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Carreiras Gerais vs Pessoal Docente (Mais Uma Ultrapassagem)

Há uns anos o pessoal docente congratulava-se de ter o topo da carreira equiparado ao topo das carreiras gerais.

Em 2022 o topo da carreira geral situava-se nos 3 404,60€ e o 10.º escalão nos 3 405,09€. Ainda estávamos 0,49€ acima da carreira geral.

Em 2023 o topo da carreira geral passou para os 3 525,85€ e o 10.º escalão para os 3 473,19€. Passamos a ficar abaixo da carreira geral 52,66€.

 

Assim, a carreira docente voltou a ficar abaixo da carreira geral no que respeita ao seu topo.

Atenção que nestes valores incidem todos os descontos que atiram para quase metade o vencimento líquido de ambas as carreiras.

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Viana do Castelo: Nem a chuva travou a marcha de centenas de professores do Alto Minho

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Viana: Nem a chuva travou a marcha de centenas de professores do Alto Minho

 

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A Ler com Atenção – Domingo – O Meu Quintal

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Domingo – O Meu Quintal

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Em Lisboa… só há professores em 3 grupos de recrutamento

O Ministro da Educação acha que esta onda de protestos se deve a um plano de um qualquer sindicato e que os professores são mentecaptos incapazes de perceber o que se passa no terreno. Pela primeira vez desde há muito tempo, vejo um movimento real, com professores reais (aqueles que trabalham mesmo com alunos), cansados de esperar por uma mudança que nunca chega. Assistimos durante os últimos 15 anos a uma degradação sem precedentes da escola pública de onde muitos saíram desiludidos.

Como o Ministro não valoriza as palavras dos professores, talvez os números seguintes clarifiquem o que se passa no terreno e sirvam para entender o abismo que temos pela frente. Estes números deviam estar bem presentes na mente de quem coordena os desígnios da Educação em Portugal.

Analisando as listas de professores por colocar, percebemos que as 13171 candidaturas correspondem a 9533 professores disponíveis. Desses, perto de 9100 estão distribuídos pelos grupos 100, 110, 260 e 620. Sobram perto de 400 professores para os restantes 30 grupos.

Olhando para estes professores por colocar e cruzando esses dados com o n.º de ordem do último colocado num horário completo, temos uma ideia bastante precisa do número real de professores disponíveis para cada QZP.

A conclusão é óbvia; não há professores! A região de Lisboa não tem professores disponíveis em praticamente nenhum grupo de recrutamento! E falo só de horários completos… para incompletos a coisa é ainda pior.

Nesta região, se eliminarmos da equação os grupos de Educação Pré-Escolar e Educação Física (100, 260 e 620), percebemos sobram cerca de 100 professores para mais de 30 grupos de recrutamento. Imagino a ginástica feita para preencher os horários que vão aparecendo.

Mas se o panorama é negro nessas zonas, o cenário não é muito melhor no restante país: na maioria dos grupos há meia dúzia de professores e até no QZP 1 há grupos onde não existe nenhum professor.


No quadro apresento os números dos QZP’s 1, 7 e 10, mas se clicarem na imagem terão acesso a um PDF com os números de todas as zonas.

E os pais/EE aceitam tranquilamente esta situação? Não seria a altura da CONFAP mostrar que se preocupa com o estado a que isto chegou? Os milhares de alunos sem professor não são uma preocupação destes dirigentes?

Esta situação verdadeiramente dramática não se pode separar das condições de trabalho dos professores: precariedade, fracos vencimentos, quotas na avaliação, vagas de acesso, falta de respeito, burocracia,… tenho amigos professores que abandonaram a profissão (alguns eram do quadro). Tenho a certeza que NENHUM deles pensa regressar!

A mudança necessária é gigantesca: inverter este cenário implica mostrar à sociedade que os professores são reconhecidos, valorizados e respeitados… com ações concretas e sem palmadinhas nas costas.

Estará o ministro João Costa preparado para este desafio?

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Algumas perguntas estapafúrdias sobre a samarra de António Costa…

  Em 2017, António Costa era 1º Ministro do Governo apoiado pela “Geringonça”.

– Em 2017, Américo Pereira, marido da ex-Secretária de Estado da Agricultura, Carla Alves, era Presidente da Câmara de Vinhais.

Em 11 de Fevereiro de 2017, o 1º Ministro António Costa visitou a Feira do Fumeiro de Vinhais, tendo sido recebido por Américo Pereira, na qualidade de Presidente da Câmara de Vinhais.

Durante essa visita, Américo Pereira ofereceu a António Costa uma samarra, conforme noticiou o Jornal Público nessa altura:

“Antes da intervenção do primeiro-ministro, o autarca local Américo Pereira já tinha vincado que “esta terra não é deprimida” para depois oferecer a António Costa uma samarra, o agasalho usado no campo para combater o rigoroso frio transmontano.” (Jornal Público, em 11 de Fevereiro de 2017).

De resto, existem imagens, captadas por diversos canais televisivos, do momento em que António Costa foi presenteado por Américo Pereira e outras posteriores do 1º Ministro trajando com essa indumentária e, até, aludindo a tal oferta…

No passado dia 5 de Janeiro, a SIC Notícias recuperou essas imagens e passou-as no programa Edição da Noite (cerca das 21h e 8m), a propósito da polémica instalada em torno de Américo Pereira e que culminou com a demissão de Carla Alves, sua esposa, do cargo de Secretária de Estado da Agricultura, apenas 26 horas depois de ter sido empossada…

Decorrente do anterior, há perguntas que se impõem:

– A samarra oferecida por Américo Pereira a António Costa foi comprada com dinheiro público ou com dinheiro privado?

Se foi adquirida com dinheiro privado, a título pessoal, porque motivo se publicitou essa oferta com grande alarido, tornando-a do domínio público?

Se foi adquirida com dinheiro público, que justificação poderá existir para se esbanjar o erário público, de forma tão fútil e leviana?

E, já agora, a questão da samarra faz recordar a dos Cabazes de Natal, oferecidos a funcionários autárquicos, em nome de alguns Presidentes de Câmara, mas presumivelmente adquiridos com verbas do orçamento camarário, provenientes do erário público ou talvez com recurso a algum tipo de contabilidade paralela, vulgarmente designada por “saco azul”…

Ou seja, o mais provável é que a promoção de uma imagem de benemérito seja realizada, afinal, à custa de todos os contribuintes…

Algumas perguntas como as anteriores, até poderão parecer “mesquinhas” e “estapafúrdias”, mas talvez não seja bem assim porque:

– Todos os cidadãos têm o direito de saber como é gasto o dinheiro do erário público angariado à custa da cobrança dos seus impostos e de outras contribuições, independentemente dos montantes que possam estar em causa;

– Os titulares de cargos públicos, onde se incluem os membros dos órgãos executivos do Poder Local e o 1º Ministro, estão sujeitos ao escrutínio do exercício das suas funções, a obrigações declarativas e a códigos de conduta, legalmente estabelecidos…

Por outras palavras, o desempenho de todos os cargos públicos obedece ao dever de transparência e à observação da ética na gestão da “coisa pública”…

A eventual aquisição, com dinheiros públicos, de bens para usufruto privado não cabe na lógica anterior…

E o que aqui está verdadeiramente em causa é a atitude displicente, muitas vezes observada, com um certo cariz provinciano, de desculpabilização e de condescendência perante actos potencialmente oportunistas e sem preocupações éticas, tão típica de mentalidades terceiro-mundistas…

Porque muitos dos injustificáveis milhões de euros malgastos, que dilapidam o erário público, começam quase sempre por ser dezenas, centenas e milhares…

Porque para se chegar às “grandes corrupções e peculatos”, quase sempre, se começa por “favorzinhos”, “cunhazinhas”, “atençõezinhas” e “lembrancinhas”…

Metaforicamente, por este país fora, quantas samarras terão sido oferecidas em prol do servilismo?

O 1º Ministro ter-se-á preocupado com a origem do dinheiro que pagou tal presente? Ter-se-á perguntado quem o comprou e com que dinheiro?

O actual Governo, chefiado por António Costa, parece, cada vez mais decadente e inquinado pelo provincianismo, pelos “clubes de amigos”, pela futilidade e pela falta de ética e moral…

Muita arrogância e excesso de confiança numa maioria absoluta parlamentar podem dar nisso e, no caso presente, parece que deram mesmo nisso…

Na Educação, a obstinação e a cegueira prosseguem, em linha com a actuação geral do 1º Ministro…

Para que não haja qualquer dúvida, não tenho qualquer embirração com samarras, enquanto traje tradicional de algumas regiões do país…

A minha embirração é com políticos que parecem confundir o exercício dos seus cargos públicos com amizades de café…

(Paula Dias)

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