Resultados do TIMMS foram divulgados hoje. João Costa

 

Resultados do TIMMS foram divulgados hoje.
Portugal mantém resultados acima da média dos países participantes, mas com descida a matemática no 4.o ano.
Algumas notas apresentadas ontem à imprensa (e de comentário ao comentador):
1. Quem são estes alunos?
Alunos que entraram no sistema educativo em 2015.
Estudaram até ao final do 1.o ciclo com as metas curriculares introduzidas em 2013.
O Perfil dos Alunos e aprendizagens essenciais, bem como a flexibilidade curricular, entram em vigor em 17/18 para as escolas piloto e em 18/19 para as restantes, apenas no 1.o ano.
A possibilidade de gerir o currículo até 25% não é novidade para as escolas privadas – porque seria um problema para as públicas?
2. O fim dos exames tem impacto nestes resultados?
Há quem defenda que, embora não tenham beneficiado das alterações curriculares introduzidas em 2017 e 2018, o facto de não terem tido exames no 4.o ano cria uma cultura de desvalorização da avaliação.
Facto: a quase totalidade dos países participantes não tem exame no final do 1.o ciclo. Portugal tem uma evolução positiva desde 1995. Até 2012, não houve exames.
Qualquer correlação é, pois, mera especulação.
3. Ação sobre a Matemática
Apesar de todo o investimento feito nesta disciplina, os resultados são maus, há menos capacidade de recuperar após uma negativa e é aquela cujos resultados mais se correlacionam com o perfil socioeconómico dos alunos.
Conforme previsto no Programa do Governo, está em curso a produção de documentos curriculares para todos os anos e de uma reestruturação da disciplina no ensino secundário.
Os alegados padrões de exigência fizeram baixar os melhores desempenhos. Neste momento, os dados convergem: TIMMS, PIRL e PISA.
Acima de tudo, importa-nos agir para que a matemática chegue a todos e não apenas aos mais privilegiados.
SE João Costa

 

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17 comentários

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    • Alecrom on 8 de Dezembro de 2020 at 14:16
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    O Passos Coelho e o Crato deram cabo da educação em Portugal!

    • Alecrom on 8 de Dezembro de 2020 at 14:18
    • Responder

    Há que acabar com estas avaliações externas.

    • Alecrom on 8 de Dezembro de 2020 at 14:32
    • Responder

    Rui,
    deixa que os participantes se pronunciem.
    Não ponhas artigos sobre artigos.
    Volta a disponibilizar as mãozinhas.
    Não merecemos isso?
    Estes resultados vêm confirmar os do PISA.
    Será que fica tudo na mesma?
    Eu acho que sim, que fica.
    Temos de sangrar mais, muuuiiitooo mais.

    • Fernando, el peligroso de kas verdades. O SE Costa é bandido. on 8 de Dezembro de 2020 at 16:51
    • Responder

    Este secretário Costa é perigoso e criminoso.
    Então os alunos andaram 4 anos com ele (2015 a 2019) e os culpados são o Crato e o Passos?
    Esse gajo é bandido!

      • Maria Manuela da Costa on 8 de Dezembro de 2020 at 22:04
      • Responder

      Claro que a culpa é de quem foi buscar os programas dos anos 60 para crianças do século 21 e numa escola obrigatória. Muitos conteúdos do 2º ciclo foram para programas do 1º ciclo. o que acontece: não há tempo para consolidar nada. Antes da mudança do Crato a Matemática até estava a ir muito bem e a alcançar bons resultados. Agora é o que se sabe. A maioria ds alunos não tem maturidade para os conteúdos.

    • Tiago on 8 de Dezembro de 2020 at 17:14
    • Responder

    É impressionante como o governo se apressa na desculpabilização, o que poderá indiciar culpabilização.
    Apesar do que é dito pelo senhor secretário de Estado, estes alunos entram no sistema em 2015 e por isso no consulado deste governo (ou será que estiveram entre 2015 e 18 na terra de ninguém?). Claro que a exigência diminuiu e claro que os exames dão um sinal de exigência (não tem influência na taxa de reprovações).
    Não entro na conversa infantil da culpabilização iniciada pelo secretário de Estado pois a questão principal, como o próprio refere, é saber como a escola pode colmatar as insuficiências sócioeconómicas das famílias e assim cumprir a função para a qual foi criada nos moldes modernos. Aqui há uma diferença entre e Esquerda e Direita. A primeira, na ânsia de proteção tende a retirar autonomia aos alunos na sua responsabilidade no processo educativo, pressionando os professores a retirar obstáculos ao processo de crescimento educativo dos alunos, em vez de incentivar os professores a ajudarem os alunos a ultrapassar os obstáculos. Isto é verificável em situações simples como a correria dos professores para os alunos justificarem faltas, cumprirem tarefas que nem os alunos se lembram (porque esperam que lhes lembrem), ou nas queixas / dúvidas simples que os pais colocam e que podiam ser os próprios educandos a fazer.

    • Zabka on 8 de Dezembro de 2020 at 17:15
    • Responder

    O Crato foi a pior merda que aconteceu à educação. Mil vezes pior que a Lurdinhas. É um monte de esterco desonesto, um seboso armado em galã para sopeiras que acreditaram nas balelas que ele dizia no programa com o pintelho.
    Ele e os merdinhas de blogueiros e comentadeiros que o adoravam poderiam ir todos levar um tiro nos cornos e ficarem em síndrome de lockdown por dezenas de anos.

      • Fernando, el peligroso de kas verdades. Outro bandido. on 9 de Dezembro de 2020 at 4:25
      • Responder

      O Zabka precida de um sardo de abano na boca. Para não ser mal educado. Pertence à laia criminosa educacional do SECosta.

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 8 de Dezembro de 2020 at 17:53
    • Responder

    Uma vergonha, senhor Secretário de Estado, com o devido respeito, ninguém sabe onde o senhor anda, em tempos tão pacíficos… e agora vem falar e mostrar a coragem política, que não tem, para assumir os resultados que são maus. Acabou com os exames, fez uma reforma miserável, onde o currículo é cilindrado. e agora vem com a cantilena, bolorenta, da Matemática para todos… No entender do senhor secretário de Estado matemática que chega a todos é criar uma engrenagem legislativa que obriga os professores a desenharem currículos minimalistas para depois poder dizer que os alunos aprenderam alguma coisa. Mas não aprenderam! Saia do gabinete, por favor, não veja as lantejoulas que o ofuscam nas visitas que faz às escolas, e veja se combater a desigualdade social é criar uma aprendizagem minimalista para pobrezinhos e uma aprendizagem à séria para os privilegiados , de sempre. Combater desigualdades sociais não se faz baixando a exigência, mas exigindo o máximo a todos, conforme as suas capacidades… E comece lá a combater as desigualdades sociais onde verdadeiramente conta: na distribuição de rendimentos e nos privilégios que uma casta amealhou ao longo dos anos , também pela política! Lembra-se daquela senhora secretária de estado que amava a Escola Pública e tinha os filhos no Colégio Alemão? É disto que deveríamos falar!

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 8 de Dezembro de 2020 at 18:07
    • Responder

    … faltava ainda uma coisinha… em 2015 os alunos portugueses tinham conseguido melhores resultados do que a amada Finlândia!

    • Alecrom on 8 de Dezembro de 2020 at 19:37
    • Responder

    “estes dois grupos de alunos, avaliados no seu 4.º ano pelo TIMSS 2015 e pelo TIMSS 2019, fizeram percursos escolares totalmente distintos, nunca se tendo verificado em Portugal uma rutura tão drástica e radical do nosso sistema educativo como no período que separou estas duas edições. Na verdade, mais do que os alunos, foram avaliadas duas conceções inconciliáveis de Currículo e de Escola.”

      • Alecrom on 8 de Dezembro de 2020 at 19:39
      • Responder

      “Entre o início dos anos 2000 e 2015 assistiu-se em Portugal a uma melhoria muito significativa do ensino, plasmada em resultados progressivamente melhores nos testes internacionais PISA e TIMSS. Deu-se uma maior atenção à avaliação, com provas de aferição de final de ciclo introduzidas no 4.º ano e no 6.º ano em 2001 e no 9.º ano em 2002, todas elas substituídas posteriormente por exames nacionais. Os documentos curriculares foram sendo melhorados: estabeleceram-se objetivos claros para o ensino e foram elaboradas umas primeiras Metas de Aprendizagem em 2010.”

      • Alecrom on 8 de Dezembro de 2020 at 19:41
      • Responder

      “A partir de 2015 rompeu-se com este modelo de ensino organizado e estruturado. O início desta profunda mudança deu-se logo em novembro de 2015, com a aprovação do Projeto de Lei do Bloco de Esquerda que suprimiu os exames finais dos 1.º e 2.º ciclos. É certo que as medidas em Educação têm um certo período de latência até que os seus efeitos se tornem visíveis no terreno. Mas a eliminação abrupta das avaliações finais – inclusive para os alunos do 4.º ano que já tinham iniciado o ano letivo – induziu reconhecidamente nas escolas um clima de relaxamento imediato.

      Este relaxamento acentuou-se em 2016, tendo o Ministério da Educação iniciado um processo de desautorização dos documentos curriculares em vigor, transmitindo muito claramente às escolas a ideia de que os programas seriam demasiado extensos, demasiado rígidos e demasiado complexos, e que novas orientações seriam dadas em breve.

      Toda esta revisão curricular algo caótica gerou uma grande incerteza junto dos professores quanto ao que devia ser efetivamente lecionado no ensino básico e secundário, tendo vigorado neste período um grande número de documentos oficiais que se excluíam mutuamente: Aprendizagens Essenciais, Programas e Metas Curriculares, Programas anteriores revogados, Perfil do Aluno, e Orientações Curriculares da Direção Geral de Educação.

      Foi neste ambiente que os alunos avaliados em 2019 viveram os seus quatro primeiros anos de escola. O que o TIMSS 2019 nos diz, acima de tudo, é que estes alunos, quando comparados com os seus colegas quatro anos mais velhos, adquiriram menos conhecimentos, desenvolveram uma menor capacidade de raciocínio e de resolução de problemas e estarão bem menos preparados para fazer face aos muitos desafios que com toda a certeza os aguardam.
      É urgente tirar as conclusões que estes factos impõem.”

        • Alecron on 8 de Dezembro de 2020 at 21:39
        • Responder

        Conclusão: Os alunos sabem menos de matemática e de português.

    • Ana on 9 de Dezembro de 2020 at 11:26
    • Responder

    A flexibilidade, as aprendizagens essenciais, o facilitismo e a culpa é do Crato….
    É preciso não ter vergonha na cara! Então e o Ministro não diz nada? É melhor ficar calado!
    Preparem-se que os resultados ainda vão piorar!

    • helena on 9 de Dezembro de 2020 at 18:17
    • Responder

    Quando são alterados os programas curriculares, é impossível começar a aplicá-los no dia seguinte. Há sempre algum tempo de transição, necessário para ler, compreender, assimilar, adaptar procedimentos.
    Para além disso:
    – a 10 de Janeiro de 2012, Nuno Crato pretendia “definir metas curriculares objectivas no 1.º ciclo do Ensino Básico já no próximo ano lectivo”, logo as crianças que fizeram o 1.º ano em 2011/2012 , aprenderam de acordo com os documentos em vigor na altura;
    – “As metas curriculares de Português e Matemática (…) entraram em vigor em 2012/2013” mas, na prática, a sua aplicação plena exigiu algum tempo de adaptação.
    Assim, os alunos que tiveram bons resultados em 2015 não aprenderam totalmente com as metas curriculares do ministro Nuno Crato, em particular, o 1.º ano de escolaridade, que a tantos níveis é da maior importância.
    Do mesmo modo, os conhecimentos dos alunos que agora foram avaliados resultam de uma mistura de metas curriculares e aprendizagens esseciais. A culpa maior será talvez de tanta mudança a galope de governos ansiosos…

    (resultados de uma pesquisa rápida, muito mais se poderá averiguar com uma pesquisa aprofundada)

    cumprimentos

    Fontes:
    https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/nuno-crato-quer-metas-curriculares-ja-no-proximo-ano-lectivo
    https://www.publico.pt/2015/04/23/sociedade/noticia/mais-de-cinco-mil-ja-disseram-nao-as-metas-curriculares-do-1-ciclo-1693420

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