Janeiro 2023 archive

Intervenção Completa de Ricardo Silva na SICN

Brilhante intervenção de Ricardo Silva que foi um dos grandes mentores das lutas de 2008.

 

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Agenda Para Dia 19 na AR – Parte 2

Depois de pela manhã ter feito o artigo “Agenda Para Dia 19 na Assembleia da República”, dando conta de uma série de iniciativas na Assembleia da República (uma petição e diversas iniciativas parlamentares na área da educação), eis que o Chega requereu a marcação para quinta-feira de um debate de urgência na Assembleia da República com o ministro da Educação sobre “o que está a ser feito” para evitar novas greves no setor.

Se alguém consegue ter um sentido de oportunidade desta natureza é mesmo André Ventura que continua a cavalgar o descontentamento contra o governo de António Costa.

 

Chega quer debate de urgência com ministro da Educação na quinta-feira

 

“O Chega decidiu chamar de urgência o ministro [João Costa] ao parlamento e vai marcar para quinta-feira um debate de urgência no plenário da Assembleia da República sobre as greves na educação e sobre o caos que está instalado no ensino”, adiantou o presidente do partido.

Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura indicou que o pedido já foi submetido e considerou que o ministro da Educação tem de “dar explicações ao país todo e de forma clara sobre as exigências que estão a ser feitas” pelos professores.

“Sabemos que há rondas negociais dias 18 e 20, quarta e sexta, e o que queremos é que o ministro dê o esclarecimento ao país na quinta-feira sobre o que é que está em cima da mesa, como é que as negociações estão e o que está a ser feito para evitar que todos os distritos tenham situações de greve ao longo dos próximos dias”, disse.

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O caso de um professor que foi aumentado 20 euros em 12 anos

Excelente intervenção de Ricardo Silva hoje na SIC Notícias.

 

O caso de um professor que foi aumentado 20 euros em 12 anos

 

A Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino diz que há uma falácia em relação aos salários dos docentes.

Ricardo Silva, na profissão há 34 anos, diz que nos últimos 12 o ordenado aumentou 20 euros líquidos e todos os meses o Estado fica com praticamente 1.000 euros em impostos.

Em entrevista na SIC Notícias, Ricardo Silva, professor de História, trouxe um recibo de vencimento com os valores assinalados.

“Em 2010, levava para casa 1.605€. Agora, 12 anos depois, levo 1.625€ líquidos. Sou professor há 34 anos”, conta, acrescentando que mil euros “ficam praticamente em impostos”.

Greve dos professores

Esta segunda-feira, arrancou mais um período de greve dos professores. Nas próximas semanas, estão previstas várias paralisações.

Milhares alunos estão sem aulas, na Grande Lisboa, devido à greve distrital de professores, que levou ao encerramento de mais de 150 escolas no distrito.

Os sindicatos que representam o setor vão reunir-se esta semana com o ministro da Educação para mais uma ronda de negociações. Depois de um mês de greves, um acampamento de professores à porta do Ministério e uma manifestação nacional com grande adesão, os professores entenderam que ainda não é tempo de parar.

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5800 Professores Têm Horários Anuais (ou Equiparados) nos Últimos 3 Anos

Se a regra da norma travão mudar para a regra apontada pelo Primeiro Ministro para que todos os professores colocados nos últimos 3 anos em horário anual (Completo ou Incompleto) existem 5800 docentes colocados nestes 3 anos que poderiam vincular por esta eventual regra.

Os docentes que identifiquei encontram-se nesta listagem.

Lembro que já fizemos a lista dos docentes que vinculariam pela norma travão com as regras atuais e são 2346 docentes.

Também lembro que António Costa na discussão do Orçamento de Estado já falava na vinculação de 5 mil professores, pelo que o que agora anuncia não é nada que já não esteja orçamentado para 2023.

 

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Lisboa em Força – 90% de adesão no primeiro dia em Lisboa

Greve por distritos: 90% de adesão no primeiro dia em Lisboa

 

 

A greve por distritos, convocada por ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU, teve início esta segunda-feira, em Lisboa, e vai percorrer os 18 distritos de Portugal Continental até dia 8 de fevereiro.

No primeiro dia, os professores em greve concentraram-se na Praça D. Pedro IV, em Lisboa, com mais de 150 escolas fechadas devido à greve dos professores e muitas outras escolas sem aulas em todo o distrito. Aos jornalistas, o Secretário-Geral da FENPROF revelou que estas escolas estão fechadas exclusivamente devido à greve dos professores e que há muitas outras escolas sem aulas e a funcionar com uma pequena percentagem de docentes ao serviço porque, segundo denúnicas recebidas na FENPROF, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência estará hoje de visita a várias escolas do país, com instruções do ME para que as estas se mantenham abertas mesmo se só estiver um professor ao serviço. Ainda assim, os dados recolhidos até às 13 horas permitem afirmar que a adesão ultrapassou os 90%.

O Secretário-geral da FENPROF comentou, ainda, as mais recentes notícias sobre as intenções do Ministério da Educação e do governo para as próximas reuniões negociais, designadamente a intenção de vincular os docentes ao fim de três contratos.

Mário Nogueira estranhou o anúncio, uma vez que esta já é a norma em vigor – a vinculação ao fim de três contratos anuais, sucessivos e com horário completo -, o que não impede que haja professores contratados com 10 ou mais anos de serviço, sem um vínculo laboral estável. Considera que este poderá ser um sinal de preocupação e que, por isso, é fundamental que os professores se mobilizem para a concentração do próximo dia 20 de janeiro à porta das reuniões negociais que estarão a decorrer no ME. Para esse efeito, os sindicatos pertencentes à FENPROF irão convocar um plenário sindical nacional, de modo a permitir que professores de todo o país possam aderir ao protesto e reforçar, no exterior, a posição dos sindicatos junto do ME.

Lista de escolas em greve

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A IGEC Ainda Aí

Depois de na passada quinta-feira a IGEC ter visitado a sede do Agrupamento de Escolas da Abelheira, em Viana do Castelo (Escola onde Luís Braga é Subdiretor), hoje mais escolas foram alvo de visita da IGEC.

E Mario Nogueira também confirma as mensagens que recebi ao longo do dia dando conta dessas visitas.

segundo denúnicas recebidas na FENPROF, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência estará hoje de visita a várias escolas do país, com instruções do ME para que as estas se mantenham abertas mesmo se só estiver um professor ao serviço. Ainda assim, os dados recolhidos até às 13 horas permitem afirmar que a adesão ultrapassou os 90%.

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Sr. Ministro da Educação, demita-se!

O Sr. Ministro cometeu um erro crasso em Democracia:

– Percepcionou mal e avaliou mal aqueles que tutela, subestimando a sua capacidade de mobilização reivindicativa…

Sr. Ministro, pelo bem da sua própria dignidade, da Democracia, da República e da Educação, demita-se!

O seu tempo acabou…
(Paula Dias)

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Salários de professores desvalorizam 45% desde 2005

Em 2005, um professor com 26 anos de serviço ganhava cerca de 800 euros a mais do que um docente com o mesmo tempo de serviço em 2022, estima o dirigente da Federação Nacional de Professores Vítor Godinho. “É uma desvalorização brutal de 45%”, diz, o que ilustra o deteriorar da carreira.

Salários de professores desvalorizam 45% desde 2005

Hoje arrancam em Lisboa as greves distritais, convocadas pela Fenprof e mais sete sindicatos. A expectativa é de que a adesão seja elevada, prevendo-se mais fechos de escolas. Para 11 de fevereiro está agendada uma manifestação que Mário Nogueira acredita “superará” a Marcha pela Educação de anteontem.

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Reflexões da Associação de Pais da Escola Secundária Alberto Sampaio Braga

– parece que o sossego e a previsibilidade das famílias é prioridade! Bem haja!….mas as nossas prioridades não se esgotam nos efeitos (maus e passageiros) desta greve, mas com o estado a que deixaram chegar a escola pública: sem professores, sem apoios na recuperação de aprendizagens; sem atendimento específico dos alunos mais frágeis; sem laboratórios para experimentar, sem recreios para brincar, pular, cair e levantar; sem refeições de qualidade, sem apoio especializado para a saúde mental das crianças e dos jovens; sem conforto térmico nas escolas, sem estabilidade e previsibilidade dos programas, dos calendários de exames; sem autoridade e dignidade para os professores, para os educadores e para os assistentes, sem um efectiva vida democrática nas escolas, sem……. rei nem roque!
– se as famílias são tão importantes, porque é que ainda não se pensou em dignificar a vida pública nacional de forma a que os exemplos que dão possam ser seguidos pelos jovens sem caírem no total relativismo ético?
– as famílias são importantes, mas não podem ser usadas como “bodes expiatórios” para arremessos contra os sindicatos! Há sempre muitas queixas, mas nunca dão provas disso! Desconfiam de tudo e de todos, mas o governo parece estar acima de suspeita (excepto no que toca a nomeações governamentais!?).
– as famílias são importantes ….menos as que se formam com um ou mais elementos a trabalhar como professor, educador ou assistente nas escolas públicas!
– as famílias são importantes ….quando dá jeito como ariete contra sindicatos criativos e incómodos que, inclusive, perturbam os tradicionais representantes dos professores (que dos assistentes não reza a história da educação!).
– as famílias são importantes, são! Mas não para servirem de “bodes expiatórios” de esquemas infantis!
– as famílias não são imbecis ou retardadas, sabem vencer e persistir! Façam o vosso trabalho e apoiem as famílias se puderem/quiserem, mas não nos usem para alavancar as vossas agendas, para favorecerem os “suspeitos do costume” e salvarem da extinção os “cromos enfeudados”!
Sr. Ministro, Sr. Secretário de Estado, Sr. Ministro das Finanças, Sr. Primeiro Ministro se as famílias são efectivamente tão importantes, por favor, resolvam os problemas com os professores, educadores e assistentes, mandem mais meios para apoiar as nossas crianças e jovens, ajudem-nos a educar com bons exemplos e confiem em nós e nosso discernimento (e nem precisam de nos fazer preencher os tais questionários!).

Associação de Pais da Escola Secundária Alberto Sampaio, Braga

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Valentes Pais

Pais vão fechar Escola Júdice Fialho em Portimão

 

A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Júdice Fialho, em Portimão, vai fechar o estabelecimento escolar.

A Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Júdice Fialho, em Portimão, informa que está a promover a iniciativa «Hoje não há MESMO Escola!», terça e quarta-feira, dias 17 e 18 de janeiro, entre as 8h00 e as 10h00.

Está marcada uma concentração de pais, alunos e familiares junto às escolas do agrupamento, em manifestação de apoio à luta dos profissionais de educação, docentes e não docentes, e em defesa do ensino público. Além das concentrações, a associação apela à ausência voluntária dos alunos às aulas e à frequência no espaço escolar nas mesmas datas.

 

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Agenda para Dia 19 na Assembleia da República

Reunião Plenária

DIA: 19 janeiro (quinta-feira) | HORA: 15:00 | TIPO: Ordinária

ORDEM DO DIA

15:00 Horas

 

3 – Petição n.º 321/XIV/3.ª

Da iniciativa do SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores – Tempo de serviço igual, situação igual e escalão igual

Projeto de Lei n.º 478/XV/1.ª (CH)

Proibição de discriminações entre docentes, por efeito de alterações ao Estatuto da Carreira Docente em matéria de reposicionamento na carreira com efeitos remuneratórios

Projeto de Resolução n.º 327/XV/1.ª (PCP)

Recomenda a adoção de medidas para efetivar o direito de todos os docentes ao posicionamento no escalão remuneratório que corresponda ao tempo de serviço efetivamente prestado

Projeto de Resolução n.º 353/XV/1.ª (L)

Pela vinculação, contabilização do tempo de serviço docente e o fim do bloqueio na progressão da carreira

Projeto de Resolução n.º 354/XV/1.ª (BE)

Promover a escola pública e o respeito pelos direitos dos professores

DEBATE
Tempos
GOV 5 m
PS 5 m
PSD 5 m
CH 4 m
IL 3 m
PCP* 3 m
BE* 3 m
PAN 1 m
L* 1 m
Total 30 m

Notas:

* Os autores das iniciativas que sejam agendadas por arrastamento com a petição dispõem de mais 1 minuto cada.

** O formato é idêntico ao do processo legislativo.

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Populismos?

Chega propõe encurtar prazo da reforma antecipada de professores

 

O partido Chega divulgou este sábado, em dia de marcha de professores convocada pelo sindicato STOP, um projeto de lei para encurtar o prazo para reforma antecipada dos educadores de infância e docentes do básico e do secundário.

 

O projeto de lei divulgado pela assessoria de imprensa do Chega, assinado pelos 12 deputados do partido, ainda não deu formalmente entrada na Assembleia da República.

O Chega propõe que o Estatuto da Carreira Docente passe a prever a possibilidade de reforma antecipada para aqueles que tenham, “pelo menos, 60 anos de idade e que, enquanto tiverem essa idade, tenham completado, pelo menos, 36 anos de exercício efetivo de funções“.

A aposentação antecipada poderia ser pedida “independentemente de submissão a junta médica e sem prejuízo da aplicação do regime de pensão unificada”.

Segundo o projeto do partido liderado por André Ventura, esta alteração legislativa entraria em vigor “com o Orçamento do Estado para 2024”.

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A Novidade É Que os Horários Incompletos Entrem na Equação

Governo vai propor a professores vinculação ao fim de três contratos mesmo com horários incompletos

 

Proposta vai ser levada à mesa de negociações. Sindicatos de professores e Ministério da Educação voltam a reunir-se esta sexta-feira.

O Ministério da Educação está disponível para vincular os professores ao fim de três contratos, avançou a RTP e confirmou à SIC fonte do setor. A proposta vai ser levada pelo Governo à mesa de negociações esta sexta-feira.

Com esta proposta, que inclui a contabilização mesmo com horários incompletos, os docentes passariam a beneficiar de um regime semelhante ao da restante administração pública.

Em cima da mesa estará também a diminuição do tamanho das áreas de deslocação.

Recorde-se que arranca esta segunda-feira mais um período de greve dos professores, estando previstas várias paralisações nas próximas semanas. No entanto, os sindicatos do setor estão dispostos a cancelar as greves caso as negociações corram bem.

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Exclusivo RTP – Vinculação de Professores ao fim de 3 contratos

… mas não é isso que já existe?

Ou será vinculação de professores com pelo menos 1095 dias de serviço?

Se o governo acha que esta medida irá amansar a luta dos professores, engana-se, pois todos os que entrarem na carreira por alguma nova norma irão ultrapassar  na carreira todos os que já estão nela antes de 2011.

 

Governo admite vinculação de professores após três contratos

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Força, professores! – Alexandre Parafita

Eles sim, são os heróis de Portugal. Muito acima de futebolistas, políticos, ministros, deputados ou banqueiros.

Conheço muito bem a tortura da sua rotina. Trabalham de sol a sol nas escolas com horários sobrecarregados, turmas enormíssimas (muitas carregadas de problemas que as famílias não resolvem). Mas trabalham também pelas noites e madrugadas dentro (com pastas e pastas de exames, de planos de aula, planos de recuperação de alunos, RTP’s – Relatórios Técnico Pedagógicos, registos regulares da evolução dos alunos, informações para encarregados de educação, redação de atas, fichas de trabalho, testes de diagnóstico e testes de avaliação, elaboração e correção de fichas de leitura, exercícios de expressão escrita, relatórios de autoavaliação do desempenho docente… etc, etc. etc.). Muitos estão deslocados a centenas de quilómetros das suas famílias, distribuindo ternura e carinho pelos filhos de outros, mas impedidos de o fazerem com os seus. E muitos ainda não conseguem sequer constituir família em face da instabilidade a que estão sujeitos.

Eles sim, são os heróis. Conseguem fazer milagres, ser inventivos, contrariando as desventuras de um sistema que lhes retira direitos de ano para ano, de um sistema inibidor do entusiasmo e da criatividade, um sistema que fomenta o desrespeito e a humilhação social dos seus professores (“Perdemos os professores, mas ganhámos a opinião pública”, disse um dia a Ministra).

E continuam, ainda assim, a obter resultados, a plantar sorrisos entre as crianças, a abrir rumos de esperança no seio dos jovens.

Se o Ministro Costa não entende isto, o que está ele a fazer na Educação?

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Para Amanhã Existem 3 Greves à Escolha

A partir de amanhã a Fenprof e outros 7 sindicatos juntam-se à greve do pessoal docente com greves distritais.

Amanhã a greve da plataforma de sindicatos destina-se aos docentes que trabalham no distrito de Lisboa, terminando apenas no dia 8 de fevereiro com greve no distrito do Porto que irá culminar numa manifestação nacional no dia 11 de fevereiro.

Ao mesmo tempo estão prolongadas as greves do S.TO.P. e do SIPE. (que acumula dois tipos de greves. Ver aqui os avisos de greve do SIPE que excecionam a greve ao 1.º tempo nos distritos onde há pré-aviso de greve para todo o dia)

 

 

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Ser professor? Com muita honra e orgulho, apesar de tudo…

Ser professor? Com muita honra e orgulho, apesar de tudo…

 

Mais de quatro décadas após ter iniciado funções docentes, chegou o momento da aposentação, envolto num misto de encanto/desencanto, mas também de esperança.

Encanto, pela experiência inolvidável de exercer uma profissão que era socialmente respeitada e incontornável no processo de construção e desenvolvimento de um país democrático. Não fui para professor por vocação, mas acabei seduzido e conquistado por uma profissão que influencia todas as outras. Como foi gratificante contribuir para a formação de milhares de jovens que reconhecem o papel determinante da escola e dos professores no seu processo de socialização e preparação para o mundo do trabalho e para o exercício da cidadania!

Desencanto, pelas sucessivas e inoperantes políticas educativas, reformas e contra reformas que, idealizadas em gabinetes, eventualmente por quem não era ou não gostava de ser professor, e operacionalizadas por algumas estruturas intermédias subservientes, procuravam evidenciar um suposto sucesso do sistema educativo com dados estatísticos que não contemplavam uma avaliação da qualidade do sucesso escolar.

Profundo desencanto, pelas crescentes políticas demagógicas e pela inconcebível estratégia maquiavélica que conseguiu dividir a classe docente, colocando professores contra professores, nas próprias escolas, nos diferentes níveis de ensino ou no ensino público, particular e cooperativo, minimizando até o facto de se poderem perder os professores, desde que se ganhasse a opinião pública, como ainda se continua a verificar com alguns políticos imprevidentes.

Profundo desencanto e revolta, pelas condições desumanas a que têm estado sujeitos tantos colegas que, por amor a uma profissão que escolheram, são obrigados a viver, ao longo de décadas, numa permanente instabilidade laboral, financeira e familiar.

Os professores têm razões de queixa (individuais e coletivas), quando são vítimas de situações degradantes e indignas, as quais deverão ser publicamente denunciadas. Também fui ostracizado pela ambiguidade da lei, então vigente, por ter decidido transitar do ensino oficial (após ter sido colocado em 6 escolas diferentes, em regime de deslocação) para uma escola particular e cooperativa, com contrato de associação, ao abrigo do art.º 70.º do Decreto-lei n.º 553/80, de 21 de novembro. Pretendia estabilidade familiar para que as filhas pudessem ter uns pais (professores) presentes, um direito que tem sido negado a tantas crianças, num país que se diz defensor de políticas natalistas e protetoras da infância!

Quando regressei à escola pública, fui obrigado a cumprir um período probatório, com aulas assistidas por avaliadores externos, “para ser verificada a capacidade de adequação do docente ao perfil de desempenho profissional exigível”, ou seja, as competências científicas e pedagógico-didáticas necessárias para que a nomeação provisória se pudesse converter em nomeação definitiva e poder reiniciar a carreira docente e um posterior ciclo de reposicionamento. Este período probatório foi realizado depois de já ter cumprido 36 anos de serviço efetivo, como professor profissionalizado, com mestrado e doutoramento em área específica de lecionação.

Foi neste contexto de encanto/desencanto que, 44 anos depois, requeri a aposentação. Decidi que o meu último dia de aulas seria passado na escola, mas em greve, um ato simbólico e solidário com os colegas que haviam acordado de uma aparente letargia anestesiante. Finalmente, os professores voltaram a encontrar na razão, união e resiliência a justificação e força para a sua luta. Voltei a sentir orgulho em ser professor (continuo a lecionar, em regime de voluntariado, numa Universidade Sénior), com redobrada esperança e com a certeza de que nada ficará como antes.

O passo mais importante já foi dado: voltar a unir e mobilizar os professores, como primeiro passo para uma luta que se enquadra bem no espírito do 25 de Abril e no âmbito das comemorações do cinquentenário da Revolução. Paradoxalmente, alguns sindicatos também já “aderiram”! Os professores estarão disponíveis para explicar que demagogia não é sinónimo, mas a negação da própria democracia. E se continuarem a ser adotadas estratégias legítimas e transparentes, que também contemplem medidas que visem atenuar os efeitos da greve no desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem, os restantes intervenientes educativos acabarão por compreender e reconhecer a justeza e oportunidade deste movimento reivindicativo.

Os professores querem fazer parte de uma escola onde a qualidade da educação, o respeito e o mérito prevaleçam, definitivamente, sobre a mediocridade, a burocracia e o oportunismo, uma consequência da progressiva degradação da escola pública. Neste contexto, há uma via para inverter, a médio/longo prazo, o estado atual a que se chegou: investir, a curto prazo, no sistema educativo e na dignificação da carreira docente.

Ser professor, valeu a pena? No final do 1.º período letivo, os meus alunos do 11.º ano viram o filme “O Clube dos poetas mortos”. Precisava de avaliar o seu impacto em jovens com a idade de alguns dos principais protagonistas, mas a viver no século XXI, o que não foi possível por falta de tempo. Sem mais aulas previstas, ainda consegui encontrar um espaço para me despedir dos alunos. Durante a breve conversa, observo que uma das alunas subiu para cima da mesa, um gesto logo seguido pelos restantes colegas da turma (sem exceção)! Fiquei sem palavras, mas com a certeza de que a mensagem havia passado, que também havia contribuído para a criação de um verdadeiro “Clube de poetas vivos”, que os alunos querem e merecem ser felizes e que, afinal, parafraseando o grande poeta, tudo vale a pena se…

 

Prof. Teodoro da Fonte

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Reflexão Sobre a Marcha de 14 de Janeiro

Estive ontem, na marcha pela educação, em Lisboa. Também estive em 2008. Tal como estive, em 2013, no Porto (contra a TROIKA).
Foi uma manifestação bonita, emocionante. Um mar de gente, de todo o país.
Enquanto íamos percorrendo a A1 percebíamos que os autocarros cheios de professores eram às centenas. Vimos também muitos automóveis com cartazes (provavelmente professores que já não conseguiram lugar nos autocarros.
Mas esta manifestação foi, efetivamente, diferente de todas as outras.
Os professores não foram agentes passivos. Fomos nós que, em cada escola, organizamos a ida a Lisboa. Contratamos os autocarros e pagamos a viagem. E foi assim em todas as escolas, em todo o país.
Esta manifestação foi organizada pela base da pirâmide. Os sindicatos tiveram de vir atrás dos professores.
Vi também vários diretores de agrupamentos na manifestação, acompanhados pelas suas equipas. Sim, porque os diretores também são professores.
Na manifestação, não se viam bandeiras de sindicatos, viam-se cartazes feitos em casa, onde se expressavam os sentimentos dos professores. Muitos bem originais: Um que dizia “sou escuteiro a sério”, outro com “Não vamos parar, habituem-se”, são só dois exemplos.
A manifestação de ontem foi o culminar da expressão do sentimento que se vive nas salas de professores das escolas. Um sentimento de indignação em relação ao que se vai passando no país, de revolta pelo desprezo com que somos tratados pela tutela. Mas, desta vez, os professores não se conformam, não se resignam.
E quanto mais o ministro riposta, mais fortes e unidos estamos.
Tinha uma enorme consideração pelo Doutor João Costa. Estive em muitas reuniões com ele enquanto secretário de estado (enquanto fui diretora de um agrupamento). Achava que ele é que devia ser o Ministro. Fiquei feliz quando passou a sê-lo. Mandei-lhe, inclusivamente, uma mensagem a congratulá-lo.
Mas, tem sido uma deceção.
Foi preciso os professores estarem em greve à quase um mês para ele marcar uma reunião.
Onde está a proximidade e a compreensão com os docentes?
No tempo da pandemia eram só agradecimentos aos professores, que revolucionaram a escola (e as suas vidas) para chegar a casa de todos os alunos e não deixar ninguém para trás. Onde está esse reconhecimento?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando manda parar os autocarros para lhes revistar as mochilas? Somos professores, não somos arruaceiros. Na bagagem levávamos o desânimo e desalento pela forma como temos sido tratados, bem como alguma esperança pela mudança… e umas sandes.
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando questiona a legalidade da greve? O 25 de abril deu-nos esse direito inquestionável. Só se fala nesse assunto agora, porque a greve dos professores está a fazer mossa.
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando na Madeira e nos Açores o tempo de serviço foi integralmente contabilizado para efeitos de progressão na carreira e no continente não foi?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores não eliminando as vagas de acesso ao 5º e 7º escalões?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores enquanto os concursos de professores não forem feitos apenas pela graduação profissional, eliminando de vez as prioridades?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores enquanto a Mobilidade por Doença for feita nos moldes em que foi este ano letivo?
A redução da dimensão dos QZP é apenas a ponta do icebergue. Estamos a lutar por muito mais do que isso. No entanto, parece que a tutela não quer ver isso. Parece estar em negação.
Deve ser assim que se sentem os condutores que vão em contramão nas autoestradas. Pela sua perceção só eles é que estão certos e todos os outros estão errados. É isto. É um erro de perceção.
A democracia começa na escola. Não há escola sem professores.
Vamos lutar pela democracia.
Escrevi mais do que o que tencionava, mas o texto foi fluindo. Há dias assim.
Sílvia Marques
Professora de Matemática

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A Ler As 3 Linhas de Acção do Ministro João Costa nO Meu Quintal

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Continua aqui:

Domingo – O Meu Quintal

 

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60% Dos Inquiridos No Barómetro Da Intercampus Dizem Compreender Os Argumentos Da Classe Docente Para A Paralisação

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Continua aqui:

Mais de metade concorda com greve de professores – Educação – Jornal de Negócios

 

 

 

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Os professores – Teresa Côrte Real

Pode ser que seja desta. Pode ser que o pais perceba que grande parte do que nos sobressalta e que impede a equidade e  crescimento presente e futuro reside aqui. No Educar.

Os professores

Ponto prévio: fui professora no ensino privado durante 22 anos e dois dos meus filhos foram alunos de duas escolas públicas. Sei o que é por isso poder escolher. Eu e eles tivemos esse privilégio. Que muitos, cada vez mais, não têm. Uma escola que seja Escola. E é também por esses ou para eles que está crónica vai.

Não me vou alongar nas reivindicações dos professores nem no que levou a esta grave. São mais do que conhecidas. Resumem-se numa palavra: dignidade. De ensinar e do aprender. Muito além do tempo de serviço, da instabilidade, do valor monetário recebido há o não reconhecimento da sociedade toda pelo esforço e empenho tantas e tantas vozes ignorado e estruturante para o bem estar e o desenvolvimento de gerações de portugueses. Porque um professor de verdade é muito mais do que o que debita dados científicos, as regras da gramática ou mostra que juntando azul e amarelo se chega ao verde com que se pinta um desenho. É quem, em conjunto com a família, tem a responsabilidade (e a maravilha) de transmitir a cada uma das crianças e jovens que por ele passa o espanto da descoberta, o porquê das coisas, a curiosidade que leva a saber mais. O querer aprender e não se ficar pelo que lhe é dado. Quem promove o salto da tal alavanca social que a Escola, no seu todo, tem que ser. Quem não deixa para trás os que, pelas circunstâncias sociais em que nasceram ou cresceram, menos hipóteses terão de aprender e de se superar. A tal promoção da excelência e de impulsionar saber, a Escola Pública que o Estado constitucionalmente está obrigado a defender. E há tantos, tão bons exemplos disso mesmo.

Só que, e ao contrário de outros países como os do Norte da Europa, este papel tem vindo a ser, década após década, mais desvalorizado e reduzido. Polarizada a questão, reduzida aos Mários Nogueiras que também a ajudaram a destruir. Sufocada por critérios programáticos carregados de ideologia e por uma infindável burocracia que afastam os vários intervenientes. Que não tem em conta a estabilidade de alunos e professores, tão essencial ao sucesso da missão. E que cada vez mais aprofunda o fosso entre uns e outros. Os que podem escolher e/ou a quem são dadas condições para exercer aquela que é muito mais do que uma profissão e quem não os tem. Não se pode pregar a inclusão e depois não investir no que está na sua base.

Pode ser que seja desta, com um protesto cada vez mais transversal que o país acorde para o que se passa há muito na Educação  Portugal. Que se sente à mesa da negociação quem de facto é Professor e não apenas quem disso faz carreira. Pode ser que o pais perceba que grande parte do que nos sobressalta e que impede a equidade e  crescimento presente e futuro reside aqui. No Educar. Pode ser

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Há muito que não se via uma manifestação de professores com tanta gente

Há muito que não se via uma manifestação de professores com tanta gente como a de este sábado. Segundo o sindicato que convocou o protesto, foram cerca de 100 mil profissionais do setor da educação contra o Governo e em defesa da escola pública. Exigem que sejam contados todos os anos da carreira e pedem a demissão do ministro da Educação.

A manifestação dos 120 mil professores foi a maior de sempre, decorria o ano de 2008. Quase 15 anos depois, não chegam a tantos, mas o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) aponta para quase 100 mil participantes.

Saiba mais aqui

 

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As Minhas Previsões na Sexta 13

Dificilmente erro nos números e conto que amanhã o número de manifestantes ande mais perto da centena de milhar, do que da meia centena de milhar.

 

E pelos vistos aconteceu.

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Com a classe ao rubro, luta dos professores está para lavar e durar

Sondagem revela que maioria dos portugueses está com os professores. A partir desta segunda-feira, a Fenprof entra na onda de greves que tem levado ao encerramento de centenas de escolas.

Com a classe ao rubro, luta dos professores está para lavar e durar

 

 

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“Este ministro da Educação é um artista que julga que os outros são uns mentecaptos que não sabem ler nem escrever”: Santana Castilho

 

 

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O PULSAR DOCENTE – Carlos Almeida

 

Carta de Direitos/Tempos de Conquista

O pensar e o sentir dos   educadores e professores portugueses é de mágoa, revolta, reivindicação e conquista de direitos perdidos do ECD (Estatuto da Carreira Docente) e tempo de serviço que trabalhamos e descontamos para a Caixa Geral de Aposentações/Segurança Social, congelado e “roubado” para progressão pelo ME (Ministério da Educação). O consulado dos governos Sócrates e seguintes humilharam e vilipendiaram a classe docente com danos “terroristas” irreparáveis à imagem e autoridade dos professores. Dizemos não à degradação e   contínua destruição da carreira docente defraudada. O ME está em estado de   negação. O sentimento de traição da tutela lateja desde 2005, desde Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues (“Não era grave perder os professores”), passando pelo Passismo/Cratismo (“Havia professores a mais”). Tiago Brandão    Rodrigues foi uma nulidade para esquecer. João costa tem a oportunidade de, em parceria com os professores, fazermos história. Durante a Covid-19, o desempenho dos professores foi de adaptação, resiliência e excelência.  Até ao presente, o autismo, a arrogância, o autoritarismo e a prepotência, levaram à perda de confiança política e conduziu à rutura ME/Professorado. Haja memória e gratidão.              

 Obrigado professores. Bem hajam.

Carlos Calixto

Respeito!

Premeditadamente, este artigo de opinião é politicamente incorreto, é incómodo porque diz verdades que denunciam mentiras e maldades tutelares.  Queremos abanar consciências. Exigimos reconhecimento, ser valorizados e pagos de acordo com as responsabilidades que desempenhamos na formação da pessoa humana dos alunos. Muito mais que cansados e merecedores, estamos exaustos e fartos de ser tratados como “espúrios bastardos”; temos direitos e o direito legal ao que é nosso. O Estatuto da Carreira Docente tem sofrido alterações aberrantes que o desvirtuam, desfiguram e tornam uma caricatura do que já foi em tempos. Do tempo em que comecei a trabalhar e era feliz como professor.  Inn illo tempore.

Os governos não têm cumprido o “contrato”. Tenho mais de 30 anos de docência e não vou chegar ao topo da carreira, (apesar de me ter saído a lotaria com o único Excelente a que a minha escola tinha direito), assim como uma grande maioria dos colegas. O ME não se tem comportado como pessoa de bem e de boa fé. Temos trabalhado com regras de jogo sujo, viciadas, que mudam sempre para pior, consoante dá jeito aos governos. Ao longo da longa carreira vamos ser “roubados” no tempo de serviço, nas progressões, na carreira, nos ordenados e na pensão de reforma.  Empobrecimento garantido. Contrapartidas nada. É obrigatório e de justiça haver formas de compensação. Perante os últimos escândalos, é gritante a desconsideração, (vide casos TAP, indemnizações milionárias, remodelações governamentais, alegados casos de corrupção que se multiplicam, o partidarismo, o amiguismo, o nepotismo e o caciquismo), paulatinamente assistimos a um gradual ambiente de degradação política e a um lento “apodrecimento do regime democrático”.

Adensa-se a destruição da escola pública. O calvário dos professores não tem fim por causa da burocracia insane do “sucesso virtual”, medidas ad hoc e números martelados para a estatística, rácios e indicadores de um sucesso educativo “de faz de conta”, enganador para pais e alunos. Os professores   sentem-se mal por obrigados, participarem nesta “farsa”. Haja coragem política e acabe-se por Decreto com a avaliação sumativa/exames e passe a haver apenas avaliação formativa. Saia o Decreto. Façamos a assumpção de que há alunos que pura e simplesmente não querem nem tão pouco estão para aí virados, estudar. Deixe o professor de ser o bode expiatório do sistema.                  Os professores estão em sofrimento. Os pais tenham mão nos filhos.                       A tutela articule com a docência e não contra a docência. Diretores e Inspeção idem aspas. É urgente e imperativo mimar os professores.

Castigar os professores com burocracia (sonegando tempo precioso de preparação de aulas), actas Golias com mais de 40 páginas, grelhas, relatórios, testes, perfis e assinalamentos, apoios, planos de aulas de substituição, planos de recuperação, medidas de inclusão: universais, selectivas e adicionais, definidas e implementadas com base nas evidências, em função das necessidades educativas dos alunos, rumo ao sucesso educativo garantido. Mais o trabalho com a psicóloga. Mais o trabalho com a equipa da CPCJ. Mais trabalhos. Mais planificações e reuniões. E os professores dizem que a escola vai de mal a pior e que os alunos pouco aprendem. Que saudades de dar aulas.

O problema é bem mais fundo do que a informação veiculada pela comunicação social. A classe há vários anos que é desconsiderada pelo poder político, subinvestimento e desinvestimento na escola pública e no professorado. Passar, ter aproveitamento, dá menos despesa ao erário público que reter, reprovar. O preço a pagar no futuro vai ser muito superior, sendo que a escola não pode pactuar com a formação de “analfabetos funcionais”.

Donde, estudar, o estudo não se compadece com “educar para a felicidade”, (escola de Paulo Freire), facilidades, facilitismos e motivação avulsa de kahoots e quizzes. Testes de exames do IAVE, de cruzinha/escolha múltipla, (mais intuitivos o tanas).  Apetecia-me escrever português vernáculo, não posso, mas posso dizer que há alunos que já não sabem escrever à mão, articular as ideias estruturadas num texto, perde-se a escrita cursiva, a motricidade fina, o raciocínio crítico, análise, síntese, argumentação, contraditório. Ganha-se dedos bem treinados e olhos muito bem castigados pelo excesso de luz azul. Criticar o “debitar matéria” e conhecimento dos professores mais experientes e conservadores e menos modernaços é ver a Educação de “patas para o ar”. Estudar é saber, trabalho e exigência. O acto pedagógico de ensinar e educar consiste na partilha do saber professor-aluno. Nem as ferramentas telemáticas/digitais são o “Santo Graal” milagreiro, nem o papel é pecado no processo de ensino-aprendizagem. O ponto de equilíbrio q.b. de todas as ferramentas pedagógico-didácticas, (sem os fundamentalismos álcoolizantes de certas mentes), são a solução/método do critério consciente da abordagem professoral per si do sucesso educativo, na relação humana íntima e única professor-educando, no caminho da construção da pessoa humana do aluno. O caminho faz-se caminhando lado a lado na gradual autonomia, emancipação e responsabilidade pelo outro.

“As raízes da Educação são amargas, mas o fruto é doce”. Aristóteles

“Sucesso não é sobre o resultado final, é sobre o que você aprende no caminho”. Vera Wang

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. Cora Coralina

“É no problema da Educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Immanuel Kant

“Eles ensinaram-me mal, mas eu lixei-os que aprendi bem”. M.F. Patrício

Num universo paralelo, num mundo invertido, radical e moderno, com o argumentum ad nauseam do ultra/mega sucesso educativo (…) e por que não o Reiki, meditação reikiana, transferência de energia, alinhar chakras, promover o equilíbrio energético e manter o bem-estar físico e mental em harmonia. Talvez assim ajudasse a melhorar/resolver o processo/resultados de ensino-aprendizagem. O “chato da coisa” é que estudar dá trabalho (…) e o professor in extremis lá consegue o desiderato. Extenuante!

Os professores andam muito infelizes. Perdeu-se a atractividade da docência e se pudéssemos muitos de nós fugíamos da profissão. A escola hoje é angustiante, surreal e disruptiva. É ridículo e afronta o comentário da Ex. ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que há tempos mostrou surpresa e não compreender como se chegou aqui, sobre a falta de professores. Dois comentários: Falhou e estava errada quando afirmou que “não era grave perder os professores desde que ganhasse os pais e a opinião pública”. Haja vergonha na cara. Também é erro político, o facto do Governo de Passos Coelho e o ministro da Educação Nuno Crato terem feito alterações legislativas e tomado medidas de redução da carga horária disciplinar, facto que em 2013 levou ao desemprego de cerca de 30000 professores, sendo que muitos deles não voltaram, alegando que “havia professores a mais” e ter apelado à emigração dos jovens. É única a autoridade, identidade, unicidade, singularidade e condição dos professores na organização escola. O professor É!

É lamentável e miserável a posição da Confap, (Confederação Nacional das Associações de Pais), ao pedir serviços mínimos ao ME, condicionando a luta e reivindicações dos professores e o legítimo direito à greve. Não percebeu a importância de um corpo docente estabilizado e focado. A felicidade docente leva a melhor desempenho, melhores aprendizagens e melhores resultados escolares. Do imperativo de um novo paradigma na relação ME/professores/sindicatos. Da importância da sobrevivência da escola pública   e do apoio da comunidade educativa, pais e alunos, da sociedade civil. Somos pela proposição, negociação, concertação social e pela greve quando para lá do limite. Governo, ME e Ministério das Finanças têm de dar respostas cabais aos problemas reais da classe docente, (um dos maiores grupos sócio-profissionais de Portugal e da Função Pública, senão mesmo o maior, e sendo uma carreira especial). Estamos muito para além do limite (mas em tempo negocial e com tudo em aberto). Este é mesmo o momento da verdade. Xeque-mate!

Simbolicamente, invocando a “Alegoria da Caverna” de Platão, as imagens projectadas na parede, as sombras, são uma ilusão de óptica. O verdadeiro “monstro” está escondido a projectar, manipular, manietar, iludir com subtilezas, mentir, dividir e reinar. Decididamente, os “monstros” não são os professores. Somos as vítimas. De facto, assim é.

Temos direito a uma carreira que garanta a dignidade da condição docente. Temos direito à estabilidade na profissão. Temos direito à progressão na carreira e ao fim das quotas/vagas na avaliação. Temos direito a um regime de mobilidade por doença humanista e sem baixas médicas “vigiadas”. Temos direito a um regime especial de aposentação docente com 36 anos de serviço (sendo reconhecida a especificidade e desgaste da profissão docente).  Temos direito à pré-reforma docente em termos a negociar num novo ECD. Temos direito a um horário respeitador da intelectualidade docente, sem ultrapassagem dos limites do tempo de trabalho. Temos direito a um aumento da redução do horário lectivo por idade e tempo de serviço, na componente individual de trabalho (dada a complexidade e exigência, doenças profissionais, síndrome de burnout, trabalho caseiro, etc. da escola hoje). Temos direito à eliminação dos constrangimentos burocrático-administrativos asfixiantes. Temos direito a uma actualização/aumento salarial que anule a inflacção e reponha o poder de compra há muito perdido. Temos direito a turmas e programas mais reduzidos e respeitadores dos ritmos de aprendizagem dos alunos. Temos direito a inverter o ciclo de degradação das condições de trabalho docente. Temos direito a ter uma compensação por despesas varius educatio. Temos direito a ter os mesmos direitos e condições de trabalho que as regiões autónomas. (Nos Açores houve uma redução/equiparação dos horários da Educação pré-escolar e do 1º ciclo aos horários do 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, passando de 25 para 22 horas lectivas semanais). A República é a mesma. O argumento estafado da “autonomia” não colhe. Não podemos ter um país com três realidades diferentes (Continente, Açores e Madeira) para o mesmo grupo sócio-profissional. Para uns tudo. Para os outros nada. Não é sério, não é justo, não é negociável e cria acrimónia. Os professores estão muito zangados com o Ministério da Educação, António Costa e o Governo. Temos direito à indignação (Mário Soares) e a dizer não à discriminação e à “escravatura” docente. Temos o direito professoral de ser determinantes numa escola pública de massas, democrática e de qualidade. Temos o direito da palavra e da razão que não pode ser contida nem calada. A luta faz-se com todos e de todas as formas, com a força e determinação dos professores nas reivindicações, nas greves, nas negociações, nos acordos. A luta é agora. Dizemos presente.

 

 Temos o direito a Ser Professores!

 

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Professores à espera de “consequências” após protesto que levou milhares à rua

 

 

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Quem se mete com os professores… aprende.

 

Aqui estou eu– em casa. Mas a minha mente e o meu coração estão com os colegas que se dirigem à Manifestação em Lisboa, sobretudo depois de ouvir ontem, de novo, as inverdades do Ministro João Costa.

Afirmou que decorrem negociações! Pois, Sr. Ministro, forçadas por uma greve que dura há mais de um mês!!! A opinião pública, pouco atenta aos pormenores profissionais, acredita nestas afirmações distantes da verdade. O Ministro esqueceu que tinha encerrado o processo negocial e o tinha adiado para os primeiros meses do novo ano!!

Também esquece que tem que dar o primeiro passo para reiniciar esse processo, convocando os Sindicatos e que é o Senhor e o seu Ministério que têm vindo a prejudicar famílias e alunos, ao fazer de conta de que nada se está a passar nas escolas– sim, à espera que os professores se cansem de perder salário para os vencer pelo desânimoenquanto as crianças há mais de um mês vivem a situação de não saber quais as aulas de cada dia e perdem tempo precioso de aprendizagem. Durante a primeira semana de greve, o Sr. Ministro passou por professores em greve sem dizer “Bom dia”; nessa semana, a comunicação social não falou de Greve de Professores- tal o bloqueio à informação.

Quem encerrou as negociações em novembro e as prorrogou para o início de 2023? Foi o Ministério da Educação, o mesmo que afirma em Janeiro que DECORRE o PROCESSO NEGOCIAL. Um processo unilateral, em que os representantes dos professores vão receber ordens para transmitir aos seus associados? Não pode mais ser!

É com descaso e inverdades, com perseguições e pedidos de pareceres de verificação de legalidade, com desconfianças e no fundo, só AMEAÇAS que acrescentam desrespeito a quem grita “RESPEITO”por se sentir pontapeado por ‘superiores e inferiores,’ que o Governo do nosso País pretende trazer calma a pessoas tão cansadas??


Ponham-se no lugar do outro. Deixem a má vontade e as birras. Olhem para o interesse dos alunos e do país.

  SE NÃO FOR POSSÍVEL, MUDEM-SE OS ATORES.

 

Fátima Ventura Brás – 42 anos de Serviço- 8.º Escalão

 

 

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A Manifestação já está no Rossio e ainda há muitos professores no Marquês

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Marcha Pela Escola Pública a Decorrer

Está prestes a começar a Marcha pela Escola Pública que vai descer da Praça do Marquês  até ao Terreiro do Paço, tal como em 2008.

Aos leitores do blog pedimos que na rede social do Facebook deste espaço possam colocar as imagens da marcha para memória futura.

E se encontrarem quem fez este cartaz dêem-lhe os meus parabéns pela enorme criatividade do mesmo.

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O Partido Socialista Mandou a Polícia Parar os Autocarros dos Professores?

… para verificar cintos de segurança (e o conteúdo de malas e mochilas? a sério?), quando em dias de futebol “grande” deixam vandalizar estações de serviço

 

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Eu Diria “Todos os Portugueses ao lado dos Professores”

… menos os rapadores dos tachos do Governo Socialista, dos seus amigos, familiares e afins.

 

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Existem Autocarros a Ser Parados pela GNR

Muitos relatos chegam-me de autocarros a ser parados na viagem a Lisboa.

Deve ser para revistarem os sacos com os fundos de greve dos professores.

 

Braga, 6 autocarros

Porto, 10 autocarros

Barcelos, 2 autocarros


Fafe, 6 autocarros

 

E muitos outros concelhos a caminho com bastantes autocarros.

Também muita gente se desloca de carro ou de transportes públicos.

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Paulo Guinote na CNN Portugal (c/ Vídeo) – Greve dos professores. A “tempestade perfeita” que ganhou “uma dimensão que ninguém estava à espera”

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Continua aqui:

Greve dos professores. A “tempestade perfeita” que ganhou “uma dimensão que ninguém estava à espera” – CNN Portugal

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De onde vem a revolta dos professores – Três retratos do que é dar aulas hoje

(…)

Continua aqui:

De onde vem a revolta dos professores? Três retratos do que é dar aulas hoje | PÚBLICO

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Maioria Dos Portugueses Ao Lado Dos Professores

(…)

Continua aqui:

Maioria dos portugueses ao lado dos professores – Atualidade – Correio da Manhã

 

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A Caminho de Lisboa

Neste artigo, em especial nos comentários no Facebook podem deixar as vossas imagens da viagem com destino à “Marcha Pela Escola Pública”.

Podem dizer de que concelho se deslocam e quantos autocarros saem desse concelho.

São 278 concelhos que existem em Portugal Continental e se cada um tiver em média 4 autocarros teremos um mínimo de 50 mil pessoas na Marcha.

Se outros 45 mil  se deslocarem por meios próprios, o número chegará muito próximo dos 100 mil.

A todos os que se deslocam para se manifestarem em defesa da escola pública desejamos uma excelente viagem, com esta música a acompanhar.

 

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A Conferência Do Ministro Costa Analisada A Régua e Esquadro

A Conferência Do Ministro Costa – O Meu Quintal

Já agora:

 

A Grande (E Única?) Novidade Da Conferência De Imprensa Do Ministro Costa Foi…

… que existe uma cirurgiã em Portugal que tem o telefone do ministério ou do ministro e que vai com o telemóvel para a entrada do bloco operatório.

Se eu achasse que a história era real e que a dita médica abandonou a cirurgia por causa da greve dos professores, perguntaria em que hospital ela trabalha, para o evitar no caso de ter uma unha encravada. Ainda bem que foi completamente cilindrada pelo André Pestana e, em especial, pela Rita Garcia Pereira, num debate para o qual não tem qualquer tipo de competências.

(…)

Continua aqui:

A Grande (E Única?) Novidade Da Conferência De Imprensa Do Ministro Costa Foi… – O Meu Quintal

 

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498 Aposentados Até Fevereiro de 2023

Com a publicação do aviso n.º 226/2023 (lista mensal de aposentados em fevereiro de 2023) já são 498 os docentes que estão aposentados neste ano civil.

A média destes dois meses apontam para o número previsto de 3515 aposentados em 2023.

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Lista Colorida – RR16

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR16.

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