12 de Julho de 2020 archive

Porque devemos reabrir as escolas

 

Porque devemos reabrir as escolas

Um artigo de opinião, publicado na revista Pediatria, a revista científica oficial revista pelos pares da Academia Americana de Pediatria, EUA, relata que as crianças raramente transmitem Covid-19. Se as escolas seguirem as orientações de segurança e observarem a taxa de propagação da doença nas suas regiões, poderão reabrir no próximo semestre escolar.
Os médicos que escrevem o artigo de opinião são especialistas em doenças infeciosas pediátricas Benjamin Lee e William V. Raszka Jr., que trabalham na Universidade Larner e na Universidade de Vermont (ambos nos Estados Unidos), respectivamente. Raszka é um dos editores da revista Pediatria.
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Os médicos baseiam as suas descobertas num estudo recente, publicado na mesma edição da revista científica, e em quatro outros novos estudos que investigam como o Covid-19 é transmitido em crianças.
Estudos sobre Covid-19 em crianças e sua transmissão
Num estudo, foram acompanhadas as casas de 39 crianças na Suíça que foram infetadas com Covid-19. O rastreio detalhado mostrou que em apenas três casos (8%) A criança era suspeita de ser o primeiro caso na família.
Um novo estudo chinês de rastreio de transmissão mostrou que das 68 crianças coronavírus internadas no mesmo hospital, 96% contraíram nas casas de adultos que já estavam infetados. Um outro estudo realizado em crianças na China mostrou que 90% das crianças internadas em vários hospitais contraíram coronavírus de um adulto e apenas uma possível transmissão de uma criança para outra foi confirmada.
Um outro estudo em França mostrou a exposição de um rapaz infetado com Covid-19 a 80 colegas em três escolas diferentes. Ninguém mais ficou doente. No entanto, outras doenças respiratórias, como a gripe, eram comuns nas escolas.
Um estudo australiano descobriu que 9 alunos e 9 funcionários infetados de 15 escolas diferentes expuseram 735 alunos e 128 funcionários ao novo coronavírus. Apenas dois casos foram registados como resultado e um deles foi a transmissão de adulto para criança.
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Os verdadeiros culpados
“Os dados são impressionantes”, disse o Dr. Raszka. “O principal argumento é que as crianças não são o foci da pandemia. Ao fim de seis meses, temos uma série de dados acumulados que mostram que as crianças são menos propensas a serem infetadas e parecem ser menos infeciosas; são os adultos gregários, que não seguem os protocolos de segurança, que são responsáveis pela subida da curva.”
Outras evidências que mostram que as escolas podem reabrir
Os modelos matemáticos também contribuem para a ideia de que as crianças não são transmissores significativos da doença, segundo os médicos. Mostram que o uso de máscaras faciais e distanciamento físico são muito mais eficazes na contenção da propagação da doença do que no encerramento de escolas. Outros dados acrescentaram: as escolas reabriram na Europa e no Japão sem aumentar os casos. Estas são as confirmações dos modelos, na sua opinião.
Lamentou nas redes sociais que foi a uma festa. No dia seguinte morreu de Covid-19.
A reabertura das escolas, se realizada em segurança, é essencial para que as crianças se desenvolvam de forma saudável, dizem os médicos. “Ao fazê-lo, poderemos minimizar os custos sociais, de desenvolvimento e de saúde potencialmente profundos que as nossas crianças continuarão a sofrer até que um tratamento ou vacina eficaz possa ser desenvolvido e distribuído, ou faltando nele, até alcançarmos a imunidade de grupo”, concluem os autores. [Pediatria/EurekAlert]

 

 

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Da Aproximação a Orwell; e Também na Escola – Correntes

 

Da Aproximação a Orwell; e Também na Escola

Receiam-se as apps Covid-19 porque podem ser um passo mais orwelliano do que o imaginado por George Orwell. Acima de tudo, o escritor, jornalista e ensaísta político inglês definiu a prioridade: “se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.” E disso não devemos abdicar. Aliás, neste domínio impressiona a pontuação social chinesa que é inimaginável quando se intensificar o uso de processadores biónicos, redes G5 e inteligência artificial. Na fase pré-pandemia, o cidadão chinês já era pontuado pelo seu comportamento. A pontuação da plataforma Zhima Credit, por exemplo, começava em 300 e ia até 850 pontos. Englobava as interacções sociais até aos detalhes mais opinativos ou íntimos e influenciava variadas permissões (hotéis, restaurantes, viagens, apps de encontros, crédito financeiro e necessidades básicas). Abaixo de 300 pontos era a exclusão total e aterradora, tendência que se terá agravado com a COVID-19.

Percebe-se a apreensão no ocidente. Apesar das democracias, conhecem-se os preocupantes perfis de utilizadores comercializados pelas gigantes tecnológicas e há inúmeros estudos sobre o assédio moral em organizações (alguns autores classificam-nas, com piada, como as little-little-yellow) que espiam as redes sociais e as plataformas para censurar incomodidades. Ou seja, os genes chineses não são mais little-little-yellow do que os ocidentais; é uma questão de contexto, plataformas e oportunidades.

E a grande encruzilhada é económica. Governos e bancos imprimem, desde 2008, dinheiro a rodos com pavor de que as crises financeiras (2008 e actual) terminem com o crescimento económico. Com esse objectivo, criou-se, e cria-se, do vazio triliões de euros, ienes ou dólares a crédito extremamente acessível na esperança de que a investigação encontre uma grande panaceia, na inteligência artificial ou na biotecnologia, antes que a bolha estoure. Serão essas novas indústrias que sustentarão os triliões de moeda. Se isso não acontecer, adivinham-se muitas dificuldades.
Para além disso, ainda não se vêem alternativas industriais consistentes e sustentáveis sem “big brother”; e isso repercutir-se-á na escola e nas tecnologias de que disporá. Resta-nos começar de imediato com o que depende da nossa vontade: currículo completo, melhores condições de realização do ensino e da aprendizagem, liberdade pedagógica e avaliativa e ambiente organizacional que influencie o clima relacional e eleve uma escola democrática.

Imagem: “Big Brother” por Banksy

Nota: o estado actual da rede escolar (depois do encerramento a eito de mais de 5000 escolas em 15 anos), e da restante estrutura escolar (uma fonte doentia para todos), está de tal forma bloqueada que “impossibilita”, por exemplo, a tão reivindicada redução significativa de alunos por turma. Sublinhe-se que estas políticas inspiraram-se nas denominadas “Novas Políticas de Gestão Pública” aplicadas, em 1980, por Margaret Teatcher no Reino Unido (nem de propósito, uns anos antes Orwell escreveu 1984), iniciadas em Portugal por Barroso (chegamos sempre tarde) e impostas por Sócrates com tal determinação que acelerou as condições escolares, e não só porque, por exemplo, o SIADAP é transversal, para uma “sociedade big brother de pontuação social”.

Paulo Prudêncio

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Existem Histórias de Bradar aos Céus no Acesso aos Escalões com Quotas

Já me chegaram relatos de docentes que estando bem posicionados na lista de 2019 para acederem ao 5.º ou 7.º escalão não pediram o faseamento do tempo de serviço para os reordenar na lista de acesso de 2020, pois achavam ser um desperdício.

O problema é que não tendo pedido essa recuperação de tempo faseado foram ultrapassados por todos aqueles que o pediram.

E se estavam à porta para subir agora ficaram de fora das vagas.

Na altura da opção pelo tempo faseado o que disse é que isto poderia acontecer.

 

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Quem dá o pão, dá a educação. A mãe foi absolvida…

 

Sempre ouvi dizer que, quem dá o pão, dá  a educação. Já é um ditado antigo e imputa a educação dos filhos aos pais. Nos dias que correm nem todos pensam assim e, até, há quem tenha um certo receio de os educar. Mas esse não é o caso desta mãe.

O menino de 15 anos e sofrendo do síndrome de se julgar um ser autónomo e pensante, decidiu enfrentar a mãe usando da educação que ela não lhe deu. Durante o ato, “cresceu” para a mãe, impondo os seus 1,8 m  e 80 Kg, perante um corpo de 1,55 m e 55 Kg. A mãe, depois de esgotado o diálogo, desferiu-lhe uma bofetada na face. O caso acabou em tribunal.

Depois de, em primeira estância, a mãe ser condenada por um crime de ofensa à integridade física simples, na pena de 50 dias de multa à taxa diária de 6€ o que perfazia 300€, a senhora recorreu para a Relação de Lisboa.

É claro que uma ofensa à integridade física é crime, seja ela praticada num filho ou não, mas há atenuantes neste caso.

1.legitimidade do agente;
finalidade/intenção educativa por parte do aplicador, não podendo ser uma forma de descarregar tensões ou raiva, nem uma forma de prevenção geral/ intimidação aplicando um castigo a um filho de forma a que os restantes aprendam.
Em segundo lugar, como requisitos objetivos consideramos que o CF deve ser:
2. proporcional – entre a gravidade da falta do menor e a intensidade do castigo, nunca podendo ultrapassar o limite do razoável suscetível de colocar em causa a dignidade do menor por mais grave que tenha sido a falta cometida, não podendo ser um castigo violento e abusivo;
3. adequado – ter em consideração a idade, grau de maturidade, grau de discernimento e desenvolvimento, tendo sempre em atenção eventuais patologias do menor (…) (somos da opinião que quando estamos perante, por exemplo, uma criança hiperativa a aplicação de CF por parte dos pais dever ser alvo de um juízo mais criterioso);
4. necessário – consideramos que se devem privilegiar métodos positivos de educação como o diálogo, devendo partir-se de uma mera advertência ao menor e apenas mediante reiteração do comportamento, em ultimo recurso se devem aplicar CF;
5. atual – consideramos que os educadores apenas devem lançar mão do seu direito de correção, aplicando CF quando, a falta cometida pelo menor, justificativa da conduta dos pais, tiver ocorrido num curto espaço de tempo pois, quanto mais dilatado for este, menos efeitos produz, principalmente quanto mais pequena for a criança, dada a propensão para o rápido esquecimento.

Concluiu o tribunal que a punição foi legítima, porque mãe é mãe do Assistente e agiu com a intenção de corrigir a atitude desrespeitosa do filho; uma bofetada foi um castigo leve e proporcional à atitude desrespeitosa do filho (que não só não obedeceu à ordem para se retirar para o quarto, como se dirigiu em atitude fisicamente agressiva à sua mãe); adequada, atenta a idade do filho; necessária, uma vez que o filho não aceitou a advertência verbal; atual, uma vez que produzida no momento imediatamente seguinte ao comportamento do filho.
A mãe foi absolvida por o tribunal não encontrar ilicitude no seu ato.

Talvez o filho tenha aprendido alguma coisa…

Fica o acórdão da Relação de Lisboa para consulta.

 

 

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2.370 vagas para alunos do profissional. Provas no final do mês.

 

O Governo abriu 2.370 vagas no ensino superior direcionadas a alunos do ensino profissional. Dispensam a realização de exame nacional, mas é necessário superar provas já marcadas para o final do mês.

Os candidatos terão provas que têm em conta as especificidades das respetivas formações. Para tal, foram criados três consórcios de instituições de ensino superior que asseguram a realização destas provas a 21, 22 e 23 de julho na região Centro, e 24 de julho nas regiões Norte e Sul.

 

 

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