Novembro 2020 archive

Cinema Sem Conflitos: “Love me Fear me”

Título:  “Love me Fear me” | Autores: “Veronica Soloman

“O que você estaria disposto a fazer para que  o amassem? ”
LOVE ME, FEAR ME é uma reflexão sobre os papéis que desempenhamos e as formas que assumimos, os palcos que escolhemos, o público que tentamos impressionar e o preço da aceitação.
Autor:Veronica Solomon.”

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Alteração ao regime excecional e temporário de faltas motivadas por assistência à família

 

 

Decreto-Lei n.º 101-A/2020 – Diário da República n.º 232/2020, 2º Suplemento, Série I de 2020-11-27

 
 
Artigo 1.º
Objeto

 

O presente decreto-lei:
a) Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 10-K/2020, de 26 de março, que estabelece um regime excecional e temporário de faltas justificadas motivadas por assistência à família, no âmbito da pandemia da doença COVID-19;
b) Procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 46-A/2020, de 30 de julho, alterado pelos Decretos-Leis n.os 90/2020, de 19 de outubro, e 98/2020, de 18 de novembro, que cria o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial com redução temporária do período normal de trabalho.
Artigo 2.º
Aditamento ao Decreto-Lei n.º 10-K/2020, de 26 de março
É aditado ao Decreto-Lei n.º 10-K/2020, de 26 de março, o artigo 2.º-A, com a seguinte redação:
«Artigo 2.º-A
Faltas motivadas por suspensão das atividades letivas e não letivas e formativas
1 – Consideram-se faltas justificadas as motivadas por assistência a filho ou outro dependente a cargo menor de 12 anos ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, bem como a neto que viva com o trabalhador em comunhão de mesa e habitação e que seja filho de adolescente com idade inferior a 16 anos, decorrentes da suspensão das atividades letivas e não letivas e formativas nos termos previstos nos n.os 1 e 4 do artigo 22.º do Decreto n.º 9/2020, de 21 de novembro.
2 – Às faltas dadas ao abrigo do presente artigo aplica-se o regime previsto nos n.os 2 a 4 e 6 do artigo anterior.
3 – Para prestar assistência a filho na situação prevista no n.º 1, o trabalhador pode, em alternativa, proceder à marcação de férias, sem necessidade de acordo com o empregador, mediante comunicação por escrito.»

 

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Cinema Sem Conflitos: “Little Red Brick”

Título:  “Little Red Brick” | Autores: “Ervin Han

“Uma amizade que floresceu entre as estantes de uma biblioteca se transforma em uma longa história de amor que retornaria décadas depois em busca de memórias entre pequenos tijolos vermelhos.”

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Baile de Aulas…

 

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90% dos docentes têm receio de ser infetados

Cerca de 90% dos docentes preocupados ou com medo de serem infetados

Mais de cinco mil professores responderam ao inquérito da Federação Nacional dos Professores, que tinha como objetivo perceber as condições de segurança sanitária nas escolas e qual a perceção dos docentes .

Apenas 9,5% disse sentir-se seguro nas escolas, segundo os dados divulgados hoje do inquérito ‘online’ que terminou há menos de uma semana.

Os restantes 90,5% dos docentes dividem-se entre os que estão preocupados (67,4%) e os que admitem mesmo ter medo de ser infetados (23,1%) por considerarem que faltam condições nas escolas, indica o inquérito ao qual responderam professores de todos os distritos do país.

Um dos problemas apontados pela maioria prende-se com a dimensão das turmas, que não sofreu alterações, impedindo um maior distanciamento dentro das salas de aulas, segundo as respostas que vieram de professores de todos os níveis de ensino.

Mais de oito em cada dez docentes (83,7%) confirmam que o número de alunos por turma se manteve inalterado, com apenas 6,1% a dizer que estão agora mais pequenas. No entanto, 10,2% de professores revelam que o número de alunos por turma aumentou este ano.

No que toca à limpeza dos espaços, o mais habitual é que os assistentes operacionais só a façam ao final do dia, à semelhança do que já acontecia antes da pandemia, segundo 59,9% das respostas dadas.

Nesta tarefa, as escolas passaram também a contar com a ajuda dos alunos e dos próprios professores que limpam as salas entre cada utilização, dizem 30,4% dos inquiridos. Apenas 40,1% das respostas indicaram que a limpeza é feita pelo pessoal auxiliar entre cada utilização de espaços da escola.

A falta de assistentes operacionais foi outra das falhas apontadas, com apenas 17,5% a dizerem que há agora mais funcionários nas escolas. A grande maioria (64,3%) afirmou que o número de assistentes se mantém inalterado e 18,5% apontou mesmo que este ano há menos gente nas escolas.

“Este é um problema gravíssimo vivido pelas escolas, pois já antes da pandemia o número de assistentes operacionais era escasso face às necessidades”, alerta a Fenprof.

Sobre o programa do Governo de distribuição gratuita de máscaras pelas escolas, os docentes confirmam que foram entregues, mas quase metade (46,3%) queixou-se da quantidade ou da qualidade, apontando como defeitos, por exemplo, o facto de os elásticos se partirem com muita facilidade.

Finalmente, os docentes queixam-se de que a sua atividade se tornou muito mais exigente: agora são obrigados a usar máscara dentro da sala de aula e a um afastamento que não é habitual nas escolas.

“No contexto de pandemia que vivemos, as aulas decorrem de forma atípica, com os professores a não poderem aproximar-se dos alunos, a trabalharem de máscara, a não encontrarem os seus colegas com a frequência habitual, o que leva 83,4% a considerar que a atividade docente, nestas condições, é muito mais exigente. Só 16,1% afirma ser semelhante e 0,5% (residual) diz haver menor exigência”, revela o inquérito que contou também com a participação de docentes não sindicalizados na Fenprof.

As razões que levam os professores a sentirem-se preocupados ou mesmo com medo estão relacionadas com as “insuficientes condições existentes nas escolas”, cujos problemas não são culpa de quem trabalha nos estabelecimentos de ensino mas sim da tutela, lembra a federação.

Por isso, a Fenprof volta a exigir ao Ministério da Educação um reforço das condições de segurança sanitária, a aprovação de medidas de prevenção, como a realização de testes, e a “transparência sobre a situação epidemiológica” nas escolas.

“Num momento em que o número de escolas com registo de casos de covid-19 está a atingir o milhar, é difícil acreditar que só existam surtos em 68 ou 94 casos (últimos dados oficiais divulgados)”, acusa.

A falta de condições nas escolas durante a pandemia é um dos motivos que levou a Fenprof a anunciar na passada sexta-feira uma greve nacional para 11 de dezembro.

Portugal contabiliza pelo menos 4.427 mortos associados à covid-19 em 294.799 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

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Congresso do PCP deixou alunos sem aulas de Ed. Física

 

Eu nem comento… ou já serão efeitos da municipalização em Loures?

Escola cancelou aulas dois dias antes do congresso do PCP

A escola secundária Dr. António Carvalho Figueiredo avisou, na última terça-feira, os pais dos alunos que teriam educação física na quinta e sexta-feira de que a atividade letiva não se iria realizar devido ao encerramento do pavilhão Feliciano Bastos para realização do XXI congresso do PCP.

No mail enviado pelos diretores de turma aos encarregados de educação, a que o DN teve acesso, é dito que “no próximo dia 26 de novembro de 2020, devido ao encerramento do pavilhão Feliciano Bastos para realização do XXI congresso do PCP, não há aula de Educação Física”. Mail idêntico seguiu para os alunos que tinham aulas na sexta-feira. O pavilhão ficou afeto ao encontro partidário na quinta, dia em que começou a ser preparado para servir de refeitório aos congressistas, e na sexta, data em que teve início o congresso dos comunistas.

Quem não gostou do cancelamento da atividade letiva foram alguns dos encarregados de educação. Ao DN, o pai de um dos alunos que ficou sem a aula de educação física diz não perceber o cancelamento numa altura em que são cortados dias de aulas (as duas próximas segundas-feiras) e em que as escolas vivem sob o risco de ter de suspender a atividade letiva presencial devido à pandemia. E numa altura em que se aproxima a avaliação nas várias disciplinas curriculares, nomeadamente na educação física.

“Fiquei revoltado com esta situação”, diz este pai, que pediu o anonimato, dado o filho frequentar aquele estabelecimento escolar. Uma indignação partilhada por outros pais, conta ao DN, a par com o receio de que se formassem ajuntamentos junto à escola, dada a presença dos 600 delegados ao congresso comunista. O que não terá acontecido, diz a mesma fonte, não havendo registo de concentrações de pessoas junto ao estabelecimento.

Muito embora esteja inserido no espaço escolar o pavilhão Feliciano Bastos é de gestão municipal e tem uma entrada autónoma – precisamente a que foi usada pelos delegados ao congresso do PCP. O que acontece, habitualmente, nestes casos é que os pavilhões são consignados à atividade letiva, ficando na disponibilidade do município para atividades extra letivas, mas fora do horário escolar.

Para realizar o seu XXI congresso, o PCP reservou quer o pavilhão da escola secundária, quer as instalações próximas dos Bombeiros Voluntários de Loures para as refeições dos participantes no encontro, dado que Loures é um dos concelhos de risco elevado de contágio da covid-19 e, nessa medida, sujeito ao recolher obrigatório e ao encerramento dos estabelecimentos de restauração a partir das 13 horas, durante o fim de semana.

A questão do cancelamento das aulas de educação física já tinha sido levantada pelo PSD de Loures, que questionou a Câmara Municipal, liderada por Bernardino Soares (do PCP) sobre o encerramento do pavilhão. Os sociais-democratas emitiram depois um comunicado queixando-se da falta de resposta da autarquia, considerando que “não é aceitável que centenas de alunos se vejam privados das suas aulas normais de educação física e que, para assistir a outras disciplinas, tenham que cruzar-se a poucos metros com os cerca de 600 congressistas”.

Presente no congresso, o autarca de Loures, Bernardino Soares, disse à agência Lusa não ter “qualquer comentário a fazer” sobre este assunto.

 

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Cinema Sem Conflitos: “Hersenspinsels”

Título:  “Hersenspinsels” | Autores: “Christina Kingma

 

“Como é a nossa imagem de humanos dentro de nossas cabeças?

Hersenspinsels é um ditado holandês que traduzido literalmente significa: “cérebro aranhas”. Que em inglês pode ser descrito como ‘invenção’.
segue a história de Uma aranha perfeccionista que trabalha muito para processar imagens humanas. Um dia, ele precisa processar algo que não via há muito tempo.”

 

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Apenas 21% de Candidatos nas Reservas Após a RR12

Após a publicação da Reserva de Recrutamento 12 analisei o número de candidatos que não estão colocados nesta data e comparei com o número de candidatos iniciais a cada grupo de recrutamento.

Nesta altura existem apenas 21,1% de “reservistas” para assegurar dois longos períodos letivos.

No entanto a média global sobre porque o grupo de recrutamento 100 faz disparar essa média porque ainda tem 2.597 educadores nas listas de não colocados (53,7%).

13 grupos de recrutamento já têm menos de 10% de candidatos nas listas e 16 grupos de recrutamento têm entre 10 e 20% de candidatos.

Ambos os grupos de Educação Física (260 e 620) parecem ser os grupos de recrutamento onde não devem existir problemas ao longo do resto do ano porque ambos ainda têm 38,6% e 38,2% de candidatos nas listas. O mesmo acontece com a Educação Pré-Escolar com 53,7%.

Até o primeiro ciclo poderá vir a ter problemas na substituição de professores lá mais para a frente, pois neste momento tem apenas 24,9% de candidatos em concurso.

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A Escola tolera-se, mas não se deseja…

 

A Escola tolera-se, mas não se deseja…

 

A Escola tem uma interacção perturbada e conturbada com os seus parceiros de relacionamento. Não existe nessa relação a serenidade e o apaziguamento necessários ao estabelecimento de compromissos efectivos, leais e justos entre as partes envolvidas.

A Escola é, muitas vezes, como aqueles parceiros de uma relação que abusam, agridem, manipulam e controlam os seus parceiros… Gritar, humilhar publicamente, culpar e acusar de forma despropositada e excessiva, ignorar o diálogo ou desferir críticas destrutivas são exemplos dos comportamentos manifestados pela Escola, dentro de cada escola… Por vezes, pede-se desculpa, permanece uma tranquilidade aparente por algum tempo, mas, fatalmente, o ciclo repete-se… A paz é falsa e simulada, a tranquilidade decorre apenas da inacção, do evitamento ou da indiferença…

A relação tóxica, muitas vezes estabelecida entre a Escola e os respectivos parceiros, ilustra bem a perturbação relacional existente.

A separação ou o divórcio entre a Escola e os seus parceiros parece inevitável: os que ainda permanecem na relação anseiam por poder sair dela o mais rapidamente possível e libertar-se da asfixia constante a que são sujeitos; grande parte dos eventuais novos parceiros desiste da relação, mesmos antes de a ter experimentado… Lidar com o desapego e o desencanto dos primeiros e com a rejeição explícita dos segundos talvez não seja fácil para a Escola, mas também não a faz mudar a atitude prepotente e deletéria, frequentemente observada…

A Escola trai, engana e ludibria os seus parceiros de relação. Também não os reconhece nem os valoriza. A infidelidade é prática comum e corrente. Os parceiros da Escola mais parecem, às vezes, parceiros “oficialmente encornados” (perdoe-se a rudeza e a deselegância do termo). Ou seja, parecem aqueles parceiros que sabem, aceitam e convivem com o facto de o seu consorte ter um “amante oficial”, conhecido de todos. Em suma, sujeitam-se à promiscuidade no relacionamento e alguns chegam mesmo a legitimá-la…

A Escola gosta de “flirtar”, mas não tem coragem para assumir e consumar algumas relações. Para a Escola, não há ninguém insubstituível nem amores incondicionais. Todos, num certo momento, podem ser descartados, rejeitados, preteridos ou trocados. E sobre isso não há qualquer ilusão ou engano…

A Escola não sabe namorar porque não consegue manter com os seus parceiros uma relação afectiva baseada no comprometimento, na cumplicidade e na confiança. Não há reciprocidade de sentimentos entre a Escola e os seus parceiros… A Escola perdeu a capacidade de seduzir e de atrair. A Escola tolera-se, mas não se deseja…

A Escola não leu, e se leu não reconheceu, o ensinamento dado pela Raposa ao Principezinho: “passas a ser responsável por aquilo que cativaste…” (Saint-Exupéry).

A Escola não quer saber de relações saudáveis nem de Ideais ou Princípios. Esses ficam apenas muito bem descritos e defendidos em compêndios teóricos, elaborados por “sábios” que nunca pisaram numa escola, a não ser, talvez, em ilustres cerimónias de inauguração ou em visitas previamente agendadas, sempre muito bem encenadas e artificiais, preparadas com todo o brilho e devoção…

A Escola rege-se por aquela desculpa esfarrapada, frequentemente utilizada para justificar o fim de um relacionamento e para esconder ou mascarar a rejeição: “o problema não és tu, sou eu…”.

Dessa forma, a Escola procura o indulto, ao mesmo tempo que assume uma postura profundamente egocêntrica, hipócrita e cobarde… Trata-se de uma estratégia ardilosa que, à primeira vista, pretende suavizar a culpa dos parceiros e retirar-lhes o ónus da responsabilidade da separação, mas, também, e intencionalmente, esvaziar de pertinência qualquer argumento apresentado com o objectivo de reverter a ruptura e o afastamento. Nessas condições, não há reatamento possível porque não há nada que os parceiros possam fazer para evitar a separação, a causa da mesma não é controlável por eles, está fora do seu alcance…

Mas a submissão que a Escola exige aos seus parceiros é tão intolerável quanto o é a inércia e a resignação destes últimos face a tal exigência…

A Escola, como um qualquer agressor, regozija-se e “esfrega as mãos de contente” pelo silêncio tácito dos que permanecem neutrais e conta com a sua irrevogável cumplicidade e conivência…

A Escola não é um parceiro de Bem e por isso não é recomendável… Mas essa condição também não impede que se estabeleça com ela uma espécie de relação amor-ódio, repleta de ambivalência emocional e de sentimentos contraditórios (positivos e negativos) que, naturalmente, tendem a entrar em conflito… O pior disso é se Balzac tiver razão: “o ódio tem melhor memória do que o amor”. Se tiver, o embaraço parece óbvio…

E depois de tantos lamentos e tanto queixume sobre os (des)amores da Escola, vem isto ao pensamento: “Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.” (Álvaro de Campos).

Nota: Este é um texto de ficção, metafórico e irónico, qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência. A não ser que não se acredite em coincidências…

 

(Matilde)

 

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Cinema Sem Conflitos: “Dog Days”

Título:  “Dog Days” | Autores: “Jack Brown

“Um jovem busca encontrar seu cachorro com inclinações musicais no vasto e solitário deserto.”

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Diretores e professores exaustos depois de nove meses de pandemia

Como eu sei o que tem sido. Deixei de ter fins de semana. A qualquer hora se recebe um telefonema ou um email e tem de se atuar para tentar controlar ou minimizar os efeitos da pandemia dentro dos estabelecimentos escolares. Fechar turmas ao fim de semana ou já depois das 18 horas é usual. Receber noticias de “positivos” às 22 horas, também passou a ser um costume e não se pode deixar para amanhã o que se tem que fazer de imediato.

 

Diretores e professores exaustos depois de nove meses de pandemia

Sem parar desde março, alguns diretores sentem-se exaustos e ponderam abandonar o cargo que os obriga a estar alerta 24 horas por dia para garantir o funcionamento, em segurança, das escolas durante a pandemia de Covid-19.

Manuel Pereira trabalha, em média, 15 horas por dia. Fátima Pinto não consegue contabilizar o tempo, mas sente que o “dia não chega para tudo”. Jorge Saleiro já recebeu comunicações às duas da manhã. Irene Louro ainda tem 21 dias de férias para gozar e Carlos Louro está agora “de férias” a trabalhar na escola.   

Histórias de diretores que começam a acusar os efeitos de quase nove meses de gestão sob a ameaça diária do novo coronavírus.

“Os diretores estão muito cansados até porque, além do trabalho, existe uma enorme pressão para que corra tudo bem. É muito extenuante e vários colegas têm-me confessado o desejo de abandonar o cargo”, contou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Manuel Pereira é também diretor do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, em Cinfães, e passou a ser normal trabalhar 15 horas por dia, até porque “90% do serviço” atual está relacionado com a covid.

Os diretores são responsáveis por agrupamentos onde circula mais gente do que em muitas terras do país: em Loures, por exemplo, Irene Louro dirige uma “aldeia” com 2.400 alunos, cerca de 220 docentes e 130 funcionários; em Elvas, Fátima Pinto lida diariamente com os problemas de 1.500 estudantes e, em Barcelos, Jorge Saleiro tem a seu cargo 2.200 crianças e jovens.

A estes alunos é preciso somar professores, funcionários e encarregados de educação e uma pandemia.

“Neste momento, temos duas escolas a funcionar em simultâneo: a escola normal e a escola covid“, explicou Irene Louro, diretora do Agrupamento n. 2 de Loures.

O seu agrupamento já identificou cerca de 30 situações de infeção, mas nenhuma ocorreu em elementos da comunidade escolar.

“Foram casos que surgiram nas famílias. Uns foram a mãe, outros a explicadora ou o avô…”, contou, lembrando, no entanto, que estes casos obrigam a acionar uma intrincada operação, desde logo recolher informações junto da família afetada para poder avisar os serviços de saúde.

Para o delegado de saúde, “segue uma folha Excel com dados variados e até uma planta da sala de aula onde o aluno se senta e contactos telefónicos das famílias”, explicou.

As autoridades de saúde decidem quem fica em isolamento profilático, mas são as escolas que informam as famílias.

“Já recebi comunicações às duas da manhã e às sete estava a enviar avisos aos encarregados de educação para que não trouxessem os alunos para a escola”, contou o diretor do Agrupamento de Escolas de Barcelos.

Este trabalho obriga a “uma disponibilidade de 24 horas por dia, porque os contactos com as autoridades de saúde não têm hora marcada”.

No seu agrupamento, “têm surgido casos de covid“, mas Jorge Saleiro garante que “a situação não é alarmante”.

No Alentejo, a situação não é muito diferente. No agrupamento de Elvas, “todos os dias há casos” e por isso os telefonemas com a responsável da Proteção Civil – que faz a ligação entre a escola e o delegado de saúde – já fazem parte da rotina de Fátima Pinto.

A carga do telemóvel da diretora do agrupamento de Elvas “agora só dura para meio dia”. Mas o pior, desabafou, é a sensação de “o dia não chegar para fazer tudo” desde que surgiram os primeiros casos em Portugal.

Quando um professor adoece ou fica em casa em isolamento profilático, a escola tem de arranjar alternativa para não prejudicar os alunos. “Às oito da manhã temos de ter o problema resolvido”, relatou.

Nesta missão, os diretores são unânimes em salientar e aplaudir o trabalho de toda a comunidade escolar: “Não são só os diretores que estão cansados. Todo o corpo docente está esgotado”, lamentou Fátima Pinto.

“Toda a gente está a trabalhar mais horas e a levar trabalho para casa. Há uma generosidade e entrega ao compromisso de continuar a ensinar, mas a fadiga já é grande”, corroborou Carlos Louro, diretor do Agrupamento de Ponte da Barca.

As mudanças exigidas pela pandemia impediram o diretor de gozar as férias de verão. Quando falou com a Lusa estava “oficialmente” de férias, mas, na realidade, estava na escola a trabalhar.

Também Irene Louro disse à Lusa que ainda tem 21 dias de férias deste ano para gozar.

O trabalho não parou desde março, quando o ensino passou a ser feito à distância. Os professores tiveram de se adaptar às novas tecnologias e até andar à procura dos alunos “desligados” das aulas ‘online’.

Em Ponte da Barca, por exemplo, havia “quase 300 alunos sem computadores nem Internet”, disse Carlos Louro, lembrando que além de cederem os equipamentos da escola, andaram a “bater às portas” dos municípios e empresas para conseguir que todos estivessem “ligados”.

Todos os diretores recordam o trabalho colaborativo entre docentes, a disponibilidade para dar formação a colegas e até para irem a casa das famílias ensinar alunos e pais a usar os computadores e plataformas.

“Nós, professores, chegámos a casa dos pais com uma rapidez estonteante. Foi tão rápido que até nós nos surpreendemos”, lembrou Fátima Pinto.

A pandemia obrigou a criar, apenas num fim de semana, a tal “escola covid” mas também foi preciso “acalmar os pais”, recordou o presidente da ANDE.

Coube aos professores, muitas vezes já com alguma idade, a tarefa de tranquilizar as famílias.

“Os docentes e assistentes operacionais são uma classe bastante envelhecida, que também têm uma família e também têm medo”, lembrou Manuel Pereira, diretor com 63 anos.

Irene Louro, de 60 anos, admitiu à Lusa que o que sente mais falta é do tempo que antes tinha para se poder dedicar ao papel de avó.

 

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Cinema Sem Conflitos: “Desconectados”

Título:  “Desconectados” | Autores: “Colectivo Agrupamento de Escolas Dr.Mário Fonseca

“Um miúdo passa demasiado tempo no computador…”

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Há Sempre uma Primeira Vez

Aqui pelo blog tem-se vindo a alertar já há alguns anos da falta de candidatos para determinados grupos de recrutamento e zonas do pais.

A profissão é cada vez mais desmotivadora e as únicas recompensas que os professores vão tendo é sobre a sua qualidade de trabalho em núcleos cada vez mais restritos (dos seus alunos e em muitos casos das famílias). Até mesmo os colegas de trabalho deixaram de ser os mesmos colegas de anos passados e com o regresso da avaliação de desempenho, após período de congelamento, cada colega é em muitos casos um competidor direto para as notas de mérito sendo que em muitos casos o desmérito (na sua maioria das vezes injusto) desmotiva ainda mais para a continuidade de uma profissão cada vez menos motivadora.

Não admira que cada vez existam menos alunos a querer seguir a área da docência. Nenhum professor de seu perfeito juízo também aconselharia esta profissão a um aluno seu.

Apesar da excecionalidade deste ano letivo devido ao aumento de pedidos de horários, existem turmas que desde o início do ano letivo continuam ser ter determinadas disciplinas, algumas delas até sujeitas a provas finais. Agora pergunto se continua a fazer sentido a existência em 2021 das provas de aferição e provas finais de ciclo? Que igualdade vai existir para colocar em aferição ou sujeitos a retenção alunos em desigualdade de circunstâncias?

Imagino o desespero de tantas escolas que têm tido esta falta de candidatos para as suas escolas, o prejuízo que isso acarreta e a falta de soluções que existem da parte do Ministério. Dividir horários de 16 horas por vários conjuntos de horas tem sido uma solução de remendo cada vez mais vista nas contratações de escola para eventuais complementos de horário e assim conseguir-se ter pelo menos uma ou duas turmas com professor.

Mas já não é apenas na zona de Lisboa ou Algarve que a falta de candidatos existe.

Nunca me imaginaria numa escola a norte que não conseguisse ainda no primeiro período substituir para um horário tipo 2 (20 horas) para um grupo de recrutamento que nem é dos piores, mas para lá também caminha (Grupo 400 – História). E assim, não havendo regresso de outros candidatos com contratos finalizados lá terá de ir novamente a concurso para uma reserva que vai certamente continuar ser candidatos disponíveis.

Foi a primeira vez, de muitas que voltarão a acontecer no futuro se nada for feito com alguma urgência.

E valorizar os professores que estão nas escolas é a primeira medida que o Ministério deve fazer porque qualquer outra irá demorar entre 5 e 10 anos e aí será muito tarde.

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Cinema Sem Conflitos: “Chairman”

Título:  “Chairman” | Autores: “Chang Chun-Ting

“A multidão segue seu desejo de perseguir um objetivo que parece belo.
Eu expresso o desejo das pessoas através da posse de uma cadeira.
Este filme é pensar sobre o desejo através do contraste do estilo minimalista e da pessoa com as cadeiras.”

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Como se sentem os professores no regresso às aulas presenciais?

Apresentamos os resultados preliminares da investigação acerca da perceção de educadores e professores sobre o regresso às aulas presenciais.
Se está a sentir-se demasiado exausto, ansioso ou preocupado, não hesite em procurar ajuda. O psicólogo é um profissional capacitado para o auxiliar no processo de adaptação a todas essas intensas mudanças que a Pandemia do Coronavírus tem provocado.
Os dados preliminares do Psiquaren10 permitem afirmar que os professores se sentem muito exaustos, 59%, afetados pela perturbação das rotinas diárias, 58%, com problemas de sono, 49% e muito ansiosos, 44%. São menos, embora não poucos, aqueles que dizem sentir-se muito irritados, 36%, ou muito deprimidos,31%, e 23% acham que precisam de apoio psicológico. 
A maioria dos inquiridos, 81% mostra-se satisfeita com as medidas públicas adotadas e admite que a escola tem colaborado com o corpo docente. Outra nota positiva: a perceção de que as orientações para prevenir a Covid-19 nas aulas presenciais são eficazes é partilhada por 43% dos educadores e professores.
Em relação às regras sanitárias, 36% a admitem que perturbam a gestão em sala de aula. 22% não se sente confiante a gerir o grupo de alunos no novo contexto educativo. 

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Criar um novo currículo escolar? É o caminho.

 

Em Espanha, o Ministério da Educação está a criar um novo currículo escolar. Será menos enciclopédico, mais curto e flexível e mais focado nas competências básicas e aprendizagens essenciais, com ferramentas de avaliação mais simples, que ajudem a preparar os alunos para um mundo em rápida mudança e no qual as pessoas devem aprender ao longo de suas vidas, cita o El País. O currículo é o documento central do sistema educativo espanhol, depois da nova lei de base da educação.

Así será el nuevo currículo escolar que diseña el Gobierno: más corto, flexible y centrado en competencias

El Ministerio de Educación ha empezado a elaborar el nuevo currículo escolar, el elemento central del sistema educativo, justo por debajo de la nueva ley educativa, que define qué deben aprender los alumnos de cada materia y cómo debe evaluarse. El ministerio ha elaborado un “documento base” sobre cómo debe ser el nuevo currículo, al que ha tenido acceso EL PAÍS, en el que se establecen las grandes líneas de la reforma, que el Gobierno aspira a que sea la mayor en décadas y en cuya concreción quiere que participen las comunidades autónomas y la comunidad educativa.

El objetivo, señala el documento, es diseñar un currículo más corto, menos enciclopédico, más flexible y más centrado en las competencias básicas y los aprendizajes esenciales, con herramientas de evaluación más sencillas, que contribuya a preparar al alumnado para un mundo que cambia muy rápido y en el que las personas deben seguir formándose a lo largo de su vida. El tamaño y la rigidez del actual currículo alimentan, según cree el ministerio, “altas tasas de repetición y de abandono educativo temprano” y dificultan “la equidad y la inclusión”, al expulsar del sistema a una parte del alumnado. Uno de cada cuatro estudiantes no consigue obtener el título de la Educación Secundaria Obligatoria (ESO).

 

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Cinema Sem Conflitos: “Cacá”

Título:  “Cacá” | Autores: “Ana Carolina Rocha

 

“Esse curta animado aborda o preconceito LGBT dentro do ambiente escolar do ensino médio no Brasil através de uma narrativa de um dia na vida de uma adolescente LGBT, a Cacá, que está lidando com a descoberta de novos sentimentos e algumas situações difíceis na escola.

O propósito dessa animação, além de chocar a audiência, é gerar insights e discussões saudáveis sobre a temática e sobre o que nós podemos fazer como membros produtivos da sociedade, para que não só o ambiente escolar mas todos os lugares sejam mais seguros para os indivíduos LGBTs e também consequentemente desconstruir esse tipo de preconceito.”

 

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Lista Colorida – RR12

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR12.

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A mobilização de docentes para inquéritos epidemiológicos vai acontecer

Atentem ao pormenor de “docentes sem componente letiva”. Pode querer dizer que os docentes do 1.° ciclo ao abrigo do art.° 79.° podem ser mobilizados.
Publicado em Diário da República, o Despacho que determina a operacionalização do reforço da capacidade de rastreio das autoridades e serviços de saúde pública para a realização de inquéritos epidemiológicos, rastreio de contactos de doentes com COVID-19 e seguimento de pessoas em vigilância ativa, através da mobilização de docentes com ausência de componente letiva

Despacho n.º 11790-A/2020 – Diário da República n.º 232/2020, 2º Suplemento, Série II de 2020-11-27

Assim, nos termos do disposto no artigo 7.º do Decreto n.º 8/2020, de 8 de novembro, e dos artigos 21.º, 25.º, 26.º e 27.º do Decreto-Lei n.º 169-B/2019, de 3 de dezembro, determina-se:

1 – A Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, o Ministro da Educação, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e a Ministra da Saúde garantem que cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada identifica os docentes com ausência de componente letiva.

2 – A Autoridade de Saúde Regional, com o apoio da Administração Regional de Saúde, I. P., territorialmente competente, contacta os docentes com ausência de componente letiva que considere melhor habilitados ao reforço da capacidade de rastreamento das autoridades e serviços de saúde pública e promove a sua formação.
3 – Os docentes com ausência de componente letiva que, com o evoluir da pandemia da doença COVID-19, se revelem efetivamente necessários ao reforço da capacidade de rastreamento das autoridades e serviços de saúde pública são contactados para este efeito pela Autoridade de Saúde Regional, com o apoio da Administração Regional de Saúde, I. P., territorialmente competente.

4 – A afetação dos docentes com ausência de componente letiva às funções referidas nos números anteriores deve ter em conta a respetiva formação e conteúdo funcional.

5 – Os docentes com ausência de componente letiva que sejam mobilizados ao abrigo deste regime mantêm todos os direitos inerentes ao lugar de origem e não podem ser prejudicados no desenvolvimento da sua carreira.
6 – As Autoridades de Saúde Nacional e Regional fornecem a cada trabalhador mobilizado a formação e os formulários, orientações e guias de inquéritos epidemiológicos, bem como os equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades, para rastreio de contactos de doentes com COVID-19 e seguimento de pessoas em vigilância ativa.
7 – A Autoridade de Saúde Regional afeta primacialmente os docentes com ausência de componente letiva com formação na área da saúde aos inquéritos epidemiológicos, para rastreio de contactos de doentes com COVID-19, e os restantes docentes ao seguimento de pessoas em vigilância ativa.
8 – Sem prejuízo do disposto no número anterior, os docentes referidos no n.º 4 são sempre coordenados por um profissional da área da saúde pública.

9 – Os trabalhadores que venham a ser mobilizados nos termos e ao abrigo do artigo 7.º do Decreto n.º 8/2020, de 8 de novembro, e de acordo com o previsto no presente despacho, ficam sujeitos, no âmbito dos inquéritos epidemiológicos para rastreio de contactos de doentes com COVID-19 e do seguimento de pessoas em vigilância ativa, ao dever de sigilo, garantindo a confidencialidade da informação a que, decorrente do exercício destas funções, tenham acesso.

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444 Contratados na RR12

Foram contratados 444 professores na Reserva de Recrutamento 12, distribuídos do seguinte modo:

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Cinema Sem Conflitos: “Brain Freeze”

Título:  “Brain Freeze” | Autores: “Rotem Shapira

“Um cientista louco descobre que seu sorvete favorito não é mais produzido…”

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ASPL reivindica que professores querem ser vacinados a seguir aos profissionais de saúde

 

Professores querem ser vacinados a seguir aos profissionais de saúde

Os professores querem fazer parte do grupo prioritário no acesso à vacina contra a Covid-19 e ser vacinados logo após os profissionais de saúde, tendo pedido ao Governo para também serem considerados profissionais de risco.

A decisão foi tomada pela direção da Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) tendo em conta as notícias mais recentes que dão conta do processo de elaboração do plano de vacinação para a Covid-19, que está a definir todos os procedimentos para que um grupo de pessoas possa ser vacinadas assim que a vacina chegue a Portugal.

A ASPL pediu por isso aos ministérios da Educação e da Saúde “que os professores e educadores sejam considerados profissionais de risco e, por isso, prioritários no acesso à vacina para a Covid-19”, refere a associação em comunicado enviado esta sexta-feira para a Lusa.

Para a ASPL, as condições de trabalho dos professores e educadores são preocupantes, em especial por se tratar de um grupo profissional envelhecido que está em contacto direto e diário com muitas crianças e jovens.

Com a impossibilidade de, na esmagadora maioria das escolas, serem respeitadas as regras de distanciamento social determinadas pelo Governo para as demais instituições, quer no que se refere à que separa aluno-aluno, quer professor-alunos, quando é do conhecimento público o número crescente de casos de infetados com Covid19, os professores e educadores estão particularmente expostos”, alerta a ASPL.

A associação lembra ainda as inúmeras situações em que os alunos foram mandados para casa devido ao aparecimento de um caso positivo mas os “seus professores e educadores continuam na escola, a lecionar às outras turmas que constam do seu horário de trabalho”.

 

 

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Reserva de recrutamento 12

Reserva de recrutamento n.º 12

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 12.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quarta-feira, dia 2 de dezembro, até às 23:59 horas de quinta-feira, dia 3 dezembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Onde está o “momento amostral de aferição a nível nacional”?

 

Em julho foi anunciado um  “momento amostral de aferição a nível nacional” para os 3.º, 6.º e 9.º anos de escolaridade. Já estamos no final de novembro e nada de amostra nenhuma.

Este momento serviria para aferir os efeitos do ensino à distância, durante o 3.º período e quais as aprendizagens que ficaram por consolidar, mas até agora nada… deve ser porque deram-se conta que não tinham qualquer servidão…

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Ainda não entendi como os pais e encarregados de educação não reagem…

…e não se unem aos professores para reivindicar uma solução para este problema. Afinal, são os filhos deles os maiores prejudicados.

Algarve entre regiões mais atingidas pela falta de professores

 

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Cinema Sem Conflitos: “A Borboleta Azul”

Título:  “New Toy” | Autores: “Colectivo Instantes Mutantes

“O ciclo de vida da Borboleta Azul…”

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Ata do Estado da Educação

Ordem de trabalhos:

1 – Surto que não se vê é surto «não registado»

2 – Conferência de 7 de novembro

3 – Método «Costa»

4 – Títulos falsos

5 – Lista secreta do ministério maior que a da fenprof

6 – Reavivar o ódio a professores

7 – Esconder ao máximo o mérito do seu trabalho

 

– Os surtos invisíveis e silenciosos nas escolas, que «não se detetam» ou «não se registam», podem ser milhares neste momento.

Sem rastreios na comunidade escolar (assintomática, mas potencialmente portadora e “contagiadora”) como haviam de detetar-se?

Surtos são muito mais do que 477 (número tão falso como 68)

A narrativa sonsa do «não detetamos», «não registamos», deu lugar a percentagens de contágio e número atirados ao ar ao estilo de poker. Os surtos registados não representam o número real. Um rastreio sério multiplicaria o número.

 

 – Conferência de imprensa de 7 de novembro desmentida

Contexto familiar e de coabitação 68%; contexto laboral 12%; Lares 8%; contexto escolar 3%; contexto social 3%; Serviços de saúde 1% (percentagens alcançadas pela aplicação do método «Costa»)

«A percentagem de contágio nas escolas é muito superior»

Afinal mais de 80% de «origem desconhecida»

«não é admissível a situação de conluio subserviente da DGS com o Governo ….. o rei vai totalmente nu!»

 

O método «Costa» resumido

– É um método de recolha, análise, gestão e envio de informação;

– É requerido ao utilizador do método “mente aberta” em todas as fases do processo (da recolha ao envio de informação);

– Títulos curtos em letras grandes (o resto do texto é irrelevante, ninguém lê);

– Não há certo ou errado, não há verdadeiro ou falso;

– É fundamental saber embarretar partidos, sindicatos, jornais, rádios e televisões.

– O mestre do método é um embarretador exímio. O processo de embarretamento começa frequentemente por um estender de mão ao embarretado.

– Em testes americanos baseados no método «Costa» qualquer resolução deve poder justificar a atribuição de nota máxima e passagem com distinção; ou chumbo sem hipótese de recurso.

 

Títulos falsos em grande quantidade

– Visam uma espécie de imunidade de grupo (contra o incómodo causado ao cidadão pela mentira);

– A “vacina” é administrada em “doses” diárias deste género:

«Escolas só representam 3% de contágio»; «Afinal 80% de origem desconhecida»; «OMS defende escolas abertas»; «Abertas, ninguém falou em alunos lá»; «Devemos assegurar a educação das crianças, foi a declaração de um diretor da OMS»; «há 477 surtos em escolas»; «afinal são 68»; «Não, atenção 477 x 68.»

Ao fim de umas semanas a maioria das pessoas já começa a sentir melhoras. Só é pena as reações adversas verificadas em alguns casos.

O vírus do conhecimento pode provocar intolerância ao tratamento. Daí o grande esforço em livrar a população desse vírus.

 

– A lista secreta do ministério é muito maior do que a lista da fenprof

«Publicar? Nem pensar nisso Tiaguito.» «-E se descobrem a verdade carago António? estou com muito medo disto.» «Ok, dizemos que há 477 surtos. E no dia seguinte 68. Mesmo que sejam milhares, não é mentira dizer 477 (não estarás a dizer só 477). Aprende comigo.»

 

– Nestes tempos é essencial manter a chama – do ódio aos professores – acesa.

….. Não vão «os portugueses» começar a gostar um bocadinho dos professores; isso seria o pior que a pandemia podia fazer.

Fizeram passar a ideia que os professores estão no segundo local mais seguro do país. Só os profissionais de saúde teriam mais sorte (nos serviços de saúde a probabilidade de contágio seria de 1%) de acordo com os dados da conferencia de imprensa de 7 de novembro.

E esses privilegiados professores e enfermeiros (no oásis da pandemia) a falar de greves. Perigo a sério é em casa (68%).

 

Reconhecer que os professores também estão na linha da frente, privados da proteção que se assegura ao cidadão comum?

Nunca. Isso seria reconhecer-lhes demasiada utilidade e, pior do que isso, reconhecer-lhes nobreza e altruísmo no desempenho das suas funções.

Os professores devem ser vistos como formigas, quais térmitas em missão suicida para salvar o formigueiro sem que lhes seja reconhecido qualquer ato nobre ou heroico. Apenas formigas, programadas pela natureza para agir daquela maneira.

 

Rui Araújo

 

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30 mil alunos sem aulas a uma ou mais disciplinas

 

Como mais do que previsto, a falta de professores agudiza-se, mas do ministério só se ouve o silêncio.

Falta de professores deixa quase 30 mil alunos sem aulas a uma ou mais disciplinas

Nas escolas, faltam professores. Há mais de 400 horários por preencher, nesta altura, quando faltam poucas semanas para o fim do 1º período. No total, quase 30 mil alunos estão sem aulas a uma ou mais disciplinas, sendo que as mais afetadas são Português e Matemática. Há até escolas onde faltam mais de uma dezena de docentes.

Faltam professores para preencher mais de 400 horários, nas escolas públicas do país. A esmagadora maioria são horários temporários, de substituição de docentes, que estão de baixa ou de licença de maternidade.

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Um desastre anunciado nas escolas – SINAPE

 

 

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Cinema Sem Conflitos: “3rdDate”

Título:  “3rdDate” | Autores: “Veronica Solomon

“Miss Gazelle está preparando o jantar para seu novo namorado, Sr. Bear. Tudo parece perfeito para um encontro quente. Mas então…”

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66 anos e sete meses para se reformar em 2022

 

A idade de acesso à reforma vai subir para 66 anos e sete meses em 2022, mais um mês do que a que vigorou durante este ano. Esta evolução é explicada pelo aumento da esperança média de vida aos 65 anos, que foi divulgada, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

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Quantos são professores?

 

Mais de 500 funcionários públicos vão ajudar SNS

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que mais de 500 funcionários públicos vão ter formação para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) nos inquéritos

 

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O preço da incompetência- Alexandre Homem Cristo

Houve um tempo nesta pandemia em que a desorientação do Governo o encaminhou para medidas vistosas, mas discutivelmente ineficazes, com o propósito de mostrar serviço. Agora, a orientação ascendeu a um novo patamar: o da introdução de medidas inequivocamente sem eficácia, cujo propósito já apenas consiste no encobrimento da incompetência acumulada. A proibição de ensino à distância nos próximos dias 30 de Novembro e 7 de Dezembro é disso um exemplo gritante: o Governo impede as escolas privadas de darem aulas online nesses dias, não por motivos sanitários (os alunos estariam em casa), mas (presume-se) porque não poderia garantir igual continuidade educativa nas escolas públicas. Será esta uma defesa da igualdade? Não, é um nivelamento por baixo e uma manobra política: se os miúdos matriculados no privado tivessem aulas, o país perguntar-se-ia o porquê de o mesmo não acontecer no público — uma pergunta incómoda a evitar, uma vez que a resposta é simples: porque o Governo falhou. Ou seja, esta proibição prejudica os alunos, mas beneficia o Governo. Fica claro o que, na balança, pesou mais.
Recapitulemos. Nas próximas duas segundas-feiras não haverá actividades escolares presenciais. A decisão surge no seguimento da renovação do estado de emergência e das medidas para os fins-de-semana e feriados de Dezembro, com vista a impedir a circulação de pessoas nos dias de ponte. Percebe-se o objectivo de confinar nessas segundas-feiras, mesmo que seja fácil discordar da necessidade de fechar escolas ou desconfiar da eficácia da medida — de resto, o próprio Governo tinha adoptado a boa prática de evitar a todo o custo o encerramento escolar, precisamente por saber que a medida não justifica o dano causado aos alunos. Mas o problema maior revelou-se na tarde desta terça-feira: quando as escolas privadas anunciaram planos para manter actividades à distância nesses dois dias, o Governo apressou-se a agitar o texto do decreto e alertar para a proibição.

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RIP

O “Deus” Morreu!

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As escolas mostram todos os dias como se é resiliente

As escolas mostram todos os dias como se é resiliente

Sabemos que no meio de tantos ‘vai ficar tudo bem’ há muito de vontade de superação desta difícil fase que todos estamos a passar. É como se bastasse repetirmos muitas vezes a frase mágica para se tornar realidade a curto prazo. As escolas têm sido um bom exemplo de superação e de como manter uma vida o mais saudável possível. É inegável que a primeira fase desta pandemia foi uma crise para todos: alunos, professores e famílias. Casas que se transformaram em centros de cowork de idades e áreas diversas. Foi uma difícil experiência para todos, em que o balanço foi muito positivo, tendo em conta o ponto de partida da maioria.
Agora estamos a meio do primeiro período lectivo, com escolas abertas a ir gerindo os casos e surtos que vão aparecendo. Cada escola vai cumprindo as orientações da Direcção-Geral de Saúde com o bom senso e meios disponíveis.

Não há sombra de dúvida que não pode haver melhor lição de vida sobre como superar dificuldades e ser resiliente do que viver esta pandemia. A questão é viver com a pandemia ou viver atravessando a pandemia. O melhor mesmo é fazê-lo das duas maneiras: viver aceitando as circunstâncias e a situação, prevenindo o mais possível de modo a não contribuir para aumentar o número de casos e lutando para minimizar os riscos e as consequências da infecção. Nada fácil!
As escolas mostram todos os dias como se é resiliente: pondo em prática o que foi pensado e preparado anteriormente, ao mesmo tempo que se vão resolvendo os problemas que chegam no momento e que são, quase sempre, novos. Ter autoconfiança, saber que já vivemos outros momentos difíceis e que vamos conseguir, todos juntos, atravessar mais este. Persistir todos os dias, várias vezes ao dia. Nunca desistir. Encontrar formas novas de continuar, motivando alunos e professores, pondo o foco na aprendizagem. Com toda a flexibilidade, mudar de estratégia de ensino, ajustando os meios, acreditando que os regulamentos são para as pessoas e não o contrário. Ter ‘boa onda’, ser optimista. Mostrar que se pode ser optimista sem ser irresponsável, ter pensamento positivo e fazer brilhar as coisas boas no meio de tanta indefinição e sofrimento. Acreditar e saber fazer acreditar que continuamos a investir no agora e no depois. Saber ouvir. Ouvir com disponibilidade e atenção para compreender os outros e trabalhar em parceria. Ter criatividade para propor e implementar novas soluções, enfrentar os desafios com garra e pensar de forma disruptiva. E por último conseguir manter a calma em tempo de crise, aprender com o que se faz e tirar ensinamentos para o que pode estar para vir.
Tudo isto a escola mostra como se faz, dia após dia. E ao viver desta forma ensina, entre outras coisas, como se pode ser resiliente e quais os seus benefícios. Viver com a pandemia ou viver através da pandemia.
A vontade de manter as escolas abertas é confiar nos estudos que dizem que estas são espaços seguros e o mais protegidos possíveis para as crianças, professores e não docentes. Desde sempre que as escolas foram espaços limpos e com um olhar especial sobre a segurança, e neste momento, com cuidados de higiene e segurança redobrados.

Manter as escolas abertas é mais do que a velha ‘paixão’ por ensinar, é proporcionar espaços higienizados em permanência, cuidados básicos para os alunos que precisam, e sobretudo equilíbrio familiar, em termos emocionais e económicos. É cumprir de forma escancarada a sua função social.
Com o exemplo da primeira fase percebemos todos que o cowork familiar não funcionou assim tão bem, nem para as crianças nem para os pais em teletrabalho, nem tão pouco para aqueles pais que tiveram de ficar em casa a tomar conta dos filhos e deixaram o trabalho. O trabalho é uma das maiores fontes de felicidade pessoal, para não falar da retribuição financeira, necessária a todos. É preciso preservá-lo e cuidar bem dele. Para tudo isto a escola contribui ao manter as suas portas abertas, continuando a ensinar, enfrentando de forma aumentada o desafio de conseguir maior aprendizagem proporcionalmente a menos ensino. Tradicional, entenda-se.

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País podem faltar nos dias 30 de novembro e 7 dezembro

Pais podem faltar ao trabalho e têm direito a subsídio devido à suspensão das aulas nas vésperas dos feriados

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Um labirinto de disparates – Santana Castilho

Um labirinto de disparates

Depois de cinco meses de incompetência para preparar as respostas a uma segunda vaga anunciada, o Governo mostra-se perdido num labirinto de decisões desconexas, apenas lesto a proibir e restringir. A pandemia tornou os portugueses numa vasta mole de súbditos de políticos que decidem em cima de dados sem credibilidade e protagonizam actos públicos que os cobrem de descrédito. O alarmismo que continua a ser propalado tolhe a racionalidade e vai marcando com entorses sucessivos a democracia em que vivemos. De um escol pouco pensante, pródigo em contradições evidentes, sucedem-se medidas absurdas e os mandamentos de hoje que contradizem os mandamentos de ontem.
Afinal, quantos casos de covid-19 estão detectados em alunos das escolas portuguesas? E de quantos surtos se pode falar, com propriedade? A 16 deste mês, o secretário de Estado e Adjunto da Saúde disse estarem activos nas escolas 477 surtos. Quatro dias depois corrigiu o tiro: afinal eram só 68, em todos os estabelecimentos de ensino, públicos e privados, desde creches ao ensino superior.
Há cerca de duas semanas, António Costa dizia que 68% dos contágios verificavam-se em casa, em família. Agora aceita que só 10% ocorrem comprovadamente em famílias e mais de 80% são de origem desconhecida. Quando deveria ter ficado calado? Em que devemos acreditar?
Os restaurantes têm vindo a ser destruídos e os que deles ganhavam o pão postos na miséria. E agora dizem-nos que só 2% dos contágios tiveram aí, comprovadamente, origem?
No dia 14 deste mês, o Presidente da República e o Primeiro-Ministro foram a Fátima, assistir a uma missa por alma das vítimas da covid-19. Nesse dia, os portugueses estavam sujeitos a recolher obrigatório a partir das 13h. A missa começou às 11h. Às 13h, já estavam em casa, para dar o exemplo quanto ao recolhimento que decretaram? Não tinham igrejas em Lisboa? A posturinha indigente, mãozinhas beatificamente cruzadas no peito e cabecinha servilmente inclinada para a direita, diante do ceptro soberano de um dignatário da Igreja, a que o agnóstico António Costa se prestou, que mensagem nos transmitiu?
Um iminente epidemiologista apresentou, na última reunião no Infarmed, cujo objectivo parece ser habilitar os políticos a tomarem decisões fundamentadas em evidências científicas, um estudo que concluiu que os ginásios apresentam um risco elevado de contágio da covid-19.
Dando fé ao que a imprensa noticiou, o “estudo” parece ter sido, afinal, um simples inquérito que obteve respostas de 548 pessoas infectadas. Dessas, referiu o epidemiologista, “uma grande maioria (96,5%) disse que ia ao ginásio pelo menos uma vez por semana”, o que lhe permitiu logo concluir que “frequentar ginásios (…) parece estar associado com probabilidade acrescida de infecção”. Usando a mesma metodologia “científica”, poder-se-á dizer que sentar numa sanita (coisa que os inquiridos farão diariamente), parece poder estar associado com uma probabilidade ainda mais acrescida de infecção?
Na mesma altura e sobre o mesmo assunto, o mesmo epidemiologista poderia, ao menos, ter referido outro estudo, do Advanced Wellbeing Research Centre (AWRC), da Universidade de Sheffield Hallam, do Reino Unido, com uma amostra um pouquinho mais ampla (62 milhões de idas a ginásios, desde Setembro, em 14 países da Europa), que concluiu que os ginásios são locais com risco de transmissão da covid-19 “extremamente baixo”, já que a taxa média de infeção em cada 100.000 idas ao ginásio foi de 0,78.
Numa autêntica requisição civil, que torna compulsório o trabalho para o Estado, o secretário de Estado adjunto e da Saúde terá poderes para impedir a saída de trabalhadores do SNS, que pediram a rescisão dos seus contratos nas últimas semanas. Em vez de salários decentes e condições de trabalho capazes, António Costa militariza e fecha os olhos ao que se passou no Hospital Beatriz Ângelo e na Linha SNS24, onde foram oferecidos a enfermeiros em serviço, a troco degradante e descabido de prestações profissionais, vales de compras para os supermercados Pingo Doce. Não vai, obviamente, cativar médicos e enfermeiros por esta via. Vai degradar, ainda mais, o SNS.
A Organização Mundial de Saúde desaconselha o uso do Remdesivir. A Agência Europeia de Medicamentos aconselha o uso do Remdesivir.
Assim vamos, preparando o Natal mais triste.
In “Público” de 25.11.20

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Sugestão de Leitura – Língua de Trapo

 

SINOPSE

Este livro leva qualquer criança, com ou sem dificuldades na motricidade oral, a exercitar as suas capacidades, através dos exercícios miofuncionais de língua.

 

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Na Madeira, nem tolerâncias de ponto, nem “cercas!

Na Madeira, nem tolerâncias de ponto, nem “cercas!

A Madeira não vai conceder tolerância de ponto ao setor público nem suspender as aulas nos dias 30 de novembro e 07 de dezembro, indicou hoje o presidente do executivo, sublinhando que também não será proibida a circulação entre concelhos.

“É fundamental perceber o seguinte: nós não temos uma situação (pandémica) equivalente àquilo que se está a passar no continente”, disse Miguel Albuquerque, à margem da inauguração de 15 novos pavilhões no Parque Industrial de Câmara de Lobos, na zona oeste da ilha da Madeira.

O presidente do Governo regional, de coligação PSD/CDS-PP, afirmou que o decreto que regulamenta o novo estado de emergência, em vigor desde as 00:00 de hoje, motivou “alguma interpretação errónea”, nomeadamente ao referir que o disposto entre os artigos 3.º e 31.º e entre os artigos 45.º e 53.º “é aplicável a todo o território nacional”.

“Não temos, neste momento, uma situação equivalente à maioria dos concelhos do continente e, por conseguinte, as medidas cá serão adequadas à nossa realidade e não vamos aplicar cegamente o decreto nacional”, disse, reforçando: “Obviamente, há uma omissão, mas que do ponto de vista da interpretação é clara, que é a circunstância de aquele decreto ser aplicado ao território continental.”

Miguel Albuquerque indicou que foram já solicitados esclarecimentos sobre a situação aos gabinetes do primeiro-ministro e do Presidente da República, e remeteu para quarta-feira o anúncio de novas medidas de contenção da covid-19 no arquipélago.

O chefe do executivo deixou, no entanto, claro que não haverá tolerância de ponto nem suspensão da atividade letiva nos dias 30 de novembro e 07 de dezembro, e também não será proibida a circulação entre concelhos.

“Isso não vai acontecer na Região Autónoma da Madeira porque o nosso índice de infeção por 100 mil habitantes é 58”, disse, sublinhando que o arquipélago ainda não tem transmissão comunitária ativa.

De acordo com os mais recentes dados da Direção Regional de Saúde, a Madeira regista 166 infeções ativas de covid-19, num total de 691 casos positivos assinalados desde 16 de março.

Apesar da posição do Governo Regional, a Câmara Municipal do Funchal, liderada pela coligação Confiança (PS/BE/PDR/Nós, Cidadãos!), já anunciou que vai aplicar o disposto no decreto que regulamenta o estado de emergência em relação à tolerância de ponto e ao uso obrigatório de máscara pelos funcionários nos locais de trabalho.

Também os Açores indicaram, através do gabinete do representante da República, que as medidas decretadas pelo Governo da República se aplicam naquele arquipélago, com exceção das restrições aplicadas aos concelhos de risco elevado, muito elevado ou extremamente elevado, uma vez que a região não tem concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 15 dias. (LUSA)

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O Estado da Educação, hoje, para amanhã.

Olhar para 2015/16, para o estado de graça entre o ministério e certo radicalismo. Recordar um “certo amiguismo” entre instituições. O ataque a quem ousava a critica. Olhar para trás parece ser como olhar para tempos de hipocrisia aceite por todos. Os problemas na educação não foram resolvidos, não foram, sequer, atenuados. Arrastou-se para a frente com a barriga. Um destes dias, não haverá mais terreno por onde se arrastar e estaremos entre o retroceder e o cair no precipício, sendo que o precipício será o caminho que muitos escolherão.

Exausto? Não. Não me causarão cansaço, não me vencerão assim. Isso era ir contra a própria natureza humana. Isso seria ir contra a Educação.

O caminho é continuar, seguir em frente, mesmo que devagar.  Parar, esperar pelo momento certo para poder avançar, dar um passo que não tenha que se retroceder. Virá o momento em que se correrá desenfreadamente, para a frente. Resta saber para onde.

Entretanto, continuarão o chorrilho de alarvidades.

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