Dezembro 2020 archive

ME olha para o lado só para não ver o que poderá acontecer no 2.º período

 

Em fevereiro ouvi e vi a D. Graça afirmar que o tal vírus chinês nunca chegaria a Portugal. Em março instalou-se o caos nas escolas aquando do encerramento e as orientações do ME foram tão vagas que ninguém se entendia. Agora não mudam nada e os planos de contingência das escolas preveem todos os cenários, logo não é necessário acrescentar nada de novo. Opta-se pela reação porque a prevenção já se esgotou…

Nova variante do vírus pressiona fecho de escolas no Reino Unido. Portugal descarta este cenário ou prolongar férias

Os mais recentes estudos apontam para que a variante descoberta no Reino Unido seja mais infeciosa nas crianças, levando a que algumas escolas estejam a fechar as portas. Contudo, em Portugal essa solução parece estar longe de ser implementada, uma vez que não passa de um «cenário» hipotético.

Contactado pela ‘Executive Digest’ fonte oficial do ministério da Educação foi perentória ao garantir que não haverá alterações ao calendário escolar, no sentido de prolongar as férias do Natal, nem está prevista qualquer outra medida para as escolas.

«O primeiro-ministro já disse que não havia alterações ao calendário escolar, o ministro (da educação) também. Se houver alguma alteração as autoridades dirão», refere. Quanto ao futuro e à possível chegada da variante a Portugal a situação é uma incógnita, mas o fecho das escolas não está em cima da mesa.

«Não sabemos, para já nenhum país da Europa fechou escolas a não ser o Reino Unido e só em algumas regiões. Mais para a frente, com as reuniões dos especialistas, se houver alguma necessidade logo se vê», afirma dizendo que «nunca se fecharam as escolas durante este período todo», por isso essa não deverá ser uma opção a seguir.

A mesma fonte refere que esta situação «é um cenário, nada mais e nós não lidamos com cenários, lidamos depois com factos e se os factos assim o determinarem, as autoridades de saúde em conjunto com o Governo irão avaliar, mas não será para já», garante.

«É uma questão ainda muito prematura. As escolas estão fechadas, não há sequer ainda notícia desta mutação em Portugal, só em dois ou três países da Europa, por isso não havendo informação é estarmos a discutir algo que não se coloca e pode nunca vir a colocar-se», conclui.

Ainda sobre o fecho das escolas ou uma eventual possibilidade de prolongar as férias escolares, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), disse à Executive Digest que essa nunca foi uma opção defendida pelo organismo, esclarecendo que desde que sejam aplicadas todas as medidas de segurança para a comunidade escolar, as aulas presenciais devem continuar.

A Executive Digest tentou contactar o Ministério da Saúde e a Direção Geral da Saúde (DGS), para obter mais esclarecimentos sobre esta matéria, mas até ao momento ainda não obteve qualquer resposta.

 

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138 Contratados colocados na RR14

Foram colocados 138 contratados na Reserva de Recrutamento 14, distribuídos sa seguinte forma:

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Como estão as Metas da Educação e Formação para 2020

Segundo o relatório do Estado da Educação ainda não foram alcançadas e prevejo que algumas ficarão pelo caminho se o prazo de execução não se prolongar.

 

 

 

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Reserva de recrutamento 14

 

Reserva de recrutamento n.º 14

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 14.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 29 de dezembro, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 30 dezembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Clivagem entre elites e povo é construída na escola

 

′′ Se o desprezo entre elite e classes populares é recíproco, isso é, em grande parte, explicado pela segregação e seleção que reina no nosso sistema educacional. ′′ O ponto de vista de Vincent Troger, mestre em Ciências da Educação.

A divisão entre as elites e as pessoas é construída na escola

E se a nossa própria escola, e o princípio meritocrático que a fundou, foram a causa da ruptura entre as elites  e grande parte da população? Esta é, em particular, a tese há muito defendida pelo sociólogo François Dubet, que recentemente elaborou num livro escrito com sua colega Marie Duru-Bellat, Can School Save Democracy?, Seuil, 2020 (veja o artigo “Educação: Devemos dar prioridade aos vencidos”). Em particular, os dois sociólogos apontam que o princípio da igualdade de oportunidades e do sucesso por mérito académico tem o efeito de que a escolaridade é organizada como uma competição, com vencedores e perdedores, e não como um esforço coletivo para garantir o sucesso do maior número possível de alunos. Na França, o sistema de orientação trabalha numa lógica de eliminar alunos e nem todos serão admitidos nos cursos seletivos de ensino superior, aqueles que garantem acesso aos mais privilegiados status socioemotivos. E para muitos deles, o fracasso chega cedo.

Ler mais aqui

 

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Diferença de oportunidades, ensino público versus ensino privado

Hoje deparei-me com esta “notícia” na Visão. Uma tal de Sofia Arruda afirma o seguinte:

Sofia explica que sempre estudou em escolas públicas, ao contrário do seu marido, David. Por essa razão, o casal percebeu que podem existir mais oportunidades no ensino privado.

“A diferença de ‘oportunidades’ é gigante. Muito menos na escola pública, infelizmente”, realça.

“Eu tive que lutar para conseguir aprender, tive que pagar cursos privados para colmatar as lacunas do meu ensino E, além de tudo, queremos que o Xavier seja bilingue e como nem eu, nem o pai somos, ele tem de aprender na escola”, completa.

 

Não é algo que nunca tenha ouvido, na classe politica portuguesa é algo muito “normal”. A questão que se põe é se o ensino será mesmo diferente e porquê. O programa é igual ou similar, não será essa a razão. Os professores que dão aulas no ensino privado, na maioria das vezes acaba por vir para o ensino público ou está nos dois em simultâneo. Será o público alvo? Serão as crianças e jovens que frequentam um e outro ensino que farão a diferença? Serão as famílias das quais proveem os alunos e o seu nível socioeconómico que gerarão mais oportunidades? Sim, claro que sim. Mas há mais razões…

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Dia V

Hoje é sem dúvida um dia importante para a medicina e para o nosso futuro, no entanto, salvo raras exceções, o ano letivo 2020/2021 dificilmente terminará com a imunidade de grupo e poucos professores e alunos serão vacinados até à conclusão deste ano letivo.

Mas já é esperançoso prever que no ano letivo 2021/2022 possa haver imunidade de grupo e tudo volte à normalidade no início desse ano letivo.

Para memória futura fica aqui a imagem de António Sarmento, o primeiro português a ser vacinado contra a Covid-19, num estilo muito semelhante ao nosso Presidente da República.

Que 2021 seja de facto o ano de mudança.

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A frente de batalha contra a desgraça sempre teve lugar na escola.

Sempre tive essa noção, em caso de crise é na escola que se vê, em primeiro lugar, a desgraça a acontecer. São as crianças e jovens, os primeiros a deixar notar o que se passa em casa. Se olharmos com atenção verificamos a mudança de rotinas, de lanches, de pequenos pormenores que na maioria das vezes passam ao lado da restante sociedade. É na escola que a fome vem morrer.

Este ano não é diferente, esta crise vai afetar muitos que até agora ajudavam e, agora, são eles que necessitam de ajuda.

Alunos que ajudavam colegas carenciados são quem agora precisa de apoio

Alunos de famílias de classe média, que antes participavam em campanhas de solidariedade, são agora quem precisa dessa ajuda e algumas escolas receiam não conseguir acudir a todos.

 

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