Há situações que me fazem duvidar de certas intenções. Que culpa tenho eu que me tenham posto em casa dois dias? Obrigaram-me a não trabalhar. Trouxe-me mais inconvenientes que outra coisa, havia programado as atividades letivas e tive que refazer a programação, adiar testes… por mais estranho que possa parecer a alguns céticos estes foram os comentários e a realidade que ouvi e vi.
O Governo decretou a suspensão das atividades letivas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro através do n.º 4 do artigo 22.º do Decreto n.º 9/2020, de 20 de novembro.
Os serviços administrativos estão a preparar-se para não pagar esses dois dias.
Salvo melhor opinião, ao tratar no mesmo artigo a tolerância de ponto da Função Pública e a suspensão das atividades letivas, está-se – erradamente – a enquadrar, para efeitos de remuneração, os dois assuntos no mesmo regime legal e, dessa forma, a não remunerar os dois dias de suspensão das atividades letivas. Enquanto que no primeiro caso, tolerância de ponto, é dada ao trabalhador a opção de faltar, no segundo caso, suspensão das atividades letivas, essa opção não existe. O trabalhador não será remunerado por dias em que, por decisão da tutela, não lhe é permitido trabalhar.
Se não me é permitido trabalhar, não posso ser prejudicado por isso. Ponto final.
No âmbito do Processo 1646/20.6BELSB, Procedimentos de Massa, que corre seus termos no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, Unidade Orgânica 5, torna-se público, hoje, dia 21 de Dezembro de 2020, o anúncio de citação dos contra-interessados, no âmbito do Processo 1646/20.6BELSB (Procedimentos de Massa).
A maioria dos professores em Portugal tem, pelo menos, 50 anos e quase não existem docentes com menos de 30 anos (0,6%), sublinha o relatório “Estado da Educação 2019”, divulgado hoje pelo CNE.
Segundo o CNE, a maioria dos docentes das escolas poderá estar reformado até 2030: Dos quase 90 mil docentes que em setembro do ano passado tinham, pelo menos 45 anos, quase 52 mil (57,8%) poderão aposentar-se nos próximos dez anos.
Até 2024, deverá haver menos 17.830 professores, nos cinco anos seguintes serão menos 24.343 e finalmente, entre 2029 e 2030, outros 10 mil poderão deixar a profissão, segundo um estudo do CNE.
Nas escolas, as maiores faltas serão de professores de educação pré-escolar (73%) e, no 2º ciclo, vão sair essencialmente professores das disciplinas de Português, Estudos Sociais/História, Francês, Matemática e Ciências Naturais.
Educação Tecnológica, Economia e Contabilidade, Filosofia, História e Geografia são as áreas em que deverá haver mais reformas no 3º ciclo e secundário.
Reduzimos o abandono escolar, aumentámos a taxa de emprego dos recém-diplomados, temos mais crianças na pré-escola e há mais estudantes no ensino profissional, embora ainda abaixo da meta prevista.
Há, contudo, um dado que estraga o retrato: quase um terço dos alunos de 11, 13 e 15 anos não gosta da escola. E a segunda coisa de que menos gostam é das aulas.
“Isso é o que me preocupa mais”, admite Maria Emília Brederode dos Santos, presidente do CNE. “Todos os indicadores têm vindo a melhorar e em 2019 tivemos os melhores resultados de décadas – chegámos quase às metas para 2020. Mas também temos essa informação que é muito delicada e que tem de ser muito tida em conta”, acrescenta.
Em declarações àRenascença, Maria Emília Brederode considera que este desinteresse dos jovens estará “muito ligado à ênfase que a escola está a dar aos resultados académicos”, em detrimento “do lado socioemocional, que não está a ser tão tido em conta”.
É preciso estimular os jovens, defende. O ensino em Portugal ainda assenta muito no princípio do “conhecer e reproduzir”, quando devemos “procurar que asaulas e as aprendizagens sejam mais um desafio ao raciocínio e à criatividade de cada um e menos apenas uma reprodução do que já existee que já se sabe e que já está no computador e no telemóvel”.
Além disso, Maria Emília Brederode dos Santos mostra-se muito preocupada com a reduzida atividade física dos estudantes portugueses, sobretudo, entre as raparigas.
As taxas de retenção, atingiram em 2019 o valor mais baixo da década, no ensino básico, mantendo a “tendência descendente dos últimos anos”. É no 2.º ano de escolaridade que se observam as taxas mais elevadas de retenção (4,9%), assim como, globalmente, na transição entre ciclos.
A taxa de conclusão no ensino básico, que tem vindo a crescer desde 2012-2013, alcançou em 2019 o valor mais elevado da década (94,5%), refere o relatório, sublinhando que o Alto Minho, o Cávado, o Tâmega e Sousa e o Ave foram as regiões onde se registaram as taxas mais elevadas.
Vila Nova de Gaia, 09/10/2020 - Reportagem no agrupamento de escolas de Canelas, sobre a falta de assistentes operacionais ATT.
(Ivan Del Val/Global Imagens)
Quanto ao número de profissionais não docentes nas escolas, o relatório do Estado da Educação conclui que houve uma quebra de 4409 funcionários entre o ano letivo de 2009-2010 e o de 2018-2019. De acordo com o relatório, “observa-se uma diminuição, a partir de 2013-2014, do número de profissionais não docentes no ensino público, fenómeno que se estendeu também ao ensino privado. Neste grupo de profissionais incluem-se, além dos assistentes técnicos e operacionais, os técnicos especializados que “abrangem diferentes áreas – psicólogos, formadores, técnicos de serviço social, terapeutas da fala, intérpretes de língua gestual portuguesa, animadores culturais ou sociais, entre outros”.
No curso de Educação Básica, que permite aceder ao mestrado que habilita para a docência (pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos), inscreveram-se apenas 384 alunos, para um total de 739 vagas na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior de 2019. Algumas instituições não tiveram qualquer colocado no referido curso, diz o relatório do Estado da Educação 2019. Até 2030, mais de metade dos professores do quadro poderá aposentar-se
A percentagem de docentes, em exercício de funções na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, com idade igual ou superior a 50 anos, no ensino público, não pára de aumentar (54,1%), em contraponto com a percentagem dos que têm menos de 30 anos e que, feitas as contas, é quase residual (0,6%) em 2018/19.
Os números são reveladores e até assustadores. Há hoje menos 4525 professores do 1.º ciclo do ensino básico do que havia no início da década em estudo. E enquanto os docentes com menos de 30 anos foram diminuindo (eram 10,2% e representam agora 1,3%), os que têm 50 ou mais anos viram a sua percentagem aumentar de 25,1% para 39,5% em igual período.
No 2.º ciclo registou-se uma diminuição de 11.006 professores no ensino público e 821 no ensino privado e, tal como no 1.º ciclo, também aqui houve um aumento do número de docentes com 50 ou mais anos (de 32,6% para 54,7%).
No 3º ciclo do ensino básico e secundário a história repete-se, ou seja, assistiu-se a uma diminuição progressiva do número de docentes. Em 2018/19 os números indicam menos 12.714 docentes do que em 2009/10. Também aqui o grosso dos docentes está acima dos 49 anos (passaram de 24,3% para 51%).
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Deveriam começar amanhã a generalidade das reuniões de avaliação do 1.º período, mas pelo que vou vendo já se realizaram reuniões a semana passada e por acordo dos professores também se realizaram ontem, sábado. Não discordo daqueles que aceitaram reunir ao sábado em detrimento de reunir dia 23 e/ou 24 de dezembro (por sinal dia de tolerância de ponto).
Por regra as reuniões de avaliação apenas podem existir após o fim das atividades letivas, e de acordo com o calendário escolar isso acontece apenas no dia 18 de dezembro (mas nem isto é normalizado porque existem atualmente escolas que terminam as atividades letivas dia 22 ou 23 de dezembro, porque optaram pela semestralidade).
Espero que todos tenham optado pelas reuniões à distância e que não tenham de entregar a pauta assinada presencialmente, pois não é nada aconselhável que os pais possam ir à escola ver as notas afixadas nas vitrines das escolas. E já agora, a ata assinada também pode ficar em quarentena para ser entregue no início do 2.º período, até porque um simples envio por e-mail da ata é mais do que suficiente para comprovar o trabalho feito na reunião.
Aproveitem para terem os maiores cuidados para se juntarem na quinta-feira junto daqueles que mais gostam.
A covid-19 chegou a escolas de norte a sul do país durante o primeiro período. O ministro da Educação diz que a forma como o ano letivo decorreu até agora é uma aposta ganha.
Num esclarecimento enviado à SIC, o Ministério da Educação afirma que as aulas do segundo período começam na data prevista.
Uma decisão que não agradou à Federação Nacional de Educação.
João Dias da Silva explica que a Federação enviou uma carta enviada à tutela esta sexta-feira a fazer a proposta tendo em conta o possível aumento de infeções depois do Natal e do Ano Novo.
Os alunos do 4.º ano da Escola do Lagarteiro, no Porto, juntaram-se e fizeram um vídeo a apelar ao fim da violência sobre todas as formas: racismo, xenofobia, bullying e discriminação. Através de várias animações e ao som de uma música, criada e cantada pelos próprios, os alunos pedem para que a escola seja um local seguro para se aprender e brincar. Ser-se criança simplesmente.
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A Assembleia da República aprovou, esta sexta-feira, um projeto de resolução do BE que recomenda a disponibilização de testes à covid-19 gratuitos para professores, trabalhadores não-docentes e alunos.
O texto foi aprovado apenas com os votos contra do PS, merecendo o apoio das restantes bancadas e deputadas.
A resolução – sem força de lei – recomenda ao Governo que avalie, em articulação com as autarquias e os serviços de saúde pública, “a criação de um programa para a realização de testes covid-19 gratuitos a professores/as, alunos/as, assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados das escolas públicas”.
Chegou ontem às organizações sindicais uma convocatória de reunião para ser feito o balanço do 1.º período.
A reunião será realizada no dia 7 de janeiro e não tem mais qualquer ponto na ordem de trabalhos.
Exmos. Senhores,
Encarrega-me a Senhora Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires, de convocar V. Exas para reunião a realizar no dia 7 de janeiro de 2021, às 15h30, nas instalações do Ministério da Educação – Centro de Caparide, sitas na Rua Principal do Alto do Espargal, n.º 382 – Caparide, 2785-391 S. Domingos de Rana, concelho de Cascais.
A agenda da referida reunião tem como ponto único – o balanço do 1.º período.
Atendendo ao atual estado de emergência, agradece-se confirmação e que essa estrutura sindical participe representada por apenas 1 elemento.
Mais se informa que foram convocadas, em simultâneo, para a mesma data e hora outras estruturas sindicais nos termos habituais.
Sara Ferreira, Pedro Martins e Pedro Durães. São estes os nomes dos «fundadores» do projeto social «Sim, Somos Capazes» que em 2017 se instalou no Agrupamento de Escolas de Canelas e que hoje é já uma referência na cidade e não só. Perante o término da escolaridade obrigatória e a falta de respostas sociais e de integração, a preocupação dos pais deu lugar ao nascimento do projeto.
Com Luís Baião ao leme – o recente nomeado e finalista ao Prémio Professor do Ano – o «Sim, Somos Capazes» avançou “com uma bancada, café e bolos” num edifício do Agrupamento de Escolas, onde coabitam com a Academia Sénior ou alunos de alguns Cursos do IEFP, em parceria com a Associação Desportiva e Cultural Santa Isabel.
Agora no «Sim Café», os alunos e o mentor do projeto, contam ao Mundo Atual tudo o que fizeram desde então, a começar pelas muitas obras realizadas “com o dinheiro que ganhávamos na venda de bolos e café” e num espaço onde se “amontoava lixo”.
O objetivo principal é que eles adquiram competências para serem posteriormente inseridos no mercado de trabalho. E aqui desenvolvemos várias atividades nesse sentido.
Desde então muita coisa mudou. A começar pelo número de jovens, atualmente são 15, mas até 2022 serão 20, sendo que dois já estão “com contratos emprego inserção: a Sara e o João”, conta-nos Luís Baião enquanto nos guia por uma visita às instalações, a começar pela nova cozinha onde no dia da nossa visita se realizava um Workshop de Culinária.
A cozinha, preparada para servir almoços, foi uma obra dos jovens e dos pais, e foi pensada para servir refeições leves e simples a toda a comunidade. No entanto, tendo em conta o espaço reduzido, a ideia foi adiada devido às limitações impostas pela Covid-19.
Seguimos para a sala de música, de ensaios e de composição, onde a Banda do Sim interpreta poemas de autores portugueses – no dia da nossa visita fomos brindados com o «Mar Português».
Já no exterior, existe uma estufa hidropónica, com alfaces que se vendem para fora e que seriam usadas também no restaurante, uma estufa com morangueiros e tomateiros, um galinheiro, dois pomares e uma oficina. Mas entre as atividades estão ainda a jardinagem, já que são estes jovens que tratam das zonas verdes de toda a escola, o grupo de teatro, o surf, a vela, entre outras.
“O objetivo principal é que eles adquiram competências para serem posteriormente inseridos no mercado de trabalho. E aqui desenvolvemos várias atividades nesse sentido”, acrescenta ainda o professor, que nos mostra tudo que por ali se vai fazendo diariamente.
Luís Baião não tem dúvidas que “o sucesso deste projeto é comunitário porque existe um forte impacto na comunidade local”, algo que o deixa extremamente “orgulhoso”.
Por isso, o «Sim, Somos Capazes» será replicado noutras freguesias.
“Já tive reuniões nesse sentido. A resposta que será dada em Mafamude, em Oliveira do Douro, em Olival não será a mesma que temos aqui porque será feita por pessoas diferentes. Mas há um fio condutor que é ouvir as pessoas e perceber o que querem. E é assim que os projetos resultam”, acrescenta.
O «Sim, Somos Capazes» viu o seu projeto ser aprovado no Programa de Parcerias para o Impacto da «Portugal Inovação Social» com uma verba de 231 mil euros, dos quais 70 mil serão financiados pela Câmara de Gaia.
“O primeiro apoio que recebemos da Câmara foram 600 euros e nós fizemos milagres com aquele dinheiro! Mas naquela altura era o que precisávamos. Entretanto, foram apoiando e foram vendo a seriedade do nosso trabalho e associaram-se a este movimento.
E agora surgiu o Programa para 3 anos. É muito bom!”, conta Luís Baião, admitindo que as “apesar de as expetativas serem otimistas quando o projeto foi criado, as mesmas acabaram por ser excedidas tendo em conta tudo que assistimos agora, nomeadamente o envolvimento da comunidade”.
O projeto venceu ainda o prémio Escola Amiga, da Leya Educação, na categoria de Cidadania e Inclusão, e conquistou assim 500€ em livros assim como um cheque-oferta no valor de 1000 euros em materiais escolares, oferecido por um parceiro.
“Começa a haver reconhecimento pelo nosso trabalho e, por isso, não deixa de ser um orgulho para todos. Tudo isso acaba por nos dar credibilidade e exposição”, sublinha o professor.
Relativamente ao futuro, Luís Baião diz que o trabalho em Canelas passa apenas “por ouvir, absorver as ideias, que surgem todos os dias, e transformar sonhos em realidade”.
“O dia-a-dia destes jovens, vê-los felizes, saber que os pais estão agradecidos, o reconhecimento da comunidade, da escola, dos colegas, isso é que enche o coração e é fabuloso”, conclui o professor.
Desde 2 de novembro que os mais de mil alunos do ensino secundário e profissional das duas escolas públicas de Paços de Ferreira voltaram “temporariamente” para casa, seguindo as aulas à distância, como já tinham sido forçados a fazer no passado ano letivo. Foi o único concelho do país onde a Direção-Geral da Saúde mandou fechar os estabelecimentos deste nível de ensino durante várias semanas. E mesmo depois de a situação epidemiológica melhorar, os jovens mantiveram-se afastados da escola. O regresso só vai acontecer em janeiro.
Nem em Lousada nem em Felgueiras, os outros dois concelhos com maior incidência de casos por 100 mil habitantes, as autoridades tomaram decisão semelhante e no resto do país o fecho de escolas foi residual. Aconteceu durante duas semanas apenas em Borba e Vila Viçosa e poucos mais casos são conhecidos. O Ministério da Educação nunca quis divulgar os dados nem sobre os estabelecimentos de ensino nem em relação ao número de alunos que tiveram de ir para casa em determinado momento por terem testado positivo ou por terem tido contacto de alto risco.
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante a sua audição perante a comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na Assembleia da República, em Lisboa, 30 de junho de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Oministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, assinalou esta sexta-feira o fim do primeiro período do anoletivo com uma visita a uma escola em Vila Praia deÂncora, em Caminha, enaltecendo otrabalho “incansável”feito pelosdiretores, pelas comunidades educativas, pelos docentes e não docentes na articulação com as famílias, autarquias e a tutela.
“O balanço é extremamente positivo. Quero agradecer todo o trabalho feito pelos diretores das escolas, pelas comunidades educativas, pelos docentes e não docentes. Um trabalho incansável de articulação com as famílias, as autarquias que foram inexcedíveis e com todos dos serviços do Ministério da Educação”, disse o ministro, em declarações aos jornalistas, lembrandoo “período muito complexo” aquando do encerramento das escolas.
“Todos nos recordamos onde estávamos em julho, agosto, setembro, onde sabíamos que íamos enfrentar uma grande provação, com mais perguntas do que respostas, mas todos acreditamos que era necessário voltar para as atividades letivas presenciais”.
Depois disso, “houve um entendimento entre todos que era necessário voltar às aulas presenciais. (…) Os alunos sempre nos disseram que preferiam e sabiam que aprendiam mais no ensino presencial. Passado este tempo, estamos aqui também a celebrar o final doperídoletivo“, afirmou Tiago Brandão Rodrigues, para quem a forma como decorreu este primeiro período “é uma aposta ganha”.
Nesse sentido, “temos de continuar a trabalhar para que continuemos a ter a maior normalidade possível” no decorrer do ano escolar, firmou.
Frisando que as escolas têm sido“genericamente lugares seguros”, o ministro garantiu que a articulação entre as comunidades escolares e as autoridades de saúde vai continuar “para que sempre que haja um caso suspeito, a resposta seja o mais célere possível”.
Os diretores das escolas queixam-se da demora na distribuição dos computadores prometidos em abril deste ano, mas o Ministério da Educação garante que a entrega dos 100 mil equipamentos estará concluída no final do primeiro período, cujas aulas terminam esta sexta-feira, sendo o seu encerramento formal apenas no final do ano.
Depois, até ao final do segundo período, avançou a tutela ao “Jornal de Notícias”, deverão chegar “mais 260 mil computadores”. A segunda encomenda já foi, aliás, adjudicada, acrescentou o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues.
Do lado das escolas, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores e Escolas Públicas (Andaep), refere que os equipamentos estão a chegar a “conta-gotas” e que o processo “é moroso e burocrático”. Além disso, alguns dos computadores que já chegaram aos estabelecimentos de ensino ainda não foram entregues aos alunos. A Setúbal, à Escola Secundária de Bocage, conta o “Jornal de Notícias”, chegaram 16 computadores, dos cerca de 150 previstos, mas nenhum foi ainda entregue aos jovens, já que é necessário configurá-los.
Entidade destacou que as escolas são insubstituíveis e que os Professores devem ser os ‘primeiros da fila’ para serem imunizados contra o coronavírus
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pediu na segunda-feira (14) aos governos que priorizem os professores no acesso às vacinas contra a Covid-19, ao considerar que estes profissionais devem ser tratados como trabalhadores da “linha de frente”, informou a agência France Press.
“Ao ver os avanços positivos em relação à vacinação, acreditamos que os docentes e o pessoal de apoio à educação devem ser considerados grupo prioritário”, disse a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, em mensagem conjunta em vídeo com o director da organização de docentes da Internacional da Educação (IE), David Edwards.
Azoulay e Edwards destacaram que, quando as escolas e outros centros educacionais foram fechados para evitar a propagação do vírus, os docentes e o pessoal de apoio continuaram a trabalhar.
À medida que as aulas migraram para a internet, “reinventaram a forma como ensinamos e aprendemos”, disseram. E nos locais em que as escolas reabriram, os Professores regressaram “corajosamente” às salas de aula.
Destacando que as escolas são “insubstituíveis”, a UNESCO, com sede em Paris, e a IE, com sede em Bruxelas, pediram que os Professores estejam entre os primeiros da fila para ser vacinados.
Que cada um veja, oiça, leia, e retire as suas conclusões:
Plano de Vacinação Portugal – Intervenção do professor Ricardo Silva com resposta de
Francisco Ramos (Coordenador do Plano de Vacinação) – 7 dez 2020:
https://drive.google.com/file/d/1n3CBNQ_7SXDMTGOD_zYQuETCBCyzWfXy/view?usp
=sharing
Plano de Vacinação EUA – Joe Biden (Professores incluídos no grupo prioritário) – 9 dez
2020:
https://drive.google.com/file/d/11-
uZPvxwGmMyECMQVqe1jYObXcvNJD4n/view?usp=sharing
Unicef defende que professores sejam prioritários nos Planos de Vacinação – 15 dez
2020:
https://www.dn.pt/mundo/unicef-defende-que-professores-tenham-acessoprioritario-as-vacinas-13139490.html
António Costa referiu que as aulas do 2.º período começam na data prevista inicialmente, dia 4 de Janeiro.
E eu tenho muitas dúvidas que as restrições de circulação a partir das 23 horas do dia 31 de Dezembro impeçam as famílias de se juntar à mesa ao jantar. É que para além de se juntarem à mesa é também provável que passem a juntar-se o resto da noite nas mesmas casas.
O prémio foi atribuído este ano pela Comissão Editorial da Casa das Ciências, depois do galardão de 2019 dado pela Agência Ciência Viva.
A Casa das Ciências justificou o prémio a Paulo Sanches pelo “seu mérito como docente e da sua disponibilidade de partilhar a sua experiência com os colegas, os alunos e a comunidade em geral”.
O docente tem sido conhecido por ser um dos melhores divulgadores da cultura científica e tecnológica em Portugal. Em Moimenta da Beira, onde é professor de Física e Química há 22 anos, tem vindo a organizar vários eventos científicos, incluindo a maior concentração de telescópios que se realiza em Portugal e o projeto do “Sistema Solar à escala do Concelho”, tendo ainda se envolvido na organização de 2009 – Ano Internacional da Astronomia.
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0,0% deratinge 0,0% deshare, são os números que marcam a maioria das aulas do dia no#EstudoEmCasa, transmitido de segunda a sexta-feira pelaRTP Memória.
As novas aulas da telescola, que têm estado no ar desde o início do novo ano letivo, não repetem o sucesso da primeira edição da iniciativa, e têm mantido o canal do grupo público durante a maior parte do dia com números residuais de audiência.
Nas 148 aulas emitidas desde setembro, a média não ultrapassa os 0%, e se formos olhar o detalhe, a aula mais vista desde o início do ano letivo teve um auditório de 16,8 mil espectadores. Esta terça (15), por exemplo, as disciplinas de Educação Artística, Educação Tecnológica, Português Língua Não Materna e Francês – 3.º Ciclo não tiveram qualquer espectador detectado pelos audímetros daGfK/CAEM.
Estes números estão a pressionar a média daRTP Memória, que terminou o dia com um share de 0,5% e nunca superou os 0,6% mensais desde setembro, mesmo sendo emitida em todo o país através da Televisão Digital Terrestre (TDT). Entre março e junho, o cenário foi inverso, com a ausência de aulas presenciais a exponenciar a procura dos conteúdos educativos do#EstudoEmCasa, que chegaram mesmo a liderar audiências.
Juíza lembra que explicanda teve mau desempenho na prova, 9,5 valores, e que um universo de 54 pessoas teve potencialmente acesso aos exames durante todo o processo de elaboração.
OTribunal Criminal de Lisboailibou no mês passado a professora de Português Edviges Ferreira de ter passado a uma aluna o enunciado do exame do 12.º ano da disciplina em 2017.
Facto 1:Os alunos que participaram neste estudo frequentavam o 4.º ano em 2018/2019, tendo entrado para o 1.º ano em 2015/2016, ano em que o XXI Governo tomou posse.
Facto 2:Os alunos desse ano já não realizaram exames no final do 4.º ano.
Facto 3:O XXI Governo desenvolveu e tem vindo a implementar, no plano curricular, um conjunto integrado de políticas educativas, das quais vale a pena referir: as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, com identificação de conteúdos e estratégias na área da numeracia, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, o regime jurídico da Educação Inclusiva, o Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, o lançamento do Plano Nacional de Leitura para a década 2017-2027 e do Plano Nacional das Artes, a Flexibilidade Curricular, a identificação de Aprendizagens Essenciais, a introdução de provas de aferição com informação desagregada e qualitativa, a regulação progressiva da rede do Ensino Profissional.
Facto 4:De todas estas medidas, apenas o fim dos exames de 4.º ano afetou os alunos que participaram no TIMMS 2019. Ou seja, estes alunos trabalharam ainda com os Programas de 2007 – revogados antes do prazo normal de seis anos de vigência e sem avaliação – e beneficiaram do Plano de Ação da Matemática – cujo relatório de impacto e eficácia não foi divulgado. Tudo o resto entrou em vigor apenas para o 1.º ano de escolaridade em 2017/2018 nas escolas-piloto e em 2018/2019 nas restantes.
Facto 5:Não há correlação entrea introdução de mais autonomia e flexibilidadena gestão do currículo e os resultados do TIMMS 2019 por duas razões principais: os alunos que participaram no estudo não foram abrangidos por esta medida; o ensino particular e cooperativo já dispunha deste instrumento e do mesmo grau de autonomia e não consta que tenha piores resultados por isso.
Facto 6:Não há correlação entre os resultados do TIMMS 2019, ou do PISA 2018, e a existência de exames no final do primeiro ciclo por duas razões principais: a trajetória ascendente nos vários estudos, desde final dos anos 90, nunca foi acompanhada de exames de final do 1.º ciclo, mas simpelas então consideradas inúteis e facilitistas Provas de Aferição; além disso, quando se tenta estabelecer a mesma correlação entre resultados de outros países e o desempenho no TIMMS, nada sustenta que os melhores desempenhos aconteçam em países com exames no final do 1.º ciclo. Na verdade, a generalidade dos países não os tem.
Facto 7: O Governo tem vindo, desde a legislatura anterior e com menção específica no Programa do XXII Governo, a estudar e a agir sobre a aprendizagem da Matemática. Listo as seguintes iniciativas: auscultação de escolas, associações profissionais, sociedades cientificas e representantes dos encarregados de educação (desde 2016); sistematização de dados das classificações a Matemática, que analisam o seu perfil com diversas variáveis de contexto, como as utilizadas nos estudos internacionais (desde 2017); produção de orientações para a gestão das Metas Curriculares do Ensino Secundário (em 2016), face à evidência de ausência de tempo para sistematização e cobertura de todos os conteúdos; introdução da competência essencial “Raciocínio e Resolução de Problemas” no Perfil dos Alunos – área em que os alunos portugueses tiveram piores desempenhos (2017, em vigor para todas as escolas em 2018/2019); participação no estudo internacional de análise comparativa dos currículos de matemática (desde 2018); publicação das 50 medidas com maior eficácia desenvolvidas por escolas e municípios no âmbito do PNPSE (em 2019); criação do Grupo de Trabalho coordenado pelo Professor Jaime Carvalho e Silva com a missão de analisar a evolução dos resultados da disciplina nas duas últimas década, a eficácia e a eficiência dos diferentes planos e medidas dirigidas à melhoria das aprendizagens em Matemática e à promoção do sucesso escolar, a evolução dos resultados dos estudos de comparabilidade internacional, os instrumentos de avaliação interna e externa, as metodologias de ensino e o seu impacto nos resultados. Deste trabalho foi produzido em 2019 um relatório de recomendações, do qual resulta, entre outras medidas, a necessidade de revisão das orientações curriculares.
Tudo isto são factos, quase todos bastante noticiados e discutidos na apresentação de resultados do TIMMS à imprensa. Existe uma ação continuada por parte do Ministério da Educação; não há revogação de legislação sem avaliação do que está em vigor, mesmo que isso torne os processos mais morosos. A escola é um lugar onde se ensina e se aprende. E é quando se aprende que se obtêm resultados. Por isso, não hesitamos em assumir “o discurso das aprendizagens”, porque sem estas não há resultados.
Há cinco anos, publiquei um texto neste jornal, intitulado “O sucesso escolar não tem dono”. Não é um problema deste ou daquele. É, em primeira instância, um problema social que não se resolve vendo quem grita mais alto.
Mais apertado para os meninos desobedientes… “A violação do disposto na declaração do estado de emergência, incluindo na sua execução, faz incorrer os respetivos autores em crime de desobediência”
Presidente da República propõe ao Parlamento renovação do estado de emergência até 7 de janeiro
Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma renovando, pelo período de 15 dias, até 7 de janeiro de 2021, o estado de emergência para todo o território nacional, permitindo ao Governo efetivar as medidas para este novo período.
Estamos a dois dias das férias do Natal, e no meio de tanta coisa má que 2020 nos trouxe há pelo menos esta excelente notícia: as escolas portuguesas mantiveram-se abertas ao longo de todo o primeiro período, apesar da pandemia. Mesmo no pico da segunda vaga, o Governo resistiu a enviar as crianças para casa, evitando a repetição da catástrofe psicológica e académica da primeira metade do ano. Professores, auxiliares da acção educativa e directores de escolas foram heróis à sua escala e merecem saber que há milhares de pais que viram, que repararam, e que lhes estão gratos por isso mesmo.
Programa Erasmus+ lançado durante a presidência portuguesa
A Comissão Europeia aprovou o lançamento do programa Erasmus+ 2021-2027, que acontecerá durante a presidência portuguesa da União Europeia, que se inicia no próximo dia 1 de janeiro.
O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já tinha destacado a importância deste programa na «promoção da mobilidade no espaço europeu de educação», num debate sobre a educação digital, uma das prioridades da agenda da presidência portuguesa da UE.
Na nota agora publicada pela Comissão Europeia, a comissária europeia da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, considerou o Erasmus+ “um dos programas emblemáticos” deste organismo, recordando que «nas últimas três décadas (…) impulsionou o desenvolvimento pessoal, social e profissional de mais de 10 milhões de pessoas, quase metade das quais entre 2014 e 2020».
Publicação das listas definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos no âmbito do Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2021
Publicação das listas definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos no âmbito do Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2021.
“O total de surtos ativos registados na DGS ao dia de hoje é de 489 surtos, dos quais 76 em ambiente escolar, incluindo creches, escolas e ensino superior. Mais especificamente: um surto no Norte, quatro surtos no Centro, 62 surtos em Lisboa e Vale do Tejo, cinco surtos no Alentejo e quatro surtos no Algarve”, adiantou o subdiretor-geral da Saúde, Rui Portugal, em conferência de imprensa de atualização sobre a evolução da pandemia.
As escolas são lugares seguros…
Eu tive que lidar com um desses surtos e não foi nada fácil. O apoio e informação às famílias fica a cargo das escolas (mais uma competência) e ainda estou à espera que as declarações de isolamento profilático definitivas sejam emitidas aos professores e AO’s.
A estupidez parece não ter limites para alguns seres humanos…
Em 1988, Carlo Cipolla publicou uma obra notável e desconcertante: “Allegro ma non troppo”, na qual incluiu um Capítulo dedicado à análise e à explicação da estupidez humana: “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana”.
Vem isto a propósito de algumas decisões, alegadamente tomadas por cert@s Director@s, quanto à realização de reuniões de Conselhos de Turma com carácter presencial obrigatório ou a outros veredictos como impor a “Lei da Rolha” aos seus subordinados ou ameaçar com processos disciplinares a quem ouse contrariar as respectivas ordens, deliberações essas, por um lado, absolutamente incompreensíveis no actual contexto de pandemia e, por outro, perfeitamente patéticas, atendendo ao Estado de Direito onde (ainda) vivemos e ao Direito de Opinião conferido por esse Estado.
Despretensiosamente, aqui fica um breve resumo do Capítulo anteriormente referido, na esperança de que a respectiva (re)leitura por algumas pessoas lhes possa provocar algum tipo de “epifania” e as possa tornar mais inteligentes, mais racionais e mais sensatas:
1ª Lei: O número de indivíduos estúpidos que existe no mundo é sempre, e inevitavelmente, subestimado;
2ª Lei: A probabilidade de um indivíduo ser estúpido é independente de todas as outras suas características, pelo que os estúpidos estão em todos os grupos e por todo o lado;
3ª Lei: É estúpido aquele que provoca uma perda noutro indivíduo, embora ele próprio não retire nenhum benefício dessa perda e eventualmente até cause a si mesmo algumas perdas ou danos. A vontade de causar males e perdas aos outros, sem retirar daí qualquer proveito próprio, prevalece na maioria dos estúpidos;
4ª Lei: O poder destruidor dos estúpidos torna perigosa a associação aos mesmos e não deve ser subestimado. O ser humano racional e razoável tem dificuldade em imaginar e compreender comportamentos irracionais como os do estúpido;
5ª Lei: O indivíduo estúpido é o tipo de indivíduo mais perigoso, mais perigoso do que um bandido. A capacidade destruidora do estúpido liga-se à posição de poder que o mesmo ocupa. A sua capacidade de prejudicar torna-se mais devastadora consoante o cargo de poder que ocupa.
Na lógica anterior, desconhece-se se, e pelas palavras de Carlo Cipolla, algum@ Director@ se enquadra na sua definição de “estúpido”, apesar de se acreditar que tal julgamento cabe, em primeiro lugar, aos próprios, mas também aos seus subordinados…
E só para relembrar, a Constituição da República Portuguesa refere no seu Artigo 37º, nº1 e nº2, expressamente o seguinte:
“Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.”
O “delito de opinião” não está sequer previsto na Constituição Portuguesa e impor autoridade ou respeito não é o mesmo que conseguir conquistá-los…
Há coisas do catano! Os eventos e comemorações não são só para forças partidárias. Parece que já concedem autorização às escolas para a realização de festas alusivas à época. Não será uma pandemia que fará com que a tradição “morra”.
Chegou-nos a informação sobre um agrupamento de escolas da área metropolitana de Lisboa, ir realizar uma festa de Natal, na próxima 6.ª feira no pavilhão desportivo. Estão programadas várias sessões, em cada uma delas estarão presente cerca de 10 turmas (do 4° ao 12°) com os respetivos professores acompanhantes.
Dizem-nos que, nesse agrupamento, quase todos os dias aparecem novos casos de alunos infetados por covid-19. Parece-me que o bom senso não falta só aos que marcam reuniões presenciais, mas que anda por aí muito pior, ai isso anda.
Estará a acontecer o mesmo nas outras escolas/agrupamentos?
As escolas são ou não locais de contágio? Teria sido mais prudente encerrar os estabelecimentos de ensino, esta semana? Estas são algumas das perguntas respondidas, esta terça-feira, no “Segunda Vaga”.
Ponte de Lima, 07/11/2019 - Escola do Freixo adoptou um sistema escolar sem reprovações.
Um professor explica a construção das palavras a alunos com dificuldades educativas.
(Rui Manuel Fonseca / Global Imagens)
Ochefe da agência da ONU para crianças, a UNICEF, pediu esta terça-feira que os professores estejam entre os que têm acesso prioritário às vacinas contra a Covid-19.
“A pandemia de Covid-19 causou estragos na educação em todo o mundo. Vacinar professores é um passo crucial para recolocá-la no seu caminho”, disse Henrietta Fore em comunicado.
Osprofessores devem ser “priorizados para receber a vacina, assim que os profissionais de saúde na linha de frente e as populações de alto risco sejam vacinadas”, afirmou.
Recebemos na nossa caixa de correio electrónico a seguinte informação a qual publicamos.
“Agora que chega o segundo nevão a Seia correm outra vez cobertores e agasalhos para a escola secundária de Seia sem aquecimento porque há avaria em caldeira há um mês. Situação que está a criar grande revolta entre os professores e pais de alunos quando este município liderado por um ex Professor não se poupou a iluminar os Turistas.
À sua maneira, também os docentes estão na linha da frente nesta pandemia por covid-19. ME tem a obrigação de dotar as escolas de condições
Os conselheiros do SPZC, em representação de todos os distritos, reunidos por videoconferência neste sábado, 12 de dezembro, foram unânimes em considerar o elevado sentido ético e deontológico no cumprimento das suas responsabilidades profissionais dos educadores e professores portugueses em tempos de pandemia.
Transmitiram um voto de solidariedade a todos os colegas que foram contagiados pela covid-19. Congratularam os dirigentes do SPZC que no dia a dia estão ao serviço dos associados e dos docentes, apesar dos constrangimentos notórios e públicos, inovando e adaptando-se com meios e recursos para uma resposta efetiva.
Sublinha-se que o SPZC fez um enorme esforço de adaptação da sua ação a estes tempos, sendo a primeira estrutura sindical de docentes a ter uma aplicação no telemóvel, dos primeiros a fazer dinamização sindical e formação online o que tem dado os seus frutos. O resultado tem sido muito positivo no número de entradas de novos associados na casa de várias centenas.
Manuel Teodósio, presidente em exercício do SPZC, declarou que nestes tempos de pandemia “os professores e educadores foram e são verdadeiros heróis”. Criticou ainda o ME por não criar as condições de segurança, quer para os grupos de risco, quer para a generalidade dos docentes. Os professores andam horas a fio, ao longo do dia e da semana, com máscara colocada, não havendo um espaço onde possam descansar ou recuperar o fôlego. “Os professores têm aguentado tudo isto com espírito de missão e não sei se conseguirão enfrentar um segundo e terceiro períodos nestas circunstâncias e com falta de meios”, declarou.
No âmbito do Ensino Superior, os conselheiros consideraram que é preciso valorizar academicamente o Processo de Bolonha, na melhoria da qualidade, numa associação equilibrada e adaptada a cada subsector (universitário e politécnico) entre conhecimentos e competências.
Em 2021 a Instituição SPZC vai entrar nos seus 45 anos de vida. Ao longo do ano, haverá inúmeras iniciativas que marcarão esta importante efeméride. Uma das ações será o lançamento de uma obra sobre a História, longa e rica, do Sindicato no movimento sindical, educacional e social da Zona Centro e do país.
O Sindicato de Todos Os Professores (S.T.O.P) alertou, esta segunda-feira, para o facto de as escolas localizadas nos concelhos definidos pelo Governo, nos níveis de risco mais elevado, não estarem a cumprir as orientações da Direção Geral da Saúde (DGS).
Em concelhos com risco extremamente elevado:
Agrupamento de Escolas Santa Maria da Feira;
Escola Secundária Henrique Medina (Esposende) ;
Agrupamento de Escolas Arqueólogo Mário Cardoso (Guimarães).
Em concelhos com risco muito elevado:
Escola secundária Filipa de Vilhena (Porto);
Escola Secundária Pedro Nunes (Lisboa);
Secundária de Sacavém (Loures);
Escola EB 2,3 de Aveiras de Cima (Azambuja);
Escola Secundária Henriques Nogueira (Torres Vedras);
Agrupamento de Escolas nº1 Gondomar.
Em concelhos de risco elevado e outros:
Agrupamento de Escolas de Melgaço;
Escola D. Maria II (Vila Nova da Barquinha);
Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra (Montijo);
Agrupamento de Escolas da Batalha;
Agrupamento de escolas Laura Ayres (Loulé);
Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro (Mafra).