A tabela seguinte apresenta o número de candidatos não colocados por grupo de recrutamento.
A vermelho aparecem aqueles com uma percentagem de não colocados inferior a 25%. Destes, destaco os grupos 290 e 550 com percentagens inferiores a 10% onde a falta de professores poderá ser uma situação preocupante na generalidade do território.
Contudo, do ponto de vista global, uma percentagem de 37% de não colocados, não permite concluir que há falta de professores… poderá acontecer a médio prazo se a carreira não for valorizada. Neste momento é a má distribuição dos recursos que faz com que, no último terço do 1º período, ainda haja alunos sem aulas.





10 comentários
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Esta tabela é bem ilucidativa do que nos espera… mais ilucidativa seria uma comparação da mesma como o que acontecia nos anos anteriores. Eu tenho uma uma noção bastante clara dessa comparação porque todos os anos acompanho de perto a evolução das colocações, é isso que me permite definir melhor a estratégia que devo seguir nos concursos para o ano seguinte (sim, que isto é tão complicado que é preciso definir uma estratégia bem desenvolvida)… ainda há poucos anos (3 ou 4), nesta altura ainda teria entre 100 a 200 à minha frente, neste momento teria 3, se ainda não tivesse sido colocado. Até há poucos anos, neste altura, as listas do 600 ainda tinham 400/500 candidatos, este ano já nem 150…
Mas o Pardal virá ai explicar que não há falta de professores, nem se espera que vá haver, que é algo residual que só se verifica em horários pequenos em LIsboa e no Algarve, e em dois ou três grupos de recrutamento… estou para ver como é que ele lê esta tabela!??
Concordo perfeitamente. Para ser perfeito tirava o último parágrafo.
Abraço
Elucidar, elucidativa.
Não esquecer que os candidatos podem ser opositores a vários grupos de recrutamento…
Bem visto, isso faz com que o número de professores por colocar seja ainda menor do que os apresentados na tabela.
Alguém arranja esta lista, mas do ano passado, por favor? Ou até de há 2, 3 anos atrás? Gostaria de ver a evolução. Obrigado.
Encontrei este, com os dados de 2015 e 2016, mas em dezembro… estou com pressa só olhei para o 600 e mesmo em dezembro o panorama era bastante melhor do que o atual… um mês depois!
https://www.arlindovsky.net/?s=candidatos+por+colocados+e+por+colocar
😉
Os professores fazem exatamente o inverso dos médicos, no que diz respeito à valorização destes profissionais.
Vejamos, quando Mário Soares diminui drasticamente o numerus clausus para os cursos de medicina, fê-lo por pressão da ordem dos médicos (e também da maçonaria mas isso é outra história). Neste momento temos organizações de estudantes de medicina (do primeiro ano) a defenderem que no ano seguinte haja menos vagas, ou seja, ” eu já cá estou, tu se queres vai para o estrangeiro”. O objetivo é só um, chama-se lei de mercado, lei da oferta e da procura, se faltam médicos, a remuneração aumenta. E tem sido assim nos últimos 28 anos.
O que fazem os professores que têm sido espezinhados e roubados pelos políticos? Alertam esses mesmos políticos, com 10 e 15 anos de antecedência, para começarem a formar novos professores..
Olhem para os médicos e deixem de ser otários, se julgam que ainda apanham algumas migalhas de valorização salarial para atrair jovens, estão enganados, os políticos sabem que bastam valorizar os 2 primeiros escalões da carreira e serão milhares a quererem ser professores, com preponderância naqueles que reprovarem em 5 disciplinas mas que transitam fruto das ideias e pressões xuxas.
E?? Não percebi o que queres transmitir… por mim falo, eu estou sobretudo preocupado com o rumo que está a levar a escola pública do meu país!