9 de Dezembro de 2020 archive

245 contratados na RR13

Foram colocados 245 professores contratados na Reserva de Recrutamento 13, distribuídos da seguinte forma:

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Há diretores que necessitam de capacitação digital…

Um desabafo de uma colega…

 Vêm aí as reuniões final de período e em muitas escolas estas estão a ser marcadas em regime presencial.

Não consigo compreender como o Ministério da Educação e a DGS ainda não se pronunciaram no sentido de irem de encontro ao regime de teletrabalho para estas reuniões, uma vez que estamos em estado de Emergência.
Ainda há duas semanas fecharam a escola durante um dia, e não acham um atentado colocar mais de 10 professores dentro duma sala 2:30 horas…eu tenho 8 turmas, e só num dia vão ser 10 horas, com 40 pessoas diferentes!
Todos percebemos que as reuniões online funcionaram perfeitamente, e até mais proveitosas, menos conversas paralelas e falava-se estritamente do que era necessário.
Sei que muito já se deve ter falado disto, mas não sinto uma indignação generalizada. Será que não estamos todos a viver o mesmo drama.
A escola sem os alunos, já não é uma preocupação?
Os professores são avós, filhos e pais, e esta época festiva que se avizinha poderá trazer muitos dissabores. Será que não podíamos fazer o nosso trabalho, igualmente bem feito, a partir de casa, como forma de prevenção?”

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Resultados TIMSS: Afinal de quem é a culpa, será que importa?

 

Resultados TIMSS: Afinal de quem é a culpa, será que importa?

Estão aí os resultados do Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), uma avaliação internacional, quadrienal, que monitoriza as competências dos alunos do 4.º ano de escolaridade, nas áreas de matemática e ciências.

Os resultados foram desoladores para os alunos portugueses, nomeadamente na área de matemática que baixaram 16 pontos, em 2015, data da anterior avaliação em que tinham alcançado 541, agora ficaram nos 525. Há uma clara regressão nas competências adquiridas pelos alunos de dois ciclos — o primeiro 2011-2015 e o segundo 2015-2019.

Esta quebra é transversal aos vários domínios e faz com que no ranking internacional, Portugal, caia oito lugares para a 21.ª posição em contraste com a 13.ª ocupada em 2015. Nota para o facto desta pontuação ser inferior à de 2011 (532)

Perante estes resultados, para meu espanto ou talvez não, o que faz o Governo? Vem rapidamente a público anunciar que estes se devem às políticas educativas do Governo em que o ministro da Educação foi Nuno Crato. Sim, percebeu bem, é rocambolesco, mas aconteceu.

Relembro que aquando da apresentação dos resultados do PISA 2015, este mesmo Governo, na altura recém empossado, veio rapidamente a público reclamar os louros. Agora é o primeiro a apressar-se a sacudir a água do capote. Não me parece séria esta atitude. Obviamente que o visado, Nuno Crato, já veio rejeitar as acusações apelidando-as de falsas e irresponsáveis.

Acho que é claro para todos que estes resultados refletem as políticas educativas do Governo do PS (2015-2019) pois foi nesse ano que os alunos, que em 2019 frequentavam o 4.º ano de escolaridade, entraram no 1.ºano

Nesse período, ao qual se reporta a monitorização, as políticas educativas mudaram drasticamente, por um lado, com Nuno Crato, a exigência na aprendizagem da matemática, talvez até excessiva, com as metas curriculares, por outro lado, com Tiago B. Rodrigues, um diminuir da exigência, desde logo com a retirada dos exames em final de ciclo, em seguida com a desvalorização das metas curriculares que teve como consequência máxima um generalizado baixar da fasquia e relaxamento.

Flexibilidade Curricular e Aprendizagens Essenciais no último ano do ciclo (2018-2019) terão sito, porventura, a machadada final para a natural obtenção destes resultados.

Nas escolas é, arrisco a dizê-lo, unânime a perceção de que a exigência baixou, o esforço deixou de ser valorizado e arranja-se sempre uma forma para que não haja retenções. Em última instância quem sai prejudicado são sempre os mesmos, os alunos.

Aguardemos por um fact-check sobre esta matéria. Até lá seria importante, como é reclamado há muito, que se criasse um Grupo de Trabalho, apartidário, que criasse, auscultando os professores no terreno, um plano estratégico para o sistema educativo.

É sempre mais importante tentar encontrar soluções que procurar culpados.

 

 

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Os resultados do TIMS, agora divulgados, já se previam desde 2016

 

Todos perceberam que a desvalorização da avaliação externa das aprendizagens levariam a este resultado. Todos, menos o ME.

A introdução de de provas de aferição em anos não terminais, 2.º, 5.º e 8.º ano não surtiu os efeitos pretendidos. Aliás, essa inovação, só por si, desvalorizou o trabalho realizado nas escolas. A inconsequência deste modelo de provas de aferição deitou por terra a evolução dos resultados dos últimos anos.

As provas de aferição, no modelo atual, desresponsabilizaram todos os intervenientes da procura em alcançar melhores resultados, de se superar. O conhecimento de uma falha não implica que a mesma venha a ser corrigida, não, se não existir um reconhecimento dessa falha. Com este modelo de provas, isso não existe.

Aplica-se aqui o Princípio de Causa e Efeito  que contém a verdade inabalável que nada acontece por acaso, que este é simplesmente um princípio para indicar uma causa existente, porém, não reconhecida ou percebida por quem de direito.

 

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Reserva de recrutamento n.º 13

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 13.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 10 de dezembro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 11 dezembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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90% DOS PROFESSORES QUER REFORMAR-SE MAIS CEDO

QUASE 90% DOS PROFESSORES QUER REFORMAR-SE MAIS CEDO

Quase 90% dos professores gostaria de se aposentar mais cedo e diz que está a trabalhar mais horas do que as legalmente estabelecidas, segundo um inquérito divulgado na semana em que os docentes realizam uma greve nacional.

Estas são algumas das conclusões do inquérito online realizado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) ao qual responderam 5.218 educadores e professores do ensino obrigatório de todo o país.

Estes docentes também se pronunciaram sobre o protesto agendado para sexta-feira e a sua posição é clara: 88,3% defendem que é preciso continuar a lutar, segundo os resultados da “Consulta aos professores e educadores em tempo de Covid-19” hoje divulgados.

À pergunta sobre o que fariam se houvesse um regime de pré-reforma, apenas 10,9% diz que não pensa nisso e que só deixará de exercer quando reunir os requisitos legais em vigor.

Todos os outros acreditam que aproveitavam o regime de pré-reforma para abandonar mais cedo a profissão: 54% diz que sai “se as condições permitirem uma aposentação sem qualquer corte” e 35,1% admite que aproveitava “se as condições não forem muito penalizadoras”.

Os professores constituem uma classe envelhecida, já que a maioria dos docentes das escolas portuguesas tem mais de 50 anos, sendo pouco mais de 1% os que têm menos de 35 anos.

Por isso, quase todos (98,2%) consideram que é urgente criar um regime específico que permita a aposentação mais cedo. Apenas 1,4% entende que o tempo de serviço e a idade são os adequados e 0,4% garante que não se importa “se tiver de ficar ainda mais alguns anos ao serviço do que os atualmente fixados”.

Outro dos problemas identificados no inquérito está relacionado com os horários de trabalho, que os professores dizem estar “desajustados”.

A grande maioria garantiu estar a trabalhar mais do que as 35 horas semanais definidas por lei, com apenas um em cada 10 professores a considerar que os horários são “adequados à atividade docente”.

Também no que toca à carreira docente, há quase unanimidade (96,9%) em considerar que existem problemas por resolver, tais como o tempo de serviço que esteve congelado e não conseguiram recuperar ou as vagas.

carreira docente é composta por 10 escalões, sendo que existem vagas para aceder ao 5.º e 7.º escalões. Para a grande maioria dos professores (87,1%), o regime de vagas deveria ser eliminado.

Os concursos de professores foram outro dos temas abordados, com os inquiridos a defender que se deve manter o modelo atual: concursos de caráter nacional em que a seleção é feita pela graduação profissional dos candidatos.

Os docentes são contra a ideia de serem os diretores a selecionar os professores (apenas 2,6% concorda com este modelo).

Outra das medidas contestadas é a transferência de competências para os municípios, por temerem que abra “a porta à ingerência na vida das escolas, à privatização e provocará ainda maiores assimetrias”.

A Fenprof lembra, em comunicado, que estas são apenas algumas das reivindicações que levam os docentes a fazer uma greve nacional em 11 de dezembro.

“Face ao bloqueio negocial imposto pelo Ministério da Educação, torna-se necessário que a luta prossiga sem adiamentos. Essa é a opinião de 88,3% dos milhares de docentes que participaram na consulta”, revela a Fenprof.

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Há mais vida para lá do vírus – Santana Castilho

Há mais vida para lá do vírus

A pandemia está a ser bem aproveitada para alguns degradarem, ainda mais, o nosso débil Estado de direito, usando uma ideologia segundo a qual determinados fins justificam quaisquer meios, restringindo, com medidas administrativas de natureza policial, direitos fundamentais e banalizando o estado de emergência, que passou a estado de todos os dias. Com receio de que lhes chamem negacionistas, são poucos os que se insurgem contra esta nova forma de fazer política, sem debate público, assente em comunicação catastrofista e, tantas vezes, em pseudociência. Não podemos continuar a viver vergados pelo medo de morrer, adiando e evitando a vida, perdendo voz e liberdade. E se há área onde essa perda é notória, ela é a Educação.
No percurso político recente de António Costa há um traço indelével, de que o próprio parece esquecer-se: saído minoritário das eleições de 2019, preferiu a volatilidade da navegação à vista no parlamento a um acordo formal com a esquerda; sobranceiro e apesar dos apoios que dele ia recebendo, descartou, à direita, qualquer entendimento com o PSD; agora, que o BE se “pôs ao fresco”, como diz, a alternativa mais provável é o isolamento que o conduzirá ao fim, a seguir às presidenciais.
A aceitação da actuação incompetente do ministro da Educação, incapaz de regurgitar, mesmo de outrem, duas ideias com sentido sobre o tema, é reveladora do desprezo a que António Costa votou a pasta. Assim, as ignorâncias de Tiago são virtudes para Costa. A negação de medidas necessárias, de que têm sido vítimas alunos, professores e pais, são arrepiantes, mas não incomodam nem um nem outro. Exemplos?
– Como tem sido abundantemente referido, mas nada politicamente tratado, cerca de 58% dos professores dos quadros das escolas vão reformar-se até 2030, num universo docente onde 53% têm idades acima dos 50 anos e apenas 1,1% abaixo dos 35.
Que fez o Governo para revalorizar a carreira docente, para acabar com a precaridade dos professores contratados, para disciplinar os cortes abjectos nos descontos para a segurança social e nas contagens de tempo de serviço, para introduzir justiça nos concursos e na avaliação do desempenho, para corrigir o roubo do tempo de serviço e demais injustiças salariais? Nada, excepção feita a vinculações insuficientes.
– Fundamentalmente por dificuldades de substituição de docentes em baixa médica ou de outros que se aposentaram, o que origina horários temporários ou incompletos, teremos cerca de 30 mil alunos sem aulas a algumas disciplinas, a poucos dias do fim do primeiro período lectivo. Que faz o Governo? Vai “adaptar” os exames à situação.
– O Relatório Anual de Segurança Interna, relativo ao ano de 2019, diz que as forças de segurança registaram, no âmbito do programa Escola Segura, 5.250 ocorrências, das quais 63% foram de natureza criminal. Particularizando, destacam-se 11 ameaças de bomba, 57 incidentes de porte de arma, 192 de posse ou consumo de drogas, 1.359 ofensas à integridade física e 119 ofensas sexuais. Que fez o Governo? Ignorou e escondeu.
– A proibição chocantemente arbitrária do ensino à distância a 30 de Novembro e 7 de Dezembro nas escolas privadas defendeu quem, de que doença? Descobriu o Governo que o vírus se propaga por fibra óptica?
– Embora a investigação existente já o dissesse, foi a realidade recentemente vivida que provou aquilo que muitos afirmaram logo que chegou a decisão de encerrar as escolas: o ensino à distância nunca poderá equivaler-se ao presencial. O papel das máquinas e das tecnologias jamais será comparável à interacção humana de um bom professor com os seus alunos. Com efeito, para que nos servem as tecnologias, se não lhes juntarmos uma humanidade que lhes dê sentido? Não foram só os mais novos, porque mais dependentes, que ficaram para trás. Foram também os cronicamente marcados pelo insucesso e os socialmente mais desfavorecidos que viram aumentar as cíclicas distâncias. E ainda que o ministério da Educação não se tenha preocupado com o fenómeno, houve quem procurasse quantificar os danos e alertasse para as repercussões alarmantes na própria economia que uma geração pior preparada faz esperar (The Economic Impacts of Learning Losses. Eric HanusheK e Ludger Woessmann. OCDE, Setembro de 2020). E que fez o Governo? Escondeu-se atrás do rotundo fiasco do programa de recuperação das aprendizagens.
In “Público” de 9.12.20

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