Outubro 2020 archive

Há falta de professores? Paulo Guinote

 

É estranho que o senhor ministro desconheça estas circunstâncias, pois vai a caminho de ser o titular mais tempo no cargo desde 1974. Era tempo de acelerar a sua curva de aprendizagem. Ou de resolver o problema, em vez de lançar acusações despropositadas, apenas para se livrar de qualquer responsabilidade política perante a opinião pública.

Há falta de professores?

O alarme chegou mais cedo do que o habitual: poucas semanas depois do início das aulas já é complicado encontrar professores para substituir aqueles que entram de baixa médica ou que, por outras razões, deixaram de leccionar. Embora esta situação se tenha tornado recorrente nos anos mais recentes, o habitual é que esta escassez se fizesse mais notar a partir do 2.º período ou, como o ano passado, no fim do 1.º período.

A explicação não passa pelo contexto de pandemia e por uma eventual inundação de pedidos de baixa médica por questões de risco. Os 12.000 docentes “de risco” que iriam pedir atestado, que algumas contas por demonstrar apresentaram quase como uma ameaça ao funcionamento das aulas, ficaram-se por escassas centenas. Pelo que teremos de procurar algures as razões para a situação de carência que se vive.

Falta de candidatos à docência? Também não. Às 872 vagas abertas este ano para os quadros concorreram quase 37.000 professores em busca de colocação, bem acima dos 34.000 do ano anterior. Dos que não conseguiram entrada nos quadros, cerca de 9300 entraram em contratação inicial para o que o Ministério da Educação considera “necessidades temporárias”. Restaram mais 24.000 para substituições a realizar durante o ano lectivo. E será aqui que já voltaremos, para perceber porque agora eles parecem ter desaparecido.

Naquela sua forma de falar sobre estes assuntos, num misto de aparente desconhecimento da realidade e desejo de afastar de si qualquer responsabilidade política, o ministro da Educação deu uma entrevista em que afirmou que a falta de professores que permanece em muitas escolas se deve à negligência das direcções, singularizando o caso da Escola Secundária Rainha Dona Amélia, acusando a sua directora de não ter pedido em devido tempo os horários “a que tinha direito”. A isso respondeu, nas páginas do PÚBLICO, a presidente do Conselho Geral da escola em causa, recordando ao ministro alguns factos concretos sobre a situação das reservas de recrutamento, acusando-o de negligência na forma como se expressou e de deslealdade institucional.

Fez muito bem, mas deveria ter ido mais além e questionado se o ministro desconhece os procedimentos para a contratação de professores em regime de substituição, em especial para os lugares de docentes que se encontram de baixa médica por motivo de doença prolongada e que têm reduções lectivas por motivo de idade. O que gera horários “incompletos” para quem concorre à contratação. Ou se ignora porque muitos candidatos desistem na fase das substituições ou recusam muitos dos horários disponíveis. Se ainda não percebeu que os encargos (com deslocações e alojamento) em muitos casos não compensam os ganhos, pois com horários incompletos há perda de salário, de tempo de serviço e a contagem de tempo para efeitos de aposentação também é “racionalizada” pela Segurança Social.

Perante isto, se é verdade que existe uma preocupação em prestar as melhores condições aos alunos e “estabilizar” o corpo docente (o que inclui o pessoal contratado), seria de regressar ao que foi possível muito tempo, ou seja, completar horários a partir de, por exemplo, as 16 horas, com tarefas não lectivas ou mesmo com funções na área da preparação/apoio à produção de materiais e ferramentas para um eventual período de ensino à distância. Permitindo um salário mensal completo e a não perda de tempo de serviço. Agora só se podem completar horários, na própria escola, quando aparecem necessidades “lectivas” que encaixem no horário ou os professores têm de andar de escola em escola em busca das horas em falta, chegando a ter de leccionar em dois ou mais estabelecimentos. O que, para além de ter uma parcela de indignidade profissional, é profundamente desgastante.

Adicionalmente, deveria acabar a regra, em nome da tal “autonomia”, que impede as escolas de pedirem professores para lugares que sabem muito antes de 1 de Setembro estarem em situação de baixa prolongada, mas que agora só podem ser providos a partir das reservas de recrutamento, com “poupanças” ridículas à escala do OE mas perdas significativas para quem está sem colocação e ainda a vê atrasada várias semanas em virtude desta questão formal.

É estranho que o senhor ministro desconheça estas circunstâncias, pois vai a caminho de ser o titular mais tempo no cargo desde 1974. Era tempo de acelerar a sua curva de aprendizagem. Ou de resolver o problema, em vez de lançar acusações despropositadas, apenas para se livrar de qualquer responsabilidade política perante a opinião pública.

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A escola faz um retrato à saúde, à democracia ou a ambas? Paulo Prudêncio

 

A escola faz um retrato à saúde, à democracia ou a ambas?

“Nada foi feito para durar. Vivemos em tempos líquidos cheios de sinais confusos, propensos a mudar com rapidez e de forma imprevisível.” Se as ideias de Zygmunt Bauman (1925-2017) já se aplicavam à escola da sociedade pré-covid, então retratam na perfeição o clima das “salas de aula” nas fases já vividas da covid-19.

Repare-se que mesmo nas décadas do tempo sólido, em que para que todas as escolas abrissem em Setembro bastavam listas das turmas e horários, a OCDE (2019) concluía: seria insuficiente se “os professores portugueses não fossem os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos” (e, já agora, acrescento que, em regra, os alunos ajudavam muito).

No tempo sólido, e apesar de políticas educativas comprovadamente contraditórias e líquidas, a sociedade desenvolveu-se, escolarizou-se e melhorou as aprendizagens dos alunos (os resultados em educação demoram duas décadas a aparecer). Aliás, no início da década de 80 do século passado estavam tão atrasadas em relação à generalidade dos países europeus que esta semana se percebeu o óbvio: progredimos mais do que a média dos já desenvolvidos. Contudo, e segundo dados de António Costa Silva, somos o “pior” país europeu na conclusão do secundário e é consensual que ainda temos muito caminho a percorrer para eliminar a pobreza e o abandono escolar precoce.

Dito isto, é compreensível que a origem das desigualdades preencha as interrogações escolares mais prementes com simples formulações: por exemplo, se o resultado de um teste à covid-19 demora entre 48 e 72 horas, e se um aluno, professor ou outro profissional da educação de uma escola pública de massas tiver sintomas fortes, e até for internado, as pessoas que integram as bolhas com quem interagiu continuam a frequentar os mesmos espaços até se saber o resultado do teste? E o procedimento é igual em todas as áreas da sociedade e até em ambientes escolares menos massificados, com outro tipo de financiamento ou num grau de ensino onde a frequência é semana sim, semana não? Ou as respostas remetem-nos para mais efeitos do tempo líquido, e que se reflectem dentro das salas de aula, e a covid-19 resume-se a mais um difícil exercício que ficará entregue à citada conclusão da OCDE e à ajuda dos alunos? Ou tudo isto é um retrato da saúde ou da democracia? Ou de ambas?

Importa sublinhar que, se havia apreensão com o modo como as democracias lidam com pandemias, a resposta dos cidadãos foi exemplar. Com tantas e naturais incertezas da ciência, os cidadãos usaram a informação e anteciparam o isolamento social e outras medidas preventivas. Para isso, foi importante a prevalência da verdade e o clima de confiança que originou. Os cidadãos não estavam para estratagemas, infantilizações nem mistificações. Revelaram maturidade na adversidade. Queriam a verdade, por mais dura que fosse. Lidaram melhor com “toda a informação”. Anteciparam as exigências e incluíram os desvios desinformados. Houve uma auto-regulação cidadã que abriu uma janela de esperança e que contrariou os efeitos dos “novos hackers de dados da Cambridge Analytica”. E se houve, com a verdade da primeira vaga, um envolvimento cidadão que fortaleceu as democracias e confinou os movimentos mais populistas e irresponsáveis, espera-se que numa possível segunda vaga a transparência volte a ser inalienável.

 

 

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Pedida bolsa para professores de risco darem aulas à distância

Algo já proposto por muitos…

Pedida bolsa para professores de risco darem aulas à distância

Dirigentes e diretores alertam que, sem estratégia, vai continuar a agudizar-se a falta de docentes nas escolas.

Há escolas com dificuldades em garantir o acompanhamento à distância a alunos em isolamento profilático. A denúncia é feita pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) que defendem a criação de uma bolsa de professores de risco que garantam esses apoios. As dificuldades de substituição dos docentes vão agravar-se este ano, garantem

 

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António Nóvoa no Webinar “E agora, professores?”

No próximo dia 5 de outubro de 2020, entre as 17 e as 18h30, a Federação Nacional da Educação, no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Professor de 2020, organiza o webinar “E agora, professores?” que vai contar com o Professor Doutor António Nóvoa como orador e com João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE e Álvaro Almeida dos Santos, Presidente da Assembleia-Geral da ANDAEP (Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas) como moderadores da conversa.

“Como reinventar o modelo escolar, tal como o conhecemos nos últimos 150 anos? O quadro-negro é inútil? Não. Nada substitui uma boa lição. Quer isto dizer que, a partir de agora, tudo será digital? Não. Nada substitui um bom professor. Em educação, a covid-19 não trouxe nenhum problema novo. Mas revelou as fragilidades dos sistemas de ensino e do modelo escolar.

Acreditar que nada vai mudar ou que tudo vai mudar rapidamente são duas ilusões igualmente absurdas. Em educação, as mudanças são sempre longas, fruto do trabalho de várias gerações.

Mas a questão essencial nunca é sobre os instrumentos, é sempre sobre o sentido da mudança. Duas perguntas principais marcam o ritmo das interrogações pedagógicas do nosso tempo: como construir um ambiente educativo estimulante? Como entrelaçar o trabalho educativo dentro e fora das escolas? À primeira pergunta responde-se com a metáfora da biblioteca. À segunda pergunta responde-se com a metáfora da cidade.”

António Nóvoa

Inscreva-se antecipadamente e de forma gratuita para este webinar:

https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_J9j47wBLS6exED74UgpzWQ

Após a inscrição, receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar no webinar.

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Dia Mundial do Professor

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Professor.

Professor,

Um ser humano indispensável em qualquer comunidade

Um promotor de seres humanos independentes, pensantes e livres

Uma fonte de liberdade e de futuro.

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Cinema Sem Conflitos: “Tempo”

Título:  “Tempo” | Autores: “Angela Arzumanyan

Gus sempre teve paixão por tocar bateria e subir no palco, mas está preso trabalhando na cozinha de um clube de jazz. Depois que a cozinha fechou, Gus teve a tarefa de lavar a louça. Ele então pega suas próprias baquetas e começa a tocar em potes e frigideiras.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Falta de incentivos? Há falta de muito mais e já faltam 951 professores

O outro ministro dizia e diz que há professores a mais. Este não diz nada, nem resolve o problema. O que vier a seguir…

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A ecologia “pandémica” da limpeza do seu espaço…

 

 

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Mais trabalhadores nas escolas? Recomendações são como conselhos, cada um segue os que quer…

Uma recomendação é isso mesmo, uma recomendação, sem nada que vincule a uma ação concreta. Uma recomendação, um conselho, uma advertência, um aviso, uma indicação, acho que é mesmo isso, uma indicação de um caminho que pode ou não ser seguido.

O BE viu aprovada o seu Projeto de Resolução Nº 654/XIV/2ª que, não passa de uma recomendação. recomenda a contratação de mais Professores, Técnicos Especializados e trabalhadores Não Docentes para a Escola Pública.

A votação foi engraçada, o PSD e o PS abstiveram-se (a mensagem é clara, estão pouco borrifando-se para isto) A IL votou contra (as escolas estão cheias de gente, não precisam de mais) e os restantes votaram a favor, Feitas as contas, foi a minoria dos deputados da AR que aprovou algo que não vai ter qualquer efeito prático.

A conclusão só pode ser uma:

Convém dar uns rebuçados ao pessoal, porque é necessário aprovar o orçamento para 2021.

 

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 654/XIV/2ª
RECOMENDA A CONTRATAÇÃO DE MAIS PROFESSORES, TÉCNICOS
ESPECIALIZADOS E TRABALHADORES NÃO DOCENTES PARA A ESCOLA
PÚBLICA

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Cinema Sem Conflitos: “Sonder”

Título:  “Sonder” | Autores: “Neth Nom

Por anos, Finn e Natalie seguiram o mesmo caminho. Mas quando seu tempo juntos chega ao fim, Finn se encontra perdido em uma terra misteriosa. Paralisado pelo medo de seguir em frente, Finn deve reunir forças para abrir um novo caminho.

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Da negligência das palavras à (des)lealdade institucional – Isabel La Gué

 

Qual elefante numa loja de porcelana, o incómodo do ministro da Educação é óbvio: como explicar à população portuguesa, sequiosa do regresso dos nossos jovens à normalidade da vida escolar, que esse regresso é (também) ameaçado, nalgumas zonas do país, entre as quais Lisboa, pela (quase total) inexistência de candidatos às funções docentes?
No dia 30 de setembro, em entrevista à revista Visão, pode ler-se:
“[…] Interrogado sobre a falta de professores e o arranque do ano letivo com turmas sem vários docentes, Tiago Brandão Rodrigues diz que ‘a substituição dos professores é um sistema muito oleado’. ‘Conseguimos substituir os professores com relativa celeridade. Todas as semanas correm reservas de recrutamento que substituem os professores que eventualmente estejam num sistema de proteção por baixa médica ou que pertençam aos grupos de risco’, explica. ‘Sabemos que as necessidades que temos de professores e a oferta disponível são uma luva e uma mão que não encaixam perfeitamente’, admite porém.
Acerca de um caso concreto, na Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, onde algumas turmas arrancaram o ano com falta de professores em seis disciplinas, o ministro é perentório: mais do que falta de diligência, houve ‘negligência’. ‘A diretora da escola foi negligente na substituição [dos professores] e não pediu aquilo a que tinha direito. E os serviços do Ministério da Educação contactaram a diretora para entender o que tinha acontecido. As pessoas erram, nós entendemos, mas a escola não fez o trabalho que devia ter feito’, afirma. […]”
Muitas serão as questões de ordem ética que tais palavras, proferidas pelo mais alto responsável da Educação, suscitam junto de muitos de nós. Tremendo, ou mesmo irrevogável [1], é o estrago produzido. Depois de ditas, as palavras, cuidadosa ou negligentemente escolhidas, deitam por terra qualquer hipótese de redenção. A verdade, essa, parece ficar absoluta e liminarmente secundarizada.
Fazendo um verdadeiro esforço de contenção e de objetividade, considero que urge esclarecer o seguinte, para que não restem quaisquer dúvidas:
A falta de professores na Escola Secundária Rainha Dona Amélia (ESRDA) é um facto que persiste, à data de hoje, e que seguramente não resulta de eventual falha, a ter acontecido, da atual diretora. Importa esclarecer que existe um problema de fundo no sistema educativo português; um problema que não data, apenas, da anterior legislatura, mas que tem sido negligenciado de forma sistemática por mais do que um titular da pasta da Educação. Qual elefante numa loja de porcelana, o incómodo do ministro da Educação é óbvio: como explicar à população portuguesa, sequiosa do regresso dos nossos jovens à normalidade da vida escolar, que esse regresso é (também) ameaçado, nalgumas zonas do país, entre as quais Lisboa, pela (quase total) inexistência de candidatos às funções docentes?
É disto evidência a recente publicitação da 4.ª Reserva de Recrutamento, disponível no sítio da Direção-Geral da Administração Escolar [DGAE] – dos nove horários pedidos pela diretora da ESRDA, apenas um terá sido preenchido…
Tal como noutros tempos, a política parece ser a de dividir para reinar. Os diretores são elogiados quando convém e descartados à primeira oportunidade
Na “máquina oleada” do Ministério da Educação falta a matéria-prima sem a qual o sistema educativo entra em falência: os professores. Assobiar para o lado e fingir que tudo corre sobre rodas, assumir que as falhas são humanas e da gestão de quem está no terreno, é não só desleal, como preocupante: todos sabemos que não será de um ano para o outro que se repõem os quadros docentes nas escolas. Há que repensar a carreira desde o seu início. Por que razão não são os cursos de ensino atrativos para os candidatos ao ensino superior? O que tem sido feito para dignificar a carreira docente de modo a torná-la, como deveria ser, estimulante e apelativa, de difícil acesso, até? Uma carreira a que só os melhores pudessem aspirar… Estamos muito longe de tudo isso, infelizmente.
Tal como noutros tempos, a política parece ser a de dividir para reinar. Os diretores são elogiados quando convém e descartados à primeira oportunidade. Os professores, de tão maltratados, começam a acreditar que a solução é desistir, ou fazer por merecer os maus tratos. Os pais querem acreditar nas escolas, mas abrem-se brechas de insegurança, pois a confiança não é cega nem inabalável. Muitos alunos continuam, e mais ainda continuarão no futuro próximo, sem professor(es).
À gritante falta de soluções, soma-se o silêncio dos inocentes. Todos nós.
[1] Programa Irrevogável, Visão
Professora e presidente do Conselho Geral da Escola Secundária Rainha Dona Amélia, Lisboa

 

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A Minha Posição na Lista com Dados da RR4

Foi atualizada a aplicação “A Minha Posição na Lista” com os dados da Reserva de Recrutamento 4.

 

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Em 2 dias mais de 700 horários para Contratação de Escola… e muitos completos e anuais

Dos 851 horários em Oferta de Escola neste momento, 750 dizem respeito a horários que não foram ocupados nas Reservas de Recrutamento.

Há 136 horários completos por preencher… só no grupo de Informática são 106, mas os grupos de Inglês, Geografia e Eletrotecnia também entram na equação. E brevemente veremos outros grupos com o mesmo problema.

Lisboa, Faro e Setúbal continuam a ser os distritos onde a falta de professores mais se faz sentir. Só no Agrupamento de Escolas das Laranjeiras há 16 professores por colocar. Ficam os números…

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Faltam professores em Lisboa mas as listas de candidatos já estão a esgotar-se

No público de hoje o estudo feito no blog esta semana sobre os candidatos que se encontram nas listas de não colocação.

Ainda faltam professores em Lisboa mas as listas de candidatos já estão a esgotar-se

Os três professores de História que foram colocados, nesta quinta-feira, em escolas de Lisboa praticamente esgotaram a lista de candidatos disponíveis para ensinarem esta disciplina na capital e arredores. A previsão é feita pelo professor e especialista em estatísticas da educação Arlindo Ferreira depois de ter analisado as listas de docentes não colocados no concurso semanal (reserva de recrutamento) concluído a 1 de Outubro.

Nos últimos dois anos, História tem sido uma das disciplinas com mais falta de professores em Lisboa, a que se juntam informática, Geografia e Inglês. Nas duas primeiras não houve docentes colocados na última reserva de recrutamento em Lisboa e segundo os cálculos apresentados no blogue de Arlindo Ferreira, “Dearlindo”, nas listas de não colocados já não existirão candidatos que concorram a esta região. No que respeita a Inglês, que também não teve colocações na capital, sobrarão 24 potenciais candidatos.

Nestes concursos os professores são colocados em função das preferências que inscrevem nas candidaturas. Através das reservas de recrutamento, que se iniciaram a 4 de Setembro, foram colocados cerca de nove mil professores, dos quais 1754 no concurso desta semana (40 em Lisboa)

No ano passado, por volta desta altura, o número de colocados foi de 845. Apesar do número de colocações estar a ser superior ao de 2019 em todos os concursos já realizados este ano, as queixas devido à falta de professores continuam a chegar das escolas, sobretudo as situadas nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve.

O envelhecimento da classe docente

As razões circunstanciais para que tal aconteça estão identificadas. Com o envelhecimento da classe docente há cada mais professores do quadro a sair para a reforma. Entre 2019 e 2021 serão cerca de seis mil, segundo estimativas do Ministério das Finanças. E os contratados que os poderiam substituir recusam ser colocados nas regiões onde o custo do aluguer de casas mais subiu, como é o caso de Lisboa e do Algarve.

O vencimento destes docentes é calculado em função das horas de aulas que dão e muitos dos horários que se encontram disponíveis para ocupar estão abaixo das 22 horas por semana, que é a carga lectiva “normal” dos professores até aos 50 anos.

Na semana passada, o Ministério da Educação garantiu que o sistema de incentivos para fixar professores nestas regiões, anunciado no ano passado, “será agora incrementado”, mas continua sem se saber exactamente quando ou em que consistem tais incentivos.

Este ano há também o problema da covid-19, mas segundo o ministério só 250 professores tinham apresentado, até à semana passada, atestados comprovando que pertencem a grupos de risco, podendo por isso ficar dispensados de dar aulas.

Pelo caminho sobram 18 mil docentes por colocar, mas só a educação pré-escolar e a educação física têm mais candidatos à espera do que aqueles que, entretanto, já tiveram lugar. Mais uma vez o balanço é de Arlindo Ferreira. Quanto a regiões, Lisboa e Vale do Tejo terá agora 15 disciplinas com menos de 5% de candidatos e o Algarve soma oito. Para além das disciplinas “clássicas” no que respeita à escassez de recursos juntam-se agora, no 3.º ciclo e secundário, Física e Química, Biologia e Geologia, Matemática e Português entre outras.

 

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Subdelegação de competências nos diretores para a constituição de Reservas de Recrutamento

Por este andar a bolsa estará pronta a colocar “pessoal” em junho…

 

Publicado hoje o Despacho do Subdiretor-Geral da Administração Escolar, César Israel Mendes de Sousa Paulo, com a subdelegação de competências nos diretores dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas e nos presidentes das comissões administrativas provisórias, para a realização do procedimento concursal comum de recrutamento, nos termos do artigo 32.º da Portaria n.º 125-A/2019, de 30 de abril (Reservas de recrutamento em órgão ou serviço).
Educação – Direção-Geral da Administração Escolar

 

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Recomendação do CNE sobre: “A condição dos assistentes e dos técnicos especializados que integram as atividades educativas das escolas”

 

O Conselho Nacional de Educação, em reunião plenária de 24 de setembro, deliberou aprovar o projeto, emitindo a presente Recomendação sobre A condição dos assistentes e dos técnicos especializados que integram as atividades educativas das escolas  que é complementada pelo RelatórioTécnico.

 

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Cinema Sem Conflitos: “Saudade”

Título:  “Saudade” | Autores: “Agota Vegso

A história de um velho que viaja de volta em suas memórias e se redescobre nesta jornada interior. Saindo da solidão, ele encontra amizade, amor, obsessão, aceitação e, finalmente, paz.

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Que escolas têm registo de casos positivos de Covid-19?

Covid-19. Saiba que escolas têm registo de casos positivos

Do ensino público ao privado, do básico ao superior, os estudantes enfrentam um cenário inédito, com novas regras para combater potenciais surtos nas instituições. O regresso às aulas em regime presencial pode estar condicionado e algumas escolas encerraram temporariamente. Acompanhe a resposta da comunidade escolar à pandemia do novo coronavírus.

[última atualização a 2 de outubro às 13h00]

 

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 Recomendações para a Melhoria das Aprendizagens dos Alunos em Matemática

 

O Grupo de Trabalho de Matemática (GTM), constituído pelo Despacho n.º 12530/2018, de 12 de dezembro, publicado em 28 de dezembro, alterado pelo Despacho n.º 7269/2019, de 16 de agosto, produziu o relatório Recomendações para a Melhoria das Aprendizagens dos Alunos em Matemática, que se publica na página eletrónica da Direção-Geral da Educação (DGE).

Mais se informa que a versão preliminar do presente relatório foi sujeita a audição pública entre o verão e o outono de 2019, tendo sido recebidos 85 pareceres e contributos, assinados em nome individual, por grupos de professores e por entidades. Foram realizadas seis reuniões com educadores e professores de Matemática de diversas regiões de Portugal Continental e, ainda, realizadas quinze reuniões presenciais, maioritariamente na DGE, tendo sido, para tal, convidadas diversas entidades, nas quais se incluem associações, sindicatos e sociedades científicas.

Para a elaboração da versão final do relatório, todos os contributos foram analisados e discutidos. Procurou-se considerar tantas sugestões quanto possível, mantendo a coerência do documento. A última secção do atual relatório apresenta as recomendações organizadas em quatro domínios: o currículo de Matemática, dinâmicas de desenvolvimento curricular, avaliação do desempenho dos alunos e formação de docentes.

 

 

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Perguntas e Respostas para dúvidas sobre a COVID-19 nas escolas

 

Semanas depois de milhares de crianças regressarem às aulas ainda existem procedimentos que deixam dúvidas. Quais são os conselhos dos especialistas e das autoridades para casos de febre? E de contactos com infectados?
O PÚBLICO reuniu perguntas (e respostas) sobre a covid-19 e as escolas.
Semanas depois de milhares de crianças regressarem às aulas ainda existem procedimentos que deixam dúvidas. Quais são os conselhos dos especialistas e das autoridades para casos de febre? E de contactos com infectados?
O PÚBLICO reuniu perguntas (e respostas) sobre a covid-19 e as escolas.
Num ano lectivo diferente dos outros em muitas coisas (e com o país em situação de contingência pelo menos até 14 de Outubro), há regras que alunos, professores, pais e funcionários já sabem que têm de seguir — há que respeitar o distanciamento, a utilização de máscara no recinto escolar e as regras de higiene já conhecidas. Mas se há coisas que a comunidade escolar sabe de cor, existem alguns procedimentos que ainda deixam dúvidas. Se uma criança tiver sintomas quem liga para a linha SNS24? São os pais ou é alguém da escola? E se o aluno esteve com alguém infectado a escola deve ser avisada? O PÚBLICO reuniu conselhos de um especialista em saúde pública e da autoridade da saúde para responder a algumas destas dúvidas.
Esta semana, a directora-geral da Saúde avançou que existem 12 escolas com surtos identificados do novo coronavírus: cinco no Norte, uma no Centro, seis em Lisboa e Vale do Tejo e nenhuma no Alentejo e Algarve. No total, estão “78 pessoas implicadas como casos positivos para SARS-Cov-2 que depois originaram contactos e pessoas em isolamento num número diferente deste”, revelou Graça Freitas em conferência de imprensa na segunda-feira, informação que voltou a reforçar esta quarta quando foi ouvida na Comissão de Saúde da Assembleia da República.
O que se deve fazer se um aluno tiver febre na escola?
Uma vez que a febre é um dos sintomas covid-19, os procedimentos são iguais aos de um caso suspeito. Se o aluno tiver uma temperatural corporal superior 38ºC deve ser contactado o encarregado de educação, a linha SNS 24 ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para este efeito.
No guia de controlo de transmissão da covid-19 nas escolas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) é feita, no entanto, uma ressalva: “Importa considerar que a febre é um sinal inespecífico, que faz parte do quadro clínico de outras doenças. Durante o período de inverno, é comum crianças e jovens apresentarem quadros respiratórios decorrentes de outras doenças.
E o que fazem os pais se o filho tiver febre?
A resposta a esta questão foi dada por Graça Freitas numa das conferências sobre a covid-19, uma semana antes do regresso às aulas. A directora-geral da Saúde deixou um apelo para que os encarregados de educação não levem para a escola uma criança “que apresente febre, tosse ou outros sintomas” de infecção.
O que devem fazer os encarregados de educação?
O primeiro passo é ligar para a linha SNS24, que fará a triagem à distância. Por aí, os pais serão informados quanto ao que devem fazer a seguir. “Até pode ser posta de parte a hipótese de ser uma doença por covid, e a criança ser encaminhada para outra situação. Se nesta triagem for considerado que é um caso suspeito, os pais têm de avisar a escola e a escola tem de avisar a autoridade de saúde”, explicou Graça Freitas. “É esta linha de comunicação que é muito importante.”
osto isto, a autoridade de saúde terá de tomar duas decisões: testar a criança com sintomas e fazer “um inquérito rápido à escola para perceber se alguns alunos, até se saber o resultado do teste, precisam de ficar em isolamento profiláctico apenas por precaução”.
Quem liga para a linha SNS24, a escola ou os pais em casa?
À partida são os pais que ligam para a linha SNS 24 nos dois casos. Se um aluno for identificado como caso suspeito enquanto está na escola deve ser acompanhado por um adulto até à área de isolamento. A seguir, o encarregado de educação deve ser contactado, informado sobre o estado de saúde do filho, e deve dirigir-se à escola, preferencialmente em veículo próprio. Já na área de isolamento, deve ser o encarregado de educação a contactar o SNS 24, mas, segundo o guia da DGS, o director ou outro funcionário pode realizar o contacto telefónico se tiver autorização prévia do encarregado de educação.
Se a criança ou o jovem apresentar sintomas da covid-19 quando estiver em casa também são os pais que contactam a linha e seguem as orientações que lhes forem dadas.
Se a criança tiver sintomas será automaticamente testada?
Não necessariamente. De acordo com Bernardo Gomes, especialista em saúde pública, a triagem clínica pode determinar que isso não é indicado por haver “explicação alternativa plausível e probabilisticamente mais indicada”. “Uma das questões que temos de evitar é a testagem sem indicação porque se gastam recursos importantes quando não são necessários”, explica ao PÚBLICO o também docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Segundo o guia da DGS, o teste é prescrito pela autoridade de saúde a todos os casos suspeitos e apenas aos contactos de alto risco, e deve ser realizado o mais rapidamente possível.
E se não for? Os pais podem tomar essa iniciativa?
Sim. De acordo com o especialista, essa iniciativa fica sempre “à liberdade da família. “No entanto, por uma questão de poupança de recursos, recomenda-se que seja feita apenas quando indicada por um profissional de saúde”, refere. Há ainda que ressalvar que o teste é gratuito apenas quando é prescrito através do Serviço nacional de Saúde (SNS) ou entidade que cubra o respectivo custo.
Se o aluno teve contacto com um caso infectado a escola deve ser informada?
No caso de a criança ter ficado em isolamento por causa desse contacto a resposta é sim. “A comunicação do isolamento profiláctico de uma criança, por ser contacto de um caso, deve ser feita à escola através do envio da declaração de isolamento, até para justificar faltas e accionar mecanismos que permitam a criança acompanhar, dentro do possível, a actividade escolar”, refere Bernardo Gomes.
Ainda assim, o especialista deixa um alerta: “Convém dizer que um dos equívocos comuns é considerar que existe risco imediato para contactos de contacto de caso, como seria o exemplo da turma em questão. O esclarecimento cabal da questão, para evitar equívocos, deve ser feito entre a direcção da escola e a unidade de saúde pública local. No limite, a criança até pode não ser considerada contacto de risco, avaliação que deve ser feita pela respectiva unidade de saúde pública”, diz.
Se os pais tiverem filhos em escolas diferentes e um deles estiver em isolamento devem avisar a outra escola?
Não. Segundo explica Bernardo Gomes, não se coloca essa obrigação no caso de ser um isolamento profiláctico (contacto de um caso infectado). “Se estivermos a falar de um caso enviado para casa para isolamento, possivelmente a irmã/irmão terá de ficar em isolamento profiláctico e aplica-se a circunstância descrita na situação anterior”.
O filho teve um teste laboratorial positivo. O que fazem os pais?
Um estudante que esteja infectado deve permanecer em isolamento, seguindo as indicações da autoridade de saúde, até cumprir “com os critérios de cura” e poder regressar ao recinto escolar, segundo descreve a DGS no seu guia.
Como é feita a substituição se um professor estiver infectado?
A substituição é feita tal como nos outros anos, através da chamada reserva de recrutamento, uma espécie de bolsa para professores sem contrato que não foram colocados. As escolas devem comunicar, numa plataforma, quais as necessidades de substituição de professores que têm. As escolas indicam essas necessidades até a um dia específico da semana, normalmente à quarta-feira e a tutela responde à sexta — o professor tem 48 horas para se apresentar na nova escola.
A única novidade neste ano é que, nessa plataforma, existe um campo específico para a covid-19, ou seja, para assinalar os docentes que se tenham de ausentar por motivos relacionados com a doença. Quanto ao tempo que demora um docente a ser substituído, idealmente uma semana, mas basta que o professor apresente, por exemplo, um atestado médico a uma quinta-feira para que o processo de substituição só avance na quarta-feira seguinte.
Como é feito o acompanhamento escolar a um aluno se este for o único em isolamento?
Tanto o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, como o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, explicam que a solução apresentada pode variar de escola para a escola. Mas, de uma forma geral, explica também o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, se for apenas um aluno para casa (ou um grupo minoritário da turma), e já que os professores não podem duplicar os seus encargos, serão os directores de turma a orientar o trabalho com o encarregado de educação em casa em articulação com os professores da turma — esta solução funciona no 2.º e 3.º ciclos e secundário.
No caso do primeiro ciclo, a articulação é entre o professor titular de turma, o encarregado de educação e o aluno. No pré-escolar, a articulação é entre o educador de infância e o encarregado de educação, no sentido de se fazerem algumas actividades em casa. Já se for a turma toda para casa, ou a maioria da turma, diz Manuel Pereira, aí os professores darão aulas à distância. Mário Nogueira afirma que, por norma, o aluno em casa recebe o apoio que é possível aos professores darem, tendo em conta que estão a dar aulas presenciais ao resto da turma. Mas vão sendo enviados textos e actividades para que aquele aluno vá estudando em casa e não fique fora da actividade curricular durante aquelas duas semanas. Quando vai a turma inteira para casa, o docente trabalha com a turma à distância durante aquele período.
Algumas excepções podem prever que um professor com horário incompleto dê apoio a alguns dos alunos que tenham de ir para casa. Filinto Lima acrescenta que pode haver uma articulação entre o Estudo em Casa, a telescola, a escola e os alunos em quarentena. Mas ressalva que cada escola tem o seu plano de ensino à distância para responder a esses constrangimentos.
Vai ser feita medição da temperatura nas escolas?
Não. A medição de temperatura não é obrigatória nem é uma medida recomendada, segundo a DGS. “Qualquer pessoa, aluno ou pessoal docente ou não docente que frequente o estabelecimento de educação ou ensino deve vigiar o estado de saúde e não se deve dirigir para a escola se verificar o aparecimento de sintomatologia”.
Além disso, segundo a Comissão Nacional de Protecção de Dados, a recolha de dados de saúde nas escolas só pode ocorrer se houver manifestação explícita de vontade por parte do aluno ou do encarregado de educação. Ainda assim, as escolas têm autonomia para tomar algumas decisões e podem determinar que a medição da temperatura seja feita à entrada do estabelecimento de ensino.
As crianças têm menor risco de contrair a doença?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos em crianças e jovens até aos 18 anos representam apenas cerca de 1 a 3% das infecções mundiais. Ainda assim, estes parecem ser tão susceptíveis à infecção quanto os adultos, apesar de apresentarem formas ligeiras ou assintomáticas (sem sintomas) da doença. Sabe-se, no entanto, que o período de incubação (que se estima ser entre 1 e 14 dias) é igual em crianças e adultos.
Qual é o papel das crianças na transmissão?
A DGS refere, no seu guia, que o contributo das crianças na transmissão de SARS-CoV-2 não é ainda bem conhecido, pelo que são necessários mais estudos. “Embora os menores possam ser menos afectados, importa considerar o elevado número de contactos que estes podem ter no contexto escolar e na comunidade. Até hoje, foram relatados poucos surtos envolvendo crianças ou estabelecimentos de educação ou ensino. Contudo, o baixo número de casos entre pessoal docente e não docente sugere que a disseminação de covid-19 em contexto escolar limitada”.

 

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A falta de professores nos QZPs 7 e 10…

Este artigo é um complemento aos números ontem aqui avançados, de forma a tentar perceber a situação caótica de alguns grupos de recrutamento nos QZP’s 7 e 10. Para isso, analisamos o último candidato contratado com horário completo nesse QZP (excluído aqueles que entraram ao abrigo do DL 29/2001), considerando como opositores todos os que estão na lista de não colocados cujo número de ordem seja superior.

De uma forma simples, retiramos das listas de não colocados aqueles que garantidamente não concorreram para o QZP 7  e 10 para horários completos.

E os números dão-nos uma visão mais concreta da falta de professores nestes dois QZP’s:

  • No QZP 7 (Lisboa e Vale do Tejo), há 15 grupos de recrutamento que têm menos de 5% de candidatos, havendo até grupos sem nenhum. Se considerarmos que muitos destes possíveis opositores não concorrem para o 7… então prevê-se uma grande dificuldade nestes AE em preencher todos os horários em falta nas escolas.
  • No QZP 10 (Algarve), são 8 os grupos com menos de 5% de candidatos;
  • Relativamente ao resto do país haverá menos de 6600 candidatos no QZP 7 e 5500 no QZP 10;
  • Os números serão ainda piores se considerássemos os horários incompletos.

Os “paliativos” que se têm usado não são suficientes (alguns aumentam até o problema), uma vez que normalmente representam uma sobrecarga para os restantes professores da escola ou uma abertura para profissionais não docentes que dificilmente contribuirá para uma melhoria da qualidade de ensino.

Esta é uma questão estrutural que poderá ser atenuada se houver um aumento da atratividade da carreira e uma diminuição da precariedade. É urgente criar uma equipa multidisciplinar que analise este problema de frente e se comprometa com soluções justas, claras e duradouras.

 

 

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Os CG funcionam a bel-prazer…

Este órgão tem de ser repensado de forma a devolver a real democracia às escolas…

Os Conselhos Gerais das Escolas

Voltando ao regime de autonomia, administração e gestão das escolas, cumpre-me aqui informar que, tal como previsto para o ensino superior, também as escolas secundárias e os agrupamentos de escolas passaram a ter um conselho geral – que desempenharia as funções da administração, substituindo em muito, pelo menos teoricamente, a administração central. Seria (e é) composto por um número relativo de professores e pessoal não docente eleitos, encarregados de educação auto-designados, membros designados pela autarquia e membros designados por organizações da comunidade local. As escolas secundárias também elegem alunos para o CG. O seu presidente é eleito pelos seus membros (num máximo de 21) não sendo obrigatório que seja escolhido um professor.

As competências do CG são essencialmente de eleição e supervisão do diretor (nome já de si de má memória e muito mal escolhido) podendo demiti-lo, e de supervisão geral do(s) estabelecimento(s) de educação e ensino.

Teoricamente muito bem! Lembro-me de ter estudado esta partição de poderes – administração/gestão, a primeira para a comunidade educativa, a segunda para o diretor – quando fiz a minha primeira Pós-graduação em Administração Escolar na Universidade de Aveiro em inícios de 90. Influências da governação das escolas nos países da Europa do Norte.

A aplicação veio quase vinte anos mais tarde. Mas, tal como a Professora aponta para a relação de autêntica manipulação do CG pelos Reitores, o mesmo – ou pior – acontece no geral das escolas e agrupamentos: Os diretores “mandam” nos CG, manipulam-nos para a sua eleição ou continuidade no cargo, os membros do dito CG estão completamente desinteressados das suas funções e competências e as reuniões são praticamente reduzidas a carradas de informações dadas pelos diretores. [Fico a saber que, infelizmente, os Conselhos Pedagógicos – órgão da máxima importância nos regimes jurídicos anteriores – limitam-se agora também a ouvir infindáveis informações dos diretores… ]

Quem disse, quem pensou, quem acreditou que este povo, amarfanhado na sua maioria pela ignorância rural e eclesiástica e pela desinstrução instituída ao longo de séculos, estaria já pronto para responder aos desafios da democracia representativa, da cidadania ativa, da intervenção dinâmica nas instituições?

Que me desculpem, mas vão ter de passar décadas antes que isso aconteça. E, por favor, não me venham com exemplos esporádicos, que esses, embora muito apreciáveis, não contam para a generalidade de um país que se quer moderno e interventivo.

Graça Sampaio, in picosderoseirabrava

 

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Cinema Sem Conflitos: “Sarah”

Título:  “Sarah” | Autores: “ChiaoYing Chen

Uma menina misteriosa coleta garrafas de vidro do oceano. A cada garrafa que coleta, ela as pendura sob um mirante no final de um cais. No entanto, neste dia em particular, outra garrafa cai do céu no oceano, com uma nota brilhante.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Fraco é o lider que sacode a água do capote…

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Nós continuamos a descontar todos os meses

 

ADSE promete reembolsar beneficiários em menos de 60 dias

Beneficiários esperam mais de cinco meses para reaver o dinheiro das consultas do regime livre. Em 2021, a ADSE exige 56,1 milhões ao Estado para pagar despesas com aposentado isentos de contribuir.

No próximo ano, a ADSE compromete-se a resolver os atrasos no reembolso do dinheiro adiantado pelos beneficiários que recorrem a médicos sem convenção com o sistema de protecção na doença da função pública. O conselho directivo assegura que, em 2021, os reembolsos do regime livre serão pagos em menos de 60 dias após o envio das facturas, respondendo a uma das principais queixas dos beneficiários que, em média, têm de esperar pelo menos cinco meses para reaver o dinheiro.

 

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Números de Não Colocados Após a Reserva de Recrutamento 4

O próximo quadro mostra os dados preocupantes para o futuro sobre o número de docentes que aguardam colocação para 2020/2021, após a reserva de recrutamento 4.

Nas listas de não colocados existem apenas 36,3% de docentes que aguardam colocação em todos os grupos de recrutamento. Menos do que havia em 2019 na reserva de recrutamento 10.

Apenas os grupos de recrutamento 100 – Educação Pré-Escolar e 260 – Educação Física têm mais candidatos em lista de espera do que aqueles que foram colocados.

As 18.255 candidaturas que aguardam colocação representam 12.327 docentes, pois existem docentes a concorrer a mais de 1 grupo de recrutamento.

Aquilo que deveria acontecer apenas em Dezembro já se faz sentir no primeiro dia de outubro.

 

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As medidas de distanciamento que (des)cumprem…

Nas escolas aplicamos medidas ao centímetro, porque até já há quem queira levar a tribunal diretores, professores e funcionários. A caminho da escola é isto e ninguém fala em levar a empresa de transportes seja para onde for… Regras… nós cumprimos.

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Lista Colorida – RR4

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR4.

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O Problema Será Muito Maior do Que eu Previ Sobre o Número de Professores Disponíveis para Substituir

Nas previsões que fiz para as reservas futuras apontei um número de 1000 colocações na Reserva de Recrutamento 4.  No entanto, hoje foram colocados 1754 docentes, número muito acima daquilo que tem sido habitual nos últimos anos para esta altura.

Já existem listas de não colocados quase a esgotar-se e durante o mês de Outubro algumas delas vão ficar sem candidatos.

Existe algum plano para ultrapassar este problema? Em breve será notícia de primeira página de jornais a insatisfação dos pais por terem os filhos sem aulas desde o início do ano.

Sobre este problema já venho a alertar desde 2014 ou 2015, mas parece que até hoje ainda não se pensou a sério nisto.

Logo que possível farei a contabilização do número de professores nas listas de não colocados comparativamente com anos anteriores para ver a dimensão do problema em 2020/2021.

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E o 4G nas escolas? Demora?

Os computadores estão atrasados, mas da internet 4G já nem se fala…

 

Em 2018, segundo o estudo divulgado, apenas 32% dos estudantes portugueses frequentavam estabelecimentos de ensino onde velocidade da internet poderia ser considerada “suficiente”, muito abaixo da média da OCDE que então se situava em 67,5%.

Estes resultados constam do relatório “Políticas Eficazes, Escolas de Sucesso”, feito com base em inquéritos realizados em 2018, durante os últimos testes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) da OCDE.

Em Portugal, apenas 15% dos computadores existentes nas escolas eram portáteis, um valor novamente abaixo da média de 40% registada entre os países membros da OCDE.

Sobre a existência de plataformas de ensino online eficazes, apenas 35% dos diretores de escolas portuguesas responderam afirmativamente, numa altura em que mais de metade dos diretores da OCDE diziam já ter esse equipamento

 

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A partir de hoje teremos uma melhor noção dos professores que faltam nas escolas

Como já tinha referido neste artigo no início de setembro, começarão a aparecer várias ofertas de escola relativas a turmas que se encontram sem professor.

Muitas dessas ofertas dizem respeito a horários completos e anuais que poderiam já ter professor atribuído se os AE pudessem disponibilizá-las na plataforma assim que se perceba que ninguém ficou colocado no horário. Se ninguém ficou colocado isso significa que ninguém concorreu para essa escola… para quê esperar mais duas semanas?

Este quadro apresenta as ofertas de escola (acima de 7h)… é uma fotografia das 15h do dia de hoje. Veremos nos próximos dias este número a aumentar.

Claro que o distrito de Lisboa e o grupo de Informática se destacam…

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1754 Contratados na RR4

Foram colocados 1754 professores contratados na Reserva de Recrutamento 4. distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de Recrutamento 4

Reserva de recrutamento n.º 4

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 2 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 6 de outubro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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Cinema Sem Conflitos: “Police”

Título:  “Police” | Autores: “Ed Smith

Um policial idoso, sofrendo de estresse pós-traumático, tem um flashback de sua vida na polícia. O filme é baseado na vida do pai do diretor e tem como objetivo fazer um retrato do sofrimento interno.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Professores de AEC com perdas de rendimentos de mais de 100€

As municipalizações e outras que tais dão nisto…

Tondela: professores queixam-se de quebra de rendimentos. Câmara passou gestão das AEC para empresa privada

Os professores das atividades extracurriculares (AEC) em Tondela sentem-se injustiçados por o município ter transferido a gestão para uma instituição de solidariedade social. Dizem que estão a perder rendimentos e queixam-se de não terem sido devidamente esclarecidos. Na tarde desta quarta-feira, cerca de 15 docentes concentraram-se frente à Câmara para obterem respostas. Afirmam que a situação ainda é “mais precária” da que já têm por ainda não estarem integrados.

Daniel Fernandes fez as contas e diz que, por exemplo, quem antes recebia 500 euros, agora, com o novo protocolo e com os valores que lhes foram apresentados, aquilo que levam para casa será “menos que 400 euros”. Já outro colega, que há 14 anos anda de contrato em contrato, fala numa perda anual de dois mil euros. Tudo porque o valor da hora até aumentou três cêntimos, mas os professores sustentam que deixou de ser pago, como até então era feito, o subsídio de natal, de férias e a indemnização pelo fim de contrato ao fim de nove anos.

“Não temos uma justificação, mas com este protocolo com a empresa, o município vai poupar 30 mil euros”, sublinha, ainda, Daniela Fernandes.

Já Isabel Lopes lamenta que as regras do jogo tenham sido dadas a conhecer, já quando se encontravam a trabalhar. “Esta foi uma notícia que recebemos quando já estávamos a trabalhar há duas semanas. Contas feitas, vamos ter um corte em cerca de 20 por cento”, desabafa. Na opinião da professora, cabe agora à autarquia negociar com a IPSS que ficou com a gestão da atividades extracurriculares. A colega Catarina Almeida sente que foi enganada pela autarquia de Tondela.

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