As medidas de distanciamento que (des)cumprem…

Nas escolas aplicamos medidas ao centímetro, porque até já há quem queira levar a tribunal diretores, professores e funcionários. A caminho da escola é isto e ninguém fala em levar a empresa de transportes seja para onde for… Regras… nós cumprimos.

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    • ana on 1 de Outubro de 2020 at 20:09

    Professores do ensino superior vão fazer greve pelo “direito à saúde”

    Pré-aviso entregue pelo Snesup permite que os docentes possam recusar dar aulas sempre que considerem não estar reunidas as condições de segurança nas salas de universidades e politécnicos.

    Nós estamos á espera de quê?

    • ana on 1 de Outubro de 2020 at 20:12

    Pré-aviso entregue pelo Snesup permite que os docentes possam recusar dar aulas sempre que considerem não estar reunidas as condições de segurança nas salas de universidades e politécnicos.

    institutos-politecnicos,sociedade,sindicatos-professores,professores,ensino-superior,universidades,Foto
    Sergio Azenha
    Os professores do ensino superior vão estar em greve a partir do dia 12 de Outubro. Mas esta não será uma greve tradicional. O objectivo do pré-aviso entregue esta quinta-feira pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup) é proteger os docentes que queiram recusar-se a dar aulas caso considerem que não estão reunidas as condições de segurança nas suas salas. É um protesto pelo “direito à saúde”, explica o presidente daquela estrutura sindical.

    https://outline.com/t8kVbL

    • A culpa não pode ficar solteira! on 1 de Outubro de 2020 at 20:47

    “Medidas ao cm”?! Rigor? Cuidado com a saúde dos outros?Está a gozar com quem?
    Só se for de mm! Os alunos estão lado a lado na mesma mesa.
    É o triunfo do “possível” (ou será dos porcos?).
    Não se ouviu uma palavra de discordância de um diretor!!! Salazarentos. Se lhes mexessem com o tacho já estavam todos na “rua” a contestar.
    Estão a desempenhar, agora de forma descarada, papel de algozes. Já o eram dos professores, agora também dos alunos. Turmas de 30 alunos em mesas duplas! Os diretores confortáveis nos seus “cadeirões de braços”, isolados em gabinetes com ar condicionado !!! Eles estão longe dos alunos e dos professores e bem protegidos. Se algo correr mal …vão ter de “pagar”, porque nada fizeram para minimizar os riscos.

    • PROFET on 1 de Outubro de 2020 at 20:56

    Não existem regras suficientes que possam ser aplicadas quando se trata de escolas com salas sem condições, elevado número de alunos por turma e com muita falta de funcionários para se poder assegurar a higiene e segurança e manter tudo operacional.

    Se houver uma enchente de processos judiciais, não será de admirar, visto que nem sequer informam a comunidade escolar dos casos de infeção, para que um pai possa optar por deixar ou não o seu filho ir à escola. Os Diretores reportam os casos ao ministério, mas o ministério não reporta a verdade. Os diretores não têm o dever de reportar os casos à comunidade educativa do seu agrupamento/escola? aos pais, professores e funcionários?

    Quanto aos transportes públicos, as suas condições de higiene e segurança resumem-se apenas às existentes dentro de um paralelepípedo com rodas. Não vejo como se poderá fazer uma comparação, até porque, as pessoas que vão dentro de um autocarro nunca são as mesmas. É ridícula, esta comparação, pois nunca seria possível desvendar um surto e os contactos próximos dentro de um espaço com constante rotatividade de pessoas.

    Por último, seja escolas ou transportes públicos, quem tem que ir de certeza para o banco dos réus, é o governo, por promover a proximidade social de uma comunidade educativa com 2 milhões de pessoas, cujas bolhas se intercetam com todas as outras pessoas fora da escola, por exemplo, nos transportes públicos.

    A cada dia que passa, os casos de Covid 19 aumentam e os internamentos também. Só quem não se informa devidamente é que não vê a verdade dos factos… neste momento, estão a acontecer cerca de 150 casos diários de crianças e adolescentes em idade escolar até ao secundário, em pouco mais de uma semana, já passou a barreira dos 1000… sendo que o governo ainda só reportou 78.

    Sinceramente, já começo a duvidar da competência dos responsáveis por este blog, porque os dados podem ser consultados a partir de fontes fidedignas… mas aqui, neste blog, ou não pesquisam… ou então não lhes convém dizer a verdade.

    • Tribunal... on 1 de Outubro de 2020 at 21:14

    Os diretores estão a esconder os casos nas escolas!!!!
    Esconder tão delicada informação dos encarregados de educação deverá ser crime.
    Se acontecer na escola dos meus filhos, não ficará impune. Quero toda a informação, para proteger a saúde dos meus filhos. Os diretores querem lá saber! Mais um aluno doente ou internado, pouco importa. São filhos dos outros…

    • Zaratrusta on 1 de Outubro de 2020 at 21:35

    Os comentários dos responsáveis deste blog, neste caso Rui Cardoso, por vezes roçam o absurdo.É o caso. Incompreensível. Faço minhas as palavras de “A culpa não pode ficar solteira!”
    Acho muito bem que os diretores sejam levados a tribunal. Assumirão as culpas dos lambe botas.

  1. Zarastruta, uma semana a trabalhar ao meu lado e verias que é o absurdo dos absurdos. Aprenderias que criticar sentado no sofá é bem diferente do que tentar fazer e não ter meios para ou outros a boicotar o teu trabalho para o bem deles. Acima de tudo, aprenderias a ler toda a informação que põe ao teu dispor, mas não lês. A expressão “se possível” iliba, em tribunal, qualquer diretor de uma qualquer borrada organizativa. E a alegação “não espalhar o pânico entre a comunidade educativa justifica qualquer “desinformação” que venha a ser cometida. Se sou a favor da verdade a todo o custo? Sou. Mas vivendo no mundo em que os analfabeto funcionais proliferam a cada dia, tenho as minhas reservas sobre o que aconteceria. Só o para te dar um exemplo: hoje uma mãe disse-me que não levava as filhas à escola, porque na escola em causa andavam irmãos de meninos de outra escola onde tinha surgido um caso positivo entre as funcionárias. Estamos conversados…

    • paula on 1 de Outubro de 2020 at 22:47

    Se a gestão das escolas fosse eleita democraticamente, acabava num instante a tirania de muitos Diretores.
    No que toca aos professores, os Reitores do tempo do Salazar eram uns anjinhos!!!

    • PROFET on 1 de Outubro de 2020 at 23:20

    A expressão “se possível” até poderá ilibar as direções das escolas, pela insuficiência e deficiência de condições de higiene e segurança… mas quanto ao “não espalhar o pânico entre a comunidade educativa” não iliba a responsabilidade das direções das escolas quando não informam todos aqueles que se inserem nessa comunidade, tais como, professores, funcionários e pais dos alunos, porque é precisamente o contrário, porque a verdade vem sempre ao de cima, as situações de infetados irão saber-se por portas e travessas e, tendo sido negada a informação e a verdade dentro dessa comunidade educativa, impossibilita a pais, professores e funcionários de tomarem uma decisão consciente de não se quererem expor a surtos de infeção. Já o disse aqui, várias vezes: Como professor, tenho o direito de saber acerca dos casos e surtos existentes na comunidade educativa onde trabalho para poder decidir se pretendo continuar a exercer funções num local de trabalho onde as condições de segurança roçam o ridículo do “se possível”… como funcionário, a mesma coisa… e como pai, tenho o direito de saber se deixo o meu filho ir para uma escola sem as mínimas condições de higiene e segurança, condições físicas e logísticas e sem controlo humano suficiente, porque, como é sabido, não existem funcionários suficientes para fazer o controlo de todas as regrinhas “ao cm” como referiu, e planos de contingência meramente teóricos, que de pouco servem, por não resultarem, por deficiência e insuficiência das condições que referi. Ao deixarem uma comunidade educativa na ignorância, chama-se a isso, negligência, e isso é passível de ser julgado em tribunal.

    • PROFET on 1 de Outubro de 2020 at 23:50

    Mais uma:

    Regras definidas pela DGS para o Santuário de Fátima em 13 de outubro:
    “O santuário estima a presença de cerca de 6 mil pessoas no recinto, numa área útil de 48 mil m2, o que equivale a uma média de 8 m2 por pessoa (e com máscara), revelou.”

    Das duas uma, na DGS e governo, ou são muito burros, ou então querem fazer os outros de burros. Ora vejamos:

    No Santuário de Fátima: 8 m2 por pessoa, AO AR LIVRE.

    Numa típica sala de aula portuguesa: (6 m x 8 m) = 48 m2 para 30 pessoas (29 alunos + 1 professor)…

    … feitas as contas, dá:

    Numa sala de aula: 8 m2 para 5 pessoas, NUM ESPAÇO FECHADO (ou semi-fechado) o que quer dizer:

    1,6 m2 por pessoa, NUM ESPAÇO FECHADO (ou semi-fechado).

    Mas mesmo que tivesse feito as contas para 24 pessoas numa sala, daria 8 m2 para 4 pessoas num espaço fechado… um “bocadinho” diferente de 8 m2 para 1 pessoa ao ar livre…. é só 4 vezes mais num espaço fechado!

    • Alecrom on 1 de Outubro de 2020 at 23:52

    O conhecimento dos factos deve circunscrever-se, confinar-se à elite intelectual que tem a responsabilidade de nos guiar ao socialismo.

    Querer o contrário é antipatriótico e significa apoiar o grande capital no seu objetivo de regresso ao poder.

    As pessoas comuns são demasiado ignorantes para saberem ou escolherem o que pretendem para si.

    Não coloquem escolhos à Geringonça.2, 3, 4…

    • Zaratrusta on 2 de Outubro de 2020 at 8:50

    Rui Cardoso
    Não estou a criticar sentado no sofá. Estou a criticar depois de ter passado 8 horas numa sala de 40 m2, com 26 alunos distribuídos por mesas duplas, ombro a ombro, com máscaras nível 3 que já ultrapassaram a sua eficiência há uma semana. Tira agora as tuas conclusões. Um diretor com “tomates” teria aceitado colocar alunos e professores a trabalhar nestas condições?

    • Sofia on 2 de Outubro de 2020 at 11:26

    Colegas, vou abordar um assunto que ainda não foi abordado e parece-me que há muita gente perigosamente distraída com o mesmo: milhares de alunos sem máscara no 1º ciclo incluindo funcionários e monitores de AEC e de ATL.
    Na passada semana, dirigi-me a uma determinada escola de 1º ciclo, para ir buscar o meu tempo de serviço como professora AEC, do ano letivo passado, e fiquei perplexa: vi funcionárias, monitores e até a coordenadora dos mesmos, sem máscara, ao portão da escola, a entregarem os filhos aos pais que por sua vez também estavam sem a máscara…
    Não entendo porque estavam sem máscara. Será porque as crianças estão sem as mesmas?
    E, principalmente, não consigo compreender porque é que o governo decidiu que os alunos do 1º ciclo não usam máscara. Tenho tido alunos de 1º e 2º anos muito responsáveis e conscienciosos e por vezes melhores nestes campos do que alunos adolescentes.
    Existe também outro perigo: estes alunos do 1ºciclo também por vezes contactam no intervalo com alunos do pré-escolar, e quase toda a gente sabe que quando um aluno aparece doente com alguma doença contagiosa, ou até uma simples constipação, na creche ou no pré-escolar, nos dias seguintes aparecem outros da mesma turma doentes com a mesma doença. Não é por acaso que chamam o infantário de infectário.

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