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Obrigado, António Sampaio da Nóvoa

Obrigado, professores

 

As políticas públicas têm sido fracas e desinteressantes. A educação está sem governo.

A pandemia provocou a maior transformação de que há memória na história da educação e do ensino. De forma caótica, desorganizada, confusa, mas tornando inevitável uma mudança há muito necessária. É preciso não ceder a futurismos que imaginam uma educação sem escolas e sem professores, com as aprendizagens a realizarem-se em casa através do recurso a tecnologias cada vez mais sofisticadas. A educação deve ser reforçada como bem público e comum, na linha do último Relatório da UNESCO: Reimaginar juntos os nossos futuros: um novo contrato social da educação.

Em Portugal, tem faltado um sentido de mudança, um debate, uma ideia de transformação e de futuro. Tudo se esvai numa gestão curta, sem visão e sem ambição. As políticas públicas têm sido fracas e desinteressantes. A educação está sem governo.

Os processos de transformação e de metamorfose da escola não se constroem a partir de novas leis, reformas ou tecnologias, mas com a criação de condições para partilhar ideias e experiências, com liberdade e apoio dos poderes públicos. O Presidente Macron disse-o com coragem na abertura do ano escolar: temos pela frente um “grande trabalho”, mudar de método na maneira de pensar a educação, devolver o poder às escolas e aos professores, valorizar o trabalho de quem quer experimentar e fazer diferente, celebrar um pacto com os professores, atribuir-lhes uma remuneração adicional. “É uma verdadeira revolução coperniciana que vos proponho, e peso as minhas palavras”, afirmou.

Em Portugal, a regra tem sido a indiferença ou mesmo o esquecimento, quando não alguma hostilidade, em relação aos professores.

Há quase vinte anos, assistimos a políticas educativas que, apesar da sua clarividência em muitos temas, procuraram ganhar legitimidade acusando os professores de imobilismo e corporativismo. É de má memória a tese de que perder os professores não seria grave se se ganhassem os pais e a opinião pública.

Depois, entre 2011 e 2015, veio um governo explicar que havia professores a mais, que a pior opção para um jovem seria escolher um curso de educação ou de formação de professores e que educar não tinha qualquer ciência.

Nos últimos sete anos, o melhor que se pode dizer é que houve indiferença em relação aos professores. Iniciativas de atracção de jovens para a profissão? Nada. Políticas de formação de professores? Nada. Mudanças no recrutamento dos professores? Nada. Novos processos de indução profissional? Nada. Medidas de protecção dos professores e do seu bem-estar? Nada. Disposições para facilitar e desburocratizar o dia-a-dia dos professores? Nada. Valorização das carreiras docentes? Nada. Incentivos para projectos de inovação? Nada.

Mas o pior é mesmo a falta de reconhecimento da profissão, a inexistência de uma ideia de futuro, o que causa um mal-estar profundo. O Presidente Macron tem razão, uma vez mais, quando aponta a necessidade de reconstruir um sentido para a profissão, e convida os responsáveis políticos a apoiarem sem reservas os professores. Acrescenta ainda que as dinâmicas de inovação devem ser construídas por adesão voluntária dos professores, no exercício da sua autonomia e liberdade: “Estamos aqui para vos ajudar, de forma séria, porque vocês vão mudar a vossa vida, e a vida dos vossos alunos”.

Em Portugal, os movimentos recentes dos professores acordaram-nos. Estão a romper com a letargia reinante. Temos de lhes dizer “Obrigado”. Porque com este gesto abrem um tempo de debate sobre os caminhos da educação. Não é apenas o seu futuro que está em causa, é mesmo o futuro da escola como espaço público e comum.

Se a política não serve para assumir uma maior responsabilidade pelo futuro, como escreveu Max Weber, então para que serve? Se as políticas de educação não servem para apoiar uma reflexão sobre os futuros da educação, para abrir novas possibilidades de futuro, então para que servem?

Os professores são decisivos para o nosso presente e para o nosso futuro. Nada os pode substituir. A transformação da educação começa com os professores. Merecem o nosso respeito e gratidão.

António Sampaio da Nóvoa
Professor, Universidade de Lisboa
in
Público

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A obsessão com a escolha dos professores

A obsessão com a escolha dos professores

 

 

A obsessão com a escolha dos professores provocou um insanável conflito com quem governa. Tudo começou (2005) com as mais do que debatidas políticas na carreira e na avaliação, sustentadas por um modelo de gestão (2009) que abriu portas à autocracia.

 

Continua aqui.

 

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Pela saúde da escola pública – Miguel Guedes

 

Pela saúde da escola pública

No momento em que a escola pública é alvo dos maiores ataques, pela ganância e cobiça de quem desvaloriza o seu valor fundador como semente de democracia, igualdade e progresso, é impossível não estabelecer paralelismos com os ataques ao SNS e à dificuldade que tem havido em racionalizar e garantir a progressão na carreira dos seus profissionais, em número e qualidade, valores maiores e garante de uma resposta capaz, de confiança e certezas. É a saúde da educação pública que está em causa, numa luta que promete fazer parar o país antes que ele se perca em actividades extracurriculares à História fora de aulas. Nunca a escola pública correu tantos perigos, nunca teve tantos algozes capacitados, ao virar da esquina do Parlamento, para a enfraquecer e destruir.

É ao poder político que compete dar o sinal que entende a algumas das legítimas reivindicações dos professores e comunidade escolar. Numa economia assolada pela espiral inflacionista, com a perda do poder de compra dos salários e pensões abaixo da inflacção, um mercado especulativo e disfuncional na habitação que justifica a criação (e bem) de um ministério, a subida das taxas de juro que prometem entregar casas das famílias aos bancos, com os fenómenos de demagogia e assalto ao sector público que germinam e proliferam, as legítimas greves no sector da educação devem ser proporcionais ao dano que, inevitavelmente, causarão a centenas de milhares de crianças e jovens que, após meses de covid à distância, irão mesmo ficar sem aulas, comprometendo a recuperação do seu percurso escolar e a dinâmica das famílias que, em tempo normal de trabalho, não as conseguirão reter em casa com acompanhamento.

A “municipalização” dos concursos poderá ser uma questão ultrapassável e eivada de preconceito e maus entendimentos. Mas décadas de subinvestimento nas escolas e nos seus profissionais, que culminam nos últimos anos de acrescidas dificuldades e congelamento do tempo de serviço e progressão nas carreiras, são verdades absolutas que resistem, indesmentíveis, à prova de todas as boas intenções. Uma actualização equilibrada e progressiva de vencimentos, uma avaliação de desempenho decente (que não seja autolimitada por “numerus clausus” e “ratios” completamente alheios à avaliação), uma nova equação para a “norma-travão” que, por inadequação à realidade, tem afastado docentes da vinculação e estabilidade, limitações ao excesso de burocracia e maiores garantias de respeito pelo papel dos professores nas escolas, terão de ser imperativos para a manutenção dos laços de estabilidade mínima entre aqueles que elegeram uma maioria absoluta pela ilusão de estabilidade e segurança que estes nove meses de permanente gestação executiva tudo têm feito para ilidir. Uma greve geral prolongada na educação pode ser dinamite no fim de um inverno rigoroso para o Governo. Competirá a António Costa perceber o momento.

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Directores escolares acusam ministério de “novas afrontas” aos professores

Em carta aberta, a Associação Nacional de Dirigentes Escolares apela ao ministério que se centre na solução dos problemas de base da Educação.

Directores escolares acusam ministério de “novas afrontas” aos professores

 

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Lista Colorida – RR15

Numa altura em que 5 professores estão no seu 4.º contrato, publico a Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR15.

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638 Contratados colocados na RR15

Foram colocados 638 contratados na Reserva de Recrutamento 15, distribuídos segundo a tabela seguinte:

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Reserva de Recrutamento n.º 15

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 15.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 09 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 10 de janeiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 15

Listas – Reserva de recrutamento n.º 15

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Pela Escolinha – Parte 2

O apoio da Associação de Pais na luta dos professores e do pessoal não docente, em defesa da Escola Pública.

 

A Associação de Pais da EB1/JI de Argivai compreende as manifestações dos Professores, uma vez que é evidente a continua desvalorização da carreira docente por parte do governo central ao longo de vários anos. Precisamos de Professores nas nossas escolas, profissionais renovados e motivados, sob pena de condenarmos a Educação e inviabilizar um país desenvolvido e sustentado. Estamos portanto certos que os motivos que os movem são adequados e a procura por uma carreira mais justa e motivadora deve ser da responsabilidade de todos!
A greve convocada pelos sindicatos de Professores durante o mês de Janeiro, veio inviabilizar o normal funcionamento das aulas no primeiro tempo da manhã neste arranque do 2º período e causar muitos constrangimentos às famílias e, em especial, às crianças!
Está a ter grande impacto nos Pais e EE a incerteza de saber se podem ou não deixar os seus educandos na escola à primeira hora e, consequentemente, efeitos negativos nas suas atividades profissionais.
Acresce ainda a angustia das crianças que, neste processo, têm que estar na escola às 9h00, diariamente aguardar para saber se podem ou não entrar para um dia normal ou, se têm que voltar 1 hora mais tarde!
Por isso, pretendemos unir esforços, pois enquanto Associação de Pais defendemos a proteção das famílias e das crianças.
Neste sentido, informamos que já solicitámos à Federação das Associações de Pais da Póvoa de Varzim que transmita a nossa posição junto da Confederação Nacional das Associações de Pais e esta, por sua vez, junto do Ministério da Educação.
Póvoa de Varzim, 6 de janeiro de 2023
Associação de Pais da EB1/JI de Argivai

 

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Mais zonas pedagógicas

Pelos vistos as CIM já não são a base dos futuros QZP.
Segundo o senhor Ministro, o trabalho que tem sido feito pela equipa, já tendo em conta as propostas dos sindicatos, permitiu o aumento do número de QZP muito além dos 23 iniciais.

 

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Greve nas escolas dá falta justificada para ficar com os filhos?

Greve nas escolas dá falta justificada para ficar com os filhos?

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