Regresso do ensino online abriu corrida aos portáteis e já há ruptura de stocks
Sem tarifa social de Internet e, no pior cenário, sem computador. O regresso do confinamento, do teletrabalho e das aulas online gerou nova corrida às lojas por parte de consumidores que, neste momento, dificilmente encontram portáteis disponíveis para entrega imediata. O problema agrava-se porque muitas autarquias decidiram também ir às compras, adquirindo centenas de equipamentos directamente nos distribuidores, o que agrava ainda mais o cenário de ruptura de stocks que já afecta algumas das lojas das principais cadeias de retalho, sobretudo nas maiores zonas urbanas.




1 comentário
A corrida aos equipamentos está instalada. O ME emprestou manuais, mas encolheu-se até ao fim nos computadores, faltando entregar a maior parte. O SE Costa disse aos directores que é mais fácil a um cidadão do que ao Estado comprar um portátil, mas o que vejo no base.gov não confirma bem isso, porque vejo lá muitos equipamentos a ser comprados e depressinha. E desde Abril de 2020 até governantes muito ineptos conseguiriam melhor do que foi conseguido.
O “Governo diz que empresas têm de pagar despesas com net e telefone no teletrabalho”, mas exime-se a si próprio dessa obrigação em relação aos professores. Nos últimos dias, soube-se que Portugal passou em tempos de pandemia a “democracia com falhas” e uma das mais evidentes é a do agravar do desrespeito pela legalidade pelos próprios poderes públicos.
Na Educação é sempre que dá jeito. O sistema de ensino à distância vai voltar a funcionar com base nos meios privados da larga maioria dos professores e das “famílias”. Uma série de normativos estão desactualizados para este contexto de ensino remoto, mas tudo se resolve na base do apelo à boa vontade, se possível com base em telefonemas e nunca em suportes oficiais.
Pedem-se aos professores responsabilidades e desempenho de que a equipa ministerial acha estar isenta. E quem não adere ao “paradigma” #SóCriaProblemas e lançam-se-lhes em cima as araras do “eu coloco os alunos em primeiro lugar”. E finge-se que não foram feitas promessas nbem claras e explícitas, preferindo dar-se a entender que se algo falhar é culpa “das escolas” ou da falta de dedicação missionária dos professores. Mas não é bem assim, não são os outros que são incompetentes, porque é nestes momentos que se percebe que há quem só lá esteja, para tapetes vermelhos e “acesso” a outros voos.