Dezembro 2020 archive

Comunidade escolar vai ser testada no início do 2.º período… na Madeira…

 

Sempre à frente…

CEM MIL TESTES DESTINADOS À COMUNIDADE ESCOLAR PARA O REGRESSO ÀS AULAS

Miguel Albuquerque afirmou hoje que serão feitos testes nas escolas assim que reabram após o período de interrupção letiva de Natal e Fim de Ano.

O presidente do Governo Regional especificou que há 100 mil testes destinados a esse efeito, para 42 mil alunos, seis mil professores e mais cerca de quatro mil funcionários.

Falando após a vacinação dos cinco primeiros profissionais de saúde na Madeira, Albuquerque avisou que “ainda estamos em plena crise sanitária” e admitiu que com a reabertura das escolas pode vir a aumentar o número de casos.

 

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Orçamento do Estado para 2021 e Lei das Grandes Opções para 2021-2023

 

Orçamento do Estado para 2021

Lei das Grandes Opções para 2021-2023

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25.274 Colocações em Reserva de Recrutamento/CI/Renovações

Até à reserva de recrutamento 14 foram efetuadas 25.274 colocações de docentes contratados (sem contabilizar as colocações por contratação de escola).

Tal como o Davide Martins já aqui tinha contabilizado,

  • 23970 professores fizeram 1 contrato;
  • 611 fizeram 2;
  • 45 estão no seu 3º contrato.

 

Apesar de nos últimos 8 anos terem entrado no quadro 10.996 docentes e de se terem aposentado 14.891 docentes é cada vez mais notório a necessidade de mais professores entrarem nos quadros do sistema de ensino público para colmatar as necessidades das escolas.

Apesar da excecionalidade do ano 2020, o número de colocações é bastante superior, até à Reserva de Recrutamento 14, do que nos anos anteriores. E ainda faltam aqui contabilizar os horários que ficaram desertos por não haver docentes para os horários pedidos.

Deve existir uma afetação de mais recursos a um quadro permanente em função das necessidades de cada uma das zonas do país e dos diversos grupos de recrutamento. Este estudo não é difícil de fazer e compete ao Ministério da Educação abrir as vagas necessárias que sistematicamente são necessárias ao longo de cada ano para impedir que sistematicamente sejam pedidos tantos horários ao longo do ano.

Se o sistema de ensino público tem perto de 100 mil docentes o que se verifica é que um quarto dos docentes ainda são docentes contratados, e em situação precária.

E para aqueles que acham que a entrega apenas de horários completos na Mobilidade Interna pode ser uma solução para diminuir o número de contratações está completamente enganado. Se tal acontecer, o mais certo é que o oposto aconteça e não é difícil perceber porquê.

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A casa de Nuno Crato ardeu

Um fogo na cobertura da casa de Nuno Crato deflagrou, hoje, pelo final da tarde. Nuno Crato e a companheira estavam na sua residência, mas conseguiram sair. As autoridades foram chamadas e os Bombeiros conseguiram dominar o incêndio.

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Números do Blog de 2020

Neste ano tão atípico o Blog DeAr Lindo manteve-se, tal como nos anos anteriores, com publicações diárias ao longo dos 366 dias do ano.

Com maior disponibilidade dos professores para o trabalho com ferramentas digitais o Blog bateu o record de visualizações desde  que existe em 2008, e em 2020 teve mais de 13 milhões de visualizações, o que dá uma média de visualizações superior a 36 mil por dia.

Também foi neste ano que mais artigos publicamos ao longo de um ano e em média foram publicados quase 8 artigos por dia, perfazendo quase 3 mil artigos ao longo de 2020.

No entanto, o máximo do mês de setembro de 2014 (2.391.514 visualizações) não foi batido e dificilmente o será. Também o máximo de visualizações no dia 18 de julho de 2017 com 364.052 visualizações nunca mais será possível de repetir-se, pois não é todos os dias que a DGAE publica por engano as listas de colocações de um concurso interno e depois as retira.

Neste momento o Blog DeAr Lindo na rede social Facebook já tem mais de 80 mil seguidores e recebem as notificações dos novos artigos, por e-mail, perto de 6 mil subscritores.

De acordo com o SimilarWeb este espaço está entre os mil mais vistos de Portugal (à data deste artigo encontrava-se na posição 946), de entre os sites que permitem a contabilização de visualizações.

Para a equipa do Blog, tal como para vocês, este foi um ano demasiado complicado, com novas exigências e novos desafios. Mas apesar de tudo estivemos diariamente presentes, mantendo este espaço sempre atualizado e com as informações mais pertinentes.

E contamos em 2021 fazer o mesmo trabalho de sempre para fazer chegar até aos nossos leitores as informações essenciais sobre Educação.

Eu, o Rui Cardoso, o Davide Martins e outros colaboradores do blog desejamos a todos os leitores um excelente 2021, duas mil e vinte e uma vezes melhor do que o ano que agora termina.

 

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Não há tolerância de ponto a 31 de dezembro

António Costa confirmou que a função pública não terá tolerância de ponto no dia 31 de dezembro. Já o estado de emergência deverá ser “automaticamente prorrogado” por mais 15 dias.

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Escolas ficam fechadas mais uma semana… no Reino Unido

Por cá vamos ver o que vai dar o regresso dia 4 de janeiro… pelo aumento de casos anunciado hoje em relação aos últimos 3 dias…

Schools in England ‘to stay closed for an extra week’ say reports

Secondary schools in England are set to remain closed for at least an extra week after the Christmas break, it has been reported.

Ministers have agreed to the delay after facing mounting calls to put back the reopening of schools as coronavirus cases soar, reports the Mirror.

Downing Street insisted this afternoon that the plan remains to open up schools in a staggered fashion.

Children would be back to classes from Monday, with the majority of kids returning to lessons a week later.

But according to TES, a new plan approved by ministers will see Year 11 and 13 exam students not return from January 4 as planned.

Only vulnerable students and children of key workers will return straight away.

Covid-19 testing in schools will commence the following week, starting on January 11.

And according to the report, all students would be back in school from the week of January 18.

The Department for Education did not deny the report, but said their position – that they want schools to return in January and that dates remained under review – had not changed.

 

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Carta de Ano Novo a um@ Director@ imaginári@

 

 

Car@ Director@:

Escrevo esta carta ciente de que, e como frequentemente afirmas, os teus afazeres são muitos e complexos e que, por isso, talvez te falte algum tempo para te dedicares aos aspectos mais simples do teu cargo, como escutar os teus subordinados… E escutar não é o mesmo que ouvir, como tu bem sabes… Muitas vezes ouves, mas não escutas, não prestas atenção ao que te está a ser dito, nem valorizas o conteúdo da mensagem…

Sobretudo se a mensagem não estiver de acordo com as tuas convicções sobre determinado assunto, é comum mostrares a tua postura mais “persuasiva”, inevitável eufemismo de uma atitude autoritária e prepotente…

Nessas situações é habitual observar-se a tua irritação, com fins previsivelmente intimidatórios, acompanhada, quase sempre, de uma intensidade sonora bastante superior à expectável e desejável… Mas os decibéis não são sinónimo de que tenhas razão, são apenas uma manifestação da tua vontade, muitas vezes, obstinada e irredutível… Na verdade, car@ Director@, não precisas de gritar e também não precisas de humilhar ninguém, muito menos na presença de outras pessoas… Apontar defeitos ou falhas é algo que só deveria acontecer em privado, como tu bem sabes, mas talvez já tenhas esquecido… Além disso, deves aos teus subordinados a mesma lealdade institucional que, legitimamente, esperas deles…

Talvez, ainda, não o tenhas percebido, mas, e ao contrário do que talvez pretendesses, esse comportamento exacerbado não é compatível com a elevação do cargo que desempenhas, nem honra as tuas funções. Pelo contrário, fragiliza-te perante os teus subordinados, tornando-te num alvo facilmente ridicularizável. Os excessos originam, quase sempre, algum tipo de caricatura…

E, sim, todos sabemos, há muito tempo, que és tu @ Director@, não precisas de o continuar a apregoar sempre que te sentes contrariad@ ou como forma de justificares algumas decisões… Todos conhecemos e respeitamos as hierarquias existentes na escola…

Car@ Director@, a comunicação entre ti e os teus subordinados costuma decorrer, mais ou menos, desta forma: a maioria diz-te apenas aquilo que sabe que tu queres ouvir; outros nunca ousam dizer-te sequer o que pensam e outros, poucos, dizem-te o que realmente pensam e são, muitas vezes, considerados como uma espécie de “proscritos” ou como indesejáveis, sobretudo se as suas opiniões forem contrárias às tuas ou diferentes das mesmas…

Car@ Directo@, também já se percebeu que te rodeaste de uma espécie de “rede de informadores” e que, por vezes, te vanglorias de saber tudo o que se passa na “tua” escola…

Mas a informação que te é veiculada por essa via pode estar deturpada, pode não corresponder à realidade e impossibilita, se for o caso, o exercício do contraditório; e o poder informal que concedes a esses “informadores” gera revolta, repúdio e incompreensão nos restantes subordinados… O incentivo à delação é algo pernicioso, indigno e vergonhoso… Além do mais, há outras formas muito mais justas, transparentes, leais e fidedignas de recolher informação, seja ela de que natureza for…

E, lembra-te, que a maior parte dos teus subordinados, como profissionais responsáveis, competentes e diligentes, não precisa de ninguém para os “vigiar”… Ser facilmente influenciável por intrigas ou mexericos é algo que não se espera de um líder…

Car@ Director@, um líder deve suscitar o respeito dos seus subordinados e não aspirar a impô-lo; o reconhecimento da autoridade e do respeito por parte dos subordinados em relação ao líder não se faz por via da imposição, mas através da confiança recíproca, assente na negociação e no comprometimento mútuo; um líder escuta os seus subordinados; admite, perante os mesmos, os seus erros quando os comete; delega, não centraliza o poder em si próprio e não toma decisões unilateralmente; um líder não instiga jogos de poder nem cria pequenos grupos “confiáveis”, constituídos apenas por subordinados que jamais assumirão qualquer divergência ou desacordo consigo; um líder (re)conhece as dificuldades e as especificidades profissionais dos seus subordinados…

Car@ Director@, tu não nasceste Director@, tu quiseste tornar-te Director@. E isso foi uma opção e uma escolha pessoal, de vida e de carreira, apenas imputável a ti própri@ e, sendo assim, não é legítimo impor as respectivas consequências a terceiros. E se considerares que tal é inaceitável, podes sempre renunciar ao exercício do cargo. Não és nenhum “mártir”, como às vezes pretendes insinuar…

Car@ Director@, o conformismo de alguns subordinados não significa concordância com as tuas decisões. Significa, quase sempre, evitamento do conflito directo contigo. O agastamento e o desassossego que um conflito pode provocar, sobretudo numa relação de poder desigual, fá-los, muitas vezes, remeter-se ao silêncio. Mas não te iludas, car@ Director@, esse silêncio também é imposto pela tua, não rara, censura ou arrogância e oculta descontentamento e mal-estar… Também é possível comunicar pelo silêncio. O silêncio, às vezes, também “fala”, assim se procure ou se queira compreender o seu significado…

Na “tua” escola, lamenta-se, mas reinam as aparências, a paz simulada e o “faz-de-conta”. A Democracia participativa parece ter ficado no lado exterior do portão da escola, impedida de entrar… E uma tão visível, reiterada e incondicional subserviência ao Ministério da Educação também não abona em teu favor e é frequentemente geradora de desdém e de desconfiança…

E, por favor, não compliques, nem mandes complicar, aquilo que é simples. Tornar tudo mais difícil não é sinónimo de competência nem de eficácia…

A “tua” escola é gerida à tua imagem, é o teu “espelho” e parece estar ao serviço dos teus interesses. Mas essa não é a nossa escola. Uma Escola Pública não pode ser isso e tem que ser muito mais do que isso…

Car@ Director@, termino com uma frase comummente atribuída a Luís de Camões e que merecerá, por certo, a tua melhor atenção e reflexão: “Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”.

 

Car@ Director@, à parte tudo o anterior, desejo-te um (sentido) Feliz Ano Novo!

 

P.S.: Car@ Director@, espero, convictamente, que o retrato apresentado seja apenas o resultado de um inusitado devaneio, a que todos, de vez em quando, têm direito…

 

(Matilde)

 

 

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Alargar CAF e AEC´s? Mas porque não para todos os alunos?

A alargar (é uma intenção já com barbas, mas ainda não concretizada por nenhum governo) que seja para todos os alunos que tenham interesse em frequentar, ou discriminamos?

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Presidente da República promulgou Grandes Opções do Plano e Orçamento do Estado para 2021

 

Presidente da República promulgou Grandes Opções do Plano e Orçamento do Estado para 2021

Apesar das limitações a maior ênfase social, do renovado não acolhimento de algumas pretensões empresariais e da existência de soluções de carácter programático, na fronteira da delimitação de competências administrativas, considerando as complexas condições que rodearam a sua elaboração e a busca do equilíbrio entre o controlo do défice, a adoção de medidas relevantes em domínios como a saúde e os rendimentos dos mais sacrificados, e, sobretudo, a óbvia importância de os portugueses disporem de Orçamento de Estado em 1 de janeiro de 2021, atendendo à urgência do combate à pandemia e seus efeitos comunitários, bem como à adequada receção das ajudas europeias, designadamente, do Plano de Recuperação e Resiliência, o Presidente da República promulgou o diploma da Assembleia da República que aprova o Orçamento do Estado para 2021.

O Presidente da República promulgou igualmente o diploma que aprova as Grandes Opções do Plano para 2021.

 

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Haverá tolerância de ponto no dia 31?

Com as limitações a que o país está sujeito por via das restrições impostas com o estado de emergência a partir de dia 31 de dezembro de 2020 e até 4 de janeiro de 2021, não fará muito sentido dar tolerância de ponto à função pública no dia 31, seria um contrassenso. No máximo, poderia, o governo, dar a tarde de tolerância para os preparativos do repasto da noite e preparação do almoço de ano novo.

Função pública não espera mas quer tolerância de ponto dia 31

Os sindicatos dos funcionários públicos e autárquicos não receberam informação sobre tolerância de ponto no dia 31 e enquanto os primeiros já não esperam ter o dia livre, os segundos ainda aguardam uma decisão do Governo favorável aos trabalhadores.

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A Polícia compareceu na reunião de Encarregados de Educação

 

A situação aconteceu em setembro, mas só agora chegou ao nosso conhecimento.

Um sr.º diretor ordenou que se realizassem reuniões presenciais com os encarregados de educação no início do ano letivo. Os docentes cumpriram as ordens. Convocaram os encarregados de educação para a reunião presencial no dia pré-definido e lá se reuniram dentro das salas de aula com, no máximo, 50 metros quadrados.

Estava a reunião a decorrer com as apresentações e informações inerentes, quando… entra a polícia pela sala a dentro e informa que os intervenientes  estão em desrespeito à lei, pois estavam presente um ajuntamento ilegal de pessoas. Perante a perplexidade de todos, o docente informou a autoridade policial que apenas estava a cumprir ordens superiores. Ao que lhe foi respondido que ou terminavam a reunião naquele local (sala de aula) ou seriam todos identificados e sofreriam as consequências previstas na lei. O diálogo continuou e foi decidido que a reunião continuaria no espaço exterior da escola. O polícia deu-se por satisfeito e continuou o seu périplo pelas salas de aula da dita escola, levando o mesmo discurso pelas reuniões a decorrer.

Este caso ficou-se por uma admoestação, mas se não fosse a compreensão da autoridade policial, seriam os intervenientes na reunião a sofrer as consequências do cumprimento cego de ordens sem sentido e de pouco senso comum.

Fica a informação legal para que situações destas não aconteçam:

A Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (Lei n.º 35/2014, de 20 de Junho), é clara. Um trabalhador deixa de ser obrigado a obedecer a um superior hierárquico, sempre que este lhe der uma ordem ou instrução que o leve a cometer uma ilegalidade.

Artigo 177.º
Exclusão da responsabilidade disciplinar
1 – É excluída a responsabilidade disciplinar do trabalhador que atue no cumprimento de ordens ou instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de serviço, quando previamente delas tenha reclamado ou exigido a sua transmissão ou confirmação por escrito.
2 – Considerando ilegal a ordem ou instrução recebidas, o trabalhador faz expressamente menção desse facto ao reclamar ou ao pedir a sua transmissão ou confirmação por escrito.
3 – Quando a decisão da reclamação ou a transmissão ou confirmação da ordem ou instrução por escrito não tenham lugar dentro do tempo em que, sem prejuízo, o cumprimento destas possa ser demorado, o trabalhador comunica, também por escrito, ao seu imediato superior hierárquico, os termos exatos da ordem ou instrução recebidas e da reclamação ou do pedido formulados, bem como a não satisfação destes, executando seguidamente a ordem ou instrução.
4 – Quando a ordem ou instrução sejam dadas com menção de cumprimento imediato e sem prejuízo do disposto nos n.os 1 e 2, a comunicação referida na parte final do número anterior é efetuada após a execução da ordem ou instrução.
5 – Cessa o dever de obediência sempre que o cumprimento das ordens ou instruções implique a prática de qualquer crime.

 

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A crise demográfica teve repercussões na Escola com menos 401 mil alunos

Escolas portuguesas perderam 401 mil alunos na última década

Nos últimos dez anos, o sistema de ensino português (público e privado) perdeu mais de 401 mil alunos. A conclusão é do relatório ‘Educação em Números – Portugal 2020’, do Ministério da Educação, citado esta terça-feira pelo ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo o mesmo documento, ao comparar os últimos 10 anos é possível observar a tendência descendente. No ano letivo 2018/19, o mais recente para o qual há dados disponíveis, registavam-se 1.613.334 alunos nas escolas nacionais, sendo que em 2009/2010 eram 2.014.831.

Nos últimos dez anos, o ano letivo com maior número de alunos matriculados nas escolas portuguesas foi o de 2009/2010, altura em que se verificavam 2.014.831 estudantes. A partir daí, segundo o ‘CM’, os números começaram a descer, com a maior baixa a registar-se no terceiro ciclo, menos 146 mil alunos. Também o ensino pré-escolar foi bastante afetado por esta quebra, com menos 30 mil nos últimos dez anos.

O relatório revela ainda que existem atualmente 8.367 estabelecimentos de ensino em Portugal, uma visível redução face há dez anos, quando o total era de 11.76. O ensino público registou a maior descida, perdendo 3.394 estudantes, já o privado perdeu cerca de 248. Quanto aos professores, há 146.992, menos 33 mil do que em 2009/2010.

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Tudo Vai Mal, no “Reino” de Portugal

Tudo Vai Mal, no “Reino” de Portugal quando uma organização sindical vai em 2021 para uma reunião com o Ministério da Educação, sem ter certezas se haverá concurso interno em 2021. Pior ainda , é nem o próprio Ministério da Educação ainda saber se vai ou não realizar esse concurso em 2021, nem com que regras o vai realizar (lembro que no programa do governo refere-se à reorganização dos QZP e só isso iria implicar grandes mudanças nos concursos).

 

Professores esperam regras para concurso interno do próximo ano

 

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Se fossem só os diretores… a escola caía!

 

Diretores resilientes

ozando da tão necessária e relevante pausa letiva (de natal), as escolas preparam-se, agora, para enfrentar os 55 dias úteis de aulas relativos ao próximo período, que, se decorrer de modo idêntico ao primeiro, será excecional.

É o momento oportuno para realçar o trabalho extraordinário dos diretores e das suas equipas diretivas, dos coordenadores de professores e do pessoal não docente, que se devotaram de alma e coração, mormente aos alunos, a maioria dos quais arredada do espaço escolar de 16 de março até ao início do ano letivo atual. Seis meses é muito tempo!

Os líderes das escolas públicas portuguesas constituem um órgão unipessoal, que faz uso da colegialidade de opiniões, em auscultações frequentes e participadas, quando da tomada de decisões; são eleitos por um órgão representativo – conselho geral – dos professores, do pessoal não docente, dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do município e da comunidade local – inviabilizando a possibilidade da prática adversa dos jobs for the boys; o seu cargo é limitado a um máximo de 4 mandatos – de 4 anos cada – e é desempenhado por um docente, impedido a outros profissionais, nomeadamente a gestores; o exercício das funções de diretor faz-se em regime de dedicação exclusiva, o que implica, com ressalva específica, a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas, remuneradas ou não – há quem afirma tratar-se de um verdadeiro sacerdócio (!); está isento de horário de trabalho e aufere um suplemento retributivo variável, de acordo com o número total de alunos da escola ou agrupamento onde exerce funções – hipocrisia legislativa (!); pode optar por lecionar uma turma. Na verdade, tem de ser um(a) super-homem/mulher, atendendo aos requisitos legais, mas, inegavelmente, ao perfil pessoal e profissional que deverá possuir e se exige.

E, no entanto, os 812 diretores existentes no sistema educativo nacional dispõem de um modelo de avaliação injusto e que reclama uma alteração urgente, pedido que será concretizado no próximo ano civil, sejam os políticos sensíveis a tal desígnio. Invocam, ainda, maior apoio na sua ação, nomeadamente das serviços centrais do Ministério da Educação, fundamental para o desempenho preciso das funções que lhes são depositadas, não esquecendo o essencial aumento das escassas margens de autonomia e confiança por parte da tutela, que contribuirá para (re)afirmar o reconhecimento endossado a estes pilares do sistema educativo. Estas, entre outras, são algumas das reivindicações daqueles que atuam no superior interesse da Escola Pública.

Os dirigentes máximos das escolas revelam-se decisivos, para além do mais, na obtenção dos resultados positivos na Educação, expressos recorrentemente nos últimos anos, quer interna quer externamente, mau grado a escassez de recursos humanos, profissionais imprescindíveis e potencializadores das melhorias mais acentuadas; na gestão extraordinária que realiza(ra)m em relação à pandemia, eixos de referência para o sucesso das medidas adotadas no primeiro período letivo; no modo insigne como gerem diariamente os estabelecimentos de ensino e que colhem a estima da generalidade das comunidades educativas que norteiam.

Por isso, neste final de ano, saúdo os nossos diretores, subdiretores, adjuntos e assessores, pelo trabalho louvável que têm efetuado na liderança das suas comunidades educativas, quantas vezes sem o sentido e merecido reconhecimento, legal e institucional.

 

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Lista Colorida – RR14

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR14.

Até ao momento:

  • 23970 professores fizeram 1 contrato;
  • 611 fizeram 2;
  • 45 estão no seu 3º contrato.

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ME olha para o lado só para não ver o que poderá acontecer no 2.º período

 

Em fevereiro ouvi e vi a D. Graça afirmar que o tal vírus chinês nunca chegaria a Portugal. Em março instalou-se o caos nas escolas aquando do encerramento e as orientações do ME foram tão vagas que ninguém se entendia. Agora não mudam nada e os planos de contingência das escolas preveem todos os cenários, logo não é necessário acrescentar nada de novo. Opta-se pela reação porque a prevenção já se esgotou…

Nova variante do vírus pressiona fecho de escolas no Reino Unido. Portugal descarta este cenário ou prolongar férias

Os mais recentes estudos apontam para que a variante descoberta no Reino Unido seja mais infeciosa nas crianças, levando a que algumas escolas estejam a fechar as portas. Contudo, em Portugal essa solução parece estar longe de ser implementada, uma vez que não passa de um «cenário» hipotético.

Contactado pela ‘Executive Digest’ fonte oficial do ministério da Educação foi perentória ao garantir que não haverá alterações ao calendário escolar, no sentido de prolongar as férias do Natal, nem está prevista qualquer outra medida para as escolas.

«O primeiro-ministro já disse que não havia alterações ao calendário escolar, o ministro (da educação) também. Se houver alguma alteração as autoridades dirão», refere. Quanto ao futuro e à possível chegada da variante a Portugal a situação é uma incógnita, mas o fecho das escolas não está em cima da mesa.

«Não sabemos, para já nenhum país da Europa fechou escolas a não ser o Reino Unido e só em algumas regiões. Mais para a frente, com as reuniões dos especialistas, se houver alguma necessidade logo se vê», afirma dizendo que «nunca se fecharam as escolas durante este período todo», por isso essa não deverá ser uma opção a seguir.

A mesma fonte refere que esta situação «é um cenário, nada mais e nós não lidamos com cenários, lidamos depois com factos e se os factos assim o determinarem, as autoridades de saúde em conjunto com o Governo irão avaliar, mas não será para já», garante.

«É uma questão ainda muito prematura. As escolas estão fechadas, não há sequer ainda notícia desta mutação em Portugal, só em dois ou três países da Europa, por isso não havendo informação é estarmos a discutir algo que não se coloca e pode nunca vir a colocar-se», conclui.

Ainda sobre o fecho das escolas ou uma eventual possibilidade de prolongar as férias escolares, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), disse à Executive Digest que essa nunca foi uma opção defendida pelo organismo, esclarecendo que desde que sejam aplicadas todas as medidas de segurança para a comunidade escolar, as aulas presenciais devem continuar.

A Executive Digest tentou contactar o Ministério da Saúde e a Direção Geral da Saúde (DGS), para obter mais esclarecimentos sobre esta matéria, mas até ao momento ainda não obteve qualquer resposta.

 

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138 Contratados colocados na RR14

Foram colocados 138 contratados na Reserva de Recrutamento 14, distribuídos sa seguinte forma:

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Como estão as Metas da Educação e Formação para 2020

Segundo o relatório do Estado da Educação ainda não foram alcançadas e prevejo que algumas ficarão pelo caminho se o prazo de execução não se prolongar.

 

 

 

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Reserva de recrutamento 14

 

Reserva de recrutamento n.º 14

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 14.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 29 de dezembro, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 30 dezembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Clivagem entre elites e povo é construída na escola

 

′′ Se o desprezo entre elite e classes populares é recíproco, isso é, em grande parte, explicado pela segregação e seleção que reina no nosso sistema educacional. ′′ O ponto de vista de Vincent Troger, mestre em Ciências da Educação.

A divisão entre as elites e as pessoas é construída na escola

E se a nossa própria escola, e o princípio meritocrático que a fundou, foram a causa da ruptura entre as elites  e grande parte da população? Esta é, em particular, a tese há muito defendida pelo sociólogo François Dubet, que recentemente elaborou num livro escrito com sua colega Marie Duru-Bellat, Can School Save Democracy?, Seuil, 2020 (veja o artigo “Educação: Devemos dar prioridade aos vencidos”). Em particular, os dois sociólogos apontam que o princípio da igualdade de oportunidades e do sucesso por mérito académico tem o efeito de que a escolaridade é organizada como uma competição, com vencedores e perdedores, e não como um esforço coletivo para garantir o sucesso do maior número possível de alunos. Na França, o sistema de orientação trabalha numa lógica de eliminar alunos e nem todos serão admitidos nos cursos seletivos de ensino superior, aqueles que garantem acesso aos mais privilegiados status socioemotivos. E para muitos deles, o fracasso chega cedo.

Ler mais aqui

 

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Diferença de oportunidades, ensino público versus ensino privado

Hoje deparei-me com esta “notícia” na Visão. Uma tal de Sofia Arruda afirma o seguinte:

Sofia explica que sempre estudou em escolas públicas, ao contrário do seu marido, David. Por essa razão, o casal percebeu que podem existir mais oportunidades no ensino privado.

“A diferença de ‘oportunidades’ é gigante. Muito menos na escola pública, infelizmente”, realça.

“Eu tive que lutar para conseguir aprender, tive que pagar cursos privados para colmatar as lacunas do meu ensino E, além de tudo, queremos que o Xavier seja bilingue e como nem eu, nem o pai somos, ele tem de aprender na escola”, completa.

 

Não é algo que nunca tenha ouvido, na classe politica portuguesa é algo muito “normal”. A questão que se põe é se o ensino será mesmo diferente e porquê. O programa é igual ou similar, não será essa a razão. Os professores que dão aulas no ensino privado, na maioria das vezes acaba por vir para o ensino público ou está nos dois em simultâneo. Será o público alvo? Serão as crianças e jovens que frequentam um e outro ensino que farão a diferença? Serão as famílias das quais proveem os alunos e o seu nível socioeconómico que gerarão mais oportunidades? Sim, claro que sim. Mas há mais razões…

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Dia V

Hoje é sem dúvida um dia importante para a medicina e para o nosso futuro, no entanto, salvo raras exceções, o ano letivo 2020/2021 dificilmente terminará com a imunidade de grupo e poucos professores e alunos serão vacinados até à conclusão deste ano letivo.

Mas já é esperançoso prever que no ano letivo 2021/2022 possa haver imunidade de grupo e tudo volte à normalidade no início desse ano letivo.

Para memória futura fica aqui a imagem de António Sarmento, o primeiro português a ser vacinado contra a Covid-19, num estilo muito semelhante ao nosso Presidente da República.

Que 2021 seja de facto o ano de mudança.

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A frente de batalha contra a desgraça sempre teve lugar na escola.

Sempre tive essa noção, em caso de crise é na escola que se vê, em primeiro lugar, a desgraça a acontecer. São as crianças e jovens, os primeiros a deixar notar o que se passa em casa. Se olharmos com atenção verificamos a mudança de rotinas, de lanches, de pequenos pormenores que na maioria das vezes passam ao lado da restante sociedade. É na escola que a fome vem morrer.

Este ano não é diferente, esta crise vai afetar muitos que até agora ajudavam e, agora, são eles que necessitam de ajuda.

Alunos que ajudavam colegas carenciados são quem agora precisa de apoio

Alunos de famílias de classe média, que antes participavam em campanhas de solidariedade, são agora quem precisa dessa ajuda e algumas escolas receiam não conseguir acudir a todos.

 

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Grande maioria dos professores serão vacinados na 3.ª fase…

Este ano, o fado do fecha turma, abre turma, isola este, isola aquele, recebe telefonema e faz telefonema, recebe email e envia email para o delegado de saúde, vai até ao final do ano letivo. No próximo ano letivo, logo veremos se continuamos ou não, mas o mais provável…

Tudo como previsto…

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Notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais? Veremos os resultados…

Iave quer travar notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, reconhece que o modelo usado nos exames nacionais do ensino secundário no último ano lectivo contribuiu para que fossem dadas notas “demasiado elevadas”. As provas deste ano vão manter a mesma solução, com grupos de questões opcionais. Para evitar uma situação semelhante, haverá mexidas no grau de dificuldade das perguntas que vão ser feitas.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, as avaliações externas deste ano lectivo são feitas de raiz a pensar neste sistema em que há perguntas de resposta opcional. O modelo vai manter-se nos exames nacionais do ensino secundário e será estendido às provas finais de 9.º ano, onde apenas são avaliadas as disciplinas de Matemática e Português. Apesar de terem sido dadas notas “demasiado elevadas” nos exames do ano passado, o presidente do Iave entende que a solução encontrada “resultou” e concorda com a sua manutenção neste ano lectivo.

Sendo as provas pensadas de raiz para este modelo, o Iave pode encontrar outras soluções, que no ano passado não eram possíveis, uma vez que as provas estavam já numa fase adiantada de preparação no momento em que as aulas foram suspensas e o Governo determinou que os exames tivessem regras especiais. “As coisas têm que ser um bocadinho mais equilibradas e temos essa preocupação este ano, para que os efeitos sejam mitigados”, acrescenta Pereira dos Santos.

O Iave está a trabalhar em soluções que passam, por exemplo, por garantir que as perguntas que são apresentadas em alternativa têm um grau de dificuldade e complexidade semelhante. A intenção é evitar o que aconteceu no ano passado: as perguntas mais difíceis quase não tiveram impacto nas classificações, ou porque os estudantes simplesmente não responderam ou porque, por terem tido piores resultados, foram excluídas da contabilidade final, devido às regras especiais implementadas. As mudanças devem também atingir os grupos de resposta obrigatória.

No ano passado, os enunciados tinham um conjunto de questões obrigatórias e outras que eram opcionais. Os alunos podiam assim escolher não responder às matérias que não tivessem trabalhado em sala de aula por causa da suspensão das actividades presenciais entre o final do 2.º período e as primeiras semanas do 3.º período.

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30 mil “aferidos” em amostra aleatória

O engraçado é conseguir meios tecnológicos para que os alunos realizem as provas… por isso é que a coisa se vai estender no tempo… deve ser à espera da entrega dos tais computadores…

Ministério testa aprendizagens de 30 mil alunos no início do 2.º período

Cerca de 30 mil alunos do ensino básico vão ser testados no início do 2.º período para perceber de que forma a suspensão das aulas, durante o ano lectivo passado, afectou as suas aprendizagens. Não se trata de um exame nem de uma prova de aferição, mas de um estudo, pedido pelo Ministério da Educação (ME), que envolve alunos do 3.º, 6.º e 9.º anos. O objectivo é dar informação às escolas para que possam ajudar os alunos a recuperar as matérias atrasadas.
O Diagnóstico de Aferição das Aprendizagens – que arranca a 6 de Janeiro, dois dias depois do regresso às aulas, após as férias – será feito em moldes semelhantes aos de provas internacionais como o PISA (Programme for International Student Assessment) ou o TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study). É testada uma amostra da população escolar e são avaliadas “literacias transversais”. As questões que serão colocadas aos estudantes têm por base competências que estão previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, em dimensões como linguagens e textos, raciocínio e resolução de problemas, pensamento crítico e pensamento criativo ou ainda saber científico, técnico e tecnológico.

Este estudo nacional, que tinha sido anunciado pelo ME em Julho, quando apresentou o plano de regresso às aulas depois da suspensão motivada pela pandemia, vai focar-se em três áreas: Matemática, Ciências e Leitura e Informações. Será feito um único teste, dividido em três partes, uma para cada disciplina, sendo dedicados 30 minutos a cada tarefa, com intervalos entre cada uma. No final, os estudantes respondem também a um questionário de contexto, onde se pretende recolher dados sobre a forma como cada escola lidou com o ensino à distância.

O teste diagnóstico está desenhado para “tirar uma fotografia do estado das aprendizagens”, avança ao PÚBLICO o presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, a quem o ME entregou a responsabilidade de preparar o estudo diagnóstico, que é inédito em Portugal.

Os alunos vão ser testados até 22 de Janeiro. Ou seja, durante as três primeiras semanas do 2.º período lectivo. As escolas terão margem para estabelecer os dias em que cada turma vai responder ao teste. O diagnóstico não implica que todos respondam ao mesmo tempo, como acontece com os exames nacionais, desde logo porque os alunos não terão acesso a um enunciado em papel. As tarefas são respondidas online, através de um computador. Além disso, o sistema informático define aleatoriamente as questões apresentadas a cada estudante.

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Exames em 2021 com Solução Semelhante a 2020

 

Iave quer travar notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais

 

As provas do 9.º. 11.º e 12.º anos vão manter perguntas opcionais, como no ano passado, mas o nível de dificuldade das alternativas será semelhante para evitar classificações acima do normal.

Lisboa, 27/04/2020 – Decorreu hoje na TSF uma entrevista
conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
(Orlando Almeida / Global Imagens)

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, reconhece que o modelo usado nos exames nacionais do ensino secundário no último ano lectivo contribuiu para que fossem dadas notas “demasiado elevadas”. As provas deste ano vão manter a mesma solução, com grupos de questões opcionais. Para evitar uma situação semelhante, haverá mexidas no grau de dificuldade das perguntas que vão ser feitas.

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30 Mil Alunos Vão Ser Testados nas suas Aprendizagens

Ministério testa aprendizagens de 30 mil alunos no início do 2.º período

 

Estudo inédito vai perceber impactos da suspensão das aulas sobre os conhecimentos de Matemática, Ciências e Leitura, envolvendo estudantes do 3.º, 6.º e 9.º anos.

Lisboa, 27/04/2020 – Decorreu hoje na TSF uma entrevista
conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
(Orlando Almeida / Global Imagens)

Cerca de 30 mil alunos do ensino básico vão ser testados no início do 2.º período para perceber de que forma a suspensão das aulas, durante o ano lectivo passado, afectou as suas aprendizagens. Não se trata de um exame nem de uma prova de aferição, mas de um estudo, pedido pelo Ministério da Educação (ME), que envolve alunos do 3.º, 6.º e 9.º anos. O objectivo é dar informação às escolas para que possam ajudar os alunos a recuperar as matérias atrasadas.

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Litania para um Natal

Litania para um Natal

Perdoai-lhes, Senhor!
Por todas as vezes que disseram amar alguém e só a si se amaram
Por todas as vezes que fizeram promessas que não cumpriram
Por todas as mentiras que calaram
E por todas as vezes que foram intencionalmente omissos.

Perdoai-lhes, Senhor!
Por subirem e descerem escadas quando lhes apetecia
Por serem sociais e amáveis quando a situação exigia
Por calarem a hipocrisia, matéria de que são feitos
Por regressarem a casa ébrios
Por trazerem roupa com marcas de esperma
Por rodarem as rodas por estradas sem berma
Na avidez sôfrega do cio.

Perdoai-lhes, Senhor!
Por nunca terem nada nas mãos
Por representarem papéis que não ensaiaram
Por guardarem segredos em pastas fechadas
Por desrespeitarem os outros com ligeireza
Por se sentarem à nossa mesa
Por se deitarem nas nossas camas
Por violarem a nossa vida
Por comerem o nosso pão
Por nos negarem a razão.

Perdoai-lhes, Senhor! Perdoai-lhes!
Apesar das palavras e dos jogos sintáticos
Apesar das máscaras descartáveis que usam
Apesar da confissão sem remissão.

Perdoai-lhes, Senhor, porque eles sabem o que fazem.

(texto encontrado num velho bloco de apontamentos, sem autor)

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Façam o favor de ser felizes, neste Natal

 

Num ano atípico, o Natal não poderia deixar de o ser. A distância a que somos obrigados transforma-se em proximidade e afetos, se nós, assim, o desejarmos. Nós estaremos por aqui, próximos como sempre…

A equipa do Blog DeAr Lindo deseja um Feliz Natal a todos os seus leitores e restante comunidade educativa nacional.

 

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Carta de Agradecimento aos Professores

Querido professor,

Hoje, como professora, como colega, venho agradecer tudo que tens feito pelos teus meninos.
Venho agradecer-te as horas que tiras da tua vida pessoal para preparares aulas, para corrigires testes, para pensares de que forma podes ajudar o/a teu/tua aluno/a que manifesta dificuldades, para pensares de que forma podes fazer com que a tua turma esteja mais motivada, para responderes aos emails dos pais, para estares presente em reuniões, etc.
Quero agradecer-te por reconheceres em cada criança um imenso potencial a ser desenvolvido.
Quero agradecer-te por veres em cada criança um Ser único, com as suas potencialidades e fragilidades.
Quero agradecer-te por veres que não são todos iguais e acreditares que é nessas diferenças que está a essência de cada um.
Quero agradecer-te por pensares fora da caixa e tentares tornar o ensino mais dinâmico, criativo e interessante.
Quero agradecer-te por teres hora para entrar, mas não teres horas para sair.
Quero agradecer-te a forma como te dás a cada criança, a cada família, à escola.
Quero agradecer-te por teres um sentido de missão tão grande, que vês em cada aluno um bocadinho de “teu”.
Quero agradecer-te por acreditares que há aprendizagens mais valiosas do que apenas os conteúdos que vêm nos manuais.
Quero agradecer-te por veres, em outros colegas, uma fonte de inspiração.
Quero agradecer-te por tudo que fazes!!!
Quero dizer-te que és brilhante e que estás a deixar marcas. Marcas que ficam para a vida.

A todos os professores, o meu OBRIGADA!
Foi um período difícil, mas conseguimos! Chegámos ao fim com dever de missão cumprida.
Bom descanso para todos e boas festas.

Texto de Joana Bensassy- Aprender com c’alma

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Professor hospitalizado acaba de corrigir exames de alunos antes de morrer

Vocação real: professor hospitalizado acaba de corrigir exames de alunos antes de falecer

Neste ano turbulento, pudemos aprender sobre qual é o verdadeiro compromisso de muitos professores que doaram quase 100% à profissão, tentando fazer com que a educação de crianças e adolescentes possa ocorrer mesmo à distância.

O professor Alejandro Navarro, de San Felipe del Río, Texas (EUA), é um daqueles maravilhosos profissionais que deixam lições incríveis não só aos seus alunos, mas a todos os que conhecem a sua história de dedicação ao ensino.

Numa ala hospitalar, antes de ser transferido para as urgências devido a um grave problema cardíaco, Alejandro Navarro podia ser visto com o computador ao colo, entretido na correção dos exames e no trabalho que os alunos lhe tinham enviado.

A filha, Sandra Venegas, usou o telemóvel para tirar a última fotografia do pai, que com cada vez menos energia terminou o trabalho que lhe restava.

A imagem foi partilhada no Facebook no dia 18 de dezembro com uma forte declaração, na qual relata que o pai, sabendo que estaria internado, fez questão de colocar o computador e o carregador na mala para garantir que poderia terminar o trabalho na maca do hospital.

A certa altura, os médicos abordaram-no dizendo que a sua condição estava a piorar e que o seu coração provavelmente iria parar, por isso teria de decidir antecipadamente se preferia uma intervenção com RCP e intubação ou sair em paz.

Sandra lembra-se da preocupação do pai com o trabalho, colocando sempre as necessidades dos alunos à frente das dele. A filha lamenta, diz que desejava que o pai tivesse aproveitado melhor os últimos momentos.

“A última vez que o vi foi na segunda-feira, e ele passou as duas horas que fiquei em casa trabalhando. Gostaria que ele tivesse fechado o laptop e gostado de passar um tempo comigo.”, disse Sandra Venegas no Facebook.

Venegas, que também é professora, fez um apelo para que todos reconheçam o grande esforço que os professores têm feito nos últimos tempos, devido às novas diretrizes na pandemia de COVID-19. Muitos cumprem expedientes dobrados de trabalho, o que demanda muita energia. A sua reflexão termina com a não normalização do trabalho fora do horário de trabalho, porque no trabalho, nada nem ninguém é substituível, mas em casa não se pode dizer o mesmo.

Este é o meu pai Alejandro Navarro, um dia antes de falecer, preocupado em finalizar as notas para os relatórios de progresso. Ele sabia que ia para as urgências por isso arrumou o seu laptop e carregador para que pudesse entrar neles.
Os médicos estavam vindo vê-lo. Eles estavam a fazer testes, eles estavam a dizer-lhe que ele precisava de decidir o que ele queria no caso de o seu coração parar: RCPR e entubação ou para ir em paz. Ele responderia às perguntas e retomava com as notas.
A última vez que o vi foi segunda-feira e ele passou as duas horas que eu estava na casa dele trabalhando. Queria ter fechado o laptop dele e ter gostado de passar tempo com ele.
Professores colocam tantas horas extras, horas que muitos não dão conta. Mesmo durante uma pandemia, mesmo durante uma crise sanitária, os professores se preocupam em cumprir os seus deveres.
Agradeça aos seus professores. Se és casado com um, ajuda-os a estabelecer limites, se és filha / filho de um, não os deixes trabalhar assim que estiverem em casa. Seja gentil com seus professores. ♥️
Professores não vamos normalizar o trabalho depois do horário, não vamos normalizar ficar no trabalho até tarde. Você é substituível no trabalho. Você NÃO é substituível em casa. 💔
Pai, você vai fazer muita falta! Eu amo você!
* Editado para Adicionar: Não imaginava que essa publicação iria chamar tanta atenção mas queria esclarecer, meu pai não faleceu de Covid nem nada relacionado com o Covid.

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Ser professor hoje não é fácil – Vera de Melo Gouveia

Ser professor hoje não é fácil

 

A falta de professores nas escolas de Lisboa foi notícia, mas não é um facto, nem recente, nem restrito àquela região; não sendo novo, tem propensão para piorar e é transversal a todo o país. Entre as reivindicações apresentadas, a greve de professores no dia 11 de Dezembro também visava chamar a atenção para este problema.

Com o 25 de Abril, deu-se uma inestimável expansão do ensino, que se democratizou, perdendo o carácter elitista que o caracterizava. As escolas proliferaram por todo o país para facilitar o acesso de todos à educação, mas a consequente necessidade de contratar professores redefiniu os critérios de admissão para o exercício da docência, baixando o grau de exigência. Na consolidação do processo nos anos seguintes, tornou-se imperioso transferir o foco da questão de mais acesso para o da mais qualidade.

Convergente com a ideia de que o primeiro requisito para ensinar bem é saber bem o que se ensina – o que supõe, não só o conhecimento dos conteúdos, mas também dos seus aspectos metodológicos –, seguiu-se um período em que houve um inegável esforço por parte da tutela na formação dos professores. A partir do final da década de setenta do século passado, as habilitações académicas e as qualificações profissionais do corpo docente vieram progressivamente a melhorar, ao mesmo tempo que se verificou, até 2005/2006, um crescimento do número de professores em todos os níveis de ensino.

Acompanhando estas mudanças, a classe foi também envelhecendo. De acordo com o Relatório Técnico sobre a Condição Docente do Conselho Nacional de Educação, a média de idades do corpo docente, em 2015, situava-se nos 45 anos e, em 2019, segundo a PORDATA, no 2º e 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, por cada 100 professores com menos de 35 anos, havia 1595 com mais de 50.

Esta considerável tendência de envelhecimento pode ser vista como um indicador de estabilidade e de experiência profissional, mas não deixa de ser preocupante, sobretudo, se pensarmos no elevado número de professores que atingirão, nos próximos anos, a idade da reforma. Mais preocupante se torna quando constatamos que, dos jovens que pretendem completar o ensino superior, de acordo com o estudo da OCDE, Effective Teacher Policies, apenas 1,3% planeia tornar-se professor e, na sua maioria, são os alunos com um aproveitamento escolar abaixo da média.

Ser professor não é, portanto, uma carreira aliciante.

E o mesmo estudo identifica algumas das causas que a tornam pouca atractiva e sugere alternativas para as corrigir, sublinhando que os professores são a peça chave para o sucesso dos alunos e que é preciso criar condições para que consigam fazer o seu trabalho.

O ensino sempre foi uma actividade complexa, mas, à medida que a escola foi assumindo uma maior responsabilidade social, o papel do professor tornou-se cada vez mais exigente e difícil, sem que daí lhe advenham as correspondentes contrapartidas. Verifica-se, pelo contrário, um declínio do reconhecimento e da imagem social dos docentes. A incerteza de colocação, que não contribui para que os professores criem um sentimento de pertença em relação às escolas por onde passam, as constantes mudanças e ajustamentos curriculares, a burocracia que extravasa o horário (na maioria das vezes, sem proveito) não tornam a docência propriamente muito apelativa.

No estudo acima referido, uma importante estratégia sugerida para a valorização da profissão passa pelo processo de recrutamento que avalia as competências profissionais dos candidatos e mecanismos de avaliação dos professores. Avaliar e compensar os professores poderá ser uma maneira para atrair os melhores alunos, para ter bons professores.

A apregoada autonomia das escolas deveria permitir seleccionar aqueles docentes cujas competências, características e experiência melhor se ajustassem ao seu projeto educativo; ou estabelecer uma discriminação positiva para quem aceitar o desafio de leccionar nas escolas mais problemáticas.

Apesar das renovadas juras de amor pela Educação em 2017, Portugal acabaria por registar, em 2018, o rácio despesa pública em educação/PIB mais reduzido desde que há registos oficiais, passando a ocupar o 20º lugar da União Europeia, enquanto era 3º, no início do século.

Numa sociedade em que o desenvolvimento económico, social e humano assenta cada vez mais no conhecimento, o progresso do país cada vez mais depende da Educação e o futuro da Educação passa pela existência de bons professores. Ao Governo compete uma reflexão sobre este tema ou então sacudir a água do capote como fez o actual Secretário de Estado da Educação, João Costa, em relação aos resultados dos alunos do 4º ano em Matemática, na avaliação internacional Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS 2019).

As coisas não correm bem? Não olhem para mim que a responsabilidade não é minha. Os culpados? Os do costume. Os que foram Governo e estão agora na oposição.

 

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Se isto não significa que faltarão professores, não sei o que significará…

 

Até 2030 mais de metade dos professores do quadro (57,8%) poderá aposentar-se. Dos 89 925 docentes dos QA/QE e QZP, que em 1 de setembro de 2019 terão 45 anos e mais de idade, 51 983 (57,8%) poderão aposentar‑se num prazo de 11 anos: 17 830, nos primeiros cinco anos, 24 343 nos cinco anos seguintes e 9810 entre 2029 e 2030. Entre os grupos de recrutamento mais afetados por esta saída por aposentação destacam-se a Educação Pré-Escolar (73%); no 2º CEB – Português e Estudos Sociais/História (80%), Português e Francês (67%) e Matemática e Ciências Naturais (62%); no 3º CEB e ensino secundário – Educação Tecnológica (96%), Economia e Contabilidade (86%), Filosofia (71%), História (68%) e Geografia (66%) (Rodrigues et al, 2019). 

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Bravos? Somos, mas não necessitamos de aplausos. Podes ficar com eles…

Ministro da Educação deixa “bravos” às escolas, professores e alunos, mas não responde à oposição

No final do debate parlamentar de urgência pedido pelo PSD sobre educação, Tiago Brandão Rodrigues gastou os seis minutos disponíveis para fazer um cerrado ataque aos sociais-democratas, quer em matéria de educação quer, até, acusando-os de “patrocinar” o partido Chega.

“O PSD traz-nos aqui o que aconteceu entre 2011 e 2015 [período de Governo PSD/CDS-PP], um tempo de querubins e de querubinas, um tempo de serafins e de serafinas. E agora só Lucíferes, Belzebus, entes cornudos que existem por aqui a trabalhar a educação”, ironizou.

O ministro disse não compreender a urgência do PSD neste debate, “por não ver essa ansiedade no país”, e disse ter respondido “a mais de mil perguntas” das 1.252 perguntas que recebeu do parlamento.

“É da mais elementar justiça, o ministro da Educação vir dizer bravo às escolas, bravo aos diretores, bravo aos docentes, bravo aos não docentes, bravo aos alunos e bravo também suas famílias, que mesmo num tempo tão difícil conseguiram erguer em cada escola um espaço de segurança e de confiança”, saudou.

Para Tiago Brandão Rodrigues, a motivação do PSD ao convocar este debate “não foi certamente discutir a educação”, mas “surfar um conjunto de descontentamentos e dificuldades que sempre existem e existirão”

“Gostava de ver o PSD a defender a escola pública, mas o que vemos é o PPD/PSD a aplaudir a intervenção do deputado do Chega”, disse, considerando ter sido notório também no debate desta terça-feira que a ascensão do Chega é “patrocinada por parte do PSD”.

O ministro aconselhou ainda o deputado único André Ventura a frequentar algumas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, acusando-o de ter confundido conceitos como casos e surtos que “as crianças conseguem distinguir”.

Às muitas perguntas feitas por todas as bancadas da oposição — sobre número de professores ou pessoal não docente em falta, as discrepâncias dos números oficiais de casos nas escolas e os apontados pelos sindicatos ou os maus resultados em estudos internacionais –, o ministro apenas repetiu o anúncio já feito na sexta-feira de que “mais 260 mil computadores estão a chegar às escolas”, somando-se aos cem mil já disponibilizados.

“As famílias não se deixam enganar, os professores, os diretores não se deixem enganar”, afirmou, pedindo ao PSD para deixar a “chicana política” e “ajudar a construir para que o segundo e terceiro períodos sejam tão positivos como foi o primeiro”.

Na resposta, o PSD acusou o ministro de “indigência inclassificável” e o deputado e vice-presidente da bancada Luis Leite Ramos comparou Tiago Brandão Rodrigues aos “vendedores de feira” que falam durante horas sem dizerem nada.

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A política indecorosa de João Costa no confronto com Nuno Crato – Santana Castilho

Os resultados do TIMMS, divulgados no início deste mês, confrontaram-nos com uma acentuada descida dos resultados dos alunos do 4º ano da escolaridade obrigatória, em Matemática. Numa escala de um a 1000, caímos da posição 541, em 2015, para a posição 525, apurada em 2019. E esta queda é tanto mais relevante se tivermos presente que, desde 1995, é a primeira vez que invertemos uma trajectória sempre crescente.
O secretário de Estado João Costa tem-se desdobrado em narrativas para culpar do desaire as políticas de Nuno Crato. Ora, concorde-se ou discorde-se delas, e eu discordei, muitas vezes com estrondo, essas políticas não impediram que, em 2015, se reforçassem as subidas anteriores (da posição 532 de 2011, passámos para a posição 541 em 2015). Estamos pois em presença de uma perversidade política e intelectual, que não pode passar sem censura.
Os alunos agora avaliados entraram no sistema educativo em 2015. Formalmente, estudaram até ao final do 1º ciclo sob a tutela das metas curriculares, introduzidas em 2013 por Nuno Crato. Formalmente, o “perfil dos alunos”, as “aprendizagens essenciais”, a “flexibilidade curricular” e demais ladainhas pedagógicas falhadas no passado e recuperadas pelo actual Governo, só foram generalizadas, a partir do 1º ano, em 2018/19. Mas, o deslassar da exigência e do rigor foram, desde o primeiro dia, a marca impressiva da actuação de João Costa, construtor primeiro da cultura de desvalorização da avaliação séria e útil dos alunos, que passou a ser proposta.
O TIMSS de 2019 testou alunos que fizeram o 1º ciclo, de 2015 a 2019, sob a égide de João Costa. O TIMSS de 2015 testou alunos que fizeram o 1º ciclo, de 2011 a 2015, sob a égide de Nuno Crato. Eram sobejamente conhecidas as visões pedagógicas diametralmente opostas de um e de outro. Foram agora conhecidos os resultados dos respectivos períodos, o de João Costa em contexto económico de crescimento, o de Nuno Crato em contexto económico de penúria. Ludibriar esses resultados, pintando um arco-íris no que ficou cinzento, é expediente lamentável da “piropedagogia” de João Costa, que removeu compromissos e responsabilidades, sob a bênção ignorante de Tiago Brandão Rodrigues.
Se pusermos de lado as diferentes matemáticas da análise da Matemática, mais do que a descida dos resultados deve preocupar-nos a subida das desigualdades, em correlação estreita com a menorização das orientações curriculares anteriores, a que nunca foi oposto novo modelo estruturado e coerente. Outrossim, fomos tendo um ambiente mais ou menos caótico no que toca à gestão do curriculum, com sinais que se excluíam uns aos outros, num crescendo da espiral de incertezas: os programas e as metas curriculares de Nuno Crato foram coexistindo com as orientações avulsas da Direcção-Geral de Educação; o folclore das “aprendizagens essenciais” e a brincadeira da “gestão flexível do curriculum” puseram cada um a divergir a gosto, sem que nenhum professor sério pudesse saber, em rigor, o que queriam que ele ensinasse, quer no ensino básico quer no secundário. O que o TIMMS de 2019 veio dizer aos futuristas do “perfil do aluno do século XXI” é que, por mais que ensaiem a falsificação da História, começaram a produzir jovens com menos conhecimentos e capacidades que os do século XX.
Já que João Costa aproveitou este ensejo para referir mudanças próximas, fica uma nota final.
No que toca ao ensino da Matemática, diz-me a evidência empírica que nos temos ocupado ora na escolha de conteúdos ora na análise de métodos, para cair, invariavelmente, no mesmo erro monolítico, qual seja o de desconsiderar constatações de há muito, a saber:
– Sendo certo que na terceira infância (6 aos 12 anos) as crianças começam a ser capazes de pensar com lógica, essa aquisição é gradual e a lógica de que podemos falar é predominantemente concreta.
– Só na adolescência (12 aos 20 anos) se começa a desenvolver, mais uma vez com um gradualismo que pedagogicamente não pode ser ignorado, a capacidade de pensar abstractamente.
– Uma espécie de capitalismo cognitivo vem cristalizando o debate, sempre que surgem desaires no ensino, em torno de receitas metodológicas superficiais, que nos afastam da consideração de razões mais profundas: políticas, sociais, económicas, direi mesmo, civilizacionais.
In “Público” de 23.12.20

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Não Temos Ministro da Educação, Temos Apenas um Político a Governar a Educação

Tiago Brandão Rodrigues gastou os seis minutos disponíveis para fazer um cerrado ataque aos sociais-democratas, mas não respondeu a qualquer pergunta da oposição.

 

 

O Ministro perdeu-se com coisas deste género:

“O PSD traz-nos aqui o que aconteceu entre 2011 e 2015 [período de Governo PSD/CDS-PP], um tempo de querubins e de querubinas, um tempo de serafins e de serafinas. E agora só LucíferesBelzebus, entes cornudos que existem por aqui a trabalhar a educação”, ironizou.

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Cada Vez Falta Menos…

… para os professores em início de funções com horário completo estarem a receber o salário mínimo. Muitos até já recebem menos devido às suas despesas com deslocações e uma segunda habitação.

Já era tempo de os aumentos salariais serem distribuídos também por quem recebe pelo menos até 2.000€

 

Governo dá luz verde a novo salário mínimo de 665 euros

Lisboa, 27/04/2020 – Decorreu hoje na TSF uma entrevista
conduzida por Ricardo Alexandre a Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
(Orlando Almeida / Global Imagens)

O Conselho de Ministros aprova, esta terça-feira, o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para 665 euros, mais 30 euros do que aquele que está em vigor.

A medida beneficiará um universo de 742 mil pessoas, o que corresponde a 21% dos trabalhadores de Portugal e 13,2% do total da massa salarial nacional.

A subida do SMN é vista pelo Governo como decisiva na estratégia global de devolução dos rendimentos, combate à pobreza e redução das desigualdades sociais. “É, também, uma forma de responder à crise, não através da redução dos salários, mas assumindo a centralidade dos salários e dos rendimentos como um instrumento determinante para a recuperação e estímulo do consumo interno”, justifica Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao JN.

O risco de pobreza dos trabalhadores em Portugal é de 13%. Desde que António Costa chegou ao Governo, o SMN já subiu 31,68%, o que equivale a um crescimento de 160 euros em seis anos. Quando tomou posse como primeiro-ministro, em novembro de 2015, o SMN estava em 505 euros. Em 2016 subiu para 530 euros, depois 557 euros, a seguir 580 euros, em 2019, 600 euros, este ano, 635 euros e, em 2021, será de 665 euros. Esta subida será acompanhada de um apoio extraordinário para as empresas fazerem face ao custo adicional, e que “será pago de uma vez só”, revela Ana Mendes Godinho. Os detalhes do apoio estão a ser delineados entre os ministérios do Trabalho, Economia e Finanças.

Paralelamente, o Governo atualizará os contratos de prestação de serviços do Estado em que haja muitos trabalhadores com salário mínimo, como forma de “garantir que o aumento acontece efetivamente nos trabalhadores abrangidos”.

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Torta educacional com recheio crocante de professores

 

Desde setembro que a minha vida se cumpre entre a casa e a escola, com o trajeto entre um ponto e outro a surgir como prelúdio de outra música cujo refrão termina em Covid. O dicionário diz-me que prelúdio é uma peça musical que antecede outra, como é o caso, por exemplo, das “fugas”, e confesso que nunca um género musical rimou tanto com os meus sentimentos.

Quem me conhece, mesmo vagamente, sabe que gosto de brincar com a arte da culinária, como gosto de brincar com as palavras, com todo a ausência de pretensiosismo que é possível imprimir em algo que mais não é do que divertimento (num caso como no outro).

Esta é uma receita imaginária, bastante económica – diria mesmo que traz grandes ganhos –, perfeita para ser saboreada num país que vive sob o espectro de dificuldades cada vez maiores. Poderá, em certas regiões do país, ser difícil encontrar à venda alguns ingredientes, em especial para o recheio crocante. Nesses casos, poder-se-ia experimentar substituir os professores por outras classes profissionais, mas dificilmente o amontoar deles nas quantidades necessárias para a receita acontece nos tempos que correm.

Vamos apenas imaginar que vivemos num país em que a maior parte dos professores tem mais de cinquenta anos. Excetuando o vinho do Porto, não me recordo, assim de memória, de algum produto que mantenha a validade com esse peso do tempo em cima. Em consequência, receio que apenas um cozinheiro jovem e ainda criativo, certificado por experiência adquirida no estrangeiro, esteja apto a concretizar esta receita, porventura munido de um saber inacessível a todos nós, meros admiradores menores desta arte maior.

Enfim, como cozinhar não requer palavras, avancemos com a boa vontade das mãos (que, curiosamente, também servem para escrever a receita que se segue).

Preparação:

Batem-se bem os professores e os alunos, até se obter uma mistura bem espumosa e homogénea. Este passo pode ser executado numa máquina “mini” com som estéreo. Também é viável bater à mão. O que verdadeiramente importa é que a mistura fique consistente, com os ingredientes bem unidos. A proporção será de um professor para (sejamos poupados) vinte e sete alunos. Mais do que um professor já será abusar desnecessariamente desta substância. Adicionalmente, como a maioria dos professores cultivados neste jardim tem mais de cinquenta anos, é preciso garantir previamente que este ingrediente, por se encontrar mais ressequido pelo tempo, ficou bem moído ao passar pela peneira. Este processo é bastante demorado até se obter a moagem perfeita: três meses, no mínimo.

Junta-se o ar da sala lentamente, durante um período de 90 minutos, envolvendo tudo em ventilação reduzida ou nula e nos gritos de protesto dos alunos por causa do frio que os tolhe (para a ventilação, é essencial escolher janelas que só abram obliquamente dez centímetros no topo). Esta instrução deve ser repetida pelo menos três vezes para ser eficaz, permitindo despertar e misturar todos os eflúvios que pairam na sala.

Transfere-se, depois, a massa obtida para um tabuleiro forrado com papel vegetal (serve qualquer outro tipo de papel usado nas escolas), untado com óleo.

Coloca-se na grelha do forno, pré-aquecido a 200˚ até dourar e estalar, mas sem deixar chegar ao fim, à reforma, fazendo o teste do palito. Retira-se assim que este sair seco. Não esquecer de utilizar uma das muitas grelhas educacionais disponíveis na cozinha.

Ter em atenção que cozinha muito depressa, entre dez a quinze minutos. Se demorar mais tempo, corre-se o risco de ficar irremediavelmente estragado.

Desenforma-se sobre reuniões presenciais polvilhadas com papéis mascavados e junta-se também raspa de discussão, que é opcional e não deve ser utilizada com sobranceria, por causa da acidez.

Cobre-se com o recheio de professores que ficou em vasilha à parte, depois de ter sido passado na sertã para o tornar crocante, e enrola-se.

Deixa-se arrefecer enrolada no pano, só transferindo para um prato depois de fria. Ou de morta.

 

Jorge Pinho

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