21 de Julho de 2020 archive

Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030

A Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, elaborada pelo Prof. António Costa Silva, constitui um documento enquadrador das opções e prioridades que deverão nortear a recuperação dos efeitos económicos adversos causados pela atual pandemia. É a partir desta visão estratégica que será desenhado o Plano de Recuperação, a apresentar à Comissão Europeia, com vista à utilização dos fundos europeus disponíveis.
A alocação desses fundos deve assentar num pensamento estratégico sobre o futuro do país, que é fornecido pelo documento em anexo. Trata-se, pois, de formular uma visão para Portugal no horizonte de uma década, visão essa que enformará a estratégia de recuperação económica da crise provocada pelo novo coronavírus, servindo ainda de referencial para o modelo de desenvolvimento do país num contexto pós-Covid.
O documento apresenta 10 eixos estratégicos em torno de (i) uma Rede de Infraestruturas Indispensáveis, (ii) a Qualificação da População, a Aceleração da Transição Digital, as Infraestruturas Digitais, a Ciência e Tecnologia, (iii) o Setor da Saúde e o Futuro, (iv) Estado Social, (v) a Reindustrialização do País, (vi) a Reconversão Industrial, (vii) a Transição Energética e Eletrificação da Economia, (viii) a Coesão do Território, Agricultura e Floresta, (ix) um Novo Paradigma para as Cidades e a Mobilidade e (x) Cultura, Serviços, Turismo e Comércio.
Pretende-se que o debate em torno desta Visão Estratégica seja o mais abrangente e participado possível. Por isso convidam-se todos os interessados a enviar, até 21 de agosto de 2020, as suas ideias, sugestões, visões e contributos para o endereço eletrónico plano.recuperacao@pm.gov.pt
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Utilização das reserva já constituídas (Assistentes Operacionais)

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,

No âmbito do email enviado por esta Direção-Geral no dia 14/07/2020, informa-se V. Exa. que deve recorrer às reservas já constituídas, relativas ao anterior procedimento concursal para a carreira e categoria de assistente operacional, no uso das competências que lhe foram delegadas pelo Despacho n.º 8771/2018 da Exma. Sra. Diretora-Geral da Administração Escolar.

Assim, deve recorrer à reserva já constituída para celebrar contratos individuais de trabalho por tempo indeterminado de acordo com as vagas que lhe foram autorizadas, seguindo rigorosamente a lista de ordenação final, devidamente homologada e publicada em Diário da República.

Mais se informa que ainda que possa dispor de reservas já constituídas, deve, no entanto, abrir desde já novo procedimento concursal para a constituição de novas reservas para a celebração de contratos a termo resolutivo, na perspetiva de que logo que se esgotem as primeiras, possa de imediato iniciar o recrutamento com base nas novas listas constituídas.

Caso subsistam dúvidas, deve utilizar a aplicação do E72 para que sejam devidamente esclarecidas.

Com os melhores cumprimentos,

César Israel Paulo

Subdiretor-Geral da Administração Escolar

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ME vai pagar as máscaras a utilizar nas escolas

 

Governo vai pagar máscaras para as escolas

O governo vai custear as máscaras para a comunidade escolar, anunciou o ministro da Educação.

Tiago Brandão Rodrigues está a ser ouvido, esta terça-feira à tarde, na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

No passado dia 18 de maio, quando os alunos do 11.º e 12.º anos regressaram às aulas presenciais, o Ministério da Educação distribuiu mais de cinco milhões de máscaras pelas escolas.

A tutela já anunciou que o novo ano letivo deverá arrancar entre 14 e 17 de setembro e que estão previstos três cenários: o presencial, que só deverá ser colocado de lado em situação excecional e que irá privilegiar os alunos do pré-escolar e do 1.º e 2.º ciclos; o misto, com aulas alternadas entre aulas presenciais, síncronas e trabalho autónomo orientado; e não presencial, à distância.

 

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O que foi e o que será a Educação em pandemia – Virtual Educa

 

 

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Achegas para planear 2020/21 – Alberto Veronesi

 

Achegas para planear 2020/21

Depois de apresentadas as orientações para o próximo ano letivo e o correspondente calendário escolar, cabe-nos agora a tarefa de, autonomamente, organizar cada um dos mais de 800 agrupamentos.

Em primeiro lugar quero dizer que a autonomia dada aos agrupamentos e respetiva comunidade escolar é, por princípio, um bom indício. É preciso saber aproveitar criando os necessários planos de ação, seja em modo presencial, misto, ou à distância.

Com o ensino presencial, o indicado como preferencial pela tutela, o risco de contágio aumenta, mas, ainda assim, pesados os prós e os contras esta é a medida menos nefasta socialmente.

Durante algum tempo, a exemplo do que se fez em outros países europeus, pensou-se que haveria um desdobramento de turmas, ideia essa que, após anunciadas as orientações, ficou completamente colocada de parte.

Apesar de o ministro ter desvalorizado o distanciamento físico, que passou dos recomendados dois metros para o mínimo de um metro, “se possível” e de considerar que não será necessário desdobrar turmas pois as salas “que conhecem” comportam 24 ou 26 alunos com o distanciamento de um metro, sabemos nós que não será possível em todos os estabelecimentos escolares.

Posto isto, chegou a hora de os professores proporem, ao abrigo da autonomia referida nos documentos, as medidas que sabemos serem as necessárias para podermos desenvolver a nossa atividade sem comprometer a saúde de toda a comunidade escolar, mitigando assim as probabilidades de contágio.

Temos de apresentar soluções e é isso que tenho tentado fazer, criticando sempre que necessário, mas apresentando medidas que podem bem ser a solução.

É quase unânime que devemos dar prioridade aos alunos mais novos, pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos, no ensino presencial, mas também é verdade que a prioridade deve ser dada em condições sanitárias quase perfeitas, isto é, assumir o risco, mas reduzi-lo ao máximo. Proponha que pudéssemos começar de forma faseada, ouvindo quinzenalmente as entidades de saúde.

Entre 14 e 17 regressariam todos os alunos até ao 2.º ciclo, inclusive. Seria feita a monitorização quinzenalmente e decididas as medidas complementares e ajustados os procedimentos, sempre em cooperação com entidades reguladoras de saúde.

Com este regresso faseado, os espaços antes ocupados pelos alunos mais velhos seriam espaços otimizados para os ciclos em modo presencial. Enquanto isso o 3.º ciclo e secundário poderiam iniciar em ensino misto, mas usando os espaços da comunidade, cedidos pelas juntas e instituições comunitárias, ou do próprio agrupamento no caso de haver essa possibilidade, mas salvaguardando assim a permanência dos mais novos e não condenando totalmente o ensino dos mais velhos.

Perspetivam-se tempos difíceis no decorrer do próximo ano letivo e só com uma cooperação comunitária em volta de cada agrupamento, unindo esforços em prol dos estabelecimentos escolares é que poderemos mitigar os efeitos da pandemia na Educação.

Todos sabemos que fazer planos sobre um futuro demasiado incerto não é fácil, mas por isso é que se torna imprescindível que desenvolvamos os planos juntamente com a comunidade envolvente, para estarmos todos preparados para vários cenários.

Faremos a nossa parte, planificaremos em concordância com as orientações, mas esperamos que o apoio da tutela seja real, que se reúnam esforços para que no próximo ano não falte nada às escolas, nomeadamente relacionado com o combate pandémico.

Professor e autor do blogue VozProf

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Tiago Brandão Rodrigues no Virtual Educa

Discurso na Cerimónia de Inauguração do VirtualEduca.connect onde faz um balanço sobre o momento educativo português.

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Faz de Conta Que é Um Metro – SINAPE

Faz de Conta Que é Um Metro

QUEM PENSAVA QUE O SISTEMA MÉTRICO ESTAVA INVENTADO ENGANOU-SE!

QUANDO UM METRO NÃO É BEM UM METRO

Os cientistas do Ministério da Educação (ME) acabam de inventar o sistema métrico variável. Auxiliados pela DGS (esse de Saúde não é de Segurança, ou também é mas segurança na saúde).

Deixa de depender das condições de pressão e temperatura. Passa a depender do tamanho das salas de aula.

Em salas maiores um metro ME pode equivaler ao «Metro Padrão».

Em salas mais pequenas um metro ME pode equivaler a «Meio metro Padrão».

Ou seja, as unidades de comprimento têm que se adaptar à realidade física das salas de aula.

Azar para quem tem de lecionar e aprender em salas pequenas. Continuará à distância recomendada embora use o sistema de comprimento do ME. Variável.

O QUE ERAM DOIS METROS A SEIS MESES DE MEADOS DE SETEMBRO?

Distância de segurança anti pandemia.

O QUE PASSOU A METRO E MEIO A QUATRO MESES DE SETEMBRO!

Distância de segurança anti pandemia.

O QUE ESTÁ A PASSAR A UM METRO A DOIS MESES DE SETEMBRO!

Distância de segurança anti pandemia.

O QUE PROVAVELMENTE SERÁ TUDO AO MONTE E FÉ EM DEUS?

Distância de segurança anti pandemia quando se iniciar o ano letivo 2020/2021.

Fórmulas de cálculo da distância de segurança anti pandemia «Made in ME/DGS»

TODA A COMPONENTE HUMANA (DE ALUNOS A DIRETORES) DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO, DO PRÉ-ESCOLAR AO SECUNDÁRIO SÓ QUEREM ALGO MUITO SIMPLES.

Bom senso, responsabilidade, respeito e ponderação por parte da tutela. Governo com mais acuidade por parte do Ministério da Educação.

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Poucas competências técnicas e digitais dos professores, falta de coordenação entre os docentes e escolas com poucos equipamentos digitais afetaram o ensino à distância

Pouco conhecimento dos professores afetou aulas em casa

Poucas competências técnicas e digitais dos professores, falta de coordenação entre os docentes e escolas com poucos equipamentos digitais afetaram o ensino à distância em tempo de pandemia. A conclusão é de um estudo da Aonia Nueva Educación, consultora sediada em Espanha, que analisou as soluções adotadas por 375 responsáveis da Educação de 16 países (Portugal, Espanha e Itália, na Europa, e 13 na América Latina).

De acordo com o trabalho (que vai ser apresentado na Virtual Educa, conferência online que se realiza de terça a quinta-feira, com a participação de 300 mil professores de todo o Mundo e que conta como formação para os docentes do Básico e Secundário), a falta de conhecimentos tecnológicos dos professores conduziu a uma sobrecarga de horas de trabalho e de tarefas que afetou tanto docentes como alunos.

“A carência de competências digitais por parte dos professores e a falta de conhecimento técnico está a limitar o sistema de ensino de muitos países a sucessivas videoconferências e ao envio e receção de documentos”, afirma David Vidal, coordenador da investigação.

“A maioria dos professores não estava preparada. Em muitos casos, as instituições de ensino desconheciam o nível de competência digital dos docentes e não foram capazes de dar suporte e atender às necessidades de cada professor”.

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