30 de Dezembro de 2020 archive

A casa de Nuno Crato ardeu

Um fogo na cobertura da casa de Nuno Crato deflagrou, hoje, pelo final da tarde. Nuno Crato e a companheira estavam na sua residência, mas conseguiram sair. As autoridades foram chamadas e os Bombeiros conseguiram dominar o incêndio.

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Números do Blog de 2020

Neste ano tão atípico o Blog DeAr Lindo manteve-se, tal como nos anos anteriores, com publicações diárias ao longo dos 366 dias do ano.

Com maior disponibilidade dos professores para o trabalho com ferramentas digitais o Blog bateu o record de visualizações desde  que existe em 2008, e em 2020 teve mais de 13 milhões de visualizações, o que dá uma média de visualizações superior a 36 mil por dia.

Também foi neste ano que mais artigos publicamos ao longo de um ano e em média foram publicados quase 8 artigos por dia, perfazendo quase 3 mil artigos ao longo de 2020.

No entanto, o máximo do mês de setembro de 2014 (2.391.514 visualizações) não foi batido e dificilmente o será. Também o máximo de visualizações no dia 18 de julho de 2017 com 364.052 visualizações nunca mais será possível de repetir-se, pois não é todos os dias que a DGAE publica por engano as listas de colocações de um concurso interno e depois as retira.

Neste momento o Blog DeAr Lindo na rede social Facebook já tem mais de 80 mil seguidores e recebem as notificações dos novos artigos, por e-mail, perto de 6 mil subscritores.

De acordo com o SimilarWeb este espaço está entre os mil mais vistos de Portugal (à data deste artigo encontrava-se na posição 946), de entre os sites que permitem a contabilização de visualizações.

Para a equipa do Blog, tal como para vocês, este foi um ano demasiado complicado, com novas exigências e novos desafios. Mas apesar de tudo estivemos diariamente presentes, mantendo este espaço sempre atualizado e com as informações mais pertinentes.

E contamos em 2021 fazer o mesmo trabalho de sempre para fazer chegar até aos nossos leitores as informações essenciais sobre Educação.

Eu, o Rui Cardoso, o Davide Martins e outros colaboradores do blog desejamos a todos os leitores um excelente 2021, duas mil e vinte e uma vezes melhor do que o ano que agora termina.

 

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Não há tolerância de ponto a 31 de dezembro

António Costa confirmou que a função pública não terá tolerância de ponto no dia 31 de dezembro. Já o estado de emergência deverá ser “automaticamente prorrogado” por mais 15 dias.

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Escolas ficam fechadas mais uma semana… no Reino Unido

Por cá vamos ver o que vai dar o regresso dia 4 de janeiro… pelo aumento de casos anunciado hoje em relação aos últimos 3 dias…

Schools in England ‘to stay closed for an extra week’ say reports

Secondary schools in England are set to remain closed for at least an extra week after the Christmas break, it has been reported.

Ministers have agreed to the delay after facing mounting calls to put back the reopening of schools as coronavirus cases soar, reports the Mirror.

Downing Street insisted this afternoon that the plan remains to open up schools in a staggered fashion.

Children would be back to classes from Monday, with the majority of kids returning to lessons a week later.

But according to TES, a new plan approved by ministers will see Year 11 and 13 exam students not return from January 4 as planned.

Only vulnerable students and children of key workers will return straight away.

Covid-19 testing in schools will commence the following week, starting on January 11.

And according to the report, all students would be back in school from the week of January 18.

The Department for Education did not deny the report, but said their position – that they want schools to return in January and that dates remained under review – had not changed.

 

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Carta de Ano Novo a um@ Director@ imaginári@

 

 

Car@ Director@:

Escrevo esta carta ciente de que, e como frequentemente afirmas, os teus afazeres são muitos e complexos e que, por isso, talvez te falte algum tempo para te dedicares aos aspectos mais simples do teu cargo, como escutar os teus subordinados… E escutar não é o mesmo que ouvir, como tu bem sabes… Muitas vezes ouves, mas não escutas, não prestas atenção ao que te está a ser dito, nem valorizas o conteúdo da mensagem…

Sobretudo se a mensagem não estiver de acordo com as tuas convicções sobre determinado assunto, é comum mostrares a tua postura mais “persuasiva”, inevitável eufemismo de uma atitude autoritária e prepotente…

Nessas situações é habitual observar-se a tua irritação, com fins previsivelmente intimidatórios, acompanhada, quase sempre, de uma intensidade sonora bastante superior à expectável e desejável… Mas os decibéis não são sinónimo de que tenhas razão, são apenas uma manifestação da tua vontade, muitas vezes, obstinada e irredutível… Na verdade, car@ Director@, não precisas de gritar e também não precisas de humilhar ninguém, muito menos na presença de outras pessoas… Apontar defeitos ou falhas é algo que só deveria acontecer em privado, como tu bem sabes, mas talvez já tenhas esquecido… Além disso, deves aos teus subordinados a mesma lealdade institucional que, legitimamente, esperas deles…

Talvez, ainda, não o tenhas percebido, mas, e ao contrário do que talvez pretendesses, esse comportamento exacerbado não é compatível com a elevação do cargo que desempenhas, nem honra as tuas funções. Pelo contrário, fragiliza-te perante os teus subordinados, tornando-te num alvo facilmente ridicularizável. Os excessos originam, quase sempre, algum tipo de caricatura…

E, sim, todos sabemos, há muito tempo, que és tu @ Director@, não precisas de o continuar a apregoar sempre que te sentes contrariad@ ou como forma de justificares algumas decisões… Todos conhecemos e respeitamos as hierarquias existentes na escola…

Car@ Director@, a comunicação entre ti e os teus subordinados costuma decorrer, mais ou menos, desta forma: a maioria diz-te apenas aquilo que sabe que tu queres ouvir; outros nunca ousam dizer-te sequer o que pensam e outros, poucos, dizem-te o que realmente pensam e são, muitas vezes, considerados como uma espécie de “proscritos” ou como indesejáveis, sobretudo se as suas opiniões forem contrárias às tuas ou diferentes das mesmas…

Car@ Directo@, também já se percebeu que te rodeaste de uma espécie de “rede de informadores” e que, por vezes, te vanglorias de saber tudo o que se passa na “tua” escola…

Mas a informação que te é veiculada por essa via pode estar deturpada, pode não corresponder à realidade e impossibilita, se for o caso, o exercício do contraditório; e o poder informal que concedes a esses “informadores” gera revolta, repúdio e incompreensão nos restantes subordinados… O incentivo à delação é algo pernicioso, indigno e vergonhoso… Além do mais, há outras formas muito mais justas, transparentes, leais e fidedignas de recolher informação, seja ela de que natureza for…

E, lembra-te, que a maior parte dos teus subordinados, como profissionais responsáveis, competentes e diligentes, não precisa de ninguém para os “vigiar”… Ser facilmente influenciável por intrigas ou mexericos é algo que não se espera de um líder…

Car@ Director@, um líder deve suscitar o respeito dos seus subordinados e não aspirar a impô-lo; o reconhecimento da autoridade e do respeito por parte dos subordinados em relação ao líder não se faz por via da imposição, mas através da confiança recíproca, assente na negociação e no comprometimento mútuo; um líder escuta os seus subordinados; admite, perante os mesmos, os seus erros quando os comete; delega, não centraliza o poder em si próprio e não toma decisões unilateralmente; um líder não instiga jogos de poder nem cria pequenos grupos “confiáveis”, constituídos apenas por subordinados que jamais assumirão qualquer divergência ou desacordo consigo; um líder (re)conhece as dificuldades e as especificidades profissionais dos seus subordinados…

Car@ Director@, tu não nasceste Director@, tu quiseste tornar-te Director@. E isso foi uma opção e uma escolha pessoal, de vida e de carreira, apenas imputável a ti própri@ e, sendo assim, não é legítimo impor as respectivas consequências a terceiros. E se considerares que tal é inaceitável, podes sempre renunciar ao exercício do cargo. Não és nenhum “mártir”, como às vezes pretendes insinuar…

Car@ Director@, o conformismo de alguns subordinados não significa concordância com as tuas decisões. Significa, quase sempre, evitamento do conflito directo contigo. O agastamento e o desassossego que um conflito pode provocar, sobretudo numa relação de poder desigual, fá-los, muitas vezes, remeter-se ao silêncio. Mas não te iludas, car@ Director@, esse silêncio também é imposto pela tua, não rara, censura ou arrogância e oculta descontentamento e mal-estar… Também é possível comunicar pelo silêncio. O silêncio, às vezes, também “fala”, assim se procure ou se queira compreender o seu significado…

Na “tua” escola, lamenta-se, mas reinam as aparências, a paz simulada e o “faz-de-conta”. A Democracia participativa parece ter ficado no lado exterior do portão da escola, impedida de entrar… E uma tão visível, reiterada e incondicional subserviência ao Ministério da Educação também não abona em teu favor e é frequentemente geradora de desdém e de desconfiança…

E, por favor, não compliques, nem mandes complicar, aquilo que é simples. Tornar tudo mais difícil não é sinónimo de competência nem de eficácia…

A “tua” escola é gerida à tua imagem, é o teu “espelho” e parece estar ao serviço dos teus interesses. Mas essa não é a nossa escola. Uma Escola Pública não pode ser isso e tem que ser muito mais do que isso…

Car@ Director@, termino com uma frase comummente atribuída a Luís de Camões e que merecerá, por certo, a tua melhor atenção e reflexão: “Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”.

 

Car@ Director@, à parte tudo o anterior, desejo-te um (sentido) Feliz Ano Novo!

 

P.S.: Car@ Director@, espero, convictamente, que o retrato apresentado seja apenas o resultado de um inusitado devaneio, a que todos, de vez em quando, têm direito…

 

(Matilde)

 

 

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Alargar CAF e AEC´s? Mas porque não para todos os alunos?

A alargar (é uma intenção já com barbas, mas ainda não concretizada por nenhum governo) que seja para todos os alunos que tenham interesse em frequentar, ou discriminamos?

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