6 de Dezembro de 2020 archive

Cinema Sem Conflitos: “Sonho Profundo”

Título:  “Sonho Profundo” | Autores: “Colectivo Escola EB 2,3/ São Miguel Torga

“Filme baseado no poema “BRINQUEDO” de Miguel Torga.”

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCj6LBbDs8j93ijiuI-IKd3Q

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Sondagem para a Greve de Dia 11

Para o próximo dia 11 de dezembro está marcada pela Fenprof uma greve de professores com o objetivo de abrir processos negociais com o ME.

Perguntamos aos leitores do blog se no próximo dia 11 vão aderir à greve.

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Regulamentação da prorrogação do estado de emergência

Foi publicado o decreto que regulamenta a prorrogação do estado de emergência efetuada pelo Decreto do Presidente da República n.º 61-A/2020, de 4 de dezembro.

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Cinema Sem Conflitos: “Sola”

Título:  “Sola” | Autores: “Jonathan Nix

“Um videoclipe animado para o novo single “Sola”, do novo álbum “Oh”, da Machine Translations.Inspirado por viagens para o trabalho e a alarmante postura curvada de adoração a dispositivos. À medida que editamos nossos selfies, o mundo implode ao nosso redor.”

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Vamos ser capacitados…

Vem aí o plano de capacitação digital docente. Um destes dias iremos receber um questionário para preencher sobre as nossas competências digitais e, a partir daí, seremos selecionados como formandos ou formadores para uma formação de 50 horas.

Fica o esquema do plano de capacitação…

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Monodocência ou Pluridocência?

Eis uma questão que tem sido debatido há vários anos e que nada tem de pacífico dado a diversidade de opiniões. Há quem considere a monodocência esgotada e quem a defenda acerrimamente, além de haver quem fique no meio termo.
Há alguns anos, ponderou-se estender o modelo da monodocência ao 6.º ano para que não houvesse solavancos na passagem do 1.º para o 2.º ciclo. A ideia foi lançada, mas o modelo manteve-se até hoje sem alterações.
Entretanto um sindicato numa conferência afirmou que “o modelo do professor único está esgotado”. Há experiências que mostram que o 1.º ciclo pode ser enriquecido com outros professores, seja para alunos com necessidades educativas especiais, seja noutras situações. Nesta linha de pensamento, outros afirmam que não é nada fácil o trabalho de um docente do 1.º ciclo que tem de dominar, em simultâneo, áreas tão distintas e, por isso, o professor de 1.º ciclo deve especializar-se numa área, à semelhança do que acontece nos outros ciclos e em nome de uma mudança mais tranquila entre 1.º e 2.º ciclos.
No meio termo aparece quem defenda os alunos do 1.º ciclo devido a estarem habituados à presença de mais do que um docente durante um dia de aulas, há sempre uma figura de referência predominante, neste caso, o professor titular. As crianças estão a crescer, a desenvolverem-se afetivamente, e precisam de um acompanhamento próximo. Para evitar o corte drástico entre o jardim de infância e a entrada no 1.º ciclo, sugerem que poderia haver um professor a ensinar Português, Matemática e Estudo do Meio e outro docente a lecionar as áreas das Expressões Artísticas, havendo assim a presença de dois professores na mesma turma. O que permitiria, por outro lado, uma entrada mais suave no 2.º ciclo.
Os argumentos da defesa da preservação da monodocência são múltiplos e variados. Entendem que as crianças nesta faixa etária necessitam de um professor referência, de um modelo e de afetos próprios desta idade. Não é por acaso que a monodocência graça nos países mais evoluídos no campo educacional. A monodocência permite uma melhor gestão do tempo letivo e uma melhor articulação das diferentes áreas disciplinares. Até a nível disciplinar a monodocência é uma grande vantagem. No 1.º ciclo raramente há casos de indisciplina, como é que um aluno concluiu o 1º ciclo sem incidências disciplinares e transitando para o 2.º ciclo, passado 3 ou 4 meses já é apontado como um caso de indisciplina. Há quem acrescente que a escola deve assentar nas virtudes da previsibilidade e da rotina – a manutenção deste paradigma de Professor do 1.º Ciclo em defesa da qualidade das aprendizagens. Também não é despropositado considerar que as crianças do 1° CEB estão num momento chave do seu desenvolvimento social e afectivo e, nesse sentido, necessitam de um acompanhamento constante, proximal e um modelo de “disciplinarização” contraria a visão que se baseia numa perspectiva integrada do desenvolvimento e do sucesso das crianças. Há quem não duvide, que a monodocência, no tempo e sociedade atuais, é cada vez mais importante pois garante-se às crianças um adulto qualificado e altamente preparado para ser uma referência. As crianças estão a crescer, a desenvolverem-se afetiva e socialmente, e precisam de um acompanhamento próximo e transversal. Gestão mais eficaz e consequente do tempo letivo. Maior e melhor articulação dos saberes entre as diferentes áreas.
E muitas mais citações poderiam aqui ser colocadas em prol e contra a monodocência. Como conclusão e por aquilo que tenho falado com colegas, a maioria dos que defendem a pluridocência fazem a pensar na diferenciação que há na carga horária lectiva de 25h e 22h, para uns uma hora ser 60 min e para outros ser 50, ter redução da componente lectiva por ser director de turma, em suma usufruir dos benefícios que a monodocência não tem. Aproveito para terminar, afirmando que a Escola deve ser encarada como um espaço nobre, onde as crianças devem ter tempo e espaço para brincar em detrimento daquela visão em que a Escola é somente um espaço de trabalho contínuo e mecanizado. E, já agora, deve tratar os professores do 1.º Ciclo, bem como os Educadores de Infância, com a justiça, a equidade e com o carinho que justificadamente são credores e que em tempos idos eram compensados com um regime especial de aposentação.

José C. Campos

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