12 de Dezembro de 2020 archive

Enquanto pela Alemanha Pretende-se o Alargamento das Férias Escolares no Natal

Merkel argumenta que se sigam as indicações de que as férias escolares de Natal no país sejam antecipadas e durem mais tempo, até 10 de janeiro.

 

Por aqui tudo continua em funcionamento até ao dia 18 de dezembro, com reuniões de avaliação (muitas delas presenciais) até ao dia 23 de dezembro e em alguns casos até ao dia 24 de dezembro.

Seria mais lógico que em vez das pontes de 30 de novembro e de 7 de dezembro (logo duas segundas-feiras) que as aulas terminassem no dia 15 de dezembro, permitindo assim que as reuniões de avaliação pudessem ser realizadas até ao dia 18, dando mais alguma segurança para as reuniões familiares do Natal.

 

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Também há Heróis desconhecidos, mas com um rosto e com um nome…

 

Também há Heróis desconhecidos, mas com um rosto e com um nome…

 

Nos tempos que correm, assiste-se, frequentemente, à quase “divinização” de algumas pessoas, muito elogiadas e distinguidas pelos seus feitos notórios. A sua coragem e altruísmo são quase sempre as qualidades mais destacadas pelo julgamento dos seus concidadãos… Esses Heróis costumam ser agraciados com palmas e com homenagens públicas…

E depois há os Heróis incógnitos: aqueles que ninguém reconhece publicamente, mas que efectivamente o são. Nas escolas há alguns desses Heróis. Muitas vezes, desconhecidos da maioria, mas com um rosto e com um nome… São, assim, uma espécie de “filhos de um Deus menor”, esquecidos e negligenciados… Às vezes até estão mesmo à nossa frente, mas não os “vemos”, talvez por não prestarmos a atenção devida, talvez por eles se “esconderem”, esforçando-se para não serem vistos…

A capacidade de adaptação e de sobrevivência de muitas crianças e jovens, muitas vezes nas mais inóspitas condições, é deveras impressionante… Charles Darwin não poderia deixar de os considerar como verdadeiros vencedores…

E essa sua capacidade de resiliência e de sobrevivência não pode deixar de nos causar alguma perplexidade, mas também de nos fazer constactar o quão melodramáticos somos por vezes, pelo exagero de muitas das nossas queixas e lamúrias…

Falo daquelas crianças e jovens em risco ou em perigo, com vidas marcadas pelo verdadeiro drama e pela verdadeira tragédia: alguns já estiveram ou estão institucionalizados ou foram entregues a famílias de acolhimento por abandono parental, por maus tratos/agressões parentais e/ou por negligência destes últimos; por morte dos progenitores, pela sua detenção em estabelecimentos prisionais ou pela sua toxicodependência…

Mas falo também daquelas crianças e jovens que neste momento vivem em famílias naturais, aparentemente funcionais, mas que se debatem com parcos recursos e dificuldades económicas, por desemprego de um dos progenitores ou de ambos, sem capacidade para satisfazer as necessidades mais básicas e elementares como a alimentação, o vestuário ou os cuidados médicos essenciais… A escolha de um presente de Natal, tão desejado pela maioria das crianças e jovens, como um brinquedo, um “tablet” ou um telemóvel, não tem aí lugar…

Muitas destas crianças e jovens não foram ainda identificadas oficialmente nem estão referenciadas em nenhum serviço de Acção Social Escolar e passam, muitas vezes, por tais dificuldades, sem apresentar qualquer queixa e sem se vitimizarem. Alguns deles, chegam mesmo a negar determinadas evidências, para não assumirem a situação de carência económica da família. Na maior parte dos casos, o constrangimento e a vergonha parecem óbvios… Algumas vezes, é preciso estar atento aos mais pequenos indícios, por vezes quase imperceptíveis, para se deduzir a existência do problema e tentar desdramatizar o mesmo… E, apesar disso, grande parte dessas crianças e jovens consegue persistir na escola, mantendo a sua vontade de aprender e de conhecer…

Mas, e hipocritamente, temos Governantes muito preocupados com o seu “Natal normal”, pura miragem para essas crianças e jovens, sendo que algumas delas nunca o tiveram e também não o vão ter este ano… Muita pretensa inclusão que só existe em normativos legais e em papéis, mas que não tem repercussões visíveis ou efeitos em termos práticos…

Para esses Governantes há outras prioridades: injectar quantias astronómicas de dinheiro, a fundo perdido, em Bancos, Companhias Aéreas e Transportes Terrestres, todos tecnicamente falidos; ou pagar principescamente a Escritórios de Advogados para realizarem consultorias/auditorias e outras coadjuvações, algumas de carácter muito duvidoso… A corrupção, a gestão danosa e algumas “relações perigosas” parecem estar a ser patrocinadas e financiadas pelo próprio Estado… Para todos esses o Natal foi e será sempre muito normal…

Os tempos difíceis que se vivem vieram acentuar e reforçar a condição socioeconómica deficitária de algumas crianças e jovens e trazer “à luz do dia” a existência de alguma pobreza, até aqui, mais ou menos encapotada.

Algumas escolas vão tentando mitigar as dificuldades económicas manifestadas por alguns alunos, através de campanhas de recolha de alimentos, brinquedos ou vestuário, ou fornecendo gratuitamente algumas refeições diárias não inscritas na Acção Social Escolar, mas isso não é suficiente, pode não perdurar durante o ano lectivo e não combate o problema na sua origem. Sim, não combate o problema na sua origem, bem sabemos, mas entre isso e não fazer nada, talvez seja preferível fazer alguma coisa, apesar de se reconhecer que o carácter da ajuda providenciada é meramente remediativo…

É urgente uma intervenção governamental junto das escolas, no sentido de avaliar a real dimensão deste problema e encontrar as melhores medidas e estratégias para o debelar… Mas o habitual “silêncio ensurdecedor” deste Ministério da Educação não augura nada de bom… O Ministro não sabe nem sonha…

Estes Heróis não precisam de palmas nem de homenagens públicas. Estes Heróis precisam que as entidades competentes não os ignorem e que efectivamente cuidem dos seus Superiores Interesses.  

O Superior Interesse de Menores não é um constructo teórico, abstracto ou vazio de significado, pelo contrário… E está muito bem definido, explicitado e concretizado em termos jurídicos e da jurisprudência…

A salvaguarda do Superior Interesse da criança ou jovem, tão frequentemente alegado por alguns em discursos, não raras vezes, levianos e inconsequentes, impõe que se alcancem soluções que promovam o respectivo desenvolvimento físico, emocional, intelectual e moral, o que, entre outros, implica a providência de condições materiais adequadas e dignas…  

E mesmo que não possamos “salvar o Mundo”, haverá sempre alguém perto de nós, ao nosso lado ou à nossa frente, que pode estar a precisar da nossa ajuda e a quem podemos disponibilizar algum tipo de auxílio ou de apoio… Às vezes, basta querer ver…

E, já agora, dispensam-se os argumentos depreciativos como apelidar de “caridadezinha” algumas das iniciativas referidas, como justificação ou desculpa para não participar nas mesmas. Quem precisa de ajuda agradece a omissão desse tipo de comentários…

 

Nota: Sem complexos, este texto apela explicitamente a determinados sentimentos, como o altruísmo, a bondade ou a empatia… Porque a realidade descrita existe. Porque não pode ser ignorada. E porque carece de intervenção oficial urgente…

 

(Matilde)

 

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Os fura GREVES…

Esteja eu contra ou favor esta greve, nunca me passaria pela cabeça inutilizar o esforço de um trabalhador na luta pelos seus direitos e deveres dos empregadores. Mas há quem faça disso modo de brilhar… e que a democracia deles não choca com a dos outros…

Onde estará o sindicato quando se fala no direito à greve? Só está na sua marcação e no circo mediático?

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Vedação anti-covid? Não! São “jaulas” ou “curros”.

A pandemia não pode ser desculpa para tudo. As crianças não podem ser tratadas assim, a pedagogia deve imperar.

Esperem até a municipalização se instalar…

Pais queixam-se de vedação anti-covid que separa pátio de escola com grades de ferro

Os encarregados de educação mais exaltados dizem tratar-se de “jaulas” ou “curros”. Câmara Municipal do Montijo admite rever a obra.

A vedação anti-covid colocada no espaço exterior da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, está a gerar descontentamento de alguns dos pais das cerca de 700 crianças, que acham a solução desadequada e perigosa.

“Brindaram as crianças com esta prenda de Natal: jaulas, curros, o que lhe quiser chamar”, disse ao PÚBLICO João Oliveira Bastos, pai de uma aluna. O mesmo encarregado de educação considera tratar-se de uma solução “indigna para seres humanos” e questiona a segurança da estrutura.

No primeiro dia de aulas após a instalação das novas zonas de segurança, vários outros pais queixaram-se também do estado da roupa e sapatos com que os filhos regressaram a casa, devido à gravilha que cobre o chão destes recintos e que, com a chuva, se transforma em lama.

 

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Comunicado S.TO.P sobre Greves

 

 

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