Julho 2020 archive

A Única Solução Que Vejo Para o Pré-Escolar

… é adiar a entrada no sistema de crianças com menos de 4 anos permitindo que o distanciamento se faça de forma natural, com menos crianças por sala.

Limitar mesmo assim o grupo a 18/20 crianças por educador(a), permitindo o alargamento de salas onde tal seja possível.

Não consigo imaginar outra solução para o funcionamento do pré-escolar que não este, para além da separação dos grupos, dos intervalos e do período de almoço.

 

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As Difíceis Opções para o 1.º Ciclo

A organização do funcionamento do 1.º Ciclo para 2020/2021 não se afigura simples em muitas escolas. Os centros escolares que foram construídos, em substituição das antigas escolas primárias, muitas vezes foram feitos em economia de espaço e para substituir escolas com espaços vazios. Sorte ainda têm as escolas que não foram substituídas e que sobram em muitos casos salas de aula vazias.

Aqui também é preciso olhar para a realidade de cada escola para se adaptar um plano para 2020/2021. Existem muitas turmas neste ciclo que não chegam a 20 alunos, em especial nas zonas mais desertas e escolas onde o limite de alunos (20 ou 24) que muitas vezes são ultrapassados devido à continuidade dos alunos na turma que viram no meio do percurso existir direito a redução de turma, mas que se tornaria impossível mandar os alunos embora da escola.

As contas devem ser sempre feitas para existir o distanciamento entre os alunos da turma. Assim, nada melhor do que cada escola saber ao certo que distância de segurança poderá ter fazendo as contas com o número de alunos da turma e os metros quadrados da sala.

  • Há escolas com salas livre e outras sem qualquer espaço livre.
  • Há turmas com  20 alunos ou menos e há turmas com 24, 25 ou 26 alunos no 1.º ciclo.
  • Há escolas com apenas 4 turmas e há escolas com 16  ou até 20 turmas.

Apesar de existirem realidades diferentes, o ideal é desfasar o horário de entrada dos alunos, incluindo recreio e almoço ou até mesmo desfasar o funcionamento do horário das turmas de normal para duplo.

Também deve ser acautelado a realidade das famílias de cada escola. Aqui existe uma enorme diversidade de necessidades conforme o local de implantação da escola. Existem em muitos locais crianças que têm a família com disponibilidade para os acolher ao longo de parte do dia e noutros locais onde isso não acontece tão facilmente.

Por isso um plano para 2020/2021 neste ciclo se torna complicado para decidir.

Estando ainda muito em embrião o que penso para este ciclo e tendo em conta a realidade que conheço deixo no ar o que penso para o meu caso, sempre à espera de soluções que o melhore.

Parto do seguinte para encontrar esta solução:

  • Necessidade de uma sala livre em cada escola para permitir que as turmas com mais de 20 alunos possam ser desdobradas e usar a sala livre (usando o crédito de horas dos docentes ao abrigo do n.º 3 do artigo 79.º);
  • Reduzir para metade o número de alunos que necessitariam do serviço de refeições, não impedindo que os alunos com esclão pudessem usufruir deste serviço;
  • Tornar mais simples o desfasamento do horário de entrada, dos intervalos, do serviço de refeições e da saída da escola:

Entraves que necessitariam de revisão na legislação.

  • As escolas estão obrigadas a oferecer as atividades de enriquecimento curricular que complementa a matriz curricular dos alunos do 1.º ciclo. Não sendo de frequência obrigatória por parte dos alunos são de oferta obrigatória e as orientações para a organização do ano letivo 2020/2021 não fazem alusão a isto (talvez por esquecimento, não sei).

 

A opção que faço é manter o 1.º e 2.º ano no regime normal e transformar o 3.º e 4.º ano em regime duplo para dar cumprimento às necessidades que identifiquei em cima.

Carecerá de autorização a opção por colocar as AEC a funcionar em regime de coadjuvação no 3.º e no 4.º ano. Mas tendo em conta a inexistência de espaços não me parece descabida esta solução, até porque iria trazer um enorme acréscimo qualitativo ao trabalho na área da Educação Artística (3.º ano) e nas Expressões Artísticas e Físico Motoras (4.º ano).

 

 

 

 

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Base de trabalho para Implementar Um Plano de Contingência Para 2020/2021

Para 2020/2021 cada escola deve olhar para a sua realidade estrutural para conceber o melhor plano que permita seguir as recomendações da DGE no que respeita ao distanciamento social a ter no próximo ano letivo entre os alunos, no entanto, a realidade das escolas podem ser muitos diferentes entre si e os planos a conceber devem ir ao encontro da sua própria realidade.

Ter serviço de transportes ou não pode implicar seguir caminhos diferentes no desenho de um plano, assim como o número de alunos por turma que a escola tem.

Não tenho qualquer problema em mostrar aquilo que estou a pensar fazer tendo em conta a realidade que tenho: ausência de rede de transportes para os alunos se deslocarem para a escola e no limite terei 22 alunos por turma do 5.º ao 9.º ano. A distribuição dos alunos com redução de turma deve ser muito bem pensada para se atingir este limite, se bem que ache que para 2020/2021 não deveria ser necessária esta obrigação e o limite devia ser mesmo os 20 alunos por turma para qualquer caso. A generalidade das turmas na minha escola são de 20 alunos e as maiores salas comportam 20 mesas que permitem o distanciamento suficiente entre alunos. Algumas salas pela sua dimensão conseguem mesmo ter 23 mesas.

No que respeita ao 2.º e ao 3.º Ciclo pondero separar os dois ciclos por turnos (2.º ciclo da parte da manhã e 3.º ciclo da parte de tarde). Mais adiante poderei escrever sobre o Pré-Escolar e o 1.º Ciclo.

Maior problema que o ajuntamento nos intervalos é manter um elevado número de alunos a almoçar na cantina. A opção pela divisão em turnos acaba por eliminar em grande parte este problema. A opção por manter aulas de 100 minutos que podem ter intervalo entre duas disciplinas de 50 minutos ou no tempo previsto para o intervalo distribui praticamente metade das turmas por intervalos diferentes.

 

Obviamente que o currículo destes 2 ciclos não cabem em 25 tempos da mancha horária de cada um dos turnos, nem penso alargar o período para 6 tempo diários de 50 minutos em cada turno, pois 4 horas e meia de máscara já me parece demasiado tempo.

Por isso a opção passa por um sistema misto onde os tempos em falta passariam para o turno contrário, neste caso a Educação Física, com entrada e saída direta por outra entrada e uma ou outra sessão síncrona, que no caso do 2.º Ciclo seria apenas uma ou duas , e no 3.º Ciclo seriam 4 ou 5, conforme o aluno tivesse escolhido a opção de EMRC ou não e sem contar com os tempos para a possibilidade do Apoio ser à distância.

Estas opções ainda não estão fechadas, mas não me importo de lançar estas ideias até porque sei que existe alguma dificuldade, de um dia para o outro, em chegar-se a boas soluções. E também sei que olhar para isto e receber contributos podem ajudar a melhorar estas ideias.

Fica aqui o exemplo do 5.º ano para perceberem essa distribuição.

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Informação Conjunta n.º 2 JNE/IAVE/2020

 

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Exames Finais Nacionais – 1.ª Fase – Português

 

138  |   Português Língua Segunda   |   06-07-2020

Prova  |   Critérios de classificação

639  |   Português   |   06-07-2020

Prova Versão 1   |    Prova Versão 2  |   Prova Adaptada   |   Critérios de classificação

839  |   Português Língua Não Materna – B1   |   06-07-2020

Prova  |  Áudio  |  Critérios de classificação

 

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Envelhecimento docente (3º ciclo e secundário)

Após este vídeo que coloquei aqui no blogue sobre o envelhecimento docente no 1º e 2º ciclos, publico agora outro com os dados relativos ao 3º ciclo e secundário. Os dados relacionam o nº de docentes com mais de 50 anos por cada 100 docentes com menos de 30.

Vejam o vídeo e tirem a vossas conclusões:
FONTE: PORDATA

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Calendário Escolar 2020/21 para imprimir

Clicar na imagem

 

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12 casos de COVID-19 em Infantário das Caldas da Rainha

A este ritmo e já só estão a funcionar infantários. Como será o cenário em setembro?

Confirmados 12 casos de Covid-19 num surto em infantário das Caldas da Rainha

As autoridades locais esperam o resultado de dezenas de exames.

“Há uns dias uma criança com sintomas fez um teste e foi detetado covid-19”, explica o presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.

“Neste momento já foram detedas situações em cinco crianças, três colaboradores, e quatro familiares de crianças (…) Foram realizados mais 40 testes e ainda não temos os resultados”, explica ainda o autarca.

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Sondagem Para o Dia de Publicação das Listas Do Concurso Externo

Amanhã vamos entrar na semana que considerei provável a publicação das listas de colocações ao concurso externo anual e na sua sequência a publicação das listas de ordenação e exclusões finais.

Vamos tentar perceber qual o dia mais provável nesta sondagem.

 

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Blogosfera – “Correntes”

Exames Escolares só Para Robustos Começam Amanhã

 

O ministro da Educação garantiu, em 6 de Maio e para tranquilizar o país, “que se estava a trabalhar para ter um corpo docente robusto” na vigilância dos exames do secundário que começam amanhã. Portanto, o país sabe que só há exames porque os professores vigilantes são da estirpe dos robustos e convocados com equidade e rigor. Pudera. Se habitualmente um vigilante está mais de três horas em pé, sem beber, comer ou ler (se precisar de ir ao WC ou desfalecer é substituído e isolado, por desconfiança, até ao fim do exame), tem agora que o fazer de máscara e com as restantes etiquetas, e manter procedimentos que contrariam a distância física numa sala com temperatura elevada e onde podem estar até duas dezenas de jovens em franca laboração (“todos os ingredientes para o risco mais elevado de contágio”; e, hoje, confirma-se que “o vírus se transmite pelo ar por gotículas mínimas que ficam em suspensão, defendem 239 especialistas de 32 países que pedem à OMS que reveja as diretivas de proteção). No caso dos alunos, que estão sentados mas igualmente a jejuar, os exames incluem não robustos e todos usam máscara.

E se tudo isto era evitável, por que é que não se cancelou, “como fizeram a Espanha, Itália, França ou Reino Unido“, uma vez que os exames escolares não melhoram as situações dramáticas da economia de curto e médio prazos e o cancelamento até podia oxigenar ambientes familiares em disrupção?

Há demasiados assuntos em que complicamos tanto que parecemos 200 milhões e não 10. Por exemplo, as candidaturas ao superior são apenas cerca de 75 mil. Como se disse, era possível testar um modelo em que os candidatos inscreviam 2 ou 3 prioridades. Quem não obtivesse colocação de acordo com a nota do secundário associada aos exames já realizados, seria entrevistado para uma solução da responsabilidade do ensino superior. E repare-se: se para a saúde das pessoas não se considera apenas a Covid-19 e tem-se em conta, e bem, a economia e a saúde mental, também na avaliação escolar dos alunos não se devia examinar sem se ter em conta a saúde psicológica e a capacidade volitiva. Por isso, defendeu-se o fim do ano lectivo no final do 2º período para se evitar tanto descontrole emocional, atenuar flagrantes desigualdades e não penalizar os jovens com exames nestas condições disfuncionais de preparação e realização. E para agravar o que foi dito, fazê-lo de máscara diminui capacidades com ênfase para quem tem problemas de oxigenação.

Por outro lado, ainda esta semana se publicaram, com insensibilidade para o detalhe, rankings de escolas. Por muito desvalorizadas que estejam estas hierarquias, a mediatização viciou-se e sempre influencia o ânimo dos alunos (os 30 a 40 primeiros lugares são dos estimulados privados). Claro que sabemos há muito da lógica que se sobrepôs exigindo exames, neste caso a qualquer custo, e rankings, para publicidade, associados a um acesso ao superior com numerus clausus. Aliás, bem se tentam estudos alternativos, com os dados sócio-económicos, mas, e incrivelmente, há anos a fio que os privados os escondem (só se conhecem os das escolas públicas). A comunicação social finge que não percebe e insiste em destaques comercializáveis.

E é isto.

E no final, lá aparecerá o temporariamente inactivo, por precaução e bem, departamento de selfies da república a homenagear os alunos e professores mais robustos. E dos prováveis infectados, assintomáticos (“que correm sérios riscos“) ou não, a realidade sentenciará: é a vida, porque a prioridade à salvação de vidas foi no tempo em que havia pandemia.

Imagem: estátua de Davi, a grande obra-prima de Michelangelo; Galeria dell’Accademia; Florença.

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Como (re)organizar o 1º ciclo… Ideias?…

Este artigo já é de 2015, mas a reivindicação que traz a público é, hoje, mais atual que nunca…

Como (re)organizar o 1º ciclo… Ideias?…

O fim da monodocência aproxima-se a largos passos, será o fim de uma era que, no nosso país, dura desde sempre.

Fomos caminhando, com pequenos passos, para o estado em que nos encontramos hoje, fomos aceitando as mudanças, adaptando-nos às desventuras de um nível de ensino em constante mudança, qual tubo de ensaio…

Os “illuminatum” nunca tiveram em consideração os interesses de todos os intervenientes, nunca viram o 1º ciclo como um todo.

Na última década as mudanças têm-se agudizado, são constantes, todos os anos se enfrentam novos desafios novas arbitrariedades. Se se têm em conta os interesses dos alunos? A meu ver, eles, só têm servido de desculpa para tais mudanças.

No próximo ano letivo, o do 1º ciclo irá sofrer uma das mais drásticas mudanças dos últimos anos. Não pelo seu conteúdo, mas pelo número de mudanças impostas. Um novo programa de Português, depois de verem implementadas as metas e um novo programa de matemática, a introdução do Inglês como disciplina obrigatória, o que lhes aumentará a carga letiva e para alguns, a disciplina de Iniciação à programação virá sobrecarregar ainda mais o seu horário, já por si, pejado de horas fechados dentro de quatro paredes. E isto das 9h às 17h:30m. É o horário chamado normal… mas muitos ainda frequentam outras instituições, seja para a prática de desporto, seja para a ocupação de tempos livres, pois os pais não têm horários que coincidam com a vida académica dos seus educandos. Tudo isto vai tornar as vidas das crianças ainda mais complicadas.

Isto tudo para dizer o quê?

Para dizer que o sistema de ensino no 1º ciclo, tal como está, e tal como está a ser projetado para o próximo ano letivo, não vai beneficiar os interesses da “bandeira”, leia-se alunos, que alguns usam como desculpa para tentar deixar marca. O sistema de ensino necessita de ser totalmente revisto e não estou a falar em termos de conteúdo, de número de disciplinas, do que deve ser ou não lecionado, estou a falar na sua organização.

O horário do 1º ciclo encontra-se, na maior parte das escolas, no espaço temporal das 9h até às 17h:30m. Isto, porque se entendeu ser mais benéfico no que diz respeito, à ocupação do tempo das crianças e à necessidade dos encarregados de educação de terem de exercer uma profissão e de a conciliar com os horários escolares. Mas será que beneficia as aprendizagens? A meu ver, não. O período do dia em que o cérebro está mais apto a exercer qualquer tipo de atividade que envolva a aprendizagem, isso está mais do que provado, não sou eu que o afirmo, eu só o constato todos os dias, é a parte da manhã. Não cabe na cabeça de ninguém lecionar uma aula de matemática ou português das 16h:30m às 17h:30m. Então, porque não organizar as atividades letivas exclusivamente nessa parte do dia?

A organização do sistema de ensino no 1º ciclo, e em qualquer outro, deve ter em atenção todos os fatores e intervenientes no processo. Os alunos devem poder aproveitar, da forma mais eficaz, a sua estadia na escola para que o processo ensino/aprendizagem se realize. Aos encarregados de educação, deve ser assegurado que os seus educandos têm um ensino de qualidade e que explore todas as suas capacidades. Deve também ser assegurada a escola a tempo inteiro, uma vez que, nos dias de hoje e na sociedade em que vivemos, Assim o exige. Deve também garantir aos profissionais de educação, vulgo, professores, o exercício da profissão aproveitando os períodos de maior concentração para as crianças desta faixa etária. E nisto devemos estar todos de acordo. Se os níveis de aprendizagem subirem, todos os intervenientes ganharão.

Mas porque é que o sistema se mantém? Porque é que, os responsáveis e os políticos, não olham com mais atenção para os tais países que tantas vezes usam como termo de comparação para outras matérias e veem que somos dos poucos países a persistir com este sistema? Isso, como se diz, “cada um sabe de si”… Só sei que este sistema está dado por adquirido, mais vale não se discutir porque, mudar dá muito trabalho, nem que seja para melhor.

Pois, muitos de nós, professores de 1º ciclo, temos a nossa opinião de como o sistema podia mudar e melhorar, mas não temos palavra nos órgãos decisivos. Uma coisa é certa, quase todos sabemos que a mudança é possível. E isso, tem sido assunto de conversa ao longo de muitos destes anos. Pessoalmente, também tenho a minha opinião…

Uma organização possível seria a que já é utilizada em outros países, atividades letivas da parte da manhã e não letivas da parte da tarde, como na Alemanha (ver aqui). Mas como operacionalizar? Como faze-lo sem aumentar a despesa com a educação? E é claro, sem ferir os princípios de uma escola a tempo inteiro? Vou tentar explicar da melhor forma.

Da parte da manhã, que passaria a ter inicio às 8h, ou perto dessa hora, nunca antes. Os professores titulares de turma organizariam as áreas curriculares, Português, Matemática, Estudo do Meio e as Expressões, constantes no programa curricular deste ciclo, durante este período. Terminaria, esta importante parte do dia, pelas 13h.

A hora de almoço decorreria das 13h às 14h:30m.

O período da tarde situar-se-ia entre as 14h:30m e as 17h:30m. Neste espaço de tempo, os alunos beneficiariam de atividades complementares e de enriquecimento curricular. Seria durante a parte da tarde que disciplinas como, o Inglês, obrigatório para os alunos do 3º e 4º anos, a partir do próximo ano letivo, a nova disciplina de Introdução à programação para o 1º CEB, o projeto de educação para a saúde, PASSE, aulas PRESSE, EMRC, orientação do estudo, bem como outros projetos ao nível de escola (hora do conto) ou concelhio e as AEC’S já existentes.

Como já foi mencionado acima, o horário letivo da parte da manhã seria mais produtivo para os alunos, embora a mancha letiva tenha um início “vespertino”, as crianças teriam a vantagem de assimilarem melhor as matérias lecionadas. Os “números” a que tanta importância é dada pelas organizações “observadoras”, isso espelhariam.

Na parte da tarde, o horário seria composto de atividades “mais” lúdicas, mas de igual importância no desenvolvimento das crianças. Dariam aos encarregados de educação a segurança de uma escola a tempo inteiro sem interferir nas atividades letivas e na performance académica dos alunos.

De seguida apresento dois horários possíveis, um de uma turma e outro de um professor, para que se possa visualizar a possibilidade apresentada.

 

Horário Turma
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:00 Português Matemática Português Matemática Português
8:30 Português Matemática Português Matemática Português
9:00 Português Matemática Português Matemática Português
9:30 Português Matemática O.C. A.E. Expressões
10:00 E. M E.M. O.C. A.E. Expressões
10:30 Intervalo
11:00 E. M. E. M. E.M. Português Matemática
11:30 E.M. Português E.M. Português Matemática
12:00 Matemática Português Matemática Português Matemática
12:30 Matemática Português Matemática E.M. Inglês
13:00 Matemática Expressões Matemática E. M Inglês
Almoço
14:30 O. Estudo In. Prog. Inglês PASSE/PRESSE In. Prog.
14:50 O. Estudo In. Prog. Inglês PASSE/PRESSE In. Prog.
15:00 Proj. Escola EMRC Proj. Escola O. Estudo Expressões
15:50 Proj. Escola EMRC Proj. Escola O. Estudo Expressões
16:10 Ed. Física Musica Expressões Ed. Física Musica
17:00 Ed. Física Musica Expressões Ed. Física Musica
Horário Professor
2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:00  

 

Horário Letivo

8:30
9:00
9:30
10:00
10:30
11:00
11:30
12:00
12:30
13:00
Almoço
14:30 Reservado a reuniões Trabalho individual Atendimento Enc. Educ. Trabalho individual Trabalho individual
15:00
15:30 Hora de estabelecimento
16:00
16:30 Trabalho individual Trabalho individual
17:00

Nota: sexta feira das12h:00m às 13h:00m o professor cumpre uma hora de estabelecimento (não consegui formatar a tabela)

Em termos económicos, não creio que o orçamento do ministério da educação sentisse muita diferença, é tudo uma questão de maximizar recursos. É claro que tal mudança vai envolver alterações na organização dos agrupamentos. Mas somos todos professores, não é por ser professor do 1º ciclo, que deixo de ser professor para os alunos dos outros ciclos. Se tiver que exercer a profissão com esses outros alunos, dentro das minhas competências, vou faze-lo. A colaboração dos professores de EVT, dos professores bibliotecários, dos professores de apoio e até dos professores de Matemática e Português em coadjuvação, em apoio educativo ou em orientação ao estudo, professores de Ciências em atividades experimentais… Isto seria uma quase revolução…

Revolução! Revolução, seria os professores do 1º ciclo, na sua totalidade ou quase, terem condições dignas de trabalho nas escolas para efetuarem todo o tipo de trabalho a que estão obrigados. Mas isso é uma utopia.

E agora puxando a corda, a escola a tempo inteiro podia ir além das 17h:30m. Quando possível ainda se poderia acrescentar uma hora ao horário dos alunos, que disso necessitassem ou por razões académicas ou por impossibilidade de coordenação de horários Pais /Alunos. Já me estou a “esticar” muito. Mas se a organização for a adequada, até se poderia colmatar a falta de apoio que as nossas crianças tê na realização dos famigerados TPC. Um professor de apoio, uma hora por dia, a alunos que necessitassem mesmo da tal hora, o que já acontece em alguns agrupamentos e sempre existiu nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo.

É claro que este modelo não é consensual, é claro que as crianças vão estar fechadas dentro de quatro paredes o dia inteiro, é claro que o tempo para brincadeiras individuais será reduzido, é claro que, fora as disciplinas de carater obrigatório, as outras serão de carater facultativo, caberá aos encarregados de educação, como até hoje, optar ou não, pela sua frequência.

As vozes começam a levantar-se. O certo é que o sistema, conforme está, deixou de funcionar, deixou de dar respostas às exigências da sociedade atual. Os responsáveis têm andado a tapar buracos ao longo dos anos sem resolverem o problema. Só o têm piorado. Chegamos ao ponto que, ou o sistema se modifica, ou o sistema cai. É urgente a mudança, resta-nos saber para onde nos levará…

 

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6 Casos de infeção por COVID-19 em escola de Paços Ferreira

Se com todas as precauções, máscaras, afastamento social, circuitos definidos para minimizar contactos, poucos alunos nas escolas, acontece a transmissão, que acontecerá em setembro com as escolas a funcionar em regime presencial em pleno? A prova da irresponsabilidade surgirá a seu tempo. A culpa será imputada ao ministro da educação que nada teve a ver com a elaboração deste plano de regresso e o primeiro ministro virá lamentar a situação e desviar as atenções com a crise financeira e outras medidas que ficarão para a história como a melhor forma de combater a pandemia.

 

Covid-19: escola e empresa de Paços de Ferreira encerradas depois de nove casos positivos

Seis dos nove casos de infecção foram detectados em alunos, professores e assistentes operacionais na Escola Básica n.º 2 e os restantes três numa fábrica de móveis na freguesia de Eiriz.

As autoridades de saúde encerraram, este sábado, o Centro Escolar de Paços de Ferreira (Escola Básica n.º 2) depois de serem detectados seis casos positivos de covid-19.

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Já temos premiados nas festas COVID

Da estupidez humana sem fim…

Estudantes do politécnico da Guarda infetados em “festas covid”

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Orientações da DGEstE 2020/21 – Apresentação e Vídeo resumo no YouTube

 

 

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A reforma do currículo do 1º ciclo e a reversão da escola/casa impunha-se neste quadro de incerteza

 

A reforma do currículo do 1º ciclo e a reversão da escola/casa impunha-se neste quadro de incerteza

Os alunos do 1.º ciclo deveriam ter apenas aulas no periodo da manhã, deixando as tardes para:
– Atividades Extra-Curriculares;
– Estudo;
– Atividades Desportivas;
– Atividades Culturais;
– Atividades Musicais;

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que a aprendizagem dos alunos seria bem superior, os níveis de motivação e concentração de manhã são muito superiores ao periodo da tarde.
O segundo aspeto era reduzir a gordura curricular, pois o atual currículo é reconhecidamente desadequado para a maioria dos alunos, não dando tempo para trabalhar consistentemente os aspetos mais importantes do desenvolvimento do aluno.

A continuação do trabalho do professor poderia ser de forma remota, de tarde, para os alunos com dificuldades de aprendizagem, que recebiam lições extra em casa ou na escola acompanhados de adultos.

Este horário permitia acionar mais facilmente um plano de emergência “COVID” sem os sobressaltos da última interrupção lectiva presencial. Reduzia os tempo de presença de alunos e professores nas escolas e diminuía o risco de contágios, quer da gripe quer do Covid e outros problemas relacionados com permanência excessiva em ambiente escolar.

In Primeiro Ciclo

 

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As Provas de Aferição de 2019/2020 São Transpostas para 2020/2021

De acordo com o calendário para 2020/2021 as provas de aferição que vãos ser realizadas são as mesmas que estavam previstas para 2019/2020.

Apenas é acrescida a componente de interação do oral a Inglês no 8.º ano que não estava prevista em 2019/2020.

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“Os alunos vão caber todos na mesma sala”

Não sei se isto vai ou não ser uma coisa “inconseguida”…

 

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Estudantes com covid-19 podem ir à 2.ª fase de exames sem prejuízos

Já abordei este tema AQUI. Finalmente a solução surgiu.

Estudantes com covid-19 podem ir à 2.ª fase de exames sem prejuízos

A medida abrange todos os problemas relacionados com a doença como ter um familiar próximo doente, por exemplo. Nota ainda conta para a 1.ª fase do concurso de acesso ao superior.

 

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Vamos ter um “momento amostral de aferição a nível nacional” para os 3.º 6.º e 9.º anos

Ministério da Educação vai aferir quais as aprendizagens que ficaram para trás

Trata-se de um “momento amostral de aferição a nível nacional”, como classificou o secretário de Estado e Adjunto da Educação, João Costa, que explicou só alguns alunos dos 3.º, 6.º e 9.º anos de escolaridade vão realizar estas provas, sem precisar a dimensão da amostra.

O objetivo é perceber quais foram os efeitos do ensino à distância, durante o 3.º período e quais as aprendizagens que ficaram por consolidar, adiantou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante a conferência de imprensa em que anunciou algumas das medidas para o próximo ano.

Essas aprendizagens terão de ser recuperadas no próximo ano letivo e, conforme já tinha sido anunciado pelo ministro da Educação, as primeiras cinco semanas serão dedicadas a esse trabalho.

Para facilitar esse trabalho, o Ministério da Educação vai publicar um documento de apoio ao diagnóstico e à recuperação das aprendizagens, com um enfoque nas aprendizagens essenciais.

“Teremos instrumentos para apoiar o diagnostico daquelas aprendizagens que poderão ter ficado para trás, e para identificar aquilo que são dimensões curriculares que não podem deixar de ser consolidadas e aqueles conteúdos que não permitem progressão”, explicou João Costa.

O ministro da Educação anunciou ainda a generalização dos programas de mentorado, para que os alunos com menores dificuldades possam apoiar os colegas na consolidação de aprendizagens.

Por outro lado, no próximo ano letivo será reforçada a formação de professores em áreas como avaliação, tutorias, competências digitais e metodologias de ensino não-presencial.

Pensando nas consequências do ensino a distância, que aprofundaram desigualdades e acentuaram as dificuldades de muitos alunos, o Ministério da Educação vai criar uma equipa dedicada à prevenção, deteção e intervenção no abandono escolar precoce.

Esta equipa será responsável por apresentar estratégias para responder ao problema do abandono escolar, depois de uma altura em que “o período de confinamento tornou ainda mais difícil chegar a alguns alunos”, sublinhou João Costa.

 

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Tudo o que precisa saber sobre o próximo ano letivo

Como vai ser o próximo ano letivo? – Tudo o que precisa saber

 

MAIS DIAS DE AULAS

As aulas começam entre 14 e 17 de setembro para todos os níveis de ensino e acabam a 9 de junho para os anos com exames (9º, 11º e 12º), a 15 do mesmo mês para 7º, 8º e 10º e apenas a 30 de junho para a educação pré-escolar e do 1º ao 6º ano do básico. As férias da Páscoa são encurtadas e decorrem entre 25 de março e 5 abril.

TODOS NA ESCOLA

O regime presencial é a regra para todas as escolas e níveis de ensino. Se a pandemia obrigar a reduzir a lotação das escolas, mantêm-se em aulas presenciais os alunos do pré-escolar ao 6º ano, assim como os mais carenciados, os que têm necessidades especiais e as crianças em risco e ainda todos aqueles que a escola considere não se adaptarem ou terem condições para o ensino remoto.

E SE O ENSINO PASSAR PARA O REGIME MISTO?

Caberá às direções das escolas adequar o horário semanal de cada disciplina, repartindo entre aulas presenciais, aulas online e trabalho autónomo. Sempre com a ressalva de que os mais novos e com mais dificuldades com o ensino remoto devem manter-se na escola. No caso dos cursos profissionais, as aulas práticas também serão presenciais.

LAVAR AS MÃOS, USAR MÁSCARA

À entrada da escola, antes e após as refeições e com frequência ao longo do dia, todos devem lavar/desinfetar as mãos, lembra-se no código de conduta. A máscara deve ser usada por todos os que frequentam o espaço escolar, incluindo os alunos a partir do 2º ciclo (5º ano).

A MESMA SALA, INTERVALOS MAIS CURTOS

Os intervalos entre as aulas devem ter a menor duração possível, devendo os alunos permanecer ao máximo em zonas específicas definidas pela escola. As turmas devem manter-se nas mesmas salas e evitar o contacto com outras. Por exemplo, não é suposto os alunos do 8º A se cruzarem ou contactarem com os colegas do 8º B. Para isso devem ser desfasados os intervalos e os horários de refeição. Se for preciso as escolas podem estender o horário de funcionamento e reorganizar o horário escolar, dividindo as turmas em turnos de meio-dia. Podem até fazer parcerias com outras entidades para que sejam dadas aulas noutros espaços.

MAIS PROFESSORES, TUTORES E FUNCIONÁRIOS

Serão contratados mais 600 funcionários e 200 assistentes técnicos e ainda alguns milhares de professores. O reforço varia de escola para escola (até em função do número de turmas) mas o total de horas a mais equivale a 2500 professores a tempo inteiro. O programa de tutorias, que prevê um apoio de quatro horas semanais para alunos que já tenham chumbado duas vezes, é alargado aos estudantes do ensino secundário e a todos os que não transitaram este ano. Haverá ainda psicólogos e mediadores para trabalhar com as famílias.

AVALIAR O QUE FICOU PARA TRÁS

Ao longo do 1º período vai ser feito um estudo nacional por amostra (alunos do 3º, 6º e 9º anos) para avaliar o impacto do ensino à distância que ocorreu durante todo o passado 3º período. O Ministério também vai produzir um guião para escolas e professores fazerem o diagnóstico das dificuldades no início do próximo ano letivo.

FAMÍLIAS NÃO TÊM DE DEVOLVER MANUAIS

A proposta do CDS-PP que suspende a devolução dos manuais escolares no final do ano letivo foi aprovada na sexta-feira no Parlamento, já que apenas o PS votou contra. A medida, muito criticada pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, terá um impacto financeiro que não estava previsto de mais cerca de 150 milhões de euros, já que implica comprar os manuais todos de novo. “Não comento as decisões da Assembleia da República. Mas a sustentabilidade deste programa de empréstimo dos manuais assenta na reutilização que é agora posta em causa. O impacto orçamental é muito grave”, Tiago Brandão Rodrigues em entrevista ao Expresso.

Fonte: Expresso

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Sim, consegui! Matriculei o meu educando

Um dia inteiro à frente do computador. Entre uma ata e outra, entre um registo e uma grelha, lá ia fazendo um “refresh” à página do Portal das Matrículas.

O raio da página, ou não carregava, ou “502 Bad Gateway”, ou “Error 404″… de vez em quando lá “abria”. Há que efetuar o login. Lá começava o site a engasgar com a rodinha a rolar e ia “abaixo”. Página em branco sem nada para mostrar. Outras vezes, lá “andava” mais um bocadinho, conseguia ver o meu nome na página, mas quando clicava no ícone “Matricula”, lá começava outra vez a roda a girar ao solavanco até ficar com a página em branco. Uma, duas, três… vinte… quarenta… o desespero não me assistiu, continuei no “refresh”, dia a dentro dia a fora. Almocei com o computador, lanchei com ele por companhia, jantei a dois à luz dos leds do teclado e o site continuava emperrado.

O sono chegou muito antes da madrugada, de tão fraca companhia. Nos lençóis cai dormindo ao fechar os olhos já cansados da luz que a máquina erradia. Com a pressa de dormir, nem aliviei a bexiga, às três horas da matina já ela mais não podia. Acordei assarapantado, alivei o órgão inchado, quando de repente me lembrei e com esforço lá tentei, matricular o cachopo. Qual o meu espanto não foi, quando à primeira me achei no interior do portal. Uma alegria sem fim, se escorreu por mim abaixo, quando finalmente vi surgir à minha frente, o comprovativo de matrícula.

Acordei estremunhado, pela manhã bem fresquinha, pensei que tinha sonhado, com o raio da matrícula!

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Calendários Escolares, para o ano letivo de 2020-2021 (oficiais)

 

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A Solução Simples Para 2020/2021

É manter o Portal das Matrículas como está e a redução de alunos será drástica para o próximo ano.

Dificilmente alguma escola terá problemas com o distanciamento social.

Já perguntei uma vez e volto a perguntar. O ME não precisa de uma nova equipa para fazer um portal simples e eficaz? É que dá dó ver a ineficácia deste portal, assim como do E360, para dar resposta com alguma qualidade.

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Calendário escolar 2020/21

 

 

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Próximo ano lectivo vai ser mais longo e com menos férias

 

Próximo ano lectivo vai ser mais longo e com menos férias

 

Pausa da Páscoa será encurtada e aulas prolongam-se até ao final de Junho no 1.º e 2.º ciclos. Alunos do 3.º, 6.º e 9.º anos vão participar num estudo nacional por amostra para avaliar o impacto do ensino à distância nas aprendizagens dos alunos.

O próximo ano lectivo vai ter mais dias de aulas, anunciou nesta sexta-feira o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. O objectivo é dar tempo às escolas para recuperarem as aprendizagens que possam ter sido prejudicadas pela suspensão das actividades presenciais nos últimos quatro meses, devido à pandemia.

As férias que habitualmente acontecem por alturas da Páscoa, no final do 2.º período, serão mais curtas. Começam a 24 de Março e a 6 de Abril os estudantes já estarão de volta às escolas. Ou seja, serão apenas sete dias úteis de pausa. Além disso, o ano lectivo será prolongado, com excepção dos anos em que há exames nacionais.

No caso dos anos em que existem provas nacionais – 9.º, 11.º e 12.º anos – as aulas terminam a 9 de Junho, de modo a que não haja adiamentos no habitual calendário de exames. O 3.º período terminará a 30 de Junho para os alunos do 1.º e 2.º ciclos, bem como para as crianças da educação pré-escolar. Duas semanas antes, terminam as aulas para os estudantes do 7.º, 8.º e 10.º anos. Como já tinha sido anunciado, o próximo ano lectivo arranca entre 14 e 17 de Setembro para todos os níveis de ensino.

O ministro da Educação explicou em conferência de imprensa as medidas “excepcionais” para a organização do próximo ano lectivo. Tiago Brandão Rodrigues avança que estão a ser trabalhados três cenários. A prioridade será para que as aulas sejam retomadas de forma presencial. Neste caso as escolas terão autonomia para encontrar as melhores soluções, utilizando espaços que não apenas as salas de aula, para as actividades lectivas, ou gerindo os horários — a ideia não é que os alunos tenham menos horas de aulas, mas que as turmas possam, por exemplo, ser organizadas por turnos, de modo a que algumas estejam mais concentradas no período da manhã e outras no período da tarde. As escolas poderão até “estender ligeiramente os seus horários de funcionamento”. Tudo para diminuir a concentração de alunos em simultâneo nas instalações. As escolas, acredita Tiago Brandão Rodrigues, terão capacidade de encontrar as melhores soluções.

Mas em cima da mesa está ainda um “modelo misto” – em que os alunos alternem aulas presenciais, sessões síncronas à distância e trabalho autónomo – ou um modelo não presencial, em moldes semelhantes ao que vigorou nos últimos meses. A solução final vai depender da evolução da pandemia.

O ministro explicou que no caso de não ser possível, por causa da pandemia, o regime presencial para todos os alunos, haverá alguns grupos para os quais se privilegiará sempre que possível as actividades presenciais, tanto no chamado regime misto como no regime não presencial. A saber: “os alunos do pré-escolar, do 1.º e do 2.º ciclos; os beneficiários da acção social escolar identificados pelas escolas; crianças e jovens em risco ou perigo sinalizados pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens; alunos para os quais a escola considere ineficaz a aplicação dos regimes misto e não presencia​l”. E ainda: alunos com necessidades educativas especiais e crianças apoiadas no âmbito do sistema nacional de intervenção precoce. A tutela acredita que estes grupos são os mais penalizados nos modelos de ensino à distância.

Por isso, também admite que, nesse cenário em que nem todos possam ir à escola, os mais pequenos e os dos restantes grupos identificados possam ser distribuídos por diferentes estabelecimentos de ensino próximos, como aliás aconteceu neste 3.º período, em alguns casos, no regresso às aulas do 11.º e 12.º anos, disse a secretária de Estado Susana Amador.

Outra solução possível no modelo misto será ainda que as turmas possam ser divididas, alternando: metade dos alunos em aulas presenciais e a outra metade “em trabalho autónomo”, em casa, funcionando “em regime de espelho”. Uma vez mais, a escolas terão autonomia para arranjar soluções.

Menos de uma dezena de professores infectados

A tutela anunciou também a realização de um estudo nacional sobre o impacto do 3.º período feito em ensino à distância nas aprendizagens dos alunos. Essa avaliação será feita no início do próximo ano lectivo com alunos do 3.º. 6.º e 9.º anos do ensino básico.

Esse trabalho será conduzido pelo Instituto de Avaliação Educativa (Iave), responsável pela elaboração dos exames nacionais, a quem competirá definir qual será a amostra de alunos que vai participar nesse estudo. O secretário de Estado João Costa explicou que esta avaliação será feita através de um teste “em literacias transversais”.

Desde o regresso das aulas presenciais, em meados de Maio, “menos de uma dezena” de professores tiveram testes positivos à covid-19, revelou ainda a secretária de Estado Susana Amador. Num universo de 200 mil pessoas, onde se incluem estudantes e funcionários, além de docentes foram “poucas dezenas” os diagnósticos confirmados até agora. Essas infecções aconteceram, tanto quanto se sabe, “sempre fora do ambiente escolar”, sublinhou o ministro da Educação.

Currículos podem vir a ser intervencionados

“As Orientações Pedagógicas para a Educação Pré-Escolar, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, as Aprendizagens Essenciais e os perfis profissionais e referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações, continuam a constituir-se como os documentos curriculares para efeitos de planificação, realização e avaliação do ensino e aprendizagem”, lê-se no documento da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares entretanto publicado. Que acrescenta contudo que “os documentos curriculares podem ser objecto de intervenção, mediante decisão da área governativa da Educação, tendo em conta a evolução da pandemia”.

João Costa sublinhou para já que “mais importante do que dar todas as páginas dos manuais é garantir que os alunos adquirem as capacidades” de escrita, análise e interpretação para mais tarde virem a recuperar as matérias que possam ter ficado menos consolidadas. Ainda assim, disse, haverá um sistema de prevenção e detecção do abandono escolar precoce.

O Governo, tal como tinha já anunciado, tem 125 milhões de euros para reforçar os recursos humanos nas escolas, entre professores, psicólogos e auxiliares. E as escolas terão um reforço de créditos horários, para ter mais docentes a apoiar os alunos fora das aulas. Mais: “Todas as escolas devem criar um programa de mentoria que estimule o relacionamento interpessoal e a cooperação entre alunos. Este programa identifica os alunos que, em cada escola, se disponibilizam para apoiar os seus pares acompanhando-os, designadamente, no desenvolvimento das aprendizagens, esclarecimento de dúvidas, na integração escolar, na preparação para os momentos de avaliação e em outras actividades”, lê-se no mesmo documento.

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Só Vejo a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo A Poderem Optar Por Esta Solução

Se olharmos para a matriz curricular dos vários ciclos de ensino apenas a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo poderiam funcionar em regimes de meio dia, num horário normal 8:00 – 13:00 ou 13:30 – 18:30 e mesmo assim teria de ficar de fora da Matriz Curricular a oferta das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC).

O Tamanho das cargas curriculares a partir do 2.º Ciclo dificilmente permitem encaixar o funcionamento das turmas em turnos de meio dia, de forma a acomodar a carga curricular da matriz curricular, a não ser que o turno da manhã comece pelas 7 da manhã e o turno da tarde termine às 19 ou 20 horas.

 

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Como se vai organizar a sala de aula? Furamos paredes…

Com os espaços que temos como salas de aulas vai ser necessário recorrer a uma marreta para cumprir as medidas… mas é só “sempre que possível… e ninguém se vira para trás.

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Orientações para a Organização do Ano Letivo 2020/2021

Eis as orientações para 2020/2021.

 

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O Tiago anunciou as novas regras para 2020/21

Calendário escolar mais longo. menos interrupção na Páscoa e a acabar mais tarde.

Ano com aulas presenciais, com regime misto e não presencial no caso de contingência.

Aulas no Pré-escolar., 1.º ciclo e 2.º ciclo manter-se-á em presencial mesmo em contingência.

Mais crédito horário e professores para suplementar a Educação Especial, psicólogos e outros técnicos.

Mais tutorias para todos os alunos que ficaram retidos este ano.

O Tiago confia em nós todos…

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É oficial: Devolução dos manuais escolares será mesmo suspensa

É oficial: Devolução dos manuais escolares será mesmo suspensa

 

Na votação global final do Orçamento Suplementar, que decorre esta manhã, na Assembleia da República, os deputados voltaram a aprovar a proposta do CDS para a suspensão da devolução dos manuais escolares gratuitos.

O PS votou contra. O Governo tinha procurado convencer alguns partidos, como o PSD, a mudar o sentido de voto.

O Governo tinha dado ordens às escolas para prosseguirem com as indicações aos pais no sentido da devolução dos manuais escolares enquanto o Orçamento não tivesse força de lei.

“Fica suspensa a obrigatoriedade de devolução dos manuais escolares gratuitos entregues no ano letivo de 2019-2020, a fim de serem garantidas as condições para a recuperação das aprendizagens dos alunos, a ter lugar no início do ano letivo de 2020-2021”, lê-se na proposta.

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Medidas “excepcionais” para o próximo ano lectivo anunciadas esta sexta-feira

Vamos preparar as pipocas…

 

Medidas “excepcionais” para o próximo ano lectivo anunciadas esta sexta-feira

O Governo vai anunciar esta sexta-feira as medidas para a organização do próximo ano lectivo, num contexto em que a pandemia de covid-19 obrigou à suspensão das aulas durante quase quatro meses. O Conselho de Ministros desta quinta-feira aprovou uma resolução que inclui alterações à gestão do currículo e um reforço dos instrumentos para a recuperação das aprendizagens.

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Recomendação ao Governo para que crie um grupo de recrutamento na área da intervenção precoce na infância.

Resolução da Assembleia da República n.º 34/2020

Sumário: Recomenda ao Governo que crie um grupo de recrutamento na área da intervenção precoce na infância.

Recomenda ao Governo que crie um grupo de recrutamento na área da intervenção precoce na infância

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 – Crie um grupo de recrutamento na área da intervenção precoce na infância, iniciando o respetivo processo negocial.

2 – Promova a colocação dos professores por concurso.

3 – Aplique a este grupo de recrutamento as regras de acesso e colocação dos professores já existentes para os restantes grupos de recrutamento, considerando a formação específica nesta área.

Aprovada em 5 de junho de 2020.

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Como professor te respondo, João Miguel Tavares (a ler e reler)

Caro João Miguel Tavares,

Tenho 57 anos e sou professor desde os 22. É conjeturável a hipótese de me ter incluído no escalão dos professores envelhecidos e, acredite, às vezes até eu me sinto assim, em particular quando os meus olhos se afadigam a ler os dislates de tanta comunicação social. Curioso como estes ferem mais do que eventuais erros de expressão escrita dos alunos! Creia também que utilizo meios informáticos desde que eles se democratizaram. Ainda me recordo das peças desalinhadas que montaram o primeiro computador que tive. Ah! Sou professor de Português, convém dizer, ou o João Miguel (perdoe a familiaridade) ainda julgará tratar-se o autor destas letras de um perito em informática quando, afinal, sou igualzinho a tantos professores por este país fora.

Sou tão pouco dotado de literacia digital que, acredite, andava o jornal em que V. Exa. trabalha a bloquear os acessos à leitura digital, impondo assinaturas, e eu, destituído de toda essa literacia, cedo sorri quando compreendi que um utilizador informático que entrasse em modo anónimo conseguia ler o seu jornal de fio a pavio. “A pavio” talvez seja expressão incorreta, se pensarmos que este serve para alumiar e isso é algo que há muito desapareceu dessa casa. Mesmo assim, dir-lhe-ei que muito tempo terão tardado os experts do jornal a detetar o problema e a inviabilizar essa opção (longos dias têm cem anos, já o dizia a Agustina). O que até se torna engraçado, se considerarmos que o Público alberga gente que adora opinar sobre a literacia digital dos professores. Por outro lado, pouco me doeu a restrição de leitura porque a perda de qualidade do Público já anteriormente me dissuadira de desperdiçar o meu tempo de leitura. Digamos que se salva, com honra, o Ípsilon.

Saiba ainda que a minha insuficiência na literacia digital não me inibiu, ao longo dos muitos anos de via-sacra que levo no ensino (e sirvo-me do nome feminino escrito atrás apenas para não destoar do último parágrafo do seu texto), de ser utilizador de quadros interativos, de plataformas como o Moodle e de inúmeras outras ferramentas que têm o condão de ser úteis aos professores, mas à custa, quantas das vezes, de infindas horas de trabalho que passam despercebidas aos fazedores de opinião. Descubro que é a contragosto que recorro à palavra “fazedor” no preciso instante em que me lembro de um título de Jorge Luis Borges – como se escrever a palavra neste contexto aviltasse a nobreza da literatura – e, também, quando penso no próprio significado do vocábulo (fazedor – que ou aquele que faz ou costuma fazer alguma coisa, diz a Infopédia). Enfim, para abreviar, direi apenas que nem imagina a quantidade de novas ferramentas que descobri durante a pandemia. E muito menos imaginará as horas que gastei a aprender a lidar com elas.

Poderia ainda acrescentar que lá voltei, apesar da minha provecta idade, às salas de aula quando o ensino presencial foi retomado. Gostei do que vi à minha frente? Acredite que não. Para quem está habituado a ver os rostos dos alunos, ter máscaras à frente não foi imagem muito animadora. No fundo, no fundo, talvez o tempo ideal para privar com avós do Alentejo ou da Beira fosse mesmo este, obviamente que apenas no caso de isso não disseminar a covid-19.

Atentamente,

Jorge Pinho

(elemento de uma classe docente extremamente envelhecida e com falta de literacia digital)

 

 

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Manuais escolares – Governo aposta tudo em negociações nos bastidores para garantir que livros vão mesmo ser devolvidos

O impasse está instalado e as escolas levam as mãos à cabeça. Depois de, esta terça-feira, o Parlamento ter aprovado, só com os votos contra do PS, uma proposta do CDS para suspender a devolução dos manuais escolares gratuitos, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares enviou um email tardio às escolas a definir que, até o Orçamento Suplementar estar aprovado e promulgado, a medida não tem força de lei. Ou seja, não parem as rotativas que até sexta-feira tudo pode mudar. É nisso que o PS está apostado, tendo procurado na terça-feira negociar com o PSD no sentido de convencer o partido de Rui Rio a mudar o sentido de voto. No Parlamento, contudo, o CDS e o Bloco de Esquerda batem o pé e culpam o Governo por não ter, pelo menos, suspendido o processo esta semana para dar “tranquilidade” aos pais.

No meio ficam os diretores das escolas, que têm de ter o processo de recolha e seleção dos manuais para reutilização pronto até ao final do mês e que veem o tempo fugir. Para os diretores, a situação podia ser resolvida facilmente pelo Ministério da Educação se este decidisse assumir que os manuais escolares só têm de ser devolvidos em outubro. Pelo caminho, ficava o processo suspenso. Mas a devolução dos manuais escolares gratuitos é uma bandeira antiga deste Governo e não vai ceder assim tão facilmente.

Numa altura em que se antecipa que o próximo ano letivo vá assentar muito na revisão da matéria (não) dada, sendo que o próprio Ministério da Educação já admitiu que, pelo menos, as primeiras cinco semanas serão para esse efeito, o Parlamento decidiu travar o processo da devolução dos manuais escolares com o argumento de que, assim, os alunos poderiam recorrer aos mesmos manuais para retomar, no próximo ano letivo, a matéria que foi deixada para trás devido às circunstâncias excecionais em que este ano foi lecionado. Atualmente, só a devolução em condições dos manuais do ano que passou garante aos pais a candidatura para acesso aos manuais do ano seguinte de forma gratuita. A exceção é para os alunos do primeiro ciclo (e algumas disciplinas do secundário que têm exame), que a lei já diz que não têm de ser devolvidos em nenhuma circunstância.

Volte face do PSD tira à esquerda a redução da mensalidade para famílias com quebra de rendimentos

A proposta de alteração do CDS foi aprovada com os votos a favor de todas as bancadas, da esquerda à direita, à exceção do PS, que votou contra.

A votação aconteceu ao final da manhã desta terça-feira e rapidamente chegou às páginas dos jornais. Foi por essa via que os professores e diretores das escolas tiveram conhecimento da informação. O alarido instalou-se nas escolas, uma vez que o processo de devolução dos manuais, segundo ficou definido por despacho do Ministério da Educação, no dia 9 de junho, já tinha arrancado no dia 26 de junho e deveria estar totalmente finalizado no dia 28 de julho. Deveriam suspender? Deveriam cancelar os agendamentos feitos com os pais para irem proceder à devolução nos dias pré-marcados? A resposta, segundo apurou o Observador, chegou já bem ao fim do dia, através de um email da DGEstE dando conta de que, até ordem em contrário, o processo devia continuar.

As associações de diretores ouvidas pelo Observador confirmam que a nota da DGEstE chegou às escolas terça-feira, ao final do dia. “Não era uma circular, era um email assinado pelos delegados regionais de Educação”, diz Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE). “Havia muito desconforto entre os diretores, houve muitas chamadas telefónicas, falámos com o Ministério da Educação por diversas vezes. Depois, ao final do dia, chegaram os emails a dizer para avançarmos com o processo de devolução dos manuais.”

O motivo? A decisão do Parlamento não tem peso de lei e é preciso esperar pelo ”resultado da votação final do orçamento suplementar para 2020”, lê-se no documento enviado às escolas do Norte, a que o Observador teve acesso. Tirando algumas nuances, é em tudo semelhante ao enviado pelas delegações do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo.

“A situação não ata nem desata, a lei não existe, o orçamento suplementar não existe, ainda terá de ser promulgado pelo Presidente da República e só depois é que conta. É isto que nos dizem. Até lá, é para nos guiarmos pelo despacho que existe”, esclarece Manuel Pereira.

Ao Observador, a deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua acusa o Ministério da Educação de estar a “falhar” com os pais por não estar a “ajudar a criar um clima de tranquilidade”, na medida em que era preciso esclarecer as famílias de que, primeiro, a não devolução não implica o impedimento de receber os novos manuais gratuitamente no ano que vem, e, depois, porque o Governo podia facilitar o trabalho das escolas ao suspender o processo pelo menos até à votação final do Orçamento para evitar que pais e professores andassem para trás e para a frente. “O processo de devolução dos manuais escolares exige muita burocracia, muita logística, e as escolas ficam muito ocupadas com isso, numa altura em que têm tanto por preparar”, diz Joana Mortágua ao Observador, criticando duramente o facto de o ministério ter dado ordens para as escolas não pararem o processo numa missiva que, diz, “foi enviada aos diretores à 00h20”.

O mesmo argumento tem o CDS, autor da iniciativa, que defende que o Governo tinha a obrigação de, por respeito ao Parlamento e às escolas, suspender o processo até “haver clarificação”. “A DGEstE fez saber às escolas que era para manter tudo como estava, o que gerou perturbação até porque há escolas que marcaram dias específicos para as várias turmas fazerem a devolução”, por causa da pandemia, e ficaram sem saber como agir, explica a deputada Ana Rita Bessa ao Observador.

A hipótese é levantada pela própria deputada centrista: “A não ser que haja uma reviravolta até sexta-feira, que faça chumbar a norma na votação final do Orçamento, o ministério fica vinculado à suspensão”, diz. E essa reviravolta pode mesmo acontecer. Segundo apurou o Observador, o Governo está a tentar ganhar tempo por acreditar que pode conseguir convencer algum partido a mudar o sentido de voto. Isso pode acontecer através de uma avocação a plenário dessa norma, sendo que, por se tratar de um Orçamento Suplementar, as avocações são mudas — ou seja, são incluídas discretamente no guião de votações, não havendo tempos definidos para os deputados defenderem a avocação.

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Diretores escolares acusam políticos de “brincar às escolinhas”

Os diretores escolares criticaram esta quinta-feira o timing da proposta de suspensão de devolução de manuais escolares, acusando os políticos de andar a “brincar às escolinhas” sem perceberem o trabalho que implica reutilizar milhões de livros.

O processo de recolha de manuais escolares cedidos pelo Ministério da Educação arrancou na segunda-feira e “na terça-feira instalou-se a confusão”, disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.

Na terça, à hora do almoço, as escolas foram surpreendidas” com a aprovação no Parlamento de uma proposta [do CDS] que suspendia a devolução dos manuais, mas durante a tarde receberam um e-mail dos serviços do ministério “dizendo que era para continuar o processo”, acrescentou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

A situação só deverá ficar definida na sexta-feira, dia 3, após a votação final global da proposta de Orçamento Suplementar.

Até lá, as escolas dividem-se entre as que decidiram adiar por uns dias a entrega dos manuais e as que optaram por manter as datas previamente estabelecidas.

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4 dicas para confirmar a segurança do seu filho na escola

 

Crianças mais jovens podem ser muito avassaladoras para cuidar durante os dias de escola. Essas crianças precisam navegar adequadamente em seus estudos e estar no ambiente certo para o desenvolvimento adequado. Mas você pode estar preocupado com o que está acontecendo na vida deles.

Você pode estar preocupado se eles estão sofrendo bullying, se há alguma emergência ou se estão na escola. Enquanto você aprende como rastrear celular para garantir que eles estejam na escola quando deveriam estar, você pode seguir estas quatro dicas para garantir que permaneçam seguros.

Entenda as políticas da sua escola

Você deve entender todas as políticas da escola. Especificamente, você deve descobrir como eles lidam com situações de emergência e as regras que todos os alunos devem seguir.

A escola do seu filho provavelmente distribui manuais no início de cada ano escolar. Se você não comprou o seu ou perdeu um, solicite-o para lhe dar outro. Consiste em todas as suas políticas e deve responder a todas as perguntas que você possa ter em relação à segurança do seu filho.

Se o manual não responder a algumas de suas perguntas ou você tiver outras dúvidas, fale com a administração da escola e esclareça as dúvidas.

Converse com o professor regularmente

Você também deve manter-se atualizado com todas as políticas e questões da escola, encontrando-se com os professores e os administradores o mais rápido possível.

Essas reuniões podem ajudá-lo a descobrir se seu filho está tendo problemas na escola, seja em atividades acadêmicas ou extracurriculares.

Antes de você participar dessas reuniões, seria sensato anotar algumas perguntas que deseja fazer com antecedência. Isso pode incluir:

  • Meu filho está participando de todas as aulas?
  • Meu filho está tendo problemas com outras crianças?
  • Como posso ajudar meu filho a fazer melhor?

 

Fazer todos os registros serem atualizados

Quando seu filho começou a estudar, o governo provavelmente pediu que você preenchesse toneladas de papelada. No entanto, isso pode ser há muito tempo, e algumas coisas podem ter mudado entre então e agora.

É por isso que você precisa revisar os registros escolares de seu filho todos os anos para garantir que todos os detalhes estejam em ordem. Isso incluiria alergias, restrições alimentares e contatos de emergência, entre outras coisas.

Incentive seu filho a procurar problemas com você

Muitas crianças hesitam em conversar com os pais sobre os problemas que podem estar enfrentando na escola ou fora dela. Isso geralmente ocorre porque eles têm medo de um resultado específico ou de sua reação geral. Mas às vezes eles podem se sentir muito envergonhados para falar.

No entanto, você precisa incentivar seu filho a procurar todos os problemas dele. Pode ajudar a construir sua confiança e auto-estima, bem como promover o respeito mútuo.

Você pode tentar elogiar suas realizações e ser muito sensível sobre seus problemas. Dessa forma, eles podem ser mais abertos a você com seus medos e preocupações

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Aprovada a resolução que estabelece medidas excecionais e temporárias para a organização do ano letivo 2020/2021

Mais uma vez sem qualquer negociação…

Foi aprovada a resolução que estabelece medidas excecionais e temporárias para a organização do ano letivo 2020/2021, no âmbito da situação de pandemia.
Atendendo à incerteza da evolução da pandemia, há que definir um quadro de intervenção que garanta uma progressiva estabilização nos planos económico e social, sem descurar a vertente da saúde pública. Neste contexto, torna-se necessário estabelecer medidas de organização e funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básicos e secundário, incluindo escolas profissionais, no ano letivo 2020/2021, que garantam a retoma das atividades educativas e formativas, letivas e não-letivas, em condições de segurança para toda a comunidade educativa.
As medidas aprovadas dizem respeito aos regimes do processo de ensino e aprendizagem; à gestão do currículo; aos deveres dos alunos; e ao reforço das condições conducentes à recuperação das aprendizagens, sendo ainda identificadas medidas excecionais de promoção e acompanhamento das aprendizagens.

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Virou-se o Bico ao Prego?

E a devolução dos manuais escolares vai ter de ser feita até dia 31 de Julho, ou existe uma alternativa diferente apresentada pelo governo que poderá ter em conta a votação da passada terça feira?

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Dr.ª Susana Amador contrate novo serviço para o Portal das Matrículas

 

Hoje a Dr.º veio defender o Portal das Matrículas na sua página de Facebook, mas fique a saber que a pouca vergonha continuou durante todo o dia.

Durante todo o dia de hoje tentei aceder ao  portal e não consegui passar da certificação, ou seja do login.

A resolução deste problema é fácil e não muito cara, basta  migrar o portal para um servidor mais potente, mas parece que não há 500€ para que isso se faça.

A imagem dos serviços do ME estão em causa, imagine se tivesse a afluência do site das finanças…

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Rever os currículos escolares é uma necessidade para o próximo ano letivo, de acordo com professores e pais

 

Rever os currículos escolares é uma necessidade para o próximo ano letivo, de acordo com professores e pais

O ano letivo está a chegar ao fim, mas os professores já estão à procura de mau humor para o próximo ano letivo. Será impossível retomar as aulas como se nada tivesse acontecido. Os alunos vão precisar de melhoramentos. É por isso que há pedidos para que os conteúdos do programa sejam adaptados no início do ano letivo.

No início do confinamento, o ministério tinha instruído a não abordar novos conceitos e simplesmente a aprofundar o que os alunos já tinham visto no primeiro e segundo trimestres. Mas a educação à distância continuou e o fim dos programas tem sido por vezes sobressaio.
Daí a necessidade de organizar o conteúdo dos cursos no início do ano letivo. É isso que o sindicato de professores e a federação de pais dos alunos da FCPE estão a pedir. Na Escola Secundária Gabriel Fauré, em Paris, os seus representantes locais enviaram uma carta ao Ministério da Educação Nacional e ao Conselho Superior de Programas.
“Aquisição do essencial”
Para Daniel Cassiaux, professor de História e Geografia nesta escola, é essencial assumir os conceitos discutidos no final do ano, mesmo que isso signifique facilitar o resto do programa para que todos os alunos saiam
todos no mesmo pé. “Os representantes eleitos do conselho de administração, sejam professores ou representantes dos professores, partiram da observação de que havia condições muito diferentes para os alunos na continuidade do ensino, em termos de material, em termos de tempo, disponibilidade, etc. No entanto, existem questões de consistência, por exemplo entre a Segunda Classe e a Primeira Classe, entre a Primeira Classe e a Classe Sénior. As últimas semanas do ano letivo deste ano não permitiram necessariamente que todos os alunos adquirissem o essencial.”
O professor dá alguns casos concretos na sua disciplina: “Por exemplo, na história, temos de terminar a Segunda com uma abordagem ao questionamento do absolutismo em Inglaterra no século XVII e à guerra da independência nos Estados Unidos, que são noções indispensáveis no início da Primeira, quando temos de abordar o estudo da Revolução Francesa. Assim, um layout de programa significaria iluminar ou redesenhar o início do primeiro ano, para que os alunos que chegam do 2º ano possam realmente tomar posse de todo o conhecimento necessário.”

Outro exemplo entre o Primeiro e o Terminal, segundo Daniel Cassiaux: “O fim da Primeira É dedicado à Primeira Guerra Mundial, às condições dos tratados de paz que a seguiram. E no programa terminal temos de começar com o período inter-guerra e, mais uma vez, penso que as acomodações são possíveis e necessárias para permitir que os estudantes, que nem todos foram capazes de abordar os tratados de paz da Primeira Guerra Mundial nas mesmas condições, possam compreender alguns destes conceitos.”

 

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