Janeiro 2023 archive

Viana do Castelo – Distrito em Greve

 

 

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E mais não digo sobre o estado deste país…

 

Juiz Presidente de Lisboa Substitui Grevistas

 

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Professores de gente livre

Hoje sou livre porque tive professores que me ensinaram a questionar, a duvidar, a olhar para o mundo com sentido crítico. É disso que o poder tem medo, de gente livre e de gente que ensina os outros a serem livres.

Professores de gente livre

 

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Porque não faço greve no dia 3….SERVIÇOS MÍNIMOS – Luís Sottomaior Braga

(texto longo porque o caso é mesmo grave)
A polémica dos serviços mínimos prossegue.
Vai haver dias (e esse vai ser um deles) em que quem vai impor os serviços mínimos a quem os tiver de fazer vão ser a FENPROF e suas adjacências.
OS NÃO DOCENTES E OS SERVIÇOS MÍNIMOS
No dia 3, Viana vai estar no centro do problema.
Para os não docentes, faz-se uma lista de trabalhadores em serviços mínimos e os que nela forem incluídos têm de trabalhar. Os outros podem fazer greve.
Mesmo que a decisão dos serviços mínimos venha a ser, daqui a uns meses, ilegal (com fundamento, no limite, em iliteracia dos autores, acho eu – até a eutanásia lá voltou para trás por causa de uma copulativa….).
Só o STOP tem greve para eles. Não há que relacionar com outros pré-avisos coincidentes.
A FENPROF E OS SERVIÇOS MÍNIMOS. ENTERRAR A FACA EM QUEM FAZ SOMBRA
No caso DOS DOCENTES, a FENPROF e suas ilhotas adjacentes vieram com uma doutrina, num comunicado, absolutamente bizarro, que já não esconde a intenção de punir os sindicalizados e simpatizantes do STOP.
Essa doutrina diz assim, passo a citar, “Ao serem elaboradas listas de docentes afetos aos “serviços mínimos” para a greve que a eles está sujeita, deve ter-se em conta que não podem ser incluídos os associados das organizações que convocaram a greve que não tem “serviços mínimos” (FENPROF e etc, nota minha), bem como os não sindicalizados que a ela pretendam aderir.”
Ora, isto, significa que, estando nesse dia 2 greves de um dia a decorrer simultaneamente no distrito de Viana (decorrem nas mesmas escolas, para o mesmo universo de profissionais, para o mesmo dia) teriam os dirigentes escolares de, perante a decisão prévia de escolher quem faz serviços mínimos, fazer duas ilegalidades (perguntar, a todos os que prestem serviço nesse dia, que greve fazem – pergunta ilegal e punível – e questionar a sua sindicalização – outra coisa ilegal e impossível de apurar com rigor sem perguntar).
SER DO CLUBE FENPROF DÁ DISPENSA DE SERVIÇOS MÍNIMOS, PORQUÊ?
Quem for do clube FENPROF está dispensado, dizem os dirigentes do clube.
Os outros, sindicalizados ou não, têm sido maus meninos e ficam de castigo. No ensino especial, dizem eles, livram-se do castigo se alinharem com a FENPROF e renegarem as más companhias.
Eu não renego os que lutam comigo. Quem esteve na concentração de Viana um destes sábados sabe que, a dada altura, perguntei quem não era do STOP e estava ali em nome da unidade. A maioria não era. Mas eu sou e não o renego. Porque escolhi ser.
Assim, se a FENPROF quer, para si, um direito de greve premium com cartão passe atribuído pelo governo por bom comportamento, que me nega a mim, eu não estou lá.
Quero manter-me com os malcomportados que foram às 3 manifestações destes meses.
E não me importo nada de ir contra o grande dogma da “unidade a toda a brida”. Os nazis indubitavelmente uniram a Alemanha e vejam no que deu. Eu sei que a comparação exagera, mas o argumento tem base lógica, salvo a escala da coisa.
(Recordo que agora que já li a decisão toda da arbitragem e a incrível base da fundamentação dos serviços mínimos que é “tem havido greves a mais”, o que devia por os velhos sindicalistas alerta para a reação a ter e como gerir com inteligência isto tudo. Mas não, tinham de ir com sede ao pote).
Em vez de pedirem reuniões com a vítima, espetam mais a faca.
Calculo que a fantasiosa isenção de serviços mínimos para os seus, seja só para os dias em que haja greves da Fenprof.
Logo, nos dias em que não haja greves da Fenprof e anexos, já podem ser convocados para serviços mínimos. O que mostra o absurdo da coisa e de como isto é tudo divisionismo puro e duro.
MAS ISTO TEM ALGUMA LÓGICA, ALÉM DE TENTAR ATACAR O STOP?
Qual é a lógica legal, constitucional, moral ou, até simplesmente lógica, de um disparate destes?
Há grevistas que podem no mesmo dia, com sanções legais, à mesma hora e na mesma escola, ser obrigados a não poder exercer o seu direito a um dia de greve se forem (e se declararem) da greve do STOP.
Mas se forem da greve da FENPROF (e o declararem) já podem. Porque o governo escolheu uma greve e não outra para atacar.
E a Fenprof alinha?
Anos a dizer que não se pode perguntar por greves (como a lei dispõe) para acabarem assim?
O SIGNIFICADO PROFUNDO DISTO TUDO
O que a FENPROF quer provar é que não tem direito a existir quem não esteja no seu redil e não se sujeite à sua forma interna de funcionar.
E isso para mim é inaceitável.
Foi uma das causas da criação do STOP e continua válida.
A unidade não se faz a espezinhar os divergentes, que é o método Mário Nogueira e CDMPC (quem quiser, depois explico a sigla).
Eu, no dia 3, ía fazer greve e ajudar a mobilizar (há testemunhas e coisas escritas) em Viana. A da Fenprof que, na prática, era a mesma que a do STOP nesse dia.
Com este comportamento da FENPROF, que insiste nestas distinções divisionistas entre sindicatos e greves e constatando a manhosice, disfarçada de juridiquês, já não faço.
E podem vir com a conversa seráfica da unidade. Não há unidade com gente que funciona assim.
O QUE VOU FAZER DIA 3…..VOLUNTARIAR-ME PARA SERVIÇOS MÍNIMOS.
Vou oferecer-me ao meu diretor para serviços mínimos e nesse dia vou ficar numa biblioteca a vigiar crianças.
Considerem que é o meu ato de solidariedade com todos os colegas que declararem a greve do STOP, que vão ter o seu direito à greve perturbado em todo o país, só para a Fenprof provar nesses dias que ainda mexe, que tem uma relação especial com o Governo e só ela tem o direito hereditário de ser o sindicalismo docente.
E que serão esmagados todos os que se rebelarem.
MAS ESTE ATO IGNÓBIL DE AJUDAR A CASTIGAR GREVISTAS VALE A PENA?
A FENPROF quer ver os que a afrontaram com greves à séria a assistirem no banco de castigo à sua greve fofa?
Não me digam que ainda vão visitar os colegas do STOP ou que não adiram à sua greve, que condenam aos serviços mínimos, de que exigem libertar os seus e vão fazer caretas como as criancinhas?
Ou querem só mostrar a sua especial relação com o Governo que até os supostamente isenta de serviços mínimos no dia em que os outros estão de castigo? É preciso um golpe destes para mostrar que ainda mexem?
No dia em que houver greve só do STOP já podem cumprir serviços mínimos, é isso?! Aí são para todos. Portanto, nos outros dias manda a FENPROF. No dia do passe premium é só para a malta que alinhar com o STOP.
E no dia da “sua” greve não cumprem a lei de todos os outros, porquê?
O que tem um pré-aviso de um dia de diferente de outro pré-aviso de um dia?
…………
Saí de 4 dias de tosse. A única vantagem da imoralidade e lata extrema vertidas neste comunicado foi tirar-me a tosse com a incredulidade.

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SOU TEACHER! E ESTOU HOME ALONE!

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Santana Castilho e os Serviços Mínimos

 

 

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Os profissionais de Educação irão continuar a fazer melhor do que um líder sindical…

O eventual desentendimento insanável entre Sindicatos de Educação não poderá ser considerado pelos profissionais desta Área como um tema interdito, uma espécie de tabu, que não deva ser falado nem discutido, por poder ser causador de algum tipo de melindre…

Convirá, talvez, também recordar que essa indesejável possibilidade não desaparecerá só porque se evita falar dela…

Portanto, aqui vai:

O discurso da “cassete” do Velho Sindicalismo está gasto, decrépito, é completamente previsível e já não encoraja, nem convence ninguém…

O Velho Sindicalismo está enfermo de caducidade, tem-se mostrado muito pouco inspirador, ultrapassado pela realidade e não tem conseguido capitalizar a confiança daqueles que supostamente representa…

Incapaz de defender imparcialmente os interesses dos seus representados, o paladino desse Sindicalismo, Mário Nogueira, parece ter agido, nos últimos anos, como se fosse um “Semideus” do Sindicalismo, seguindo cegamente uma cartilha política, plausivelmente vinculada a agendas e a fretes partidários…

Pela Entrevista concedida pelo líder da FENPROF ao Jornal de Notícias/TSF, em 29 de Janeiro de 2023, depreende-se que Mário Nogueira, em prol do seu próprio protagonismo, estará disposto a abdicar de qualquer união entre Sindicatos, esquecendo que pretensas “divindades” e plausíveis interesses individuais não servem à presente luta dos profissionais de Educação…

Mário Nogueira, que parece ter “hibernado” nos últimos 7 anos, vem agora, pela referida Entrevista, fazer o papel de “puritano”, plausivelmente, como estratégia para dissimular o seu ressabiamento…

Vamos lá “avivar a memória” porque o tema não pode ser escamoteado:

– Em 2010, a FENPROF, liderada por Mário Nogueira, cedeu a um trágico acordo com o Ministério da Educação, conseguindo a proeza de desbaratar toda a força e união, alcançadas em 2008, pela maior Manifestação de Professores alguma vez realizada em Portugal, contribuindo de forma determinante para o estado comatoso em que se encontra a Carreira Docente…

 Durante os seis anos de Governo pela “Geringonça”, a postura do Velho Sindicalismo foi pautada pela bonomia e pela aceitação, fazendo de conta que reivindicava e que reclamava, mas mostrando-se incapaz de encetar acções efectivamente consequentes ou de ruptura…

Mário Nogueira parece ter esquecido que a sua actuação nos últimos anos foi dominada pela cedência e pela inércia, expressas por “pactos de não-agressão” face às políticas educativas do Ministério da Educação, pelo menos em termos tácitos…

Perante tudo o anterior, esperará, agora, ser tido em muita consideração e levado muito a sério?

Com o aparecimento e consolidação do Sindicato S.T.O.P., Mário Nogueira tem vindo a perder margem de manobra e protagonismo, mas isso será apenas o culminar de algo que já se observava há alguns anos…

A FENPROF de Mário Nogueira arrisca-se a ficar conotada com recorrentes “traições” aos profissionais de Educação, de que é exemplo mais recente a deserção da Greve por tempo indeterminado decretada pelo Sindicato S.T.O.P.…

Mário Nogueira terá tido, com certeza, vários méritos ao longo da sua Carreira enquanto Sindicalista, mas no momento actual é praticamente impossível ignorar a imagem desgastada e quase deprimente, de alguém “agarrado” ao Poder conferido por um cargo, talvez até comprometendo a própria dignidade…

Insolitamente, Mário Nogueira e o Ministro da Educação parecem ter isto em comum:

– Um e outro, não terão ainda aceite que o seu tempo acabou e que não é possível esquecer os inúmeros “erros de casting” protagonizados por ambos…

– Os erros cometidos por e por outro já causaram demasiados prejuízos a terceiros para poderem ser esquecidos ou apagados…

A ambos se afirma: Haja a humildade e a hombridade para se retirarem de cena…

Indubitavelmente, a acção de Mário Nogueira é um mau exemplo de liderança sindical…

Apesar disso, os profissionais de Educação irão continuar a fazer melhor do que um líder sindical e mostrar que a sua união é mais forte do que algumas vaidades patéticas, imbuídas pela arrogância, pelo egocentrismo e pelo elitismo corporativista…

A presente luta precisa de todos e todos valem o mesmo, não há quem seja mais importante ou imprescindível do que outro… Todos os contributos são indispensáveis…

 

(Paula Dias)

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O grande problema do governo tem um nome: professores

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O “Super-Mário” Já Não Dá Duas Seguidas De Jeito

Ó Mário Por qué no te callas?”

(…)

Continua aqui:

O “Super-Mário” Já Não Dá Duas Seguidas De Jeito – O Meu Quintal

 

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O Mário Nogueira Borrou a Pintura Toda

Verdade se diga é o habitual…uma tristeza…

(…)

Continua aqui:

Entrevista na íntegra do Mário Nogueira à TSF/JN – ″Se o novo sindicalismo passa por levar assistentes operacionais a fazer a greve, não fazemos isso″

 

Ó Mário Nogueira qual é o teu problema?

Aprende alguma coisa:

Domingo – O Meu Quintal

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Serviços Mínimos: Desfaçatez Máxima…

 

Os Serviços Mínimos agora decretados evidenciam bem que:

– O Ministério da Educação encontrou uma forma soez de tentar “matar” as presentes Greves e de “calar” os profissionais de Educação…

– O Ministério da Educação desconhece o significado de “Boa-Fé”, decidindo, em vez de a praticar, hipotecar qualquer forma de entendimento com os Sindicatos e “envenenar” a opinião pública, colocando-a contra os profissionais de Educação…

– O Ministério da Educação reconheceu publicamente que a Escola, muito mais do que preocupar-se com as aprendizagens, deve preocupar-se com a guarda de crianças/jovens, transformando-se, se necessário for, numa gigantesca Agência de “Baby-Sitting”, atribuindo aos profissionais de Educação a função de “Baby-Sitters”…

As Greves são uma chatice, pois são, todos o sabemos e todos já fomos afectados por inúmeras Greves, nos mais variados sectores…

As Greves são uma chatice para os utentes de determinados serviços que estejam em paralisação voluntária, pelas perturbações de funcionamento causadas, umas vezes com efeitos mais específicos, outras com consequências visíveis para a população em geral…

Contrariando a lógica anterior, as Greves dos profissionais de Educação não podem ser uma chatice, ou seja, os profissionais de Educação têm o direito inalienável de fazer Greve, desde que seja aos Sábados, Domingos e Feriados…

Por outras palavras, parece considerar-se que os profissionais de Educação têm direito à Greve, afirmando-se que, coitados, até são maltratados, mas, e ao mesmo tempo, defendendo-se que essa paralisação não deveria causar perturbações, nem transtornos, na vida dos alunos e das respectivas famílias…

Uma Greve é uma forma de protesto que geralmente só é accionada quando se esgotam outras acções reivindicativas, que não obtiveram o sucesso esperado, porventura mais “benignas”… Ninguém, certamente, fará Greve por prazer…

Nem aqui, nem noutro qualquer lugar do mundo, é possível assumir lutas ou protestos concretos e consequentes sem que existam potenciais “prejudicados” ou “lesados”… E é assim em todas as lutas reais…

Será, talvez, tão simples quanto isto:

– Se uma Greve, independentemente da Área em que ocorra, não provocar efeitos visíveis e concretos não valerá a pena fazê-la porque ninguém dará por ela, perdendo o seu pretenso significado e impacto…

As presentes Greves dos profissionais de Educação não têm como objectivo “prejudicar os alunos”, nem as suas famílias, mas antes chamar a atenção para a necessidade premente de se melhorarem as condições de trabalho do Pessoal Docente e Não Docente, respeitando e valorizando o seu trabalho…

Se esse objectivo for atingido, e se se assistir à melhoria dessas condições, estar-se-á, naturalmente, a contribuir para a salvaguarda de uma Escola Pública mais honesta, mais realista e com mais qualidade…

 

E, em primeira análise, isso também terá, obviamente, consequências positivas para os alunos e para as suas famílias…

 

O Ministério da Educação estaria, porventura, mal acostumado com reivindicações que, na verdade, não o eram…

Temos pena, em vez de reivindicações “fofinhas”, desta vez os protestos são reais, visíveis, audíveis e “ásperos”…

“Habituem-se”, como afirmaria, por certo, o Chefe do presente Governo, com toda a desfaçatez…

 

(Paula Dias)

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Os profissionais de Educação não ficarão sozinhos, se permanecerem unidos…

 

“O Presidente da República afirmou esta quinta-feira não querer intrometer-se no diálogo entre Governo e professores” (TSF, em 26 de Janeiro de 2023)…

A anterior afirmação do Presidente da República até poderia considerar-se como sensata e cautelosa, não fosse dar-se o caso de Marcelo Rebelo de Sousa não ter por costume mostrar-se tão comedido nas palavras e de raramente resistir à tentação de opinar livremente sobre todo e qualquer assunto…

Estranha-se, portanto, esta atitude do Presidente da República que, inequivocamente, contrasta com a sua habitual postura…

Além disso, Sindicatos a serem recebidos por Isabel Alçada, em nome do Presidente da República, poderá até parecer uma piada de mau gosto, tendo em consideração que a própria foi uma das intervenientes no trágico acordo de 2010, assinado entre o Ministério da Educação e a FENPROF, e que muito contribuiu para o estado comatoso em que se encontra a Carreira Docente…

Ou terá sido uma escolha propositada? É que o actual Presidente da República não parece pautar a sua acção pela “ingenuidade”, nem pelo acaso…

De qualquer forma, fica no ar uma certa desvalorização desses encontros, por parte do Presidente da República, o que também não poderá deixar de ser interpretado como um certo menosprezo pelos próprios profissionais de Educação…

Face a tais vicissitudes, parece plausível que possa existir uma mensagem subliminar na actuação do Presidente da República, dirigida aos profissionais de Educação, e que bem poderá ser esta:

Aguentem-se, estão por vossa conta e risco…

Se assim for, a “neutralidade” do Presidente da República, somada à arrogância de um Governo excessivamente confiante numa maioria absoluta, deixarão, expectavelmente, os profissionais de Educação entregues a si próprios…

Apesar do anterior, com o “empurrão” preponderante dado pelo Sindicato S.T.O.P., os profissionais de Educação conseguiram:

– Finalmente, “sair da ilha” (alusão a José Saramago, Conto da Ilha Desconhecida)…

– Finalmente, quebrar o círculo vicioso do silêncio, da indiferença e da auto-sabotagem…

E mesmo que o Presidente da República e os Partidos Políticos “abandonem” os profissionais de Educação, estes não ficarão sozinhos, se permanecerem unidos e independentes de terceiros, para alcançar as suas pretensões…

Que não restem dúvidas: todos os Partidos Políticos têm tido por hábito “abandonar” os profissionais de Educação em momentos cruciais, como ficou visível ao longo dos últimos 7 anos, por ocasião de algumas votações na Assembleia da República, pelo que nem sequer valerá a pena confiar que, agora, alterem a sua recorrente e hipócrita estratégia…

Ao Presidente da República, Chefe de Estado, deixa-se esta mensagem:

No Inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise moral”…

(Discurso de John Fitzgerald Kennedy em Berlim Ocidental, Junho de 1963, aludindo a Dante Alighieri)…

Os profissionais de Educação não podem perder o foco do que significa esta luta e dos motivos da mesma, nem cair no deslumbramento e na vertigem de uma vitória que se espera e se deseja, mas que, na verdade, ainda não se alcançou…

É preciso continuar a lutar, sem esmorecer e sem vacilar, mas de preferência com os “pés bem assentes na terra”, sem perder a identidade e sem cair em “tentações” desgastantes ou na banalização de algumas acções, obliterando o seu impacto…

(Paula Dias)

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Discurso de André Pestana na Marcha de Ontem

https://www.youtube.com/watch?v=8FBdMhzfGcY

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A Marcha de Ontem em 5 Minutos

 

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É claro que esta bandalheira ia cair nas costas dos Diretores…

… e assim haverá quem os vá culpar, também, dos serviços mínimos.

Os Diretores deviam requerer ao sindicato que dê cumprimento à primeira parte do ponto 7, do artigo 538.º do Código de Trabalho e depois logo vejo. Se não obtiverem resposta poderão, sempre, requerer ao C.G. que se pronuncie sobre a distribuição feita antes de ser posta em prática.

A ordem já chegou e foi esta:

Assim sendo, a Direção de cada Agrupamento de Escolas/Escola não agrupada deverá tomar as medidas necessárias, em termos de distribuição de serviço, com vista a assegurar o cumprimento destes serviços.”

 

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80 MIL

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A manifestação em fotografia

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“Em vez de andarem sempre a criticar professores, pais deviam fazer TPC”

 

“Em vez de andarem sempre a criticar professores, pais deviam fazer TPC”

Governar é antecipar os problemas. António Costa está mal rodeado e o ministro da Educação que, anteriormente, foi secretário de Estado, tinha a obrigação de resolver os problemas que ficaram em stand by, em vez de se pôr a inventar problemas.

O ministro da Educação teve um erro de cálculo ao pensar que os professores não avançavam para este tipo de luta pelos seus direitos e que tivesse tamanha dimensão.

A falta de professores existe porque ninguém quer ser professor. Está é a verdade nua e crua. Ser professor é das profissões mais nobres que há, mas ninguém quer ser professor, o seu reconhecimento social está nas ruas da amargura e de rastos.

Ninguém quer ser professor, porque um professor pouco ou nada exerce a sua função – ensinar. Passa a vida no meio de papéis e decisões burocráticas, que são de bradar aos céus.

O ensino precisa de ser simplificado, eficiente e respeitado pela sociedade em geral a começar pelos pais.

Uma escola não é um armazém de alunos. Uma escola é um local de aprendizagem e de educação. Uma escola não é um local onde se deixam os filhos para que estejam ocupados.

Assim não vamos lá.

Não chega o Presidente da República – que foi professor -, dizer bem dos professores. É preciso atos e decisões tomadas rapidamente.

Os pais, em vez de andarem sempre a criticar os professores e a meterem-se na vida da escola, deviam fazer o TPC e aprenderem como funciona uma escola, a classe docente e as suas condições de trabalho que deixam muito a desejar.

Os pais falam muito porque a sua única preocupação é não terem onde deixar os filhos. Querem lá saber dos problemas dos professores e da escola! O egoísmo social atinge o clímax nesta relação.

Os professores não são ‘amas’, os professores são uma classe com multifunções, uma delas é ocupar os alunos para os ensinar. Isso sim – ensinar, não é para tomar conta de alunos e tê-los ocupados.

Os pais esquecem-se que os professores também são pais.

O impacto desta greve na opinião pública tem sido colossal e impressionante. O ministro da Educação, em vez de procurar aproximar-se das reivindicações dos professores e perceber o que se passa, procura criar um clima de intimidação, medo e suspeição, alegando que os professores podem ter faltas injustificadas se a greve foi ilícita ou pela recolha de fundos.

Quando se faz uma greve, ela tem por finalidade criar o maior impacto possível e chamar à atenção dos seus motivos.

O tempo de desprezo pelos professores acabou! O ministro da Educação, João Costa deve preocupar-se em resolver os problemas dos professores, em vez de, andar a ver onde pode pegar com os professores. Um ministro existe para governar, não existe para justificar o injustificável.

Já, Eça de Queiroz dizia: «Todo o ministro que entra – deita reforma e coupé. O ministro cai – o coupé recolhe à cocheira e a reforma à gaveta».

Os professores estão de parabéns.

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O paradoxo evidente dos serviços mínimos… – Luís Sottomaior Braga

 

Apesar de se estar a falar muito de serviços mínimos ainda não se viu a decisão concreta.

Eu não a vi.

Do que se sabe pelas TVs foi uma vitória dos professores.

Há associações de pais do regime a festejar, mas eu moderaria o entusiasmo.

Parece que é algo assim:

📍 As escolas têm de ter portaria (no ministério da educação há gente ignorante do funcionamento que acha que as escolas não abrem por falta de porteiros…. Foi com essa conversa que houve uma visita especial à escola onde trabalho).

📍 As escolas têm de servir refeições. Mas isso acontece só entre as 12 e 14 ou algo próximo.

📍 As escolas têm de acolher os alunos com necessidades educativas especiais.

Serviços mínimos para professores nada. Nem minimo de aulas nem sequer outra obrigação qualquer (alias, não se podem impor serviços mínimos fora do âmbito funcional).

E os assistentes operacionais que não estejam nos serviços destinados como minimos podem continuar a fazer greve.

Logo, num quadro em que os professores estejam em greve e os AO dos corredores, não definidos nos mínimos, a façam também vai-se meter as criancas nas escolas para quê? Para esperarem a vaguear pela hora de almoço? Este é o modelo de escola do perfil “que os finlandeses elogiam”?

E é isto que a Confap quer?

Alunos a andarem a passear pelos corredores ou a vaguear pelos recreios, sem aulas?

Os pais querem mesmo isso?
Escolas abertas sem professores?

A loucura total.

Há para aí um comentador que tem uma rubrica em que fala da “loucura mansa” . Isto é a loucura brava.

O governo não consegue parar a greve dos professores mas esconde os alunos nas escolas…..

Se for este o quadro e eu tiver de gerir essa situação, até faço a vontade ao governo (“albarda-se o burro à vontade do dono” …. E este dono é mais burro que a montada) e meto as crianças na escola, mas remeto, ato contínuo, ao ministro uma declaração assinada a explicar que não assumo qualquer responsabilidade de ter uma escola a funcionar assim.

Como fazem os diretores clínicos nas urgências…..

E que a responsabilidade é dele e dos pais que assumem por os filhos dentro de um edifício pelos mínimos e não preocupados com os seus superiores interesses de segurança.

Querem um sítio para depositar e não para educar.

Mais oportuna se torna a intervenção do presidente que devia por sensatez nisto tudo.

 

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Os Vampiros da Educação

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Com Estes Serviços Mínimos Nunca Abria ao Longo do Ano a Maioria das Escolas

A maior parte das escolas funciona com grandes limitações de Assistentes Operacionais e de Técnicos para as diferentes terapias a atribuir aos alunos.

No caso da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo é gritante essa necessidade, pelo que com os números apresentados nos serviços mínimos são quase impraticáveis ao longo de todo o ano letivo.

Assim pergunto, as escolas sem estes números mínimos têm de abrir ao longo do resto do ano, ou vai ser agora que o Ministério da Educação vai rever o Rátio de AO por escola?

Os Senhores Juízes ao definir estes serviços mínimos sabem que o horários de trabalho não ultrapassa as 7 horas de trabalho diário e as crianças estão na escola pelo menos 8 horas e 30 minutos (09:00 às 17:30)?

 

 

III. Meios:

os que forem estritamente necessários ao cumprimento dos serviços mínimos acima determinados, escola a escola, adequados à dimensão e ao número de alunos que a frequenta.

Docentes e Técnicos Superiores:

1 por apoio, de acordo com a especialidade, aos alunos que carecem das medidas acima identificadas nos diferentes ciclos de ensino;

Não docentes:

– mínimo de 1 trabalhador para o serviço de portaria/controlo dos acessos acolhimento das crianças e alunos;

– mínimo de 1 trabalhador para vigilância do refeitório de acordo com a dimensão do espaço e o número de alunos envolvidos;

– mínimo de 2 trabalhadores, de acordo com o número de refeições servidas, para assegurar a confecção das refeições nos refeitórios não concessionados;

– mínimo de 1 trabalhador por espaço escolar para a vigilância e segurança dos alunos, de acordo com a dimensão do espaço.

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A Caminho de Belém

Na caixa de comentários da rede Social FB colocar as vossas fotografias da viagem até Belém.

Ao mesmo tempo podem dizer quantos autocarros estão a caminho de Belém do vosso concelho/escola.

 

Boa viagem a todos.

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Números do blog pelo DN

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Lista Colorida – RR18

Lista colorida com colocados e retirados da RR18.

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338 Contratados na RR18

Foram colocados 338 contratados na Reserva de Recrutamento 18, distribuídos de acordo com a tabela seguinte. Apenas 34 nos QZP’s a sul…

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Quem designa os professores que ficam adstritos à prestação de serviços mínimos?

 

Os professores adstritos à prestação de serviços mínimos devem ser designados, com 24 horas de antecedência relativamente ao início da greve, pelos representantes dos trabalhadores (em regra, o sindicato que declarou a greve, ou seja, o S.TO.P), e se estes o não fizerem, compete ao empregador fazê-lo, ou seja, o ME. (art. 538.º/7)

Não venham a culpar os Diretores por mais esta que aí vem.

 

 

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