Dezembro 2020 archive

A linha da frente não é só no hospital

 

Convinha falar publicamente que manter professores em idade de risco em salas de 30m2 com mais de 25 alunos, muitas vezes sem ventilação, e durante uma manhã ou tarde inteira consecutivamente, é estar na linha da frente do contágio do covid-19. Sempre que um docente inicia a semana de trabalho, não sabe se será a última da sua vida ou se ficará com mazelas para toda a vida porque é um dos azarados genéticos que não tem imunidade e fica agarrado a um ventilador, porque sabe que a escola é um antro de contágio. Para um docente no topo da carreira, o mais inteligente é ficar com incapacidade temporária durante o ano letivo, porque entre as possíveis consequências e as perdas salariais, a escolha é óbvia. Para os outros docentes, devido aos escalões baixos em que gravitam e com as despesas familiares que ainda suportam, já têm de ponderar seriamente as perdas salariais durante um ano. Aliás, este é outro assunto que vai outra vez afetar a classe: a progressão na carreira. Com a certeza do défice a aumentar, todos sabem que a receita usual é atacar os salários e progressões na carreira; quem já subiu para o 7º escalão ou ainda vai subir em 2021, está safo e pertence ao grupo dos sortudos que podem chegar ao topo da carreira. Os que ainda estão entre o 1º e 6º escalões, vão-se tramar porque dificilmente subirão de escalão, e de certeza que não chegarão ao topo, já que durante 2021 vão começar a diminuir as vagas para o 7º escalão e 5º escalão, e nos anos seguintes tudo se conjuga para novos ‘congelamentos’, por causa dos milhares de milhões que foram desviados para pagar os cataclismos financeiros (TAP, Novo Banco, BPN, PPP, etc.).

Existe um conjunto de dezenas de milhares de docentes com nenhuma esperança na melhoria da sua qualidade de vida financeira, pelo que questiona-se legitimamente qual a sua motivação para um desempenho profissional. Normalmente, serão os utentes os prejudicados finais, que no caso da educação, os efeitos só serão visíveis vários anos depois…

MS

 

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Pelas terras de Sua Majestade fecham escolas e testam-se alunos

Por cá continuamos a acreditar…

Há pouco dizia-me uma delegada de saúde, depois de me informar sobre mais uns isolamentos profiláticos: “Quem me dera cá o dia 18…”

Welsh secondaries and colleges to shut on Monday to stem Covid spread

 

Pupils face mass testing as tier 3 Covid measures loom in London

 

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Na Página do Assistente Técnico

E por este andar não tarda que um professor no início de carreira fique equiparado ao salário mínimo nacional.

 

A Vergonha dos Governos com a Carreira de Assistente Técnico!

Em 2005 o vencimento de Assistente Técnico estava acima do Salário Mínimo Nacional 256,45 €, atualmente a diferença nos 50 € BRUTOS, falta retirar impostos!!!

Exigimos Justiça Salarial! Querem serviço público com qualidade nestas condições ?!?

 

 

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Medida Sensata

Tudo aponta que com a diminuição de restrições no Natal e na Passagem de ano possa haver uma nova vaga durante o mês de janeiro.

Parecia sensato que por cá fosse também dado um espaço maior de confinamento que permitisse reabrir com mais alguma segurança as escolas apenas no dia 11 de janeiro, dando assim tempo que fosse feito um isolamento de 14 dias após as festas do Natal.

 

Alemanha encerra escolas e lojas não essenciais a partir de quarta-feira

 

Escolas e lojas não essenciais vão fechar a partir de quarta-feira e até 10 de janeiro. Ou seja, em termos de comércio, apenas supermercados, farmácias e bancos vão manter as portas abertas nas próximas semanas.

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As Escolas e as 2ª e 3ª Vagas – Paulo Prudêncio

 

As Escolas e as 2ª e 3ª Vagas

A reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte“, é uma evidência científica recente (09/12/2020) relatada pela epidemiologista australiana Zoe Hyde (também exerce na Austrália, o que evita desvalorizações por suposta parcialidade, e é Research Officer na Faculty of Health and Medical Sciences da UWA Medical School). Lê “nesta ligação” o estudo muito bem documentado onde cheguei através do blogue Escola Portuguesa.

O estudo apresenta as seguintes conclusões (saliento nove):

  1. As escolas são locais de risco elevado porque têm espaços fechados e aglomeram pessoas;
  2. Os riscos aumentam sem distanciamento físico, sem ventilação de espaços, sem higienização de equipamentos e sem uso de máscaras;
  3. Turmas mais pequenas e ensino semi-presencial são medidas eficazes para tornar a frequência das escolas mais seguras;
  4. As crianças não são menos susceptíveis aos contágios;
  5. As crianças não têm menor capacidade de transmissão do que os adultos;
  6. É difícil detectar a infecção nos mais jovens porque muitos permanecem assintomáticos e, intencionalmente ou não, fazem-se menos testes a esses grupos etários;
  7. Os estudos mais aprofundados demonstraram que, devido à forma como a doença evolui nos organismos dos mais novos, é mais frequente a ocorrência de falsos negativos. As crianças transportam o vírus e transmitem-no sem que seja detectado pelos testes de antigénio (os mais habituais);
  8. Quando existe transmissão comunitária do vírus, e se fazem rastreios sistemáticos nas escolas, regista-se a existência de surtos activos com a propagação do vírus entre elementos da comunidade escolar;
  9. Já se sabe que quando o número de casos atinge, na comunidade, valores alarmantes, o confinamento da população escolar é uma das medidas mais eficazes para, a curto prazo, reduzir a propagação.

No centro da Europa, há regiões com mais capacidade financeira que usaram turmas mais pequenas (meia-turma presencial) na 2ª vaga e que optarão por ensino online associado a turnos ou desdobramentos a partir de Janeiro e com o início das aulas agendado para o fim da primeira quinzena desse mês. Na Alemanha, essa discussão escolar é também nuclear. As restantes regiões europeias, principalmente as mais pobres e com escolas, e turmas, numerosas, devem informar e rastrear com rigor se não quiserem (não puderem ou não as deixarem) aplicar as mesmas soluções. Devem usar toda a informação obtida, com o objectivo de que as crianças e os jovens não continuem a infectar, nas comunidades, grupos etários mais idosos e originem surtos que aumentam os internamentos hospitalares.

Para além disso, espera-se que não se repitam, tal a importância, e as consequências, da má informação, os seguintes números e conclusões: as escolas registam apenas 3% dos locais de contágio (esses números salientavam os tais 61% em habitações e festejos familiares) e as escolas massificadas são seguras. Como nos recordamos, uma ou duas semanas depois destes dados revelaram-se números muito diferentes: “desconhecem-se 81% dos locais de contágio, a pandemia galopou na população em idade escolar e é nesse grupo etário que existe o maior número de infectados”. Já agora, a tão propalada envelhecida classe de professores lecciona com mil e um cuidados, e por sua exclusiva conta, e reconhece que, definitiva e objectivamente, este não é um país para professores; nem para os outros profissionais da educação. A escola continua na primeira linha da guarda das crianças e jovens, mas mantém-se na terceira linha das prioridades organizacionais dos governos.

No que verdadeiramente conta na crise pandémica, e para além da muito positiva ajuda europeia às falências e ao desemprego, as mortes aumentaram muito na 2ª vaga (em Portugal duplicaram ou triplicaram) e teme-se, apesar da esperança na vacina, que os números subam ainda mais numa previsível 3ª vaga que acontecerá pela 1ª vez em pleno inverno.

 

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Queixem-se, pá! Não se fiquem…

 

O grande problema da classe docente é o “rebanhismo”. Portam-se como ovelhas, seguindo os assobios do pastor com uma religiosidade muito próxima da fé. Limitam-se a pastar nos locais que lhes limitam a ração e os impedem de alcançar aquele pasto muito mais saboroso e nutritivo.

Quando aparece uma ovelha de outra cor, imediatamente é isolada, posta de castigo e apelidada de subversiva.

Fica o conselho do Luís Braga em relação à marcação de reuniões presenciais por parte dos diretores a que elas não vão…

“Aos diretores que vão fazer reuniões presenciais ponham-lhes o sindicato à perna, exijam debate ao Conselho Geral, queixem-se ao Ministro, escrevam para a inspeção, comuniquem à Dgs. Façam qualquer coisa mas não se abstenham de agir. . Não sejam só preenchedores de “grelhas”, amorfos e passivos. Sejam professores. Isto é cidadãos ativos, conscientes e que lutam pelos seus direitos. E neste caso pela saúde da comunidade.”

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150 Docentes Aposentados em Janeiro de 2021

Constam 150 docentes da rede pública do Ministério da Educação da Lista de aposentados e reformados a partir de 1 de janeiro de 2021, de acordo com a distribuição do quadro seguinte que fica já preparado para receber todos os dados do ano 2021.

Prevê-se que em 2021 aposentem-se 2.067 docentes.

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Enquanto pela Alemanha Pretende-se o Alargamento das Férias Escolares no Natal

Merkel argumenta que se sigam as indicações de que as férias escolares de Natal no país sejam antecipadas e durem mais tempo, até 10 de janeiro.

 

Por aqui tudo continua em funcionamento até ao dia 18 de dezembro, com reuniões de avaliação (muitas delas presenciais) até ao dia 23 de dezembro e em alguns casos até ao dia 24 de dezembro.

Seria mais lógico que em vez das pontes de 30 de novembro e de 7 de dezembro (logo duas segundas-feiras) que as aulas terminassem no dia 15 de dezembro, permitindo assim que as reuniões de avaliação pudessem ser realizadas até ao dia 18, dando mais alguma segurança para as reuniões familiares do Natal.

 

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Também há Heróis desconhecidos, mas com um rosto e com um nome…

 

Também há Heróis desconhecidos, mas com um rosto e com um nome…

 

Nos tempos que correm, assiste-se, frequentemente, à quase “divinização” de algumas pessoas, muito elogiadas e distinguidas pelos seus feitos notórios. A sua coragem e altruísmo são quase sempre as qualidades mais destacadas pelo julgamento dos seus concidadãos… Esses Heróis costumam ser agraciados com palmas e com homenagens públicas…

E depois há os Heróis incógnitos: aqueles que ninguém reconhece publicamente, mas que efectivamente o são. Nas escolas há alguns desses Heróis. Muitas vezes, desconhecidos da maioria, mas com um rosto e com um nome… São, assim, uma espécie de “filhos de um Deus menor”, esquecidos e negligenciados… Às vezes até estão mesmo à nossa frente, mas não os “vemos”, talvez por não prestarmos a atenção devida, talvez por eles se “esconderem”, esforçando-se para não serem vistos…

A capacidade de adaptação e de sobrevivência de muitas crianças e jovens, muitas vezes nas mais inóspitas condições, é deveras impressionante… Charles Darwin não poderia deixar de os considerar como verdadeiros vencedores…

E essa sua capacidade de resiliência e de sobrevivência não pode deixar de nos causar alguma perplexidade, mas também de nos fazer constactar o quão melodramáticos somos por vezes, pelo exagero de muitas das nossas queixas e lamúrias…

Falo daquelas crianças e jovens em risco ou em perigo, com vidas marcadas pelo verdadeiro drama e pela verdadeira tragédia: alguns já estiveram ou estão institucionalizados ou foram entregues a famílias de acolhimento por abandono parental, por maus tratos/agressões parentais e/ou por negligência destes últimos; por morte dos progenitores, pela sua detenção em estabelecimentos prisionais ou pela sua toxicodependência…

Mas falo também daquelas crianças e jovens que neste momento vivem em famílias naturais, aparentemente funcionais, mas que se debatem com parcos recursos e dificuldades económicas, por desemprego de um dos progenitores ou de ambos, sem capacidade para satisfazer as necessidades mais básicas e elementares como a alimentação, o vestuário ou os cuidados médicos essenciais… A escolha de um presente de Natal, tão desejado pela maioria das crianças e jovens, como um brinquedo, um “tablet” ou um telemóvel, não tem aí lugar…

Muitas destas crianças e jovens não foram ainda identificadas oficialmente nem estão referenciadas em nenhum serviço de Acção Social Escolar e passam, muitas vezes, por tais dificuldades, sem apresentar qualquer queixa e sem se vitimizarem. Alguns deles, chegam mesmo a negar determinadas evidências, para não assumirem a situação de carência económica da família. Na maior parte dos casos, o constrangimento e a vergonha parecem óbvios… Algumas vezes, é preciso estar atento aos mais pequenos indícios, por vezes quase imperceptíveis, para se deduzir a existência do problema e tentar desdramatizar o mesmo… E, apesar disso, grande parte dessas crianças e jovens consegue persistir na escola, mantendo a sua vontade de aprender e de conhecer…

Mas, e hipocritamente, temos Governantes muito preocupados com o seu “Natal normal”, pura miragem para essas crianças e jovens, sendo que algumas delas nunca o tiveram e também não o vão ter este ano… Muita pretensa inclusão que só existe em normativos legais e em papéis, mas que não tem repercussões visíveis ou efeitos em termos práticos…

Para esses Governantes há outras prioridades: injectar quantias astronómicas de dinheiro, a fundo perdido, em Bancos, Companhias Aéreas e Transportes Terrestres, todos tecnicamente falidos; ou pagar principescamente a Escritórios de Advogados para realizarem consultorias/auditorias e outras coadjuvações, algumas de carácter muito duvidoso… A corrupção, a gestão danosa e algumas “relações perigosas” parecem estar a ser patrocinadas e financiadas pelo próprio Estado… Para todos esses o Natal foi e será sempre muito normal…

Os tempos difíceis que se vivem vieram acentuar e reforçar a condição socioeconómica deficitária de algumas crianças e jovens e trazer “à luz do dia” a existência de alguma pobreza, até aqui, mais ou menos encapotada.

Algumas escolas vão tentando mitigar as dificuldades económicas manifestadas por alguns alunos, através de campanhas de recolha de alimentos, brinquedos ou vestuário, ou fornecendo gratuitamente algumas refeições diárias não inscritas na Acção Social Escolar, mas isso não é suficiente, pode não perdurar durante o ano lectivo e não combate o problema na sua origem. Sim, não combate o problema na sua origem, bem sabemos, mas entre isso e não fazer nada, talvez seja preferível fazer alguma coisa, apesar de se reconhecer que o carácter da ajuda providenciada é meramente remediativo…

É urgente uma intervenção governamental junto das escolas, no sentido de avaliar a real dimensão deste problema e encontrar as melhores medidas e estratégias para o debelar… Mas o habitual “silêncio ensurdecedor” deste Ministério da Educação não augura nada de bom… O Ministro não sabe nem sonha…

Estes Heróis não precisam de palmas nem de homenagens públicas. Estes Heróis precisam que as entidades competentes não os ignorem e que efectivamente cuidem dos seus Superiores Interesses.  

O Superior Interesse de Menores não é um constructo teórico, abstracto ou vazio de significado, pelo contrário… E está muito bem definido, explicitado e concretizado em termos jurídicos e da jurisprudência…

A salvaguarda do Superior Interesse da criança ou jovem, tão frequentemente alegado por alguns em discursos, não raras vezes, levianos e inconsequentes, impõe que se alcancem soluções que promovam o respectivo desenvolvimento físico, emocional, intelectual e moral, o que, entre outros, implica a providência de condições materiais adequadas e dignas…  

E mesmo que não possamos “salvar o Mundo”, haverá sempre alguém perto de nós, ao nosso lado ou à nossa frente, que pode estar a precisar da nossa ajuda e a quem podemos disponibilizar algum tipo de auxílio ou de apoio… Às vezes, basta querer ver…

E, já agora, dispensam-se os argumentos depreciativos como apelidar de “caridadezinha” algumas das iniciativas referidas, como justificação ou desculpa para não participar nas mesmas. Quem precisa de ajuda agradece a omissão desse tipo de comentários…

 

Nota: Sem complexos, este texto apela explicitamente a determinados sentimentos, como o altruísmo, a bondade ou a empatia… Porque a realidade descrita existe. Porque não pode ser ignorada. E porque carece de intervenção oficial urgente…

 

(Matilde)

 

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Os fura GREVES…

Esteja eu contra ou favor esta greve, nunca me passaria pela cabeça inutilizar o esforço de um trabalhador na luta pelos seus direitos e deveres dos empregadores. Mas há quem faça disso modo de brilhar… e que a democracia deles não choca com a dos outros…

Onde estará o sindicato quando se fala no direito à greve? Só está na sua marcação e no circo mediático?

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Vedação anti-covid? Não! São “jaulas” ou “curros”.

A pandemia não pode ser desculpa para tudo. As crianças não podem ser tratadas assim, a pedagogia deve imperar.

Esperem até a municipalização se instalar…

Pais queixam-se de vedação anti-covid que separa pátio de escola com grades de ferro

Os encarregados de educação mais exaltados dizem tratar-se de “jaulas” ou “curros”. Câmara Municipal do Montijo admite rever a obra.

A vedação anti-covid colocada no espaço exterior da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, está a gerar descontentamento de alguns dos pais das cerca de 700 crianças, que acham a solução desadequada e perigosa.

“Brindaram as crianças com esta prenda de Natal: jaulas, curros, o que lhe quiser chamar”, disse ao PÚBLICO João Oliveira Bastos, pai de uma aluna. O mesmo encarregado de educação considera tratar-se de uma solução “indigna para seres humanos” e questiona a segurança da estrutura.

No primeiro dia de aulas após a instalação das novas zonas de segurança, vários outros pais queixaram-se também do estado da roupa e sapatos com que os filhos regressaram a casa, devido à gravilha que cobre o chão destes recintos e que, com a chuva, se transforma em lama.

 

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Comunicado S.TO.P sobre Greves

 

 

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TAP E Educação, Que Não Haja Confusão!

 

Pelo menos na última semana, o assunto TAP tem feito manchetes atrás de manchetes nos vários meios de comunicação social. Os números apresentados são, altos, muito altos, estamos na casa dos mil milhões! Quem paga? O contribuinte.

É indiscutível, que a TAP seja uma empresa estratégica. Indiscutível por todo o dinheiro que gera, direta e indiretamente no país assim como o facto de ser um dos maiores exportadores nacionais. Sabemos todos as dificuldades que o país tem em equilibrar a balança das exportações e importações e por isso até podemos compreender a importância de não a deixar cair.

O que não se compreende é a forma ligeira com que se falam em milhões para TAP(ar) buracos causados sobretudo por má gestão, seja ela privada, que não nos interessaria se depois não viessem pedir ao contribuinte, ou pública, que torna as coisas muito complicadas para este governo que insistiu em nacionalizar a empresa!

Finalmente estão a atacar o problema, identificaram bem o problema e vão atacá-lo. Espero que o façam, sem medos, sem receios e sem hesitações ou recuos. É o dinheiro de todos nós que está em causa.

O maior problema de gestão da TAP, e aquilo que a prejudica há anos, é o “acordo de empresa” que por lá prolifera que torna a operação dispendiosa e ineficiente.

A título de exemplo só pelo simples facto de um Comissários/Hospedeira de bordo entrar no avião é lhe pago um “X” que depende da sua antiguidade na empresa… Sabemos também que o número de comissários por voo era sempre superior ao exigido pela lei europeia de aviação (IATA). Ou seja, enquanto no A321 na Air France são necessários 4 comissários/Hospedeiras, na TAP são 5. Este acordo de empresa prevê também que os descansos da tripulação seja muito acima dos recomendados, fazendo com que um comissário na TAP seja menos produtivo que um comissário na Air France ou Lufthansa pois não pode ser “utilizado” com a mesma frequência. Juntando os altos níveis de abstencionismo, justificado também por não haver quebra de rendimento nos três primeiros dias, temos os ingredientes todos para uma empresa de difícil gestão.

Não é difícil perceber a dificuldade que esta empresa tem em competir financeiramente com as congéneres.

Não pode voar tantas horas se quiser cumprir o acordo de empresa, mas pode trabalhar mais horas, e ganhar como horas extras, se quiser cumprir a lei da aviação civil. Se isto não é pernicioso e sinal de má gestão o que será?

Se formos ler alguns pontos do acordo de empresa dos comandantes então a situação só piora no que toca a gastos extremos onde o mais escandaloso são as chamadas “vendas de folgas” por valores irreais. Sim isso mesmo que ouviu. Mas isto só é possível porque o descanso em acordo de empresa os permite trabalhar para a Lei da Aviação Civil, mas no caso com rendimentos muito superiores.

Nada disto teria interesse nenhum, se estivéssemos a falar de uma empresa totalmente privada. Só que não. Estamos perante uma empresa que recorre ao contribuinte para se salvar.

Será justo que, por falta de verbas, nas escolas por esse Portugal haja racionalização de papel higiénico, cópias, recursos dos mais básicos que possa imaginar?

Será justo que a maioria das salas de aulas sejam iguais há 30 anos?

Será justo que a tecnologia que “entra” nas salas de aula seja muitas vezes adquirida pelos próprios professores?

Será justo que aos Professores lhes tenham sido negados os direitos mais básicos que seria a contabilização para progressão de carreira do tempo de serviço, efetivamente, trabalhado?

Será justo que faltem professores a mais de 30 mil alunos por falta de dinheiro para os contratar decentemente?

Será justo professores Licenciados, Mestrados e mesmo Doutorados receberem durante os primeiros 20 anos, entre contratado e entrada na carreira 1500€ brutos que não poucas vezes não paga o trabalho?

Ainda se lembram do valor, que o governo dizia que não tinha, que seria necessário para a contabilização do tempo de serviço?

Lembram-se da ameaça de demissão do Primeiro Ministro?

Lembram-se da palhaçada que foi essa encenação?

Estávamos a falar de  567 milhões, 1/6 do que nos pedem para a TAP, correspondentes a uma reposição de justiça e não de excessos, como é o caso.

Perante isto, pergunto eu: O que se poderia fazer na Educação com este orçamento?

Será que a Educação não é estratégia o suficiente para o país?

Olhemos para os países desenvolvidos e percebamos como nas prioridades nacionais a valorização da Educação lhes é transversal. Com consequências! Sinto-me envergonhado com um país que despreza a Educação, mas não pestaneja quando se trata de tudo o resto!

Vergonha!

Emanuel Vicente

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O (des)investimento na Educação em Portugal

 

O (des)investimento na Educação em Portugal

É evidente que Portugal não tem apostado o suficiente num sector que é vital. E um país que não investe no seu futuro está condenado ao insucesso e à insignificância no panorama internacional.

 

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Não estará na altura de mudar a LUTA?

Lisboa. Greve dos professores passa despercebida

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O efeito Dunning-Kruger

 

O efeito Dunning-Kruger é um fenómeno que leva indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto a acreditarem saber mais que outros mais bem preparados ou mesmo especialistas, fazendo com que tomem decisões erradas e cheguem a resultados indevidos. E é a sua incompetência que restringe a sua capacidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.
O mecanismo da ilusão de superioridade foi demonstrado numa série de experiências realizadas por Justin Kruger e David Dunning, da Universidade de Cornell. Os resultados foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology em dezembro de 1999. Constataram que “a ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento”.
Os psicólogos Justin Kruger e David Dunning concluíram que:
– Os incompetentes não conseguem reconhecer a sua incompetência, podendo passar a acreditar que são injustiçados por não conseguirem os resultados esperados.
– Os incompetentes não são capazes de reconhecer a competência em outros indivíduos, pois tendem a acreditar que são os mais inteligentes no grupo em que se encontram.
– A incompetência retira aos indivíduos a capacidade cognitiva de perceber que não têm conhecimento numa área específica.
O incompetente não tem exatamente o que precisa para saber que nada sabe.
– Os indivíduos que sofrem do efeito Dunning-Kruger podem reconhecer e aceitar que eram incompetentes se passarem por um processo de qualificação e adquirirem conhecimentos.
Em 2000 Dunning e Kruger receberam o prémio Nobel de psicologia pelo seu trabalho.

 

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Previsões de sucesso para a Greve de hoje

Os resultados do inquérito realizado entre os leitores do blog…

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A Ler – A Lei Da Rolha?

A Lei Da Rolha? | O Meu Quintal

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Finalmente uma lista de escolas (Covid) fidedigna

Se compararmos com uma lista que por aí circula, a diferença é de três escolas. Se o fizermos com uma que devia ser divulgada, mas não é, a diferença é de dezoito escolas.

Vamos acreditar que esta contém todas as escolas com casos Covid-19 e ninguém anda, por aí, a ocultar nada.

“O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, está preocupado com os casos de Covid-19 registados nas escolas do concelho. Há o registo, pelo menos, de 18 estabelecimentos de ensino em Viseu com infeções pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

“Continuamos a ter muitos casos em dezenas de escolas, desde contaminações vindas de casa até aquelas vindas de um jovem, que fazem com que a turma fique em confinamento”, afirmou Almeida Henriques à margem da reunião do executivo camarário realizada esta quinta-feira (10 de dezembro).

Os registos contém, Centro de Apoio a Deficientes de Santo Estêvão, o Centro Escolar Mestre Arnaldo Malho, o Centro Escolar Rolando Oliveira, o Centro Social Jesus Maria José e as escolas básicas EB 1 de Santa Eugénia, EB 2.3 Azeredo Perdigão, EB 2.3 de Mundão, EB 2.3 do Viso, EB 2.3 Grão Vasco, EB 2.3 Infante D. Henrique, EB João de Barros, EB1 Aquilino Ribeiro e EB1 de Avenida.

Também estão registadas as escolas secundárias Alves Martins, Viriato e Emídio Navarro, a Escola Profissional Mariana Seixas e o Jardim de Infância Aquilino Ribeiro.”

 

 

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É uma Decisão da DireCtora e Prontos, Fiquem Bem!

Chega a dar dó de ver justificações destas para a realização de reuniões presenciais. Nem percebo a justificação da documentação ser entregue presencialmente quando existem outras formas de o fazer à distância, a não ser que se viva ainda no tempo da ata ser manuscrita em livro próprio.

 

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Lista Colorida – RR13

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR13.

Até ao momento…

  • 19 pessoas estão no seu 3º contrato;
  • 572 estão no 2º contrato;
  • 23988 tiveram até ao momento 1 contrato.

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É Só Fazer Contas

… para se perceber que este modelo de avaliação está ultrapassado e que após quase 9 anos da sua vigência nunca se procedeu à sua avaliação, nem muito menos foram ouvidas as associações sindicais para a sua revisão.

 

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Por onde anda ele?…

 

 

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245 contratados na RR13

Foram colocados 245 professores contratados na Reserva de Recrutamento 13, distribuídos da seguinte forma:

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Há diretores que necessitam de capacitação digital…

Um desabafo de uma colega…

 Vêm aí as reuniões final de período e em muitas escolas estas estão a ser marcadas em regime presencial.

Não consigo compreender como o Ministério da Educação e a DGS ainda não se pronunciaram no sentido de irem de encontro ao regime de teletrabalho para estas reuniões, uma vez que estamos em estado de Emergência.
Ainda há duas semanas fecharam a escola durante um dia, e não acham um atentado colocar mais de 10 professores dentro duma sala 2:30 horas…eu tenho 8 turmas, e só num dia vão ser 10 horas, com 40 pessoas diferentes!
Todos percebemos que as reuniões online funcionaram perfeitamente, e até mais proveitosas, menos conversas paralelas e falava-se estritamente do que era necessário.
Sei que muito já se deve ter falado disto, mas não sinto uma indignação generalizada. Será que não estamos todos a viver o mesmo drama.
A escola sem os alunos, já não é uma preocupação?
Os professores são avós, filhos e pais, e esta época festiva que se avizinha poderá trazer muitos dissabores. Será que não podíamos fazer o nosso trabalho, igualmente bem feito, a partir de casa, como forma de prevenção?”

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Resultados TIMSS: Afinal de quem é a culpa, será que importa?

 

Resultados TIMSS: Afinal de quem é a culpa, será que importa?

Estão aí os resultados do Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), uma avaliação internacional, quadrienal, que monitoriza as competências dos alunos do 4.º ano de escolaridade, nas áreas de matemática e ciências.

Os resultados foram desoladores para os alunos portugueses, nomeadamente na área de matemática que baixaram 16 pontos, em 2015, data da anterior avaliação em que tinham alcançado 541, agora ficaram nos 525. Há uma clara regressão nas competências adquiridas pelos alunos de dois ciclos — o primeiro 2011-2015 e o segundo 2015-2019.

Esta quebra é transversal aos vários domínios e faz com que no ranking internacional, Portugal, caia oito lugares para a 21.ª posição em contraste com a 13.ª ocupada em 2015. Nota para o facto desta pontuação ser inferior à de 2011 (532)

Perante estes resultados, para meu espanto ou talvez não, o que faz o Governo? Vem rapidamente a público anunciar que estes se devem às políticas educativas do Governo em que o ministro da Educação foi Nuno Crato. Sim, percebeu bem, é rocambolesco, mas aconteceu.

Relembro que aquando da apresentação dos resultados do PISA 2015, este mesmo Governo, na altura recém empossado, veio rapidamente a público reclamar os louros. Agora é o primeiro a apressar-se a sacudir a água do capote. Não me parece séria esta atitude. Obviamente que o visado, Nuno Crato, já veio rejeitar as acusações apelidando-as de falsas e irresponsáveis.

Acho que é claro para todos que estes resultados refletem as políticas educativas do Governo do PS (2015-2019) pois foi nesse ano que os alunos, que em 2019 frequentavam o 4.º ano de escolaridade, entraram no 1.ºano

Nesse período, ao qual se reporta a monitorização, as políticas educativas mudaram drasticamente, por um lado, com Nuno Crato, a exigência na aprendizagem da matemática, talvez até excessiva, com as metas curriculares, por outro lado, com Tiago B. Rodrigues, um diminuir da exigência, desde logo com a retirada dos exames em final de ciclo, em seguida com a desvalorização das metas curriculares que teve como consequência máxima um generalizado baixar da fasquia e relaxamento.

Flexibilidade Curricular e Aprendizagens Essenciais no último ano do ciclo (2018-2019) terão sito, porventura, a machadada final para a natural obtenção destes resultados.

Nas escolas é, arrisco a dizê-lo, unânime a perceção de que a exigência baixou, o esforço deixou de ser valorizado e arranja-se sempre uma forma para que não haja retenções. Em última instância quem sai prejudicado são sempre os mesmos, os alunos.

Aguardemos por um fact-check sobre esta matéria. Até lá seria importante, como é reclamado há muito, que se criasse um Grupo de Trabalho, apartidário, que criasse, auscultando os professores no terreno, um plano estratégico para o sistema educativo.

É sempre mais importante tentar encontrar soluções que procurar culpados.

 

 

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Os resultados do TIMS, agora divulgados, já se previam desde 2016

 

Todos perceberam que a desvalorização da avaliação externa das aprendizagens levariam a este resultado. Todos, menos o ME.

A introdução de de provas de aferição em anos não terminais, 2.º, 5.º e 8.º ano não surtiu os efeitos pretendidos. Aliás, essa inovação, só por si, desvalorizou o trabalho realizado nas escolas. A inconsequência deste modelo de provas de aferição deitou por terra a evolução dos resultados dos últimos anos.

As provas de aferição, no modelo atual, desresponsabilizaram todos os intervenientes da procura em alcançar melhores resultados, de se superar. O conhecimento de uma falha não implica que a mesma venha a ser corrigida, não, se não existir um reconhecimento dessa falha. Com este modelo de provas, isso não existe.

Aplica-se aqui o Princípio de Causa e Efeito  que contém a verdade inabalável que nada acontece por acaso, que este é simplesmente um princípio para indicar uma causa existente, porém, não reconhecida ou percebida por quem de direito.

 

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Reserva de recrutamento n.º 13

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 13.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 10 de dezembro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 11 dezembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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90% DOS PROFESSORES QUER REFORMAR-SE MAIS CEDO

QUASE 90% DOS PROFESSORES QUER REFORMAR-SE MAIS CEDO

Quase 90% dos professores gostaria de se aposentar mais cedo e diz que está a trabalhar mais horas do que as legalmente estabelecidas, segundo um inquérito divulgado na semana em que os docentes realizam uma greve nacional.

Estas são algumas das conclusões do inquérito online realizado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) ao qual responderam 5.218 educadores e professores do ensino obrigatório de todo o país.

Estes docentes também se pronunciaram sobre o protesto agendado para sexta-feira e a sua posição é clara: 88,3% defendem que é preciso continuar a lutar, segundo os resultados da “Consulta aos professores e educadores em tempo de Covid-19” hoje divulgados.

À pergunta sobre o que fariam se houvesse um regime de pré-reforma, apenas 10,9% diz que não pensa nisso e que só deixará de exercer quando reunir os requisitos legais em vigor.

Todos os outros acreditam que aproveitavam o regime de pré-reforma para abandonar mais cedo a profissão: 54% diz que sai “se as condições permitirem uma aposentação sem qualquer corte” e 35,1% admite que aproveitava “se as condições não forem muito penalizadoras”.

Os professores constituem uma classe envelhecida, já que a maioria dos docentes das escolas portuguesas tem mais de 50 anos, sendo pouco mais de 1% os que têm menos de 35 anos.

Por isso, quase todos (98,2%) consideram que é urgente criar um regime específico que permita a aposentação mais cedo. Apenas 1,4% entende que o tempo de serviço e a idade são os adequados e 0,4% garante que não se importa “se tiver de ficar ainda mais alguns anos ao serviço do que os atualmente fixados”.

Outro dos problemas identificados no inquérito está relacionado com os horários de trabalho, que os professores dizem estar “desajustados”.

A grande maioria garantiu estar a trabalhar mais do que as 35 horas semanais definidas por lei, com apenas um em cada 10 professores a considerar que os horários são “adequados à atividade docente”.

Também no que toca à carreira docente, há quase unanimidade (96,9%) em considerar que existem problemas por resolver, tais como o tempo de serviço que esteve congelado e não conseguiram recuperar ou as vagas.

carreira docente é composta por 10 escalões, sendo que existem vagas para aceder ao 5.º e 7.º escalões. Para a grande maioria dos professores (87,1%), o regime de vagas deveria ser eliminado.

Os concursos de professores foram outro dos temas abordados, com os inquiridos a defender que se deve manter o modelo atual: concursos de caráter nacional em que a seleção é feita pela graduação profissional dos candidatos.

Os docentes são contra a ideia de serem os diretores a selecionar os professores (apenas 2,6% concorda com este modelo).

Outra das medidas contestadas é a transferência de competências para os municípios, por temerem que abra “a porta à ingerência na vida das escolas, à privatização e provocará ainda maiores assimetrias”.

A Fenprof lembra, em comunicado, que estas são apenas algumas das reivindicações que levam os docentes a fazer uma greve nacional em 11 de dezembro.

“Face ao bloqueio negocial imposto pelo Ministério da Educação, torna-se necessário que a luta prossiga sem adiamentos. Essa é a opinião de 88,3% dos milhares de docentes que participaram na consulta”, revela a Fenprof.

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Há mais vida para lá do vírus – Santana Castilho

Há mais vida para lá do vírus

A pandemia está a ser bem aproveitada para alguns degradarem, ainda mais, o nosso débil Estado de direito, usando uma ideologia segundo a qual determinados fins justificam quaisquer meios, restringindo, com medidas administrativas de natureza policial, direitos fundamentais e banalizando o estado de emergência, que passou a estado de todos os dias. Com receio de que lhes chamem negacionistas, são poucos os que se insurgem contra esta nova forma de fazer política, sem debate público, assente em comunicação catastrofista e, tantas vezes, em pseudociência. Não podemos continuar a viver vergados pelo medo de morrer, adiando e evitando a vida, perdendo voz e liberdade. E se há área onde essa perda é notória, ela é a Educação.
No percurso político recente de António Costa há um traço indelével, de que o próprio parece esquecer-se: saído minoritário das eleições de 2019, preferiu a volatilidade da navegação à vista no parlamento a um acordo formal com a esquerda; sobranceiro e apesar dos apoios que dele ia recebendo, descartou, à direita, qualquer entendimento com o PSD; agora, que o BE se “pôs ao fresco”, como diz, a alternativa mais provável é o isolamento que o conduzirá ao fim, a seguir às presidenciais.
A aceitação da actuação incompetente do ministro da Educação, incapaz de regurgitar, mesmo de outrem, duas ideias com sentido sobre o tema, é reveladora do desprezo a que António Costa votou a pasta. Assim, as ignorâncias de Tiago são virtudes para Costa. A negação de medidas necessárias, de que têm sido vítimas alunos, professores e pais, são arrepiantes, mas não incomodam nem um nem outro. Exemplos?
– Como tem sido abundantemente referido, mas nada politicamente tratado, cerca de 58% dos professores dos quadros das escolas vão reformar-se até 2030, num universo docente onde 53% têm idades acima dos 50 anos e apenas 1,1% abaixo dos 35.
Que fez o Governo para revalorizar a carreira docente, para acabar com a precaridade dos professores contratados, para disciplinar os cortes abjectos nos descontos para a segurança social e nas contagens de tempo de serviço, para introduzir justiça nos concursos e na avaliação do desempenho, para corrigir o roubo do tempo de serviço e demais injustiças salariais? Nada, excepção feita a vinculações insuficientes.
– Fundamentalmente por dificuldades de substituição de docentes em baixa médica ou de outros que se aposentaram, o que origina horários temporários ou incompletos, teremos cerca de 30 mil alunos sem aulas a algumas disciplinas, a poucos dias do fim do primeiro período lectivo. Que faz o Governo? Vai “adaptar” os exames à situação.
– O Relatório Anual de Segurança Interna, relativo ao ano de 2019, diz que as forças de segurança registaram, no âmbito do programa Escola Segura, 5.250 ocorrências, das quais 63% foram de natureza criminal. Particularizando, destacam-se 11 ameaças de bomba, 57 incidentes de porte de arma, 192 de posse ou consumo de drogas, 1.359 ofensas à integridade física e 119 ofensas sexuais. Que fez o Governo? Ignorou e escondeu.
– A proibição chocantemente arbitrária do ensino à distância a 30 de Novembro e 7 de Dezembro nas escolas privadas defendeu quem, de que doença? Descobriu o Governo que o vírus se propaga por fibra óptica?
– Embora a investigação existente já o dissesse, foi a realidade recentemente vivida que provou aquilo que muitos afirmaram logo que chegou a decisão de encerrar as escolas: o ensino à distância nunca poderá equivaler-se ao presencial. O papel das máquinas e das tecnologias jamais será comparável à interacção humana de um bom professor com os seus alunos. Com efeito, para que nos servem as tecnologias, se não lhes juntarmos uma humanidade que lhes dê sentido? Não foram só os mais novos, porque mais dependentes, que ficaram para trás. Foram também os cronicamente marcados pelo insucesso e os socialmente mais desfavorecidos que viram aumentar as cíclicas distâncias. E ainda que o ministério da Educação não se tenha preocupado com o fenómeno, houve quem procurasse quantificar os danos e alertasse para as repercussões alarmantes na própria economia que uma geração pior preparada faz esperar (The Economic Impacts of Learning Losses. Eric HanusheK e Ludger Woessmann. OCDE, Setembro de 2020). E que fez o Governo? Escondeu-se atrás do rotundo fiasco do programa de recuperação das aprendizagens.
In “Público” de 9.12.20

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Cinema Sem Conflitos: “Grandma”

https://vimeo.com/306693281

Título:  “Hidden Zone” | Autores: “Ng Chee Chong

“Reflexão de um homem sobre a vida após vivenciar a morte de sua avó.”

 

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

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Cinema Sem Conflitos: “Hidden Zone”

Título:  “Grandma” | Autores: “Dana Sink

“Reflexão de um homem sobre a vida após vivenciar a morte de sua avó….”

 

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

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A culpa é do fim dos exames e da flexibilização – Nuno Crato

 

Nuno Crato responde a João Costa: culpa é do fim dos exames e da flexibilização

O ex-ministro da Educação acusa o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, de lhe ter dirigido “acusações irresponsáveis e falsas”. A culpa de os resultados terem piorado a Matemática, defende Nuno Crato, é do fim dos exames no 4.º ano, “da flexibilização curricular e da natureza vaga das aprendizagens essenciais”.

O relatório TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study), divulgado esta terça-feira em Paris, que analisa o desempenho dos alunos do 4.º e 8.º anos a Matemática e Ciências. Os resultados dos alunos portugueses do 1.º ciclo desceram 16 pontos (de 541 alcançados em 2015 para 525 conseguidos em 2019) – uma quebra signficativa, que interrompe uma evolução positiva desde 1995 a 2015. Numa sessão de apresentação dos resultados, o secretário de Estado da Educação, João Costa, atribuiu a responsabilidade da descida às medidas aplicadas por Nuno Crato.

“É evidente que a opção pelo currículo e metas muito exigentes fez baixar níveis de desempenho superiores”, defendeu João Costa. Nuno Crato contra-atacou. Numa declaração escrita enviada ao JN, esta terça-feira, considerou ser “lamentável que a análise [aos resultados] seja evitada e substituída por acusações irresponsáveis e falsas por parte desta equipa ministerial”.

“As Metas Curriculares, que estavam em vigor em 2015 e pelas quais foram preparados os alunos então avaliados, não sofreram alterações até hoje. O que mudou foi a avaliação, ou a falta dela, e foi a “flexibilidade curricular” e a natureza vaga das “aprendizagens essenciais” que aboliram as prioridades curriculares e geraram um discurso e prática de menor ambição, menosprezando as Metas e reduzindo em muito o seu impacto positivo”, argumenta o ex-ministro. E passa a culpa: “A reversão do progresso comprovado em 2015 é, certamente, resultado de uma série de medidas entretanto adotadas”.

“Em 2015, os estudantes do 4.º que nos encheram de orgulho tinham feito todo o seu percurso escolar entre 2011 e 2015, numa cultura de exigência, de avaliação e de valorização do conhecimento. Os alunos avaliados pelo TIMSS em 2019 não tiveram esse percurso. É sobre isto que é preciso tirar lições”, lê-se ainda na declaração.

João Costa anunciou a revisão do programa de Matemática e assim das metas em vigor. Sem se comprometer com uma data de entrada em vigor, o secretário de Estado garantiu que a proposta será alvo de discussão pública e será aplicada de forma gradual. O grupo de trabalho criado pelo Governo para avaliar o ensino da disciplina, detetou problemas que decorrem das metas e programas, argumentou.

Nuno Crato começa por sublinhar que ficou “profundamente preocupado” com os resultados. “Não só com a descida, como também com o perverso aumento das desigualdades revelado”. E frisa que depois de uma década de “melhorias contínuas” a descida dos alunos portugueses merece ser “seriamente analisada”.

“A avaliação externa no 4.º ano, que vinha desde 2001 com provas de aferição e depois com provas finais em 2014, foi abolida e não foi substituída por nenhuma forma de avaliação externa. A obrigatoriedade de mais horas em Matemática e em Português e da frequência do apoio ao estudo também foi eliminada”, insiste.

No encontro com a Imprensa, João Costa defendeu que a eliminação dos exames do 4.º ano não podiam ser invocados como causa para a redução de exigência porque a evolução dos resultados vem de trás e “antes de 2013 não havia estas provas”.

 

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Resultados do TIMMS foram divulgados hoje. João Costa

 

Resultados do TIMMS foram divulgados hoje.
Portugal mantém resultados acima da média dos países participantes, mas com descida a matemática no 4.o ano.
Algumas notas apresentadas ontem à imprensa (e de comentário ao comentador):
1. Quem são estes alunos?
Alunos que entraram no sistema educativo em 2015.
Estudaram até ao final do 1.o ciclo com as metas curriculares introduzidas em 2013.
O Perfil dos Alunos e aprendizagens essenciais, bem como a flexibilidade curricular, entram em vigor em 17/18 para as escolas piloto e em 18/19 para as restantes, apenas no 1.o ano.
A possibilidade de gerir o currículo até 25% não é novidade para as escolas privadas – porque seria um problema para as públicas?
2. O fim dos exames tem impacto nestes resultados?
Há quem defenda que, embora não tenham beneficiado das alterações curriculares introduzidas em 2017 e 2018, o facto de não terem tido exames no 4.o ano cria uma cultura de desvalorização da avaliação.
Facto: a quase totalidade dos países participantes não tem exame no final do 1.o ciclo. Portugal tem uma evolução positiva desde 1995. Até 2012, não houve exames.
Qualquer correlação é, pois, mera especulação.
3. Ação sobre a Matemática
Apesar de todo o investimento feito nesta disciplina, os resultados são maus, há menos capacidade de recuperar após uma negativa e é aquela cujos resultados mais se correlacionam com o perfil socioeconómico dos alunos.
Conforme previsto no Programa do Governo, está em curso a produção de documentos curriculares para todos os anos e de uma reestruturação da disciplina no ensino secundário.
Os alegados padrões de exigência fizeram baixar os melhores desempenhos. Neste momento, os dados convergem: TIMMS, PIRL e PISA.
Acima de tudo, importa-nos agir para que a matemática chegue a todos e não apenas aos mais privilegiados.
SE João Costa

 

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Tabelas (provisórias) de Vencimento 2021

Estas tabelas de vencimento para 2021 são provisórias, ainda poderão sofre alguma alteração com a aprovação do OE. Agradecemos à equipa do Sindicato de Professores da Zona Centro.

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A Culpa é de Nuno Crato? Alexandre Homem Cristo Responde

1. Saíram os resultados do TIMSS 2019. Esta é uma avaliação internacional de referência, como o PISA da OCDE, que monitoriza as competências dos alunos do 4º ano a matemática e ciências, de 4 em 4 anos. Em Matemática, os alunos portugueses pioraram claramente, entre 2015 e 2019.
2. A matemática, em 2015, Portugal teve score de 541. Em 2019, caiu 16 pontos, para 525. Este score é até inferior ao de 2011 (532). Pioria não foi só o anular dos excelentes resultados de 2015, mas queda profunda. Em Ciências, a aparente pioria não é estatisticamente significativa.
3. No detalhe, observa-se uma queda em competências-chave. No raciocínio, é brutal: 519 (2019), quando antes estava consolidada — 532 (2015) e 531 (2011). Queda também no conhecimento (548 em 2015, 523 em 2019). Seja números, geometria ou dados, a pioria acontece em todos domínios.
4. Isto reflectiu-se no ranking internacional. Em 2015, Portugal teve o 13º melhor desempenho. Em 2019, caiu 8 lugares, para a 21º posição. Isto revela que a pioria em Portugal não foi acompanhada por outros países. Ou seja, é um problema português, não é uma tendência global.
5. Estes resultados espelham os efeitos das políticas públicas do PS na educação desde 2015. Não haja qualquer dúvida: os ciclos do TIMSS estão alinhados com ciclos governativos. Em 2015, o TIMSS foi também o teste de algodão das políticas públicas então implementadas (2011-2015).
6. O TIMSS 2019 testa alunos que fizeram 1º ciclo (2015-2019) sob governo PS. No relaxamento imposto pela eliminação de exames. No desvalorizar das metas curriculares de 2012 (criticadas pelo governo desde a 1ª hora). Sob novas orientações e Aprendizagens Essenciais no seu 4º ano.
7. Do mesmo modo, o TIMSS 2015 testou alunos que fizeram 1º ciclo (2011-2015) sob governo PSD-CDS. Com provas finais de ciclo, com novas metas curriculares, com uma declarada ambição de exigência na aprendizagem da matemática. E num contexto de crise económica.
8. O contraste político entre 2015 e 2019 é absoluto. São duas visões antagónicas em confronto. Já sabíamos. Mas o TIMSS tem a vantagem de clarificar efeitos, porque alunos dessas edições são produto das visões respectivas, realizando 1º ciclo sob orientações políticas específicas.
9. Mais: em 2019, houve condições óptimas para alcançar melhores resultados. Maior orçamento na Educação, mais professores nos quadros, menos alunos (sangria demográfica) e por isso melhores rácios de recursos por aluno, contexto económico de crescimento. Mas resultados pioraram.
10. Então, o que explica a queda em 2019? Duas coisas. Primeiro, a ausência de exames, que baixaram o compromisso de aprendizagem (como a literatura científica avisou que aconteceria). Ao eliminar as provas finais do 4º e do 6º ano, o governo PS promoveu relaxamento nas escolas.
11. Segundo, as alterações curriculares — desde a flexibilidade curricular (gestão de 25% do currículo nas escolas) à rejeição das metas curriculares (acusadas de serem demasiado exigentes), passando por fim pelas Aprendizagens Essenciais, a fasquia baixou estruturalmente.
12. O governo já responsabilizou PSD-CDS/ Nuno Crato pelos maus resultados em 2019 🤣. Pelo exposto acima, a acusação é objectivamente falsa. É só desespero e spin político. Estes alunos começaram escolaridade obrigatória sob o PS e levaram com todas as alterações então efectuadas. E, já agora, pela lógica do PS, em 2015 os bons resultados seriam mérito de quem? De Isabel Alçada? 😂 Enfim, é mesmo só para rir.
13. Nota final. Entre 2001 e 2015, Portugal avaliou alunos do 4º ano, com provas de aferição ou exames finais. Desde 2016, o governo acabou com essas avaliações. Por isso, o TIMSS tem a importância reforçada de ser a única fonte de informação fiável sobre os desempenhos no 4º ano.

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Programa de Matemática vai ser revisto e integrar Programação

Programa de Matemática vai ser revisto e integrar Programação

 

O programa da Matemática vai ser revisto – não só para integrar novos temas como o conhecimento computacional e a programação mas também para reverter o “insucesso” da disciplina, assumiu o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, numa reunião com jornalistas sobre o relatório internacional divulgado esta terça-feira, em Paris. Os alunos do 4.º ano atingiram os 525 pontos, ficando em 20.º lugar entre 58 países analisados mas, ainda assim, desceram 16 pontos em relação aos resultados obtidos em 2015.

Ponte de Lima, 07/11/2019 – Escola do Freixo adoptou um sistema escolar sem reprovações.
Um professor explica a construção das palavras a alunos com dificuldades educativas.
(Rui Manuel Fonseca / Global Imagens)

 

O TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study) é um estudo internacional de avaliação do desempenho de alunos do 4.º e 8.º anos a Matemática e a Ciências. Além da queda a Matemática, os alunos do 1.º ciclo também desceram a Ciências de 508 pontos (em 2015) para 504 pontos (2019), ficando em 33.º lugar da tabela. Os mais velhos, alcançaram os 500 pontos a Matemática (18.º lugar entre 39 países) e 519 a Ciências – a última avaliação do TIMSS a alunos deste ano de escolaridade foi em 1995 e a diferença é enorme: mais 49 pontos a Matemática e 46 pontos a Ciências.

Para o secretário de Estado há “boas e más notícias”: a evolução gradual, registada numa curva que atravessou diferentes governos, é “positiva”; já o decréscimo a Matemática no 4.º ano e o facto de haver menos alunos a atingir os níveis de desempenho mais avançado a Ciências (só 2%) é negativo.

Há muito que João Costa assume manifesta preocupação com a Matemática. “É a disciplina que tem mais insucesso, aquela de que é mais difícil recuperar quando se tem uma retenção, a mais marcada pelas desigualdades socioeconómicas” e apesar de ser a que é alvo de investimento, em termos de horas e professores, os resultados não melhoram significativamente, admite.

A proposta de revisão vai ser pedida ao grupo de trabalho que, em 2018, apresentou um relatório com recomendações para a melhoria das aprendizagens. Desta vez o objetivo, explica João Costa, é “olhar para o programa como um todo”. O programa em vigor desde 2009 antecipou metas, por exemplo do 5.º para o 3.ºano, que exige aos alunos um nível de raciocínio abstrato que terá sido identificado pelo grupo de trabalho como uma das causas que gerou “maiores dificuldades na aprendizagem”.

O secretário de Estado recusou comprometer-se com uma data para a entrada em vigor do novo programa. A proposta será alvo de consulta pública e a sua aplicação será “sempre gradual”, garantiu.

Críticas a Nuno Crato

João Costa atribui responsabilidades às medidas aplicadas pelo ex-ministro Nuno Crato.

“É evidente que a opção pelo currículo e metas muito exigentes fez baixar níveis de desempenho superiores”, frisou atribuindo diretamente a culpa pela estagnação ou queda de resultados às reformas aplicadas entre 2012 e 2015.

Mais de 70% dos alunos do 4.º ano revelaram um nível de desempenho Intermédio a Matemática, o que significa que conseguem aplicar conhecimentos em situações simples; 9% atingiram o nível avançado, conseguindo resolver uma variedade de situações relativamente complexas, explicando o seu raciocínio. Já a Ciências, apenas 2% dos alunos atingiram o nível avançado de desempenho (“compreensão das Ciências da Vida, das Ciências Físicas e das Ciências da Terra e conhecimentos do método científico”) e 67% o nível Intermédio (“alguns conhecimentos básicos sobre plantas e animais”).

No 8.º ano, 63% conseguiram resultados Intermédios e 5% a Matemática. E a Ciências, 73% atingiram o nível Intermédio e 7% o Avançado.

Quais os fatores que mais condicionam os resultados?

O contexto socioeconómico das famílias é o mais pesado: os alunos do 4.º ano com mais recursos em casa que favorecem a aprendizagem (como livros, ligação à Internet ou pais com cursos superiores) tiveram em média, mais 108 pontos a Matemática e mais 94 pontos a Ciências do que os colegas com poucos recursos. No 8.º, essa diferença foi respectivamente de 93 e 85 pontos.

“Em média, os alunos portugueses referiram ter entre 25 e 100 livros em casa; um quarto próprio ou ligação à internet, e os seus pais indicaram a existência de 10 a 25 livros infantis em casa e que detinham o ensino pós-secundário. Os pais dos alunos do 4.º ano indicaram ainda possuir profissões ligadas aos serviços ou proprietários de pequenas empresas”, lê-se num dos documentos relativos aos resultados portugueses elaborado pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).

A frequência do Pré-Escolar é outro fator determinante. Os alunos do 4.º ano que não frequentaram Jardim de Infância tiveram os piores resultados, abaixo dos 500 pontos (média internacional), tanto a Matemática (484) como a Ciências (478) – respectivamente menos 49 e 31 pontos do que a média alcançada pelos que tiveram três anos de Pré-Escolar.

O contexto socioeconómico da escola também influencia. Em média quem estuda numa escola “favorecida” tem entre mais 20 pontos a Ciências no 4.º ano e mais 42 pontos a Matemática no 8.º ano. Aliás, os colégios privados conseguiram sempre melhores médias do que os as escolas públicas. No entanto, os resultados alcançados pelos alunos de escolas desfavorecidas portuguesas são sempre superiores, nas duas disciplinas e anos de escolaridade, à média internacional registada em estabelecimentos desfavorecidos nos outros países.

Alunos que sofrem de Bullying têm piores resultados

As diferenças não atingem os valores determinados pelo contexto socioeconómico mas também pesam. Quase um terço dos alunos do 4.º ano (32%) disseram sofrer situações de bullying “mensalmente” e 7% “semanalmente” – esses alunos atingiram uma média inferior 9 e 52 pontos mais baixa, respectivamente, em relação aos que disseram “nunca ou quase nunca” ser alvo de violência nas escolas.

No 8.º ano, os valores baixam: 16% disseram sofrer de bullying “mensalmente” e a diferença, em termos de média, para os que “nunca ou quase nunca” sofrem de violência é de menos 9 pontos a Matemática e menos 7 pontos a Ciências. Apenas 2% dos alunos assumiram ser alvo de bullying “semanalmente” e por ser uma percentagem “muito reduzida” o IAVE optou por não divulgar as suas médias.

Além dos testes aos alunos, o TIMSS também faz questionários aos diretores e professores. De acordo com as respostas dos dirigentes, quase metade das escolas de 1.º ciclo (46%) e um terço das básicas ou secundárias com 3.º ciclo (32%) têm problemas disciplinares “quase inexistentes”; e 9% (4.º ano) e 8% (8.º ano) têm problemas disciplinares “moderados a grave”. O impacto nos resultados é menor: 22 pontos de diferença a Matemática e 16 a Ciência, no 4.º ano, entre as escolas sem indisciplina e as que têm problemas graves; no 8.º ano, essa diferença é de 26 pontos a Matemática e 21 pontos em Ciências.

No questionário feito aos professores, os docentes revelaram considerar que apenas 11% dos alunos do 4.º ano e 14% dos do 8.º manifestam disponibilidade para aprender – percentagens bem inferiores às reportadas nos outros países, cuja média é de 36 a 37% no 4.º ano e 24 a 26% no 8.º.

Cerca de 70% dos professores portugueses assumiram que precisam de formação para integrar novas tecnologias nas suas aulas para desenvolverem o pensamento criativo dos alunos.

Rapazes bem melhores do que raparigas

Eles conseguiram melhores médias do que elas tanto nas duas disciplinas como nos dois anos de escolaridade. A Matemática no 4.º ano foi onde se registou maior diferença: 17 pontos separam os 533 pontos alcançados pelos rapazes dos 516 conseguidos pelas raparigas. No 8.º, essa diferença foi de 10 pontos e a Ciências foi de 5 pontos no 4.º ano e de 6 pontos entre os alunos mais velhos. É uma tendência que no caso da Matemática entre os mais novos aumenta desde 1995 (quando a diferença era apenas de 4 pontos).

Luís Santos explicou que também na avaliação externa, nos últimos 10 anos, os rapazes revelam melhor desempenho a Matemática e Ciências no 1.º e 2.º ciclos mas que a diferença vai diminuindo, sendo que nos exames do Secundário são ultrapassados pelas raparigas em todas as provas à exceção de Geometria e Geografia.

Tanto o diretor do IAVE como o secretário de Estado consideram este resultado aponta para a necessidade de diversificação das metodologias em sala de aula – objetivo, sublinhou João Costa, definido na flexibilização curricular.

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Queda na Matemática e nas Ciências

Avaliação internacional. Alunos do 4.º ano estão piores a Matemática do que em 2015 – Governo culpa reformas do tempo de Passos Coelho

 

Desempenho dos alunos portugueses na avaliação internacional TIMSS de 2019 caiu em relação ao último estudo, mas os resultados continuam acima da média. Secretário de Estado da Educação atribui descida a reformas educativas do ex-ministro Nuno Crato. A prestação nos testes de Ciências também caiu, mas não de forma significativa. Países asiáticos continuam a dominar

Infografia

No primeiro ano em que se realizou o estudo Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), em 1995, Portugal foi um dos países participantes, mas com uma estreia pouco auspiciosa. Os alunos do 4.º ano tiveram dos piores desempenhos a nível internacional. De então para cá, os resultados evoluíram de forma positiva e sustentada, com Portugal a abandonar o fim da lista. A má notícia é que entre a edição do TIMSS de 2015 e mais recente, realizada no ano passado e cujos resultados acabam de ser divulgados, os resultados pioraram.

Depois do brilharete em 2015, quando os alunos portugueses do 4.º ano conseguiram melhores resultados a Matemática do que os colegas finlandeses, 2019 registou uma descida na média de 541 para 525 pontos – ainda assim, estatisticamente acima da média de 500 pontos na escala usada pelo TIMSS e que vai de 0 a 1000. Os resultados colocam o país na 20.ª posição entre os 58 países e regiões participantes. Há cinco anos, ficou no 13º lugar.

Esta avaliação internacional realiza-se de quatro em quatro anos, é coordenada pela International Association for the Evaluation of Educational Achievment e, ainda que não tenha a projeção do PISA (a maior avaliação em Educação, realizada pela OCDE), permite perceber como evoluem e se comparam os alunos a Matemática e Ciências, em dois momentos diferentes do sistema de ensino: no 4.º e no 8.º ano.

A Ciências, os resultados já tinham baixado em 2015 e voltaram a cair em 2019, ainda que de forma estatisticamente irrelevante. O desempenho está agora na média internacional.

Para o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, a descida é o resultado das políticas educativas aplicadas pelo ex-ministro Nuno Crato, durante o Governo de Passos Coelho (2011-2015). Isto porque os alunos do 4.º ano que realizaram o TIMSS 2019 são a “geração das metas curriculares (aprovadas em 2013) e que as seguiram desde o 1.º ano de escola”, argumentou o governante numa sessão online de apresentação dos resultados à comunicação social.

As metas curriculares foram definidas para todas as disciplinas do ensino básico e secundário e serviam como um guião concreto e preciso sobre os conhecimentos que os alunos deviam adquirir no final de cada ano de escolaridade. Mas o que aconteceu, continua João Costa, é que a exigência associada a estas metas acabou por fazer baixar os desempenhos. “Os resultados dos alunos portugueses nos últimos estudos internacionais – TIMSS, PIRLS (leitura) e PISA – são coerentes e espelham os efeitos das reformas aplicadas entre 2012 e 2015”.

Por oposição, continua o secretário de Estado, a eliminação dos exames nacionais no final do 4.º (e também do 6.º ano) não pode ser apontada como causa explicativa, porque a evolução dos resultados vem de trás e “antes de 2013 não havia estas provas”.

A IMPORTÂNCIA DO QUE SE TEM EM CASA

Mas o que estes estudos internacionais também têm demonstrado inequivocamente – e o TIMSS não é exceção – é que há outros fatores para além das políticas educativas que têm grande influência.

Um deles é a frequência da educação pré-escolar. Os alunos que nunca frequentaram o jardim de infância obtiveram em média menos 49 pontos do que os que frequentaram durante três ou mais anos. A Ciências, no 4.º ano, a diferença é de 31 pontos.

Outros têm a ver a com a composição socioeconómica da escola frequentada, a importância atribuída pelos diretores ao sucesso escolar ou o ambiente escolar mais seguro e organizado. Mas mais determinante ainda são os recursos para a aprendizagem disponíveis em casa, como a existência de livros ou ligação à Internet.

A diferença de desempenho entre os alunos com mais recursos em casa, tanto em Portugal como na média internacional, ronda e chega a superar os 100 pontos face a quem tem poucos meios de apoio no contexto familiar.

Por níveis de desempenho, 74% dos alunos do 4.º ano atingiram o patamar intermédio a Matemática e 67% a Ciências. Ao nível mais elevado da escala chegaram 9% e 2%, respetivamente, enquanto 5% e 7% não alcançaram o mínimo exigível (abaixo dos 400 pontos).

O TIMSS também testa os desempenhos no 8.º ano, que contou na edição de 2019 com menos países participantes. Portugal entrou pela segunda vez (a primeira tinha sido em 1995) e, como seria de esperar, os resultados melhoraram bastante ao longo do tempo.

Outras constantes evidenciadas por esta avaliação prendem-se com as diferenças de género e de tipo de escola. As diferenças, para as quais entram várias explicações, incluindo a composição da população, são significativas em favor das privadas.

Os rapazes também voltam a apresentar resultados médios superiores aos das raparigas, ainda que estas diferenças se esbatam com a idade e haja até uma inflexão mais tarde, como demonstram as classificações nos exames do secundário.

O SUCESSO ASIÁTICO

A nível internacional, os países/economias da Ásia Oriental voltam a destacar-se, nota-se no relatório do Instituto de Avaliação Educativa, que coordena este e outros estudos internacionais em Portugal.

Singapura, Taipé-Chinês, Coreia, Japão e Hong Kong foram os que obtiveram melhores resultados nos testes TIMSS, sendo que Singapura lidera todos os rankings. A Matemática, tanto os alunos do 4.º como os do 8.º ano conseguiram uma média acima dos 610 pontos.

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Aquilo que o Costa não sabe… escolas precisam dos professores

 

Escolas precisam dos professores, diz diretor de Cinfães

As escolas precisam dos professores, defende Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e diretor do Agrupamento de Escolas Serpa Pinto, em Cinfães.

O responsável reage assim à possibilidade de docentes sem aulas poderem ser chamados a ajudar as equipas de rastreio à Covid-19, conforme determinado recentemente pelo Governo, tal como prometido pelo primeiro-ministro.

“As escolas precisam de todos os recursos, e muito mais num tempo como este em que temos muitas vezes professores a ficarem em casa por ordem da autoridade de saúde e precisamos que eles sejam substituídos para que os alunos não fiquem sem aulas”, defende Manuel Pereira.

No entanto, o diretor escolar admite que pode haver escolas com excesso de professores, o que, nestes casos, compreende “que se possam libertar alguns”. “Mas, neste tempo, todos os recursos não são demais”, frisa.

Manuel Pereira acrescenta que, a seu ver, é preciso apoiar alunos “que, no último ano letivo, perderam muitas das competências que era suposto que tivessem adquirido”, sugerindo um “processo de mentoria e acompanhamento” dos estudantes.

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares defende que os professores que sejam requisitados para as equipas de rastreio Covid devem ter formação para que possam desempenhar as suas funções.

“Para que se possa fazer um trabalho sério e responsável, é preciso que as pessoas tenham os instrumentos necessários para que o possam fazer. Se um professor da área de educação tem de ir trabalhar noutra área temporariamente, faria todo o sentido que fosse apoiado na formação para que possa trabalhar nessa outra área com rigor e que possa rentabilizar o seu esforço”, argumenta.

 

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ME é responsável pelos milhares de alunos sem aulas

 

ME é responsável pelos milhares de alunos sem aulas

A tutela não tem tido o engenho e a arte para a criação de condições que levem os professores no desemprego a aceitarem horários que lhes permitam o mínimo de sobrevivência. O atual ministro da Educação, esse, está na iminência de se tornar o político há mais tempo na pasta e o que menos vezes reuniu com os representantes de educadores e professores
Em encontro por videoconferência neste sábado de mais de meia centena de dirigentes pertencentes à Direção do SPZC resultou um profundo levantamento da atual situação das escolas e da complexa situação em que se encontram os professores.
O espaço público e mediático tem sido invadido com a ideia de que muitos dos milhares de alunos que estão sem aulas se deve à falta de professores. A realidade comprova que há docentes disponíveis e, contrariamente ao que seria de esperar, no desemprego. Esta aparente contradição deve-se ao facto de as regras para as colocações estarem desfasadas das reais e efetivas necessidades da oferta e procura. Muitos dos horários que vão a concurso têm um número de horas de tal forma reduzido que torna impossível aos candidatos arcarem com as despesas de uma eventual deslocação para fora da sua área de residência. A não ser que paguem para trabalhar.
Compete única e exclusivamente ao Ministério da Educação (ME), sem qualquer demora ou hesitação, adaptar a colocação dos professores com a realidade. Diminuir a área geográfica dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e aumentar o número mínimo de horas dos horários a concurso seriam, desde logo, duas possíveis e excelentes medidas a serem tomadas.
Outro aspeto que deve merecer imediata correção é a exigência aos docentes de múltiplas tarefas que se traduzem numa enorme sobrecarga de trabalho. A sua permanência deve restringir-se unicamente às tarefas presenciais com os alunos.
À sua maneira, também os docentes estão na linha da frente da COVID-19. É urgente uma solução eficaz para os educadores e professores dos grupos de risco. Não se compreende que uns e outros não se encontrem nas prioridades da vacinação.
Por último e não menos importante, os elementos da Direção do SPZC criticam de forma vincada a não resposta da tutela aos constantes pedidos de reuniões. O objetivo é o de, no quadro negocial e de concertação, encontrar as melhores soluções para o vasto leque de problemas do sector. O despudorado distanciamento é de tal ordem que o atual ministro, apesar de ser o que mais tempo ocupou o lugar, se arrisca a ser aquele que menos vezes reuniu com as organizações representativas dos docentes.
A Direção

 

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