Janeiro 2023 archive

E se os profissionais de Educação agissem como alguns Governantes?

À medida que se vão conhecendo mais informações sobre os “casos” envolvendo Governantes e ex-Governantes como Pedro Nuno Santos, Gomes Cravinho, Carla Alves, Alexandra Réis ou Eduardo Cabrita (sim, não é possível esquecer este último) vai-se evidenciando a negligência grosseira, o laxismo, a irresponsabilidade, a falta de Ética e/ou a incompetência como práticas habituais nos Governos chefiados por António Costa…

E a negligência grosseira, o laxismo, a irresponsabilidade, a falta de Ética e/ou a incompetência resultaram, entre outros, na morte irreparável de um cidadão e no dispêndio de milhões de euros malgastos e injustificáveis, que tem contribuído de forma determinante para a dilapidação do erário público, com consequências óbvias e nefastas para os contribuintes…

Vamos supor que um profissional de Educação agisse, no seu contexto de trabalho, de forma semelhante à que se tem observado em alguns Governantes e ex-Governantes:

– O que sucederia a um profissional de Educação que pautasse a sua prática profissional pela negligência grosseira, pelo laxismo, pela irresponsabilidade, pela falta de Ética e/ou pela incompetência?

– Que “parangonas” apareceriam na Comunicação Social a esse respeito?

– O que diria a “opinião pública” acerca disso?

– O que diria acerca dos profissionais de Educação aquela “opinião pública” que costuma olhar para esses “casos” de Governantes e ex-Governantes com uma certa atitude displicente, de desculpabilização e de condescendência, mas que noutras situações, porventura, muito menos graves, habitualmente julga como um “carrasco”?

Se os profissionais de Educação, no exercício das suas funções, cometessem metade das “tropelias” que se têm observado na prática de Governantes e ex-Governantes seriam, com certeza, julgados por potenciais “Tribunais do Santo Ofício” e condenados ao degredo ou à “crucificação nos mastros de bandeira” existentes nas escolas…

A Ética Republicana parece ser uma coisa engraçada nos Governos chefiados por António Costa: costuma ser muito “selectiva”, na medida em que só é aplicável a determinadas pessoas e sob determinadas circunstâncias…

A actual Democracia está decadente e inquinada pela falta de Ética e de Moral…

Espera-se que o Presidente da República, como lhe compete, mostre a coragem e a integridade necessárias para pôr “ordem nesta casa”, cada vez mais disfuncional e gerida como se fosse um “clube de amigos”, sem transparência e sem escrutínio…

O mais curioso é que até existe uma Lei, publicada em 2019, que aprovou o regime do exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos públicos (Lei nº 52/2019, de 31 de Julho)…

E os titulares de cargos políticos, onde se incluem os membros do Governo, estão sujeitos ao escrutínio do exercício das suas funções, a obrigações declarativas e a códigos de conduta, estabelecidos pela Lei anterior…

Alguém que faça cumprir essa Lei integralmente, em vez de se inventarem Questionários patéticos, que nada resolverão…

Quando se trata da aplicação das Leis aos profissionais de Educação, que regulam os mais variados domínios do exercício das suas funções, costuma observar-se e exigir-se sempre um zelo extremo no cumprimento do que as mesmas estipulam…

E ai de quem assim não faça…

No contexto de trabalho dos profissionais de Educação também não costuma ser aceitável alegar “amnésia” como justificação para qualquer incumprimento…

A aplicação “devota” da Lei só é válida para alguns?

O ar começa a estar verdadeiramente irrespirável, fede, e a abjecção, sob a forma de baixeza ética e moral, comanda…

Os Poderes e os “poderzinhos” instalados um pouco (ou muito) por todo o lado minam qualquer aspiração de transparência, de justiça ou de confiança nesta Democracia…

E esse também é um dos motivos que não pode deixar de justificar a continuação da actual luta dos profissionais de Educação…

(Paula Dias)

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Comunicado S.TO.P.

COMUNICADO – Em defesa do direito à GREVE:

 

– No dia 9 de dezembro muitos diziam que greve por tempo indeterminado (da forma como a colocámos) não ia a lado nenhum. E agora os Profissionais de Educação – PE (pessoal docente e não docente) estão mais UNIDOS do que nunca, numa causa comum em defesa de uma Escola Pública de qualidade, para todos que lá trabalham (e estudam).
– Perante a gigantesca luta de TODOS os PE, a nossa luta domina pela primeira vez, totalmente, a comunicação social (algo que nunca se viu durante tanto tempo seguido). E ao contrário do que alguns vaticinaram, muitos pais/alunos (apesar do incómodo da greve), outros sectores profissionais e figuras públicas têm mostrado solidariedade com a nossa justa luta.
– O ME, em desespero, perante tamanha força desta luta unitária entre TODOS os PE, tenta agora atacar esta fortíssima luta/greve através de serviços mínimos a partir de 1 de fevereiro (para a greve do pessoal docente e não docente convocada pelo S.TO.P.).
É fundamental responder a este ataque ANTES de 1 de fevereiro.
Por isso consideramos fundamental uma 2.ª Marcha Nacional pela Escola Pública, em defesa do direito à greve e apelando à solidariedade da sociedade civil: “Quem adormece em democracia, acorda em ditadura”. Desta vez propomos que a Marcha seja da sede principal do Ministério da Educação ao Palácio de Belém (Presidente da República).
As centenas de comissões de greve irão – HOJE -, ao final da tarde, ratificar (ou não) a nossa proposta desta 2.ª Marcha e do seu percurso.
NOTA importante: Se a Marcha for aprovada, iremos convidar – como sempre – todos os sindicatos/federações docentes/centrais sindicais, a juntarem forças em solidariedade com Escola Pública e contra este ataque ao direito à greve.
Juntos continuamos + fortes!
A partilhar.

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Paulo Prudêncio na CNNP

Também ontem.

 

 

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Paulo Guinote na SICN

Ontem.

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Eu Também Queria um Aumento de Acordo com um Qualquer Índice de 7,8%

Porque o aumento substancial e generalizado dos preços também teve um forte impacto no meu orçamento familiar.

Bem me parece que estas operadoras andam com falta de CHIPs.

 

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Houve ilusionismo

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E querem os professores respeito!

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Entre o “respeito” e o “dar-se ao respeito”


Muitos professores já foram “educados” na mesma ecologia que torna os seus alunos impossíveis de educar. O problema complementar é que muitos pais são exactamente iguais.

Entre o “respeito” e o “dar-se ao respeito”

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Professores: a Grande Depressão

O professor, todos o sabem, é a melhor coisa que há no mundo depois do pão às fatias. Mas o ambiente nas escolas, calha bem a metáfora, é de cortar à faca.

Professores: a Grande Depressão

Poucas expressões serão mais explícitas do que esta que nos chega dos anos 30 do século passado para falar do que se passa dentro da escola : A Grande Depressão. Não se pense que é hipérbole ou uma comiseração que vitima os 130 mil professores que há em Portugal. O ambiente é mesmo de esgotamento e de engulho.

Os professores pagam as contas da casa da maioria dos psicólogos e psiquiatras deste país. A quantidade de professores a atingir estados de desfalque emocional e físico pode medir-se pelo absentismo docente. Um absentismo que burla as estatísticas. E burla-as porque ninguém quer dedicar um segundo útil que seja a acautelar o absentismo docente. Afinal, nunca se fala de absentismo docente a não ser como sinónimo de absentismo fraudulento. E esta é a razão principal da pandemia de infelicidade encardida que se abateu sobre os professores. É por causa desta incoerência generalizada com que se trata a escola.

O absentismo docente por doença é uma catástrofe genuína que nada nem ninguém procura temperar ou recompor. Apenas vilipendiar. É um verdadeiro “Crash” profissional. O absentismo docente é meramente visto como corruptela e sintoma da negligência dos professores. São incontáveis as parangonas de jornais que referem as estimativas de falsos atestados médicos e falsas declarações sobre a situação de saúde dos professores. Nada mais interessa senão o pelourinho. Tudo é feito a partir de julgamentos de intenção, sofismas de desacreditação.

Continua

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Ao Que Isto Chegou

Governa-se com “conversas informais”?

Somos governados por uma pandilha…

 

Expresso | Pedro Nuno Santos assume: foi dado ok à indemnização da TAP a Alexandra Reis (mas foi por Whatsapp)

 

PS:

Pois…

(,,,)Afinal, Gomes Cravinho sabia o que afirmou desconhecer, o mesmo com o muito elogiado Pedro Nuno em relação à indemnização de Alexandra Reis, enquanto a deputada Jamila Madeira também tinha claro conhecimento de estar a acumular funções remuneradas incompatíveis. E são estas pessoas das mais informadas do país sobre tudo e mais alguma coisa, bem como das melhor remuneradas do país em funções públicas. Que mentem, sabendo que o estão a fazer, na esperança de se safarem. Cedendo a tentações que nenhum questionário resolverá. Podridão, mais que pântano. E de nada adianta agora virem dizer que não há gente pura e impoluta, sem mácula alguma, porque o que está em causa, até mais do que os actos originais, são as mentiras com que os tentaram encobrir. Gente que se serve do poder que têm em seu proveito ou para ocultamentos. Afirmar isto não é “populismo”, mas apenas o desejo de que isto não se torne um rotativismo insanável, pior do que o de outrora. Só falta descobrirmos por aí uns “adiantamentos” mais graves do que os do tal “centro transfronteiriço” do presidente de câmara transformado em secretário de Estado.

Daqui: Sábado – O Meu Quintal

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Afinal Todos Sabiam… Mas a Memória é Curta

Pedro Nuno Santos, afinal, sabia do valor de saída de Alexandra Reis da TAP

 

“Neste processo de reconstituição, foi encontrada ontem [19 de janeiro de 2023], por mim, uma comunicação anterior da minha então chefe do gabinete e do secretário de Estado, de que nenhum dos três tinha memória, a informarem-me do valor final do acordo a que as partes tinham chegado”, revela Pedro Nuno Santos.

 

Gomes Cravinho sabia da derrapagem nos custos do hospital de Belém

 

Gomes Cravinho terá sido informado logo a 27 de março de 2020 de que já se estavam a verificar derrapagens em relação ao previsto. No Parlamento, o ministro garantiu que nunca lhe foi pedido que autorizasse a despesa e sublinhou que sempre foi “prudente” e “proativo”.

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Em Educação que serviços mínimos poderão existir?

Na minha perspectiva, em educação, os serviços mínimos são iguais a serviços máximos.

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Mantêm Não… AUMENTAM OS PROTESTOS!

Porque no fim destas negociações a FNE entra na Luta e o S.TO.P. acrescenta mais uma marcha pela Educação para o dia 28 de janeiro.

 

Professores mantêm protestos após negociações sem acordo com ministro da Educação

 

No final das reuniões desta sexta-feira com os sindicatos, o ministro da Educação afirmou que os sindicatos não quiseram uma mesa única negocial e pediu bom senso. Na ausência de um acordo entre Governo e docentes, estes vão manter os protestos que têm deixado muitos alunos sem aulas.

“Temos mais de dez pontos entre aproximações e propostas que correspondem àquilo que têm sido reivindicações antigas dos professores e das organizações sindicais”, declarou aos jornalistas o ministro João Costa.

No entanto, o Governo tem de “tomar opções” e a opção foi, “neste momento, centrarmo-nos no combate à precariedade e nas resoluções para os problemas relacionados com a deslocação dos professores”.

“E penso que estamos a dar passos” e a “ter aproximações”, adiantou o ministro.

João Costa explicou que, nas reuniões desta sexta-feira, “houve sindicatos que disseram: ‘nós somos sindicatos pela negociação e pela construção a par de formas de luta tradicionais’; houve sindicatos que afirmaram: ‘nós somos sindicatos que acreditamos na negociação e estamos disponíveis para negociar’; e houve outros sindicatos que disseram: ‘nós vamos continuar com as greves porque nem todas as reivindicações estão a ser cumpridas’”.
O ministro da Educação disse esperar que haja, nas negociações, dois princípios: boa-fé e bom senso. “Do nosso lado tem havido sempre boa-fé negocial e há o bom senso de apresentar propostas concretas, que melhoram a vida dos professores”, declarou.
Continuamos num processo negocial em que houve o reconhecimento por parte da generalidade dos sindicatos da boa vontade e da boa-fé do Governo na aproximação a várias das suas posições”, adiantou.

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João Costa lembrou que o executivo apresentou, esta semana, propostas “centradas na redução das deslocações dos professores, na abertura, sobretudo, de lugares de quadro de escola e não de quadros de zona pedagógica, na fixação preferencial dos professores em escolas concretas e não em zonas de deslocação grandes, no combate à precariedade e na introdução de vinculação de processos de vinculação dinâmica”.

Os professores iniciaram em dezembro uma greve, tendo como principal reivindicação o fim da ideia de serem os diretores a escolher e contratar os professores para as escolas, mas também outras medidas que se traduzem em acabar com a precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

As greves foram retomadas no início do segundo período, estando neste momento a decorrer três diferentes greves organizadas por vários sindicados sem data de término.

Greves vão continuar
No final das negociações no Ministério da Educação esta sexta-feira, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores afirmou aos jornalistas que foi reafirmado à tutela que o “tempo de serviço não pode ser apagado”.

Mário Nogueira sublinhou ainda que o sindicato não aceitou a proposta do Governo para a colocação de docentes nas escolas. As greves distritais, confirmou ainda, vão continuar.

“Fizemos ver ao ministro da Educação por que é que o tempo de serviço não pode ser apagado. Porque as pessoas trabalharam e as pessoas quando trabalham têm de ver esse tempo, pelo menos, contado”, afirmou inicialmente Mário Nogueira aos jornalistas.

Questionado sobre a proposta do Ministério para o concurso de professores, o sindicalista disse que era “inaceitável”.

“As greves distritais vão continuar”
, confirmou ainda à porta do Ministério da Educação. “E se as greves têm sido fortíssimas, (…) as greves da próxima semana têm de ter ainda mais força”, continuou, acrescentando que a 11 de fevereiro “os professores têm de trazer para a rua a sua insatisfação”.

Mário Nogueira afirmou que o ministro “ainda não percebeu” o que se está a passar com os professores.

“Para haver acordo, é preciso o senhor ministro acordar e ele ainda não parou de dormir”, declarou.

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Lista Colorida – RR17

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR17.  Neste momento, 8 professores estão no seu 4º contrato.

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Requisição a partir de 1 de fevereiro?

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André Pestana afirmou que o governo quer que haja requisição na Educação a partir de dia 1 de fevereiro.
Não especificou como pretendem realizar esta requisição, nem quem vai abranger. Vai hoje ao Ministério das Finanças discutir a situação.

 

 

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384 Colocados na RR17

Foram colocados 384 contratados na Reserva de Recrutamento 17, distribuídos de acordo com a tabela seguinte.

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Paulo Prudêncio na CNN

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Já Há Parecer Sobre os Serviços Mínimos?

E mesmo que haja parecer…

Os tribunais já decidiram que não há serviços mínimos na educação, com algumas exceções!

Ou os dias a que se determinam os serviços mínimos são por causa das reuniões de avaliação semestrais?

Mas as reuniões de avaliação não se podem adiar?

 

 

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Os Professores não sabem ensinar – Ricardo Araújo Pereira

 

 

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Reserva de Recrutamento n.º 17

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 17.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 23 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 24 de janeiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 17

Listas – Reserva de recrutamento n.º 17 

 

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Fenprof acusa ministro da Educação de estar “a dormir”

Fenprof acusa ministro da Educação de estar “a dormir”

 

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, criticou as propostas apresentadas, acrescentando que parece que o ministro da educação “anda a dormir há muito tempo e não sabe o que se anda a passar”.

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira (C), participa na concentração de educadores e professores do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, no âmbito da greve de professores, junto à escola EB 2.3 Rainha Santa Isabel, em Coimbra, 11 de janeiro de 2023. PAULO NOVAIS/LUSA

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) disse esta sexta-feira que o ministro da Educação “parece que anda a dormir” e manifestou-se “otimista com a luta dos professores” em greve por melhores salários e condições de trabalho.

Antes de entrar para a terceira ronda negocial com responsáveis do Ministério, Mário Nogueira criticou as propostas apresentadas na quarta-feira pela tutela, mas saudou “a força dos professores e a determinação em lutar pelos direitos”.

Quanto ao ministro, disse que “parece que anda a dormir há muito tempo e não sabe o que se anda a passar”, referindo-se ao facto de não estarem previstas na proposta apresentada esta semana respostas às reivindicações que têm levado os professores a fazer greve e protestos.

“O senhor ministro ainda nem sequer descobriu que há pontos que nem sequer escreveu” na proposta negocial, como a recuperação integral do tempo de serviço congelado, o fim das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões ou a alteração do diploma sobre a mobilidade por doença, disse o secretário-geral da Fenprof.

Os professores iniciaram em dezembro uma greve, tendo como principal reivindicação o fim da ideia de serem os diretores a escolher e contratar os professores para as escolas, mas também outras medidas que se traduzem em acabar com a precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

As greves foram retomadas no inicio do segundo período, estando neste momento a decorrer três diferentes greves organizadas por vários sindicados sem data de termino.

“Dia 11 de fevereiro vai ser dado um passo gigante dos professores”, acrescentou Mário Nogueira antes de entrar, referindo-se à manifestação nacional que está agendada para Lisboa.

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E Assim Será Por Tempo Indeterminado

Há centenas de alunos sem aulas desde 9 de dezembro: “Não temos ninguém para assegurar a vigilância das escolas, a portaria ou o refeitório”

 

Greves estão a afetar as escolas de forma muito desigual. Maioria sente impacto limitado, mas há casos extremos

Os mais de 600 alunos do pré-escolar e 1º ciclo do Agrupamento Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, estão sem aulas nem atividades desde o início do mês passado e os dos restantes níveis de ensino não voltaram a abrir desde as férias do Natal. “Além dos professores, estamos a registar uma adesão à greve muito forte por parte dos funcionários. Não temos ninguém para assegurar a vigilância das escolas, a portaria ou o refeitório, pelo que não temos mesmo condições para abrir”, explica o diretor, Rui Figueiredo, sem esconder a preocupação. “Temos miúdos do 11.º e 12º anos que têm de preparar-se para os exames, e crianças do 1.º ciclo que estão a construir as bases de toda a sua aprendizagem. Depois de dois anos de pandemia, em que as aprendizagens foram muito afetadas, esta situação compromete o trabalho de recuperação que estava a ser desenvolvido”, diz.

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A escola deixou de ser um lugar feliz: “As salas de professores parecem um velório”

Esta sexta-feira, há nova ronda negocial entre o ministério da Educação e os sindicatos dos professores. Entretanto, a tristeza e o cansaço destes profissionais, a falta de meios materiais e humanos, currículos extensos e horários pesados parecem sobrepor-se ao riso e às brincadeiras das crianças. Ouvimos alunos, professores, pais, assistentes operacionais e psicólogos e o retrato não é bom: a escola está a deixar de ser um lugar feliz e as carências do ensino público adensam o fosso da desigualdade social

A escola deixou de ser um lugar feliz: “As salas de professores parecem um velório”

 

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Desistir não pode ser uma opção…

 Em 23 de Março de 2022 foi oficialmente conhecida a lista dos 17 Ministros que integrariam o XXIII Governo Constitucional…

Em 2 de Abril de 2022, o Blog DeAr Arlindo publicou um texto da minha autoria (Uma “tempestade perfeita”…), que não comungava do optimismo geral que se manifestava na altura, e que começava assim:

O meu entusiasmo pela indigitação de João Costa como Ministro da Educação deve ser semelhante à euforia evidenciada por um prisioneiro condenado à morte, a caminho do cadafalso…

 

Infelizmente, o exagero dessa imagem não é uma figura de estilo… A desesperança é muito real, assim como a descrença de que algo venha a mudar para melhor…

 

Decorreram cerca de 9 meses desde esse escrito e, lamentavelmente, já é possível afirmar, com toda a convicção, que as expectativas anteriores se confirmaram:

– À vista de todos, a acção do Ministério da Educação tem sido frequentemente pontuada por uma certa desfaçatez, traduzida, muitas vezes, pela pretensão de impor as suas próprias “verdades”, tentando substituir a Realidade por determinados “factos alternativos”

– À vista de todos, a acção do Ministério da Educação permite inferir a sua indisponibilidade para melhorar as condições de trabalho dos profissionais de Educação, parecendo, antes, mover-se por um certo prazer sádico, ao enveredar obstinadamente pelas “soluções” mais tortuosas, desleais e perversas…

– O Ministério da Educação, assim indica a sua acção, na verdade, parece subestimar e desprezar aqueles que tutela…

Em concreto, e no que se refere à Classe Docente, as propostas do Ministério da Educação, conhecidas em 18 de Janeiro de 2023, em virtude de pseudo-negociações com Sindicatos, permitem ter a certeza de que nada mudou para melhor, antes pelo contrário:

– O produto desses encontros entre o Ministério da Educação e os Sindicatos já ouvidos tem resultado num verdadeiro fiasco, sem qualquer cedência relevante por parte da Tutela…

– Adivinha-se que o Ministério da Educação tenha ido para estas “negociações” sem qualquer intenção de atender às pretensões dos profissionais de Educação, mas talvez antes numa perspectiva semelhante a esta: “O Ministério impõe e os Sindicatos acatam”…

Nesse sentido, tornaram-se visíveis alguns “inconseguimentos” (alusão a Assunção Esteves), aberrantes, por parte do Ministério da Educação, resultantes de uma suposta “falta de dinheiro”, da ausência de “vontade política” e/ou de excesso de “vontade política”, e que continuarão a asfixiar e a aniquilar a Escola Pública:

– Recuperação integral do tempo de serviço dos Professores? Impossível de concretizar, não há dinheiro…

– Revogação do actual Modelo de Administração e Gestão Escolar? Impossível de concretizar, não há vontade política…

– Revogação do actual Modelo de ADD? Impossível de concretizar, não há vontade política…

– Fim das vagas para a progressão ao 5º e 7º Escalões? Impossível de concretizar, não há vontade política, nem dinheiro…

– Revogação do Concurso de MPD? Impossível de concretizar, não há vontade política…

– Carga insana de trabalho burocrático e entulho de papéis e registos? Obviamente, continuará, não há vontade política para os eliminar…

– “Escola de faz de conta”, onde impera o facilitismo, para enganar alunos e respectivas famílias? Obviamente, continuará, não há vontade política para a eliminar…

-Devaneios, como o Projecto MAIA ou o Modelo actual de Inclusão? Obviamente, continuarão, não há vontade política para os eliminar…

– Conselhos Locais de Directores? Obviamente, pretende-se a sua criação, há excesso de vontade política para os concretizar…

Em resumo, o lema que melhor tem definido a actuação do Ministério da Educação e que parece destinado a durar, será talvez este: Os Unicórnios são nossos amigos ou, em alternativa, Somos todos tão felizes!

 

Fantasia e irrealismo, como nos Contos de Fadas, mas sem um final feliz…

E o final infeliz desta história só poderá ser mudado se os profissionais de Educação conseguirem levar a sua luta até onde for necessário, de modo a evitarem esse desfecho…

Neste momento, já não é possível delinear outro caminho que não seja o de prosseguir com o maior número possível de acções de protesto, visíveis e audíveis, custe o que custar, doa a quem doer…

E não há nisso qualquer radicalismo, o Ministério da Educação é que estaria mal acostumado com determinadas “lutas” inconsequentes, plausivelmente apegadas a certas agendas partidárias…

À medida que a luta ganha cada vez mais apoiantes, também vão surgindo alguns “bem iluminados”, que tudo vão fazendo para branquear e mascarar a realidade que se vive na maior parte das Escola Públicas, defendendo a propaganda do Ministério da Educação, servindo os seus interesses…

A todos esses, temos que responder sem medo e sem vacilar… Desistir não pode ser uma opção.

Lembrando Salgueiro Maia, um Homem verdadeiramente íntegro, corajoso e democrata, na esperança de que as suas palavras nos possam inspirar a todos:

 

“Há alturas em que é preciso desobedecer”

Porque o “estado a que chegámos” (alusão a Salgueiro Maia) não muda, nem acaba, sem a participação activa de todos os profissionais de Educação…

Alguém estará disposto a “morrer na praia”?

(Paula Dias)

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Boa Noite

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Federação Nacional de Educação vai participar na manifestação de 11 de Fevereiro

 

FNE decidiu apoiar a greve por distritos, estando a ponderar se também entrega pré-avisos para a mesma para os últimos dias da paralisação. Federação diz que proposta é “bastante poucochinho”.

Federação Nacional de Educação vai participar na manifestação de 11 de Fevereiro

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Iniciativa SPZN – D€ixar de Pagar para Trabalhar!

D€IXAR DE PAGAR PARA TRABALHAR!

 

 

 

O Sindicato dos Professores da Zona Norte – SPZN através da iniciativa “Nota Zero – D€ixar de pagar para trabalhar!” lança um repto aos seus associados para uma adesão de forma massiva!

Está em causa um direito estatutário que não está a ser cumprido pelo Ministério da Educação, considerando que o pessoal docente tem direito aos recursos materiais necessários ao exercício da sua atividade educativa e constata-se que cada vez com mais frequência que não lhes são facultados e que de forma abusiva se deparam com despesas incomportáveis, quer seja de Luz e internet, papel e tinteiros, viatura e combustível, livros e materiais, entre outros, para a conveniente realização da sua atividade profissional.

O direito profissional específico conferido aos docentes nos termos do constante no nº 1 do artigo 44º da LBSE, e alínea c) do artigo 4º e artigo 7º, do ECD, ganha expressão na medida em que traduz a obrigação do Estado de dotar o sistema com recursos educativos adequados, em dimensão e qualidade à realização da atividade educativa.

É inaceitável o que se está a passar, é pois mais uma injustiça entre tantas que pende sobre os docentes, tanto mais numa altura em que o custo de vida disparou.

Disponibilizamos minutas de requerimentos ajustadas aos recursos materiais em causa, de forma a combater este abuso de direito com que a classe se depara.

Esta é uma iniciativa à qual nos propomos dar todo o nosso apoio jurídico, sem prejuízo de outras formas de contestação e luta.

Porto, 19 de janeiro de 2023


MINUTAS DE REQUERIMENTOS (em atualização)

> Requerimento 1 – Pedido de recursos necessários para a realização da atividade educativa

> Requerimento 2 – Pagamento de Deslocações/subsídio de transporte

> Requerimento 3 – Pedido de compensação de despesas pelos recursos necessários para a realização da atividade educativa

FOLHETO – NOTA Z€RO (faz o download e partilha entre os colegas)

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16 Anos de Destruição da Carreira Docente

Faz hoje 16 anos que foi publicada a Sétima alteração ao Estatuto  da Carreira Docente que iniciou a destruição da Carreira Docente.

Começava assim o seu Preâmbulo: “No Programa do XVII Governo Constitucional reafirma-se a noção de que os educadores e professores são os agentes fundamentais da educação escolar.”

Até hoje nenhum governo passou das palavras aos atos e considerou de facto que os professores são os agentes fundamentais da educação escolar.

Importa neste 16.º aniversário destacar o nome de todos aqueles que subscreveram esta destruição da carreira docente.

 

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FNE Adere à Luta

FNE denuncia ineficácia das negociações com o Ministério da Educação

 

Medidas de valorização da carreira docente e da sua atratividade:
POUCOCHINHAS OU NENHUMAS! NADA!

 

Para a FNE e os seus Sindicatos membros, o Governo/Ministério da Educação tem de assumir todas as consequências resultantes da indisponibilidade para adotar medidas concretas de valorização da carreira docente e da sua atratividade.

Na reunião do dia 18 de janeiro de 2023, o Ministério da Educação foi incapaz de dar resposta às reivindicações da FNE, nomeadamente:

Þ Manter em equiparação o valor do índice de topo da Carreira Docente com o topo da Carreira Técnica Superior. NADA!
Þ Eliminação da exigência de vagas no acesso aos 5º e 7º escalões. NADA!
Þ Revisão do regime de reduções da componente letiva por efeito conjugado da idade e do tempo de serviço. NADA!
Þ Revisão do regime de acesso à aposentação. NADA!
Þ Recuperação do tempo de serviço congelado e das perdas ocorridas nas transições de carreira e das indevidas ultrapassagens. NADA!
Þ Revisão da formulação da composição do tempo de trabalho dos docentes,  assegurando um efetivo respeito pelos limites do tempo de trabalho. NADA!
Þ Eliminação da precariedade que afeta os docentes a exercer funções como técnicos especializados e nas atividades extracurriculares. NADA!
Þ Determinação de aumentos salariais que compensem a sistemática perda do poder de compra. NADA!
Þ Revisão da Mobilidade por doença. NADA!

 

Assim, a Comissão Executiva da FNE decidiu unanimemente assumir a concretização de iniciativas próprias e a participação nas mais diversas ações de contestação e formas de luta, por si, pelos seus sindicatos e em convergência com outras organizações sindicais, nomeadamente participando em unidade na Manifestação Nacional, já marcada para 11 de fevereiro.

A FNE considera indispensável que o Ministério da Educação apresente para a próxima ronda negocial propostas concretas de valorização da carreira docente, o que a não acontecer pode determinar que a FNE abandone as negociações, até que se verifique a apresentação pelo ME de medidas concretas, que vão ao encontro das legítimas e justas reivindicações dos Educadores e Professores portugueses.

Infelizmente, esta é a tomada de decisão que somos obrigados a assumir, dado o enorme conjunto de NADAS e a desvalorização dos contributos apresentados na última reunião negocial.

Uma negociação séria faz-se com aproximações das partes, pelo que a FNE denuncia a ineficácia da última reunião, o que revela que o ME não se assume como é de seu dever, como parceiro negocial de boa fé.

Porto, 19 de janeiro de 2023

A Comissão Executiva

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Em Direto do Parlamento

Para ver aqui.

 

 

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Vive La France

Quando uma nação inteira se junta para combater a alteração da idade da reforma dos 62 para os 64 anos, a ter lugar apenas a partir do dia 1 de setembro de 2030.

 

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Agenda para as 15 horas

Espero que não se torne uma ordinarice esta reunião ordinária, que poderá ser vista aqui, a partir das 15 horas.

 

 

Depois, pelas 16 horas serão debatidos os seguintes pontos:

 

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A Oeste Nada de Novo

“A Oeste nada de novo” 

 

Breve reflexão sobre os pontos 3 e 5 das Propostas do Ministério da Educação

Depois de ter lido o documento com as propostas do Ministério da Educação aos Sindicatos, fiquei assombrada com o teor da proposta, sobretudo no que diz respeito ao ponto 3 e ao ponto 5 do referido documento. Daí a razão desta breve reflexão sobre estas duas propostas.

Em primeiro lugar, o ponto 3, designado de Vinculação e colocação por graduação profissional informa os sindicatos da decisão do Ministério da Educação de vincular professores 1095 ou mais dias de tempo de serviço e que estejam a exercer com um horário completo. Este ponto, por si só, pretende a ultrapassagem injusta de professores quanto à vinculação. Acontece que professores que tendo mais de 1095 dias de tempo de serviço e que estejam em modalidade de substituição ou que tenham horário anual incompleto, se vejam ultrapassados por outros colegas menos graduados, mas que tenham um contrato anual completo.

Vejamos um exemplo para perceber a situação: imaginemos que o professor A possui 4060 de tempo de serviço e tem um horário anual incompleto de 19 horas e o professor B tem 2590 de tempo de serviço e um horário anual completo. Concluímos que em termos de graduação o professor A é mais graduado que o professor B. No entanto, segundo a proposta do ministério, no próximo concurso externo, o professor B vincula e o professor A continua contratado.

De facto, há nas nossas escolas muitos professores contratados que estão nesta situação. Refiro-me, designadamente, a contratados com um horário anual de 21, 20 horas e/ou inferior a 20 horas (e mesmo aqueles com horário completo/ incompleto em regime de substituição). Ou seja, isto significa que serão ultrapassados injustamente no próximo concurso externo, uma vez que aquando do concurso de professores 2022/2023 não foram informados desta circunstância. Caso contrário, muitos destes professores teriam concorrido só a horários completos e anuais.

No que diz respeito ao ponto 5 – Conselho Local de Diretores, a proposta da descentralização/ gestão de recursos humanos que ficará a cargo do Conselho de Diretores Locais mais não é do que uma municipalização encoberta dos recursos humanos. Ou seja, o Ministério da Educação continua a insistir nesta questão, mesmo sabendo que não terá a concordância da maioria dos professores.

Para terminar, pergunto se é assim que o Ministro da Educação pretende atrair novos professores para o ensino. É assim que o Ministro da Educação pretende negociar?

 

Perante isto, parece-me tão pertinente a leitura de “A Oeste nada de novo” de Erich Maria Remarque.

 

Luísa Maia

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Carta Aberta aos Sindicatos de Professores

Carta Aberta aos Sindicatos de Professores

 

Exmos Senhores Dirigentes Sindicais

Venho por este meio manifestar o meu total desagrado para com a proposta que o  Ministério da Educação trouxe para a mesa de negociações. É uma proposta  vergonhosa, que além de não contemplar as nossas reivindicações vem levantar outros  problemas.

Nesta missiva vou centrar-me apenas nos problemas que os pontos 8.1 e 8.2 levantam,  do meu ponto de vista.

Pode ler-se nesse ponto o seguinte “A transição dos docentes dos atuais para os novos  QZP’S será efectuada, dos atuais QZP de provimento para as suas subdivisões, através  de procedimento concursal, a efectuar pela DGAE, com base nas preferências  manifestadas e na graduação profissional.” O que se depreende daqui? Que um docente, actualmente, em QZP, passa a um novo QZP que resulte da divisão do seu QZP de  origem/actual? Ora, esta intenção, como de resto quase todas as outras, é mais uma  rasteira. Importa clarificar este ponto para que mais tarde não se venha a dizer que  houve um erro de interpretação.

Tomemos um exemplo prático, o exemplo de muitos professores integrados em QZP.  Um professor residente no Concelho de Vila Nova de Gaia e integrado no QZP1, o QZP  da sua área de residência. É este docente integrado, obrigatoriamente, num novo QZP  que resultar da subdivisão do QZP1, sem a possibilidade de concorrer, pela ordem que  bem entender, a outros novos QZP’S resultantes da subdivisão de outro QZP que não o  1? Reparemos que para este professor, os novos QZP’s que integrem os concelhos de  Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Ovar, Estarreja  (pertencentes ao actual QZP 3) podem ser mais vantajosos do que os QZP’S que  integrem os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de  Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de  Cerveira (pertencentes ao QZP1). Esta é a situação de todos os Professores integrados  em QZP, que embora estando afetos ao seu QZP de residência, vivem em zonas  limítrofes e por isso, lhes pode ser mais vantajoso vincular num novo QZP, que  actualmente pertence a um QZP que não seja o seu de origem.

A diferença é que se ficar obrigatoriamente integrado num novo QZP ou num QA/QE  pertencente ao seu actual QZP pode ficar deslocado da sua família e da sua residência  mais de 100km (mais de 200 Km diários, com custos acrescidos ao nosso magro  salário), criando novas situações de “Professores de casa às costas”, situações essas, que  segundo as palavras do Senhor Primeiro Ministro e do Senhor Ministro da Educação,  pessoas que se sentam à mesa de negociação de boa fé, não se podem continuar a  verificar. Aliás, segundo ouvi ontem o Primeiro Ministro dizer que foi por iniciativa do  Governo que se encetaram estas negociações, para resolver os problemas dos Professores  de casa às costas e para lhes dar mais estabilidade.

Acresce que desde 2021, os docentes que entraram pela norma travão foram obrigados a  concorrer à totalidade de QZP’s sob pena de não poderem continuar a exercer funções  como professor contratado no ano seguinte. Assim, muitos professores, tendo famílias  para sustentar e idades já bem adultas (ronda os 46 anos a média de idades dos  professores que entram para o Quadro) acabaram vinculados em QZP’s que não  desejam e para onde nunca concorreriam se não tivessem sido obrigados. Atualmente,  no regulamento de concursos pode ler-se: Aviso n.º 4493-A/2021, de 10 de Março  (Abertura do procedimento concursal de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário para o ano escolar de 2021/2022); Na Parte II – Tipologia  dos Concursos; II — Concurso Externo, Contratação Inicial e Reserva de  Recrutamento; Ponto 9. (no ano letivo seguinte a situação manteve-se)

“9.1 — Os candidatos opositores à 1.ª prioridade do concurso externo, nos termos do n.º  3 do artigo 10.º, que cumprem a verificação do limite indicado no n.º 2 do artigo 42.º, devem  manifestar preferências pelo maior número de códigos de Quadros de Zona Pedagógica  de forma a garantir a sua colocação no concurso externo.

9.2 — Os candidatos opositores à 1.ª prioridade, nos termos indicados no número  anterior, que não obtiverem colocação num dos QZP’s pelo qual manifestaram  preferência, não obterão lugar em QZP, conforme decisão proferida no Processo n.º  1539/18.7BELSB.

9.3 — Considerando o limite à celebração de contratos sucessivos estabelecido no n.º 2  do artigo 42.º, os candidatos opositores à 1.ª prioridade, que por força das preferências que  manifestarem por QZP, não venham a obter vaga no concurso externo, ficam impedidos de no ano 2021/2022 celebrar novos contratos ao abrigo do Decreto-Lei n.º  132/2012, conforme estabelece o n.º 1 do artigo 59.º da Lei n.º 35/2014 (LTFP)”

No ponto 8.2 refere-se que “O mapa dos novos QZP será aprovado por portaria. As  regras de transição serão inscritas em normas transitórias do novo Decreto-lei.” Atenção  a estas palavras vazias que depois nos vão apresentar surpresas quando os Decretos-Lei,  Portarias ou Normas Transitórias forem homologadas. Deve ficar escrito, de forma clara  e inequívoca que o ponto de partida para toda esta trapalhada é TODOS os professores do quadro poderem concorrer, por ordem de graduação a TODOS os lugares de  quadro que venham a concurso. Ou seja o ponto de partida tem de ser um Concurso  Interno, dando a possibilidade a TODOS os que já estão integrados nos Quadros de se  deslocarem para escolas da sua preferência (desde que haja vaga, claro). Todas as  vagas devem ser, em primeiro, lugar disponibilizadas em Concurso Interno. Isto  deve ficar bem claro na Lei, para bem daqueles que já estão integrados na carreira, mas  bastante deslocados a sua área de residência, como para aqueles que vão ingressar nela  daqui para a frente, pois não acredito que todos os professores contratados em condições  de vincular pelas novas regras estejam em escolas da sua preferência.

Como vai ser a deslocação entre escolas daqui para a frente? Que precedente fica  aberto?

Peço que todas estas questões sejam devidamente escrutinadas e redigidas de forma  muito clara, sob pena de se criarem novas ultrapassagens e não resolver as anteriores,  bem como aumentarmos as distâncias entre local de residência e local de trabalho,  aumentando também as nossas despesas, sem que se verifique qualquer aumento salarial  digno.

Com os meus melhores cumprimentos

 

Raquel Cardoso

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O André Pestana não é radical … é meigo no pedir! Jorge Braga

 

A 4 de outubro de 2015 António Costa perdeu as eleições que lhe deram acesso a ser primeiro-ministro de Portugal. Desde então tem sido o primeiro-ministro, tendo agora maioria absoluta.

Convém agora definir, de uma forma clara e inequívoca e absolutamente incontestável, o impacto desta governação nos professores. Com factos de fontes seguras. Com uma análise cuidada. Com valores reais.

Uma forma clara e precisa de perceber o valor atribuído a uma dada classe profissional é observar o impacto da inflação na respetiva remuneração.

Um impacto positivo vem traduzido por um impacto nulo ou quase nulo da inflação ou até uma valorização salarial, caracterizando uma valorização da profissão em causa.

Uma profissão pouco valorizada verá o seu rendimento reduzido significativamente, com o impacto da inflação.

O Instituto Nacional de Estatística disponibiliza uma ferramenta para atualização de valores com base no Índice de Preços ao Consumidor – esta ferramenta é de utilização muito discutível, mas apresenta uma forma clara de perceber o impacto da inflação nos vencimentos ao longo do tempo.

A tabela abaixo demonstra os resultados para duas carreiras importantes em Portugal: Professores e Deputados em Regime de Exclusividade, comparando os valores de 2015 e 2023 (exceto para os Deputados cujo valor se refere a 2022 – estou a simplificar a análise e admitir que o valor de 2023 vai ser o mesmo – não é de todo expectável que o valor em 2023 baixe … )

A atualização dos valores desde outubro de 2015 a dezembro de 2022 origina um fator de multiplicação de 1,15665701025858, segundo o INE.

Analisando a tabela algumas conclusões saltam à vista:

O valor mais baixo de aumento necessário (face ao salário atual) para que os professores recuperem o perdido pela inflação acontece para o índice 167 com 167,52 € (apenas uma coincidência este valor!). Tal traduz um aumento mínimo de salário de 10,54%. Ou seja: se aumentarmos o salário de um professor no 1.º escalão de 167,52 € por mês ele fica a ganhar o mesmo que em 2015 quando António Costa entrou para o poder, considerados os efeitos da inflação.

Para os deputados houve uma perda de rendimento face à inflação de apenas 206,34 € (e note-se que nem sequer estão a ser considerados outros suplementos que não a exclusividade).

Ou seja. Um professor do primeiro escalão com 1589,01 € de salário em 2023 perdeu de salário bruto 167,52 €. Um deputado perdeu 206,34 € … mas ganha em 2022 – 4 054,11€ (portanto cerca de 2,5 vezes mais do que o professor).

Um professor do 10.º escalão perdeu, comparativamente, 418,53€ . Em 2015 este professor estaria a 318,79 €de distância de um deputado. Hoje essa distância aumentou para próximo do dobro estando o professor a 580,92 € de distância.

Qualquer professor acima do 2.º escalão perdeu mais dinheiro no seu salário do que um deputado apesar de o seu valor base ser menos de metade. Um deputado ganha hoje mais do dobro do professor do 3.º escalão … e mesmo assim o professor perdeu mais dinheiro desde 2015. 217,51 € contra 206,34 do deputado.

E nem sequer estão a ser discutidos todos os outros suplementos que os deputados têm e os professores não.

Foi assim que os governos de António Costa trataram Deputados e Professores desde 2015.

Portanto quando André Pestana pede 120 € para todos os profissionais de educação está a pedir muito pouco. Nem sequer dá para cobrir a perda por inflação do Índice 167 (ficam a faltar quase 50 euros mensais!).

Pelo menos a inflação desde que António Costa é primeiro-ministro é o mínimo a exigir a António Costa.

O André Pestana não é radical … é meigo no pedir!

Fontes

Atualização IPC

https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ipc

Vencimento de Deputados https://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/EstatutoRemuneratorioDeputados.aspx

Vencimentos de Professores – 2015

https://www.arlindovsky.net/2015/01/17/

Vencimentos de Professores – 2023

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“Tudo deve mudar para que tudo fique como está” Paulo Prudêncio

“Tudo deve mudar para que tudo fique como está”

Nestes momentos de negociação entre governos e sindicatos, há um histórico que me recorda sempre o escritor italiano Giuseppe Lampedusa: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”. É exactamente o que não pode acontecer. É evidente que a presença do recente sindicato STOP dificulta a repetição dos entendimentos fatais (2008) por parte das restantes organizações e que vários sindicatos da plataforma usaram nos anos que se seguiram com efeitos na falta estrutural de professores e na sua precarização. O que o Governo já apresentou antecipando as reuniões com os sindicatos, é obviamente insuficiente e provocado pelo desespero com a falta de professores. Mas há todo um mal-estar gerado pelo ambiente não democrático (injustiça, parcialidade e autocracia) nas escolas que tem que mudar e que não tem incidência financeira; é apenas radicalismo ideológico. Nesta fase, há que aguardar pela primeira ronda de negociações com os sindicatos e manter as formas de contestação.

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Dança entre agrupamentos também para professores do quadro

 

Proposta do Ministério da Educação vai levar mais professores a ficar com insuficiência de componente lectiva e a serem colocados pelos novos conselhos locais de directores.

Dança entre agrupamentos também para professores do quadro

 

Os professores do quadro que vão ser geridos pelos novos conselhos locais de directores poderão ser colocados a dar aulas em mais do que um agrupamento ou escola não agrupada, o que não acontecia até agora. Esta é uma das novidades da proposta apresentada pelo Ministério da Educação (ME), nesta quarta-feira, no âmbito das negociações do novo regime de recrutamento e gestão de professores apresentado aos sindicatos de professores.

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O caos na Educação – José Afonso Baptista

 

O primeiro problema da Educação em Portugal é que deixou de ter uma liderança forte, unida e esclarecida. Os líderes, com fins e objetivos desencontrados, estão reféns uns dos outros.

A incidência do caos situa-se a três níveis principais: a hipocrisia do governo que levanta a bandeira da inclusão e da igualdade, mas pratica níveis de exclusão desastrosos; a fragmentação e partidarização sindical que impedem uma classe docente unida e mobilizada para objetivos comuns; a escola e os seus atores, situados no epicentro do terramoto, na cratera do vulcão e no olho do furacão, sem uma saída segura das fúrias da natureza humana.

O governo enche a boca com a escola pública, mas promove a escola privada, menos exposta ao caos. Ao reservar o espaço da tranquilidade e da estabilidade para a escola privada, o governo transfere uma grande parte da despesa, do investimento e da responsabilidade para as famílias, aliviando o orçamento do estado. Menos alunos, menos professores, menos escolas, é um alívio para as finanças públicas. A escolaridade é obrigatória, é o motor do progresso e da economia, mas o estado lava as mãos e assobia para o lado. É o estado que desvaloriza, esvazia e desautoriza a escola pública.

O governo exclui anualmente milhares de alunos da escolaridade obrigatória e outros tantos milhares de frequentar o ensino superior. Mas mais, muitos milhares com sucesso académico vão enriquecer outros países. Uma grande parte da nossa força de trabalho mais qualificada, o estado oferece-a de mão beijada a quem não investiu um cêntimo para a formar. O governo não combate a pobreza, cultiva-a. Não combate as desigualdades, aprofunda-as.

O governo e alguns ex-governantes continuam a ver a educação e a escola com a lupa dos nossos avós e bisavós. O professor dá a lição igual para todos, sem qualquer concessão às diferenças, o ME faz os exames iguais para todos, ignorando talentos e capacidades individuais que não têm espaço nos exames, e promove o suposto “mérito” dos que conseguem passar no funil de tamanho único, excluindo todos os que não obedecem a esse perfil. A escola continua um “dogma” impenetrável, minado pela normalização, pela competição e pela seleção. Os exames são a norma-travão que impõe a “indiferença às diferenças”.

A autonomia da escola e dos professores é o maior embuste que o ME já inventou, que alimenta discursos, mas desresponsabiliza os atores no terreno. Inclusão e autonomia são os polos principais da hipocrisia do governo, sendo poucas as escolas com saber e experiência suficientes para ultrapassar esta onda de mentira organizada.

A dispersão e fragmentação do universo sindical enfraquecem o movimento de libertação dos professores. Uma dezena de organizações sindicais, com origens partidárias nos vários espetros políticos, tudo contribui para visões diferentes, desencontradas e ultrapassadas da escola e da educação. O que mobiliza não é tanto a luta pela escola e pela educação, nem mesmo a valorização dos professores, mas poderá haver uma “mística” partidária a tentar novos espaços de penetração. Ao contrário de outras classes profissionais, como os médicos ou os enfermeiros, onde o espírito de classe se sobrepõe a derivações político-partidárias, os professores tendem a organizar-se à sombra de partidos que favorecem o divisionismo.

A “unicidade” sindical imposta há 50 anos explodiu, fragmentou-se e fracionou de tal modo a classe docente que não conseguimos vislumbrar uma orientação, uma ideia clara que una e não disperse. A única coisa comum é a revolta porque a afronta foi tão longa e deprimente que indignou toda a gente, menos aqueles que estão submetidos à linha de rumo do partido do governo.

O que é mais triste é que há sindicatos e professores que não acreditam nem na escola nem na honestidade e dignidade dos seus dirigentes. Recusam as autarquias porque são ninhos partidários, como o governo, que preferem a fidelidade, por mais incompetente que seja, a dirigentes com a neutralidade e independência que todos respeitem. A democracia parece cada vez mais um mundo em ruínas porque são falsos e podres os pilares que a sustentam. É neste quadro que alguns sindicatos e muitos professores negam a autonomia das escolas para recrutar e fixar o corpo docente, preferindo a burocracia irracional do ME à seleção criteriosa dos professores de acordo com as necessidades das escolas e dos alunos.

A instabilidade e a humilhação do corpo docente, o caráter errante e incerto da sua profissão, o desgaste de não poder programar a sua vida no aconchego familiar e na disciplina da organização da escola revoltam os professores e a sociedade em geral. A escola só é eficaz se tiver autonomia, capacidade e os meios para se organizar e gerir a si própria, identificando e ultrapassando a nível local, com conhecimento de causa, os problemas que enfrenta. É esta escola, livre e democrática, que alguns sindicatos recusam. Pior ainda, muitos professores vão nesta onda. Não estará ao alcance dos professores, divididos, “construir um ministério” amigo da classe docente. Mas é da competência dos professores organizar a escola como espaço de autonomia, de democracia, de inclusão e de igualdade.

Os sindicatos dos professores sobressaltaram o país, acordaram e assustaram o “monstro” adormecido. A sua luta é justa e só peca por tardia. Resta saber se, na sua diversidade de interesses e de ideologias, conseguem levar o barco a porto seguro ou se o deixam à deriva em parte incerta e à mercê de marés e de incontornáveis ondas alterosas.

19-01-2023 | diário as beiras

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Não Há Dinheiro Para Pagar aos Professores Porque é Tudo Para os Amigos do Peito – Medina assina nomeação em contrato suspeito de corrupção para financiamento do PS

(…)

Continua aqui:

EXCLUSIVO Medina assina nomeação em contrato suspeito de corrupção para financiamento do PS – CNN Portugal

 

De certeza que não há dinheiro?

Não me parece…

(…)

Continua aqui:

Subvenções sem controlo dadas pelo Estado ultrapassam três mil milhões

 

(…)

Continua aqui;

IGF deteta 3,1 mil milhões de euros em subvenções pagas sem controlo – Economia – Jornal de Negócios

 

 

 

 

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Resumo das Tretas Debitadas Pelo Ministro da Educação – O 2.º Costa

Obviamente, demita-se!

 

A Propaganda Do Mé Costa (Em Directo) – O Meu Quintal

 

 

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