morte em crianças e jovens adultos em Portugal”.
Os problemas de saúde mental podem ser devastadores para o futuro das nossas crianças e adolescentes e exigem, por isso, intervenções rápidas. Não estão apenas em causa os preocupantes novos casos de depressão e ansiedade (um dos traumas que se vê referido na literatura sobre a matéria foi a ideia transmitida às crianças de que poderiam, por simples proximidade, fazer adoecer os pais ou os avós), mas também o agravamento dos casos dos alunos com necessidades educativas especiais, cujas rotinas de apoio especializado, terapia e socialização foram brutalmente interrompidas e permanecem longe de ser recuperadas. Numa palavra, não é saudável que as crianças cresçam podendo pensar que são perigosas para os cuidadores e que estes podem também ser perigosos para a saúde delas. Na equação de relativização dos prós e contras das medidas de saúde pública, a saúde mental e a imperiosa necessidade de a proteger não foram consideradas, já que os estudos produzidos indicam como primeira causa da depressão das crianças a desconexão que elas sentem em relação aos amigos e à própria família. O crescimento saudável das crianças e a segurança vital de que necessitam não dispensam o contacto físico e a intimidade emocional. As decisões que as possam pôr em risco não podem ser decretadas por políticos, ouvidos apenas epidemiologistas e virologistas. Devem incluir a pronúncia de psicólogos, psiquiatras e pedagogos.
Ciente embora da desproporção comparativa, as estratégias actuais para direccionar o pânico instalado na sociedade para determinados objectivos fazem lembrar o que a História nos reporta sobre idêntico modo utilizado pelas classes dominantes, em período de crises epidémicas e mudança social, que culminaria com a criação do Tribunal do Santo Ofício.
A sociedade do futuro não pode ser uma sociedade desprovida das liberdades civis anteriormente conquistadas, muito menos uma sociedade em que poucos controlem e dominem os outros, impondo-lhes uma visão distorcida de segurança e bem-estar, desprovida de humanidade.
In “Público” de 10.11.21

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/a-saude-mental-das-criancas-e-dos-jovens-santana-castilho/

Podemos ser aumentados em janeiro

 

Governo não se demitiu e pode, se conseguir encontrar espaço orçamental dentro do regime de duodécimos, avançar para os aumentos salariais da Função Pública já em Janeiro. Em 2020, contudo, tinha optado por esperar por um novo OE.

Governo opta por aumentos logo em Janeiro, algo que não fez em 2020

Ultrapassando as limitações impostas pelo regime de duodécimos, o Governo prepara-se para proceder, logo a partir de Janeiro, a uma actualização dos salários da Função Pública, confirmou esta segunda-feira o primeiro-ministro. Uma opção que a maioria dos especialistas contactados pelo PÚBLICO confirmam ser juridicamente possível, mas que é diferente da assumida em circunstâncias semelhantes pelo Executivo em 2020.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/podemos-ser-aumentados-em-janeiro/

Resultados da eleição dos membros do Conselho das Escolas

 

Publicitação dos resultados da eleição dos membros do Conselho das Escolas para um mandato de três anos, homologado por despacho do Senhor Ministro da Educação, datado de 08-11-2021.

Resultados eleitorais homologados

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/resultados-da-eleicao-dos-membros-do-conselho-das-escolas/

A escola e os pais: a relação de amor – Inês Pereira

 

A escola: não conseguimos viver sem ela e não conseguimos viver com ela. Há coisas na escola que nos irritam assim como o portal das finanças; no entanto, não há dia mais feliz do ano do que aquele reencontro em setembro, depois de uma ausência prolongada que tanto nos atormenta e aperta o coração com saudade. Só percebemos o valor das coisas quando elas nos faltam – ou seja, quando a escola nos fecha os portões na cara durante os meses de verão, é quando nos apercebemos quanto a amamos. Mas ela também nos incomoda, também a detestamos. E é nessa altura, quando os maus sentimentos nos invadem e os momentos de desespero tomam conta do juízo e da razão, que nos apetece atirar tudo ao ar e os livros ao lixo, e desistir – trocar a escola por um barco para dar volta ao mundo e levar os miúdos dali para fora (versão divórcio em linguagem escolar). E isto porque a escola sabe ser mesquinha, metediça, autoritária, exigente e fria. Ela não reconhece o nosso valor, o nosso esforço e não perde um minuto para conversar: comunica por email. Querem falar com o professor de matemática? Não dá: envie o email ao diretor de turma. Não gostam da disciplina de Cidadania? Temos pena, é o que há. Deste modo é difícil, e nenhuma relação de amor sobrevive a esta forma de tratamento entre as partes. Ela não dialoga, decide unilateralmente.

A escola acha que sabe aquilo que é melhor para os nossos filhos; pior, acha que nós não sabemos; pior ainda: nós achamos que a escola tem razão. Dramático: se calhar até tem. Como é que eu sei? Porque se assim não fosse, fazíamos todos aquilo que os pais de Famalicão fizeram.

Mas não. E não fazemos porque na dúvida confiamos na escola. Na dúvida, quem sabe é ela, nós somos apenas pais que precisamos da escola para educar os filhos. A quantidade de pais que não faz a mínima ideia dos critérios e das formas de acesso ao ensino superior, quais as ofertas no ensino secundário e pós-secundário, quais as modalidades para conclusão do ensino obrigatório, como calcular as médias, etc., é assustadora. Os filhos precisam da escola para ensinar e também para os encaminhar no seu percurso académico durante e pós ensino obrigatório. Se dependesse da informação disponibilizada pelos pais, a grande maioria dos alunos não sabia a diferença entre as áreas, os cursos EFA e como concluir disciplinas como aluno externo, como anular cadeiras e quando é que vale a pena anular, como ligar o ensino pós secundário ao secundário para que tudo faça sentido, o engano dos testes vocacionais no 9.o ano, etc. Só percebi isto tudo ao fim do terceiro filho.

Para que a relação entre a escola e os pais resulte é preciso que os pais cresçam, participem nas políticas de educação, pensem para além dos seus quintais e lutem pela autonomia das escolas, que é a única forma de poderem ter relações saudáveis e à medida dos interesse dos seus filhos.

Enquanto a ambição for uma solução para todos mas feita à medida do meu filho, teremos Cidadania para todos e amanhã teremos sabe-se lá o quê. Cada pai reclama por um Ministério da Educação só para si – uma ditadurazinha à sua medida – em vez de exigir autonomia das escolas e a famosa e velha liberdade de escolha que lhe resolveria todos os problemas. Porque isto das escolas é como os casamentos – não há relações iguais.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/a-escola-e-os-pais-a-relacao-de-amor-ines-pereira/

Pais contra “ato eleitoral viciado” em agrupamento de escolas de Espinho

Pais e encarregados de educação do Agrupamento de Escolas Manuel Laranjeira, em Espinho, denunciaram hoje um “ato eleitoral viciado” para eleição do conselho-geral dessa estrutura, atribuindo aos procedimentos irregularidades como as “da época do Estado Novo”

Pais contra “ato eleitoral viciado” em agrupamento de escolas de Espinho

Em causa estão acusações de que a eleição dos representantes para esse organismo educativo do distrito de Aveiro — apontado como órgão responsável por definir as linhas orientadoras das respetivas escolas — decorreu sem a convocatória devida, apresentando a sufrágio uma lista única e omitindo da respetiva ata aspetos pertinentes ocorridos durante a assembleia.

Branca Célia Dias é a porta-voz do grupo de nove educadores que assinaram a declaração de voto opondo-se à forma como o processo decorreu e, reconhecendo-se como ex-candidata à direção do agrupamento, declara: “Este ato eleitoral foi viciado e, por conseguinte, inconstitucional, pois foi apresentada uma lista única, como na época do Estado Novo. Não houve convocatória [em espaço público ou por contactos pessoais] e o horário [da eleição] coincidiu com a saída do trabalho da maioria dos pais”.

A representante do referido grupo de educadores acrescenta que “apenas foram convidados 20 encarregados de educação” para a sessão eleitoral e que esse foi precisamente “o total de votos apurados”, entre os quais oito favoráveis à lista única, outros oito em branco e quatro abstenções “que nem sequer foram referidas pela mesa da assembleia”.

Sustentando a sua argumentação nos termos da Lei de Bases do Sistema Educativo e dos Decretos-Lei 75/2018 de 22 de abril, 372/90 de 27 de novembro e 4/2015 de 07 de janeiro, os nove educadores que se opuseram aos procedimentos já apresentaram a devida queixa às entidades competentes, remetendo um pedido de impugnação das eleições “para a Direção-Geral das Atividades Educativas, a Inspeção-Geral de Educação, a Provedoria de Justiça e a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos”.

Branca Célia Dias realça que esta situação “demonstra o péssimo ambiente que se vive atualmente no Agrupamento de Escolas Manuel Laranjeira”, até porque, na sequência de eleições anteriores também “muito mal conduzidas”, essa estrutura está atualmente a ser sujeita a “um inquérito da Inspeção-Geral da Educação para averiguar não só irregularidades no conselho-geral, mas também a falta de democracia — já que os membros da mesa foram designados e não eleitos”.

A mesma porta-voz nota ainda que na mesma estrutura “também estão a decorrer eleições para os representantes dos alunos e funcionários”, mas afirma que “a presidente da CAP [Comissão Administrativa Provisória] está a pressioná-los, chamando-os à direção e atribuindo-lhes uma avaliação pouco satisfatória para os fazer desistir” de concorrerem. A mesma “perseguição” se aplica aos funcionários do agrupamento que têm filhos a estudar nas respetivas escolas e “estão a ser pressionados para não participarem nas eleições”.

Branca Célia Dias espera agora que uma intervenção hierárquica superior venha “acabar com a falta de transparência” na direção do agrupamento, já que o que se está a passar nessa estrutura é “uma vergonha para a democracia e mais grave ainda por ser numa escola, na qual se formam cidadãos com os princípios da igualdade”

Contactada pela Agência Lusa, a direção do Agrupamento de Escolas Manuel Laranjeira não quis comentar o assunto, declarando que esse respeita apenas ao conselho-geral. A responsável por esse órgão, por sua vez, não esteve disponível.

Fonte: NoticiasaoMinuto

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/pais-contra-ato-eleitoral-viciado-em-agrupamento-de-escolas-de-espinho/

DUA – arquitetura e Vigotsky

 

Nos Agrupamentos de Escolas preparam-se as reuniões de avaliação intercalar, com reuniões de Conselhos de DT/Docentes definindo atas e guiões das reuniões, definindo os temas a abordar. Tudo habitual.
Para além da metodologia MAIA, que nos assaltou, após ameaça de anos letivos anteriores, (como se isto fosse algo novo e como se nós não fizéssemos já, no planeamento e na prática letiva tudo o que aí vem descrito…) temos outras novidades em alguns agrupamentos de escolas.
Já estamos habituados ao Enriquecimento do Currículo, aos DAC, às linhas orientadoras para a Cidadania e Desenvolvimento, ao Espaço Turma, a (normal) avaliação qualitativa e apreciação global da turma, para além das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão (DL n.º 54) mas temos também agora mais uma medida: a DUA!
(Nota: são oito os pontos da ordem de trabalhos definida para estas reuniões, incluindo as informações e os outros assuntos!)
DUA?!? E o que é isto?!? – perguntei eu a mim próprio quando, na mensagem de uma colega DT, vi (mais uma) grelha com uma coluna destinada à colocação das “barreiras” e outra para as “soluções para eliminar as barreiras”!
Mais abaixo no mesmo documento, mais uma tabela com quatro colunas: a primeira com uma lista bastante exaustiva de barreiras frequentes (dificuldades de leitura, de compreensão escrita, de cálculo, de empenho e participação nas atividades letivas, de métodos e hábitos de estudo,…) e as outras três colunas com “soluções para eliminar as barreiras identificadas“, devidamente categorizadas (Representação, Ação/Expressão, Envolvimento). Tudo soluções que os professores normalmente utilizam nas mais diversas situações, sempre que confrontados com a existência de alunos em cada uma das referidas barreiras!
Então porquê isto?
 
As reuniões não estavam já suficientemente carregadas com os assuntos que descrevi acima?!?
Só para concluir, após uma breve pesquisa, encontrei este site em português do brasil, onde está um resumo sobre a origem deste instrumento, que explica o assunto desta minha mensagem e esta página do site da Dge.
É caso para dizer:
E esta, hein?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/dua-arquitetura-e-vigotsky/

Mostra Cinema Sem Conflitos 2021 – Açores – Entrada Grátis

📧 Reservas até dia 16/nov: [email protected]

🌐 + info: cinemasemconflitos.pt

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/mostra-cinema-sem-conflitos-2021-acores-entrada-gratis/

Portugal tem a maior disparidade educativa da Europa

 

Mais de metade dos trabalhadores entre 35 e 64 anos tem apenas o ensino básico. A formação contínua tem pouca procura, apenas 10%. Falta tempo e dinheiro, dizem inquiridos.

Portugal tem a maior disparidade educativa da Europa entre gerações de trabalhadores

Portugal é o país da União Europeia (UE) onde o hiato educativo entre gerações é maior, uma realidade com implicações no desempenho económico do país e que mostra que muitos trabalhadores das gerações mais velhas ficaram para trás neste capítulo.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/portugal-tem-a-maior-disparidade-educativa-da-europa/

Carta aberta à direção da escola, em nome dos educadores By Alfredo Leite

Carta aberta à direção da escola, em nome dos educadores

Senhor/a Diretor/a,

A culpa é sua!

A culpa é sua e não há volta a dar.

Quando os estudantes estão felizes na Escola, quando, na sua maioria, sorriem, quando o ambiente no recreio é leve e solto, a culpa é sua!

É sua porque soube regar a autoestima dos seus professores. Soube dar atenção aos mais motivados. Integrar o professor que fez 90 longos quilómetros para chegar à Escola. Soube dizer as palavras certas ao professor que ficou triste com o horário.

Há estudantes que sofrem em silêncio.

Um manto negro de tecnologia em excesso, jogado num colchão de pais atarefados. Pais que lutam em dois empregos. Pais desempregados. Exaustos. Pais que precisam de uma Escola cada vez mais como a sua Escola, caro/a Diretor/a.

É a Escola do século XXI. Dinâmica, aberta a iniciativas de fora. Aberta à inovação, e com capacidade para se sentir provocada.

Sabemos do que estamos a falar. Andamos a receber elogios pelas nossas provocações, em Escolas de todo o país, quando levamos as nossas (trans) Formações.

Há estudantes em perigo.

Perigo real de depressão, suicídio, e outras temáticas tão difíceis até de verbalizar. Temas preocupantes para todos os Pais. E para os Professores.

A culpa é sua quando estes estudantes se sentem apoiados. Porque exigiu a presença de um Psicólogo, porque exige desse Psicólogo o melhor. É sua porque, ás vezes, também é Psicólogo do Psicólogo.

A culpa é sua quando escuta. E os professores têm tanto para dizer…

Com o Mundo Brilhante viajo pelo país a dinamizar (trans) Formações para Professores. E, imagine, de quem é a culpa?

A culpa é sua quando não confunde Formação Acreditada com (trans) Formação útil.

A culpa é sua quando procura dar as ferramentas de controlo do stress ao seu exército de professores. Quando os capacita com técnicas poderosas para educarem de acordo com a Psicologia Positiva.

E como os professores precisam! É lindo ver o mais cético, sair das sessões com mais capacidade para realizar uma aula poderosa.

A culpa é sua quando vai à sala dos professores só para ver o ambiente.

Quando abre a porta do gabinete. A culpa do espírito de equipa, é sua, quando está próximo.

A culpa é sua quando os nossos filhos chegam a casa e nos falam do seu discurso. Motivar os alunos, também é isto.

A culpa é sua quando o país avança. O brilho nos seus olhos, ao falar da sua Escola…

A luz que sai de si, ao falar dos seus professores…

Ainda hoje recebemos mais um pedido para irmos a uma Escola, dinamizar uma (trans) Formação para professores. Ficámos emocionados. E foi aí que decidimos escrever esta carta.

De quem foi a culpa do nosso entusiasmo? Da Diretora que nos convidou.

Como nos falou dos “seus professores”, a subtileza com que abordou os problemas. A forma positiva (e inteligente!) como falou das dificuldades em lidar “com os alunos de hoje”.

A forma tão linda de pedir ajuda. De pedir o melhor para os seus professores.

“Se os professores tiverem o melhor, os alunos só têm a ganhar!”.

Ensinar pode ser uma maratona. Mais do que “banha da cobra”, precisamos de uma Direção atenta a soluções com base científica.

Portanto, a culpa também é sua quando pondera (trans) Formações para professores que abordem técnicas capazes de estimular o córtex prefrontal esquerdo, a área associada às sensações de bem-estar.

A culpa também é sua quando pondera (trans) Formações para professores que abordem técnicas capazes de inibir a amígdala cerebral. Ai a marota da amígdala, tão útil e tão prejudicial quando descontrolada…

No Mundo Brilhante sabemos que a culpa é sua, quando tem atenção à tríade:

  • Pedagogia
  • Conteúdos
  • Estado Emocional

Quando tem atenção, tem professores ainda mais espetaculares! Um professor só deixa marca na vida do aluno, quando articula com sucesso os três elementos desta tríade.

O futuro chegou.

A Direção da Escola é culpada de um mundo melhor, quando ajuda o professor a dar pistas aos alunos para melhor entenderem as suas emoções. E as pistas vêm, também, do exemplo dos melhores professores.

A culpa é sua quando inova.

Rasgue um papel.

Rasgue outro.

Suba na mesa.

Marque uma reunião num local diferente.

Escute os professores também com o seu corpo.

Escute também com o seu coração.

Passe no recreio para os alunos o verem. Almoce no refeitório algumas vezes.

Os professores são altruístas. Generosos.

Mas as águas estão revoltas. Muito revoltas.

Há colocações, quadros de zona, abraços, conversa, deslocações, carreiras, indisciplinas,…

Precisamos de uma Direção de Escola que assuma a culpa!

Com calma. Com inteligência emocional. Que assuma a culpa.

E, felizmente, são cada vez mais as Direções que o fazem!

Estou a imaginar o/a Diretor/a em cima da mesa a ter uma visão de futuro! Capaz de ajudar os professores a melhorar o seu Estado Emocional!

Uma visão de uma Escola melhor para os professores.

Uma visão brilhante. Perante, um conflito, uma negociação assertiva. Perante um desmotivado, uma palavra. Um estagnado, um contagiar com o vírus da mudança.

Não aprendo com as conferências TED. Ou aprendo pouco. Aprendo muito com as Direções que nos convidam e nos apresentam aos professores.

Conte com a nossa ajuda para espalharmos o vírus da mudança.

A culpa é sua, também, por crescermos como Projeto. Não poderíamos estar mais gratos. Obrigado.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/carta-aberta-a-direcao-da-escola-em-nome-dos-educadores-by-alfredo-leite/

Reformas de professores com número mais elevado desde 2013

Este ano reformaram-se cerca de dois mil, o número mais elevado desde 2013. Até 2030, podem sair quase 60%.

Professores atingem número recorde nas aposentações

De acordo com as listas mensais da Caixa Geral de Aposentações, em dezembro mais 172 professores reúnem os requisitos para se reformarem. Desde 1 de janeiro são 1944, e as previsões de 2021 – que incluem os que atingem os critérios em dezembro e só integram a lista de janeiro -, apontam para 2067 saídas – é o número mais elevado desde 2013. “E vai continuar a aumentar”, garantem os dirigentes das duas federações sindicais, que salientam que são os alunos que pagam a fatura da falta de medidas do Governo para combater o envelhecimento da classe.

“A estimativa da Direção Geral de Estatísticas da Educação é de que até 2030 se possam aposentar quase 52 mil professores, cerca de 57,8% dos que estão a dar aulas este ano. Até 2024, a previsão é de 17 830”, recorda Mário Nogueira. Até ao final da década, insiste o líder da FENPROF, podem aposentar-se “96% dos docentes de Educação Tecnológica, 80% dos de Português/História do 2.º Ciclo e 73% dos Educadores de Infância, e os números só não são piores graças aos profissionais do privado que se mudam para o público”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/reformas-de-professores-com-numero-mais-elevado-desde-2013/

Mais um Projeto de Resolução com Vista à eliminação das Vagas de Acesso ao 5.º e 7.º Escalão (PAN)

O PAN apresenta amanha um Projeto de Resolução ( Projeto de Resolução n.º 1492/XIV/3.ª (PAN) ) na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto com uma recomendação para que o governo assegure que as vagas de acesso ao 5.º e ao 7.º escalão em 2021 sejam idênticas ao número de docentes que integram as listas de acesso nestes dois escalões e que assegure uma solução que garanta a recuperação de todo o tempo de serviço dos docentes que estiveram em suspenso nas listas de vagas.

Já o PCP e o BE apresentaram propostas semelhantes.

Se até final de Novembro for possível agendar o debate na Assembleia da República dos dois projetos de resolução e do projeto lei do PCP ainda existirá alguma esperança para a abolição das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões.

E caso existe ainda esse timming e alguém se opuser a estes documentos farei daqui uma batalha contra todos aqueles que votarão contra, seja quem for.

Lembro que ambos os projetos vieram no seguimento desta petição que em pouco mais de 24 horas atingiu mais de 10 mil subscrições.

E farei daqui um cavalo de batalha para o futuro.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/mais-um-projeto-de-resolucao-com-vista-a-eliminacao-das-vagas-de-acesso-ao-5-o-e-7-o-escalao-pan/

Abordagem comparativa dos vencimentos docentes 2010/2021 com o SMMG – SINAPE

O SINAPE, sindicato fundado em 1939, na defesa dos trabalhadores da educação, Educadores, Professores, Assistentes Operacionais e Técnicos e Técnicos Superiores da Educação analisou e comparou as tabelas salariais de 2010 e 2021, fonte DGAEP.
Em 2021 a remuneração mínima garantida é de 665,00 euros
Um Professor é um técnico licenciado com mestrado e profissionalização. Progride através de um sistema de avaliação que exige 50 h anuais de formação – paga pelo próprio, na maioria dos caos – que tem quotas classificativas, e “garrotes” no acesso aos 5º e 7º escalões.
Temos docentes com 15 ou mais anos de contratos sucessivos, sem entrar no quadro.
Em 2010
1 – Um Professor, em inicio de carreira, tinha uma remuneração ilíquida equivalente a 3 RMMG.
2 – Esse Professor “levava para casa” 1.131,38 euros – * 2.3 RMMG
3 – Um Professor com 20 anos de serviço, tinha uma remuneração ilíquida equivalente a * 4,5 RMMG e “levava líquido para casa” 1.474.53 euros – * 3.28 RMMG.
4 – Um Professor com 38 anos de serviço, tinha uma remuneração ilíquida equivalente a * 7,50 RMMG e “levava líquido para casa” 2.153.36 euros – *4.79 RMMG.
Em 2021
1 – Um Professor, em inicio de carreira, tem uma remuneração ilíquida equivalente a 2.2 RMMG.
2 – Esse Professor “leva para casa” 1.033,82 euros – * 1.55 RMMG
3 – Um Professor com 20 anos de serviço, tem uma remuneração ilíquida equivalente a * 3,22 RMMG e “leva líquido para casa” 1.330,32 euros – * 2 RMMG.
4 – Um Professor com 38 anos de serviço, tem uma remuneração ilíquida equivalente a * 5,0 RMMG e “leva líquido para casa” 1.894,49 euros – *2.85 RMMG
Como se pode observar comparando 2010 e 2021, a perda de compra dos professores é galopante. E quando relacionamos as remunerações á RMMG verificamos um empobrecimento, uma desvalorização e perda da atratividade da profissão.
Relembramos que estes profissionais sofreram congelamento e perda de tempo de serviço, tornando-se o 10º e último escalão uma miragem.
Concomitantemente, as futuras pensões de reforma destes profissionais serão diminutas.
Exige-se bom senso e boa gestão das carreiras dos Professores e Educadores.
Exige-se uma correção a “tamanho disparate”.
Em conclusão não se valoriza quem tem valor.
Não desistimos, denunciamos, e voltaremos a exigir mudanças, JÁ

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/abordagem-comparativa-dos-vencimentos-docentes-2010-2021-com-o-smmg-sinape/

Que resposta para a falta de professores deu o governo francês?

 

“1.869 euros líquidos mensais em 2022, contra 1.700 em 2020. Este aumento da remuneração dos jovens professores no início da carreira, divulgado pelo Ministro da Educação, será o suficiente para atenuar a crise de recrutamento da “mais bela profissão? do mundo”?

Resposta aos resultados dos concursos para 2022 – inscrições encerradas em 17 de novembro – ainda que as dificuldades de recrutamento já durem dez anos. Se o ministério não divulgou, por ora, o número de inscritos, os números dos concursos anteriores falam por si: 41.300 candidatos para 10.600 vagas abertas em 2021, contra 42.040 candidatos para 10.180 vagas em 2019. Em 2003, há quase vinte anos atrás, eram 81.661 candidatos a 17.140 vagas oferecidas. A passagem do concurso, do nível de bacharel para o mestrado, decidido em 2011 no quinquênio Sarkozy, amenizou o entusiasmo dos alunos, ao alongar os estudos.”

A resposta do governo francês foi a que vimos em cima, o governo português está amorfo e à espera de um milagre…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/que-resposta-para-a-falta-de-professores-deu-o-governo-frances/

Uma aula de ecologia: a Amazónia de Sebastião Salgado – João André Costa

 

Um cogumelo atómico em plena selva amazónica mesmo à nossa frente e todo ele vida e os átomos não de urânio mas hidrogénio, dois, e oxigénio, um, aos milhares de milhões e o cogumelo não explode mas chove por inteiro numa questão de minutos até finalmente desaparecer como se nunca tivesse existido. Até vir o próximo. É uma questão de segundos. A selva amazónica produz o seu próprio clima de tão densa, assim como densa é a humidade, sente-se, empurra-se com as mãos e com a pele, bebe-se com a boca, basta abrir a boca e a chuva, repentina, errática, tão inevitável como o dia e a noite, a vida e a morte, o sol e a lua, tu e eu. Está à nossa volta, omnipresente, omnisciente. Na Amazónia os rios correm nos céus e trazem consigo todos os dias mais água do que o Amazonas inteiro, cerca de 20 mil milhões de metros cúbicos em comparação com os 17 mil milhões de metros cúbicos a desaguar no Oceano Atlântico. Tal só é possível porque cada árvore capta água até 60 metros de profundidade, libertando 1 metro cúbico de água por dia para a atmosfera. Agora multipliquem isto por 600 mil milhões de árvores e o resultado é um cenário de nuvens em constante formação, quais gigantescos dirigíveis a pairar para sempre num conto infantil. O rio Cauaburi serpenteia entre meandros e braços de rio em pleno território Yanomami, não, um rio não, uma artéria a caminho do Pico da Neblina lá ao fundo e tudo o resto é a Amazónia verde perdida muito para lá do horizonte, muito, muito para lá destes olhos e de tudo quanto a vista alcança. Uma vista tão imensa como todos estes braços abertos à procura de abraçar aquele que seria o 3° ou 4° maior país do mundo, isto se a Amazónia fosse um país, mais ou menos toda a União Europeia e portanto não um país mas um continente espraiado por 9 países entre Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A Amazónia de Sebastião Salgado, em exposição no Science Museum de Londres não é só imperdível, é vasta, é infinita, é um Deus vivo e o Amazonas o seu embaixador cujos mais de 1100 afluentes trazem consigo 20% da água doce da Terra. Nestes termos, nem sequer é preciso ter a floresta diante de nós, bastam os números para apreender a sua importância, inversamente proporcional à nossa insignificância. A insignificância do homem branco perante as mais de 400 tribos de pares em comunhão com a floresta há milhões de anos nesta Pandora, uma Pandora ainda hoje por descobrir e dentro da qual tribos há tão ignorantes da nossa presença como feliz é a sua existência. Long may it last. Xingu, Awá-Guajá, Zo’é, Suruwahá, Ashaninka, Korubo, Yanomami, Macuxi, Yawanawá, Marubo. Sim, são tribos da Amazónia. Dir-se-ia estarmos a falar de espécies alienígenas ou então da flora e fauna locais quando os nomes são tão estranhos como estranha é a floresta amazónica. Mas não estamos. A título de exemplo, os Ashaninka não são os Ashaninka ou não tivessem na sua origem a mesma origem dos Incas e portanto são Incas e estão aqui à nossa frente. Ainda. 10 tribos, apenas 10 tribos retratadas a negativo mas todas as tribos e a mensagem uníssona: a destruição das suas terras, não, da sua floresta, não, do seu mundo, o único mundo que alguma vez conheceram, é fruto do bicho-homem à procura de ouro e ferro mas também terras de pasto e madeira, cortando árvores e abrindo caminho a estradas, camiões, milhares de bichos-homens mais as suas doenças e vícios, em tudo ignorantes da natureza que os susteve e sustém. E, no entanto, incapazes de parar com este haraquiri formidável, como se para nos salvarmos de uma doença estranha decidíssemos extirpar todas as veias do corpo. Para as tribos indígenas, cortar uma árvore ou matar um animal sem outro propósito que não a ganância faz tanto sentido como jogar à roleta russa: é uma questão de tempo. Assim como é uma questão de tempo até que um milhão de índios se vejam expropriados, exilados, expulsos das suas terras ao qual acrescentamos o assassinato de representantes tribais e o genocídio de populações inteiras à queima-roupa, os incêndios sem princípio nem fim nem porquê, as epidemias, as temperaturas extremas no Verão, a falta cada vez maior de água na estação das chuvas. Tudo depende da vontade do governo brasileiro e Bolsonaro à sua cabeça. Por isso a sua luta, mensagem e voz, a mesma de cada um dos líderes tribais, mensagem essa reproduzida em cada árvore da floresta amazónica: A Terra é, até hoje, o único mundo capaz de conter, e criar, vida, e olhando em redor não há qualquer outro lar, qualquer outra terra, para onde a nossa espécie possa olhar, estender os braços e migrar à procura de outra vida que não esta. A sua destruição não é senão o condenar da nossa espécie à extinção certa. Se assim for o nosso desejo, a estrada já está aberta por entre as árvores: basta percorrê-la. Mas se porventura nos perdermos e se porventura nos ocorrer este medo súbito e este desejo súbito de querer voltar para trás, tal não será possível sem a ajuda de quem conhece a floresta, e com a floresta a Mãe Gaia, como a palma da mão: Xingu, Awá-Guajá, Zo’é, Suruwahá, Ashaninka, Korubo, Yanomami, Macuxi, Yawanawá, Marubo. Amazónia, exposição fotográfica de Sebastião Salgado, está patente no Science Museum de Londres até Março de 2022. Perdê-la é perder a Amazónia.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/uma-aula-de-ecologia-a-amazonia-de-sebastiao-salgado-joao-andre-costa/

Redesenhar a Educação, um desafio hercúleo que requer enorme pragmatismo e visão

A transformação do mundo é tal, aconteceu de um modo tão acelerado, que quase sem notarmos todos os sistemas educativos vigentes se tornaram obsolescentes

Redesenhar a Educação, um desafio hercúleo que requer enorme pragmatismo e visão

Se há algo que todos temos como certo é que a educação tem de ser redesenhada. Temos a consciência profunda dessa necessidade e, também, do enorme esforço que essa mudança vai requerer. A transformação do mundo é tal, aconteceu de um modo tão acelerado, que quase sem notarmos todos os sistemas educativos vigentes se tornaram obsolescentes. E não é só uma transformação dos currículos que é precisa, é também a forma como a informação é transmitida, os métodos e ferramentas utilizados. É um desafio hercúleo, que requer enorme pragmatismo e visão. Requer uma capacidade de redesign por parte dos vários actores e uma acção rápida e consistente. Se não o fizermos estaremos a penalizar de forma brutal aqueles que educamos agora, e isso é ir contra o principal motivo da educação: formar seres humanos melhores, mais capazes e mais competentes.

Mas há formas de irmos ajudando. Portugal faz parte de um projecto-piloto educativo, uma candidatura ganha no programa europeu Erasmus +, o que prova que a Europa está já à procura de novas formas de educar que complementem os currículos actuais, o que é uma forma inteligente de responder no imediato aos défices que já se detectaram. O MUSA, assim se chama o projecto, está focado na formação de jovens músicos que integram quartetos de cordas, foi desenvolvido por três países: Itália, Portugal e França. O objectivo global do programa consiste em expandir a base de conhecimento proporcionada pelos currículos gerais de formação musical na área clássica — reconhecendo pois que estes são demasiadamente específicos e incompletos — adicionando-lhes novas ferramentas que são fundamentais para a construção de carreiras profissionais de sucesso num mercado altamente competitivo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/redesenhar-a-educacao-um-desafio-herculeo-que-requer-enorme-pragmatismo-e-visao/

O que são os Professores? Carlos Santos

Não propriamente “quem somos nós?” pois, para essa gente, nós não somos gente, não somos pessoas, não temos família, não temos vida própria, não temos vida, não somos nada.
Somos uma coisa ao serviço público, que abraçou o espírito de missão porque assim o quis. Amigos, família, cônjuges e filhos, na mente dessa gente não passam de danos colaterais que têm de pagar pelas nossas escolhas e pelo modo como ousaram nos tratar. Acreditam que, quando um dia aceitámos assinar um contrato para exercer esta profissão, sabíamos ao que íamos e a vida difícil que nos esperava. Evidentemente, uma abjeta dose de mentira! Mudaram as regras a meio do jogo, aumentaram escandalosamente a idade da reforma, congelaram carreiras prolongando-as para ser impossível chegar, sequer, perto do topo, sobrecarregaram-nos de trabalho e burocracia, invadiram as nossas vidas privadas tendo-nos ao serviço a qualquer dia e a qualquer hora, dificultaram o nosso regresso às nossas casas, arruinaram os nossos projetos de vida, de carreira e os nossos sonhos, atropelaram os nossos direitos e, depois de nos usarem, ignoraram-nos. Meditativamente lembrei-me de que, ainda há pouco, o fizeram durante os confinamentos, momentos nos quais nos superámos, demos o melhor, disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, para que o país não parasse, para que a economia não colapsasse, para não deixarmos nenhum dos nossos alunos para trás, e agradeceram-nos com a desconsideração pública, financeira e profissional do silêncio absoluto e do desprezo.

Um dia meteram-nos num carro e mandaram-nos para longe das nossas famílias e nunca mais voltámos. Tiraram-nos a estabilidade, atiraram-nos para a estrada, puseram-nos a trabalhar onde, quando e como quiseram… depois de toda essa violência física, psicológica e emocional que nos roubou a saúde e anos de vida, ainda tiveram a petulância de nos dizer na cara que não trabalhámos, não percorremos as estradas do país a ensinar, não nos sacrifícios a nós e a quem nos é próximo, não abdicámos de tanto e, descaradamente, roubaram-nos esse tempo de serviço como se tudo isso não tivesse contado para nada.
Recentemente, empurraram-nos para formações dia e noite e fins de semana, relatórios e papelórios, aulas observadas e cotas e, depois, ofensivamente esqueceram-se de nos reposicionar nas carreiras e, tampouco, pagar o que nos devem.
Acossados de tanta ingratidão e roubo a somar a 12 anos sem atualizações salariais, mais pobres, com vidas e trabalho mais difíceis, governados há décadas por imbecis e incompetentes que só abrem a boca para nos dirigir uma torrente de palavras menos lisonjeiras ou mexerem na legislação para nos complicar a vida, deixaram-nos num estado de desânimo total sem perspetivas de que um dia possamos vir a ser substituídos por falta de candidatos que se queiram sujeitar a esta vida árdua e instável.

Amanhã, após mais uma semana inundada de reuniões abusivas fora de horário e de trabalho excessivo que ultrapassa 46 horas semanais, enganados e roubados, lá iremos regressar à estrada ou a algum quarto solitário longe da vista de todos para onde nos atiraram há décadas, atormentando-nos e extorquindo-nos mais um e outro dia como se nenhum mal nos estivessem a acometer. O maior sucesso de toda a propaganda e da subjugação da razão é conseguido sempre que a verdade se enche de silêncio e deixa o mal acontecer. E nós, professores, carregados de razão, tão revoltados quanto silenciados e submissos, vamos continuando a ser abusados enquanto ninguém diz nada, enquanto ninguém faz nada. Desde que apareçam resultados que deem votos ou enquanto a escola estiver de portas abertas para receber os filhos dos outros, enquanto os nossos ficam algures deixados para trás, tudo vai bem na terra da hipocrisia e ninguém se queixa, ninguém nos olha, ninguém nos vê, ninguém diz nada.

Pura insensatez pensar que teriam interesse ou tempo para nós, para nos ouvir, para se reunirem com os nossos representantes, para melhorar as nossas vidas (ou, pelo menos, não as infernizarem ainda mais), quando encontraram todo o tempo do mundo para o seu único propósito – poder brincar às politiquices e eleições que nada interessam às nossas vidas, num febril frenesim de distribuição de tachos e panelas – voltando, em breve, ao manancial de promessas para logo se esquecerem por completo da nossa existência.
Enquanto, em público, enchem a boca de mentiras sobre o mar de facilidades que têm vindo a derramar sobre as nossas vidas, laboriosamente tratam de as fazer num contínuo inferno.
Nós não queremos o seu fingido reconhecimento; não precisamos das suas promessas vãs; dispensamos o seu abraço de Judas; não acreditamos nas suas dissimuladas boas intenções. O que deles queremos é tudo aquilo que nos devem e que cabe naquela palavra que há muito desconhecem: RESPEITO; respeito em não nos roubar tudo aquilo que é nosso por direito; respeito, valor e consideração por tudo aquilo que nós representamos enquanto pilar essencial da sociedade e por tudo aquilo que fizemos, nos prometeram e nos roubaram.
“Respeito”, aquilo que gente desta, que durante décadas nos tem diminuído e desrespeitado, não merece.

Os anos e as décadas foram passando como paisagens pela janela de um carro em movimento e, hoje, ao anoitecer da vida, olhamos para trás e torna-se impossível não comparar aquilo que fomos com aquilo em que nos tornámos aos olhos de tantos parasitas que se serviram da coisa pública para nos usarem, deixando-nos perpetuamente abandonados na beira desta estrada.
Depois desta dança de cadeiras, na certeza de que, para nós, nada mudará para melhor, fica um único pensamento claro e cristalino: se não fizermos nada por nós, ninguém o fará… e só irão até onde nós deixarmos.

Amanhã, invariavelmente, desalentados lá regressaremos a essa mesma estrada…
Carlos Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/o-que-sao-os-professores-carlos-santos/

O país do(s) (professores) Salário Mínimo

Entre 2015 e 2022, segundo o Ministério do Trabalho, o salário médio no país aumentará 10,1% (+96€) enquanto o salário mínimo nacional subirá 39,6% (+200€), o que determinará que o salário mínimo, em percentagem do salário médio, aumente de 53,1% para 67,3%. E isto admitindo que o salário mínimo nacional aumente para 705€ como anunciou o governo. Se subisse para 850€, aquela percentagem aumentaria para 81%.” (Eugénio Rosa)

Depois admiram-se que não haja pretendentes a professor?

Se se concretizar o aumento do SM para 850€ por mês, os trabalhadores indiferenciados terão ordenados mais elevados do que alguns constantes, neste momento, como ofertas de emprego no site do IEFP para engenheiros de várias áreas.

Os professores contratados com um horário de 18 horas levarão para casa um Salário Mínimo com todas as despesas inerentes à profissão de professor contratado. A falta de professores em algumas zonas do país pode ser justificada com este facto. Um professor para ganhar o Salário Mínimo arranja um emprego perto de casa onde as despesas são menores e está perto da família, não vai para Lisboa ou para o Algarve (ou para fora da sua zona de conforto) ser professor por amor à camisola.

Acho piada quando ouço os membros do ME dizer que querem valorizar a profissão docente e captar os melhores. O ME ou qualquer membro de outro ministério. A administração pública está a cometer o mais “profundo erro desta política de remunerações, com consequências dramáticas para inovação e modernização do país, e para o crescimento económico e desenvolvimento de Portugal. E isto porque sem trabalhadores altamente qualificados essa modernização e inovação, esse crescimento económico e desenvolvimento será impossível. Para além disso, o país despende uma parte importante dos seus recursos em formar nas universidades jovens altamente qualificados que depois o abandonam e vão contribuir para o desenvolvimento de outros países, porque não encontram no seu país remunerações e condições de trabalho dignas. O que está a suceder no SNS devia abrir os olhos aos políticos para esta realidade: os profissionais mais qualificados – médicos e enfermeiros – estão a trocar o SNS pelos grandes grupos privados de saúde, que os atraem oferecendo melhores remunerações e condições de trabalho, com o objetivo de degradar o SNS, o que estão a conseguir devido à inercia do governo e dos partidos políticos, para dominarem o setor de saúde.
Mas tudo isto passou à margem do debate do OE-2022, ou recebeu muito menos atenção e preocupação
que foi dada ao aumento do salário mínimo nacional, quando esta questão é, a meu ver, tanto ou ainda
mais importante que a subida do salário mínimo nacional em 40€ ou mesmo em 185€. E até porque uma
subida muito elevada do salário mínimo nacional, sem que aumentem os outros salários, agrava ainda
mais as distorções salariais.” (Eugénio Rosa)

A falta de professores agudizar-se-á nos próximos anos e as soluções serão as de contratação de qualquer outro profissional “à rasca” ou podemos, mesmo, voltar à contratação à saída do secundário… para esses já não será necessário justificar, apenas, o Salário Mínimo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/o-pais-dos-professores-salario-minimo/

1944 Docentes Aposentados pela CGA em 2021

No ano de 2021 aposentaram-se 1944 docentes da rede pública do Ministério da Educação do continente, através da Caixa Geral de Aposentações.

As previsões apontavam para 2067 aposentações, sendo que a diferença de 123 docentes poderá ser a diferença que existe no número de aposentados pela Segurança Social que cada vez começam a ser mais docentes a ter a aposentação por este sistema.

Pelas previsões o próximo ano terá um acréscimo de aposentações, sendo que em 2023 serão quase o dobro dos aposentados em 2021.

E com a falta de professores que já temos um pouco por todo o país se não existir uma valorização remuneratória da carreira e melhores condições da própria carreira docente, muito em breve entraremos num colapso, com ausência de professores e com imensas dificuldades em recuperar para termos um bom sistema de ensino.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/1944-docentes-aposentados-pela-cgd-em-2021/

INEM vai dar formação a professores em SBV

Cerca de quatro mil docentes do Secundário vão receber formação em Suporte Básico de Vida. Depois, têm de ensinar os alunos.

Professores vão ensinar alunos a salvar vidas

Até abril, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pretende dar formação a entre 3500 a quatro mil professores do Ensino Secundário em Suporte Básico de Vida (SBV) e Desfibrilhação Automática Externa (DAE). A intenção é que, depois, esses docentes façam “uma difusão massiva” desses conhecimentos aos alunos. Os professores, em especial os de Educação Física, terão de formar todos os estudantes a seu cargo e outros profissionais.

O projeto arrancou no Alentejo, mas já há mais de cem ações agendadas em escolas do Norte, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (ler Saber Mais). O INEM considera que o conhecimento deste conjunto de procedimentos “pode salvar vidas e deve ser incorporado, desde cedo, na vida de cada cidadão”. De acordo com os dados do INEMenviados ao JN, o número de desfibrilhadores em estabelecimentos de ensino (do pré-escolar ao Ensino Superior, público e privado) mais do que triplicou desde 2018, passando de 64 para 216 equipamentos em 2021, num universo superior a oito mil unidades orgânicas. Os equipamentos foram adquiridos no âmbito de projetos de municípios (por exemplo, as câmaras de Sintra e de Ponte de Lima adquiriram DAE para todos os agrupamentos dos concelhos) ou por iniciativa das próprias escolas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/inem-vai-dar-formacao-a-professores-em-sbv/

O maniqueísmo “Direita”/”Esquerda” instalado na Classe Docente…

 

Ao longo dos últimos anos, a Classe Docente não tem conseguido opor-se, de forma consequente e eficaz, à maior parte dos “atentados” que têm sido perpetrados contra si, por parte de sucessivos Governos, e quanto a isso não parecem existir grandes dúvidas, celeumas ou controvérsias…

A discórdia e a polémica costumam começar quando, a propósito da análise e da crítica a determinadas acções governativas no âmbito da Educação, se envereda pelo maniqueísmo ideológico, assente na concepção dualista de “Direita”/”Esquerda”…

Mas antes de haver “Direita” ou “Esquerda”, há políticas e medidas educativas que podem ser boas ou más, independentemente das ideologias. Fazer depender a avaliação dessa qualidade exclusivamente das convicções ideológicas de cada um, é propiciar o enviesamento e a deturpação desse juízo…

Quando alguém critica determinada política educativa conotada com a “Esquerda” ou com a “Direita”, isso significa que, forçosamente, o primeiro será de “Direita” e que o segundo será de “Esquerda”?

É legítimo e verossímil atribuir a essa crítica uma conotação obrigatoriamente partidária?

Não pode haver críticas ou elogios dirigidos à “Direita” ou à “Esquerda” sem intuitos partidários?

Ao enveredar por tal bipolarização, abrem-se “trincheiras”, extremam-se opiniões, e o foco deixa de estar nas políticas e medidas educativas em si mesmas e passa a centrar-se em argumentos falaciosos, cujo resultado mais comum acaba por ser não as analisar nem as discutir efectivamente…

Ou seja, a questão ideológica aparece, quase sempre, como uma espécie de “encosto”, como uma “falsa questão” ou como uma questão artificial, servindo sobretudo como subterfúgio para evitar a análise e a discussão de determinada política ou medida educativa e, em particular, para não reconhecer e assumir as suas eventuais desvirtudes…

Enquanto a Classe Docente não conseguir abstrair-se de concepções dualistas, de dicotomias artificiais e de categorizações falíveis, não conseguirá ver para além disso e ver-se-á impedida de alcançar consensos que conduzam à tão almejada união e de lutar pelo bem comum…

Enquanto a Classe Docente estiver refém dessa dicotomização e entretida a discuti-la, sem hipótese de chegar a qualquer conclusão unânime, não haverá a menor possibilidade de serem atendidas as suas principais reivindicações porque a divisão e o conflito “auto-fágico” enfraquecem qualquer forma de luta…

De certa forma, “demonizar” ou “santificar” a “Direita” ou a “Esquerda” até pode ajudar a simplificar e a organizar a realidade, mas também acarreta o risco de estereotipar ideologias e seguramente não ajudará a resolver qualquer problema afecto à Escola Pública, muito menos as iniquidades com que se debate a função Docente… Apesar de alguns “crentes fanáticos” das duas ideologias não dispensarem as acusações e os preconceitos recíprocos…

E o mais absurdo das querelas ideológicas parece ser isto: recusar assumir os erros cometidos pela acção governativa da “Direita” ou da “Esquerda” num certo momento, com a justificação de que determinados Governantes, anteriores ou posteriores, de “Direita” ou de “Esquerda”, fizeram pior…

Por essa ordem de ideias, torna-se impossível, num determinado momento, criticar e/ou apontar erros a uma determinada política educativa porque haverá sempre quem possa ter feito pior…

A conclusão, também absurda, a retirar será esta: afinal não há motivos para quaisquer contestações ou reivindicações porque os erros de uns serão sempre desculpáveis, branqueáveis ou anuláveis pelos erros de outros… No limite do paradoxo e do ilógico, e pela premissa anterior, contesta-se o quê, se afinal não existem erros nas políticas educativas?

No momento actual parece que analisar e criticar a política educativa do Governo chefiado por António Costa pode ser considerado como um “sacrilégio” por alguns, que põem em causa a credibilidade dessa crítica, acusando-a de fazer a apologia partidária de “Direita”…

 E também parece que não se pode criticar a política educativa do Governo de José Sócrates, sem fazer qualquer referência à de Nuno Crato, enquanto Ministro da Educação do Governo chefiado por Passos Coelho…

 Apelando a algum sentido de humor que ainda possa subsistir, sobre o anterior afirmo apenas isto: penitencio-me por não reconhecer o enorme mérito e o inquestionável contributo dado por de Maria de Lurdes Rodrigues e por Tiago Brandão Rodrigues, respectivamente Ministros da Educação de José Sócrates e de António Costa, no sentido do respeito, da valorização e da dignificação da Classe Docente e do prestígio e da excelência da Escola Pública…

 A ter sido assim, não haverá, por certo, quaisquer motivos para criticar as políticas educativas do Governo de José Sócrates e de António Costa, comummente conotados com a “Esquerda”…

 O mais certo é ter andado muito absorta e distraída, mea culpamea culpa, mea culpa… 

 Quanto a Nuno Crato, confesso que foi penoso e excruciante suportar o seu mandato enquanto Ministro da Educação do Governo chefiado por Passos Coelho…  

 Agora novamente mais a sério, pelo Histórico de Governos da República Portuguesa, disponível no site oficial do Governo, verifica-se que, desde o 25 de Abril de 1974 até ao momento actual, o país foi gerido por um período de cerca de 22 anos por Partidos Políticos conotados com a “Esquerda” e cerca de 19 anos pelos conotados com a “Direita”, se excluirmos os Governos Constitucionais que estiveram em exercício de funções menos de um ano e cujo 1º Ministro não viu renovado esse mandato e os Governos Provisórios …

 Dado que a diferença anterior, cerca de 3 anos, não parece significativa, não pode deixar de se imputar à “Esquerda” e à “Direita” a co-responsabilidade pelo estado caótico e calamitoso em que se encontra a Educação no momento actual…

 Por onde tem andado a vontade política, quer da “Esquerda” quer da “Direita”, no sentido da resolução dos muitos problemas que afectam a Escola Pública, há já vários anos?

 E, contudo, “gritar” a importância da Educação fica sempre tão bem em qualquer Programa Eleitoral…

 

Nota final:

As políticas educativas surgem porque existem Partidos Políticos que as originam e que são responsáveis por elas, em cada Legislatura. Não assumir isso e considerar que quando se fala e discute sobre Educação não se pode falar nem discutir sobre Política é um acto de profunda hipocrisia e de negação da realidade…

 A isenção não é fazer de conta que não existe qualquer interdependência entre Educação e Política. A isenção é conseguir analisar e discutir as políticas educativas, assumindo e reconhecendo as suas des(virtudes), sem o apego redutor a ideologias, ainda que as convicções políticas de cada um sejam um direito inalienável…

 

(Matilde)

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/o-maniqueismo-direita-esquerda-instalado-na-classe-docente/

Chumbo dos irmãos de Famalicão dependente da ‘boa vontade’ do Ministério

 

Alunos podem recuar um ano na segunda-feira. Pais ponderam apelar a Brandão Rodrigues que repense a decisão (mas de boas vontades está o inferno cheio)

Chumbo dos irmãos de Famalicão dependente da ‘boa vontade’ do Ministério

mais velho tem 15 anos e frequenta o 10º ano, o mais novo tem 13 e iniciou o 8º no Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. Mas as matrículas destes dois irmãos são provisórias. Estiveram até agora seguras por arames legais, providências cautelares que suspenderam o chumbo de ambos desde o ano letivo de 2018/2019 por faltas não justificadas à disciplina obrigatória de Cidadania e Desenvolvimento, que não frequentaram por decisão dos pais, que alegaram objeção de consciência. Falhado o último pedido apresentado no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga, ontem a retenção dos adolescentes ditada pelo Conselho de Turma voltou a estar ativa, implicando o regresso do mais velho ao 9º ano e do mais novo ao 7º.

Na segunda-feira, em teoria, serão esses os anos que os dois irmãos irão frequentar. “Eu diria que sim, que vão recuar mesmo”, confirma ao Expresso João Pacheco Amorim, o advogado da família, atestando que a posição do seu constituinte não mudou. Ainda vai apresentar um recurso à recusa da última providência cautelar, mas este não tem efeito suspensivo (a não ser que a juíza o determine, por razões imperiosas), não travando a decisão. “Abre-se assim a possibilidade de a escola executar o seu próprio ato. A partir de segunda-feira a direção da escola pode fazer o que quiser.”

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/chumbo-dos-irmaos-de-famalicao-dependente-da-boa-vontade-do-ministerio/

Afinal de contas, o que são as Escolas Ubunto que vamos ter em Portugal?

 

Escolas Ubuntu é um programa de capacitação destinado a jovens entre os 12 e os 18 anos, desenvolvido a partir do modelo de liderança servidora e com a inspiração de figuras como Nelson Mandela, Martin Luther King ou Malala. Ubuntu é uma filosofia de origem africana que se traduz na expressão “Eu Sou porque tu És”, na valorização da interdependência e da solidariedade. Inspirada por estes valores a Academia visa desenvolver e promover competências pessoais, sociais e cívicas dos participantes, contribuindo para a sua transformação em agentes de mudança ao serviço da comunidade, ajudando a construir uma cidade mais justa e solidária.

As Escolas Ubuntu inserem-se no âmbito do plano de recuperação da aprendizagem do Ministério da Educação e no presente ano letivo, pela primeira vez, todas as escolas se podem candidatar a esta ferramenta de trabalho.

Para já, estão envolvidas cerca de 350 escolas, o que representam 50% do sistema, em 150 concelhos do país.

“Esta é uma iniciativa que o Ministério da Educação apoia para as escolas públicas que, voluntariamente, decidam aderir. E acreditamos que muitas mais vão aderir”, disse Rui Marques.

Atualmente, decorrem ações de formação para professores, psicólogos, assistentes operacionais, que deverão atingir cerca de 1.700 pessoas. São estes professores que depois irão garantir a existência de equipas de formação do metido Ubuntu.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Educação, João Costa, afirmou que o Ubuntu “tem muitas provas dadas de eficácia na promoção do bem-estar e do envolvimento dos próprios alunos”.

“Por isso, estamos a fazer esta parceria, permitindo que todos os agrupamentos que desejem adiram a este programa tão transformador”, referiu.

E acrescentou: “Sabemos que, para muitos alunos, as dificuldades de aprendizagem se devem a obstáculos em gerirem as suas emoções, em se relacionarem consigo e com os outros, com consequências na autoestima, na confiança e no controlo das atitudes”.

“Quisemos, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, dar um impulso grande ao trabalho sobre competências sociais e emocionais, apoiando os professores tutores das escolas, tanto mais que uma das grandes faturas da pandemia está ao nível da perturbação das emoções”, prosseguiu.

O método Ubuntu passa pelo aprofundamento do conhecimento de si e das suas capacidades e forças — os três primeiros passos — seguindo em direção ao outro — os dois últimos passos, numa dinâmica perpétua e circular, onde se volta sempre ao centro de cada um, para poder ir ao encontro do outro de forma renovada e melhorada.

Segundo Rui Marques, esta é uma ferramenta com resultados positivos comprovados na promoção do sucesso escolar, no combate ao bullying, entre outras áreas.

Os resultados expectáveis passam por “uma comunidade educativa, quer do lado dos educadores Ubuntu, quer dos jovens participantes nas academias, que seja capaz de cuidar melhor — de si próprio, dos outros e do planeta — tanto na dimensão da liderança servidora, como na dimensão da construção de pontes. Uma comunidade mais inclusiva, que promova o pleno desenvolvimento de todos e qualquer um dos seus elementos, uma comunidade mais solidária, mais humana e capaz de avançar para os desafios que sempre estarão no seu caminho”.

A primeira fase, em curso, está a formar 1.700 formadores, seguindo-se as semanas Ubuntu, com grupos de vários alunos, que realizam todo o trajeto, que começa pela liderança com Nelson Mandela, e por último a criação dos clubes Ubuntu nas escolas, aos quais cabe pôr em prática estes princípios, através dos planos de atividades da escola.

O método Ubuntu aposta no desenvolvimento de cinco competências centrais: Autoconhecimento, autoconfiança e resiliência, a empatia e serviço.

A Academia de Líderes Ubuntu é um espaço onde se privilegia a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos participantes, promovendo outras competências, como o trabalho de equipa, o pensamento crítico e autorreflexivo, a comunicação, a resolução de problemas, entre outras.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/afinal-de-contas-o-que-sao-as-escolas-ubunto-que-vamos-ter-em-portugal/

Progressão dos docentes que saíram da “Lista Negra”

 

Os docentes que progridem após 31.08.2021, que, por força da RTS, cumprem a permanência no escalão num intervalo de tempo impeditivo do cumprimento dos restantes requisitos, podem, a requerimento dos próprios e dirigido ao Diretor ou ao Conselho Geral, no caso do Diretor:
1 – Mobilizar uma Avaliação do Desempenho Docente (ADD), nos termos do n.º 7 do artigo 40.º do ECD,
desde que a mesma corresponda à avaliação de 2007/2009, 2009/2011 ou à contemplada no DR n.º
26/2012, de 21 de fevereiro, ou outra legislação aplicável.

Esclarece-se que:
a) A mobilização da ADD pode ser efetuada mais do que uma vez, caso as duas progressões se
verifiquem com um intervalo temporal que não permita a realização efetiva deste requisito;
b) O suprimento da avaliação atribuído pela Lei do Orçamento de Estado para 2018 não pode ser
considerado para efeitos de mobilização;
c) A mobilização de uma ADD é entendida igualmente como um suprimento, pelo que não isenta de
vaga para os 5.º/7.º escalões nem bonifica no escalão seguinte;
d) A isenção de vaga para acesso aos 5.º e 7.º escalões tem de corresponder a uma ADD efetivamente
realizada de Muito Bom/Excelente nos 4.º/6.º escalões;
e) As menções de Muito Bom/Excelente, resultantes de uma efetiva ADD pelos modelos
imediatamente anteriores ao DR n.º 26/2012, de 21 de fevereiro, bonificam uma única vez no
escalão seguinte, desde que o docente já tenha sido avaliado nos termos do referido Decreto
Regulamentar;
f) A mobilização da ADD não obriga a aplicação dos percentis, nos termos do Despacho n.º
12567/2012, de 26 de setembro, nem é objeto de análise pela SADD;
g) Caso o docente mobilize a ADD realizada em escalões anteriores e se encontre posicionado em
escalão em que é obrigatória a observação de aulas, deverá requerê-la, ao diretor, até dia 30 de
setembro*. Esta observação de aulas é unicamente para cumprimento de requisito e a respetiva
avaliação não tem qualquer efeito para isenção de vaga para os 5.º/7.º escalões. Após a realização
das aulas observadas, este requisito considera-se cumprido à data do requerimento.
*No ano letivo 2021/2022, e a título excecional, os docentes que se encontrem na situação prevista na
alínea anterior, podem requerer a observação de aulas até 31 de dezembro de 2021.

2 – Mobilizar horas de formação não utilizadas na penúltima e/ou última progressão, desde que os
docentes as detenham, e na proporção prevista nos artigos 8.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11
de fevereiro.

Esclarece-se que:
a) A mobilização das horas de formação referidas em 2 pode ser efetuada devido a duas progressões
com um intervalo temporal que não permita a realização efetiva deste requisito;
b) Ainda que os docentes, devido à RTS, não permaneçam efetivamente no escalão 4 ou 2 anos, a
formação exigida para a progressão corresponde a 50 horas e, no 5.º escalão, a 25 horas.

Finalmente, informa-se que:
a) O intervalo de tempo considerado como impeditivo do cumprimento dos restantes requisitos, não pode
ser superior a 9 meses, mesmo que aplicável a situações de duas progressões sequenciais;
b) No caso dos docentes que obtêm vaga de acesso ao 5.º/7.º escalão a 01 de janeiro, e que optem por
mobilizar a ADD/formação, nos termos definidos nos n.os 1 e 2 da presente Nota Informativa (NI), o
intervalo de tempo referido na alínea anterior é contabilizado a partir da data de publicação das
respetivas listas de graduação;
c) Aos docentes reposicionados definitivamente não são permitidas as mobilizações previstas nos n.os 1 e
2 da presente Nota Informativa, na primeira progressão após o reposicionamento

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/progressao-dos-docentes-que-sairam-da-lista-negra/

Progressão na Carreira – Recuperação do Tempo de Serviço

 

Encontra-se publicada a 3.ª Nota Informativa da Recuperação do Tempo de Serviço.

Consulte a nota informativa.

3.ª Nota Informativa da Recuperação do Tempo de Serviço – 05.11.2021

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/progressao-na-carreira-recuperacao-do-tempo-de-servico/

547 horários COMPLETOS e ANUAIS em Contratação de Escola até 6/11/2021

Dos 3669 horários disponibilizados até hoje (6/11/2021), 547 são completos e anuais.

A tabela abaixo apresenta a distribuição dos horários COMPLETOS E ANUAIS por distrito e grupo de recrutamento.  Os distritos do sul concentram 95% dos horários, com claro destaque para Lisboa, Setúbal e Algarve.

Se nem neste tipo de horários há professores interessados, como haverá para horários incompletos ou temporários, onde o prejuízo ao nível da remuneração e segurança social é ainda maior?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/547-horarios-completos-e-anuais-em-contratacao-de-escola-ate-6-11-2021/

851 horários em Contratação de Escola na semana de 2 a 5 de novembro

Mais de 550 são no QZP 7.  100 são completos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/851-horarios-em-contratacao-de-escola-na-semana-de-2-a-5-de-novembro/

O Tiago está a cavar o buraco ainda mais fundo

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/o-tiago-esta-a-cavar-o-buraco-ainda-mais-fundo/

Mais de 300 crianças em isolamento após casos Covid em escola de Carregal do Sal

Duas cozinheiras da Escola Nuno Álvares testaram positivo ao coronavírus. Estabelecimento está encerrado preventivamente até quarta-feira

Mais de 300 crianças em isolamento após casos Covid em escola de Carregal do Sal

Os dois casos de infeção por Covid-19 detetados na Escola Básica Nuno Álvares, em Carregal do Sal, pertencem a duas cozinheiras que testaram positivo ao novo coronavírus.

A situação levou ao encerramento da escola que é frequentada por mais de 300 crianças do jardim de infância ao quarto ano de escolaridade.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/mais-de-300-criancas-em-isolamento-apos-casos-covid-em-escola-de-carregal-do-sal/

Lista Colorida – RR10

Lista Colorida com colocados e retirados da RR10.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/lista-colorida-rr10-7/

283 Contratados Colocados na RR10

Foram colocados 283 professores contratados na Reserva de recrutamento 10. Apenas 44 professores foram colocados no QZP 10… e não é porque haja apenas 44 horários nessa região, como poderemos ver nas ofertas de escola disponíveis na plataforma.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/283-contratados-colocados-na-rr10/

111 surtos de Covid 19 em creches, escolas e faculdades

 

De acordo com os dados disponibilizados ao DN pela Direção-Geral da Saúde (DGS), nesta primeira semana de novembro estão ativos no país 231 surtos, a maioria em estabelecimentos de ensino, 111, nomeadamente em creches, escolas e faculdades com 979 infetados no total. 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/111-surtos-de-covid-19-em-creches-escolas-e-faculdades/

A continuarmos assim a carreira de Assistente Operacional será engolida pelo ordenado mínimo

 

A tabela de vencimentos do AO é bastante clara. Neste momento, só a partir do 4.º escalão é que se aufere algo mais que o RMMG. Se as previsões e intenções do atual governo forem em frente sem uma renegociação desta carreira, daqui a 2 anos, “ela”, extingue-se, ficando todos, independente do tempo de serviço ou avaliação de desempenho a receber o RMMG.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/a-continuarmos-assim-a-carreira-de-assistente-operacional-sera-engolida-pelo-ordenado-minimo/

Reserva de recrutamento n.º 10

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 10.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 8 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 9 de novembro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 10

Listas – Reserva de recrutamento n.º 10

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/reserva-de-recrutamento-n-o-10-5/

A escola não aprendeu com a pandemia – Paulo Prudêncio

 

As notas subiram, mas as desigualdades aumentaram e a falta de professores agudizou-se.

A escola não aprendeu com a pandemia

 

O distanciamento histórico ajudará a perceber o impacto da covid-19 no modelo de escola. Por agora, regista-se a aceleração das aprendizagens digitais de professores e alunos e um conjunto imutável de variáveis estruturais que nos permite concluir que a escola não aprendeu com a pandemia. E não se trata de exigir o inatingível. Requer-se a inscrição de objectivos possíveis, mas numa lógica diferenciada num momento de injecção de milhões de euros.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/a-escola-nao-aprendeu-com-a-pandemia-paulo-prudencio/

Açores cria incentivos à fixação de futuros docentes (muito à frente do continente)

 

Governo dos Açores cria incentivos à fixação de futuros docentes

O Governo dos Açores vai criar incentivos à fixação de estudantes da Madeira e do continente português, na área da docência, para que se desloquem para estagiar na região se se comprometerem a dar aulas no arquipélago.

“Estamos a apresentar uma norma que visa incentivar alunos de outros territórios do país, para que possam vir estagiar, em via Ensino, nas escolas da região, comprometendo-se depois a concorrer e a manterem-se na região a dar aulas”, explicou aos jornalistas a secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro, à margem de uma audição parlamentar, realizada na Horta, sobre as propostas de Plano e Orçamento para 2022.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/acores-cria-incentivos-a-fixacao-de-futuros-docentes-muito-a-frente-do-continente/

PAN recomenda reposição remuneratória a novos inspetores após período experimental

 

Projeto de Resolução 1501/XIV/3.ª
Recomenda que sejam garantidas condições justas no acesso dos docentes à carreira especial de inspeção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC)

Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do PAN propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Assegure que todos os inspetores de educação, que no âmbito do Aviso n.º 15692/2018, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 210, de 31 de outubro, com vista à ocupação de novos postos de trabalho da carreira especial de inspeção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), se encontram em período
experimental e venham a concluí-lo com sucesso, sejam reposicionados em posição remuneratória calculada nos termos do n.º 3 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 170/2009, de 3 de agosto, nos mesmos moldes consagrados aos docentes em regime de comissão de serviço.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/pan-recomenda-reposicao-remuneratoria-a-novos-inspetores-apos-periodo-experimental/

163.730.895,87€ em computadores e demais equipamentos para professores e alunos

 

163.730.895,87€ em contratos para fornecimento de computadores portáteis e demais equipamentos para disponibilização aos alunos, docentes e outros agentes educativos dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos de ensino públicos e aos alunos abrangidos por contratos de associação e de patrocínio celebrados entre o estado e estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos.

O único problema é que os contratos têm um prazo de execução de 730 dias, espero bem que as empresas não deixem chegar o prazo ao limite. As adjudicações variam entre 31/08/2021 e 22/09/2021. Pelo que li, tenho sérias dúvidas que os computadores cheguem às escolas antes do Natal. Podemos apontar para, na melhor das hipóteses, termos todos os computadores na mão de alunos e professores lá para o fim do ano letivo.

Adjudicações:

Multimac- Máquinas e Equipamentos de Escritório S.A 10.744.650,00 €

CTT SOLUÇÕES EMPRESARIAIS, S.A. – 16.282.500,00 €

Inforlândia, S.A. – 53.865.712,95 €

CLARANET II SOLUTIONS, S.A. – 28.797.300,00 €

MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. – 20.674.391,40 €

CTT SOLUÇÕES EMPRESARIAIS, S.A. – 10.445.000,00 €

Informantem S.A. – 22.921.341,52 €

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/163-730-89587e-em-computadores-e-demais-equipamentos-para-professores-e-alunos/

Mais uma agressão numa Escola

 

Rixa obrigou a intervenção policial. Empregada da EB 2/3 Nicolau Nasoni, em Contumil, teve de receber tratamento hospitalar.

Aluna de 17 anos agride funcionária de escola do Porto

O incidente foi verificado por volta das 15.30 horas desta quinta-feira e só foi sanado com a chegada de uma patrulha policial da Escola Segura. Os encarregados de educação da aluna também foram chamados à escola.

“Não foi a primeira vez que a aluna tratou mal as funcionárias. Agora, foi ainda mais agressiva e bateu na empregada. Puxou-lhe os cabelos, deu-lhe estalos e pontapés. E ainda se virou a outras duas funcionárias que foram em socorro da colega”, conta ao JN uma testemunha ocular, aluno da escola, que pediu anonimato.

A funcionária agredida foi assistida por uma equipa de emergência médica no local e teve de receber tratamento no hospital. “Tinha muitas escoriações nas pernas”, disse a mesma fonte.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/11/mais-uma-agressao-numa-escola/

Load more