Julho 2020 archive

Índice de envelhecimento dos professores na Europa (2000 a 2018)

Já publiquei outros vídeos sobre este assunto com a realidade portuguesa (), mas só quando comparamos com o resto da Europa percebemos perfeitamente a dimensão do problema que tem crescido exponencialmente nos últimos anos.

Fonte: PORDATA

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As explicações de Susana Amador sobre o funcionamento do Portal das Matrículas

Matrículas !

No portal das matrículas foram já submetidas mais de 300 mil matrículas … um número que duplica o do ano anterior em período homólogo .

Com situações de 40 mil pedidos de acessos por segundo ( picos completamente inéditos ) por vezes o sistema fica mais lento , mas está a funcionar, com pequenas paragens técnicas , tal como acontece com outros portais , designadamente o das Finanças .

Este ano mudou- se o paradigma e são 85% de submissões on line, e são residuais as realizadas pelas secretarias das escolas , poupando – se muito trabalho às escolas .

Os pais têm até dia 12 de julho para fazerem as renovações … erroneamente eclodiu a ideia que terminaria ontem ( foi só para o Pré – escolar e 1 ano que cessou, e nesses casos o prazo iniciou a 4 de maio ).

A vantagem do alargamento de funcionalidades on line ( renovações eram efectuadas em suporte papel ) é que ficaremos com os dados que nos permitem melhor monitorizar o abandono escolar e a escolaridade obrigatória !

 

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Procedimento Concursal Externo – Professores Bibliotecários – Ano escolar de 2020-2021

 

Procedimento Concursal Externo de Recrutamento de Professores Bibliotecários para o ao escolar 2020-2021.

 

Lista atualizada em 02 de julho de 2020

 

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Tiago pronuncia-se sobre os manuais e a consolidação de aprendizagens…

Do seu profundo conhecimento sobre consolidação de aprendizagem… O mais engraçado é que o respeito por um lei aprovada na AR à espera de publicação em DR não diz nada ao ME.

Consolidação de aprendizagens vai acontecer com ou sem manual”

O ministro da Educação assegurou hoje que a recuperação e consolidação das aprendizagens prejudicadas durante o 3.º período letivo vão ser possíveis com ou sem manuais escolares, mas com o recurso a licenças digitais.

Aconsolidação das aprendizagens vai acontecer naquelas cinco semanas iniciais com ou sem manuais escolares”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues durante a audição regimental na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

O ministro da Educação respondia à deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa que criticou a tutela pelo despacho publicado em 16 de junho que prevê a devolução dos livros no final do ano letivo.

“Não deixa de ser curioso que, não havendo um plano para o regresso às aulas, mas sabendo que vai ser preciso uma recuperação, que a única coisa que seja decidida é exatamente tirar o instrumento que permite parcialmente fazer essa recuperação”, acusou a deputada centrista.

O ministro da Educação lamentou, no entanto, a posição da deputada, afirmando que a proposta do CDS-PP aprovada hoje pelo parlamento, que suspende a devolução dos manuais escolares entregues aos alunos para o ano letivo de 2019-2020, põe em causa uma operação complexa.

“São cerca de 150 milhões de euros que custa esta operação, que estavam baseados numa reutilização e que foi posta em causa”, acusou o ministro, acrescentado que, por outro lado, as questões ecológicas e de sensibilização e cidadania “não importam nada ao CDS“.

Também a secretária de Estado da Educação, Susana Amador, assegurou existem outras ferramentas, referindo a possibilidade de recorrer a licenças de manuais digitais e os bancos de livros disponíveis em todas as escolas, e considerou que reverter o processo já em curso da devolução dos manuais não seria “racional nem equilibrado”.

Sobre as licenças digitais, o ministro da Educação adiantou ainda que os prazos para a sua utilização serão estendidos durante as primeiras cinco semanas do ano letivo, dedicadas à recuperação do 3.º período.

A deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa lamentou, no entanto, que a tutela não esteja mais preocupada com os alunos e com os prejuízos de um 3.º período atípico, que acentuou dificuldades e desigualdades.

“Estamos num ano excecional e o senhor ministro, quando fala do tema dos manuais escolares, fala em ambiente e fala em 150 milhões de euros, quando deveria estar a olhar para as desigualdades dos alunos”, acrescentando que para os alunos mais desfavorecidos, o recurso aos manuais é particularmente importante.

Ana Rita Bessa acrescentou ainda em resposta ao ministro da Educação que a alegada preocupação com o ambiente justifica, então, a transição para o digital, cumprindo o programa que foi anunciado pelo primeiro-ministro no início de junho.

“Em relação a esta oportunidade, acho que era muito importante fazer uma avaliação do que foi este período do ponto de vista da utilização do digital, para perceber o que se pode aprender em proveito do processo de ensino-aprendizagem e dos alunos”, concluiu

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Que Adiantou o Alargamento do Prazo de Matrículas por 1 dia?

… se dificilmente alguém conseguiu aceder hoje ao portal?

 

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139 Milhões para o ensino artístico nos privados

 

As escolas privadas vão receber um cheque público de 139 milhões de euros para assegurar nos próximos seis anos letivos os cursos de dança, música, artes visuais e audiovisuais, da iniciação ao nível secundário.

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Alteração ao Decreto-Lei n.º 14-G/2020, que estabelece as medidas excecionais e temporárias na área da educação

 

Com as reuniões de avaliação já a decorrer… e mais não digo.

 

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Baixas por infeção com COVID-19 pagas a 100%

 

A maratona de votações para alterar o Orçamento Suplementar na especialidade arrancou ontem com onde houve aprovação das baixas médicas pela infeção covid-19 serão pagas a 100 por cento.

Não pagará o sofrimento, mas sempre é melhor que levar um corte no salário por estar infetado sem culpa nenhuma.

 

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Está o circo montado nas escolas por causa dos Manuais Escolares…

 

Na sequência das recentes notícias difundidas pela comunicação social, solicita-me o Senhor Diretor-Geral, Dr. João Gonçalves, que transmita a seguinte orientação:

 

A  votação de hoje, realizada na especialidade, terá ainda de ser aprovada à posteriori,  neste contexto, ainda não é aplicável no imediato. Assim, os procedimentos devem continuar a ser operacionalizados conforme previsto até receberem informação da nossa parte, o que só acontecerá, naturalmente, quando a proposta passar a Lei, e caso isso venha mesmo a acontecer.

Ou seja, vão as escolas recolher os manuais e depois ficarem com eles sem os entregarem aos alunos?

O circo está montado…

“Balha adeus”…

 

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Mau! Depois de 3 meses lembraram-se que necessitamos de formação…

Os professores não estão preparados para ensinar à distância

As  escolas fechadas desde março, a adaptação de professores e de alunos a uma realidade desconhecida, e que apanhou o país e o mundo desprevenidos, obrigaram a uma mudança súbita nas rotinas e nos hábitos de ensino. Sem receitas e sem soluções, a comunidade escolar avançou para uma aventura sobre a qual ainda é cedo fazer um balanço, como acredita David Justino, professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa e ex-ministro da Educação: “Tivemos que caminhar tacteando, pelo que o risco de não correr bem é maior”, disse esta tarde durante a conferência ‘Parar Para Pensar a Educação’, a quarta de um ciclo de oito que decorrerão ao longo das próximas semanas

O debate, organizado pelo Expresso em parceria com a DECO Proteste, reuniu um conjunto de especialistas no sector da educação, e contou ainda com a presença de Alexandre Homem Cristo, co-fundador e presidente da QIPP, organização sem fins lucrativos que atua na área da educação, Nuno Almeida, IM B2B manager da Samsung Ibéria, Rita Coelho do Vale, professora de marketing na Católica Lisbon, e Teresa Calçada, comissária do PNL 2027 (Plano Nacional de Leitura). A moderação ficou a cargo de Marta Atalaya, jornalista da SIC Notícias, que conduziu a conversa online, a partir da sede da Impresa.

FORMAR PROFESSORES E PREPARAR ESCOLAS É PRIORIDADE

  • Seja pela idade avançada, seja pela falta de preparação técnica, os professores não estão preparados para ensinar à distância. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pela Universidade Nova de Lisboa – ainda não divulgado por não estar concluído – e citado por David Justino. Já as escolas estão, na opinião de Rita Coelho do Vale, mais preparadas agora do que há quatro meses. Opinião partilhada por Nuno Almeida que arrisca dizer que “evoluiram mais em poucos meses do que nos últimos 40 anos. Ainda assim, acrescenta que “é fundamental formar os professores para esta nova realidade e dar-lhes as ferramentas necessárias”. Teresa Calçada também acredita que, não obstante todas as limitações de escolas e de professores, houve uma resposta de emergência boa, mas “o ponto de partida era muito frágil”. Agora, é preciso aproveitar o momento para “preparar as escolas para que a igualdade seja uma realidade”.

O DESAFIO DAS DESIGUALDADES

  • Desigualdades educativas, sociais e materiais agravaram-se com o ensino à distância. “Alguns alunos não tiveram qualquer contacto com as escolas, outros não conseguiram manter o ritmo de aprendizagem, e outros ainda não contaram com o apoio familiar essencial”, disse Alexandre Homem Cristo, para quem o grande desafio do próximo ano letivo será perceber a situação dos alunos e avaliar os danos. Rita Coelho do Vale reconhece as desigualdades mas destaca que estão menos visíveis no Ensino Superior, uma vez que os alunos estão mais preparados para lidar com a tecnologia do que, por exemplo, no 1.º Ciclo onde existem mais desafios que exigem maior capacidade de adaptação.

A CAMINHO DA EDUCAÇÃO DIGITAL

  • A tecnologia é uma parte integrante do ensino à distância mas deve ser usada apenas pontualmente e como complemento, acredita Nuno Almeida. Na sua opinião, ainda há muito a fazer para chegarmos a um modelo de educação digital, com projetos mais abrangentes e participados por alunos, professores, pais, Governo e sociedade. Para Rita Coelho do Vale há muitas oportunidades a explorar na tecnologia ao serviço do ensino e, acredita a professora, “a pandemia vai obrigar a repensar a educação”. Mas o ensino presencial será sempre o mais eficaz e não deverá ser totalmente substituído pelas plataformas de ensino à distância, pois “não substitui os professores nem o contacto social”, acrescenta Alexandre Homem Cristo.

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