ME é responsável pelos milhares de alunos sem aulas

 

ME é responsável pelos milhares de alunos sem aulas

A tutela não tem tido o engenho e a arte para a criação de condições que levem os professores no desemprego a aceitarem horários que lhes permitam o mínimo de sobrevivência. O atual ministro da Educação, esse, está na iminência de se tornar o político há mais tempo na pasta e o que menos vezes reuniu com os representantes de educadores e professores
Em encontro por videoconferência neste sábado de mais de meia centena de dirigentes pertencentes à Direção do SPZC resultou um profundo levantamento da atual situação das escolas e da complexa situação em que se encontram os professores.
O espaço público e mediático tem sido invadido com a ideia de que muitos dos milhares de alunos que estão sem aulas se deve à falta de professores. A realidade comprova que há docentes disponíveis e, contrariamente ao que seria de esperar, no desemprego. Esta aparente contradição deve-se ao facto de as regras para as colocações estarem desfasadas das reais e efetivas necessidades da oferta e procura. Muitos dos horários que vão a concurso têm um número de horas de tal forma reduzido que torna impossível aos candidatos arcarem com as despesas de uma eventual deslocação para fora da sua área de residência. A não ser que paguem para trabalhar.
Compete única e exclusivamente ao Ministério da Educação (ME), sem qualquer demora ou hesitação, adaptar a colocação dos professores com a realidade. Diminuir a área geográfica dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e aumentar o número mínimo de horas dos horários a concurso seriam, desde logo, duas possíveis e excelentes medidas a serem tomadas.
Outro aspeto que deve merecer imediata correção é a exigência aos docentes de múltiplas tarefas que se traduzem numa enorme sobrecarga de trabalho. A sua permanência deve restringir-se unicamente às tarefas presenciais com os alunos.
À sua maneira, também os docentes estão na linha da frente da COVID-19. É urgente uma solução eficaz para os educadores e professores dos grupos de risco. Não se compreende que uns e outros não se encontrem nas prioridades da vacinação.
Por último e não menos importante, os elementos da Direção do SPZC criticam de forma vincada a não resposta da tutela aos constantes pedidos de reuniões. O objetivo é o de, no quadro negocial e de concertação, encontrar as melhores soluções para o vasto leque de problemas do sector. O despudorado distanciamento é de tal ordem que o atual ministro, apesar de ser o que mais tempo ocupou o lugar, se arrisca a ser aquele que menos vezes reuniu com as organizações representativas dos docentes.
A Direção

 

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2 comentários

    • Carlos on 8 de Dezembro de 2020 at 14:24
    • Responder

    O ME não existe. É uma vergonha.
    Os Diretores que aparecem na CS tb são uma vergonha , nao falam verdade.
    Depois querem o quê?

    • curioso on 8 de Dezembro de 2020 at 22:33
    • Responder

    A culpa também é do Crato!!!! Ridículo!

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