
Out 31 2021

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Out 31 2021
A pergunta foi feita e o Polígrafo respondeu…
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Out 31 2021
A PSP e os Bombeiros do Estoril, Cascais, foram esta sexta-feira chamados à Escola Secundária de Alapraia devido a um aparente ataque violento de um aluno, que ameaçou de agressões professores e colegas. Na presença da mãe, o menor foi acalmado e conduzido a casa
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Out 30 2021
Foi com alguma estranheza que ouvi a deputada do PSD falar sobre a petição pela transparência do processo de avaliação docente.
A deputada em causa falou muito bem, Cláudia André elencou que o grupo parlamentar do PSD considera que o processo de avaliação docente está completamente desadequado e necessita de uma reestruturação e tem que ser obrigatoriamente revisto. Considerou que esta avaliação é injusta e que não deveria acontecer. O grupo do PSD concorda com a petição discordando da forma como as quotas estão a ser distribuídas.
Por esta intervenção não vejo o porquê do grupo parlamentar do PSD, ainda, não ter avançado com nenhuma proposta para acabar com esta injustiça que são as quotas no 5.º e 7.º escalões.
O PCP já avançou, o BE também, e esta semana o PAN concretizou uma proposta de Decreto Lei. O PSD ainda nada fez de concreto.
Neste momento, que o país atravessa e que a caça ao voto já está em andamento, convém esgrimir armas. Ou se apresentam propostas de Decreto Lei, porque recomendações e resoluções pouco ou nada interessam, ou se apoio claramente as existentes. Ainda podemos ver a bancada do PS a votar a favor de uma qualquer resolução ou recomendação sem efeitos práticos.
Uma nota. Num universo de cerca de 120.000 professores apenas 1576 assinaram uma petição pela transparência de um processo que afeta a todos, de uma forma, ou de outra. Será que a transparência não interessa a todos?
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Out 30 2021
Já se sabe que para compensar a inexistência de professores se usam mil e uma estratégias. Uma delas é transformar horários para grupos de recrutamento em horários para técnicos especializados… com claro prejuízo para estes, tanto ao nível do horário de trabalho, como da remuneração e tempo de serviço.
A imagem abaixo apresenta uma amostra daquilo que se passa no grupo de informática, mas que se vai vendo também noutros grupos.
E é também a prova de que, perante a escassez de professores, a estratégia é remendar os buracos do sistema ao invés de os resolver.
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Out 30 2021
“O SINAPE, convocou a GREVE para dia 5 de Novembro abrangendo DOCENTES e NÃO DOCENTES atendendo às dificuldades laborais dos profissionais da educação a saber :
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Out 29 2021
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Out 29 2021
O relatório do Tribunal de Contas conclui que o acesso ao ensino à distância “não foi eficaz” devido sobretudo à falta de meios digitais e alerta para “insuficiências” nas políticas públicas de educação.
Uma das observações que se destaca neste relatório é que, contrariamente às despesas com a saúde e pensões de velhice, as despesas com a educação têm vindo a decrescer e, por isso, não serão uma especial ameaça à sustentabilidade das finanças públicas, nem se estima que tal venha a suceder. Contudo, o Tribunal de Contas alerta para o risco de, precisamente em virtude do persistente declínio populacional, o financiamento público se desviar para outras áreas em desfavor da educação.
Leia aqui o Relatório Panorâmico
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Out 29 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 9.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira dia 2 de novembro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 3 de novembro de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 9
Listas – Reserva de recrutamento n.º 9
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Out 29 2021
Projecto de Lei n.º 1003/XIV/3.ª
Procede à revogação do atual sistema de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira docente,
procedendo à alteração do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos
Ensinos Básico e Secundário
Artigo 2.º
Norma revogatória
É revogada a alínea b), do n.º 3, do artigo 37.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos
Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril,
na sua atual redação.
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Out 29 2021
Na origem desta tendência está um quadro demográfico envelhecido, caracterizado por baixas taxas de natalidade e fecundidade, bem como por um crescente envelhecimento da população residente.
Número de alunos diminuiu 17% em 2020. TC alerta para necessidade de resposta das políticas públicas
Até 2080, o país terá menos 400 mil crianças até aos 14 anos e menos 2,4 milhões de pessoas entre os 15 e 65 anos. No relatório sobre Demografia e Educação, que analisa a eficácia de políticas públicas, divulgado esta sexta-feira, o Tribunal de Contas (TdC) alerta que a universalidade e gratuitidade do ensino Pré-Escolar a partir dos 4 anos pode “mitigar” o impacto da quebra da natalidade no ensino.
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Out 28 2021
Projeto de Lei 1002/XIV/3.ª
Alteração do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos
Professores dos Ensinos Básico e Secundário aprovado pelo Decreto-Lei n.º
139-A/90, de 28 de abril
«Artigo 54.º
[…]
1 – A titularidade do grau de mestre em domínio diretamente relacionado com a área científica que lecionem ou em Ciências da Educação por docentes profissionalizados integrados na carreira, aquando dessa integração ou obtida em data posterior à integração na carreira, confere o direito à redução de um ano no tempo de serviço legalmente exigido para a progressão ao escalão seguinte, desde que, em qualquer
caso, na respetiva avaliação de desempenho lhes tenha sido sempre atribuída menção qualitativa igual ou superior a Bom.
2 – A titularidade do grau de doutor em domínio diretamente relacionado com a área científica que lecionem ou em Ciências da Educação por docentes profissionalizados integrados na carreira, aquando dessa integração ou obtida em data posterior à integração na carreira, confere o direito à redução de dois anos no tempo de serviço legalmente exigido para a progressão ao escalão seguinte, desde que, em qualquer
caso, na respetiva avaliação de desempenho lhes tenha sido sempre atribuída menção qualitativa igual ou superior a Bom.
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Out 28 2021
DGS alterou na quarta-feira as orientações para as creches, mas não vai mexer, para já, nas regras em vigor nas escolas. Para os sub-12, ainda não é tempo de maior liberdade. Os pais continuam a questionar as medidas, apontam para os efeitos psicológicos nas crianças e na rotina familiar a partir do momento em que o teletrabalho deixou de ser obrigatório. A vacinação para os mais novos ainda continua em stand-by
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Out 28 2021
A liberdade para pensar, começa em casa, depois na escola, no emprego e na sociedade…
Liberdade para pensar tem implícita uma condição que é, além de um estado mental normal, um certo condicionalismo imposto pelo próprio enquadramento político, e social, enquanto que a liberdade de pensamento, essa sim, não tem limites, não tem baias, não tem receios, é totalmente livre, e não está sujeita a qualquer controlo social, sendo até temida nas democracias ocidentais, já que pode até roçar certos laivos de anarquia dialética.
Explicitando, Piaget dizia que a lógica é a moral do pensamento e que a moral era a lógica da ação, ou seja, o enquadramento sociopolítico, numa sociedade democrática, impõe regras e baias aos limites do pensamento, já que tem de estar subordinado à moral e ao direito, então falamos de liberdade para pensar, mas quando admitimos a liberdade de pensamento aí não há limites impostos pelas leis da Grei, não é necessário pensar no que é proibido, porque nada é proibido, o homem toma o lugar de um deus na terra, e é dono e senhor de si mesmo.
Esta liberdade de pensamento confronta o homem civilizado com o homem selvagem e dá-lhe a verdadeira dimensão humana do homem civilizado e socializado que, voluntariamente, e de forma racional, opta por uma vida com dignidade, com princípios e subordinada à moral e ao direito.
Mas só quem for capaz de percorrer este caminho será capaz de entender o que acabou de ser dito e de entender até o seu grau de socialização e de civismo.
A liberdade para pensar, começa em casa, depois na escola, no emprego e na sociedade. Só que o Ministério da Educação nacional, não pode estar ao serviço de um partido político, de uma fação, mas sim do país, dos cidadãos e da nação, ou seja, tem de ser apolítico, tem de ser neutro, tem que preparar os futuros cidadãos para as suas vidas profissionais, com preparação teórica e técnica, para o saber fazer, para a realização e concretização de contratos-programa, nos mais variados setores da sociedade, sem nunca tomar partido, por este ou aquele caminho, que não seja apenas, e tão só, uma metodologia dentro das várias técnicas que levem à concretização dos objetivos da missão de um Ministério que trate apenas de preparar os futuros cidadãos para fazerem funcionar o país, que nas mais diversas áreas.
Não programar os cidadãos para objetivos que não sejam, independentes, isentos, apartidários e, de todo, ficar à espera de formatar cidadãos, obedientes, amorfos, abúlicos, sem opinião, incapazes de criticar o que se passa em sociedade, mas sim, estarem atentos e vigilantes ao cumprimento das regras democráticas que são a garantia de perenidade da Nação e da sua coesão política e social.
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Out 28 2021
Publicada a Portaria que regulamenta a tramitação dos procedimentos concursais de recrutamento e seleção dos cargos de direção das escolas portuguesas no estrangeiro da rede pública do Ministério da Educação
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Out 28 2021
Sem Orçamento de Estado e a probabilidade de eleições antecipadas em cima da mesa, um novo OE2022 ou um governo a governar a duodécimos, fará sentido manter os pré-avisos de greve para dia 5 e 12 de novembro?
Os professores têm muito pelo que lutar, mas este momento, com o “chumbo” do OE2022, será o momento mais adequado para ir à luta? E lutar contra o quê ou quem?
Não seria mais adequado aguardar pelas cenas dos próximos capítulos, ver onde param as modas, e marcar uma nova luta em momento posterior e com dados novos?
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Out 27 2021
Ciente que os próximos tempos serão difíceis para todos os portugueses.
Quem vier que faça melhor e que entregue a pasta da Educação a alguém capaz de ouvir os professores e a comunidade educativa.
Agora, está tudo na mão do PR.
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Out 27 2021
Este formado mais benevolente foi adotado em 2020 e 2021, devido à pandemia, que durante os dois confinamentos obrigou a suspender aulas presenciais e impôs o ensino à distância.
Reconhecendo que, em função destes constrangimentos, nem todos os alunos podiam estar em condições equivalentes para responder à totalidade dos itens dos exames, o Instituto de Avaliação Educacional (IAVE) decidiu na altura criar uma estrutura diferente da que vigorava antes da covid-19, criando, em cada prova, um conjunto de questões opcionais em que os estudantes podiam optar por não responder a algumas sem serem penalizados ou, respondendo a todas, seriam contabilizadas apenas as melhores.
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Out 27 2021
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Out 27 2021
1. Decide-se hoje, pelo menos formalmente, o destino do Orçamento de Estado (OE). O cenário oferecido aos servos fiscais, a que chamam cidadãos, resume-se assim: Governo e oposição, imprestáveis para empreender reformas sérias, digladiam-se numa romaria orçamental, com tácticas casuísticas e o mesmo objectivo estratégico: ter poder para, numa democracia de mercado, repartir benefícios pelos prosélitos mais próximos; um Estado tentacular, aprisionado por esta lógica e por escritórios de advogados, que assiste impávido à degradação da provisão pública dos serviços de saúde, educação e justiça; um Presidente que, em nome da estabilidade podre que o obceca, nos sopra liminarmente, a cada passo, a velha máxima de Thatcher: “There is no alternative”.
São evidentes os sinais do autoritarismo monolítico de António Costa, cada vez mais fixado na afirmação do seu poder e na imposição de ideias de controlo e supervisão da sociedade. Conseguirá ele, no último minuto, fazer aprovar mais um OE? Créditos de flexibilidade de cintura, não lhe faltam. Entre outros, basta que recordemos o sorriso cínico com que deu a volta ao resultado das eleições que perdeu, ante um político que vinha de quatro anos de distribuição de miséria pelo país; a facilidade com que, depois de considerar o Bloco de Esquerda uma “inutilidade total”, o utilizou para ser poder; a volatilidade que usou para passar do eurocepticismo (saudou a eleição de Tsipras como um sinal de mudança na Europa) para o federalismo (quando lhe foi conveniente, alinhou rápido com as propostas de Macron); a ligeireza com que, depois de perorar na oposição contra “os falcões de Berlim”, bajulou, no Governo, a senhora Merkel.
Ou estará antes no papel de escorpião, pronto para ferrar de morte o OE, porque não resiste ao chamamento para presidente do Conselho da Europa, em Julho de 2022? É que, como bem lembrou Ana Gomes, tem e recusa a solução: acabar com a caducidade da contratação colectiva.
2. De passo síncrono com a diminuição da natalidade e o envelhecimento da população, acentuou-se em Portugal o abismo entre o litoral, sobrepovoado, e o interior, desertificado; enveredámos por um desenvolvimento agrícola de monoculturas intensivas, que depauperam solos e reservas de água; continuamos um país desindustrializado, fortemente dependente da importação de bens, a que outros acrescentaram valor; regredimos nos resultados da Educação; assistimos à degradação continuada da Justiça; numa palavra, permitimos, mansos, a imposição de um colete-de-forças ideológico em múltiplas áreas da vida colectiva.
Muitos, respeitáveis, dizem que não há racismo em Portugal. Detenham-se nos comentários que pululam nas redes sociais. Encontrarão, mais do que racismo, ódio. Ódio profundo dirigido ao outro, seja branco, preto ou amarelo, estigmatizando todos pelos comportamentos de alguns. Demasiados oprimidos, aí, odeiam mais o outro que o opressor e mostram-se inaptos, sequer, para identificar quem os faz pobres e oprimidos. Muitos deles, sem se darem conta, porque alienados, viram simples colaboracionistas, quando assumem as mesmíssimas práticas e dialéticas que julgam estar a combater. De alma profundamente dorida, vejo isso, até, nas caixas de comentários dos professores.
À medida que envelheço, os problemas que não podem ser solucionados cientificamente, mas que são fundacionais de uma visão personalista da vida, vão ocupando o meu espaço reflexivo em detrimento daqueles que resolvo com o conhecimento acumulado. Assim, quando olho para a corrente política que procura dominar o ensino, sinto-me em sentido contrário: eles fixados nas competências, que resolvem problemas (do sistema económico); eu preocupado com os modos diferentes de ver o mundo (para que cada um o entenda).
A pressão que o utilitarismo e o consumismo, as medidas e os números exercem sobre os que pensam é tal, que muitos acabam desistindo da Filosofia, da História e da Literatura e aceitam acriticamente o império da Estatística.
Oxalá esta crise pudesse, pelo menos, despertar políticos e pedagogos para a necessidade de produzir pensamento sobre processos de melhorar a qualidade de vida das populações, recuperando o equilíbrio entre as prerrogativas do Estado e as liberdades fundamentais dos cidadãos.
In “Público” de 27.10.21
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Out 27 2021
Há uma forma muito simples de transformar uma pessoa num paraquedista “qualificado”. É afixar-lhe um paraquedas às costas e atirá-lo do avião de uma altura considerável. O problema desta metodologia pedagógica é a taxa de sucesso.
Presume-se ser baixa porque objetivamente nunca ninguém testou cientificamente o processo.
Nas escolas portuguesas há muitos adeptos da pedagogia do paraquedista instantâneo.
É necessário que o aluno aprenda algo? Atira-lhe com STEM ou STEAM ou com um “projetinho” interdisciplinar para cima e aquilo há de dar algo.
Muitas vezes não interessa nada se o paraquedista aprendeu de facto a usar o paraquedas ou se simplesmente teve sorte e caiu num fardo de palha. O que interessa é se chegou vivo ao chão. Se chegou vivo … passa de ano. E nem precisa de estar muito vivo …
Há uma crescente preocupação excessiva na educação portuguesa em fazer “projetinhos”, ou uma bricolage qualquer, especialmente quando há a visita de um alto dignatário. Há que demonstrar que a escola consegue construir produtos e que estamos todos no século XXI.
É uma moda. Daquelas cíclicas, que regressa passados uns anos, com mais ou menos força. No final do século passado o projeto era a moda. Está de volta. Por volta de 2003/4 as rubricas…. Estão de volta. O construtivismo da autodescoberta … já veio e já foi. A pedagogia de competências. O saber-ser e o saber-estar … yachh.
Enfim, conforme a última coqueluche pedagógica (que vendo bem as coisas já cá anda há muito tempo) redireciona-se toda uma organização num dado sentido.
Quase que os ouço, em excitação preocupada:
São os projetos. O caminho são os projetos!
Não as rubricas, as rubricas é que é bom.
Não são nada que o Professor Domingues Fernandes já se arrependeu te ter escrito a folha sobre rubricas. Descritores de desempenho subordinados aos domínios… isso é que é ! De preferência com média ponderada calculada com 14 casas decimais (sic).
(Uma das coisas que não passa de moda são as tabelas – continuo na minha: O termo “grelhas” é para churrascarias. Mas vou usá-lo no resto do texto por uma questão de clareza. Se não os podes vencer junta-te a eles.)
Mas quando se diz que os alunos deverão aprender algumas competências básicas (não lhes chamo aprendizagens essenciais para não ofender ninguém) e que se calhar estes tipos de metodologias pedagógicas não serão os mais indicados…. Ui. Cai o Carmo e a trindade.
Quem conhece a minha prática letiva sabe que faço enormes projetos com os meus alunos. Fábricas. STEM on steroids! Para mim é fácil porque eu ensino tecnologia industrial logo….
Mas mesmo eu, um engenheiro, fervoroso defensor da metodologia de projeto (e obviamente de STEM) olho para esta metodologia e digo: não. Há certas coisas em que é simplesmente impraticável aplicar estas ferramentas pedagógicas.
Há certas coisas que devem ser mesmo aprendidas antes de aplicar certas metodologias ou corremos o risco de o “paraquedista” ao saltar do avião estatelar-se contra a hélice.
Quando o objetivo é ensinar alguém paraquedismo, se calhar o instrutor, ainda no solo, começa por explicar como se sai do avião (se calhar com um modelo da porta do avião) , fazem ensaios no solo de posicionamento corporal (qual surfista na areia a praticar), ensinam-se várias regras de segurança, sendo o que fazer quando o paraquedas não abre uma das mais importantes. Quem sabe vão até a um túnel de vento (para as escolas ricas que têm esse tipo de recursos- a ironia da metáfora imitar a vida real!) praticar um pouco e fazer uns exercícios. Provavelmente depois há um salto em tandem com o instrutor para habituação… e talvez, mais tarde, o salto solitário.
Depois de tudo isto bem consolidado…. virão as acrobacias durante o salto.
Talvez com isto tudo melhoremos significativamente a probabilidade de sobrevivência do paraquedista por oposição à estratégia gravítica imediatista.
Com os projetos e com STEM é a mesmíssima coisa.
Não podemos querer que estas duas ferramentas/metodologias venham resolver tudo e mais alguma coisa. Há certas competências anteriores ao salto que devem ser adquiridas. E isso não é demérito nenhum para a metodologia de projeto.
Note-se que o contrário também é verdade: não se pode ensinar um aluno a colaborar numa equipa (sim porque a colaboração também se ensina) obrigando-o a fazer exercícios de matemática sozinho.
Cabe ao professor “esse grande pedagogo” a capacidade de discernir aquilo que faz sentido para aqueles conteúdos e para aquele grupo de alunos.
E não há grelha que consiga suportar essa decisão que está centralmente alicerçada no âmbito das relações humanas.
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Out 26 2021
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Out 26 2021
Tudo depende de um estudo que só o governo conhece, mas quer discutir com os sindicatos e com o PCP… No OE2022 nada consta…
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Out 26 2021
Horário Completo
Professor(a) de Português
1º, 2º, 3º ano Ensino Profissional – Ensino Secundário
Escola Profissional Magestil
Avenida Almirante Gago Coutinho, nº 95, 1700-028 Lisboa
Envio de cv para [email protected]
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Out 26 2021
“Eu não me demito. O meu dever é enfrentar as dificuldades. António Costa
Em relação a outros assuntos… demitia-se.
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Out 26 2021
Esta recomendação peca por ser apensa uma recomendação e não ter uma força de obrigação. Já tinha falado disto a semana passada… Há, também, que referir que tal medida não está prevista o OE que parece que vai ser “chumbado”, pode ser que ainda se vá a tempo…
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:
1 – Instale desfibrilhadores automáticos externos (DAE) em todos os recintos desportivos, conforme previsto no Decreto-Lei n.º 188/2009, de 12 de agosto, bem como nos estabelecimentos de ensino, ouvindo o Grupo de Trabalho criado para o efeito sobre as prioridades na colocação destes equipamentos.
2 – Reforce a formação dos professores e pessoal de apoio educativo em suporte básico de vida e desfibrilhação automática externa.
3 – Introduza o ensino de suporte básico de vida no currículo escolar dos alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, em termos adequados à idade daqueles e ao ano frequentado.
4 – Realize campanhas de literacia em saúde que promovam a importância de todos os cidadãos estarem aptos a aplicar o suporte básico de vida e a manusear um desfibrilhador automático externo.
5 – Avalie, ouvindo os especialistas do sector, a necessidade de proceder à revisão do Decreto-Lei n.º 188/2009, de 12 de agosto.
Aprovada em 8 de outubro de 2021.
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.»
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Out 26 2021
“Caros colegas dirigentes sindicais da FENPROF, FNE, SINAPE, SIPE e todos os outros sindicatos docentes,
Tivemos conhecimento que algumas das vossas estruturas sindicais convocaram uma greve nacional para docentes dia 5 de novembro. Vimos por este meio, mais uma vez, expressar a nossa solidariedade com esta greve, cujas reivindicações, como é público, são comuns não apenas com o que o S.TO.P. defende mas também com outros sindicatos/federações docentes.
Como sabem, em finais de julho enviámos a todos os sindicatos/federações docentes um convite para juntarmos forças em defesa de questões fundamentais para quem trabalha nas escolas (inclusive muitas das reivindicações desta greve de 5 de novembro). Fraternalmente temos que vos transmitir que lamentamos não ter tido qualquer resposta a esse nosso convite porque acreditamos genuinamente que juntos seríamos mais fortes.
Como sabem, o S.TO.P. depois de auscultar sócios e não sócios num Plenário a 4 de setembro e posteriormente numa sondagem online, seguiu essa decisão democrática dinamizando uma greve nos primeiros dias de aulas deste ano letivo que, como chegou a ser noticiado por alguns media, encerrou várias escolas. Infelizmente nenhuma das vossas estruturas sindicais expressou qualquer solidariedade com essa greve (à semelhança do que o S.TO.P. faz com as vossas iniciativas de luta). Continuamos a considerar que a melhor forma de pressionar mudanças significativas neste Orçamento de Estado (O.E.) seria antes (e não depois) da votação na generalidade a 27 de outubro (a sua votação mais decisiva). Esse timing (depois da votação decisiva do O.E.) tem também acontecido em anos anteriores, com as principais formas de luta dinamizadas pelos maiores sindicatos/federações/centrais sindicais a acontecerem depois da aprovação do O.E. e infelizmente os resultados estão à vista.
Também continuamos a considerar que face à brutal dimensão das injustiças e ataques a quem trabalha nas escolas, dificilmente esses ataques serão travados com as formas tradicionais de lutas/greves de um dia e sobretudo sem um plano de luta democrático e consequente. É fundamental a construção democrática de um plano de luta consequente, idealmente dinamizada pelo menos por todo o movimento sindical unido na área da Educação. O S.TO.P. como sempre está disponível para isso e os outros sindicatos/federações/centrais sindicais?
É preciso fazer o que ainda não foi feito para tentar mobilizar quem trabalha nas escolas. Por exemplo, em vez da concentração à frente do parlamento dia 5 de novembro que foi marcado apenas pela FENPROF sem sequer tentar discutir/coordenar com todas as estruturas sindicais na área da Educação, não teria mais impacto pelo menos tentar juntar forças nesse dia com todas as estruturas sindicais da área da Educação? Se sim, porque não se tentou isso? Será que também no futuro não ganharíamos todos se, de forma coordenada entre todos os sindicatos/federações, tentássemos, além de mobilizar todos os Profissionais da Educação, também apelar à participação das comunidades educativas que tanto têm sido prejudicadas pelos brutais ataques à Escola Pública (os muitos milhares de alunos sem professor a uma ou mais disciplinas é apenas um exemplo)? Será que também não teria sentido que todos os sindicatos/federações discutissem e avaliassem entre si a possibilidade de criar fundos de greve para apoiar greves de quem trabalha nas escolas? Estas e outras ideias poderiam ser naturalmente melhoradas ou até substituídas por outras eventualmente melhores, mas isso só é possível se houver a mínima vontade dos sindicatos/federações em reunir com todos e fazer o que ainda não foi feito em defesa de todos que trabalham nas escolas.
O S.TO.P. pelo superior interesse de quem trabalha nas escolas está disponível, como sempre, a juntar forças e a discutir desde já com todos os sindicatos/federações, o que podemos fazer para inovar as lutas sindicais. Mais alguma estrutura sindical na área da Educação está disponível para isso? Se sim, apesar de nunca termos recebido qualquer convite, estamos disponíveis para reunir com quem quiser juntar forças.
No S.TO.P. o que nos move é exclusivamente a defesa de quem trabalha nas escolas e acreditamos genuinamente na importância da união. Por isso agimos de forma consequente, no passado, sendo o único sindicato a convidar todos os outros sindicatos/federações docentes (por dezenas de vezes em torno de diferentes temáticas) e no presente, considerando que, como sempre, numa greve/luta entre M.E. e quem trabalha nas escolas não deve haver dúvidas: estamos sempre ao lado dos trabalhadores. Claramente consideramos que, apesar das diferenças com a data/forma, é mais positivo para quem trabalha nas escolas que a greve de 5 de novembro tenha o maior sucesso possível (até para permitir que se possa equacionar posteriormente outras formas de luta mais consequentes).
Esperamos que rapidamente nos respondam (ou convidem) para que juntos possamos fazer mais e melhor em prol dos direitos de todos que representamos.
JUNTOS SERÍAMOS + FORTES!
Com os melhores cumprimentos,
Direção do S.TO.P. “
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Out 25 2021
O concelho de Viseu tem 13 turmas com pessoas infetadas com SARS-CoV-2, que provoca covid-19, assim como em empresas e instituições, disse hoje a delegada de saúde Conceição Casimiro, que considera a subida de infeções preocupante.
“Atualmente temos várias empresas e instituições com casos e também em estabelecimentos de ensino, desde jardins de infância a todos os ciclos de ensino, inclusive no Instituto Politécnico” de Viseu, afirmou a responsável.
Aos jornalistas, disse que, “no total, são 13 turmas com situações de casos de covid-19 e, em algumas delas, os respetivos colegas têm de estar em isolamento profilático”, sendo que a maioria das turmas são escalões mais baixos.
“As crianças mais pequenas, do primeiro ciclo para baixo, pelo nível etário tão baixo, têm a agravante de, para além de não estarem vacinados, também não usarem máscara e a proximidade ser maior e, realmente, temos aqui o maior número de situações”, especificou.
Conceição Casimiro explicou que também há “pessoal não docente em isolamento profilático, porque são casos”, uma vez que “quem tem a vacinação completa há mais de 10 dias e quem não tenha tido a doença nos últimos 80 dias, não fica em isolamento profilático, mas sim em vigilância, para controlarem os sintomas e, naturalmente, também fazerem o teste”.
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Out 25 2021
A inovação educacional nas Terras Lusitanas, vista e comentada por um extra-terrestre, oriundo de um planeta ainda por descobrir, através de um Report, apresentado na 1ª Cimeira Educativa do seu planeta, tendo como participantes todos os “olheiros” de Educação destacados para o Sistema Solar e arredores:
Caros colegas, nas Terras Lusitanas apresentam-se e discutem-se frequentemente muitas teorias e expõem-se abundantes reflexões teóricas, que nós, neste nosso planeta por descobrir, costumamos designar por subterfúgios… Teorias têm eles muitas, o pior é a prática…
Bom, e a prática nas Terras Lusitanas parece-me ser esta:
Em nome da “inovação” educacional (enfatizando as aspas com um ilustrativo gesto), a tendência mais recente consiste na apresentação de chusmas infindáveis de projectos… Há projectos para tudo e para todos os gostos, menos para o que é essencial e básico… A esse ror de projectos sem nexo chamam “inovação”, nós apelidamos essa circunstância de repetição ad nauseam… Sim, nós também conhecemos as locuções latinas… (Risos abafados na plateia).
Os Dirigentes Educativos Lusitanos parecem estar em constante “delírio”, bem patente na frequente percepção perturbada e alterada da realidade e no desvario que costuma desnortear grande parte das medidas preconizadas por si, como qualquer colega “olheiro” de Saúde Mental, poderá comprovar na respectiva Cimeira… E, além de não terem consciência da realidade, fazem tudo o que podem para não se verem confrontados com ela… (Ouve-se um certo bruaá na plateia, incrédula perante tal facto).
Os seus pensamentos e as suas acções não apresentam coerência e as medidas educativas, fruto dessa inconsistência, costumam ser atabalhoadas e sem planeamento: em vez de servirem para resolver problemas, sim, para resolver problemas (pausa no discurso, olhando fixamente para a plateia), essas medidas destinam-se a negar a existência destes últimos, ou a inventar outros, como forma de escamotear os primeiros… Confusos? Pois, lamento, mas é precisa muita resiliência para não desistir de tentar decifrar estes Dirigentes…
Caros colegas “olheiros” de Educação, para clarificar, vou dar-vos um exemplo do que afirmei anteriormente: há alguns dias, o Governo das Terras Lusitanas avançou com a ideia de integrar o Ensino Pré-Escolar na escolaridade obrigatória.
Ora, acontece que o ensino obrigatório actualmente existente por aquelas Terras tem ainda tantos problemas por resolver que a sua enumeração obrigaria à realização de uma Cimeira exclusiva para esse fim… Não querendo massacrar-vos com tais vicissitudes, direi apenas que se o Governo Lusitano pretendesse genuinamente resolver esses problemas, não teria sequer tempo nem justificação para alvitrar qualquer alargamento do ensino obrigatório no momento actual… Mas o objectivo não passou despercebido: enquanto durar “o fogo de artifício” lançado pela possibilidade dessa integração, não se pensará nos outros problemas e vão-se distraindo as almas com suposições… Inventar problemas sem resolver os anteriores, parece ser uma prática corrente…
Digo-vos mais, caros colegas, há, até, muitas escolas onde uma verdadeira “inovação” seria:
– Ter casas de banho com condições dignas, sem lavatórios entupidos, sem torneiras desactivadas por falta de manutenção ou com autoclismos a funcionar adequadamente;
– Ter papel higiénico disponível em todas as casas de banho, sem o constrangimento de alguém, se ver obrigado a “mendigar” tal produto ou a ver-se coagido a ter que justificar a quantidade de que necessita;
– Ter computadores em número suficiente para alunos e professores e a funcionar plenamente;
– Ter uma rede de internet devidamente capacitada para fazer face às necessidades de utilização de todos os utentes, sem “solavancos” ou “apagões” frequentes;
– Ter salas de aula sem tectos e paredes corroídos por bolor, consequência de recorrentes e “seculares” infiltrações pluviais;
– Ter quadros eléctricos que não colapsem à mais pequena “sobrecarga” e que não tenham sido instalados à medida de edifícios decrépitos e disfuncionais;
– Ter salas de aula com janelas e com estores a funcionar adequadamente, permitindo controlar o arejamento e, em parte, a temperatura dentro dessas salas;
– Ter salas de aula onde não se registem 39ºC nos meses estivais e -2ºC nos de Inverno ou ter ventoinhas/aquecedores em número suficiente para todas essas salas, de forma a atenuar as amplitudes térmicas (e já nem falo da “loucura” e da fantasia quimérica que seria para os Lusitanos desejar ter ar condicionado nessas salas);
– Ter uma rede de esgotos eficaz e que não entupa assim que ocorram chuvadas mais intensas (não confundir com dilúvios), provocando inundações nauseabundas nas casas de banho ou em alguns corredores dos edifícios escolares;
– Não ter que “mendigar” fotocópias e telefone, imprescindíveis à realização de algumas actividades intrínsecas a determinadas funções e não ser tratado como um “oportunista”, por recusar utilizar os meios próprios em contexto de trabalho…
Isso, sim, seriam verdadeiras inovações…
Pelas Terras Lusitanas, o essencial e o mais básico continuam por fazer há anos e parece que o esforço é sempre no sentido de esconder a existência desse tipo de problemas e encontrar os mais diversificados “fait-divers”, com o objectivo de desviar as atenções…
Quando algum “bem iluminado” visita determinadas escolas, em certos dias, costuma estar tudo tão “perfeito” e a “funcionar tão bem” que se torna impossível vislumbrar a penúria e a degradação existentes nos restantes dias do ano…
Nessas ocasiões, uns escondem os “podres” e os outros agradecem por assim ser, evitando confrontar-se com situações iminentemente desagradáveis… E como, para todos, seria muito inconveniente estragar a “festa”, impõe-se sempre a ditadura do politicamente correcto e da polidez…
Estes Lusitanos são, realmente, seres muito estranhos e o seu comportamento daria um verdadeiro “estudo de caso” interplanetário…
A começar pelas ilustres figuras que integram o Ministério da Educação das Terras Lusitanas, há quem não faça a menor ideia das carências materiais existentes em grande parte das escolas… Mas, caros colegas, por desagradável que possa ser falar sobre aspectos tão terrenos e mundanos, não nos esqueçamos da sua importância e do que poderão representar no dia-a-dia das escolas, em termos de constrangimentos, limitações e ineficácia…
E, já agora, escusamos de fazer de conta que as coisas terrenas e mundanas não são importantes porque isso não é verdade… Veja-se o exemplo paradigmático do papel higiénico: aparentemente tão básico e tão comezinho, é afinal muitíssimo valorizado por todos os Lusitanos, como se comprovou há alguns meses atrás…
Mas parece que para eles, nós é que somos os “extra-terrestres”…
Pelo que me foi dado a conhecer, deixo esta conclusão: o Governo das Terras Lusitanas acredita e aposta na resignação e na apatia incondicionais dos seus concidadãos e serve-se dessa prerrogativa para os ludibriar… E o mais estranho é que os cidadãos Lusitanos, paulatinamente, deixam que isso aconteça e que tudo passe… Enfim, cada Povo tem o Governo que merece… (“Muito bem!”, ouviu-se repetidamente na plateia).
Seguiram-se muitas palmas e ovações de pé, sobretudo agraciando a imensurável paciência e o estoicismo demonstrados pelo extra-terrestre “olheiro” de Educação nas Terras Lusitanas… Outros teriam rapidamente sucumbido, sem conseguir concluir a sua missão, incapazes de suportar tantas incongruências e tamanhos disparates…
Por fim, um colega “olheiro” de Educação destacado para outro planeta, afamado pela sua boa disposição, pediu a palavra e proferiu a seguinte alegação:
Se as medidas educativas das Terras Lusitanas fossem aplicadas em Marte obter-se-iam resultados verdadeiramente fantásticos: ninguém seria prejudicado por elas! (Risos alardes na plateia)…
(Às vezes, também me sinto como um extra-terrestre, oriundo de um planeta por descobrir…).
(Matilde)
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Out 24 2021
Para cumprir a garantia dada por António Costa em 2020, de que cada aluno teria o seu portátil, faltam ainda 600 mil computadores, a ser entregues por seis fornecedores. Mas sem Internet de qualidade não há escola digital que se aguente. Ministério garante que as escolas deixarão de ter uma rede “obsoleta” até 2023.
Os 600 mil computadores que falta ainda distribuir a alunos e professores foram já comprados pelo Ministério da Educação (ME), que, contudo, não avança prazos para a sua entrega. “Serão distribuídos à medida que forem sendo entregues pelos fornecedores, o que evitará também a forte sobrecarga sobre as escolas às quais compete a tarefa de distribuição dos equipamentos para os alunos”, indica apenas o ME em resposta ao PÚBLICO.
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Out 24 2021
Caderno de encargos do que é preciso mudar imediatamente para mudar isto:
1. Remuneração dos professores (seja salário ou compensações em zonas com falta de docentes).
2. Perspetivas de carreira, sérias e exequíveis.
3. Condições de trabalho nas escolas (número de turmas por professor, burocracia, tamanho de turmas, reforço da autoridade do professor, etc)
4. Cálculo de horas dos horários de substituição, contagem para a segurança social, aumento da duração do tempo das substituições para as pessoas as aceitarem por troca com empregos mais estáveis.
5. Tornar as substituições atractivas como degrau para estabilidade futura (como já aconteceu no passado): acabar com a norma travão e vincular professores pelo tempo total de serviço e não pela sequência aleatória de contratos completos. Esta talvez seja a mais essencial…..
6. Colocar quem perceba a tratar do assunto e não os burocratas do ministério, desligados da ensinagem há muito, e que acham que horários determinados hora a hora são uma forma eficaz de gerir o sistema.
São os verdadeiros aproveitadores do farelo e estragadores da farinha…..
Em vez da política do género “isto é birra dos professores” e “o que interessa são as contas”, uma política de incentivos, para que os que acham a Mercadona ou outras atrativas como local de trabalho as troquem pela escola, e centrada no que interessa, que é “as crianças serem bem ensinadas.”
Este post tem uma natureza: talvez não seja totalmente claro a quem não é professor. E aí está um dos problemas do atual quadro: muitos dos que gerem também não entendem estas nuances.
Eu não falo de carreiras médicas porque não sei. Como há tanta gente a falar de carreiras docentes?
A gestão educacional é uma atividade especializada, que exige conhecimento técnico e estudo e não palpites, guiados por intuições básicas de contabilistas mal formados.
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Out 24 2021
Com dados deste artigo de ontem.
Há uma forma de perceber melhor a dimensão das dificuldades que, pouco mais de um mês após o início do ano letivo, já existem na substituição de professores e que vão agravar-se, em particular nas escolas da região de Lisboa e Vale do Tejo. Basta olhar para a lista de docentes que manifestaram a sua disponibilidade para contratação e que ainda não foram colocados e verificar que há disciplinas para as quais já quase não existem nomes ou até que já esgotaram.
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Out 23 2021
Em 2023 o SMN passa para 850€….
Os três primeiros escalões da carreira de Assistente Técnico vão ser absorvidos e a carreira será desvalorizada. Uma nova carreira e sem direito a negociação. Estamos nisto.
Em 2030 teremos os professores a auferir pelo SMN…

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Out 23 2021
Não é novidade nenhuma que as greves que se têm feito, não têm surtido o efeito pretendido. O governo olha para o lado e aproveita para descredibilzar as várias classes de trabalhadores, perante a sociedade.
Os sindicatos vão-se entendendo dentro de uma classe trabalhadora, mas não se entendem de forma a unir as lutas de várias classes de um setor. Esse seria o caminho da greve dos 5 dias na Educação.
Se os sindicatos das diferentes classes de trabalhadores da Educação se unissem e definissem uma estratégia, como a que vou apresentar, talvez os resultados fossem outros.
Estratégia de greve no setor da Educação:
Os sindicatos dos professores segmentavam os diferentes ciclos de educação/ensino por dias, segunda-feira para as(os) educadoras(es), terça-feira para os docentes do 1.º Ciclo, quarta-feira para os docentes dos 2.º e 3.º Ciclos e secundário. Os sindicatos da Função Pública marcariam greve para os Assistentes Operacionais na quinta-feira e para os Assistentes Técnicos e Técnicos Especializados na sexta-feira.
Uma greve no setor da Educação traria para a praça pública muito mais eficazmente os problemas de todos os trabalhadores do que uma greve por classes profissionais. Mas isso sou eu a pensar alto…
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Out 23 2021
Docentes do 1.º Ciclo querem “tentar igualizar a discriminação” de que são alvo, relativamente à redução da carga letiva.
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