Agosto 2020 archive

Docentes e não docentes testados à COVID-19 no arranque do ano letivo, na Madeira…

Por cá somos todos super confiantes…

Docentes e não docentes testados à COVID-19 no arranque do ano letivo

No âmbito das medidas de preparação e funcionamento do ano letivo 2020/2021, o Governo Regional decidiu acolher as recomendações das autoridades internacionais, nacionais e regionais de Saúde, no âmbito da prevenção da COVID-19, e determina as seguintes medidas, válidas para a rede de estabelecimentos de ensino público e particular:

1.    A partir da próxima quarta-feira, dia 2 de setembro, serão testados para a COVID-19 os docentes e os demais funcionários das Escolas de 1.º Ciclo da Região, numa ação coordenada diretamente pela Secretaria Regional de Educação, em colaboração com o Instituto de Administração da Saúde, IP-RAM (IA Saúde);

2.    A partir da próxima sexta-feira, dia 4 de setembro, serão testados para a COVID-19 os docentes e os demais funcionários das escolas de 2.º e 3.º Ciclos e de Ensino Secundário da Região, numa ação organizada pelos respetivos órgãos executivos, com a supervisão da Secretaria Regional de Educação, em colaboração com o IA Saúde;

3.    Os docentes ou demais funcionários que tenham viajado para a Região ou a ela regressado e realizado teste com resultado negativo para a COVID-19, terão de realizar um segundo teste, entre o 5.º e o 7.º dia após o primeiro; para tal efeito, os docentes ou demais funcionários que se encontrem nessa condição, terão de informar os órgãos de gestão das suas escolas, a fim de ser organizado o agendamento do teste;

4.    Como aconteceu em maio passado, aquando da reabertura dos estabelecimentos de Creche e de Educação Pré-Escolar, os referidos testes serão realizados, por razões de ordem logística, na Escola dos 2.º e 3.º Ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia;

5.    Todos os alunos matriculados nas escolas da Região receberão duas máscaras reutilizáveis, para uso de acordo com as recomendações das autoridades de Saúde, bem como dos planos de funcionamento e de contingência dos estabelecimentos de ensino que frequentem; estas máscaras, com desenho e construção adequados, respeitarão as normas estabelecidas pelas entidades de Saúde;

6.    Todas estas medidas têm um caráter adicional às demais constantes dos planos de funcionamento e de contingência das Escolas da Região, e são um contributo para a tranquilidade no arranque e funcionamento do ano letivo 2020/21, no qual, mais que nunca, se impõem, por parte das Comunidades Educativas, das Famílias e dos Alunos, comportamentos de respeito escrupuloso pelas normas e recomendações adotadas, meio mais apropriado para se garantir um combate eficaz à COVID-19.

Funchal, 31 de agosto de 2020

 

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Lista de Colocação e Ordenação do Concurso de Contratação Inicial – Ano Letivo 2020/2021 | RAM

Retirado do FB da Associação Nacional de Professores – Secção Madeira.

 

Lista de Colocação e Ordenação do Concurso de Contratação Inicial – Ano Letivo 2020/2021 | RAM

Vimos por este meio remeter as listas de Ordenação e Colocação do Concurso de Contratação Inicial do Concurso do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação ensino especial da Região Autónoma da Madeira para o ano escolar 2020/21.

📌Lista de colocação clicar em: https://www.madeira.gov.pt/…/ListaColocacaoContratacaoInici…

📌Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos – Clicar em : https://www.madeira.gov.pt/…/ListaOrdenadaDefinitivaContrat…

📌Lista ordenada definitiva de candidatos excluídos – Clicar em : https://www.madeira.gov.pt/…/ListaOrdenadaDefinitivaExcluid…

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📌 Após a divulgação das listas de Colocação do Concurso de Contratação Inicial para o ano escolar 2020/21 na Região Autónoma da Madeira, os docentes colocados devem seguir as seguintes informações referentes no Decreto Legislativo Regional n.º 9/2018/M, de 29 de junho.

— A aceitação da colocação pelo candidato faz -se, até vinte e quatro horas, correspondentes ao primeiro dia útil após a publicitação da colocação.
— A apresentação na escola é efetuada no prazo de vinte e quatro horas após a aceitação ou no prazo de setenta e duas horas, consoante os candidatos residam ou não na Região Autónoma da Madeira.
— Na ausência de aceitação ou apresentação considera -se a colocação sem efeito, aplicando -se o disposto no artigo 20.º, com as necessárias adaptações.

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Isolar casos suspeitos e agir com rapidez nas escolas

Só falta o tal documento com as orientações… O tempo começa a ficar curto. As escolas necessitam de se organizar com calma, não é em cima do joelho. Se o documento não for divulgado durante esta semana depois não se queixem que a segurança e a confiança são postas em causa.

Isolar casos suspeitos e agir com rapidez

Da parte das autoridades de saúde, a estratégia para o regresso às aulas parece ser a mesma: isolar casos suspeitos ou confirmados e agir com rapidez. Foi o que disse Graça Freitas durante a conferência desta segunda-feira. “É importante que fique definido quem telefona a quem, quem fala com quem, qual o tipo de actuação que se vai ter porque, como tem sido dito, pretende-se que a intervenção seja direccionada e focada, e não expandida a toda a escola, para perturbar o mínimo possível o ano lectivo”, referiu Graça Freitas.

Graça Freitas reiterou ainda que não é necessário encerrar uma escola inteira se existir um caso de infecção suspeito. “Há aqui uma atitude muito pedagógica, sobretudo da parte das escolas juntos dos pais, para que entendam que as situações são diferentes e que há que manter alguma calma quando há um caso suspeito, não ter pânico, [nem] a tendência, a vontade de encerrar uma escola com milhares e centenas de crianças. Pode ter-se uma acção eficaz, isolando-se os que são preciso isolar, tratando-se os que são preciso tratar”, afirmou a directora-geral da Saúde.

Na semana passada, o Governo anunciou que a partir de 15 de Setembro o país passará a estar todo em situação de contingência (aquela que agora só se aplica na Área Metropolitana de Lisboa). O objectivo da medida é preparar o país para o regresso de alunos e professores às aulas e de muitos trabalhadores ao seu local de trabalho, depois de terem estado muitos meses em teletrabalho. “Para a quinzena que se inicia a 1 de Setembro mantêm-se exactamente as mesmas medidas que tínhamos até aqui porque os números estão estáveis, a resposta do Serviço Nacional de Saúde está controlada e a capacidade de testes tem vindo a aumentar”, declarou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Segundo foi ainda divulgado, as novidades sobre o regresso às aulas deverão ser conhecidas nos próximos dias. Para já, o Ministério da Educação ainda está em reuniões com os agrupamentos escolares para decidir qual o modelo do próximo ano lectivo. A ministra lembrou, no entanto, que o Governo já aprovou um conjunto de regras que vigorarão “numa situação de estabilidade, como aquela que hoje vivemos”. Estas regras incluem o distanciamento de 1,5 metros entre os alunos; o uso obrigatório de máscara; a oferta de gel desinfectante e a criação de circuitos de circulação que minimizem a interacção entre alunos e horários de refeições. Não obstante, continua a ministra, é preciso desenhar respostas para cada se lidar com o surgimento de casos em contexto escolar. “É mais sobre esta dimensão que ainda há trabalho a fazer com as autoridades de saúde”, adiantou.

 

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Conferência de Imprensa conjunta FNE- CONFAP- ANDAEP

 

 

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Lista de Colocação – Contratação Inicial RAM

 

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Marcelo diz que as regras sanitárias nas escolas têm de ser conhecidas

 

O Presidente da República disse que as regras sanitárias impostas pela Direção-Geral da Saúde para o início do ano letivo têm de ser conhecidas por todos os portugueses.

 

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A Catarina não defende o teletrabalho dos professores?

 

A Catarina disse na televisão que os professores de risco têm direito à sua baixa médica. O que sabe ela a mais do que nós? Não defenderá ela o teletrabalho para os professores?

Diz tudo que é politicamente correto dizer. Avisa o governo de uma série de medidas a tomar. Mas será que as propôs? Nós, professores, necessitamos de políticos que façam acontecer…

 

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“Vai sempre haver um aluno ou um professor contaminado”

 

António Costa e o regresso à escola: “Vai sempre haver um aluno ou um professor contaminado”

Na Conferência Nacional do Partido Socialista, em Coimbra, esta segunda-feira, António Costa reforçou a necessidade de prevenção para a fase que se segue. “Quando as empresas voltarem a laboral em pleno, quando o ano letivo recomeçar, naturalmente o risco de contágio vai aumentar, e se aumenta o risco tem de aumentar a prevenção”, defendeu o primeiro-ministro.

Para Costa, o grande teste à capacidade de controlo da pandemia será o regresso do ano letivo. “As escolas não podem encerrar nem podemos ter o nível de ensino a distância que tivemos no ano passado. A escola pública e o ensino presencial são fundamentais. É essencial que organizemos em cada agrupamento de escolas, e em cada estabelecimento, planos de contingência para responder ao que é preciso: vai sempre haver um aluno ou um professor contaminado, temos de evitar que um aluno infetado não seja sinal de que a escola toda vá fechar. E uma criança impedida de ir a escola não pode ficar atrás na aprendizagem: temos de avançar para a universalização do ensino a distância. Todos têm de ter a mesma oportunidade de gozar dessa mesma oportunidade”, disse António Costa.

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SIMULADORES PARA CÁLCULO DA PENSÃO DA SEGURANÇA SOCIAL E DA APOSENÇÃO DA CGA EM 2020

 

DOIS SIMULADORES QUE PERMITEM A CADA TRABALHADOR CALCULAR A SUA PENSÃO DA SEGURANÇA SOCIAL OU DA CGA TENDO COMO BASE AS REGRAS QUE VIGORAM EM 2020” . E isto porque muitos trabalhadores quer do Setor Privado quer da Função Pública continuam a enviar-me diariamente e-mails pedindo que os ajude a calcular a sua pensão. Como me é impossível responder individualmente a cada um pois são muitos os pedidos e só tenho disponível os fins de semana já que continuo a trabalhar todos os dias úteis das 9horas as 18horas como gestor, penso que uma forma de os ajudar a tomar uma decisão fundamentada sobre uma matéria que vai ter consequências em toda a sua vida futura, seria fornecer um instrumento que lhes permitisse calcular, eles próprios, o valor da pensão que receberiam se se reformassem ou aposentassem. É esta a razão porque divulgo estes SIMULADORES embora também existam simuladores no “site” da CGD e agora no da Segurança Social que os trabalhadores podem utilizar embora os que disponibilizo sejam de mais fácil compreensão pois os cálculos que se têm de fazer estão visíveis o que não acontece nos simuladores da Segurança Social e da CGA, onde os cálculos estão ocultos o que não permite nem a sua compreensão nem o seu controlo por parte do trabalhador.
Espero que os simuladores que disponibilizo a todos os trabalhadores os ajude a tomar uma decisão muito importante na sua vida– a de reformar-se ou aposentar-se – bem informados e fundamentados. E isto porque é uma decisão para além de ser muito importante (vai determinar e condicionar toda a sua vida futura) é irreversível, já que depois de tomada e executada não há possibilidades de a inverter por isso deve ser tomada de uma forma muito pensada e bem informados. O meu objetivo ao elaborar estes simuladores é ser útil aos trabalhadores nesse momento tão importante da sua vida

VER ESTUDO

Eugénio Rosa

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“Mais de 6 mil Docentes no Topo”, diz o Expresso na 1ª página – CORRENTES

 

“Mais de 6 mil Docentes no Topo”, diz o Expresso na 1ª página

1ª edição em 19 de Janeiro de 2020.

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Mais de 6 mil docentes no topo“, diz o Expresso na 1ª página (e o Público anteontem). É a insistente estratégia comunicacional da última década e meia, com o objectivo de precarizar os professores que ainda são cerca de 47% da administração central; e o olhar orçamental não resiste em desinvestir nos professores. E é também por isso que a crescente falta de professores é imparável. Já nada há a fazer de civilizado para o curto e médio prazos. Por exemplo, a ideia apressada de um professor leccionar várias disciplinas (onde o modelo funciona com decência tem anos de preparação séria na formação inicial e profissional), não reduz o investimento e degrada o que existe. Leia-se, adaptado, um jovem professor que emigrou para onde o desnorte começou há mais de uma década: em Inglaterra, um professor lecciona qualquer disciplina, basta ter um canudo, mas isso reduz a exigência e deteriora a qualidade de ensino. Para ensinar uma infinidade de conteúdos, e não é possível saber de tudo ao mesmo tempo, tem que se “simplificar” o ensino. Portugal também vai por aí? E regressar por 1200 euros por mês? A 500 quilómetros de casa?“. Só haverá dois modos de atenuar a falta de professores: acabar com várias disciplinas ou reduzir os dias lectivos semanais (um estado americano ultraliberal reduziu para três, mas os mentores duraram pouco) e transformar as escolas em armazéns a tempo inteiro com “guardadores” contratados em plataformas no “modelo-Uber”.

E como as primeiras páginas teimam na desinformação, resta-nos repetir o óbvio: há 115 índices remuneratórios na administração pública (a imagem é do site da Direcção-Geral da Administração e Emprego Público). O topo dos professores está no 57º lugar (sublinhei na imagem). Há 58 índices remuneratórios acima dos professores e o topo recebe quase o dobro; e mais 120% do que a média.

Para além disso, um coro mediático repete há muito que “os professores não podem chegar todos ao topo” e, não raramente, argumenta com as hierarquias militares. De modo sucinto, diga-se que um brigadeiro não realiza as tarefas de um tenente e vice-versa, mas um professor do 1º escalão pode leccionar a mesma turma que um do 10º. O cerne da profissionalidade dos professores é a sala de aula e as progressões oxigenam uma carreira horizontal. O conceito de topo não existe. De resto, há uma discussão sobre direitos e deveres a recuperar (algo de preocupante estará a acontecer quando a sociedade não se questiona sobre a perda de direitos fundamentais que exigiram lutas determinantes). Desde logo, civilizar os horários laborais para que as famílias tenham tempo para as crianças, e rejeitem a incivilizada escola a tempo inteiro, e esclarecer que os cortes nos professores atrasaram milhares (mais de 6 mil) na chegada a um escalão máximo que é o 57º da DGAEP, que há 60 mil que nunca lá chegarão e que os que entrarem aspirarão ao 80º lugar.

Paulo Prudêncio

 

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Em França escolas vão estar fechadas no dia de reentrada no novo ano letivo

 

O ministro da Educação Nacional defende que este seja “o mínimo possível”.

O Ministro da Educação Nacional afirma no JDD de 30 de agosto que as aulas e as escolas vão estar encerradas na terça-feira, 1 de setembro, dia do novo ano letivo. “Isto é decidido por uma análise diária, dependendo da situação de saúde de cada território. Haverá, mas o mínimo possível”, diz Jean-Michel Blanquer. A possibilidade de aulas em ginásios também não está descartada, diz, mas não será ao ar livre. Espera-se que cerca de 12,4 milhões de estudantes franceses regressem às aulas.

O Ministro especifica que, nos primeiros dias do ano letivo, os pais poderão acompanhar os filhos que entram no jardim de infância, respeitando as medidas sanitárias.

Usar uma máscara será obrigatório para todos os adultos e da faculdade, incluindo o recreio para o novo ano letivo. No entanto, não será “obrigatório quando for incompatível com a atividade (comer, internato, práticas desportivas, etc.)”. É concebível que, nas próximas semanas ou meses, se apliquem medidas mais fortes em alguns territórios”, acrescenta o ministro. O Covid-19 está agora particularmente ativo no Ile-de-France ou em Bouches-du-Rhône.

Grenelle dos professores
O protocolo de saúde previsto no Conselho Nacional de Educação “não protege o pessoal nem os alunos e as suas famílias”, disse no sábado um grupo de médicos, pedindo mais precauções. “A escola não está pronta. (…) Tendo em conta o protocolo em vigor, nada parece impedir que as escolas se tornem agrupamentos” (surtos infeciosos), alertam os signatários, incluindo a infectiologista Karine Lacombe, a presidente do sindicato liberal de médicos UFMLS Jérôme Marty e os criadores do coletivo Stop-Postillons. O ministro responde-lhes a estarem atentos à sua opinião, mas que as medidas tomadas estão de acordo com o seu fórum. Convida-os a “trocar com o ministério, será mais construtivo”.

Jean-Michel Blanquer anuncia ainda que vai lançar uma negociação com os professores para discutir o aumento dos salários para 2021. Os grupos de trabalho serão criados já este outono e espera-se que se inicie uma fase de negociações em novembro. “Os professores felizes são alunos felizes”, diz, ainda no JDD.

 

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Na Alemanha não houve nenhum crescimento significativo de corona devido à abertura da escola

 

Nenhum crescimento significativo de corona devido à abertura da escola

O Comissário da Saúde da UE, Kyriakides, não espera um aumento significativo dos casos de Corona devido à reabertura de escolas.

Estudos realizados em vários países da UE demonstraram que a transmissão entre crianças e crianças nas escolas é rara, disse Kyriakides ao jornal italiano La Stampa. Se fossem observadas medidas de proteção como a manutenção da distância ou a divisão dos alunos em grupos, era pouco provável que as escolas fossem uma fonte maior de infeção do que outros locais.

 

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Aos Pais, Educadores e Professores, sobre o início do ano escolar 2020

 

Início do ano escolar 2020

O início deste ano escolar é um motivo de preocupação para pais, crianças, educadores, professores e profissionais de saúde, que procuram certezas num mundo em que as informações mudam rapidamente.

Sabemos hoje que, contrariamente à grande maioria das infeções víricas, a infeção pelo novo coronavirus SARS-CoV-2 tem causado doença menos grave em idade pediátrica do que no adulto. As crianças parecem ter menor incidência da doença e desenvolver sintomas ligeiros e transitórios, de evolução benigna, sendo os internamentos e as fatalidades excecionais. Apesar disso, os pais continuam a sentir angústia no regresso à escola.
A interrupção das atividades escolares e extra-escolares ditada pelo confinamento teve grande impacto na saúde das crianças, a nível da aprendizagem, da socialização e da saúde mental. As crianças, sobretudo as do 1o ciclo, sentiram insatisfação com as novas modalidades de ensino por videoconferência, dificuldades de concentração e na realização de tarefas, e saudades da escola e dos colegas. As dificuldades de acesso a meios informáticos veio acentuar ainda mais as diferenças nas crianças mais desfavorecidas. O apoio a crianças com necessidades educativas especiais foi escasso. Crianças com doença crónica complexa ficaram privadas das diferentes terapias de que beneficiavam em ambiente escolar, o que contribuiu, em muitos casos, para a regressão da condição de base. A escola deixou de ser o espaço para brincar, processo essencial ao desenvolvimento infantil, e o espaço seguro, onde existe alimento e ternura, tão necessários em alguns casos. Foi exigido enorme esforço às famílias na conciliação entre o trabalho e a vida familiar, que não se poderá prolongar no tempo. São todas fortes razões para que se retome o ensino presencial.
A inquietação quanto ao ensino presencial deve-se, sobretudo, ao possível impacto da abertura das escolas na propagação da COVID-19 na comunidade. A informação existente sobre a carga viral nas crianças infetadas é escassa mas sugere que estas não sejam o grande veículo de transmissão da infeção SARS-CoV-2. Especificamente, os poucos estudos disponíveis sobre a transmissão da infeção na comunidade escolar, em países onde o ensino presencial foi retomado, indicam que os surtos escolares são raros e tendem a ocorrer sobretudo por transmissão entre os profissionais adultos, em zonas onde a transmissão na comunidade é elevada, não parecendo ser a transmissão criança a criança nem adulto a criança relevante na propagação de surtos. Embora seja fundamental manter vigilância, pois os dados podem vir a sofrer alterações com a reabertura total das escolas, até agora as crianças parecem ter menor probabilidade de contrair a infeção na escola do que na comunidade.
Assim, para proteção de todos, o mais importante continua a ser o comportamento responsável dos adultos, na escola mas também na comunidade, com cumprimento estrito das normas de distanciamento social físico e de higienização recomendadas, o isolamento precoce de casos sintomáticos e o rastreio rápido dos contactos.
A evidência sobre os potenciais benefícios do uso de máscaras por crianças na transmissão do novo coronavírus são ainda limitadas, mas os estudos que avaliaram a eficácia do uso de máscaras na prevenção de outras infeções apontam para que sejam menos eficazes nas crianças mais jovens, possivelmente pela menor adaptação à face, menor tolerância e uso inapropriado. A idade em que se preconiza o uso de máscaras na escola terá de ter em conta os novos dados que estão a surgir na literatura.
Assim, para que o ano escolar decorra sem necessidade de interrupções, deverão ser mantidas as medidas propostas que evitem o cruzamento desnecessário de grandes grupos de crianças mas, em cada grupo, dever-se-á assegurar normalidade nas relações entre crianças, não impondo medidas estritas que sejam impossíveis de cumprir, sobretudo pelas mais jovens. É essencial que se retomem as brincadeiras nos intervalos das aulas e que estes tenham uma duração adequada.
Finalmente, deve existir flexibilidade no cumprimento das normas, em cada momento e tendo em conta os dados locais de transmissão na comunidade. No início do ano escolar, para as crianças que vão contactar pela primeira vez com a escola, devem criar-se condições de segurança que permitam o acompanhamento de um familiar ao novo espaço, dando tempo à criação de vínculo afetivo.
Agosto de 2020
Direção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP)
Direção da Sociedade de Infeciologia Pediátrica da SPP
Direção do Colégio de Especialidade de Pediatria da Ordem dos Médicos

 

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Alunos de risco poderão (ou não) ter aulas em casa

Não seria muito difícil de executar…

Aulas a partir de casa serão uma das opções para os alunos de “risco”

Plano do Ministério da Educação para alunos de “grupos de risco” inspira-se nas medidas em vigor para as crianças e jovens com doença oncológica. Ordem dos Médicos alerta que graus de risco são “muito variáveis” e que têm de existir normas mais específicas por parte da DGS.

 

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