Fevereiro 2021 archive

FNE defende o pagamento da internet e apoio à aquisição de equipamentos dos professores

 

FNE defende o pagamento da internet e apoio à aquisição de equipamentos dos professores

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Professores diz que não deveria ter havido esta pausa letiva, e exige a redução do tempo das aulas no ensino à distância.

 

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Hei, professor, não deixes os miúdos em paz

 

Hei, professor, não deixes os miúdos em paz

As aulas recomeçam hoje para perto de dois milhões de alunos em Portugal. Com raríssimas exceções o regresso será virtual e sem prazo para voltar a ser presencial. A maior aproximação passa mesmo por ligar a câmara do computador, o que será bom mas requer que o aluno a tenha, e isso não é o caso de todos. Há esforços em curso mas falta equipamento e acesso à Internet. As tarifas irão descer para alguns, mas só daqui a uns meses.

Em abril de 2020 o primeiro-ministro prometeu que todas as escolas estariam preparadas para o ensino à distância no início do ano letivo, “aconteça o que acontecer”. Ora, aconteceram muitas coisas mas uma delas não foi o cumprimento dessa garantia. Nem então nem agora, passados cinco meses. A corrida aos portáteis está aí.

A Isabel Leiria, jornalista do Expresso dedicada à educação, preparou esta explicação sobre o que muda no ensino à distância e na oferta educativa televisiva para o secundário. Os alunos deste nível sentem-se, aliás, mais inseguros do que durante o primeiro confinamento.

Inseguros sentem-se também muitos pais, seja com a alimentação dos filhos em casos mais precários, seja com a articulação do teletrabalho com o apoio às crianças. “Eu se quiser ser uma boa mãe, sou uma má trabalhadora. E vice-versa”, reconhece ao “Público” Rita Fidalgo, mãe e empregada de um call centre.

Os miúdos sobreviverão? Claro que sim, mas não esqueçamos que a educação é um dos campos onde a pandemia mais agrava desigualdades pré-existentes. Fui pescar o título deste curto, é claro, à letra do clássico dos Pink Floyd, para dizer que aprender é a ferramenta que permite construir o futuro, “tijolo com tijolo num desenho lógico” (agora pedi emprestado a Chico Buarque).

A mais longo prazo, o Expresso da Manhã de hoje olha para a sala de aulas do futuro. São convidados do Paulo Baldaia o professor Kyriakos Koursaris, da United Lisbon International School, e João Magalhães, fundador e CEO da tecnológica UBBU. No mesmo dia a PSP alerta para o risco acrescido de cyberbullying.

A luta contra a covid-19 prossegue, entretanto, em todas as faixas etárias, com prioridade para as mais avançadas. Falo da vacinação. Portugal recebeu ontem o primeiro lote da vacina da AstraZeneca/Oxford e se na África do Sul a sua utilização está suspensa, no Reino Unido insiste-se na sua eficácia, assunto de uma reunião da Organização Mundial de Saúde.

Ao mesmo tempo vai-se reconhecendo a necessidade de repensar a estratégia para atingir a inoculação generalizada da população. Eis um ponto de situação internacional (não parece que estejamos mal na comparação) e uma ajuda para perceber o que correu mal a nível europeu, e ainda a perspetiva crítica do Daniel Oliveira. Mas não pense que é só cá: do lado americano também há problemas de fornecimento e um conselho do maior especialista dos EUA.

Nesta margem do Atlântico espera-se que a campanha de imunização acelere sem ignóbeis abusos como os que foram noticiados nos últimos dias, e que poderão valer sanção penal. Deseja-se também que tenham razão os que dizem que este coronavírus pode vir a tornar-se pouco mais do que uma constipação ou os que alvitram que a vacina possa ter a forma de comprimido.

Até lá, porém, confinamento e vacinas são mesmo as melhores armas comprovadas. O especialista Pedro Simas pensa que estamos a conter bem a terceira vaga. No terreno, continua-se a recear uma catástrofe se os serviços de saúde se virem (ainda mais) assoberbados. E na economia, além da evidente mossa no PIB e no tecido empresarial, deteta-se queda de preços no imobiliário e mudanças na forma como lidamos com o dinheiro. Não desanimemos, haja pensamento positivo. Mas haja sobretudo ação individual e coletiva consciente, para as coisas não irem de mal a pior.

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Ministro diz que as escolas vão ser as primeiras a desconfinar

 

Ministro diz que as escolas vão ser as primeiras a desconfinar

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, diz que as escolas vão ter de ser das primeiras infraestruturas a reabrir assim que houver condições para desconfiar, porque nada substituiu o ensino presencial.

“As escolas foram as últimas a fechar têm de ser das primeiras infraestruturas a abrir, a começar pelos mais novos, que têm mais dificuldades em lidar com os meios tecnológicos”, disse o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sem se comprometer com uma data de reabertura dos estabelecimentos de ensino.

Não podemos normalizar e sobrevalorizar o ensino à distância“, disse Brandão Rodrigues, em declarações no “Fórum TSF”, esta segunda-feira de manhã, quando cerca de 1,5 milhões de alunos regressam às aulas, apenas online, após 15 dias de férias.

“Esperamos que esta paragem de duas semanas possa para compensar mais tarde, com ensino presencial, no Carnaval, na Páscoa e no final do ano“, disse Tiago Rodrigues, sustentando que “nada substitui o ensino presencial”.

O ministro insistiu na necessidade do regresso dos alunos às salas de aulas, justificando a opção do Governo em manter os estabelecimentos de ensino, enquanto pôde. “Agora existe um bem maior, que é saúde pública e a saúde das nossas comunidades escolares”, disse Tiago Brandão Rodrigues, ainda assim, desvalorizando o papel das escolas no agudizar da pandemia, que registou máximos de mortes (303) e de casos (16432) a 28 de janeiro, no fim de uma quinzena negra para o país.

“Começamos a ver uma redução da pandemia, que, em algumas zonas do país começou ainda antes do encerramento das escolas; no resto do território começou a notar-se dois dias depois do início da pausa letiva”, a 22 de janeiro, disse o ministro da Educação. “Sabendo-se do período de incubação desta doença [que varia entre dois e 14 dias], não há uma implicação formal da escola na pandemia”, disse Tiago Brandão Rodrigues, admitindo que “a pausa letiva causou uma diminuição da circulação das pessoas”, que também foi importante no achatar da curva.

 

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Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros do que no primeiro confinamento

 

Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros do que no primeiro confinamento

 

Jovens perceberam que a covid-19 não afecta só grupos de risco e mais de 80% tem receio de contrair a doença, mostra investigação da Universidade do Minho. A maioria tem confiança nas condições das escolas, mas pede que se fala do vírus em contexto de sala de aula.

Os estudantes do ensino secundário sentem-se mais inseguros quanto aos efeitos da covid-19 sobre a sua própria saúde. Os jovens têm menos confiança nas medidas de protecção individual que estão a usar e mais de 80% revela receio de contrair a doença. Os dados são revelados num trabalho científico da Universidade do Minho, que tem vindo a estudar as percepções destes alunos desde o início da pandemia.

A mesma equipa de investigadores tinha questionado os alunos do secundário acerca das suas percepções relativamente à covid-19 em Maio – na altura, quase dois terços (59%) discordava do regresso às aulas presenciais. Os resultados agora divulgados permitem, por isso, uma comparação entre as opiniões dos estudantes durante a primeira vaga e a actual fase da pandemia.

Nota-se, desde logo, um aumento considerável da percentagem de alunos que revela “receio de contrair a covid-19”. São 80,2%, mais 13,3 pontos percentuais do que em Maio. Os jovens “perceberam que não eram só os grupos de risco que eram infectados”. “Agora não têm só receio pelos seus familiares e amigos, mas também por si próprios”, contextualiza a investigadora do Instituto de Educação da Universidade do Minho Regina Alves, que integra a equipa que desenvolveu este trabalho.

A generalidade dos alunos (93,7%) tem receio que alguém próximo contraia a doença, mas esse indicador já era elevado no ano passado (89%), ao contrário do que acontecia com o medo de ser o próprio a ser afectado pelo coronavírus.

Entre Maio do ano passado e Janeiro deste ano também caiu (8,7 pontos percentuais) a proporção de alunos que se sente seguro por entender que “utiliza as medidas de protecção adequadas”. Continuam a ser uma maioria (64%), mas são bem menos do que durante a primeira vaga.

O aumento do receio entre os estudantes do ensino secundário deve-se mais ao ambiente social do que às escolas, revelam os dados da Universidade do Minho. A maioria (52,1%) dos alunos sente-se seguro na escola se tiver que voltar às aulas presenciais. Este indicador aumentou 8,1 pontos percentuais em dez meses.

Os jovens entendem, porém, que a escola tem um novo papel a desempenhar nesta fase das suas vidas. A esmagadora maioria (60,6%) defende que os professores devem abordar o tema nas suas aulas – mais 12,8 pontos percentuais do que em Maio. Este número aumenta na mesma proporção que a percentagem dos alunos do secundário que defende a criação de programas educativos para a prevenção da covid-19 (42,1% favoráveis a esta solução).

“Eles não procuram informação relativamente às medidas de protecção individual, porque essas questões estão bem claras. O que eles procuram é que se fale da covid-19 para reduzir os seus receios e poderem fazer uma gestão das emoções”, defende Regina Alves.

A investigadora da Universidade do Minho entende que, por serem mais velhos, os estudantes do secundário “ficaram um bocadinho esquecidos”. “Partiu-se do princípio que mais facilmente conseguiram gerir os seus receios.” Os professores, mas também os psicólogos escolares e os mediadores educativos que trabalham nas escolas, têm, por isso, um papel importante não só para ajudar os alunos a lidar com as emoções, mas também para lhes transmitir informações credíveis, ajudando-os “a saber o que é verdade e o que é mentira”.

Essa é outra realidade revelada por esta nova publicação da Universidade do Minho. Ainda que a maioria dos jovens continue a acreditar nas autoridades de saúde (60,4%) e nas informações divulgadas pelos órgãos de comunicação social (51,2%), esse capital de confiança erodiu-se ao longo dos últimos dez meses – estes indicadores caíram 6,5 e 6,1 pontos percentuais, respectivamente.

Informações “que muitas vezes não são verdade” divulgadas pelas redes sociais e a “proliferação de fake news nos seus grupos” de amigos “têm deixado os alunos um bocadinho confusos”. A escola precisa de os ajudar a “desenvolver um sentido crítico e reflexivo para eles lidarem com estas situações”, conclui Regina Alves.

 

 

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Cartoon do Dia – Aulas online – Paulo Serra

 

 

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“Não podemos ter aulas síncronas com a mesma duração das aulas presenciais” João Dias da Silva

 

João Dias da Silva, representante da Federação Nacional de Educação (FNE), sublinha que há ainda algumas “fragilidades que o Ministério da Educação não foi capaz de preencher”, mas destaca o esforço e mobilização dos professores para manterem a atividade letiva.

A falta de material disponibilizado aos docentes pelo Governo, é uma das críticas apresentadas pela FNE.

“A responsabilidade do Ministério da Educação quando põe os professores a trabalhar em casa, para garantirem o funcionamento das aulas remotamente, era atribuir aos professores os computadores que são essenciais para que o trabalho possa ser realizado. E não atribuindo os computadores devia considerar a compensação aos professores daquilo que são as despesas que têm de fazer”, afirma.

João Dias da Silva considera “fundamental” o regresso à atividade letiva, considerando até que “já não devia ter existido este período de 15 dias sem contacto das escolas com os alunos”.

“Os professores estão fazer essa mobilização de todo o seu esforço, de toda a sua experiência adquirida já no ano passado, das formações que também foram fazendo ao longo de todo este tempo – pagando-as muitas vezes do seu bolso – para se atualizarem, para se prepararem para um segundo regresso ao ensino remoto”, diz ainda.

Desde setembro que as escolas e professores têm vindo a preparar a possibilidade de regressar ao ensino à distância. Com esta possibilidade em cima da mesa, “muito trabalho foi feito” antes mesmo da pausa letiva imposta pelo Governo. Apesar da autonomia das escolas para prepararem os horários entre aulas síncronas e assíncronas, João Dias da Silva lembra que é preciso ter em conta um conjunto de fatores.

“Nós não ignoramos que a partir de amanhã haverá famílias em que os pais estão em teletrabalho, em que as crianças vão ter aulas síncronas. E nós não podemos imaginar que podemos ter aulas síncronas com a mesma duração que têm as aulas presenciais”, explica lembrando que “é preciso que os pais compreendam que por várias razões não é possível, não é desejável, não se deve ter aulas síncronas com a mesma duração das aulas presenciais”.

Para além da gestão familiar, é também necessário não esquecer que em casa há mais distrações e que a capacidade de concentração de cada criança à frente de um ecrã é menor do que a que existe em contexto de sala de aula.

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Não há computadores… há televisão para os alunos do 10.º ao 12.º ano…

Quando andamos a brincar… quando esperamos que a sorte, apenas, a sorte nos proteja… quando não nos preparamos… só nos resta improvisar. Como na tropa, há que desenrascar…

 

Esta foi a solução encontrada pelo governo para resolver o atraso na entrega de computadores.

O governo vai anunciar a criação de um canal televisivo de ensino à distância para os alunos do 10º ao 12º ano.

Os blocos pedagógicos vão estar acessíveis na posição 8 da TDT e no canal 444 do cabo. Desta forma, os alunos do secundário sem acesso à internet vão poder seguir as aulas pela TV.

Esta foi a solução encontrada pelo governo para resolver o atraso na entrega de computadores.

 

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Hoje é dia de GREVE…

 

O STOP queixa-se de falta de meios informáticos para alunos e professores e faz críticas à atual situação dos professores com filhos menores.

O Sindicato de Todos os Professores (STOP), que acusa o Governo de “irresponsabilidade”, anunciou que vai manter um pré-aviso de greve de uma semana, exigindo condições para o ensino à distância.

Numa breve informação enviada à agência Lusa, o STOP diz que vai manter os pré-avisos de greve de segunda até sexta-feira.

Esta decisão prende-se, diz o sindicato, com “a irresponsabilidade do Governo em não ter garantido as condições para o ensino à distância”, bem como “as condições para todos os profissionais da educação e alunos que irão para as escolas”.

O STOP queixa-se de falta de meios informáticos e acessos à Internet para alunos e professores e faz críticas à atual situação dos professores com filhos menores.

“Esta greve nacional de 8 a 12 de fevereiro [uma semana a contar de segunda-feira], além de pressionar o Governo a melhorar as condições, permitirá que os profissionais de educação que sintam a sua saúde e vida em risco a possam salvaguardar”, lê-se no comunicado.

Esta informação surge na véspera do arranque da primeira semana de aulas à distância decretada pela tutela, uma medida englobada nas medidas de contingência associadas à pandemia de covid-19.

Em declarações à agência Lusa o coordenador nacional do STOP, André Pestana, considerou “evidente que o Governo não garantiu as condições que devia ter garantido para o início deste ano letivo”, o que se está a repercutir “na falta de preparação da eventualidade do ensino à distância”.

“Os professores foram obrigados, no início deste ano letivo e fizeram esse trabalho, a apresentar três possibilidades para o ensino — planeamentos para o ensino presencial, ensino misto e ensino à distância — mas infelizmente quase passado 11 meses o Governo revelou que não estava preparado para o ensino à distância apesar das promessas veladas que tinha feita e tom de propaganda política”, referiu André Pestana.

O dirigente do STOP frisou que “não há computadores para todos”, o que faz com que “não existe garantia de equidade no acesso à educação, um direito consagrado na constituição”.

O coordenador do sindicato também alertou para “a situação muito delicada dos professores com filhos menores”, descrevendo o cenário de um pai ou mãe ou ambos professores que estão em casa a dar aulas, mas têm os seus filhos a assistir a aulas ao mesmo tempo.”Os filhos menores que exigem atenção e acompanhamento dos pais. Isto vai ser mau para os professores e seus filhos, mas para os alunos que têm professores com filhos menores também”, sublinhou, somando a questão dos profissionais que estão a ser chamados para as escolas de acolhimento “sem condições de segurança adequadas”.

“Diz-se que as escolas desempenham um papel essencial, mas os profissionais da educação não estão nos setores prioritários de vacinação. Quando interessa ao Governo, somos considerados essenciais, mas depois não garante a vacinação nem EPI [equipamentos de proteção individual] adequados como máscaras, separadores”, acrescentou.

André Pestana acusou o executivo socialista de António Costa de ter “escondido deliberadamente que mais de metade das escolas tiveram focos de contágio” desde o início do ano letivo, altura em que “o STOP aconselhou uma redução do número de alunos por turma, colocação de separadores acrílicos entre alunos e entre alunos e professores e testes de diagnóstico regulares”.

Somando ao rol de reivindicações a “necessidade de mais professores e mais assistentes operacionais” nas escolas, Pestana sintetizou os motivos da greve de uma semana: “Para além de pressionar o Governo a atuar, a greve é para que se algum profissional sentir que está a por em causa a sua saúde e a dos seus familiares poder exercer o direito à greve”, disse.

O dirigente do STOP também quer que o Governo, “se apreender com os erros”, comece a preparar as condições de segurança para regressar ao ensino presencial quando for possível.

As escolas encerraram as portas há cerca de duas semanas e as crianças e jovens, desde creches ao ensino superior, ficaram em casa, numa pausa letiva que terminou na sexta-feira. Na segunda-feira, cerca de 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano voltam a ter aulas à distância, à semelhança do que aconteceu no passado ano letivo.A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.310.234 mortos no mundo, resultantes de mais de 105,7 milhões de casos de infeção, enquanto em Portugal morreram 14.158 pessoas dos 765.414 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

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Porque choramos? – Estação das Letras, uma história por dia…

 

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O mito urbano das 70% de aulas online e o seguidismo dos “outros” sem autonomia

Quando não se sabe o que fazer, vai-se pela cabeça dos outros…

 

O regime de ensino à distância começa na próxima segunda-feira e, apesar da tutela não estipular uma referência, Filinto Lima aponta para que 70% do horário seja utilizado em aulas online e 30% em trabalho individual

 

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O Número De Infectados Baixa (E Não Sobe, Como Se Dizia) Com o Encerramento das Escolas – Paulo Prudêncio

 

O Número De Infectados Baixa (E Não Sobe, Como Se Dizia) Com o Encerramento das Escolas

Como era conhecido ao fim de 2 vagas, o número de infectados baixa com o encerramento das escolas. Só uma grave invenção nacional insistia: “o número de infectados não baixa com o fecho das escolas; até sobe. Espera-se que não exista uma 4ª vaga. Mas se a tragédia acontecer, exige-se que os autores do achismo tenham aprendido, apesar de tudo, a lição.

O conhecimento disponível era conclusivo antes da 3ª vaga: “quanto mais tarde se fecham escolas numa pandemia descontrolada, pior”. O encerramento das escolas foi fundamental na 1.ª vaga e em 9 de Dezembro “concluía-se que a reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte e que turmas mais pequenas e ensino semi-presencial são medidas eficazes para que a frequência das escolas seja mais segura”. Em Portugal, as pontes do início de Dezembro (decorrentes dos feriados de 1 e de 8) influenciaram a descida do número de infectados.

O conhecimento disponível considera cerca de 10 dias, no mínimo, desde os confinamentos para que a descida do número de infectados se verifique. Nesta semana (1 a 7 de Fevereiro), isso aconteceu inequivocamente. Infelizmente, as tragédias das mortes, dos cuidados intensivos e dos internamentos têm um calendário mais prolongado. Recorde-se que as escolas reabriram a 4 de Janeiro e encerraram a 22 (e na semana de 18 a 22 já havia concelhos com as escolas fechadas e outros com inúmeras turmas em quarentena). Era previsível que o número de infectados começasse a descer na data em que se verificou: últimos dias de Janeiro ou primeiros de Fevereiro.

projecto Covid19 Insights, uma iniciativa da Nova IMS da Universidade Nova de Lisboa e da Cotec, concluiu a 4 de Fevereiro:“O encerramento das escolas, e a consequente diminuição da mobilidade, e as medidas mais restritivas impostas pelo Governo a partir de meados de Janeiro ajudaram a uma queda mais rápida da taxa de transmissibilidade do vírus SARS-CoV-2, tornando o efeito do confinamento muito próximo do  de Março e Abril . No período referido foi possível reduzir a transmissibilidade entre 35% e 40%. Ainda é cedo para menos restrições, mas este maior cumprimento das medidas começa a revelar impacto nos números da covid-19. Contudo, os internamentos e óbitos mantêm-se altos.”

Nota: custa observar a vacinação indevida. É aquela espécie de cultura que espera a primeira oportunidade para perverter as regras usando os pequenos poderes em favor próprio ou dos amigos. Mas para os inúmeros que não se revêem na chico-espertice, é um sinal de esperança, até porque a grande vaga da vacinação ainda nem sequer começou, registar que existiu uma indignação consequente: bater com a porta, como parece ser o caso do coordenador que se demitiu. E mais do que este permanente ruído, o que importa são as coisas básicas: evitar aglomerações e espaços fechados; manter o distanciamento físico e anular contactos sem máscara; rastrear e testar; reconhecer sintomas; lavar as mãos; e ser-se vacinado.

 

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O mesmo concelho, dois agrupamentos e a carga horária em E@D (ERE-Ensino Remoto de Emergência)

Cabe a cada escola definir a carga horária de ensino remoto de emergência. Têm que usar o bom senso para não entrarem em exageros e situações que não se adaptem à idade de cada ciclo e tudo que ela implica. Nem por aqui vou falar de falta de equipamento ou o acompanhamento que os mais novos necessitam para acompanhar as aulas online. A escola, não tendo que organizar as famílias, tem que ter em conta das dificuldades que o ensino remoto de emergência traz às famílias de uma forma geral, sem individualizar.

Isto vai ser outra experiência de aprendizagem sobre o que não deve ser feito…

Os horários abaixo disponibilizados são de duas turmas do 2.º ano do 1.º Ciclo, em dois agrupamentos do mesmo concelho. Verifiquem as diferenças. Um determinou 19 horas síncronas e outro 11,5 horas síncronas semanais.

Deixo-vos, também um horário do 6.º ano do 2.º Ciclo do Agrupamento de Escolas do 1.º horário referente ao 1.º Ciclo para análise. Em 30 tempos de 50 minutos, 21,5 tempos são síncronos, o que resulta em pouca mais de 17 horas em frente ao computador. O 1.º Ciclo deste agrupamento de Escolas tem uma carga horária, repito, de 19 horas síncronas… equidade…

 

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A versão 2.0 do ensino remoto de emergência

Sempre defendi que o que fizemos no 3.º período do ano transato nada tinha a ver com ensino a distância, mas sim com ensino remoto de emergência. O que constato, agora, é que, embora, insistam na denominação, a situação mantém-se, continuamos a “exercer” ensino remoto de emergência.

 

“Não existirá ensino à distância, mas a versão 2.0 do ensino remoto de emergência”

ais de dois milhões de alunos regressam, amanhã, ao ensino à distância, quase um ano depois da primeira “experiência” desta nova realidade de aprendizagem. Desde então, milhares de professores apostaram em formação e foram utilizando essas novas ferramentas em sala de aula “para que a transição para um novo período de e@d se fizesse de forma mais tranquila”.

Cátia Valente, professora de Espanhol do 3.º Ciclo no Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia, já perdeu a conta às formações que fez, “umas gratuitas e outras pagas”, e acredita estar agora “muito mais preparada e capaz de dar aulas à distância”. “Nunca fiz tanta formação como agora para o uso de plataformas e metodologias que não conhecia, mas também para potenciar as que já utilizava”, explica. Para a docente, a diferença entre a aula presencial e à distância não difere apenas no facto de o professor não estar fisicamente com os alunos. “Uma boa aula à distância não pode ser igual à presencial, porque os níveis de concentração não são comparáveis. O professor tem de recorrer a recursos diferenciados e mais atrativos. Devemos variar as estratégias de forma a fomentar a autonomia do aluno”, sublinha. A professora de Espanhol não esquece, também, o papel fulcral do docente no bem-estar emocional dos alunos. “É importante que os alunos sintam que o professor está lá e que se preocupa com o estado emocional deles”, conclui.

Marco Bento, investigador da Universidade do Minho, e especialistas em e@d também refere ao DN que os professores estão agora mais preparados para o desafio, contudo, teme que alguns erros cometidos em março do ano passado não sejam corrigidos. “A minha perspetiva é que não existirá ensino à distância, uma vez mais, mas a versão 2.0 do ensino remoto de emergência. Nesse caso, os professores dominam melhor a tecnologia, o que os pode tornar mais ágeis, mas a questão de fundo permanece inalterável, ou seja, o conhecimento de práticas pedagógicas, que mais do que ativas possam ser interativas com os alunos. Não posso deixar de referir, que temo que a versão 2.0 não seja mais do que um upgrade substancial, porque grande parte dos planos de ensino remoto de emergência dos agrupamentos continuam a ser pautados por cronogramas e horários muito similares ao presencial, antevejo a continuidade da replicação, ou digitalização, de um ensino presencial”, explica.

José António Moreira, docente da Universidade Aberta, deu formação a milhares de docentes nos últimos meses e partilha da opinião de Marco Bento. Para o especialista, “não basta ligar o PC e não podemos passar essa má imagem”. Há uma série de equívocos quando se fala em e@d. O que está a acontecer não é ensino a distância, mas sim remoto o digitalizado. Há uma transferência da realidade das práticas da escola física para a ligação de uma câmara. Nada contra isto, mas isto não é o que preconizamos nos modelos de educação à distância. Uma boa aula tem uma série de condições obrigatórias na geografia virtual. Usa-se o termo e@d sem o estar a implementar. Não houve ajustamento do e@d, mas uma transferência online”, defende.

Replicar os horários presenciais é um erro

Marco Bento explica ao DN a dinâmica de uma e@d, devendo esta ter “pelo menos três componentes: síncrono, assíncrono e trabalho autónomo, que devem ser combinados de forma a promover sempre o objetivo final da escola, ou seja, a aprendizagem dos alunos”. “Não havendo um tempo ideal, deverá existir muito bom senso, consoante o tempo de atenção sustentada de cada aluno”, explica (ver tabela Illinois State Board of Education). Para o especialista, “é fácil perceber que as escolas não deveriam replicar os horários presenciais nos 100% de horários síncronos, uma vez que a preocupação em preencher o tempo letivo não está de acordo com a real capacidade de atenção dos alunos, que é bastante reduzida, para não falar no imenso esforço e fadiga gerada por um ambiente online constante, que nem um adulto consegue sustentar”. “Dependendo das idades, a aula síncrona, por videoconferência, poderá ir de 20 a 50 minutos. Quando pensamos no conjunto dos blocos semanais, por exemplo, três blocos de 50 minutos, neste modelo online poderia ser de um bloco síncrono e dois blocos assíncronos” sublinha.

José António Moreira salienta também a existência de autonomia por ciclos de ensino com diferenças claras. “É óbvio que a autonomia por ciclos é diferente. Tem de haver momentos de trabalho autónomo, mas se os alunos não têm essa autonomia desenvolvida, só pode fazer-se com comunicação regular. Quanto mais baixas forem as faixas etárias, maior a necessidade da presença digital constante”, diz. O especialista vai mais longe e afirma que “a educação à distância não deveria ser feita nos 1.º e 2.º ciclos”. “Não é possível eliminá-la por estar a viver uma situação de emergência, mas temos de perceber de que forma podemos minorar os problemas”, frisa. José António Moreira acredita também num “futuro a curto prazo que passará pelo ambiente híbrido”.

“A introdução de ambientes virtuais na sala de aula vai ser uma realidade, não tenho dúvidas. O plano de educação digital da União Europeia fala nisso mesmo, na articulação entre ambientes virtuais e físicos. A presencialidade pode existir no digital”, explica, referindo-se ao que entende como educação em ambiente digital. “O que temos imaginado da sala de aula física terá mais ambientes virtuais, que são construídos para simular as aulas físicas. Não é a substituição de uma por outra, mas uma articulação, uma complementaridade, entre as duas. Os alunos poderem complementar a aprendizagem em casa. Este é o futuro”, conclui.

As dificuldades que os professores enfrentam

Elisabete Ferro, educadora de infância, confessa estar a sentir muitas dificuldades no e@d do pré-escolar. “Esta nova realidade está a custar-me muito porque o pré-escolar à distância é impraticável. Temos um horário de sessões de aulas síncronas e assíncronas. Duas horas por dia síncronas e as outras assíncronas. Estar duas horas com crianças da pré em e@d é impensável. Uma criança não consegue concentração mais de 20 minutos, nem presencialmente.” A educadora vai implementar “atividades muito simples e com materiais que os pais têm em casa”. “O objetivo é não perderem o contacto connosco”, conclui, confessando querer voltar ao trabalho presencial “o mais rapidamente possível, pois é a única forma eficaz de trabalhar com crianças tão pequenas”.

Daniel Ribeiro, professor de Física e Química no Colégio Júlio Dinis, no Porto, enfrenta outro tipo de desafios. O docente leciona o ensino secundário, em que as dificuldades passam pelas características práticas da disciplina. “A primeira grande dificuldade que as disciplinas inerentemente científicas sentem prende-se fundamentalmente com a natureza experimental das mesmas. A Física e a Química, por exemplo, são ciências puras que vivem da experimentação. Os alunos ficam com uma ideia muito mais clara dos conceitos quando são eles a trabalhar um protocolo experimental que lhes permita induzir um resultado científico. Neste aspeto, nada substitui a abordagem hands-on, em detrimento da abordagem eyes-on naturalmente preconizada pelo e@d” explica.

O docente relembra também dificuldades na “manipulação da calculadora gráfica em ensino remoto”. Numa sessão síncrona de atividade experimental com utilização da calculadora gráfica, grande parte do tempo é perdido a tentar encontrar a razão para um qualquer erro que o aluno está a cometer na sua calculadora”, refere, salientando que, “nesse aspeto, todo o trabalho feito em e@d assume uma dificuldade incalculavelmente superior”.

Escolas ajustaram horários e metodologias

Escolas do setor público e privado alteraram alguns dos procedimentos implementados em março do ano passado. Confessando estar agora mais preparado, João Trigo, diretor do Colégio Efanor, em Matosinhos, explica que não teve de fazer “alterações de fundo”, auxiliando-se da experiência anterior em e@d. “Não tivemos muita necessidade de fazer ajustes. Adquirimos PC com ecrãs touch, generalizámos o uso da plataforma da Escola Virtual e continuamos a usar a plataforma Teams de forma regular desde o ano passado”, explica.

 

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A minha prática é boa, mas a tua não…

 

O principal objectivo da “anciã” massificação do ensino foi permitir e fomentar a igualdade de acesso e de oportunidades em relação à Educação, uma Escola para todos, visando a democratização do ensino. 

Passados mais de 50 anos, a lógica do ensino massificado parece, contudo, estar “viciada”: a Escola, apesar de possuir funções tão importantes como a instrução, a socialização ou o desenvolvimento pessoal e social, determina, em grande parte, as aspirações dos alunos, uma vez que, em lugar de anular ou corrigir as assimetrias/desigualdades iniciais, as torna, por vezes mais evidentes. O corolário desse efeito será, em última análise, legitimar as diferenças sociais, transformando-as em diferenças escolares e assegurar o “normal funcionamento das instituições”, através da reprodução social… E sobre isso não parece haver qualquer celeuma ou “blasfémia”… É assim e muito dificilmente deixará de ser assim…

 Por outras palavras, afirma-se, por um lado, que compete à Escola anular as diferenças iniciais, de forma a torná-la acessível para todos e a proporcionar sucesso universal, mas por outro lado espera-se que a mesma seleccione indivíduos, de acordo com os respectivos resultados escolares. Queira-se ou não, a anulação das diferenças iniciais é impossível de concretizar pela Escola, incapaz de eliminar as assimetrias associadas às condições socioeconómicas e culturais de origem, a não ser que se acredite que o Sistema Educativo Português é o único no Mundo capaz de alcançar tal feito; e a selecção de alunos, impossível de dissociar dos resultados escolares, só poderá ser anulada se se instituir uma política educativa que assuma explicitamente o término das retenções em todos os níveis de ensino…

 Não sendo previsível que tal venha a ser assumido pela Tutela, sempre muito preocupada com as estatísticas mas alheada da realidade, não é legítimo exigir à Escola que, em simultâneo, continue a seleccionar indivíduos com base nos seus resultados escolares, mas que também consiga não “deixar nenhum aluno para trás”, conforme o léxico usado pelo paradigma vigente… O que se está a impor à Escola é profundamente irrealista, mas também intelectualmente desonesto… As duas premissas em simultâneo não são concretizáveis, por serem incompatíveis: ou se tem uma ou se tem a outra. Ou então mudem-se os princípios porque lograr conciliá-los não passa de uma utopia…

E o que existe neste momento, por força de normativos legais e por decreto, é um sucesso escolar artificial e uma pseudoinclusão, supostamente prescritivos de práticas pedagógicas diferenciadoras e inclusivas, mas que, em abono da verdade, apenas têm contribuído para o acréscimo exorbitante de tarefas de natureza burocrática que, em última análise, não beneficia os alunos, nem vai ao encontro das suas reais necessidades, antes pelo contrário. A falácia parece evidente…

 Assim sendo, a Escola não tem outra alternativa a não ser aceitar como “natural” o insucesso escolar que produz e isso também parece incontornável… Se a Escola selecciona indivíduos e se não consegue garantir a todos a obtenção do sucesso escolar, como podem manter-se e serem cumpridos os objectivos inerentes à massificação do ensino?

 A classe docente é a primeira a sofrer as consequências dessa incontornável contradição: por um lado, parece ignorar-se a figura do professor, detentor de cognições, motivações e emoções; por outro, espera-se dele que consiga fazer surgir nos alunos o máximo de motivação, curiosidade e interesse pelas aprendizagens, responsabilizando-o, em primeira instância, pelo eventual insucesso escolar…

Como conciliar o professor que também é pessoa, e todos os estados d´alma a que legitimamente tem direito, com aquilo que se espera de si em termos profissionais, acrescido do facto de muitas famílias, auto-demitidas das suas responsabilidades educativas, delegarem na Escola, em particular nos professores, esse ónus?

 Não há Escola sem resultados escolares, parece óbvio. Mas esses resultados dependem de várias variáveis e não apenas de uma: alunos, professores, famílias ou Ministério que tutela a Educação/Políticas Educativas são algumas das variáveis mais influentes nessa equação… E qualquer intervenção numa dessas variáveis pode induzir alterações ao nível dos resultados escolares, no sentido positivo ou no sentido negativo… Portanto, não parece válido atribuir apenas a uma delas, neste caso aos professores, a principal responsabilidade pelos resultados escolares, sejam eles indicadores de sucesso ou de insucesso. Pelo anterior, essa responsabilidade não pode deixar de ser sempre partilhada por todas as partes envolvidas no processo de ensino-aprendizagem, independentemente da qualidade do respectivo contributo…

 Em relação às práticas educativas, criou-se nos últimos anos a crença convencionada da influência determinante das “boas práticas” na obtenção de sucesso escolar, como se de uma entidade “mágica” ou panaceia se tratasse… É até habitual organizarem-se eventos, com alguma pompa e circunstância, quase sempre patrocinados por edilidades, onde são apresentados muitos e variados projectos de “boas práticas”, cujos proponentes costumam ser Agrupamentos de Escolas. Às vezes, esses eventos, chegam mesmo a parecer uma espécie de “montra de vaidades” das “boas práticas”, justaposta com algum “show-off”, mais ou menos explícito…

No site da DGE também pode ser consultado um item dedicado às “boas práticas”, prova de que, para alguns, o conceito existe e que é veiculado pelas entidades oficiais do ME…

 E o que serão afinal “boas práticas”? A palavra “boas” corresponde, à partida, a um juízo de valor explícito que, enquanto tal, é subjectivo…

Objectivamente, o que significa “boa prática”? Quem decide, e com que critérios, se uma prática é “boa”, “má” ou “assim-assim”? Como se mede e avalia uma prática, de modo a certificar a sua qualidade? Há algum tipo de “guidelines”, de “check-lists” ou outro qualquer instrumento que o permita fazer? Ou mede-se “a olhómetro”, de acordo com apreciações especulativas?

Por oposição à passividade atribuída àquilo a que comummente se designa por aulas tradicionais, expositivas, em que o professor tem o papel mais relevante da acção, parece que, pelo paradigma actual, se generalizou que as “boas práticas” são sempre aquelas que estão imbuídas pelo espírito das denominadas metodologias activas, pelo trabalho de projecto ou outros procedimentos, sempre muito pretensamente inovadores, dando ao aluno um suposto protagonismo…

E se estas, por convenção, são qualificadas como “boas”, subentende-se que as práticas que não se guiam por esse pensamento, não o serão…

 O viés decorrente do que parece ser um estereótipo e um preconceito fundamenta-se numa dicotomia artificial e injustificada: porque não podem as duas visões ser complementares uma da outra, em vez de opostas ou inconciliáveis?

 Na realidade, não parece crível a existência das convencionadas “boas práticas”. Há práticas, mais ou menos expositivas, que resultam melhor ou pior, que são mais ou menos eficazes, em função das características dos alunos, das turmas e dos próprios professores… Sim, os professores não são todos iguais, também têm características próprias, esse aspecto particular, muitas vezes ignorado…

 O jargão das “boas práticas” parece incluir quase sempre alguns “palavrões” deste género: fórmulas educativas orientadas para a satisfação dos destinatários; inovadoras, transformadoras, adaptáveis a diferentes contextos, úteis, potenciadoras de resultados; apelam ao pensamento estratégico, imprescindível ao design da educação; modelo compósito e holístico, fundamental para as dinâmicas de inovação pedagógica…

 Na realidade, e o que quer que tudo isso signifique para alguns, aquilo que se convencionou designar por “boas práticas” parece poder ser tudo ou não ser nada… 

 

(Matilde)

 

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Balha-m’adeus! 19 horas síncronas no 1.º Ciclo

Tendo em conta que os alunos do 1.º ciclo não são autónomos e necessitam de apoio de um adulto, os pais dos alunos destas turmas vão ter  que estar bastante ocupados. Esqueçam lá o teletrabalho…

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E@D em Portugal…

 

 

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E@D. Todos diferentes, todos iguais. – CNIPE

E@D. Todos diferentes, todos iguais.

Alguns de nós, comuns mortais, ainda não nos demos conta que o ‘bicho’ veio para ficar. As estirpes do Reino Unido, do Brasil, da África do Sul, e outras que irão aparecer, não são mais do que mutações que o vírus vai tendo em função do meio onde está inserido. Há alguns membros do governo, assim como alguns quadros da administração pública, que ainda não interiorizaram esta permanência do vírus e, portanto, também ainda não interiorizaram a necessidade da mudança. Provavelmente porque não perceberam que existe uma diferença entre mandar e chefiar, ordenar e coordenar, ou talvez vivam com medo de perder o poder. Deve ser por essa razão que a autonomia das escolas não passa do papel, porque na prática não existe.

Por outro lado, porque é mais simples gerir e dá menos trabalho, se o ‘rebanho’ for todo para o mesmo lado, do que atender às particularidades de cada um. A CNIPE percebe que para uma máquina burocrática como o Ministério da Educação, esta forma de gerir todos por igual seja mais simples, mas não eficaz, porque depois vêm as ‘ovelhas ranhosas’. Não havendo uma verdadeira autonomia concedida às escolas, o mais natural é que os Diretores dos Agrupamentos e das Escolas não agrupadas, quando são confrontados com problemas que não têm autonomia para decidir, coloquem a questão ao Ministério da Educação, e aí fica o caos instalado. Se por outro lado, se determinarmos as regras de funcionamento sem atendermos aos problemas
das minorias, então não há problemas, pois estes esgotam-se nas regras que foram definidas iguais para todos.

Pois bem, e os alunos, cujos pais recebem o Rendimento de Inserção, que não têm possibilidade de ter Internet em casa. Já não falamos do computador, pois esse o governo já assumiu que vão ter. Resposta do governo, vão à escola, pois aí já têm acesso à Internet. Então, se vão à escola almoçar, também
podem ter aulas através de E@D. A questão do computador é secundária, pois o governo diz que vão ter computador. Mas na 2a feira já todas as escolas terão computadores em número suficiente para suprir estas necessidades e as dos alunos que não estão ‘obrigados’ a ir à escola? Para quando estará previsto, de acordo com as contas do governo, que todos os alunos tenham um computador para aceder ao E@D?

E os alunos de risco? Com o decretar do último estado de emergência em vigor, está uma alínea que prevê a obrigatoriedade de estes alunos continuarem a ir à escola. Por cada concelho, foram seleccionadas as escolas que se mantinham abertas para receber estes alunos e os alunos filhos de funcionários dos serviços considerados essenciais no combate à pandemia. Portanto, também aqui, não há nenhuma novidade, é dar continuidade aquilo que já vem sendo feito, pois anteriormente também, alguns deles já vinham.

A novidade está na obrigatoriedade de os alunos abrangidos pelo Rendimento de Inserção e todos os alunos abrangidos pelo escalão I do SASE, irem à escola. Pois bem, poderá existir nesta situação uma dualidade de critérios. Mais uma vez, pegando no exemplo do último estado de emergência em vigor, o teletrabalho não é negociável, é obrigatório e deve ser aplicado por vontade expressa do trabalhador. Só assim não será para todos aqueles cujas funções não tenham possibilidade de ser exercidas em teletrabalho. Voltando então aos
alunos, acreditamos que deveria ser aplicado o mesmo princípio, ou seja, desde que o aluno tenha  possibilidade de ser abrangido pelo E@D, então não deve ir à escola, mas se não tiver essa possibilidade, o que fazer então? Provavelmente a resposta estará na escola.

Então se a resposta está na escola, julgamos que o Ministério da Educação deveria deixar essas decisões à escola, pois são estas que melhor conhecem os seus alunos, o seu tecido social, e que melhores respostas podem e devem dar aos seus alunos. O papel do ME deveria ser capacitar as escolas de meios que possam dar resposta eficaz aos problemas que enfrentam no dia a dia, e não andar a legislar por decreto. Voltamos à questão da verdadeira autonomia das escolas, que só existe no papel.

Esta questão não se esgota na legalidade ou ilegalidade dos alunos terem que ir à escola para terem acesso ao E@D. Existem muitos outros problemas antes disso aos quais urge mudar mentalidades e dar resposta.

A Direcção da CNIPE, 6 de Fev 2021

 

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Dia da Internet Segura 2021 | A segurança começa consigo. Está preparado? #SomosSolução

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Orientações às Escolas, à CPCJ e à EMAT

Face à transição para o regime não presencial, imposto pela evolução da situação epidemiológica, importa dedicar uma atenção ainda mais especial às crianças e jovens em situação de risco ou perigo, dado que a sua vulnerabilidade pode ser aumentada em contexto de confinamento, pela ausência dos contactos presenciais regulares, assumindo as escolas um papel preponderante e essencial na deteção de sinais de alerta e no assegurar da sua função protetiva.

 

Por fim…

4. A Direção do AE/ENA obriga-se à receção e acompanhamento de todos os alunos em que seja verificada a necessidade de acolher, conforme previsto na legislação em vigor.

 

 

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O Isidoro…

#desconfinadosàforça

Apresento o Isidoro.

Vai ser o meu companheiro de trabalho na docência, enquanto durar o ensino à distância.
O Isidoro foi batizado por mim com carinho. Vou estar com ele em aulas síncronas, assíncronas e trabalho não letivo.
Quem me quiser ver, nas próximas semanas, vai ser à frente dele. De máscara, porque irei dar aulas num edifício público, onde é obrigatório estar de máscara.
Até porque parece que o #ficaremcasa não abrange alunos a quem o Estado se esqueceu de arranjar computador para estarem em casa.

O Isidoro é um belo exemplar com uns 13 anos de bons e efetivos serviços. Intel inside, etc e tal e não entremos em intimidades das suas entranhas que ele é velhote e tem pudor que se revelem as vergonhas.
O Isidoro está cansado. Corre o Windows 7. A plataforma Teams não pode ser instalada como aplicação e só funciona na versão online.
O Isidoro faz as coisas pausadamente. Hoje, demorou 8 minutos a ligar.
O micro e câmara visível tem de estar fisicamente desligados no arranque, porque de outra forma, não funcionam. Depois de estar no teams é que se pode ligar.
A câmara do Isidoro está com a vista cansada. Numa reunião de hoje, houve colegas que acharam que eu devia não estar muito bem, porque os meus olhos tinham olheiras. Não tenho mais que o costume. Os olhos do Isidoro é que estão cheios de sombras e cataratas.

O Isidoro esforçou-se muito hoje. Tive 2 reuniões. Na primeira, parecia que o micro não funcionava. Fazia barulho e ninguém me percebia.

Desistimos e fui para o chat dizer de minha justiça. Ninguém ligou muito. E por cortesia tentei ajudar os colegas, para acelerar a coisa, ligando pelo meu telemóvel.
Dava o meu recado e despachavamos o assunto. Houve um colega, que não gostou do recado, daqueles que têm muita moralidade para apontar as incoerências dos outros, que me disse que eu tinha dito que só usava o material da escola.
O meu Ex.mo fiscal da coerência tem razão e, por isso, agora vai ser só o Isidoro sem exceções de cortesia e, se avariar ou crashar, vou chamar alguém para arranjar.

Voltei ao chat e a coisa prolongou-se porque o teclado do Isidoro tem teclas que não funcionam.
Na reunião seguinte, uma colega de música explicou que, do outro lado, ouviam sons do micro, mas o problema é que, como estou numa sala vazia, faz tanto eco que não se ouve.
Quase senti que o Isidoro se comoveu por se ver que o problema não era ele.
A meio da reunião, o Isidoro crashou, quando abri, ao mesmo tempo, um site para consultar uma lei.
Tive que desligar e voltar a ligar (o Isidoro foi despachadinho…8 minutos para estar em condições de entrar no Teams).
No chat, o atraso entre escrever e ser lido era um ou dois minutos.
Não correu mal, certo?

Já me estava a afeiçoar ao Isidoro, mas acho que me vou separar dele para a semana. Alguém vai ter de arranjar alternativa. Estão a ver como serão as aulas?

E acho que hoje tê-lo batizado de Isidoro ajudou…
Santo Isidoro de Sevilha é o santo padroeiro da Internet.

Deve ter sido milagre do santo, pelo menos ter parecido que estava nas reuniões.

E não digam mal do Isidoro. Ele esforça-se. Não tem culpa que quem governa não cumpra a lei.

#desconfinadosàforça #cumpriralei #teletrabalho #democracia #transparência #liberdade #COVID19 #tiagoonulo #costaoajudante #antoniocosta #TransicaoDigital #pandemia #educacao #confinamento #ficaremcasa #fenprof #stop #escolas #ESCOLASFECHADAS

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I rest my case…

As empresas têm de suportar os custos de telefone e internet dos trabalhadores quando em teletrabalho, mas não as da água ou energia, diz o Governo. Esse encargo está previsto no Código de Trabalho, sendo que o teletrabalho obrigatório determinado pelo Estado de Emergência não suspende a Lei, noticia esta sexta-feira o Jornal de Negócios.

O Código do Trabalho, no artigo 168.º, determina que em teletrabalho, salvo acordo escrito em contrário, no que se refere aos instrumentos relativos a tecnologias de informação e de comunicação cabe ao empregador “assegurar as respetivas instalação e manutenção e o pagamento das inerentes despesas”.

A legislação que tornou o teletrabalho obrigatório em todo o país (decreto 3-A/2021) sempre que compatível com a atividade, e sem necessidade de acordo, não suspende o previsto no Código do Trabalho.

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“Pelo menos os mais desfavorecidos têm de voltar para a escola”

 

Crianças em Portugal e ensino a distância: um retrato*

 

“Pelo menos os mais desfavorecidos têm de voltar para a escola”. Relatório faz retrato do ensino à distância

generalidade das pessoas tem alguma noção de que há crianças a passar pior do que outras, mas não havia até agora dados concretos”, sublinha Susana Peralta, professora da Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e coautora do relatório “Crianças em Portugal e ensino a distância: um retrato”, que acaba de ser divulgado publicamente, além de enviado para a tutela e para o Parlamento. “Daí termos decidido pôr números nisto, para todos perceberem melhor o que se está a passar e o que é preciso fazer”.

Em causa está aquilo que, no início do verão passado, o governo fez aprovar, em Conselho de Ministros, em que se definia que o ensino deveria ser “preferencialmente, presencial” – e que, caso fosse preciso passar a ser efetuado à distância, deveria aplicar um regime diferenciado em determinados casos. As exceções definidas são as crianças com necessidade educativas especiais e as que estão assinaladas como sendo de risco pelas comissões de proteção de crianças e jovens. Mas também incluía aquelas em que se comprove que não têm condições para prosseguir o ensino em casa. “Como estes casos são mais difusos de definir, e acabaram por ficar de fora, o que decidimos fazer foi ir ver como vive a generalidade das crianças. E o retrato não é nada animador”, frisa ainda aquela professora universitária.

O que Susana Peralta e a sua equipa fizeram foi analisar os dados do Inquérito às Condições de Vida e do Rendimento, lançados pelo INE e referentes aos anos de 2018 e 2019, e caracterizar as condições habitacionais e alimentares das crianças – para depois cruzar essa informação com dados do próprio ministério da Educação, e assim pôr em evidencia “as várias situações de carência económica dos alunos e como as mesmas se repercutem no sucesso escolar”

Os números falam por si: um quarto das crianças portuguesas, a frequentar a escola até ao 9º ano de escolaridade, vivem em casas com problemas de humidade; 26 por cento com telhados que deixam passar água, 13 por cento sem a casa devidamente aquecida. Além disso, 15 por cento reportam a casos de habitações sobrelotadas e há ainda 6 por cento de casos que reportam crimes na vizinhança. “Há coisas inimagináveis num país que se diz desenvolvido, em pleno século XXI”, desabafa ainda a investigadora, a propósito do facto de, no Algarve, 2,5 por cento viver em habitações sem duche. “Surpreendeu-nos imenso a privação infantil no Sul do País”.

Mas há mais: há quem sinta fome, mas não coma porque o agregado familiar não tem dinheiro (3,1%), valor que sobe para os seis a sete por cento nos casos de famílias monoparentais e famílias numerosas, respetivamente. Além disto tudo, salienta ainda Susana Peralta, é também muito alta a percentagem de filhos de mães sem ensino superior – indicador usado internacionalmente para estimar o sucesso na escolarização das crianças. “Só 20 por cento das crianças portuguesas contam com esse recurso para as ajudar no ensino à distância”, frisa.

“Fomos ainda ver quantas crianças beneficiam do serviço da ação social escolar e detetámos uma mancha escura em Trás-os-Montes, onde são mais de 80 por cento. O que quer dizer que uma esmagadora maioria destas crianças vão ter escola em casa com muito mais dificuldades do que outros. Se já havia uma enorme diferença nos resultados escolares entre os mais e os menos favorecidos, imagine-se agora, com a crise instalada…só pode ter piorado”. Mais uma razão, insiste Susana Peralta, para se fazer cumprir o que está na resolução do Conselho de Ministros. “Se não se pode fazer mais nada, então pelo menos os mais desfavorecidos têm de voltar para a escola”.

Visão

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Algum dia se saberão os números de Covid-19 nas escolas?

 

Ou seja lá o que for em relação às consequências sobre os casos de Covid-19 entre a comunidade escolar?

 

Número de escolas com covid-19 é o triplo das que a FENPROF confirmou

 

Esqueçam lá isso… nunca saberemos.

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Subvenções às entidades – 2020

 

Subvenções às entidades – 2020

 

Encontra-se publicada a lista com as subvenções às entidades do ano de 2020.

 Subvenções

 

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A Ler – No Quintal de Um dos Melhores Cronistas do Reino

6ª Feira – Dia 15 | O Meu Quintal

 

Pena O Autor Não Ter Estendido O Olhar A Outros Exemplos Disfarçados De “Opinião” | O Meu Quintal

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Ensino presencial só deve acontecer com menos de 4 mil casos por dia

 

Especialistas defendem que ensino presencial só deve acontecer com menos de 4 mil casos por dia

O regresso às aulas presenciais está dependente da forma como vai evoluir o número diário de novos casos de covid-19.

Apesar de estar a descer, os especialistas defendem que um número de segurança só deverá ser atingido no início de março.

Para o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, a reabertura das escolas não deve acontecer sem que existam certos requisitos, como o número de casos de infeção se situar entre 3.500 e 4 mil casos por dia.

Para além disso, é também crucial não baixar a testagem e aumentar a vacinação, adiando eventualmente a segunda toma.

Os especialistas recomendam que seja um regresso muito faseado e gradual, começando pelos mais novos, isto é, pelo Pré-Escolar e 1.º ciclo.

Até lá, está garantido o regresso ao ensino à distância já na próxima segunda-feira. O regresso às aulas presenciais, segundo o ministro da Educação, será avaliado de 15 em 15 dias.

 

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Estavam as Escolas a Preparar a Testagem do PD/PND das Escolas de Acolhimento

Elaborar listas complexas e eis que:

 

Informo que por motivos logísticos na recolha de informação, suspende-se o calendário de testagens enviado anteriormente até nova comunicação.

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Regresso do ensino online abriu corrida aos portáteis e já há ruptura de stocks

 

Regresso do ensino online abriu corrida aos portáteis e já há ruptura de stocks

Sem tarifa social de Internet e, no pior cenário, sem computador. O regresso do confinamento, do teletrabalho e das aulas online gerou nova corrida às lojas por parte de consumidores que, neste momento, dificilmente encontram portáteis disponíveis para entrega imediata. O problema agrava-se porque muitas autarquias decidiram também ir às compras, adquirindo centenas de equipamentos directamente nos distribuidores, o que agrava ainda mais o cenário de ruptura de stocks que já afecta algumas das lojas das principais cadeias de retalho, sobretudo nas maiores zonas urbanas.

 

 

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A Ideia É Ótima

Porque ter umas largas dezenas de plataformas, cada uma com os seus truques e ambientes diferentes é de bradar aos céus.

Mas se for o E360 a fazer a conjugação de todas as plataformas tenho muito receio que possamos ir de mal a pior.

Apesar de já antiguinha a plataforma SIGRHE ainda parece a mais simples e intuitiva para se trabalhar.

 

Resolução da Assembleia da República n.º 57/2021

 

Recomenda ao Governo que garanta a simplificação da comunicação entre os vários atores educativos e entre os diferentes níveis de ensino

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 – Crie um sistema de comunicação institucional, para o ensino básico e secundário, disponibilizando a todos os membros das comunidades educativas (docentes, não docentes e estudantes) uma identidade eletrónica única e estável durante o relevante percurso escolar ou profissional, garantindo a simplificação da comunicação entre todos os intervenientes na comunidade educativa em sentido alargado.

2 – Garanta que esse sistema preserve a mobilidade da identidade eletrónica do percurso educativo para o ensino superior, integrando-a com os sistemas de autenticação válidos no plano internacional.

3 – Crie um portal único que integre as plataformas e portais existentes ao serviço dos estabelecimentos escolares tutelados pela área governativa da educação com uma entrada única.

4 – Estabeleça um plano de formação para apoiar os esforços dos dirigentes escolares na promoção de práticas de gestão que aliem transparência, simplificação e desburocratização.

Aprovada em 20 de janeiro de 2021.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

     

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    Resolução do Conselho de Ministros n.º 8-B/2021

    Resta saber as voltas que serão dadas para que estes equipamento cheguem aos alunos. Porque dizem que as lojas já não têm capacidade de resposta para os pedidos e que os stocks já estão esgotados.

     

    Resolução do Conselho de Ministros n.º 8-B/2021

     

    Autoriza a realização da despesa com a aquisição de computadores e conectividade

    Assim:

    Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, na sua redação atual, do n.º 1 do artigo 109.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, na sua redação atual, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:

    1 – Autorizar a realização da despesa, pela Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC), com a aquisição de computadores e conectividade, para disponibilização aos estabelecimentos públicos e particulares e cooperativos com contratos de associação, dos ensinos básico e secundário, até ao montante máximo de (euro) 4 750 000,00, com IVA incluído à taxa legal em vigor.

    2 – Determinar que, para efeitos das aquisições referidas no número anterior, sejam adotados os procedimentos pré-contratuais de ajuste direto ao abrigo do disposto no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual, por motivos de urgência imperiosa.

    3 – Estabelecer que os encargos financeiros resultantes da aquisição referida nos números anteriores são suportados pelos financiamentos aprovados à SGEC pelos Programas Operacional do Capital Humano e Operacionais Regionais Alentejo 2020, Centro 2020 e Norte 2020, para concessão de comparticipação financeira do Fundo Social Europeu.

    4 – Delegar, com a faculdade de subdelegação, no membro do Governo responsável pela área da educação, a competência para a prática de todos os atos subsequentes a realizar no âmbito da presente resolução.

    5 – Determinar que a presente resolução produz efeitos a partir da data da sua aprovação.

    Presidência do Conselho de Ministros, 4 de fevereiro de 2021. – O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.

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    Decreto Lei 10-B/2021 – Medidas Excecionais a Partir de 8 Fevereiro

    Decreto Lei 10-B/2021

     

    Estabelece medidas excecionais e temporárias na área da educação, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, para 2021.

     

    Artigo 1.º

    Objeto

    O presente decreto-lei estabelece medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença COVID-19 para 2021.

    Artigo 2.º

    Âmbito

    1 – O disposto no presente decreto-lei aplica-se à educação pré-escolar, incluindo os estabelecimentos das instituições do setor social e solidário que integram a rede nacional da educação pré-escolar regulada pelo Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho, e às ofertas educativas e formativas dos ensinos básico e secundário, ministradas em estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo de nível não superior, incluindo escolas profissionais, públicas e privadas, sem prejuízo do previsto no Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não superior, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro.

    2 – O disposto no presente decreto-lei aplica-se ainda, com as necessárias adaptações, ao ensino a distância, regulado pela Portaria n.º 359/2019, de 8 de outubro, e aos ensinos individual e doméstico, regulados pela Portaria n.º 69/2019, de 26 de fevereiro.

    Artigo 3.º
    Calendário escolar e atividades educativas e letivas

    1 — O calendário escolar é alterado por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação, nos termos do Decreto -Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, por forma a acomodar a suspensão das atividades educativas e letivas prevista no Decreto n.º 3 -A/2021, de 14 de janeiro, na redação atual, e no Decreto n.º 3 -D/2021, de 29 de janeiro.
    2 — Durante o período em que haja lugar à aplicação do regime não presencial, nos termos previstos na Resolução do Conselho de Ministros n.º 53 -D/2020, de 20 de julho, o tratamento de dados pessoais é efetuado na medida do indispensável à realização das aprendizagens por meios telemáticos

    Artigo 4.º
    Carreira docente e funções análogas

    1 — O dever de apresentação na sequência de colocação, contratação ou regresso ao serviço, prevista no Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, considera -se cumprido mediante contacto por correio eletrónico com a direção do agrupamento de escolas ou escolas não agrupadas de colocação, nos termos a ser indicados pelo respetivo dirigente.
    2 — A marcação de férias, para efeitos do disposto no artigo 88.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 139 -A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, é ajustada pela direção da escola ao calendário escolar, de forma a garantir as necessidades decorrentes do calendário de provas e exames.
    3 — O disposto no número anterior não prejudica o direito ao gozo de férias por parte dos docentes.
    4 — Os prazos do ciclo avaliativo previsto no Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro, e no Despacho n.º 12567/2012, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 187, de 26 de setembro, são adequados de forma a permitir o cumprimento dos requisitos de progressão, sem prejuízo para os docentes, nos termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.
    5 — Em 2021, para efeitos do concurso de contratação de escola previsto no Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, as necessidades temporárias de serviço docente podem ser asseguradas pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, mediante contratos de trabalho a termo resolutivo a celebrar com pessoal docente, nas seguintes condições:
    a) As resultantes de uma não colocação na reserva de recrutamento, referentes ao mesmo horário;
    b) As resultantes de uma não aceitação, referentes ao mesmo horário, nas colocações da reserva de recrutamento.

    Artigo 5.º
    Produção de efeitos

    1 — As disposições constantes do presente decreto -lei produzem efeitos a partir do dia 8 de fevereiro de 2021.
    2 — As disposições constantes dos n.os 1 a 4 do artigo 4.º vigoram no ano letivo 2020/2021.

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    Há professores obrigados a furar teletrabalho e dar aulas online na escola

    Há professores obrigados a furar teletrabalho e dar aulas online na escola

    e o melhor para a saúde é ficar em casa, porque manda o Ministério da Educação centenas de trabalhadores seus, dito de forma simples, “apanhar covid”, só porque não têm para ceder, ou se recusam a ceder, gratuitamente computadores e outros equipamentos para ficarem em casa a trabalhar?

    Esta é a primeira de muitas questões levantadas pelos professores, que assinam uma carta aberta enviada ao secretário de Estado da Educação, João Costa. No documento a que o DN teve acesso, relembram que o teletrabalho foi decretado como “obrigatório”, no atual estado de emergência.

    “O Ministério da Educação não está a cumprir tal lei em relação aos professores, que estão a ser coagidos a ceder os seus equipamentos, para poder trabalhar e ficar em casa, sem que o ministério peça o seu consentimento, como a lei exige ou sequer compense tal uso coativo. A coação concretiza-se na imposição, para um trabalho que pode ser feito em teletrabalho, da deslocação ao local de trabalho”, pode ler-se na carta.

    O documento intitulado “Carta aberta dos professores desconfinados à força”, refere-se aos docentes que, por exemplo, só têm um computador em casa, a ser partilhado pelos filhos que também estão em ensino à distância. “E tanta preocupação com a desigualdade e, no caso dos professores com filhos (ou que só têm recursos para um computador para a família toda, para continuarem a trabalhar) porque é que o seu “patrão” não cumpre a lei e não lhes entrega material para trabalhar, para que não tenham de escolher entre o estudo dos filhos e o trabalho?”, questionam os autores da carta.

    O DN sabe que, nas reuniões entre diretores de agrupamentos e o secretário de Estado da Educação, João Costa, o responsável foi questionado sobre de que forma estes responsáveis teriam de atuar nos casos em que os professores que não têm, não podem ou não querem usar o seu material para dar aulas . “O secretário de Estado disse que aqueles que não têm condições para estar em teletrabalho têm de ir para as escolas”, explicou ao DN um dos diretores presentes na reunião.

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    Sistema Remuneratório da Administração Pública 2021

    A partir da página 81 a remuneração do pessoal docente.

    Sistema Remuneratório da Administração Pública 2021

     

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    Conselho de Ministros aprova aquisição de mais 15 mil computadores

     

    O Conselho de Ministros aprovou uma resolução que possibilita a compra imediata de mais 15 mil computadores, que vão somar-se aos 100 mil kits já distribuídos às escolas no 1.º período letivo e aos 335 mil equipamentos comprados no âmbito do programa Escola Digital, com recurso a fundos comunitários.
    A Resolução do Conselho de Ministros, que autoriza uma realização de despesa adicional de 4,5 milhões de euros, permite responder à oportunidade de mercado que surgiu nos últimos dias. O procedimento de compra destes 15 mil computadores está já a ser desencadeado pela Secretaria-Geral da Educação e Ciência.
    Adicionalmente, no sentido de tentar agilizar os procedimentos para ultrapassar os atuais constrangimentos logísticos no transporte internacional de carga, o Governo tem vindo a trabalhar com as empresas fornecedoras para procurar garantir que a entrega dos 335 mil computadores já comprados aconteça dentro dos prazos contratualmente previstos.
    Paralelamente, foram abertas quatro linhas de financiamento do PT2020, no valor de 14 milhões de euros, que permitem aos municípios adquirir equipamentos informáticos, como já tem sido prática, complementando o trabalho de dotação de equipamentos e conetividade no âmbito da Escola Digital.

     

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    Contratação de Escola passa a ser possível após uma ida a RR (medida provisória)

     

    Uma das medidas excecionais e temporárias.

    Agilização da contratação de docentes, em 2021, permitindo a contratação de escola após uma reserva de recrutamento sem colocação ou sem aceitação (até aqui eram necessárias duas reservas sem colocação ou sem aceitação).

     

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    Medidas excecionais e temporárias na área da educação para 2021

    Comunicado do Conselho de Ministros

    O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que estabelece medidas excecionais e temporárias na área da educação para 2021, no âmbito da pandemia da doença Covid-19.

    De modo a assegurar a continuidade das atividades educativas e letivas, de forma justa, equitativa e de forma mais normalizada possível, as medidas definidas são aplicáveis à educação pré-escolar e às ofertas educativas e formativas dos ensinos básico e secundário, ministradas em estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo de nível não superior, incluindo escolas profissionais, públicas e privadas:

    • o calendário escolar é alterado por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação, de modo a acomodar a suspensão das atividades educativas e letivas já decretada;
    • dispõe-se, ainda, que pode haver lugar ao tratamento de dados pessoais em caso de ensino não presencial e na medida do indispensável à realização das aprendizagens por meios telemáticos;
    • quanto à carreira docente e funções análogas, durante o ano letivo 2020/2021:
      • o dever de apresentação na sequência de colocação, contratação ou regresso ao serviço considera-se cumprido mediante contacto por correio eletrónico;
      • a marcação de férias ajustada pela direção da escola ao calendário escolar, de forma a garantir as necessidades decorrentes do calendário de provas e exames, não prejudicando o direito ao gozo de férias pelos docentes.
      • são adequados os prazos dos ciclos avaliativos de forma a permitir o cumprimento dos requisitos de progressão, sem prejuízos para os docentes, nos termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.
      • em 2021, para efeitos do concurso de contratação de escola as necessidades temporárias de serviço docente podem ser asseguradas, em determinadas condições, pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, mediante contratos de trabalho a termo resolutivo a celebrar com pessoal docente.

      2. Foi autorizada a realização de despesa relativa aos seguintes procedimentos:

      • aquisição de computadores e conectividade para o acesso e utilização de recursos didáticos, no processo de ensino e aprendizagem, nos estabelecimentos de ensino públicos e particulares e cooperativos com contratos de associação, resultante da adoção generalizada do regime não presencial em resposta ao agravamento da situação epidemiológica;
      • realização de despesa pelas Administrações Regionais de Saúde do Norte, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo, do Alentejo e do Algarve e das instituições de abrangência no âmbito do programa nacional de vacinação para 2021;
      • aquisição de serviços de impressão, envelopagem, expedição, distribuição e tratamento de correio por parte de organismos do Ministério da Justiça.

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      Carta aberta dos professores desconfinados à força

       

      Carta aberta dos professores desconfinados à força, ao ministro em funcões da Educação
      Ex. mo Senhor Secretário de Estado da Educação Doutor João Costa
      As cartas abertas são normalmente documentos muito longos, cheios de considerandos. Esta vai ser curta. E centrada em perguntas que urge que o Governo responda.
      Todos sabemos que o ministro da educação formal tem nula capacidade de ação política e, tendo sido desmentido em público pelo Primeiro Ministro, não teve a percepção do que isso significa na dimensão pública do exercício do poder.
      O “ministro em funções” é assim V. Exa., como é visível há anos.
      Os considerandos não fazem falta para que conheça o problema que V. Exa. domina bem.
      A lei, que o governo de que faz parte, publicou e impôs e que vincula todos os trabalhadores, diz que os meios para o teletrabalho, obrigatório em virtude do confinamento obrigatório, são fornecidos pelo empregador.
      O ministério da educação não está a cumprir, tal lei em relação aos professores, que estão a ser coagidos a ceder os seus equipamentos, para poder trabalhar e ficar em casa, sem que o ministério peça o seu consentimento, como a lei exige ou sequer compense tal uso coativo.
      A coação concretiza-se na imposição, para um trabalho que pode ser feito em teletrabalho, da deslocação ao local de trabalho.
      Sentados em salas de aula, em frente a câmaras e equipamentos decrépitos, os professores sem computador vão realizar “teletrabalho no local de trabalho”, um absurdo linguístico, além de um absurdo sanitário.
      Ficam então as perguntas que exigem resposta:
      1. Se o melhor para a saúde é ficar em casa, porque manda o ministério da educação centenas de trabalhadores seus, dito de forma simples, “apanhar covid”, só porque não tem para ceder, ou se recusam a ceder, gratuitamente computadores e outros equipamentos para ficarem em casa a trabalhar?
      2.São os professores cidadãos de segunda?
      3.E tanta preocupação com a desigualdade e, no caso dos professores com filhos (ou que só têm recursos para 1 computador para a família toda, para continuarem a trabalhar) porque é que o seu “patrão” não cumpre a lei e não lhes entrega material para trabalhar, para que não tenham de escolher entre o estudo dos filhos e o trabalho?
      A pandemia coloca muitas questões ao futuro. Neste caso resumem-se em mais quatro e bem simples, que no meio da confusão noticiosa o Governo tenta ocultar, porque talvez as respostas nos digam muito sobre o estado a que deixamos como comunidade política, chegar o pais:
      1. Porque não cumpre o Governo a lei que fez para os privados e restante setor público?
      2. São os professores trabalhadores de segunda, para quem “ficar em casa” não interessa, porque a sua saúde vale menos que a dos outros cidadãos?
      3. Se algum dos professores desconfinados à força aparecer doente com covid quem assume a responsabilidade? Ou, como em tudo o resto, a culpa vai ser dos próprios?
      4. Porque é que o governo coage os professores a uma exceção ao confinamento obrigatório?
      Aguardando as respostas, com alguma expetativa, como é normal em quem é obrigado, sem necessidade e contra a lei geral, a arriscar a saúde no meio de uma pandemia global,
      Apresentamos a V. Exa. os mais respeitosos cumprimentos.
      Um grupo de professores desconfinados à força

       

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      A escola enredou-se em radicalidades antagónicas – Paulo Prudêncio

       

      A escola enredou-se em radicalidades antagónicas

      A escola, que é provavelmente a organização mais estudada, enredou-se em radicalidades antagónicas. Para compreendermos esse universo, é imperativo considerar a sala de aula o núcleo do debate e as radicalidades (ou as raízes das coisas) os atributos indispensáveis que tornam a discussão produtiva em tempos tão incertos.

      Como ponto de partida, afirme-se que na escola só é essencial o que começa e termina na sala de aula. Esta radicalidade circular, afirmada desde meados do século passado, pode ser um “fio da meada” dos sistemas escolares se considerar vários domínios críticos: alunos por turma; horários e currículos; políticas de inclusão, culturais e de mobilidade; carreira de professores e de outros profissionais; conhecimento científico e mudanças na sociedade; gestão do território, do Orçamento do Estado e dos sistemas de informação; e sucesso escolar de qualidade como reforço da classe média e da consolidação democrática. Ou seja, será uma radicalidade construtiva — e que tanta falta fez na pandemia — se evoluir num permanente ir e voltar entre a sala aula e a sua envolvência.

      E tem-se observado uma segunda radicalidade — antagónica em relação à primeira — na gestão desses domínios críticos: a supressão da sala de aula. Generalizam-se estudos e opiniões sobre a escola como se não existisse sala de aula. E agrava-se por se lhe atribuir papéis insustentáveis na guarda dos alunos e na “totalidade” do caderno educativo. É uma radicalidade traduzida na escola a tempo inteiro (sempre associada à precarização dos profissionais e à fragilização democrática das organizações), com o objectivo de supervisionar o tempo das crianças e jovens subtraindo-lhes o espaço gregário lúdico e corporal. Se a escola surgiu para diferenciar a família dos espaços para aprender e para socializar, e se um século depois as sociedades não encontraram organizações substitutas, é um erro querer que a escola seja “tudo”. Já a OCDE, no Society at a Glance 2016, concluía que as crianças até aos dois anos ficavam, em média, 25 a 35 horas em creches; 40 horas no cimeiro Portugal (uma jornada de oito horas diárias, cinco vezes por semana). Aliás, as nossas horas escolares estão no topo nos restantes ciclos de escolaridade. Portanto, como criámos um espaço público “interdito” às crianças e jovens, o encerramento das escolas (não apenas nas pandemias) traduz-se, naturalmente, em alarme societal e laboral. Aliás, esse debate evidencia sempre a eliminação “impensada” de pilares seguros como a rua, o bairro e o jardim. Se é uma radicalidade anterior ao vírus, projecta-se como uma encruzilhada para o futuro.

      Mas os confinamentos aceleraram os processos digitais numa terceira radicalidade com sérias implicações na centralidade da sala de aula: a sobreposição do completamente digital na sociedade do futuro. Essa radicalidade — centrada nos “os gigantes da web (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) que nos querem controlar, que priorizam o ensino à distância antes das 5G, da telemedicina, dos drones e do comércio online generalizado” (Naomi Klein) e que buscam o “monopólio da inteligência artificial que governará o mundo” (Vladimir Putin) —, sofreu um revés com o triunfo da escola presencial e do gregário sobre o isolamento físico. Agora, é fácil dizê-lo. Mas há cerca de um ano era um raciocínio retrógrado. Aliás, há quase duas décadas que o digital preenche o subconsciente escolar como uma “sentença” a prazo. Só que a aceleração provocada pelo vírus voltou a colocar o humano no centro das decisões. Instalou-se um mar de incertezas que compromete os anseios de substituir professores por máquinas. Daí o consequente desnorte nos planos de transição digital, agravado porque os ministérios da educação falham consecutivamente noutra área chave desses planos: a construção de sistemas de informação modernos, simplificados e desburocratizados. 

      Detalhadas as radicalidades e os seus antagonismos, importa sublinhar que a escola não escapará ao vórtice digital que, entretanto, voltará à agenda. Por isso, quando se equaciona o futuro do bem comum numa democracia é inquestionável o papel da escola nos princípios fundadores da ciência e da razão. Será um desafio à prosa poética que não desiste da democracia. A escola deverá ser o espaço onde os alunos aprendem, pesquisam, estudam e socializam. Os conteúdos digitais devem ser construídos na escola de modo a impossibilitar a desumanização, por homogeneização, que se reforça na dificuldade em se prever o final da história com a Inteligência Artificial: “É que esta não será apenas sobre máquinas, mas também sobre humanos” (Kai-Fu Lee). E como a escola portuguesa está consensualmente enredada por duas décadas de excessos contraditórios, exige-se um recomeço assente na simplificação organizacional. Urge, como a pandemia revelou, uma escola que se reencontre com as suas raízes: não substitua a sociedade e volte a ser liderada pelo professor.

      Por outro lado, a gestão do território será o domínio mais estruturante para a redução das desigualdades e as correcções são cada vez mais exigentes. Estude-se, por exemplo, os aglomerados populacionais nas cinturas industriais do grande Porto e da grande Lisboa que anulam a necessária “miscigenação” escolar dos grupos sociais e comprometem o elevador social. O que temos acentua a guetização dos desfavorecidos. Como se registou, a reabertura das escolas durante a crise revelou-se, naturalmente e por sobrelotação dos espaços nessas zonas, ainda mais decisiva na disseminação do vírus.

      Estamos muito longe de perceber o iniludível impacto histórico da pandemia. A “peste negra”, no século XIV, contribuiu decisivamente para o enfraquecimento do feudalismo na Europa ocidental. Desta vez, sabemos que é necessário, e para que se volte a circular com segurança, que quase todos estejam imunizados. É essencial que se generalize a vacina no local e no global. Ou seja, os pobres também têm de ser vacinados. Pode ser uma lição que ajude a que a escola se desenrede das radicalidades antagónicas e se afirme na construção de uma sociedade mais justa.

       

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      “Prefiro Perder Um Ano A Perder Um Filho”

      E em Portugal, qual será a opinião dos pais e encarregados de educação?

       

      “Prefiro Perder Um Ano A Perder Um Filho”, É A Opinião De 79% Dos Brasileiros.

       

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      A FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE PROFESSORES CONVERGIU COM O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

       

      A Federação Portuguesa de Professores, da qual faz parte a Pró-Ordem, reuniu dia 2 do corrente, com o Ministério da Educação representado pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação e pela Secretária de Estado da Educação. Ao abrigo da legislação juslaboral tratou-se formalmente de uma reunião de negociação sindical sobre alguns aspetos da profissionalização em serviço, da formação contínua de professores e de outras alterações legislativas por força da pandemia atualmente em curso.

      Relativamente a este conjunto de aspetos, esta Federação apresentou diversas sugestões no sentido do seu aperfeiçoamento, tendo-se verificado existir um grande grau de convergência entre ambas as partes.

      Como não podia deixar de ser, colocámos ainda algumas questões de atualidade sanitária e outras, de que destacamos o teletrabalho e a necessidade de, nesta fase, se evitar uma sobrecarga de trabalho dos professores com aulas síncronas e assíncronas.

      Aproveitando o facto de Ministério da Educação ter retomado o regular relacionamento institucional com o movimento sindical docente – depois de mais de um ano de abstinência negocial – sublinhámos, mais uma vez, a necessidade de o Governo aceitar a abertura formal de outros procedimentos de negociação coletiva que urgem, a saber:

      -Na sequência da anunciada revisão do SIADAP, proceder à reformulação do modelo de Avaliação de Desempenho Docente, de modo a superar os seus bloqueios à progressão;

      – Reformulação o atual regime jurídico de concursos para a docência;

      – Recuperação do tempo de serviço em falta (6A6M23D);

      – Pré-aposentação e regime específico de aposentação;

      P’la Direção Nacional

      O Presidente

      Filipe do Paulo

       

       

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