Novembro 2021 archive

Autorizada a despesa para LED e Projetores de sala de aula

 

Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021

1 – Autorizar a Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) a realizar a despesa com a aquisição de equipamentos de projeção para instalação nas salas de aula e de equipamentos especializados para instalação de Laboratórios de Educação Digital (LED), para disponibilização às escolas da rede pública, até ao montante máximo de (euro) 48 000 000,00, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor, distribuído da seguinte forma:

a) Investimento – Projetores: (euro) 27 000 000,00;

b) Investimento – LED: (euro) 21 000 000,00.

2 – Estabelecer que os encargos resultantes da aquisição referida no número anterior não podem exceder, em cada ano económico, os seguintes montantes, aos quais acresce o IVA à taxa legal em vigor:

a) Investimento – Projetores:

i) 2021 – (euro) 81 300,81;

ii) 2022 – (euro) 26 918 699,19;

b) Investimento – LED:

i) 2021 – (euro) 81 300,81;

ii) 2022 – (euro) 20 918 699,19.

 

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A inflação não entra no Pré-escolar

O apoio prestado às escolas públicas para a compra de material didático no ensino pré-escolar não é aumentado há quatro anos letivos – no máximo, é de 330 euros por sala para turmas com mais de 20 crianças, o que nesse caso significa menos de 16 euros anuais por criança.

Pré-escolar sem aumento no apoio para a compra de material há quatro anos letivos

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Ainda há quem queira ser professor?

O vice-presidente da Escola Superior de Educação do Porto explica que há vagas sobrantes nos mestrados, que é o que permite aos alunos tornarem-se realmente professores. Já em Lisboa, a coordenadora dos mestrados em ensino da Universidade de Lisboa desenha um cenário em que há muitos candidatos a professores e que todos têm emprego. Mas há poucos jovens a querer seguir a carreira de docência e a culpa é da atratividade da profissão.

Ainda há quem queira ser professor? Há mestrados cheios em Lisboa, mas faltam candidatos no Porto

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Vamos supor que há falta de professores

 

Vamos supor que há falta de professores em certas zonas do país.

Vamos supor que nessas zonas, a escassez de professores é mesmo muito grave.

Vamos supor que essas zonas do país são zonas onde um t1, na melhor das hipóteses, custa 500€ e um quarto ronda os 250€.

Vamos supor que um professor contratado em Portugal, mesmo com 2 décadas de serviço, não saí do índice 167, ou seja, 1.°escalão e o seu vencimento, dependendo do desconto de IRS, SS e eventualmente ADSE, ronda os 1100€.

Vamos supor que a classe docente envelhecida, essa cheia de regalias de que se fala nas notícias, ronda os 60 anos. mas os joviais professores ainda contratados andam quase nos 50. vamos só supor, claro.

Com quase 50 anos a malta ou é casada ou divorciada ou nem uma coisa nem outra, mas tem família, certo. todas as pessoas têm família, certo. vamos só supor que a malta tem família.

Por ventura até poderão ter filhos. filhos que ou estão ou entrarão na universidade. Portanto, casa da família. Casa ou quatro para onde se vai trabalhar, transportes, comida, despesas de educação ou propinas da universidade dos filhos ou mesmo lares dos pais de quem, obviamente, não podem cuidar.

Vamos só supor que para além dos contratados, há técnicos de AEC, que na verdade são professores, mas como estão nas AEC recebem pelo índice 126, independentemente de serem profissionalizados. Não recebem sequer o ordenado mínimo nacional. repito, nem sequer recebem metade do ordenado mínimo nacional.

Vamos supor que este é o retrato da educação de Portugal. reformulo, vamos supor que esta é a vida de milhares de professores em Portugal. os tais milhares de quem querem “tratar” num espaço de 10 anos, até 2030. Entretanto, pode ir para professor qualquer pessoa que precise ganhar uns trocos em part-time. Eu por exemplo, enquanto estudei trabalhei na restauração no verão, mas agora a malta pode ser professor e fazer umas tasks quaisquer. Malabarismo. Equilibrismo. Palhaçadas.

Entretanto se quiserem posso começar a cuspir fogo neste circo. Agora pensem. Agora por favor pensem que professores querem para os vossos filhos. Que educação almejam para o nosso país.

Eunice

 

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Conselho de Turma em 2030 – Paulo Serra

 

 

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A idade média dos professores já vai nos 50,9 anos

 

Por carreiras, o BOEP mostra que a idade média dos trabalhadores supera o valor global de 47,7 anos entre os assistentes técnicos e os assistentes operacionais (com 50,2 e 50, 4 anos, respetivamente),  professores do ensino básico e secundário (50,9 anos).

Para Miguel Lucas Pires, a questão das remunerações e da evolução na carreira poderá ser um problema no recrutamento de pessoas para as carreiras mais qualificadas, porque “no privado as condições são tendencialmente mais favoráveis”.

Junto das menos qualificadas, acredita, o problema é menos relevante devido às condições oferecidas pela administração pública como a estabilidade do vínculo ou a proteção social acrescida.

 

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Vêm aí os computadores para as secretarias das escolas

 

Autoriza a Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) a assumir encargos plurianuais com a aquisição de computadores de secretária (desktop computers), para dotar os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas de meios de computação adequados às necessidades administrativas e de gestão.

Portaria n.º 643-A/2021

 

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Falta de professores também já afeta colégios

 

Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo pede reunião urgente ao Governo.

Falta de professores também já afeta colégios

A falta de professores também já está a pressionar os colégios, que se defendem com o aumento da carga horária dos docentes. Entre as disciplinas mais críticas estão a matemática, físico química, informática e inglês.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) pede, por isso, ao Governo medidas imediatas.

Neste contexto, o diretor executivo da AEEP avança à Renascença que ainda, esta segunda-feira, vai seguir para o Ministério da Educação um pedido urgente de reunião.

Rodrigo Queiroz e Melo defende que é possível avançar já com soluções e refere que foi com “alguma surpresa” que ouviu “as notícias do Governo a anunciar que qualquer resolução deste problema teria que ser na próxima legislatura”.

“Se há questões de fundo, que admitimos que não é agora o momento para as lançar, há medidas muito imediatas que não têm qualquer custo financeiro que poderiam ser resolvidas já, nomeadamente ser emitida uma portaria da habilitação própria”, defende Rodrigo Queiroz e Melo, acrescentando que “ainda hoje deve seguir o pedido de reunião urgente”.

Em causa, segundo o diretor executivo da AEEP, está “a portaria pré-Bolonha e, portanto, um licenciado em matemática, agora, não pode lecionar matemática no ensino secundário, sendo que aqui, a única questão é que se licenciou no pós-Bolonha”.

“É uma portaria muito simples e que permitiria recrutar aqui mais uns milhares de professores que não são via de ensino”, conclui Rodrigo Queiroz e Melo.

Os professores fazem greve às horas extraordinárias recentemente contratadas.

O protesto está previsto durar entre 22 e 26 de novembro.

 

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Carta aberta de um professor orgulhoso de o ser – João André Costa

Quando ando na rua, quando ando nos transportes públicos, quando vou jantar fora à Sexta e ao Sábado, quando saio da escola não posso deixar de me surpreender com as conversas alheias de quem ao meu lado se senta.

Rapidamente reconheço os temas, os alunos, os problemas com que nos deparamos no dia a dia entre conteúdos leccionados e pais em apuros mais as crianças e sempre as crianças e quase parece que pelo entusiasmo com que conversam que de facto não saí da escola, ainda lá estou ou então é a escola que sai comigo, sempre viva, sempre presente, consciente, significante, vital, viva.

E não há vergonha nenhuma, antes pelo contrário, só orgulho. Sempre que saio à rua é de todo impossível evitar este arrepio na pele que me percorre de alto a baixo quando, de repente, sinto que pertenço a algo, a um grupo, a um movimento, uma paixão, uma bandeira em riste e quem a leva somos nós, os professores.

Os professores que nunca deixam de o ser e toda as oportunidades são oportunidades para ensinar. Em troca? Em troca reconhecem-nos o mérito nas escolas, desempenhamos funções de coordenação, subimos na carreira e ao fim de 10 anos já estamos no topo. Em troca?

Em troca damos o litro, chegamos ao fim-de-semana com a língua invariavelmente de fora mas sem um livro ou caderno para corrigir ou rever em casa, o trabalho fica todo na escola, só o espírito é que não, esse está em todo o lado, o espírito de missão, e quanto às férias a mesma coisa e as férias fizeram-se para desligar e descansar. Em troca? Em troca leccionamos das 9 da manhã às 3 da tarde, às 3 da tarde os miúdos vão para casa que pouco depois os pais também e os serões, mal ou bem, ainda são em família. Do resto tratamos nós, até porque delinquência ainda há muita e famílias desestruturadas muito mais e a escola é mesmo o pilar social onde ainda tantos procuram o apoio que nunca tiveram.

E para que assim seja trabalhamos em estreita colaboração com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas, orientadores profissionais, empresas e escolas técnicas mas também profissionais de saúde, bancos alimentares, decisores políticos entre tantos outros e entre tantos outros somos uns mas unos, parte de um movimento, com um propósito, um fim, um objectivo, que é o mesmo objectivo de todas as crianças: crescer.

Não tenho medo nem vergonha de o dizer: tenho orgulho em ser professor, em ser alguém com um papel activo, relevante. Com as nossas mãos não moldamos apenas vidas mas o nosso futuro.

E ao contrário do que em terras lusas acontece, aqui os governantes não nos atacam, a participação sindical é uma premissa básica e quando nos pisam os calos somos 500 mil nas ruas. Conclusão: não nos pisem os calos.

Quando há 20 anos abdiquei do ensino em Portugal, abdiquei também da incerteza, da precariedade, da subjugação. Abdiquei igualmente dos epítetos de inútil e incapaz com que os meus pares me classificaram: coitado, é professor, diziam. Perfeitamente incapaz em Portugal mas perfeitamente capaz de coordenar o ensino de todas as crianças hospitalizadas de um município de Londres. E de caminho dirigir uma escola. Até hoje. Ainda hoje. Sem favores. Sem conluios nem nepotismo. Sem vender a alma ao Diabo.

Ao que parece, durante os próximos 10 anos a falta de professores em Portugal promete ser uma lacuna difícil de preencher, ou não fossem necessários mais 34000 professores.

Quando há 20 anos acabei o curso havia 30000 professores no desemprego e eu era um deles. A coincidência dos números não é por acaso e se hoje estamos na situação em que estamos tal só acontece porque um país pobre de mentalidades não soube aproveitar os seus recursos. E isto, meus caros, é a verdadeira pobreza. Entretanto? Entretanto passaram 20 anos e os professores à data desempregados fizeram-se à vida, eu também, e já não voltam.

Ou voltam na premissa das mesmas condições salariais e laborais. Se assim for, já temos as malas feitas. Estamos só à espera de um telefonema.

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Pequenas Ideias para a Task Force e Não Só

Para além de todas as análises que são feita neste blog, em especial este último artigo do Davide Martins, existem pequenas medidas que se poderiam fazer para evitar que muitos horários fiquem desertos das reservas de recrutamento.

Enquanto diretor de um agrupamento nunca tive problema com a falta de colocação de professores em nenhuma circunstância, embora este ano me tenha deparado pela primeira vez com este problema. Se para um horário de 11 horas que pedi para o grupo 550 na Reserva de Recrutamento 1 não existiam candidatos, optei por na reserva seguinte fazer crescer este horário para o intervalo tipo 2 (15 a 21 horas). Perdi horas de crédito de escola arriscando que existisse alguém que tivesse concorrido a este intervalo de horário. Tive sorte e de facto consegui a colocação de um professor para este intervalo de horário.

Se não saísse do crédito da escola a aplicação desta medida, muitas das escolas conseguiriam mais facilmente ter um professor colocado. Quem neste momento está na reserva de recrutamento para horários de 8 a 14 horas? Muitos poucos, certamente.

Esta medida poderia ser aplicada de imediato a todos os horários pedidos pelas escolas e que o intervalo do horário pedido fosse sempre o imediato ao número  de horas necessárias, sem prejuízo do crédito de cada escola.

Exemplo: para um horário de 15 a 21 horas o horário deveria ser pedido como completo e para um horário entre 8 a 14 horas o horário deveria ser sempre de 15 horas (intervalo tipo 2).

Desta forma tenho a certeza que os benefícios seriam maiores que os prejuízos.

Isto é apenas uma medida urgente para colmatar algumas ausências de professores, não será para todas as escolas, ou zonas do País, porque já sabemos que os candidatos para algumas zonas já não existem, mas poderia minorizar o problema de muitas escolas.

 

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E agora ME?

Parece que finalmente o Ministério da Educação abandonou a postura negacionista face à óbvia falta de professores. Foi necessário encomendar um estudo à NOVA SBE, para se constatar aquilo que vem sendo anunciado por aqui, há pelo menos, 3 anos. Acho ridículo, com a quantidade de dados que existem sobre questões demográficas altamente previsíveis, que só agora se “descubra” o problema.

No entanto, analisando os horários que vão saindo, percebe-se que há outras “nuances” que agravam o panorama e que não foi alvo do estudo apresentado: não é só a falta de professores que está em causa… é a inexistência de professores para horários incompletos e temporários. Este é também um padrão que vem sendo amplamente referido: alguns grupos (poucos) ainda têm professores disponíveis para preencher esses horários, mas apenas se forem completos e anuais.

Na tabela abaixo são apresentados os horários disponíveis para os contratados ao longo das reservas de recrutamento (RR’S) no QZP 7.

A inexistência de horários para alguns grupos durante as RR’s, não significa que a necessidade não exista, porque depois os horários acabam por ser disponibilizados para Contratação de Escola. Significa, isso sim, que não houve candidatos disponíveis para os preencher.
Nas colunas a amarelo estão os grupos onde ainda existem candidatos para horários completos (como acontece com alguns grupos do 2.º ciclo, na RR12), enquanto a vermelho, esses candidatos já serão residuais ou inexistentes (praticamente todos os grupos do 3.º ciclo e secundário).

Outro dado interessante a analisar na última coluna é a proporção de horários disponibilizados para Contratação de Escola em comparação com aqueles que vão saindo nas Reservas de Recrutamento: nalguns grupos, a quantidade de horários para Contratação de Escola é dez vezes superior àqueles que saíram nas reservas de recrutamento.

E agora ME?

As medidas apresentadas pelo ME para fazer face a este drama, vão no sentido de rever os mecanismos de profissionalização, escancarando as portas do ensino e não acrescentando absolutamente nada que possa tornar a profissão mais atrativa para quem já se encontra no sistema: e falo de contratados e professores do quadro.

Sejamos claros. Tornar a profissão mais atrativa significa:

  • Aumento de ordenados. Os ordenados dos professores aproximam-se assustadoramente do ordenado mínimo. No início da carreira, com renda de casa e deslocações, o professor paga para trabalhar;
  • Integrar quem está na escola pública há mais de 10 e 15 anos. São necessidades do sistema e acabarão por sair se surgir uma alternativa melhor (o que não é difícil);
  • Acabar com as vagas de acesso ao 5º e 7º escalões. Elas não melhoram a qualidade do ensino, não representam uma significativa poupança e deterioram muito o ambiente escolar.
  • Diminuir a idade da reforma. Professores desgastados, desmotivados e muitas vezes doentes, representam apenas mais baixa médicas. Uma baixa médica significa, na melhor das hipóteses, pagar a 2 professores e na pior… alunos sem aulas.
  • Melhorar as condições dos professores nos horários temporários. Prolongar, até 31 de agosto, o contrato dos professores que asseguram as aulas até ao final de maio parece-me de elementar justiça.
  • Melhorar as condições dos professores que ocupam horários incompletos. Uma das melhorias seria eliminar a vergonhosa contagem realizada para a Segurança Social.

O problema não é apenas desta equipa ministerial, porque a anterior foi ainda pior, mas anunciar que se quer tornar a carreira mais atrativa implica melhorar as condições de quem já está no sistema ou então será apenas demagogia que fragilizará a democracia e reforçará os extremismos. 

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ESCOLA – Manuel Rocha

 

Uma desgraça nunca vem só. Já há algum tempo que se tinha dado pela falta de crianças na escola. Mas a notícia, agora, é a da falta de professores. Há quem diga que são os males da modernidade: de um lado os pais que não fazem filhos, do outro o ensino superior que não anda a parir professores. Fosse coisa do destino e estaríamos conversados, já que “o que tem de ser tem muita força” e o poder da oração já não é o que era dantes. Mas não é assim. Não havendo vulcões e ciclones metidos ao barulho, o mundo é mesmo o que se quiser que seja, resultado das vontades do povo que, mesmo quando não tem juízo, é o principal condutor da História. Por isso é que faz sentido contestar a fazedura de um mundo que é chão infértil para os nascimentos e lugar de abandono profissional, por razões de vontade de quem manda.

Houve tempo em que se nascia por impulso natural. À inconveniência das bocas, e suas fomes, juntava-se a oportunidade da multiplicação das mãos na lavra do pouco ganho. Por isso é que, trabalhando, não se saia da pobreza. Enchiam-se as barrigas ao sabor das luas, nascia-se e morria-se sem que isso fosse notícia de espanto particular. Trabalhava-se sem horário nem direito, sem que a escola fosse o início das vidas inteligentes. Os professores não eram, naquele tempo, uma prioridade da Nação, pelo que poucos chegariam às folias universitárias. A generalidade dos portugueses ficava-se pelas poucas letras, e eu, em 1976, estava em Malpica do Tejo e Unhais da Serra, onde conheci alguns dos muitos que esperaram pela democracia – ainda que já em desbotamento – para aprenderem a escrever o nome com que substituiam a cruz envergonhadora que lhes fazia a vez de assinatura nas voltas da burocracia. Era um adolescente investido em alfabetizador nas brigadas do Movimento Alfa.

Os miúdos de agora não viveram esse tempo azedo. E como o que é bom nem se dá por ele, hão de pensar que a Escola que lhes é morada sempre assim existiu e existirá – tão certa como o ar que se respira, isenta de taxas, arredada das lutas que separam quem tem de quem não pode ter. Tendemos a acreditar que o que é justo é eterno. E isso também é conquista democrática, nem que seja pela criação de uma nova realidade, em que Nambuangongo já não é pesadelo juvenil.

O que é que, entretanto, nos aconteceu? O que é que fez com que a oportunidade dos nascimentos tenha perdido no confronto com os horários de trabalho desregulados, o custo da habitação, a magreza do salário? E por que é que a opção pela profissão docente traz em si males iguais ao de não poder existir, acrescentados dos males da estagnação numa carreira que é igual a um funil? Onde estarão os milhares de professores que fugiram da profissão no dia em que fizeram contas à sua vida; ou se cansaram da condição de pais-de-fim-de-semana e da renda do quarto lá longe, ao pé da escola; e da aridez da escola-empresa em laboração para o campeonato rankinguesco? Na “alternância” que nos é oferecida a escola vai passar a ser assunto local – um ministro em cada município, num mapa educativo que é uma manta de retalhos (e, no limite, uma fonte de lucro fácil).

Uma desgraça nunca vem só. Diz quem manda que, para remediar a falta de professores, há que chamar à sala de aula quem não tenha querido ser professor e esteja parado numa qualquer praça de jorna, em que os braços sobrantes se conformem com qualquer função. Como num tempo inverso daquele em que a escola quis ser prioridade da Nação.

In Diário das Beiras

 

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“Não vão ser precisos muitos anos para entrar no quadro” Inês Ramires

 

 

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UMA MÁQUINA DE MATAR PROFESSORES

 

UMA MÁQUINA DE MATAR PROFESSORES

 

Aquela tarde foi crucial. Há anos que os sinais se vinham avolumando. Tudo se tornara, todavia, mais doloroso naquelas semanas, com consequências mais acentuadas, quase irremediáveis. Ao longo do dia, fora oscilando entre a tranquilidade dentro da sala de aula, na presença gratificante dos alunos, e uma perturbação interior sempre que saía desse lugar protegido e acolhedor para outros espaços escolares, onde era obrigado a desenvolver tarefas insanas, de burocrata. Findo o dia, decidi não ir de imediato para casa. Virei à direita, estacionei o carro e entrei no banco do hospital. Fui atendido prontamente por uma médica cujo nome esqueci, mas a quem ficarei eternamente grato. Aplicada uma bateria de exames, tal era o meu estado de saúde, obrigou-me (é esse o termo) a ficar de baixa. Tive de reconhecer. A “escola” estava a dar cabo de mim, ao fim de 25 anos inteiramente dedicados a ela.
Foi muitíssimo difícil assumir a derrota. Ao longo de meses em casa, com tratamento médico e consultas frequentes, tive de reconhecer a minha fragilidade, como vítima de “burnout”, cujas causas conhecia. Vi-me, sobretudo, obrigado a sublinhar que a satisfação e alegria sentida diariamente na sala de aula como professor já não era suficiente para abafar todo o resto. Esse resto não era, aliás, um “resto”. Era, sim, uma avalanche que de súbito caíra sobre mim – e, creio, tem caído sobre centenas ou milhares de docentes cujo brio profissional os tem posto em confronto com um “sistema” que visa destruir o cerne da escola portuguesa, da liberdade de ensino e da aprendizagem sólida e consequente.
Não sei se vale a pena listar as flechas, os tiros e os bombardeamentos que têm sido lançados dos vários organismos do Ministério da Educação contra a dignidade dos professores, contra a solidez e qualidade do conhecimento a construir nos alunos, contra a democracia nas escolas, contra a privacidade, a dignidade e a liberdade das famílias, contra a manutenção de um clima de paz intergeracional nas instituições de ensino, contra os alunos que esperam das salas de aula uma prática consequente, criativa e exigente, contra uma sociedade que deveria ter nas escolas viveiros de cidadãos conhecedores, conscientes e críticos. Tantas têm sido (no último quarto de século) essas munições que seria fastidioso apresentar o seu rol. As consequências estão, todavia, à vista. Três décadas ou quatro depois, voltámos a ter uma grave falta de professores nas escolas portuguesas. E só não há uma debandada geral dos alunos em direcção aos colégios privados que ainda conseguem levar o processo de ensino-aprendizagem a sério porque a generalidade da população portuguesa – mesmo da classe média – não tem dinheiro para pagar as mensalidades exigidas pelas instituições que não recebem apoio do Estado.
A escola pública portuguesa tem sofrido assaltos sucessivos de grupos de pressão que, directa ou indirectamente, se têm instalado nos feios prédios do Aterro lisboeta, à Avenida 24 de Julho. Quem conheça o meio, sabe bem quem o povoa e quem por lá tem influência e é ouvido. As políticas educativas que conseguem impor, graças a eficazes manobras de propaganda, de pressão ou de manipulação, não visam nem alguma vez visaram a qualidade da escola e das aprendizagens. Não querem saber dos alunos nem das famílias nem dos professores. Servem interesses académicos e pessoais, agendas políticas e sociais, estratégias económicas. Pretendem usar a escola como palco, como ferramenta de manipulação ideológica, como caixa multibanco. As técnicas de sedução são exímias. Chegam a cativar muitos docentes, aliciando-os, ludibriando-os, estimulando os seus instintos mais escusos. Sabem recompensá-los. Usam-nos, depois, como armas de arremesso contra os seus colegas que têm a ousadia de pensar pela sua própria cabeça e de afirmar, sem medo, que o rei vai nu, que as “maravilhas fatais” apresentadas em formações e deformações não passam de quinquilharia velha ou sem valor, destinada a enganar meio mundo e a outra metade. A maioria dos professores não é, todavia, parva. Percebe o que está a suceder. Tem percebido. Tem resistido como pode. Essa resistência é conhecida. E detestada por muitos directores, por demasiados colegas, por muitos pais inconscientes e, obviamente, pela tutela do Ministério. Há mais de duas décadas que o assalto vem crescendo.
Ninguém ignora que o assédio moral dentro das escolas é uma realidade constante e reiterada. Quase sempre, subtil. A definição, pescada na Wikipédia (não é preciso ir mais longe), assenta como uma luva no que se passa com muitos docentes portugueses: “a exposição […] a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas […] actos ocorridos durante a jornada de trabalho e no exercício das suas funções […] desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização […] ameaçando o seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho […]”. Com maior ou menor intensidade, é este o dia a dia de muitos professores. Pais envenenados, colegas manipulados ou interesseiros, hierarquias picadas pelo Ministério sujeitam quem quer fazer o seu trabalho honestamente a pressões inimagináveis, a humilhações de que poucos suspeitam. Visam destruir a sua autonomia científica, técnica e pedagógica que, apesar de garantida pelo Estatuto da Carreira Docente, vem sendo dinamitada há muito tempo, com especial intensidade nos últimos seis anos (nos quais têm pontificado os fiéis continuadores da guerrilha promovida com eficácia, entre 2005 e 2009, por uma senhora chamada Maria de Lurdes Rodrigues e seus comparsas). Junte-se a isto a subversão das regras de avaliação do trabalho dos docentes (alvo de um constante tráfico de influências e das mais mirabolantes manobras), o congelamento da sua progressão na carreira, a desconsideração do seu mérito efectivo (em benefício de um lambe-botismo atávico), a intromissão nas suas aulas (que chega ao ponto de impor “coadjuvantes” dentro das salas que, na prática, são muitas vezes vigilantes e bufos), o apagamento ou manipulação do rigor na avaliação e na disciplina – e não serão muitos os resistentes. Quem está perto da reforma, aposenta-se o mais depressa que pode, mesmo com prejuízo na carteira. Quem consegue encontrar uma porta aberta por onde possa fugir, muda de emprego, definitivamente ou durante algum tempo. Outros, infelizmente, não resistem e sofrem graves consequências na sua saúde, nem sempre remediáveis.
Alguém se admira de que os professores escasseiem com este sistemático mecanismo de “assassinato”? Quem se espanta quando, hoje em dia, poucos jovens querem formar-se para exercer a docência nas escolas públicas portuguesas? Só os parvos ou os interesseiros podem mostrar espanto. Só os incautos podem acreditar na hipocrisia daqueles que surgem, agora, muito preocupados (propondo medidas de papelão) quando, na realidade, são eles os responsáveis pela grave situação em que estamos mergulhados. Quem, como eu, se confronta directamente com o nefasto purgatório que é, hoje, a escola pública portuguesa já está à espera de tudo. Como pai e professor, sei do que falo e dolorosamente o escrevo, pois é preciso dar testemunho público, agora mais do que nunca. Seria bom que muitos outros o fizessem, saindo do seu silêncio angustiado ou do alívio das redes sociais e das salas de professores.
Tirei consequências daquele dia em que me vi obrigado a ir ao hospital, aceitando o que os vários médicos me impuseram durante meses e meses. Vi-me obrigado a assumir uma derrota que pôs em causa 25 anos de dedicação aos alunos. Hoje tenho saudades deles. Deles só. Muitos, como eu, voltariam de bom grado ao ensino se a escola voltasse a ser uma escola, deixando de ser um soez campo de batalha ideológico onde só os heróis resistem à estratégia de estupidificação geral que há muito está montada. Não sei o que o futuro nos trará. Não sei o que o futuro me trará quando e se um dia para lá voltar. Só um movimento de 180 graus poderá arrepiar o perigoso caminho que trilhamos. Só assim serão vencidos os “snipers” que vão eliminando os professores, substituindo-os por simulacros baratos sem autonomia, sem ética, sem exigência e sem pensamento próprio.

RUY VENTURA
(escritor e investigador)

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“Vai haver falta de professores num futuro próximo”

 

“Durante a pandemia, a sociedade percebeu o quanto é importante a função docente, porém, logo a seguir esqueceu. Foi preciso o Ministro da Educação, a destempo, vir dizer que dentro em breve vão faltar professores nas escolas. O alarme tocou!

“Vai haver falta de professores num futuro próximo”

Andaram durante anos e anos a maltratar esta classe que sempre foi mal vista, sendo um fardo para qualquer Orçamento do Estado, pois são muitos: já foram 150.000 e atualmente andam à volta de 120.000 professores. São muito mais do que médicos e nem se fala comparado com juízes.

O ministro Tiago Brandão Rodrigues foi o ministro que mais tempo esteve à frente da pasta da Educação, mas o que menos fez pelos professores, contudo, deveria ter sido o contrário.

Todos os obstáculos que se puseram aos professores: desde concursos em que tinham de ir para longe de casa, poderem efetivar-se, não saberem se no ano seguinte teriam emprego, não terem acesso a um horário completo, exercerem no meio de papéis e normas, em vez, de ensinarem, bloqueio da carreira para ganharem um pouco melhor, a não contagem do tempo de serviço, entre outros. Tudo isto levou a que ninguém quisesse ser professor.

Vai haver falta de professores num futuro próximo e não se tratou deste assunto com tempo nem se delineou uma estratégia.

Afinal, os professores são importantes numa democracia adulta e na edificação de uma educação para todos!

A imagem dos professores também passa por quem os representa. Mário Nogueira da FENPROF, toda a gente sabe que é comunista, mas defendeu sempre em primeiro lugar os professores e é das pessoas em Portugal que mais sabe da problemática docente. João Dias da Silva da FNE é social-democrata, sereno e comedido, mas sempre defendeu os professores.

Porém, existe a ANDAEP (Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas). O seu diretor é diretor de uma escola e acumula com presidente de junta eleito nas listas do PS.

José Manuel Ascenção, presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), foi candidato do PSD à Câmara de Gondomar.

Um dos graves problemas dos professores, e o que a eles diz respeito, é a falta de independência de quem os representa, outra é haver entidades a mais a começar por haver sindicatos a mais.

Uma forma, no futuro, de dignificar e fazer respeitar os professores seria criar uma Ordem de Professores. Um professor primário é licenciado como qualquer professor da universidade, que pode ter um mestrado ou um doutoramento. A terminologia há só uma e o seu grau de importância não depende onde exerce. Um pediatra por tratar crianças não deixa de ser médico.

Espero, um dia, ver reconhecida a profissão docente, como algo importante para termos uma sociedade melhor, mais educada e com saber.”

 

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“Sem professores, os alunos não aprendem e o currículo pode não ser cumprido”

 

“Sem professores, os alunos não aprendem e o currículo pode não ser cumprido”

A greve às horas extraordinárias convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) a partir de segunda-feira pode, de facto, agravar o problema de falta de professores nas escolas?
Essa [as horas extraordinárias] é uma das formas que os directores de escolas têm para resolver o problema de escassez de docentes. Propomos aos professores efectivos, que já têm horário completo, fazerem horas extraordinárias. A lei permite que se obrigue a isso, mas nós não obrigamos ninguém. O que fazemos é propor aos professores que façam mais algumas horas, para acudir a este problema.

Uma greve a estas horas extraordinárias pode, com certeza, piorar o cenário, mas tudo vai depender do grau de adesão. É bom que se diga que os professores, que não são os sindicatos, querem fazer parte da solução. Por este motivo, estou convencido que a adesão à greve acabará por ser baixa.

A estimativa da Fenprof aponta para 20 a 30 mil alunos que ainda não têm pelo menos um professor. É um número semelhante ao que foi divulgado há um ano e há dois, mais ou menos na mesma altura do ano lectivo. Por que persiste este problema?
O único indício de vontade de resolver o problema que vi até agora foi o estudo das necessidades [de recrutamento] apresentado esta semana pelo Ministério da Educação (ME). Mas as soluções apontadas são para o médio e longo prazo e nós precisamos de soluções a curto prazo também. Os directores têm tentado resolver através da atribuição de horas extraordinárias.

Outra solução seria completar os horários de professores que têm horários incompletos.

Além disso, gostávamos que, a partir do próximo ano, este deixasse de ser um problema das escolas e, para isso, devia ser aberto um concurso extraordinário para vincular professores contratados, que são docentes habilitados e muito experientes, que são precisos no sistema educativo. Penso que é uma solução que depende mais do Ministério das Finanças do que do ME.

O Governo também anunciou a criação de uma task-force que vai trabalhar directamente com as escolas para resolver situações de carência de professores. Ainda não sabemos como é que isto vai funcionar. Este é um problema estrutural e temos que apelar a soluções estruturais, que não passam pela acção de uma task-force, que terá uma acção muito específica, numa dada escola.

Que impacto é que esta ausência, já estrutural, de professores tem junto dos alunos, ainda mais num ano que se anunciava de recuperação das aprendizagens afectadas pela pandemia?
Sem professores, os alunos não aprendem e o currículo pode não ser cumprido. O impacto de tudo isto depende muito do momento em que os professores vão começar a leccionar as aulas.

Alguns docentes ainda estão a chegar às escolas nesta altura e há outros que não sabemos quando virão. Esse prazo vai fazer diferença. As escolas têm estratégias de apoio a estes alunos, atribuindo-lhes mais horas de aprendizagem quando o professor for encontrado, mas está longe de ser a situação ideal. O que devia acontecer era que os alunos tivessem o seu professor no início do ano lectivo a dar a matéria que os currículos prevêem.

Público

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ESTA FOI EM UMA SEMANA EM CHEIO

 

Esta foi mesmo uma semana em cheio.
Na terça-feira, dia 16, tiveram início as celebrações do centenário de José Saramago, que só acontecerá em 2022, com um programa cultural internacional em torno do Nobel da Literatura.
Estas celebrações consolidarão a presença do escritor na história cultural e literária, em Portugal e no estrangeiro, assim como prestarão homenagem à sua figura como cidadão. Amado por uns, odiado por outros, o certo é que Saramago nunca morrerá.
Na mesma terça-feira, reuniu a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, para discutir aquela medida imoral e puramente economicista, vulgarmente conhecida como “quotas e vagas para acesso aos 5 e 7 escalões”. Sim, aquela que que leva a critérios pouco ou nada claros relativamente à atribuição das notas de muito bom e excelente.
O PAN, o BE e o PCP apresentaram as suas recomendações no sentido de se acabarem com estas injustiças.
Recomendações estas que, sem surpresa, foram rejeitas, com o voto contra do PS e a abstenção do PSD nas iniciativas do PAN e do BE. A iniciativa do PCP foi rejeitada com os votos contra do PS e do PSD.
O costume.
Podem consultar toda a documentação em https://snpl.pt/Discussao-vagas-acesso-5-7escaloes.pdf
Voltando a José Saramago, “O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente.”
Na quarta-feira, acordámos com a notícia que o Governo irá criar uma task-force para ajudar escolas com falta de professores.

A criação desta “task-force” será constituída por elementos da DGEE e da DGAE, para ajudar aquelas escolas que ainda têm falta de professores, ou seja, todas ou quase todas de Portugal Continental.
Vamos lá ver se o Ministério da Educação se vai dignar em criar uma “task-force” para negociar com os sindicatos, algo que já devia de ter acontecido há meses.
Na quinta-feira, somos presenteados na SIC Notícias com a entrevista ao ex-Senhor Ministro Nuno Crato, na qual este afirma que a “falta de professores é um “drama anunciado há muito tempo”. Certamente que já se esqueceu de uma entrevista dada ao Semanário Sol, onde defendia que havia profissionais a mais e que a “redução de professores seria inevitável nos próximos anos.
Mudam-se os tempos…
E agora, resta-me desejar-vos um Bom fim-de-semana, pois a semana não foi em cheio por causa do que foi mencionado até agora, mas sim pelas infindáveis reuniões intercalares que tivemos esta semana.

Com os melhores cumprimentos,
Lisboa, 20 de novembro de 2021
A Presidente da Direção Nacional,
Grasiela Rodrigue

 

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O aumento salarial médio por ano adicional de escolaridade tem vindo a descer significativamente

 

A geração da década de 40 tinha menos de 6 anos de escolaridade, em média, quando atingiram os 30 anos de idade. A geração nascida meio século depois (1990-99) duplicou o número de anos de escolaridade. No entanto, a recompensa salarial por cada ano adicional de escolaridade nesta geração mais nova é metade do que se verificava na geração de 1940-49.
Apesar da tendência verificada, a educação continua a ser um catalisador do crescimento económico de cada cidadão e, consequentemente, um forte estímulo à mobilidade social, ainda que esse contributo seja menor para as gerações mais jovens.

 

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Ministro Brandão Rodrigues corre atrás do prejuízo

Ministro Brandão Rodrigues corre atrás do prejuízo

Agora que está de abalada, à última hora e após seis anos de inércia e adormecimento, ministro dá-se conta daquilo que o SPZC tem chamado a atenção há anos. A falta de professores é um problema gigantesco que só pode ser ultrapassado com um investimento sério na Educação. Para já, é fundamental a revalorização da carreira e o rejuvenescimento da classe 

A questão da falta de professores é candente e, como o SPZC e a FNE vêm alertando há anos, não é de agora. Para espanto de todos, até dos mais incautos, Brandão Rodrigues só agora em final de mandato é que se dá conta que o país atravessa este enormíssimo problema. Sendo o político que mais anos passou à frente da pasta da Educação é uma atitude, no mínimo, deplorável e irresponsável. Foram seis anos de inércia e falta de competência para resolver este e outros assuntos que exigiam ações concretas e medidas de fundo. Foi um longo período de hibernação.

Os educadores e professores portugueses são profissionais altamente certificados e qualificados. Desde que o Processo Bolonha foi implementado no Ensino Superior português que só entram nos quadros das escolas quem possuir o grau de mestre (2.º ciclo) e for profissionalizado. Brandão Rodrigues não soube estar à altura da excelência dos docentes que (não) liderou.

Um problema desta magnitude, estrutural, exige medidas de fundo. Esta grave situação não é ultrapassável com medidas de cosmética ou com o aumento do número de horas aos professores, já de si sobrecarregados, nem facilitando o recrutamento de candidatos a docentes sem as necessárias habilitações profissionais.

Desde logo, há que investir fortemente no sector da Educação. E não é isso que tem acontecido. Repare-se, por exemplo, nos valores de referência em relação ao PIB ao longo das últimas décadas: até 2002 houve um aumento, atingindo os 5,1%; a partir daí, regista-se uma descida para os 3,9%.

O SPZC estará atento às propostas que, nesta como noutras matérias, serão apresentadas pelo Executivo que resultar das eleições legislativas de 30 de janeiro próximo.

Uma nota digna de registo respeita à reunião que ocorreu recentemente no âmbito do Ensino Superior que deixou alguns sinais positivos para o sector em termos de progressão nas carreiras. O MCTES mostrou abertura para incluir as propostas do SPZC e da FNE no documento final sobre a progressão nas carreiras dos Politécnicos e das Universidades. O SPZC e a FNE demostraram, uma vez mais, a total disponibilidade para a negociação com o Governo, nesta e noutras matérias, e a defesa intransigente dos docentes.

Entretanto, enquanto não for definido o novo quadro governativo, o SPZC e a FNE estão empenhados na elaboração do caderno reivindicativo, a ser apresentado a todos os partidos com assento parlamentar, e de forma particular o roteiro do ensino e educação para a nova legislatura.

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Quero ouvir o Costa e o Tiago dizer que as escolas são lugares…

 

Na região Norte, relativamente aos surtos detetados nesta região, 69% deles ocorrem em contexto escolar ou universitário.

Na região Centro, no que toca aos surtos identificados, 40% ocorreram em escolas e universidades.

Em Lisboa e Vale do Tejo,  dos surtos registados 39% foram detetados em ambiente escolar e universitário.

região do Alentejo, em relação aos surtos registados, 59% ocorre em escolas e universidades.

região do Algarve, o maior palco de surtos continuam a ser as escolas e universidades, que reúnem 38% deles.

 

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Esta notícia deixa-me preocupado…

O Tiago não é mencionado…

As mexidas no Governo caso o PS ganhe as eleições

 

 

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Lista Colorida – RR12

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR12.

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325 contratados na RR12

Foram colocados 325 contratados na reserva de recrutamento 12, distribuídos da seguinte forma:

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Projetos de Resolução sobre as quotas do 5.º e 7.º escalões REJEITADOS

Para memória futura. É assim que se torna uma profissão atrativa…

 

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A Excelência do Comentário em Educação…Como Sempre

Ontem, Pela RTP3 | O Meu Quintal

 

Ontem, Na Antena 1 | O Meu Quintal

 

PS:

E já agora boas leituras:

6ª Feira | O Meu Quintal

 

Adoro Embirrar Com Minudências | O Meu Quintal

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Grande campanha para a Força-Tasca

 

 

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O Paulo Guinote explicou problemática da falta de professores

O Paulo Guinote ontem na RTP3 a falar sobre a problemática da falta de professores.

 

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Reserva de recrutamento n.º 12

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 12.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 22 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 23 de novembro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 12

Listas – Reserva de recrutamento n.º 12

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As medidas para colmatar a falta de Professores propostas pela Mosca

 

 

 

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Desde 2010, os Professores perderam 12,5% de poder de compra

 

A Direção Geral Administração e do Emprego Público acabou de publicar a “Síntese Estatística do
Emprego Público” referente ao 3º Trimestre de 2021. Foi precisamente com base nesses dados oficiais
que calculamos a variação do poder de compra das remunerações base mensais líquidas das várias
categorias de trabalhadores das Administrações Públicas.

No caso do professores podem verificar na imagem abaixo:

 

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Os professores do futuro (próximo)

 

Os excedentes de qualquer curso superior (ou não) que não consigam trabalho ou emprego na sua área de estudos, serão transformados (a martelo) em professores.

A qualquer estudante de um mestrado via ensino será concedida a honra de um pequeno horário numa escola onde haja falta de professores ou candidatos a professores, sem direito a remuneração ou subsídio.

Se necessários, contratar-se-ão o Xico, o Manel e o Zecarias à saída do secundário. Estilo “ano sabático” ou “programa Descobre a tua Vocação” antes da nova tentativa para entrar no ensino superior e para não andarem por aí a roçar as esquinas dos prédios da cidade…

Quem sabe, o professor Karamba, não realiza o seu sonho…

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A falta de Professores – Carlos Santos

 

Quando julgava não ser mais possível o género humano superar-se na asneira, assim aconteceu…
Aos professores tudo se exige, desde formação especializada a formação contínua, a avaliação humilhante, horários de trabalho selvagens e responsabilidades acrescidas para colmatar as enormes falhas de uma sociedade irresponsável. Mas, depois, propõe-se que, com o maior dos facilitismos, se conceda a qualquer cidadão diplomado o direito a ser professor.
Mas, vindo de quem vem, não seria de esperar outra coisa. Quando se acha que alguém que nada tem a ver com o ensino nem percebe de Educação pode ser Ministro da Educação, não seria de estranhar que o mesmo considerasse natural pôr a dar aulas alguém que nada tivesse a ver com o ensino. Esta é a cereja em cima do bolo na passagem pelo ME de um ministro ausente, porque, veja-se só, o seu tempo não chegava para saciar uma certa e desmesurada afeição por desporto.
Mas, o mais caricato é que a solução está ao alcance do olhar de todos. Se tratasse melhor e condignamente os que cá estão (no ensino) em vez de ir buscar licenciados para tapar os buracos que abriu, a coisa resolvia-se num instante. Haveria menos professores a abandonar a profissão, ou a pedir a reforma antecipada, e haveria mais jovens a quererem ser professores.
Assim, como a incapacidade é muita, apagam o fogo com mais lenha para a fogueira. Num sistema repleto de professores desmotivados e exaustos pela sobrecarga de trabalho – sobretudo burocrático –, envelhecidos pelo enorme afastamento da idade para a reforma, mal pagos, sem nenhumas ajudas de custo e nómadas – fruto da instabilidade profissional –, vão querer acrescentar pessoas que nada têm a ver com a Educação que, na ausência de outro rendimento, virão para as escolas vender aulas ao baixo custo a que são pagas.
No meio de toda esta insensatez, perdem os alunos nas suas aprendizagens.
Mas o que interessa isso a gente que não entra numa sala de aulas há décadas, nada percebe sobre aquilo que se passa nas escolas e sobre a atividade profissional de um professor?
Só é de lamentar que os pais – sobretudo, quem os representa –, contrariamente ao que sucedera noutras ocasiões em que se punham logo na primeira fila para a tirar a primeira pedra os professores, agora estejam tão calados perante tamanha aberração; pessoas que serão tão responsáveis pela degradação do ensino e da educação dos seus filhos, quanto os políticos que cegamente seguem.
O delírio é tanto, achando que qualquer um pode ser professor, que em breve todo o edifício escolar construído por todos ao longo de décadas acabará por ruir na mediocridade em que se transformará a educação em Portugal.
Mas, a rigor, há que perceber que todos estes que fazem currículo (e trampolim) às custas dos títulos de estado que envergam, não lhes interessa o modo como deixam ficar desarrumada a casa da educação depois de por lá passarem.
Se o ministro realmente existisse, teria entendido qual o verdadeiro motivo de estar a agigantar-se o problema há muito anunciado da falta de professores; já teria admitido estar a ser altamente prejudicial à sanidade física e mental a sobrecarga de trabalho e a falta de autoridade e a dignidade retirada aos docentes; teria visto que existem professores que pagam para trabalhar, fruto das deslocações diárias ou das rendas de uma segunda casa nas terras onde são colocados; teria compreendido que a promessa de baixos salários agravados pela perda de quase 30% do poder de compra nos últimos 12 anos, afastaria os candidatos a uma vida penosa e mal paga; já teria percebido que, hoje em dia, só um insano opta por uma carreia que o atirará para longe da sua família durante décadas, com despesas de contexto avultadas, em troca de um salário indigno que, para um professor em início de carreira, já pouco difere do salário mínimo e que, para muitos professores contratados, descontando as despesas, fica abaixo do limiar da pobreza. Mas como a única pobreza dos nossos estadistas é apenas a de espírito e o nível de desconhecimento maior ainda, no meio de tanta incompetência, não tendo ainda conseguido destruir o ensino com a doença que espalharam, vão agora tentar acabar com ele com a cura que anunciam.
Em todo o caso, seria de uma enorme desonestidade intelectual atribuir todas as culpas ao ministro pela sua inoperância ou pela atividade errante, pois os seus antecessores não foram menos brilhantes na tarefa de arruinar a educação.
Só é de lamentar que sejam poucos aqueles que se aperceberam que o inexcedível espírito de sacrifício e de entrega dos professores foi o responsável pela sobrevivência da escola pública e pela melhoria da instrução de uma população, outrora, quase analfabeta. Só é pena terem falhado na formação de alguns…
Alguém em tempos dissera ser triste a nação onde um dia seja mais bem pago um advogado do que um professor. E não é preciso ter olho clínico para encontrar nos nossos noticiários o estado calamitoso e imoral a que chegou uma nação recheada de advogados atarefados a salvar bandidos e de professores a passar mal para conseguirem exercer a sua profissão.
Carlos Santos

 

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Passamos de professores a técnicos de educação e em regime de avença

 

 

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Quem quer ser professor?

É preciso que a profissão seja atractiva, sob pena de serem cada vez menos os que a querem. É preciso que quem está nas escolas não seja esmagado pela burocracia e haja condições efectivas para ensinar, sobretudo em zonas mais desfavorecidas e com mais problemas sociais.

Quem quer ser professor?

O estudo que o Ministério da Educação apresentou nesta quarta-feira é um murro no estômago: em dez anos, 39% dos professores vão reformar-se. Precisaremos de mais de 34 mil profissionais, no mínimo, até ao ano lectivo 2030/31, já contando que também haverá uma redução do número de alunos nas escolas, fruto da quebra de natalidade dos últimos anos. No ensino pré-escolar, o cenário é tão grave quanto isto: seis em cada dez educadores actualmente no activo estarão aposentados em 2030.

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44 ofertas ativas de AEC no site da DGAE, fora o resto…

 

A falta de professores há muito que chegou às AEC, mas ninguém fala disso.

A Tasck-force da DGAE e da DGESTE também irão tratar desta falta de professores (em muitos caso considerados técnicos)?

O problema está muito bem identificado. Os horários são reduzidos, neste momento na plataforma estão no intervalo entre 1 e 10 horas, e consequentemente o vencimento é inferior ao ordenado mínimo. Os horários disponíveis não se conjugam com os de docentes que poderiam querer acumular (só até 6 horas para horários completos).

Os alunos ficam entregues a assistentes operacionais (sempre fica mais barato) o que prejudica não só os mesmos como o trabalho a ser desenvolvido e da competência das assistentes operacionais. Cria desigualdades atentando contra a equidade de que tanto se fala (mas só se fala).

Por aqui se vê qual o problema que se vive nas escolas de todo o país, faltam professores para tapar buraquinhos com horários reduzidos, ordenados reduzidos e difíceis de conjugar com outras atividades profissionais que permitam uma sobrevivência digna de qualquer ser humano (os professores também são humanos para espanto de muitos).

 

 

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A violência continua… e o ME assobia. Quando acontecer o pior, acordará.

 

A PSP e os bombeiros foram acionados, pelas 15h58 desta quinta-feira, para a escola EB 2/3 General Humberto Delgado, em Santo António dos Cavaleiros, devido à ocorrência de distúrbios entre duas alunas.

Fonte dos bombeiros disse ao CM que as duas menores se envolveram em agressões mútuas, e sofreram ferimentos.

Ambas foram transportadas para as urgências do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

A PSP enviou vários carros-patrulha para o local, e terá elaborado expediente deste confronto entre alunos.

 

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Pré-aviso de greve às horas extraordinárias de 22 a 26/11

 

 Pré-aviso de greve às horas extraordinárias

 

 

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Número de docentes em funções no ano letivo de 2018/19 e evolução dos que permanecem ativos por ano letivo

Uma queda acentuada do número de docentes que advém da sua estrutura etária envelhecida com muitos docentes próximos da idade de reforma dos 66 anos. Segundo o Perfil do Docente de 2018/19 (DGEEC, 2020b), a idade média dos docentes no sistema público era de 54 anos na educação pré-escolar, de 48 no 1º CEB, de 51 no 2º CEB e de 50 no 3º CEB e ensino secundário. Excetuando o 1º CEB, nos restantes ciclos de ensino a percentagem de docentes com mais de 50 anos era de mais de 50%.

Número de docentes em funções no ano letivo de 2018/19 e evolução dos que permanecem ativos por ano letivo

 

Estas projeções indicam o seguinte:
a) dos 8.189 educadores na educação pré-escolar em 2018/19, estimamos que apenas 3.200 não se terão reformado até 2030/31, ou seja, uma redução de cerca de 61%;
b) no 1º ciclo do ensino básico, dos 24.167 docentes em 2018/19, apenas 16.726 estarão ainda ativos em 2030/31, ou seja, uma redução de aproximadamente 31%;
c) no 2º ciclo, dos 18.709 docentes em 2018/19, apenas 10.192 ainda não se terão reformado até 2030/31, correspondendo a uma queda de 46%;
d) para o 3º ciclo e ensino secundário, dos 61.095 docentes em 2018/19 apenas para 37.736 permaneceram ativos até 2030/31, uma queda de 38%.
e) quanto aos docentes de Ensino Especial, Língua Gestual Portuguesa e Educação Moral e Religiosa, do pré-escolar ao ensino secundário, dos 8.209 destes docentes em 2018/19 apenas não se terão reformado 5.547 em 2030/31, uma queda de 32%.

 

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Projeções da evolução do número de alunos até 2030

 

Observamos, Estudo de diagnóstico de necessidades docentes de 2021 a 2030, que:
a) Na educação pré-escolar, o número de alunos entre 2018/19 e 2030/31 manter-se-á relativamente constante acima dos 121 mil alunos resultante da evolução demográfica observada recentemente e aquela que é projetada para os anos incluídos nesta análise.
b) No 1º ciclo do ensino básico, prevê-se que o número de alunos, após uma queda inicial que deverá durar até 2022/23, estabilize em valores próximos dos 290 mil, chegando a 285.631 alunos em 2030/31, equivalente a uma queda de cerca de 11% face a 2018/19.
c) No 2º ciclo do ensino básico, prevê-se que o número de alunos desça dos 176.287 observados em 2018/19 para cerca de 151.570 em 2030/31, o que corresponde a uma queda de 14%.
d) Os alunos matriculados no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário deverão descer dos 512.597 registados em 2018/19 para 402.074 em 2030/31. Tal corresponde à maior queda prevista, em cerca de 22%.

 

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Necessidades de recrutamento cumulativas de novos docentes em Portugal Continental, 2021/22 a 2030/31

As necessidades de recrutamento anuais de novos docentes vão-se intensificar ao longo do período nove anos, sendo de 3.050 em 2021/22 e de 4.107 em 2030/31

 

 

Necessidades de recrutamento anuais de novos docentes em Portugal Continental, 2021/22 a 2030/31

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