19 de Outubro de 2020 archive

Altera-se o Regulamento Interno à conta do StayAway Covid…

 

Muitas escolas têm inscrito no seu regulamento interno o uso ou simplesmente a presença de telemóveis ou smartphone em sala de aula. Com esta nova indicação, que já foi discutida na praça pública e que, hoje, o ministro veio reforçar, os Regulamentos Internos das escolas vão ter que sofre alterações ou apenas adaptações para que tal seja possível. Preparem-se para receber a convocatória do Conselho Pedagógico com tal ponto de ordem… (Alteração do Regulamento Interno a fim de possibilitar o uso da aplicação StayAway dentro da sala de aula e outras instalações educativas)

Vai ser giro ver os alunos a fazer uma prova de resistência com o smartphone na mão ou simplesmente pendurado ao pescoço… pode ser que até os vejamos em brincos!

 

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Mas Concordo com a Obrigação da “StayAway” Proposta por António Costa Silva – Paulo Prudêncio

 

Mas Concordo com a Obrigação da “StayAway” Proposta por António Costa Silva

A mediatização da pandemia reentrou num auge, mas a saúde emocional exige que se pense para além disso. E nem tudo é negativo. Por exemplo, a Europa está a responder muito melhor do que na crise anterior. É um sinal de esperança para a economia e espera-se que salve vidas.

A propósito da Europa, conhecemos o que se vai escrevendo sobre o modo como Portugal usou fundos estruturais. Os ângulos de análise extremam-se e talvez um qualquer ponto intermédio se aproxime da verdade. É também por isso que concordo com António Costa Silva e com a ideia crucial de um portal com a publicitação de todos os actos.

Aliás, desde a mudança de milénio que as organizações que gerem verbas do orçamento do estado o podem fazer (e há exemplos bem documentados). Todas têm um software onde inscrevem receitas e despesas e se não têm um sítio na internet devem ter. Como são fundos públicos, a publicitação em tempo real, que fica à distância de um clique depois de devidamente programada, ou com um prazo semanal entre o acto e a exportação, assegura o escrutínio das irregularidades de quem se apropria do bem comum. Mas também permite o estudo das opções. O financiamento dos contribuintes exige essa elementaridade.

Repare-se nos recentes nomeados para coordenadores regionais. Imagine-se que uma região aglutina os orçamentos de cinquenta concelhos e que o coordenador privilegia nos actos financeiros e administrativos o concelho de onde é originário. Podia até não cometer irregularidades, mas lesaria a coesão territorial e os interesses do país. Aliás, um dos motivos do nosso atraso é o comportamento atávico ou com aspirações oligárquicas.

Inscrever um procedimento transparente também eliminaria a apresentação do global dos orçamentos meses depois do fecho do ano e em formatos “ininteligíveis”. Seria uma espécie de “StayAway falta de transparência” sem exigências de constitucionalidade. E se tanto se discute, e bem, a obrigação da StayAway Covid, “não se percebe” porque é que a proposta verdadeiramente reformista de António Costa Silva passa tão despercebida e nem sequer é de instalação obrigatória.

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Convite – Workshop Gratuito | 5 Passos para Educar uma Criança

 

Considerando o potencial interesse para Pais e Professores informamos que este sábado dia 24 de outubro às 10h decorrerá o evento online “Workshop Gratuito | 5 Passos para Educar uma Criança: Neurodesenvolvimento e Comportamento” organizado pelo Centro CEREBRO – Braga.

Para informações adicionais e inscrições pode ser consultado o seguinte link:
https://www.facebook.com/events/1658313264333702

Fundado em 2015, o Centro CEREBRO é uma instituição especializada em saúde cerebral que combina tecnologias inovadoras no cuidado de doentes do foro neurológico e do neurodesenvolvimento bem como do foro neuropsiquiátrico e psicológico.
Focamos a nossa atividade na perturbação e saúde mental assim como na doença e lesão neurológica, em crianças, jovens e adultos, populações neurológicas e em terapias não-farmacológicas baseadas na evidência científica.

 

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Pais (e professores) temem que alunos regressem às escolas ainda infetados

Não são só os pais que estão preocupados com as novas medidas da DGS, os professores também estão preocupados. Se um aluno voltar à escola sem a realizar um teste com resultado negativo que certezas é que se têm que o aluno já não está infetado. Sabendo que algumas pessoas ficam infetadas durante várias semanas além dos 14 dias, esta medida vem trazer um clima de desconfiança e medo às escolas e à comunidade educativa. Será que a D. Graça consegue trabalhar num clima destes?

 

O período de isolamento foi reduzido de 14 para 10 dias e, nos casos menos graves, não é necessário apresentar um teste negativo.

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Uma proposta de alteração do ECD – Albrto Veronesi – VozProf

 

E Se Alterássemos O ECD?

Como sabemos, poderá estar para breve a revisão das carreiras especiais, onde se enquadra a dos professores. A principal premissa para que a queiram rever é perigosa porque vai no exato caminho da poupança na Educação e da desvalorização da profissão. Em primeiro lugar importa perguntar que medidas tomar para que os professores que estão no sistema não desistam da profissão? Melhorar a carreira quer na sua progressão, quer nos seus vencimentos, democratizar e desburocratizar a escola, valorizando a profissão docente. Serão estas as principais medidas a adotar? Acredito que sim. Sobre a carreira docente gostaríamos  de dar o nosso contributo.

Democratizar a escola: todos os cargos de chefia, médias, intermédias e de topo, nas escolas, deveriam ir a sufrágio direto. A comunidade escolar deveria poder eleger o seu diretor, o seu coordenador de departamento, o seu coordenador de escola, desde que estes fossem elegíveis, tendo a formação académica e de anos de experiência requeridos para o cargo a que se candidatem.

Finalmente relativamente aos escalões propunha 6 escalões de seis anos, com algumas nuances para os monodocentes. Haveria avaliação, num modelo a definir, séria, justa e reflexiva, que não interferiria com a progressão, mas que deveria ter em conta a melhoria de práticas do docente assim como o contributo de cada um numa escola que se deseja aprendente. Para atrair/manter os professores, que são das classes mais academicamente preparados, a carreira remuneratória devia ser revista em alta.

Suplementos Sub Diretor, coordenadores de departamento e de escola – 470€

Suplementos Diretor – 640€

Finalmente a redução da componente letiva:

Monodocência Escalão Regime Normal
25 1.º 2290€ (6 anos) 22
25 2.º 2415€ (6 anos) 22
25 3.º 2795€ (6 anos) 22
20 4.º 3175€ (6 anos) 18
16 a) a) 5.º 3555€ (4 anos) 

b) 5.º 3555€ (6 anos)

16 b)
16 a) a) 6.º 3835€ (4 anos) 

b) 6.º 3835€ (6 anos)

14 b)

A equipa VOZPROF

 

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#EstudoEmCasa horário para o Ensino Básico 2020/2021

 

 

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Comunicado: Audição na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto

 

FALTA DE PROFESSORES EM INÚMERAS ZONAS DO PAÍS LEVA-OS A CRIAREM PETIÇÃO PELO FIM DA PRECARIEDADE

No 20 de outubro, pelas 17 horas, os representantes da Petição Nº 123/XIV/1“Alteração dos intervalos a concurso, nomeadamente, o ponto 8 do artigo 9º do Decreto-Lei nº 132/2012 de 27 de junho”, irão ser ouvidos na Audição na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
Ao responder aos apelos que os professores contratados fazem na petição, o Parlamento tem a chave de ouro para MINORAR o problema de falta de professores. Sabendo que até 2025 mais de 30 % dos professores sairão do sistema e que os cursos de ensino têm cada vez menos candidatos, urge a necessidade de tornar a profissão mais atrativa.
A falta de professores é consequência direta de:
1. Um vencimento baixo, sem atualização anual, ao contrário do que acontece com o SMN.
2. Milhares de horários incompletos, com vencimentos abaixo do salário mínimo nacional: Nos primeiros 10 dias do mês de outubro foram disponibilizados mais de 1660 horários para Contratação de Escola. Desses horários, 1421 foram recusados porque correspondem a um vencimento líquido de 552 euros, sem direito a subsídio de alimentação diário.
3. Horários completos de docentes efetivos, ausentes por motivo de atestado, traduzem-se em horários incompletos para contratados, em regime de substituição temporária, por um terço do vencimento.
Muitos horários de substituição de docentes efetivos, que estão de atestado por motivos de saúde, e que recebem cerca de 3 mil euros de vencimento bruto, no 9º escalão, com 14h letivas (redução ao abrigo do artigo 79º do ECD) traduzem-se em cerca de 970 euros ilíquidos para um contratado, um terço do vencimento do docente que substitui.
4. Os intervalos de horário (carga letiva semanal) a que os professores têm de concorrer são amplos, sendo um jogo de sorte ou azar ser colocado num horário que se traduza num vencimento acima ou abaixo do salário mínimo nacional.
5. Colocações a centenas de quilómetros das áreas de residência, com custos extra de deslocação, alojamento e despesa emocional e familiar insustentável, sem apoio ou incentivo estatal.
Em suma,
As condições de trabalho dadas aos professores contratados ficam muito aquém das responsabilidades e importância das funções que exercem, provocando insegurança e instabilidade financeira, familiar e emocional, muitas vezes até “pagando” para trabalhar, com o único intuito de acumular tempo de serviço. Para muitos professores é mais vantajoso financeiramente, e também a nível familiar, estar a trabalhar perto de casa num emprego não especializado do que aceitar uma colocação a quilómetros da sua residência, afastando-se da sua família e tendo despesas muitas vezes incomportáveis com o vencimento que auferem, pois é sobejamente conhecida a problemática das rendas de casa, principalmente, mas não só, na Área Metropolitana de Lisboa.
Esperamos que o Parlamento não remedeie a situação com uma solução ilusória a curto prazo, que não resolverá os graves problemas de base que existem na colocação de professores. Esperamos também que, celeremente, corrija o crasso erro aquando da rejeição, no dia 14 de fevereiro de 2020, do Projeto de Lei 85/XIV/1.ª do BE e do Projeto de Lei 97/XIV do PCP, que pretendiam que voltasse a ser contabilizado o tempo integral para a Segurança Social dos professores com menos de 16 horas letivas. A sua rejeição tem
o efeito de privação, mesmo se não total, em prestações de apoio e proteção na doença e até na maternidade, para além do efeito futuro na aposentação Urge a mudança das atuais regras de concurso, conforme mencionado no texto da petição.
O Concurso Nacional e Reserva de Recrutamento assemelha-se a uma autêntica “tômbola da sorte”, já que,
até à saída das listas (CI e RR), os docentes não sabem a carga horária que lhes vai ser atribuída, quanto
irão auferir mensalmente e, consequentemente, quantos dias terão declarados à Segurança Social.

Quadro 1 – Intervalos a concurso.

 

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Lágrimas de Portugal… pelo direito à educação.

 

Olhei através da janela para ver como estava o sol e só encontrei um céu invadido por um cortejo fúnebre de nuvens negras. Não, não me refiro à terminologia meteorológica para falar do sol e da chuva em conversas estéreis. Falo-vos das nuvens pestilentas que se estão a abater sobre o nosso país. Uma peste pandémica muito pior do que a viral que alastra lá fora, dominada por uma mentalidade delirante, que só vê regalias e privilégios nos outros, que irá acabar por nos arrastar a todos para o abismo.
Custa-me conseguir imaginar um futuro soalheiro para lá desse céu tenebroso que irá hipotecar o nosso único capital – a futura geração.
Que futuro pode ter um país que empurra professores para o abandono da profissão para a qual se formaram em troca de um trabalho num supermercado?
Por muito nobre e respeitoso que seja trabalhar numa grande superfície comercial, como em qualquer outra profissão, um professor ter de deixar de exercer a profissão que abraçou por não providenciar o seu sustento, é o retrato da nossa degradação social.
Certamente que profissionais de educação a fazerem uma escolha dessas só será incompreensível na cabeça desinformada de toda aquela massa de população que ainda acredita que ser professor é sinónimo de pouco trabalho e elevado salário.
Só quem efetivamente é professor consegue compreender o motivo pelo qual colegas seus tenham de optar por essa cruel mudança de vida.
Qual é o professor em dificuldades que não sente a tentação de preferir um salário menor, mas sem despesas acrescidas do trabalho e a vantagem de poder estar diariamente com a família?
Professores colocados a centenas de quilómetros de casa, a pagar rendas obscenas e deslocações, que vantagens encontram na profissão que justifiquem tamanha exigência?
Abatendo as expensas de contexto necessárias de suportar para poderem exercer a profissão, sobra-lhes menos rendimento do que se optassem por trabalhar em qualquer supermercado perto de casa e com menos sacrifícios. No caso dos professores contratados com horários reduzidos, ao final do mês não lhes sobra nada. E não é uma perturbação sadomasoquista que os move; apenas se expõem a essa condição humilhante para somarem tempo de serviço almejando um futuro melhor… que parece nunca chegar.
A tudo isso soma-se a miséria social e emocional de se obrigarem a si e aos seus filhos a uma vida de abandono. Pais obrigados a assistir à distância ao crescimento dos seus filhos tentando com esforço manter casamentos quase só por correspondência. Filhos órfãos de pais vivos, somente porque ninguém ainda se lembrou que os professores também são pais. Ó gente de má-língua, ide, pois, dizer a essas crianças que elas são umas afortunadas por serem filhas de pais professores, gente extremamente privilegiada por sentir no seu íntimo o sabor amargo da distância e da solidão.
Essa ideia completamente idílica impregnada pela utopia do absurdo de que os professores não são gente – são coisas sem família – é ainda mais nociva do que as injúrias que habitualmente nos tecem pois, em última instância, acabam por afetar quem nos é mais próximo.
Então e o que dizer de todos aqueles professores que somam décadas de trabalho e continuam nas estadas a deslocar-se dezenas e, até, centenas de quilómetros diários para poderem lecionar?
Afinal, onde está o benefício financeiro e o privilégio acrescido de passarem horas ao volante com toda a despesa inerente?
Será, então, assim tão difícil compreender que haja quem prefira uma profissão cuja função laboral termina e recomeça à porta do local de trabalho a ser professor onde o trabalho os acompanha como uma peste até suas casas onde se apodera do seu tempo de descanso, da sua privacidade, das suas famílias, das suas vidas…?
Se a vida de professor é repleta de privilégios, como todas essas pessoas malformadas não se cansam de afirmar, por que motivo nunca quiseram sair da sua zona de conforto e concorrerem à profissão?
É uma pergunta de retórica, visto toda esta gente que nos nomeia privilégios não querer que os filhos venham a ser professores e a terem de passar por tudo isso – esta é a verdadeira peste de uma sociedade que está doente. A consciência coletiva e do bem comum, desligou-se e agora sou testemunha de um lugar deserto de razão povoado por umbigos.
Só mesmo quem é professor numa terra onde se humilha e desprestigia sumariamente toda uma classe que tanto deu de si ao país, pode compreender que colegas de profissão prefiram sacrificar um sonho e um projeto de vida para poderem estar com a família e terem dinheiro disponível para pagarem as suas contas e terem pão na mesa.
Na realidade, só recentemente se calaram as vozes críticas à classe docente quando o confinamento e a pandemia obrigaram os pais a terem os filhos em casa e terem de fazer pessoalmente aquilo que afirmavam ser fácil e demasiado bem pago. Só quando lhes foi conveniente voltarem a ter os filhos de volta à escola se lembraram, hipocritamente, de valorizar o trabalho dos professores, não por terem compreendido a dificuldade de ensinar e educar, mas por ser do seu interesse pessoal. Ao atuarem de modo tão nefasto para os professores e para o ensino, estarão eles verdadeiramente a pensar no superior interesse dos seus filhos…?
Assaltou-me a ideia de que, curiosamente, já começa a haver turmas sem professores. Vaticino um porvir demasiado próximo em que finalmente o país irá compreender que sem professores não há futuro; sem pessoas motivadas para exercer a profissão, não há país. Irão colher o que semearam e, infelizmente, nesse dia que se faz próximo, já será demasiado tarde para emendarem este processo de humilhação, perseguição e destruição de uma das mais belas profissões.
Nesse dia será impossível chamar às malhas da justiça todos aqueles que, numa atitude predatória corroída pela maledicência gratuita, destruíram a Educação, pois nas barras dos tribunais, a classe política teria de ser acompanhada por essa imensa caterva de cúmplices que se deixaram enganar compactuando com esta matança.
O céu parece ameaçar os primeiros pingos de chuva, não sei se anunciando dias difíceis, se rios de tristeza dos nossos professores que são lágrimas de Portugal.
Nada mais tenho de consolo para as vítimas de todo este desprezo, a não ser uma palavra de estima e respeito a todos os colegas que se viram obrigados viver com essa ferida aberta de terem de abandonar o sonho de uma vida e aceitar um emprego perto de casa para terem sustento e poderem estar com a família:
Não desistam do vosso sonho pois, em breve, esta sociedade ingrata que vos rejeitou irá suplicar-vos gentilmente para regressarem às escolas, para que os seus filhos possam ter acesso a algo pelo qual tanto se lutou e de que a sociedade se está a esquecer; que possam usufruir de uma das maiores conquistas que a liberdade e a democracia nos trouxeram – o direito à Educação.
Um grande abraço e até breve
Carlos Santos

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