21 de Fevereiro de 2021 archive

Como vai ser a reabertura das escolas?

 

Ontem, com a intervenção da ministra, começou a especulação.

Hoje, já veio UM PAI, repito, um pai que não representa a maioria dos pais e encarregados de educação nem coisa que o valha, afirmar que os “já existe confiança para aceitar o regresso à escola”.

Está o circo montado.

O governo ainda não se descoseu sobre como vai ordenar a reabertura das escolas. O tal plano que o Presidente da República “pediu” ainda não foi apresentado à população (os principais interessados). Ninguém sabe o que o ME anda a pensar fazer ou quem anda a consultar… Entretanto segue-se com o E@D.

Não minha opinião, que vale o que vale, o desconfinamento escolar poderá vir a ser o seguinte:

1.º – Reabertura da Educação Pré-Escolar em princípios de março.

2.º – Reabertura do 1.º e 2.º Ciclos em meados de março.

3.º – Reabertura do 3.º Ciclo e Secundário após a interrupção da Páscoa.

(as datas apresentadas são apenas um apontamento para que se tenha uma noção temporal)

Concordo inteiramente que os mais novos têm que regressar à escola com a maior brevidade possível, nunca descorando a segurança de toda a comunidade educativa. Uma das medidas que se pode implementar no 1.º Ciclo, é o uso obrigatório de máscara. Já acontece noutros países e a esta altura a maior parte das crianças já toma esse uso como uma necessidade, não vejo qual será o problema para que a DGS não o “decrete”. Além de que, os surtos de que tenho conhecimento aconteceram todos no 1.º Ciclo (os transmissores foram os próprios professores que não se sabendo infetados foram trabalhar). As crianças não tiveram grandes consequências, mas o mesmo não se pode dizer dos membros mais velhos das suas famílias que eles infetaram.

A reabertura do secundário pode ser controlada com um período de ensino misto até os números estarem totalmente estabilizados ou até se poder assegurar com segurança que as escolas secundárias não são um vector de transmissão (coisa que até hoje, apesar das muitas afirmações, ainda ninguém conseguiu provar com os números que o ME não divulga).

Fica a ideia.

Ao governo… Consultem quem está no terreno, os diretores, as outras associações de pais e Encarregados de Educação, o Conselho de Escolas, olhem para o exemplo de Israel…

NÃO BRINQUEM OM A SAÚDE DAS CRIANÇAS E DA COMUNIDADE ESCOLAR.

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64% dos pais sobrecarregados com os trabalhos escolares dos filhos

Entende-se que os pais dos alunos mais novos tenham que os acompanhar na modalidade de ensino online. Mas mesmo assim acho este número demasiado elevado. A autonomia das crianças tem que ser trabalhada desde tenra idade e a sociedade tem-se esquecido disso. Os pais não vão estar sempre ali ao lado para amparar as quedas…

Tarefas escolares sobrecarregaram 64% dos pais confinados

Estudo revela que do primeiro confinamento e com ensino presencial suspenso, 46,7% tiveram falta de tempo para ajudar filhos. Mãe desempenha um papel mais importante nas tarefas mesmo com pai em casa.

Investigadores das universidades Nova de Lisboa, Granada (Espanha) e Lille (França) e do instituto espanhol de Saúde Carlos III analisaram as rotinas e a convivência de alunos entre os 3 e os 16 anos e respetivas famílias durante o primeiro confinamento causado pela pandemia, que começou nestes três países há quase um ano.

Através de um inquérito ‘online’ no qual participaram quase 3.900 agregados familiares dos três países, o projeto ‘Covideducasa’, ainda em curso, procura conhecer o impacto do confinamento e do ensino não presencial nas famílias portuguesas, espanholas e francesas, a maioria da classe média.

A investigadora da Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia da Universidade de Granada María Dolores Martín-Lagos disse à agência espanhola Efe que o estudo analisou a atenção das famílias aos filhos, o peso das tarefas escolares destes, o acesso à tecnologia e as orientações das famílias, com coincidências e diferenças entre países.

Entre as conclusões do estudo, Martín-Lagos destacou que a mãe desempenha um papel mais importante nas tarefas, mesmo em lares onde ambos os pais trabalharam ou estiveram em teletrabalho durante o confinamento.

A maioria dos progenitores reconheceu o planeamento correto das atividades por parte da escola, apesar de mais de 64% dos entrevistados reconhecerem ter vivenciado momentos de stress para ajudar nas tarefas.

Nestes casos, 46,7% dos pais apontaram a falta de tempo para ajudar os filhos e 20% a falta de paciência, sendo que algumas famílias indicaram não possuir os conhecimentos necessários para o fazer.

“Apesar das críticas no momento do confinamento, as famílias entenderam que, embora houvesse tensão, estavam bem e todos tinham de se adaptar em conjunto” aos perigos decorrentes da pandemia, pelo que não se registou “crítica excessiva”, adiantou a investigadora.

 

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O Bom Professor…

 

 

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Histórico de Datas do Concurso Interno

Nos últimos 10 anos só existiram 4 concursos internos de professores.

No quadro seguinte apresenta as datas que tiveram início esse concurso, assim como as datas principais das fases seguintes.

Apenas num ano o concurso abriu no decorrer do mês de março, nos restantes 3 concursos iniciaram em abril, por duas vezes o concurso teve início no dia 23 de abril.

Por isso previsões de datas com tanta flutuação em anos anteriores é difícil de dar.

 

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A Esquerda Uniu-se Para Impedir a Dedução em IRS dos Equipamentos Informáticos

Na votação de dia 18 toda a esquerda uniu-se para evitar que as propostas dos Projetos de lei do CDS/PP e do PAN pudessem ser aprovadas.

PS votou conta as propostas e apesar de não ter maioria no parlamento os partidos de esquerda abstiveram-se nas votações, ficando assim chumbadas as duas propostas que previam a dedução da compra dos equipamentos informáticos em sede de IRS.

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A gravação de aulas online sem consentimento é ilegal?

Será legal gravar aulas sem consentimento prévio dos visados?

Rita Garcia Pereira, advogada e especialista em Direito do Trabalho, explica que a gravação das imagens só é permitida se “o docente tiver dado o consentimento” e se estiver previamente definida no “regulamento interno das escola”. “Tendencialmente isto só é possível nas escolas privadas. Não existindo o regulamento, era preciso o consentimento do docente. Não porque esteja em causa um ato da sua vida privada, mas porque está em causa o seu direito à imagem“, sublinha.

Se a escola considerar que o aluno infringiu as regras, continua a causídica, “pode mover um processo disciplinar. O professor, querendo, pode pedir uma compensação pela exposição da sua imagem, mas tem de ser ele próprio a tomar iniciativa”.

De acordo com a Lei da Protecção de Dados Pessoais, sempre que imagens ou vídeos integrem informações que permitam identificar pessoas individuais é obrigatório o consentimento dos visados. A lei “aplica-se à videovigilância e outras formas de captação, tratamento e difusão de sons e imagens que permitam identificar pessoas sempre que o responsável pelo tratamento esteja domiciliado ou sediado em Portugal ou utilize um fornecedor de acesso a redes informáticas e telemáticas estabelecido em território português”.

Também no artigo 79º do Código Civil se determina que “o retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela”.

Já a Lei n.º 51/2012, que aprova o Estatuto do Aluno, define a proibição da captação de “sons ou imagens, designadamente, de atividades letivas e não letivas, sem autorização prévia dos professores, dos responsáveis pela direção da escola ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso”. A difusão “via Internet ou através de outros meios de comunicação” de “sons ou imagens captados nos momentos letivos, sem autorização do diretor da escola” está, igualmente, proibida.

Polígrafo

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As aulas vistas por uma Professora Primária

 

As aulas vistas por uma Professora Primária

Nicola Mendes é uma das muitas professoras que está, pela segunda vez, a dar aulas à distância. O conceito já não é novo, mas ainda assim os desafios de ensinar crianças de apenas 7 anos sem os ter por perto continuam a ser grandes.

“Esta forma de ensinar tem as suas especificidades… É estranho quando uma criança tem uma dificuldade e não a conseguimos perceber porque em aula presencial posso circular junto deles e corrigir um exercício ou ajudar numa dúvida. Desta forma, isso não acontece”, começa por explicar, ao Mundo Atual.

Professora num Colégio Privado, Nicola Mendes admite ser “privilegiada” porque os alunos têm todas as condições de aprendizagem em casa, mas revela que há outras “particularidades” que acabam por tornar o trabalho mais “exigente”.

O “distanciamento” entre professora e alunos é a maior dificuldade do ensino não presencial porque “para além de não conseguir ver todos os meninos no écran, não consigo corrigir comportamentos ou perceber os níveis de concentração”.

Por isso, Nicola Mendes faz uma “avaliação semanal” para conseguir, de forma mais regular, “perceber a aprendizagem dos conteúdos lecionados” e “colmatar as fragilidades” que possam existir relativamente às matérias.

A docente revela ainda que com as aulas online há também diferenças na preparação das mesmas já que utiliza “recursos mais apelativos e dinâmicos” que sejam “igualmente esclarecedores”.

 

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