Base de trabalho para Implementar Um Plano de Contingência Para 2020/2021

Para 2020/2021 cada escola deve olhar para a sua realidade estrutural para conceber o melhor plano que permita seguir as recomendações da DGE no que respeita ao distanciamento social a ter no próximo ano letivo entre os alunos, no entanto, a realidade das escolas podem ser muitos diferentes entre si e os planos a conceber devem ir ao encontro da sua própria realidade.

Ter serviço de transportes ou não pode implicar seguir caminhos diferentes no desenho de um plano, assim como o número de alunos por turma que a escola tem.

Não tenho qualquer problema em mostrar aquilo que estou a pensar fazer tendo em conta a realidade que tenho: ausência de rede de transportes para os alunos se deslocarem para a escola e no limite terei 22 alunos por turma do 5.º ao 9.º ano. A distribuição dos alunos com redução de turma deve ser muito bem pensada para se atingir este limite, se bem que ache que para 2020/2021 não deveria ser necessária esta obrigação e o limite devia ser mesmo os 20 alunos por turma para qualquer caso. A generalidade das turmas na minha escola são de 20 alunos e as maiores salas comportam 20 mesas que permitem o distanciamento suficiente entre alunos. Algumas salas pela sua dimensão conseguem mesmo ter 23 mesas.

No que respeita ao 2.º e ao 3.º Ciclo pondero separar os dois ciclos por turnos (2.º ciclo da parte da manhã e 3.º ciclo da parte de tarde). Mais adiante poderei escrever sobre o Pré-Escolar e o 1.º Ciclo.

Maior problema que o ajuntamento nos intervalos é manter um elevado número de alunos a almoçar na cantina. A opção pela divisão em turnos acaba por eliminar em grande parte este problema. A opção por manter aulas de 100 minutos que podem ter intervalo entre duas disciplinas de 50 minutos ou no tempo previsto para o intervalo distribui praticamente metade das turmas por intervalos diferentes.

 

Obviamente que o currículo destes 2 ciclos não cabem em 25 tempos da mancha horária de cada um dos turnos, nem penso alargar o período para 6 tempo diários de 50 minutos em cada turno, pois 4 horas e meia de máscara já me parece demasiado tempo.

Por isso a opção passa por um sistema misto onde os tempos em falta passariam para o turno contrário, neste caso a Educação Física, com entrada e saída direta por outra entrada e uma ou outra sessão síncrona, que no caso do 2.º Ciclo seria apenas uma ou duas , e no 3.º Ciclo seriam 4 ou 5, conforme o aluno tivesse escolhido a opção de EMRC ou não e sem contar com os tempos para a possibilidade do Apoio ser à distância.

Estas opções ainda não estão fechadas, mas não me importo de lançar estas ideias até porque sei que existe alguma dificuldade, de um dia para o outro, em chegar-se a boas soluções. E também sei que olhar para isto e receber contributos podem ajudar a melhorar estas ideias.

Fica aqui o exemplo do 5.º ano para perceberem essa distribuição.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/07/base-de-trabalho-para-implementar-um-plano-de-contingencia-para-2020-2021/

12 comentários

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    • Ana Paula Farinha Ribeiro Loureiro on 6 de Julho de 2020 at 18:42
    • Responder

    Estou curiosa. Como vai fazer no 1.º Ciclo? Depois mostre-nos. Muito obrigada por todo o seu trabalho.

    • Maria Teresa Ramos Nogueira Ribeiro Barranco on 6 de Julho de 2020 at 18:54
    • Responder

    E o Pré Escolar como vai ser???
    Jardins de Infância inserido numa escola do 1ciclo???
    E com crianças de 3 ,4,5 anos 😇. Os mais pequenos muitas vezes pedem ajuda no wc, ou no almoço.
    Já para não falar qd fazem xi-xi.

  1. e escolas que tem do 5º ao 12º ?
    com limite de salas ja ocupado?
    com salas pequenas que 23 alunos ja é super lotado?

    • pedro c on 6 de Julho de 2020 at 19:29
    • Responder

    Parabéns pela iniciativa em começar a partir pedra.

    Não percebi o que representa “turno contrário”.

    • Pedro N on 6 de Julho de 2020 at 19:37
    • Responder

    Parece-me que se esqueceu da mudança de sala nas disciplinas como Música, EV, ET…

    1. E também TIC.

      1. CN

        • Sofia on 9 de Julho de 2020 at 16:29
        • Responder

        As salas de TIC não serão pequenas para as turmas completas? Desdobrando e duplicando a carga letiva haverá professores no país?

    • fernandasobralinho on 6 de Julho de 2020 at 21:45
    • Responder

    Uma base de trabalho e as escolas devem fazer esse tipo de exercício porque setembro está quase aí.
    No entanto, serão viáveis em escolas mais “urbanas”. No interior do país os alunos só têm o autocarro das 7h e tal para irem para a localidade da escola e o das 17/18h e tal, para voltarem para casa. Não há autocarros no período de almoço para ir e regressar da escola.
    Quem já esteve no interior do país sabe bem as “guerras” com as transportadoras quando as escolas querem mexer um pouco nos horários/transportes escolares.

    • Ana Berta Meireles Lima Garcia on 7 de Julho de 2020 at 14:02
    • Responder

    Admiro a coragem permanente, constante; a disponibilidade e a capacidade que tem de dar sugestões independentemente dos problemas que surjam. Os seus pareceres são sempre pertinentes, válidos e úteis.
    Cabe a todos os docentes a responsabilidade de também encontrar respostas adequadas ao seu meio escolar.
    Muito obrigada pelo digníssimo trabalho que apresenta.

  2. Os condicionalismo da doença e as novas informações/alertas/confirmações sobre o modo como o vírus se propaga em espaços fechados deveria levar a que, por exemplo e como diz é bem, a tutela tentasse manter apenas os condicionalismos indispensáveis no sistema. Um exemplo é o número de alunos por turma. Outro comentário refere, e bem, a questão dos transportes. E como estas, há muitas outras situações que precisam de planos que possam admitir soluções inovadoras, antiquadas (reactivação de edifícios fechados e minimizem as deslocações e a aglomeração de alunos), em parceria (uso de valências municipais disponíveis) mas principalmente que desse aos agrupamentos a capacidade de lidarem com as suas características de modo eficaz.

    • Catmar on 12 de Julho de 2020 at 21:54
    • Responder

    É incrível a capacidade que doentes e diretores deste país têm em se adaptar…. Depois ouvimos o Marques Mendes a elogiar o Sr. Ministro pelo trabalho realizado.

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