Dezembro 2021 archive

A Ler – 6.ª Feira

6ª Feira | O Meu Quintal

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Retratos do ano de 2021

No arquivo do “National Geographic” encontram-se milhares de fotografias que retratam, a resiliência humana, num 2021 marcado pela pandemia e pela crise climática, e são também uma homenagem ao trabalho destes fotógrafos. 

Deixamos-vos aqui três delas…

In South Jakarta’s Manggarai village, teacher Erdah Desiana at Elementary School No. 1 leads a small group of students. This school was one of hundreds around Jakarta that restarted in-person classes with stringent health protocols. Schools were open three days a week with half the students present one day and the other half there the next. Students at home attended via video-conference. Outbreaks of COVID-19 were still plaguing Indonesia, but the government pushed ahead with in-person school, arguing that the educational benefits outweighed the risks. PHOTOGRAPH BY MUHAMMAD FADLI

Spaced out across the Tel Aviv opera house, a masked audience takes in a revue by the Israeli Opera’s sopranos. By the middle of March, Israel had vaccinated more than half its citizens—a world first that sharply drove down its case counts. The country also rolled out a “green pass” system for fully vaccinated or recovered Israelis. From late April to late June, Israel had an average of fewer than 100 new COVID-19 cases a day—until the arrival of the more contagious Delta variant, which fueled a third wave of cases. PHOTOGRAPH BY DAN BALILTY

Even in bleak years, conservationists are bright spots. They work to preserve wild places, protect cultural heritage sites, defend threatened species. In the Democratic Republic of the Congo, Virunga National Park rangers pioneered the care of orphaned mountain gorillas. Photographer Brent Stirton was there in 2007 when ranger Andre Bauma found an infant gorilla clinging to her dead mother. He named the orphan Ndakasi—and would be her lifelong caregiver. The rangers built, and still run, an orphanage in Virunga for the gorillas. Stirton visited regularly. He was there in September when Ndakasi, dying of an undiagnosed illness, crawled into Bauma’s arms. Via Getty Images PHOTOGRAPH BY BRENT STIRTON

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Adeus ao ano velho – Jorge Bento.

 

“Os anos, meses e dias têm perna apressada; são muito eficazes a passar e ir-se embora. A altura é de balanço, de arrumar a vida e deitar fora o que está gasto. Convém varrer tudo, do fundo da alma até à porta da casa. Livrar-nos de toda a poalha, das mágoas e rancores, das caras e nomes incomodativos. Entremos lavados, asseados e escarolados em 2022!
Depositemos no lixo tudo o que se quebrou e não dá para consertar. Guardar o que não presta, além de estultice, é perder espaço e tempo.
Tinjamo-nos de cores alegres, por dentro e por fora. Ajudam na criação de um ambiente favorável. Renovemos a roupa interior; não ponhamos em contacto com a pele tecidos coçados, desbotados e encardidos, porque se entranham no ser. No vestuário exterior, mesmo sendo inverno, usemos tons da primavera. Por exemplo, o amarelo fica bem numa malha; atrai fortuna e prosperidade, pelo menos no ciclismo.
Quanto a comidas e bebidas, prefiramos as que avivam memórias de lugares e pessoas, e despertam o paladar da afeição e saudade. Entreguemo-nos e lambuzemo-nos nesses manjares e sabores, sem restrições!
Boas refeições pedem o complemento de exercícios recomendáveis. Não contemos o tempo de andar e caminhar na natureza e nas páginas dos livros. Se nos perdermos, deixemo-nos guiar pelo pensamento, que mora nos passos dados e nas frases lidas.
O deus Jano já está à nossa espera, pronto para abrir a janela do novo ano. Este não promete milagres ou exige sucessos; pede apenas que façamos o melhor possível, com o cinzel da coragem e o esmeril das atitudes.”

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“Vamos ver”, diz Graça Freitas Sobre o regresso às aulas em janeiro

 

Regresso às aulas em janeiro? “Vamos ver”, diz Graça Freitas

A diretora-geral de Saúde não se compromete com o regresso às aulas em janeiro: “Vamos ver”, diz.

“Se for preciso regressar com confiança, serão retomadas as aulas. Se não serão tomadas as medidas que serão consideradas necessárias”, afirma Graça Freitas, sublinhando que estamos a assistir a uma subida exponencial no número de casos e que é preciso analisar como é que esta quinta vaga vai evoluir.

 

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E360 a plataforma pesadelo

 

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Comparação das Aposentações com as Vinculações nos Últimos 10 Anos

Desde 2012 aposentaram-se até hoje, pela CGA, 16.835 docentes (quadro 1).

Desde 2012 até agora vincularam 14.291 docentes (quadro 2).

O saldo de novas entradas no quadro ficaram abaixo do número de docentes aposentados nos últimos 10 anos. Este saldo é negativo em 2.544 docentes.

Por não ser possível identificar o grupo de docência (com exceção do grupo 100 – Educação Pré-escolar) dos docentes aposentados não consigo fazer a comparação das novas entradas no quadro com o grupo de recrutamento dos docentes aposentados.

No caso da Educação Pré-escolar aposentaram-se 588 educadores de infância desde 2012, tendo entrado no quadro neste grupo de recrutamento 825 educadores.

No quadro 1 estão identificados os docentes aposentados por ano civil e no quadro 2 o número de vinculações de cada um dos 12 concursos que existiram desde 2012 para entrada no quadro, distribuídos por grupo de recrutamento.

 

Quadro 1

Quadro 2

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173 Docentes Aposentados em Janeiro de 2022

No mês de janeiro ficam aposentados mais 173 docentes da rede pública do Ministério da Educação do continente.

Desde 2012 que retiro o número de aposentados e entre 2012 e 2021 foram aposentados pela CGA 16.835 docentes. Neste período o ano com mais aposentados foi em 2013 que quase chegou às 5 mil aposentações.

Desde 2018 tem subido o número de aposentados e esta subida irá acontecer nos próximos anos, sendo que para 2022 estão previstas quase 3 mil aposentações e em 2023 mais de 3500.

 

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Isolamento Profilático reduzido para 7 dias

 

A DGS acaba de anunciara redução do Isolamento Profilático, de assintomáticos, para 7 dias em vez dos 10 dias que até agora era norma.

A Direção-Geral da Saúde informou hoje o Ministério da Saúde que o período de isolamento passa de 10 para 7 dias para as pessoas infetadas assintomáticas e para os contactos de alto risco.

Esta decisão está alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada, face ao período de incubação da variante agora predominante, a Ómicron.

A operacionalização desta decisão técnica, pela necessidade de atualização de normas e de reparametrização do sistema de informação, estará concluída o mais brevemente possível, no decurso da próxima semana.

 

 

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O meu copo ficou vazio – Paulo Guinote


O debate sobre a Educação em Portugal atravessou diversas fases nas últimas duas décadas, tendo chegado em alguns momentos a ser brutalmente conflitual e tóxico. Mas, nos últimos anos, foi-se esvaziando, ficando cada vez mais domesticado, desaparecendo quase por completo qualquer debate de ideias ou discussão de alternativas ao que vamos tendo como modelo único de políticas educativas.

Talvez por ter desaparecido quase por completo das prioridades do debate político, mesmo quando se tonou necessário falar acerca do ensino presencial e não presencial, a Educação tornou-se uma área da governação em que só de forma epidérmica e isolada surge algum contraditório a um estado de coisas que parece ter vindo para ficar, apesar da enunciação de muitas discordâncias e resistência ainda há não tantos ano assim.
Este estado de adormecimento e apatia não foi atingido por acaso, não aconteceu por estar natural mente inscrito na evolução natural das coisas, muito pelo contrário. É o resultado de uma estratégia que teve sucesso na eliminação, silenciamento ou confinamento das posições críticas, através da sedução ou cooptação de sectores da opinião que antes contestavam muitas das políticas implementadas desde os primeiros anos do século XXI.
Da gestão escolar à gestão do currículo, do modelo de avaliação das aprendizagens dos alunos ao modelo de carreira docente e de avaliação do desempenho, não esquecendo a forma de conceber a docência como uma variante de trabalho administrativo ou burocrático, qualquer oposição crítica foi apresentada como “ruído”, adjetivada como resultante de uma visão arcaica da Educação, enquanto se foi cobrindo tudo com uma retórica que usa termos que parecem de uma bondade inquestionável, mesmo se não correspondem às práticas efetivas.
Autonomia, colaboração, flexibilidade, inclusão, inovação foram apenas alguns dos termos que serviram para encher o copo de todos aqueles que surgiram associados ao novo poder na Educação desde 2015, apresentando como se fossem imensas novidades, conceitos e práticas que remontam a momentos diversos da evolução do pensamento educacional e pedagógico dos séculos XIX e XX. E assim se procurou dividir as águas de forma simplista, demagógica e maniqueísta entre “bons” e “maus”, “velhos” e “novos”, “inovadores” e “conservadores”, não hesitando em arregimentar considerações de natureza “moral” contra quem ousou criticar a deriva das políticas educativas para uma espécie de pensamento único que apresenta a “Educação do século XXI” como se tivesse apenas um caminho de sentido único e não como algo necessariamente plural.
E assim se encheu por completo o copo de uns, enquanto se esvaziava por completo o de outros. De um lado ficaram todos aqueles (a que costumo chamar cortesãos, porque tudo isto me faz lembrar o “paradigma” da lógica feudo-vassálica medieval) que aceitaram entrar, do lado das “soluções”, no jogo do funcionamento hierarquizado das escolas, da atomização curricular ao serviço de interesses micro-ideológicos que menorizam os saberes “tradicionais” em favor de sabores do momento, na teia da identificação de áreas prementes de formação que alimenta as clientelas académicas que fizeram essa mesma identificação, no culto do “sucesso” que é nuclear para a aferição das aprendizagens dos alunos, mas que é sujeita a quotas quando se trata de avaliar o desempenho docente.
Pessoalmente, não hesito em colocar-me do lado daqueles que ficaram com o copo vazio, porque vi desertar da “luta” concreta, no tempo certo, muitos do que se opunham à lógica da fragmentação municipal da gestão da Educação ou do modelo unipessoal baseado na obediência hierárquica da gestão escolar. Porque assisti à cristalização de um modelo de avaliação do desempenho docente que se diz norteado pelo reconhecimento do “mérito”, mas que na generalidade das situações premeia a representação do desempenho e a adesão às práticas que as “lideranças” pretendem aplicar para que elas próprias possam ser favoravelmente vistas pelo poder tutelar, central ou local. Porque discordo de um currículo fatiado de acordo com os gostos pessoais deste ou aquele governante ou eminência parda que considera que a Filosofia ou a História são conhecimentos antiquados a substituir por salpicos da espuma dos dias, em forma de filosofias ubuntus ou meditações de fim de semana. Porque acho um erro enorme definir-se como padrão apenas o “essencial” em matéria de aprendizagens, como se a “inclusão” só fosse possível reduzindo o Conhecimento a um esqueleto descarnado de conteúdos desarticulados.
Para o ano de 2022 que começa com campanha eleitoral não guardei quaisquer especiais esperanças que o meu copo receba, sequer, umas pequenas gotas que evitem que fique definitivamente seco, pois sei que, quer os poderes que estão, quer aqueles que poderiam estar, estão de acordo em considerar que o copo está cheio, ou quase, apenas discordando acerca de quem decide com o quê e quem pode beber.

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“Não é dado o devido reconhecimento aos professores”

Em criança dizia sempre que não queria ser professora. O meu pai era professor primário e também professor de tele-escola. Sempre foi um professor muito dedicado e eu via que ele, diariamente, passava horas a planificar as aulas e eu achava que aquilo não era o meu perfil. Licenciei-me em Matemática Aplicada e Computação, pelo Instituto Superior Técnico, mas a minha intenção não era dar aulas. No entanto, a vida trouxe-me para a Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Santarém, e estou cá há 25 anos.

“Não é dado o devido reconhecimento aos professores”

Quando dei a minha primeira aula fiquei deslumbrada. Depois desse dia tive a certeza do que queria fazer da minha vida profissional. Apaixonei-me pelo ensino e o facto de poder transformar a vida dos alunos com quem estou a trabalhar. Um professor ensina mas também aprende com o aluno. Há uma relação recíproca e essa é a magia do ensino.

Não é dado o devido reconhecimento aos professores. O professor está a lidar com o que é mais importante numa sociedade: os alunos, que são o futuro dessa sociedade. O papel do professor tem vindo a ser desvalorizado. A importância de um professor é enorme porque se o trabalho com os alunos não for bem feito é o futuro da sociedade que está em jogo e que perde.

A burocracia atrapalha bastante. Os professores estão sobrecarregados de tarefas burocráticas que não estão directamente ligadas com a sala de aulas e isso prejudica o aluno. Os professores precisam de tempo para investir na preparação das aulas.

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Diretores admitem regresso ao E@D

Regresso ao ensino presencial é a solução favorita, mas preocupações com o aumento de casos podem implicar um regresso ao ensino à distância.

Directores pedem atenção ao “alarme social” na decisão sobre regresso às aulas

 

Ainda que espere que o 2.º período arranque a 10 de Janeiro, como previsto, e “de forma presencial”, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, entende que a decisão que o Governo vai tomar na próxima semana deve ter em conta o contexto de “alarme social” à volta da nova vaga de covid-19. Por isso, admite que as primeiras semanas do segundo período impliquem um regresso ao ensino à distância.

 

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Regresso às Aulas

Esta fase que estamos a viver irá ficar gravada nas memórias das criancinhas ‘que coitadinhas ficam com traumas’.

Regresso às Aulas

Querida avó,

Ainda não falámos do regresso às aulas. Pelo segundo ano letivo a lutar contra uma Pandemia, que há muito desejamos que acabe. Veremos até quando será obrigatório o uso de máscaras para a maioria dos professores e alunos.

Tudo em grupos, de álcool gel na mão, máscara na cara… Muitos alunos, e professores, só irão ver a cara uns dos outros lá mais para a frente. Não sabemos é quando… Pelo menos agora já podem estar sem máscara nos intervalos.

Já te disse que no 5º e 6º anos fui aluno de telescola? Na altura chamava-se 1º e 2º ano.

Esta fase que estamos a viver irá ficar gravada nas memórias das criancinhas ‘que coitadinhas ficam com traumas’.

Isso faz-me recuar a 1977, ano em que entrei para a primária. A democracia dava os primeiros passos. Lembro-me de ainda existir o crucifixo por cima da secretária da professora, de levarmos reguadas, das nossas mesas serem uma peça única com a cadeira. O tampo da mesa levantava e dava para guardar livros, borrachas, lápis, cadernos, réguas e tudo o mais. Há uma situação que não esqueci jamais.

Em 74 existiram muitos portugueses, que viviam nas colónias, que tiveram de regressar a Portugal, os chamados Retornados. Recordo-me de ouvir vários pais dizer para outros: «Vão para as vossas terras». Ali aprendi que existem pessoas que se acham mais portuguesas do que outras.

Mas tu, que viveste numa época onde meninos e meninas andavam em escolas diferentes, onde as meninas eram obrigadas a usar meias, onde existia a mocidade portuguesa… Deves ter muito para contar. Aliás, as professoras não podiam casar. Ou melhor, de preferência, deviam manter-se solteiras e encarar o ensino como uma missão. O casamento de uma professora tinha que ser autorizado pelo Governo.

Não é de admirar que existissem tantas professoras ressabiadas, que espancavam os alunos por não saberem a lição. Será que hoje ainda alguém sabe o que era uma ardósia ou uma sebenta?

Bjs

 

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A falta de professores não se resolve com horas extraordinárias

 

A falta de professores não se resolve com horas extraordinárias, que apenas vão pesar mais num corpo docente já sobrecarregado e envelhecido e, aniquilar de vez o professor e, com ele, a qualidade da escola pública.

A propósito de atentados e arrependimentos em educação

 

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Ministério da Educação vai avaliar impacto da pandemia nos alunos a partir de janeiro

O Ministério da Educação vai avaliar os efeitos da pandemia na saúde mental dos alunos até ao ensino secundário. Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica e professora na Faculdade de Motricidade Humana, é quem vai coordenar o grupo de trabalho que ficará com essa tarefa e revela que as equipas vão estar no terreno já a partir do próximo mês.

Ministério da Educação vai avaliar impacto da pandemia nos alunos a partir de janeiro

“O Ministério da Educação tem planeado – e eu sei porque vou coordenar esse grupo – uma avaliação do bem-estar psicológico das crianças todas do país, dos cinco anos até ao 12.º ano. Vamos fazer isso porque estamos preocupados com o impacto, em termos do bem-estar psicológico, que toda esta situação possa ter nos alunos. Estamos todos a trabalhar em contra-relógio para que as coisas sejam feitas ainda durante o mês de janeiro”, explicou à TSF Margarida Gaspar de Matos.

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