Há professores obrigados a furar teletrabalho e dar aulas online na escola

Há professores obrigados a furar teletrabalho e dar aulas online na escola

e o melhor para a saúde é ficar em casa, porque manda o Ministério da Educação centenas de trabalhadores seus, dito de forma simples, “apanhar covid”, só porque não têm para ceder, ou se recusam a ceder, gratuitamente computadores e outros equipamentos para ficarem em casa a trabalhar?

Esta é a primeira de muitas questões levantadas pelos professores, que assinam uma carta aberta enviada ao secretário de Estado da Educação, João Costa. No documento a que o DN teve acesso, relembram que o teletrabalho foi decretado como “obrigatório”, no atual estado de emergência.

“O Ministério da Educação não está a cumprir tal lei em relação aos professores, que estão a ser coagidos a ceder os seus equipamentos, para poder trabalhar e ficar em casa, sem que o ministério peça o seu consentimento, como a lei exige ou sequer compense tal uso coativo. A coação concretiza-se na imposição, para um trabalho que pode ser feito em teletrabalho, da deslocação ao local de trabalho”, pode ler-se na carta.

O documento intitulado “Carta aberta dos professores desconfinados à força”, refere-se aos docentes que, por exemplo, só têm um computador em casa, a ser partilhado pelos filhos que também estão em ensino à distância. “E tanta preocupação com a desigualdade e, no caso dos professores com filhos (ou que só têm recursos para um computador para a família toda, para continuarem a trabalhar) porque é que o seu “patrão” não cumpre a lei e não lhes entrega material para trabalhar, para que não tenham de escolher entre o estudo dos filhos e o trabalho?”, questionam os autores da carta.

O DN sabe que, nas reuniões entre diretores de agrupamentos e o secretário de Estado da Educação, João Costa, o responsável foi questionado sobre de que forma estes responsáveis teriam de atuar nos casos em que os professores que não têm, não podem ou não querem usar o seu material para dar aulas . “O secretário de Estado disse que aqueles que não têm condições para estar em teletrabalho têm de ir para as escolas”, explicou ao DN um dos diretores presentes na reunião.

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6 comentários

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    • Francisco Trindade on 5 de Fevereiro de 2021 at 10:11
    • Responder

    “O secretário de Estado disse que aqueles que não têm condições para estar em teletrabalho têm de ir para as escolas”, explicou ao DN um dos diretores presentes na reunião.

    E como é que fica se o professor a caminho da escola for apanhado numa operação stop da polícia?
    Como é que é? Ninguém teve coragem de colocar esta questão ao jc…

      • Paulo Pereira on 8 de Fevereiro de 2021 at 2:46
      • Responder

      Simples!
      A Escola/Agrupamento passam uma credencial ao docente que se tem de deslocar ao seu local de trabalho, como aliás está consignado na Lei.
      A credencial é um documento obrigatório para quem tenha de se deslocar ao seu local de trabalho.

      Isto aplica-se a Directores, Subdirectores, Vogais e demais docentes que, por diferentes motivos tenham de trabalhar ou deslocar-se à escola/agrupamento. A lei aplica-se também a funcionários administrativos e auxiliares de AE, pois a escola não fecha.

    • Eu on 5 de Fevereiro de 2021 at 10:17
    • Responder

    A reivindicação é justa. Como o era há 1 ano, há 5,10 ou 15! Milhares de professores sempre usaram, sem qualquer obrigação e com grande boa vontade, computadores e Internet pessoais para a preparação de aulas e cumprimento de uma cada vez mais monstruosa burocracia. E o tema nunca valeu cartas dos 100 ou dos 100000.
    Mas hoje… É ridícula!
    Precisamente quando essa questão está em resolução, e o mundo está em calamidade de saúde, é que se resolve aparecer!!
    Pelo que percebo, os professores vão estar em teletrabalho. Só não estão em “casatrabalho”. Vá lá, que não terão o covid com eles na sala.
    Acredito que, com boa vontade e inteligência, se calhar se arranjaria outra forma. Mas quando uma parte bate o pé, é difícil a outra não fazer o mesmo. E depois, já se sabe, nessa dança alguns calos é que sofrem…

      • ticamos on 5 de Fevereiro de 2021 at 14:05
      • Responder

      O que está neste momento em causa não é a componente não letiva mas sim a componente LETIVA. Não sei qual é a sua dúvida. Eu estarei na escola para fazer a parte letiva mas no resto do tempo esatrei em casa, tal como tem acontecido sempre, a usar o meu equipamento. Mas o colega é que é o inteligente, que sei eu?…

    • Atento on 5 de Fevereiro de 2021 at 16:48
    • Responder

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    O secretário João Costa é um Suino pseudo-socialista…….é mais um incompetente que tem o cartão do partido e lá está ele como secretário de estado a mamar nas Têtas do Estado (digo, dos Contribuintes)…..um Nojo!….uma Vergonha!…….

    Este Suino é um dos Responsáveis por ter abastardado a dita “escola publica”…… transformando-a num “armazem” e/ou “cantina social” e/ou um enorme “intretem” e/ou um Hospicio……..tudo menos uma ESCOLA……..

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    • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 6 de Fevereiro de 2021 at 23:21
    • Responder

    Olá Atento! Então lê, investigação feita para ti.
    O Atento é um chamado de Fernando Santos. No facebbok, o artista diz que trabalhou no ministério da educaçao e que vive no Porto. No facebook está de camisola verde. É meio russo de cabelo e deve rondar os 58 e tal embora pareça ser mais velho. Deve ser da velhacaria que tem no corpo.
    O homem tem focinho de acordo com as bacoradas que aqui escreve. Aliás, escreve sempre da mesma maneira. Por isso, foi fácil apanhar esta rês manhosa.

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