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Exclusivo RTP – Vinculação de Professores ao fim de 3 contratos

… mas não é isso que já existe?

Ou será vinculação de professores com pelo menos 1095 dias de serviço?

Se o governo acha que esta medida irá amansar a luta dos professores, engana-se, pois todos os que entrarem na carreira por alguma nova norma irão ultrapassar  na carreira todos os que já estão nela antes de 2011.

 

Governo admite vinculação de professores após três contratos

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Força, professores! – Alexandre Parafita

Eles sim, são os heróis de Portugal. Muito acima de futebolistas, políticos, ministros, deputados ou banqueiros.

Conheço muito bem a tortura da sua rotina. Trabalham de sol a sol nas escolas com horários sobrecarregados, turmas enormíssimas (muitas carregadas de problemas que as famílias não resolvem). Mas trabalham também pelas noites e madrugadas dentro (com pastas e pastas de exames, de planos de aula, planos de recuperação de alunos, RTP’s – Relatórios Técnico Pedagógicos, registos regulares da evolução dos alunos, informações para encarregados de educação, redação de atas, fichas de trabalho, testes de diagnóstico e testes de avaliação, elaboração e correção de fichas de leitura, exercícios de expressão escrita, relatórios de autoavaliação do desempenho docente… etc, etc. etc.). Muitos estão deslocados a centenas de quilómetros das suas famílias, distribuindo ternura e carinho pelos filhos de outros, mas impedidos de o fazerem com os seus. E muitos ainda não conseguem sequer constituir família em face da instabilidade a que estão sujeitos.

Eles sim, são os heróis. Conseguem fazer milagres, ser inventivos, contrariando as desventuras de um sistema que lhes retira direitos de ano para ano, de um sistema inibidor do entusiasmo e da criatividade, um sistema que fomenta o desrespeito e a humilhação social dos seus professores (“Perdemos os professores, mas ganhámos a opinião pública”, disse um dia a Ministra).

E continuam, ainda assim, a obter resultados, a plantar sorrisos entre as crianças, a abrir rumos de esperança no seio dos jovens.

Se o Ministro Costa não entende isto, o que está ele a fazer na Educação?

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Para Amanhã Existem 3 Greves à Escolha

A partir de amanhã a Fenprof e outros 7 sindicatos juntam-se à greve do pessoal docente com greves distritais.

Amanhã a greve da plataforma de sindicatos destina-se aos docentes que trabalham no distrito de Lisboa, terminando apenas no dia 8 de fevereiro com greve no distrito do Porto que irá culminar numa manifestação nacional no dia 11 de fevereiro.

Ao mesmo tempo estão prolongadas as greves do S.TO.P. e do SIPE. (que acumula dois tipos de greves. Ver aqui os avisos de greve do SIPE que excecionam a greve ao 1.º tempo nos distritos onde há pré-aviso de greve para todo o dia)

 

 

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Ser professor? Com muita honra e orgulho, apesar de tudo…

Ser professor? Com muita honra e orgulho, apesar de tudo…

 

Mais de quatro décadas após ter iniciado funções docentes, chegou o momento da aposentação, envolto num misto de encanto/desencanto, mas também de esperança.

Encanto, pela experiência inolvidável de exercer uma profissão que era socialmente respeitada e incontornável no processo de construção e desenvolvimento de um país democrático. Não fui para professor por vocação, mas acabei seduzido e conquistado por uma profissão que influencia todas as outras. Como foi gratificante contribuir para a formação de milhares de jovens que reconhecem o papel determinante da escola e dos professores no seu processo de socialização e preparação para o mundo do trabalho e para o exercício da cidadania!

Desencanto, pelas sucessivas e inoperantes políticas educativas, reformas e contra reformas que, idealizadas em gabinetes, eventualmente por quem não era ou não gostava de ser professor, e operacionalizadas por algumas estruturas intermédias subservientes, procuravam evidenciar um suposto sucesso do sistema educativo com dados estatísticos que não contemplavam uma avaliação da qualidade do sucesso escolar.

Profundo desencanto, pelas crescentes políticas demagógicas e pela inconcebível estratégia maquiavélica que conseguiu dividir a classe docente, colocando professores contra professores, nas próprias escolas, nos diferentes níveis de ensino ou no ensino público, particular e cooperativo, minimizando até o facto de se poderem perder os professores, desde que se ganhasse a opinião pública, como ainda se continua a verificar com alguns políticos imprevidentes.

Profundo desencanto e revolta, pelas condições desumanas a que têm estado sujeitos tantos colegas que, por amor a uma profissão que escolheram, são obrigados a viver, ao longo de décadas, numa permanente instabilidade laboral, financeira e familiar.

Os professores têm razões de queixa (individuais e coletivas), quando são vítimas de situações degradantes e indignas, as quais deverão ser publicamente denunciadas. Também fui ostracizado pela ambiguidade da lei, então vigente, por ter decidido transitar do ensino oficial (após ter sido colocado em 6 escolas diferentes, em regime de deslocação) para uma escola particular e cooperativa, com contrato de associação, ao abrigo do art.º 70.º do Decreto-lei n.º 553/80, de 21 de novembro. Pretendia estabilidade familiar para que as filhas pudessem ter uns pais (professores) presentes, um direito que tem sido negado a tantas crianças, num país que se diz defensor de políticas natalistas e protetoras da infância!

Quando regressei à escola pública, fui obrigado a cumprir um período probatório, com aulas assistidas por avaliadores externos, “para ser verificada a capacidade de adequação do docente ao perfil de desempenho profissional exigível”, ou seja, as competências científicas e pedagógico-didáticas necessárias para que a nomeação provisória se pudesse converter em nomeação definitiva e poder reiniciar a carreira docente e um posterior ciclo de reposicionamento. Este período probatório foi realizado depois de já ter cumprido 36 anos de serviço efetivo, como professor profissionalizado, com mestrado e doutoramento em área específica de lecionação.

Foi neste contexto de encanto/desencanto que, 44 anos depois, requeri a aposentação. Decidi que o meu último dia de aulas seria passado na escola, mas em greve, um ato simbólico e solidário com os colegas que haviam acordado de uma aparente letargia anestesiante. Finalmente, os professores voltaram a encontrar na razão, união e resiliência a justificação e força para a sua luta. Voltei a sentir orgulho em ser professor (continuo a lecionar, em regime de voluntariado, numa Universidade Sénior), com redobrada esperança e com a certeza de que nada ficará como antes.

O passo mais importante já foi dado: voltar a unir e mobilizar os professores, como primeiro passo para uma luta que se enquadra bem no espírito do 25 de Abril e no âmbito das comemorações do cinquentenário da Revolução. Paradoxalmente, alguns sindicatos também já “aderiram”! Os professores estarão disponíveis para explicar que demagogia não é sinónimo, mas a negação da própria democracia. E se continuarem a ser adotadas estratégias legítimas e transparentes, que também contemplem medidas que visem atenuar os efeitos da greve no desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem, os restantes intervenientes educativos acabarão por compreender e reconhecer a justeza e oportunidade deste movimento reivindicativo.

Os professores querem fazer parte de uma escola onde a qualidade da educação, o respeito e o mérito prevaleçam, definitivamente, sobre a mediocridade, a burocracia e o oportunismo, uma consequência da progressiva degradação da escola pública. Neste contexto, há uma via para inverter, a médio/longo prazo, o estado atual a que se chegou: investir, a curto prazo, no sistema educativo e na dignificação da carreira docente.

Ser professor, valeu a pena? No final do 1.º período letivo, os meus alunos do 11.º ano viram o filme “O Clube dos poetas mortos”. Precisava de avaliar o seu impacto em jovens com a idade de alguns dos principais protagonistas, mas a viver no século XXI, o que não foi possível por falta de tempo. Sem mais aulas previstas, ainda consegui encontrar um espaço para me despedir dos alunos. Durante a breve conversa, observo que uma das alunas subiu para cima da mesa, um gesto logo seguido pelos restantes colegas da turma (sem exceção)! Fiquei sem palavras, mas com a certeza de que a mensagem havia passado, que também havia contribuído para a criação de um verdadeiro “Clube de poetas vivos”, que os alunos querem e merecem ser felizes e que, afinal, parafraseando o grande poeta, tudo vale a pena se…

 

Prof. Teodoro da Fonte

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Reflexão Sobre a Marcha de 14 de Janeiro

Estive ontem, na marcha pela educação, em Lisboa. Também estive em 2008. Tal como estive, em 2013, no Porto (contra a TROIKA).
Foi uma manifestação bonita, emocionante. Um mar de gente, de todo o país.
Enquanto íamos percorrendo a A1 percebíamos que os autocarros cheios de professores eram às centenas. Vimos também muitos automóveis com cartazes (provavelmente professores que já não conseguiram lugar nos autocarros.
Mas esta manifestação foi, efetivamente, diferente de todas as outras.
Os professores não foram agentes passivos. Fomos nós que, em cada escola, organizamos a ida a Lisboa. Contratamos os autocarros e pagamos a viagem. E foi assim em todas as escolas, em todo o país.
Esta manifestação foi organizada pela base da pirâmide. Os sindicatos tiveram de vir atrás dos professores.
Vi também vários diretores de agrupamentos na manifestação, acompanhados pelas suas equipas. Sim, porque os diretores também são professores.
Na manifestação, não se viam bandeiras de sindicatos, viam-se cartazes feitos em casa, onde se expressavam os sentimentos dos professores. Muitos bem originais: Um que dizia “sou escuteiro a sério”, outro com “Não vamos parar, habituem-se”, são só dois exemplos.
A manifestação de ontem foi o culminar da expressão do sentimento que se vive nas salas de professores das escolas. Um sentimento de indignação em relação ao que se vai passando no país, de revolta pelo desprezo com que somos tratados pela tutela. Mas, desta vez, os professores não se conformam, não se resignam.
E quanto mais o ministro riposta, mais fortes e unidos estamos.
Tinha uma enorme consideração pelo Doutor João Costa. Estive em muitas reuniões com ele enquanto secretário de estado (enquanto fui diretora de um agrupamento). Achava que ele é que devia ser o Ministro. Fiquei feliz quando passou a sê-lo. Mandei-lhe, inclusivamente, uma mensagem a congratulá-lo.
Mas, tem sido uma deceção.
Foi preciso os professores estarem em greve à quase um mês para ele marcar uma reunião.
Onde está a proximidade e a compreensão com os docentes?
No tempo da pandemia eram só agradecimentos aos professores, que revolucionaram a escola (e as suas vidas) para chegar a casa de todos os alunos e não deixar ninguém para trás. Onde está esse reconhecimento?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando manda parar os autocarros para lhes revistar as mochilas? Somos professores, não somos arruaceiros. Na bagagem levávamos o desânimo e desalento pela forma como temos sido tratados, bem como alguma esperança pela mudança… e umas sandes.
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando questiona a legalidade da greve? O 25 de abril deu-nos esse direito inquestionável. Só se fala nesse assunto agora, porque a greve dos professores está a fazer mossa.
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores quando na Madeira e nos Açores o tempo de serviço foi integralmente contabilizado para efeitos de progressão na carreira e no continente não foi?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores não eliminando as vagas de acesso ao 5º e 7º escalões?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores enquanto os concursos de professores não forem feitos apenas pela graduação profissional, eliminando de vez as prioridades?
Será que a tutela acha que acalma os ânimos e a revolta dos professores enquanto a Mobilidade por Doença for feita nos moldes em que foi este ano letivo?
A redução da dimensão dos QZP é apenas a ponta do icebergue. Estamos a lutar por muito mais do que isso. No entanto, parece que a tutela não quer ver isso. Parece estar em negação.
Deve ser assim que se sentem os condutores que vão em contramão nas autoestradas. Pela sua perceção só eles é que estão certos e todos os outros estão errados. É isto. É um erro de perceção.
A democracia começa na escola. Não há escola sem professores.
Vamos lutar pela democracia.
Escrevi mais do que o que tencionava, mas o texto foi fluindo. Há dias assim.
Sílvia Marques
Professora de Matemática

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A Ler As 3 Linhas de Acção do Ministro João Costa nO Meu Quintal

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Continua aqui:

Domingo – O Meu Quintal

 

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60% Dos Inquiridos No Barómetro Da Intercampus Dizem Compreender Os Argumentos Da Classe Docente Para A Paralisação

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Continua aqui:

Mais de metade concorda com greve de professores – Educação – Jornal de Negócios

 

 

 

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Os professores – Teresa Côrte Real

Pode ser que seja desta. Pode ser que o pais perceba que grande parte do que nos sobressalta e que impede a equidade e  crescimento presente e futuro reside aqui. No Educar.

Os professores

Ponto prévio: fui professora no ensino privado durante 22 anos e dois dos meus filhos foram alunos de duas escolas públicas. Sei o que é por isso poder escolher. Eu e eles tivemos esse privilégio. Que muitos, cada vez mais, não têm. Uma escola que seja Escola. E é também por esses ou para eles que está crónica vai.

Não me vou alongar nas reivindicações dos professores nem no que levou a esta grave. São mais do que conhecidas. Resumem-se numa palavra: dignidade. De ensinar e do aprender. Muito além do tempo de serviço, da instabilidade, do valor monetário recebido há o não reconhecimento da sociedade toda pelo esforço e empenho tantas e tantas vozes ignorado e estruturante para o bem estar e o desenvolvimento de gerações de portugueses. Porque um professor de verdade é muito mais do que o que debita dados científicos, as regras da gramática ou mostra que juntando azul e amarelo se chega ao verde com que se pinta um desenho. É quem, em conjunto com a família, tem a responsabilidade (e a maravilha) de transmitir a cada uma das crianças e jovens que por ele passa o espanto da descoberta, o porquê das coisas, a curiosidade que leva a saber mais. O querer aprender e não se ficar pelo que lhe é dado. Quem promove o salto da tal alavanca social que a Escola, no seu todo, tem que ser. Quem não deixa para trás os que, pelas circunstâncias sociais em que nasceram ou cresceram, menos hipóteses terão de aprender e de se superar. A tal promoção da excelência e de impulsionar saber, a Escola Pública que o Estado constitucionalmente está obrigado a defender. E há tantos, tão bons exemplos disso mesmo.

Só que, e ao contrário de outros países como os do Norte da Europa, este papel tem vindo a ser, década após década, mais desvalorizado e reduzido. Polarizada a questão, reduzida aos Mários Nogueiras que também a ajudaram a destruir. Sufocada por critérios programáticos carregados de ideologia e por uma infindável burocracia que afastam os vários intervenientes. Que não tem em conta a estabilidade de alunos e professores, tão essencial ao sucesso da missão. E que cada vez mais aprofunda o fosso entre uns e outros. Os que podem escolher e/ou a quem são dadas condições para exercer aquela que é muito mais do que uma profissão e quem não os tem. Não se pode pregar a inclusão e depois não investir no que está na sua base.

Pode ser que seja desta, com um protesto cada vez mais transversal que o país acorde para o que se passa há muito na Educação  Portugal. Que se sente à mesa da negociação quem de facto é Professor e não apenas quem disso faz carreira. Pode ser que o pais perceba que grande parte do que nos sobressalta e que impede a equidade e  crescimento presente e futuro reside aqui. No Educar. Pode ser

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Há muito que não se via uma manifestação de professores com tanta gente

Há muito que não se via uma manifestação de professores com tanta gente como a de este sábado. Segundo o sindicato que convocou o protesto, foram cerca de 100 mil profissionais do setor da educação contra o Governo e em defesa da escola pública. Exigem que sejam contados todos os anos da carreira e pedem a demissão do ministro da Educação.

A manifestação dos 120 mil professores foi a maior de sempre, decorria o ano de 2008. Quase 15 anos depois, não chegam a tantos, mas o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) aponta para quase 100 mil participantes.

Saiba mais aqui http://bit.ly/3XenMcX

 

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As Minhas Previsões na Sexta 13

Dificilmente erro nos números e conto que amanhã o número de manifestantes ande mais perto da centena de milhar, do que da meia centena de milhar.

 

E pelos vistos aconteceu.

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