28 de Outubro de 2020 archive

Cinema Sem Conflitos: “Right to say No”

Título:  “Right to say No” | Autores: “Michael Enzbrunner

“Right to say no” é uma micro curta animada que aborda a questão dos relacionamentos abusivos, através da voz de uma vítima adolescente, e como a Sociedade das Crianças pode ajudar em tais situações.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, ambiente e gênero em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Exames vão voltar a ter perguntas em que só contam as melhores respostas

 

Os exames nacionais vão voltar a ser adaptados às circunstâncias excecionais decorrentes da pandemia e do seu impacto no funcionamento das escolas. Assim, as provas que os alunos realizam no final do 11.º e do 12.º anos vão ter novamente perguntas obrigatórias e facultativas.

Este mesmo modelo vai ser estendido aos exames de Português e Matemática do 9º ano que, se tudo correr bem, voltarão a ser realizados no final do ensino básico. Em 2019/20, tanto estas provas como as de aferição acabaram por ser suspensas, uma vez que as escolas enceraram e as aulas tiveram de ser à distância.

As provas de aferição do 1º, 2º e 3º ciclos, que não contam para a nota final dos alunos, devem realizar-se este ano nas disciplinas de Português, Matemática, Educação Artística e Educação Física no 2.º ano, Inglês e Português no 5.º ano e Inglês e Matemática no 8.º ano.

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Informações-Prova 2020/21

 

Informações-Prova 2020/21

Publicam-se as Informações-Prova relativas ao ano letivo de 2020/21.

 

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Pau não mata vírus – Santana Castilho

 

Pau não mata vírus

Vivemos numa sociedade desorientada entre a histeria e o desleixo, perdida no meio de um amontoado de pequenas razões incoerentes, governada por gente que pouco se importa com os danos que o medo impõe. A epifania da liberdade de Abril vai-se diluindo no seio de uma sociedade autoritária, onde, graças ao medo, os cidadãos trocam liberdade por segurança aparente e aceitam que se combata o vírus de pau na mão.

As regras opressoras, o controlo dos direitos individuais, a vigilância intrusiva e os abusos do Estado, consentidos por uma cidadania enfraquecida, vão-nos aproximando de novos autoritarismos, com aparência de democracia. Basta que atentemos em acontecimentos recentes:

– A ideia de nos obrigar a instalar a StayAway Covid era absurda e violadora das mais elementares liberdades. Por isso caiu, como um pesadelo. Mas jamais cairá o que ela revelou sobre a boçalidade política de quem tentou impô-la com recurso à intrusão policial.

– A PSP, diligente a responder à denúncia de um bufo anónimo, entrou na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, interrompeu uma aula e, à porta da sala escancarada para ventilação, multou um professor por, durante uma palestra de quatro horas e meia, ter retirado, por momentos, a máscara que usava. Esclareça-se que os 20 alunos presentes estavam a mais de cinco metros de distância do docente e de costas viradas para ele, atentos a outro professor, que fazia tradução simultânea para inglês. Acresce que o multado falava para um monitor porque, em rigor, se dirigia a 240 alunos que seguiam a aula via Net.

– A distopia orwelliana do 1984 aportou à Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa em 2020, ano da graça do SARS-CoV-2, sob forma de vigilância omnipresente: coleiras identificadoras em todos os circulantes e seguranças a controlar e delatar quem infrinja as normas sanitárias. Um sistema por pontos sociais, à chinesa, pode levar os prevaricadores à presença do Grande Irmão, desde que não usem uma máscara limpa e seca no campus universitário.

– Do que recentemente aconteceu numa escola de Rio de Mouro, em Sintra, onde um aluno foi suspenso das aulas por, segundo o próprio, ter partilhado o lanche com um colega que “tinha fome e não comia nada desde a manhã”, retive o desmentido da directora, que ao aluno se referiu assim: “Está numa turma onde não conhece ninguém, pelo que no intervalo procura a companhia de colegas de outras turmas, seus colegas do ano passado, algo que este ano tem que ser rigorosamente evitado, mas que ele já ignorou por diversas vezes e por diversas vezes foi alertado. Também foi já alertado para que quando comesse, sem máscara, claro, deveria afastar-se do grupo, algo que ele repetidamente ignora.

Mais que a espuma das razões discutidas nas redes sociais (aluno generoso versus aluno desobediente), interessa-me o sentido profundo da justiça que a directora aplicou. Terá o aluno de 12 anos entendido a razão pela qual o acto de partilhar é agora punido? Para que quer uma directora a consciência (está numa turma onde não conhece ninguém…) se já tem um regulamento?

Vejo demasiadas escolas mais preocupadas com máscaras, medidas sanitárias e regras, que com aqueles que as têm de cumprir e fazer cumprir. Com as suas perdas emocionais. Com as suas ansiedades. Com o esmagamento dos padrões de vida democrática. Com o mal-estar colectivo. Afinal, com aquilo que uma escola deve ser e ensinar, particularmente num momento de retorno de múltiplos impulsos autoritários que, a propósito da “guerra” ao vírus, abrem caminho para o êxito de agendas indesejáveis. Gradualmente, o absurdo e a anormalidade vão sendo adoptados como o “novo normal”, por uma sociedade domesticada pelo medo e pela perda do senso comum.

A hipocrisia abunda e enoja: festas com dezenas de jovens são apontadas como focos de contágio, enquanto de milhares de passageiros amontoados às horas de ponta nos meios de transporte se diz não haver indício de surtos; pune-se uma criança que partilha um sumo com colegas, mas celebra-se a singeleza do Presidente da República, que divide com outra uma bola de Berlim; proíbem-se uns, inconstitucionalmente, de visitarem os seus mortos, quando outros, aos milhares e sem respeito pelas regras vigentes, se amontoam em Portimão para ver a Fórmula 1 e são abençoados pela engraçada Dra. Graça.

Público

 

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Cinema Sem Conflitos: “Há dias Assim”

Título:  “Há Dias Assim” | Autores: “Inês Delicioso

Dias como este é uma animação autobiográfica que retrata as rotinas que emergem de viver em uma grande cidade como Londres. Misturando realidade com devaneios, este filme explora questões como feminismo, veganismo, capitalismo e alienação.

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E se as escolas voltarem a encerrar? – Carmo Machado

 

E se as escolas voltarem a encerrar?

Se eu já não tinha grandes dúvidas de que nem todos tinham apreciado aquelas pressupostas antecipadas férias e, muito menos, a possibilidade que se avizinhava de não ter de cumprir horários, estas foram totalmente dissipadas ao ler os textos escritos pelos alunos. Pura ilusão de férias ou de um período inusitado de descanso. Os dias em que estivemos literalmente presos aos computadores deixaram marcas difíceis de apagar.

A Mariana teve uma excelente ideia no início da quarentena: Passar os dias a dormir, comer e voltar a dormir. Basicamente, quando não tinha aulas online, era isto o que eu fazia. Para a Ana, o confinamento foi o período mais extenso da minha vida: foram semanas que aparentavam demorar meses, dias que pareciam semanas, horas que passavam muito devagar…

Se os primeiros dias foram de enorme surpresa e expectativa, os seguintes anunciavam-se cheios de projetos, ideias, planos, atividades há muito em lista de espera: costurar, descobrir novas receitas, aprender a dançar, praticar exercício físico, ver o tal filme, ler o tal livro… Porém, depressa o exercício físico inicial foi trocado pelo conforto do sofá; as novas receitas substituídas pelas encomendas online; o tal curso de costura trocado por horas esquecidas nas redes sociais e os novos passos de dança rapidamente deram lugar às séries da Netflix: Os meus (muitos) planos iniciais terminaram inevitavelmente em cansaço e desmotivação. E depois veio a depressão e o desespero…, desabafa a Clara.

Infelizmente, o mesmo parece ter acontecido com muitos outros alunos. A Ana afirma: Não vou mentir. No início do confinamento, achei que ia seguir com todos os meus planos de fazer uma dieta, praticar exercício físico, brilhar nas aulas online, arranjar um novo hobby. Mas não foi bem isto que aconteceu. Comecei a isolar-me e a stressar-me com tudo à minha forma. A minha mãe tentava puxar por mim mas eu isolava-me cada vez mais. As aulas online, que às vezes duravam apenas algumas horas por dia, deixavam-me mais desgastada do que um dia inteiro de aulas presenciais.

Como forma de lidar com este desgaste inesperado que o ensino a distância parece ter provocado, muitos jovens procuram diferentes foras de evasão: uns acorreram aos jogos de apostas online e outros, muitos, procuraram refúgio nos videojogos. Uma grande percentagem de alunos assume este facto nos seus textos. O Pedro admite: Não fiz rigorosamente nada; basicamente limitei-me às redes sociais e às séries e aos jogos. Esta opinião é corroborada por outros colegas como o Diogo, para quem o lado mais positivo do confinamento foi o facto de poder jogar online com os meus amigos os dias inteiros; o João, que chegava a jogar catorze horas seguidas com os amigos; a Clara, que jogava de manhã à noite; ou o Tiago que apostou cinquenta euros no Casino online, ganhou mais de trezentos e afirma, arrependido: Perdi tudo no final, stora…

Na verdade, nenhum aluno alguma vez imaginara passar por uma experiência destas. A Bruna não hesita em afirmar: Foi no dia dezanove de março que o meu pior pesadelo começou. Apesar dos horários mais flexíveis e da maior atenção individual por parte dos professores, o ensino a distância foi horrível… Eu senti-me sobrecarregada. O Daniel, sempre brincalhão e bem disposto afirma: No início, até parecia que ia ser divertido, stora. Que engano… Espero que isto nunca mais volte a acontecer. A Cristiana deixou muito claro o impacto que esta experiência provocou em si: Em 16 anos de vida, esta foi a primavera mais longa que já vivi. Foi triste e escura…

Sobre a experiência das aulas a distância, a Bárbara e a Beatriz simplesmente detestaram: Não consegui aprender praticamente nada das matérias que demos online, diz a primeira. A segunda expressa um desejo: Espero nunca mais ter de voltar a ter aulas online. Foram aulas em pijama; sentada no sofá, com a taça dos cereais no colo. Dito assim parece magnífico, não é? Mas não, foram os piores dias, meses… desde que me lembro de existir. A Diana reforça a ideia da Beatriz: Eu quase não aprendi nada com as aulas online… Por sua vez, a Bruna afirma que as aulas online foram uma experiência horrível.

Em síntese, as aulas online deixaram um rasto de cansaço e de desolação: Não foram agradáveis para mim nem facilitaram em nada a minha aprendizagem, escreveu a Lannay. Para a Rafaela, foi mesmo das coisas mais bizarras que eu já vivi… Houve porém, alunos como o Vasco, para os quais tudo isto não passou de apenas mais uma experiência a ser vivida: Sobre as aulas online, muita gente odiou e outros adoraram. Pessoalmente, foi-me totalmente indiferente.

Alguns alunos deram largas à sua sensibilidade, confessando a falta que sentiram uns dos outros, dos amigos, dos familiares e até dos professores. O que mais me custou foi a ausência de convivência direta com os que me eram mais próximos. Claro que a tecnologia nos ajudou e tivemos aulas online. E foi aí que começaram os dois meses mais cansativos da minha vida…, palavras da doce e meiga Catarina. Outros admitiram que o lado mais negativo destes meses foi não podermos ver os nossos colegas nem os nossos professores. Isso foi muito triste. Contudo, a Joana confessa que nem tudo foi negativoDurante o confinamento aprendi a conviver mais comigo. Na verdade, como diz o Guilherme, nem tudo foi tristeza e trabalhos de casa…

Ainda não sabemos qual a dimensão do impacto emocional da quarentena nos nossos jovens, se foi mais ou menos profundo, que consequências poderá trazer. A opinião da Joana reflete a de muitos colegas seus: Ah, stora, foi tudo um grande choque pois comecei a pensar o dobro em coisas mais profundas e esse facto mexeu muito com a minha saúde mental. Outros alunos confessaram ter vivido crises frequentes de choro e de ansiedade; se destaco o testemunho da aluna Ana R. é apenas porque, alguns meses depois desta experiência, ela continua a sofrer os efeitos do isolamento obrigatório que todos vivemos: Ainda tenho muitas dificuldades em controlar a minha ansiedade. Tive dias em que passei muitas horas a chorar…

Opinião generalizada parece ser a falta que a escola nos fez a todos. Como diz a Bárbara, senti tanta falta da minha rotina. De um simples acordar, seguido de uma corrida para apanhar o autocarro para ir para as aulas. Ou a Maria Rita, quando escreve em letras maiúsculas, no final da folha: NUNCA ANTES TINHA TIDO TANTA VONTADE DE IR À ESCOLA E DE TER AULAS. Parece certo, como escreve – e bem – o responsável Guilherme, que a tempestade ainda não passou e temos de mostrar resiliência e coragem, muita coragem, para que este inimigo invisível não mude a nossa forma de viver para sempre.

E para o caso de as escolas voltarem a encerrar, urge rever os moldes em que voltaremos a utilizar o ensino a distância de forma a evitarmos os erros do passado.

 

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CM Matosinhos quer o encerramento das escolas do 3.º Ciclo, Secundário e Profissional

 

A Câmara de Matosinhos decidiu, esta terça-feira, pedir ao Governo a proibição da circulação com concelhos limítrofes e o encerramento das escolas do 3.º Ciclo, Secundário e Profissional. Os centros comerciais passam a encerrar às 21 horas.

Fechar as escolas é outra das soluções preconizadas pela autarquia, que vai pedir ao Governo que implemente o “ensino à distância para o 3º ciclo, Ensino Secundário,
Profissional e Universitário”. A autarquia vai revelar novas medidas esta quarta-feira de manhã, mas adianta que os centros comerciais do concelho, onde se inserem o Mar Shopping e o Norte Shopping, passam a encerrar às 21 horas.

 

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