17 de Dezembro de 2020 archive

2.º Período Começa Mesmo a 4 de Janeiro

António Costa referiu que as aulas do 2.º período começam na data prevista inicialmente, dia 4 de Janeiro.

E eu tenho muitas dúvidas que as restrições de circulação a partir das 23 horas do dia 31 de Dezembro impeçam as famílias de se juntar à mesa ao jantar. É que para além de se juntarem à mesa é também provável que passem a juntar-se o resto da noite nas mesmas casas.

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“Professor do Ano” nas ciências atribuído a Paulo Sanches pelo segundo ano consecutivo

O professor da Escola Secundária de Moimenta da Beira, Paulo Sanches, foi distinguido novamente como “Professor do Ano” nas ciências. O docente recebe esta distinção pelo segundo ano consecutivo.

O prémio foi atribuído este ano pela Comissão Editorial da Casa das Ciências, depois do galardão de 2019 dado pela Agência Ciência Viva.

A Casa das Ciências justificou o prémio a Paulo Sanches pelo “seu mérito como docente e da sua disponibilidade de partilhar a sua experiência com os colegas, os alunos e a comunidade em geral”.

O docente tem sido conhecido por ser um dos melhores divulgadores da cultura científica e tecnológica em Portugal. Em Moimenta da Beira, onde é professor de Física e Química há 22 anos, tem vindo a organizar vários eventos científicos, incluindo a maior concentração de telescópios que se realiza em Portugal e o projeto do “Sistema Solar à escala do Concelho”, tendo ainda se envolvido na organização de 2009 – Ano Internacional da Astronomia.

 

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Telescola sem alunos na RTP Memória

 

Telescola sem alunos na RTP Memória

0,0% de rating e 0,0% de share, são os números que marcam a maioria das aulas do dia no #EstudoEmCasa, transmitido de segunda a sexta-feira pela RTP Memória.

As novas aulas da telescola, que têm estado no ar desde o início do novo ano letivo, não repetem o sucesso da primeira edição da iniciativa, e têm mantido o canal do grupo público durante a maior parte do dia com números residuais de audiência.

Nas 148 aulas emitidas desde setembro, a média não ultrapassa os 0%, e se formos olhar o detalhe, a aula mais vista desde o início do ano letivo teve um auditório de 16,8 mil espectadores. Esta terça (15), por exemplo, as disciplinas de Educação Artística, Educação Tecnológica, Português Língua Não Materna e Francês – 3.º Ciclo não tiveram qualquer espectador detectado pelos audímetros da GfK/CAEM.

Estes números estão a pressionar a média da RTP Memória, que terminou o dia com um share de 0,5% e nunca superou os 0,6% mensais desde setembro, mesmo sendo emitida em todo o país através da Televisão Digital Terrestre (TDT). Entre março e junho, o cenário foi inverso, com a ausência de aulas presenciais a exponenciar a procura dos conteúdos educativos do #EstudoEmCasa, que chegaram mesmo a liderar audiências.

 

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Condenada na praça pública, demitida e ilibada pelo tribunal

 

Tribunal absolve professora de Português de passar enunciado de exame a aluna

Juíza lembra que explicanda teve mau desempenho na prova, 9,5 valores, e que um universo de 54 pessoas teve potencialmente acesso aos exames durante todo o processo de elaboração.

O Tribunal Criminal de Lisboa ilibou no mês passado a professora de Português Edviges Ferreira de ter passado a uma aluna o enunciado do exame do 12.º ano da disciplina em 2017.

 

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Matemática, TIMMS e trabalho em curso – João Costa

 

Matemática, TIMMS e trabalho em curso

A propósito dos resultados dos alunos portugueses a Matemática no último TIMMS, importam os factos:

Facto 1: Os alunos que participaram neste estudo frequentavam o 4.º ano em 2018/2019, tendo entrado para o 1.º ano em 2015/2016, ano em que o XXI Governo tomou posse.

Facto 2: Os alunos desse ano já não realizaram exames no final do 4.º ano.

Facto 3: O XXI Governo desenvolveu e tem vindo a implementar, no plano curricular, um conjunto integrado de políticas educativas, das quais vale a pena referir: as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, com identificação de conteúdos e estratégias na área da numeracia, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, o regime jurídico da Educação Inclusiva, o Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, o lançamento do Plano Nacional de Leitura para a década 2017-2027 e do Plano Nacional das Artes, a Flexibilidade Curricular, a identificação de Aprendizagens Essenciais, a introdução de provas de aferição com informação desagregada e qualitativa, a regulação progressiva da rede do Ensino Profissional.

Facto 4: De todas estas medidas, apenas o fim dos exames de 4.º ano afetou os alunos que participaram no TIMMS 2019. Ou seja, estes alunos trabalharam ainda com os Programas de 2007 – revogados antes do prazo normal de seis anos de vigência e sem avaliação – e beneficiaram do Plano de Ação da Matemática – cujo relatório de impacto e eficácia não foi divulgado. Tudo o resto entrou em vigor apenas para o 1.º ano de escolaridade em 2017/2018 nas escolas-piloto e em 2018/2019 nas restantes.

Facto 5: Não há correlação entre a introdução de mais autonomia e flexibilidade na gestão do currículo e os resultados do TIMMS 2019 por duas razões principais: os alunos que participaram no estudo não foram abrangidos por esta medida; o ensino particular e cooperativo já dispunha deste instrumento e do mesmo grau de autonomia e não consta que tenha piores resultados por isso.

Facto 6: Não há correlação entre os resultados do TIMMS 2019, ou do PISA 2018, e a existência de exames no final do primeiro ciclo por duas razões principais: a trajetória ascendente nos vários estudos, desde final dos anos 90, nunca foi acompanhada de exames de final do 1.º ciclo, mas sim pelas então consideradas inúteis e facilitistas Provas de Aferição; além disso, quando se tenta estabelecer a mesma correlação entre resultados de outros países e o desempenho no TIMMS, nada sustenta que os melhores desempenhos aconteçam em países com exames no final do 1.º ciclo. Na verdade, a generalidade dos países não os tem.

Facto 7: O Governo tem vindo, desde a legislatura anterior e com menção específica no Programa do XXII Governo, a estudar e a agir sobre a aprendizagem da Matemática. Listo as seguintes iniciativas: auscultação de escolas, associações profissionais, sociedades cientificas e representantes dos encarregados de educação (desde 2016); sistematização de dados das classificações a Matemática, que analisam o seu perfil com diversas variáveis de contexto, como as utilizadas nos estudos internacionais (desde 2017); produção de orientações para a gestão das Metas Curriculares do Ensino Secundário (em 2016), face à evidência de ausência de tempo para sistematização e cobertura de todos os conteúdos; introdução da competência essencial “Raciocínio e Resolução de Problemas” no Perfil dos Alunos – área em que os alunos portugueses tiveram piores desempenhos (2017, em vigor para todas as escolas em 2018/2019); participação no estudo internacional de análise comparativa dos currículos de matemática (desde 2018); publicação das 50 medidas com maior eficácia desenvolvidas por escolas e municípios no âmbito do PNPSE (em 2019); criação do Grupo de Trabalho coordenado pelo Professor Jaime Carvalho e Silva com a missão de analisar a evolução dos resultados da disciplina nas duas últimas década, a eficácia e a eficiência dos diferentes planos e medidas dirigidas à melhoria das aprendizagens em Matemática e à promoção do sucesso escolar, a evolução dos resultados dos estudos de comparabilidade internacional, os instrumentos de avaliação interna e externa, as metodologias de ensino e o seu impacto nos resultados. Deste trabalho foi produzido em 2019 um relatório de recomendações, do qual resulta, entre outras medidas, a necessidade de revisão das orientações curriculares.

Tudo isto são factos, quase todos bastante noticiados e discutidos na apresentação de resultados do TIMMS à imprensa. Existe uma ação continuada por parte do Ministério da Educação; não há revogação de legislação sem avaliação do que está em vigor, mesmo que isso torne os processos mais morosos. A escola é um lugar onde se ensina e se aprende. E é quando se aprende que se obtêm resultados. Por isso, não hesitamos em assumir “o discurso das aprendizagens”, porque sem estas não há resultados.

Há cinco anos, publiquei um texto neste jornal, intitulado “O sucesso escolar não tem dono”. Não é um problema deste ou daquele. É, em primeira instância, um problema social que não se resolve vendo quem grita mais alto.

 

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“Novo” Estado de Emergência até 7 de janeiro

Mais apertado para os meninos desobedientes… “A violação do disposto na declaração do estado de emergência, incluindo na sua execução, faz incorrer os respetivos autores em crime de desobediência”

 

Presidente da República propõe ao Parlamento renovação do estado de emergência até 7 de janeiro

Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma renovando, pelo período de 15 dias, até 7 de janeiro de 2021, o estado de emergência para todo o território nacional, permitindo ao Governo efetivar as medidas para este novo período.

 Carta enviada ao Presidente da Assembleia da República

 Projeto do Decreto do Presidente da República sobre a Renovação do Segundo Estado de Emergência

 

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O meu elogio público aos professores portugueses – JMS

O elogio público aos professores portugueses

Estamos a dois dias das férias do Natal, e no meio de tanta coisa má que 2020 nos trouxe há pelo menos esta excelente notícia: as escolas portuguesas mantiveram-se abertas ao longo de todo o primeiro período, apesar da pandemia. Mesmo no pico da segunda vaga, o Governo resistiu a enviar as crianças para casa, evitando a repetição da catástrofe psicológica e académica da primeira metade do ano.
Professores, auxiliares da acção educativa e directores de escolas foram heróis à sua escala e merecem saber que há milhares de pais que viram, que repararam, e que lhes estão gratos por isso mesmo.

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