8 de Fevereiro de 2021 archive

Hoje o Ministro Devia Pedir Desculpas

… a todos os alunos e às suas famílias que não conseguiram ligar-se aos seus colegas e professores.

São imensos os pedidos de pais e encarregados de educação que no dia de hoje chegam às escolas para exigirem o direito a um equipamento que os faça acompanhar as aulas dos seus filhos com os seus professores.

E quem devia vir publicamente pedir desculpas por não cumprir uma promessa feita era  o Ministro da Educação, se para isso tivesse coragem.

 

 

– como já reclamei, por várias vezes, o meu irmão , desde o 1 ciclo tem ensino especial.
Por problemas na segurança social, apenas agora conseguimos resolver, parcialmente, a situação do escalão e já são beneficiários do 2º escalão e como podem aferir o meu irmão, …. tem bonificação por deficiência.
– para além destes 2 irmãos e educandos, tenho um 3º irmão também ele a estudar que precisa do único equipamento informático disponível.
Face a esta situação, solicito que disponibilizem um equipamento, pelo menos para o que tem ensino especial, e pelo que sei deveria ter acesso a um equipamento.
Olá bom dia professora, mas o XXXX ainda não tem pc. Como vai ser as aulas pra ele? 

Estou com um problema. Tenho duas filhas matriculadas na Escola do XXXX e possuo apenas 1 computador.

Os horários das aulas começam ao mesmo tempo. Uma filha no 1º ano e a outra filha no 3º ano.

Vou ter que priorizar ou uma ou a outra para assistir às aulas?

 

Na oportunidade informo minha dificuldade de manter minha filha estudando. Pois não temos computador.

Já informei a professora na semana passada. Ela me deu retorno hj que o governo não dispõe de computadores para todos.

Não tenho como pegar emprestado, pois, os pouco amigos que tenho intimidade para tal, estão com os filhos a estudar on line e alguns tem dois filhos em séries distintas e andam também a precisar.

Não tenho no momento condições de comprar. Estou sem trabalho. Meu filho é barbeiro está sem trabalho só meu esposo trabalha até o momento. Uma despesa extra com computador nesse momento não cabe em nosso orçamento que já está estrangulado.

Temos rendas a pagar despesas com energia água gás alimentação.  Até a internet está difícil manter.

Peço a gentileza de me orientar como devo proceder. Não quero prejudicar minha filha, pensa que ela tem o mesmo direito dos outros. Na semana que minha filha estudou on line a escola XXXXXXX não cedeu o apaŕelho de notebook.

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Também Iriam Para a Escola de Pijama?

Eu sei que há sempre gente que gosta de complicar, mas estar numa sala de aula presencial ou on-line exige sempre o cumprimento de algumas regras de conduta, tão básicas como o estar vestido.

 

Não se pode ir à aula de pijama? Escolas criam regras de etiqueta mas há quem esteja contra

 

Algumas escolas públicas e privadas criaram regras de etiqueta para prevenir abusos do ano letivo passado. 

Um guia de regras de etiqueta criado para o ensino online, que está a circular nas redes sociais e indica as normas que devem ser respeitadas durante as aulas por videoconferência nas várias disciplinas, tem levantado questões por parte de pais e encerregados de educação neste regresso ao ensino à distância. A primeira norma originou, desde logo, alguma polémica, uma vez que é pedido que se use “roupa adequada” para assistir às aulas e não o “pijama” ou uma “roupa que não usarias na escola” – até mesmo estar em “tronco nu”. Alguns pais insurgiram-se contra esta medida e criticam o facto de haver regras de etiqueta quando as crianças estão em casa. “Os meus vão de pijama, sim, e se não gostarem que desliguem a câmara”, disse uma mãe, no Facebook. E outra acrescentou: “Não a vou obrigar a vestir-se para estar em casa. Não está nua nem suja, é o que interessa”, escreveu. Segundo o i apurou, algumas escolas públicas e privadas criaram estas regras de etiqueta para prevenir abusos do ano letivo passado. Não existe no entanto um código de conduta nacional.Um guia de regras de etiqueta criado para o ensino online, que está a circular nas redes sociais e indica as normas que devem ser respeitadas durante as aulas por videoconferência nas várias disciplinas, tem levantado questões por parte de pais e encerregados de educação neste regresso ao ensino à distância. A primeira norma originou, desde logo, alguma polémica, uma vez que é pedido que se use “roupa adequada” para assistir às aulas e não o “pijama” ou uma “roupa que não usarias na escola” – até mesmo estar em “tronco nu”. Alguns pais insurgiram-se contra esta medida e criticam o facto de haver regras de etiqueta quando as crianças estão em casa. “Os meus vão de pijama, sim, e se não gostarem que desliguem a câmara”, disse uma mãe, no Facebook. E outra acrescentou: “Não a vou obrigar a vestir-se para estar em casa. Não está nua nem suja, é o que interessa”, escreveu. Segundo o i apurou, algumas escolas públicas e privadas criaram estas regras de etiqueta para prevenir abusos do ano letivo passado. Não existe no entanto um código de conduta nacional.

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Mais um horário do Balha-m’adeus…

Para uma turma do 3.º ano de escolaridade num colégio particular junto ao Douro…

 

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FNE defende o pagamento da internet e apoio à aquisição de equipamentos dos professores

 

FNE defende o pagamento da internet e apoio à aquisição de equipamentos dos professores

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Professores diz que não deveria ter havido esta pausa letiva, e exige a redução do tempo das aulas no ensino à distância.

 

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Hei, professor, não deixes os miúdos em paz

 

Hei, professor, não deixes os miúdos em paz

As aulas recomeçam hoje para perto de dois milhões de alunos em Portugal. Com raríssimas exceções o regresso será virtual e sem prazo para voltar a ser presencial. A maior aproximação passa mesmo por ligar a câmara do computador, o que será bom mas requer que o aluno a tenha, e isso não é o caso de todos. Há esforços em curso mas falta equipamento e acesso à Internet. As tarifas irão descer para alguns, mas só daqui a uns meses.

Em abril de 2020 o primeiro-ministro prometeu que todas as escolas estariam preparadas para o ensino à distância no início do ano letivo, “aconteça o que acontecer”. Ora, aconteceram muitas coisas mas uma delas não foi o cumprimento dessa garantia. Nem então nem agora, passados cinco meses. A corrida aos portáteis está aí.

A Isabel Leiria, jornalista do Expresso dedicada à educação, preparou esta explicação sobre o que muda no ensino à distância e na oferta educativa televisiva para o secundário. Os alunos deste nível sentem-se, aliás, mais inseguros do que durante o primeiro confinamento.

Inseguros sentem-se também muitos pais, seja com a alimentação dos filhos em casos mais precários, seja com a articulação do teletrabalho com o apoio às crianças. “Eu se quiser ser uma boa mãe, sou uma má trabalhadora. E vice-versa”, reconhece ao “Público” Rita Fidalgo, mãe e empregada de um call centre.

Os miúdos sobreviverão? Claro que sim, mas não esqueçamos que a educação é um dos campos onde a pandemia mais agrava desigualdades pré-existentes. Fui pescar o título deste curto, é claro, à letra do clássico dos Pink Floyd, para dizer que aprender é a ferramenta que permite construir o futuro, “tijolo com tijolo num desenho lógico” (agora pedi emprestado a Chico Buarque).

A mais longo prazo, o Expresso da Manhã de hoje olha para a sala de aulas do futuro. São convidados do Paulo Baldaia o professor Kyriakos Koursaris, da United Lisbon International School, e João Magalhães, fundador e CEO da tecnológica UBBU. No mesmo dia a PSP alerta para o risco acrescido de cyberbullying.

A luta contra a covid-19 prossegue, entretanto, em todas as faixas etárias, com prioridade para as mais avançadas. Falo da vacinação. Portugal recebeu ontem o primeiro lote da vacina da AstraZeneca/Oxford e se na África do Sul a sua utilização está suspensa, no Reino Unido insiste-se na sua eficácia, assunto de uma reunião da Organização Mundial de Saúde.

Ao mesmo tempo vai-se reconhecendo a necessidade de repensar a estratégia para atingir a inoculação generalizada da população. Eis um ponto de situação internacional (não parece que estejamos mal na comparação) e uma ajuda para perceber o que correu mal a nível europeu, e ainda a perspetiva crítica do Daniel Oliveira. Mas não pense que é só cá: do lado americano também há problemas de fornecimento e um conselho do maior especialista dos EUA.

Nesta margem do Atlântico espera-se que a campanha de imunização acelere sem ignóbeis abusos como os que foram noticiados nos últimos dias, e que poderão valer sanção penal. Deseja-se também que tenham razão os que dizem que este coronavírus pode vir a tornar-se pouco mais do que uma constipação ou os que alvitram que a vacina possa ter a forma de comprimido.

Até lá, porém, confinamento e vacinas são mesmo as melhores armas comprovadas. O especialista Pedro Simas pensa que estamos a conter bem a terceira vaga. No terreno, continua-se a recear uma catástrofe se os serviços de saúde se virem (ainda mais) assoberbados. E na economia, além da evidente mossa no PIB e no tecido empresarial, deteta-se queda de preços no imobiliário e mudanças na forma como lidamos com o dinheiro. Não desanimemos, haja pensamento positivo. Mas haja sobretudo ação individual e coletiva consciente, para as coisas não irem de mal a pior.

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Ministro diz que as escolas vão ser as primeiras a desconfinar

 

Ministro diz que as escolas vão ser as primeiras a desconfinar

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, diz que as escolas vão ter de ser das primeiras infraestruturas a reabrir assim que houver condições para desconfiar, porque nada substituiu o ensino presencial.

“As escolas foram as últimas a fechar têm de ser das primeiras infraestruturas a abrir, a começar pelos mais novos, que têm mais dificuldades em lidar com os meios tecnológicos”, disse o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sem se comprometer com uma data de reabertura dos estabelecimentos de ensino.

Não podemos normalizar e sobrevalorizar o ensino à distância“, disse Brandão Rodrigues, em declarações no “Fórum TSF”, esta segunda-feira de manhã, quando cerca de 1,5 milhões de alunos regressam às aulas, apenas online, após 15 dias de férias.

“Esperamos que esta paragem de duas semanas possa para compensar mais tarde, com ensino presencial, no Carnaval, na Páscoa e no final do ano“, disse Tiago Rodrigues, sustentando que “nada substitui o ensino presencial”.

O ministro insistiu na necessidade do regresso dos alunos às salas de aulas, justificando a opção do Governo em manter os estabelecimentos de ensino, enquanto pôde. “Agora existe um bem maior, que é saúde pública e a saúde das nossas comunidades escolares”, disse Tiago Brandão Rodrigues, ainda assim, desvalorizando o papel das escolas no agudizar da pandemia, que registou máximos de mortes (303) e de casos (16432) a 28 de janeiro, no fim de uma quinzena negra para o país.

“Começamos a ver uma redução da pandemia, que, em algumas zonas do país começou ainda antes do encerramento das escolas; no resto do território começou a notar-se dois dias depois do início da pausa letiva”, a 22 de janeiro, disse o ministro da Educação. “Sabendo-se do período de incubação desta doença [que varia entre dois e 14 dias], não há uma implicação formal da escola na pandemia”, disse Tiago Brandão Rodrigues, admitindo que “a pausa letiva causou uma diminuição da circulação das pessoas”, que também foi importante no achatar da curva.

 

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Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros do que no primeiro confinamento

 

Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros do que no primeiro confinamento

 

Jovens perceberam que a covid-19 não afecta só grupos de risco e mais de 80% tem receio de contrair a doença, mostra investigação da Universidade do Minho. A maioria tem confiança nas condições das escolas, mas pede que se fala do vírus em contexto de sala de aula.

Os estudantes do ensino secundário sentem-se mais inseguros quanto aos efeitos da covid-19 sobre a sua própria saúde. Os jovens têm menos confiança nas medidas de protecção individual que estão a usar e mais de 80% revela receio de contrair a doença. Os dados são revelados num trabalho científico da Universidade do Minho, que tem vindo a estudar as percepções destes alunos desde o início da pandemia.

A mesma equipa de investigadores tinha questionado os alunos do secundário acerca das suas percepções relativamente à covid-19 em Maio – na altura, quase dois terços (59%) discordava do regresso às aulas presenciais. Os resultados agora divulgados permitem, por isso, uma comparação entre as opiniões dos estudantes durante a primeira vaga e a actual fase da pandemia.

Nota-se, desde logo, um aumento considerável da percentagem de alunos que revela “receio de contrair a covid-19”. São 80,2%, mais 13,3 pontos percentuais do que em Maio. Os jovens “perceberam que não eram só os grupos de risco que eram infectados”. “Agora não têm só receio pelos seus familiares e amigos, mas também por si próprios”, contextualiza a investigadora do Instituto de Educação da Universidade do Minho Regina Alves, que integra a equipa que desenvolveu este trabalho.

A generalidade dos alunos (93,7%) tem receio que alguém próximo contraia a doença, mas esse indicador já era elevado no ano passado (89%), ao contrário do que acontecia com o medo de ser o próprio a ser afectado pelo coronavírus.

Entre Maio do ano passado e Janeiro deste ano também caiu (8,7 pontos percentuais) a proporção de alunos que se sente seguro por entender que “utiliza as medidas de protecção adequadas”. Continuam a ser uma maioria (64%), mas são bem menos do que durante a primeira vaga.

O aumento do receio entre os estudantes do ensino secundário deve-se mais ao ambiente social do que às escolas, revelam os dados da Universidade do Minho. A maioria (52,1%) dos alunos sente-se seguro na escola se tiver que voltar às aulas presenciais. Este indicador aumentou 8,1 pontos percentuais em dez meses.

Os jovens entendem, porém, que a escola tem um novo papel a desempenhar nesta fase das suas vidas. A esmagadora maioria (60,6%) defende que os professores devem abordar o tema nas suas aulas – mais 12,8 pontos percentuais do que em Maio. Este número aumenta na mesma proporção que a percentagem dos alunos do secundário que defende a criação de programas educativos para a prevenção da covid-19 (42,1% favoráveis a esta solução).

“Eles não procuram informação relativamente às medidas de protecção individual, porque essas questões estão bem claras. O que eles procuram é que se fale da covid-19 para reduzir os seus receios e poderem fazer uma gestão das emoções”, defende Regina Alves.

A investigadora da Universidade do Minho entende que, por serem mais velhos, os estudantes do secundário “ficaram um bocadinho esquecidos”. “Partiu-se do princípio que mais facilmente conseguiram gerir os seus receios.” Os professores, mas também os psicólogos escolares e os mediadores educativos que trabalham nas escolas, têm, por isso, um papel importante não só para ajudar os alunos a lidar com as emoções, mas também para lhes transmitir informações credíveis, ajudando-os “a saber o que é verdade e o que é mentira”.

Essa é outra realidade revelada por esta nova publicação da Universidade do Minho. Ainda que a maioria dos jovens continue a acreditar nas autoridades de saúde (60,4%) e nas informações divulgadas pelos órgãos de comunicação social (51,2%), esse capital de confiança erodiu-se ao longo dos últimos dez meses – estes indicadores caíram 6,5 e 6,1 pontos percentuais, respectivamente.

Informações “que muitas vezes não são verdade” divulgadas pelas redes sociais e a “proliferação de fake news nos seus grupos” de amigos “têm deixado os alunos um bocadinho confusos”. A escola precisa de os ajudar a “desenvolver um sentido crítico e reflexivo para eles lidarem com estas situações”, conclui Regina Alves.

 

 

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Cartoon do Dia – Aulas online – Paulo Serra

 

 

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“Não podemos ter aulas síncronas com a mesma duração das aulas presenciais” João Dias da Silva

 

João Dias da Silva, representante da Federação Nacional de Educação (FNE), sublinha que há ainda algumas “fragilidades que o Ministério da Educação não foi capaz de preencher”, mas destaca o esforço e mobilização dos professores para manterem a atividade letiva.

A falta de material disponibilizado aos docentes pelo Governo, é uma das críticas apresentadas pela FNE.

“A responsabilidade do Ministério da Educação quando põe os professores a trabalhar em casa, para garantirem o funcionamento das aulas remotamente, era atribuir aos professores os computadores que são essenciais para que o trabalho possa ser realizado. E não atribuindo os computadores devia considerar a compensação aos professores daquilo que são as despesas que têm de fazer”, afirma.

João Dias da Silva considera “fundamental” o regresso à atividade letiva, considerando até que “já não devia ter existido este período de 15 dias sem contacto das escolas com os alunos”.

“Os professores estão fazer essa mobilização de todo o seu esforço, de toda a sua experiência adquirida já no ano passado, das formações que também foram fazendo ao longo de todo este tempo – pagando-as muitas vezes do seu bolso – para se atualizarem, para se prepararem para um segundo regresso ao ensino remoto”, diz ainda.

Desde setembro que as escolas e professores têm vindo a preparar a possibilidade de regressar ao ensino à distância. Com esta possibilidade em cima da mesa, “muito trabalho foi feito” antes mesmo da pausa letiva imposta pelo Governo. Apesar da autonomia das escolas para prepararem os horários entre aulas síncronas e assíncronas, João Dias da Silva lembra que é preciso ter em conta um conjunto de fatores.

“Nós não ignoramos que a partir de amanhã haverá famílias em que os pais estão em teletrabalho, em que as crianças vão ter aulas síncronas. E nós não podemos imaginar que podemos ter aulas síncronas com a mesma duração que têm as aulas presenciais”, explica lembrando que “é preciso que os pais compreendam que por várias razões não é possível, não é desejável, não se deve ter aulas síncronas com a mesma duração das aulas presenciais”.

Para além da gestão familiar, é também necessário não esquecer que em casa há mais distrações e que a capacidade de concentração de cada criança à frente de um ecrã é menor do que a que existe em contexto de sala de aula.

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Não há computadores… há televisão para os alunos do 10.º ao 12.º ano…

Quando andamos a brincar… quando esperamos que a sorte, apenas, a sorte nos proteja… quando não nos preparamos… só nos resta improvisar. Como na tropa, há que desenrascar…

 

Esta foi a solução encontrada pelo governo para resolver o atraso na entrega de computadores.

O governo vai anunciar a criação de um canal televisivo de ensino à distância para os alunos do 10º ao 12º ano.

Os blocos pedagógicos vão estar acessíveis na posição 8 da TDT e no canal 444 do cabo. Desta forma, os alunos do secundário sem acesso à internet vão poder seguir as aulas pela TV.

Esta foi a solução encontrada pelo governo para resolver o atraso na entrega de computadores.

 

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Hoje é dia de GREVE…

 

O STOP queixa-se de falta de meios informáticos para alunos e professores e faz críticas à atual situação dos professores com filhos menores.

O Sindicato de Todos os Professores (STOP), que acusa o Governo de “irresponsabilidade”, anunciou que vai manter um pré-aviso de greve de uma semana, exigindo condições para o ensino à distância.

Numa breve informação enviada à agência Lusa, o STOP diz que vai manter os pré-avisos de greve de segunda até sexta-feira.

Esta decisão prende-se, diz o sindicato, com “a irresponsabilidade do Governo em não ter garantido as condições para o ensino à distância”, bem como “as condições para todos os profissionais da educação e alunos que irão para as escolas”.

O STOP queixa-se de falta de meios informáticos e acessos à Internet para alunos e professores e faz críticas à atual situação dos professores com filhos menores.

“Esta greve nacional de 8 a 12 de fevereiro [uma semana a contar de segunda-feira], além de pressionar o Governo a melhorar as condições, permitirá que os profissionais de educação que sintam a sua saúde e vida em risco a possam salvaguardar”, lê-se no comunicado.

Esta informação surge na véspera do arranque da primeira semana de aulas à distância decretada pela tutela, uma medida englobada nas medidas de contingência associadas à pandemia de covid-19.

Em declarações à agência Lusa o coordenador nacional do STOP, André Pestana, considerou “evidente que o Governo não garantiu as condições que devia ter garantido para o início deste ano letivo”, o que se está a repercutir “na falta de preparação da eventualidade do ensino à distância”.

“Os professores foram obrigados, no início deste ano letivo e fizeram esse trabalho, a apresentar três possibilidades para o ensino — planeamentos para o ensino presencial, ensino misto e ensino à distância — mas infelizmente quase passado 11 meses o Governo revelou que não estava preparado para o ensino à distância apesar das promessas veladas que tinha feita e tom de propaganda política”, referiu André Pestana.

O dirigente do STOP frisou que “não há computadores para todos”, o que faz com que “não existe garantia de equidade no acesso à educação, um direito consagrado na constituição”.

O coordenador do sindicato também alertou para “a situação muito delicada dos professores com filhos menores”, descrevendo o cenário de um pai ou mãe ou ambos professores que estão em casa a dar aulas, mas têm os seus filhos a assistir a aulas ao mesmo tempo.”Os filhos menores que exigem atenção e acompanhamento dos pais. Isto vai ser mau para os professores e seus filhos, mas para os alunos que têm professores com filhos menores também”, sublinhou, somando a questão dos profissionais que estão a ser chamados para as escolas de acolhimento “sem condições de segurança adequadas”.

“Diz-se que as escolas desempenham um papel essencial, mas os profissionais da educação não estão nos setores prioritários de vacinação. Quando interessa ao Governo, somos considerados essenciais, mas depois não garante a vacinação nem EPI [equipamentos de proteção individual] adequados como máscaras, separadores”, acrescentou.

André Pestana acusou o executivo socialista de António Costa de ter “escondido deliberadamente que mais de metade das escolas tiveram focos de contágio” desde o início do ano letivo, altura em que “o STOP aconselhou uma redução do número de alunos por turma, colocação de separadores acrílicos entre alunos e entre alunos e professores e testes de diagnóstico regulares”.

Somando ao rol de reivindicações a “necessidade de mais professores e mais assistentes operacionais” nas escolas, Pestana sintetizou os motivos da greve de uma semana: “Para além de pressionar o Governo a atuar, a greve é para que se algum profissional sentir que está a por em causa a sua saúde e a dos seus familiares poder exercer o direito à greve”, disse.

O dirigente do STOP também quer que o Governo, “se apreender com os erros”, comece a preparar as condições de segurança para regressar ao ensino presencial quando for possível.

As escolas encerraram as portas há cerca de duas semanas e as crianças e jovens, desde creches ao ensino superior, ficaram em casa, numa pausa letiva que terminou na sexta-feira. Na segunda-feira, cerca de 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano voltam a ter aulas à distância, à semelhança do que aconteceu no passado ano letivo.A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.310.234 mortos no mundo, resultantes de mais de 105,7 milhões de casos de infeção, enquanto em Portugal morreram 14.158 pessoas dos 765.414 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

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