20 de Julho de 2020 archive

Salas Específicas vs Salas de Aula Residentes

Existem bastantes escolas que por força do documento orientador para 2020/2021 estão a colocar as turmas apenas em salas “residentes”, ignorando a especificidade de algumas disciplinas que devem fazer o seu trabalho em salas específicas. Seria estranho e pouco pedagógico que uma aula experimental ou prática se fizesse numa sala de aula normal sem acesso a determinadas condições que apenas existem nas salas específicas. Refiro-me aos laboratórios para as aulas experimentais, às salas de Educação Visual, Educação Tecnológica e Educação Musical, em especial.

No meu ponto de vista desde que se cumpram as regras básicas de higienização é perfeitamente possível continuar a usar as salas de aula específicas.

A carta seguinte expõe a situação de uma escola que pretende usar apenas as salas de aula normais para a lecionação de disciplinas práticas.

 

CARTA ao DIRETOR

 

“Exmo. Sr. Diretor do Agrupamento …..

c/c Exmo. Sr. Diretor Geral da Educação ( jose.pedroso@dge.mec.pt )

 

Eu (ou nós/grupo), …… formalizo por este meio institucional o meu repúdio pela possibilidade das aulas das disciplinas práticas de EV, ET e AV serem  ministradas em salas comuns e/ou residentes de cada turma. A confirmar-se tal decisão não poderá deixar de ter graves impactos nas aprendizagens dos alunos com um forte incentivo à lecionação teórica  o que seria um grave precedente na depreciação da especificidade práticas das disciplinas em causa.

Efetivamente,  em parte alguma do documento emanado pela DGEstE é dito que as salas específicas não devem ser atribuídas às suas disciplinas. O documento refere que “sempre que possível deve ser atribuída uma sala (residente) a cada turma”. Acresce que a referência a espaços interditados está referida para “Espaços não necessários à atividade letiva, como os bufetes/bares, as salas de apoio, as salas de convívio de alunos e outros, devem ser encerrados;”, fazendo-se ainda referencia para disponibilizar o acesso à biblioteca ou à sala de informática, garantido regras de distanciamento físico.

É ainda feita alusão às ”Atividades desportivas bem como a outras atividades que impliquem maior contato físico, devem ser planificadas e adequadas às orientações das autoridades de saúde em vigor”. Será neste ponto que as atividades artísticas e tecnológicas estão incluídas, uma vez que existe, de facto, uma omissão sobre salas-oficina.

Assim, da leitura dos documentos é claro que os espaços para além da sala de aula residente de cada turma, “devem ser planificados e adequados às orientações das autoridades de saúde em vigor”. Qualquer solução fora deste quadro normativo é abusiva e lesiva do desenvolvimento curricular em vigor, o que pode conformar um desvio à legalidade suscetível de impugnação superior.

Apelo  a Sua maior atenção e diligências no Conselho Pedagógico pela salvaguarda dos superiores  interesses  dos alunos  assim como  da importância das disciplinas práticas consagradas na especificidade  das suas salas apetrechadas.

Atenciosamente,

O professor ou grupo de professores”

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Modalidade de horário em meia jornada – Nota Informativa

 

Encontra-se disponível a aplicação para a Meia Jornada.

 

SIGRHE

 Nota informativa – Meia jornada

 

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Maioria dos pais diz sim à escola em Setembro com pandemia como está

Se a pandemia piorar, logo se vê…

 

Maioria dos pais diz sim à escola em Setembro com pandemia como está

O desconfinamento aumentou o número de novos casos de infectados com o coronavírus, mas a maioria dos pais inclina-se para colocar os filhos na escola em Setembro, se estas reabrirem com ensino presencial e se o panorama de propagação do vírus se mantiver como agora.

Inquérito da Católica mostra que maior parte dos pais quer aulas presenciais em Setembro. Sim ganha ao não na ida à escola no próximo ano lectivo, mas, em Lisboa, pais mostram mais cautelas.

O desconfinamento aumentou o número de novos casos de infectados com o coronavírus, mas a maioria dos pais inclina-se para colocar os filhos na escola em Setembro, se estas reabrirem com ensino presencial e se o panorama de propagação do vírus se mantiver como agora.

A conclusão pode ser retirada do inquérito feito pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica para o PÚBLICO/RTP, entre os dias 13 e 17 de Julho, junto de 1217 pessoas. Um dos capítulos do inquérito, que começa este domingo a ser divulgado, tem questões referentes à educação, onde algumas delas foram respondidas apenas por quem tem filhos em idade escolar e que permitem tirar uma fotografia ao Estado da Nação de um dos sectores mais afectados pela pandemia.

Foi o caso da que pretende saber que decisão tomam os pais num cenário de abertura das escolas para aulas presenciais em Setembro, perante um quadro epidemiológico igual ao actual – este domingo, por exemplo, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) reportou 246 novos casos de infecção, mais cinco mortes, com a região de Lisboa e Vale do Tejo a assumir de novo lugar de destaque na explicação dos novos casos de infecção.

O objectivo é perceber qual a adesão dos pais ao regresso ao ensino presencial para todos os níveis nas actuais condições. Foram 336 os que responderam a esta questão. 34% dos pais dizem que provavelmente colocam os filhos na escola e 27% têm a certeza que o farão, o que dá um total de 61% dos que responderam ao inquérito com resposta positiva sobre o regresso à escola. Do lado do não estão 31% dos pais (12% mostram-se certos que não colocam os filhos na escola e 19% consideram que provavelmente não enviam os filhos tendo em conta as actuais circunstâncias).

Os peritos responsáveis pela sondagem comentam que apesar de a “maioria” considerar levar os filhos para a escola, “apenas 27% dizem que o fariam de certeza”. E acrescentam um dado relevante: “Esta percentagem é mais baixa em Lisboa (22%) do que no resto do país”. A região de Lisboa e Vale do Tejo tem explicado a fatia de leão dos novos casos de infecção, o que levou o Governo a decidir – e até a renovar – regras mais apertadas para este território ao nível de ajuntamentos ou horários e locais para consumo de bebidas alcoólicas.

Estes dados poderão não ser irrelevantes na altura de preparar o início do próximo ano lectivo, como já tem estado a acontecer com o Ministério da Educação a fixar regras sobre o número de alunos por carteira.

O inquérito acrescenta ainda outro dado relevante que permite perceber como os pais com filhos em idade escolar, e não só, encaram o próximo ano lectivo, depois de parte do segundo período e o terceiro terem sido marcados pelo ensino à distância. Na resposta ao inquérito fica visível que a maior parte dos pais quer um regime misto na abertura do escolar, que combine aulas presenciais com ensino à distância: 48%, o que significa quase metade tem esse desejo.

Mas esta não é uma solução que agrade a todos. “Ela é particularmente defendida pelas pessoas mais escolarizadas (pais com ensino superior: 61% defendem esta medida; secundário: 57%, 3.º ciclo: 35%; abaixo do 3.º ciclo: 31%)”. Isto significa que a percentagem de pais que querem um sistema misto no regresso em Setembro duplica quando se compara os pais com superior com os que têm menos do que o 3.º ciclo, um sinal de que a escolaridade dos pais tem uma forte influência na decisão sobre ensino à distância

O impacto da crise pandémica no acesso à educação veio piorar a percepção que as pessoas têm sobre como estará a educação nos próximos dois anos. No inquérito, 34% dos questionados (entre pais com filhos em idade escolar e os que não têm) responderam que nos próximos dois anos a educação vai estar pior, sendo que ainda assim 39% (a maior fatia) acredita que estará igual.

O capítulo do inquérito sobre a educação contém também uma avaliação do que foi o ensino à distância. 41% dos pais com filhos em idade escolar considera que o rendimento escolar dos filhos piorou com o ensino à distância. Uma percentagem que sobe para 51% quando os pais têm o nível escolaridade mais baixo (inferior ao 3.º ciclo) ou para 52% quando têm o 3.º ciclo. Dados que os autores da sondagem consideram ser reveladores “do aumento das desigualdades sociais”.

Durante a fase em que não houve aulas presenciais fica ainda visível que metade dos pais deu mais ou muito mais apoio aos filhos nas suas actividades escolares, uma conclusão que se reforça no caso de pais mais escolarizados.

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Escolas preparam regime misto de aulas presenciais e síncronas

Este foi mesmo o ano lectivo da escola em casa. A pandemia obrigou alunos e professores a reinventar as aulas numa tentativa, por vezes sem sucesso de que ninguém ficasse para trás.

As aulas à distância revelaram e acentuaram mesmo algumas desigualdades.

As escolas voltam a abrir portas em setembro com novas regras e muitas duvidas de como vai ser o ensino neste tempo de pandemia.

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Na Galiza têm-nos no sítio…

 

Directivos de colegios públicos rechazan el protocolo de la Xunta contra el covid por falta de medios

La dotación de medios económicos y de personal que establece a Consellería de Educación en el protocolo contra el covid-19 para el inicio del próximo curso escolar «é nula». El colectivo que aglutina a los equipos directivos de los colegios de enseñanza pública (Fegadicep) ha mostrado su rechazo a las medidas presentadas y de aplicación desde septiembre porque, junto a las deficiencias presupuestarias y de personal, entiende que la Administración gallega «trata de derivar as responsabilidades aos equipos directivos e ao profesorado».

Fegadicep se refiere a que los docentes comenzarán la actividad educativa sin que se concreten las dotaciones necesarias en lo que se refiere a las medidas de protección que recomiendan tanto el Ministerio de Sanidad como la OMS. El protocolo aconseja el uso de mascarillas e incluso pantallas protectoras, pero no se especifica si habrá remuneración para ello.

Otro aspecto que preocupa a los directivos se refiere al cumplimiento de las medidas de higiene. El documento, aseguran, no concreta si habrá asignación de personal específico para ello. Se trata, insisten, de un servicio que, en los centros de infantil y primaria prestan los ayuntamientos, que son los que contratan estos servicios. Se preguntan si van a ser las propias empresas quienes amplíen sus plantillas para limpiar los aseos tres veces al día o si, por el contrario, será el profesorado quien deba encargarse de ello. Un extra que hay que planificar también en el caso de que se detectase algún alumno o trabajador con síntomas de haber contraído el coronavirus. «Preténdese que sexa o profesorado quen limpe os espazos e material utilizado polo alumnado? Quen realiza a tarefa de limpeza do material?», se preguntan.

Tampoco se podrá cumplir la normativa en materia de distancia de seguridad en las aulas para infantil y primaria. Argumentan que las clases no tienen capacidad suficiente para separa los pupitres o para albergar a los niños de la primera etapa educativa, pues, en este caso comparten mesas comunes, sostiene Fegadicep.

La falta de renovación de equipos informáticos ya obsoletos impedirán, en el caso de que hubiese que poner en práctica de nuevo la formación telemática, que los docentes puedan normalizar esta modalidad porque, insiste el colectivo, ya han tenido que afrontarlo con medios propios.

Además, recuerdan que mantener el servicio de comedor implicaría más colaboradores y servicio de limpieza extra habida cuenta de que habría que desdoblar más turnos para los comensales. Tampoco creen operativo el transporte escolar, ya que es compartido por alumnado de distintas etapas y no resultará factible mantener las distancias de seguridad necesarias.

En definitiva, los equipos directivos integrados en la asociación, entienden que el protocolo presentado por la consellería «denota o descoñecemento do funcionamento interno dos centros e pretende desenvolver o vindeiro curso con total normalidade e a custe cero primando a función conciliadora dos centros educativos», por lo que de iniciarse la actividad académica en estas condiciones será, a su juicio, inviable en muchos casos, y «verase minimizada».

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