Fevereiro 2021 archive

Petição no Estado “ACEITE”

… com 15003 assinaturas, mas sempre a crescer no portal das petições públicas.

 

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Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – AÇORES

Foi hoje publicado o aviso de abertura do Concurso do Pessoal Docente 2021/2021 para a região autónoma dos Açores que decorre entre o dia 18 de fevereiro e o dia 3 de março de 2021.

Selecione o aviso que pretende consultar:
Aviso de abertura e vagas – versão publicada
Aviso de abertura e vagas – versão para consulta

O Regulamento do concurso encontra-se aqui.

O concurso interno decorre entre o dia 18 de fevereiro e o dia 3 de março.

Assim como o concurso externo

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Recrutamento de Professor para programa de Aprendizagem Bilingue Escolas Públicas de Hudson

 

Recrutamento de Professor para programa de Aprendizagem Bilingue Escolas Públicas de Hudson

As Escolas Públicas de Hudson (distrito escolar), em Massachusetts, nos EUA, estão a recrutar um(a) professor(a) para lecionar no programa de Aprendizagem Bilingue na Farley Elementary School, em Hudson, no Jardim de Infância.

Os candidatos viáveis para esta posição devem:

  1. Ter uma licenciatura que lhes permita lecionar no ensino básico.
  2. Ter lecionado no ano letivo de 2020/2021; ou ter lecionado durante dois anos nos últimos oito anos e ter completado um mestrado relacionado com a área que lecionam nos últimos doze meses.
  3. Possuir um nível de competência em inglês de B2 ou superior.
  4. Ter experiência com práticas efetivas de planeamento de ensino, instrução e avaliação.

Preferência será dada a candidatos que cumpram os seguintes critérios:

  1. Experiência em ensino de língua estrangeira ou língua de acolhimento.
  2. Experiência a viver ou lecionar no estrangeiro.

O recrutamento para a posição é feito pelas Escolas Públicas de Hudson.

Os candidatos interessados deverão candidatar-se no website SchoolSpring.com, vaga 3444814 (https://www.schoolspring.com/job.cfm?jid=3444814).

Questões acerca desta posição deverão ser enviadas para a Diretora do Departamento de Línguas Estrangeiras, Ana Pimentel – [email protected].

 

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Professora a naufragar

 

Acredito que os dedos do meu corpinho devem chegar para contar o número de alunos portugueses que, a priori, gostam de estudar. É que ir para a escola socializar é uma coisa. Estar na sala de aula, primeiro, a aprender a ouvir, segundo, a aprender a esperar e, terceiro, a aprender, é outra completamente diferente. É claro que, depois de lá estarem dentro, até acham piada a isto ou aquilo. Mas são situações pontuais.

Agora, imagine-se, com o confinamento, as intrujices que eles não inventam para não terem aulas. Ainda, por cima e, literalmente, eles não têm de dar a cara!

Por enquanto, cheguei à conclusão de que, na área onde leciono, tirando aqueles que estão presentes durante toda a aula, ou porque são a exceção à regra ou porque a mãe (normalmente é ela) os obriga, os alunos podem ser divididos em grupos:

os atrasados – aqueles que nunca eram pontuais e que, mesmo em casa, continuam a aceder tarde às aulas;

os jogadores alucinados – aqueles que estão a utilizar dois dispositivos eletrónicos em simultâneo  (um fica solitariamente online enquanto o outro é vítima de ultrajantes investidas até que o próximo nível do Fortnite seja atingido), acreditando que o professor não percebe que não estão a acompanhar a aula;

os atletas de salto em comprimento – aqueles que cumprimentam no início e se despedem no final, pois foram esses os momentos em que estiveram na aula;

os incontinentes  – aqueles que se ausentam intermitentemente,  supostamente para irem ao quarto de banho;

os discretos – aqueles que estão sempre lá, quer dizer, não entram, mas  também não saem, para não sabermos se estão ou se não estão;

os esquecidos  – aqueles que estão sempre online, de tal modo que assim continuam muito depois de a aula terminar, porque não estavam lá, claro!

Provavelmente, a pergunta que mais temos feito nestes últimos dias é “Estão m’a ouvir?”/ “Estás m’a ouvir?”, na falsa ilusão de que vai ser “hoje” que os todos os alunos vão efetivamente estar. E também é provável que o feedback mais recorrente que temos ouvido seja “Não sei.”, “Pode repetir a pergunta?”, “Eu estava a ouvir. Só não entendi a pergunta.”, “Eu concordo com ele.” e “Pode repetir? É que fiquei sem net.”. Deveras frustrante.

Ainda assim, insisto em remar contra a maré, fazendo um esforço hercúleo para que os alunos estejam na aula e aprendam qualquer coisinha, quase como quem pede uma esmola, mas, ao meu redor, só vejo inércia, cobardia, desculpas esfarrapadas, a desculpa do “coitadinhos”.

O governo empurra com a barriga os seus deveres até passar a pasta ao próximo e, entretanto, não assume os seus erros e procura um bode expiatório para o que está e estará mal no ensino neste contexto pandémico. Muitos dos pais demitem-se das suas funções e amparam o jogo dos meninos, porque é mais cómodo e, assim, eles já não os chateiam. E alguns diretores de turma, cheios de benevolência (o que até entendo, devido ao contexto familiar e socioeconómico de alguns adolescentes), afirmam, em muitos casos, que, salvo seja, põem a mão no fogo pela veracidade das palavras destes alunos.

Ainda não consegui entender muito bem é porque é que a rede quase nunca falha no início e no fim das aulas, sabem, quando eles dizem “Olá” e “Adeus”, não me marque falta.

Em resumo, sinto-me um navio a naufragar.

Teresa

 

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Submetida a Petição com 15 Mil Assinaturas

Hoje, dia 17 de fevereiro de 2021, submeti na plataforma de petições do parlamento a petição “Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docentecom 15 mil assinaturas, recolhidas em apenas 4 dias.

Agora fico a aguardar a validação da petição e das assinaturas, que são o dobro daquelas que são exigidas para que a iniciativa possa ser discutida no parlamento.

Vou agora proceder a um estudo do impacto financeiro que a anulação das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão possa ter no orçamento para quando for necessário ter estes estudos todos feitos.

Entretanto, podem continuar a assinar a petição e enviar relatos sobre a injustiça da existência de vagas com exemplos reais para uma nova conta de e-mail criada para este efeito: [email protected]

 

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[No regresso ao on line] 7 TWEETS PARA UMA JOVEM COLEGA Carlos Café

 

 

[No regresso ao on line]

7 TWEETS PARA UMA JOVEM COLEGA

Inspirado nas “Cartas a um Jovem Poeta”, de Rilke, Agostinho da Silva escreveu um livro sobre pedagogia intitulado “Sete Cartas A Um Jovem Filósofo”. Nele, refletia sobre a função de professor e apresentava conselhos ao Luís, um jovem professor de Filosofia.
Uma vez que a proposta que me foi feita se inspira na ideia de manifesto, resolvi adotar um estilo assumidamente interpelador na forma de pequenos fragmentos, que, por analogia, designei tweets, e que são, num certo sentido, a forma que o discurso polémico e assertivo assume nos nossos dias.
Aqui fica, então, o meu contributo. Julgo fazer o que se espera que o filósofo faça: fazer pensar. Não esquecendo, contudo, as palavras sábias de Agostinho da Silva:
“Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence.”
1. Pensa. Mas não penses em ti, nem como costumas pensar. Pensa como os teus alunos. Quero que adivinhes as perguntas inseguras deles: fico com o nariz grande no ecrã? A minha voz vai soar ridícula? Tenho a t-shirt da minha banda preferida a lavar; que é que eu vou vestir? O meu cabelo estará bem? Queres que pare com as perguntas? Estás a sentir-te desconfortável? Perfeito. Agora já podes pensar no que vais fazer nas tuas aulas online.
2. Queres estratégias para impedir que os alunos saiam da sala sem tu dares conta? Estás a pensar estipular uma percentagem nas atitudes para isso? Esquece, isso não interessa para nada. A pergunta que tens de fazer é outra: o que devo fazer para que eles queiram estar na minha aula até ao fim?
3. Já reparaste que a maioria das tuas preocupações têm a ver com as dúvidas que tens quanto ao modo como vais avaliar os teus alunos? Para de pensar em como vais dar as notas, para de ter medo de errar, para de ter medo dos recursos dos pais. Mas, acima de tudo, para de pensar em ti e nas tuas avaliações. O objetivo da escola não são as notas que tu vais dar, são as aprendizagens que aos teus alunos vais proporcionar. Não interessa tanto a dificuldade em dar notas, mas sim a qualidade do que se aprende.
4. Eu não estaria tão orgulhoso do monte de fichas e atividades que já criaste para os alunos trabalharem autonomamente. Sim, claro que estão tecnicamente bem feitas: respeitam as Aprendizagens Essenciais, estão organizadas por competências e isso tudo. Mas a questão não é essa. Pensa comigo: se os alunos não têm hábitos de trabalho e precisam que lhes estejamos sempre a explicar o que têm de fazer (como se ouve dizer a toda a hora nos conselhos de turma), que sentido tem esperar que, agora que estão sozinhos em casa, vão superar tudo isso e compensar com trabalho autónomo as aulas que tu não vais poder dar? Repara nesta fórmula, digna de um filme: alunos excessivamente dependentes do professor + menos aulas + mais trabalho autónomo = aprendizagens bem-sucedidas. Sou só eu que vejo aqui a tentativa de encontrar a quadratura do círculo?
5. Tens à mão uma máquina de calcular? Sim, o telemóvel serve perfeitamente. Vamos somar o tempo que tu achas que os teus alunos demoram a resolver as fichas que lhes vais mandar para fazer durante a semana. Já está? Agora multiplica por 2. Sim, porque sem tu lá estares para ajudar eles vão demorar pelo menos o dobro do tempo. Acrescenta 1 hora (no mínimo) para os tempos mortos durante a realização das tarefas (ver o telemóvel, mandar sms, jogar um jogo, etc.). Já somaste tudo? Pois bem, é este o “Plano de Trabalho Semanal” em que te deves focar, não aquele todo xpto que o teu departamento aprovou para ser ratificado no conselho pedagógico.
6. Não, não estou só a dizer mal. Pediste-me que te ajudasse a pensar melhor as tuas aulas online e é isso que estou a tentar fazer. Mas, se é dicas que queres, também te dou algumas. Aqui vão elas, então.
A primeira tem a ver com as expetativas dos alunos face às aulas. Lembras-te de falarmos no receio que tens de eles saírem da aula e não ficarem até ao fim? Pois bem, faz como eu. (Sou um sortudo, não preciso disto com os meus alunos, faço-o pelo prazer que nos dá). Em cada aula, há um aluno que escolhe uma música segundo um critério pouco habitual (música que associamos a uma cor, por exemplo). É com essa música que terminamos a aula. Depois, quem escolheu diz quem vai escolher para a próxima aula e indica também o critério (música que te faz lembrar a infância, por exemplo). E assim sucessivamente…
A segunda dica tem a ver com a avaliação dos alunos, que tanto te preocupa. Queres diversificar e queres que os instrumentos que substituem os testes sumativos que não vais poder fazer sejam credíveis? Estás preocupada porque tens cento e tal alunos (como no meu caso)? Olha, eu estou a pensar fazer perguntas sobre diferentes competências em algumas das aulas síncronas e eles têm 2 minutos para me responder via WhatsApp com mensagem de voz. Eu depois ouço uma a uma e atribuo uma classificação. Tudo deve ser avaliado, mas nem tudo tem de ser avaliado através da escrita, certo? Além do mais, explicar oralmente as nossas ideias com clareza é fundamental. Mesmo os alunos mais céticos acabarão por reconhecer isso, que mais não seja quando tiverem a primeira entrevista de emprego…
Terceira dica: envolve as famílias. Eles estão em casa, é uma excelente oportunidade para envolver os pais, os irmãos e os avós nas suas aprendizagens. Em Filosofia, um exemplo clássico é o dilema do trólei, que normalmente se refere nas aulas de Ética. Desviar o trólei e matar 5 pessoas para salvar 50: sim ou não? Quando, na aula, discutirem o assunto, não serão apenas os teus alunos que estarão lá: serão eles e a riqueza de um debate filosófico improvável que juntou a família ao serão…
Quarta e última dica, esta relacionada com a manutenção dos laços afetivos e a entreajuda. Diz-lhes que criem pares pedagógicos para estudarem online em rede. Como as alcateias: os lobos não deixam ninguém para trás. Estão relutantes, talvez porque receiam que lhes “calhe” um colega que não conhecem ainda muito bem? Cria uma tarefa sobre uma competência mais subtil (raciocínio lógico, por exemplo) com 2 perguntas e 2 momentos: responder à pergunta e avaliar a resposta do colega, com base nos descritores previamente fornecidos por ti. Uma coisa simples, tipo avaliar de 1 a 5. A tarefa conjunta de ambos é, depois, enviada para ti, que a avalias também de 1 a 5. Até podes assumir que a classificação final será uma síntese entre a tua avaliação e a deles. Sim, os alunos podem e devem intervir no processo de avaliação. Já agora, eles são normalmente justos, muitas vezes até bem menos generosos do que nós.
7. Para finalizar: ouve os teus alunos antes de tomares as decisões sobre as adaptações aos critérios e instrumentos de avaliação. Apresenta-lhes as tuas ideias e pede-lhes que te digam as deles. Faz perguntas concretas e intuitivas como: o que sugerem para substituir a avaliação da competência x ou y que fazemos habitualmente nos testes? Eu vou fazer isso antes da reunião do grupo disciplinar para tomarmos esta semana decisões nessa área. Não faz qualquer sentido deixar de fora deste processo os alunos do secundário, pelo menos.
Vê bem: se há momento histórico e profissional em que estamos mais próximos dos nossos alunos e mais necessário se torna pensarmos em conjunto em estratégias para enfrentar uma situação completamente nova para todos – esse momento é precisamente este.
Não me perdoaria se não aproveitasse esta oportunidade para desaprender das ideias feitas e renovar-me pedagogicamente com a ajuda dos meus alunos.
O Futuro pertence-nos e começa a desenhar-se hoje.
*Professor de Filosofia na Escola secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão

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Petição já conta com quase 15.000 subscrições

 

Petição já conta com milhares de subscrições

No passado sábado, foi criada uma petição denominada “Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e ao 7.º escalões da carreira docente”, tendo chegado a mais de 14 mil assinaturas em pouco mais de 24 horas. Para ser apreciada pelo plenário da Assembleia da República eram necessárias 7500 assinaturas. Para os professores poderem progredir para os 5.º e 7.º escalões, precisam de ser avaliados com a nota de “Muito Bom” ou “Excelente”.

Contudo, existe um número limite disponível para se obter essas classificações. Muitos professores ficam, por isso, por tempo indeterminado sem progressão. Os professores responsáveis pela criação da petição acreditam que é necessário “atrair mais gente para o ensino e também melhorar as condições da carreira, sob pena de, dentro de meia dúzia de anos, não haver professores em número suficiente para todos os grupos de recrutamento”.

Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente

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“Professores e escolas sem perspetivas de receberem computadores”

Ainda nenhum professor foi bafejado com um computador, destes que o governo anda a dizer que vai emprestar. Sabe-se que há computadores, dos primeiros 100.000 distribuídos para os alunos, que estão nas escolas e não podem ser utilizados pela escola ou pelos professores. Estão em repouso à espera de determinação governamental.

Enquanto isso…

“Professores e escolas sem perspetivas de receberem computadores”, diz presidente de Associação de Escolas Públicas

O ensino à distância regressou na semana passada, mas a falta de computadores continua a ser um problema não só para os alunos, como também para os professores. Segundo contou ao Jornal Económico o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, não existem perspetivas de reforço de computadores para professores ou nas escolas.

Na perspetiva de Filinto Lima, “o ministério devia dar indícios de distribuição de computadores para professores e escolas”. “Somos mais de 100 mil professores, nem um teve a título de empréstimo facultado pelo Ministério da Educação”. “Se o professor não tem direito a uma cedência temporária é desmotivador para algumas pessoas”, completa.

Segundo o presidente da ANDAEP, tanto professores como alunos reforçaram “as competências digitais” e recorrem “cada vez mais ao digital”. No entanto, à chegada às escolas, “os computadores são os mesmos, não são melhores”, assegura Filinto Lima.

Como muitos docentes não têm possibilidades de trabalhar a partir de casa vão para as escolas, uma situação relatada por Filinto Lima, mas que também já tinha sido denunciada pela FENPROF.

Apesar de tentarem contornar o problema de não terem material suficiente em casa para trabalhar, os professores não têm mais sorte quando se deslocam à escola sendo que as condições dos materiais informáticos nas escolas não são de grande qualidade, segundo a ANDAEP.

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O genocidio social em curso – Santana Castilho

O genocídio social em curso

A erosão emocional está em acelerado crescimento e a vida suspensa é uma amálgama de ansiedade e frustração. Os mais idosos são vítimas de abandono e os mais novos estão confusos quanto ao futuro. O vizinho que antes mudava de passeio para me apertar a mão e dizer bom dia, mudou ontem de vereda no jardim que eu, solitário, atravessava sem máscara. Promove-se a bufaria a obrigação cívica. O confinamento já não é físico. É psíquico. Já não separa só um do outro. Começa a separar muitos de si próprios, mentalmente doentes. São poucos os que gritam para fora. Mas, alienados pelo medo, são muitos os que gritam para dentro. Está em curso um genocídio social.
O muito grave problema de saúde pública com que estamos confrontados, particularmente o número de mortos, poderia e deveria ter sido combatido com prevenção organizada, que não com proibições centralistas, obsessivas e extremistas. Impede-se a maioria da população de trabalhar e a sociedade de funcionar e viver, porque houve e há incompetência para fazer o rastreamento dos que contactaram com os infectados, em tempo útil para prevenir a disseminação da doença. Não é preciso ser virologista ou epidemiologista para perceber que este procedimento seria bem mais eficaz e bem menos nefasto socialmente que confinamentos cruéis para a maioria da população.
Previsões que vamos ouvindo, sem apresentação de prova suficiente da relação causal entre os efeitos a jusante e os fenómenos a montante, fazem-me pensar que passou a ser difícil destrinçar astrologia de matemática. E, assim, muitas decisões radicais vão sendo tomadas a partir do que, em rigor, ignoramos, com razoável desprezo pelo que já sabemos. Porque são sempre os mesmos “cientistas” que intervêm publicamente e porque quem ouse exercer o contraditório sério e construtivo ganha lugar cativo no índex dos negacionistas, tem-se confundido o consenso político entre o presidente da República e o primeiro-ministro, peritos em transformar hipóteses em leis, com consenso científico.
Sobram normas contraditórias e terror noticioso e falta planeamento estratégico e informação útil e rigorosa. Já com mais de 800 mil desempregados e um quinto da população em risco de pobreza, 1 milhão e 200.000 consultas e 125.000 cirurgias canceladas, é revoltante ouvir o primeiro-ministro garantir que não houve poupanças orçamentais em 2020, quando os números o desmentem com estrondo (ficaram por executar sete mil milhões de euros, dos quais 1.500 milhões poderiam ter sido investidos no SNS e 1.250 milhões usados para mais apoios sociais).
Dados publicados pelo INE revelam cerca de oito mil mortos a mais, por referência à média de anos anteriores. Desse número, não chegam a 30% as mortes oficialmente atribuídas à covid-19. Seria bom que a ministra da Saúde ou António Costa dissessem a que atribuem as restantes 5.600 mortes a mais. Dirão certamente respeito a doentes crónicos (diabéticos, oncológicos, cardíacos, entre outros) que deixaram de ser tratados por uma gestão negligente da saúde dos portugueses.
Dizem os que mandam que a vacinação protege da morte por infecção com SARS-CoV-2. Dos quase 65 mil infectados maiores de 80 anos, cerca de 10 mil morreram. Nenhuma coorte, etária ou profissional, se aproxima, nem de longe, destes resultados trágicos. Porque não foram, desde o primeiro momento, os maiores de 80 anos a primeira prioridade para receber a vacina? Que modelo matemático mais significativo do que este facto justificou que não tenha sido feito o que deveria ter sido feito? É dura a resposta, a única, que podemos retirar da negritude social em que estamos mergulhados. Em qualquer retrovisor político despido de preconceitos, António Costa só pode sentir vergonha quando olhar para trás.
A continuarmos assim seremos como os pássaros criados em gaiolas, que acreditam que voar é uma doença. E aceitaremos brevemente que a arte de governar é a arte de nos curvar a estatísticas de morte e servidão, onde polícias serão mais eficazes que políticos, já que a Constituição virou capacho. Que importa que dois prefeitos estejam a transformar Portugal num enorme internato, se lá para o Verão, 70% dos sobrevivos estiverem vacinados?
In “Público” de 17.2.21

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Distribuição de equipamento informático aos alunos do 1.º CEB

Pelo panorama que vou vendo dos números entregues a cada Agrupamento a primeira entrega, a disponibilizar em breve, será para metade dos alunos com escalão A. O que não sendo suficiente, já não é mau.

 

Exmo(a). Senhor(a)

Diretor(a) / Presidente da CAP,

Na sequência da informação enviada na passada sexta-feira, dia 12 de fevereiro de 2021, sobre o enquadramento e procedimentos a adotar relativos à receção dos equipamentos distribuídos aos estabelecimentos de ensino, no âmbito do programa Escola Digital, informa-se:

– Esse AE/ENA (Escolas XXXXXX) receberá uma primeira entrega de 43 kits de computadores e de 43 kits de conetividade;

– Esta entrega só estará concluída quando o número de kits de computador e o número de kits de conetividade, efetuado por diferentes fornecedores, for igual;

– Esta entrega destina-se aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico, abrangidos pela Ação Social Escolar do Escalão A e, existindo ainda disponibilidade, aos alunos do Escalão B e C, por esta ordem. De entre estes (escalões A, B e C), devem priorizar-se os alunos sem acesso a equipamentos eletrónicos em casa;

– A plataforma “Escola Digital – Registo de Equipamentos” está disponível e será atualizada à medida que as entregas sejam agendadas pelos fornecedores.

Com os melhores cumprimentos,

João Miguel Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

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Continuas a lutar por amor à camisola?. Os professores do Reino Unido dão o exemplo

Em Portugal, os professores que lutam pelos direitos e a lei ouviriam o discurso… “Não é a hora”, “Depois vemos”, “e o amor à camisola”… somos todos muito patriotas. Mas a barriga não se enche de patriotismo…

depois de 15 anos a levar pontapés de consecutivos governos, no momento em que podemos negociar por estarmos em posição de vantagem, vêm com a conversa do “este não é o momento”. Os falsos moralismos levaram-nos à situação onde nos encontramos. Se este não é o momento para lutar, qual será? Quando acharem que já não somos essenciais? Será esse o momento certo? Quando estivermos novamente em desvantagem perante um poder autoritário e autista?

Vejam o exemplo dos sindicatos do Reino Unido…

 

Sindicato torpedeia planos para a recuperação da escola depois de insistir que professores devem acordar novos contratos para executar aulas fora de horas ou dar aulas durante as férias de verão

Sindicato Nacional da Educação diz que planos para prolongar prazo exigem novo acordo salarial
Secretário-geral conjunto do sindicato disse ao Telegraph que os planos exigem negociações contratuais
Vem depois de Boris Johnson ter prometido ir ‘para fora’ para ajudar as crianças a recuperarem

Os planos para ajudar os alunos da escola a recuperar de um ano de perturbação do Covid foram postas em causa ontem à noite, depois dos sindicatos de professores terem emitido uma nova exigência salarial.

O maior sindicato de professores britânico, a União Nacional de Educação (NEU), disse que quaisquer planos para prolongar o dia escolar ou prolongar as datas dos termos exigiriam um novo acordo salarial.

Isto depois de Boris Johnson ter prometido sair “sem rodeios” para ajudar as crianças a recuperarem a aprendizagem perdida durante o bloqueio – incluindo a possibilidade de planos para prolongar o ano letivo em Inglaterra.

“Depois há a questão da praticidade – o horário de trabalho dos professores já é muito longo. Isto requer uma conversa com a classe.

A chamada foi apoiada por Geoff Barton, secretário-geral da Associação de Dirigentes Escolares e Universitários. ( os nossos Filinto e Pereira)

 

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Global Teacher Prize Portugal 2021 – Candidaturas Abertas

O Concurso é dirigido a todos os docentes que exerçam a profissão, desde o pré-escolar ao 12º ano de escolaridade (regular ou outros)

 

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Escolinha dos últimos…

 

 

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Açores – Calendarização dos Concursos Interno e Externo de Provimento

 

 

 

 

 

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O (A)brandão de Rodrigues na educação dos nossos filhos

 

O (A)brandão de Rodrigues na educação dos nossos filhos

Enquanto uns trabalharam e encontraram soluções criativas para se adaptarem a um novo método de ensino, Brandão Rodrigues ficou agarrado às suas certezas marxistas e preferiu apostar na ideologia.

Entrados na segunda semana de aulas à distância e depois de quinze dias inúteis com as crianças em casa entregues a si próprias, confirma-se o pior. O Ministro da Educação, como de resto já nos habituou, preferiu apostar todas as fichas nos amanhãs que cantam e esqueceu-se de tratar da realidade.

Observador

 

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Precisavam fazer um estudo para tirar essa conclusão?

Não devem andar a ouvir os professores ou há muito não entram numa escola como tal…

Maioria dos professores usa equipamento próprio e suporta despesas acrescidas para conseguir dar aulas

95% dos professores estão a trabalhar em casa com o seu equipamento e a maioria teve de comprar um computador, revela inquérito da Fenprof.

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EstudoEmCasa aquém do ano passado

Não poderia ser de outra maneira. A preparação deste período de aulas online foi realizada com base na experiência do ano passado. Enquanto em março e abril do ano passado a escola estava a tentar encontrar soluções para acompanhar os alunos em casa e qualquer ajuda era boa, este ano já não é bem assim. Este ano a organização da escola é muito mais complexa e se ainda há necessidade de “telescola” é porque alguém falhou. Esse alguém não foram os professores.

 

Aulas na TV com audiências aquém das do ano passado

O regresso do ensino à distância fez aumentar as audiências das emissões em direto na RTP Memória das aulas do “Estudo Em Casa”, mas os números estão aquém dos registados no ano letivo passado.

Na semana passada, as aulas de apoio através da televisão para o ensino básico foram vistas por 8300 alunos, dos 4 aos 14 anos, em direto na RTP Memória, que registou 3,4% de share [quota de mercado] junto desse grupo.

Segundo os dados da GfK disponibilizados à Lusa pela RTP, o regresso às aulas e ao ensino a distância, devido ao agravamento da pandemia de covid-19, fez multiplicar por sete a quota de mercado, entre a faixa etária dos 4-14 anos, que passou de 0,5% na última semana das férias antecipadas para 3,4%. Apesar desse aumento, o número fica aquém dos registados em pleno terceiro período no ano letivo passado quando, depois do sucesso inicial, as audiências estabilizaram com uma média de cerca de 11% de share em maio.

O regresso do ensino à distância também coincidiu com uma maior procura dos conteúdos online do “Estudo Em Casa”, a versão moderna da Telescola lançada em abril do ano passado pelo Ministério da Educação e pela RTP como uma ferramenta adicional para os alunos que, nessa altura, estavam há um mês com aulas em casa.

Na semana passada, o site do programa alcançou 1,2 milhões de visualizações, o que representa um crescimento de 77% em relação à semana anterior.

Também aqui se registam números mais tímidos do que no ano letivo passado, mas a diferença não é tão grande: em meados de maio, a página do #EstudoEmCasa tinha registado 1,8 milhões de visualizações. Ainda assim, esta é a terceira área com mais visitas do site da RTP, superada apenas pelo RTP Play e a secção de Notícias.

Na semana passada, o Estudo Em Casa passou a estar também disponível, na televisão, para os alunos do ensino secundário. Os conteúdos para os mais novos foram uma novidade apresentada pelo ministro da Educação no início do ano letivo, mas até agora só estavam disponíveis online. A estreia na televisão, no entanto, não foi um sucesso.

De acordo com os dados disponibilizados pela RTP, o novo canal para estes conteúdos conseguiu o melhor resultado entre os 15 e os 24 anos na sexta-feira, com uma quota de mercado de apenas 0,1%.

Na semana passada, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reiterou a importância desta iniciativa, afirmando que, além de úteis para o ensino a distância, as aulas do Estudo Em Casa vão ficar disponíveis para o futuro.

“O que fizemos foi criar um conjunto de materiais que ficarão como legado que será utilizado em Portugal no próximo ano letivo e nos anos vindouros, e um pouco por todo o mundo”, disse na altura, durante uma visita ao estúdio onde estão a ser gravadas algumas das aulas.

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Apelo aos docentes portugueses #UmApagãoPelaEducação, #EstamosOffPelaEducação, #PorUmaEscolaMelhor

 

Um grupo de cidadãos, que exerce a profissão docente, apela aos restantes profissionais de educação, que estão em sua casa a usar, sem compensação, o seu próprio equipamento e condições técnicas para realizar ensino à distância, que adiram ao seguinte protesto, por agora, ainda só simbólico:

  • nos dias 18 e 19 de Fevereiro, quinta e sexta feira, desligar, pelas 9.15h, durante um período de 15 minutos, o equipamento de que são donos e suspender, nesse período, a colaboração com o disfarce de falta de preparação, que tem impedido a opinião pública de perceber que o ministro Brandão mente ao dizer que tudo corre bem e tudo estava preparado.
  • Na semana seguinte apelamos a passar a 2 períodos diários de desligamento de 15 minutos, em horas diferentes, ponderando, na semana a seguir, passar a 3 períodos e, assim sucessivamente.

Apelamos a que o protesto se mantenha até o governo perceber que tem de respeitar e agradecer aos professores a sua boa vontade e colaboração, que tem ajudado a que não se perceba, em nome dos alunos, o desgoverno na educação.

Mas as mentiras e desconsideração atingiram um nível insuportável.

Este protesto, que é simbólico, e visa evitar o custo para os alunos do desligar total, que é legal e legítimo, pelos seus donos da infraestrutura digital do ensino à distância, também serve para que a comunicação social fale de todos os problemas da Educação, de alunos e de professores, num ângulo mais realista e menos desfocado pela propaganda frenética do ministro.

O protesto deve manter-se até o governo negociar com todas as organizações sindicais, em conjunto, os problemas que preocupam os professores e que se agravam de há 15 anos para cá: questões de salário e de respeito pela carreira, condições de trabalho, horários, aposentação, concursos, tratamento dos contratados, avaliação, falta de recursos para os alunos e más condições de trabalho para os assistentes operacionais, imagem pública da classe e sua degradação pelas mentiras junto da opinião pública.

Este é um movimento de professores e visa fortalecer a Educação, num momento em que o governo, que não nos atende e desconsidera nos direitos, precisa de nós imperiosamente para servir o país.

A adesão é livre e individual, mas apelamos a que todos ponderem o valor profundo, como exemplo, também para os alunos, do seu ato cívico, na defesa coletiva da Educação.

Pedimos que sinalizem a adesão, subscrevendo, comentando e partilhando os textos deste apelo nas redes sociais.

Para esclarecer dúvidas sobre o mecanismo que propomos, publicamos em anexo FAQs de esclarecimento.

Quem tiver dúvidas e questões pode ainda contactar os proponentes constantes da lista abaixo (via Facebook/Messenger) ou enviar mensagem para [email protected]

Os/as professores/as proponentes do apelo (por ordem alfabética)

Ana Pinto

Cristina Domingues

Cristina Matos

Helena Goulão

Isabel Moura

Jorge Castro

Jorge Martins

Luís Braga

Margarida Pinto

Rui Resende

Sandra Gil

#UmApagãoPelaEducação, #EstamosOffPelaEducação,#DarUmApagãoAoBrandão, #PorUmaEducaçãoSemBrandão,#PorUmaEscolaMelhor

FAQ’S Sobre o protesto proposto

 

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Exames para acesso ao superior com mais perguntas obrigatórias

 

CNAES considera que devem ser realizados apenas os exames nacionais necessários ao ingresso no ensino superior, mas com a possibilidade de serem também realizadas provas para melhoria de notas do ano anterior.

A solução encontrada para os exames nacionais no ano passado, quando o processo foi adaptado para responder às especificidades trazidas pela pandemia, deverá manter-se no essencial, mas com pequenas alterações. Continua o regime de perguntas obrigatórias e facultativas, mas a percentagem das primeiras vai crescer, segundo o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE). A realização de exames para melhoria de nota também deverá ser possível, se for aceite a recomendação da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) nesse sentido.

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Atualização o Calendário Escolar (para imprimir)

 

 

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A pobreza não justifica tudo – Paulo Prudêncio

 

A pobreza não justifica tudo

Antes de mais, recupere-se alguma memória. Os portugueses são, em regra, filhos, netos ou bisnetos de pessoas pouco alfabetizadas e muitas vezes pobres. Mas essa condição não significou serem educados com menos amor, sentido ético ou ambição escolar. E se o aumento da escolaridade das nações se deve à melhoria socioeconómica, a ambição escolar é o outro factor determinante. E Portugal, e apesar das políticas para o sistema escolar, é um bom exemplo da elevação dos dois indicadores, como reafirmam os números recentes: 91,1% dos jovens entre os 18 e os 24 anos de idade entram no mercado de trabalho com o ensino secundário completo; é uma evolução assinalável e consistente durante as últimas quatro décadas, embora não reveladora da qualidade da formação nem sequer dos resultados no mercado de trabalho.

Dito isto, é meritória e generosa a preocupação pandémica com os mais pobres (cerca de dois milhões que incluem 500 mil crianças). Revela sentido de Estado. E não só com as aprendizagens escolares, mas também com as refeições em dias úteis (a ironia diria que não comem nas férias nem nos fins-de-semana e feriados). Mas a pobreza não justifica tudo no não-encerramento das escolas, e no descontrolo da pandemia, nem sequer na impossibilidade do ensino à distância. Se não será fácil a condição de pobreza, a intensa mediatização das “culpas” reforçará um justo sentimento de indignação.

Recorde-se que as nações que falham durante décadas, e séculos, têm nas turmas numerosas um factor decisivo para as desigualdades. Portanto, o encerramento das escolas não aumentou as desigualdades; apenas tornou mais visíveis as existentes. O que é certo em relação a este assunto, é simples: o fecho das escolas aumentou o espaço entre as pessoas, categoria que inclui pobres, e o vírus. E a pobreza também não tem qualquer responsabilidade na inacção em medidas que reduziriam os 3 C’s dentro e fora das escolas: horários desfasados, turmas mais pequenas ou por turnos, desconcentração de intervalos, pequenas interrupções a cada quatro ou cinco semanas de aulas e redução temporária da carga curricular.

Aliás, esta última variável seria crucial na transição para o que temos: ensino remoto de emergência. A pobreza não tem culpa desse imperdoável esquecimento nem sequer com o que corre mal para além da falta de computadores e das falhas na rede ou nas plataformas. E se há milhares de encarregados de educação que estão em teletrabalho com crianças e jovens em casa (o que exigiria um computador para cada um e casas com espaços adequados), e com horários replicados da escola como se estivessem em aulas presenciais, a culpa também não é dos pobres. A propósito, José Morgado, psicólogo da Educação, questiona-se: “O que é isto, gente?” E acrescenta: “no PÚBLICO lê-se que existem várias escolas que replicam em actividade online os horários presenciais dos respectivos anos. Representantes dos directores escolares corroboram a existência desta situação ainda que, naturalmente, não se saiba a sua expressão.” E a questão agrava-se por se associar o conceito de síncrona (em simultâneo e apenas isso) ao uso da câmara. Ou seja, turmas numerosas com o horário do presencial, e com ligação das câmaras em todos os tempos, é uma insensatez que o tempo transformará em insanidade. É uma pena e sem qualquer culpa da pobreza. João Araújo, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, tem até uma afirmação importante em que também iliba os pobres: “O ensino à distância é o modelo por excelência do ensino em proximidade e em que não há alunos em última fila como nas escolas; só que está tudo por fazer.”

E como se regista a descida abrupta do número de infectados, o encerramento de escolas também prova que os alunos pobres não se infectam mais em casa; nem nas cinturas industriais do grande Porto e da grande Lisboa como diziam “cientistas pela verdade”. Por outro lado, também se culpa a pobreza pelo aumento de crianças, e jovens, maltratadas com o fecho das escolas. A sinalização das assoberbadas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) terá dados importantes. Mas maltratar crianças e jovens pode ser um fenómeno sofisticado que não chegará sequer às CPCJ. É é, principalmente, de uma tremenda injustiça relacioná-lo exclusivamente com a pobreza. Como se disse no início, ser pobre não significa educar com menos amor, sentido ético ou ambição escolar.

 

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Alunos só vão poder usar internet grátis para as aulas

 

Alunos só vão poder usar internet grátis para as aulas, diz o secretário de Estado para a Transição Digital

Governo quer pôr um computador nas mãos de todos os alunos e professores do país, num total de um milhão e cento e trinta mil máquinas, todas acompanhadas de um hotspot com internet grátis. O número representa cerca de 12% da população portuguesa e, de forma a evitar abusos e a não arrasar com o setor das telecomunicações, está previsto que as operadoras limitem o serviço apenas às atividades relacionadas com o contexto escolar.

Em entrevista ao ECO, o secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, explica porque é que, dos 435 mil computadores que já estão contratualizados, apenas 84 mil, menos de 20%, chegaram efetivamente aos alunos mais carenciados: há escassez de equipamentos no mercado, até a nível internacional, e falta de componentes.

 

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Recrutamento de Professor de Português para o Utah (EUA)

 

Recrutamento de Professor de Português para o Utah (EUA), para o Programa de Imersão dupla em português para o ano letivo 2021/2022

Informam-se todos os interessados que o Estado do Utah (EUA), se encontra a recrutar Professor de português em classe de Imersão dupla para atuar de 1ª-10ª séries, em escolas públicas no estado de Utah, EUA iniciando em agosto de 2021. (o ano escolar termina em maio ou no início de junho, dependendo do distrito escolar).

Os candidatos viáveis para esta posição devem ter os seguintes requisitos (não dispensa consulta das informações constantes do documento oficial):

  1. Aplicação oficial
  2. Bacharelato em Pedagogia, educação bilíngue, letras ou licenciaturas afins.
  3. Experiência comprovada de 03 (três) anos na função de professor de 1ª-12ª séries em classes regulares.
  4. Proficiência em língua inglesa a equivalente B1, segundo o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e o mínimo equivalente a C2 de proficiência em português.
  5. Disponibilidade para residir em Utah por um período de até 3(três) anos

Os candidatos posição devem entregar:

  1. Diploma e histórico escolar de todos os cursos universitários relevantes.
  1. Currículo atualizado, em inglês.
  1. Carta de apresentação, escrita pelo candidato, em inglês.
  1. Duas ou três cartas de recomendação, em inglês, de preferência redigida por um profissional que relate experiência do candidato na Educação (diretor de escola, supervisor, orientador, coordenador, chefes).

Os candidatos interessados devem enviar os documentos (conforme listados acima) até 01 de março de 2021 para Shauna Winegar, Diretora do Programa de Imersão dupla em português no seguinte endereço de e-mail: [email protected].

 

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O Grande Apagão…

 

 

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10.000 Assinaturas em 24 Horas

Em 24 horas a petição “Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente” chegou às 10.000 assinaturas, mas irá continuar a aceitar subscrições.

Durante a tarde estive a analisar o documento “Exercício do Direito de Petição” e para que uma petição seja apreciado pelo Plenário da Assembleia da República é necessário que tenha 7.500 assinaturas e que seja elaborado relatório e parecer favorável à sua apreciação em Plenário, devidamente fundamentado, tendo em conta, em especial, o âmbito dos interesses em causa, a sua importância social, económica ou cultural e a gravidade da situação objeto de petição.

Com base na petição, pode qualquer Deputado ou Grupo Parlamentar apresentar um projeto de lei ou de resolução.

E a partir de agora é necessário convencer os grupos parlamentares para esta causa justa dos professores. Se em 2007, 2010 e 2012 havia um elevado número de professores a atingir o topo da carreira e foi necessário travar esse número em fase pré-troika e em plena troika, o mesmo não acontece agora e a larga maioria dos docentes está abaixo do 5.º escalão, apesar da maioria dos professores estar acima dos 55 anos.

E se é necessário atrair mais gente para o ensino também é necessário melhorar as condições da carreira, sob pena de dentro de meia dúzia de anos não haver professores em número suficiente para todos os grupos de recrutamento.

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Provas de avaliação externa 2021 ‒ Procedimentos de realização – Informação Complementar

 

Provas de avaliação externa 2021 ‒ Procedimentos de realização

 

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E Da Noite Para o Dia a Petição Já Conta com Mais de 6 Mil Subscritores

A Petição “Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente” num curto espaço de tempo chegou rapidamente às 6 mil assinaturas.

Com as novas regras das petições uma petição apenas pode ser discutida no plenário da Assembleia da República se tiver no mínimo 10 mil assinaturas.

Mas que seria interessante dar entrada na Assembleia da República uma petição com a assinatura de 100 mil professores, isso seria. E não é impossível. Não vou determinar por enquanto nenhuma meta para dar entrada da petição na Assembleia da República e vou aguardar pelo fim da próxima semana para analisar as vantagens e/ou desvantagens em aguardar por outras iniciativas idênticas.

 

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Será publicada uma errata sobre os erros encontrados no novo calendário letivo e exames

 

Detetados erros no novo calendário letivo e nas datas dos exames

Foram detetados erros no despacho governamental com o novo calendário letivo e exames. Há indicação errada dos anos em que são feitos exames a algumas disciplinas, na segunda fase, em setembro.

A título de exemplo, Filosofia do 11º ano, na segunda fase, está designado como sendo para alunos do 12.º ano, e desenho A, do 12º ano, surge designado para alunos do 11.º ano.

São visíveis, igualmente, erros no prazo das férias letivas.

O presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, disse, em declarações à Renascença, ser um lapso que “deve ser corrigido rapidamente”.

Num outro plano, Filinto Lima pede rápidos esclarecimentos sobre as provas de aferição e provas finais do 9.º ano.

“Ainda faltam as alterações com a anulação das provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos e também das provas finais do 9.º ano. O ministro não se pronunciou, disse que precisava de mais tempo para o fazer, mas convinha que rapidamente estas datas das realizações, ou não, sejam dadas a conhecer”, referiu.

Em nota enviada à Renascença, o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues confirma que será publicada uma errata em Diário da República, prometendo a correção dos erros detetados.

O Ministério da Educação reconhece que, mesmo estando os códigos das provas corretamente identificados, vão ser retificados os anos de escolaridade de Filosofia e Desenho A do calendário na 2.ª fase, para 11.º e 12.º anos, respetivamente. Também vai ser corrigida a referência ao ano civil do termo da interrupção letiva do Natal.

 

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Professores desconfinados à força

 

Desconfinados à força

Quando olhamos para o estado da educação no nosso país é inevitável não pensarmos nas desigualdades que se vão acentuando no seio da comunidade estudantil. Ficamos legitimamente indignados, porque sabemos que tudo isto poderia ter sido certamente evitado, tivesse o Governo planeado com a devida antecedência um possível regresso ao ensino à distância que se tornava cada vez mais inadiável com a escalada no número de novos casos de Covid-19 registado diariamente no país. Mas, infelizmente, como se costuma dizer, uma desgraça nunca vem só e parece-me que ultimamente a comunicação social se tem esquecido, talvez até propositadamente, da peça essencial do ensino em Portugal: os professores.

No dia 14 de janeiro, o Governo aprovou um Decreto-Lei que obriga ao teletrabalho, sempre que este é possível (o incumprimento desta medida constitui uma contraordenação). Perante uma situação de teletrabalho e a menos que haja alguma estipulação a este respeito no contrato de trabalho em contrário, está previsto que o empregador forneça o material tecnológico para informação e comunicação ao trabalhador, garantindo a sua instalação, manutenção e pagamento de despesas inerentes. É deveras intrigante que o próprio Ministério da Educação se mostre incapaz de cumprir tal exigência. Face a esta falha tão gritante, não houve, sequer, a preocupação de procurar qualquer tipo de consentimento da parte dos membros do corpo docente para utilizarem, quando o possuem, o próprio material tecnológico, oferecendo em troca uma compensação que, ainda que pudesse ser simbólica, reconheceria o esforço de todos aqueles que dedicam agora ainda mais horas do seu dia para levar o ensino até casa do maior número de alunos possível.

E se o docente for infetado com Covid-19 no local de trabalho ou na deslocação até lá, quem será o responsável? Será ele próprio? Porque são os professores coagidos a saírem das suas casas e a violarem o confinamento obrigatório para fazerem algo tão simples, mas tão essencial como dar uma aula? Muitas destas questões não têm resposta e provavelmente também não terão num futuro próximo.

Resta-nos esperar que possam servir de reflexão e que, desta vez, um possível terceiro regresso ao ensino à distância seja planeado cautelosamente e com a devida antecedência.

 

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Petição Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente

Este blog tem sido ao longo dos anos um espaço não apenas de divulgação de iniciativas, mas muitas vezes também impulsionador de diversas iniciativas.

Assim, no dia que cumpro o meu último dia de serviço no 4.º escalão e que passarei a não ver considerado o tempo de serviço daqui para a frente para efeitos de carreira, por não ter obtido uma classificação de Muito Bom ou Excelente conforme determina o n.º 4 do artigo 37.º do ECD, decidi marcar este dia com o lançamento da petição “Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente“.

Esta petição não surge apenas por conhecer na pele a injustiça das vagas de acesso a estes escalões, mas também por perceber, enquanto presidente de uma SADD, da injustiça deste sistema de avaliação que condiciona uma verdadeira avaliação do pessoal docente. Por estes dias muitos professores estão a receber as suas avaliações de desempenho e ao mesmo tempo que lhes está a ser exigido que sejam dedicados e empenhados no ensino a distância também lhe está a ser transmitido que vão ficar presos no 4.º ou no 6.º escalão porque não passam de bons professores.

Curiosamente vivemos nestes dias o Entrudo e ainda não me esqueço que quer o atual ECD quer o atual modelo de avaliação foram publicados num dia de carnaval, chamando-lhes eu na altura diplomas carnavalescos. Passaram-se quase 9 anos desde essa data e determinava-se na altura que o modelo de avaliação deveria ser revisto ao fim de 4 anos, e não foi.

Esta petição solicita por iniciativa parlamentar ou por recomendação ao governo:

  • A revogação da alínea b) do n.º 3 do artigo 37.º do Estatuto da Carreira Docentes, assim como todos os restantes artigos que lhe estão associados;
  • A recuperação de todo o tempo de serviço dos docentes que estiveram presos nas listas de vagas, para efeitos da contagem do seu tempo de serviço na carreira docente.

E exige de imediato:

  • Que as vagas de acesso ao 5.º e ao 7.º escalão em 2021 sejam idênticas ao número de docentes que irão integrar as listas de acesso nestes dois escalões.

 

Este constrangimento administrativo na carreira docente deve ser olhado por todos os professores e não só, como algo prejudicial ao desenvolvimento da carreira docente, independentemente da posição que ocupam na carreira, ou mesmo que ainda não estejam nela integrados. Portanto, é um dever de todos lutar pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e ao 7.º escalão.

Para aceder à petição entrar no seguinte link.

 

Pelo fim das vagas no acesso ao 5.º e 7.º escalão da Carreira Docente

 

IMPORTANTE: Para a petição ficar devidamente assinada deve ser colocado o n.º de cartão de cidadão e feita a confirmação da assinatura através da notificação que irão receber no e-mail que indicaram.

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ADD. Quando um 9,787 vale um Excelente e um 10,000 um Muito Bom

 

Há coisas que não se entendem e há quem não as queira entender.

Reclamem da vossa avaliação de desempenho docente. Reclamem. E depois da reclamação interponham um recurso. Levem a vossa ADD até às últimas consequências. Não se deixem amedrontar pela pressão a que vos vão submeter para não o fazer. Lutem pela vossa carreira, de uma forma simples e individual. Entupam o sistema.

A vossa carreira e o vosso futuro está em risco.

Vamos ter novidades desta luta nos próximos dias. Não se esqueçam de colaborar.

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Professores exaustos e sem condições – SPZC

 

Professores exaustos e sem condições

Do diálogo estabelecido até agora com o ME resultou a possibilidade de prolongar até 2022 o cumprimento do critério científico-pedagógico das ações consideradas para esse efeito. No resto, os problemas abundam. Os docentes estão no limite das suas energias e capacidades. Enquanto isso, os responsáveis da tutela fogem da realidade e, pior, tapam o sol com a peneira

No âmbito das reuniões que têm decorrido com o ME, o SPZC reivindicou e conseguiu que toda a formação realizada até 31 de julho de 2022 no âmbito da educação inclusiva, da flexibilidade curricular, da cidadania, da capacitação digital, dos temas que contribuam para o sucesso escolar, da liderança e coordenação pedagógica, entre outras tenha peso na dimensão científico-pedagógica de cada um dos grupos de docência.

Também outra velha reivindicação do SPZC foi aceite pela tutela, ao dilatar o prazo do reconhecimento da profissionalização em serviço desenvolvida pela Universidade Aberta e outras instituições. Para já, foi estabelecido o final do ano letivo 2020/2021, mas continuamos a defender que se deve ir mais além.

O SPZC dá nota positiva na abertura do ME para o diálogo e alguma negociação que tem ocorrido neste último par de meses. No mais, em particular na não resposta à falta de condições e de recursos para fazer face ao ensino remoto em substituição do presencial, o SPZC é profundamente crítico e aponta como únicos responsáveis pela situação negativa que se vive a tutela e o Governo. Os docentes, os alunos, as famílias, as escolas deveriam estar, neste momento, a trabalhar verdadeiramente no ensino à distância e não num ensino de emergência.

Em todo este processo, o ME tem o topete de sacudir a água do capote e afirmar que a resposta e o encontrar de soluções cabe inteiramente a cada escola. Inadmissível e inaceitável. Com este novo confinamento, que levou ao encerramento das escolas, o Governo e o ME atiraram os alunos e os professores para o ensino remoto de emergência porque não prepararam atempada e convenientemente o processo. A promessa do primeiro-ministro, em abril de 2020, de que todas as escolas e alunos teriam em setembro computadores e meios informáticos redundou em palavra não honrada. Ou seja, os responsáveis políticos não fizeram o trabalho de casa e, de forma irresponsável, continuam atrás do prejuízo.

Mais uma vez têm de ser os docentes a disponibilizar os seus equipamentos e as suas ligações digitais, para minimizar toda esta clamorosa situação.

Acresce a tudo isto um problema que o SPZC quer ver resolvido e que se prende com os docentes que têm filhos menores de 12 anos. No atual contexto, com a necessidade do cumprimento de horários rígidos, não têm a possibilidade de dar apoio aos seus próprios educandos. A situação é ainda mais grave nos casos dos filhos com deficiência. O ME tem, também neste crucial e urgente problema, de dar resposta cabal.

Estes tempos conturbados têm provocado, a nível sindical, um volume inusitado e sem paralelo de tarefas. São inúmeras as dúvidas e esclarecimentos suscitados, quer pela situação extraordinária sanitária, quer em relação a reclamações dos resultados de avaliação do desempenho. O Gabinete Jurídico do SPZC está empenhado e, neste contexto, não regateia esforços no apoio a cada educador e professor.

Coimbra, 12 de fevereiro de 2021

A Direção

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Mais uma vez de Luto. O professor partiu. O último culpado levou-o.

 

“E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti, Carlos.”

 

 

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Rastreios nas escolas só nos concelhos com incidência cumulativa superior a 480/100.000 habitantes

 

Para o controlo da transmissão comunitária, estão recomendados rastreios laboratoriais regulares nos concelhos com incidência cumulativa a 14 dias superior a 480/100.000 habitantes nos estabelecimentos de ensino secundário aos alunos, pessoal docente e não docente; nos estabelecimentos prisionais aos reclusos e profissionais; e nos contextos ocupacionais de elevada exposição social (nomeadamente, fábricas, construção civil, entre outros) aos respetivos profissionais. Nestas situações, devem ser utilizados testes rápidos de antigénio com uma periodicidade de 14/14 dias.

 

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Erros grosseiros no Despacho n.º1689-A/2021

 

No Despacho n.º1689-A/2021, emitido pelos Gabinetes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação e da Secretária de Estado da Educação, hoje publicado, no ANEXO VIII Calendário de exames finais nacionais do ensino secundário constam erros grosseiros, Quadro 2 respeitante à 2ª Fase, a indicação do ano de escolaridade dos exames de Desenho A (que é uma disciplina de 12ºano e não de 11ºano, como consta) e de Filosofia (que é de 11ºano e não de 12º). Um Despacho feito à pressa onde a falta de cuidado é notória.

 

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Regulamentação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República

 

Decreto n.º 3-E/2021

 

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Em Breve Devem Ser Entregues Portáteis aos Alunos do 1.º Ciclo de Escalão A

No dia 4 de fevereiro foi aprovado em Conselho de Ministros uma resolução para aquisição de mais 15 mil computadores com procedimento a ser desencadeado pela Secretaria-Geral da Educação e Ciência. Durante a próxima semana irão decorrer reuniões com as escolas para explicação do processo de distribuição de equipamento informático aos alunos do 1.º CEB. Falta saber se estes Kits já estão disponíveis para entrega ou se ainda lhe falta algum chip para funcionar.

 

Num primeiro momento será dada particular atenção aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da Ação Social Escolar. Segundo as tipologias atualmente disponíveis, inicia-se com alunos que frequentam o 1.º ciclo do ensino básico, abrangidos por apoios no âmbito da Ação Social Escolar.

Será dada prioridade aos alunos abrangidos pela Ação Social Escolar do Escalão A e, existindo ainda disponibilidade, os alunos do Escalão B e C, por esta ordem. De todos estes, alunos sem acesso a equipamentos eletrónicos em casa devem ser priorizados.

A Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) é a entidade responsável pelo fornecimento dos equipamentos aos Agrupamentos de Escolas/Escolas não Agrupadas (AE/EnA) que, por sua vez, ficam encarregues de os ceder aos Encarregados de Educação. Este processo requer a entrega do equipamento na sede de cada AE/EnA, a assinatura de um Acordo de Cooperação sobre a utilização de equipamentos informáticos, entre os respetivos AE/EnA e a SGEC, bem como a assinatura de um Auto de Entrega pelo Encarregado de Educação a quem for atribuído o kit.

Cada kit é composto por um computador portátil, auscultadores com microfone, uma mochila, um hotspot e um cartão SIM, que garante a conetividade a partir de qualquer ponto do país (pressupondo uma utilização responsável de dados móveis).

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Lista Colorida – RR17

Lista colorida atualizada com os colocados e retirados da RR17:

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532 Contratados colocados na RR17

Foram colocados 532 contratados na reserva de recrutamento 17, distribuídos da seguinte forma:

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Provas de Aferição de expressões do 2.º ano anuladas

Este ano só os alunos do 5.º e 8.º anos terão Provas de Aferição. As provas de Aferição do 2.º ano de expressões foram anuladas e não se realizarão.

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