14 de Dezembro de 2020 archive

Educadores e professores são verdadeiros heróis – SPZC

 

Educadores e professores são verdadeiros heróis

 À sua maneira, também os docentes estão na linha da frente nesta pandemia por covid-19. ME tem a obrigação de dotar as escolas de condições

Os conselheiros do SPZC, em representação de todos os distritos, reunidos por videoconferência neste sábado, 12 de dezembro, foram unânimes em considerar o elevado sentido ético e deontológico no cumprimento das suas responsabilidades profissionais dos educadores e professores portugueses em tempos de pandemia.

Transmitiram um voto de solidariedade a todos os colegas que foram contagiados pela covid-19. Congratularam os dirigentes do SPZC que no dia a dia estão ao serviço dos associados e dos docentes, apesar dos constrangimentos notórios e públicos, inovando e adaptando-se com meios e recursos para uma resposta efetiva.

Sublinha-se que o SPZC fez um enorme esforço de adaptação da sua ação a estes tempos, sendo a primeira estrutura sindical de docentes a ter uma aplicação no telemóvel, dos primeiros a fazer dinamização sindical e formação online o que tem dado os seus frutos. O resultado tem sido muito positivo no número de entradas de novos associados na casa de várias centenas.

Manuel Teodósio, presidente em exercício do SPZC, declarou que nestes tempos de pandemia “os professores e educadores foram e são verdadeiros heróis”. Criticou ainda o ME por não criar as condições de segurança, quer para os grupos de risco, quer para a generalidade dos docentes. Os professores andam horas a fio, ao longo do dia e da semana, com máscara colocada, não havendo um espaço onde possam descansar ou recuperar o fôlego. “Os professores têm aguentado tudo isto com espírito de missão e não sei se conseguirão enfrentar um segundo e terceiro períodos nestas circunstâncias e com falta de meios”, declarou.

No âmbito do Ensino Superior, os conselheiros consideraram que é preciso valorizar academicamente o Processo de Bolonha, na melhoria da qualidade, numa associação equilibrada e adaptada a cada subsector (universitário e politécnico) entre conhecimentos e competências.

Em 2021 a Instituição SPZC vai entrar nos seus 45 anos de vida. Ao longo do ano, haverá inúmeras iniciativas que marcarão esta importante efeméride. Uma das ações será o lançamento de uma obra sobre a História, longa e rica, do Sindicato no movimento sindical, educacional e social da Zona Centro e do país.

 

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Algumas das escolas que convocaram reuniões presenciais

O Sindicato de Todos Os Professores (S.T.O.P) alertou, esta segunda-feira, para o facto de as escolas localizadas nos concelhos definidos pelo Governo, nos níveis de risco mais elevado, não estarem a cumprir as orientações da Direção Geral da Saúde (DGS).

As escolas são:

Em concelhos com risco extremamente elevado:
Agrupamento de Escolas Santa Maria da Feira;
Escola Secundária Henrique Medina (Esposende) ;
Agrupamento de Escolas Arqueólogo Mário Cardoso (Guimarães).

Em concelhos com risco muito elevado:
Escola secundária Filipa de Vilhena (Porto);
Escola Secundária Pedro Nunes (Lisboa);
Secundária de Sacavém (Loures);
Escola EB 2,3 de Aveiras de Cima (Azambuja);
Escola Secundária Henriques Nogueira (Torres Vedras);
Agrupamento de Escolas nº1 Gondomar.

Em concelhos de risco elevado e outros:
Agrupamento de Escolas de Melgaço;
Escola D. Maria II (Vila Nova da Barquinha);
Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra (Montijo);
Agrupamento de Escolas da Batalha;
Agrupamento de escolas Laura Ayres (Loulé);
Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro (Mafra).

 

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Mapa de Portugal com COVID-19

 

 

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A linha da frente não é só no hospital

 

Convinha falar publicamente que manter professores em idade de risco em salas de 30m2 com mais de 25 alunos, muitas vezes sem ventilação, e durante uma manhã ou tarde inteira consecutivamente, é estar na linha da frente do contágio do covid-19. Sempre que um docente inicia a semana de trabalho, não sabe se será a última da sua vida ou se ficará com mazelas para toda a vida porque é um dos azarados genéticos que não tem imunidade e fica agarrado a um ventilador, porque sabe que a escola é um antro de contágio. Para um docente no topo da carreira, o mais inteligente é ficar com incapacidade temporária durante o ano letivo, porque entre as possíveis consequências e as perdas salariais, a escolha é óbvia. Para os outros docentes, devido aos escalões baixos em que gravitam e com as despesas familiares que ainda suportam, já têm de ponderar seriamente as perdas salariais durante um ano. Aliás, este é outro assunto que vai outra vez afetar a classe: a progressão na carreira. Com a certeza do défice a aumentar, todos sabem que a receita usual é atacar os salários e progressões na carreira; quem já subiu para o 7º escalão ou ainda vai subir em 2021, está safo e pertence ao grupo dos sortudos que podem chegar ao topo da carreira. Os que ainda estão entre o 1º e 6º escalões, vão-se tramar porque dificilmente subirão de escalão, e de certeza que não chegarão ao topo, já que durante 2021 vão começar a diminuir as vagas para o 7º escalão e 5º escalão, e nos anos seguintes tudo se conjuga para novos ‘congelamentos’, por causa dos milhares de milhões que foram desviados para pagar os cataclismos financeiros (TAP, Novo Banco, BPN, PPP, etc.).

Existe um conjunto de dezenas de milhares de docentes com nenhuma esperança na melhoria da sua qualidade de vida financeira, pelo que questiona-se legitimamente qual a sua motivação para um desempenho profissional. Normalmente, serão os utentes os prejudicados finais, que no caso da educação, os efeitos só serão visíveis vários anos depois…

MS

 

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