Os representantes dos dirigentes das escolas não gostaram de ouvir que o MEC, através da Direcção-Geral da Administração Escolar, os responsabiliza por erros na colocação de professores.
O presidente do Conselho das Escolas (CE) e o da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) consideraram na noite desta quarta-feira “inadmissível” e “vergonhosa” a posição da Direcção Geral da Administração Escolar, que, de acordo com a Fenprof, atribuiu a responsabilidade por eventuais erros ocorridos na colocação de professores às escolas e aos respectivos directores. “É uma posição deplorável, que mostra bem o ponto a que chegou uma administração educativa que, face a situações gravíssimas, sacode a água do capote para cima de quem cumpre as suas instruções”, comentou José Eduardo Lemos, do CE.
O Ministério da Educação convocou, para o início da noite desta quarta-feira, uma conferência de imprensa. Esperam-se decisões para os erros na colocação dos professores uma vez que está a ser pedida a anulação do concurso.
Para horários ao grupo de recrutamento 910 na escola Secundária José Saramago, em Mafra. Já nem me refiro à alínea d) que diz: “Os candidatos serão contactados por correio eletrónico para envio do currículo, em grupos sucessivos dos cinco candidatos com melhor graduação profissional.”
E num daqueles cerca de 2000 horários em concurso para Técnicos Especializados, desta vez na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo, Peso da Régua.
Pelo que se explica na candidatura, um docente profissionalizado no grupo 550 está habilitado a leccionar tudo o que é pedido.
Desta vez para o grupo 300 no Agrupamento de Escolas de Cuba.
Como se verifica, apesar da escala dos subcritérios ter sido transposta para uma escala de 0 a 20 o número de ordem dos 4 primeiro candidatos mantêm-se idêntica.
Neste caso só a partir do 5º classificado é que começam a aparecer algumas diferenças.
Mas depois existem escolas que pedem para enviar os comprovativos por “CORREIO FÍSICO” que não se podem declarar na aplicação, com excepção dos que já estão validados para o concurso de Contratação Inicial.
O candidato naturalmente colocou esta questão à escola:
Bom dia.
Nos horários em contratação de escola, como, quando e quem responde aos subcritérios?
A aplicação não permite fazê-lo na candidatura e não há qualquer informação sobre isso.
Só agora começou e já é desgastante…
Obrigado.
A Diretora responde:
Bom dia,
Como diretora, lancei os subcritérios na plataforma tal como me é pedido!! Não tenho respostas para as suas questões, pois não tenho acesso ao ambiente dos candidatos .
Com os melhores cumprimentos,
A Diretora
Mais uma vez se prova a falta de comunicação da DGAE com as escolas neste processo.
E às questões do e-mail que recebi tenho grandes dificuldades em responder, porque não há resposta possível para a sua maioria.
A única que acho que sei responder é à última questão e que se encontra sublinhada. Os diretores passaram a saber disto quando leram este post até ao fim.
1 – Em que altura se responde aos critérios da avaliação curricular nas contratações de escola? Durante a candidatura para o email das escolas? Após? Onde? Como? Quem? É que deixou de haver as tranches de 5 e só estes eram contactados para essa fase. E agora como vai ser?
2 – A escola referida no anexo pede a TODOS os candidatos que enviem os documentos em PAPEL. E se a moda pegar?
3 – Pede os documentos da graduação, mas nada fala sobre como proceder na resposta aos subcritérios. Será que todas as escolas pensam que respondemos na aplicação aquando da candidatura?!Sabemos que não é possível.
A forma como o MEC ordenou milhares de professores para a contratação pelas escolas não é legal, nem justa, nem transparente, concordam os vice-presidentes da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Associação de Professores de Matemática. Entretanto, o Ministério mantém que não há erro, lamenta a Fenprof.
Pareceres pedidos pelo PÚBLICO a membros das direcções da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e da Associação de Professores de Matemática (APM) permitem concluir que os professores sem vínculo têm razão quando contestam a legalidade, a justiça e a transparência da fórmula utilizada pelo Ministério da Educação para os ordenar nas listas da bolsa de contratação de escola. Jaime Carvalho e Silva, da APM, é taxativo quando exige que as listas com milhares de docentes sejam refeitas, de modo a repôr a legalidade e a justiça; Jorge Buescu, da SPM, denuncia a “opacidade de um processo que tem de ser transparente”.
Porque a culpa no fim de tudo será dos diretores e dos professores, mesmo que a prova da irresponsabilidade do processo de colocações esteja do lado destes.
Até o que publiquei neste post pode ser comprovado pela escola que efetuou o pedido de horário para essa renovação.
O Ministério da Educação, através da DGAE, garantiu hoje à Plataforma de Sindicatos de Professores que todos os erros, irregularidades e ilegalidades que venham a ser confirmados no âmbito dos concursos de professores para Mobilidade Interna e Contratação Inicial / Reserva de Recrutamento serão devidamente corrigidos, ainda que isso implique a duplicação de colocações. A todos os docentes cuja situação venha a ser corrigida será obrigatoriamente atribuída componente letiva e, da solução encontrada, não resultará a anulação de colocações ou uma eventual transferência para a “mobilidade especial”.
Contudo, os responsáveis da DGAE não reconhecem que os erros existentes sejam da sua responsabilidade ou de uma eventual anomalia na aplicação eletrónica utilizada, atribuindo às escolas e aos seus diretores essa responsabilidade. Seja como for, representando, neste caso, a administração educativa, os erros que estes possam ter cometido não penalizarão os professores afetados.
Sou professora desempregada do 330, 340 e 910. Como estou em casa a olhar para as paredes resolvi comparar-me com um dos outros candidatos à BCE. Escolhi, aleatoriamente o candidato colocado na posição 10 (que me desculpem os colegas que estão na posição 10. Foi mesmo um número ao calhas).
Nas listas definitivas de ordenação do grupo 910 estou no lugar 617. Agora observe o anexo … “Os Deuses devem estar loucos”!!!!!
Boa tarde.
Comparei os resultados da BCE no Agrupamento de Escolas Laura Ayres, em Quarteira, grupo 300, com a lista definitiva de graduação.
Coloquei na coluna referente ao “tipo de candidato” a graduação na referida lista. Fi-lo até ao meu nome, mas dá para ter uma ideia das discrepâncias que a BCE cria.
Para: Exma. Sra. Presidente da Assembleia da República
Os peticionários, abaixo-assinados, no uso dos direitos conferidos pela legislação em vigor, nomeadamente a Lei N.º 43/90, de dez de agosto, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 6/93, de um de março, Lei n.º 15/2003, de quatro de junho e Lei n.º 45/2007, de vinte e quatro de agosto, solicitam a vossa excelência a abertura dos necessários procedimentos parlamentares com vista à revogação do número seis do artigo 39.º e a totalidade do artigo 40.º do Decreto-Lei N.º 132/2012, de vinte e sete de junho, na redação dada pelo Decreto-Lei N.º 83-A, de vinte e três de maio. Solicitam, ainda, que:
• O concurso, em regime de necessidades transitórias, para o preenchimento de horários afetos aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas com Contrato de Autonomia ou integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária se faça exclusivamente integrado no concurso para a Contratação Inicial / Reserva de Recrutamento.
• Na redação do referido artigo 39.º conste como critério único da seleção de docentes a graduação profissional, nos termos do artigo 11.º do supramencionado dispositivo normativo.
• O futuro diploma que regulamente os processos de seleção do pessoal docente contenha disposições atinentes à fixação de prazos rígidos para a concretização de todas as etapas, em particular que a colocação inicial de docentes em Mobilidade Interna ou Contratação Inicial se faça, o mais tardar, no último dia útil do mês de agosto.
Fazem-no pelos seguintes motivos:
1.º A abertura de dois concursos paralelos – Contratação Inicial / Reserva de Recrutamento e Bolsa de Contratação de Escola – por parte dos organismos do Ministério da Educação e Ciência.
2.º Ao ponto anterior acresce-se a violação, no corrente ano, por parte do Ministério da Educação e Ciência dos prazos previstos para a abertura dos procedimentos da Bolsa de Contratação de Escola. Recorda-se que o número nove do acima referido artigo 40.º aponta para o mês de julho, quando no corrente ano a candidatura desenrolou-se entre os dias dois e cinco do mês de setembro.
3.º Ao atribuir uma quota de cinquenta pontos percentuais à gradação profissional, é feita uma conversão de algo que é um valor obtido. Isto, sem qualquer possibilidade prática de um candidato poder obter a totalidade dos referidos cinquenta pontos. A título ilustrativo, refira-se que apenas um candidato com média de vinte valores na classificação profissional e oitenta anos de serviço conseguiria obter por completo os referidos cinquenta pontos. Deste modo, a pretensa igualdade de peso entre a graduação profissional e os critérios de avaliação curricular é contrariada, beneficiando os critérios de avaliação curricular.
4.º Na sequência do ponto anterior, refira-se que a fórmula empregue ignora completamente que a graduação profissional consiste num valor não percentual ao qual é somado um resultado proveniente de uma percentagem, tratando-se de duas grandezas matemáticas de natureza distinta. No fundo, recorre-se ao cálculo de uma pretensa média cujos dados de origem provêm de variáveis matemáticas distintas, resultando, além do erro conceptual, numa distorção de valores conforme acima exposto.
5.º Face ao acima exposto, constata-se o detrimento ilegítimo de candidatos mais graduados, em proveito de candidatos com classificações e graduações profissionais inferiores.
6.º Os critérios de seleção, em sede de aplicação concursal, não indicavam a que agrupamento de escolas / escola não agrupada se referiam. Deste modo, todos os candidatos responderam sem saber que informação realmente prestar, dada a natureza particular de alguns critérios.
7.º A existência de critérios que reportem para o exercício passado de qualquer cargo pedagógico aponta para uma discriminação negativa, uma vez que existem professores que jamais desempenharam cargos não por vontade própria, mas por questões de distribuição de serviço docente por parte das direções escolares. Analogamente, em relação a critérios que apontem para níveis de escolaridade.
8.º A constatação da presença nas listas de ordenação dos diversos estabelecimentos de ensino de candidatos reprovados na Prova de Aplicação de Conhecimentos e Competências em lugares cimeiros, em detrimento de professores mais experientes. Aqui, pretende-se também a responsabilização dos dirigentes afetos à Direção-geral da Administração Escolar.
Perfeitamente normal a trapalhada a que assistimos agora, com clara penalização para professores, escolas e alunos.
Exma. Sra. Professora
XXXX
Relativamente ao assunto em epígrafe, e em resposta às questões colocadas, cumpre informar que, após análise da situação exposta efetuada por estes serviços, se verifica que o Agrupamento de XXXX procedeu efetivamente ao pedido de renovação do contrato na aplicação informática.
No entanto, dado que o agrupamento não efetuou posteriormente o pedido de horário correspondente, a renovação de contrato não se concretizou, visto não haver necessidade de horário declarada, pelo que não se verifica o preenchimento do requisito relativo à manutenção do horário letivo anual e completo que permitiria a renovação de contrato solicitada.
Mais se informa que, caso pretenda obter informações mais detalhadas relativamente à situação, deve contactar a direção do agrupamento.
E tenho quase a certeza que quando passarem ao 2º da lista de ordenação vai voltar a acontecer o mesmo. Depois irão chamar o terceiro, o quarto, o quinto e por ai fora.
Além de existirem subcritérios que eu achei que deviam ser eliminados da BCE imediatamente por erro de formulação das questões, pela forma como a aplicação está concebida, também existem muitos subcritérios que não se conseguem provar de forma alguma.
E se alguém souber dar uma resposta que seja oficial ao colega que me enviou este mail que o faça.
Mas já agora pergunto. E como a escola sabe as respostas do docente aos subcritérios para fazer prova da denúncia do contrato? E como a escola sabe a ponderação de cada subcritério se a DGAE os alterou? Mesmo os campos da respostas foram alterados e não ficaram conforme a escola pediu.
Sou de XXXXX e esta segunda feira aceitei uma colocação em BCE em XXXXX. Na terça fui apresentar-me, preenchi todos os documentos mas a diretora pediu-me depois comprovativo das respostas em todos os subcritérios. Mostrei os comprovativos de todos os que podia mas havia 2 em que eu não tinha mesmo como comprovar, muito embora seja verdadeira a resposta que dei.
Por uma questão de justiça no concurso, a diretora afirmou que teria que denunciar o contrato porque eu assim não teria ficado em 1º lugar mas uns lugares mais abaixo uma vez que estamos todos separados por meras decimas A minha questão é, tendo eu aceite a colocação e tendo sido denunciada no período experimental pela escola, pelos motivos referidos, saí da Bolsa de Contratação de Escola? Tenho que fazer alguma coisa para voltar à BCE uma vez que já tinha aceite a colocação? Ou estou definitivamente fora da BCE?
Por favor agradeço o seu esclarecimento porque já estou cansada de ligar para todo o lado mas parece estar tudo “entupido”!!!
Já não era mais do que tempo de abrir essas duas funcionalidades na aplicação SIGHRE?
Porque está previsto que os docentes colocados ao abrigo da alínea a) e b) do artigo 28º do Decreto-Lei 132/2012 (nenhuma alteração sofreu com o DL 83-A/2014) podem num prazo de 10 dias, contados a partir da data de publicação das listas de colocações, fazer o pedido de permuta. Possibilidade esta também alargada aos docentes contratados colocados em horário completo na Contratação Inicial.
Também está previsto no Despacho nº 6969/2014 a abertura da Mobilidade por Doença, durante o mês de Setembro e por um prazo de quinze dias, aos docentes colocados no âmbito da 1ª prioridade da Mobilidade Interna (em Julho foi divulgado que seria dada possibilidade dos colocados no âmbito da 3ª prioridade também se poderem candidatar).
Mas, tal com a BCE que devia abrir em Julho, o cumprimento dos prazos não são de grande importância para a DGAE.
E quem consegue confirmar estes horários todos de Técnicos Especializados a ver se algum pedido é compatível com a formação de alguém?
A DGAE devia colocar na página principal do pedido de horário, de forma geral, a quem se destina cada um destes horários. Pelo menos aqueles com maior relevância: Psicólogos, Assistentes Sociais, Terapeutas da fala…
Assim era escusado abrir cada um dos 1460 horários, estou certo?
Texto do Documento entregue na DREN para o Ministro:
A/C Ministério da Educação
No dia 15 de Setembro, os professores reunidos em frente à DREN, questionaram os problemas que marcam o arranque anormal do ano letivo 2014/2015 que agora principia. A saber: – o impedimento da candidatura aos concursos de recrutamento de milhares de professores, em particular os colegas profissionalizados para a docência, mas que por força da não realização de uma prova desconexa e injusta (PACC), ou do resultado da mesma, foram afastados do acesso à carreira. – a falta de transparência no processo das (não) reconduções de contratos em várias escolas; – a colocação tardia dos docentes selecionados pelo Concurso Extraordinário Externo, Mobilidade Interna, Contratação Inicial, já após o início do ano letivo, no dia 1 de Setembro; – a abertura tardia da candidatura para a BCE (2-5 Setembro) e a falta de transparência do mesmo concurso no que refere aos critérios e subcritérios de ordenação dos candidatos e a falta um padrão de critérios uniforme para todas as escolas, de forma a obter a equidade entre todos os candidatos, nomeadamente no que refere ao cálculo da classificação final atribuída a cada docente e a respetiva graduação;
os docentes realçaram os constrangimentos das falhas da plataforma informática e os erros grosseiros na aplicação validação da candidatura;
os resultados da Bolsa de Contratação de Escola apresentados, uma semana após o concurso, revelam erros gravíssimos, entre os quais destacamos, o incumprimento da desistência ao concurso por parte dos colocados na contratação inicial, a arbitrariedade flagrante na graduação de milhares de professores, a colocação simultânea de um candidato para vários horários, omissões de nomes de candidatos comprovados, entre outros.
Assim sendo e perante tudo isto exigimos:
em primeiro lugar o reconhecimento por parte da tutela de que os fortes constrangimentos que recondicionam o início do ano letivo necessitam uma solução urgente e eficaz de forma a resolver os problemas em aberto e que afetam a escola pública;
reclamamos a admissão a concurso de todos os profissionais para a docência e a anulação da PACC; – exigimos a anulação e a retirada das listas de ordenação de todas as escolas no âmbito da BCE (Bolsa Cheia de Erros);
a anulação e eliminação dos subcritérios definidos pelas escolas e um concurso transparente com base na equidade e na graduação profissional como «único» critério de ordenação dos candidatos; – a publicação de novas listas de ordenação, respeitando as prioridades aferidas na contratação inicial e a abertura de canais de reclamação eficazes;
a transferência e a inclusão de todos os horários das escolas com Autonomia ou Teip para Reserva de Recrutamento e/ou Oferta de Escola;
por último, exigimos que todos os contratos até 31 de Agosto e de caráter permanente sejam sempre anuais.
Professores presentes na DREN dias 15 e 16 de Setembro de 2014 Movimento de Professores Boicote&Cerco – Porto
Nick Cave & The Bad Seeds – Where The Wild Roses Grow (Live at Koko) ft. Kylie Minogue
An outtake from the new Nick Cave film “20,000 Days on Earth”: http://www.20000daysonearth.com/
During the making of our film 20,000 Days on Earth we asked Nick Cave & The Bad Seeds to play an intimate club show at Koko in London, a beautiful old Victorian music hall. We wanted to do something special for the fans, so while we were filming the scenes with Nick and Kylie in Brighton he asked her if she’d like to come and sing their infamous duet. Kylie jumped at the chance, and a few weeks later walked out on stage and performed Where The Wild Roses Grow live with Nick Cave & The Bad Seeds for the first time in 15 years. This moment was such a highlight for everyone who was there that we wanted to share it with everyone.” Iain Forsyth & Jane Pollard
Tive convite para estar presente, mas não pude ir. 🙁
Na candidatura às contratações de escola existe um campo para preencher se o docente está dispensado da PACC e quem responde “não” abre o item 2 que pergunta se obteve aprovação na PACC.
Quem comprovadamente não fez a prova e teve essa confirmação quando da publicação dos resultados da PACC deve preencher “sim” na pergunta 2.
Deixo a resposta do Júri da Prova para quem se encontra em situação semelhante:
A justificação da sua falta corresponde, no que diz respeito a este ano letivo, a ter realizado a PACC com aprovação.
e subrepticiamente outras coisas vão acontecendo…
Agora está tudo assoberbado com os concursos de colocação mas entretanto, insidiosamente, já estão a funcionar estruturas educativas que supostamente se iriam transformar profundamente. A título de exemplo, refiro-me ao antigo CNO agora denominado CQEP. A pompa e circunstância anunciados é que as novas estruturas iriam ser bastante diferentes; quando se lê a regulamentação publicada conclui-se, grosso modo, que apenas mudaram o nome. Basicamente o CQEP funciona como o antigo(?) CNO, com as seguintes alterações cosméticas:
– redução do número de centros para metade do número de centros CNO que existiam
– muito menos horas de crédito semanal (50), insuficientes para assegurar a certificação de centenas de pessoas vindas de CNO extintos
– apenas são atribuídas 20 horas semanais(!) para a função de técnico de RVC
– o que antes se fazia com técnicos RVC em regime de exclusividade, agora tem de ser assegurado pelos professores designados para formadores
– os professores-formadores têm uma componente letiva significativamente reduzida com acréscimo do trabalho que era feito pelo técnico RVC
– a certificação passa por duas fases: avaliação do portefólio e realização de uma prova (escrita, oral, mista; tem de respeitar os parâmetros de uma matriz enviada pela ANQEP)
– foi extinta a figura do avaliador externo
Conclusões:
– as escolas a quem foi atribuído um CQEP, ficam com mais horas letivas para outros horários
– os professores nomeados para formadores têm uma redução da componente letiva determinada pela direção
– as horas letivas atribuídas aos formadores são manifestamente insuficientes; por exemplo, um professor com 6 tempos letivos atribuídos, na prática realizará o triplo ou mais tempos para conseguir acompanhar dezenas de formandos (avaliar portefólios, acompanhar execução de portefólios, elaborar as (dezenas?!) provas de certificação). Ou seja, esse professor terá 18 tempos com turmas (que pode equivaler a 5 ou mais turmas) e mais as dezenas de formandos…!
– o MEC poupou dinheiro em tudo: no nº de centros e no nº de contratações, pois terá de se executar as mesmas tarefas dos antigo CNO, com muito menos trabalhadores a executar mais horas de trabalho não remuneradas.
– algo mudou para tudo ficar pior (para os professores)…
Em relação ao regime de funcionamento da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), a FNE tem mantido permanentemente a exigência do escrupuloso cumprimento da lei, da garantia de preservação de princípios de justiça entre candidatos e de total transparência em todas etapas do seu desenvolvimento.
É por isso que a FNE, através dos seus sindicatos tem acompanhado todos os seus Sócios na apreciação da cada situação, no sentido de se obter o respeito pelos direitos de todos e de cada um dos candidatos.
Exigência da divulgação dos subcritérios e respetivas ponderações
Em reunião hoje ocorrida na DGAE, a FNE defendeu que, em nome da transparência, todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas devem divulgar os subcritérios que foram considerados para este concurso, bem como as respetivas ponderações, tendo recebido a informação de que essa orientação normativa vai ser transmitida a todas as escolas.
A FNE alertou ainda a DGAE para múltiplas situações de escolas que não têm os seus sítios Internet em atividade, o que impede muitos candidatos de conhecerem as informações relativas às candidaturas que apresentaram em relação a essas escolas. Também aqui a DGAE se comprometeu a agilizar procedimentos que permitam a ultrapassagem deste problema.
A FNE e os seus Sindicatos vão continuar a apoiar todos os seus Sócios, na apreciação das suas situações, apoiando-os em todo o tipo de ações que permitam a respetiva regularização, em caso de incumprimento dos normativos.
Intervir na defesa da graduação profissional
Nesta oportunidade, a FNE reitera a defesa que sempre fez de que, em matéria de concursos, a forma mais justa de proceder às colocações dos docentes passa pela formação de uma lista nacional de candidatos, estabelecida com base na sua graduação profissional. Neste sentido a FNE reforça a exigência da abertura urgente de um processo negocial, visando a alteração do diploma de concursos do pessoal docente, nomeadamente, no capítulo das regras de seleção dos candidatos opositores aos lugares disponíveis para a bolsa de contratação de escola.
… retirasse da parcela da graduação profissional o tempo de serviço e a bonificação da ADD e a escala de grandeza dos subscritérios da BCE fosse igual à da Classificação Profissional e no fim fosse somado o tempo de serviço/365 e a última ADD mínima de bom?
Algo como:
(50% CP + 50% Subscritérios) + Tempo Serviço Após a Profissionalização/365 + (Tempos de serviço antes da profissionalização/365)/2 + Majoração ADD
O que acham?
Por muitas fórmulas que se procurem arranjar elas nunca serão as mais corretas, porque o cálculo da graduação profissional é a mais correta das fórmulas que se conseguiu encontrar até hoje e que foi consolidada ao longo de muitos anos sem qualquer contestação de maior.
Qualquer fórmula que se crie assenta num objetivo e o objetivo do MEC é retirar com a fórmula que aplicou a experiência profissional dos docentes, passando para a opinião pública que está precisamente a fazer o contrário.
A fórmula que enunciei em cima assenta apenas num objetivo, equilibrar as atuais inflações de nota com que os alunos atualmente saem do ensino superior com as notas mais baixas de anos anteriores. Esse para mim é o maior problema que o cálculo da graduação profissional atualmente tem e basta ver o que tem acontecido com a Educação Especial, que atualmente tem uma nota mínima a rondar os 18.
De acordo com as alterações introduzidas pelo Despacho n.º 9316-A/2014, de 16 de julho, a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, no ano escolar de 2013/2014, integra apenas a componente comum. Nesta medida, e uma vez que se inscreveu para a realização de provas específicas adicionais, é-lhe devido o reembolso do respetivo montante, no valor de 15 euros. Para este efeito, solicitamos-lhe que preencha o seu Número de Identificação Bancária (21 dígitos) em http://pacc.gave.min-edu.pt/np4/formNIB.html até dia 22 de setembro.
Enviado pelo Nuno Castanheira e muito bem fundamentado.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2014/09/recurso-modelo.docx”]
Proposta de correção enviada pelo Jyoti Gomes ao modelo colocado no post.
Proponho a alteração do ponto dois do modelo para (alterei as três últimas frases):
“2 — Terminado o procedimento de seleção, o órgão de direção das escolas aprova e publicita a lista ordenada do concurso na página na Internet do respetivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, em local visível da escola ou da sede do agrupamento.”
Uma vez que a ordenação das listas de bolsa de contratação de escolas publicadas pelas escolas agrupadas ou não agrupadas com contrato de autonomia e escolas TEIP não respeitam a legislação em vigor, nomeadamente o artigo n.º 18 da portaria n.º 145-A/2011, de 6 de abril, que rege a valorização dos métodos de seleção mencionados no número 6 do artigo 39º do decreto lei nr. 83-A/2014., apresento a sua impugnação, exigindo a sua retificação e legalidade. A DGAE não converteu os resultados obtidos na Graduação Profissional e na Avaliação Curricular para uma mesma escala (e com os mesmos limites), fazendo com que este erro crasso impedisse a ponderação de 50% requerida por lei. A Avaliação Curricular passou assim, e ao contrário do que estava estipulado pelo próprio MEC, a valer muito mais do que a Graduação Profissional. O limite superior (os 100% que permitirão a posterior ponderação de 50%) da Graduação Profissional deve corresponder à mais alta Graduação Profissional existente no conjunto de candidatos para o Grupo de Recrutamento ao qual determinado candidato concorre.
O caso é relativamente grave. É que se enviarmos exigencias que permitem manter a injustiça, corremos o risco de o problema não ficar resolvido.
Seguem algumas fotos do “meet” em Coimbra, no qual estiveram presentes cerca de 40 professores, juntamente com cerca de 40 pais e EE que protestavam pela falta de condições para os seus educandos.
No final dois professores foram recebidos pela delegada regional de educação e reivindicaram, entre outros aspetos, a realização de um concurso anual único, obedecendo a uma lista de graduação, a respetiva publicação das listas inerentes e também o lançamento dos horários de duração anual como anuais e não como temporários, a partir de 15 de setembro. Foram ainda abordadas questões como a bolsa de contratação e a graduação vergonhosa dos candidatos, os horários-zero e a falta de transparência no programa de rescisões e nos concursos.
Se possível, agradecíamos que divulgasses esta ação de protesto para o MEC não andar a dizer que está tudo normal. Sabemos que a ação de Lisboa e do Porto foram bastante participadas.
Se possível, agradecíamos ainda a divulgação da seguinte ação de protesto:”O Movimento Nacional de Professores Boicote&Cerco apela aos professores para que se juntem ao acampamento de protesto dia 16 de Setembro contra esta BCE e um MINISTRO FORA DA LEI. A tenda é um símbolo da nossa precariedade e simultaneamente das cada vez piores condições de ensino que existem em Portugal. Se puderem tragam a vossa tenda. Mesmo que não possam acampar é muito importante que apareçam para dar força a esta luta. Os professores da região centro decidiram juntar-se a Lisboa e Porto. PARTILHEM colegas.
Trabalho desenvolvido por José Travado com link na imagem.
No entanto ainda faltam listas de mais de uma centena de escolas/agrupamentos. Sei também que existem escolas que ainda não publicaram a lista ordenado no seu site apenas não sei quantas não o fizeram.
Será que todas as escolas receberam a lista ordenada da BCE?
Acho que não, mas esta resposta só as escolas o podem dar.
Se quiserem podem deixar na caixa de comentários o número de ordem em que se encontram melhor e pior colocados em cada um dos grupos de recrutamento a que concorreram.
Em declarações à RTP, o presidente da Associação Nacional de Professores Contratados, César Paulo, destaca um início de ano letivo com “colocações tardias” e “oferta letiva estrangulada”.
No dia em que mais de um milhão de alunos iniciaram as aulas, o secretário-geral da FNE esteve na RTP e na TSF onde foi convidado a fazer uma apreciação crítica acerca das condições de abertura do ano letivo. João Dias da Silva lamentou os atrasos na colocação de professores, alertou para a falta de trabalhadores não docentes nas escolas e deixou uma palavra de incentivo a toda a comunidade escolar que está de regresso ao trabalho.
Os candidatos selecionados devem formalizar a aceitação da sua colocação mediante o envio de uma declaração, devidamente assinada e datada, para o endereço eletrónico [email protected], no prazo de 48 horas a contar da data de publicitação das listas de seleção.
Os candidatos selecionados integrados na carreira das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, além da declaração de aceitação, devem remeter documento com despacho autorizador da mobilidade (destacamento) emitido pelas competentes autoridades regionais.
Eu de contas não sei nada, facto. Mas sei de lógica. E a minha lógica é tão óbvia que não preciso de fórmulas (ou seja lá que nome se dá à coisa) para constatar a impossibilidade de um resultado justo na ordenação dos candidatos à Bolsa de Contratação de Escola.
Não me parece que tenha sido erro, parece-me sim que a dita fórmula tem muito de intencional. Não quero acreditar que o nosso ministro matemático não soubesse no que a fórmula ia dar ou que nem se desse ao trabalho de verificar o trabalhinho dos seus assessores. Será?
O próximo grande mistério reside no resultado final da maldita lista de ordenação. Ou de mistério não tem nada de tão certeiro que é.
Já muito se falou, já houve de tudo, desde lamentos a insultos, teorias e conspirações. De nada serve. Sabemo-lo.
De nada serve quando a pessoa que está do lado de lá, com todo o poder que tem, não tem o poder da humildade.
Também é verdade que já me questionei acerca do grau de inteligência emocional desse senhor ou da sua capacidade de empatia para com as pessoas. Talvez simplesmente não o consiga fazer, este colocar-se na pele do outro de forma a entender tudo: o sentimento de injustiça, de pena, de sofrimento pelo qual passa a classe profissional que o senhor escolheu representar.
Não sei. Mas sei. E não sabendo acabo por saber. Não importa quem este senhor é. Importam as pessoas que lutam ano após ano por um emprego e que, tal como a formiga, foram acumulando e amealhando experiência ao longo de décadas na esperança de um dia serem finalmente recompensadas e ter direito ao seu lugar na escola.
Esta lista esquece-se de todos aqueles que a serviram no passado. Não digo que os mais novos não merecem um lugar. É claro que sim. Mas devemos ser justos e coerentes.
Não me parece que algo se possa fazer quanto a este circo. Não temos homem para reconhecer os seus erros. Temos um homenzinho com o ego do tamanho de um balão. Rebenta? Claro que rebenta! Mas pode demorar.