17 de Fevereiro de 2021 archive

Remendo de 15.000 computadores chega esta semana

Não chegam para metade dos alunos com escalão A… é apenas um remendo que não resolve os problemas, mas ameniza. tivessem chegado 15.000 todas as semanas e tinhamos o problema resolvido neste momento.

 

15 mil computadores para alunos do básico chegam esta semana às escolas

As escolas vão receber esta semana 15 mil computadores destinados a alunos do ensino básico, revelou à Lusa o representante dos diretores escolares.

“Vão começar a chegar, a qualquer momento, 15 mil computadores para os alunos mais novos. Algumas escolas podem receber já hoje outras será ao longo desta semana”, disse Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

A decisão de adquirir estes equipamentos foi tornada pública há cerca de duas semanas, quando o Conselho de Ministros aprovou a autorização de despesa para a compra de computadores e internet para alunos carenciados.

“Este número de computadores está muito longe de dar resposta a todos os alunos mais carenciados, ou seja, os que têm escalão A do Apoio Social Escolar (ASE), mas já é uma ajuda”, afirmou Filinto Lima, que é também diretor de um agrupamento em Vila Nova de Gaia.

 

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Vagas Para o Concurso dos Açores

Juntamente com o aviso de abertura do concurso 2021/2022 dos Açores foram publicadas as vagas de quadro de escola que se transpõe os dois primeiros mapas para  aqui.

Tal como no continente deverá acontecer, as vagas negativas são superiores às positivas.

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Calendário Escolar: onde mais não é garantia de melhor – Alberto Veronesi

 

Calendário Escolar: onde mais não é garantia de melhor

No passado dia 12 de fevereiro, através do Despacho n.º 1689-A/2021, o Ministério da Educação deu a conhecer as alterações ao calendário escolar para o que resta do ano letivo.

Mas olhando para o restante ano letivo, o que nos espera a todos, mas sobretudo aos alunos, é um ano penoso, quer pelo seu comprimento quer pela falta de pausas letivas que são tão necessárias ao refresh mental de professores e alunos.

Este alongar do calendário escolar serve sobretudo para, no entendimento do Ministério da Educação e até de muitos comentadores, evitar ainda mais o comprometimento das aprendizagens. Mas permitam-me uma analogia: não me parece que seja com mais dias de treino que se tratam lesões. Até porque não há certeza de quando se conseguirá fazer novamente a transição para o presencial.

Este calendário, a ter de ser cumprido em E@D, trará problemas de saúde pública bem mais graves do que a perda de qualquer aprendizagem!

De há quase um ano para cá tenho lido muito sobre o impacto que as escolas fechadas terão nas aprendizagens das crianças e a maioria dos relatos são para mim demasiado pessimistas.

É óbvio e unânime que a situação sanitária em que o mundo, não só Portugal, vive tem influência direta nas aprendizagens. É verdade. Mas não me parece que o foco principal do Governo seja esse. As escolas ficam abertas não por causa das aprendizagens dos alunos, mas sim pela função assistencialista que a escola foi tomando como sua. Este fenómeno antigo, mas cada vez mais vincado, acontece por falta de quem na sociedade cumpra esse papel. Há que dizê-lo sem medos. Só assumindo este facto e encará-lo com coragem poderemos partir para a reconstrução do papel da escola.

Se no horizonte dos sucessivos governos estivesse, de facto, como foco principal as aprendizagens, já muita coisa teria sido feita em prol desse sucesso. Rapidamente posso apontar duas políticas que seriam garante de melhor ensino e aprendizagem: acabar com as turmas numerosas e turmas multinível. E nada têm a ver com o número de dias que permanecem na escola. Sobre este assunto, o estudo da OCDE, Education at a Glance 2019“, admite que o tempo a mais nas escolas portuguesas não esteja a ser usado “de forma tão eficiente como noutros países”.

É possível perceber que as crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico passam 5.460 horas em aulas, valor que comparado com as 4.258 horas da média da União Europeia é bastante superior – e estamos a falar de cerca de 50 dias, quase dois meses! O estudo revela que também no segundo ciclo há uma grande diferença. Os alunos portugueses passam 8.214 horas nas salas de aula, acima das 7.260 da União Europeia, quase 40 dias a mais.

Quero com isto dizer que muito antes da pandemia, a Escola já estava em falência técnica. Os entraves com que um aluno se depara ao ingressar no seu percurso escolar são muitos, diversificados e verdadeiros empecilhos no processo de ensino e aprendizagem e não dependem do aumento de dias de permanência no espaço escolar. Sobre estes, nem uma palavra!

Os problemas reais da escola estatal estão identificados há muitos anos e a maioria dos governantes conhecem-nos e usam-nos como bandeiras eleitorais. Mas o destino que lhes dão nunca é o anunciado.

Eu próprio defendi o reajuste do calendário, porque também defendi a interrupção letiva ao invés da passagem para o E@D, mas não nestes termos. Se se pensa que os problemas se resolvem anunciando milhões e aumentando o calendário, que me desculpem, mas passam ao lado da realidade!

 

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Petição no Estado “ACEITE”

… com 15003 assinaturas, mas sempre a crescer no portal das petições públicas.

 

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Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – AÇORES

Foi hoje publicado o aviso de abertura do Concurso do Pessoal Docente 2021/2021 para a região autónoma dos Açores que decorre entre o dia 18 de fevereiro e o dia 3 de março de 2021.

Selecione o aviso que pretende consultar:
Aviso de abertura e vagas – versão publicada
Aviso de abertura e vagas – versão para consulta

O Regulamento do concurso encontra-se aqui.

O concurso interno decorre entre o dia 18 de fevereiro e o dia 3 de março.

Assim como o concurso externo

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Recrutamento de Professor para programa de Aprendizagem Bilingue Escolas Públicas de Hudson

 

Recrutamento de Professor para programa de Aprendizagem Bilingue Escolas Públicas de Hudson

As Escolas Públicas de Hudson (distrito escolar), em Massachusetts, nos EUA, estão a recrutar um(a) professor(a) para lecionar no programa de Aprendizagem Bilingue na Farley Elementary School, em Hudson, no Jardim de Infância.

Os candidatos viáveis para esta posição devem:

  1. Ter uma licenciatura que lhes permita lecionar no ensino básico.
  2. Ter lecionado no ano letivo de 2020/2021; ou ter lecionado durante dois anos nos últimos oito anos e ter completado um mestrado relacionado com a área que lecionam nos últimos doze meses.
  3. Possuir um nível de competência em inglês de B2 ou superior.
  4. Ter experiência com práticas efetivas de planeamento de ensino, instrução e avaliação.

Preferência será dada a candidatos que cumpram os seguintes critérios:

  1. Experiência em ensino de língua estrangeira ou língua de acolhimento.
  2. Experiência a viver ou lecionar no estrangeiro.

O recrutamento para a posição é feito pelas Escolas Públicas de Hudson.

Os candidatos interessados deverão candidatar-se no website SchoolSpring.com, vaga 3444814 (https://www.schoolspring.com/job.cfm?jid=3444814).

Questões acerca desta posição deverão ser enviadas para a Diretora do Departamento de Línguas Estrangeiras, Ana Pimentel – apimentel@hudson.k12.ma.us.

 

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Professora a naufragar

 

Acredito que os dedos do meu corpinho devem chegar para contar o número de alunos portugueses que, a priori, gostam de estudar. É que ir para a escola socializar é uma coisa. Estar na sala de aula, primeiro, a aprender a ouvir, segundo, a aprender a esperar e, terceiro, a aprender, é outra completamente diferente. É claro que, depois de lá estarem dentro, até acham piada a isto ou aquilo. Mas são situações pontuais.

Agora, imagine-se, com o confinamento, as intrujices que eles não inventam para não terem aulas. Ainda, por cima e, literalmente, eles não têm de dar a cara!

Por enquanto, cheguei à conclusão de que, na área onde leciono, tirando aqueles que estão presentes durante toda a aula, ou porque são a exceção à regra ou porque a mãe (normalmente é ela) os obriga, os alunos podem ser divididos em grupos:

os atrasados – aqueles que nunca eram pontuais e que, mesmo em casa, continuam a aceder tarde às aulas;

os jogadores alucinados – aqueles que estão a utilizar dois dispositivos eletrónicos em simultâneo  (um fica solitariamente online enquanto o outro é vítima de ultrajantes investidas até que o próximo nível do Fortnite seja atingido), acreditando que o professor não percebe que não estão a acompanhar a aula;

os atletas de salto em comprimento – aqueles que cumprimentam no início e se despedem no final, pois foram esses os momentos em que estiveram na aula;

os incontinentes  – aqueles que se ausentam intermitentemente,  supostamente para irem ao quarto de banho;

os discretos – aqueles que estão sempre lá, quer dizer, não entram, mas  também não saem, para não sabermos se estão ou se não estão;

os esquecidos  – aqueles que estão sempre online, de tal modo que assim continuam muito depois de a aula terminar, porque não estavam lá, claro!

Provavelmente, a pergunta que mais temos feito nestes últimos dias é “Estão m’a ouvir?”/ “Estás m’a ouvir?”, na falsa ilusão de que vai ser “hoje” que os todos os alunos vão efetivamente estar. E também é provável que o feedback mais recorrente que temos ouvido seja “Não sei.”, “Pode repetir a pergunta?”, “Eu estava a ouvir. Só não entendi a pergunta.”, “Eu concordo com ele.” e “Pode repetir? É que fiquei sem net.”. Deveras frustrante.

Ainda assim, insisto em remar contra a maré, fazendo um esforço hercúleo para que os alunos estejam na aula e aprendam qualquer coisinha, quase como quem pede uma esmola, mas, ao meu redor, só vejo inércia, cobardia, desculpas esfarrapadas, a desculpa do “coitadinhos”.

O governo empurra com a barriga os seus deveres até passar a pasta ao próximo e, entretanto, não assume os seus erros e procura um bode expiatório para o que está e estará mal no ensino neste contexto pandémico. Muitos dos pais demitem-se das suas funções e amparam o jogo dos meninos, porque é mais cómodo e, assim, eles já não os chateiam. E alguns diretores de turma, cheios de benevolência (o que até entendo, devido ao contexto familiar e socioeconómico de alguns adolescentes), afirmam, em muitos casos, que, salvo seja, põem a mão no fogo pela veracidade das palavras destes alunos.

Ainda não consegui entender muito bem é porque é que a rede quase nunca falha no início e no fim das aulas, sabem, quando eles dizem “Olá” e “Adeus”, não me marque falta.

Em resumo, sinto-me um navio a naufragar.

Teresa

 

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Submetida a Petição com 15 Mil Assinaturas

Hoje, dia 17 de fevereiro de 2021, submeti na plataforma de petições do parlamento a petição “Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docentecom 15 mil assinaturas, recolhidas em apenas 4 dias.

Agora fico a aguardar a validação da petição e das assinaturas, que são o dobro daquelas que são exigidas para que a iniciativa possa ser discutida no parlamento.

Vou agora proceder a um estudo do impacto financeiro que a anulação das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão possa ter no orçamento para quando for necessário ter estes estudos todos feitos.

Entretanto, podem continuar a assinar a petição e enviar relatos sobre a injustiça da existência de vagas com exemplos reais para uma nova conta de e-mail criada para este efeito: peticao@arlindovsky.net

 

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