10 de Outubro de 2020 archive

Teste de Velocidade à Banda Larga Móvel nas Escolas

Ao longo da próxima semana as escolas devem fazer um conjunto de testes rápidos à conetividade de Banda Larga Móvel.

O objetivo é conhecer o estado e eventuais limitações de acesso / conetividade que permitam determinar ou ajustar iniciativas futuras do Ministério ou dos operadores de telecomunicações.

Em muitas situações será quase impossível fazer o teste com os 3 operadores de banda larga móvel, em especial nas escolas de reduzida dimensão. Isto porque os testes só poderão ser mesmo feitos com o recurso aos telemóveis dos docentes ou assistentes operacionais, pois nenhuma escola dispõe de telemóveis das 3 operadoras.

Espero que este interesse em medir a conetividade venha a servir para alguma coisa e que em breve todos os alunos e professores possam ter acesso de forma gratuita à banda larga móvel nos espaços escolares.

Fica aqui o flyer da ANACOM.

 

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/teste-de-velocidade-a-banda-larga-movel-nas-escolas/

Quais as Escolas onde faltam mais professores?

Os Agrupamentos que mais horários solicitaram estão claramente concentrados nos QZP’s 7 (Lisboa e Vale do Tejo) e 10 (Algarve). Falamos apenas de horários acima de 8 horas, que não foram ocupados nas Reservas de Recrutamento.

O AE das Laranjeiras, em Lisboa, é aquele que mais horários solicitou (20 durante os 10 dias de outubro) e há um óbvio destaque da zona de Lisboa neste campo, mas também o Algarve aparece representado nas primeiras 12 posições (Silves e Portimão).

Parece evidente nesta lista a clara “hegemonia” das escolas dos QZP’s 7 e 10, mas a situação é ainda mais surreal ao percebermos que só a partir da posição 120º começam a aparecer as escolas do norte. (Clicar na tabela acima para ver o quadro completo)

Isto torna evidente que a falta de professores não se manifesta em todo o país da mesma forma. É verdade que há ainda milhares de professores no desemprego e que a norte a sua falta raramente se faz sentir, no entanto parece agora óbvio para todos que a sua escassez é uma realidade nalgumas regiões.

Mas desenganem-se aqueles que acham que esta escassez pode marcar uma mudança radical das políticas educativas:  se  não houver cedências, aproximação de posições e compromissos a médio prazo, assistiremos brevemente ao recrutamento “avulso” de professores sem qualificação; à ainda maior sobrecarga letiva dos restantes professores existentes nos Agrupamentos ou outros “mecanismos” que apenas afundarão ainda mais a classe docente e a Educação em geral.

Basta recuar poucos anos para se perceber como surgiu a componente de estabelecimento; os 1100 minutos; o fim de pares pedagógicos, estudo acompanhado e área de projeto… as possibilidades são inúmeras e a imaginação não tem limites quando toca a poupar no recrutamento de professores ou a  sobrecarregar os poucos existentes.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/quais-as-escolas-onde-faltam-mais-professores/

Em 10 dias… 1660 professores em falta nas escolas

Nos primeiros 10 dias do mês de outubro foram disponibilizados mais de 1660 horários para Contratação de Escola. Desses horários, 1421 são superiores a 8h (horários que não foram aceites ou para os quais não houve candidatos).

Estes números começam a ficar mais preocupantes quando percebemos que 261 são horários completos que há uns anos atrás teriam milhares de candidatos. Os grupos de Informática, Geografia e Inglês são os que apresentam maiores problemas e principalmente em Lisboa, Setúbal e Faro como se pode ver no quadro seguinte:

Num próximo post analisaremos os Agrupamentos onde faltam estes 1421 professores.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/em-10-dias-1660-professores-em-falta-nas-escolas/

S.TO.P. desafia DGS a visitar Escolas do país real

 

“Exma. Sra. Diretora-Geral da DGS,

perante as suas recentes declarações de que os “Alunos devem ser separados ao máximo nas Escolas” vimos por este meio informar que:
1. foram as orientações da própria DGS para as Escolas no presente ano letivo da “distância de 1 metro se possível”. Isto, infelizmente, tem permitido que muitas turmas continuem com 28 ou mais alunos e por consequência alunos sem qualquer distância, lado a lado, dentro de salas de aula (espaços fechados);
2. a DGS e o Ministério da Educação (ME) continuam a não responder à interpelação do S.TO.P. em inícios deste agosto sobre qual o fundamento científico para que as escolas tenham orientações completamente diferentes dos outros sectores profissionais na atual pandemia. Relembramos que para as escolas a distância a cumprir é de 1 metro “se possível” (o que tem permitido tudo) em contraste com o mínimo de 2 metros nos restantes sectores;
3. neste momento e com conhecimento da DGS e do ME, impera uma espécie de “lei da rolha” sobre muitas das Escolas onde surgiram casos comprovados da COVID-19. Temos conhecimentos de vários casos comprovados que não chegam à comunicação social. Relembramos que isso representa um perigo para a saúde pública na medida que a maioria dos alunos infetada não irá manifestar qualquer sintoma mas será um agente de propagação (representando um grande perigo para os grupos de risco da sua família e também dos Profissionais da Educação envelhecidos).
Nesse sentido consideramos incompreensíveis as referidas afirmações porque precisamente pelas próprias orientações da DGS é que nas Escolas os alunos não têm conseguido “estar separados ao máximo”.
O S.TO.P. desafia-a a visitar as Escolas do país real onde infelizmente continua a ser normal encontrarmos turmas com 28 ou mais alunos.”

 

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/s-to-p-desafia-dgs-a-visitar-escolas-do-pais-real/

ME sacode a água do capote quanto à falta de professores

A solução para os professores de risco está ao virar da esquina. Eles querem dar aulas, mas ninguém se atreve a dar um passo em frente para resolver o problema de muitos alunos e constituir a tal bolsa de professores para E@D. Os diretores já pediram uma solução, mas ela tarda em ser divulgada.

Mais uma coisa. Os professores sempre recusaram horários, não é por causa da pandemia que tal acontece. Pode ter aumentado, mas a percentagem não será assim tão anormal como querem crer que pareça.

Ministério da Educação admite que substituição de professores está a ser difícil

 

 

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/me-sacode-a-agua-do-capote-quanto-a-falta-de-professores/

Cinema Sem Conflitos: “The Problem With Link Think”

Título:  “The Problem With Link Think” | Autores: “Opertura (Aya yamasaki, Jason Brown)

Os gêmeos Reona e Oscar passam o tempo em sua lanchonete favorita esperando por mais takoyaki e são atraídos para uma dimensão alternativa. Eles voltarão a tempo para o takoyaki ???

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/cinema-sem-conflitos-the-problem-with-link-think/

Comunicado: Problemas persistem e Ministro da Educação continua ruidosamente ausente

 

Na reunião de Comissão Permanente da Direção realizada neste dia 8 de outubro, os dirigentes do SPZC fizeram uma análise profunda e ponderada da situação da educação neste início de mais um ano letivo.

Os participantes foram unânimes em considerar que o Ministério da Educação (ME) teima em fechar-se no silêncio da inoperância e da irresponsabilidade. Exemplo desse distanciamento em relação aos problemas é a ausência gritante do titular da pasta da Educação.

A tutela continua a não dar resposta a questões prementes sobre as reivindicações que têm vindo a ser apresentadas, muitas delas suscitadas no quadro do anterior Governo, que já tinha como responsável na Educação Brandão Rodrigues. Os assuntos que necessitam de uma resposta urgente e justa repartem-se pela aposentação dos educadores e professores, a contagem do tempo de serviço, a resposta às situações dúbias de avaliação do desempenho docente e progressão na carreira, a clarificação das componentes letiva e não letiva e no combate à precaridade.

Constata-se nas escolas um clamoroso desconforto dos professores que pertencem a grupos de risco, pois continuam sem a devida clarificação do enquadramento legal para justificar as suas eventuais ausências. Também a nível do Ensino Superior, politécnico e universitário, grassa a falta de resposta para com os docentes nas mesmas circunstâncias de saúde pessoal. Ainda no campo das condições de segurança sanitária, não é entendível a discriminação que é tida para com as escolas do Ensino Artístico, Particular e Profissional no acesso ao equipamento de proteção individual e recursos similares. Recorde-se que muitas destas escolas dão uma resposta pública na área geográfica em que se encontram, ou seja, suprimem necessidades que não são satisfeitas pelas escolas do ensino público.

A principal tónica das intervenções das mais de duas dezenas de dirigentes que intervieram respeitou à preocupação séria pelo rejuvenescimento e pela falta de atratividade pela carreira docente, que está a originar nos dias que correm uma clara falta de educadores e professores no sistema. Os indicadores apontam para que esta situação se agrave no horizonte próximo. A falta de docentes a curto e médio prazo vai assumir contornos de enorme gravidade, lesando seriamente a qualidade da educação.

Coimbra, 8 de outubro de 2020

 

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/comunicado-problemas-persistem-e-ministro-da-educacao-continua-ruidosamente-ausente/

Mas afinal há falta de professores?

Segundo a lista de não colocados, após a RR5 existem 16707 candidaturas sem colocação, o que corresponde a 11349 professores, porque alguns concorrem a mais do que um grupo de recrutamento.

Ora, haverá a tentação de pensar que este número é elevado e que afinal a falta de professores que tem sido noticiada é um exagero sem sentido… NADA MAIS ERRADO e a própria subdiretora-geral da educação já o admitiu.

É certo que a falta não se faz sentir por todo o país da mesma forma: se a NORTE (por enquanto) os professores são suficientes e as substituições são relativamente rápidas, em Lisboa e Algarve a situação agudiza-se de forma preocupante de ano para ano.

Se retirarmos das listas aqueles professores que não concorreram para horários completos em Lisboa e Algarve… o número de professores possíveis para essas regiões diminui drasticamente.

Vejamos o QZP 7 (Lisboa e Vale do Tejo): das candidaturas não colocadas (16707) há, no máximo, 10333 disponíveis para essa região, porque os restantes garantidamente não concorreram para lá. Acontece que cerca de 8500 estão concentrados em 4 grupos (100, 110, 260 e 620). Restam 1500 candidatos para os restantes 25 grupos de recrutamento, uma vez que há 6 grupos que já não têm candidatos disponíveis.

Estamos apenas em outubro e falamos apenas de horários completos… se considerarmos os incompletos o problema torna-se ainda mais óbvio.

Fica a tabela com os dados… a mancha vermelha representa os grupos onde a escassez de professores mais se faz sentir.

Há pequenas mudanças que poderão amenizar este problema, mas a situação exige medidas estruturais que vão muito além de uma legislatura… em 4 anos não se formarão os professores necessários e em 4 anos não se tornará atrativa uma profissão que nos últimos 20 anos se tem vindo a degradar de forma óbvia.

É necessário que haja um rumo… sindicatos, governo, oposição e os próprios professores têm de perceber que é preciso fazer cedências; encontrar pontos de convergência e estabelecer uma politica educativa a médio prazo… se isso não acontecer, a Educação está condenada e o futuro do país hipotecado.

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2020/10/mas-afinal-ha-falta-de-professores/

Load more

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: