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14 de Novembro de 2021 archive

Artigos do Expresso com números do blog

Ensino. Faltam professores e faltam soluções

Há alunos sem professor desde o início do ano letivo e as dificuldades para encontrar substitutos são cada vez maiores. Governo prometeu medidas, mas nada mudou ainda

5 gráficos para se perceber o estado da Educação

Saídas de escola por doença duplicam em cinco anos

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De como uma má gestão pode destruir uma escola

 

Na revista do SPGL (Escola Informação, n.º 279) de Outubro de 2021, foi publicada uma notícia sob o título: “Agrupamento de Escolas Gil Vicente. De como uma má gestão pode destruir uma escola”

 

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Os Unicórnios são nossos amigos…

 

 No momento presente, o lema que melhor define a actuação do Ministério da Educação parece ser este: Os Unicórnios são nossos amigos…

 A alucinação e o devaneio, numa “dinâmica perpétua e circular” (conceito roubado do Projecto Ubuntu…), parece ter-se instalado definitivamente no Ministério da Educação, fazendo prevalecer a convicção de que o entretenimento continua, agora mais evidente do que nunca, e agora também, previsivelmente, em modo de: “Bora lá, brincar a sermos felizes!”…

 Ainda que o elenco de perguntas possa ser considerado como “minimalista”:

 O que importa o número de alunos por turma?

O que importa a instabilidade profissional que afecta a Classe Docente ou os vícios impactantes da respectiva Carreira?

O que importa a falta de professores nas escolas?

O que importa a burocracia e o entulho de papéis? Ou se o preenchimento infindável de tabelas e de grelhas dominarem qualquer reunião, apesar de não terem qualquer reflexo ou efeito prático e concreto na função de ensinar?

O que importam as condições físicas e materiais das escolas?

O que importa se existirem alunos com fome e entregues a si próprios?

O que importam as “minudências” terrenas e mundanas?

 Nada disso importa… O que importa é “animar a malta” com “Projectos Encantados, Meigos e Afectuosos”, supostamente “cheios de Luz” e, de preferência, em regime de “fast-food”:  “prontos a comer”, à partida muito apelativos e persuasores, mas quase sempre enganadoramente saciantes…

 O Ministério da Educação teima em não querer percepcionar a realidade existente nas escolas e em negá-la obstinadamente, enredado numa espiral de dogmatismo e de afastamento das vivências tangíveis…

 O lema oficial do Ministério da Educação e de muitos Agrupamentos de Escolas bem podia passar a ser: Os Unicórnios são nossos amigos, tal é o grau de irrealismo e de fantasia que por aí grassam… E quando a isso se junta uma certa porção de lamechice, obtém-se um “Conto de Fadas”, mas sem um final feliz e sem que todos vivam felizes para sempre…

 E isto sem querer menosprezar os autênticos “Contos de Fadas” e sem ignorar a sua importância lúdica e o seu papel na compreensão de alguns processos mentais…

 Mas não nos enganemos, a pretensa “Felicidade” vem acompanhada de um “preço” e a estratégia do Ministério da Educação, digna de um ardiloso Maquiavel, não pode deixar de se assinalar:

 Os Projectos mais recentes patrocinados pelo Ministério da Educação, divulgados no passado dia 6 de Novembro, pela voz do Secretário de Estado Adjunto e da Educação (por via da Agência Lusa), na prática, parecem visar a atribuição de mais uma responsabilidade aos professores, que não aparenta ser pequena:

 A responsabilidade pela boa saúde mental dos alunos, nada menos do que isso…

 Pela via anunciada, parece esperar-se que os professores consigam capacitar os alunos ao nível da gestão das emoções, da relação consigo e com os outros, da auto-estima, da confiança e do controlo das atitudes…

 Ou seja, por tais Projectos, a responsabilidade pela aquisição de competências sociais e emocionais por parte dos alunos passa a ser vinculável e imputável aos professores, ainda que isso seja apresentado de forma ligeiramente subreptícia…

 A frequência de uma formação inerente aos Projectos, com algumas horas de duração, capacita, em termos técnicos e científicos, os professores para tal desígnio?

 Ou pretende dar-se aos mesmos a ilusão de que tal é possível, aproveitando para posteriormente os culpabilizar se os resultados obtidos não corresponderem aos desejados?

A formação académica, teórica e prática, necessária e imprescindível para intervir nessas situações deixou de o ser?

 Os Sábios do Ministério da Educação acreditarão convictamente que as dificuldades sócio-emocionais experimentadas por alguns alunos são solucionáveis, recorrendo à implementação de Projectos como os que se avizinham ou que já estão em marcha em algumas escolas?

 Não quero acreditar que seja assim… E tenho dúvidas de que os alunos venham a ser, efectivamente, os principais destinatários destes Projectos…

 Honestamente, não sei se isto é “chico-espertice”, ignorância ou se é mesmo má-fé…

 Cada um decida como entender, mas consciente de que determinadas “Formações Holísticas, Metafísicas ou Transcendentais” pressupõem que terceiros aceitem e assumam uma responsabilidade que, na verdade, não pode ser da sua competência, nem fazer parte das suas atribuições…

 A Educação parece estar com dificuldades em distinguir entre o que é real e o que é imaginário ou fantasia, dominada pelo Pensamento e pelo Poder Mágico, de que são exemplos todos os “Rituais de Papéis” associados à realização de reuniões numa escola ou Projectos apresentados como se fossem uma panaceia miraculosa…

 E os professores parecem estar a caminho de serem transformados em Alquimistas, a quem se exige ser capaz de curar todos os males, agora também os que afectem a saúde mental dos alunos…

Desde que os professores aceitem que tal epíteto lhes seja atribuído, o Ministério não terá quaisquer motivos para se ver obrigado a “descer à Terra”…

 Se o verdadeiro objectivo é “recuperar aprendizagens”, como se atinge tal fim sem que aos professores seja concedido o tempo e a serenidade necessários para ensinar?

 Nessa pretensa recuperação, que cabimento têm as absurdas e insanas tarefas burocráticas, o actual número de alunos por turma ou a falta acentuada de professores em algumas Disciplinas?

 Ou “recuperar aprendizagens” não passa de um pretexto para justificar a tomada de decisões irrealistas, com possíveis finalidades duvidosas e obscuras?

 Quanto custa ao erário público a implementação destes Projectos e que valoração é esperada na relação custo-benefício?

 Cada um tem o direito de acreditar no que quiser, inclusive em Unicórnios, mas quando a Fantasia se torna no pensamento oficial, algo de muito errado está a acontecer…

  

(Matilde)

 

 

 

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Pais e directores dizem que decisões de isolamento de alunos têm sido “exageradas”

 

Pais e directores dizem que decisões de isolamento de alunos têm sido “exageradas”

Responsáveis da Confederação Nacional das Associações de Pais e da Associação Nacional de Directores de Escolas Públicas dizem que tem existido “excesso de zelo” nas decisões de encerramento e fecho de escolas. Nesta segunda-feira, existiam 169 surtos activos em estabelecimentos de ensino.

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